a aula que você vai ver a seguir é parte de um curso da casa do Saber mais plataforma Educacional com mais de 1000 horas de conteúdos desenvolvidos pelos melhores professores do país quer conhecer então clique no link que tá abaixo do título desse vídeo assine agora e tem acesso a outras aulas desse curso e também a um mundo de conhecimento Olá pessoal meu nome é Nina saroldi eu sou mestre em filosofia Doutora em teoria psicanalítica e fiz um pós-doutorado em sociologia da Cultura Eu Sou professora e atualmente diretora da Escola de Engenharia de Produção com
ênfase em cultura da Unirio eh organizadora da coleção para ler Freud e cantora Então vamos lá hoje a gente vai falar eh basicamente de alguns conceitos eh do filósofo alemão christop turk esse curso é bem focado em alguns conceitos da obra do Christ of Tour que é um um filósofo contemporâneo tem 70 e poucos anos tá aí muito produtivo eh então eu vou falar de alguns conceitos da obra dele sobretudo essa noção fundamental de sociedade citada e um outro ponto importante né do pensamento dele que é a cultura do déficit de atenção e nesse caminho
eu vou mostrar vou procurar mostrar para vocês um uso muito interessante ante criativo que ele faz da obra do Freud em especial para essas aulas que a gente vai ter agora eh eu vou falar do além do princípio do prazer e do uso que ele faz da noção de compulsão a repetição eh muito brevemente porque eu acho que ele é menos conhecido do que deveria ser no Brasil eh o christof Tur nasceu em 1948 Ele estudou eh teologia e filosofia em Frankfurt não por acaso ele é muito ligado a essa linha de pensamento que é
a teoria crítica né e a chamada escola de Frankfurt Teodora dorno Max horkeimer Walter Benjamin eh ele foi professor no Brasil em Porto Alegre nos anos 90 por 2 anos mais ou menos alguns livros ele tem uma obra extensíssimos livros foram traduzidos aqui pro português como filosofia do sonho que aliás deu a Ele o prêmio Freud no ano em que ele o publicou na Alemanha é o louco niet a mania da Razão sociedade excitada e hiperativos basicamente eu vou centrar a a reflexão desse curso nesse livro que se chama hiperativos abaixo a cultura do Déficit
de Atenção eh eu até enfim tenho sonho com as traduções que virão eu espero de obras importantíssimas como mais filosofia do dinheiro de 2015 um livro muito importante assim que realmente o mercado brasileiro deveria ficar de olho para publicar e como eu disse ele venceu o prêmio de eh um prêmio que foi criado na Alemanha o prêmio Sigmund Freud de cultura é que é um prêmio para não psicanalistas para pessoas de outras áreas é que tenham feito um uso crítico e criativo da obra freudiana então filosofia do sonho foi como eu disse o livro decisivo
Na verdade o christof z trabalha com a psicanálise e especificamente com o pensamento freudiano há muito tempo mas ele eh digamos assim coroou essa reflexão com filosofia do sonho né então eu vou passar logo para o nosso conceito Fundamental e esse livro que eu vou comentar agora se chama sociedade citada tá traduzido pro português é um livro de 2002 eu tô eu vou marcar temporalmente essa reflexão porque eu acho que isso é interessante dá muitas pistas pra gente né de como é que a nossa cultura tá caminhando eh eu me lembro que eu tive a
sorte assim tava na Alemanha na época de assistir uma primeira palestra dele de lançamento desse livro sociedade citada filosofia da sensação e eu fiquei em 2002 vamos lembrar né que muitas redes aí não existiam acho que só existia Orkut naquela época eh e eu já fiquei muito impressionada com algumas ideias que antecipavam o o o mundo no qual a gente tá vivendo hoje então uma primeira observação eu vou pensar porque é um livro grande complexo mas eu vou pensar alguns conceitos que me parecem fundamentais eh uma primeira observação interessante que ele faz é o seguinte
eh a gente vive numa sociedade na qual a gente passou da ideia de sensação simples né Eh se a gente pegar a própria história da filosofia né o pensamento empirista sensação era estar em contato com algo né eu tô vendo tô cheirando tô tocando né mas na sociedade atual a sensação ela ganhou uma conotação de sensacional né as coisas não não basta que a gente toque cheere escute tudo tem que ser muito intenso por isso sensacional tudo tem que chamar muito a nossa percepção né Eh só para dar um fazer um paralelo interessante esse processo
