A arma ela não dá em árvore. Droga ela não nasce no bueiro. Ela vem da onde? Quem é que permite? >> O sistema tem que mudar que vai acabar a vagabundo e vai acabar vocês que são marionetes do estado também. >> Vocês já aprenderam muito fuzil sem dar um tiro, mano. >> Eles atiraram na gente. A escolha de morrer ou não é do vagabundo. >> Se ele atirar, ele vai tomar e vai tomar Na proporção. Você tá falando coisa de superficial. Eu tô chegando na raiz do negócio. Eu quero chegar na raiz. Sou o Batata
Lamades, policial militar do estado do Rio de Janeiro, [música] há 25 anos trabalhando em comunidade e hoje tô aqui para um debate com 10 os crias, 10 rapaziada que mora dentro da comunidade, 10 favelado. E vamos pro debate, galera. >> Mega operação na Penha foi um sucesso ou não? Boa noite. >> Boa noite. Eu me chamo ISM e eu não acho Que essa operação ela não foi nenhum sucesso, nem um fracasso. Eu acho que para poder ocorrer uma operação, uma mega operação dentro da comunidade, primeiro tem que acabar com os políticos, porque eles sim são
os maiores traficantes, os maiores bandidos que a gente tem no Brasil atualmente. E quem discordar disso é maluquice, porque a arma ela não dá em árvore. A a droga ela não nasce no bueiro, ela vem da onde? Quem é que permite? Então, >> e voltando Yasmin, por que que você acha que a operação não foi o sucesso? Porque você, isso aí você não falou, >> você falou que tu acha que o político tem que matar o político, sei lá, pegar o político, eliminar o político, isso aí não tá desconexo. O que que você acha que
a operação que ocorreu, a última operação no complexo alemão não foi um sucesso? Por quê? Porque, primeiramente, todo mundo vê Diariamente que as armas dos policiais são bem inferiores a dos bandidos. Se você passar por qualquer viatura da polícia que seja, a arma do polícia lá tá só a mela bosta toda enferrujada e o dos policial tá lá, mano. Papo até dos caras tá usando drone com granada. Então, tipo assim, de novo, para defender o meu ponto, quem coloca a arma dentro da favela é o político. >> E por que que não foi um sucesso
se nós estávamos inferior? Por >> se a gente tinha inferioridade de armamento, [ __ ] foi um sucesso. [ __ ] foi um sucesso. Podia até usar aquela mulher da plumagem vermelha, podia até atacar pedra que a gente ia ganhar. Ué, se a gente tava inferioridade, o lance é ganhar. Eu quero saber com você por que tu acha que não foi um sucesso. Até porque a grande população da onde você mora disse que é um sucesso. Pá, >> morreu, sei lá, 100, não sei quantos bandidos. Se você entrar lá agora, tem 200. Então não fez
diferença nenhuma. De novo, para poder acabar com o tráfego, tem que acabar primeiro com quem fornece as drogas e as armas. Ponto. >> Boa noite, batata. Meu nome é Hul Chile. [risadas] Eu sou cria da do complexo de Israel, né? Sou cria ali da cinco boca. E eu acho assim, batata, que da mesma forma que os bandidos, eu vou chegar na pergunta, vou responder a sua pergunta. Da mesma forma que os bandidos são uma marionete para um sistema, a polícia Também é. Por que que você é a polícia? >> O que que tem isso a
ver com a pergunta? >> Calma, eu vou te responder. >> Porque eu sou polícia que eu fiz o concurso. >> Não, mas você tinha um sonho, né? Calma, você tá entendendo o que eu tô falando? >> Você é polícia porque você tinha um sonho de ser polícia. >> Não tinha nada. Tinha fome. Tinha >> fome. Eu acho que acontece. Por que que essa mega operação não foi o sucesso? Porque não é morrendo bandido e morrendo polícia que vai acabar, que vai acabar o o o tráfico, que vai acabar a violência. O que que o Estado
tinha que fazer é educação secundária. Educação primária é do pai, eu sou pai, eu educo minha filha. Educação primária, o estado tem que dar educação secundária. Então, o que que o por que que é um por que que é um fracasso a polícia morrer numa operação e o bandido morrer também? Porque falta cultura, falta educação. Se A gente mexer nisso, se o estado investir nisso, não vão ter traficantes para você ir lá matar, não vai ter bala chegando até você. Então não é um sucesso morrer 100 pessoa. Cara, morreu gente do BOPE, morreu, morreu o
policial. Você acha que é um sucesso? >> Acho. >> Você acha que é um sucesso? Morreu teu amigo. Morreu o seu amigo? >> Acho. Acho. >> Por que que você acha morreu o seu Amigo? Você não acha que, tipo assim, cara, é um fracasso ter uma operação morrer 100 pessoas, 100 traficantes e quatro polícias, mas sendo que a culpa é a falta de educação secundária, é a falta de educação que o que o estado não dá atenção. Hoje em dia tá até melhorando, mas antigamente não tinha saneamento básico na favela. Não, irmão, claro que eu
acho que é um sucesso a operação. E se foi um sucesso. O fato de ter morrido um policial militar ou dois Ou três, >> não quer dizer que é um insucesso. A operação é triste pra gente. É triste pra gente. A minha função, eu não vou lá dentro da comunidade trocar flores com cara que segura um fuzil. Eu posso morrer, parceiro, amanhã. E o fato de eu morrer não quer dizer que eu não possa morrer. Eu troco o tiro. Assim como você se suja de sangue, você sendo um médico, assim como você pode ser infectado,
o cara que cuida do do paciente com aides. >> É por isso que eu te falei, você também é uma marionete do estado. Operação, >> você também é uma marionete do estado, batata. Deixa eu responder. Vou responder. >> Você trocando tiro com o vagabundo, você também é uma marionete. >> Se o estado, se o estado fizesse o que tem que fazer, que é dar atenção, a favela não ia ter favelado para você trocar deixa uma marionete também. >> Presta atenção. A resultante de tudo Aquilo, você dizer que faltou saneamento básico, faltou educação, que hoje o
tráfico tá lá. A questão aqui não é essa a questão se a mega operação foi um sucesso ou não. >> Nunca vai ser um sucesso. Nunca vai ser um sucesso, porque se você não morrer, tá morrendo. Tá morrendo. Cara, além dele ser vagabundo, ele é um ser humano. >> Além dele ser vagabundo, ele é um ser humano. Além de você ser policial, você é um ser humano. Se você morrer, se você Morrer, batata, se você morrer, não vai ser um sucesso. Então, se outro ser humano morrer, para mim também não vai ser um sucesso. O
sistema tem que mudar que vai acabar a vagabunda e vai acabar vocês que são marionetes do estado também. Ponto certo. >> Deixa só olhar. >> A escolha. A escolha do cara morrer ou não é sua, não é minha, nem do estado. É dele que segura o fuzil. >> Mas por que que ele segura? E por que Que ele segura o fuzil? >> Ele fuzil. Ele segura o fuzil porque ele tá defendendo a favela dele. >> Mas eu, você tá falando de coisa superficial, batata. Você tá falando coisa de superficial. Eu tô chegando na raiz do
negócio. Eu quero chegar na raiz. >> Segura, segura. Trocou. Trocura. >> Próximo tema, a operação na favela, ela é necessária ou desnecessária? >> Boa noite. >> Boa noite, Rafael. Queria darca. Batata na beds. >> Batata na beds. Aí no tema passado que tinha falado lá que o cara que escolhe se tá lá defendendo ou não. Tipo assim, eu se eu sou da cria da favela e tô ali escolha minha. Se tu é policial e quer ser marionete, a escolha é sua. Certo. Sabe por causa de que eu não acho que não. Eh, como é que
eu posso falar? Falando assim, ó. Lá lá, lá lá. Mano, a operação não é necessária na favela, ação é necessária nas fronteiras, porque na favela vai morrer, vai voltar e não vai dar em nada. >> Eu vou te explicar por que é necessária a favela. >> Por que que operação favela? Nós fizemos uma operação na favela do Comando Vermelho, aonde era o quartel general do Comando Vermelho. Você sabia que o Comando Vermelho invadiu a pedreira? >> Mas aí, >> você sabia que a Comando Vermelho invadiu a pedreira? Matou uma mulher dentro de casa com 200
homens. Você sabia que o Comando Vermelho invadiu todo o Jacaré Paguá? Você sabia? Sabia. >> Então se faz necessário, sabe o quê? a operação, porque se não houver operação, o que que você vai fazer com a quantidade de fuzil que tá lá dentro? Eles vão entregar na tua mão. >> Ah, o comando vermelho invadiu a casa da mulher. Já é. Mas aí na operação lá da Penha, o o delegado tomou tiro, invadiram a casa da mulher, deixaram a casa da mulher cheia de sangue, com bala, quebraram a parede da mulher. Quem vai lá consertar a
parede da mulher? O estado vai lá consertar. O bandido vai consertar morador. Mas é porque quando só tem operação que você tá falando. Sabe por quê? Porque semana retrasada morreu uma mulher com três tiros na cabeça na entrada do Salgueiro, uma filha de 4 anos no braço e o tráfico que Matou. E ninguém perguntou para ela quem vai dar mamadeira pra criança de 4 anos. Você sabe o que que eles fizeram? Mataram o cara, jogaram. Policial leva policial pra favela também. Policial leva para fuzil pra favela. O bagulho tá errado. Operação, mano, tem que fazer
operação nos grandes, no estado grande. O que eu tô perguntando para você é o seguinte. >> Tá bom. dos dois lado errado. Eu falei os dois de lado errado, mas operação na Favela não dá em nada, mano. >> Não dá em nada. >> Claro que dá. >> Claro que dá. Você sabia quanto da população hoje é favorável operação? Você sabe qual sensação de segurança hoje que o estado conseguiu implantar nas pessoas? >> Boa noite, batata. Eu eu sou totalmente contra, entendeu? Operação na favela por falar os meus motivos. Primeiro, morador. Primeiro, morador. Morador Sofre demais.
