E aí o Olá meu nome é João Sette Whitaker eu sou arquiteto e urbanista sou economista sou professor de Urbanismo da faculdade de arquitetura e urbanismo da USP é e fui secretário de habitação na cidade de São Paulo durante a gestão do prefeito Fernando Haddad Urbano as pessoas que não que não trabalham mais científicamente essa questão é o termo Comum pro Urbano é a cidade não é é já tratar as cidades pelo termo Urbano já mostra que há um recurso entender que o que a gente chama mais simplesmente de cidades na verdade é um complexo
de relações sociais que mais de maneira mais Ampla fica mais preciso a gente chamar de espaço urbano sobretudo que esse espaço urbano ele é socialmente produzido né então o que que significa dizer na verdade Urbano é uma rede de infraestrutura sistêmica é uma rede Sistêmica de inf e não é é que faz a cidade o que a gente chama cidade ser cidade é então eu não posso imaginar Urbano se eu não tiver ruas asfaltadas se eu não tiver energia e postes ou enterrada se eu não tiver água fornecida se eu não tivesse saneamento para poder
né escoar O saneamento das casa se eu não tiver habitação as casas esse se eu não tiver instalações para comércio entra Mas então se eu não tivesse até difícil todas eu não posso falar em Urbano é a grande questão é que essa rede sistema que é diferente futuras ela tem uma característica ela é Ela não é individualizável eu até posso produzir individualmente a minha casa é inclusive as pessoas produzem seja sejam mais rica sou mais pobres elas de um barraco uma mansão de certa forma é uma iniciativa individual mas eu não posso ao mesmo tempo
que eu faço minha casa a ver que eu vou construir um ramãozinho do metrô para me levar até o trabalho então um Uma um duto coletor de saneamento essa essa essa infraestrutura ela não pode ser produzido individualmente basicamente por duas razões a primeira pelo seu preço só o metrô 100 milhões de dólares o quilômetro ninguém vai sair fazendo metrô EA segunda porque a justamente sistêmico ou seja ela não funciona com uma parte ela só funciona quando ela tem um todo adianta fazer 100 metros de coleta de esgoto e largar Aliás o estado de São Paulo
o estado Brasileiro faz isso coleta o esgoto e não trata né Isso é a cidade de São Paulo tem 99 porcento de coleta mas tem menos de quarenta por cento de tratamento Então não é que esse esse sistema seja assim tão eficiente mas ele deveria ser sempre sistema então eu não posso ter um ônibus que passa no ponto que não leva para outro não conecta com outra com é contra o modal de transporte então o fato de ser sistema que ser extremamente elevado faz com que Essa rede sistêmica ela seja o que a gente chama
produzidas socialmente ou seja produzida pelo Estado isso significa com o dinheiro da sociedade Isso significa que o Estado tem um papel fundamental para a gente entender Urbano não existe urbanos em estado né É até tempo sempre na china hoje em dia tem os empresários que foram o estado outorgou a eles a o direito dele ser donos de tudo até da estação de tratamento de esgoto mas sempre por trás tem o estado Ali alimentando e dando dinheiro para isso então o fato de seu estado já estabelece o a primeira questão quando nós falamos de Urbano Santos
falando de relações de poder população falando do estátua Então e nós estamos falando de relações sociais e relações políticas então é esse já um primeiro dado fundamental para entender a complexidade da questão urbana A segunda a segunda é importante além da gente entender da importância do estado é a relação do Estado com a sociedade como é que essas relações sociais e políticas se criam por quê Porque o que é peculiar no urbano é que o estado produz a cidade ao fazer construir fisicamente essa rede sistêmica de estruturas Mas ele também ele tem o papel de
determinar quem pode ou não pode ter acesso essa rede textura E aí já fica muito claro uma coisa que não só o estado importante mas a maneira como ele distribui essas infra-estruturas no espaço é fundamental Porque se ele distribui de maneira heterogênea eu logicamente voltei uma cidade do alma cidade em que alguns têm mais infraestrutura outros têm menos e fez Futuro por isso que nos países desenvolvidos o capitalismo do estado do bem-estar Social a regulação do estado na produção da cidade ela é gigantesca porque na verdade a linha por ele as vezes que a gente
pode voltar a discutir no pós-guerra construção de uma sociedade de consumo de base para a Própria sobrevida do capitalismo havia necessidade de generalizar essas infra-estruturas então se eu pego uma cidade que nem Londres que nem Paris eu voltei a ler uma cobertura de metrô fantástica que todo mundo consegue mais ou menos se locomover Porque existe uma certa homogeneidade na construção dessa infraestrutura se eu começo a fazer uma infraestrutura que a heterogênea automaticamente eu tenho o estado promovendo uma diferença na valorização Daquilo que na verdade se torna uma mercadoria como qualquer outro mas uma mercadoria qualquer
mercadoria até o liquidificador tem uma presença forte do Estado porque vai cobrar imposto vai ter imposto para favorecer A Linha Branca então uma geladeira vai ter uma ali uma um participação do estado pode ter investimentos do estado para melhorar a tecnologia da geladeira e reduzir o consumo daquele país para ter uma a interferência do estado na mediação da Produção capitalista permanente e na questão do urbano ela é ainda mais forte o que é interessante é que a mercadoria que eu chamo de localização que é o lugar onde eu estou naquela rede sistêmica ela é gerada
pela produção do espaço mas também a sua valorização porque ela é fruto do trabalho social também é gerado pelo Estado mas ao fazer os valores das suas diferentes já era preços diferentes importante um lugar tem muita infraestrutura vai ser Adquirido por pessoas que possam pagar e aí tem uma das grandes perversidades do urbano Urbano ele tem a perversidade dentro do capitalismo que ele é promovido publicamente produzido publicamente mas adquirido apropriado de maneira individual Por parte dos mais ricos o que leva o Estado até um papel muito grande que deveria ser primeiro promover o máximo possível
uma produção homogênea de toda a seguir estrutura e ao mesmo tempo promover uma mediação de O que é apropriada sem frescura é daí que surge nos instrumentos urbanísticos ou que a gente aqui me conhece mais fácil de entender o IPTU tinha uma época em São Paulo que o PT ou vem até no verso falando assim você está pagando esse dinheiro vai dizer deste lado a pagar mas você não era mas pelo menos se falava por quê porque na verdade a ideia é você mora no bairro tem muita infraestrutura você tem que retornar ao estado investimento
público que foi Feito para poder dar o estado mais condições de redistribuir as infraestrutura uma outra questão que está associada a Easy que as pessoas falam muito é a tal da função social da propriedade é a função social da propriedade que foi estabelecida na construção de 88 reaparece com muita ênfase no estatuto da cidade 2021 diz o seguinte tem que ser cumprida a função social da propriedade O que que significa significa não deixar nenhum Prédio vazio nenhuma edificação vazio porque não se as pessoas acham que com eu estou usando a propriedade é eu dar a
ela uma função social fazer habitação social naquele prédio não é cumprir a função social da propriedade eu só dar um Uso econômico posso fazer o hotel de cinco estrelas não tem problema mas por que qual é a ideia a função social da propriedade é eu fazer valer aquele investimento pesado que foi feito para que aquele prédio aquele terreno tenha Coleta de lixo Lu saneamento é eletricidade asfalto na porta tudo isso custou para a sociedade e eu não posso desperdiçar isso deixando aquele prédio fazer então tem a ver portanto com essa história das infraestruturas do papel
do estado e dessa cobrança de compensações que o Estado faz mas aí a gente já consegue perceber uma primeira questão muito importante é o fato de que o papel EA natureza do estado que produz Urbano que determina a possibilidade de acesso Há mais ou menos igual e democrática essa cultura sim terceiro. Medir os conflitos para esse acesso e a gente sabe que no Brasil ele medir de uma maneira bastante diz balanceada porque na verdade eu vou dar um exemplo sobre essa mediação é se vai um sujeito e Ocupa um terreno da prefeitura para fazer um
shopping center ali na zona norte e nunca pagou nada para prefeitura o estado teria o papel o papel de lá e fazer uma compensação mas eu já fui para Para vários shoppings aí que tão nessa situação de São Paulo nunca vi a polícia chegando lá para fazer uma desapropriação em compensação um prédio vazio que aí legal ele fica vazio 20 anos e nunca vi a polícia ir lá aprender o dono que está descumprindo a função social da propriedade mas quando o movimento de moradia ocupa para dizer tá vazio não cumpre a função social e a
