Júpiter. . .
Os antigos romanos nomearam o planeta em homenagem ao principal deus da mitologia romana Apesar de seu brilho, Júpiter é raramente mencionado em obras literárias antigas e medievais, sendo mencionado inicialmente como uma referência astrológica. A observação de Júpiter é conhecida desde pelo menos o século VII ou VIII a. C.
, pelos astrônomos babilônios. Os chineses antigos também observavam a sua órbita e estabeleceram o seu ciclo de “Doze Ramos Terrestres” baseado no seu número aproximado de anos. Até o século iV a.
C. , essas observações tinham levado ao desenvolvimento do horóscopo chinês, com cada ano associado com uma estrela Tai Sui, uma estrela diretamente oposta a Júpiter naquele ano e o deus que controlava a região do céu noturno O historiador chinês Xi Zezong afirmou que Gan De, um antigo astrônomo chinês, descobriu um dos satélites de Júpiter em 362 a. C.
a olho nu. E se isso estiver correto, antecederia a descoberta de Galileu em quase dois mil anos! Em seu trabalho do século II Almagesto, o astrônomo Ptolemeu construiu um modelo planetário geocêntrico baseado em diferentes e epiciclos, para explicar o movimento de Júpiter em relação à Terra, fixando o seu período orbital em torno da Terra em cerca 11 anos.
Em 499, Ariabata, um matemático-astrônomo da era clássica da matemática e astronomia indiana, também usou um modelo geocêntrico para estimar o mesmo período. Júpiter é, normalmente, o quarto objeto mais brilhante do céu, atrás apenas do Sol, da Lua e de Vênus, embora por vezes Marte seja mais brilhante. E devido a Terra ultrapassar Júpiter a cada 399 dias na medida em que ambos orbitam o Sol, no que é chamado o período sinódico.
Quando isto ocorre, No céu, Júpiter parece mover-se em sentido retrógrado em relação às estrelas no céu, ou seja por um período, Júpiter parece dar a ré no céu, num movimento de looping Em 1610, Galileu Galilei, por meio de um telescópio, descobriu os quatro grandes satélites de Júpiter, que atualmente são chamados satélites galileanos, embora ele somente tenha publicado em livro a sua descoberta em 1614. Esta descoberta foi a primeira de corpos no espaço que aparentemente não gravitavam a Terra. Este foi um ponto importante em favor da visão atual do movimento dos planetas que giram em torno do Sol, de Nicolau Copérnico; os discursos de Galileu em favor da teoria de Copérnico fizeram com que fosse julgado pela Inquisição.
Pra quem não sabe, inquisição ou Santa Inquisição, era um grupo de instituições da Igreja católica Romana que tinham os poderes Jurídicos na época, ou seja, eram eles que faziam a justiça. Durante a década de 1660, Giovanni Domenico Cassini usou um novo telescópio e descobriu manchas e faixas coloridas em Júpiter, notando também que o planeta possuía um formato achatado. Cassini ainda estimou o período de rotação do planeta.
A Grande Mancha Vermelha no hemisfério sul do planeta, pode ter sido observada pela primeira vez por Robert Hooke em 1664 e por Cassini em 1665. O farmacêutico Samuel Heinrich Schwabe produziu em 1831 os primeiros desenhos mostrando os detalhes da Mancha. A Mancha foi perdida de vista em várias ocasiões entre 1665 e 1708 e tornou-se bem visível em 1878.
Foi registrada como tendo se atenuado em 1883 e no começo do século XX. Tanto Giovanni Alfonso Borelli quanto Cassini construíram tabelas cuidadosas do movimento dos satélites jupiterianos, permitindo a predição de quando os satélites iriam passar atrás ou na frente do planeta. Porém, na década de 1670, astrônomos notaram que, quando Júpiter estava no lado oposto do Sol em relação à Terra, estes eventos ocorriam cerca de 17 minutos mais tarde do que o esperado.
Ole Rømer deduziu que a visão não é instantânea um fato que Cassini havia anteriormente rejeitado e esta diferença foi utilizada para estimar a velocidade da luz. Em 1892, Edward Emerson Barnard descobriu um quinto satélite, utilizando o telescópio de 91 cm do Observatório Lick, na Califórnia. para vocês terem noção pessoal, esse telescópio é considerado um desses simples encontrados a venda hoje em dia O satélite foi posteriormente chamado de Amalteia.
Em 1955, Bernard Burke e Kenneth Franklin detectaram pulsos de rádio vindos de Júpiter, o período dos pulsos igualava o da rotação jupiteriana, ambos utilizaram esta informação para aumentar a precisão do período de rotação do planeta. Descobriu-se que pulsos de rádio vinham em duas formas: pulsos longos, durando vários segundos, e pulsos curtos, de menos de um centésimo de segundo. Entendendo o quanto esse planeta guardava seus segredos, na década de 1960, foi decidido que era necessário uma viagem até o gigante gasoso!
