Um professor de Pequimeleição de Trump, a escolha de JD V como vice e a guerra dos Estados Unidos contra o Irã em 2024, antes de qualquer um desses eventos dar sequer sinais de acontecer. O nome dele é Jang Schekin, um educador formado por Io que comanda o canal Predictive History, onde usa a teoria dos jogos e padrões históricos para antecipar a geopolítica global. Mesmo atraindo o ceticismo de parte da imprensa ocidental, a tese dele é contundente, o mundo globalizado acabou de forma irreversível.
E o que estamos vivendo é o fim definitivo de um modelo. E é aqui que entra o grande impacto econômico global dessa previsão. Jang argumenta que ao ver as forças americanas presas e sangrando no Oriente Médio, os países do Golfo Pérsico vão repensar o equilíbrio de poder e se alinharão com o Irã.
O resultado direto disso, o colapso do sistema do petrodólar. Se quase 1/5to do petróleo do mundo passa pelo estreito de Ormo e essas nações decidem que o petróleo não precisa mais ser negociado exclusivamente em moeda americana, a economia dos Estados Unidos sofrerá um golpe sem precedentes, puxando o gatilho inicial para o colapso da sua influência global. Segundo o analista, o mundo está assistindo à fundação de um sistema de comércio internacional blindado, projetado especificamente para esvaziar o poder do dólar americano.
O gatilho para essa mudança não foi disparado recentemente, mas em 2022, quando os Estados Unidos e a Europa decidiram confiscar cerca de 300 bilhões de dólares em reservas internacionais do Banco Central da Rússia. Eles quebraram a regra de ouro do capitalismo global, a inviolabilidade das reservas soberanas. Jang prevê que esse evento gerou um choque psicológico irreversível nos países produtores de energia, especialmente no Conselho de Cooperação do Golf.
Nações como a Arábia Saudita e os Emirados Árabes [música] Unidos perceberam subitamente que a sua própria riqueza estacionada em bancos de Nova York ou Londres poderia ser bloqueada do dia para a noite por uma simples canetada política. Para escapar dessa vulnerabilidade, a projeção de Ijang é a consolidação de uma rede global de cofres físicos ancorada pelos países do Brix. O plano não é criar uma nova moeda de papel do zero, mas estruturar um corredor comercial baseado em ouro físico.
A previsão aponta que os gigantes árabes passarão a exportar a sua energia para a Ásia e, em vez de liquidar as transações na moeda dos Estados Unidos através do sistema ocidental de transferências, eles vão converter esses superavits diretamente em ouro, estocado em redes de cofres. soberanos descentralizados. A cadeia causal dessa previsão altera a balança de poder do planeta.
Se um país árabe vende petróleo para Pequim e recebe o pagamento em ouro físico ou moedas locais lastreadas em commodities reais, o governo americano perde a sua principal ferramenta de coersão política, a sanção financeira. Jang prevê que a fuga do dólar deixará de ser uma teoria econômica de nicho para se tornar uma infraestrutura tangível, drenando a capacidade de Washington de financiar o próprio déficit, ditando as regras do comércio global. No podcast da grande Eurásia, Jang Schekening explica que os eventos recentes forçaram o mundo multipolar a acelerar os mecanismos de sobrevivência econômica longe das mãos do ocidente.
Ao tentar isolar financeiramente um adversário primário congelando os 300 bilhões de dólares, o sistema financeiro ocidental alertou todos os outros competidores e a resposta, como aponta a previsão, será o retorno prático ao metal que regeu a humanidade. por milênios. Começando pelo setor mais quente da economia mundial.
Em janeiro de 2026, em entrevista ao podcast do professor Glenn Dien, Jang Schin foi categórico. A corrida bilionária, por inteligência artificial está construída sobre uma miragem e o estouro está marcado para esse mesmo ano. Para você ter uma ideia do tamanho desse problema, a Nvidia, que é a empresa que fabrica os chips do coração do boom de virou a primeira empresa da história a ultrapassar 5 trilhões de dólares de valor de mercado em outubro de 2025.
Sozinha, ela representa cerca de 7% de todo o SP500, que é o índice com as 500 maiores empresas da bolsa americana. A Open AI, dona do Chat GPT, se comprometeu a gastar 1,4 trilhão de dólares em Dara Centers nos próximos 8 anos, mesmo tendo só 13 bilhões de receita anual. E o Banco Morgan Stanley estima que o gasto global em data centers entre 2025 e 2028 vai chegar a 3 trilhões de dólares.
Pro professor, esse modelo é insustentável. Ele descreve um esquema que chama de negociação circular. A Open AI fecha contrato com a Nvidia.
A Nvidia gasta em data centers e a Open AI volta a precisar de mais dinheiro emprestado para continuar girando a roda. Funciona enquanto o capital novo entra. Quando para desmorona e o alerta já chegou.
Um dos maiores institutos de pesquisa econômica dos Estados Unidos, o National Bot of Economic Research, publicou em fevereiro de 2026 um estudo mostrando que cerca de 90% das empresas que adotaram IA não viram impacto real em produtividade. Quando essa percepção vira consenso, o preço das gigantes de tecnologia despenca e o impacto se espalha para fundos de pensão e contas de poupança no mundo inteiro. Isso nos leva direto pra próxima previsão.
Se a bolha de a estourar, o efeito imediato seria sentido nos índices que sustentam aposentadorias do mundo inteiro. O alvo agora é o SP500 e os mercados americanos como um todo. Uma correção de mercado é uma queda dura, mas dentro de um ciclo previsível.
O que o professor descreve é diferente. Ele fala em esgotamento estrutural do modelo que sustentou a bolsa americana nas últimas duas décadas. Esse modelo combinava juros baixos, dinheiro estrangeiro entrando aos montes, empresas pegando dinheiro emprestado para comprar as próprias ações e inflar os preços artificialmente e concentração crescente em poucas gigantes de tecnologia.
