E aí [Música] E aí [Música] E aí [Música] [Música] [Música] [Música] E aí E aí [Música] E aí E aí [Música] E aí E aí E aí [Música] E aí [Música] E aí E aí [Música] em 1917 existia Hospital Juqueri é só que existe tal e não tinha leite suficiente para a demanda que tinha existe que atende aí então os pacientes dessa região eles ficavam nos porões da cadeia de campina aguardando vaga tá em Campinas quando as pessoas tivessem qualquer tipo de alteração de Conduta eles vão ir numa assistência eles em um preso dele porque
pensava que aquela doença essa mochila é e quando tinha vaga disponível em Franco da Rocha que é um Hospital Psiquiátrico da ocasião mas nem sempre é desses tinham vaga porque a demanda era muito maior que a disponibilidade de vagas a alguns quilômetros reuniram e com a calamidade que ela apresentada na na mídia da época ficaram sensibilizados e pensaram de algumas coisas para poder cuidar dessas pessoas que não tinha o direito do cuidado e do espaço Nenhum serviço que conseguisse atender as pessoas que tão aí abrigava as informações da delegacia é por que aguardavam vagas nos
pés de quiabos né alguém tire aí nos 2017 Foram mobilizados pela Doutora Silvia de Barros a ela eu acho que foi a primeira dirigiu a notícia ele começou a contaminar os amigos colegas parentes com essa ideia de Campinas deveria ter um espaço no serviço hospital que a polícia essas pessoas verão a questão do modelo que existia na época Franco da Rocha Era um modelo que era uma instituição distância da sociedade numa área que tivesse muito Verde aquilo então foi uma figura importantíssima Fundação porque ela que não mediu esforços para que isso fosse implementado mesmo e
ele começou a sua campanha a quermesse Deus para angariar fundos para começar hospital sim tem o tanto que ela conseguiu inclusive que acontecesse um Derby entre ponto Guarani com a renda toda a própria construção do hospital que a gente objeto ela fez livro de receita inclusive existe um exemplar É esse aqui nos arquivos do cândido para conseguir vender e arrecadando recursos para essa para implantar as ideias o sentido do cândido sempre foi na questão da sensibilidade com o ele sempre ele nasceu né com a vocação de tratar o paciente com transtorno mental em vulnerabilidade social
maneira gratuito e sempre pensando na necessidade do usuário Na necessidade sujeito é pouco é namorado a primeira a primeira aula que já Gabriel pessoas Então ela fez um movimento assim o empenho que eu acho que virá como conseguir recursos conseguir espaço ao terreno né Isso é uma fazenda de tira Chácara Palmeiras eu não me engano aí foi comprado e ele é o início ao hospital e aí aquelas pessoas que estão presa lá na cadeia e vieram para cá E aí a partir daí sempre pode desenvolver o tratamento o Cândido desde 1924 faz um trabalho significativo
na questão da área da saúde mental ou no sentido hoje é o Doutor Cândido Ferreira foi um advogado e pai da tinta como que ela que foi em homenagem machucar ela é esse entendo ela porque os primeiros novos o Cândido foram nomes bem trágicos né os vídeos dos dementes e podem pobres do Arraial de Sousas e virou os bichos também se pobres de Campinas nos anos 50 também mudou para a Sanatório Dr Cândido Ferreira já estão né fazia praticamente faz tudo né meu trabalho fecha vias em internações e chamava a havia funcionamento folha de pagamento
compra almoxarifado e a gente fazer um mundo é Fabiana chegar lá com a guia de internação pra gente fazer o o o o prontuário ver os prontuários eles ganharam vida a gente começou a as pessoas aqui pra conversar com usuários a se conversar e a cada palavra ter o peso de uma verdade incrível uma verdade de vida é a forma como as coisas eram feitas nunca paciente nunca foi visto ou um celular ele era visto como um doente e não produzir que a sociedade em 80 foi antes né da da reforma psiquiátrica né que sim
era muito sofrido né veio aqueles pessoal que de trancado esse setor mesmo aqui que a gente tá na parte tinta destaque forte aonde o os pacientes mais agressivos para contado mais ou menos assim uma prisão e quando eu fui conhecer é uma coisa aconteça é um Manicômio havia celas fortes com pacientes han causa anos sem roupa tankao solitária pequenas células pequeno eram públicos fechados oferta embora com grade de ferro e ali ficavam os pacientes é preciso pacientes que era um pouco dela considerada visto de tom verde e eles eram tratados com eletrochoque o momento em
que eles ficavam mais mansos todos assim estavam o interesse nisso eles iam para as aulas das enfermarias passei aquela cena tradicional dos manicômios né assentes no chão sem tomar banho fez aqui no banheiro As 4 e 6 da manhã ti todo mundo acordar para tomar banho todo mundo sabe fazer aqui é porque acabava falando não há sete tinha que entregar o plantão com todo mundo banhado e trocado eu quero muito banho tem algumas provas e criar um Manicômio sítio era judiar porque a alimentação era mim aqui tinha um parte dos Pelados que as pessoas que
não ficavam né roupas então ficava todo mundo é bem misturado e a gente não Saram que condições climáticas por exemplo se a gente imagina no espaço sem ar e tem só pessoas mais agressivas mas em surto é a maioria deles quando em eu tirava a roupa rasgava e e ficar lá sem roupa fui ver o restaurante comida na rua com ração de cachorro bom essas pessoas estão caquéticos dissolvida a maisena que alimentação era uma ação de fubá para todo mundo tinha que não comiam aí é né Bom dia senhores o vídeo quem vos fala é
