Se você também tá cansado de tanta informação na frente da tela, nesse mundo acelerado e plástico, tá sentindo falta de algo mais concreto, mais conectado mesmo, talvez também seja legal você repensar o que eu repensei. [Música] Bem, as pessoas às vezes tm uma ideia maquiada do que é viver de música e áudio, né? Eh, em documentários, por exemplo, sobre músicos, artistas, mostra que a coisa vem do nada, é uma, é um dom, é algo que acontece, é praticamente sem esforço.
Ou se você vê um documentário, um filme de um produtor trabalhando, é sempre no flow da música curtindo. Mas quem aí produz sabe muito bem que chega uma hora que a gente cansa. Trabalhar com a criatividade o tempo todo cansa.
E você que trabalha com isso também, pode confirmar aí nos comentários se eu tô falando verdade ou não, né? Mas todas as pessoas que eu converso da área musical e do áudio ou as duas coisas, como é o meu caso, tem momentos de muito cansaço, como qualquer profissão, né? Dentista, advogado, engenheiro, todo mundo cansa.
Só que como a gente trabalha muito com a criatividade o tempo todo, não vou falar que tem um cansaço extra, não, mas tem um cansaço diferente. Existe um mercado gigante que movimenta a mosca em várias e várias áreas, né? Um mercado gigante que eu faço parte ali da engrenagem.
Talvez você também que esteja assistindo faça parte dessa engrenagem. Criando, editando, mixando, masterizando, tocando. O negócio é trabalhar o ouvido o tempo todo, né, com criatividade.
Essa atenção extra que a gente precisa para trabalhar faz com que a magia musical comece a se transformar em herts, decibéis, campo harmônico, empréstimo modal e várias outras coisas que tiram a gente da essência da música. Ou seja, a música pode perder o encanto sem a gente perceber. Soma isso que o uso de tela aumentou brutalmente nos últimos anos e tudo indica que vai continuar aumentando.
Tem uma chance de você ficar ali raspando o dedo na rede social, em poucos minutos ter 100 estímulos diferentes e na maioria desses estímulos a música tá lá totalmente descartável. E com a inteligência artificial agora até conversa de WhatsApp tá virando música com poder de um prompt. Eu detesto esse tipo de conteúdo, velho.
Eu acho tenebroso. Bem, por aqui nós, Isabela, eu, decidimos dar um passo atrás e repensar as coisas, aquele famoso zoom out, né? Ver as coisas de longe um pouquinho.
E nós percebemos que uma casa com dois músicos, a gente não tinha um cantinho para ouvir música, como música mesmo, relaxado. Ou a gente tá lá no estúdio com monitores perfeitamente calibrados para mixar, masterizar, perceber tudo que existe no médio ali ou com fones com essa característica também. Inclusive ela que nem trabalha com mixagem, ela usa no dia a dia para ouvir música um fone que é feito para mixar também.
E o nosso ouvido vai ficando tão especializado que quando escuta uma música começa a gerar comentários tipo: "Ah, que reverbe bonito dessa música, um delay estéreo ali. " Eu acho que tem um pré-delay, por isso que tá rolando. Sabe aquela coisa que é importante quando tá trabalhando, mas na hora de curtir música como música, isso não deveria ser tão presente.
Nós ficamos pensando como resolver isso e criamos esse cantinho aqui na nossa casa para retomar o hábito de ouvir música de um jeito relaxado, mas ainda assim com a atenção necessária para curtir a música, claro. e também resgatar o hábito da leitura, porque com tanta tela o tempo todo, é claro que a gente lê menos. Quando a gente lê um livro, por exemplo, você tá na história, você dá o tempo da coisa, você mergulha, isso realmente faz a cabeça da gente funcionar diferente.
A gente não é feito para saber o tempo todo, em tempo real, o que tá acontecendo em todo mundo, em tantas informações, especialmente desinformações. Eu tô impressionado com a quantidade de desinformações que tá circulando, especialmente no Instagram. É muita desinformação.
Isso, isso não é bom não, gente. Tem que tem que dar um tempo, sabe? É, você que tem filho, inclusive dá o toque, falou: "Se vai usar, use de um jeito mais estratégico, né?
Ensine a repensar a plataforma, porque o que eles estão fazendo ali é doentilo. Não só eles, TikTok, o próprio YouTube também. com esse negócio de dar um passo atrás e repensar o que a gente tá fazendo com o nosso tempo.
Isso é um processo que a gente vem desenvolvendo aí tem bastante tempo. Despertou em mim até um lance de mais cuidado com a casa, mais cuidado com o espaço que eu vivo e que eu trabalho também, a importância de ter um lugar confortável, um móvel organizado e finalmente eu resgatei minha amizade com os livros, porque eu entrei num minimalismo meio radical uns tempos atrás. Eu até postei isso no Instagram, alguém deve lembrar.
Acho que eu postei que eu vendi todos os meus livros porque era isso aqui que eu ia usar só é um Kindle. Falei: "Não, agora é Kindle. É só não preciso mais de livro, eu leio tudo aqui".