Cada uma dessas pernas, segundo ele, está sob pressão simultânea. Os juros subiram. O dinheiro estrangeiro está saindo e o setor de tecnologia depende de um fluxo de investimento que pode parar a qualquer momento.
Jang projeta uma cascata. Se o SP500 tem queda profunda, fundos de pensão precisam vender ativos para honrar resgates. Bancos precisam realocar capital, empresas adiam projetos.
E o detalhe que pouca gente percebe, aposentadorias do mundo inteiro estão atreladas ao SP500, não só americanas, brasileiras, europeias, japonesas, sul-coreanas. Quando o Wall Street treme, o tremor é global. Agora chegamos a uma das teses mais polêmicas do professor.
Em entrevista no podcast de Jack New, John Schen afirmou que o Bitcoin não foi criado por um gênio anônimo, sim por agências de espionagem e inteligência dos Estados Unidos. Ele cita Pentágono, Agência Nacional de Segurança e Agência Central de Inteligência. O analista fez a gente parar para pensar três perguntas.
Primeiro de tudo, quem teria capacidade técnica e recursos para construir um sistema como o Bitcoin de forma anônima e ainda entregar de graça pro mundo? Depois, quem se beneficia mais com um registro público onde todas as transações ficam gravadas? para sempre.
E o ponto mais curioso, por algoritmo central do Bitcoin chamado SHA256 foi originalmente desenhado pela própria Agência Nacional de Segurança Americana. Informação pública e verificável? Para o professor, as respostas se cruzam.
Um sistema que parece descentralizado, mas com transparência total, seria a ferramenta perfeita para mapear fluxos financeiros e rastrear adversários. É importante deixar claro que a tese é altamente contestada. Especialistas em criptografia apontam que não existe evidência pública ligando a criação do Bitcoin a qualquer agência governamental.
E o próprio Jang admite que não tem prova. Ele apresenta a tese como exercício de lógica, olhar para quem ganha mais com tecnologia e perguntar se isso explica como ela surgiu. Se a política está se fragmentando, a economia segue o mesmo caminho.
A era do livre comércio global, onde uma empresa produzia onde era mais barato e vendia para quem pagasse mais, está sendo substituída pelo que Jang chama de sistemas mercantis. Em outras palavras, blocos comerciais fechados e altamente competitivos entre si. Isso já saiu do papel.
Os Estados Unidos impuseram tarifas altíssimas contra a China e estão pagando para trazer fábricas de volta para o seu território. A União Europeia cria regras pesadas para reduzir a dependência de componentes asiáticos. Enquanto isso, a China fortalece seus laços com o bricks e constrói rotas de comércio independentes.
Jang argumenta que esse processo não tem volta. A era em que tudo era produzido na China e vendido no Ocidente está terminando. O que vem no lugar são blocos regionais que tentam ser autossuficientes em recursos estratégicos, semicondutores, energia, alimentos e minerais críticos.
A disputa pelo lítio e pelo cobalto é um exemplo perfeito. Eles são essenciais para baterias de veículos elétricos e para a transição energética, mas a produção global está concentrada em poucos países e não acompanha a escala de demanda. [música] Jang vê recursos físicos como esses se tornando a verdadeira moeda de poder geopolítico do futuro, não apenas itens de comércio.
Uma das previsões mais contrainttuitivas de Jang é que a urbanização, o grande motor do desenvolvimento das últimas décadas, pode inverter. Ele acredita que em um mundo de cadeias de suprimento quebradas e crises energéticas recorrentes, as cidades vão perder grande parte da sua relevância. A previsão dele é direta.
Jovens vão precisar voltar ao campo e aprender habilidades práticas, produção de alimentos, trabalho manual, conhecimento de terra. Numa das suas aulas que viralizou, ele disse aos seus alunos: "Nada mais de negociar criptomoedas. Aprenda a tirar leite de uma vaca ou cultivar comida.
Faça algo útil para sua vida. Parece radical, mas a lógica é simples. Se o mundo quebra, quem sabe produzir comida sobrevive.
Quem só sabe produzir conteúdo digital, nan. Hoje, as grandes metrópoles funcionam sob a ilusão do modelo Just in Time. Os supermercados são reabastecidos diariamente por frotas de caminhões e navios que dependem de combustíveis baratos e rotas seguras.
As cidades não produzem calorias, elas só consomem. Jang alerta que se a logística global travar por um conflito prolongado ou crise energética profunda, o custo de vida nas capitais se tornará insuportável e as prateleiras ficarão vazias. Historicamente, sempre que grandes impérios enfrentaram colapsos logísticos, as populações urbanas abandonaram as metrópoles e fugiram para o campo em busca de sobrevivência física.
Para a geração Z e os Millennials, que construíram as suas identidades em torno de [música] telas, escritórios virtuais e conveniências por aplicativo, esse será o choque psicológico mais violento das próximas duas décadas. Descobrir que o mundo físico é implacável e que habilidades virtuais não matam a fome. Em episódios do canal Predictive History gravados em 2025, o professor afirmou que Donald Trump faria uma visita de estato à China em abril de 2026, a primeira do segundo mandato dele, e que essa visita teria um objetivo central, forçar um acordo monetário com um pequeno estilo do acordo de plaza.
Para quem não se lembra, o acordo de plaza foi um pacto assinado em setembro de 1985 entre Estados Unidos, Japão, Alemanha Ocidental, França e Reino Unido. O objetivo era depreciar o dólar para tornar produtos americanos mais competitivos. O efeito colateral foi pesado pro Japão, que viu o yene se valorizar fortemente, criou uma bolha de ativos no fim dos anos 80 e entrou nas chamadas décadas perdidas de baixo crescimento.