Silvio buzza estou aqui para falar um pouco da minha vida de psiquiatria Eu estou aqui no canto aproximadamente 22 anos eu trabalho na parte de eventos for me lembro de uma moça que internou depressão pós-parto é um caso relativamente simples mas o que que acontece se os guardas Fatos e aquelas pessoas que que tinha amizade com os e eles davam dinheiro para o guarda guarda saía do pátio ficava meio de lado e aquele aquele paciente abusava daquela moça Conseguiu alguma coisa precisar né a oferecer o seu cigarro que os eu tô com cigarro o teu
corpo o que a gente via nos manicômios é que a identidade da pessoa era massacrada a gente via que eles não tinham volição eles não eles não tinham querer e às vezes até o diagnóstico deles era difícil porque ficava com uma massa a psique a identidade era tão tão destruída que a pessoa não tinha nem nem uma organização para crise abuso sexual funcionários ela fala assim a gente fica sabendo disso podia lá muito você então é é muito triste a situação e às vezes durante a crise eles falavam de relatos de abusos ou de surras
que eles tomavam falavam alguns nomes de funcionários que eram mais mais brutos ou o avô entre aspas né que que que torturavam mais e ninguém tinha um olhar para isso e os enfermeiro quando a pessoa reclamava para o enfermeiro o Enfermeiro ainda batia nessas pessoas uma coisa não deixa assim e muitas pessoas 200 200 vai lá que Jesus né só nessas condições crônicas todos com muitos anos de internação e ele tinha equipe médica grande tinham sete psiquiatras conviviam com isso que passavam uma hora e meia hora lá e aí muito pessoalmente em baixo aqui trabalhava
na linha da contenção da violência a camisa-de-força a nossa lavou terapia era o seguinte a gente ia pegar aqueles colchões que estavam por mim dado porções sujo a gente ficava picando para que eles pudessem fazer travesseiro retornar os loucos e cheia de remédio era semelhante a preciso sair mais nunca não tinha alta prejudicial seja julgamentos em juízo né bicicleta que fazer um regime bastante rígido né de horários horário de banho horário de medicação horário de almoço uma segregação absoluta as pessoas né teve um lugar fechar tinham autonomia sobre absolutamente nenhum desejo um paciente que tentou
fugir e Arte na Praça ele fugiu ele é enorme grande forte e os enfermeiros todos saiam correndo atrás e conseguiram lançar ele aqui no lixo usando da praça essas saídas e é o modo pelo pescoço com uma gravata que era um método de obtenção eles usavam e os mostrei aparecer e eu passei por um problema de uma depressão depois foi constatado a bipolaridade e depois aí começou as internações passei por diversos hospitais da região não é que eles foram internados aqui ficaram a vida inteira eles iam de um Hospital Psiquiátrico para o Hospital Psiquiátrico então
fechava um EA transferido para outro depois você achava outro e a transferido para outro quando eu cheguei Inclusive eu encontrei moradores que tinha o nome de ignorado homem branco homem negro Por incrível que pareça isso constava no prontuário se você chegava no hospital eles colocavam todas as pessoas que chegavam determinado local eles viam separando como separar se um gado não tinha amor e esse é o tratamento e quanto às medicações caso você fazia alguma coisa que eles achasse que estava errado ele se aumentava a medicação onde passava a você passava a ser impregnado o tratamento
no passado naquele modelo manicomial ele não era terapêutico tudo bem naquela fase naquela época não existia muitos recursos terapêuticos a a farmacologia não tinha evoluído pelas pessoas de uma forma homogênea É porque também festa das notificações psiquiátricas era muito restritas do ponto de vista dos financiamentos e isso era difícil para você conseguir acessar o paciente não tinha era esperar na porta esperando localizar o sujeito dentro da unidade para depois liberaram para você conversar com ele meio que com alguém vigiando né não se olhava para a pessoa né que estava ali ser internada assim para as
crises que ela apresentavam os riscos frente a sociedade é para ir na adequação Enfim uma gravar se para tudo aquilo que a pessoa tinha de não saudável e a doença prevalência sobre a pessoa sobre o ser humano porque dos 15 aos 22 anos eu tomei uma Farm de um para emagrecer e quando acabou o final do o terceiro ano colegial e Ministério Público alcoólica foi isso que assegurou a bipolaridade né E esse internada no Hospital Américo bairral Itapira E lá eu passei pela camisa de força mas é é uma coisa muito forte né você se
eu tinha amarrado você sentir preso sentia Coado pouca coisas que você pode ter discutido com uma pessoa a gente percebi o quanto que essa força do manicômio fez calar mais do que as palavras fez calar a potência as ações autonomia os desejos fez falar muita coisa Antigamente era assim por exemplo uma pessoa extrovertida ela é internada porque ela é extrovertida a família não sabia lidar falar vamos colocar no Hospital Psiquiátrico ele o caso de uma de uma usuária que era moradora é o do daqui do cândido ela veio para cá não por ter um transtorno
mental Mas por que ela foi largada no Altar EA família vem ela e ela teve uma crise a família não soube lidar com a crise colocou ela aqui e nunca mais veio buscar filhos que achavam que a mãe tava morta porque quando foram procurar no Juqueri as pessoas disseram sua mãe morreu e depois de receber uma ligação de que a mãe estava vivo e que tava aqui no Cândido Ferreira tiro deixa Hospital 40 pessoas vieram para cá sem identificação no assim né mas sem deixar passar sem referência familiar sem data de nascimento uns coloquem sentados