Primeiro as casas dos morador que vocês entram, quebra tudo. Carro, moto, bicicleta, moto de cara que roda no Uber. Vocês vem com cabeirão com Não quer saber de quem é o Chito. Vocês quer saber de sair passando por cima. Entendam o ponto de vocês. Claro, vocês não tá, vocês também não sabem quem é quem, mas eu acho que nessa refém aí os morador fica, entendeu? Totalmente. Não tô a favor de nada, mas eu tô não tô a favor e nem Contra. Sou certo. Eu acho que operação na favela eu acho necessária. Eu acho que porque
você não faz operação nos aviões que vem droga, no nos nas barreiras, porque até então, até onde que eu sei, a favela, né? Não, não vai na barreira, não buscar droga, buscar armamento. Sim, chega lá. Então foi intermédio de vocês que vende e faz chegar lá. Certo? Esse é o meu ponto de vista. >> Você tá falando que eu sou matuto? >> Oi? >> Você tá falando que eu sou matuto? >> Não, não tô falando que você. Eu tô falando com qu o estado, né? Automaticamente. Deixa eu te colocar só por dentro de uma parada.
Da onde que vem a cocaína? >> Da fronteira. >> Da que fronteira, [ __ ] A fronteira não planta nada. >> Ué, vou então, mas >> vou cair na vind da Colômbia. >> Então, mas para chegar aqui foi vocês que liberam, porque eu não libero. >> E eu libero. >> Ué, >> vocês não. Quem libera a fronteira? >> Ué, eu não sou. >> É PM. >> Ué, vocês, vocês governo que libera. Vocês sabe quem entra e quem sai. Se vocês não, se vocês deixam passar, não é culpa mim, nem culpa de que mora na papela.
Sei que chegou lá. Isso é lítido Que chegou. Não, não, >> chegou porque você, alguém comprou. Vamos lá. >> Só vou dizer uma coisa para você. >> Você tá falando de opressão de morador. >> A sua, a sua falácia é besteira. Mentira. Mentira. Populismo. Conversa fiada. Sabe por quê? 97% hoje da população que mora dentro da comunidade afirmam que é melhor a operação. Sabe por quê, parceiro? Sabe por quê? Porque um gás que custa R$ 95, ele paga R$ 150 Pro mesmo traficante. O a gatonete que ele paga R$ 100 hoje, a Oi não pode
entrar lá dentro. >> Eu quero saber. Sim. Tá OK. É o que você tá falando? você deixar eu responder o que você afirmou. O mesmo morador seu que você tá alegando, que tá se sentindo oprimido, é ele que tira o trilho todo dia para chegar em casa. Ele não recebe uma carta em casa. Sabe por quê? Porque tudo que ele compra tem que ir para algum lugar para entregar ele. Ele não Recebe sabe o quê? Nem uma visita. Nenhuma visita, porque os traficantes, se estranhar uma visita dele, eles furam o carro do cara. Eu discordo.
>> Eu discordo. Totalmente discordo. >> Próximo tema. O crime nasce do mal ou da falta de oportunidade? >> Boa noite. >> Boa noite, meu amigo. Tudo bem? >> Então, batata. A gente vai partir de um de um certo ponto que eu me incomodo muito como cria de favela. Eu sou cria Da favela do Dick Jardim América. E a verdade é, o estado não gera a oportunidade, por mais que o favelado não tenha a oportunidade que ele deve criar, porque eu sou cria de comunidade, eu sou cria da favela do Dick, eu sou cria de Jardim
América, >> eu sou cria. >> E eu tô onde eu tô alcançando meus meus objetivos, vencendo na vida, sem ajuda de ninguém, a não ser dos meus pais, dos meus irmãos, da minha família que foi lá E me apoiou e falou: "Ó, vai estudar". Porque o estado o estado nunca me deu nada. >> E o fato do estado não te der nada faz com que você entre pro crime? >> Não, mas é justamente isso. >> Mas eu tive uma família que soube me instruir. >> Obado. >> Quantas quantos moradores de comunidade aí não tem o
pai, não tenho a mãe. O pai é alcólatra, a mãe é drogada. Ele vai Ver aonde a possibilidade de vencer na vida? No amigo que tá ali, ó, portando de cordão de ouro. Não, não, não. Deixa eu terminar. Deixa eu terminar. >> Claro, pô. Você vai falar só um minuto, deixa eu terminar minha minha minha tese. A situação é a seguinte, ele olha pro cara da comunidade que tá passando de 100 da bruta, ah, acelerando lá, cordão de ouro, sensação de poder, um monte de mulher em volta olhando para ele e falando assim: "Esse cara
é o Cara, esse moleque que não tem uma base familiar e um apoio do governo com projeto social, com trabalho dentro da comunidade, com trabalhos de fé, seja cristão, seja espírita, mas trabalhos que sejam proporcion pelo governo. Essa criança ela vai olhar para quem? Crime. Sim, sempre. Essa criança da comunidade ela sempre vai olhar pro crime porque eles estão com poder. O poder paralelo não deixa de ser um poder. Um poder paralelo ou um poder que vem do estado, Um poder legal, ambos são poder. E a sensação de poder é o que vai levar ele
a querer tá ali naquela situação. Deixa eu explicar uma coisinha, guero. Eu vim da comunidade, cara. Existe uma coisa chamada caráter. Independente onde tu esteja, você pode ser pobre, você pode ter pai separado, você pode ser um mendingo, mas se você tiver caráter, ele é inabalável. E presta atenção no que eu vou dizer. Mas você sabe que que fica impregnando o a Cabeça do jovem dos meninos? Sabe quem é essas mesmas coisas, essa ideologia, essa bandiolatria quem prega são os mesmos MC que são endeusada? >> Não, não é bandiolatria. Não é bandiolatria. >> Se você,
eu deixei você falar. >> Tudo bem, pode continuar. Pode continuar. >> Ela é pregada todo dia, >> mas sem falar. Esse papo que a favela venceu, que eles vivem encantando, é uma Mentira. Sabe aonde a favela venceu? Favela venceu comigo. Sabe por quê? Porque eu sou filho de pais separados. Meu pai separou, eu tinha 10 anos de idade. Eu trabalho desde os 13 anos com carteira assinada, que na minha época podia assinar. E eu tenho também vim de comunidade pobre, com dificuldade. Perto da minha casa também tinha boca de fumo e nem por isso eu
virei vagabundo. E eu vivia mais na rua, talvez com qualquer um outro. Beleza? >> Então, existe uma coisa, meu amigão, existe uma coisa. Existe uma coisa chamada populismo e mimimi. Uma realidade é o seguinte. Você sabe porque muita gente também vai pro tráfego? Porque é fácil, porque é mole, porque é bom. Sabe por quê? Porque o que é fácil, o que é fácil, parceiro, é querido por todos. >> É exatamente é o que você falou. É porque ele não não soube falar da forma que eu falei. Isso aí que ele falou é o Que eu
