Por que que as pessoas vivem vidas que não querem? Nós somos hoje indivíduos [música] em uma sociedade pós-moderna ou a sociedade líquida. Acabou-se todas as nossas crenças de possibilidade para uma vida boa. O ser humano oitocentista, ele tinha um roteiro. Se ele alcançasse esse roteiro, você viveu uma vida satisfatória. Porque não dá mais para você olhar para fora e tentar entender o Que seria uma vida boa. Agora você tem que virar para dentro. Nós temos muitas ilusões, cara. A a rede social ela tá o tempo todo tentando fazer você se sentir mal, o tempo inteiro
comparando a tua vida com a vida de [música] uma outra pessoa. Essa pessoa é mais feliz que você. Essa pessoa alcançou mais do que você. Quanto pior você se sente, mais tempo você passa na rede social. Que se você não aceitar esse desafio, você está desperdiçando o seu tempo de vida, Vivendo uma vida insatisfatória. Quando chega um paciente assim para você, um cliente, que que você recomenda [música] que essa pessoa faça? Sabe? Ela precisa se reconectar com algumas coisas que ela gosta. Qual que é o o caminho ali, sabe? Nós precisamos, estamos começando mais um
Lots Podcast. Hoje eu tenho a honra de receber Bruno Farias. Obrigado, cara. >> Muito obrigado. Um prazer tá aqui, cara. O prazer é todo meu. Eu te conheci faz Um tempo já, cara, que que que eu acompanho teu trabalho ali. Foi recomendação do Du, inclusive. >> É, >> legal. Obrigado. [risadas] >> E aí eu vejo as coisas que você posta no Twitter, eu vejo, eu te acompanho ali nas redes. Então, obrigado por ter por ter vindo aí. Trabalho muito legal. Tem empolgado o papo de hoje, cara. >> Cara, eu que agradeço. Obrigado de verdade também
pela paciência que era Para eu ter vindo há mais de um ano, né? Mas aí aconteceram algumas coisas que jogaram pro pro dia de hoje. Mas vamos ter aí um bom bate-papo. Tomara que a galera goste. >> Boa, cara. Então, você é psicólogo. >> Sim. >> Certo. E o que que você diria hoje que é? A gente tava cursando disso em off, mas eu quero que a galera saiba. Que que você diria hoje que é o seu principal foco ali dentro da psicologia? >> Então, Luds, hoje eu trabalho em quatro frentes, né? Eu tenho formação
em saúde mental. Então, como eu sou de Santos, Baixada Santista, existem muitos psiquiatras que encaminham pacientes para mim. E aí eu realizo um trabalho mais focado na psicologia cognitiva comportamental. Eu também trabalho com a psicologia focada em esquemas. Então, a minha segunda frente é a terapia preventiva, onde nós pensamos a nossa existência, o Nosso ser no mundo, eh, quem sou eu nesse intervalo de tempo chamado vida. Então, muito bacana trabalhar com terapia preventiva, a terapia primária. >> A minha terceira área são os relacionamentos amorosos. Talvez seja essa área onde eu sou mais conhecido, né, tá?
Nas redes sociais. Em quarto lugar, eu trabalho muito com casos de ciúmes. Eu estudo ciúmes há muitos anos. Eh, como eu tava falando, não existe especialização em ciúmes. Se alguém Falar que é especialista nisso, é bobagem. Mas popularmente falando, eu sou conhecido por ser especialista em ciúmes. Eu gosto de produzir conteúdos para as redes sociais porque o ciúme, cara, ele é muito desconhecido, existem muitas informações equivocadas. Então, eu acho sempre interessante compartilhar pro pessoal saber do que se trata. >> Legal, cara. Então, eh, tem algumas dessas coisas que eu já quero conversar Sobre, mas antes
eu precisava entender como é que você decidiu virar psicólogo, como é que você, como é que foi o momento ali, esse primeiro momento de graduação e que você decidiu focar nisso, como é que é, >> Luds, se eu falar demais, você me interrompe, tá, cara? Vade. >> Eh, >> eu sou filho de dois grandes guerreiros, né? Meu pai e minha mãe são trabalhadores, são gente do bem. E Eh teve uma época que eles foram trabalhar em carrinho de praia, então lá em Praia Grande, eh hoje eu moro em Santos, uma cidade bem próxima e tinha
um carrinho de praia e eles vendiam lá pro para turistas, tal, e eu não tinha com quem ficar. Então eu acompanhava meus pais, eu era bem bem pequeno. Quando eu tinha uns 12 anos, na época do inverno, não tinha o que fazer. A praia, cara, é um deserto gelado, porque não tem turista, Cara. Você coloca o carrinho de manhã e você não pode tirar. Tem a hora certa você sair dali. Então era o dia inteiro sem ter o que fazer. Eu ficava andando pelas ruas da cidade, lá naquele frio e no bairro do Boqueirão, em
Praia Grande, tinha um sebo chamado Cebo Vitória. Era uma senhorinha, dona Vitória, que montou um CEO na casa dela. E eu comecei a a frequentar lá para comprar alguns gibis. Então, comprava um, comprava dois, entregava dois para ela e pegava um Novo. >> E com o tempo >> eu acabei ficando amigo dela. Ela ela fazia questão de me fazer sentir que eu era bem-vindo ali. Ela não queria que eu fosse embora rápido, apesar de ser um garoto pobre e tal, tava lá pelas ruas. E aí ela começou a me emprestar livros para que nós pudéssemos
conversar a respeito. Eu fiz muita amizade com ela e ela tinha uma estante, cara, de psicologia que tinha um livro ali Chamado Tensão e Ansiedade. Eu paquerava esse livro porque a minha mãe, né, as as dificuldades financeiras, minha mãe falava muito essa frase: "Nossa, eu tô muito tensa, tomara que dê dê certo, eu tô muito tensa." Aí eu vi naquela capa, tensão, tensão e ansiedade. Resumindo a história, depois de muito tempo, a dona Vitória viu, né, que eu ficava sempre folleando aquele livro. Ela: "Bruno, leva, você vai gostar, você, o que você não entender, a
gente conversa". E novamente eu não queria pegar, achava que eu não daria conta e realmente não dei conta de entender o livro, mas tinha alguma coisa nele, cara, que era espetacular para mim. Então, eu cheguei na minha mãe e falei: "Mãe, sabe qual é a diferença de tensão pra ansiedade? Mãe, se se você está andando, sei lá, numa trilha e você encontra uma serpente, você vai ficar tensa, que é um mecanismo de defesa do teu corpo. Agora, se eu te convidar para fazer esse Passeio e você imaginar que você pode encontrar uma serpente e você
começar a ficar mal agora aqui, ó, na praia, ouvindo o mar, não tem nenhuma ameaça aqui, mas você imagina a ameaça futura, isso é ansiedade. E eu não sabia que era um livro de psicologia comportamental. O autor se chama Spielberg, deve ser parente lá do do cineasta. >> E então, Luds, eu acho que dois anos depois frequentando o Sebu Vitória, eu li quase toda a prateleira de psicologia Daquela senhorinha. >> Ela faleceu, então eu herdei aqueles livros todos, né? Eh, comecei a minha biblioteca assim, ela foi uma grande amiga que eu tive naquela época, talvez
a minha única amiga mesmo. E eu não queria outra coisa. Tanto é que quando chegou a época do vestibular, entrar na faculdade, eu nem anotava nada como segunda opção. Eu nasci para ser psicólogo ou é psicologia ou eu vou Ficar tentando até entrar na psicologia. Começou assim, cara. Que que você acha que hoje é o maior? A maior a maior questão da psicologia hoje assim, o que que o que que as pessoas estão mais precisando quando você vê no seu atendimento ali? O que que elas mais trazem para você? Existe um algo que aparece mais
luts, não querendo ser muito poético, mas é mais ou menos assim, a psicologia hoje ela tá muito avançada. as Neurociências estão explicando cada detalhe do ser humano. A psicologia baseada em evidência, que é uma das minhas formações também é muito legal, eh seus protocolos, suas técnicas, o seu modo de ver o ser humano. Mas a psicologia ela está cada vez mais dando uma olhada no sentido da vida. Então, é como se a vida ela fosse um pequeno intervalo entre duas escuridões. Antes de eu nascer, eu estava numa Escuridão e o mundo não sentia a minha
falta. E nós sabemos que estamos vivos caminhando para uma próxima escuridão e ninguém nem vai saber que eu existi. Então, nesse tempo que eu tenho chamado vida, esse tempo tem que ser satisfatório. Isso aqui tem que ter um sentido. E sentido são os seus valores subjetivos, sabe? aquilo que você valoriza, aquilo que para você eh é importante. Então, conseguir com a, apesar de todas as adversidades, você Construir uma vida na estrada do seu sentido, talvez esteja sendo a maior das dificuldades, a maior questão atual. Por quê? Porque as pessoas estão vivendo as vidas, vivendo vidas
que elas não queriam, foram deixados levar. Que que você acha? >> Caramba, Luds. O porquê o >> o meio digital tem alguma influência nisso? >> Porque também hoje a gente hoje aparecem muitas possibilidades de vida pra gente, Né? E talvez se eh essa quantidade de escolhas também atrapalha um pouco nessa questão do do sentido da vida. Como é que você vê tudo isso? >> É uma pergunta muito muito muito profunda, cara. Eh, a gente precisaria de muitas horas para falar sobre essa questão inteira, mas é uma questão que eu acho muito legal. Eh, essa problemática,
ela começa com Freud lá em 1929, com um livro chamado Malestar na civilização. Em outras traduções, o Malestar na cultura. Livro maravilhoso. O Freud, ele errou muito na sua carreira. Quem, quem sou eu para falar mal do Freud, cara? Mas na minha formação acreditamos que o Freud errou algumas coisinhas, tal. Mas esse livro é incrível e esse livro ele influencia muito Sigmon Balmon e outros sociólogos. Hoje Bun Shunan, Eva Ilios, Susan Maquinon. Então, por que que as pessoas vivem vidas que não querem? Eh, primeiro que Nós temos toda essa pressão de sobrevivência, essa pressão política.
