Quem nunca abriu a conta da corretora e encontrou diversos títulos de renda fixa e acabou ficando em dúvida qual seria o melhor título para eu alocar o meu dinheiro? Até porque encontramos CDBs, LCI, LCA. As LCI e LCI são isentas de imposto de renda, mas quando vamos escolher ainda temos que optar por um título pósfixado, ou seja, aquele investimento que acompanha as oscilações da nossa taxa de juros.
Pode ser um título também pré-fixado, que é aquela rentabilidade pré-acordada. Então, se nós investimos num título, por exemplo, um CDB pré-fixado com vencimento em 2 anos com uma rentabilidade pré-fixada de 15%, nós já sabemos que nos próximos 2 anos o capital aplicado naquele título renderá 15% ao ano. E ainda temos também a opção de títulos híbridos, ou seja, aqueles títulos que são indexados à inflação e nos remuneram também com uma rentabilidade real, ou seja, uma rentabilidade acima da inflação.
O intuito desse vídeo é te apresentar essa planilha para que você consiga ali ter uma visão bem abrangente de todas as oportunidades que você considera no momento para que de fato consiga chegar na conclusão de qual título de renda fixa seria mais viável pra sua situação atualmente. Por que que eu estou falando o título mais viável paraa sua situação? Porque eu recebo frequentemente mensagens de seguidores que acompanham o canal me questionando: "Bruna, qual seria o melhor título de renda fixa para eu investir nesse momento?
" E um erro muito comum que eu percebo que algumas pessoas cometem é olhar para a renda fixa analisando apenas a rentabilidade. A rentabilidade é apenas um dos pilares. Por quê?
Quando vamos escolher um título, nós temos que olhar o vencimento para saber se a gente tem ali a condição de deixar aquele dinheiro preso até o vencimento, para que a gente consiga analisar também a liquidez. Se for um título com liquidez diária, nós conseguimos resgatar diariamente. Então, temos fácil acesso a esse dinheiro, mas existem títulos de renda fixa que só permite que a gente resgate lá no vencimento.
Será que conseguimos deixar esse dinheiro preso por todo esse período? Além disso, caso nós façamos um resgate antecipado, é possível ter perdas, como por exemplo, a marcação ao mercado, tesouro préfixado, tesouro IPCA mais permite resgate antecipado, mas tem o efeito da marcação a mercado. Então, eventualmente o investidor pode acabar tendo prejuízo caso o resgate antecipadamente.
Além disso, qual o risco do emissor para quem eu estou efetivamente emprestando o meu dinheiro? É pra união, pro Tesouro Nacional? É para uma instituição privada?
Qual o risco que eu estou correndo? ou uma instituição sólida, já madura, ou uma instituição ainda pequena, que acaba apresentando mais riscos. Outro ponto, qual é o objetivo desse capital que eu estou aplicando?
É a minha reserva de emergência? Caso seja, eu preciso aplicar em títulos pós-fixados que acompanham a movimentação da taxa de juros, que apresente alta liquidez e que seja seguro. Se for investimento mais de médio prazo, 4, 5 anos, eu já posso cogitar investimentos indexados à inflação e cogitar a hipótese de deixar esse dinheiro preso até o vencimento.
Veja, são vários pontos que precisamos analisar e não devemos olhar apenas para a rentabilidade. Dito tudo isso, vamos para o que realmente interessa, que é realizar o preenchimento da planilha. Devemos começar preenchendo com a nossa taxa Selic que está em 14.
75%. A planilha automaticamente já preenche com a rentabilidade de 100% do CDI. Se você acompanha mais tempo aqui o canal, você deve saber que 100% do CDI rende 0.
1% abaixo da CELIC. Quando o COPOM estipula a nossa taxa de juros, ele estipula a SELIC meta 14. 75%.
Mas a SELIC realmente praticada no mercado é conhecida como SELIC Over, que normalmente é 0. 1. 1% abaixo.
Se você não sabe muito bem onde encontra informações sobre a taxa CELIC, é só acessar o site do investidor 10. Eles nos mostram a taxa CELIC vigente, nesse caso 14. 75%, além de mostrar também todo o histórico da taxa de juros a partir de 2017.
