Imagina isso. Você passa três dias fazendo um vídeo. Roteiro, gravação, edição, thumbnail, posta, vai dormir e acorda com 70 visualizações.
70. E metade delas é tua mãe, que assistiu pelo celular, pelo notebook e pela TV da sala. Dói, né?
Parece que o algoritmo tá rindo da sua cara. Dá vontade de entrar na sede do YouTube e pedir para falar com o gerente. Eu sei como é, porque eu já passei por isso.
Eu já vi vídeo meu travar e ficar parado igual fila de banco no dia 5, mas eu não desisto fácil. Eu errei muito, testei muito e descobri o que realmente funciona hoje. E é isso que eu vou te mostrar nesse vídeo, sem enrolação.
O maior erro que eu vejo hoje é a gente tentando crescer no YouTube com conselho de 2018. posta todo dia, pede para se inscrever, coloca 40 tags. Isso aí funcionava na época do Harley Shake.
Hoje é igual tentar pagar a padaria com cheque. O YouTube mudou e mudou muito. Inteligência artificial, regra nova, recomendação nova.
Então, se o seu canal tá travado em 30, 70, 200, 2000 views, calma, não é que você é ruim, é que você tá jogando um jogo com a regra antiga. Então, primeiro vamos resetar a cabeça. Para de correr atrás de viral.
Viral é que nem ganhar na mega cena. É lindo, todo mundo sonha, mas ninguém paga o aluguel contando com isso. O que você quer é consistência.
Postar um vídeo que faz 10. 000 views, depois outro com 8. 000, depois 20.
000, depois 12. 000. depois 15.
000. Porque quando você tem isso, você tem um canal monetizado que continua monetizado e que vira uma renda que pinga todo mês, tipo um salário, só que sem chefe, mandando áudio de 5 minutos às 11 da noite. E a primeira coisa que você precisa entender é ter inscrito não significa ter view.
Tem canal com 200. 000 inscritos que posta vídeo e faz 1000 views nas primeiras horas. E não é porque os inscritos são fantasmas, é porque o YouTube simplesmente não liga mais tanto pros seus inscritos.
Hoje o YouTube olha para cada vídeo sozinho. Seu canal virou uma pasta onde ficam os vídeos, mas quem é julgado é o vídeo, não a pasta. Por isso você vê aquele canal que tem 30 vídeos com 270, 1000 views e do nada um vídeo com 1 milhão.
Mesmo canal, mesma pessoa. O que mudou? o vídeo.
Então, o seu trabalho não é crescer o canal, é fazer um vídeo bom. Bota toda a sua atenção, seu esforço e sua energia num vídeo de cada vez. Mas por que o YouTube ficou assim?
Simples, o YouTube quer uma coisa só, que a pessoa fique o máximo de tempo possível dentro do YouTube. Porque quanto mais tempo ela fica, mais anúncio ela vê. E quanto mais anúncio ela vê, mais dinheiro o YouTube ganha.
O YouTube é tipo aquele shopping que não tem relógio nem janela. O objetivo é você esquecer que existe vida lá fora. Antigamente funcionava assim: você postava, o YouTube mandava notificação pros inscritos e eles vinham assistir.
Ponto. Só que isso deixava o criador folgado. O cara fazia um vídeo bom, viralizava, ganhava um monte de inscrito e depois começava a postar qualquer coisa.
Vídeo de atualização do canal, vídeo de trend, vídeo meia boca. E os inscritos vinham assistir mesmo assim e aí acontecia o problema. A pessoa assistia aquele vídeo ruim e fechava o YouTube.
Ia pro Instagram, ia dormir, ia lavar a louça que a mãe tinha mandado lavar três horas antes. E pro YouTube isso é o pior pesadelo. Ele não quer um vídeo que a pessoa assiste e vai embora.
Ele quer um vídeo que a pessoa assiste inteiro e clica no próximo e no próximo e quando vê são 2as da manhã e ela tá assistindo como fazem parafuso na Alemanha. Então hoje o YouTube funciona de outro jeito, bem mais parecido com o TikTok. Ele não fica empurrando o seu vídeo para ninguém, é o contrário.
Toda vez que alguém abre o YouTube, ele procura o vídeo certo para aquela pessoa. E se ela gosta, ele mostra para mais gente parecida com ela. Quem já te assiste normalmente vê seu vídeo antes, porque o YouTube sabe que essa galera gosta de você.
É tipo a família no churrasco, até o seu pagode desafinado eles aplaudem. Mas logo na primeira hora, seu vídeo já aparece também pra gente que nunca te viu na vida. E o YouTube avalia cada público separado.
Se seus inscritos não curtirem, mas quem nunca te viu curtir, o vídeo continua crescendo. E aí não tem mais carinho, não tem mais tia. Quem tem que convencer é a ideia, o título, a thumbnail e o vídeo em si.
E o que é um vídeo bom nesse caso? São só duas coisas: a pessoa clica e depois assiste. Se o vídeo é bom, mas ninguém clica, ninguém nunca vai saber que ele é bom.