Mas foi um minimalismo radical. Eu não arrependo de ter vendido os livros. Não que eu tinha demais.
Eu acho que não é legal ficar guardando livro. Eu não gosto de guardar coisas. É um jeito da gente preencher um espaço que que a gente não trabalhou muito bem ainda, sabe?
Mas alguns livros eu gostaria de ter deixado para reler com alguma frequência. alguns poucos, mas a grande maioria que eu doei e vendi tá super de boa. Então é isso, eu resgatei minha amizade com os livros, mas sem perder o minimalismo que eu acredito que é aquele que a gente não perde o que é essencial.
Então assim, o que é essencial para mim é ter um ambiente desafogado e que me estimule a doar com alguma frequência alguns livros e comprar livros novos. Quando a Isabela deu a ideia de colocar prateleiras aqui pros livros, eu falei: "Ah, cara, prateleira é um negócio que vai acumulando, tal". Aí ela falou: "Não, mas eu vou achar uma que tem um estilo bem minimalista para ficar fininho, bonitinho, porque não tem nem jeito.
Na hora que começar a encher, a gente vai, ah, tá enchendo, queremos livros novos. Doa ou vende e compra novos". Esse hábito do desapego é realmente muito importante para mim e para ela também.
Não é só no livro, em tudo. Coisas, coisas não são legais, coisas em excesso. E parece uma coisa simples, mas nós procuramos um tempão essas prateleiras fininhas, super elegantes, um visual minimalista que dura reforçado, um acabamento bom para caramba, assim, é muito moderno, né?
Então não dá essa sensação sufocante que às vezes me dá essas prateleiras muito grossonas assim, especialmente quando é em excesso, né? aqueles espaços enormes. Claro, tem gente que gosta, eu não gosto.
E achamos essas aqui da Fink, um modelo que se chama Firenzi. É uma marca da Polônia, que tem uns produtos bem bonitos, funcionais, minimalistas. Nós resolvemos entrar em contato com eles, explicamos a ideia desse vídeo aqui, que era mostrar um espaço nosso que ia combinar perfeitamente.
Eles mandaram pra gente, fiz questão de falar aqui no vídeo, mostrar, tá o link na descrição, tá? Os produtos são maravilhosos. A Isabela tem vontade de colocar tudo na casa aqui deles.
Eu também. Quem sabe um dia. Mas é isso.
Ficou bonitão pr caramba. Concorda comigo? E o espaço ali delimitado.
Começou a faltar espaço. Tem que doar, tem que vender e comprar coisas novas, livros novos. Inclusive tem um livro super especial aqui.
Esse song de uma pessoa chamada Isabela Bretes. Olha que bonitão isso aqui, ó. Vou mostrar umas imagens.
É um livro com histórias da carreira da Bela e várias partituras usando Mus Score com Logic. Uma hora eu quero fazer um vídeo aqui no canal mostrando como foi esse processo, mas isso é um assunto para outro vídeo, né? Só quis aproveitar para falar do Songbook.
Outra coisa que nós resgatamos foi o toca discos, né? Ouve trolla ou gira discos, igual fala aqui em Portugal. E olha o espaço pequenininho aqui para guardar vinil.
A gente não vai lotar de vinil de jeito nenhum. A gente quer ter os álbuns que marcaram mesmo nossa vida e trabalhos que eu mixo e vira master para vinil também. Eu vou pedir pessoal para mandar para eu ter aqui, para escutar, para curtir, até para analisar também, né?
E o lance do vinil para não deixar dúvidas não tem a ver com fidelidade sonora. Muita gente fala: "Não, o vinil, a qualidade sonora é melhor". Não é.
O vinil tem menos capacidade de reprodução com alta fidelidade, perde muita coisa, tá? Tanto que existe uma masterização diferente pro vinil. Exatamente.
Por ele perder muita informação, ele não ser capaz de reproduzir com tanta fidelidade igual digital, que dá um charme muito legal pra música. Você escuta a música por um outro ponto de vista, os médiuns especialmente ficam muito bonitos, sabe? É, tem até um vídeo muito bobo que que passaram no J Soares no passado.
Isso viralizou na internet alguém comparando lá vinil com CD e mostrando tanto que o vinil era melhor. Para começar, vinil é outra masterização. O volume sonoro diferente dos dois muda tudo.
As pessoas estava reproduzindo isso pela televisão que muda a qualidade. Então assim, cada um acredita no que quiser, mas o charme do vinil, honestamente é bem legal. É aquela escuta relaxada que eu chamo de lowfy.
Eu escuto geralmente, mando pra minha caixinha da BOS, ele faz uma conexão sem fio, então é um vinil Nutella. É um vinil da audiotécnica que a gente comprou. E o dia que eu quero um negócio mais lowf ainda, eu pego essa caixinha da JBL velha que eu tenho, a caixinha mono, que não tem quase energia nenhuma de 200 Hz para baixo.
