Salve salve família, bem-vindos. a mais um Flow News. Eu sou o Igor, aqui comigo, Felipe Moura Brasil. Salve salve Igor. Já tava com saudade de você e dessa audiência [risadas] qualificada do Flow. Vamos com tudo. Essa semaninha faz faz a gente sentir essa saudadezinha, né, cara? É, tem muita coisa acontecendo e dá vontade de ter essa conversa bem humorada sobre tudo falando, é o o Brasil não é como se fosse como se não desse, como se não fosse um, ele é exatamente o lugar que nos dá o substrato pra gente fazer um programa eh de
elevadíssima qualidade, como Flow News, não é verdade? E com espírito zoeiro que não pode faltar jamais. Então assim, assunto não falta de tédio, ninguém morre nesse país. É verdade. E se tu quiser participar da conversa aí em alguma medida, cara, você pode mandar a tua mensagem pelo Live Pix, que tá bem aqui o QRcode, tá? Se tu quiser mandar e pelo tem o link também aqui na descrição, aí tu pode mandar lá um um texto ou com a tua voz que aí a gente pode que a gente vê ouve ou eu leio aqui durante o
programa pra gente comentar, tá bom? Fica à vontade. E Felipe, hoje e a gente teve então aí hoje não, ontem a oficialização da candidatura a presidência da República do Renan Santos, que deu uma causadinha lá, né? Eh, Renan que tem causado algumas algumas eh os caras têm eh tentado ignorar o Renan de uma certa forma. Eu tô falando o Lula e o Flávio. Eh, quando o Flávio veio aqui, por exemplo, que eu falei: "Pô, mas e o Renan?" que ele pô que Renan Renan só conhece meu irmão e tal. Eh, e o Renan no no
na no evento dele, ele disse ele ele ele ele falou que tá em terceiro, ó, estamos aqui em terceiro, duas semanas pra gente passar o Flávio e tal. É uma leitura, é uma leitura otimista, né, do cenário. Mas como é que tu, como é que tu vê essa entrada do Renan Santos na oficialmente para, pr, para essa corrida eleitoral? ele tá conseguindo chamar atenção. Ele tem um público cativo nas redes sociais, tem uma dificuldade de crescer para cima do eleitorado de outras gerações, de outros segmentos, que não são tão usuários assim da internet. Então, o
público ali entre 16 e 24 anos do MBL, que já veio antes do partido Missão, é muito grande. Isso aparece nas pesquisas, a força do partido Missão, da candidatura do Renan Santos nesse segmento jovem da sociedade. E eles estão fazendo toda a estratégia possível para tentar atingir outros segmentos. E agora com a cobertura da campanha oficial, a tendência é que ele se torne mais conhecido. Desafio é se tornar mais conhecido, gerando não só engajamento da militância e de novos eleitores, mas gerando uma simpatia sem absorver qualquer tipo de rejeição. várias propostas eh dos candidatos e
você tem quatro num campo alegadamente antipetista, porque se a gente for olhar as práticas, nem tudo é antipetismo, mas eh que tem propostas, vamos dizer assim, Básicas. mesmo que eu critique o Flávio por não apresentar propostas detalhadas, mas no nesse segmento da sociedade que esse grupo busca atingir, que são pessoas com um perfil mais à direita, mais antipetista ou mais liberal ou pessoas do mercado, etc., você tem a um um certo nicho de eh eleitorado que já tem uma ideia na cabeça definida das bandeiras que gosta. Uhum. Então, eh, desburocratizar, desestatizar, eh endurecer a legislação
penal, tem uma cartilha, tem uma certa cartilha. Então, assim, as propostas elas são razoavelmente parecidas. Às vezes um candidato, como Renan faz, acusa o outro de copiar as suas ideias, porque o Flávio Bolsonaro, por exemplo, ele tá eh propondo quadruplicar as penas de furto para furto de celular. Só que quando você vai olhar no Congresso Nacional, o desempenho do Flávio como senador durante 8 anos não foi para articular esse tipo de projeto. E quem foi o autor de um projeto para endurecer a pena contra eh criminosos que furtam celular ou que atuam na recepitação, foi
o Quem Cataguei, deputado federal, que é do partido missão e que é aliado do Renan Santos. Então, por isso ele critica de de cópias, etc. Eh, mas você vê e a proposta é parecida, é endurecimento da legislação penal. Eh, então o que que acontece? O Renan busca causar, busca engajar pela forma como ele apresenta essas propostas. É claro que o projeto do Partido Missão que diz lá: "O futuro é glorioso", né? foi o título do plano de governo que eles entregaram pro Tribunal Superior Eleitoral. Ele é realmente detalhado, tanto que eles botaram lá 350 páginas,
até recusaram porque não cabia o documento lá para subir no sistema do TSE, tava muito grande. E o Renan sabe destrinchar isso, mas uma coisa é o documento textual apresentado, uma coisa é a capacidade dele se sentar numa sabatina, eu tive a oportunidade de entrevistá-lo na semana passada e e você ir questionando e ele saber desdobrar. Outra coisa é falar no palanque paraas massas, paraa militância e para causar algum tipo de impressão para repercutir, porque ele tá tentando furar bolhas. Então você tem ali questões estratégicas para furar bolhas, né? É como chamar a atenção? Se
der um discurso morno, um discurso um discurso engessado, talvez ninguém vai falar dele. Mas se ele soltar uma frase um tanto quanto sintética, meio troncada, eh, que fere pruridos de determinados segmentos, as pessoas vão refletir a respeito e eventualmente vão contestá-lo, vão questioná-lo e aí ele vai ter a oportunidade de desdobrar a sua argumentação. Como quando ele disse que não vão roubar celular porque eles vão matar, né? Exatamente. Então assim, eu tive a oportunidade de entrevistá-lo e e eu fui questionando, mas o que que isso significa? Mas eh mas qual é a sua proposta? Então
o senhor tá defendendo a pena de morte? Mas o que que o senhor tá defendendo? Você vai prender eh ou vai pregar pelo menos que eh os criminosos que futur celular sejam presos. Mas se eles estiverem confronto com a polícia, eles poderão ser mortos ou você vai prendê-los e sob custódia do estádio vai vai matá-los? Como é que é isso? E tal. E aí ele foi separando e extinguindo as nuances para não falar nenhum tipo de barbaridade. Mas é claro que é é algo num primeiro momento choca. É choca e e é de certa forma
inconsequente esse tipo de de síntese, sabe? Eu como analista, eu não posso legitimar um tipo de declaração como essa, porque existe o devido processo legal, existe um poder judiciário, é que eles não funcionam bem no Brasil. Então isso gera mais ódio da população e uma vontade de resolver de uma maneira drástica. Mas você tem toda uma tradição em todas as democracias em que as pessoas que cometem determinados tipos de crime, elas eh sofrem as penas conforme a gravidade do delito. E aí você tem uma lista de possibilidades na legislação de cada país. Agora, se você
legitima, vamos matar quem furta, etc. Qual é o problema de porque as pessoas falam assim: "Ah, mas tá defendendo bandido e tal, não sei o quê". Não é isso, né? é que se você começa a legitimar eh eh que se mate a pessoa que furta celular, você pode acontecer de eventualmente uma Pessoa inocente ser incriminada e ela acabar sendo morta e depois de ela ser morta, eventualmente você descobre que é inocente. Eh, você tem eventualmente autoridades corruptas que podem forjar algum tipo de prova e aí a pessoa é assassinada. Eh, você tem o risco de
o policial entender isso como um liber geral para ele atirar em situações que não necessariamente são de conflito e aí você gera mais risco de que pessoas inocentes morram no fogo cruzado. Então, assim, existe um grau de responsabilidade nesse tipo de síntese, mas assim, quando eh se conversa com ele, quando se lê o plano de governo, você vê que não, ele não está defendendo como um todo aquela síntese que ele faz no palanque. Então, é claro que cada um pode fazer o seu juízo. Tô fazendo aqui, o meu juiz é crítico. Acho que não devia
falar isso. Agora eu entendo a estratégia que ele utiliza para fazer. Não, não legitima essa estratégia para nenhum político. Acho que nenhum político deveria ser irresponsável no palanque. Mas eu, como alguém que conheceu o plano de governo, como alguém que ouviu a argumentação dele, entendo que ele não tá pregando deliberadamente que se saia matando quem for visto roubando o celular. Então a polícia vai tentar capturar essa pessoa e se essa pessoa resistir à prisão, se essa pessoa atirar nos policiais e colocando vidas em risco, inclusive a vida do policial, aí ele vai agir em legítima
defesa, etc. Então assim, [risadas] mas mas só que você falar isso é muito é muito mais enfadonho do que você fazer uma c que o pessoal sai gritando, é o vai matar mesmo, entendeu? Eh, então assim, o político faz escolhas pra forma como ele Apresenta as suas propostas. E tu acha que os cara fica realmente incomodado? Eu tô falando sempre eh dos dois primeiros colocados do Lula e do Flávio, né? Eh, eu fico pensando se eles porque o o Renan é assim, tem acontecido no na política do Brasil eh putz, eu não sei se eu
quero chamar o Renan de outsider, mas é o fenômeno do outsider, sabe? Eh, que é às vezes não é um outsider. Talvez o primeiro exemplo assim de muito sucesso tenha sido o Bolsonaro que entrou, que vem com essa, ele é, ele é fora do sistema, lembra? Não era vem com esse verniz. Isso, esse verniz, esse verniz que não é verdadeiro, que não é verdadeiro, né? Quase nunca. Eh, mas esse esse tem enrolado, né? Então, a gente teve o Pablo Marçal em 24, né? Pra prefeitura de São Paulo com a mesma parada do mesmo verniz do
outsider e tal. Então, o fenômeno que eh a gente vê também no mundo, a gente vê o presidente da Ucrânia, que é um cara que era um comediante, então os cara meio, né? Então, eh, será que eles isso, será que eles se sentem em alguma medida, na tua opinião? Assim, claro, que a gente tá eh uma análise meio sem, não estamos ninguém dentro da cabeça dos caras, mas a gente sabe de bastidores o que o que o putz aqui incomoda, putz, se tiver ali, não sei, hein. Eh, será que incomoda de verdade a ponto, por
exemplo, do cara não ir em um debate? A ponto do cara não ir num debate ou quê? A a pessoa que já tá aí na política. Vamos lá, vamos lá. Ah, sim. O Lula e o S se incomodarem com uma figura Como o Renan, se incomodaram com uma figura do franco atirador, como se existe no jargão político. Exatamente. Não, sem dúvida que eles se incomodam. Eles se sentem muito mais à vontade com quem tem conexões políticas parecidas, com quem tem mais esqueleto no armário, com quem tem mais rabo preso, com quem vem de fora e
e consegue criticar com um olhar de fora e sem uma trajetória cruzada com essas mesmas pessoas, é claro que gera um receio muito maior, porque, por exemplo, se você pegar um debate do Lula com o Flávio Bolsonaro, nenhum, por exemplo, vai criticar o outro por sabotar investigações de ministros do STF, porque os dois lados sabotam. Verdade. Nenhum lado vai acusar o outro. Quer dizer, nesse campo, como tem muita mentira e distorção e é um campo muito eh de preocupação da sociedade, pode ser até que aconteça, mas de sabotar medidas eh para endurecer a legislação penal.