A tese é que Trump quer reproduzir uma estrutura semelhante com a China, pressionar Peekim a valorizar a moeda chinesa e aceitar mudanças no sistema comercial bilateral. A diferença em relação a 1985 é que a China não é um aliado dependente do guarda-chuva militar americano. É uma potência rival com sua própria agenda.
A previsão chamou atenção porque foi feita meses antes de qualquer notícia oficial sobre a visita. Pro professor, o resultado dessa cúpula vai definir o tom da próxima década. Se houver acordo, o dólar ganha sobrevida.
Se não houver, o caminho para uma divisão monetária global se acelera. A previsão que catapultou Jung Sheking para a fama mundial foi feita num episódio chamado The Iron Trap, gravado ainda em maio de 2024. Nele, Jang não apenas previu o início das operações militares americanas no Oriente Médio, como cravou a sua projeção mais perturbadora sobre o assunto.
Os Estados Unidos vão perder essa guerra. Segundo a análise de Jung, esse conflito não será resolvido com bombardeios cirúrgicos ou resoluções rápidas. Ele projeta uma longa e desgastante guerra de atrito muito semelhante ao que aconteceu na Ucrânia.
A grande armadilha descrita por ele é que os militares americanos não vão poder simplesmente fazer as malas e recuar, porque se fizerem isso, o Irã vai preencher o vácuo de segurança na região instantaneamente. Se o sistema bancário é a primeira linha de fratura, a geografia militar é a segunda. Jung Schirma que a imagem que o público tem de um grande conflito global está desatualizada.
A previsão é que o principal embate direto entre os Estados Unidos e a Rússia não acontecerá com infantarias marchando em trincheiras na Europa Central no formato do século XX. A terceira guerra mundial já começou, mas o seu teatro de operações é o mar aberto e a tática é a pirataria estatal. O analista argumenta que o modelo de guerra das próximas décadas se apoia no estrangulamento das cadeias logísticas.
Nos últimos 2 anos, os Estados Unidos e as forças de patrulha de seus aliados europeus começaram a mapear, interceptar e abordar navios que compõem a chamada frota fantasma da Rússia. Essa rede paralela é formada por centenas de petroleiros envelhecidos que operam sem seguros emitidos por empresas ocidentais e transitam desligando os sistemas de rastreamento de satélite para burlar as sanções e garantir a venda de óleo para a Ásia. Jang [limpando a garganta] projeta que as manobras de interceptação do Ocidente cruzarão uma linha crítica muito em breve.
A previsão de Jang é que o Kremlin coloque destacamentos táticos, sistemas de defesa antiaérea portáteis e pequenas escoltas navais ao redor de seus navios de transporte. A partir do exato momento em que um navio comercial armado da Rússia for abordado e houver troca de fogo com forças ocidentais, o Oceano Internacional se tornará uma zona de exclusão letal e diária. A lógica preditiva do analista é que os Estados Unidos não conseguirão sustentar matematicamente essa disputa espalhada por todos os oceanos do globo.
A assimetria de custos é brutal. Um CAF F35 americano de última geração custa cerca de 90 milhões de dólares para ser fabricado e sua operação em Mar A aberto exige toda a cadeia logística de um gigantesco porta-aviões vulnerável. Do outro lado, o uso de drones navais de superfície e mísseis antinavio de baixo custo criará um poço financeiro sem fundo para o ocidente.
Jang prevê que essa guerra naval oculta vai fazer o preço do frete explodir, enquanto as seguradoras deixarão de cobrir milhares de navios mercantes neutros, sufocando a economia global. Enquanto a Guerra dos Oceanos afunda a logística internacional, o mapa terrestre europeu guarda uma armadilha fatal. J Schcken prevê que o verdadeiro ponto de ruptura irreversível, o momento em que a Conção ocidental vai entrar em colapso, tem um alvo geográfico exato.
A cidade portuária de Odessa, na costa ucraniana do Mar Negro. A base dessa previsão exige um recuo. Até o ano de 1794, por ordem direta da Imperatriz Catarina, a Grande, o Império Russo fundou a cidade de Odessa em um território que acabara de ser conquistado.
O imenso projeto militar comercial fazia parte do que São Petersburgo chamava de Novor Rósia ou Nova Rússia. A ideia central era estabelecer uma âncora nas margens do Mar Negro. garantindo ao império o seu objetivo histórico, o acesso logístico permanente a águas quentes que jamais congelassem durante o inverno rigoroso.
Mais de dois séculos depois, a geografia implacável continua ditando os movimentos das nações. A perspectiva de Moscou, guiada por uma doutrina de segurança realista, vê o controle absoluto do Mar Negro como uma zona de interesse nacional inegociável. Para a Rússia, dominar essa bacia costeira é a última barreira de proteção física que impede a Marinha da OTAN, a organização do Tratado do Atlântico Norte, de estacionar armas na sua fronteira mais vulnerável.
Para o governo da Ucrânia, Odessa é a espinha dorsal da sobrevivência nacional. A vasta infraestrutura do porto é responsável pelo escoamento de 65 a 70% de todas as exportações marítimas do país. Um relatório do Centro Internacional de Estudos Políticos desenha a dura realidade matemática.
Se a cidade cair, a Ucrânia se transformará permanentemente em um país sem litoral, perdendo a sua relevância estratégica e forçando a Europa a pagar a conta de um estado falido para sempre. Jang Scheken prevê que a cidade será tomada através de um triplo estrangulamento letal. A marinha russa bloqueará todo o tráfego do mar.