Eu coloco ela longe ali e deixo de fundo e fico relaxado aqui, tranquilo, sem pensar em muita coisa. só curtindo a música de um jeito mais descompromissado. Ou seja, me tira daquela escuta do tipo assim, ah, mas tá sobrando 359 Hz aqui.
Isso na hora que eu quero, eu tenho equipamento para isso aqui na sala, inclusive tem atrás ali um monitor da Cali que eu uso para ver TV. Se eu quisesse, eu podia jogar para lá, eu escutar com uma fidelidade absurda. Não, eu até falei que ia mandar para lá no primeiro momento.
A Isabela, não, Rodrigo, lembra do propósito? Eu falei: "É verdade, lembra do propósito. " Vamos ficar tranquilo dia que eu quero escutar com mais fidelidade, mas ainda mergulhando na música, eu uso esse fone aqui que eu fiz review no canal tem pouco tempo.
É um fone da Maze, que se chama 99 Classics. Ele tem um grave bombadaço, só que é um super super fone, ou seja, é um fone de altíssima fidelidade, só que ele joga a gente para dentro da música. Quando eu acho que eu tô começando a pirar assim, delay, reverb, que que tá acontecendo, pré-delay, eu aumento o som um pouquinho, o gráve fica mais bombado, mais forte e eu entro na música, eu relaxo a cabeça.
É meu ambiente de lazer. É, no geral eu curto o vinil para para simplesmente relaxar, mas às vezes a gente quer mergulhar na música para valer, não escutar cachorro latindo do vizinho nem nada. Aí esse cara aqui faz uma diferença brutal.
Vou deixar no card o review que eu fiz desse fone, tá bom? Bem, para muita gente isso pode ser uma grande bobagem, mas se a gente tirar esses caprichos da nossa rotina, sobra o quê? Pensa comigo, me contem nos comentários quais os seus caprichos, as suas, entre aspas, bobagens.
Eu sempre tive um pensamento exageradamente prático pr as coisas e a Isabela me ajudou a enxergar que esse excesso de praticidade tava fazendo com que eu perdesse alguns charmes da vida, tipo, a gente vai sentar para comer, vamos preparar a mesa ali bonitinho. Nunca fiz isso, eu aprendi com ela, né? Tem gente que senta para ver comer na frente da TV.
Quando eu era mais novo, eu fazia isso. Para mim era sem chance de ter uma coisa só decorativa ou aquele cuidado, não vou usar uma luz de abajura aqui que é mais mais relaxo do que a luz prática que tá acesa no teto. E honestamente depois que a gente começa a ver valor nessas pequenezas, nessas coisas da rotina, tudo começa a ter mais sentido.
Para você que também se sente aí sufocado com excesso de trabalho, excesso de tela ou qualquer outra coisa, tenta repensar, achar um jeito de ter prazer nas pequenezas. Talvez seja só aquele hábito de arrumar a cama de manhã, ir pra academia com frequência. Eu tô indo agora e faço bem para caramba.
Recomendo ida na biblioteca, mas também pode ser essa volta pra essência do som e um momento mais tranquileba, menos picuinho, sem inteligência artificial, informações, desinformações, dedo raspando na tela para trocar para estímulo, porque você não consegue dormir. Corta isso, velho. Pelo menos em momentos que te fazem mal.
talvez a maioria e talvez sem comprar nada novo, você consegue criar aí no seu espaço, na sua casa, um lugarzinho aí para curtir som ou para ler ou para qualquer outra coisa que te faça bem, que te tire daquela rotina viciante, especialmente agora com esse excesso de tela, levando a gente lá para dentro e fazendo as pessoas acreditar que o mundo é aquilo. Aquilo não é o mundo. Aquilo é uma coisa paralela que a gente usa para fazer coisas, para trabalhar, para entretenimento também.
Mas quando aquilo vira a vida, cara, tudo perde a graça, sinceramente, sabe? Cuidado, dê um passo para trás, faça o zoom out, veja de longe. Talvez você também precise de menos coisas, de menos informações, de menos desinformações.
E para eu inaugurar o nosso cantinho, a gente comprou um vinil por enquanto. Esse aqui, ó, nosso álbum predileto, ou um dos álbuns prediletos do Jeff Buckley, que é o Grace. Inclusive, nós fizemos uma versão recentemente de uma música que tá nesse álbum.
Eu vou deixar no card aí na descrição também para quem quiser ouvir. Para quem ouvir me conta que que achou, tá bom? E nesses momentos que a gente quer só dar um relax, eu já escutei ele várias vezes, tá na hora de comprar mais uns álbuns.
Tira a bolacha do pacote aqui, ó, com muito cuidado, não vai pegar aqui na na parte preta do vinil. levanta a tampa, coloca a bolacha aqui com muito cuidado. Como um bom Nutella, eu vou conectar sem fio na minha caixinha.
É o meu vinil Nutella que eu vou escutar de longe. Aperto o play e vou curtir um som agora. Ó o barulhinho do vinil.
[Música] Não posso tocar música, senão tem direitos autorais.