Boa noite meu nome é Rafael tenho 28 anos sou engenheiro de software sou um apaixonado pela natureza gosto de fazer caminhadas em praia ou perto de Cachoeira dentro da Mata sentiu o arlinho tomar um banho de água cristalina e ouvir o canto dos pássaros porém teve um passeio desses no qual Aconteceu uma situação muito bizarra para dizer a verdade uma coisa bem assustadora Eu tenho um amigo chamado Bruno Ele trabalha comigo em um escritório temos o costume de sairmos juntos com a turma depois do expediente para tomarmos uma cerveja e assim Colocar o papo em
dia Bruno chama bastante atenção por onde vai ele possui uma barriga bem grande que fique esticando a camisa a sua barba é completamente fechada e escura e os seus óculos é de lente Grossa com uma armação de cor preta e a careca dele é bem brilhosa apesar dos 30 e poucos anos O Bruno é da zoeira Fala alto gosta de colocar apelidos nos amigos e quando conta alguma piada ele mesmo guia das próprias e solta aquela gargalhada com os dentes todo trepado um em cima do outro mas quando está irritado aquela cara engraçada dele se
transforma numa cara bem séria o cara vira um ogro que bate em mesa xinga assim medir palavras ao ponto de colocar até o dedo na cara de qualquer um porém O Bruno é uma ótima pessoa Apesar dessa bipolaridade dele em uma quinta-feira Bruno chamou o pessoal para passar o fim de semana no sítio dos tios lá para as bandas de Vitória de Santo Antão Foi aí que sábado bem cedinho partimos em dois carros rumo ao sítio chegando lá o sítio era bem bacana a casa era grande e com Terraço vasto vários quartos piscina campinho para
jogar futebol e em volta uma mata fechada os donos já estavam preparando uma feijoada para nós depois do almoço a maioria se espiona as redes do Terraço só eu que fiquei indagando o Bruno com perguntas do tipo meu irmão O que tem depois daquela mata e o Bruno meio grogue por causa do sono me respondia cara tem um rio abaixo dá uns 30 minutos a pé vale a pena tirar um dia para tirar as fotos mas tem que ser cedo qualquer coisa amanhã podemos chamar o pessoal e partimos para lá foi então que eu questionei
tá louco porque amanhã cara vamos agora não estamos fazendo nada tá o seu tênis e vamos carai Vamos para lá qualquer coisa amanhã a gente leva o pessoal fez uma careta de preguiça porém ele entrou na minha pilha ninguém mais tocou o passeio Foi então que a tia do meu amigo Bruno nos viu sair eu questionou com a voz séria você vai entrar naquela mata essa hora meu filho cuidado que já já vem o sereno Fique atento pois ele tem um costume de aparecer Desde quando você era menino eu conto essa história para você Você
se lembra não lembra ela nasceu com a cabeça para ti confirmando que sim na verdade eu não entendi que advertência foi aquela que a tia do Bruno tinha feito para ele o Bruno não quis tocar no assunto comigo e eu muito menos eu indaguei pois eu tava querendo mesmo era conhecer o tal local da Cachoeira seguindo Floresta dentro as árvores altas quase não deixava o resto de luz da tarde entrar era aquele silêncio andávamos calados prestando atenção no caminho estreito depois de um bom tempo de caminhada de Mata dentro veio um assobio agudo e forte
um assobio de gente e não de lixo o meu amigo parou e ficou espiando ao redor com a boca aberta o Bruno me olhou assustado e me falou Rafa é melhor voltarmos pois o negócio aqui está ficando esquisito eu sem entender de nada eu troquei que é isso irmão daqui já estou vendo a clareira vamos rapidinho até lá eu apontei o dedo para onde a floresta dava mais o espaço ao pouco do Sol que nos estava Foi aí que eu reparei uma pessoa no meio da Mata Parecia um homem negro que deveria ter uns 35
anos os seus olhos estavam arregalados na mão havia uma espécie de chicote ou era uma miragem feita pela mistura da luz e sombra Foi então que eu perguntei ao Bruno Bruno tinha aquele camarada lá na frente Você o conhece o Bruno olhou para mim e trocou tô vendo ninguém não irmão vamos cair fora vai por mim caramba de onde foi que a gente veio ele tirou os óculos e depois de lentes na camisa e os colocou de volta no rosto eu percebi que as suas mãos tremiam em seguida ele coçou a careca e ficou com
aquela expressão de quem está perdido e desesperado de medo prestei atenção na agonia dele e esqueci por um instante do tal homem estranho que estava no meio do nosso caminho nos observando quando tentei vê-lo novamente não estava mais em nenhum canto foi então que o meu amigo soltou um palavrão e me puxou pelo braço o Bruno falava comigo num tom totalmente elevado ele estava desesperado ele falava comigo cara vem logo pelo amor de Deus vamos sair daqui e em seguida no meio do seu desespero ele soltava frases do tipo meu Deus eu não estou conseguindo
achar o caminho meu Deus me ajuda pelo amor de Deus não deixa isso acontecer com a Gente pelo amor de Deus e o pior de tudo à noite havia caído só tínhamos a luz de uma lanterna apenas vendo todo aquele desespero do Bruno entendi eu deveria me preocupar também do nada voltar os a subir agora eram mais longos e estavam mais próximos de nós Aquilo me deixou em um Pânico terrível e a saída não aparecia Nem sinal do atalho que nos trouxe dava a impressão de que as folhas largas iam se fechando na nossa frente
enquanto tentar vamos passar Bruno parou e começou a orar E pedir a Deus pela nossa vida ele gritava muito eu tentei falar com ele para ele tentar se acalmar eu falava Bruno Calma calma pelo amor de Deus Calma eu preciso que você tenha calma e nada acontecia não adiantou de nada pois ele estava muito desesperado e o desespero dele acabou tomando conta de mim também pois eu comecei a perceber que algo de ruim estava prestes a acontecer conosco mas a gritaria parou quando alguma coisa atingiu nas costas do Bruno só ouvi o barulho o barulho
era de como se fosse uma chicotada em algum cavalo depois veio a outra e mais outra e mais outra não dava para enxergar o chicote e nem quem tava dando a chicotada no Bruno porque eu me lembro de ter visto seu Bruno encolhido e em seguida rolando pelo chão meu desespero foi tão grande que eu corri freneticamente e de acordo com que eu ia me distanciando a voz do Bruno ia ficando para trás num grito de pedido de socorro um grito terrível fiquei preocupado corri por alguns metros e meia escuridão foi quando eu lembrei que
eu estava com meu telefone no bolso e que eu poderia usar a lanterna dele Depois de alguns minutos procurando o caminho acabei encontrando a trilha que dava para casa dos filhos do Bruno e percebi que os assobio estavam vindo em minha direção foi aí meu desespero aumentou era isso que eu iria morrer altura do campeonato eu não estava mais a voz do mundo quando eu cheguei no sítio eu observei que o Bruno estava saindo da Mata pelo outro lado do sítio ele estava cambaleando e ao chegar próximo dele eu vi que ele estava cheio de
marcas de chicotada algo terrível o Bruno mal conseguia falar comigo chegando na casa dos tios do Bruno os nossos amigos ficaram apavorados com a situação pois o Bruno estava todo cheio de sangue nas costas Foi aí que os tios do Bruno nos contaram que foram as vítimas do Matinho Pererê ou simplesmente Saci Pererê logo entendido a pior forma que em lugares de roça Há muitos mistérios os quais devemos sempre respeitar [Música]