A infantaria montará pressão anfíbia pela costa sul e o exército fechará um longo corredor terrestre, ligando as forças da Crimeia à região separatista da Transnístria, no flanco oeste. É diante da eminência desse cerco completo que as capitais da Europa entrarão em pânico. para tentar manter o status de potência diplomática, os líderes europeus cogitarão intervir diretamente no solo, como antecipou a retórica do presidente francês Manuel Macron em fevereiro de 2024, quando declarou que não descartaria o envio de tropas da OTAN para o leste.
Mas Jang avisa que a decisão de escalar o conflito para tentar salvar o Mar Negro será o gatilho que implodirá a base social do continente europeu. E o nacionalismo está de volta com força e com intenção clara. Em um mundo mais instável, países precisam convencer seus jovens a lutar e defender território.
Quem conseguir fazer isso de forma mais eficiente, será mais resiliente. Essa previsão é a que tem mais evidências concretas já em andamento. A Alemanha aumentou um pacote de investimento militar sem precedentes desde a reunificação.
O Japão abandonou décadas de pacifismo constitucional e está expandindo suas forças de defesa. A Coreia do Sul, a Polônia, a Índia, todos estão aumentando gastos militares de forma acelerada. Jang conecta essa tendência diretamente ao colapso da ordem unipolar.
Quando o guarda-chuva de segurança americano começa a parecer menos confiável, cada nação precisa se preparar para resolver seus próprios problemas. A própria guerra no Irã mostrou isso. Trump sugeriu publicamente que aliados europeus deveriam proteger seus próprios navios no estreito de Orm Estados Unidos fizessem isso por eles.
O resultado, segundo o Jang, é uma corrida armamentista que não vai ser pontual, vai se estender por décadas e vai redesenhar o mapa de poder global. Quando a gente pensa na vulnerabilidade dos países do Golfo Pérsico, a primeira coisa que vem à cabeça é o petróleo. Mas o professor Jang tem outra leitura bem mais perturbadora.
Em entrevistas ao programa Breaking Points, Jang afirmou que o calcanhar de Aquiles do Golfo não é o petróleo, é água. Arábia Saudita, Emirados, Quit e Barém são desertos sem rios permanentes. Quase toda a água potável dessas regiões vem de plantas de dessalinização, instalações que retiram o sal da água do mar.
Para você ter uma noção, dados recentes mostram que o Quite e Oman dependem em torno de 90% da dessalinização pra água potável. Arábia Saudita em 70%. A capital saudita Riad é abastecida por água bombeada do Golfo, atravessando centenas de quilômetros de deserto.
A tese de Jang é matemática. O Irã produz drones que custam cerca de 50. 000 cada, preço de um carro de luxo.
As plantas de dessalinização são alvos críticos e ficam expostas. Na fala dele, se um drone destruir a planta de Riad, uma cidade de milhões de habitantes, eles ficam sem água em duas semanas. E isso já começou.
Em março de 2026, o Barémin confirmou que um drone iraniano danificou uma planta de dessalinização perto de Muarak. No mesmo mês, o Irã acusou os Estados Unidos de terem atacado a planta da ilha de Keim, no estreito de Ormus. A previsão é que esses ataques vão aumentar.
Quando uma capital do Golfo ficar duas semanas sem água, esses países podem ser forçados a liquidar investimentos massivos em Wall Street para financiar emergência. E aí o impacto deixa de ser regional. A próxima é talvez a mais pessoal de toda a lista, porque atinge diretamente os jovens americanos.
Em uma análise feita ainda em 2024 e reforçada nos últimos meses, o professor afirmou que se os Estados Unidos enviarem tropas terrestres para invadir o Irã, o país vai ser obrigado a reinstaurar o draft, o recrutamento militar. obrigatório. A lógica por trás disso é simples.
As Forças Armadas Americanas hoje funcionam só com voluntários e esse número não dá conta de uma campanha terrestre prolongada contra um país do tamanho do Irã. mais de 90 milhões de habitantes e um terreno cheio de montanhas historicamente difícil de invadir. A frase dele em uma entrevista foi direta: "Se eu tivesse que adivinhar, acho que não vão tentar operações de bandeira falsa.
Acho que vão ter um draft de verdade e acho que isso não vai funcionar. Operação de bandeira falsa no jargão militar é um ataque em Senado para justificar uma resposta a algo que poderia ser usado para vender o draft à opinião pública americana. Ele cita um cenário ainda mais polêmico, a possibilidade do governo americano oferecer aos imigrantes ilegais uma escolha: voltar paraa América Latina ou ir pro Irã e ganhar cidadania paraa família em troca de combate é uma especulação dele dentro do modelo de teoria dos jogos.
Se a globalização era o motor da economia mundial, a hegemonia americana era o seu motor político. E para Jang, esse motor também parou. A era em que os Estados Unidos ditavam sozinhos as regras do jogo, o chamado momento unipolar, chegou ao fim.
Ele argumenta que a guerra no Irã não é um evento completamente isolado, mas o sintoma mais claro de uma transição que já estava em andamento. O sistema internacional está se fragmentando. Em vez de uma única superpotência controlando tudo, o mundo caminha para um cenário com múltiplos polos de poder disputando espaço, como Estados Unidos, China, Rússia e blocos regionais emergentes.
Para quem cresceu ouvindo que os Estados Unidos são a potência indiscutível, isso pode soar exagerado, mas Jang aponta para tendências concretas. O dólar perdendo espaço em transações internacionais. países do sul global se recusando a tomar partido em conflitos ocidentais e alianças que antes pareciam permanentes começando a rachar.
A própria escalada militar no Oriente Médio, expôs isso, aliados históricos dos Estados Unidos optaram por não participar ativamente das operações ofensivas ou pediram publicamente o recu das tropas. uma postura de distanciamento que seria impensável há 10 anos. Na leitura dele, [música] não estamos vivendo uma crise passageira.