gente quer chamar atenção porque falta moradia aí o estado entre Manda tirar Todo mundo na base da violên a gente vê que o papel do estado dessa mediação e não é muito importante é a maneira como estado fazer isso é muito importante então isso nos leva o primeiro ponto que eu tinha falado que é muito importante entender que o estado Portanto ele tem a capacidade de ele tem vamos a possibilidade de ser um ator mais ou menos vamos assim é parcial né ou Imparcial nessa nessa dinâmica quer dizer corretamente a gente imaginaria Que o papel
do estado ao defender entre "o ente público a esfera pública e deveria ser Imparcial nessa dinâmica mas a verdade é que em países subdesenvolvidos e em que o papel do estado é completamente diferente e com estado é construído a partir de uma lógica patriarcal patrimonialista escrava escrava agência etc esse esse estado ele acaba sendo extremamente parcial na maneira como ele produz Urbano Oi e aí para terminar esta Primeira introduz longa introdução eu acho que é importante dizer também é nós urbanistas a gente é muito cobrado nos debates que a gente Pessoal acho que a gente
quer tudo levar para nossa para nós ir na Urbana sempre o centro do mundo e aí é claro que pessoal depois de falar não sempre é a questão da Saúde tal Porque que nós dizemos isso porque na verdade Urbano é o habitat Urbano é o ser na sua vida cotidiana Claro que pode ser o Cérebro no rural no campo só que hoje em dia a população mundial e majoritariamente Urbana e até mesmo oral hoje em dia se torna cada vez mais vinculado ao Urbano EA gente nem poderia mais falar dessa divisão rural-urbana então Urbano é
eu ser alguém na sociedade e esse é o ser alguém da sociedade passa por tudo que envolve a minha resistência passa pela minha saúde passa pelo meu e pela minha renda pela minha capacidade de sobrevivência passa Pela minha é facilidade de ter renda portanto eu ir até o meu trabalho passa pela possibilidade de educação dos meus filhos das minhas filhas passa por todos esses aspectos no fundo no fundo são humanos então saúde pública uma questão urbana é direito a uma questão direito urbanístico direito ambiental na questão humana é a questão ambiental e urbana é porque
na verdade uma das maiores falácias que existem a gente dizer falar em urbanismo sustentável Em cidade sustentável desenvolvimento urbano sustentável Urbano pela sua própria natureza ele é insustentável ele ele ele é um enorme Impacto antrópico sobre a natureza porque a nossa transformação para colocar mesmo de uma de pessoas morando num só lugar então o que a gente faz hoje em dia que a gente tenta ir rumo a uma minimização para poder dizer e vamos tentando ser um pouco menos em sustentáveis do que nós somos que dá Para ser menos insustentável né mas enfim tudo isso
para dizer que Urbano por tem portanto é uma espécie de uma de uma teia né uma teia espacial territorial e física mas que sobretudo ao abrigo de uma teia de relações sociais na qual se dá a vida em sociedade bom vamos então fazer um pouco um retrospecto é usando o São Paulo como exemplo por quê que é bom usar São Paulo como exemplo que São Paulo é a maior cidade do país uma das dez maiores do Mundo a maior da América Latina e portanto ela ela infelizmente ela serve de padrão de modelo para cidades menores
médias no Brasil que nem vez de tentar um outro caminho reproduzam exatamente a mesma lógica de São Paulo mas vamos aos exemplos São Paulo para entender um pouquinho que eu chamo Da Lógica da organização subsenvolvido né o ou eu chamo mais a a organização patrimonialista né é e que envolve um pouco todos os aspectos as Cidades brasileiras em geral elas não nascem de uma ação do estado ou seja elas já nascem subordinadas ao interesse particular e privado Isso é uma transferência muito diferença não diferente não que as cidades nos países envolvidos tenham nascido imediatamente para
o estado chegaram né nos anos 70 e 80 chegaram se planificadas do nada assim como vamos supor Brasília poderia ser uma exceção e foi mas na verdade lá muito rapidamente assim que pequenos Vilarejos que vende Burgos medievais começam a crescer rapidamente ao longo do século 20 lá no começo século 20 o estado já entrava para começar a fazer esse papel de regulamento que eu acabei de fazer portanto a intervenção reguladora do Estado ela tem séculos de existência né é só lembrar que quem começou a dizer parir metrô e quem começou a fazer um monte de
infraestrutura foi no final do século 19 né então é é muito mais antigas essa no Brasil a loja que é um pouco diferente É É algumas cidades do interior de São Paulo que são muito boas e lá Presidente Prudente cidades cafeicultores são muito interessantes para a gente entender isso porque você tem um lugar em que você tem proprietário é cafeicultor latifundiário que lá pelas tantas resolve ele mesmo por iniciativa própria se associar uma uma empresa de transporte Ferroviário e faz levar a linha férrea que faz Qual a produção de café dele para Santos aí Isso
vamos ver no Século ao longo do várias né não tem pão ao longo do século 19 e começo do século 20 é a partir disso ele vai fazer uma estação de trem onde vai ser escoado essa estação de trem e a chegada do trem imediatamente tem a função de alavancar um processo de urbanização porque a Oi gente atrás deslocamento As pessoas chegam começa a ter mais comércio a gente sabe que Urbano ele está muito vinculado na sua origem ao Crescimento do Comércio né isso a gente pode depois falar questão da transição feudal-capitalista e o papel
da mercadoria nesse aspecto todo né a centralidade e Odontológica da mercadoria para usar o o anselm jappe esses caras todos a crítica do valor que eu gosto muito mas a questão vai hora é dizer assim é parte de uma atividade que vai se intensificando e a partir daí começa a ter uma demanda é por outros equipamentos e no Brasil como sou a Maria se uso Carvalho Franco que é o máxima teórica muito bom para entender as raízes da formação do estado brasileiro dentro dessa escola da sociologia urbana brasileira da escola patrimonialista que eu acho muito
muito diversa e muito interessante muito rica ela mostra olha nessas pequenas cidades Eu já nasci completamente dominado ele é fraco Ele ele nasce Graças não dominado graças ao setor privado porque o fazendeiro ele Vai lá ele doou um terreno para prefeitura às vezes ele mesmo controle para o consultório perto da prefeitura da prisão ele sede automóvel que a polícia vai usar ele Então na verdade o estado vai-se compondo A partir dessa decisão individual e imediatamente a o surgimento dessa mercadoria da terra vai ser dominada não pelo Estado mas por esse empresário então a medida que
surgem essas essas mercadorias esses terrenos vão se Valorizando vão ganhar valor e o próprio proprietário é ele que determina e o volotea eu vou vender aqui eu vou deixar o pessoal aqui vai falar colheita mão de obra ali no canto ali sem fazer nada para ele ele já vai constituindo uma cidade temos da desigual Que amizade com altas diferentes valorização e onde os investimentos públicos entre "são muito e ao interesse os investimentos privados daí a natureza patrimonialista do urbano no Brasil se eu pego qualquer cidade Brasileira ela segue mais ou menos essa lógica que São
Paulo seguiu num primeiro momento muito investimento em infraestrutura pública do Estado não pequeno núcleo Central onde moram as grandes fortunas tava que São Paulo era ali no centro Viaduto do Chá na Líbero Badaró Ti Nos palacetes depois fez o Teatro Municipal e tá dele então quando eu faço isso imediatamente eu vou pular ISO porque o trago infraestrutura o transporte o comércio começa a ter muito Mais comércio pessoal começa aí começa a se popularizar e as nossas elites que não são acostumados a isso e nem tem um estado para dizer roupa populares ou mas a gente
vai organizar essa coisa as nossas eles resolvem Então se deslocar e portanto elas vão traçando um caminho em São Paulo esse caminho é muito simples e Zeca cê vai para os Campos Elíseos depois começa a subir na direção da Consolação sempre nos lugares a insolação que tem melhor situação da Natureza sob a Consolação todas chega na Avenida Paulista passa por Higienópolis no caminho então você tem mansões em Higienópolis o pai o que eu tô explicando se torna ainda mais claro quando a gente vê um nome Higienópolis se chama Higienópolis porque numa época que era raríssimo
você tem investimento em infraestrutura de saneamento e Joanópolis e suas mansões que era para onde estava ocorrendo um deslocamento das elites já ganhava sistema de Saneamento equivalente ao europeu se contratavam urbanista francês o Boulevard 1911 para fazer um plano que na verdade era um plano de um quadrilátero que é lido talvez a lei de Dianópolis até o Parque Dom Pedro e acabou e a população mais pobre ela era relegado a ficar na Baixada do Glicério ali não no ao longo do do Rio do Tamanduateí portanto que eu já Avenida do Estado em áreas alagadiças áreas
absolutamente insalubres onde e nada Exceto que exceto construções da população mais rica Engenheiros médicos e que fazer fazendeiros que construíam casas para renda de aluguel que eram os cortiços e onde morava a população que consta que fazia construir fazer funcionar esses quadriláteros a riqueza onde moravam os carinhas que um acender as lamparinas a noite onde morava aqueles que iam pegar inclusive que não tinha saneamento é todos os desertos detritos que você tinha é na cidade rica Né então você tem uma lógica que já vai se constituindo por uma lógica de segregação visão social é no