né de uma palavra que vai eh mudando né ela tem um sentido geral no caso sensação tá lá desde o pensamento grego né como uma sensação simples e de repente ela se torna o sensacional o que chama atenção eh isso aconteceu por exemplo com a palavra Fer né ele dá esse exemplo eh a Fer no início né em francês era qualquer coisa era um acontecimento né sinônimo de acontecimento eh e hoje em dia a gente usa o termo aer como um caso né um caso secreto uma uma questão amorosa delicada ou uma Fer do Estado
né um escândalo político algo assim então as palavras elas realmente vão mudando com o tempo e ele se detém na mudança eh muito importante que houve com a questão da sensação eh uma outra uma outra observação importante é o seguinte o que é estável no nosso mundo o estável é a instabilidade eh o mais estável que a coisa mais estável que a gente conhece é os a agitação a instabilidade eh assim como a palavra sensação a palavra evento também mudou né o evento também significava na sua origem qualquer acontecimento e hoje quando a gente a
gente diz ah eu vou a um evento não é que eu vou visitar minha mãe que eu visito três vezes por semana né eu vou a um evento porque eu vou a uma entrega de um prêmio porque eu vou a um ato de estado novamente né um evento do Estado a uma verni sagem a uma festa né então o evento não é mais simples como a sensação não é mais simples O evento tem que ser algo de grandioso né né então o que ele vai analisar nesse livro fundamentalmente é que e a questão da sensação
ela tem uma uma como ele chama uma pré-história fisiológica e a gente chega analisando o que aconteceu com a com a sensação até o momento atual que é de uma disputa muito forte pela nossa sensibilidade como ele diz é a nossa ensibilidade é disputada eh por no nível microeletrônicos né Como diz um amigo meu Fausto falset o celular virou o terço contemporâneo as pessoas ficam né você entra num transporte público tá todo mundo parece que tá rezando olhando pro celular né então é é micro eletronicamente mesmo né Nós somos assim atraídos por cada luzinha que
brilha no celular o tempo inteiro né então os dispositivos midiáticos eles nos eles agarram a nossa sensibilidade o tempo inteiro né agora mesmo vindo para cá assim fui tomar café tinha uma televisão gigante no café da manhã aí entra no no táxi tem o som super alto que eu pedi pro cara baixar mas estava super alto e as pessoas se habituaram a receber esse todas essas informações mediáticas o tempo todo ele ele retorna sempre isso é um procedimento do do pensamento do christof turk lá pra origem das coisas né para tentar entender como elas se
transformaram então ele dá um exemplo de excesso né de de de estímulo na questão dos jornais eh os jornais aprendi eu nesse livro começaram na verdade na forma de panfletos né antes de existir jornal como a gente Aliás o jornal também tá acabando a gente agora conhece o jornal eletrônico já não tem mais jornal de papel eh quase mas eh o jornal vem de panfletos panfletos políticos eh panfletos que noticiavam alguma coisa relevante por exemplo na Revolução Francesa né cada ator envolvido na Revolução Francesa imprimia lá seus panfletos para divulgar as suas posições políticas com
o tempo né até com o próprio desenvolvimento da reprodução técnica da da das gráficas etc foi ficando mais fácil divulgar a palavra impressa E aí surgiram os jornais né jornais primeiro não ilustrados depois ilustrados a questão é que quando os jornais se tornam que Portanto tem que dar lucro né tem que vender e eles passaram a ser publicados regularmente não só quando alguma coisa de muito relevante acontecia eles começaram a ter que noticiar qualquer coisa né quer dizer antes da existência da empresa jornal só era noticiado impresso o que era relevante hoje em dia tem
que ser tem que ter notícia né Então as coisas viram relevantes porque foram noticiadas aqui no Brasil Inclusive tem aquela famosa reportagem Chico boar que estacionou o carro em Congonhas alguma coisa assim né Eh é o tipo da informação que eu acho que qualquer pessoa sã eh não acha nem um pouco importante mas o jornal publicou que Ele estacionou o carro em Congonhas não me lembro ser Congo mas não importa quer dizer a gente tem uma inversão eh no mundo de hoje entre relevância e notícia e essa essa inversão Pode parecer Inocente a princípio mas