Estamos no início de uma reacomodação que vai levar décadas e cujo resultado ninguém consegue prever com certeza. A tese de Jang aqui não é a previsão óbvia de a OTAN vai acabar, é mais incômoda. A aliança vai morrer sem nunca ser dissolvida formalmente.
Para entender essa ideia, vale olhar um caso histórico. Pacto de Varsóvia foi a aliança militar criada pela União Soviética para fazer frente à OTÃ. Por décadas foi o contrapeso do bloco ocidental, mas não acabou de uma vez.
O pacto perdeu a função antes de perder o nome. Quando o tratado foi finalmente extinto, na prática já era só um documento. Morreu em câmera lenta, sem o anúncio formal.
O professor projeta o mesmo destino paraa OTAN. Os Estados Unidos, na leitura dele, estão mudando o foco estratégico para duas frentes de batalha ao mesmo tempo. A contenção do Irã no Oriente Médio e a disputa com a China no Pacífico.
A Europa fica em terceiro plano. Sem o engajamento ativo americano, o eixo da aliança se enfraquece. Cada país europeu passa a tratar da própria segurança de forma fragmentada.
O sintoma mais claro disso é a guerra na Ucrânia. A Europa não consegue se desengajar do conflito, mas também não consegue garantir uma vitória militar clara. A previsão envolve algo sutil e perigoso, uma aliança que continua existindo no papel, mas perde a capacidade de coordenar uma resposta real quando precisar.
Agora, falando em jogo geopolítico, eu vou aproveitar para indicar uma leitura que joga muita luz nas próximas previsões. Prisioneiros da geografia do Tim Marshall. Em 10 mapas, ele mostra como o terreno define o destino das nações.
Exatamente o que o professor Jang aplica nas análises dele, tá no card aqui na tela e no link da descrição. Quando se fala em tensão asiática, o foco do mundo é a disputa entre China e Estados Unidos. Mas em um podcast gravado em janeiro de 2026, o professor apontou um eixo diferente que considera mais perigoso no curto prazo, a rivalidade crescente entre China e Japão.
O Estopim, segundo ele, foi uma fala da primeira ministra japonesa Sanay Takich. Em 7 de novembro de 2025, no parlamento japonês, ela afirmou que um bloqueio naval chinês a Taiwan constituiria uma situação que ameaça a sobrevivência do Japão. é uma fórmula técnica, mas pelas leis de segurança que o Japão aprovou em 2015, isso permite ao país exercer a chamada autodefesa coletiva, que basicamente é o direito de entrar em combate para defender um aliado.
Foi a primeira vez que um primeiro ministro japonês em exercício vinculou explicitamente a segurança de Taiwan à sobrevivência nacional do Japão dentro do Parlamento. O Japão saiu da Segunda Guerra com uma Constituição pacifista. por décadas manteve postura defensiva, evitando declarações que pudessem soar como provocação.
Esse era um divisor histórico. Quando uma chefe de governo cruza essa linha publicamente, é mudança de doutrina. Pequim leu como escalada.
Jang prevê que essa rivalidade vai se desdobrar em vários planos. Disputa por rotas marítimas no mar do leste da China. Tensão em torno da soberania das ilhas Sen Caco chamadas de Diao Wii pelos chineses.
Um arquipélago administrado pelo Japão, mas reivindicado por Pequim há décadas. Atritos é em torno da zona de identificação de defesa aérea que a China declarou unilateralmente em 2013 sobre a região e que o Japão até hoje se recusa a reconhecer e pressão diplomática crescente em fóruns internacionais. A rivalidade não é nova, só estava adormecida sob a ordem americana do pós-guerra.
Com o pivô dos Estados Unidos para outras frentes, as tensões mais antigas voltam à superfície. O lar de 24 milhões de habitantes e centro da produção global de semicondutores Taiwan tem sido tratada por anos como a grande linha vermelha intocável da geopolítica ocidental. [música] Para lidar com a reivindicação do governo da China sobre a ilha, os Estados Unidos passaram décadas operando sob uma doutrina de ambiguidade estratégica.
Essa política significa que Washington sempre forneceu um fluxo contínuo de armas pesadas e financiamento para as defesas da ilha, mas o Pentágono sempre se recusou a confirmar oficialmente se mandaria as suas próprias tropas em caso de um bloqueio naval. ou invasão ordenados por Pequim. A previsão de Jang estilhaça essa narrativa.
O analista projeta que o governo americano chegará a uma conclusão matemática incontornável. As linhas de suprimento logístico cruzando o imenso oceano Pacífico são insustentáveis no caso de uma guerra aberta prolongada, e o risco de ter a sua frota de portaaviões dizimada perto da costa asiática arruinaria o status de superpotência dos Estados Unidos. No lugar de garantir a segurança da ilha com sangue americano, a estratégia será terceirizar completamente o fardo do enfrentamento para dois aliados geográficos críticos.
A projeção é que a Casa Branca vai armar pesadamente o Japão e a Coreia do Sul, empurrando toda a responsabilidade de conter o avanço chinês para os governos de Tóquio e ICU. O plano é cimentar de vez a chamada primeira cadeia de ilhas, transformando o eixo japonês e sul-coreano na principal barreira bélica do Indo-Pacífico. Os indícios dessa transição já operam na realidade.
O Japão abandonou publicamente a sua doutrina pacífica das últimas décadas, dobrando o orçamento das suas forças de autodefesa e comprando sistemas de mísseis de contra-ataque. Enquanto o Japão e a Coreia do Sul se preparam para atuar como escudos humanos do império, as empreiteiras de defesa americanas faturarão bilhões de dólares em contratos de jatos invisíveis e radares navais. Tudo vendido confortavelmente longe da zona de conflito.