rio são conhecidos skar tigrados né que eram que os que carregavam os tonéis com as fezes e urina da dos ricos da nobreza por isso já era quando veio a desde que venho a acordo para cá né E que cair e na África nas costas e fazia traços brancos na pele negra para chamar um estado de graça no fundo no fundo é a origem do nosso cárie quer dizer desse desrespeito Absoluto e total para essas profissões são profissões que sustentam o funcionamento da cidade então vai se constituindo já nessa nessa génese uma cidade extremamente igual
quando os mais ricos resolvem que tá muito popular eles escolhem vão subindo vão para Paulista depois da paulista começam a descer toda Consolação depois de descer toda a Consolação para eles acabam indo ali para Marginal Pinheiros e depois Jardim das Monções que Avenida Berrini Morumbi Logo depois atravessa vai ter uma divisão entre o que é para morar O que é para trabalhar mas os links vão fazendo isso E aí Como já dizia o Flávio Villaça urbanista muito querido que faleceu o ano passado aos 92 anos o fá Vilaça que tem um livro chama espaço entre
urbanos no Brasil e ele analisou como nas grandes capitais brasileiras você vai o deslocamento no Rio é óbvio que é ao longo da orla Sul né então vai indo começa Ali vai ler micaba copo é Flamengo Leme Copacabana depois vai para Ipanema na até que vai chegar lá no fim do mundo na Barra da Tijuca né então os ricos vão e o que acontece o estado ele aqui no Brasil os vamos lembrar é o estado que Produza Urbano o estado que produz Urbano ele vem a reboque ele não Produza no bar ele não planeja ele
não fala Opa Vamos então ver como é que a gente vai fazer para equilibrar Puxa tem muita gente não ele vai apenas jogando os investimentos públicos a reboque do Caminho que fazem as elites Enquanto isso a população mais pobre que no começo a relegado ao Tamanduateí vai sendo relegado à medida que estuda vai se organizando cada vez mais longe em direção à zona leste até que com o tempo passar do tempo a zona leste também vai ser reconhecendo ela vai melhorando e os mais pobres vão sendo sempre enviados cada vez mais longe até que chega
uma hora o conflito ambiental porque os lugares mais pobres acaba sendo julgados Nas reservas por exemplo de água a vejinha já chegou até um artigo que ela falava assim com esse mundaréu de os termos são da VG em como esse mundaréu de gente ruim e responsável morando nos nossos Mananciais a água que bebemos se tornem própria quer dizer isso mostra muito bem essa lógica perversa da urbanização brasileira em que o impulso mais pode tá longe e depois ainda culpo eles pelo fato de que infelizmente eu não tenho água própria para beber na Torneira Porque eles
estão lá por lindo a a captação das águas são são aberrações da urbanização brasileira o que acontece é que nos anos 60 nós temos a chamada segunda fase da industrialização e é por isso que eu digo que Urbano é muito Central porque a gente não consegue entender o urbano se a gente não não entender de economia de história Econômica brasileira a segunda industrialização que os e economistas políticos brasileiros chamaram de Industrialização com baixos salários porque era nossa inserção a partir do plano de metas no sistema internacional graças ao fornecimento Além de matéria-prima que a gente
já fornecia de mão de obra barata se nós éramos a China ou antes da hora né o nosso Global não só o Brasil mas fornecendo mão-de-obra barata para industrialização para a consolidação do estado do bem-estar Social e da industrialização avançada nesse momento nós temos uma um salto Gigantesco de organização porque na hora que vem as grandes indústrias transnacionais para carne e internacionais para cá é evidentemente que elas vêm em busca de mão de obra barata e ninguém ia chegar para Ford e Desenrola você pode se instalar em São Bernardo do Campo mas a gente vai
ter que colocar ali trem para as pessoas irem metrô vai ter que colocar saneamento vai ter que fazer uma política Habitacional que afinal de Contas vai atrair muita gente Pessoal vale no nordeste veio Lula e Companhia nem que se fizesse isso a forte e dizer assim bom obrigado eu vou lá para o Bangladesh porque com isso que vocês estão fazendo o meu principal interesse vir aqui que era mão de obra barata não resultaram em nada o que levou o Chico de Oliveira outro grande sociólogo que nós perdemos a dizer o expediente da favela e da
outra construção nunca foi nada além de um meio mais eficaz de Manter o baixo custo da reprodução da nossa força de trabalho portanto nesta lógica não é que o estado ele é produtor do espaço e que o estado é ausente um erro que as pessoas fazem achar que as nossas cidades são que elas são porque o estado ausente ou testado e rouba o estado não foi capaz não a ação do estado foi propositalmente a não ação Eu costumo dizer que em vez de nós temos um estado do é do Bem Estar Social a gente tem
um estado do Deixe Estar Social que É deixa a população se virar que ela se ela se vira muito bem se ela não fosse a população que a cidade formal a cidade ou está em três futuro então investimentos públicos a gente teria tragédias e tragédias mas ele sabe construir tão constrói muito bem você não tem pouquíssimas tragédia de deslizamentos de deslizamento de cair prédio tudo mais que sabem construir mesmo na informalidade então estado ele se senta propositalmente e ainda esse Termo eu gosto Porque deixa estar é uma tradução literal de lei sefer então é um
pouco estado liberal quiser deixa estar e deixe estar o capital fazendo o seu caminho Então nesse período que acontece tem uma junção de processo que são essa lógica de segregação mas que se associa a dois processos muito pelo versus o primeiro passo processo é o da especulação imobiliária Não pelo fato da especulação imobiliária e sempre que a especulação imobiliária é um as População é um fenômeno típico do dentro do capitalismo a imobiliária é a mesma coisa que eu comprar um carro pensando se ele vai valer muito na res E cadê o sempre qualquer pessoa qualquer
ser econômico pensa de maneira especulativa dentro do capitalismo o mercado imobiliário faz a mesma coisa o detalhe é que o mercado imobiliário sabe inclusive nós fizemos até aquela Nossa ministra que foi presa por que passou informações para bolsa de futuros e Informações privilegiadas então para quem especula eu tenho informação privilegiada da ação do estado é crime então se eu tenho dinheiro eu quero comprar ações da Petrobras alguém sopra para mim que vai fazer tal coisa na Petrobras e que ela vai valorizar o vai desvalorizar eu vou comprar e vender a por exemplo como teve um
presidente que já fez anunciou repetidamente que tava pretendendo privatizar a Petrobras pessoas ganharam milhões né então é a Mesma coisa eu saber onde vai ser o investimento em infraestrutura criminoso que eu tô tendo informações privilegiadas e se eu souber que vais fazer uma linha de metrô que vai buscar entre aspas a boiada que era a visão que eles tinham e são trabalhadora nos anos 70 lá na zona leste vai fazer uma linha de metrô Opa e entre ali Cidade Tiradentes cadeirante centro Itaquera e o centro da cidade que Itaquerão de fiz os grandes como junto
com investimentos Do estado e o centro da cidade Faz sobrar um monte de lugar que vai ser valorizado como eu já tô sabendo eu vou lá construir então algo especulação é um primeiro processo e o segundo processo uma especulação nas áreas passíveis de terem infraestrutura e que vão portanto especulação E aí vão atrair o investimento porque é um cara que tem dinheiro um grande empreendedor que vai construir as vezes eles eram vou dar um exemplo para você senão 172 já se tinha A ideia de começar com sua Marginal e já tinha um projeto de fazer
a Berrini em uma ponte lá o mesmo caro empreendedor que construiu Alphaville e que construiu uma coisa que foi o maior sucesso que aquele era aquele conjunto Ilhas do Sul ali no ali no Alto de Pinheiros ele falou eu vou fazer um centro empresa o centro empresarial João Dias que foi um mico durante 50 anos a visão deles é tão boa o cara não morreu né depois de 50 anos de fato ele tinha razão aquilo se Tornou um lugar de desenvolvimento da cidade é aquele Centro Empresarial cuja explode na sua valorização porque ele tá grudado
com eixo da Berrini do outro lado do rio mais uma conexão com o Morumbi quem vem do Morumbi passa por lá virou lugar sensacional então o pessoal fica jogando coisa agora o segundo processo meio perverso é que as áreas um pouco mais distantes elas são de difícil localização e elas são deixadas para os mais pobres e os mais fortes ocupando Porque não sabem o que fazer mas vejam bem muitas vezes a gente teve inclusive leis de preservação dessas áreas que elas são áreas mais frágeis ambientalmente Então eu tinha uma alimentação que não podia vender ou