número 40 pessoas isso que ele é né nossos pacientes a maioria não tem família né não estão pacientes que há muito tempo foram internados a família achou que internação era melhor opção Na época eu né que era o único serviço de saúde disponível mas são usa pra ele não quis outro sua família não G1 Oi e a maioria deles ligavam né Loucura dos seus familiares que deixaram aqui para gente cuidar de uma maneira de outro e a gente sabe das atrocidades né permitidas dentro de hospitais psiquiátricos e esse Infelizmente era o tratamento que se dava
a pessoa que tava com problema mental ou eu vou até a década de 90 em Alicante dele é no Hospital Psiquiátrico tradicional né um um local onde a gente tinha as pessoas que onde estavam nem chama da crise né o quando paciente gente está em crise ele vai para uma internação ele é no hospital convencional Teve uma época era muito os planos cênicas qualquer alteração de comportamento ou quadro Psicótico e as pessoas ficavam internados E durante muito tempo tá Então esse foi um modelo que foi instituído pegar o As Pessoas com transtorno mental grave Os
doidos os outros não se chamava se chama e fazer internações crônicas com eletrochoque esteja corra efetividade no tratamento e Reabilitação é pequena ela mais para isolar essas pessoas da sociedade as suas famílias do que para tratar essas pessoas quando essa ideia da reforma psiquiátrica vai chegando no Brasil né E vai ser uma pensada como como arrumar transformação no e o que significa né a chamada reforma psiquiátrica foi a construção de uma nova política de saúde mental no Brasil e ela foi muito integrada muito articulada com a construção do Sistema Único de Saúde o Cândido Ferreira
ele foi um dos primeiros serviços e assumiram a proposta de desinstitucionalização da reforma psiquiátrica e isso lá na década de 80 cal psiquiátrico mais tradicional mais fechado que muitas vezes né privilegiado assim a questão da internação de locais que as pessoas não tinha muito acesso né começa com uma luta não tem dentro do estado não dentro do governo mas na sociedade é que conseguiu se articular Profissionais de Saúde Trabalhadores de saúde mental psicólogos psiquiatras enfermeiros nos tetos de várias funções com os setores da sociedade como Pessoas com transtorno mental grave familiares é que se se
encontra forma que ela não dá pra fazer cuidado era tratado que através dos manicômios né que o Hospital Psiquiátrico ele deixa de existir enquanto no local agregar responde tudo se concentra e ele é substituído por serviços de saúde para começa a No Brasil se ganha corpo nos anos 80 e antes de chegar ao sucesso chegar na política nacional sol de alguns municípios saem na frente nesse sentido ao longo do tempo Cândido teve um trabalho de Vanguarda na questão das da psiquiatria principalmente na questão da Saúde Mental Campinas junto com Santos sai logo uma série de
cidades no Brasil e os passos era fechar o teste diabo e criar uma rede substitutiva Alternativa de serviço do tipo Comunitária ambulatorial com o trabalho desenvolvido aqui no Canedo Teve uma época que representando o Ministério da Saúde B arda Brasília para ver do que que a gente está fazendo aqui e ficaram a sensibilidade positivamente com o trabalho que tinham mesmo quando voltaram para Brasília para escuta tem outros modos de cuidado na questão da Saúde Mental alguns outros países Itália França Inglaterra já tinha iniciado a reforma psiquiátrica na década de 70 e 80 e a gente
se inspirou nos países europeus que eu tô te dizendo que tinha os sistemas nacionais de saúde e foi um grande outras coisas que são do Metal não Hospital você é dicas não se centravam na psiquiatria nosso teve um conjunto de fatores que fez com que o Cândido pudesse protagonizar a reforma psiquiátrica brasileira se ele sempre apostou em práticas inovadoras então quando a gente tem exceção por exemplo dentro da Saúde Mental de oficina de Cultura de música de teatro de artes plásticas é isso foi se ampliando ao longo dos anos né a gente trocou muita cultura
sanitária política com esses e da Europa já tinha um movimento já tinha questão da redemocratização foi muito dentro desse contexto né do Brasil tinha diversos movimentos sociais tanto de profissionais de saúde das Universidades é da família dos vários que buscavam outras práticas e não só a prática vigente da época que era unicamente uma internação longa tem que ser um arcabouço da questão do Cuidado então não é só questão do hospital nos Capes a questão do Centro de Convivência da em outras esferas e cuidado fez esportiva Cultural de formação educação todo mundo tem o direito a
tudo a Inglaterra o lhs é um Suzy lá também tinha e se chamavam de atendimento comunitário que você merece o Oscar tipo multiprofissional desmedicalização restringe a internação sua casos graves na crise tô trabalhando com a ideia da educação da saúde do Esporte quando nasci no centro de convivência e eles promovem ações para a comunidade Assim fica muito claro né Assim que essa instituição sempre apostou que essas práticas poderiam colaborar no processo de transformação e principalmente na quebra dos muros do manicômio o que hoje eu vejo que mudou muito o Exatamente isso né as possibilidades terapêuticas
se ampliaram e de fato a gente pode compreender melhor os transtornos mentais e a gente pode perceber empiricamente a gente pode perceber que essa as pessoas conseguiram retomar uma série de atividades né com um mínimo de restrição possível tanto inscrição da camisa de força que amor linda mecânica botar esses são química que a dos Remédios né Podem poder ajudar pessoas podem servir como recessão Esse é o Cândido ele trata o transtorno mental então é o foco do seu tratamento tem uma busca de tratar o sujeito de modo singular de maneira humanizada com afetividade que proximidade