Mas tirando essa parte, nós somos hoje indivíduos em uma sociedade pós-moderna ou a sociedade líquida promovida lá pelo Baumma, né? E o que significa isso, Luds? Acabou-se todos os nossos, todas as nossas crenças mágicas, todas as nossas crenças de possibilidade para uma vida boa. Então, eh, o ser humano oitocentista, ele tinha Um roteiro. Se ele alcançasse esse roteiro, você viveu uma vida satisfatória. E havia um é uma performance cultural de que o pessoal daquela época queria alcançar esse roteiro. Então era era casar, ter uma família numerosa, e deixar uma herança, enfim. E hoje tudo isso
se acabou. Então você não consegue mais falar para uma pessoa, olha, constituir uma família vai fazer a sua vida ser uma vida significativa. O cara Pode virar para você e falar: "Mas eu não quero constituir família, ele tem todo direito." O outro fala: "Olha, e eu não quero mais eh seguir essa religião. Eu quero acreditar no que essa religião diz, mas eu também vejo muito sentido no que aquela outra religião diz". E esse ser humano oitocentista, se falasse isso, ele era condenado. Hoje a pessoa tem todo o direito de de desenvolver essa própria visão. E
um dos efeitos é que nós ficamos meio Perdidos, porque não dá mais para você olhar para fora e tentar entender o que seria uma vida boa. Agora você tem que virar para dentro. E nós temos muitas ilusões, cara. A a rede social, como é muito bem trabalhada por esses autores que eu citei, ela tá o tempo todo tentando fazer você se sentir mal, o tempo inteiro comparando a tua vida com a vida de uma outra pessoa. Essa pessoa é mais feliz que você. Essa pessoa alcançou mais do que você. E Max Fisher, Ele ensina num
livro chamado A máquina do caos, que essa tentativa de fazer você se sentir mal, ela é uma tentativa de caso pensado. Pô, existem pessoas que se reúnem para eh analisar esses dados e eles perceberam, quanto pior se sente, mais tempo você passa na rede social. Putz. [risadas] Então, essas ilusões são bem complicadas, e abandonar essas ilusões para você conseguir eh se conhecer. Eu Sei que é uma resposta muito extensa, peço até perdão, cara. >> Não, por favor, cara. É aquilo que eu te falei, vamos aprofundar nessas coisas porque um podcast serve para isso, certo? Mas
se eu falar demais, faz assim que eu fico quieto, [risadas] galera. Aí, >> cara, vamos, vamos falando e a gente vai vendo até onde vai, fica tranquilo. >> Então, vamos embora. esse olhar para dentro e e conseguir se conhecer. Então, Quem sou eu, né? Uma terapia pode ajudar muito nisso para você saber quem é você, é qual é o seu projeto de vida. Pessoal, lá vai eu, Lutos do Futuro, interromper aqui esse episódio só para dar uma dica muito legal para vocês, que é a Eita mentora virtual. A Eita é basicamente um contato ali no
WhatsApp que você pode chamar ela, conversar com ela e ter direcionamentos sobre questões comportamentais tuas, questões existenciais tuas. A ideia não é ser uma Psicólogo ou substituir um psicólogo. Não é esse o a proposta, não é essa a proposta da eita, mas ser realmente uma melhor amiga ali que por acaso tem muitos conhecimentos sobre psicologia e e saúde mental, né? Então, só para vocês verem que legal que é. Eh, eu vou mandar uma mensagem aqui pra Ita e eu vou mandar ela em áudio, né? Então é um contato aqui no meu WhatsApp. Eu posso mandar
ele em áudio ou em texto. Se eu mandar em texto, ela costuma responder Em texto. Se eu mandar em áudio, ela responde em áudio. Então, vou pegar um exemplo aqui de um de um amigo nosso, que que realmente é um amigo nosso, não sou eu, mas que eu já vivei isso também. E aí eu vou vou trazer aqui para pra Eita. Eita. Eh, na minha vida eu sempre remoí muitos meus pensamentos. e minhas ações, as coisas que eu que eu fazia. Então, se eu, por exemplo, fosse ao cinema com alguma menina, por exemplo, eh E
eu eu primeiramente eu calculava tudo que ia acontecer ali, se eu eu ficava pensando, bom, será que eu cumprimento ela com a perto de mão, com abraço, com um abraço e um beijo na bochecha, com só com abraço ou enfim, eu ficava remonando essas coisas, ah, será que eu vou abrir a porta do carro para ela? Será que eu não abro? Tudo isso fica na minha cabeça e quando eu vivo aquele momento, eh, eu fico depois dias e dias falando: "Nossa, eu errei naquilo reinício, erreío, Reinício." Então, eita, o que, o que que é isso?
Como é que você pode me ajudar? Então, mandei esse áudio aqui pra Eita. E agora é só esperar um pouquinho que ela responde. E aí no QR code que tá aparecendo aí na tela, se você ler o Qcode, já vai direto pro contato da Eita. Lá você tem acesso aqui, graças ao nosso cupom de ter e um dia grátis de teste com a ET. Então faça esse teste, velho. É gratuito, a você vai gostar muito, é muito legal. Eu descobri aí, tá Ao vivo aqui num podcast com a Ana, Ana Claudani, que é uma neurocientista,
psicóloga sensacional, que desenvolveu essa ferramenta, né? E aí e na o dia do podcast que Nal me mostrou, fiquei impressionadíssimo. Depois vale até a pena vocês assistirem lá, mas vamos ver o que que a Ita vai responder aqui, ó. Ela já respondeu. Um minuto de áudio, ela respondeu, ó. Que legal, >> Luts. Isso que você descreveu é bem comum em pessoas ansiosas e super Racionais. O cérebro gosta de criar cenários para tudo e depois fica revisitando cada detalhe como se existisse um jeito perfeito de agir. Só que aí você gasta energia antes, durante e depois
da situação. Faz sentido? Esse padrão chama-se ruminação. É como um disco riscado, relembrando erros e possibilidades. Ele rouba sua paz e te impede de curtir o agora. Uma dica prática. Toda vez que perceber esse ciclo, pergunte a si mesmo: "O que de Fato aconteceu de ruim? Qual o real impacto deste detalhe? Isso ajuda a trazer pro racional e parar a autocrítica exagerada. quer tentar fazer esse exercício agora, pensando no último caso em que ficou remoendo uma situação. >> É, Du, manda isso aí pro nosso amigo lá que vai ajudar ele. Mas é isso, pessoal. Quer
recorde aí na tela, o link na descrição também para poder chamar e é faz o seu teste lá de um dia, depois me conta o que você achou. É muito muito Legal mesmo poder ficar conversando ali. Tem gente que passa horas e horas conversando com a Eita e realmente assim, a ideia não é substituir um psicólogo, uma terapia, mas é um adianto muito grande, é um uma companheira muito legal de você ter no seu dia a dia. Beleza? Vem na minha cabeça agora. Eu acho que eu vi você postando isso, inclusive me conhe parafrasear, tá?
