[Música] [Música] então vamos fazer um breve resumo da nossa primeira aula Espero que todo mundo lembre pelo menos alguma coisa então nós havíamos visto que nós que temos a natureza humana nós temos nós somos capazes de sensações de sentimentos Nós não somos um puro espírito então nós somos capazes de sentimentos e Sensações porém nunca num estado Puro como no caso dos animais irracionais nosso caso a nossa afetividade está ligada à inteligência e à vontade nós não temos afetos num estado Puro como os animais a nossa afetividade está ligada à inteligência e a vontade ora a
nossa vontade que é uma faculdade espiritual é o que nós temos em comum com os anjos e com o próprio Deus a nossa vontade ela tem por objeto o bem né enquanto que o nosso afeto sensível se dirige ao bem na medida em que ele é atrativo Então essa é a especificidade a vontade se dirige ao bem enquanto tal nã a nossa afetividade sensível se dirige ao bem sensível aquele bem que exerce uma atração sobre a nossa sensibilidade e pode acontecer que esse bem sensível que nos atrai Pode ser que ele seja também árduo pode
ser que a sua obtenção seja difícil e por isso no nosso na nossa afetividade nã nós temos uma distinção hã nós temos dois apetites então nós distinguimos a nossa afetividade em dois apetites nós temos um apetite que é a nossa pura tendência ao bem sensível Ou melhor essa tendência simples ao bem sensível que nós chamamos de apetite concupiscível e nós temos uma tendência aquele bem que é áo que é difícil que exige para que a gente possa obtê-lo e nós chamamos isso de apetite irací então nós temos dois apetites a nossa afetividade se divide em
dois apetites o apetite concupiscível que se dirige ao bem sensível pura e simplesmente e nós temos apetite irací que se dirige ao bem árduo Aquele bem que exige luta cuja obtenção exige luta exige esforço então assim se divide a nossa afetividade nós temos dois apetites um que é o apetite do concupiscível e o outro do irací nesse sentido novamente estamos revisando as paixões humanas nada mais são do que os mais diversos Atos dos nossos apetitos as mais diversas variações ul ações do apetite sensível então eu posso ter uma paixão de Amor quer dizer o meu
meu apetite do concupiscível ele então produz ali uma paixão do amor ou então diante de uma situação que vai exigir de mim enfrentamento a minha o meu apetito do ir Cível vai então produzir ali a Paixão da Ira ou uma coisa que me desperta o desejo eu terei a esperança de obter aquela aquela coisa então a esperança é uma paixão que vem que procede do apetite eh deixa me lembrar que nem eu me lembro do justamente do Iraci n eu vou ter que lutar para obter aquele bem que ele me atrai só que ele Exige
uma certa um certo enfrentamento eu vou ter que me esforçar para obtê-lo Então eu tenho a esperança de alcançá-lo então a esperança seria uma paixão que procede que nasce do apetite Ira Quando eu digo paixão eu não me refiro aqui a um sentimento veemente um sentimento muito intenso Não é por causa da origem da palavra páo que em latim quer dizer sofrimento então páo quer dizer sofrimento e É nesse sentido que nós dizemos paixão não no sentido de um amor muito intenso Não no sentido romântico do termo nada disso agora por que sofrimento porque o
indivíduo sofre a atração daquela coisa ele sofre a atração daquela coisa então isso quer dizer que as paixões Issa é uma característica essencial das paixões elas produ uma modificação física ou seja o indivíduo ele ressente a atração ou a repulsa de uma coisa por exemplo um ladrão que pretende assaltar alguém eu tenho ali a Paixão da Ira Ou seja eu tenho que lutar entrar num combate físico para me defender daquele agressor então eu sinto fisicamente a repulsa por aquele agressor ou o amor por exemplo quando duas pessoas que se amam muito se reencontram né Sei
lá o neto que reencontra a avó o filho que reencontra mãe que que ele não vê há muito tempo então ambos ressentem aquele amor então as paixões elas produz uma modificação física n nós ressentimos ou a atração que nós sentimos ou a repulsa que nós sentimos por fim para terminar essa revisão as paixões nelas mesmas elas não são nem boas nem más em si mesmas as paixões são neutras se uma paixão será boa ou má isso depende da relação daquela paixão com a regra da razão isso depende da relação da Paixão com a regra da