Voltando para a planilha, você pode perceber que também tem a aba de inflação, que é o IPCA. Quando vamos utilizar esses quadros comparativos para comparar títulos híbridos, ou seja, vamos supor que você encontrou um CDB indexado a inflação. Para você realmente saber o seu retorno total, você tem que considerar uma inflação, até porque esse CDB vai te rentabilizar com IPCA mais uma taxa pré-fixada, suponhamos que seja 7%.
Para que a gente tenha ali efeitos numéricos para conseguirmos fazer o cálculo, devemos utilizar a inflação como ali uma base para esse cálculo. Qual o valor que você pode preencher? Irá preencher com valor aleatório?
Se não se sente muito confiante, a gente pode acessar o site da BIMA, inclusive eu deixarei o link aqui na descrição, para olharmos um ponto aqui que se chama inflação implícita, que é basicamente a inflação que o mercado está projetando hoje. Lembrando que a inflação implícita ela muda diariamente, mas pode ser utilizado como base pro cálculo. E aí você precisa analisar qual é o vencimento médio dos títulos que você está buscando, 6 meses, 1 ano, 2 anos.
Suponhamos que você esteja buscando ali títulos que vençam em 2 anos. O mercado financeiro considera um ano com 252 dias úteis. Nesse caso, 2 anos teriam 504 dias úteis.
Então, o mercado está projetando uma inflação hoje de 5. 27% ao ano ao longo dos próximos 2 anos. Você pode utilizar esse número aqui como base.
Então, para o preenchimento da planilha, colocaria uma inflação de 5. 27%. Dito isso, já temos as informações necessárias para realizar o preenchimento da planilha.
Lembrando que não se faz necessário o preenchimento de todas essas tabelas. Você pode preencher apenas com que está na dúvida. Então, às vezes o investidor está na dúvida entre dois títulos, ele pode utilizar essa planilha.
Vamos supor que a gente abriu ali a conta da corretora, encontramos um CDB pré-fixado rendendo 16% ao ano e um CDB pós-fixado que rende 110% do CDI. Para que a comparação fique justa, precisamos colocar o mesmo capital investido. Então, vamos supor que queremos aplicar R$ 1.
000. Qual é o vencimento daquele CDB que estamos olhando? O vencimento para que a comparação também seja justa, o ideal é que seja o mesmo.
Então, vamos supor que seja um vencimento para daqui 2 anos, ou seja, 24 meses. De acordo com essas condições atuais, considerando que ao longo dos próximos 2 anos a Celiqu em 14. 75, o resultado seria valor do resgate no CDB pré-fixado 1285,12.
Valor do resgate no CDB pós 1289,48. Nesse cenário, já considerando o alíquota de imposto de renda, considerando a taxa Selica em 14. 75, o CDB pós te daria uma rentabilidade superior.
No caso, o valor do seu resgate seria R$ 4 a mais. Só que entra aqueles pontos que conversamos lá no início do vídeo. Temos que analisar quem é o emissor desse CDB pré e o CDB pós.
Se for o mesmo emissor, tudo bem, estamos falando do mesmo risco ali de crédito. Agora, se estamos falando de emissores diferentes, já muda um pouco a análise, porque às vezes esse CDB pós pode ter sido emitido por uma instituição muito mais arriscada. Talvez não compense esses R$ 4 que você ganharia mais.
Outro ponto que devemos considerar também, eu sempre bato aqui sobre títulos pré-fixados, não tenho nada contra títulos pré-fixados. Só acho que a gente tem que ir com um pouco de cuidado, principalmente se forem títulos com vencimentos mais longos, ou seja, 4, 5, 6, 7 anos. Temos que ter cuidado para não préfixar grande parte da nossa carteira, porque nós temos alguns riscos embutidos.
Vamos supor que ao longo dos próximos 7 anos você pré-fixou a sua carteira, travou uma rentabilidade e a inflação comece a subir. A sua rentabilidade real, ou seja, aquela rentabilidade acima da inflação, será cada vez menor. Então, conseguimos preencher também com uma LCI ou LCA pré-fixada.