A terapia meio que te vicia em ser autêntico, né? >> Ah, eu eu adoro isso, cara. >> E é bem isso, né? >> Nossa. Eh, e era onde eu ia chegar. A vida autêntica, ela não é uma vida impulsiva. Então, se eu subir aqui em cima da mesa, começar a dançar, desrespeitar, ah, porque eu acho isso legal. Não, não, cara. Tô sendo impulsivo. Não, tá bacana. Mas uma vida autêntica, ela seria mais ou menos o seguinte. Eh, você olhar para mim e falar: "Bruno, eu fiquei sabendo que Você tá enfrentando um problema que é típico
de psicólogos clínicos." E eu respondo para você, Lutz, mas enquanto eu respirar, é esse tipo de problema que eu vou enfrentar. Eu sei que a minha profissão, por mais maravilhosa que seja, ela tem seus altos e baixos, tem os seus desafios. Mas esse desafio eu vou encontrar somente na psicologia clínica, que se eu fosse músico, se eu fosse engenheiro, eu teria outros problemas. E eu quero viver esses Problemas. Porque se eu vivo esses problemas, é porque eu estou vivenciando aquilo que eu amo, aquilo que eu escolhi. Então, vida autêntica é você tá aberto até pro
lado ruim daquilo que você ama, daquilo que você acredita. E autoconhecimento, LS, é algo muito atrelado à nossa autoestima. E autoestima é o quanto você se valoriza, que nota você dá para você. E separando a autoestima da vaidade, a a autoestima se torna um poder. Por Exemplo, eh isso é uma dificuldade minha, sabia? Não é difícil para mim ter uma estima sem que seja um negócio que parece vaidoso demais, sabe? Ou falso demais. Entende? Ah, eu comprei. É difícil desenvolver isso, sabe? >> Essa dificuldade, Luds, é uma dificuldade e sem querer rebaixar você invalidar nada
disso, mas é uma dificuldade comum. >> Claro. >> É uma dificuldade que eu tenho na minha terapia. Eh, muitos pacientes relatam essa dificuldade, mas é um caminho que nós conseguimos alcançar. E quando você está com a sua autoestima saudável, o que que acontece? Ninguém mais tem o poder de te falar quem você é. Ninguém mais consegue eh colocar um tipo de crítica e se essa crítica não está alinhada aos teus valores, você a dispensa sem dificuldade, né? Por Exemplo, se você me indicar uma paciente, Luds, eu vou fazer o meu melhor e, enfim, eu eu
vou me dedicar bastante. Essa paciente vai parar a terapia na segunda sessão e vai falar mal de mim para você. Luds, eu tô decepcionada. O Bruno, pô, ele perdeu muito tempo, cara, querendo me deixar confortável no consultório. Ele ficou me explicando a terapia porque ele acha que seria importante eu decidir se é isso, se eu que eu quero mesmo. Ah, Eu não gostei do cara. Quando a nossa autoestima tá rebaixada e você me conta que ela fez uma crítica, eu começo a achar que eu preciso mudar. Caramba. Então acho que eu devo ser menos acolhedor.
Luds, eu acho então que eu preciso mudar o meu método quando a sua autoestima tá saudável. Luds, e que bom que ela não gostou da terapia comigo. Assim, ela estar livre para procurar alguém com quem ela tem uma conexão e e vida que segue, alguém não vai gostar. E Eu sei que eu não fiz nada de errado porque, cara, são 20 anos de psicologia clínica, pacientes que já fizeram terapia querem voltar. Eh, me indicam outros pacientes até hoje, alguma coisa certa eu tô fazendo, gosto da maneira que eu faço, acredito no que eu faço, porque
tem um detalhe, posso já acrescentar? Eh, eu sempre falo pra turma da psicologia, na nossa vida autêntica existe algo que não pode ser um Quadrinho com palavras que você põe numa parede, mas tem que ser uma crença que você coloca no coração. Todo dia. atenda o seu paciente com o mesmo amor, com a mesma empatia, com o mesmo interesse que você deseja que os seus entes mais queridos sejam atendidos por agente de saúde. Então, é mais ou menos assim, eu sou pai de dois filhinhos, tem o Miguel de 6 anos, tem o Mateu de 2
meses e os amo demais. Todo aquele clichê, né, cara? O maior amor do Mundo é isso mesmo. Mas Luds, tem dias que tem dia que é noite e você vai pro consultório, você vai atender um paciente, tem um um atendimento que é mais complicado. E é interessante você pensar, e se meu filhinho precisasse ir pro hospital e a enfermeira não tá num bom dia, o médico, a médica não tá num bom dia, eu não tô num bom dia, mas está alinhado a minha vida autêntica eu colocar um sorriso no rosto, falar: "Lutz, seja muito bem-vindo".
E falar: "Brunô, vamos lá, cara, o Luts tá aqui, vou fazer o meu melhor por ele." Por quê? Porque é isso que vai fazer eu colocar a cabeça no travesseiro e dormir tranquilo. E se a morte chegasse e falasse: "Bruno, já deu seu tempo, cara. Vamos embora. Eu tô satisfeito. Eu fiz um excelente atendimento hoje, então eu acho que eu tô mais tranquilo para ir. E esses dias difíceis, né, vão vão existir para todo mundo em algum momento, mas assim, o que permite, o que o que Possibilita que você consiga muitas vezes colocar um sorriso
no rosto ali e tal e que isso seja seja sustentável, é porque você faz algo que ahã faz parte de você, né? Algo que realmente é o que você buscou e quer, né? Que você se importa. >> Sim. Se não fosse assim, você, ah, tanto faz, vou só seguir meu caminho aqui, que é como a gente vê muitas pessoas fazendo, né? >> E é isso, Luds, que eh é um dos motivos Para índices gigantescos de depressões, anedonia, sabe aquela pessoa que ela não tá bem, mas ela está funcional, ela vai trabalhar, ela paga conta, ela
faz o que tem que fazer, ela não tá bem. E geralmente essa pessoa é muito bem-sucedida, não falta nada para ela. Você fala: "Cara, você não tá legal, por que que você não faz uma viagem?" Ele te responde: "O outra viagem, eu vou paraa Santorini de novo outra vez. Que que tem Lá?" Falou: "Cara, o que que o que que tá acontecendo? Você tinha que tomar um remédio. Luts, pera aí, cara. Talvez essa pessoa, ela escolheu uma carreira visando as questões financeiras. Talvez essa pessoa ela tenha no seu interior a vocação para algo, ela se
interessa por algo, mas talvez ela não tenha coragem de assumir que o caminho dela é outro. Então ela fica nesse caminho aqui e ela está apartada do dos seus valores. Sabe Aquela pessoa que eh chegou o final de semana, ele não quer nem saber da profissão dele, ele não quer nem saber das coisas que ele faz. E às vezes é até bacana fazer isso. Eu tô na praia e você é o psicólogo Bruno? Não, não. Aqui eu sou o Brunão. Beleza, tudo bem, tal. Tô brincando, tal. Mas quando você tem essa, esse sentimento aversivo por
aquilo que você faz da sua vida, acho que tá na hora de você olhar para dentro e tentar perceber Quais são as mudanças necessárias. Por que você acha que a gente chega nesse ponto assim? Porque às vezes eu tenho impressão que quando a gente é criança, a gente é muito autêntico, a gente meio que tem aquela e uma vitalidade assim sobre as coisas que quer fazer, sobre as coisas que interessam a gente. Isso vai morrendo com o tempo, né? >> Vai. É por isso que existe a metáfora da criança interior. Então, a criança interior é
uma metáfora, uma história Que compõe esse nosso potencial, essas forças que nós precisamos prestigiar. Um dos motivos para esse medo eh nos alcançar são os desafios da vida. A a vida realmente é muito complicada. Eh, se eu se eu hoje eh percebesse que eu preciso sair da psicologia para começar numa outra área, eu teria muitos desafios. Então não é só querer, é necessário se estruturar. E mas às vezes é interessante perceber, Sem querer ser muito radical, que se você não aceitar esse desafio, você está desperdiçando o seu tempo de vida, vivendo uma vida insatisfatória. E
será que vale a pena? Você tá mantendo isso para quê? Ah, é porque se eu tentar fazer alguma outra coisa vai ser muito difícil. Eh, eu realmente entendo, mas para alguns casos o que fortalece o ser humano é esse lado infantil, é esse lado dos sonhos, é esse lado Eh que não pode morrer em nós. E aí sim você vai escolher alguma coisa e vai acreditar 100% naquilo. E é necessário se desviar, cara, dos, é, das ilusões, que elas são muitas e elas estão sempre preparadas para te pegar. Desculpa interromper esse podcast, mas eu preciso
dar um recado muito legal para vocês. É, já tem um tempo que a gente tem uma parceria muito bacana com a Vita. A Vita é uma marca de suplementos. Eh, talvez Aí a de todas as marcas que eu já vi, a mais séria, a que mais traz eh eh quando eu olho pro pro tipo de fórmula que ela tem, a que mais traz evidências ali nas fórmulas que ela tem. E hoje a gente é parceiro delas há algum tempo. Eu tô tomando aqui diariamente eh o meu Vita 3 em um, que é um suplemento que