Razão será que é uma paixão ordenada ou uma paixão desordenada e é claro quando eu menciono aqui a regra da Razão também incluo a luz da Fé Será que essa paixão Está ordenada ou desordenado será que é uma paixão que está dentro do ditame da Razão da e da Razão será que é um movimento ordenado da minha afetividade ou é algo que passou dos limites e que vai contra a ordem da razão então quando as paixões elas se submetem ao governo da razão e ao império da Graça nesse caso elas então participam da Liberdade humana
elas se tornam atos guiados né Por uma decisão Nossa porque nós queremos nós queremos usar dessas paixões bem essa é a grande questão Deus nos fez seres dotados de cor então nós devemos fazer a nossa sensibilidade ficar a serviço do bem a serviço da nossa salvação a serviço da nossa Santificação então quando as paixões estão dentro da ordem n submetidas à ordem da razão e ao império da Graça nesse caso parp da Liberdade humana nesse caso elas se tornam participantes da nossa liberdade humana e elas se tornam inclusive meritórias né então Eh o combate espiritual
se torna meritório pessoa vive na graça e ela ordena suas paixões Ao Combate espiritual essas paixões se tornam meritórias o amor a ira bem ordenados tornam-se meritórios participantes da nossa razão e da nossa vontade muito bem então hoje nós vamos estudar a paixão do amor muito se fala sobre o amor então chegou o momento de nós então fazemos aqui algumas considerações sobre o amor a partir de uma perspectiva tomista católica consequentemente né a partir da filosofia da doutrina de Santo Tomás a respeito dessa paixão o amor ele é a fonte e o princípio de todas
as paixões essa é a primeira coisa que nós devemos dizer ele é a fonte e o princípio de todas as paixões nós podemos dizer que é por causa do amor que o indivíduo em seguida terá toda uma série de outras paixões Então é porque uma pessoa ama algo que ela terá a esperança de obter aquela coisa que ela terá o o desejo hã de alcançá-la de possuí-la que ela terá a alegria de possuí-la ou a tristeza de perder aquela coisa então em razão do amor que em seguida haverá toda uma série de Paixões então no
final das contas todas as paixões elas são consequências do amor todas as paixões são proliferações do amor se o amor de alguém diminui as paixões daquela pessoa também diminui então por exemplo se ela diminui o amor por algo ela não terá tanta tristeza em perder aquela coisa mas se o amor aumenta a tristeza da perda também é maior então se o amor diminui as demais paixões também diminuem se o amor cessa toda uma série de Paixões também cessa no final das contas todas as paixões mais são do que proliferações do amor por isso nós podemos
dizer que tal amor Tal vida tal amor Tal vida Dime Qual é o teu amor eu te direi qual é a tua vida então o amor ele consiste nessa primeira modificação do apetite em razão de um certo bem que se apresenta e que o solicita é a nossa primeira modificação algo se apresenta a nós nós ressentimos uma atração por aquela coisa nós somos solicitados por aquela coisa e assim o amor Toma posse do apetite o amor atrai e suscita a tendência do apetite daquele indivíduo daquele sujeito e e assim nasce essa paixão do Amor essa
tendência essa Atração que aquela coisa exerce agora ainda que o amor como paixão seja um ato da nossa natureza humana ele responde como eu já disse ele responde a uma atração que nós sofremos nós sofremos uma atração então ainda que ele seja um ato ele é ele é também uma resposta a algo que nos atrai e por isso o amor ele é um primeiro movimento de passividade ou seja todo o amor criado com exceção do Amor Divino todo o amor criado mesmo o amor espiritual ele é um movimento de passividade algo me atrai algo me
inclina para possuir aquela coisa nã para entrar na posse daquela coisa algo Cria em mim um movimento de atração todo o amor criado é um movimento de passividade e mesmo amor espiritual então quando nós dizemos que nós amamos a Deus na verdade é Deus que nos ama primeiro o amor dele já está lá e por isso nós sofremos o amor de Deus porque diante do Mistério do amor de Deus por nós nós apenas respondemos isso vale paraa vida espiritual mas vale também pro amor criado nesse mundo O amor é sempre uma resposta de passividade eu