isso a entende-se que são práticas mais humanizadas do que você focar somente no aspecto específico da doença por exemplo fez esquizofrenia a dependência química quando aquele na extinção a instituição estava em plena efervescência de pensar de se pensar e de pensar esses movimentos a partir da luta antimanicomial de saída de conquista do território por essas pessoas que muitas vezes ficaram anos e anos internado o grande o início em 1924 com a filantropia é 20 e 60 anos dependendo financeiramente da filantropia mas nos anos 80 começou a ver a ver um esgotamento naquele momento no final
dos anos 80 e começo dos anos 90 e entrou uma gestão de queria investir na saúde mais o dinheiro da da União né que vinha através da Previdência gente teve um recurso aí o que fazer com isso vamos abrir Capes Vamos abrir equipes a metais aqui de saúde mental na no território da comunidade né e usar o câmbio como passa como formação na medida que ele descobre Alice os pacientes vão cês internados Então esse outro modelo né que foi sendo ampliado e aonde a reforma psiquiátrica posta se substitui o hospital por serviço de saúde territoriais
então a região de Campinas ficou um pouquinho com leite psiquiatra e os que tinham eram Hospital Geral né ele precisa da crise no campo de público Apesar pouco shows dela e alguns no canto a lógica da internação é uma lógica da crise não a lógica do isolamento do confinamento você não tem mais um local onde tu E ai mas você tem um serviços né nos territórios com a pessoa ela é tratada e cuidada numa de preferência no bairro onde ela mora ela não precisa ir lá no outro lugar ela mantém o convívio com a comunidade
né que o tipo de profissional não sou psiquiatra faz uma atenção integral no território da pessoa vive usando psicofármacos mais usando várias terapias profissionalização Volta à Escola tentando então fazer uma fosse uma reconstrução social dessas pessoas que passaram anos sobre trancaram e também dos novos casos desenho promotor do Ministério Público reconhecer todos o que eles e moradores que não tinham documentos então vieram reconhecer os como pessoas existentes né e deu aí esse então a carteira de identidade é aquele a partir disso esses pacientes também conseguiram ficar e o benefício de prestação continuada que é um
salário a reforma da sobre Então tem um componente muito importante que é a valorização das pessoas atualização da Cidadania tá não é porque louco que não tem direitos políticos sociais e trabalhistas quando a reforma né começa a acontecer no Brasil e aqui em Campinas desde os anos 90 91 que vem acontecendo efetivamente a gente tem uma inspiração local e te aviso e serviços não manicomiais a gente é meu território na comunidade a prefeitura tinha equipes de saúde mental no centro de saúde que tentava evitar a internação misturar o ciclo fármacos com terapia com trabalho comunitário
lá em Sousa no Cândido nunca houve muro mas sempre houve um muro simbólico de que as pessoas avalia o hospital ali o Manicômio tão Quem tá lá dentro não sai quem tá [ __ ] né não tinha uma é um livre acesso a o tratamento técnico ele se mistura ele se compõe a ideia de aumentar a capacidade das pessoas que têm sofrimento mental transtorno mental de viver em sociedade de enfrentar conflitos e conseguir trabalhar de lidar com as frustrações e com um mínimo de restrição possível e o Hospital Psiquiátrico Ele tem muito esse essa imagem
esse jeito de fazer né as pessoas não conseguem fazer diferente a partir da hora que ela de interna ou naquele ambiente é este modelo considera o movimento que teve uma vitória importante tem uma modificação Metade dos portais de que as foram fechados no Brasil falta outra metálico o modelo manicomial ele não individualiza a pessoa né Ele oferece um uma um acolhimento que era praticamente um isolamento né da pessoa da sociedade e não necessariamente investir no indivíduo então o modelo e já diz é um modelo que é com fina são maneiras de tratar e a gente
defende Essa maneira de tratar que não é o modelo de lá e que tentava diminuir um pouco estigma da loucura na sociedade ele Doutor Nelson que a gente ia pro pros funcionários do cândido fazer um treinamento a capacitação a discussão dentro dessa nova política a ideia de que a transformação do Hospital Psiquiátrico começa a partir da história tentativa foi de compôr sempre equipes que tivesse implicados momento com o processo da reabilitação o processo da aquisição de autonomia para as pessoas mas no contexto ético e de possibilidades de avanço quando a história hoje ela é reconhecida
como o valor e ela precisa aparecer e ela ele é viva não é uma história assim como o anúncio nossa Ele surtou e foi para o hospício isso é um anúncio que marca a história e acaba acaba ali e depois vira uma pessoa silenciosa ou silenciada no Hospital Psiquiátrico possa deixar seu usando ator a saúde O que é a diretriz naquela se sair do manicômio é exatamente sair de dentro deste lugar que tinha a marca da história [Música] boa sorte o período de leitos de internação Até final de 2017 mas quando foram os últimos dez
leitos dois anos EA fechou dois mil e 600 leitos psiquiátricos em Campinas e região não julgando o povo na rua né Cada um pedaço de fechar o agente achava em algum carro quiser algum Hospital dia porque era um modelo em que o paciente passava o dia em atividades terapêuticas psicoterapia várias atividades de terapia ocupacional e depois voltava para casa né desejar Era um modelo de internação parcial essa política ela tem um componente prático não tinha só o discurso dos direitos tinha um componente como fazer atendimento psiquiátrico Como trabalhar em como o acidente chamou essa equipe