E se a thumbnail é incrível, mas o vídeo não entrega o que prometeu, a pessoa sai em 10 segundos. Você precisa das duas. Parece fácil, né?
São só duas coisas. Só que todo santo dia sobem milhões de vídeos no YouTube. Seu vídeo não tá competindo com o canal do seu primo, tá competindo com o mundo inteiro.
Às vezes eu me sinto um lambari no meio do oceano, nadando lado de tubarão, baleia e uns peixinhos que também estão tentando sobreviver. Mas dá para virar tubarão. Não é fácil, mas é possível.
E agora vem a parte que mudou tudo para mim. Eu comecei a enxergar o YouTube como um videogame. Pensa num jogo.
Primeiro você cria o personagem. Pode ser mago, guerreiro, tanto faz. Mas você sabe quem você é.
Se é mago, usa magia, carrega cajado, usa aquele chapéu. Aí começa o jogo. Você chega num NPC e ele te dá uma missão.
Mata 10 zumbis. Você vai lá, pá, pá, pá, pá, mata os 10, ganha XP, ganha dinheiro e vai pra próxima missão. Tem um sistema, tem caminho e você vê que tá evoluindo.
E repara, quem passa 6 horas jogando não é preguiçoso, é gente disposta a trabalhar muito. A diferença é que no jogo ela sabe o que tem que fazer e recebe resposta na hora. Agora abre o YouTube.
Cadê o sistema? Cadê a missão? Não tem.
Todo vídeo começa numa página em branco. Você tem que decidir sozinho o título, a thumbnail, o que falar, que imagem mostrar. Ninguém chega e fala: "Ó, faz assim que dá certo".
E aí o que acontece? Antes de você fazer o vídeo, você já travou, fica perdido, fica frustrado, fica desanimado e o vídeo nem nasceu. A solução é criar o seu próprio sistema, um passo a passo que você segue sempre.
ideia, título, thumbnail, roteiro, gravação, edição, postar, missão por missão. Quando você tem isso, o YouTube vira um jogo e jogo a gente sabe zerar. Mas mesmo com sistema, tem uma verdade que muita gente esquece.
O YouTube é uma plataforma de vídeo. O título e a thumbnail trazem o clique, mas quem segura a pessoa por 10, 20, 30 minutos é o vídeo. E eu vejo muita gente quebrando a cabeça com tag, com descrição, com a cor do banner.
E o vídeo em si tá fraco. É igual trocar a calota de um carro sem motor. Fica bonito parado.
Então, antes de tudo, aprende a fazer vídeo, aprende a editar, porque se o vídeo é ruim, não tem título que salve. E outra coisa, vídeo não é só imagem. Vídeo também é áudio.
É o que você fala, é a história. Você pode ter a animação mais linda do mundo, mas se o roteiro for chato, a pessoa vai embora do mesmo jeito. É tipo um filme com efeito especial de bilhões e história de novela das seis reprisada.
E aqui vem a virada. Lembra que eu falei para você enxergar o YouTube como um jogo onde você é o jogador? Quando alguém clica no seu vídeo, inverte.
Agora o jogador é ele e você é o NPC que dá as missões. O seu vídeo precisa funcionar como um jogo bom. E todo jogo bom começa com o quê?
Com o tutorial. [música] No vídeo, o tutorial é a sua introdução, o seu gancho. Tutorial bom é curto.
Em poucos segundos ele te mostra o que fazer e por vale a pena. Tutorial ruim é aquele que te faz ler 15 minutos de instrução e você continua sem entender nada. E é isso que muito vídeo faz.
Intro longa. Fala galera, antes de começar deixa o like e a pessoa já foi embora. No seu gancho, você tem que responder uma pergunta só.
Por que a pessoa deveria ficar? E o maior erro depois do gancho. O vídeo só tem uma missão.
Você promete uma coisa no começo e só entrega no final. E no meio, nada, só enrolação. Me fala, você jogaria um jogo com uma missão só?
Não, né? Você quer matar os 10 zumbis, depois matar 10 bruxas, depois enfrentar o chefão e quando acaba já quer a próxima. O seu vídeo tem que ser igual, cheio de pequenas missões.
Um problema, uma resposta. [música] Outro problema, outra resposta. Pensa num vídeo de receita de feijoada.
A missão final é a feijoada pronta, mas no caminho tem missão. Deixar o feijão de molho, dessalgar as carnes, acertar o tempero, não deixar queimar o fundo da panela. Cada uma é uma recompensa e cada recompensa faz a pessoa ficar mais um pouco.
Esse vídeo que você tá vendo agora, ele foi feito exatamente assim. Conta quantas missões você já completou até aqui. Então, resumindo, para de correr atrás de viral e foca em consistência.
Um vídeo de cada vez. Lembra que o YouTube quer que a pessoa fique, então faz ela clicar e assistir. Cria o seu sistema para nunca começar do zero e transforma seu vídeo num jogo cheio de missões para quem tá assistindo.
E se você quer trocar ideia com outros criadores, tirar dúvida e crescer junto com a galera, entra no meu grupo de networking no WhatsApp, é de graça. [música] O link tá aqui na descrição. Fiquem com Deus e até o próximo vídeo.