falei no início. A educação primária da favela é precária. Você vê muitas mães solteiras, certo? E isso é culpa de quê? É culpa do favelado, >> não da educação. >> Isso é culpa do favelado. Você acha que você e o e o varegista que tá lá não são a mesma marionete? Não sabe o que que a polícia tinha que fazer, batata? Hum. >> A polícia tinha que viver igual essas polícias de interior. Mas não, o estado Não quer isso. Você, parabéns por ter saído de comunidade e chegar onde você chegou, mas você é de um
e 1 milhão. Você fez isso porque você é um e 1 milhão. Meu nome é Hul. >> Ô Hulk, você tá ciente do que o tráfico tá fazendo hoje para você dizer que a operação não é bom? Ô, ô, bat, eu não tô, eu concordo com você de que mortas por dia terra de traficante. Você sabia que o comando vermelho a última comunidade com a culpa não é do Favelado. É isso que eu quero que você entenda. Não é culpa do varegista que tá lá. Favelado morreu. >> Então, mas isso é um sucesso. E >>
qu favelado morreu, >> [ __ ] Mas isso é um sucesso. >> Claro que é, >> [ __ ] Gente morrer é sucesso aonde, cara? nem para você e nem pra gente. O estado, o resultado morte, o resultado morte, ele não não dignifica o fato da operação ser um sucesso ou não. Sabe por Quê, meu amigo? Sabe por quê? Porque se você analisar o cenário do enfrentamento da guerra, >> então o que que a gente tinha que fazer? >> Qual o efetivo da polícia hoje? Por que que ao invés de >> 42.000? Por que que
ao invés desses 42.000 entrar metendo bala, não entra os 42.000? bala os 42000 entra na favela dando cultura. Por que você não faz isso? Ia mudar, mas ia mudar. Pode entrar, >> mas ia mudar, meu irmão. Se a gente quem planta o bem colhe o bem. Se você plantar o bem, você vai colher o bem. Se você chegar lá metendo bala, você vai ser recebido lá. Como? Batata. Tu planta bem? Todas vezes tu plantou bem na favela? Que que tu já fez pro favela? >> O que? Batata. Teu nome é batata da mim. Por porque
tu foi lá no morro dos macacos, pegou uma do meu tamanho e ficou se exibindo. Isso é maneiro. Isso É plantar. É plantar alguma coisa. Isso é bonito. Isso é bonito. Sobe a favela dan educação que ninguém vai te dar tiro. Minha parte. Não é a minha parte. >> Olha só. >> Não é a minha parte. >> E isso é uma culpa do estado. Isso é culpa estrutural. Isso é culpa estrutural. >> Estrutural há quantos anos? >> Há muitos anos. Isso que a gente faz, Olha só, batata. Batata. Se você, se o estado tivesse dado
o que tem que dar para pessoa, não ia ter isso. E aí tem que faz o que agora? Não deu. >> Então, então que você faz sem dar >> sobe porque que pega o efetivo. Então, mas mas isso é culpa do favelado. É culpa do favelado. >> Aí por causa disso tem que entrar e matar 100. >> Solução. >> É isso. >> Me dá a solução. >> Pergunta por causa disso tem que matar 100. >> Tem que até 1000. Isso é um sucesso. >> Isso é um sucesso. Parabéns para você. >> Quando tem operação, quem
sofre mais, bandido, morador ou policial? >> Todo mundo sabe, né, gente? Quem que sofre mais nessa guerra toda. Eu só gostaria de falar uma coisa. Eu considero uma missão bem-sucedida a missão que fizeram lá na casa do amigo Do Bolsonaro, vizinho dele, que aprenderam cento e poucos fuzil sem dar um tiro. Um tiro. Sabe quantos foram mortos? >> Hum. >> Lá no complexo da Penha? 121.000. >> Não, 121, >> desculpa. 121 mortos. >> Certo. >> Você tem noção? E quem vai me falar que no meio dessas pessoas todas não tinha gente inocente no meio? 121.
Bora Contar. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10. Você tem noção >> a onde eles foram mortos? >> No complexo da Penha. >> Não, o complexo é muito grande. Local >> na mata. Os 50 copos >> todos. Você tava lá para ver todos mortos na mesma hora. >> Os 50 copos que foram colocados lá embaixo na praça pública, eles estavam como, >> amigo. Isso é sucesso para você? >> Estava como? >> Me responde você. Perguntando. Eles estavam como de cueca. Aquilo ali era o quê? Estava numa sauna de banho, numa piscina. >>
Aí se eu tiver mortos é maneiro para ver. >> Você sabe por que eles estavam de cueca? >> Porque eles estavam com roupa camuflada. Eles estavam com equipamento de guerra. >> Isso é sucesso para você? >> Sim. Toda vez. >> Para mim sucesso é lá que fizeram na casa do Bolsonaro. Pô, >> toda vez >> fuzil para [ __ ] aprendido. Vocês aprenderam 93 fuzil na operação. Você tem noção? >> Tod sim. Vocês já aprenderam muito mais fuzil sem dar um tiro, mano. >> Eles atiraram na gente. >> Ah, então o conceito é esse, né?
>> Sim. >> É, quando é amigo de vocês, vocês vai Lá. Oi, amigo. Tudo bom? Eu vim aqui pegar o fuzilzinho. A escolha, a escolha de morrer ou não, a escolha de morrer ou não é do vagabundo. Se ele atirar, ele vai tomar e vai tomar na proporção. E é como tomou. E é assim que tem que ser. Agora se ele não atirar e botar o fuzil no chão, vai ser preso. Como os que se renderam dentro de casa e ficaram lá, ó. Filma aí, tia, filma aí. Esses foram presos. Agora o que deu tiro
tomou, [ __ ] E tomou bem tomado. E tem que Tomar mesmo. E posso te falar uma coisa que talvez você não tenha conhecimento. Morreu quase ninguém. Porque pela quantidade de homens que correm para mata e pela extensão de terra entre Vila Cruzeiro, Chatuba, Sereno, Fé, Fazendinha, dentro dessa comunidade toda, se você analisar, correm 400, 500 homens de fuzil na mão. >> Bandido, mas bandido, qualquer um ser, pode ser bandido. Você falou que para Você ser polícia é só você chegar e fazer um um concurso público, [ __ ] Entendi. Não entendi. Entendi. Sim. Se
você fizer concurso, você vai ser policial. Basta você fazer concurso. >> Vai ficar falando merda no microfone no podcast. >> Eu falei merda para você. >> Falou. >> Olha, se você pegar e separar e ver quem falou mais merda, você ganhou de mim de longe. >> É, >> voltando no tema aqui, quem mais sofre na favela, com certeza é o morador. A partir do momento que a polícia já entra atirando, isso é uma verdade e já entra com truculente. Já entra o quê? >> Atirando. Com certeza atirando, pô. Inclusive, porque eu já passei por isso,
eu moro dentro de favela, já passei por isso. Inclusive, outra vez eu quase morri. Tive que me jogar na moto dentro da padaria, senão ia morrer. Porque eles Viraram o becco já atirando do lado. Não tinha ninguém nem na boca. >> Ninguém na boca e atirar. >> Já chegaram atirando, atirando para cima na reta. Pô, onde eu moro é uma reta. Eles chegaram atirando. >> Se eu te contar uma parada, >> na última operação do complexo alemão. >> Uhum. >> Descendo as viaturas na Lobo Júnior. Você sabe onde é Lobo Júnior? Tô bem. Não sabe?