de equipe de reabilitação dos pacientes moradores do Cândido Ferreira Como fazer terapia Como lidar com a família nova visão do uso de medicamentos psiquiatra Oi E para isso que eu sei que está inovando tanto na parte medicamentosa Quanto na parte das terapias e que o projeto foi se transformando no carro então o HD passou deixou de ser HD e dentro do cândido para se transformar no Centro de Atenção psico social a doença mental A tá muito associada seu contexto histórico também hoje os Capes Eles são de uma complexidade né gigantesca muito diferente dia 10 15
20 anos atrás e isso Exige muito da equipe uns Capes que tem o leito de internação e isso foi um ponto muito importante porque com o leito de internação no Centro de Atenção psicossocial você conseguiu desativar os leitos dentro do Hospital Psiquiátrico do manicômio é um Cândido ele é responsável pela administração de uma série de serviços de saúde né entre os capins Nós temos dois ca.cj que são capuz para infância e adolescência a cápsula de que são capital com drogas e 6 Cap 3 que são capuz 24 horas atenção psicossocial Ele tem uma série de
atividades Essas atividades elas é acabam ocupando muito ao tempo do paciente mas elas são organizadas de acordo com a necessidade do paciente a ideia do serviço é construir uma linha de cuidado individualizada para cada usuário então que é o que a gente chama de projeto terapêutico individual o projeto terapêutico singular que é construído muitas vezes em conjunto com o usuário e a família né de acordo com as particularidades de cada de cada pessoa é porque o ms também reconhece que práticas hoje desenvolvida em Campinas ou em outros municípios principalmente voltadas a esse tratamento mais humanizado
com os projetos eram o lar são boas práticas a serem adotadas Independente de países MS lançou um documento agora incluindo o município de Campinas especificamente falando do Cândido Ferreira por conta do modelo de cuidado que nós temos Então os serviços residenciais terapêuticos o modelo de caps que são centros de atenção psicossocial e então isso é uma referência de cuidado para o mundo né e o longo do pé ocorrência foi com construindo o conhecimento e isso é muito importante na questão da história da psiquiatria E na saúde mental o carros é um elemento Central dentro do
atendimento na rede de atenção psicossocial modelo Hoje ele é um modelo que dá conta de uma realidade daqui 50 anos a história que 10 anos e seus história e a gente não pode se fechar a realidade como ela se apresenta em E aí E aí Olá meu nome é Luan Eu tenho 19 anos eu sou usuário aqui do CAPS David Desde o ano de dois mil e vinte de outubro de dois mil e vinte esquizofrenia a eles me ajudaram por causa que quando eu cheguei aqui eu tava com os pensamentos muitas vezes organizados e eles
me ajudaram a reorganizar os meus pensamentos eu eu sou uma pessoa comum como qualquer outra eu não tenho não é o ar uma doença liberdade é receber minha alta se a minha Bia é a minha carta De euforia e esse processo de integração com a sociedade foi acontecendo gradualmente desde o início da reforma psiquiátrica nascem ao longo também dessa história do Cândido aqui como parceiro e que facilita o acesso desses usuários com a comunidade de novo e também oferece oficinas para a comunidade é as moradias né desses antigos pacientes que já estava com 1 ano
de internação e que perderam vir com a família enfim até muito idade avançada O que é só tratar da Saúde Mental a gente quer tratar do ser humano como um todo não sei integral mas isso gerou muito atrito que particularmente com os médicos o certo psiquiatras aquela conta e saíram se demitido e sai ele fazendo de novo aquela cidade e era o médico conhecidos reflete nos que ela bastante digamos autoritário né do médico para baixo a gente quer lazer entretenimento que seja com esse tratamento a gente inclui a música o teatro que faz com que
as pessoas mudem né totalmente se pra tem queiram viver né Tem um motivo para viver [Música] E aí o serviço Residencial terapêutico que seriam as moradias do Cândido Ferreira eles são divididos em dois tipos de acordo com autonomia eles vão para as moradias a que a gente chama moradias mais autônomas ou para moradias que são de maior complexidade as moradias de maior complexidade são para pacientes mais idosos ou que tem um transtorno mental que que os impossibilitam de qualquer tipo de autonomia para ajudar a quebrar até um pouco esse estigma dentro do louco do do
perigoso daquele que é diferente do que a net porque eu não conheço do medo que causa nas pessoas o processo da equipe de trabalho junto às moradias e usuários como foi um processo é muito um e delicada de formar grupos para ir morar lá as moradias a gente foi descobrindo muitas coisas os primeiros meses as primeiras semanas tudo o que era comprado era consumido no mesmo dia tinha uma usuária que ela mal falava ela pouco se comunicava aparecia uma pessoa muitas em capacidades um pouco a autonomia quando ela chegou na casa ela pegou a cozinha
para ela e assim não deixava ninguém chegar perto de cozinhar ela podia se a cozinheira da casa que é muito interessante porque a potência de cada um aparecia nesse momento de e de transformação de mudança moram juntos pessoas com mais afinidade qo patologias que conseguem conviver e a gente tem feito isso com muita dignidade nessa equipe que chamava os cuidados de reabilitação de moradores e que pensava justamente essa transformação é de aulas fechamento das aulas para as pessoas irem morar nas casas nas moradias uma coisa interessante é que muitos vieram do tempo do fogão a