que não podia lotear Então muitos proprietários sozinho par então já que eu não posso o que havia um laranja um gato o sujeito começou na ao loteador clandestino na verdade é um jeito que eu tô fazendo de poder resolver aqui o meu Problema ao mesmo tempo muitos políticos de todo o espectro politico e inclusive muitas vezes o espectro de partidos mais vinculados aos movimentos populares falou assim ó por isso eu conduzir essa turma e arrumar um lugar para nós morar em eu ganho aqui uma base eleitoral então constituiu-se o processo muito perverso de ocupação das
periferias Graças ao transporte público precário do ônibus e porque no ônibus e do metrô e tudo mais que ninguém ia construir 100 Milhões de dólares um quilômetro para levar metrô mais um ônibus ele tem uma capacidade fantástica ele passa para tudo quanto é lado ele passa estrada de terra ele vai ele chega então eu faço um transporte precário eu conduzo a minha turma eu negocio com o loteador eu sei que o proprietário tá conhecendo E com isso eu vou fazer e passam informal e alto construída dos chamados loteamentos periféricos que vão dar uma cara para
Urbano brasileiro em todas as cidades do Brasil e aí eu tem o resultado que é uma cidade com grau de desigualdade fenomenal porque eu tenho setores que em São Paulo é chamado o eixo tudo Oeste que é esse que eu falei que portanto passa mais ou menos é interessante que na hora que o estado vai lá e melhora a infraestrutura ele faz essa melhoria numa lógica patrimonialista uma lógica que é de usar o público para favorecer os setores dominantes Então vou dar dois exemplos já voltaram que eu tava falando Primeiro exemplo eu tenho 1200000000 para
fazer política de transporte eu deveria atender os setenta por cento da população que usam transporte público porque só trinta por cento da população não vamos a carro mas a nossa organização ela foi baseada né seres que usava carro quando o Maluf fez o minhocão que não tinha discurso ambiental eu achava maravilhoso por quinze e vinte por cento que tinham na época Brasília golzinho Fusca que era os Carros mais chiques que a gente tinha eles iam das do centro da Zona Oeste rapidinho e o Maluf para eucatex começou a sequência o nado como estourou tanto o
carro tanto carro que foi começou a virar uma excrescência um negócio que pessoal morrendo de tanta poluição mas era uma lógica então quando eu tenho um bilhão de 200 milhões para fazer uma política de transporte eu deveria fazer com esse dinheiro 10 km de metrô para uma cidade Campinas moda do mundo e só Tinha 50 km eu ia fazer um cesto de repente passa né fazer ali construir não se decidi usar esse 1200000000 para fazer uma via mais à Marginal Tietê que em três meses ficou congestionado Então esse é um exemplo típico mas eu ia
dar um outro exemplo que eu acho que também é interessante de como é que esses processo eles são extremamente subjetivos que são Na verdade ele tá falando de como é que o e ele tá permanentemente vamos ver é Fazendo o investimento público direcionado a apenas alguns setores é o segundo exemplo que o teu tá fazendo para voltar àquela questão da infraestrutura da cidade desigual é que na hora portanto que o estado vai fazer faz isso em vez de fazer metrô faz uma via na Marginal na hora que vai fazer uma nova linha de metrô faz
que linha de metrô sai da Vila Sônia passa por Pinheiros e depois pelos Jardins depois pela Paulista Depois dessa Consolação Chega no centro é exatamente o erro Ventos do Oeste né que largaram que o metrô ele tem essa lógica que ele precisa começar pelas áreas centrais e depois mas por que que ele não fez antes essa que agora vai sair que traz pessoal lá da Zona Sul passa por Santo Amaro e leva para o centro que era muito mais necessário em termos de quantidade tudo mais então é uma lógica muito perversa que reproduz sempre esse
esse essa dinâmica então nós temos uma cidade que É extremamente dia o que tem muito infraestrutura no setor sudoeste que tem uma ação absolutamente vamos ver voraz do mercado imobiliário que ganha muito dinheiro em torno dessas estruturas da valorização dos terrenos em uma cidade que até mesmo na Zona Leste é muito mais pacata em relação à atividade no mercado imobiliário é muito mais pacata em relação aos investimentos em infraestrutura né então você tem uma lógica muito pesado por exemplo no plano Diretor de 2014 se estabeleceu o que a cidade precisa romper um dos efeitos dessa
urbanização que é a chamada pendularidade urbana que é o fato de que noventa porcento dos empregos estão nesse setor sudoeste portanto todo mundo tem que ficar vendo todos os dias e voltar e ficar 3 4 5 6 horas às vezes o transporte público Então eu preciso gerar centralidade de emprego se atentar os outros lugares uma maneira de fazer isso é eu vou fazer corredor o que vão Vincular as pessoas ao transporte público de massa ao longo desse corredores eu permite o crescimento de prédios com poucos poucas garagens se limitou a uma garagem por apartamento que
parece muito mas em São Paulo para os mais ricos é é uma é uma uma agressão porque eu preciso de oito garagem senão meu meu apartamento não vale nada né e reduzindo o tamanho dessa apartamento para até 100 metros quadrados só que no Brasil mercado imobiliário é tão é um Faroeste com estava tão pouco capaz de regular que mesmo dentro dessa regra Eu tenho um desvirtuamento que o mercado lugar acaba fazendo pequenos apartamento como a sua garagem mas o valor dele sobe lá em cima por causa dessa heterogenidade que eu falei no começo mas tudo
bem eu vou fazer corredores de ônibus Vou permitir esse adensamento e nós vamos fazer os corredores de onde eu falo eu vou ter que ter corredores de ônibus que vão muito longe que vão até Avenida dos Metalúrgicos Cidade Tiradentes que vão ao longo da da Marechal Tito que não defende um monte o Didi Avenidas né que vão lá na M Boi Mirim até já tem fique vamos lá para longe né E aí você depois fazer o corredor você permitisse adensamento a partir do do final da gestão que fez essa o plano diretor se construíram mais
três quilômetros de decorrido tinha sido construído 300 não sei quanto o que eu nem sei né malas acho que é 350 uma Coisa assim depois se tu conseguir não três ou seja eu não alavancou a infraestrutura necessária a dinamizar uma democratização da ocupação da cidade com Hades pendular ização da dinâmica Urbana então fica muito claro como permanentemente a dinâmica de organização reforçam o processo segregador nós temos uma cidade em que o eixo Sudoeste Quando você vê o gráfico da corda pessoas quando você faz ali vai olhar ele é 95 Por cento de bom então a
nossa lógica de urbanização segregadora a nossa lógica do que eu chamo de uma forma urbana patrimonialista ela foi tão eficaz que ela conseguiu produzir cidades do Apartheid sem precisar do Apartheid pela na África do Sul eles fizeram também mas eles precisaram fazer dizer claramente o que pode branco aqui não pode aqui pode não pode preta o que você eles falaram sofreram por isso o mundo inteiro Condenou teve boicote não sei que é mais fiquei no Brasil não precisamos sofrer nada a nossa dinâmica social a nossa sociabilidade ela Produza o Apartheid se utilizando-se utilizando justamente das
nossas dinâmicas de produção do espaço urbano eu não sei se eu respondi depois a questão da medicalização ela é um pouco mais específica a gente pode entrar mais início só dei um primeiro toque mas ela tem aí ela tem umas coisas meio ela fica Meio técnica e fica meio vamos dizer assim precisa entender melhor plano de ler touro entender melhor não dizer atualmente no mercado mas ele também melhor também a a reclamação da nossa classe que a gente está muito assustado com o crescimento mas eu tenho uma aluna acabou de fazer um trabalho da doação
mostrando isso de fato houve um deslocamento por exemplo do miolo da Pompéia do Miolo na Vila Madalena que estavam sendo distribuídos por prédios Altíssimos para as espécies ao longo do do lado do metrô Então quem mora do lado do metrô sobretudo Pinheiros que tem três estações no eixo então de vem Faria Lima Pinheiros e Oscar Freire passar para uma atrás da outra então os raios de 600 metros se juntam e aí teve um erro eu acho no pro diretor de permitir 600 é com 106 que é muito alto se você ficar assustado Mas por outro
lado ninguém tá percebendo que ele tem regramentos novos fachada ativa então na Rebouças por exemplo tá parecendo um de prédio que é bem são bem interessantes na Pinheiros ali porque o terno deles é aberto porque eles têm comércio coisa que a gente tinha grade né para virar Madalena gráfico ao meio agora daí é defender S de qualquer jeito brincando molhar faz né então é um mínimo de você controlar mas é muito delicado E aí tem também uma reclamação muito forte de quem já vive no privilégio de reclamar do privilégio dos novos né então eu por
Exemplo Parque Augusta Parque Augusta e eu defendia que naquele parque se fizesse o parque tudo bem mas que se usasse uma franja Zinha que não tinha árvore na Augusta para fazer eu a negociação que eu queria quisesse com a Cyrela é essa nós vai bater secretário né porque se fizesse ali na na franjinha da Augusta dois prédios gigantescos Porque lá é Augusta tem o hotel que adora tudo tão difícil Oi hoje para gigantesco com pilotis de Três andares no térreo Ou seja que eles virassem um portal de entrada para a parte do Parque e em