Sei. Com certeza. >> Descendo na Lobo Júnior. Você sabe qual a distância de lá pro morro? Hã? descendo a a Lobo Júnior, um comboi de viatura. Eles tacaram o pau na viatura. Tiro para [ __ ] Tiro. Escuta, uma viatura do 24º Batalhão tentando sair da linha de tiro, fez uma manobra excessiva e tombou. Tombou na Lobo Júnior, parceiro. Eles não tombaram porque tava dando cavalinho de pau, não. Não tombaram porque gostaram, não. E outra coisa, essa Falácia, essa afirmação sua, >> afirmação >> eu aviso para você >> que ela não tem consubstância com a
operação que foi feita no complexo alemão. Porque aquilo tá falando de operação em geral, >> aquilo ali foi filmado. >> Mas aí ali é o caso. Ali é o caso. A gente tá falando de operação geral. Eu moro dentro da favela e eu falo das operações que acontecem lá do que eu Vivo e convivo ali dentro. Até papagaio fala: >> "Ah, [ __ ] mas eu tô falando porque eu vivo. >> Eu também não vivo essa realidade. >> Eu vivo ela todo dia. Eu acordo e durmo dentro dela. Eu acordo e vivo e outro, inclusive
outro dia, mano, o morador sofre. Inclusive, outro dia eu tava dentro da minha casa de manhã, porque eu trabalho à noite, assistindo filme, acordei com fuzil na minha cara e o cara Me chamando de vagabundo de safado. Por que que eu sou vagabundo de safado se eu tô deitado dentro da minha casa? Tu denunciou, >> [ __ ] Vai no para ver se tu não toma o tapão dentro da tua cara >> para ele. >> [ __ ] >> irmão. [ __ ] tu toma o tapão se ele não te passar e te jogar dentro
da vala. >> Deixa eu te falar uma parada. >> Hã? >> Afirmações. Afirmações diversas. Você pode falar que ocorre isso e eu posso dizer que não ocorre. >> Mas ocorre e todo mundo aqui sabe que ocorre e todo mundo que assistir sabe que ocorre. Falinte >> só quem não sabe disso tá ficar defendendo. Sabe que fato? >> Quantos vagabundos se esconde na casa do morador? >> Bom, da minha nenhuma. Eu posso falar, Tô vivendo na minha convivência. >> Por quê? >> Porque eles f Não, >> não é, >> mas ninguém se esconde na minha casa,
pô. Tô falando da minha vivência, >> [ __ ] Estranho. Eles entra na casa de todo mundo. Aí ele fala assim, ó. Todo mundo esse >> essa daqui não. >> Mas que todo mundo esse >> essa aqui não. >> Eu nunca aprendi um vagabundo. Eu nunca aprendi um vagabundo que ele não ter se escondido dentro da casa do morador. >> Sabe por quê? Todos eles se enfia. Como agora na filmagem você viu? 20 se enterraram na casa da senhora e obrigaram ela a se expor. Ô senhora, vem aqui filma. Quantas vezes vocês também não entra
na casa de morador, esculacha morador, tá tapa na cara de morador inocente, faz isso tudo. >> Engraçado, né? A sua narrativa já sumiu. >> Eu sou totalmente contra essa operação certa do complexo alemão por causa de que por vários motivos. Primeiro, vocês já entraram metendo bala, vocês já entraram acabando com tudo. Não queria saber de morador, de criança, com tudo. Aí é vocês que fala, certo? Mas quem tava lá viu muito bem o contrário. Vocês entraram, vocês não ligaram se tinha criança, você não queria saber de nada. >> Não, para vocês mataram >> geral, geral
geral. >> Pr mano, não tem essa, não tem essa, essa fala. Vocês sabem muito bem que vocês fizeram, vocês fizeram a lambança, entendeu? Da forma que vocês acharam que fizeram. Cidadão, quantas crianças tinha morto dentre os mortos, hein? >> Criança ninguém tá falando de criança, tá falando da operação que não foi sucesso. Chegou aqui não tá falando falando que a gente entra metendo bala. >> Entraram metendo bala. Todo mundo aqui, sabe? Todo mundo aqui mora de favela Sabe que qu >> Quantas mulheres? Quantas mulheres? >> Que mulheres? Nós tá falando de quê? Das vidas que
vocês tiraram. O depoimento aqui até isso. As vidas que vocês tiraram sem mais, sem menos. >> É lógico, pô. >> Cara, não gosto de culpar você por causa de quê? Não é um filho teu, não é um irmão teu, não é nada. Mas se fosse falar que matar para matar todo mundo faz. Agora se fosse um irmão teu, se Fosse um filho teu, você também teria fazer. Ele vive, ele vive o crime dele, [ __ ] >> Sabe que não é bem assim. >> Ele tá com fuzil pendurado no pescoço. Sabe que não é bem
assim. Não é bem assim. Ele escolheu. Você >> falar que vai matar um traficante porque o filho não é teu filho, não é teu irmão, não é sangue do teu sangue. Você mor se fosse moro. Mas se fosse teu filho, se fosse não quer saber. Se fosse Teu filho, se fosse teu irmão, você também é peça. Vou matar e acabou. Sim. Ia, atirar, se ele atirar, se ele atirar contra a polícia, ele morre, [ __ ] >> É assim que funciona. >> Porque um jovem da favela sonha mais em ser bandido do que policial. Só
o fato da gente ver esculacho todo santo dia de policial com morador já mostra que o policial ele não é o nosso herói, ele é o nosso maior inimigo. E eu quero falar isso por eh eu já vi dezenas De vezes a polícia esculachando os moleques na rua sem ter nada. Todo mundo aqui já viu eh policial, eu já ouvi alguém falar que o policial implantou a droga na no bolso do moleque para dizer que ele tava com droga, que ele era traficante, que isso que aquilo outro >> que ela que ele era traficante, que
ele tava errado, que ele é usuário, enfim, que seja. Como é que a gente quer se inspirar na polícia se vocês são os que mais dá, como é que eu posso dizer, uma Visão errada pra gente. >> Eu posso dizer para você afirmar positivamente que isso aí é falácia. Hoje eu tenho uma porrada, uma porrada de morador de comunidade que estão prestando concurso, que entra em contato comigo para saber como eles vão chegar lá. Sabe por quê? Porque eles vivem esse dia a dia. E essa coisa que você fala, quantos colegas seu que você viu
sofrer se ter um fragante forjado? Porque todo mundo fala que me disseram, que me Falaram, mas ninguém nunca apresenta um fato que ele tenha visto. O grande problema hoje é que grandes hoje grandes artista fica ganhando populismo, faz corral eleitoral e usa a favela como palanque para demonstração falsa de ideologia barata, dizendo que o crime que venceu, que eles estão na cara do crime, amrando diversos cordões de ouro, riquezas vazias, porque ninguém apresenta um profissional alismo, uma música mundana, uma música simplesmente Eh apelativa sexualmente, que você sabe que empurra o jovem pra droga e pro
sexo. Isso é o tempo todo. Eu nunca vi ninguém cantar. Bota, bota, enfia, enfia e mete a gloca em mim. [ __ ] isso é maneira aonde? >> Não tô dizendo isso que é pregado. >> É isso que é pregado dentro da sua comunidade paraas suas crianças. É, eles ensinam que a favela venceu porque eles apresentam uma moto de 200 cilindradas, eles apresentam uma porrada de ouro Comprada do tráfico. >> Tá, mas quem que permite isso ser jogado na mídia? >> Permite? Eles jogam na mídia. Então, já que já que a polícia, já que que
a nossa política ela é tão certinho, quer. Você sabe qual o problema? É a mania que tem do pobre que não cresce de empurrar o problema pros outros. os outros. Eu nunca empurrei pro estado, nem de fiquei de mimimi. Eu fui estudar e correr atrás. Todo cara que correr Atrás dentro da comunidade tem chance sim. Tem chance sim. Só que é difícil, é doloroso porque nós não temos base. Eu não temos não. É doloroso porque é difícil tu estudar 8 anos. >> Sim, é difícil, mas a gente paga imposto todo centro dia. Onde é que
tá indo o nosso dinheiro? Cadê a educação? Cadê a cultura? facilidade. >> Eu não tenho uma vida fácil. Eu trabalho e estudo para caraca para poder ter. Não Tenho, não sou. Eu tenho um exemplo de familiar [risadas] que morreu entrando na bandidagem por causa do pai dele que era policial. O pai dele era policial, metia a porrada na mãe dele, na irmã dele. Ele matou o pai dele e se enfundou na vida do crime por causa da polícia. Porque ir não, ele se afundou na vida do crime porque o pai dele dava porrada na mão
dele. E outra coisa, eu tive o mesmo problema dentro da minha casa e não sou criminoso. >> Independente, par independente. Nem todo mundo tem, nem todo mundo tem a mesma vida e nem todo mundo tem um ponto de visão. Você falou naquela hora, só voltando, você falou: "Ah, caráter não sei o que" e etc e tals. Caráter ele não enche a barriga. Caráter ele não enche a barriga, entendeu? Caráter não enche a barriga. Não enche a barriga, mas enche a forma de você ir buscar ele. Porque se você não tiver caráter, você se sujeita a