tem ôega-3 com enzima que é 10, vitamina D e vitamina E em um só. Então são duas cápsulas por dia que você tem que tomar e você tem aí todas e você supre todas Essas principais vitaminas que as pessoas que as pessoas costumam ter em falta, né? Aí na descrição tem o site da Vita, você escreve bhia.com.br. E lá vocês vão encontrar não só eh o ômega3 em1, que é esse aqui, que eu acho que é um suplente muito legal para você começar a tomar, mas também, por exemplo, a fórmula com vitaminas do complexo B,
então B12 e tudo mais. Eh, só para vocês terem uma ideia, hoje a gente sabe que uma falta de vitamina B12 E muitas pessoas na população brasileira t essa falta é pode gerar sintomas muito parecidos com depressão, né? Então vão ter, você vai sentir fadiga, vai sentir desmotivação, falta de energia. A falta de vitamina D, que no caso aqui tem no ômega3 em 1, é a mesma coisa. E hoje 51% da população brasileira tem essa falta, é de vitamina D. Então é algo que vale muito a pena suplementar. Hoje no nosso dia a dia, a
gente realmente não tem eh não toma tanto sol quanto a gente Deveria, né, por muitas pessoas trabalham em home office ou mesmo não terem tempo de de poder tomar um sol, ir pra praia e coisas do tipo. Então vale bastante a pena suplementar esse tipo de coisa. Hoje o único que eu tome, eu que eu recomendo você começar, eh, se você quiser, é o ômega3 em 1, beleza? Tá na descrição, site da Vita, cupom loots 10 para 10% de desconto em todo o site. Beleza? O que você acha que alguém que se identifica com essa
com essas falas Sobre eh anedonia, sobre ser funcional, mas estar deprimido, eh, insatisfeito ali com a vida? Qual quando chega um paciente assim para você, um cliente, ã, o que que você recomenda que essa pessoa faça? Sabe? ela precisa se reconectar com algumas coisas que ela gosta. Qual que é o o caminho ali? Sabe, >> Aristóteles, ele foi o primeiro a falar que é eh uma vida boa. Ele não colocou com essas palavras, né? Mas resumindo, é quando o sujeito, o ser, ele está Alinhado com os cosmos, né? com o cosmo. Então você tem que
ter um alinhamento com o cosmo. Ou seja, você nasceu para alguma coisa, é necessário você entender, reconhecer quais são os seus talentos. E como diz, né, o professor Clov de Barros, quando você reconhecer qual é o teu caminho, não vai para trás, nem para pegar impulso. Nem para pegar impulso, cara. E Luds, existem eh existem casos que são muito mais sutis do que o que a gente pode imaginar. Eh, Não é só a pessoa mudar de carreira, começar a trabalhar com outra coisa. Eh, existe um caso que é publicado, não é caso meu, né, antiético
falar, eh, um caso publicado de um rapaz que ele se apaixonou por uma moça. E esse rapaz, ele não declarava seu amor, ele não assumia a sua paixão, apesar dele falar das virtudes, das qualidades dessa moça, porque esteticamente essa menina, ela não era aquele padrão de beleza. Então ele tinha receio da Zoação, ele tinha receio de ah, a ansiedade. É, já pensou se eu namoro com essa menina e amanhã ou depois eu tenho desejo de uma pessoa dentro do padrão, tal? E então quando esse cara ele vai pra terapia e começa a a debater sobre
isso, que que você encontra? Você encontra toda uma criação familiar que preparou a mente dele. Então aquele ambiente onde esse garoto cresceu até se tornar um adulto era um ambiente muito Focado em vaidade. O que o outro vai pensar é muito importante para aquela família. E ele não tinha nem noção de que esses esquemas todos estavam operando, esse estilo de apego, esse funcionamento interno estava operando. Eh, tecnicamente falando, esse cara, ele desenvolveu um tipo de apego chamado apego evitativo. Ele quer muito vínculo com a pessoa, mas ele tem medo do vínculo. Então, ele quer, mas
não vai. Então ele quer e depois fica frio. E Quando esse cara começou a se conhecer e ele conseguiu dar um danice para essas crenças distorcidas, ele está vivendo esse relacionamento até hoje, tá muito feliz, tá muito bem e ele não tinha noção que essa ilusão o tinha abocanhado. Interessante isso dos apegos. Quais são os tipos de apego? >> Nossa, esse é um assunto muito legal, cara. Muito, muito legal. >> É aquilo que o pessoal fala teoria dos Apegos ou >> Sim. conhece. Eu só ouvi falar, não sei quais são os tipos, não sei nada
assim. Então, introduza-nos a isso. >> Nossa, eh, para trabalhar com relacionamentos amorosos e também com ciúmes, nós temos que conhecer a teoria do apego, cara. Ela é fenomenal. E resumindo, temos um camarada chamado John Bobby. Ele era pediatra e psicanalista. E o John Bobby, ele ele Pega um período na Inglaterra do pós-guerra. Então, muitas crianças em orfanatos, muitas crianças sem família e ele era um profissional com uma capacidade de observação absurda, cara. Absurda. Então, ele começa a realizar alguns experimentos. Depois de um tempo, ele tem a ajuda da Mary Enswar. É, é muito interessante que
o pessoal fala teoria do apego John Bobby, mas nossa cara, quem realmente desenvolveu a Teoria a Mary. >> Então não é legal a gente apagar as mulheres da história da ciência. Mary Enwarf, ela era uma psicóloga do desenvolvimento humano. Então resumindo, havia um experimento em que era tipo um Big Brother. A criança entrava num numa salinha assim, brincava, tinha ela os brinquedinhos, os psicólogos estavam observando, a criança não sabia que estava sendo observada e a mãe era retirada sem a Criança perceber. Algumas crianças percebiam a ausência da mãe e continuavam brincando e mostravam um brinquedinho
pra enfermeira. E quando a mãe voltava, essa criança mostrava o que tinha brincado. Ela não entrava em desespero, ela não ficava mal. Então Bob começou a pensar, ela tem certeza que ela é protegida, ela tem certeza que é amada, ela sabe que a mãe vai voltar. Acompanhando essas pessoas até a vida adulta, ele percebeu que eh essa pessoa Tinha uma visão positiva de si e do outro. é uma pessoa muito segura sobre o o vínculo, sobre os afetos que ela que ela desenvolve. Se eu puder dar um exemplo, >> claro, >> eu tenho uma amiga,
é uma psicóloga também chamada Amanda, talvez seja um dos únicos seres humanos na Terra que desenvolveu o apego seguro, que é esse tipo. Certa vez um paciente faltou, me avisou Com antecedência, tal, eu atravessei a rua do consultório para ir até uma padaria e voltando, eu dei de cara com a Amanda e ela falou: "Bruno, eu queria muito saber e desses eventos que você coloca na rede social". Falei: "Amanda, por coincidência vai ter um hoje. Eu tenho mais dois atendimentos e eu vou direto para lá. Você quer ir, Bruno? Eu posso ir? Pode. Ah, então
eu vou. Posso aguardar no consultório? Cara, ela subiu comigo, ligou pro noivo. Ó, eu tô aqui Com o Bruno, tal, porque vai ter um evento. É, foi be de surpresa. Tudo muito na boa. Então eu realizo o meu trabalho, depois tem aquele tempo de você ficar escrevendo, né? eh, documentando, guarda. Enfim, cara, ela tem certeza que ela vai chegar nesse evento e vão gostar dela. Ela tem certeza que ela será bem-vinda. Ela tem certeza que ela não incomoda. Lu, >> que loucura isso. Para [risadas] >> se você falar interessante, >> Bruno, vamos para vend de
psicologia hoje, Luds. Eu posso mesmo ir? Claro que pode. Não sei, cara. Eu acho que a galera falou para você que eu posso ir porque eles não queriam te deixar mal, né, cara? Bruno, para com isso, cara. Você é bem-vindo lá. Ah, cara, não sei não, cara. Conheço ninguém lá. Ó, esse é outro apego, OK? O apego seguro, ela ela tá de boa. Quando nós éramos Universitários, ela começou a namorar um rapaz, levou o rapaz, o rapaz, gente boa, conversou com todo mundo lá, tal. Passou pouco tempo e uma colega perguntou: "E aí, Amanda? E
o teu namorado?" Terminei com ele. Ô Amanda, sinto muito. Aconteceu alguma coisa? Aconteceu. Ele teve um episódio de ciúme. Por quê? Ah, porque eu ia me encontrar com um grupo de estudos. Então, era eu, o Bruno, o Gustavo, tal. E ele falou: "Ah, Não, só você de menina não vai não. Pera aí. Eh, não tem essa de meninos e meninas. Nós nos interessamos por um tema. Naquela época nós estávamos estudando sobre sonhos. Então, é o nosso grupo de sonhos, tal. E o cara teve um chilique de ciúme, proibiu. Não, se você for, eu vou ficar
muito irritado com você. Aí você tá ferrada na minha mão. Ela ficou bem tranquila, colocou a mão no ombro. Eu realmente acreditava que nós teríamos uma boa Relação. Mas olha, parou por aqui, tudo de bom para você. Apego seguro é isso. A pessoa não tem dependência. Ou você oferece para ela as necessidades emocionais, amor, segurança, carinho, gentileza, ou ela tá fora. E e tá certo, tá certo mesmo. >> Amanda hoje é casada, tal, muito minha amiga, a família toda dela. Então esse é o primeiro exemplo, né? Apego seguro. A pessoa tem, >> são quantos apegos?