Vamos supor que também encontramos uma LCI que rende 12% ao ano, vamos investir R$ 1. 000 e o prazo do vencimento também é 24 meses. Nesse caso, a nossa rentabilidade no final do período líquida seria de 25.
44%, o que nos daria uma rentabilidade de 1254,40. Comparando com as outras duas opções, nesse cenário, qual seria mais viável o CDB pósfixado, que rende 110% do CDI. Mas temos que considerar a hipótese de que ao longo dos próximos dois anos a CELIC pode ficar nesse patamar, pode subir ou pode até mesmo entrar num ciclo de cortes.
Conseguimos perceber que a planilha, né, zera a alíquota de imposto de renda para LCI, LCA, porque estamos falando de um título isento de imposto de renda. Ainda conseguimos comparar também com o tesouro Selic. Aqui já é preenchido automaticamente porque, como mencionamos, a Selicatada no mercado na maioria das vezes, é 0.
1% 1% abaixo. O único ponto aqui que não está embutido na rentabilidade é uma taxinha pré-fixada bem pequena que fica ali ao lado da SELIC. Quando vamos olhar a rentabilidade do título, se acessarmos o site do Tesouro Direto, perceberemos que tesouro Selic rende a SELIC mais uma pequena taxinha.
Então vamos supor que a gente invista ali R$ 1. 000 também para tirar daqui 2 anos. Nós temos a taxa de custódia, que também é preenchida automaticamente.
Os títulos públicos federais apresentam essa taxa de custódia que é de 0. 2% ao ano. Só que quando falamos mais especificamente do tesouro Selic, a taxa de custódia só incide sobre o que exceder R$ 10.
000. Lembrando que quando falamos desses R$ 10. 000, considera tanto capital aplicado, mas rendimento.
Se você aplicou logo de cara R$ 10. 000, R$ 1. 000, a taxa de custódia começará a incendir sobre tudo que exceder esses R$ 10.
000, ou seja, sobre os seus rendimentos. Mas é uma taxinha bem pequena. A gente teve algumas alterações.
Antigamente a taxa de custódia ela era cobrada semestralmente, uma vez no início do ano e uma vez em meados do ano. Só que agora se alterou. A taxa de custódia, ela só vai incendir no momento do resgate.
Então, se você deixar ali o seu dinheiro rendendo por 2 anos, essa taxa de custódia só será descontada no momento que você solicitar o resgate daquele dinheiro. Ainda conseguimos também comparar com títulos híbridos, que são aqueles CDBs indexado à inflação. Por isso que eu coloquei aqui a inflação na planilha.
Então, nessa parte aqui, o que que devemos preencher? A rentabilidade de um título híbrido é IPCA mais uma taxa pré-fixada. Então, devemos preencher aqui com a taxa pré-fixada.
Vamos supor que seja de 8% ao ano, vamos investir R$ 1. 000 num prazo de 24 meses. Considerando uma inflação de 5.
27%, que olhamos lá no site daima para um prazo de 2 anos, o valor do resgate seria de 1241,38. Temos também como olhar pro tesouro e PCA+ só também preenchermos com a rentabilidade pré-fixada qual o valor investido e qual é o prazo que devemos deixar aquele dinheiro aplicado. Lembrando que principalmente falando de tesouro pré-fixado e tesouro IPCA+ não se esqueça do efeito da marcação a mercado.
Vise investir o seu dinheiro pensando em resgatar lá no vencimento para que você não tenha que resgatar antecipadamente e acabar tendo eventuais prejuízos. Mas fica tranquilo, se o investidor deixa o capital aplicado até o vencimento, em hipótese alguma, ele perderá dinheiro. A rentabilidade terá sido exatamente aquela contratada no momento do seu aporte.