qualquer coisa. Você mora em Comunidade, você se prostituiu? >> Não. >> Você vai para dentro do bar de favela, tu faz a roleta russa? >> Não. >> Mas lá rola. >> Não, todo mundo sabe, pô. Bale de favela rola de tudo. [risadas] >> E por que que você não foi? >> Porque eu tive uma educação. >> Porque você tem caráter. >> Caráter. >> É, eu me chamo John. Você é PM. Quantos anos que tu falou? >> 25. >> 25, né? Parabéns. >> Sou militar há 30 anos. >> Beleza. A pergunta era só se você era
PM, mas tá tudo bem. Sou PM. >> Isso aí. Vamos lá. Você bota a mão no fogo por todo mundo da sua corporação? Todos. >> Não. >> Por quê? >> Vocês não têm caráter? Vocês não não tiveram a escolha de não ser pessoas ruins. Vocês não seguiram os bons costumes. Vocês não seg não são a galera que saiu do foco do problema. Por que que você então por que você não bota a mão no fogo por todo? Sabe por que você não bota a mão no fogo por todos? Sabe por quê? Porque no fundo você
sabe que às vezes é muito mais fácil a gente falar que sepou o joio do trigo do que realmente meter a mão na massa, né? Sabe Por quê? Sabe por quê? >> Você quando você disse que o caráter é que molda, a menina falou para você: >> "Você falar por mim?" >> É, então por que tu tá falando por todos? >> Então por você falou por todos os? Sim, você falou. Sabe quando você falou? Sabe quando você falou? Quando você abriu a sua boca para falar o seguinte: "Ah, eu não fiquei assim porque eu tive
caráter. O PM tem caráter, a polícia tem Caráter". Você falou, é? E você falou e você falou. Sabe por quê? Sabe por sabe porque é loucura? Sabe por é loucura? Porque a verdade é isso, né? A verdade é loucura. Então é mais fácil falar que é loucura. Então sempre vai ser uma falá >> corrupta. É por >> é [ __ ] Muito muita coisa. Sabe por eu te afirmo? Sabe por eu afirmo opção? Tem ladrão, tem usuário de droga, assim como tem vagabundo, tem safado, tem cheirador, tem vendedor de arma, tem Vendedor de droga. >>
Hã, eu sou de Jardim América. Eu sou cria, eu sou cria da Furk Mendes. Todo mundo que mora na comunidade é vagabundo, >> não? >> Assim como nem todo polícia, parceiro, é vagabundo. >> Então você não pode afirmar que todos t caráter, mano. Você, você falou, você falou, [ __ ] Aí, agora deixa eu te falar uma coisa aqui. Agora deixa eu te Falar uma coisa aqui, ó. Eu tenho 29 anos de idade. >> 29 anos de idade. Eu já fui tanto do lado ruim quanto do lado bom. >> Agora deixa eu te falar uma
coisa. Hoje eu tô aqui, não tô? >> Por quê? >> Porque você quis. >> Não. >> Porque alguém te obrigou? Não. >> Produção, tu obrigou a ele. >> Sabe por quê? Sabe por qu? Não adianta Chamar reforço não. Papel e tu local. Deixa a produção tranquila. Deixa os cara tranquilo trabalhando. Vamos conversar aqui. Sabe por eu tô aqui hoje? Porque obrigado por porque eu quando eu cheguei no fundo do poço, eu olhei para cima, eu pensei, sabe o quê? Ah, alguém vai me ajudar. Só que ninguém me ajudou não. Não, irmãozão. Não é porque eu
quis não. Sabe por causa de quê? >> Não sabe por causa de que eu cheguei Aqui? Porque eu eu percebi que tinha gente que precisava de mim. >> Quem percebe é você. Porque tu fez isso aí. E vou te falar mais. E tem outra coisa. Você falar para mim o seguinte: "Ah, a operação do complexo alemão para você foi um sucesso." >> Foi >> por quê? Porque foi >> por quê? >> Em todos os sentidos. Você quer qual? >> Quantas medalhas tu ganhou? Não, >> não, não tô atrás de medalha. >> Que que tem a
ver uma coisa com a outra? >> Quantas medalhinhas de honra tu ganhou por ter matado 128 pessoas? >> Mas era porque >> quantas quantas você ganhou? Nenhuma, né? >> Não tô entendendo. >> Que que que que a família dos policiais ganharam? >> Foi um sucesso. >> Que que a família dos policiais Ganharam? >> Rapaceiro a gente ganha sabe o quê? >> Uma bandeira do Brasil com uma boina em cima escrita. Parabéns. Você criou mais um função e era função deles. Os bandidos fizeram a função que eles estavam lá. Raz. Nós somos policial militar eles fizeram
e morreram. Então não fica de mimimi para eles. Eles fazimi tomaram o que pediram, parceiro. Igual os polícias tomaram que pediram também, né? Porque ele saiu de casa Pedindo. Olha, hoje eu vou para uma mega operação e quero tomar um tiro. Morto. Quem tá chorando me engana é você. E a família do morto não chorou não, né? A família do morto. Claro que tu não chorou, [ __ ] Nenhum era parente teu, [ __ ] >> Nem o bandido e nem o polícia. Então, tu tanto fez como tanto faz. >> É justo o pau policial
de base por ordens que vem de cima? >> Por que você segue uma ordem que vem de Cima? >> Eu sou militar. >> Caráter é esse que você molda a partir de um cara chamado Cláudio Castro? Tipo assim, >> o policial militar, ele não tá ali para moldar. Soldado, sargento, tenente, capitão, coronel, não tá ali para mudar carac >> pela saco e vagabundo. >> Pela saco e vagabundo quem tá dizendo é Você, entendeu? Isso quem tá dizendo é você. Porém, eu acho que pela saco, o vagabundo foi os que morreram, pô. Mas ninguém aqui tá
chorando me engano, não. Quem tá chorando me engano são vocês, pô. Aqui, aqui nesse debate aqui, ninguém vai comemorar a morte em favela. Só você. Ninguém vai comemorar a morte de ninguém. Ninguém comemorar. Ninguém foi para comemorar a morte de favela. Você sabe o que que foi comemorado? Uma coisa Que parte de você. Você >> sabe que que foi comemorado? Sabe o que foi comemorado? Foi comemorado é um local que há quantos anos não é tomado? >> Há quantos fuzis? Sabe o que foi comemorado? Foram 111 fuzis apreendidos. Você sabe o que que foi comemorado?
Levanta, por favor, a mão aqui >> de quem já sofreu aqui em comunidade, já sofreu uma operação, levanta a mão. Quem viu a comunidade do mesmo jeito no outro dia, >> do mesmo jeito. O crime seguiu normal. Então o que que você combateu? Que sucesso é esse? Normal sim. >> Normal. Normal não. Normal não. Você sabe qual? Você sabe onde quem foi morto entre os 121? Você sabia que o chefe do comando vermelho que comanda Amazonas foi morto? lideranças do Nordeste, o Comando Vermelho que estava no Comando Vermelho. Sabe por quê? Porque não tinha operação.
Sabe por quê? Porque estavam lá dentro. E esses caras, vocês estão Entrando. >> Polícia, com todo respeito, eu posso te fazer uma pergunta? Hã? >> Como é que uma K47 entra numa comunidade? >> Que que tem isso a ver? >> Eu tô te perguntando. >> Entra pel por via terrestre, entra entra pro carro, entra pro >> E cadê o sucesso das operações de vocês para cometer esse tipo de crime? antes da arma chegar na comunidade. >> A questão é o seguinte, você tá falando uma coisa de uma coisa de antes, >> não, porque vocês falham
falando da operação. >> Tá bom, coração. Vocês falham >> em deixar a arma entrar? Vocês falham em deixar a droga entrar e depois vocês aniquilam as pessoas. >> Não, não. As pessoas que segura elas. Você tem uma escolha, você segura o fuzil se você quiser. Se você segurar o Fuzil, você mata também se você quiser, automaticamente, se você mata, você é vagabundo sem caráter. Eu mato sobreviver. Sem caráter o cara que Sim, senhora. Sim, senhora. Porque quem atira em mim são eles. Se você não sabe, a legítima defesa são pautadas. O >> senhor sabe como
é que você pode ajudar uma comunidade? Como >> você pode fazer evento para ajudar as crianças da comunidade, você pode ajudar com escolas, vocês podem fazer trabalhos Beneficentes da polícia na comunidade, mas que que vocês fazem? >> Você pode me convidar pra sua casa para ir lá fazer um evento hoje? Pode. E por você e a polícia não podem fazer a gente paga você dominado pelo tráfico. É dominado pelo tráfico. Lá não entra nada sem eles deixarem. Eles tomaram aquela merda toda e só entra bastala. >> Mas se vocês têm tanto poder assim, se vocês
tão são tão [ __ ] quanto vocês dizem, por que vocês já não controlaram Essas áreas faz tempo? Porque toda vez a troca de fil. >> Quando você nasceu, >> quando você nasceu, o fuzil já tava lá. >> Sim, >> já tava lá. Isso não é de agora. Operação precisa hoje. Sabe por quê? Sabe por que que a operação tá acontecendo hoje? Você mora em que comunidade? >> Complexo de Israel, cidade alta. >> E complexo de Israel. Você sabia que as Cinco boca não tinha boca? Você sabia quantos aninos você tem? >> Tenho 22 anos.