>> Hoje temos quatro, >> tá? Então o primeiro apego seguro. >> Na sequência apego ansioso. Então a mãe saiu da sala. Quando a criança percebeu que a mãe saiu, a criança ficou desesperada e a criança gritou, a criança chorou, se joga no chão, a criança não liga pra enfermeira que tá lá, ela não quer fazer outra coisa e a mãe volta. E a criança pune a mãe, ela briga, ela morde, ela bate, aí ela ignora a mãe. Aí a Mary, opa, apego Ansioso. Na vida adulta, o apego ansioso é como se a pessoa duvidasse do
vínculo que ela formou. Então, por exemplo, ah, cara, que exemplo que eu posso dar assim pra gente acertar? Eh, Los, no ciúme tem muito de apego ansioso. Por exemplo, vamos pegar o exemplo mesmo da da Amanda. Ela liga pro noivo e fala: "Eu tô aqui no consórcio do Bruno". E o cara, ah, legal, manda um abraço para ele. Uma pessoa no apego ansioso, pera Aí, pera aí. Não, se você tá no consultório do Bruno, só você e ele. Ah, não. Nossa, tá errado. Eu tô chegando aí. Sai daí agora. Por quê? Se você ficar aí,
eu tenho chance de te perder. Aquela mãe que saiu, né, desesperado. Então é aí que começa uma traição. Você tá dando brecha, cara, o Bruno é muito meu amigo, conheço a esposa dele. Não, mas o cara é homem. Você não sabe como é que os homens são. Os caras têm que ter sai daí. Ou então tô indo te pegar. Ou Então não. Aí quando ela chega, fala: "Ó, tô aqui, tá mais tranquilo. Não, não quero falar com você". Poxa, meu, olha o que você foi fazer. Você nem se ligou que fazer isso tava errado. Tá
punindo. Ele queria tanto a pessoa por perto, ela chega, ele pune. Então tem aquela ansiedade. Eh, por exemplo, os casais iniciando. Ah, eu amo muito você. Ah, quando você me conhecer de verdade, você vai parar de me amar. Não, eu te conheço. Eu te amo muito. É porque a Gente não convive. Ó, ó, ansiedade. No futuro você vai me abandonar. Vamos pro terceiro. >> Claro. >> Apego evitativo. O apego evitativo, Luds, eh, não é porque o pai, a mãe ou o ambiente que a criança cresceu, porque tudo influencia, a escolinha, a creche, a relação com
professora, com coleguinhas, tudo isso faz muita diferença, né? A teoria do apego hoje ela está muito ampliada. Marco Calegaro, que é um grandissíssimo psicólogo e pesquisador brasileiro, ele tem um livro chamado Novo Inconsciente, que é meu livro de cabeceira, cara, de tão maravilhoso que é. E ele conta a evolução da teoria, falando também da importância dos nossos primeiros vínculos sociais. Então, olha só, eh, é quando a criança ela meio que desistiu do pai e da mãe, ela sabe que aquelas necessidades emocionais não serão atendidas. Então a mãe sai, a criança percebe e ela não se
importa. Ela continua brincando. Aí chega a enfermeira, ela brinca um pouco e já perde o interesse pelo outro adulto. Quando a mãe volta, a criança fica feliz por pouco tempo. Então, por exemplo, ah, por que que eu trabalhei muito o meu apego evitativo na terapia? Eh, quando eu era muito criança, os meus pais acordavam cedo, me deixavam em outro lugar, eles iam trabalhar, me pegavam muito tarde, eu ia para casa, Tinha coisa em casa para fazer, me davam um banho, me alimentava, tinha que dormir. Então o nosso vínculo ali, cara, não tava acontecendo. Beleza, apego
evitativo. A pessoa deseja o vínculo, mas ao mesmo tempo que o vínculo a deixa incomodada, ela se incomoda. OK? Eh, por exemplo, uma vez eu estava no meu consultório e eu percebi que a minha colega tava saindo do do consultório dela e por conhecer a colega, né, da outra sala, eu Fiz uma uma pegadinha. Eu eu saí, fiz barulho andando no corredor, chamei o elevador, mas eu entrei, fiquei esperando, o elevador chegou, ele fecha, vai embora, aí ela sai, ela toma um susto. Oi, Bruno, boa noite. Boa noite, apego evitativo, tudo bem? Então tem essa
coisa, ela gosta muito de mim, mas a aproximação incomoda. Então no relacionamento amoroso é aquela pessoa que geralmente começa muito amorosa, muito calorosa, sem mais nem Menos ela se afasta. Aí fala: "Que que aconteceu?" Aí a pessoa: "Nada, tô no trabalho ocupado. Eh, não tem alguma coisa estranha?" Não tem nada estranho, meu amor. Olha, eu te fiz alguma. Caramba, já falei, tô no trabalho. Para de me pressionar, tem nada a ver. Então, eu quero muito esse vínculo, mas esse vínculo demais, ele ele ele mexe comigo, cara. Eh, você vai me abandonar. E >> isso que
eu ia perguntar. No vínculo no Vínculo levitativo, ele se forma porque a pessoa meio que não quer ter aquele risco de estar vinculado, né? >> Exato. >> Porque quando você tá vinculado é doloroso se a pessoa parte, né? >> Exatamente. Para você evitar essa dor futura. interessante, >> porque o John Bob, ele percebeu que na nossa infância você cria uma base para vínculos, você cria toda essa base de como será o resto da sua vida. Então é é Interessante demais a teoria do apego, cara. E no evitativo você percebe que, pô, no consultório a pessoa
conta, o Luts, ele reuniu a galera, fez lá uma reunião e e como é que foi? Eu não fui. Por que que você não foi na reunião que ele que ele organizou? E aí você percebe que não há um motivo paraa pessoa não ter ido. O que acontece é que chegar lá, ver todo mundo que ela gosta, ao mesmo tempo que é legal, aquilo incomoda. E então apego evitativo. São pessoas que precisam muito, cara, da nossa empatia, da nossa paciência. É aquele famoso, eu vou, mas eu volto, sabe? para eu evitar a dor, é melhor
eu, não é que eu não vou me vincular, mas vou me vincular mais ou menos. Então, resumindo, é isso. E por último, nós temos o apego desorganizado. Já ouviu falar? Não, [risadas] >> Luds, geralmente, cara, é aquela pessoa, aquela cresceu num ambiente em que o Cuidador, ele não cuidava da maneira de vida e a criança às vezes tinha que cuidar do adulto. Então, ah, cara, tem muito exemplo aí, mas existem livros que falam de lares onde os pais abusam do álcool, onde os pais não eh ainda não aceitaram a responsabilidade de cuidar de uma família.