Jang conclui que Taiwan será lentamente deixada a própria sorte. Engolida por um reposicionamento brutal, onde o sacrifício de aliados menores é o único meio de preservar as fronteiras reais da América. Se as guerras por recursos atingirem primeiro as regiões mais vulneráveis, o efeito colateral imediato é a migração.
Jang prevê que populações inteiras do hemisfério sul vão se deslocar em direção à Europa e à América do Norte em números infinitamente maiores do que os que já estamos vendo. Ele argumenta que as crises de hoje, ondas de migração no Mediterrâneo, caravanas na fronteira dos Estados Unidos, tensões na Europa com imigrantes são apenas o ensaio geral. Num cenário de colapso agrícola em partes da África e de escassez hídrica profunda no Oriente Médio, os fluxos migratórios podem atingir uma escala brutal.
O problema central aqui é infraestrutural. O estado de bem-estar social europeu, com saúde pública gratuita, seguro desemprego e previdência forte, foi desenhado no pós-guerra para populações nativas, estáveis e com pleno emprego. Ele depende de um motor econômico girando rápido para se sustentar.
Se a Europa, que já sofre com o envelhecimento de sua própria população e estagnação econômica, receber dezenas de milhões de novos dependentes, sem formação técnica imediata, o sistema simplesmente irá à falência matemática. Hospitais, escolas e programas de habitação não suportarão o volume de demanda. O efeito nos países de destino, segundo o Jang, será a ruptura do tecido social.
Essa pressão vai gerar o aumento vertiginoso da xenofobia, polarização violenta nas ruas e a ascensão de governos dispostos a fazer qualquer coisa para proteger o que restou de sua riqueza. As fronteiras, que antes eram pontes de turismo, correm o risco real de se transformarem em zonas pesadamente militarizadas. A projeção estrutural do analista aponta que a tentativa desesperada de intervir em Odessa vai colidir com uma barreira intransponível dentro da própria Europa.
Os impostos multibilionários cobrados dos cidadãos europeus compram modernos sistemas de defesa aérea, drones e tanques pesados. O que esse orçamento gigante não pode resolver é a ausência aguda de material humano. As forças armadas dos países ricos da Europa passarão as últimas três décadas sob um modelo de desmilitarização civil.
Os exércitos foram reduzidos a continentes altamente especializados para missões rápidas de paz em regiões em desenvolvimento. Hoje, a poderosa Alemanha enfrenta um vazio alarmante em seus quartéis, operando com pouco mais de 180. 000 1000 militares de carreira ativa.
Esse número é estatisticamente irrelevante quando o cenário envolve estabilizar grandes extensões territoriais contra a artilharia russa. Jang prevê que a alta burocracia do Estado não terá outra alternativa logística senão empurrar a obrigação militar de volta para a população civil, forçando o retorno do alistamento obrigatório. O terreno legal para isso já está preparado.
Conforme noticiou a agência La, publicada no jornal Observador, o governo alemão aprovou recentemente um plano de modernização permitindo expandir a tropa para 260. 000 soldados. Mas a previsão central de Jang é contundente.
Essa convocação forçada vai acender o pavio de uma rebelião em massa da juventude europeia, paralisando a infraestrutura das principais capitais. A prova prática de que a previsão tem base factual ocorreu recentemente. Como documentado pelo jornal Morning Star, 45.
000 estudantes secundaristas abandonaram as salas de aula e tomaram o centro de 150 cidades espalhadas pela Alemanha, reagindo ferozmente às propostas de conscrição. O choque social foi perfeitamente capturado nas faixas erguidas pelos adolescentes. Os ricos querem a guerra, a juventude quer um futuro.
O cenário previsto pelo analista é de um colapso administrativo sem precedentes, provocado pelas lideranças no poder. A geração criada sob a abundância do estado de bem-estar social, que hoje lida com a hiperinflação, salários estagnados e mercado imobiliário inacessível, recusará frontalmente qualquer notificação governamental de alistamento. Quando milhares de jovens se recusarem a comparecer, o Estado europeu terá de direcionar suas forças policiais para prender desertores em massa, cortar benefícios e caçar estudantes dentro de casa.
Os tribunais locais ficarão entupidos, as universidades vão parar e a economia interna mergulhará em greves severas. Jang prevê que as elites ocidentais vão perder o controle de suas próprias nações, muito antes de conseguirem despachar um único regimento completo para a linha de frente. Você acha que essa implosão da Europa muda o jogo pro resto do mundo?
Jang não poupa o ocidente, ele prevê instabilidade interna grave nos Estados Unidos e na Europa. E o gatilho, na visão dele, é uma crise geracional impulsionada por toda essa pressão econômica e migratória. A tese é que as elites ocidentais envelheceram, acumularam poder e riqueza e se recusam a ceder espaço para as gerações mais jovens.
São populações de 80 anos controlando todo o dinheiro, todo o poder político, todas as decisões", diz ele. E quando isso acontece, a história mostra que o desfecho é caos nas ruas. Ele vê desigualdade extrema, corrupção sistêmica e o silenciamento de vozes dissidentes, como ingredientes para revoltas, fragmentação social e, em alguns cenários, guerra civil.
Jang cita o Japão como a única exceção possível. Na cultura japonesa, ele argumenta: "Existe uma tradição de obrigação dos mais velhos com a nação que poderia levar a uma transferência voluntária de poder. Em praticamente todos os outros países, na visão dele, essa transferência só acontece por meio de rupturas violentas".
É importante contextualizar. A ideia de que os Estados Unidos caminham para uma guerra civil não é exclusiva de Jang. Pesquisadores como Barbara F.