Na verdade, o bolsonarismo até critica o o lulismo por fazer isso, embora tenha feito uma série de medidas parecidas. Mas, por exemplo, não tem mais corrupção. E é, pois é. Eh, e de sabotar, por exemplo, a lei de improbidade administrativa, afrouxando a lei de improbidade administrativa. Acabei de fazer uma postagem no X a respeito disso. Já explico porquê. Eh, eh, porque lulismo e bolsonarismo se articularam eh conjuntamente no Congresso Nacional para frouxar a lei de improbidade administrativa. Por que que eu fiz agora a postagem, né? Eh, porque Teve uma operação hoje da Polícia Federal que
atingiu o senador do PDT do Maranhão, o Everton Rocha, aquele que o Kim Cataguir aqui na entrevista pra gente ironizou mais uma vez que ele sempre fala, o senador que foi o primeiro parlamentar a ser citado no escândalo do INSS, ele não gosta que a gente diga que ele é o primeiro parlamentar a citado no escândalo do INSS. Ele fica repetindo aquilo de uma forma irônica. É o Everton Rocha. Oton Rocha foi atingido pela operação policial e e ele tem um elo com o Flávio Bolsonaro, que é uma pessoa em comum, na verdade, eh a
ambos, que é o advogado Viller Tomás, que também foi alvo de buscas hoje. É um amigão do Flávio Bolsonaro, mas amigo mesmo do Flávio ir na casa dele, tirar selfie lá na chácara, como já apareceu em foto, eh, que eu mostrei inclusive agora a pouco. Tem a foto do com o Willer Tomás, tem a foto do Flávio com o Willer Tomás e a Polícia Federal tá apontando que ele é um rubatonial, logístico, financeiro dos políticos em Brasília. O cara mora numa mansão com deck cais e tal. Bom, aí a transparência internacional Brasil fez uma postagem
lembrando que o Everton Rocha, esse que eh alvejado aí pela Polícia Federal, ele foi o relator, foi o primeiro citado no escândalo INSS. ele foi o relator do afrouxamento da lei de improbidade. E aí eu eu fiz lá uma postagem para dizer: "Olha, família Bolsonaro também articulou isso porque a Transparência Internacional estava criticando o Ton como um emblema, vamos dizer assim, do do sistema que desmantela as ferramentas de combate à corrupção, à lavagem de Dinheiro ou a a a improbidade administrativa de caso pensado, porque muitas dessas figuras, vamos dizer assim, de uma maneira genérica, incorrem
nesses atos". Então o cara desmantela a lei de improbidade, que é justamente para ele não ser pego por aquele dispositivo, eh, por serem para ele não ser enquadrado naquele dispositivo, porque ele sabe que ele pratica aquelas ações e no caminho ele vai livrando também os outros caras, né? Todo mundo gostando. Ele vai livrando. Exatamente. E muitas vezes o que acontece vai além da classe política. Então, a classe política para se blindar, como eu já apontei várias vezes aqui, eh, contra acusações de corrupção, ela acaba facilitando direta ou indiretamente a vida dos integrantes de facções criminosas
armadas, porque você dificulta o combate à lavagem de dinheiro, você, enfim, tem uma série de ferramentas ali que são comuns para o combate aos crimes de colarinho branco, como corrupção, lavagem de dinheiro, peculato, fraudes financeiras, eh, etc. e a eh o combate à lavagem de dinheiro do do crime organizado, né? Então eu fiz uma apostada para lembrar que a família Bolsonaro também articulou o afrouxamento da lei de improbidade que tinha como relator o Éeverton Rocha. Então é mais um ponto em comum, né? Sabotaram junto a lei de improbidade, tem o mesmo amigão lá que é
aquela raposa das sombras do poder em Brasília. E a Polícia Federal Levantou aí uma série de elementos, mostrando que ele pagou casa, eh, transferiu dinheiro paraa mulher do senador e tal. Tomara que essa investigação avance e que eventualmente esse advogado conte muita coisa que ele sabe. Duvido que eh vá contar, mas tá aí o Daniel Vorcar sem contar nada há tanto tempo. Essas coisas são muito arrastadas no Brasil. Mas enfim, eh eu fui fazer um um mega parêntese aqui, mas era para voltar. Qual foi o ponto da sua pergunta? Estava falando se o Flávio Lula,
se o o o Flávio, é, só voltando aqui ao ponto, então num debate entre o Flávio e o Lula, eh não vai ser dito que eles sabotaram a investigação de ministro do STF, que sabotaram a lei de improbidade. Eh, o Everton Rocha é vice-líder do governo Lula no Senado, tá? Esse senador do PDT do Maranhão que foi atingido pela Polícia Federal hoje. Então você precisa primeiro citado naquela parada do INS. Exato. Ele mesmo. Então você eh precisa de outros candidatos que não sejam eh ligados a esse acordão para apontar isso num debate que é televisionado
para muita gente que não acompanha a política, que não assiste a programas como esse, que só vai se interessar porque vai ter uma treta, vai ter briga ali, eh, de quatro em qu anos. Então é na na nas vésperas da eleição, são nesses dois últimos meses. Então a gente tá aqui há 4 anos falando de tudo que tá acontecendo e tal nesse mandato, vamos dizer assim, que é o mandato presidencial, que é uma referência aí de 4 anos, porque mandado de senador é de oito. Mas tem gente que só vai se ligar Agora como aquele
torcedor que não não acompanha futebol, mas a as finais da Copa do Mundo ele vai ver. Então, se você não tiver gente no debate para puxar esse tipo de assunto, ele não aparece no enfrentamento direto. Então, existe uma importância de figuras e não é assim, não é não é o Renan, é são figuras assim que apontem elementos em comum entre dois candidatos que supostamente, pretensamente polarizam. E as pessoas têm essa falsa impressão, porque eu consigo entender que elas se confundam, de que pessoas que disputam o mesmo cargo, elas são opostas em tudo e elas não
são, elas estão o fato de elas estarem disputando o mesmo cargo não quer dizer que elas não tenham práticas comuns, não quer dizer sequer que elas não se aliam eventualmente em torno de pautas comuns. Só que elas fazem isso sem ficar eh vociferando nas redes sociais, sem ficar fazendo um monte de postagem. Fazem no escurinho lá do Congresso Nacional. Aí só quem acompanha mesmo a prática é que sabe. Não é nem que não é público, é que só não fazem, né? Ex. Não fazem. Era expressão que eu tava procurando, o Igor com muito repertório vocabular
trouxe aqui para para abrilhantar a descrição. Então não fazem alarde em carro de som, não fazem alarde em rede social. A gente tem que ver lá naquelas listas muito técnicas, aquelas Planilhas de votação no Congresso Nacional. tem que apurar nos bastidores quem conversou com quem para fazer o acordão. Eh, tem que ver eh numa num afrouxamento, por exemplo, de uma de uma regra para responsabilizar e punir eh quem é que tá votando com qual interesse. Então, o cara dá um voto pelo afrouxamento, aí você vai puxar a ficha do cara, o cara já foi condenado
por improbidade administrativa. Então, o Artur Lira, por exemplo, era o presidente da Câmara dos Deputados. Ele tinha duas condenações por impropriade administrativa e aí não, mas eu sou presidente da Câmara dos Deputados, eu não voto e tal, não sei não, mas ele ele ele articulou nos bastidores, sabe? Ele tem o o grupo de deputados federais sobre a sua influência. Eh, então assim, é importante essa figura e respondendo a sua pergunta, finalmente, ela e uma figura como essa, qualquer que seja, nesse caso é o Renan Santos, gera receio do dos candidatos líderes das pesquisas, porque aí
se eles dão palanque para isso com as suas presenças, por isso que eles estão cogitando e muito inclinados a não ir aos debates, uma candidatura como a do Renan vai furar a bolha, então vai mostrar para uma população que não acompanha o debate político. O que que eles falam sem fazer a large? O que que eles fazem sem fazer a LAR? Essa é uma das eh eu pensando assim, cara, assim, eu não tô pensando em eh view ou em nada assim, ó. Eu penso que a gente tá vivendo uma situação política complicada. A gente não
tá numa no não é Suave, né? Não é geralmente não é. No Brasil a gente tá eh uma uma eleição como essa essa que tem um candidato que é filho de um ex-presidente que tá preso e tudo mais, com as características que tem eh [ __ ] a última candidatura do Lula e tudo mais, meu irmão, eu acho um desrespeito com a sociedade esses caras fugirem dos debates. Eu acho caso isso se concretize, caso isso se concretize, é é um é um dos maiores desrespeitos. É desrespeito mesmo. A sociedade, você tem toda a razão. Eu
concordo plenamente. E é vergonhoso que as pessoas apoiem, defendam e torçam razão para defender isso que simplesmente amarelam na hora de serem confrontados com aquilo que pensam, com aquilo que fazem. eh eh na questão da justamente do contraste entre aquilo que dizem e aquilo que praticam, eh das suas propostas, quer dizer, questionar se essa proposta realmente é boa. Eh, você propôs isso, mas isso não funciona por causa disso, disso, disso, não. Isso funciona sim, por causa disso, disso, defender a sua proposta. Eh, então não faz isso. Eh, a gente chega ao cúmulo, né, eh, de
refletir se não ser se não valeria a pena. Não tô dizendo que vale, não. Só tô falando assim que isso dá tanta indignação que a gente reflete. Será que valeria a pena ter uma previsão legal que deveria comparecer a debate e tal? Aí você entra em outros problemas. Mas mas vai ser qual o debate, né? Eh, vai ter a previsão legal Que é o do flow e ou que é do veículo, tal e tal. Aí se você prevê o veículo, vai privilegiar o veículo. Porque no fundo essas coisas não são. Eu fse meu irmão. Eu
eu topo. Eu topo assim, quais são os mais tradicionais? Os caras tão cogitando não ir em um dos mais tradicionais, que é o primeiro, que é o da Band. Os caras tão, isso é uma das coisas todos, né? Estão cogitando não ir em todos. Então isso é uma das coisas, isso é, esse é o maior desrespeito que o Lula e que o Flávio podem cometer na sua cara. assim, o cara, o cara te roubar, porque assim, é, é você contratar um cara sem esse cara participar da entrevista de emprego, meu irmão. Exato. [ __ ]
que assim, com todo respeito, é é uma das assim, é um absurdo, né, a gente achar que assim, ó, vamos lá, vamos fazer uma análise política aqui, sei lá, um troço, vamos pensar aqui um pouco, tá? Se fosse uma situação diferente, eu até engoliria. Vamos lá. O Lula eh vai ser todas as pesquisas estão indicando que o presidente vai ser reeleito primeiro turno, tá ligado? Se todas as pesquisas estão indicando que o presidente vai ser eleito primeiro turno, eu ainda acho escroto não ir, mas mais da metade da população tá avalizando, sabe? Não é o
caso, é o Contrário. Aqui essa eleição, ela ela, eu sei que isso daqui é um um clichê e um chavão, mas essa eleição ela ela vai ela é ela é decidida eh ela pode mudar muita coisa porque pode acontecer um o podecaro falar, entendeu? É, e e essa candidatura do Lula está apoiada no fato de que o outro candidato é o Flávio. Se o Flávio derrete, o Lula, ele fica com ele fica um pouco mais exposto. Tem e tem inclusive pesquisa mostrando que num segundo turno cai vice-versa, né? Quer dizer, se se por alguma ocasião