me sinto atraído por algo Esse ato da minha natureza é resposta a algo que me atrai Então como o indivíduo ele sofre a ação da coisa ou da pessoa que o atrai como ele sofre aquele amor nós podemos dizer que amar é sofrer então agora Os casados podem voltar para casa e e dizer pro cônjuge amar é sofrer pois bem vamos agora partir para um outro ponto A dualidade do amor um ato de amor Tem sempre dois termos um ato de amor Tem sempre dois termos primeiro termo é o bem que é desejado há um
sujeito a uma certa pessoa e o segundo termo do amor é o sujeito a quem esse bem É desejado o sujeit Ops o sujeito a quem o bem É desejado são os dois termos do Amor o bem que é desejado para um certo indivíduo e o indivíduo a quem nós desejamos um certo bem ora o amor a aquele bem que é objeto de um desejo esse amor ao bem É o que nós chamamos de amor de concupiscência Então esse amor a coisa é o amor de concupiscência esse amor ao bem que é desejado para alguém
esse amor nós chamamos de amor de concupiscência isso não quer dizer que se trate de um amor pecaminoso porque geralmente nós usamos o termo concupiscência na literatura espiritual a começar pela sagrada escritura nós chamamos de a nós usamos a palavra concupiscência geralmente num sentido de Pecado a concupiscência da Carne a concupiscência dos olhos a questão é que a concupiscência é antes de tudo uma das nossas dos nossos apetites né o apetite concupiscível então o amor que nasce desse apetito concupiscível é um amor de concupiscência Mas pode ser que essa concupiscência seja algo desordenado E aí
nós podemos dizer né que existe a concupiscência dos olhos por exemplo a cobiça o desejo desordenado de possuir bens para se regalar em ver aqueles bens em possuir aqueles bens ou a concupiscência da Carne né a seja Gula seja impureza então a concupiscência não é necessariamente um amor pecaminoso ela pode se desvirtuar e cair num amor pecaminoso mas é antes de tudo um amor que nós que somos dotados de corpo possuímos né né o amor de concupiscência é esse amor que nós temos pela coisa que nós desejamos aquele bem sensível a questão é que esse
amor ele é imperfeito por quê Porque o amor tem que terminar no indivído ele é imperfeito o amor deve se concluir deve ele deve terminar num sujeito Ou seja eu desejo esse bem sensível para quem então ele não se conclui nele mesmo quem ama um certo bem amao para um certo alguém Isso aqui é bom para alguém Isso aqui é bom para alguém por isso o a segunda forma de amor é o que nós chamamos de amor de amizade ou seja é o amor que nós rendemos que nós testemunhamos enfim a pessoa a quem nós
desejamos aquela coisa que é boa aquele bem então é o amor de amizade então esse amor é mais perfeito o primeiro é um amor imperfeito se eu Eu desejo um certo bem eu desejo ele para quem então nós temos um segundo amor que é o amor de amizade o amor dirigido a um a uma pessoa a quem nós queremos oferecer um certo bem ora quando nós dizemos amor de amizade não quer dizer que eu me torno amigo da pessoa se trata apenas de uma benevolência Eu estou fazendo um bem para uma certa pessoa Esse é
o começo da amizade não chega a ser digamos uma amizade perfeita consumada é o começo da Amizade é um amor de benevolência o simples fato de eu desejar um bem a algém quer dizer necessariamente que eu tenho uma amizade profunda íntima com aquela pessoa é uma benevolência o fato de nós testemunharmos um bem n oferecermos um bem para um certo indivíduo nós queremos aquele bem para aquela pessoa então é o começo da Amizade É o Amor de benevolência qual que é a conclusão que nós devemos tirar de tudo isso todo ato de amor é sempre
o amor de um certo bem a uma certa pessoa o amor tem sempre dois termos é o amor de uma certa coisa a uma certa pessoa todo o amor humano tem sempre esses dois termos tem sempre amor de concupiscência e amor de amizade Então veja quer maior prova disso quando eu cheguei nessa mesa para dar essa aula tinha dois chocolates uma pessoa me deu algo que é objeto de concupiscência porque eu quero degustar esse chocolate para mim então amor de amizade ou seja pessoa dá um bem sensível para uma pessoa o termo desse amor é