>> E aí o que que acontece no apego desorganizado? O adulto ele tem sentimentos contraditórios. Então, existe um conflito interno e ele funciona por esse conflito. Eh, então, então, por exemplo, eh, eu vim aqui, você me recebeu muito bem, é um cara super simpático, sabe que eu sou teu seguidor, vejo todos os episódios e a gente começa a criar uma amizade. Então, nos bastidores fala: "Bruno, gostei muito de você, tal". E e aí, sei lá, eu tô no carro para ir embora e eu começo a pensar alguma coisa ruim de você. Putz, isso aqui no
Luts não é legal. Pô, isso Aqui não é bacana. Que que teve uma vez que ele falou lá, pô, e nada a ver o que ele falou. Ludes, eu estou pensando mal de você para eu conseguir ficar longe do vínculo, que é uma coisa que eu desejo e ao mesmo tempo me amedronta. Então, o apego desorganizado, cara, é algo é muito triste quando você observa, mas é muito legal tratar em terapia. É muito bacana atender esses pacientes. Me traz mais alguns exemplos disso. Achei interessante isso aí. Me identifiquei um Pouco. [risadas] >> Uhum. >> Poxa,
cara, é muito complexo. Eu tenho até um pouco de receio. Eu eu sei que a galera que estuda a teoria do apego vai comentar: "Pô, o Bruno foi muito superficial, cara. Fui mesmo, porque não dá pra gente desenvolver uma tese aqui. Tenho total consciência disso. Mas olha só, no apego desorganizado, eh, pode ser mais ou menos, né, um exemplo Que pode caber. Imagina assim, eu, você me mandou uma mensagem, Bruno, aproveitando que você tá a caminho, para na padaria e traz a traz uma água para mim, pro Edu aí da da produção. Beleza, Luts. Vou
comprar uns pães, tal. E e quando eu chego, eu esqueci a água. E a sua reação é muito mais violenta do que necessário. Caramba, meu, você não consegue eh fazer uma coisa tão simples direito. Luts, calma, eu volto lá e compro água. Cara, Se você tivesse feito direito, você nem teria que voltar, Luds. É verdade, mas eu não fiz direito. Fica tranquilo, cara. Eu volto lá e aí você vai falar mais algumas coisas falar: "Luts, cara, pô, não tá legal, meu. Eu acho que eu vou voltar pra Sandro." Então volta mesmo para aquela cidade que
começa a me xingar e por e você chega no consultório e você fala pra sua terapeuta: "Eu não sei porque que eu fiz isso, porque eu gosto muito desse cara. E tudo bem ele Ele ter esquecido a água, ele voltava lá e comprava. Não, mas por que que você teve esse perfeccionismo de você julgar o cara? É porque eu não sabia que eu ia gostar tanto dele. Eu não sabia que ele se tornaria um grande amigo meu. Isso me amedronta. Então, para eu não ser abandonado, para eu não me decepcionar, essas reações podem ser um
pouco mais e um pouco mais que assertivas. Enfim, esse pode ser um exemplo que cabe no apego desorganizado. E >> como que surgiria esse tipo de apego? Logo você deu o exemplo da da criança que da do da mãe que sai e e qual como que seria o do do do desorganizado? >> Eh, >> na infância ou na escola ou com os pais? Luds, eh, um caso real que não é de paciente, é uma pessoa que eu conheço. Eh, desde novinha, assim, o pai dela abandonou, o pai dela foi embora, ela ficou sendo cuidada só
com a mãe. Quando ela percebeu que o pai não morava mais No apartamento dela, ela entrou em pânico, porque ela não confia na capacidade da mãe para cuidar dela e da irmã. Então, para você ter uma ideia, eh, em Santos, o carnaval de rua é muito legal, cara. A galera na rua lá brincando, zoando, e ela morava num prédio que fica bem na passagem de um dos bloquinhos. Então, a mãe tava vendo aquela bagunça na rua e a mãe começou a beber e ela desceu para pular carnaval e falou pra Criança cuidar da irmãzinha. Ela
era muito pequenininha para eh ficar com essa responsabilidade. E depois a mãe volta com o namorado. Então a mãe foi pular carnaval, algumas horas depois volta com o namorado. Ó, esse aqui é o, eu vou inventar o nome. Esse aqui é o Cláudio e é meu namorado. E o Cláudio vai morar no teu quarto agora. O teu quarto é o quarto do Cláudio. E mãe, pera aí, você não conhece esse Cara? Então dentro de casa ela começa a proteger a irmã. Pô, quem é esse maluco? Então, e caramba, a mãe ela não fez a compra
do mês. Eu, criança, tenho que me preocupar com isso. A mãe tá gastando muito mais em bebida, não vai ser o suficiente para comprar comida. Então, a criança ela, então ela começa com esse e com esse misto. Eu amo minha mãe, tenho raiva da minha mãe. Eh, ela deveria cuidar de mim, agora eu tô cuidando. Cara, desorganiza, Desorganiza, cara. Chega na vida adulta. Eh, e aí você vai pular carnaval? Por quê, cara? Acho que eu não tenho direito de pular carnaval, não? Ei, calma. Não, eu tô calma. Por que que você perguntou? Você quer que
eu vá embora? É, se é para fazer pergunta idiota, vai embora. Eu vou, vou embora. Depois, Bruno, desculpa, tava nervosa. Por quê? Pela tua pergunta. Você ficou nervosa porque eu perguntei, vamos conversar, sabe que eu sou Psicólogo, amo muito você, temos que dar uma olhada no apego desorganizado. >> Fica fica muito caótico, né? a a sociabilidade da pessoa com com esse tipo de apego, né, >> cara? Se eu puder dar um dar um exemplo talvez até mais eh mais certo, é provável que nas relações sociais, até mais superficiais, você não perceba o porque o apego
é um modo como a pessoa funciona internamente para buscar e manter os vínculos. Então, superficialmente você não percebe. Agora, experimenta namorar com essa pessoa, experimenta ter uma uma experiência amorosa, aí os apegos vão aparecer, cara. >> Cara, muito interessante, cara. Antes da gente continuar, deixa eu te dar um presentinho, >> do nosso patrocinador aqui que é Insider. >> Adoro Insider, cara. Adoro. Obrigado. >> Então, você já experimentou? >> Sim. >> Então, ela é boa de verdade, cara. Fala aí pra gente se ela é boa de verdade. >> LS, ela é muito [risadas] Eu eu realmente
gosto, cara. Cara, pois é, >> eu moro numa região muito quente, muito, muito quente, cara. Então você tem que pensar bem na roupa que você vai usar para ir até a padaria e voltar, você vai suar, tal. A Insider é muito confortável, dá para você, cara, você Não tem dor de cabeça. Eu gosto muito da marca. >> Isso aqui é legal, cara. >> Tem várias peças, né, >> cara? Eu eu falo pro pessoal que mesmo se Insider não patrocinasse aqui, eu enfim, eu recomendaria para todo mundo e só usaria ela, porque eu não consigo mais
usar outra roupa. É sensacional mesmo. E pra galera que quiser experimentar, né, conhecer a marca ou então eh aumentar a tua coleção agora Durante essa semana, né, do da postagem desse episódio que a gente vai postar na segunda-feira. Isso. >> Então vocês podem sair numa segunda-feira durante toda essa semana tá rolando a Black Week da Insider e aí com o nosso cupom junto com as promoções estão rolando lá no site da Insider tem essa vão chegar até 70% de desconto. Então a melhor época do ano para adquirir os insider é durante essa semana que sai
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vejo falo: "Meu Deus, que perigo que é isso?" Tem coisas que não fazem e você v os comilhares de likes, milhões de views, fala: "Meu Deus do céu, que que não tá acontecendo", né? Mas vamos focar primeiro nos filmes ali >> e e me dá uma introdução sobre esse tema. O que que como que a gente define Os ciúmes exatamente? O que que ele é? É uma reação, o que que um sentimento? E depois a gente pode tentar começar a falar sobre algumas coisas que o que que as pessoas entendem errado. >> Sim. >> Sobre