o Lula derreter ou o Lula não puder se candidatar por algum tipo de problema, eh, você tem uma reviravolta muito grande aí no no tabuleiro, né? É óbvio que eles têm que debater, é óbvio que é precisa haver esse tipo de enfrentamento. É o básico. Qualquer pessoa passa eh por eh prova, dinâmica de grupo, entrevista para conseguir qualquer emprego. Imagina o cargo que vai ditar os rumos de um país inteiro. Eh, então assim, eh, é essa a sensação de de que no Brasil existe uma casta que domina o sistema, que tem seus meios de comunicação,
a sua capilaridade, a sua máquina de propaganda e a partir de determinado momento em que isso já tá muito consolidado, não tem mais que prestar contas pra sociedade, não tem que ser transparente, não tem que dar explicação. E isso é podre, é uma espiral de eh degradação institucional Da da República como um todo. Não, assim, eu concordo plenamente com a sua indignação, mas mas o mais vechaminoso é que haja grupo de tietes, de fãs, de políticam tudo isso, eh, em prol da chegada ao poder do seu líder, muitos dos quais, eh, porque terão algum tipo
de boquinha, algum tipo de vantagem, se a liderança do seu grupo tiver poder para distribuir, né, boquinhas, verbas, etc. Cara, é é uma, é assim, é um é estratégia política, mas para mim eu, para mim é covardia, entendeu? Para mim é tipo, cara, o cara e e ah, ah, o Lula pode não ir nos debates, os caras realmente pode, mas não é uma questão de de se o cara é é obrigado ou não. É uma questão de, meu irmão, is moral de honra, né? Não é, [ __ ] É isso, é isso. E outra, ah,
não, mas o Bolsonaro não foi na última, cara. goste você ou não, o cara tomou uma facada, então ele tinha uma boa desculpa. Qual é a boa desculpa, né, para não ir nos debates esse ano? Qual que é boa desculpa? Eu tô trabalhando. Eu também é, já estão dando alegações assim para não comparecer emina. Ah, tem agenda e tal, não sei trabalhando. Pelo amor de Deus, cara. Não sabia que ia ter o debate esse ano, não sabia que ia tá em campanha, não sabia. Novidade, cara. E eu tinha esquecido, marquei uma parada por dia. Todo
mundo sabe quando é o debate, cara. Pelo amor de Deus, pô. Exatamente. E aí você tem a covardia dos dois lados, porque o Lula não quer ir porque tá em primeiro lugar, tá eh ciente de que tem uma vaga no segundo turno, acreditando pelo menos, né? Eh, de acordo com o resultado das pesquisas. E o a campanha do Flávio diz que se o Lula não for, então ele não vai. Quer dizer, tenta jogar a responsabilidade pro outro lado, o que é tão ridículo ou mais, né? Entendi. Só vou se o Lula for. É, só vou
se o Lula for, como se eu só eu só tenho a discutir com ele. E no fundo, é isso que você falou, é uma covardia, porque assim, um precisa se limpar na sujeira do outro. Então, se não tiver o outro para ele se limpar na sujeira, a sua sujeira vai ficar mais exposta, as suas asneiras vão ficar mais expostas, porque você não tem a do outro lado para ficar apontando. Eh, caiado, zema é renã. Isso não é questão de e afinidade, alinhamento, gostar, não gosta, etc. Eles têm trajetórias que têm menos manchas, que têm menos
escândalos, eh, do que a as lideranças, pelo menos ocasionais, né, no caso do Flávio. Eh, mas as lideranças desses grupos políticos, porque são grupos que já estiveram no poder, são eh políticos que já foram acusados eh de eh crimes de colarinho branco. O Lula foi condenado em duas instâncias, no caso do Sítio de Atibaia, três instâncias no caso do triplex do Guarujá. Depois, por Manobras processuais, a sujeira foi varrida para debaixo do tapete. Invalidar prova não significa que os fatos não aconteceram. Fatos graves. Independentemente do julgamento no tribunal, os fatos podem ser analisados por qualquer
cidadão. É só não abandonar o exercício da inteligência. É só você ler o processo, é só você ler os comprovantes, é só você eh ler os elementos de corroboração, independentemente da validação para uso no processo judicial, tem muita coisa ali que comprova aquilo que aconteceu. E da mesma forma, no caso das rachadinhas do Flávio Bolsonaro, você tem um monte de provas sobre práticas que são absolutamente indecentes, tá? O tribunal decidiu que, ah, não podia quebrar esse sigilo. Você, quando você quebra o sigilo, você revela fatos objetivos, você revela dados, números, etc. O tribunal se ah,
não podia ter quebrado, não podia ter revelado isso aí, então essas provas não podem ser utilizadas. Bom, isso é por uma questão judicial, não quer dizer que aquelas provas não provem a prática. Então, assim, eles já têm um histórico de esqueletos no armário muito grande e que envolve famílias inteiras. Olha aí, o Lulinha agora é alvo de três inquéritos, dois autorizados pelo André Mendonça, um pelo Flávio Dino. Ainda tem um quarto que o o Dino autorizou que é para apurar vazamento no âmbito de um desses casos. Não sei se vai eh respingar no Lulinha, mas
são quatro envolvendo o caso dele, três diretamente sobre ele. Eh, e no Caso do do Flávio, você tem o pai preso, o irmão condenado, eh, e e se dizendo exilado nos Estados Unidos, que é uma mentira, o Eduardo não tá exilado nos Estados Unidos. O Eduardo foi para os Estados Unidos quando havia simplesmente um pedido Lindberg faria do PT, sabe? Para que ele fosse preso e tal, um pedido que foi rejeitado depois pelo Ministério Público. É conversa fiada pra massa de manobra, né? Não, eu sou perseguido e tal. Aliás, foi boa a resposta do Kim
Catagui pro Eduardo, né? Quando ele disse: "Olha, então você fica aqui, se você tá se sentindo perseguido, fica aqui, seja preso pelos seus ideais, né? O que que você vai fazer se se você tá lutando eh pelos seus ideais, etc? Bom, então se coloque aqui eh seja preso, mostre que você defende tanto aquela não, o cara sai correndo na primeira no primeiro pedido de um rival político que não é órgão de fiscalização e controle, né? Eh, mas então, Eduardo, condenado aqui no Brasil pelo STF há 4 anos e 2 meses de prisão por coação no
curso do processo envolvendo o pai. Então assim, sabe, são vários escândalos dos dois lados. E o Ronaldo Caiado tava dizendo hoje, você já me viu em Rachadinha, você já me viu em mensalão? E de fato não se viu o Caiado em Rachadinha, não se viu em mensalão. O Romeu goste ou não dele, concordo ou não com o que ele pensa, com as suas propostas? é uma questão de fato objetivo, porque tem muita gente que é apaixonada politicamente, ela não entende essa diferença. O Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais, o Caiado do Goiás, né, o Zema,
Minas Gerais, Também não tem um histórico de acusações, denúncia contra ele e eh e por órgãos de fiscalização e controle nesse sentido. Renan Santos tampouco e pode discordar do que duas ideias à vontade, né? Quem fez governo pode fazer oposição à vontade, achar que foi mal e tudo mais, mas não dá para dizer que não dá para chamar de criminoso, né? É, no fundo você tá proibido chamar qualquer um de criminoso, né? Porque no Brasil tudo isso é varrido para debaixo do tapete e você não pode, né? Eu tô falando aqui genericamente, sem me referir
a nenhum indivíduo específico, mas no Brasil, em razão de uma série de anulações, muitas vezes você não pode chamar o ladrão de ladrão. Todo mundo sabe que o sujeito é ladrão. Como ele não é alvo de uma condenação judicial com trânsito emjulgado, etc., você se chamar uma pessoa assim de ladrão, seja quem for, não estou me referindo a ninguém especificamente, você pode ser processado. E e esse é um dos problemas de você ter um poder judiciário contaminado, né, pelo ativismo, pela blindagem, eh por outros interesses que não sejam da justiça. Isso aparece na obra de
um monte de autores ao longo dos últimos séculos, sabe? Assim de cabeça, já me lembro de Adam Smith, o pai de liberalismo econômico, mostrando como sem justiça, sem você punir as pessoas que infringem a a as regras, você não consegue o resto, o capitalismo pujante. E e olha, o Brasil é muito exemplo disso, porque essas pessoas elas vão ficando, elas vão ficando na administração pública. Aí as pessoas eventualmente decentes, honestas, para Elas elaborarem um projeto para o país, etc., elas vão precisar eh ter o apoio de pessoas desonestas, eventuais ladrões, sabe? E essas pessoas elas
só estão agindo em interesse próprio. Elas nunca estão agindo em interesse público. Elas estão querendo saber quanto é que elas vão levar com isso, o que que elas vão ganhar. Ah, vamos fazer esse agrado aqui, tá? Mas é, vou trazer voto e tal, não sei o quê, porque isso faz parte da natureza delas e essas pessoas vão ficando. Então o cara é dono de partido, o cara é líder partidário, o cara é tem um capital eleitoral em determinados estados porque controla os meios de comunicação ou porque teve a máquina pública na mão. Essas pessoas vão
ficando e as pessoas decentes vão sendo alijadas da política. Ela vai ficando toda pesada. Eh, então, eh, eu tava fazendo a comparação, Lula e Flávio tem um histórico aí de escândalos pelos quais eles precisam responder até hoje. E é fundamental que outras pessoas apontem elementos e eles digam pra sociedade afinal eh o o que que eles têm a dizer sobre esses elementos. Então assim, é uma frustão tremenda, é um pavor é de sair dessa polarização onde os dois, ao contrário do que muitos pensam, se sentem confortáveis. Aham. Eles adoram [risadas] que eles ficam criticando, criticando,
criticando, mas no fundo a vontade é de abraçar porque o cara o cara deve a sua sobrevivência política à sujeira do outro lado. E não é que ele repudie as Práticas que ele diz repudiar do outro lado, porque é que pegaram o cara, ih, olha que otário, pegaram ele. É porque tá num outro grupo político, porque se tivesse no seu, como vários do próprio grupo tiveram práticas similares, passa pano, a coberta, fica calado e tal, pelo menos para não se não se desgastar, mas também não critica, né? Então não importa o só só o último
detalhe, não importa a prática, né? Importa quem a faz e isso tem a ver, né? Porque isso é é o que eles fazem e como eles se comportam. Mas isso tem uma correspondência na população. Em que sentido? Que as pessoas com um déficit educacional que existe no Brasil, um déficit de cognição, oligofrênicas, pessoas que ou ou são burras ou não são escolarizadas no bom sentido, né? Elas não passaram por um bom ensino. Muitas vezes pode ser de casa, pode não ser da escola, mas o pai e a mãe ensinou e tal, as pessoas foram alfabetizadas,