lenha e quando foram as moradias de um microondas não são difíceis e da construção de autonomia e que forma perto de vida nossa aquelas pessoas ganham Como já falei a sociedade ganha também em saber como bebê com diferentes tudo as pessoas que pensam diferente e que fala uma coisa diferente aí tem a liberdade né que ele acho que eles nunca tiveram né e o centro de convivência casa dos sonhos ele começou a partir do paraíso a partir desse desmonte das aulas a partir dessas parcerias com a comunidade também consumir conforme as aulas foram sempre fechadas
o Cândido Ferreira enfim foi inventando várias outro vários outros dispositivos frequenta o século do centro de convivência Antônia através das atividades né que estão que tá tendo lá na Casa de Cultura Tainã tem muitas atividades como teatro né eu faço também é de rádio online é uma alegria muito grande estar com eles né antes do dessa atividade que eu entro que eu já entrei eu ficava muito assim muito solidão assim eu ficava muito sozinho em casa seja de convenção espaços abertos à comunidade em espaços abertos a toda a surpresas que a comunidade trás e aí
quando eu falo comunidades usuárias são de mental fazem parte o centro de convivência onde acontecem as oficinas e os carros assim eles também tem uma abertura para práticas que não são ditas como convencionais meu corpo é a arte ritmo e poesia sou o canto de oba a rua é nossa resaltar nessa união e E aí E aí E aí E aí E aí E aí Oi bom dia senhores o vídeo quem vos fala é Silvio buzza do programa de rádio Maluco Beleza maluco beleza é um espaço aberto Onde tem um ponto de cultura o meu
nome é Fernando Martins e eu cheguei aqui no Cândido em 2011 através de uma amiga da minha mãe mas a rádio do desde o início do projeto do Maluco Beleza há 16 anos já programa participam de uma localize mas e tem um programa só meu que o problema de peso programa que te deixa leve esse programa é um programa que te dá auto estima que vai te dar muitas dicas e espero que vocês gostem E aí a gente marcou outro dia a gente foi Ah e quando eu tenho certeza de presente a ela ela disse
à minha mãe que havia esse projeto o maluco beleza e [Música] e você [Música] não vai atrás de como de saia vai embora solidão às vezes Nós Somos convidados conjunto com Malu mesmo às vezes só Rios Mas eu e o Sílvio para ir algumas faculdades ou de Psicologia de enfermagem jornalismo ela tá falando sobre a luta antimanicomial que eu tava falando que nós passamos antigamente porque assim é uma coisa eu vou se ler nos livros nem nas apostilas o quê que é a saúde mental outra coisa você ver uma pessoa viveu aquilo na pele e
eu acabei vindo gostei e não sai mais ah e tem um sonho minha vida né de me tornar cantor de verdade poder viver da música como todo que eu não sei fazer outra coisa você cantar e tocar acho que esse me deu uma liberdade me deu esse desenvolvimento profissional que eu retornei né profissionalmente e aprender como artesã né a fazer os trabalhos da oficina gráfica Eu acho que isso me ajudou passar é para mim o projeto maluco beleza é interação social é convívio é a alegria acima de tudo nosso maluco beleza nós falamos o que
aquelas pessoas não puderam falar no passado o Cândido ele tem um Norte que eu nunca vi oficina de trabalho e tem a casa as oficinas que fica na região noroeste que também é um serviço geração de renda nós temos agrícolas em serralherias oficinas fazem mosaico culinária restaurante eventos a oficina agrícola por exemplo ela é responsável pela maior horta de orgânicos de Campinas né são vários usuários eles recebem uma bolsa e os coordenadores das oficinas E se eu acho importante falar São pessoas que têm informação e saúde mental objetivo do do Norte objetivo da casa toxinas
desse serviço de geração de renda eles o objetivo é gerar renda de fato usuário para família porque uma vez que o usuário uma coisa é uma pessoa que tem transtorno mental e ela não é economicamente ativa a família recebe de um jeito quando esse usuário ele começa a levar dinheiro para casa ele se a família muda o olhar e não é isso comprovadamente a gente vê que diminui drasticamente o número de internação de crise isso é que nós somos uma loja maravilhosa onde são 320 ex-internos trabalho magnífico 15 oficinas de trabalho onde Essas pessoas vão
vem de manhã Toma seu café trabalha tem horário de almoço tudo gratuito e vão embora para casa as quatro horas da tarde é inscrito em vídeo do Jordão isso é era uma fala dele é tanto aqui a perguntado por aí se ficava naquele era um artista ele negava não não sei vida eu faço os hábitos aí ele colocou desista para levar ele tá passando pelos oficina levar pro preciso de pintura essa ligação que vocês vão Em alguns momentos em alguns casos premiados inclusive ele participou recentemente do uma exposição chamada lugar de Delírio no mar no
Rio de Janeiro e também no SESC Pompeia em São Paulo está numa moradia com 90 anos de idade ele não quer mais tentar ele quer tomar café e conversar com a ver televisão e tá no seu direito é mas deixa delegado para extinção é muito mais que preste deixa de legal para a humanidade a sua árvore Oi [Música] não vai falar você de terapia não é só a conversa grupo terapeuta terapia o trabalho terapia é a vida aprendendo o banco apresentar ela usava arte né com as oficinas de isso canto usa muito né chato arte
artesanato as pessoas vão se encaixando em alguma atividade é que tem um produto para elas né Então a nossa inspiradora é visível estiver né dois mil para cá é a saúde mental se encarrega da reabilitação da dependência química álcool e drogas com a estratégias terapêuticas semelhantes em durante esses anos as ações de Cultura sejam festas eventos apresentações feiras até quando foi através de ações de cultura que esse e esse muro foi sendo quebrado simbolicamente as pessoas começaram a sair e a frequentar mais a comunidade a comunidade passou a frequentar também para dentro da instituição né