>> 22 anos. Você sabia que há 10 anos atrás, quando tu tinha 10 anos, tu brincava na cinco boca e não tinha boca? >> Não, eu brincava na cidade alta porque eu sou cria alta. >> É mentira, pô. >> Eu trabalho, [ __ ] Eu moro lá, >> irmão. Presta atenção. Qualquer viatura andava na Porto Velho. >> Aham. >> Hoje você sabe o que aconteceu? Existe barricada Porto Velha. Sabe por quê? >> Porque tinha uma boca, sabe aonde? Na [ __ ] Pau >> que sabe quem pegava? Era simplesmente uma viatura com dois homens. >>
É, eu não quero saber da vida desses carruinha. >> Na Orique também não tinha fuzil não. Não tinha arma pesada não. >> Hoje você sabe o que que tá acontecendo? O vagabundo tá patrulhando até a Lobo Júnior tiraram todo. Não, não é assim, [ __ ] [ __ ] até a verdade, >> porque a sua polícia é fraca, né? Deve ser isso. >> É fraca. Não, é por isso que tem a ver operação. É por isso que tem que operar. >> É por isso que tem que operar, [ __ ] Se não operar, ele desce
a cada dia, [ __ ] Tá crescendo na tua cara. O senhor e a mídia adoram falar do Mauro, né, do Oruan. O senhor e a mídia. Aí tu até hesitou em falar, né, que o favelado exalta a vagabunda. Sabe por que a gente exalta eles? Porque o mesmo Mauro que você adora bater, o mesmo pose que você adora bater e falar que fazem ação social lá, que dão cesta básica, que dão um dia de lazer pras crianças de lá e vocês não dão [ __ ] nenhuma. Segunda coisa, você falou que o você você
deu ti vocês deram tiro os cara que tava no Porque? Calma aí, tô te perguntando. Eu tô te perguntando. Tô te Perguntando. >> Fez afirmativa. >> Olha só, mas eu tô te perguntando. Você você falou, pode falar, pode falar. >> Você quer ficar pegar o podcast todo? >> Não, eu só quero, eu só quero a gente, a gente conversa depois ele fora. Olha só, >> Oran, o Oran, >> o Oruan faz, faz sim. Engraçado, né? Na última operação ele ficou dizendo que os moradores estavam oprimidos, que tava Cercando os amigos lá. Aí os amigos todos
fugiram pro morro, ninguém falou mais nada. E nessa agora eles não botaram a cara não. Sabe por que não botaram, meu camarada? Porque a própria população que ele diz que é oprimida, que é você diz que tem eles como espelho, elas foram favorável à operação. Meu amigo, >> primeiramente eu não disse nunca que ele é espelho para mim. Segunda coisa, eu falei que as pessoas admiram ele. As Pessoas admiram ele porque ele faz ação social lá. Outra coisa, você falou, você falou que a polícia dá tiro porque recebe, né? E quando vocês foram na casa
do Roberto Jeferson, que ele encheu vocês de bala e vocês fizeram o quê? Não, calma aí, vou negociar agora tu vai botar cora federal, né? >> Independente. Independente. É polícia. É polícia. É um policial contra 10 cria. Por que então quando vocês você dá tiro que você recebe tiro. Então por que que No Roberto Jefferson vocês chegaram para conversar? É fácil, né? A cor, né? A cor favelado. Vocês adoram atirar, né? Favelado vocês atiram, né? >> Então me responde por que na casa do Roberto Jeeves vocês não deram tiro? Porque vocês peida, pô. Na favelha
é mole. Na faha é mole. Na favelha é mole. É mole. Matar favelada é mole. Ourã favelada é mole mole. >> Matar favelada é fácil. Desarmado. E quando morre inocente? >> É só você que fala. Quando morre inocente >> é só você que fala. >> Oan falou que não era mole. Ou que mandou ir buscar ele em cima. Foi oan que falou que os caras era bravo para caraca. Aí depois que morreu aí não. Aí não era para ir. Segurança pública começa com fuzil ou começa com educação? Primeiramente, é a terceira vez que tu vem
aqui e fala: "Ah, que não sei o que, a música incentiva isso. Tu vê música Xingando o bombeiro, tu vê música xingando o médico, então manda a porcaria da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro aprender a fazer a [ __ ] do trabalho dela." É simples, é simples, é simples. >> É, é. Olha só, deixa eu te falar. É, parceiro. Ah, o médico, o médico não ataca o tráfico. >> O bombeiro ataca o morador. >> Tô falando besteira. Por quê? Porque você quer, pô. Porque você quer, Besteira? Besteira besteira. Tu >> quer defender
tua [risadas] raça, tua laia. Aia que nós pô. Não, não é não. Não é não. Porque tu vai fazer uma música de de polícia. Se tu falar bem de mim agora, meu amigo, amanhã de você amanhã tu morreu porque amanhã tu morre. Precisa me ameaçar não, porque eu nunca vou falar mal de você. >> Ninguém precisa me oprimir porque eu não gosto da polícia. Empressado, nunca vou gostar de você. Ninguém podear O tráfego. O tráfegoo, o gás que você compra, o gás que você compra, você tem que dar a eles. Então tu faz parte, faço
parte e não deu nada para ninguém. >> Ué, como é que é negócio? Então tu não mora na favela? >> Moro dentro da favela beira rio, Jard de América. Conhece? >> Alô. Alô, velado. Ele diz que não paga o ágil. >> Só ele. >> Só eu não. Pô, tá confundindo o quê? Ué, >> tá confundindo que tá chegando com área de milícia, pô. >> Não, não, não. >> Isso aí é para lá, pô. Para zona oeste que faz isso aí, pô. >> É mesmo. Na tua comunidade não cobra ar de boa não. Não cobra nada
de ninguém, pô. >> Meu Deus. Aonde é a sua comunidade? >> De América, beira Rio, pô. Cobra, cobra. Vamos lá perguntar se cobra. Cobra. >> Vamos lá perguntar se cobra. Eu sei que cobra. >> Cobra, p >> eu sei que cobra. >> Cobra, [ __ ] >> Eu compro gás onde eu quiser. Conheço já de América. compro fora. >> E outra coisa, guerreiro, eu conheço lá guerreiro por beco. Conheco, conhece >> tudo. >> Conhece tudo. Conhece tu não conhece nada de América. Eu comi 4 anos o gate Lá no 16. Conheço tudo >> pelo que
você tá falando conheção. Tu mora e se tu mora na Furk Mendes, comunidade >> na beira beira rio. >> Se você mora na beira rio, ali faz parte ali ou do Dick ou do lado da Fork Mendes. >> Eu moro na beira Rio. >> Acabou. Tu andou 2 m entrando pela beira. Lága >> quê? >> Nem 16º lá. >> Só, só pode ser 16º >> 41, pô. Nem sabe. Então você não mora na beira r? >> Existem muitos policiais. Bom, para mim você é moleque. Pelo que tu falou aqui já um monte de coisa que
tu falou para mim tu é moleque. Eu não te não. Eu te respeito por ser polícia, mas você falou um monte de asneir aqui. A rapaziada aqui tá todo mundo agoniado porque ninguém tá entendendo o que tu tá Falando. >> Porque geral que é homem para [ __ ] Quem são bra? >> Vamos lá, pô. Vamos, vamos pra parte do tema. A segurança pública, ela se começa com a educação, >> verdade, >> mas também com fuzil. >> Verdade. Como é que é o negócio? >> Também confusil. >> Tá. Escolhe falar. Vou vou falar, vou explicar.
>> Quando começa com a educação, se trata da comunidade. Educar quem tá lá, os crias da comunidade, a rapaziada que tá lá todo dia sofrendo a opressão do estado, que vocês entram lá chutando porta de morador, dando tiro em cachorro. Eu já vi. Eu já vi. Não, não, não, não. Você quer, você quer entrar na minha mente, na minha fala. >> Não, eu quero que tu se conserta, pô. >> Não, eu vou te falar, pô. Quando eu falo que também é feito segurança pública com Fuzil, eu quero dizer que o estado, o estado do estado
do estado da polícia, favorável. Parabéns. Obrigado. Última operação. A última operação deu certo para [ __ ] Parabu 121. Mas quando você coloca o fuzil na mão de um irresponsável, >> essa operação se torna um lixo. >> Quem é foi responsável? >> Os policiais que não são de verdade o policial que deveria ser o herói. Mas na verdade eles não são herói de nada Porque tem muito vagabundo que veste farda, que empodreceu a farda da Polícia Militar, que era uma farda respeitada para poder fazer a ruaça na comunidade, enquanto a educação não chegou. Quantas vezes
a gente vai ver aí morador sendo baleado lá na comunidade da Furk Mendes lá? Moradora foi foi baleada tomando banho, irmão. Isso é um absurdo. Mas isso é por quê? Pela falta da educação que o estado não proporcionou e por falta e por policiais incompetentes Segurando o fuzil. Mas porque foi o policial que baleou a senhora lá, >> irmão. Em várias situações acontecem >> do policial balear, [risadas] o policial incompetente que entra tirando, assim como meu, meu parceiro aqui falou >> que entraram na comunidade, você falou que é falácia. >> Claro que é, >> irmão.