cima eles fossem Minha Casa Minha Vida faixa dois e três você não minha casa vida mais elevado mas ainda assim que você realmente democratizar-se um pouco aquelas essa aquela região tal eu fui praticamente pendurado pelos pés pelo pessoal do Defensores do Parque Augusta uma não pode Neymar mulher - aprovar não tem nada não tô tirando hora nenhuma eu moro Lá menos naquela faixa não tem por que você acha que é vendido ao mercado tal não sei que mais resultados se deu o terreno por cento e vinte milhões uma aberração para ganhar uma faixa Zinho aqui
até hoje não tem nada que não fez que nem dava para fazer já tá organizar de outro fórum e na verdade eu tinha muita discussão de uma senhora que me xingava ela fala assim e eu moro no prédio há 40 anos lá eu tô vendo os outros surgirem aceitável falar assim Mesmo a senhora quando a senhora foi no seu prédio podia agora bom demais aquela região tem infraestrutura tem metrô tem corredor de ouro tem tudo se a cidade tem crescer algum lugar e ali agora vamos preservar aquelas árvores e vamos pôr prédio né Então aí
também discussão que que mexe com uma certa Elite né que quer por exemplo fazer o parque minhocão tão legal mas eu não é você que tem que conversa ali embaixo que não chega só a 30 anos aquelas casinhas tudo que você Tem que tirar o meu que pode até deixar um canto ali como memória uma praça elevada Mas tchau mesmo que usar um parque porque eu gosto faz embaixo faz um para aquele lagroterio e corre lá tá ótima de bicicleta então a questão Urbana portanto ela se relaciona que nem eu falei no começo com todas
as outras vamos ver formas de organização sociais porque todas essas formas de organização social Elas têm uma característica talvez menos hoje na era da internet Vamos assim mas ela tem uma característica ela se dão no território elas estão relacionadas ao território E aí qual que é a política setorial tem uma vertente que a relacionado ao território e não significa dizer o que quando eu falo educação eu tenho todo o aspecto didático-pedagógico todo o aspecto Educacional de quais são os currículos como é que ele vai ensinar o que se vai ser vai passar direto senão vai
ser tudo isso é uma discussão vamos Ver pedagógica importante que constitui fazer o a alma da questão tudo bem mas eu não adianta discutir tudo isso você não falar mais Eu vou pôr em prática para quem onde E aí quando eu falo para quem onde eu já tô falando infraestrutura sistêmico que eu já tô falando no estado que é o único que vai ter porque aí entra uma outra questão que acho que é importante em cima para vocês que discute a questão das políticas públicas é que a política Pública é investimento ela não é gasto
na Então pessoal falar o ônibus é de se sentar no ônibus nunca deve citar apenas conta o em visto para tornar a mobilidade E aí infraestrutura rainha principal textura depois do saneamento que é de saúde luz essas básicas que permitem realmente que você não viva no escuro e tem e tem o salubridade é o transporte a mobilidade ela é mais importante qualquer outra Coisa fiquei com mobilidade eu quebro as distâncias Quem mora em Pinheiros onde estava longe do centro por causa do metrô Chega no centro um minuto e meio 27 minutos sai de Pinheiros falar
na certa então você tem um processo em que essas infraestruturas elas são colocadas e determinam portanto a qualidade do do atendimento mais ou menos homogêneo no território só que e quando o território muito distante isso só é feito pelo Estado porque Nenhum setor privado vai querer né investir um dia não para poder fazer uma escola em que ninguém pode pagar uma mensalidade ou para poder fazer um posto de saúde no lugar em que é perigoso eu chegar porque o crime organizado tá dominando o território ou que eu levo quatro horas e o médico brasileiro e
ligou ele só nem pontos os cubanos ele gosta que vai lá ele prefere que fique sem ninguém né nem nem fora mas eu tenho jeito que topa ir lá na quer dizer Ninguém porque é um dia quem sabe vai melhorar lá é uma especulação né mesma coisa que quer especulação no mercado imobiliário é assim aqui o meu terreno de atuação médico né típico médico médio brasileiro lhe fala assim aquele lá não mexe daquilo porque de repente onde aquele lá valoriza só fica mais fácil tal até tem ali mercado para gente é uma pessoa ela tá
lá desesperada não tem medo não não tem problema então você tem imediatamente ao falar da Política setorial se vai ter e como e para quem quando eu falo isso o para quem e o lugar ele vai imediatamente colocar na cidade de ser política pública porque não adianta eu falar tem uma ideia vou colocar o Santa Cruz lá no Jardim Damasceno não vai dar certo né então o setor Privado não vai conseguir fazer essa cobertura então a gente tá falando de política pública e ao falar de política pública Então ela tem a sempre territorial como é
que eu Distribuo porque na verdade para a vida para sociabilidade para pessoa ser alguém ela precisa quando ela vai trabalho e para a criança crescer e se desenvolver a pessoa que só deixar o filho numa escola portanto existe algo espacial territorial eu preciso me deslocar E aí então questões das mais é que a gente às vezes não pensa por causa da lógica da formação da nossa sociedade que é para tirar que é patrimonialismo e eu também patriarcal portanto é machista Vou dar um exemplo todas as pesquisas de linhas de trem e de ônibus e de
metrô e tudo mais e por Engenheiros acho que noventa porcento mais devem ser homens que calculam a partir de uma excelente pesquisa metodologia que a chamada origem e destino e portanto porém Essa origem-destino ela é origem destino do homem casa-trabalho trabalho-casa não tem ninguém que fica pensando a origem e destino da mulher que é casa Passar na escola pegar o filho depois passar no mercado comprar alguma coisa depois passar na casa da cunhada que ficou com o bebê menor para depois chegar em casa são cinco paradas do ônibus fez essa cinco parado não ele é
um corredor Expresso para as casa trabalho então a gente percebe aí que tudo está imbricado perto absolutamente tudo é delicado quando a gente fala em racismo e no Apartheid a questão do racismo do Apartheid ela vem muito Fortemente quando ela se associa a questão territorial que é um pegar o transporte público não poder misturar assim como a questão de gênero no Rio de Janeiro que você que tem que fazer um vagão só para mulheres né Então essas questões elas estão atravessando dinâmicas territoriais mesmo e ao atravessar dinâmicas territoriais eu preciso portanto fazer essa discussão sobre
cidade a onde eu vou distribuir a rede escolar como é que eu vou gerenciar Qual é o papel do estado qual o papel do município qual o papel do Governo Federal como é que eu vou associar esse equipamento de educação a uma acessibilidade adequada porque não adianta eu fazer uma uma coisa é super incrível tal e a pessoa não consegui chegar nela porque porque não tem Estrada porque tudo rua de terra né agora o potencial transformador dessa rede ela é fenomenal eu tenho uma história eu tive uma bandinha de música Em que o nosso baixista
Rafael Eric sensacional que viram músico ele tocava baixo acústico famoso baixo de pautas do mundo a gente que impunha respeito chegar os lugares Eles já chegava Lapa tocava e web que ele morava no Jardim Damasceno e você fala como é que um cara que vende origem muito pobre morador no Jardim Damasceno tá tocando o baixo acústico é porque ele foi para o céu que a Marta na gestão da marca foi implementado no Jardim Damasceno ele chegou na fio a todo mundo queria tocar às vezes instrumentos mais na moda guitarra tal e eu olhei num canto
falei que que aquilo lá que lá em baixo acústico é isso que eu vou tocar e foi isso que transforma a vida dele porque quando ele fala dos amigos dele quando ele fala na turma dele a verdade é que é oitenta por cento entraram por trás cole e muitos deles muitos deles morreram então é uma realidade concreta ligado ao equipamento De educação inclusiva e nós acabamos de escrever no texto com elimina maricato e um e um de Almeida que eu um médico lado do outro natal é em que a gente propõe a retomada desse equipamentos
integrados né saúde educação esporte com também o posto de saúde que eram os céus que eram se apps que eram se hackster.io Monte que podem permitem uma educação integral que permite é porque eles são elementos reconstitui dores o tecido social e tem um papel Urbano adoro a mesma coisa com Saúde a mesma coisa com o sol por exemplo é quando eu era secretário de habitação de uma discussão muito grande então uma reivindicação muito forte de um pessoal que queria porque queria fazer que eu tirasse 10 apartamentos um conjunto habitacional para fazer uma extensão de um
de um posto de saúde já bastante é eficazes um dos melhores de São Paulo ali na na virilha e eles queriam e e eu falava mas eu não vou tirar 10 apartamento para Fazer que já tem esse é incrível aí eu negociei arreglos concedei com ele tudo mais e falei mais o que vocês precisam A gente precisa de mais consultório de atendimento com várias especialidades depois então se naquele que já existiu arrumar um espaço com pessoal da secretaria de saúde para colocar quatro salas e mais uma para exames simples e que possam se revezar em