primeiro por peças e por exemplo por eventos mas depois começou a ter uma certa curiosidade então a gente pode dizer que certa maneira a cultura como toda arte é um dos Campos da cultura ela foi um grande facilitador desses encontros profissionalização Volta à Escola tentando então fazer uma como se fosse uma reconstrução social dessas pessoas que passaram anos trancaram e também que os novos Casos eles queriam comendo prato Redondo Porque aqui só tinha Bandejão E aí a gente tinha ofereceu o prato Redondo da Lua para ver né porque eram todos os quartos e esse amigo
uma das moradoras estava na sacada da casa e criando para o céu me aproximo dela e pergunto tudo bem Melo e ela olhando para o céu admirando a lua me responde a lua eu nunca mais tinha visto a lua eles continuaram pessoas e eu acho que esse é o pulo do gato né saber que as pessoas podem viver uma vida muito tranquila e a qualidade tem o problema que ela tem então eu vi isso é maravilhoso porque a gente aprendeu a se reintegrar à sociedade não só eu como os outros amigos atualmente o Cândido né
Ele trabalha dentro da perspectiva de foco nos vários no sujeito né com equipe multidisciplinar e sempre pensando contexto com aqueles Vale vive e o que a gente tem uma veia muito forte que além do tratamento dos Vales transtorno mental EA questão da inclusão social Então acho que isso é muito importante é instituição que sabe tudo ela sabe de você ela sabe dos seus gostos ela sabe o que você ela determina o que você é daí hoje A ideia é o contrário é que você determine o seu tratamento você a as suas necessidades determinem o que
a instituição vai fazer por você e não o contrário a gente não pode mais isolar as pessoas a gente não pode mais é a segregar o SUS tanta saúde mental eliminou EletroShopping desse como uma estratégia terapêutica e reservou para casos gravíssimos de depressão grave resistentes à terapia psicofármacos e só pode ser feita em centro seguro paciente sedado a importância de ações e projetos como esse é a gente entende que sujeito ele precisa na vida dele para estar bem esse de relações de amizade é preciso de afeto eu preciso de encontro e de coisa se faz
com sentido de coisas duas dicas em fingir de ampliar o horizonte para Além de olhar por uma questão de um problema ou só da sua vida do que nós né sociedade tem uma grande dívida o que a gente pensou os melhores projetos né os melhores talvez não ideal né mas os possíveis que são fundamentais vocês são pessoas maravilhosas que ajudam as pessoas e um desejo que esse serviço nunca cabe porque pode ser ter mais pessoas assim como eu que precisava e que desejava de uma atenção especial e isso que vocês tiveram comigo uma atenção especial
então eu agradeço a todos os profissionais da saúde dos psicólogos os médicos que me ajudaram até aqui eu fico muito grato agradecido de verdade a todos vocês muito obrigado a [Aplausos] o futuro do Cândido Ferreira é desse sempre um campo aberto para surpresa a gente poder no contato de um com o outro do Olhar do Passo da palavra de poder acolher a surpresa do que pode ser isso do que pode ser aquilo de que isso pode ser transformado aqui já se quebrou paredes a se construir paredes um milhão de vezes crítica tão forte que vocês
podem ver dá raiva né do manicômio que a ideia que os funcionários lá tava contaminados pelo Manicômio podia aproveitar e aquele território aquele preso era nossa salgava a pena como seu do meu amor é a nossa proposta era recuperar também dos trabalhadores garante emprego conformação mas você tem uma sede lá né uma casa e que ela é parte da história a gente não pode esquecer essa história né a gente não pode esquecer Oi oi até para não permitir que volte a ser o que era antes inclusive esse lugar nós estamos aqui né que é uma
sala que foi remodelado a que antigamente era do hospital mas não esquecendo de contar a história Então hoje vocês só que filmando fazendo filme eu já não sou mais a mesma esse espaço já não é mais o mesmo porque ele tá sendo iluminado de outro jeito vocês estão fazendo que as pessoas falem e acabou já é um outro já é uma outra posição vocês fazem parte do Museu Vivo Cândido Ferreira para a gente ver apostando na possibilidade de ter um pequeno Museu ali dentro o Museu de Arte mas não só da arte dentro dos quadros
mas o Museu de Arte e de manutenção de conhecimento de tudo o que foi produzido ao longo dos anos então tem vários locais aqui que apesar de ter sido remodelados a gente fez questão de deixar partes é lugares de isolamento para as pessoas Oi Siri do que foi isso aqui mas é Um Desafio pensar daqui para frente até Como que essa instituição ela vai se manter né O Cândido ele é mantido pelo SUS por dinheiro público o dinheiro que vem da saúde né ela não tem uma outra fonte de financiamento né não é um serviço
é que consegue se sustentar só com dinheiro público e isso é bastante de ar né você não tem outras fontes de financiamento a gente faz as feijoadas a gente é conseguimos uma mostra de arquitetura para recuperar Ted que futuramente a gente está pensando conseguir alugar para eventos com a desocupação dos prédios aqui que são prédios antigos e históricos tombados tem um movimento de que se Aproveite esse espaço para gerar alguma renda para instituição esse desafio ele é é instigante porque a gente sabe que vai ter o apoio da comunidade Porque como a gente faz um
trabalho social comunitário de peso de excelência de grande porte o desafio hoje é publicizadas porque a partir da hora que todas a maioria das pessoas realmente souber o cerne do que a gente faz com certeza a gente vai ter apoio da comunidade o ar Chegamos aqui né acompanhamos as questões contemporâneas mas sabemos nesse momento pelas próprias pessoas não têm por áreas que a gente precisa da comunidade em direção a novas ideias Cândido Ferreira ele é uma instituição muito antiga né Tem quase cem anos e nesses cem anos muita coisa mudou e eu acho que a