não é ela nos afeta e ela nos torna seres demasiado excitados por conta de todas essas notícias né eu não falei da revolução francesa à toa porque o christof chk dedica um capítulo praticamente inteiro a questão da importância da revolução eh francesa para esse processo de crescente excitação de aceleração da vida eh não vamos nos esquecer quer dizer em paralelo a gente tem a Revolução Industrial Revolução Americana então é o período esse período digamos das revoluções Ele trouxe muita aceleração quer dizer a racionalidade maquinal né a a vida que as fábricas trouxeram pras pessoas né
quantos deixaram o campo para trabalhar numa linha de montagem para trabalhar numa numa tecelagem eh tudo isso acelerou a vida trouxe muita miséria a gente sabe inicialmente mas uma promessa de que essa racionalidade maquinal no final daria certo em algum momento traria a todos nós uma vida melhor ele próprio observa ao ao falar do Iluminismo que no século XX sobretudo a partir da primeira guerra mundial essa Esperança Iluminista de que o mundo realmente melhoraria se todos nós seguíssemos o ritmo das máquinas a racionalidade os valores da Revolução Francesa também né embora sobretudo a primeira primeira
guerra tenha acabado de certa maneira com esse sonho né de que essas revoluções trariam o o bem pra humanidade a aceleração do mundo ela continuou apesar de toda a miséria e toda a destruição que uma guerra traz isso não foi suficiente para que a humanidade abrisse mão da aceleração maquinal Industrial E aí ele traz um elemento muito interessante que é um elemento forte na reflexão dele não só nesse livro mas no filosofia do sonho também que é a criação do cinema a criação do cinema eh e ele retoma claro né Walter benjam e outros autores
que falam disso o cinema ele é a ar que mostra esse mundo acelerado né a gente quando vai ao cinema a gente vê uma mesma coisa sob diversos ângulos e mudanças de perspectiva o tempo todo né Eh isso é o ritmo de quem trabalha em fábrica ou de quem trabalha numa cidade num Comércio e que tem medo de ser atropelado na rua tem agitação na rua tem agitação política então o estímulo audiovisual audiovisual quando ele surge Claro ele é revolucionário mas muito rapidamente a gente também se habitua com o estímulo do cinema né Eh se
a gente lembrar que um um dos primeiros filmes né foi a chegada do trem a plataforma e o público saiu correndo com medo daquele trem que tava e essa essa ilusão de que o trem realmente viria passou as pessoas entenderam que ele não viria eh e mais do que isso a questão eh ritualística do cinema também né durante muito tempo o cinema ele teve uma função de um momento de ser um momento especial né de namoro sobretudo os casais irem ao cinema namorarem no escurinho do cinema né isso também foi perdendo né essa essa ritualiza
essa ritualidade digamos assim do do cinema foi se perdendo e a gente foi ficando com o excesso né a gente pensa sei lá entra numa numa conta de plataforma do Netflix do moob é lotado de filmes pra gente ver né então a gente tem sempre essa saturação então eu tava falando do modo como todo esse quadro né de de sensações eventos tudo muito eh agitado né do que que isso faz com a gente né E aí ele vai dizer que isso tudo reverbera em cada um de nós subjetivamente porque a gente percebe que hoje em
dia sobreviver né manter uma vida digna desse nome ter o direito de existir significa sobretudo uma luta para ser notado é uma luta eh pela percepção dos outros não basta eu viver de tal modo que a minha família saiba quem eu sou eh enfim os meus amigos que eu tenho uma vida no meu bairro Claro que não né a vida o que a gente chama sobreviver viver dignamente não é simplesmente vi viver para aqueles que estão perto de nós é ser notado e ser percebido E é claro que isso tem a ver com ser percebido
também publicamente midiaticamente mais para frente a gente vai falar disso em relação Claro às redes sociais para resumir e o que ele vai dizer na sociedade citada é que a linguagem itria se tornou o idioma comum em todas as esferas da vida não é à toa que a gente fala de marketing pessoal eu sempre achei isso estranhíssimo mas isso é real e tá aí né tá cheio de coach ensinando como fazer isso né ao menos no mundo ocidental individualista capitalista etc ou seja eh Isso é uma é um procedimento típico do capitalismo o capitalismo ele