SONDAS Desde 1973 várias sondas espaciais visitaram Júpiter, a mais notável sendo a Pioneer 10, que foi a primeira a se aproximar o suficiente para enviar revelações sobre propriedades e fenômenos do maior planeta do Sistema Solar. Missões para outros planetas dentro do Sistema Solar requerem alto custo de energia, a qual é descrita através da mudança de velocidade da espaçonave, denominada como delta-v. Felizmente, a gravidade utilizando sobrevoos em outros planetas pode ser utilizada para diminuir a energia requerida para alcançar Júpiter, mas isso tornam a missão muito mais longa.
A partir daí foram possibilitadas diversas novas missões, mas as missões Pioneer foram as primeiras a obter as imagens de close da atmosfera jupiteriana e de vários de seus satélites. As sondas descobriram que os campos radioativos em torno do planeta eram muito mais fortes do que o esperado, mas ambas as espaçonaves sobreviveram ao ambiente hostil. Seis anos depois, as sondas Voyager aumentaram drasticamente o conhecimento dos satélites galileanos e descobriram os anéis de Júpiter, as sondas também observaram raios na atmosfera do planeta à noite, Em fevereiro de 1992, a sonda Ulysses fez uma manobra de sobrevoo para alcançar uma órbita polar em torno do Sol.
Durante esta passagem, realizou estudos sobre a magnetosfera jupiteriana à 408 mil km de distância do planeta, distância essa que em escala de planetas, é extremamente próxima Nenhuma imagem foi tomada, já que a sonda não possui câmeras, e seis anos depois, ela fez outro sobrevoo, mas a distância foi bem maior. Em 2000, a sonda Cassini-Huygens, que seguia para Saturno, passou por Júpiter, fornecendo as imagens de melhor resolução já tomadas do planeta. A sonda New Horizons, rumo a Plutão, passou por Júpiter para obter impulso gravitacional para seguir sua viagem.
Sua maior aproximação foi realizada em 28 de fevereiro de 2007, e as câmeras da sonda mediram a quantidade de plasma proveniente dos vulcões de Io e analisaram os quatro satélites galileanos em detalhes, além de fazer observações de longa distância dos satélites Himalia e Elara. Mas foi mesmo em 5 e Agosto de 2011, que a maior e mais poderosa missão foi lançada pela NASA JUNO 5 anos depois do lançamento, em 5 de Julho de 2016, com o objetivo primário de investigar a origem e evolução de Júpiter, e por consequência a origem do Sistema Solar, foi o objeto mais rápido a viajar no espaço criado pelo ser humano até hoje, a uma velocidade de 250 mil km/h a Juno chegou no gigante gasoso. E o que ela nos mostrou e que era um segredo dentro deste planeta, foi assustador Ela ainda continua a coletar dados e a nos revelar os seus mistérios, esta que é uma missão realmente árdua já que a radiação emitida é extremamente gigantesca, onde até mesmo circuitos eletrônicos costumam fritam literalmente O PLANETA Nos protegendo de ameaças nas proximidades atraindo as para ele, Júpiter é o maior planeta do Sistema Solar, tanto em diâmetro quanto em massa, e é o quinto mais próximo do Sol.
Depois da formação do Sol, que ocorreu há cerca de 4,6 bilhões de anos atrás, o material residual, de alta metalicidade, orbitando em torno da recém-formada estrela, espalhou-se em torno do Sol, formando um disco protoplanetário. Este material gradualmente formou planetesimais, que são estruturas iniciais iniciais de um planeta, por sua vez, agregando-se, formaram os protoplanetas, que também são planetas em formas iniciais, mas so que em um estágio mais avançado. A abundância de material e tempo disponível provocou um acúmulo rápido de material nesta região formando um embrião planetário com cerca de 10 massas terrestres, massivo o suficiente para começar a agregar gás do disco solar, mais especificamente, o hidrogênio e hélio.
E assim sendo, gases passaram a compor cada vez mais porcentagem, da massa total de Júpiter No início deste período, metade da massa do embrião jupiteriano era composta por gás. Nas centenas de milhares de anos seguintes, Júpiter rapidamente absorveu a maior parte do gás disponível em sua vizinhança orbital, com material sólido compondo uma percentagem mínima da massa agregada pelo planeta. Acredita-se que Júpiter tenha alcançado sua massa atual entre um a dez milhões de anos de vida.
A absorção rápida e massiva de gás aqueceu o planeta, possivelmente ao ponto de este ter superado o Sol, em brilho, por um bom tempo. Júpiter pode ter sido formado inicialmente a 70 milhões de quilômetros além de sua órbita atual. Por causa de fricção com material do disco nebular, em cem mil anos ele migrou acabou indo em direção à sua órbita atual.