três turnos da quatro vezes 3 12 especialidades e resolve não resolve Então vamos fazer Isso que eu não vou deixar de fazer 10 apartamentos das casas para poder fazer algo se resolvem assim então nós fizemos propuseram e tudo mais lá pelas tantas o pessoal falar uma coisa que a gente precisa de mais falei mais mais do que mais uma aparelho tal coisa lembra então vou ligar para Alexandre Padilha Padilha porque não entendo nada que era secretário de saúde Alexandre o que que eu faço não mas é o seguinte a existe uma lógica e ele O
Alexandre me deu uma Aula de Urbanismo o Mauro de Urbanismo e saúde porque ele começou a me explicar como é que era a lógica dos atendimentos que começa o atendimento de saúde a família que é capilarizado no território território no espaço como a partir dali você faz um primeiro posto aqui tem um primeiro atendimento para exames mais simples como a partir dali Você tem uma segunda e essa segunda ela já passa a ser um pouco mais regionalizada ela pega dois três barros às vezes já é um Hospitalzinho às vezes não sei de saúde mais completo
mas começa a ter equipamentos mais caros que o estado não tem Oi gente poder reproduzir por cinco meses concentra lá e depois sobra para o maior que é o hospital que aí vai cobrir uma região inteira portanto existe uma lógica completamente Urbana na lógica de eu construí esse atendimento de saúde e assim vai para todas os setores assim vai para todos eu todo trabalho é uma questão que tá muito mais vinculada à Infraestrutura de deslocamento na cidade é porque o ideal do trabalho é aquilo que nós que somos as classes mais altas ou aquilo que
um suíço em Zurique consegue fazer que aquela frase simples né ah é muito melhor morar perto do trabalho Claro se eu tiver dinheiro para poder morar perto do meu trabalho e eu moro eu trabalho tem o trabalho que inclusive tem estabilidade porque a vinculado a estabilidade no trabalho então a gente já tem uma relação a Relação à renda fazer o termo estabilidade que me permite no local os próximos 20 anos trabalhando naquele lugar e eu ganho bem eu consigo comprar um apartamento uma casa perto do meu trabalho e a minha vida está resolvida eu posso
até tá em São Paulo e eu por exemplo eu tô aqui no Moro tão perto da luz mas minha mulher mora perto da PUC por exemplo Onde ela trabalha e aí é o seguinte tá resolvido é uma vida maravilhosa postar no meio dessa loucura Que São Paulo eu levo minha filha a pé para a escola e depois vai a pé para o trabalho porque coisa maravilhosa tá isso que as pessoas querem é sensacional poder fazer isso só que se eu tenho uma uma uma imprevisibilidade e inconstância no trabalho eu já não posso dizer que o
que eu vou ter aqui vai ser perto do meu trabalho amanhã eu posso até ter a sorte de ter conseguido um apartamento tal no minha casa minha vida vou ter que Comprar um terreninho vou ter alugado uma coisa pega o meu trabalho mas o trabalho no Brasil cinquenta por cento da população ativa o brasileiro trabalha na informalidade sem carteira assinada Então qual é a garantia ver se cinquenta por cento pelo menos mais uns trinta por cento que tem carteira assinada mas estão trabalhos muito frases O que são agora com o retrocesso absolutamente terrível né do
do Marco legal da política trabalhista que a Gente tem que o bolsonaro com a garantia que a pessoa tem que estar lá na que a 5 10 15 anos então já não existe esse vídeo né É E além do mais os trabalhos hoje em dia são extremamente rotativos as pessoas que trabalham na informalidade nem mais trabalho exatamente um só lugar às vezes elas têm seu próprio comércio Zinho montam coisa então o que está mais vinculado ao trabalho não é mais a distância da moradia do trabalho mas sim a capacidade De deslocamento que a pessoa tem
na sua casa para o seu trabalho então a questão do emprego tá fortemente vinculado a infraestrutura de transporte Se eu tiver uma infraestrutura transporte E aí não há nenhuma dúvida o metrô numa cidade da escala de São Paulo é a única coisa que realmente funciona é só que em São Paulo durante 20 anos nós tivemos um ritmo de construção de metrô de um quilômetro e meio ao ano enquanto a gente aqui passava chegou a 50 km de metrô para uma Cidade do porte de São Paulo é a cidade do México que é mais ou menos
equivalente em termos de grande né da região metropolitana ela chegou a 250 cinco vezes mais o que também suficiente né porque pares só intramuros tem 300 Londres Tem mais ainda né que uma região Zinha que cabe no nosso centro expandido tem 650 ao todo na região toda a então nós estamos longe do que precisa mas o metrô tem uma capacidade de transporte de 80 Até 80 mil passageiros horas por sentido então ele tem o volume que é necessário muito mais do que um corredor de ônibus como você tem dinheiro para fazer metrô e o metrô
demora muito começa a se fazer quando os jovens o que tá bom é uma rede ação Vai ter muito mais em Ah mas tudo está vinculado eu poder oferecer a pessoa uma capacidade tela se deslocar Então fala em política de emprego significa ter na equipe alguém que saiba falar em transporte transporte público Transportes alternativos transporte ativo ciclofaixa sistema cicloviário e assim por diante essa é uma discussão que tava do território que está vinculado a questão do trabalho moradia Talvez seja um dos aspectos mais complexos é de certa forma a moradia na sua lógica de infraestrutura
ela está vinculado vinculada à dois milhões porque ela está vinculada a todos os níveis de frescura que o ideal eu tá perto do posto saúde dela tá perto da Escola e da Tapera do trabalho O ideal é tudo isso tá perto eu tenho um parque eu tenho playground eu tenho tudo isso por isso que nas cidades reguladas na cidade de que o governo sempre entrou uma forte regulação vamos pegar o exemplo das capitais europeias e vai para Londres para Paris e fica assustados algumas pessoas moram em apartamentos caríssimos que lá também tem uma bolha Imobiliária
né Então tá muito elevado ninguém mais consegue orar Pois ainda assim moram nos apartamentinhos de 35 metros quadrados apertar deve-se ou não como é que consegue morar aí e as pessoas não reclamam porque claro né desce nem elevador muitas vezes tem dessa vez eu seis sete andares agora já tem Os elevadores Entra lá acho que vai morrer né num caixão já que só te leva da Lei simples aí você chega desce entra na rua a cidade está oferecida você você tem três pontos de metrô e de ônibus a menos De 100 metros de distância você
tem comércios tem supermercado você tem restaurantes e tem playground você tem parque se tem ginásio para fazer Esporte você tem biblioteca você tem escola tá tudo ali então a casa a função da eu não preciso ficar fazendo Condomínio com carinho de futebol Condomínio com cabeleireiro Condomínio porque tá tudo o sido publicamente no uso Urbano né então um orar ele tem essa primeira característica e como eu disse ele se Relaciona tudo né mas Além disso ele tem duas infra-estruturas que são muito relacionadas primeiro obviamente a infraestrutura básica então a moradia tem um vínculo com as políticas
de infraestrutura de saneamento eletricidade água fundamental quando o Dom Hélder Câmara no Rio de Janeiro começou a trabalhar com as favelas do Rio de Janeiro uma das maiores coisas que ele fez quando a Igreja Católica naquela época tinha um um grau de Comprometimento social enorme foi que ele canalizou água que venha do morro e ele fez as canalizações dele e os padres como mutirão ali fizeram as canalizações algumas favelas do Rio de Janeiro levando água para todo mundo eu Isso parece que a gente tá falando na Idade Média eu tô falando em água e esgoto
é eu tenho cidade que nem em Guarulhos que tem oitenta por cento sem cobertura de tratamento de esgoto Então vamos falando a 12ª 13ª economia do mundo que na época Do Lula chegou a ser a sexta se eu não me engano né então é é isso um país que chegou a ser a sexta há dez anos atrás a sexta economia do mundo tem cidades que têm 80 90 porcento Sem tratamento e algumas até sem saneamento sem sequer a coleta você vai ali para o Parque do Ibirapuera tem mansões que ocuparam aquela região que até hoje
jogam prédios inteiros que jogam o esgoto no lago do Ibirapuera Então vamos lá uma loucura total é uma Ausência do Estado de uma maneira então a moradia está vinculado a essa estrutura mas ela também que nem o trabalho tá fundalmente ligada à infraestrutura de mobilidade para poder permitir que as pessoas já que é muito difícil numa cidade de 12 milhões de habitantes 22 na região metropolitana eu poder fazer com que todo mundo mora perto do seu trabalho eu tenho que oferecer às pessoas a capacidade de se deslocarem para o seu trabalho e isso é Uma
burrice tão o que mesmo que eu fosse a pessoa mais insensível do mundo e não ligasse para o problema humano associado é isso ainda assim economicamente falando eu tô falando uma economia que desperdiçam meio período de trabalho da sua força ativa de mão de obra ativa perdida num ônibus apertado que eu é um grau de anti anti economia né de vez economia fenomenal Então esse é o segundo elemento agora a moradia tem uma outra questão que além dela tá vinculado Essas a essas lógicas de infraestrutura eu preciso ter moradia bom e no Brasil não se