os ciúmes, o que que é falado erroneamente na internet e tudo mais. Cara, tem muita coisa e também qual que é a relação disso com os apegos ali que a quebra achei bem interessante, totalmente ligado com apego com Esquemas. Nossa, eh, faz muito sentido, né? Está encadeado. E eu comecei a me interessar pelo ciúme quando eu fui realizar o meu primeiro atendimento em estágio. Eu nem dormi à noite, eh, ansiosíssimo, né? Estudei tantos anos para chegar nesse momento, finalmente eu vou atender. E foi um caso de ciúme. E eu fiquei, Luds, apavorado na posição de
estagiário, [risadas] porque eu não tinha noção, eu não tinha noção de que o ciúme era um tormento tão Intenso. Eu eu tinha aquela visão do senso comum, sabe? Ah, tô com ciúme por ah, o carinha lá conversou com a minha namorada. Mas, mas foi algo que me marcou tanto e depois de pouco tempo eu tive a humildade de reconhecer que eu não era capaz de atender aquela paciente. E aí eu encaminhei uma professora e experiente se responsabilizou pelo caso. E eu fiquei me sentindo, cara impostor, porque eu Sempre fui muito dedicado nos estudos e eu
não, eu não tinha nada, eu não tinha nenhuma ferramenta. Eu é zero, cara, você ter colocado um ursinho de pelúcia e o Bruno estagiário ali era a mesma coisa. >> Aí eu resolvi estudar o ciúme porque algum paciente vai voltar no consultório com essa com essa queixa. E eu não parei de estudar até hoje, cara, porque é incrível, é sensacional. Eh, nossa, é muito estimulante você estudar a Respeito e também é muito gratificante ajudar pacientes a melhorarem. Então, isso traz uma uma sensação, né, pessoal muito grande. Então, o que que é o ciúme? Ele é
um disparo emocional, é um misto emocional. Então você vai ver no ciúme a raiva, a tristeza e a ansiedade. É como se essas três emoções elas se unissem e criassem o megazord ali da da bomba atômica emocional explodisse em você. Para algumas pessoas, elas tendem mais Para raiva, outras tendem mais para tristeza, mas é esse misto que te inquieta quando a pessoa acredita que ela vai perder a posição privilegiada na vida do outro. E ciúmes são quatro tipos. Já ouviu falar sobre eles? >> Não. >> Então vamos falar de de cada um. Claro, claro. >>
Então, primeiro tipo é o ciúme exagerado ou ciúme obsessivo. Então, é aquela pessoa que ela tem ciúme de quase tudo, De quase todas as cenas. Então, o ciúme dela é exagerada, é muito forte. Nós temos o ciúme de exclusividade. Em terceiro lugar, temos o ciúme retroativo. Esse é um monstro, cara. Esse aqui, não que os outros não sejam, mas esse aqui é um Godzilla, cara. Nenhum profissional tá preparado para atendê-lo. Caso de ciúme, porque o ciúme retroativo é o ciúme do passado da pessoa amada. Então esse ciúme ele é causado, ele é ativado por fantasmas,
Por pela imaginação. E a imaginação ela é infinita, então ela pode causar sofrimento infinito para quem sofre de ciúme retroativo. Em quarto lugar é o ciúme psiquiátrico chamado de ciúme delirante. >> Uhum. >> Então são esses quatro desafios. Quer falar sobre cada um? >> Quero. Quero sim, cara. Vamos falar sobre eles. Começa pelo pelo retroativo, Se puder. Ou eu tenho que ser na ordem. >> Não, tanto [risadas] faz. Tanto faz. Coisa pelo retroativo, porque eh isso é algo que é o é o mais distante para mim, assim, não é algo que, por exemplo, eu vivi
na minha vida, mas eu vejo que muitas pessoas têm. Sim. >> Então, eh, comenta pra gente sobre isso aí. >> É que o ciúme, assim como outras patologias, eh, outras vivências, ele tem graus. Existe o ciúme normal, há controversas na literatura, mas o que que eu acredito que é ciúme normal, sabe? Um ciuminho bobo. É aquele ciúme, Luts, que você consegue com dois ou três pensamentos se reorganizar. >> Perfeito. >> E rapidamente você se reorganiza. Então, ah, você sei lá, vai eh, você semana que vem vai entrevistar a fulana de tal e ela é muito
bonita. Aí a sua namorada ou sua esposa fala: "Ai, Car, o Luts vai estar lá com ela, meu, a menina é muito bonita". Mas calma, eh, é o trabalho do Luts. Ele é, nós temos um amor verdadeiro e ele me acha mais bonita do que ela. Então, quer saber? É bobagem. Então, ó, ela conseguiu se reorganizar, ela se recompôs e tá seguindo a vida. É normal? Pode ser que sim. Agora saiu disso, vai pro síome exagerado, que é o que é o tipo um. Então, no tipo um é aquela Ansiedade. Ah, mas por que que
você vai entrevistar essa psicóloga? Ah, porque ela é especialista em tal coisa, mas o cara lá também é. Chama o cara. Não, LS, se você quiser entrevistar essa psicóloga, você está me desrespeitando, porque você sabe que eu vou me sentir mal, você sabe que eu que eu não vou gostar disso, tá bom? Não vou mais chamar essa essa profissional. Você tá tranquila? Não, porque você não pensou em mim quando você a convidou. Então, Cara, tá exagerado e e tá obsessivo. Então, tudo bem, eu já desconvidei, não vou mais falar com essa pessoa. Quando que você
vai ficar tranquila? Não, porque Lutz, você nenhum momento pensou em como que eu ia me sentir e você convidou. Pera aí. E eu sou morena, ela é loira. Você por acaso tá cansado de eu ser morena? Você tá é isso, né? Fala a verdade para mim, tal. Cara, tá muito exagerado. Então, esse é o primeiro Tipo. O segundo tipo, né, o ciúme de exclusividade, é quando o ciumento ele rivaliza com a vida da pessoa amada. Então, por exemplo, o ciúme de exclusividade, a pessoa chega a se sentir mal porque o ser amado está sofrendo por
alguma coisa que não seja ela. Então, se eu puder te dar alguns exemplos >> Mas pode dar, por favor. [risadas] Eh, Luts, eh, sei lá, vai, vamos fazer de conta que, ah, eu tenho cium de exclusividade. Então, faz de conta que num sofazinho ali no cantinho, a minha esposa está esperando e ela pegou um tablet, tá assistindo um filme. E aí termina o nosso bate-papo aqui e ela fala: "Nossa, vi um filme interessante, você não me esperou para assistir?" Nossa, eu tô muito magoado com você. Sabe? É, é exclusivo. Você quer fazer Uma coisa, você
tem que me incluir. Nossa, Bruno, hoje eu sofri muito porque eu recebi uma notícia, tem uma amiga nossa, que ela não tá bem. Caramba, quando eu não tô bem, você não fica assim, né? Quando eu não tô bem, você não tem essa comoção toda. Não, só tô falando. Então, sabe essa rivalidade? Hum. Eu quero ser o sol, a estrela da tua vida e qualquer coisa que não seja eu vai disparar essas emoções. Ciúme de exclusividade. Em terceiro lugar, caramba, você falou para começar por um e eu nem percebi, cara. Me perdoa, >> cara. Não, não,
não, pelo amor de Deus, cara. Perdoa. >> Fica tranquilo, cara. L, esse aqui, cara, que é um grande desafio clínico, é quando o passado da pessoa amada gera intenso sofrimento para o ciumento. E não importa qual seja esse passado, cara. Não importa essa pessoa, ela teve uma vida eh muito feliz ou se ela sei Lá, deu um selinho no coleguinha da escola, porque há uma distorção. Todo ciúme é uma distorção da realidade. Então, eh, alguns exemplos. Eu fico muito mal de saber que ela já ficou com aquele cara, porque eu tenho a sensação de quando
eu posto uma foto na internet que aquele cara tá rindo de mim, ele tá falando: "Nossa, eu já peguei a mina daquele babaca lá, meu L, quando eu cruzar com esse cara, meu irmão, ele vai ver o que que é jits cara, eu vou Quebrar ele no meio, tal. E não, e o cara tá muito mal. Nossa, o cara tá exemplos de casos clínicos já publicados. Eh, um casal eh tava começando o relacionamento, aquela fase maravilhosa, tudo legal. Um dia eles estão tendo uma relação íntima e a relação foi muito boa. E a moça ela
teve mais de um orgasmo e ela tá toda feliz, ela abraça o o ser amado e ela deixa escapar o seguinte: "Nossa, É muito raro de acontecer isso. Eu tô tão feliz". É um evento tão raro. É a primeira vez que você tem mais de orgasmo comigo. Se é raro, você já com quem? Ai, desculpa, olha, eu tava aqui na emoção, amor. O que eu quis dizer é que não, não, quem foi? E aí o cara não para de pensar, ele só quer pensar nisso. Então, ó, isso aqui é meu celular, tô na rede social.