história do cândido seguiu a história da nossa sociedade então nós temos milhares de pacientes que passaram por lá Porque a gente precisa valorizar tudo o que foi feito no Cândido porque foi isso que construiu a história do cândido e foram essas pessoas que estavam no comando da instituição anteriormente que possibilitaram é a o início que do que eu vejo ser um novo ciclo mas eu acho que o que hoje a gente consegue resgatar a gente consegue tirar a média de tudo isso né Eu acho que é muito muito mais histórias felizes que eu me sinto
assim muito privilegiada por participar desse novo ciclo que o Cândido tá iniciando modalidade reflexão [Música] da nossa realidade que ele ajudar esperar e saiba o que era nem como era antigamente que a partir de 90 vem a reforma psiquiátrica para melhorar e a gente espera que isso continua melhorando e se a gente não houver continuidade que que acontece pode retroceder com muita muitos lugares acontecem isso por isso que a nossa luta é diária e E aí E aí E aí [Música] E aí E aí E aí [Música] E aí [Música] E aí [Música] E aí
[Música] [Aplausos] E aí eu [Música] quero gritar para todo mundo ouvir quero gritar para todas sociedade quero gritar para sua comunidade mas não me deixe de ouvir pois falo aos quatro ventos que quando penso só mais um só mais dois são mais 1000 sou mais a verdadeira voz da Liberdade o [Música] pagamento dessa casa tava falando de hoje e ele não chegou na casa deitada na cama com a sua unha aberto eu te mando tá eu tava dono do hospital ela quando eu tinha à época do pagamento ela ia no de ter brigar com todo
mundo que ela queria receber e elevar segura lá ela é travar meu gato comer diabo abrir a porta e pedir a café Vamos tomar café meu sonho e eu comprei a América uma consulta oftalmológica para usar óculos né perto mas não foi quando eu chegar lá a gente banha preferido na frente com XVídeos conserto ou você fala assim por favor pare de chorar ler ali e ela vai qualquer um que não tem como responder assim e vamos lá G1 e pediu para você repetir o que você chegar ela outra vida no trabalho novo curso de
marketing então meu viver 2 Olá pessoal Z ele tomava tava coisando e [Música] que faz de mim a e ele saiu sozinho para comprar né alguma coisa na comunidade era comum eles saírem para frequentar feira mercado padaria e nós recebemos uma ligação de um comerciante dizendo que tinha um usuário do cândido muito desorganizado ele estava delirante confuso porque ele estava dizendo que ele não conseguia retornar sozinho para o Cândido e que ele se chamava Adão e morava no Paraíso e quem atendeu a ligação desse olha Pode ser que ele esteja com dificuldade de retornar sozinho
mas ele não está em crise ele chama dão e ele mora no paraíso olhava a internação e teve uma vez que eu me lembro porque eu não pude ir aí no dia seguinte quando eu cheguei para trabalhar eu abrir a porta e a hora que eu olhei vinho paciente paciente olhou para mim e saiu correndo na minha direção a gente pronta me bater aí eu fechei a porta rapidinho quando terminei de fechar a porta ele tava em cima de mim me abraçou e aí quando ele me abraçou ele disse assim e vou Dr Celso que
libertaram o senhor que tinha usuário que era ele era esquizofrênico mas ele minuto emoção qual Federal você tinha uma certa autonomia então ele acompanhava no no serviço de independência aqui e aí A família dele sempre tinha uma demanda a gente quer internar a gente quer internar a gente é internada em sempre falando não olha vamos tentar fazer isso você vai ficar tentado tirar essa questão da da institucionalização mesmo e aí um dia veio o pai a mãe falou a pesquisa meter não Leandro não tem mais jeito ele tá no buraco e aí ele falou não
mas ele tá no buraco Vocês precisam ir Vocês precisam me internar não tem mais jeito e ele cai no buraco e aí a gente descobriu que ele realmente caído no buraco [Música] vira pedreiro alcoolista e ele chegou para se internar na extinção numa situação muito difícil de saúde conheço de cirrose com várias questões muito grave e ele veio participar do clube dos saberes chamado pela Maria Eugénia e ele pensou eu vou porque eu vou fugir só que quando ele ouviu as palavras do Arthur Hipólito e do grupo pensando o centro de convivência convence Art e
ele se apaixonou ele se encantou então ele pensou Não hoje eu fico aqui e na semana que vem eu fujo e nem que nem vi uma noite de semana semana e deu na reunião ele começou a se envolver com a reforma do espaço e ensinando muitas pessoas Acho que mora ensinamento que ele fez é dessa paixão de que todo mundo tem algo que pode ser ensinado e todo mundo tem algo que queira aprender de outra pessoa essa troca entre as pessoas e como ele disse no leito de morte Ele morreu de câncer recentemente fui visitar
um hospital é é [Música] e eu acho que ele fala muito emocionado o que ele podia ter morrido na sarjeta e ele Oi e Ele viveu dignamente a vida e pode viver com uma história muitas histórias para contar e morrer a partir desse lugar dessa vida tento gosto também é difícil falar da morte porque muitas vezes a gente pensa e me mostra um grande lute uma grande tristeza e no caso quando ele tava ali no leito de morte com toda a família ao redor e conta você lembra gao e do teatro que a gente fez
e você lembra E aí isso e aquilo e aquilo outro e ele foi resgatado todo são desse processo assim é nem a morte pode ter um ser vivida de outro jeito você pode ser vida com poesia