a pessoa termo final desse amor é a pessoa Então veja em todo o amor é sempre dois termos é o amor de algo para alguém agora é preciso que a gente aprofunde um pouco mais ess essa questão nós podemos ter amizade não só pelo outro nós podemos ter amizade por nós mesmos nós podemos querer bem a nós mesmos eu posso ter esse amor de benevolência para comigo mesmo e Aqui Nós entramos na questão dos relacionamentos eu até tive oportunidade de tratar isso há poucos dias com os rapazes e as moças falando sobre o namoro porque
nós podemos ter essa benevolência para conosco não só pelo outro então eu posso fazer muitas coisas pelo outro ou seja dar presentes agradar de alguma maneira fazer coisas que causem ali o um prazer uma satisfação um agrado pelo outro a pessoa julga que ela faz tudo isso por ela mas na verdade em última instância ele faz para si ou seja ele agrada a outra pessoa no intuito de receber dela algo em troca para si então tem uma certa astúcia uma certa prudência da carne não quer dizer que um certo rapaz pelo simples fato dele presentear
muito agradar muito a sua namorada ou a moça que ele pretende namorar que significa que ele tem um amor todo espiritual ou todo Virtuoso e honesto por ela pode ser que haja aí um interesse para si da mesma maneira uma moça pode se aproximar de um rapaz que é cinco vezes mais velho que ela né não porque ela está digamos encants com com a sua com a sua beleza mas talvez porque haja ali um interesse material pelos bens daquele rico empresário por exemplo Então ela pode fazer muitas coisas por ele mas no intuito de receber
algo em troca para ela então como o amor tem sempre dois termos a pergunta é isso foi feito para mim ou pra própria pessoa né Qual é o termo final né em última instância isso vai beneficiar Quem então nós não podemos ser tão ingênuos assim enfim sobretudo nos relacionamentos é preciso refletir e preciso que os os jovens não sejam tão as moças sobretudo não sejam tão ingênuas e é por isso que eu tive ocasião de dizer no na conferência pros rapazes e pras moças que a maior prova de que um jovem ele faz algo pela
sua namorada ou pela sua pretendente com reta intenção é observando a vida interior dele porque a gente sempre faz pelo outro aquilo que a gente faria por si mesmo né então a pessoa que zela pela sua vida interior ele terá também o mesmo interesse para com a outra pessoa Com quem ele está se relacionando ou pretende se relacionar então a maior maior sinal né de uma amor autêntico é a vida interior da pessoa mas essa é uma outra questão Então fique aqui muito claro que o amor tem sempre dois termos tem sempre amor de benevolência
e amor de concupiscência em todos os amores é por isso que na vida espiritual nós Desejamos a nossa própria salvação que nós possamos chegar até o Paraíso até a a nossa a pátria definitiva que é o céu por amizade para com o próprio Deus é porque eu amo a Deus E tenho uma amizade com ele que eu quero a felicidade do céu porque no céu eu glorificarei a Deus no céu Eu cantarei para por toda a eternidade a glória do Senhor então nós Desejamos a nossa própria salvação não por um egoísmo mas porque nós sabemos
que o melhor modo de sermos amigos de Deus é entrando na posse definitiva do Paraíso então nós desejamos para nós essa salvação mas em vista de que isso seja o maior testemunho da nossa amizade com Deus não há melhor modo de sermos amigos de Deus do que atingindo a nossa salvação vamos agora ao próximo ponto que são as causas do amor bom talvez já tenha ficado claro que a causa do amor é o bem É o bem que nos atrai que exerce uma atração sobre nós esse bem que ele é de alguma maneira conatural ao
indivíduo porque algo em mim que faz com que aquela coisa seja interessante para mim seja oportuna seja Atrativa para mim então H uma certa conatural entre aquele bem e a minha natureza a minha pessoa e também é algo também uma certa proporção uma certa con naturalidade aquele bem exerce uma atração pra minha natureza ele é proporcional ao meu apetite da minha natureza humano então é normal que um ser humano tem atração por um ser humano tratando aqui do da vida afetiva e é natural que um que os gatos têm atração por gatos e assim por
diante porque isso é proporcional ao apetite daquela natureza Então essa con naturalidade tem algo naquele bem que exerce uma atração sobre a minha natureza é o que nós chamamos de amor nós experimentamos essa conatural essa atração então a causa do amor é o bem mas aí vem uma outra questão e a beleza se a causa do amor é o bem que exerce sobre nós uma atração e a beleza Será que a beleza não é a causa do amor não pode ser também a causa do amor e a resposta é afirmativa sim a beleza também é