É vivência. >> É vivência do cara. >> Você tá falando que não é. >> Se eu entrar na comunidade, quando eu chegar no meio da comunidade, eu tô sem bala, [ __ ] Eu sou algum doente. Se eu entrar tirando a comunidade, eu não pego ninguém. Sabe por quê? Porque a quilômetros tem radinho, tem morador que cagueta, é o mototaxi que liga para dentro do >> Então foi o incompetente que entrou tirando. Se você não é o incompetente que entra tirando, tem outros que são. Mas tô te falando, você fala, quando você olha pra comunidade,
quando você olha pra comunidade, você quer rotular como criado. Eu moro em comunidade. Tu sabe o que tu tá falando? Sou cria. Eu sou cria. Você quer falar para mim que você é cria? Você, você foi cria. Você viveu na favela. Eu cresci na favela, eu moro ainda hoje na favela. E eu te falo a realidade. A realidade do do morador é opressão o tempo inteiro. >> De quem? >> Do estado. >> Do estado. >> A gente nem ia entrar lá. >> Como não entra? Tá acabando de falar que não entra tirando. Então entra >>
para entrar. Para entrar lá. negativo para entrar lá, meu amigo, teve que fazer operação. Se o estado tá ausente, realmente, você tem uma uma razão, a ausência da educação, a ausência da educação. Porém, hoje, meu camarada, hoje o monstro tá grande e só Existe uma forma. Ele só conhece uma lei, o estanho, parceiro, a bala, porque não respeita mais ninguém. >> Não, você falou nada. Respeita mais ninguém. >> Falou do Mauro. Voruan, falou do POS, falou da operação. Falo de novo. >> O Mauro, o Mauro e o Pose são dois que tem a voz da
favela. >> Tem. >> Eles têm a capacidade de fazer o que o estado não faz. Você tá falando do Mauro, propósito. O Doca também tem. O Peixão também tem. >> Mas aí você tá falando de profissional e de marginal. Você tá falando de um cara que é bandido. >> Você perguntou se >> você falou de bandido e eu tô falando de MC. >> Eu tô falando o Oruan. E o pose como MC rapper rapper. >> Certo. Certo. >> Cara, você tem que entender o seguinte. >> O que que ele canta? >> Então, vou te fazer
uma pergunta. Ele canta música? Que que ele canta? Que pergunta? É mesmo? >> Canta música. >> É que que ele canta, >> irmão? >> Você viu? Você viu a filmagem? >> Lugar de paz. >> Tu viu a filmagem do baile deles? De >> paz. >> Centena de fuzil para alto, tiro pro Alto. Se você não sabe o que tu tá afirmando, tu não afirma. Então tu não afirma. Homem de fuzil. top um >> a porcaria. >> Ou ficou no top um do Spotify há muito tempo. Que que tem a ver isso? >> Significa que ele
não fica só falando de tráfego. >> Oi. >> Você acha que só quem consome é ele? >> Você acha que só quem consome ele? Que é só quem consome? >> Você acha? Então você acha que quem consome ele é o traficante? >> Só quem consome ele é o disse? Eu disse isso. >> Não existe operação 100% limpa quando o inimigo é o que se esconde entre vocês. >> Já vou cantar. Quem quer acabar com a guerra não quer que a guerra acabe. Enquanto isso eu debato à vontade. Qual O tema mesmo que eu esqueci? >>
Calma aí, só perguntinho. É de É de que essa é de quem essa música? Hã? >> É de quem essa música? >> Eu vi pelo UAN que você falou lá. Ol, >> mas não é dele não. Esqueci o MC. >> Aquele cantor aí gravou essa [ __ ] aí. >> Agora deixa eu te perguntar. Eh, eu lembro que tu disse que a polícia não entra atirando porque o bandido atira assim que vê a polícia. Certo. Não, eu vou chegar nesse tema. Calma, relaxa. >> Agora, eh, se o inimigo tá dentro da favela, beleza. A polícia
tá indo lá fazer o trabalho dela, né? É o que vocês para afirma. Não, a polícia só veio fazer o seu trabalho. É mentira. >> Não sei. Você não con >> A polícia. A polícia faz operação para quê? Para fazer o trabalho dela. Foi o que você falou naquela hora. >> Sim. >> Não é? >> É. E o inimigo tá dentro da favela. Hã, >> vocês sempre chega atirando. É mentira também. Vocês nunca atiram. Vocês nunca atirra. >> Então atiramos também. >> Agora vamos lá. Eu lembro há pouco tempo atrás do jovem que morreu lá
no Santo Tamaro. Foi maior trocar de tiro para [ __ ] né? Foi tiro de lá, tiro de cá. Não, não foi. Foram Não, não foi trocar de tiro. Sabe por causa de qu? A polícia entrou, atirou, viu que fez a merda e recuou. >> É mesmo, cara. >> É mesmo. >> Deixa eu te contar uma paradinha dessa operação. Fala essa piada engraçadinha. Você sabia os caras, o Você sabia que o cara que sobreviveu com tiro no peito, tomado, dado pro tiro pro traficante, você sabe quem salvou ele? >> Hum? >> O cara do Bob.
Sabe com quê? Com o equipamento do próprio BOP. Você sabe quem socorreu os caras, todos que foram Baleados? Sabe quem? O cara do Bob. Você sabia que eles colocaram na viatura e parte da população não deixou eles saírem? Aí parte da população queria que ele saísse para socorrer. Aí você sabe que os próprios moradores saíram na porrada. Você sabia disso? Você sabia que esse garoto que morreu lá no beco? Você sabe qual beco ele morreu? Eu conheço o Santamaro com o beco. Tu conhece lá? Tu conhece o Santamar? Deixa eu te fazer uma pergunta. Conheço
o Santar? Conheço o Santamaro. Agora deixa eu te fazer uma pergunta. Foi baleado. >> Sabe onde o cara foi baleado, [ __ ] Santo foi Santaro é grande para [ __ ] Acha? >> Você sabe onde ele? >> Tu acha que Santa Maro é grande para [ __ ] Ele foi se pequeno, >> mas tá falando em lugar, nós estamos falando de lugares errados porque até então sabe, cara, sabe qual o mais engraçado de tudo? É que tu conhece tudo Por beco, tá ligado? >> Vamos lá. Tu falou que conhece o Dick por bec. O
Dick só tem dois. Idade, eu tenho a tua idade trocando tiro. >> Tem minha idade trocando tiro. >> É, parceiro. >> Então tu tá 29 anos fazendo merda. >> É, parceiro. É. É para você ficar vivo. Para você ficar vivo, para você fazer sabe o quê? andar nas ruas no asfalto, porque se eu não fazer a minha merda que você tá falando, você não anda no Asfalto não, irmão. Anda nada. >> Eu ando e não é graças à polícia. Sabe por causa de quê? Sabe por causa de quê? Deixa eu te falar agora um bagulho.
>> Não é por causa de graças a mim, >> servi. Eu servi, eu servi três anos da minha vida. Sabe quantas vezes eu era parado pela polícia às 5 horas da manhã saindo de dentro da minha casa? >> Sabe quantas vezes eu fui parado pela polícia sair nas 5 horas da manhã de dentro da minha casa para ir pro Quartel? >> Ahã. Numa semana tem dias. Se eu fosse 7 dias, eu era parado os s dias. Sabe quantas vezes eu fui parado por bandidos saindo de casa para ir pro quartel? Operação de s dias. Nenhuma.
Nenhuma. Sabe o que acontece? Sabe o que acontece? No universo do Rio de Janeiro que você teve operação todo dia? Isso é mentira. [ __ ] >> eu te falo, eu te falo onde, [ __ ] Eu te falo. Comunidade da Furk Mendes, o ano era 2015. Nós tivemos 14 dias de operação direto para prender um cara que nem estava lá. 2017, comunidade da FURK Mendes, nós tivemos quatro dias de operação direto. 2015, 2015, comunidade. Deixa eu te falar. Você viu quatro anos só? Engraçado que você não deixa os outros falar. Teve quatro dias só.