Foi esse cara, foi com ele que, ah, então esse aqui que é o [ __ ] Doce que não sei o quê. Não, não, né? Não é eu que tô encrencando. Poxa, você no meio da relação comigo veio falar do cara. Tá bom, eu falei do cara. Não foi legal ter falado lá, mas pô, entenda, né? Não, não dá para eu entender. E se você falou do cara naquela ocasião, quem me garante que você não pensou no cara quando a gente tava ali? E esse namorado, ele não viu nada acontecer, que pudesse ter disparado o
ciúme. Tá na imaginação dele. Então, a Imaginação é infinita. Esse cara vai, ele, ele pode criar tanto sofrimento. Então, a imaginação leva o cara até as alturas e pode chegar num ponto que ele não volta mais. Ciúme retroativo é um cão, cara. >> Caramba, cara. >> Qual que era o último mesmo? Ciúme delirante. >> O delirante, que daí já é uma questão neurobiológica ali. Que que que seria? >> Sim, o delirante é psiquiátrico, >> tá? >> O que que é um delírio? Ah, melhor, Luds, o que que esses três ciúmes tm em comum? >> Boa.
>> Existe crítica do paciente. O paciente, ele vira pr para você, vira pro psicólogo e fala: "Caramba, eu vou perder essa pessoa amada. Essa essa pessoa é maravilhosa. Eu também tenho um passado. Eu também já transei com outra pessoa e tá tudo bem, cara. Nossa, por Que que eu tô tão conectado nisso? Eu eu não quero mais sofrer por isso. Eu não quero mais puni-la por isso. Então, me ajuda. Ele tá criticando. Eh, o nome disso é ego distânnico. Então, ego distânnico é quando um sintoma, quando algo que te incomoda não faz parte de você.
>> Uhum. Então você não reconhece aquilo como sendo seu. Ego sintônico. É quando você não tem crítica, que aquilo faz parte da tua personalidade. Eh, eu vou Dar um exemplo bem exagerado, tá, cara? Transtorno de personalidade narcisista com esquema de arrogo. Então, é aquele cara que ele deseja ser reconhecido e ele não tem noção do quão babá que ele tá sendo. Então, por exemplo, não leva mal, vou tentar querer um exemplo aqui. >> Tranquilo, >> Luds, como que você se sente sendo que finalmente você está entrevistando um psicólogo de verdade? [risadas] Pô, tem aqueles babaca
que passaram pelo Teu programa, aqueles caras não sabia de nada, mano. E ó, eu tenho uma raiva deles. Falou: "Aquele lá é maior babaca, aquele lá não sei o quê". E você fala: "Esse cara, ele tá fora da casinha, sabe? O cara é muito arrogante, ele tá com o nariz muito empinado e tá causando malestar na equipe, no loots e o cara não percebe. Então se você chegar para ele e falar assim: "Fulano, olha, o Alberto Delíola já esteve aqui, o Leonardo Viner, eh, pô, o Léo da Psicanálise, o Léo lacaniano, que é maravilhoso, a
Ju esteve aqui, a neuropsicóloga, o Abner, muitas feras já passaram por aqui. Você não pode falar que você é o único. O cara começa a falar mal, todo mundo, ninguém presta. Então falou: "Meu amigo, você já deu uma olhada em transtorno de personalidade? Ah, nada disso aí, isso aí é porcaria". Então, o sintoma, ele está em sintonia com o eu desse sujeito. >> Caraca. >> Então, o ego distânico é o ciúme. Fala assim: "Luts, eu não quero mais sentir isso, eu não quero mais sofrer por isso, eu não quero mais punir a pessoa amada, com
exceção do ciúme delirante". Porque delírio é uma distorção patológica da realidade. Então, alguns exemplos, cara, em Santos, eh, eu não atendi, né? Não, não tô quebrando ética. Foi uma notícia de jornal e de televisão. A moça tinha certeza que o camarada tava traindo e ele trabalhava como motorista De aplicativo. E ela fez de tudo. Ela deixava gravador e ela ouvia a conversa do cara depois de um dia todo pelas ruas. E o delírio? Acho que você apagou a conversa daquelazinha. Ela, mas eu vou te pegar. Ela tem certeza que ela está sendo traída, ela vai
pegar. Então ela começou a se esconder no porta-mala do carro. A polícia parou e não uma blitz normal. O cara abriu o porta-mala, tá a esposa lá dentro e o cara explica. Falou: "Meu, ela é muito ciumenta, se ela não ficar no porta-mala, eu não consigo trabalhar". Ciúme delirante. Um outro caso também famosíssimo, cara, que loucura. É. Desculpe rir disso, mas é engraçado. [risadas] É que é muito, é muito estranho, né, cara? O delírio. Então, olha só, um outro caso famoso. Ah, a aí gera o marido, né? O esposo, ele tem certeza que ele tá
sendo traído. Então ele fala: "Olha, eh, a esposa dele Trabalhava numa grande empresa, ela tinha um cargo alto". Então o cara delirava que ela era muito desejada e ela já estava atraindo ele e ele ia pegar. Em determinado momento, esse cara começou a forrar todos os vasos sanitários da casa com jornal. A mulher tinha que fazer o número dois no jornal. Ele pegava um rachi, né, um palitinho japonês e ficava cavocando para achar bilhete de amor. Então o seu secretário escreveu um bilhetinho de Amor, você engoliu e eu vou pegar. Então eu vou vou ficar
revirando ali porque eu vou achar esses pedacinhos de papel. Ele não acha. Ela tá satisfeito? Aí vem o delírio. Eu não sei o que você fez para conseguir esconder, mas eu vou pegar, né? Um outro caso famoso eh eh em São Paulo, né? uma paciente que também foi publicado esse caso, o marido levava para jantar e ela chegava no restaurante e ela via a recepcionista Ali. Olá, boa noite, cara. Ela tinha certeza. Essa é a tua amante, né, seu vagabundo? Você me trouxe aqui para fazer ciúme para ela, né? Porque ela tá trabalhando, ela não
pode fazer barraco. Ah, eu já entendi. Ah, eu já entendi. E eu não vou fazer assim pressazinha não. Essa pessoa está num processo delirante. E aí é bem complicado porque psicólogo e psiquiatra precisam trabalhar juntos. >> Ah, então um medicamento ajudaria nesse caso? >> Sim, ajudaria, >> caramba. para diminuir a intensidade do delírio. Aí a pessoa começa a ter crítica e aí se faz a união. Bicho, >> que interessante, >> cara. Tem, tá, canta, desculpa, tem tanta história, tanta história pra gente conversar aqui, cara. >> Cara, então já fica um convite para um segundo round.
>> Ah, obrigado. Venho mesmo. Maior prazer. >> Venho. Foi muito legal, cara. Obrigado mesmo por ter vindo aí, vindo lá de Santos ter gravado esse episódio. >> Sim, >> adorei, cara. Adorei mesmo. E como é que a galera pode fazer para te acompanhar, cara? E e seguir mais teu trabalho, conhecer mais o seu trabalho, ser atendido por você, se for possível. Luds, muito obrigado pelo convite, cara. Adorei o papo. Vou continuar te acompanhando que eu sou fãzão e não é da Boca para fora, cara. Todo episódio teu tem comentário meu ali. A galera que você
traz são todos meus amigos e amigas. Amo todo mundo. E para me acompanhar na rede social, o meu Instagram é onde eu mais interajo com as pessoas. Bruno_Parias_line psicólogo. Acho que vai deixar um linkzinho aí, né? >> Ah, sim. Aham. >> Então, mandar mensagem, eu converso com o pessoal lá e vai ser um prazer dar Atenção. >> Maravilha, cara. Muito, muito obrigado. >> Eu que agradeço, meu irmão. Obrigado. >> Deixar todos os links do Bruno aí na descrição. Vão lá, acompanhe ele. É muito legal o trabalho dele. É isso, cara. Já fica um convite, então.
Segundo round, por favor, venha. E obrigado pela sua atenção, pessoal. Até a próxima e tchau tchau. No.