encontraram um mestre Miag na rua. Hum. Muita gente que não teve isso, essas pessoas têm muita dificuldade de raciocinar sobre elementos abstratos. Então, muitas vezes são pessoas dessas massas super engajadas, apaixonadas e emocionadas com a liderança política. São pessoas que só conseguem raciocinar sobre pessoas. Elas não conseguem raciocinar sobre princípios, valores, ideias, propostas. práticas, etc. Então, precisa ali pessoa de carne e osso. Essa eu gosto, essa eu não gosto. Então, o raciocínio é muito Binário, é o neurônio contra o neurônio a favor, é a simpatia ou a antipatia. Então, boa parte da decisão do eleitorado
no Brasil é feita por esse mecanismo, simpatia, antipatia. E sabe que tudo isso que eu falo aqui, entrando nas nuances de cada processo, etc., Tudo isso é complicado, demanda mais atenção você acompanhar, você ler, você etc. Por isso que muitos desses políticos, eles não estão nem aí para as nuances, pros elementos, eles falam qualquer frase de efeito, etc. Porque o que que eles buscam na no fundo eles buscam afetar simpatia? Eu já vi você responder. As pessoas perguntam para você, né? Pô, você entrevistou o fulano, como é que fulano é e tal no bastidor. E
você responde, você tem uma ótima resposta, que é a resposta que muitas vezes eu dou em outras palavras, é que cara, o cara é político, a função dele é ser legal. Você acha o qu? Que ele vai chegar e vai ser babaca comigo? Vai não, vai falar com todo mundo, aperta a mão de todo mundo, né? Fala com todo mundo. Oi, galera. Não sei que é assim, é assim que ele se ele não fizer isso, né? Exatamente. Então assim, o cara ele ele é um profissional de afetar simpatia, certo? De ser sedutor do ponto de
vista social e ele entende que ele precisa provocar a antipatia sobre as outras pessoas. E você provocar antipatia muitas vezes com as técnicas que existem hoje, inclusive ferramentas tecnológicas, rede social, etc., É mais fácil do que você refutar o que Aquela pessoa tá dizendo sobre você, eh, do que você contragumentar. é você falar, sei lá, do jeito da pessoa de falar, da voz, de não sei o quê, eh, do estilo, eh, sabe, você arranja qualquer tipo de elemento para gerar antipatia sobre as outras pessoas, porque muita gente é guiada por simpatia, antipatia. Aham. O cara
não tá interessado em saber qual é o histórico do Flávio como senador, qual é o histórico do Lula como presidente. É assim, eu tomaria cerveja no bar com esse cara. Sim, com esse sim acharia maneiro. Chega aí e tal. O cara gostaria de botar com os amigos, quer tirar foto, se se ele passar na frente e tal, para mostrar pra turma que tirou a foto com ele. O outro o outro não, o outro sai daqui, você é isso, você é aquilo. E muitos muitos desses sentimentos não são baseados em em fatos objetivos, mas nessa eh
manipulação, né? E vou te falar, cara, que se tu qualquer um desses caras aí para tomar cerveja é sensacional, cara. Sério mesmo? Que nem a gente falou, essa é a função dos caras. E e assim tem muitas coisas, que muitas vezes a gente até se diverte em entrevista, sabatina, etc. tenta pegar ali no pé, cada um da sua maneira, do seu estilo. Mas é divertido, às vezes esses políos são engraçados, inclusive, eh, eventualmente, mas você tem que manter um certo, né, principalmente você desempenha atividade jornalística como esse, você mantém um distanciamento Regulamentar, você não vai
se deixar envolver eh por aquele ar de sedução, etc., né? [risadas] Eh, então, eh, o, os cidadãos precisam ficar mais ligados. Eu me deixo envolver um pouco para poder envolver também. Claro. Não, aí você tem os artifícios de cada um, né? Eh, eu também não sou jornalista, né? Claro. Você é é essa encarnação do cidadão brasileiro. É, eu gosto dessa. Chega aqui e fala: "Vem, tu fez aquela parada e tal." É, é uma é uma linha um pouco diferente mesmo. Mas, ó, se a gente for eh, pensando ainda no no que no que nas eleições
e especificamente, vai, vamos lá, vamos lá, ó. Eu tava eu tava olhando o seguinte, a gente tem nesse ano um monte de opção eh do PT pra direita, tá? E não tem opção do PT pra esquerda, né? Então é assim, relevante. A gente não tem opções do PT paraa esquerda, mas a gente tem algumas opções relevantes do PT paraa direita, né? Eh, você acha que isso também tem um impacto no no na nessa decisão de não participar dos debate? Eh, se porque além dele ser uma vidraça do ponto de vista de Situação, ele ainda é
uma vidraça do ponto de vista ideológico, por assim dizer, né? Eh, nesses debates não se espera a o que eu quis dizer, nesse debates não se espera a presença de ninguém do PT e a da a esquerda do PT. Então, não tem eh ninguém nem para segurar a onda, né, ou para absorver uns tiros. Eh, nesse sentido, eh, se olhar só por esse ângulo, sem falar de sujeira, sem falar de nada, só por esse ângulo já é uma já é tiro para [ __ ] ali. É, mas é o presidente da República, cara. e é
quem tem mais a experiência política no sentido não do sentido administrade na arena política, nos embates eleitorais, no cargo de presidente da República. Então, é óbvio que ele deveria, eu não digo se submeter, porque eh ele deveria prestar contas à sociedade. deveria utilizar esse debate para mostrar que ele é muito melhor do que o outro e poderia até gerar e do ponto de vista estratégico uma certa postura de que olha, eu tenho quatro pessoas aqui me atacando, mesmo assim eu vim aqui e tal. Ele poderia tentar ganhar com isso, né? Mas existe o medo, existe
a covardia, existe o receio de se sentir encorralado pela exposição de fatos negativos, inconvenientes, muitos dos quais ele não quer que a sua bolha, ou pelo menos aqueles eleitores que declaram intenção de voto nele nesse momento, saibam. Tu acha que tem alguma? Então ele, a presença dele traz mais audiência pro pro debate e e vão falar barbaridades a respeito dele. Aí ele não quer, ele foge. E isso é muito ruim, porque você escolhe manter boa parte do eleitorado numa escuridão. Quer dizer, você tem que para você ser presidente, você tem que deixar as ideias circularem,
as pessoas saberem de tudo que falam sobre você e você se defender. E é isso. Mas tu acha que tem ali um pouco de do de medo do de dar uma Bidenizada, lembra? O Biden no debate tudo tem também. Acho que o Lula, com todo respeito, mas o Lula tá tá coroa, todo respeito. É, cara, eu e é porque assim, muito se diz agora ah, o Lula não é mais o meu Lula, o Lula sempre foi esse aí, cara. Essa lenda do Lula como um Pelé da política, como o cara mais capacitado para responder tudo
e tal. O Lula sempre eh foi eh muitas vezes rasteiro em diversas respostas. Ele sempre se enrolou um tanto na hora de falar eh de elementos negativos a respeito das suas próprias condutas. É claro que com o avançar do tempo e mais escândalos a esse respeito, você vai aumentando o rol de possibilidades de ser usado contra ele, de ele se enrolar. Então, outro dia eu fui falar sobre o sigilo de 100 anos. se enrolou todo. Pera aí, eu te passo depois. Não, veja bem. Eu queria falar uma coisa para você. O Lula repare, sempre que
ele vai enrolar, tem gente que fala: "Veja bem". Tem gente ele Fala: "Sempre vou falar uma coisa para você", sabe? Sabe? E aí tal e ele só enrola, cara, porque ele prometeu acabar com o sigil de 100 anos e ele impôs sigil de 100 anos para um monte de de assuntos, de informações que seriam comprometedoras para ele se ele revelasse agora. Então assim, não tem explicação. E esse que é um dos motivos também pra gente apontar cada um, né, de ele não querer ir, como o Flávio não querer ir, porque tem escândalos que eles não
conseguem explicar de uma maneira satisfatória, sendo convincentes de que são pessoas honestas, transparentes e que sempre agiram de boa fé. Então a explicação ela vai ficar gelatinosa para dizer o mínimo, quando não embaraçada, enrolada, quando não ficar evidente que o sujeito fez alguma coisa muito grave, né? Eh, então assim, eu não acredito nessa lenda do do Lula Pelé. Eu acho que ele sempre foi isso aí e que agora você tem mais material acumulado para usar contra ele e ele acaba ficando um tanto estabanado. Pode ter assim, vamos dizer, um complemento, é, de ele ter um
pouquinho menos de articulação e tal, mas não acho que é a essência. Entendi. Entendi. É, e ainda, né? Pode ser que nos próximos anos a situação fique pior. É bom. Mas o o para mim é e aí Geraldo Alkmin tá aí, né, no aquecimento a tanto tempo, rapaz, olha tudo que ele precisou fazer o Geraldo aqui, ó. ó, se submeter ao PT, cantar Internacional socialista e reunir lá com o o o presidente eleito do Irã do lado de quatro lideranças terroristas que eu apontei, inclusive fui eu que legendei lá para mostrar cada um de Rádio
Islâmica, Ramá, Ruts e Redbolar. Eh, tanta coisa que o Alkim se submeteu para ser vice-presidente da República. Você imagina como ele espera a hora dele, né? A hora de assumir esse pô, se der qualquer problema com tá lá no aquecimento, rapaz. Mais vontade de entrar no campo que o Neymar. [risadas] [suspirando] [ __ ] eu fico pensando esses cara, mano. Será que para ele tá legal chegar ali na ser um vice-presidente e ele tem essa pira ainda de ser presidente? Porque parte da coisa que tem parte da coisa é a sanha do poder, não é?
parte da coisa, porque infelizmente eh com as atitudes que a gente tem visto, inclusive dos principais eh candidatos, aí a gente tem eh com o estadista tá em falta, né? Então, parte da coisa é aquilo que tu falou, que a gente tava no caso falando de eh deuns deputados e tudo mais, que é o cara que tá pensando nele mesmo. Eu acho que ele, pessoas que pensam nele, nelas mesmas, eh, no estado brasileiro tão tá sobrando, né? E aí? E aí, meu irmão, no o Alkmin não seria estranho eh Isso que tu tá falando que
vai chegar minha vida. [risadas] Eu não tenho a menor dúvida de que ele tá doido para assumir em caso de de necessidade. Claro que com todo o respeito, com toda a liturgia, data vênia, vai fazer toda a reverência ao partido, tudo que ele tem feito, né? ele ele percebeu em determinado momento, foi uma leitura do ponto de vista estratégico, se o seu único objetivo é estar no poder e, enfim, ter um cargo ou fazer alguma coisa dentro. Ele ele percebeu que naquele momento era o lulismo o bolsonarismo. Ele escolheu o lulismo e e assim como
figura individual já tava desgastado, mas poderia ir por um outro caminho. E hoje é vice-presidente com aqui um comentário rapidinho. Aí tu continua: "Eu que votei no Alkim para derrotar o petismo?" [risadas] [suspirando] Pois é, cara. E é um dos motivos da ascensão do bolsonarismo em 2018, que todas as outras candidaturas eram muito próximas do Lula. Tanto que eh Marina Silva, que era candidata, tá no governo Lula. Geraldo Alkm que era candidato, tá no governo Lula. Eh, o Ciro Gomes queria o apoio do Lula, ficou magoado até hoje magoado, porque o Lula escolheu o Hadad.