Walter da Universidade da Califórnia publicaram livros sobre o tema e alertaram para o risco matemático de conflitos civis. Jang vai mais longe ao incluir a Europa nesse diagnóstico, apontando que o caldeirão já está fervendo em todo o ocidente. Ela afasta a câmera dos porta-aviões, das sanções e dos acordos comerciais para analisar a decadência orgânica das nações.
O analista fundamenta a sua visão em modelos históricos sobre o ciclo de vida das civilizações, fortemente inspirado no checklist do filósofo Oswald Spengler, que descreve o ponto exato em que as grandes culturas perdem a vitalidade e entram em fase terminal. Para, o ocidente moderno está marcando todas as caixas desse declínio existencial. O sistema primário é a queda catastrófica nas taxas de fertilidade em todos os países da Europa Ocidental e da América do Norte.
E a justificativa não é um mistério sociológico. A juventude deixou de formar famílias porque as perspectivas econômicas se tornaram sombrias e punitivas. Com a explosão do custo de vida e a perda do poder de compra, o otimismo civilizacional desapareceu.
Nenhuma sociedade em colapso demográfico contínuo consegue manter o status de império global, porque a matéria-pra do futuro, as crianças e os jovens simplesmente deixou de ser produzida. O segundo ponto da previsão lida com o choque aritmético do envelhecimento populacional. Pela primeira vez na história, o Ocidente lida com uma base piramidal invertida, onde um exército gigantesco de idosos dependentes da previdência e de cuidados de saúde intensivos repousa sobre os ombros de uma base de trabalhadores jovens que encolhe a cada ano.
Essa previsão anula qualquer capacidade de renovação ou invenção econômica real, já que a maior parte dos recursos do estado é drenada apenas para manter o sistema respirando sem sobrar energia para projetos de expansão tecnológica. A tese levanta um alerta silencio. O analista observa que as grandes potências do Atlântico perderam o dinamismo interno e substituíram o suor da produção industrial pela manutenção de grandes centros de vaidade.
The empire has made America extremely corrupt and lazy place where young people aren't able to contribute effectively to the economy. The problem isn't manuing jobs are lots of manuing jobs in America. The problem is you don't have people who works.
Esse sintoma nos leva ao terceiro sintoma mapeado pelo checklist demográfico de Jung, a consolidação das megacidades parasitárias. As grandes capitais ocidentais pararam de funcionar como polos de inovação industrial pesada e se transformaram em bolhas imobiliárias voltadas inteiramente ao luxo e ao consumo imediato. Elas dependem de um modelo de logística hiperfrágil, onde os alimentos e os recursos básicos vêm de longe para abastecer cidadãos que não dominam nenhuma habilidade prática de sobrevivência fora do ecossistema digital.
Poroando tudo isso, está o sintoma final de Spengler, a burocratização paralisante. As instituições de comando da Europa e dos Estados Unidos desenvolveram camadas tão espessas de regulamentações, gestores e corporações estatais, que qualquer reação rápida à crise se torna impossível. Saindo da economia e indo direto para o coração da política americana, o professor afirma que o modelo de poder em Washington se transformou no que ele chama de estado mafioso.
A ideia por trás do termo é simples. O governo parou de escolher pessoas pela competência técnica e passou a escolher pela amizade e pela lealdade política. Na visão dele, a base profissional do governo americano está sendo esvaziada.
Diplomatas de carreira, servidores, experientes e militares com décadas de bagagem estão perdendo espaço. No lugar deles entram figuras escolhidas por proximidades com o centro de poder, não por trajetória profissional. Decisões deixam de seguir um processo estável e passam a depender de quem é amigo de quem.
As consequências práticas já aparecem. Programas que precisam de continuidade, pesquisa científica, ajuda externa, planejamento militar, começam a travar, dependendo da posição de cada figura no jogo interno. Aliados internacionais perdem a referência sobre quem realmente fala em nome do governo americano.
O analista projeta que essa erosão chega num ponto de colapso até o final de 2026. Não vai ser um colapso visível com tanques nas ruas, vai ser silencioso. Programas que não funcionam, decisões contraditórias, agências que perdem capacidades de operar.
A ideia de que o Estado moderno depende de uma burocracia profissional não é exclusiva dele. Vários cientistas políticos defendem há décadas que instituições estáveis são o que separa países que prosperam de países que estagnam. E Jang vai além, afirma que esse processo americano já passou do ponto em que ainda seria possível voltar atrás sem ruptura.
Essa é a previsão mais sombria de Jang e ele faz questão de avisar que não é um futuro bonito, mas é um futuro possível. Sem acesso a petróleo barato e com cadeias de suprimento fragmentadas, alguns países podem regredir a formas de organização que pareciam superadas. A frase mais impactante deles sobre o assunto é a seguinte: Durante a maior parte da história humana, seres humanos foram a energia barata.
Se você não tem acesso a petróleo, vai escravizar pessoas. Ele argumenta que guerras por água, comida e energia vão se tornar o principal motor de conflitos nos próximos 20 anos, especialmente em regiões da África, do Sudeste asiático e no Oriente Médio. É uma visão extrema, mas o risco de regressão existe e Jang alertar para isso.
A fartura de energia fóssil nos últimos dois séculos foi uma exceção, não a regra. Um exemplo que ele usa com frequência é o estreito de Ormointo de todo o petróleo do mundo passa por ali. Basta um conflito para que os preços disparem.
Qualquer tensão na região já fez o preço do petróleo explodir em questão de horas. E o mundo inteiro sente isso no supermercado? A questão, segundo ele, é se as sociedades vão se organizar a tempo de evitar que crises pontuais se transformem em colapsos estruturais.