Nessa fase, provavelmente muitos dos seus satélites foram criados de material orbitando o planeta. Antes da formação dos satélites galileanos, vários outros satélites podem ter existido, todos engolidos por Júpiter por causa de fricção com o material em órbita. O restante dos satélites eram corpos que foram atraídos pela enorme força gravitacional jupiteriana quando passavam em sua vizinhança.
Com a atual distância média essa que fica entre 778 e 855 milhões de quilômetros, aproximadamente 5 vezes a distância do Sol e da Terra, Júpiter completa uma órbita em torno do Sol a cada 11,8 anos terrestres A inclinação axial de Júpiter é relativamente pequena: apenas 3,13°, o que faz o planeta não possuir mudanças significativas de estações, como acontece na Terra e Marte. Possui menos de um milésimo da massa solar, e mesmo com essa diferença tão grande, ele ainda tem tem 2,5 vezes a massa de todos os planetas juntos. Por ai passamos entender essa escala absurda de tamanhos junto com Saturno, Urano e Netuno, Júpiter formam o grupo de planetas jupiterianos ou planetas jovianos Mas comumente os denominamos como gigantes gasosos.
Por levarem esse nome, muitas vezes acabam achando que esses planetas não tem núcleo, e a verdade é que eles até tem, mas devido ao seu tamanho a pressão interna é tão grande e tão violenta que faz rochas, metais e tudo que costuma ser solido em outros planetas, se comportarem como líquido, até mesmo gases se tornam líquidos ou plasma tamanha essa pressão imaginar um ser humano dentro desse planeta, não seria uma coisa fácil né? mas é isso que vamos tentar entender agora COMPOSIÇÃO Júpiter é composto principalmente de hidrogênio, sendo um quarto de sua massa hélio Júpiter pode também possuir um núcleo composto por elementos mais sólidos e pesados, embora, como os outros planetas gigantes, não possua uma superfície sólida bem definida. Antes que você se empolgue com a água e oxigênio, calma lá são apenas traços, e sobre o metano e fosfina?
Eventos internos no planeta podem gerar esse tipo esse gás em pequenas quantidades como as detectada no gigante gasoso Na parte externa da atmosfera do planeta também foram detectados cristais de amônia congelada, traços de benzeno e outros hidrocarbonetos, gases esses que são extremamente tóxicos para nós seres humanos. Por causa de sua rotação rápida, de cerca de dez horas, júpiter possui o formato de uma esfera mais achatada e sua atmosfera externa é visivelmente dividida em diversas faixas em diversas direções e diversas velocidades, resultando em grandes turbulências e tempestades nas regiões onde as faixas se conectam. Uma dessas tempestades é a Grande Mancha Vermelha, uma das características visíveis de Júpiter mais conhecidas, cuja existência data pelo menos do século XVII, quando foi pela primeira vez avistada com um telescópio, com ventos de até 650 km/h e um diâmetro duas vezes maior do que a Terra acredita se que no passado essa mancha tenha alcançado o tamanho de 4 Terras, mas agora ano a ano vem perdendo sua força e por isso também vem diminuindo.
Mas a tempestade ainda é grande o suficiente para ser vista através de telescópios aqui na terra, ela possui um formato oval e gira em torno de si mesma, em sentido anti-horário, com altitude máxima de 8 km acima das nuvens que a cercam, e completa um giro em torno de si a cada seis dias. Internamente, acredita-se que Júpiter seja composto de um núcleo denso com uma mistura de hidrogênio metálico líquido com hélio e uma camada exterior, composta principalmente de hidrogênio molecular mas essa ideia ainda é básica e ainda existem dúvidas consideráveis sobre a estrutura interna real desse planeta. O núcleo é muitas vezes descrito como rochoso, mas sua composição em detalhes é desconhecida, bem como as propriedades desses materiais na temperatura e pressão a estas profundidades.
Em 1997, a existência de um núcleo sólido foi sugerida por técnicas de medições gravitacionais, indicando uma massa de 12 a 45 vezes a da Terra. A região do núcleo é circundada por hidrogênio metálico denso, que se estende a até 78% do raio do planeta do planeta Acima da camada de hidrogênio metálico localiza-se uma atmosfera interior transparente de hidrogênio. A esta profundidade, a pressão e temperatura são tão grandes que não existe fase líquida ou gasosa, é mais correto dizer que o hidrogênio entra em um estado fluido supercrítico, ou seja nas camadas superiores o hidrogênio é um gás, e a medida que vamos adentrando o planeta, próximo de 1000km ele vai se tornando um fluido com uma temperatura de 67 graus, e depois.
. . ladeira abaixo, as coisas só vão piorando.