Eh, quem mais? Você tinha o Bolos ainda como candidato a vulso? O Bolos é ministro do Lula. Bolos é o Bol era tentativa de suceder o É, é só batinei ele inclusive. Eh, então assim, os outros candidatos eram os que não eram eram candidatos nanicos praticamente, eh, que era Henrique Meirelles, Álvaro Dias, João Moedo, eh, que mesmo assim conseguiu mais pontos do que o Novo tem conseguido na nas últimas eleições, né? Eh, e pelo menos do que o Zema aparece até agora nas pesquisas. Mas h é isso, tava um cenário polarizado e o Alkmin escolheu
um polo e falou: "Vou com tudo agora para essa séria." Deixou para trás a polarização de fachada, né? Como é agora em geral é de fachada no Brasil. PSDB e Lulismo e agora Lulismo e bolsonarismo. Enfim, a gente disputando cargo, disputando quem vai poder exercer o patrimonialismo, que é esse tratamento daquilo que é público, como se fosse privado, e com discurso populista de nós contra eles para enganar a trouxa. Se a gente tivesse, se a gente tivesse realmente, eh, falando de uma eleição que admite, por exemplo, que os caras não vão debater ideias, a gente
não estaria falando de um país cujas últimas eleições, no segundo turno, 1/4 não votou em nenhum dos dois. 1/4 ou não foi, ou votou branco, ou votou nulo, etc., né? 1/4 da população, cara, eh, se eu não me engano, foi o quê? 50 milhões e pouco pro Lula, 48 milhões e pouco pro Bolsonaro. Isso. Por aí. Então, eh, cara, não estamos falando que vamos deixar claro, não são votos deles no sentido de que essas figuras geram uma paixão de 50 milhões de pessoas. São votos que muitos dos quais são por hoje ao outro lado. Perfeito.
Então, assim, qualquer candidatura eh desse campo antipetista surfa no antipetismo, surfa no antilulis, não quer dizer que o indivíduo seja adorado por todas essas pessoas, porque depois eles recebem esses votos. Aí eles dizem que é o meu eleitorado, né? É como se eh todo mundo avalizasse absolutamente tudo que eles fazem. Não, você tem um nicho que é esse subconjunto que é menor das pessoas fanatizadas, das pessoas fiéis incondicionais que passam pano e acobertam qualquer tipo de sujeira. Mas as maiores forças político-eleitorais do Brasil são o antipetismo barra antilulismo e o antibolsonarismo. É, e essas forças
é que dão tração pro Lula e pro Flávio Bolsonaro agora. E tu acha, Felipe? E vamos lá. dado esse cenário, que é um cenário que ele vem desde 2018 lá com a eleição do Bolsonaro, muito polarizada e polarizada em 22, polarizado agora para [ __ ] também, eh, pro essa deve ser a última eleição entre contra do Lula contra o Bolsonaro, mas o ponto é como é que se como é que um candidato eh que não é que não faz parte dessa desse jogo, não é desse jogo, mas dessa dessa desses polos mesmo, E aqui
eu não tô falando só do Renan, não, tô falando do do Renan, do cara, não sei que desse cara. Eh, [roncando] eles em alguma medida representam de fato alguma algum eles tem alguma chance, cara, num cenário em que eh os candidatos são objetiva objetivamente fracos, né? Eh, já testado aí, a gente já viu e tudo mais. Eh, mas é tão polarizado que isso faz pouca diferença. Como que outros candidatos de uma suposta ou chamada terceira vão é o termo que eu gostaria de usar, tá? Eh, mas eh como é que como é que faz? Porque
assim, a gente vai a gente vai ter que suportar isso por mais quantas eleições, cara? Então, eh, não houve um movimento para criar uma identidade. Já falei isso muitas vezes aqui, mas eh uma identidade diferente, uma comunidade eh de seguidores, eh, de eleitores por parte eh de uma direita não bolsonarista, por exemplo, nem de uma esquerda não lulista, não houve de nenhum lado. Eh, há um único que tá fazendo esse gosto ou nome dele, gosto nome da propó, mas mas tá fazendo que é algo parecido com o que o PT fez lá atrás para construir
a trajetória partidária. Nada a ver as ideias, nada a ver as propostas, nada a ver os conceitos, mas no sentido de construção partidária. Quem tá fazendo é o Renan Santos, quem tá fazendo é o MBL Desde 2014, né? São 12 anos aí de ativismo político, formando comunidade e tal. É, é que aconteceu uma coisa muito singular em 2018, que havia uma confluência muito rara de fatores que, repito, não foram fatores provocados pelo bolsonarismo. Bolsonarismo não teve qualquer papel relevante e eh na na existência, na conflagração desses fatores que foram a crise econômica do do governo
Dilma. Eh, como eu sempre digo, plantada pela filosofia de gastos do Lula, a o a corrupção petista apontada pela Lava Jato. E aí não é só Lava Jato, são jornalistas, são policiais federais, são procuradores do Ministério Público e, claro, juiz que analisam em primeira e em segunda instância principalmente aquele material probatório. Eh, e um crescimento de uma esquerda identitária. E aí um ou outro ponto, o Bolsonaro apontava no Congresso Nacional, mas ele, enfim, nem capacidade, não tem e eh vamos dizer assim, estudo bibliográfico para analisar de onde vem, como surgiu e tal. Ele pega uma
pau, é o kit gay, tal, e sai falando qualquer coisa. mas um crescimento, um uma radicalização de setores da esquerda, eh, nesse movimento identitário w que fazia com que as pessoas que pensassem diferente fossem demonizadas, né? E isso junto com todo o Aparato que o lulismo construiu no poder, com blogs sujos, com MAV, né? Aquelas militâncias eh virtuais que eu ajudei a popularizar esse termo, né? MAV, porque eles criaram um movimento de em ambientes virtuais. Eh, e eu passei a chamar cada militante de MAV, mas tudo isso gerava uma repulsa. Você não podia discordar, não
podia divergir que você era nazista, fascista, terrorista, homofóbico, racista, xenófobo, eh, misógeno e tudo. Tem tem algumas pessoas que são isso, mas elas precisam demonstrar pelas suas atitudes, não simplesmente divergir do poder em determinadas pautas específicas, mesmo que sejam pautas que tenham a ver com determinados segmentos, por exemplo, cota na universidade, se é a favor ou contra, cara, debate-se a respeito da cota. Não é porque o sujeito é contra cota, que o sujeito é racista, que é ridículo você reduzir essas questões a esse tipo de xingamento, de insulto, de ofensa, quando não há elementos objetivos
de que a pessoa incorre em atos racistas, entende? Eh, então uma proibição de discutir determinados temas. Então assim, tudo isso formou uma combustão muito grande em 2018 e e né, você ter a sensação de que você tá com uma inflação alta, você tá sem emprego e que as pessoas que estão no poder estão roubando, eh eh gera eh um resíduo cultural muito forte para ver movimentos de rua. Quem protagonizou esses Movimentos foi o MBL, vem pra Rua e e outros grupos e a população também de uma maneira muito eh orgânica, mas é espontânea também. Tinha
lideranças, mas a população foi, ela não tava indo por um político, ela não tava indo escolher uma pessoa que iria substituir, ela tava indo de protesto, né? Então, tudo isso gerou um ambiente propício para que outra eh liderança assumisse o poder político. Mas tudo isso foi resultado olha, de muita literatura, sabe? de eh autores colunistas que estavam trazendo ideias diferentes do advento da internet, das redes sociais, onde essas ideias podiam ser disseminadas, publicadas, começando a rachar a hegemonia esquerdista no showbs, nos meios de comunicação, nas redações, nas escolas, nas faculdades, apontando toda aquela estrutura dominante
com efeitos negativos pra população. Enfim, tô resumindo aqui, a grosso modo, tudo que aconteceu. Então você tinha um um momento propício para surgir uma nova liderança. Não tinha uma nova liderança. Tinha uma liderança muito antiga que tava 30 anos no Congresso Nacional, que nem sequer dizer assim, era uma liderança no sentido de liderar algum grupo. Era uma pessoa quase que avulsa, que tinha pautas corporativistas defendendo ali eh dinheiro das viúvas de militares, eh salário mais alto para categorias policiais, etc. eh eh que era Jair Bolsonaro e com uma defesa eh de certas pautas do regime
militar eh no sentido, por exemplo, da do estatismo, né? Bolsonaro era estatizante, que jamais tinha passado pela cabeça ser candidato à presidência da República. Então, isso né? Não é que não passa pela cabeça do político, é que não tinha aparecido uma oportunidade. Ele não podia vislumbrar que tivesse chance. Famoso baixo clero, né? Isso. Baixo clero, que se elegia com dezenas de milhares ou centenas de milhares de votos eh para deputados. Se você pegar as últimas eleições, 400.000, algo nesse sentido, eh pode ter crescido um pouquinho no final e tal durante a sua ascensão, mas era
algo local, né? Eh, e por falta de uma pessoa para colocar nessa liderança, se adaptou essa pessoa antiga que repite uma mentalidade estatista, que é uma mentalidade comum, seja a extrema direita. Isso na teoria política, tá? Eh, internacional. Eh, e a esquerda. Então, o PT é estatizante e a ditadura militar no Brasil foi estatizante e o Bolsonaro é da linhagem da do regime militar que tem esse perfil estatizante. ali que eh declarava que o Fernando Henrique devia ser fuzilado, depois alegou que era força de expressão, mas na época que o Fernando Henrique tava eh privatizando
o sistema Telebraz, a Vale do Rio Dce, então o Bolsonaro ele foi meio encaixado ali, só que ele não representava na prática política e na prática pessoal mesmo aquela aquelas ideias que eram contrárias às práticas do lulismo, entende? Uma coisa ou outra você tinha em comum. Eh, você tinha o repúdio, né, em comum, a indignação em comum, a retórica em comum, mas as práticas, as ideias não eram exatamente encaixadas ali. Eh, mas o que que por que que eu tô contando mais uma vez essa história? Porque ela é crucial para entender o que acontece hoje.
Porque uma vez que alguém surfa num momento em que toda essa confluência de fatores acontece, ela chega ao poder, cara. E uma vez que você tá no poder, você tem a máquina na mão para jogar fora, inclusive todas as pessoas responsáveis por cada uma, vamos dizer assim, da das contestações feitas a tudo que tava errado antes. Você fica com a ideia de que você representa a contestação a tudo que estava errado antes, mas você joga fora, você queima, você frita, você busca derrubar inclusive todas as pessoas que foram responsáveis por cada um desses fatores. Uhum.