a causa do amor sim porque a beleza em certo sentido ela faz parte do bem em certo sentido a beleza faz parte do bem isso porque a beleza é aquilo que agrada a vista a beleza é aquilo que agrada à vista ou ao ouvido no caso de uma bela música Uma bela poesia n a beleza é aquilo que agrada aos sentidos né a vista o ouvido então a beleza faz parte do bem mas há aqui uma distinção É verdade que o a beleza faz parte do bem mas a beleza Como que restringe o bem por
quê Porque só pode sentir a beleza ver a beleza se alegrar se regozijar com a beleza um sujeito capaz de conhecimento intelectual ou seja uma pessoa só pode ter a experiência do Belo quem é capaz de conhecimento intelectual Ou seja a pessoa humana levem os gatos e os cachorros pro Museu e eles vão procurar por ração então eles não são capazes de experiência estética Há certos sons que podem provocar nos animais uma paixão por exemplo de Ira Então vamos imaginar Que Há certos sons que que para eles eles interpretam como algo ameaçador mas o o
cão interpreta isso como ameaçador não como feio é diferente a experiência é diferente não interpreta como feio dissonante mas como ameaçador ou algo como agradável mas não como Belo a experiência não é a mesma então a beleza nós nós somos capazes da experiência estética de sentir a beleza porque nós temos conhecimento nós somos capazes de um conhecimento intelectual Então essa complacência da nossa Vista diante da beleza é um amor mais específico que não depende apenas do apetite é um amor mais específico que não depende apenas do apetite o que nós devemos compreender nessa questão é
o seguinte na verdade a beleza enquanto tal a beleza enquanto tal é uma realidade espiritual Deus é a suma beleza Deus é a sua beleza agora apesar de ser uma realidade espiritual no nosso caso no caso da natureza humana oos sentidos eles participam da experiência da beleza de maneira que a experiência estética ela é a elevação dos nossos sentidos a contemplação da beleza no nosso caso quando nós estamos diante do Belo os nossos sentidos são elevados a essa experiência estética a contemplação do Belo então por isso que eu disse que apesar de a beleza fazer
parte do amor ela especifica o amor não é qualquer tipo de amor é um amor que somente os seres inteligentes são capazes de experimentar somente os seres humanos são capazes da experiência do Belo não os animais então é um amor específico porque exige a inteligência para que nós sejamos capazes da experiência da do Belo então nessa experiência do Belo nossos sentidos eles são elevados nossos sentidos eles se comprazem diante da contemplação do Belo eles percebem o belo ou melhor a inteligência percebe O Belo e o sentido se compraz diante da beleza de uma igreja de
um belo Edifício uma bela igreja ou diante da Beleza hã de uma bela de um belo Cântico uma bela melodia gregoriana uma polifonia uma bela polifonia então há um trabalho conjunto dos Sentidos e da Inteligência Então essa propriedade toda espiritual que é a beleza nós fazemos experiência da beleza com o auxílio dos Sentidos nossos sentidos eles são elevados à experiência do Belo então a causa do amor é o bem mas a beleza como parte do bem também é uma pode ser uma causa do amor e aqui nós vemos o quanto que a nossa sociedade está
decadente Porque como quando falamos de beleza as pessoas penso em primeiro lugar na beleza no sentido muito carnal do termo ou seja muito mais de concupiscência do que outra coisa e é por isso que A modéstia vem a ressaltar a beleza Espiritual do ser humano quando você veste uma pessoa você é obrigado a prestar atenção no discurso dela no que ela tem a oferecer de dentro não o que ela tem oferecer de Fora talvez por isso que os homens do mundo gostem das mulheres mal vestidas porque aí você não precisa ter um discurso inteligente para
conversar com ela não precisa ter conteúdo para conversar agora como a moça se veste comcia ela selecion asasa porque isso obriga do rapaz que ele tenha um discurso que ele tenha conteúdo que ele tenha o que tratar com uma moça que não está se vendendo pelo corpo então isso eleva o nível das relações humanas vamos agora a um outro ponto a relação entre a inteligência e o amor então como já sabemos o bem é a causa do amor agora para que nós nos nós sejamos atraídos por um certo bem é o nosso conhecimento que nos