>> Você não deixa os outros falar. >> Tu falou quatro dias de nada. >> Eu tô te falando os dias que eu servi, os anos que eu servi. >> 2015. 2015 houve uma invasão de facção aonde eu moro. Sabe quantas operações nós tivemos lá? Nenhuma. Sabe por causa de quê? Porque é muito mais fácil quando a PM tá sendo paga pelo outro lado também, ele se manter de fora. Vem cá, que dia que o TCP tomou for? >> Que dia que tomou? >> Ué, você conhece tudo por bem que você não conhece? Conheço. Que dia
que tomou? >> Então tu tá conhecendo a Fk errado, irmão? >> Mentiroso. >> É, eu sou mentiroso. Pesquisa aí, [ __ ] 2015p nunca tomou com Fkim. Nunca tomou. >> Nunca tomou. Eles sempre entraram, deram bicaram. Irmão, você sabe disso, >> irmão. Deixa eu te falar um bagulho. Deixa eu te falar um bagulho. Realmente o TCP nunca entrou na Fur Mendes. Foi a PM que levou eles lá para dentro. [ __ ] >> eles entraram dentro do caveirão >> lá e ficou lá dentro. >> Cara, se tu levanta a bandeira de facção é contigo. >>
Ficou lá. >> Porque deixa eu te falar uma coisa, você falou lá das cinco boca há 10 anos atrás. Lá não tinha boca, lá não tinha isso, porque era uma outra facção. Aí tu levantou a bandeira aqui mora nessa comunidade. >> Cara, deixa eu te falar. Eu conheço tudo Ali, irmão. Eu posso te falar que eu conheço tudo, [ __ ] Não é por birco não. Eu conheço por rua, por casa, cada árvore. Deixa eu te falar um bagulho. Hoje em dia a Furk Mendes e o Dick é totalmente asfaltado. Você sabia disso? >> Sei.
>> É. >> Quem asfaltou lá? >> Quem foi o traficante. >> Você passa por B. >> Não, pô. Foi eu. Foi eu, né, que meti lá Minha mão. E foi. >> Tu tá falando que o traficante que asaltou a FK. Não, pô, foi eu, foi ele, foi ele, foi ela, todo mundo. Nós fez um mtirão de obra lá, irmão. >> Tu não sabia? Tá de internet, [ __ ] Não sabe o que que deve ter sido? O dinheiro do gás, pô, que nós paga aí R$ 300 no gás, igual tu falou. Deixa eu te falar,
tu tá muito mal informado, irmão. Tu anda perdendo. Deixa eu te falar uma coisa aí, prefeito. Tu que botou um Dinheiro lá, ó. Alô, vereador. >> Você que fez o projeto lá? Tá falando um traficante. >> Deixa eu te falar um bagulho. Eles são traficantes. >> Deixa eu te falar só mais uma coisa. Eu vou encerrar. Eu vou encerrar só para Eu vou encerrar antes dos crias querer aqui acabar mais um pouquinho com a tua vida. Deixa eu te falar uma coisa. Só tá perdendo tanto teu tempo fazendo coisas extras que não é o seu
trabalho, que tu Não tá enxergando um palmo diante do teu nariz. Valeu. Boa noite. >> Eu vivo lá. Você >> tá fechado. Eu vivo lá, guerreiro. >> Fechado. >> Dando porrada. >> Dando porrada. As operações salvam mais vidas do que tira. Eu acho até engraçado a gente ter que sentar aqui, escutar um polícia falar sobre toda a vivência dele. A gente não pode nem expor, tá ligado, o que a gente realmente sabe Aqui. Queria deixar isso bem claro. Gostaria de dizer que operação nenhuma nunca vai me representar, nem comunidade nenhuma, ninguém gosta disso. Queria saber
quem fez essa pesquisa que deu 98% de morador que apoia opera ninguém. Chega na favela, mano. Pergunta para qualquer pessoa. Ninguém. >> É porque o último que falou que apoiava, não sei se você tá vendo aí nos jornais, ele foi expulso, tá? Ele foi expulso e estão querendo matar ele. Tá bom. O Único que o último que foi o morador comum que expôs simplesmente sua opinião, era a opinião dele, era particular dele, era o direito que ele tinha. Porque vocês não têm mais direito. Quem vive dentro da comunidade vive oprimido, porque você não tem direito
de nada. Tudo que você abrir a tua boca, >> o tráfico faz o trabalho do tráfico. Vocês não têm o direito de exercer o a mesma função que o tráfico. Uma coisa é O tráfego atrapalhar a nossa vida, ok? Vocês vem atrapalha também, ok? Porque a gente que tem que lidar. Não é você não, filho. Não é você que tem que lidar comooperação na favela, não. Não é você que tem que ficar tomando tiro lá na favela, não. Sabe o que tu faz? Você pegau, você pega seu fuzilzinho, faz a tua cena, se apresenta no
local, vai embora no outro dia. Tudo normal, tropa. Mudou nada. Mudou nada. >> Você que pensa que não mudou. >> Deixa eu fazer uma pergunta pro senhor. Como é que vocês são convocados para fazer uma operação em determinada favela, determinada comunidade? >> Bom, somos convocados por duas situações, >> tá? Hoje a gente analisa, né? Acredito que o auto comando faz uma análise hoje. O que justificou a última operação da mega operação foi uma uma exatamente uma operação chamada a o avanço de terra para conter o avanço do comando vermelho Que vem avançando dentre outras todas
comunidades, assim como vem guerreando hoje de outuramente no Juramento, de outuramente no fubá, deoturnamente no muquiço. Entraram muqu semana passada, entraram na pedreira, entraram no na região de Campo Grande que entraram ontem, tomaram a região da Corobinha para conter essa região e a guerra hoje, quem mora na região de Jacarpaguá, hoje a guerra constante que acontece hoje na Gardenia Azul que é Comandado pro Comando Vermelho, >> não? Beleza? Eh, e como é que procede quando vocês entrar atirando dentro de uma comunidade que tá tendo uma festa? Porque eu já vi acontecer o quê? Porque o
dinheiro ele move a polícia, ele move a política, ele move tudo, né? >> Certo. >> E como é que o senhor pode falar sobre a questão dos arregos? Porque eu já cansei de ver operação assim do nada quando o policial ele não recebe o arrego, porque Todo mundo aqui, todo mundo aqui sabe, para ter o para ter a o baile, ele tem que ceder o dinheiro pro polícia. Certo. Você tá falando, você tá falando, você tá fazendo uma afirmativa. >> Não, uma afirmativa, é uma vivência. >> Isso. Então, beleza. Você acha que o baile da
Disney paga quem? >> Ah, os polícia. O governo já dinheiro, tudo já. Então, você acha que hoje o baile da Popozuda, gaiola da popozuda lá paga quem? O governo >> não, mano. >> Paga os polícia, né? >> Sim. >> Quantos polícias foi necessário para fazer a operação? >> 2500. 00. Você pagou quem que comanda 2500 homens para ter o baile? Para você dizer que o policial que trabalha, eu comando um gás, acabou oito homens. Você acha que o traficante vai me dar dinheiro para eu acabar com o baile? Porque eu sou super homem? Não, porque
Aí você tem o seu comando. Você tem o seu comando. Eu estou falando no ponto. Eu estou falando no ponto do quê? Lá onde eu moro já aconteceu uma operação desastrosa, porque o policial ele não recebeu dinheiro. Ele recebeu a metade, deixou rolar o baile, quiseram mais, não deram o dinheiro e desceu a favela metendo bale em todo mundo. Todo mundo viu. E ninguém falou sobre isso. E eu acho muito engraçado, entendeu? Quando vocês entram na comunidade metendo bala >> e a mídia não fala, só fala sobre essas operação aí. Realmente realmente não falou porque
costuma muito que se o polícia meter bala num baile e bailear um montão de gente, minha filha vai ganhar 600 capitas de jornal, como aconteceu agora. Se você não sabe, New York Times lançou a mega operação, a ONU se pronunciou, o governo federal, STF, Congresso Nacional. Tá beleza. Mas eu quero saber porque a polícia, como você falou, né, Aí que os colegas falaram e tals, que você não representa todos os policiais, mas você veio aqui defender. >> Não, não, não é que eu represento todos os policiais. >> Eu digo para você o seguinte, todas as
instituições a corrupção, como qualquer uma. >> Mas por que que vocês não combatem essa corrupção dentro do batalhão de vocês? E não, e não, porque você lê pouco. Você sabia que a instituição que mais expulsa Membro, a instituição governamental que mais corrige é a Polícia Militar. Nenhum órgão, nenhum órgão, nenhum órgão expulsa tantos, tantos eh eh tantas pessoas que fazem parte daquela instituição igual a PM. Nem o judiciário, nem o Congresso Nacional. Aí vira Melícia. >> Não, que ele vai virar. Eu não sei. Você tá perguntando uma coisa. Isso não tem contexto que você tá
falando. Galera, valeu mesmo. Obrigado. Esse aqui é um grande episódio nosso aqui do estúdio V e prepara que vai ter próximos episódios. Valeu, galera. Se inscreve no canal, dá um joinha, dá essa força pra gente. >> [música]