CICLONES Estacionado em cada pólo há um ciclone de vários milhares de quilômetros de largura. Mas cada um desses ciclones é cercado por um arranjo poligonal de tempestades de tamanho semelhante - oito no norte e cinco no sul. E apesar de não enxergarmos diretamente o que há dentro do planeta, em volta enxergamos muito bem, incluindo.
. . seus anéis ANÉIS DE JÚPITER Apesar de não parecer, Júpiter também possui um sistema de anéis, mas estes são bem menos evidentes que os de Saturno.
Esses anéis parecem ser feitos de poeira, e não de gelo como os do senhor dos anéis. Acredita-se que o anel principal seja feito de material ejetado dos satélites Adrasteia e Métis. esse material que normalmente cairia devolta nos satélites, é puxado em direção ao planeta devido a sua enorme força gravitacional CAMPO MAGNÉTICO Júpiter possui um campo magnético 14 vezes mais forte do que a da Terra, sendo o mais forte gerado pelos planetas no Sistema Solar Acredita-se que este campo seja gerado por correntes de Foucault, nome dado ao movimento giratório de materiais condutores, dentro da camada de hidrogênio metálico líquido.
Campo magnético esse que gera grandes emissões de rádio, tão grandes que quando a Terra cruza com esta regiões, as emissões de rádio de Júpiter podem superar a emissões do Sol. LUAS Júpiter possui 79 satélites naturais confirmados embora, em teoria Deste número, 51 possuem menos de 10 km de diâmetro. Os quatro maiores satélites, conhecidos como satélites galileanos incluem Io, Europa, Ganimedes e Calisto.
Satélites estes que também são vísiveis aqui na Terra, e estão entre os maiores do Sistema Solar GANIMEDES Ganimedes se destaca por ser o maior, tendo um diâmetro maior que o planeta Mercúrio. IO Já Io se destaca por ser um dos poucos corpos solares a possuir atividade vulcânica, e cogita-se a possibilidade de oceanos líquidos nos outros três satélites galileanos, EUROPA análises de sondas indicaram que os oceanos de lá contenham mais água que aqui na terra, o que cria grandes possibilidades de haver a vida como conhecemos E mesmo estando em uma região fria, a força de maré causada por Júpiter, estressa a estrutura dos satélites, com a gravidade esticando os quando estes se aproximam do planeta, o que chamamos de força de maré. O que aquece o interior dos satélites, via fricção, ativando erupções vulcânicas em Io, satélite este que está sujeito às maiores forças de maré, por ter a órbita mais próxima, e que pelo mesmo motivo provavelmente tem mantido os oceanos em estado líquido no centro de Europa as maiores provas de que isso acontece é pelos jatos de vapor de água detectados sendo expelidos pelo satélite, e a existência de uma crosta externa geologicamente jovem, sugerindo a existência de atividades vulcânicas recentes.
Entender a formação e funcionamento de Júpiter, é entender o universo, já que junto com Saturno, é o tipo de planeta mais comum encontrado em companhia de outras estrelas, e que dependendo da forma e local onde um gigante desse se posiciona, vai permitir ou não que outros planeta surjam ou fiquem em condições de surgir a vida, isso porque Júpiter é considerado um faxineiro espacial, que além de limpar a zona em sua proximidade pode tanto atrair como repelir objetos e até mesmo outros astros sabe se la quantos objetos perigosos para a Terra Júpiter já não atraiu para ele um exemplo é o impacto do cometa Shoemaker-Levy 9, que gerou manchas que persistiram por vários meses, sendo o primeiro impacto entre dois corpos significativos do Sistema Solar observado diretamente esse evento também permitiu aos cientistas analisar a estrutura e composição do planeta através de estudos de espectroscopia, das ondas sísmicas e das emissões electromagnéticas geradas por ele. Aliás, existe um estudo que indica que devido a influência de Júpiter, Mercúrio terá um fim dramático em 4 possibilidades sendo 1. choque contra o Sol 2.
arremesso para fora do Sistema Solar 3. choque contra Vênus 4. choque contra a Terra Mas não precisa se desesperar, isso é uma projeção para daqui bilhões de anos, mas como podemos ver, planetas que estão a incríveis distâncias desse gigante gasoso, não os deixam livres da sua influência EM BUSCA DA VIDA Devido as condições jupiterianas, é pouco provável que exista algum tipo de vida nesse planeta, mas isso não impede que na sua região próxima não exista, um exemplo é Europa que devido ao seu possível oceano imenso despertou o interesse tanto da NASA quanto da ESA A próxima missão planejada para o sistema jupiteriano é a sonda da Agência Espacial Europeia Jupiter Icy Moon Explorer (JUICE), com lançamento previsto para 2022 seguida da missão da NASA Europa Clipper em 2025, e como podemos ver, junto com a volta do homem a lua, busca de vida em Marte, Vênus e visita a asteróides e cometas, 2020 veio para abalar as estruturas da astronomia!