apresenta aquele bem para que eu me sinta atraído por essa bela fatia de bolo que se encontra sobre a minha mesa eu precisei vê-la para que eu me sinta atraída a tomar aquele café tão bom preparado de manhã lá na cozinha de casa eu precisei sentir ti o Aroma do café sendo feito isso me atrau a ir até a cozinha para tomar uma chícara de café Então é o conhecimento que vem lá dos Sentidos que me torna capaz de ser atraído pelo pelo bem então o conhecimento é uma condição necessária para que eu sinta a
atração de um certo bem sensível por isso que ao ditado que diz né o que os olhos não vê o coração não sente então o conhecimento é uma condição para o amor o conhecimento ele apresenta o bem para que nós possamos desejá-lo o conhecimento ele apresenta o bem ele é uma condição para o amor Então apesar do conhecimento ser condição apesar do conhecimento apresentar o bem no entanto ele não é a medida do amor o conhecimento não é a medida do amor por quê Porque nós podemos amar muito conhecendo pouco e podemos amar pouco conhecendo
muito conhecimento não é a medida do amor Podemos amar muito conhecendo pouco podemos amar pouco conhecendo muito senhora camponesa que lá na sua casa reza várias vezes por dia um terço tem uma fé muito Viva sem jamais ter estudado não foi alfabetizada mas ela o pouco que ela aprendeu ela frutificou muito Pode ser que ela tenha uma caridade mais intensa mais viva do que um doutor em Teologia e alguma Universidade por aí que um sacerdote é por isso que São João da Cruz diz né que ao final da nossa vida no interc da nossa vida
nós seremos julgados pelo amor então o conhecimento Apesar dele apresentar para nós o bem ele não é a medida do amor Podemos amar muito conhecendo pouco podemos amar pouco conhecendo muito não basta conhecer para amar e essa é uma grande ilusão nos ambientes tradicionais eu já sei toda a doutrina Católica Eu já li o catecismo Eu já li muitos livros de teologia e portanto eu vou me salvar Será mesmo então A grande questão é que não é o conhecimento isolado que nos salva não é a virtude da fé que nos salva sem a caridade A
fé sem obras é morta É preciso amar agora quando nós tratamos da Beleza Estética o conhecimento não é apenas uma condição nesse caso ele faz parte do próprio bem ele é parte do bem que é amado Porque como a beleza é aquilo que agrada à vista ou ao ouvido Então nesse caso o conhecimento ele faz parte da experiência estética do amor que vem da experiência estética em outras palavras a experiência estética a experiência do Belo consiste num conhecimento afetivo nós amamos ver ou ouvir a algo ou alguém nós amamos ver ou ouvir a experiência do
Belo é um conhecimento afetivo Então faz parte da experiência estética aquele conhecimento não é só uma condição nós amamos ver ou ouvir algo ou alguém agora ainda que o conhecimento não seja a medida do amor como eu disse podemos amar muito conhecendo pouco podemos amar pouco conhecendo muito no entanto isso não impede que o conhecimento seja o alimento do amor porque como a sua função é sempre apresentar o bem ao sujeito quanto mais a gente conhece a coisa mas se revela diante dos nossos olhos algo que nós não tínhamos visto até então que nós não
tínhamos conhecido até então por isso que vale a pena sempre ler algo mais sobre a fé tratando aqui de questões espirituais né porque sempre haverá um aspecto novo do amor de Deus que eu não tinha conhecido ou que eu tinha conhecido e que eu tinha me esquecido ou que vale a pena conhecer mais profundamente sempre é algo que eu posso conhecer a mais e que isso pode suscitar em mim um maior amor então o conhecimento é sim o alimento do amor por isso quando nos sentimos tíbios corramos a leitura espiritual ela vai alimentar o amor
ela vai fazer reviver na nossa memória o desejo do amor vai aumentar em nós as razões para amar mais pode ser que que eu não ame mais pode ser que eu não traduza todo esse conhecimento em Vida interior em oração mas pelo menos uma coisa certa o conhecimento é sim o alimento do amor nos momentos de secura de tibieza corramos à leitura espiritual ela sempre vai nos dar motivos para amar mais então de tudo que foi dito uma coisa deve ter ficada Dev ter ficado muito claro para nós é que todo sujeito sempre AGE em