Então, repare que o bolsonarismo, na prática, ele fez isso tudo. Eh, ele se se voltou contra colunistas que apontavam uma série de engodos petistas. Ele se voltou contra o pessoal do MBL que organizou manifestações de rua pelo impeachment da Dilma. ele se voltou contra a Lava-Jato e algumas das suas figuras, eh, eh, como o Sérgio Moro, como em determinado momento de Tandalama, depois os dois se alinharam de novo, mas se voltou contra a força tarefa, que vai muito além dessas duas figuras, Eh, ajudando a desmantelar o combate à corrupção, eh, a os aquelas pessoas que
defendem de fato uma agenda liberal, o governo Bolsonaro furou teto, o governo Bolsonaro eh não conseguiu imprimir um ritmo de desest estatização satisfatório. Eh, aumentou o o Bolsa Família, turbinou Fundão Eleitoral, fundo partidar. Então, assim, você joga fora tudo aquilo, mas você cria o quê? uma simpatia, voltando aquele assunto, de grandes segmentos da população por você, porque você tem a máquina na mão, você tem propaganda, você tem eh muitos influencers, muitas pessoas que não conseguiram o seu espaço por conta própria e que topam puxar o saco daquele grupo político eh para conseguir algum tipo de
boquinha, para conseguir algum tipo de patrocínio, etc. Então ela fica parasitando aquele eleitorado que vai ser atingido pela máquina de propaganda do regime. Então essas pessoas passam a exercer, vamos dizer assim, nesse campo que dizia contestar o outro lado, uma certa hegemonia, entende? Mas não quer dizer que eles são responsáveis por mudar as práticas, por melhorar as práticas e nem pela derrubada do do outro regime. Uhum. E agora você precisa construir isso, né? eh, de trazer um pessoas melhores, ideias melhores e explicar paraas pessoas que olha, vocês acreditaram Nisso, mas isso aqui, na verdade, até
o momento, só tá fortalecendo o outro lado. Aí, Bolsonaro competiu com o Lula, o que que aconteceu? Lula ganhou. Bolsonaro se voltou contra Lava-Jato, o que que aconteceu? O Lula saiu da cadeia, né? Não foi o único a se voltar. Sim, teve STF, teve B tucá, mas ele se juntou naquilo que eu chamei de Frente Ampla pela Impunidade. Eh, o Flávio fica aí na corrida eleitoral, o Lula gosta, ele quer enfrentar um Bolsonaro. Sim. Eh, então, mas boa parte da população não entendeu isso, né? Ó, o Victor Silva mandou uma mensagem aqui, ó, que eu
vou lê-la. Eh, salve, salve, família. Como estamos nesta bela noite? Pois bem, é innegável que o senso crítico muitas vezes se esconde em momentos de eleição. Como podemos nos informar informar nesse momento desafiador? Cara, eu acho que eh mais do que como você pode se informar, eu acho que qual postura você vai ter ao se informar pode ser mais importante. Eh, pode ser talvez o que vai fazer diferença. O que que eu quero dizer? Eh, eu quero dizer que eu não consigo te dizer, eu não consigo, sei lá, cravar para você qual é a melhor
maneira de se informar. O que eu consigo dizer para você é, cara, use o pensamento crítico, entendeu? Imagina que eh são todos seres humanos e e as pessoas eh todas as ideias idealmente eh precisam ser postas a prova, até a sua. Então o pega o que você tá pensando aí, pensa: "Cara, esse cara aqui, esse tipo de análise eu não gosto, não quero assistir porque ela é diferente da minha ideia". Aí tu já perdeu, porque o certo, na minha opinião, é pôr as as próprias ideias, inclusive à prova. Agora, agora, como se informar, cara? Eu
acho que eh ver o que que os caras tão falando é sempre importante, tá? Mas é também uma boa, uma boa prática saber onde eles estão falando, porque eh o cara, um candidato, ele pode ir a um lugar e lá ele vai ser, ele vai se sair bem porque ele tá num lugar amigável, por exemplo, ou ele pode ir num lugar em que ele, sei lá, eh, pegaram no pé dele de forma injusta, como sei lá, vou usar um exemplo aqui de de algo que não é possível. Eh, o o cara o o Jair Bolsonaro
vai num vai numa sabatina e nessa sabatina o cara começa a pegar no pé dele porque ele disse que as pessoas iam virar crocodilo, jacaré, entendeu? Que é que é uma bobagem. Então, eh eh tudo isso faz diferença quando, eh, quando você tá, né, se pondo, eh, se expondo a um conteúdo. Eh, a análise, na minha opinião, ela tem que ser um pouco mais completa. E eu gosto dos debates, né, quando os candidatos vão a debate se lá produzem. Eu gosto muito, eu gosto muito de citar, inclusive eh o debate que teve para governo de
São Paulo entre o Hadad e o Tarcis. foi o melhor eh desse do ponto assim no o melhor debate de segundo turno que eu já vi na minha vida, tá? Que os caras eles eles foi respeitoso e eles debateram ideias e foi incrível. Eu sempre cito esse. Eh, e nós faremos um debate também, o, o, o, o o Teremos um debate aqui no Flow, eh, e vai ser um debate. É assim, ainda que esses caras eh decidam não vir, nós faremos um debate, porque eh de novo, é um grande desrespeito, é o maior desrespeito possível
esses caras não colocarem, não se pôrem à disposição, eh, não se nesse momento com essa circunstância, tá entendendo? Eh, o não é a conjuntura para um cara pro pro para eles decidirem não participar de debates como, sei lá, os mais tradicionais. E aqui eu tô falando especificamente o da Band e o da Globo. Da Globo, eu duvido que eles não vão, né? É, existe essa [roncando] suspeita de que eles poderiam ir, mas eles são tão amarelões, né? OK. Mas a pergunta do Víor era sobre como se informar nesse momento desafiador. Olha, eh, só explicar muito
rapidamente o que que é o populismo. O populismo é uma estratégia de discurso. Então, o que que você faz para atender a múltiplas demandas? Pensa no Brasil. O Brasil tem mais de 200 milhões de pessoas, tem vários segmentinhos da população, né? Vários tipos de pessoas. para você amalgamar tudo isso, para você abraçar tudo isso numa retórica simples, eh, você vai fazendo simplificações, claro, e o seu discurso acaba ficando simplista. Então, quando você vai apertando o turto e tal, sobra o quê? duas variáveis, nós e eles. Então, o o populismo é uma estratégia de discurso que
divide a sociedade em dois campos antagônicos, sendo um deles o povo que só pode ser representado pelo líder populista, que diz ser o monopolista do jeito dele, claro, sedutor, mas diz ser o monopolista da representatividade do povo. e do outro lado, algum grupo que o povo tem que combater. Então é o inimigo, é o inimigo que precisa ser derrotado. Seja o establishment, seja o sistema, sejam as elites, cada um vai dizer qual é o nome, mas o populista se coloca como representante do povo contra um grupo eh que é criticado, atacado, demonizado por ele eh
que geralmente é bem genérico, bem vago, muitas vezes indeterminado. Você fala: "De quem você tá falando?" Mas o cara só fala uma coisa vaga. O o Lula em todos os discursos dele, existe a figura do elites. Aham. Mas que quem são eles? Quem são essas figuras? Quando você vai ver as elites, as elites estão do lado do Lula muitas vezes, inclusive em escândalos, né? Eh, bom, da mesma forma quando o Bolsonaro fala de sistemas estables, é risível, né? porque ele se alinhou esse sistema para que o filho não fosse preso por rachadinho. Eh, então quando
você divide a sociedade em dois campos antagônicos, você como populista mobiliza o povo contra o um Campo contra o outro, o povo contra o sistema, contra os estábios, contra as elites, contra o inimigo a ser derrotado. E aí você faz com que as pessoas se sintam no na luta do grupo do bem contra o grupo do mal. Por consequência lógica, quando você consegue esse efeito, qualquer elemento que seja crítico a você, inconveniente a você, comprometedor a você, que seja verdadeiro, mas negativo a seu respeito, eh qualquer elemento desse que surja na boca de qualquer pessoa
contra você faz com que o seu grupo enxergue isso como um ataque do inimigo. Então, a pessoa deixa de reconhecer qualquer tipo de elemento, mesmo que verdadeiro. E é desse que eu tô falando principalmente, então vou até reformular. A pessoa deixa de reconhecer qualquer verdade que não venha da sua própria patota, do seu próprio grupo, desse campo que supostamente é a representação máxima divina na Terra. é um enviado de Deus do povo. Quando você eh só aceita como verdade aquilo que vem de um grupo específico e tudo que vem do outro grupo você não aceita
como verdade, você pode ter certeza que você tá sendo manipulado, porque até relógio parado acerta duas vezes por dia, não é? Então, eventualmente o outro lado vai dizer que 2 + 2 = 4. E 2 + 2 = 4 não interessa quem tá dizendo. Então, a pessoa tem que ter um exercício da inteligência para verificar aquilo que é dito, independentemente de quem diz e sobre quem diz. Perfeito. Então, um dos segredos é você não abandonar o exercício da inteligência. Fulano falou isso, não interessa quem é fulano. Não interessa de quem falou. Eu vou checar se
isso que foi dito é verdadeiro ou não é. Quais elementos que você tem para checar isso? Bom, você tem aquelas palavrinhas, você tem aquelas expressões. Hoje você tem o Google, você pode jogar lá, você vai procurar, nem tudo que sai de resultado do Google é verdadeiro e tal, mas aí você vai confrontar várias notícias, eventualmente você vai ver um comprovante, eventualmente você vai ver uma análise, eventualmente você vai ver alguém que montou uma cronologia e você vai checar cada item daquele e eventualmente você vai perceber que há maneiras de se verificar algo que aconteceu. Você
faz isso todos os dias na sua vida pessoal, na sua vida íntima. Você checa, pessoa diz: "Está chovendo". Você olha pro céu, tá caindo água do céu, então está chovendo, né? A menos que essa água seja da planta ou de um balde que o seu vizinho jogou, mas justamente você vai checar, você vai olhar pro céu se tem nuvem carregada e se essa água tá vindo das nuvens, etc. Então assim, você tem maneira, o Igor está sentado nessa cadeira dentro desse estúdio comigo, eu posso atestar que ele está aqui e não é um holograma dele.
Então assim, existem maneiras de você chegar aquela fonte Primária da informação. Então eu consigo tocar aqui no no Igor para ter certeza de que ele existe, ele está aqui do meu lado e é isso que se tem que buscar. Eh, então o é inerente ao discurso populista. você acreditar que tudo que é contra a sua liderança é algum tipo de perseguição do outro lado. E o líder populista, o que que ele faz? Ele manipula as suas massas de manobra para acreditarem nisso. Então, se alguém está dizendo algo que é negativo sobre ele, ele vai dizer
automaticamente que alguém está do outro lado. Aham. E se é alguém que tem um histórico de críticas ao outro lado, vai dizer que se vendeu, vai dizer que se corrompeu, vai dizer que passou pano pro outro lado, que passou a defender o outro lado, etc. mesmo que nunca tenha feito isso, porque se você for reparar bem, se você for esse tipo de pessoa disposta a exercer a sua inteligência, você vai ver muitas vezes que a sua liderança populista pega informações das pessoas que disseminam informações negativas sobre todos os lados, só que eles pegam metade. Eles
pegam a metade conveniente. Então o cara chega, pega o meu trabalho e usa só as informações que eu revelei ou as análises que eu fiz, os insightes que eu fiz, que são negativos sobre o lulismo. Aí o cara pega tudo aquilo, embala, faz um vídeo de 3 minutos, não é não? camisetinha preta perto do microfone e tal, só para apontar a sujeira do outro lado. Nada foi descoberto por ele, nada Foi revelado por ele, não tem nenhum insite original, mas tem um monte de gente disposta a seguir, curtir e compartilhar, porque são pessoas que estão
lobotomizadas, são pessoas que estão fanatizadas, são pessoas que estão, na verdade, a palavra correta é adestradas, domesticadas, a olhar só a sujeira pro outro lado. E aí ela fica presa numa bolha e ela não recebe outras informações. Então ela passa a ter essas referências como líderes de seita. É só um influencer do lado bolsonarista ou influencer do lado duista que tá falando alguma coisa. Então o que que a pessoa busca? Não busca a verdade, não busca o que que aconteceu em primeiro lugar, que é o dever jornalístico informar. Ela busca o chamado viés de confirmação.