oferece moradia Então eu tenho de fato uma demanda por moradia que sinceramente precisaria de no mínimo 50 anos com governos comprometidos colocando isso como prioridade para eu começar a ter uma oferta de moradia que sensibilizasse né que fizesse alguma mudança sensível para eu começar a ter só que na verdade você pega uma cidade aqui em São Paulo e o orçamento Destinado à produção de moradia O que é muito variada que tem que ser muito variada é de menos um por cento do orçamento Claro que tem que ter vinte e cinco porcento para a saúde que
tem que vir para educação quinze por cento da Claro que tem que ter isso foi carimbado mas na construção devia ter-se carimbando também que a moradia tinha que ter uma porcentagem porque ela é Central Isso não se fez e aí quando você tenta fazer Planejamento da política Habitacional a longo prazo por questões de mesquinharia pessoal de lutas de poder Oi da eu que nem sou político mais espaço ou me dá mais mais notoriedade aquilo que você pega tudo uma equipe para fazer coletivamente que foi o plano Municipal de habitação que a gente fez 2016 prevendo
16 anos de políticas habitacionais com toda sua diversidade para a questão da política Habitacional que ela tem que ser diversa eu não posso Fazer Singapura só fazer minha casa minha vida eu tenho que fazer urbanização de favela urbanização de favelas consolidada é diferente de humanização de favela precária que tem risco eu tenho que fazer produção de habitação nova mas eu tenho que fazer também melhoria dos barcos precários que o pessoal chama de assistência técnica para habitação social eu tenho que ter essa espécie de menu muito diversificado nós fizemos um plano de 16 anos que Apresenta
todas essas suas possibilidades e que em nenhum lugar aparece nem o meu nome tem o nome do prefeito na época Fernando Haddad aparece Secretaria Municipal de Educação mesmo assim a mudar o governo eles botaram no 15º subsolo da câmera no congelador e o lado até hoje o plano Municipal de habitação porque por disputas políticas por mês que a linhas por influência de gente que foi lá que tem influência na cama na presidência Ela não vamos deixar para ser valorizado talitao pessoa tá então isso é o patrimonialismo isso é o patrimonialismo a você que que envolve
também a questão da cordialidade que é você trazer para a esfera pública as relações de poder que são relações uma mesquinharia que vem da lógica familiar né das relações familiares é isso sem prejudica milhões de pessoas por causa de uma espécie de política de várias é que a gente tem no Brasil e na questão Habitacional isso é Extremamente problemático sendo que para gente poder resolver a questão Nacional a gente precisaria construir um discurso que o discurso extremamente radical politicamente porque ele significaria dizer o seguinte Olha eu só resolvo a questão Nacional Se eu conseguir um
transformar os bairros mais explicado se levanta o transporte levando infraestrutura o sistema a rede sistema que vez futuro mas se eu parar de fazer camadas e camadas de infraestrutura na Região rica do cidades brasileiras eu sou eu sou pendurado no poste não é o quando o Haddad fez corredor de ônibus saiu uma capa da revista Época São Paulo que aparecia 23 de Maio assaltada de carro parado nós se fala para ela que ele congestionamento fica quilômetros de carro para lado e um corredor vazio e aparecer assim corredores tal Porque que a ideia Haddad Por que
que a ideia deu errado você sempre olhando aqui você entendeu errado não deu certo porque o Cara que tá no olho nele nem apareceu na foto já tá vazio já chegou em casa lendo errado com o cara que tá no carro então na hora que você faz esse tipo de coisa você imediatamente você recebe a reação das elites que se veem prejudicadas no seu privilégio então na se você tem uma dificuldade muito grande aqui para resolver habitação não sei nem o que dizer primeiro eu vou parar de priorizar os bairros links para começar a fazer
isso tudo nos bairros pobres segundo eu Vou pegar os vazios urbanos eu vou pegar os cinco milhões de unidades habitacionais mantidas vazios no centro das grandes estados brasileiros nas áreas centrais e vou por Gente Pobre por lá fazendo a prédio de habitação de interesse social fazendo uma série aplicando uma série de instrumentos que existem para isso significa eu abrir uma guerra com as elites que no Brasil tão acostumado a produzir velocidade do Apartheid Portanto não aceitam a de vocação do espaço a questão ambiental ela tá é completamente ligado à questão do mato primeiro por aquilo
que eu já falei que a ocupação antrópica numa organização social Urbana ela é por definição extremamente impactante ambientalmente então isso já não tem jeito segundo porque muitos os elementos que são vistos como virtuosos do ponto de vista econômico e que os economias vão os economistas vão festejar são um desastre Do ponto de vista Urbano Por exemplo quando tem crescimento econômico se festeja que tá vendendo muito carro chega a vender 15 16 17 mil carros por dia no Brasil em para cá fala são 15 mil carros por dia entrando numa rede poluidora que o principal problema
de emissão né de gases tóxicos nas cidades brasileiras ou Ah tá bombando o mercado imobiliário está crescendo construção civil tá bombando mas tá bombando aqui parâmetros parando de impermeabilização Do solo sem regulação aqui o mercado Eu trabalho numa lógica faroeste quem é mais rápido mais forte e tem mais poder sobre o estado ganha não tem nenhum tipo de regulação sobre questões ambientais quando tem vem só para remediar três São Paulo FASP senão depois faz picininho nos prédios mas você tem uma uma como é que se chama um tamponamento de toda a rede hídrica da cidade
São Paulo tem milhares de rios Córregos e e que estão ali kg nem sabe que passam lhe por baixo Das suas mãos nos Estados Unidos tudo isso é completamente em que ele vai amizade então Impacto é muito grande e muitas vezes o que se acha que é muito bom tá sendo um desastre do ponto de vista urbanístico segundo aquele outro problema muito grave que é a expansão desigual da cidade ela foi se dando de tal forma que não tem jeito chegou uma hora que ela impacta as árvores que circundam as cidades que são áreas de
Proteção Ambiental se você for para Ribeirão Preto para Bauru para Sorocaba no interior de São Paulo e você vai ver que a obra que se faz nunca uma obra de capilarização do transporte com por exemplo meus elétricos VLT bonde que não são tão impactantes do ponto de vista da poluição todas elas têm o que a obra do prefeito da prefeita anel viário anel Expresso Então é isso Mogi das Cruzes chegar lá óculos tirou o anel viário para o pessoal poder ir para praia para Sua casa de praia tranquilo você pegar com justamente dentro da cidade
é uma loucura total até na hora que a gente vai fazer o Rodoanel a gente não pensa em fazer um ferro anel como prioridade não só para o transporte mas um ferroanel com transporte de pessoas que pudesse fazer uma linha quando se fala em metrou poucas pessoas do metrô tem uma professora Andreina negrello da fao que é do metrô e que sempre defendeu isso porque as pessoas lembra nesses Dados de fazer uma linha que faça justamente né a circunferência que seja é que você já conceito que seja Radial e permita que você é a força
é fazer fazer o contrário não é que você possa fazer o deslocamento ao longo né que todo a circunferência né do do território fazendo com as pessoas não tem que sair da Live até o sempre a voltar ali perto porque ela verdade eles queriam fazer um trajeto que juntasse sei lá a zona norte com com a zona sul Né ali na periferia Então você tem uma uma uma lógica muito ruim porque como o tempo essa ocupação vai chegando nessas áreas de proteção e aí você cria um conflito seguiram convido porque na verdade o que que
eu faço eu tenho 1 milhão e 400 mil pessoas morando nos Mananciais São Paulo eu tiro Todo mundo põe no ônibus e levo para onde Porque alguns ecologistas mais radicais que dizem isso tem que tirar o Thiago você pode então assumir lá o governo mentira Né queira essas lógicas são lógicas você tem Ah tá veja muito famosa que eu uso muito que mostra assim a cidade está aí tem um centro Zinho ali colorido com copam com o prédio o edifício Itália e umas casas os jardins com árvores tudo coloridinho e o massa cinzenta uma massa
cinzenta de favela contornando e aí fala o título é o cerco da Periferia E aí o subtítulo é a cidade de classe média está sendo pressionado uma coisa assim por um Cinturão de pobreza e criminalidade né que cresce seis vezes mais do que os bairros crescimento que além do mais cresce mais e terrível né então aí eu seguinte qual é a lógica Quando você pensa nisso quando você pensa na loja que eu acabei de falar antes de que tá ocupando um milhão de Gente eu tenho que tirar a lógica se a mais simples a mais