estetização de tudo é a própria pele do capitalismo ela não é alguma coisa que pode ser tirada do sistema o capitalismo se alimenta de processos de estetização E aí ele dá o exemplo do comercial que eu não sabia e aprendi também que por exemplo polansky fez comercial feline fez comercial comercial mesmo para vender produtos deixa eu até ver eh feline fez para bebidas alcoólicas não me lembro quais e poã que fez pra cerveja né Eh e ele dá isso como exemplo de que essa o comercial ele é um resumo da nossa vida né o comercial
é uma concentração de efeitos audiovisuais é é você dar um recado num espaço mínimo de tempo de modo que até os grandes cineastas topam o desafio de ter que fazer um comercial e concentrar tudo que eles sabem em poucos segundos né o próprio termo audiovisual que a gente usa tanto né para falar da do do nosso ambiente atual ele na verdade é enganoso porque ele coloca o áudio antes do visual e não resta dúvidas que a gente vive numa sociedade muito mais visual do que auditiva né a gente passou da era do rádio né Eh
na qual os cantores muitas vezes sequer tinham o seu rosto conhecido né para uma época em que grandes cantoras por exemplo né uma beyonc da vida ela tem que se apresentar visualmente de uma maneira impactante né então hoje em dia até na música que seria uma arte auditiva uma arte do ouvido para o ouvido ela já não é tanto porque pelo menos no circuito do Business da música Você tem que ter clipe você tem que ter visualize você tem que ter foto você tem que ter uma performance de palco muito impactante né então só para
mostrar como a gente realmente teve uma inversão da cultura do áudio pra cultura do vídeo Além disso se a gente pegar a própria educação né outros Campos a gente tem a gente vive hoje no reino do chamado infotainment né que é o enriquecimento do factual da informação com o valor do entretenimento né com o intuito de agregar como se diz na linguagem eh corporativa agregar valor ao discurso Então tudo hoje tem que ser de alguma maneira divertido eh isso aliás é uma tarefa bastante árdua para pros professores hoje ter que explicar que a educação é
uma coisa que às vezes às vezes não né muitas vezes não é só divertida ela tem esforço e tem trabalho né é é enganoso essa coisa do aprender se divertindo e brincando o tempo inteiro né então ele vai falar Eh também de um elemento que é que é um corolário disso tudo que eu falei que ele chama de compulsão à emissão ainda não chegamos na compulsão a repetição Mas estamos quase lá né Eh o que é a compulsão a emissão pro Christ of turk ele diz o seguinte como Nas condições de vida atuais a nossa
presença corporal né no aqui e agora ela parece muito sem graça perto do que é a nossa vida midiática nossa foto com filtro né a nossa presença midiática a gente tem a necessidade não só de existir mas de emitir né de mostrar que a gente tá vivo eh dando sinais de vida o tempo todo tentando dizer isso de uma outra maneira quer dizer a gente tem o idioma da publicidade como o idioma dominante e a gente soma ao idioma da publicidade uma cultura Empresarial eh na verdade hoje não há instituição pode ser escola pode ser
Hospital pode ser igreja não há instituição que em princípio não é corporativa que escape de uma cultura empresarial inclus a pressão para emitir né eu que trabalho há muitos anos em universidade pública Vejo claramente isso acontecer a universidade é pública o ensino é gratuito socialmente referenciado mas a gente sofre pressão para ter a conta do Instagram para divulgar né de uma maneira mediaticamente interessante o trabalho que a gente faz então isso tô dando um exemplo é particular mas com certeza vocês vão pensar em outros exemplos né de de nessa nessa nessa vida de pequeno emissor
eh que a gente vive em muitos níveis caminhando mais já pro final dessa aula ele associa essa compulsão a emissão a um elemento que eu acho fundamental da gente notar até paraa nossa sobrevivência que é o horror ao ócio eh eu sempre faça esse exercício em turmas presenciais quer dizer quem consegue ficar deitado na cama olhando pro teto é a pergunta de 1 milhão de dólares se alguém disser que consegue eu digo Puxa que pessoa evoluída que você é que pessoa independente mas os meus alunos todos nativos digitais não conseguem é raríssimo alguém dizer que