Ela só vai seguir, só vai ouvir, só vai ler aquelas pessoas que deixam ela confortável, deixam ela na zona de conforto. E eu acreditei até aqui que fulano é muito legal, fulano é lindo e maravilhoso e o outro é um diabo e tal. Se tem uma pessoa que dá uma chacoalhada nisso, não, essa pessoa é inimiga. Aham. Essa pessoa promove um ataque contra mim, né? E aí a pessoa começa a a atacar o jornalista que faz isso ou o político que faz isso, como se fosse um ataque a ela, que essas pessoas nunca citaram, né?
Porque ela se identificou tanto com aquele grupo político, tanto com aquela causa, com aquela retórica, com aquele discurso mesmo que contrastante com as práticas, que ela se sente pessoalmente Atacada por uma pessoa que só está dizendo a ela: "Olha, esse seu líder fez isso, isso isso e você mesmo pode confirmar essa informação aqui, aqui, aqui". Não tem nada. Putaço, já rolou comigo algumas vezes. E é como se você estivesse impondo algo a ele. Imagina, tô aqui falando, não tem nenhum poder coercitivo sobre as pessoas. Vote no fulano, não vote no fulano. Acredite ou não acredite.
Eu só posso expor a realidade. O que você vai fazer com isso é problema seu. Agora se torna problema do país quando as pessoas começam a agir justamente como essas pessoas lobotomizadas, entende? que renegam a realidade para conservar o seu espírito tribal, né? Para conservar o o seu a a sua satisfação em pertencer a uma patatinha. Isso é muito emborrecedor. Desculpe me estender, mano. Não, [ __ ] pelo amor de Deus. O Felipe mandou uma outra mensagem aqui e é bom. Eu vou Pode dar play aqui, Vitão. Se der play, toca. Yes. Leandro. mandou uma
mensagem pelo Pix. Felipe Flávio trocou 4 milhões em salários numa reeleição ao Senado, fora o poder, por uma derrota quase certa pro Lula. Esse ONU seria só para manter a direita na família ou haveria outro incentivo? Eu não entendi o começo da pergunta. Flávio trocou 4 milhões em salários numa reeleição ao Senado, fora o poder, por uma derrota quase certa pro Lula. Esse ônibus seria só para manter a direita na família ou haveria ou haveria outro incentivo? Basicamente a pergunta, por que que esses caras não escolheram o Tarcísio? Eu não sei de onde vem esse
número do 4 milhões. Talvez seja a soma de salários mensais de um senador ao longo de 8 anos que seria um novo mandato do Flap. Não, não vou fazer essa soma aqui de cabeça. Mas talvez seja isso que ele queria ser. Talvez seja isso aí. Então o cara teria mais 4 milhões se exerse mandado de senador durante 8 anos, mas resolveu se candidatar e eventualmente vai perder. Cara, o Flávio não abriu mão de nada. Sabe por quê? Porque ele próprio atuou para turbinar o fundo partidário. Então, se o se o Flávio perde a eleição pro
Lula, provavelmente ele vai ser sustentado pelo PL. O que significa que ele vai ser sustentado pelo dinheiro dos pagadores de impostos brasileiros com algum cargo no partido para dizer o mínimo, na pior das hipóteses, se não sobrar mais nada para ele durante todos esses 8 anos, provavelmente ganhando a mesma coisa do que um senador. Se bobear nos bastidores, ele próprio fez um acordo para que isso acontecesse em eventual caso de derrota para aceitar a candidatura. eh, já pode ter negociado isso com Valdemar Costa Neto e a gente nem eh ficou sabendo do ponto de vista
do do noticiário, né? E é o que acontece. Você vê várias lideranças políticas aí que tem cargo no partido, o Cara é diretor de alguma coisa, o cara é líder da formação de e novas lideranças [risadas] e ele ganha lá R$ 40.000 e o salário do senador é um pouco mais do que isso, 45, 50.000. Os caras conseguem manobrar orçamento com dinheiro de fundo partidário, que nossa é uma barbaridade. Então, todo mundo tá sustentando aí esse pessoal por um lado ou por outro, com mandato ou sem. É, pois é. Eh, em relação ao desejo da
família Bolsonaro, é um desejo de de não perder essa hegemonia, essa liderança nesse campo político que eh é um campo que não quer o PT no poder, não quer o Lula no poder, vamos dizer assim, para definir de uma maneira, né? Porque eu não defino como direita. Bolsonaro é direita, Bolsonaro é centrão, as práticas são do centrão. Adaptou o discurso ali a partir de 2018, porque via que tinha uma demanda de direito, uma demanda liberal, uma demanda conservadora, uma demanda de ordem e tal. e fez algumas adaptações para caber nesse campo, mas todas as práticas
são do centrão tradicional. Eh, tem o radical do centrão na família e tem o tradicional do centrão. O Flávio é tradicional do centrão. Radical e moderado. Tem em qualquer ponto do espectro político ideológico. É uma ingenuidade acreditar que só existem os o o eh o a extrema direita e a extrema esquerda. Então você tem radicais ali com outros tipos de propostas, ideias, são coisas que ficam um tanto misturadas, né? Mas enfim. A, então assim, a família Bolsonaro não quer perder essa liderança de jeito nenhum e parece que prefere até Que o Lula ganhe do que
outra liderança eh de oposição, né? Não dá nem para dizer que é outra liderança de oposição, porque o Bolsonaro eu considero suposta oposição, né? uma liderança de oposição de verdade gan e o como o bolsonarismo sabe, eu acabei de explicar, fique com toda essa máquina na mão por durante 4 anos, deixando o bolsonarismo para trás, porque aí você fica, não é só, veja, não é só a ferramenta, é que cada coisa que você fala quando é presidente da República repercute no país inteiro, porque é o presidente da República que tá falando. Então, interessa pro país,
para as pessoas saberem qual é o rumo do país, o que que tá pensando, o que que tá fazendo e tal. Então, o cara ganha uma capilaridade diária, minuto a minuto, hora a hora, todo mundo sabe mais ou menos eh o o que que tá acontecendo. Tem muita coisa nas sombras, claro que depende da apuração jornalística ou policial, mas eh eh eles ficam com uma visibilidade muito grande. E o Bolsonaro tem pavor de entregar isso para um Ronaldo Caiado, para um Renan Santos, para um Romeu Zema. Então, prefere eh concorrer, mesmo gerando mais riscos, não
quer dizer que é impossível, tá? eh, mas gerando mais riscos para esse campo político e se perder eh dizer que ah, o TSE não agiu bem, ah, foi a urna eletrônica, ah, o Supremo Tribunal Federal interferiu, ah, a China não sei O quê e tal, eh, para tentar mais uma vez exercer essa liderança, né, do que, enfim, prefere isso do que entregar qualquer coisa. O que eu tô dizendo é que ou ganha ou perde dando qualquer tipo de desculpa, mas mesmo perdendo vai querer manter essa liderança. Eh, porque depois da derrota do Jair Bolsonaro, depois
da derrota do Flávio Bolsonaro, né, você eh insistir de novo que um Bolsonaro pode ganhar eh do Lula, é que o Lula vai estar mais velho, pode ser outra liderança, eventualmente pode ter mais chance. E agora a Michele tentou se descolar do Flá para já abrir essa nova frente com sobrenome Bolsonaro pro futuro. Mas eh seria se houvesse uma sensatez seria assim, olha, né, Jair Bolsonaro já tentou, não deu. Flávio já tentou, não deu. Agora vamos virar essa página, né? Vamos construir uma oposição de verdade. Mas eles vão fazer de tudo, cara. Eles não querem
largar o osso. É, acho que acho que sair legal assim e lá se resolve, volta depois, mas prepara, sei lá. Quem sou eu, né? E aí, para bom, a gente tá chegando no fim aqui. Tem umas mensagens aqui. Eu essa eu vou ler porque é rapidinho e é só uma piadinha. Dizem as o Richard Max mandou: "Dizem as mais línguas que o Flavinho só vai aos debates se tiver teleprompter". O Emanu ó, bom, tem que ir ao debate. O Emanuel mandou aqui, ó, cara, ele ele teve um um vídeo hoje, um trecho de declaração dele
que visivelmente ele tá valendo. Cara, a gente que é da área de comunicação, a gente sabe. O Flávio toda hora ele publica vídeo na rede social lendo TP e tal, mas ok, candidatos publicam vídeos roteirizados e tal, mas a questão é o Cara ser entrevistado, o cara ser sabatinado e o cara tá cheio de cola. o cara não ir num evento presencial, ficar virtual e ali atrás do monitor dele, né, quando você tá participando, você tem um monitor aqui do seu notebook ou do ou o seu celular aqui com um tripé e tal e atrás
um monte de cola das propostas dele. Invisivelmente o cara tá assim, assim, assim, é, às vezes tentando disfarçar que ele tá lendo, mas não tem a proposta aqui do IOF e e tem a propburocratizar e tem a outra, cara, ele não consegue falar espontaneamente nem de uma forma genérica e vaga sobre as propostas dele. Então, e isso é melhor ou pior do que, ah, pergunta lá no posto Piranga. [risadas] É, é a mesma coisa de outro jeito, né? É a mesma coisa de outro jeito. Nem [limpando a garganta] nenhum dos dois entende muito desses assuntos,
porque eles sempre lutaram para ter cargo, para ter uma remuneração alta. Nunca se preocuparam muito com esses detalhes de o que fazer no cargo, né? Aham. E quais são as propostas aprovadas pela família Bolsonaro em 30 anos de eh cargo parlamentar? Elas são absolutamente irrisórias. se preocuparam em o Eduardo. Então você pega as três propostas que são assinadas, tem assim, o dia do autista, o dia do não sei o quê e tal. É isso, cara. Criar o dia, o dia do Ligor Coelho, entendeu? Quero, não quero, não quero não. Nada a ver isso aí. Nada
a ver. Olha essa daqui, ó. Essa daqui é interessante, ó. Eh, lei do Emanuel pra gente fecha mandou uma mensagem pelo Pix. Agora, depois deste discurso maravilhoso sobre Alienação política, fica claro que as pesquisas não mostram a força do petismo ou do bolsonarismo, só mostram a fraqueza do brasileiro. [risadas] É, eu infelizmente eu não acho que o brasileiro tem, eu juro para tu que eu não acho que o brasileiro tem tanta culpa assim, mesmo sendo nós que votamos mesmo isso tudo. Porque eu acho que lembra que você disse aqui, cara, uma pessoa que não consegue
fazer uma conta simples, uma pessoa que não estudou, que não consegue escrever, não consegue ler, ela tem menos repertório para fazer para fazer abstração, por exemplo, né? Sim. Isso. E como é que tu faz para essa pessoa ter o repertório da abstração se ela tá vivendo numa realidade de escassez suprema? É com o estado provendo em alguma medida essa essa educação e tudo mais. Então, eh, sem a educação, a gente vai viver para sempre nesse, n vai ter para sempre pessoas para ser usadas como massa de manobra, porque elas não serão capazes por gerações de
fazer essa abstração. E se a gente tivesse usando só o teu exemplo, não? E exatamente. E e sempre que eu que eu falo a respeito disso, que você resumiu aí eh de uma maneira muito prática, eu faço um um alerta. Isso que o Igor tá descrevendo, porque existe um Certo elitismo, eh, que faz com que as pessoas, ao ouvirem essas críticas sobre massas de manobra e pessoas eh com baixa cognição, acreditem que essas pessoas só estejam nas camadas de baixa renda. E não é verdade. Você tem pessoas de elite, você tem empresários, você tem pessoas