radical de todos a seguinte manda matar se o seu matar metade dessa população eu volto até um reequilíbrio ambiental Seria uma solução simples né E aí a gente acha que eu tô sendo irônica eu tô fazendo millôr é mas nós temos no Brasil 23 mil jovens negros de Periferia que morrem assassinados por ano então a verdade é que a gente não manda matar Isso é uma aberração é um escândalo que deveria tá colocando o Brasil no lugar dos maiores várias o mundo e não é a nossa lógica a gente acha isso normal Então na verdade
a relação com dinheiro meio ambiente ela precisa ser vista com Muito cuidado porque muitas vezes as classes mais altas confundem isso com eu colocar mais água eu fazer mais para que eu tirar as pessoas que estão ali atrapalhando a água ou então o dinheiro vem para fazer coisas que são sim fazer um prédio o ISO 498 que tem eficácia energética que tem vidro que você quer mais qual que é primeiro tem ar condicionado tudo isso para diminuir seja todas as soluções arquitetônicas Dos Arquitetos modernistas brasileiros cobogó o vento que tudo isso não existe eu faço
um negócio outra E aí eu gasto dinheirama para fazer isso contrato assim meu amigo um prédio na Paulista assim ele que vale é o quê é uma quantas milhares a 1 milhão e 200 mil famílias a pessoas que estão morando nos Mananciais Qual o impacto ambiental de um e de outro então existe uma discussão na questão do meio ambiente quer saber estabelecer exatamente onde é o problema E como é que esses problemas são essencialmente aquilo que o e relax errado que é um professor do IPO no Rio de Janeiro definir muito bem como uma questão
que não é questão ambiental a questão ambiental é uma questão de Justiça ambiental Esse é o termo que tem que ser usado hoje eu acho no Brasil olha não muito porque mobilidade é isso eu fui mostrando quanto à mobilidade ela é Central porque das infraestrutura sistema que as né estruturantes é a Mobilidade amor dela é ela que permite que as coisas funcionam né e o Flávio Villaça que isso Vanessa que eu já aceitei ele falava assim é o mais importante no deslocamento na cidade não é a distância é um tempo a e na verdade eu
não eu não mexo em quilômetros começa em tempo né então por exemplo vou dar um exemplo muito bom de política patrimonialista do urbano transporte e tempo é os ricos resolvem ir para onde eles vão então eles vão Para os seus mas aí alguns deles graças ao mercado imobiliário resolve que o mercado imobiliário está sempre criando discurso para trair né justamente o movimento dos mais ricos então por exemplo que é tudo muito perigoso que você precisa ter quatro agora daqui a pouco alimentar cinco você vai chegar com caso Vou levar 15 minutos para chegar na sua
garagem para passar nos cinco sistemas de neve de retina tava toma um lança-chamas se o cara da pizza Foram suspensas você já queima ele fazer uma isso é construído para você poder vender mais porque aí eu tinha um que tinha câmera mas já não é suficiente agora tem que ter câmera com o reconhecimento da Íris né então eu volto vou mudar e aí tem outro prédio e daí ele já automatizar entra se respira bem já fala que esse aí então você vai criando essa cirurgia então da mesma maneira você vai criando dizendo assim namore mais
em São Paulo esse negócio de Filho venha para o lugar Você tem a passarinho você tem um terreno grande que na verdade você tem terreno grande você tem Jardim Você tem cachorro que uma coisa ótima na verdade no Brasil foi reservado para as elites as se fosse para uma cidade que tem muita regulação do espaço Londres Paris Munique matril que vocês quiserem são cidades em que o centro tem pequenos apartamento muita gente morando para racionalizar infraestrutura que foi feita lá isso vem Do modernismo dos anos 30 então eu vou ter muito entrou muito prédio muita
gente muita densidade construtiva e populacional mas ao mesmo tempo uma regulação diz ou seja não pode construir muito alto tem que ter largura de Avenida para eu poder ter a entrada de sol e preciso ter que pamento tudo mais no Brasil os lugares a estrutura viraram Jardins viraram Pacaembu Eles foram tomadas EA cá parados pelas eles falar você ainda não está tudo aqui você não Vem né Então olha só a lógica perversa quando a a Volkswagen vai ali para o São Bernardo ali você não faz nada né você não tem participação do estado para falar
vamos então chegar e prever infraestrutura para essa massa de trabalhadores que vem trabalhar aqui em compensação quando o Estado faz um monte de infraestrutura nos Jardins aí ele chega fala tá ótimo muito obrigado e a Lei favorece isso porque no loteamento de 972 Já Foi Estabelecido que as áreas exclusivamente residenciais eram a z um eram áreas em que o mínimo de terreno de lote era 250 metros quadrados Então veja bem não vem que não tem aqui é isso é para ser casa mesmo né então você tem é um problema sério e é que hal Gerais
as coisas você tá sempre é atrapalhando você tá sempre prejudicando a lógica da mobilidade né então nós aí chega o mercado imobiliário como não tem espaço suficiente voltando a minha História anterior é como não tem espaço suficiente para todo mundo tem esse privilégio você cria esse privilégio longe Então você fala eu vou fazer Alphaville que elas é o cara que fez você do João Dias e que fez também o hino do Sul vamos fazer o Tá ok eu acho que é o nome dele eu vou fazer lá o mar uma um condomínio e inclusive usando
trinta por cento do território a área indígena ninguém sabe disso patrimônio da União Mas aí a nossa lei que se adapta isso cria uma maneira de você que se chama o laudêmio você paga nenhuma taxa anual Paga até para coroa brasileira para Família Real Brasileira você tiver ali na orla até de Santos paga para lá para Família Real Brasileira lá odeio para família real Mas então o que não pode ficar morando ali em território indígena porque na verdade está pagando tal dele tá tudo certo então você cria lá o negócio aí rapidamente você queria ali
Porque cria ali porque tem na Castelo Branco o pessoal como o Brasil se usa carro como Elite usa carro tem deles e disse foi-me dado tal então tá tudo bem eu vou rapidinho volto É perto caso além de perto das Não é perto do centro não é perto da sei lá da Zona Leste é perto de um interessa perto justamente tá Pinheiros amar João Pinheiro tal então tá ótimo os pais ali só que rapidamente aquilo lá se torna tão interessante que fatura e vai fazer Alphaville 1 2 3 4 5 6 7 8 Tamboré 1
2 3 4 5 6 7 8 10 vezes criando esse Condomínio começa a ficar saturado então que eu faço a questão Qual é a questão lá é o seguinte é ótimo Olha lá mas eu preciso chegar rápido o meu trabalho então é por isso que São Paulo é a cidade do mundo com a segunda maior Frota de helicópteros é porque o cara mais rico ele sai do Tamboré ele vem 3 em 1 minuto e meio ele tá no trabalho dele que a gente helicóptero resolver o problema né mas Pros não tão ricos coitados que não
tem helicópteros apenas um mês tênis ele vai fazer como ele vai parar no trânsito então o que que eu faço para resolver a minha questão não é a distância né questão é o tempo então eu construo uma Via Marginal da Castelo Branco maior do que o original que mês de ter duas ou três pistas tem quatro ou cinco pistas e eu pedágio ela eu ponho pedágio E durante muito tempo só tinha pedágio na pista nova que era base e que tinha Praticamente quando chega no final ela tem uma filamento de uma uma pista sem assim
que joga na Castelo Branco original porque ela é feita para levar para o família e para Tamboré então era isso que a gente não se preocupem mais o estado chegou lá consultou cinco pistas pw.pw meio Claro que eu quero pedágio propriedade permite que o cara mais pobre eu fiz tô falando aqui então eu vou lá comer o carro o governo faz um negócio olhar que é ótimo para que é Rico que é um negócio que sem parar eu nem preciso parar né então não é para todo mundo só para quem pode pagar né então eu
pago o negócio passo lá tá ótimo eu reduziu a distância pela redução do tempo então o que se faz na mobilidade ainda acreditava só que se faz pela lógica perversa da urbanização desigual das organizações sobre desenvolvida patrimonialista né que é que eu privilegiou sempre as classes dominadas mas o transporte é o acesso à Infraestrutura estrutural mais importante que tem no ambiente Urbano que ela permite que a gente possa viver e é isso hoje em dia para a classe média Paulistana é muito fácil de explicar porque essa classe média que agora tá com 20 25 30
35 anos ou mais viveu na região Sudoeste antes e depois da linha amarela bom então sentiu o quê que é a diferença é inacreditável né você realmente se desloca em minutos coisa que antes você levava 45 minutos e Hoje você faz em 57 10 minutos você chega Você atravessa a cidade então isso permite entender exatamente qual é a importância fundamental a questão toda é que tá lindo nesse eixo da linha amarela mas ali Quem mora em Cidade Tiradentes apesar do outro corredor de ônibus ter chegado lá Apesar dele tá inclusive super melhorado terrores com ar
condicionado tudo mais ainda assim para esse tipo de distância eu preciso de metrô eu preciso de trem porque é uma Necessidade de velocidade de capacidade de carga que nem mesmo o transporte sobre pneus de BRT Experimente da Mas ela é estrutural e Central