consegue né então ele ele recorda né que na antiguidade grega por exemplo a ociosidade era vista como um sinal de Plenitude né Eh o o o Aristóteles por exemplo né falava do pensamento que se pensa a si mesmo né do pensamento eh grego né a contemplação né A reflexão era um sinal de Plenitude né trabalhar era para os escravos né Eh então era um bom era sinal de um bom posicionamento né várias tradições religiosas também valorizam o chamado tempo morto tempo Ocioso se a gente lembrar o shabbat dos judeus né as 24 horas de repouso
né Tecnicamente falando seria um repouso total né as meditações todas elas né budistas hinduístas mesmo cristãs valorizam justamente o o tempo vazio para poder viver depois alguma coisa o capitalismo que realmente é de uma inventividade aliás nós né enquanto capitalista e somos de uma inventividade impressionante eh conseguiu esvaziar e desvalorizar completamente o lugar do Ócio né o capitalismo transformou tudo em negócio então a terra tem que ser cultivada o tempo inteiro e a gente tá pagando preço aliás né dessa ideia pagando um preço caro eh o dinheiro eu acho sempre Muito engraçado né não sei
se vocês já notaram esses anúncios de banco e financeiras deixa o dinheiro trabalhar por você né Eu nunca vi uma notinha saindo assim para trabalhar pra gente né e mas é uma imagem que funciona né poxa eu tô me poupando e quanto o dinheiro tá lá trabalhando para mim né ninguém deve ser desocupado né essa essa essa o termo desempregado gado é uma coisa assim é um estigma né virou uma um um fator de desvalorização do do indivíduo muito radical por quê Por conta desse processo histórico de desvalorização do ósseo do tempo livre da contemplação
em benefício de uma produtividade que Não para né Eh e ele retoma para deixar isso mais claro eu já vou terminando a aula com essa imagem ele retoma eh uma imagem de 1950 não vamos nos esquecer não é de agora eh é a imagem se chama o homem tomando banho de sol que é de um Pensador chamado gunter Anders que eu acho que não sei talvez tenha sido traduzido alguma coisa dele pro português e ele já observa em 1950 a dificuldade que as pessoas tinham de ficar paradas e de contemplar eh e aí ele descreve
o seguinte o homem entre aspas eu cito o homem tomando banho de sol que bronzeia suas costas enquanto seus olhos passeiam por uma revista ilustrada seus ouvidos participam de uma partida esportiva e suas mandíbulas mascam uma goma eh imagina né não tinha celular nada disso mas ele tava Teoricamente tomando no banho de sol devia est lá esticado olhando pro céu azul e as nuvens mas ele não tava ele tava se bronzeando tava ouvindo o futebol no rádio vendo uma revista e mascando uma goma a pergunta que ele faz pra gente entender essa dificuldade de lidar
com ósseo atualmente já desde muito antes dessa época quem é o sujeito dessa cena Quem é esse homem eh se a gente perguntasse para esse homem o que que você tá fazendo Será que ele ia saber o que que ele tá fazendo né eh e aí ele vai completar fazendo essa relação do do trabalho né é o o trabalho no capitalismo industrial ele nos habituou tanto a ocupação que quando o trabalho acaba a gente não sabe o que fazer é é aquela coisa que é muito curiosa que eu acho que todo mundo sente depois de
um dia de muito atarefado muita coisa quando a gente para a gente fica um pouco parece que é uma máquina que não consegue parar a gente tem que ligar a televisão sei lá arrumar alguma coisa para conseguir parar e eu e muita gente não consegue né A maioria Aliás hoje em dia não consegue então a gente eh na verdade esse homem tomando banho de sol essa imagem que eu acho tão forte o que que ele mostra que ele não consegue se ocupar de si mesmo ele tem que ser ocupado por fluxos midiáticos da época dele
revista rádio os nossos são outros que estão sempre disponíveis e ele padece de uma forte inquietação motora é É nesse nível por isso que ele diz que a nossa sociedade é excitada e microeletronica determinada E aí eu fecho lembrando da imagem do Fausto falset de que o celular virou 1 terço né que a gente tem que ficar com o dedinho ali compulsivamente para conseguir suportar a vida então terminamos por hora ficou com vontade de ver o curso completo as próximas aulas estão disponíveis na casa de saber mais para você assistir onde quando e como quiser
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