que são muito incultas. O Brasil, o Brasil tem uma elite muito inculta e isso gera uma série de problemas. As pessoas precisam reconhecer. É, e mas a elite não muda o ponteiro na na para [ __ ] na eleição. Quem muda é a galera, não é? É, a gente tá num país pobre em que a maioria das pessoas eh ou de baixa renda ou classe média e num num conceito de classe média já já bem bem forçado, né, pra população de baixa renda, apesar de que a tecnologia ajudou um pouco as pessoas a a viverem
em melhores condições atualmente do que em outros tempos quando elas eram consideradas pobres, né? O pobre atual, ele tem algumas ferramentas que em outras épocas não existiam, mas você estava falando da baixa capacidade de de abstração e cognição gerar essa esse aprisionamento. Isso. Eh, e você tava um pouco relevando a culpa da população, né? Isso é acho que pro cara votar melhor precisa de um passo anterior. Como é que o cara vota melhor? Ou ele vota melhor, entre aspas, doutrinado, porque ele não faz, ele não consegue, ele não, ele não, ele tô falando de uma
da, da, discorda, cara. Não, não discordo, não. Tô refletindo sobre aquilo que você tá falando. Então, assim, imagina que eh o cara que ele ele não consegue votar bem. E aqui eu tô falando da galera que tá no sufoco, a galera que tá no sufoco, que muda o ponteiro, que é para onde tem um monte de política pública mirada, não é? eh eh dessas políticas populistas e tal. Esse cara ele ele para ele votar diferente, ele é eh por me faltar uma palavra melhor, ele é coagido de certa forma por uma por alguém. O cara,
ele viu um vídeo na internet que não necessariamente tá falando a verdade, mas ele não pensou muito sobre aquilo. Aquilo só pegou ele de um jeito. E é só assim que ele pode escapar de certa, porque ele não, para ele, para ele ver um noticiário político e e com tempo para refletir, para digerir, para eli, não sei o quê, esse cara precisa ganhar o dinheiro do de pagar o jantar, tá ligado? Então, para ele não viver nessa realidade, para ele ter o repertório que precisa, eu acho que precisa de um passo anterior que não interessa
a ninguém. É. E aí é um ciclo. E aí é um ciclo, é o o efeito dominó. E é nessa espiral que o Brasil se encontra nesse momento. Mas é é é disso que a gente precisa sair. É desse, não pode mais usar aquela expressão, é politicamente incorreta, desse buraco que suga, né? A gente não pode falar mais o sobrenome do buraco, né? dizer que ele é negro, né? É proibido agora pela militância. Mas e e esse esse redemoinho para usar para quem viu a Odisseia, por exemplo, né? aquele redemoim que suga o barco para
dentro. Eh, o Brasil tá sendo arrastado para isso e e mas o o que eu eu não consigo relevar completamente a responsabilidade da população, porque eu acho que a classe política ela espelha em boa parte a população, ela turbina isso e há mecanismos, vamos dizer assim, para fazer com que a as pessoas ruins permaneçam no poder. É isso que eu tava expondo aqui, e acabe gerando uma certa discrepância, que a classe polí vai ficando tão ruim, tão ruim, que ela, no fundo, ela vai ficando pior até do que a sociedade. Mas já existem elementos ali
e ruins da sociedade que estão se refletindo na classe política, pelo menos na raiz. E do [ __ ] sem a população votar. Quem votava era só a galera e isso foi, me parece, formando as castas, não sei o quê. Aí depois os pretos puderam votar, aí depois não sei quem podia votar. E eu acho que isso tudo foi formando esse momento que a gente tá hoje. Então aí entra o trabalho de formiguinha, é o trabalho de construção. Eu falei disso na arena política. Tem gente que tá construindo aqui e tal, pode ser bom, pode
ser ruim, mas tá construindo, né? Eh, e a gente precisa construir, cada um na sua área. Uhum. Então, eu, como jornalista, faço um trabalho de formiguinha, que é de esmiuçar a as práticas efetivamente dos políticos, eh abrir os olhos de algumas pessoas que foram adestradas, que foram domesticadas, que foram doutrinadas, que estão apaixonadas, etc. Eh, tentar fazer com que elas sejam menos irracionais, entendem? é acender uma luz aqui, outra ali e tal. E a gente sabe que isso tem efeito. Eu recebo mensagem todo dia ao longo do meu trabalho de 20 anos de carreira falando
assim: "Olha, eu não entendia isso e com você eu aprendi isso. Eu era meio fanático aqui desse grupo e aí você me fez enxergar e tal". Só que multiplicar isso, escalar para usar explição de mercado corporativo, é um trabalho difícil, longo, até porque quando você tem essa corrupção sistêmica, eh, as elites, elas também não botam dinheiro em trabalhos de formiguinha. Muitas vezes elas querem simplesmente ficar próximas do poder, né? Então, existe toda uma dificuldade intrínseca para um país que chega nessa situação para sair dessa situação. Mas se ninguém for fazer trabalho de formiguinha, cada um
na sua área e essas coisas irem se eh se somando, aí é que não sai mesmo. Então assim, a eh aí eu volto pra questão filosófica, né? é é o desenvolvimento da consciência individual que vai eh iluminando o entorno. Então, quando várias consciências individuais evoluem, você tem uma sociedade que vai formando uma camada mais consciente, que vai Trazendo, eh, vamos dizer assim, a realidade de volta para o o horizonte mental das pessoas que foram abduzidas pelo universo da propaganda para da da propaganda. Eh, então, muita gente só enxerga nessas figuras políticas a imagem que eles
querem projetar. Perfeito. Então, a pessoa não enxerga aquilo que elas são, aquilo que elas fazem, só a imagem que elas querem projetar, que é uma imagem mítica, é uma imagem divina, é maravilhosa e tal. Eh, e precisa ir quebrando isso, né? E quebrando essas hegemonias. É bom. Felipe, muito obrigado aí pelo pelo bate-papo, pelo programa de hoje, cara. A gente falou bastante, hein? [ __ ] a gente sempre fala um monte. Eh, bom, como é que as pessoas te encontram na internet, cara? Sigam-me no Instagram, Felipeemouraabras, @felipemourabrasil, no X, eu sou @fmourabrasil [roncando] e o
meu canal de YouTube, youtube.com/felipemourabrasil. Lá também tem o programa diário análise dos Fatos. Em breve acho que eu vou mudar ali porque tá com o meu nome, o canal, né? É a tendência. Vai virar FMBTV, provavelmente. A gente vai se modernizando, vai ficando mais moderninho aí. Mas eu adoro essa parceria com o Flow. Então, continuem assistindo ao Flow News. Toda terça-feira, 8 e pouquinho, a gente tá aqui com Igor Coelho e tem outras parcerias aí, mas aí me seguindo nas redes sociais vocês acompanham o meu trabalho. Mas esse papo aqui é único, é singular, é
leve, descontraído E eu adoro fazer. Aliás, ô ô, Igor, só para dar algumas dicas, eh, eu quero fazer até uma live qualquer dia, tô programando isso, sobre o filme Conspiradores. Então, eh, assistam na Netflix. É um filme com um ator excelente, que é o Rossé Coronado. Eh, um ator espanhol. Esse filme Conspiradores é fundamental para entender tudo isso que a gente tá falando. E ele aborda de uma maneira muito simples, sabe? muito. Então, eh, só uma sinopse muito rápida, é uma filha que vive afastada ali dos pais e aí recebe a notícia de que a
mãe morreu num suposto acidente doméstico e ela tem que voltar e conviver com aquele pai. E o pai diz que foi um acidente e tal, mas a filha começa a suspeitar eh da da relação que eles tinham, de se foi acidente mesmo, se não foi e tal. E esse pai, isso que é maravilhoso do filme, é um pai completamente abduzido pro universo da propaganda contra a indústria farmacêutica. Então, ele se tornou um fanático antiindústria farmacêutica. eh ele se tornou um desses eh reprodutores de teorias conspiratórias em que ele acredita profundamente. Ele acredita que todo mundo
tá escondendo as verdades dele, que estão sequestrando criancinhas e tal e que desodorante é o que causa o o fedor no fim das contas. É, cara. E aí a filha começa a suspeitar dele, a ela não sabe se ela tá sendo conspiratória, se não tá, se tá seguindo As pistas, enfim. É, é muito bom, cara, porque é um retrato muito individual ali de comportamento de uma família, mas que mostra muito sobre o nosso tempo, como a gente perde pessoas para teorias conspiratórias, para realidades paralelas, para esse bombardeamento de sínteses enganosas que umas somadas às outras
faz com que as pessoas acreditem que elas estão no grupo do bem, na luta contra o mal. E um ponto importante, só para finalizar, que eu não abordei aqui, é que as pessoas, não só mais ignorantes, com menos ferramenta eh intelectual e escolaridade, etc., ficam mais suscetíveis a esse tipo de teoria conspiratória e propaganda política. Mas muitas vezes aquelas pessoas que eh paraa cuja vida não encontraram muito sentido. Aham. Pessoas que estão frustradas, pessoas que são ressentidas, pessoas que são invejosas, são de um grupo. Essas pessoas são mais suscetíveis e muitas vezes elas estão perdendo
até contato com as pessoas mais próximas. Então, vale a pena assistir esse filme. E Odiséia também, embora haja muitas críticas e Homem-Aranha do também. Homem-Aranha do Homem-Aranha também. Exatamente. Quero ver que eu ainda não consegui, mas eu gosto de Homem-Aranha. Eu gosto de assistir a a todos os filmes, filme de superherói. E é com o Tom Holland ainda, né, que também faz é o papel do filho do Odiseu na na Odiceia. Esse moleque tá em alta demais, né? P esse moleque, o moleque é o Homem-Aranha. Mas cara, ele é o Homem-Aranha, né? É ele realmente
para mim, quando chegou ele na encarnando ali o Homem-Aranha, falei: "Pô, agora encontraram aí o Homem-Aranha e e ficou muito engraçado, né? Não sei agora como é que tá, se tá repetitivo ou se tá legal ainda, mas ele é todo mundo que viu hoje, né? É, esse espírito adolescente do Homem- Aranha assim, é, é, eu acho muito divertido. É, precisa, quero assistir também, assistirei. Bom, família, muito obrigado pela moral. Obrigado por assistir a gente até agora. Aí, segue a gente, tá tudo aqui no comentário fixado para bom, a gente tá aí na internet o tempo
inteiro. Então, já se inscreve aqui no Flow também. Aqui na descrição tem o Discord para você eh sugerir novos convidados, novos temas também e vira membro do canal, cara. É um custo uma merrequinha aí. ajuda a gente a manter, a fazer umas coisas muito maneira, como o debate que a gente vai fazer, tá bom? Então, é basicamente isso. É isso, né, Vitão? Um beijo para vocês aí. Até a próxima. Tchau.