razão de um certo amor Tal amor tal vida se ele ama algo ele terá desejo de possuir ele terá tristeza de perder e assim por diante ele terá alegria nã de degustar de possuir então todas as demais paixões nascem de um certo amor diga-me o teu amor eu te direi qual é a tua vida e nesse sentido o ódio é o inverso do Amor o ódio é o inverso do amor então se do amor nascem todas as paixões isso vale pro ódio isso vale pro ódio todo ódio supõe algum amor todo ódio supõe algum amor
todo ódio é testemunha de um certo amor Tal amor tal ódio se você não amasse uma certa coisa você não odiaria o oposto dela então se nós não amamos algo nós não teremos o ódio pelo seu oposto e se nós não amamos intensamente algo nós não teremos um ódio intenso pelo Mal oposto àquele bem então por exemplo aplicando isso à vida espiritual se nós temos um amor muito intenso por Deus nós teremos um ódio muito intenso ao pecado se nós não temos um amor muito vivo por Deus também nós não teremos tanto ódio ao pecado
e daí resulta o respeito humano e todas as demais consequências de uma fé que não é viva quando a gente começa a digamos deixar que falem mal da fé na nossa presença que peque na nossa presença e a gente fica ali imóvel com respeito humano tá o amor tá o ódio se eu não tenho ódio esses pecados É porque a minha fé ainda não é tão viva a minha caridade ainda não é tão Viva o ódio que nós temos por uma coisa Má como a doença esse ódio nós chamamos de ódio de abominação ele se
opõe ao amor de concupiscência ódio de abominação a doença ou qualquer outra coisa que nós podemos dizer Má o ódio que nós temos por uma pessoa se alguém deseja mal a uma pessoa esse ódio nós chamamos de ódio de inimizade porque ele se opõe ao amor de benevolência ódio de abominação ódio de inimizade e como o ódio procede do amor tá o amor tá o ódio como o ódio procede do amor Isso quer dizer que o ódio nunca é mais forte do que o amor ele do amor ele nunca é mais forte que o amor
e aqui nós podemos tirar uma grande ilusão da nossa vida espiritual as pessoas podem muitas vezes pensar Ah naquele momento eu ti Sei lá eu fui raptado por um grande ódio Tive uma crise de raiva numa situação veja Essa raiva que se manifestou naquele momento é apenas um sinal de um amor próprio desordenado que é habitual Então não é que você teve ódio naquele momento é que existe um amor próprio desordenado habitual e quando nós somos confrontados esse amor próprio se manifesta em ódio eu não quero ser atormentado por alguém eu não quero perder uma
certa coisa que é minha eu quero possuir para mim um amor de concupiscência por algo para mim nã e quando eu sou confrontado diante dessa contrariedade surge ali uma crise de ódio n porque eu perdi algo porque eu perdi alguém porque eu não quero ser incomodado por uma certa pessoa então não é que ouve um ódio passageiro e no geral eu sou uma pessoa calma tranquila amorosa de bem com a vida não existe um amor próprio desordenado está lá latente E quando Deus manda as contrar ele aparece então nós devemos claro sempre combater esse amor
próprio desordenado percebendo que essas situações que suscitam ódio é para mostrar que ainda existe algum apego desordenado por mim mesmo razão pela qual naquele momento eu tive um ímpeto de ódio a gente vê que o Santos por exemplo né quantas situações de doença de contrariedade de fome de perseguição de calúnia eles permanecem serenos é porque o amor próprio deles está subordinado ao amor a Deus eles vivem numa grande humildade eles vivem numa grande caridade e portanto essas contrariedades não os comovem eles são senhores deles mesmos porque Deus é o senhor da vida deles eles vivem
num exercício muito vivo da humildade da caridade e portanto eles não são capazes de um de ódios né de crises né de ódios por coisas que lhes acontecem pelo contrário o ódio dos Santos é o ódio pelo pecado e nesse momento nós vemos a grande firmeza dos Santos mesmo naquele Santos que a gente julga que eram incapazes de fazer mal uma mosca Santa Teresinha também foi muito firme várias situações em que ela percebeu que ela tinha que ser firme para evitar o pecado né ou para evitar uma imperfeição de alguma irmã então a gente vê
que os santos são capazes sim de Ira de Firmeza mas porque eles têm ódio ao pecado mas porque eles têm muito amor por [Música] Deus