Ainda aqui na planilha, a gente consegue perceber que tem um pequeno gráfico que mostra aqui a diferença da rentabilidade de cada um desses títulos. Como fizemos aqui umas comparações bem próximas, basicamente os valores ficam bem iguais, mas eu acho essa planilha muito útil, principalmente ali para quem tem dúvidas, não sabe muito bem ao certo qual escolher. Mas veja o que eu mencionei.
Não negligencie analisar outros pontos como quem é o emissor, ou seja, para quem você tá emprestando dinheiro, qual é a liquidez daquele dinheiro que você vai precisar, é liquidez diária, pode ficar preso até o vencimento, qual é o seu propósito? Quanto mais longo prazo for, médio longo prazo, o ideal é que a gente busque indexar a inflação para que a gente tenha certeza que aquele dinheiro estará sendo minimamente corrigido e nós estaremos tendo uma rentabilidade real. Quanto mais curto prazo, nós podemos optar por pós-fixados ou até mesmo alguns pré-fixados, se eles apresentarem boas taxas, mas tenha cuidado com pré-fixados muito longos.
Provavelmente você já deve conhecer o site Bancodata. Ele nos ajuda muito a analisar ali alguns pontos sobre a saúde financeira de algumas instituições. Então vamos utilizar aqui o exemplo do Daikoval.
É só digitarmos o nome da instituição, clicarmos em cima aqui do que aparece no site e ele já mostra alguns indicadores, como por exemplo, o histórico de lucro da instituição, ou seja, nós estamos emprestando dinheiro para uma instituição que apresenta um bom histórico de lucro ou que está dando prejuízo. Isso já pode ser o primeiro sinal de alerta. Além disso, nós também temos dois indicadores, que é o índice de basileia e o índice de mobilização.
O índice de basileia ali mostra pra gente quanto que o banco realmente tem de maneira bem simplória, frente ao que ele tem emprestado. No caso do Daikoval, ele tem R$ 14,80 a cada R$ 100 que ele empresta. Ou seja, quanto maior o índice de basileia, relativamente melhor.
Não queremos investir num banco que tem muito capital emprestado, mas se for olhar pro que de fato ele realmente tem, ele tem muito pouco. No próprio site do Banco Data já conseguimos perceber se esse indicador está em patamares saudáveis ou patamares mais prejudiciais. Temos também um índice de imobilização, ou seja, se o banco precisasse de liquidez, precisasse de dinheiro, será que ele realmente conseguiria converter todos os seus ativos imobilizados em capital com certa facilidade?
Se ele tem muito capital imobilizado, ele tem muita dificuldade em ter liquidez. Isso também é um ponto negativo. Tanto que a gente consegue perceber que quanto maior o índice de imobilização, pior chega um patamar aqui que chega nesse nível que está caracterizado como perigoso quando começa a entrar nessa faixa vermelha.
E além disso, você ainda pode utilizar mais um fator de análise, que é analisar o risco de crédito. Existem algumas agências que fazem um rating que essa classificação de risco de crédito. Algumas das mais conhecidas é a FIT, o SNP e a Moods.
Quando a gente olha aqui pro Brasil, estando na classificação BB, isso é na classificação global. Mas quando ampliamos a lupa e olhamos para dentro do próprio Brasil, nós temos toda essa escala aqui. Então, risco soberano sempre é o nível máximo, é o nível mais seguro quando a gente empresta dinheiro pro próprio país.
Agora, se a gente fala de emprestar dinheiro para bancões, como por exemplo, Banco do Brasil, Itaú, nós estamos falando quase de risco soberano. Então eles têm o nível máximo de classificação, que é o nível mais confiável. quando começa a ficar em alto risco de inadimplência, é quando entramos aqui na classificação C.
Então, além de olhar a situação no Banco data, você ainda também pode olhar os ratings, tanto feitos pela FIT, quanto pelo S&P ou até mesmo pelo Moods. Ou seja, conseguimos perceber que renda fixa não é apenas sobre olhar rentabilidade. Precisamos olhar liquidez, risco de crédito, conciliar o nosso propósito com o tipo de título que estamos escolhendo e saber sobre essas informações, eu tenho certeza que te auxiliará muito nas suas escolhas futuras.
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