Bom dia, bom dia, bom dia! Sejam bem-vindos de volta a mais uma meditação estóica. Hoje, dia 3 de março, com o nosso diário estoico, espero que todos estejam bem, com saúde.
Hoje, com uma meditação do Epicteto sobre desintegração. Caramba, eu gosto muito dessa palavra: íntegro, integrar, e é sobre isso que a gente vai falar hoje. Dia 3 de março, Epicteto diz o seguinte: "Essas coisas não andam juntas; deves ser um ser humano unificado, unificado, íntegro, inteiro.
Nós devemos procurar ser seres humanos inteiros. Eu penso, eu falo e ajo em acordo com o que eu penso e com o que eu falo. " Né?
Essa integridade deves trabalhar diligentemente, ou sobre teu raciocínio, ou sobre coisas fora de teu controle. Já falei aqui que a vida é trade-off: o tempo que eu passo cuidando de mim é um tempo que eu não tô cuidando de outras coisas. Eu sou o meu maior projeto.
Então, ou eu trabalho demente no meu raciocínio, ou eu trabalho com coisas fora do meu controle. Toma muito cuidado com o interior e não com o que está fora. Isto é: ou você fica com o filósofo, ou então com a multidão.
Ou você está com o filósofo, ou você está com a multidão. Vem cá, Thalis, vem cá dar bom dia, Thalis. Vem cá.
Ou você está com a sua interioridade, com os seus princípios, ou você está com o que esperam de você, com o que acham de você, com reputação, com coisas que você não controla. Atenção àquilo que tem o seu foco, né? Aquilo que tem o seu foco te define.
Eu não olho pro que você está falando, eu não olho para o que você está pensando, eu olho para o que você está fazendo a partir do que você está pensando e falando para ver se existe aí realmente coerência. Todos nós somos pessoas complicadas, dizem aqui os nossos autores. Temos múltiplas facetas em nosso interior: desejos, medos, coisas conflitantes, uma conflagração aqui dentro.
O mundo externo não é menos confuso e contraditório. Se não tomarmos cuidado, todas essas forças que empurram e puxam, né? Então, às vezes, a razão está te dizendo uma coisa, mas uma paixão está te dizendo outra.
Isso vai nos despedaçar. Você tem que decidir que parte sua você quer ouvir ou que parte do mundo você quer ouvir quando o grito está lá fora e quando a razão está aqui dentro. Não podemos viver ao mesmo tempo como Jack Hyde.
Aqui uma referência ao clássico, né? Dr Jack e Mr Hyde, aquele romance "O Estranho Caso do Dr Jack e Mr Hyde". Não por muito tempo temos uma escolha: ficar com o filósofo e nos concentrarmos arduamente no interior, desprezando os apelos do que vem lá fora, as forças que nos tiram do eixo, os elementos que tiram a nossa capacidade de refletir, ou nos comportar como o líder de uma multidão, tornando-nos o que quer que a turba queira em dado momento.
É muito interessante que, nessas filosofias helenísticas, como o cinismo, o epicurismo e o estoicismo, os filósofos nos chamam a ter vida interior e a termos muito cuidado com os elementos, por exemplo, da vida política. Porque a vida política frequentemente faz com que a gente comece a achar normal registrar a nossa existência a partir do que querem de nós, e isso é servidão do pior tipo. O líder de uma grande massa de indivíduos irracionais não é um ser admirável; ele é a representação do que existe de pior.
Ele nem é senhor de si para ser senhor dos outros. Se não nos concentrarmos em nossa integração interior e na autoconsciência, corremos o risco de sofrer uma desintegração, eu diria, corremos o risco de colapsar. Então, muito cuidado, muito cuidado com: "querem isso de mim", "desejam isso de mim", "minha família me diz que eu tenho que fazer isso", "porque os meus pais querem", "os meus filhos exigem isso de mim".
Porque, se você não olhar um pouco mais para dentro e dizer não para o que está lá fora, você acaba se implodindo. Você acaba se implodindo. Beijo grande para vocês!
Comentem aí o que vocês estão achando de tudo isso e a gente se encontra aqui amanhã. Beijão, gente!