É aqui que entra uma das previsões mais polêmicas e contrainttuitivas de Jang Schekin, especificamente sobre o Oriente Médio. O senso comum dita que se a pressão militar americana desaparecer da região, Israel e Irã imediatamente entrariam em uma guerra de aniquilação total, transformando o Oriente Médio em um campo de cinzas radioativas. Mas a história preditiva de Jang aponta para um caminho incrivelmente pragmático.
Na visão dele, os governos desses dois países, ao se depararem frente à frente, sem interferências externas, olhariam para os custos de um extermínio mútuo e chegariam à conclusão de que isso não beneficia ninguém. A geopolítica fria não é movida por ideologia televisionada, ela é movida por sobrevivência. Israel não tem interesse demográfico, territorial ou financeiro em invadir e ocupar as vastas montanhas da Pérsia.
O Irã, por sua vez, reconheceria que o custo de tentar varrer Israel do mapa destruiria sua própria infraestrutura e sua busca por se consolidar como potência estável. A solução prevista por J, eles dividiriam o Oriente Médio como um tabuleiro de xadrez em esferas de influência intocáveis. O Irã controlaria as rotas comerciais, os recursos energéticos e os movimentos logísticos do Golfo Pérsico.
Israel, livre da ameaça direta de extermínio, consolidaria uma hegemonia incontestável na região do Levante. Jang ainda lembra de um fator histórico frequentemente ignorado. Na antiguidade, antes das rupturas [música] religiosas modernas, persas e judeus possuíam um longo histórico de tolerância e convivência pacífica.
Ao invés do fim do mundo, a ausência de intervenção ocidental forçaria inimigos jurados a assinarem acordos de coexistência pautados exclusivamente pelo mais frio instinto [música] de preservação. Esse canal existe porque tem gente que apoia pelo clube de membros. Agora, a previsão mais perturbadora de Jang guerras ou migrações, é sobre o modelo político que ele acredita que vai dominar o futuro.
Ele chama de tecnomarxismo. Nações que possuem recursos suficientes vão usar inteligência artificial para controlar suas populações de forma permanente. O conceito funciona bem assim.
Em vez de dinheiro como moeda de troca, governos criam sistemas de tokens digitais. Você trabalha, recebe tokens e esses tokens determinam seu acesso a serviços, moradia, alimentação. A inteligência artificial gerencia tudo, desde a distribuição de recursos até o monitoramento de comportamento.
Quem está no topo da pirâmide mantém liberdade. Quem está na base se torna, nas palavras dele, servo ou escravo. O que torna essa previsão especialmente incômoda é que partes desse modelo já existem.
A China já opera sistemas regionais de monitoramento de comportamento que distribuem recompensas e punições com base em dados. O chamado sistema de crédito social, que ainda está em expansão e tem alcance variável. O reconhecimento facial por inteligência artificial já está implantado em dezenas de cidades ao redor do mundo, de Londres a Dubai.
Empresas privadas já usam algoritmos obscuros para determinar quem recebe crédito, emprego ou plano de saúde. Jang argumenta que o próximo passo é a fusão desses sistemas com o poder do Estado. Quando um governo tem acesso à vigilância em tempo real, capacidade de processamento por inteligência artificial e controle sobre a distribuição de recursos básicos, ele não precisa de força bruta para manter o poder.
Ele só precisa desligar o seu acesso à vida digital. A divisão da sociedade em classes, segundo o Jang, não vai acontecer por revolução, vai acontecer por design. Os ricos vão investir em transhumanismo e extensão de vida.
Os pobres vão usar IA para tarefas básicas e a distância entre os dois grupos vai crescer até se tornar estrutural e permanente. É a previsão mais especulativa de toda a lista. e também a que tem mais ecos em debates reais sobre inteligência artificial e governança.
Em janeiro de 2026, os Estados Unidos lançaram a operação Resolução Absoluta. Mais de 150 aeronaves americanas atacaram alvos na Venezuela. Tropas especiais capturaram o presidente Nicolás Maduro em Caracas.
Ele foi levado para Nova York e indiciado por narcoterrorismo. A vice-presidente Delc Rodrigues assumiu como inteirina. A versão oficial fala em combate ao narcotráfico, mas o professor tem outra leitura.
Em entrevista ao podcast Greater Eurásia, Jan cravou: "O ataque não foi pelo petróleo. Os Estados Unidos não vão investir dezenas de bilhões para modernizar a infraestrutura petroleira de lá. O alvo é outro.
A tese é que a operação serve para estrangular o acesso da China a recursos sul-americanos. O chamado triângulo do lítio, Argentina, Bolívia e Chile concentra cerca de 60% das reservas globais de lítio. A região tem ainda 40% das reservas mundiais de cobre e o Brasil tem a terceira maior reserva mundial de terras raras, materiais essenciais paraa fabricação de chips e baterias.
Em 2023, a China comprou 34% de todas as exportações minerais. da América Latina. Em novembro de 2025, o governo Trump publicou uma nova estratégia de segurança nacional que ressuscitou a doutrina Monro.
Para quem não lembra das aulas de história, esse é aquele princípio do século XIX que tratava a América Latina como zona de influência exclusiva dos Estados Unidos. Pro professor, a captura de Maduro é só o começo. A próxima década vai transformar a América Latina novo campo de batalha entre Ocidente e China.
E o Brasil, queira ou não, vai ter que se posicionar. A conclusão preditiva do analista é fria e matemática. Um governo pode imprimir trilhões de dólares do nada para tentar mascarar a sua falência financeira e pode construir porta-aviões cada vez mais caros para patrulhar oceanos distantes.
Mas nenhum banco central do planeta possui a tecnologia ou poder para imprimir juventude, imprimir natalidade e devolver a vitalidade estrutural de um povo que já desistiu do próprio futuro. O colapso final do modelo unipolar não virá por bombas inimigas, mas pela morte natural e demográfica de suas próprias fundações.