O Daniel não precisa de muita apresentação toda a gente o conhece é um amigo cá de casa para dizer assim muito cá de casa a e e já esteve connosco muitas vezes em sessões como esta é uma das opiniões e mais consideradas na esquerda Portuguesa e um uma das vozes mais ativas no debate público eh jornalista de formação de profissão e durante muitos anos hoje comentador h Tempo inteiro a e está connosco para falar deste tema vou não vou gastar mais tempo depois as pessoas terão Tempe perguntas intervenções curtinhas de dois ou TR minutos para
que o máximo de gente possa fazê-las Daniel 40 minutos 45 minutos e depois vamos a isto Muito obrigado antes deais ao bloco de esquerda pelo convite que me fizeram eu vou arrancar já em 2017 kian conway uma das principais ir Donald trump justificou a ordem Executiva de banir a entrada de de vários muçulmanos de pessoas de vários países muçulmanos nos Estados Unidos com massacre de bowling Green as pessoas ficaram um bocado espantadas porque nunca ninguém tinha ouvido falar no massacre de bowling Green e por uma razão porque o massacre de bowling Green nunca tinha acontecido
e não foi coberto pelos mídia de facto porque não tinha acontecido o que tinha acontecido é que dois ir dois iraquianos tinham sido Presos no Kentucky com explosivo porque tinham usado explosivos para matar Soldados no Iraque não nos Estados Unidos e porque terão dado dinheiro para a compra de armas na alceda portanto não houve qualquer massacre nem sequer havia qualquer e planeamento de massacre e foi a primeira vez que o termo pelo menos que eu saiba foi usado pela pelo próprio o termo factos alternativos portanto a própria e a própria e conway utilizou o termo
factos Alternativos a mentira e a ensinação e usadas como propaganda política não são novas e aqui passo explicar o título que dei esta conversa Barry livingston na falou no seu filme As sobre manobras de diversão não sei se vocês viram o w the dog a tradução em português é manobras na Casa Branca e foi o livro foi escrito em 1993 o filme foi foi feito em 1997 e em que para esconder um escândalo sexual um presidente inventa é uma comédia inventa uma guerra na Albânia e transforma Albânia num inimigo num país perigosíssimo para os Estados
Unidos a guerra na realidade nunca está a acontecer é uma inação e e no início do filme E é isto porque me interessa o filme e aparece a frase que aparece é porque é que o cão abana a cauda porque é mais perto do que a cauda se a cauda fosse mais esperta era ela que banari ao cão eh a arte Donald trump é abanar os mídia e a opinião pública ao ritmo dos acontecimentos que inventa Eh a reconstrução e da Verdade eh não é também uma novidade aliás há um há um livro bastante conhecido
de 1984 em que se fala da nov língua Ou seja de toda a reconstrução do passado do presente etc agora há uma diferença sobre o que se previa no 1900 84 os factos alternativos existiam existiriam por excesso de estado excesso de centro o que está a acontecer é uma ausência de centro eh Há Há uma crise da autoridade Intelectual não há um exesso da autoridade eh o tweet vale o mesmo que a notícia um vídeo do YouTube vale o mesmo que uma investigação jornalística ou científica portanto a crise do nosso tempo é antes de tudo
uma crise de mediação uma crise de mediadores eh crise do Estado crise dos partidos políticos crise dos sindicatos crise do jornalismo crise das igrejas ou seja todas as instâncias que vão mediando a relação dos cidadãos com a verdade com a Realidade com com com com o mundo eh eh nós achamos eu pelo menos achei no início que a lógica aparentemente horizontal da comunicação que está presente nas redes sociais já veremos que não está assim tanto mas eh seria mais democrática permitiria que não havendo um centro as pessoas comunicassem diretamente na realidade ela é mais centralizada
do que nunca a comunicação horizontal é na realidade a forma mais pura de Centralização da comunicação eh que basicamente é gerida hoje em dia por meia dúzia de multinacionais com regras opacas a que a que chamamos algoritmos eh em que não há responsabilização eh eh e o burburinho inorgânico a torna a democracia inviável a democracia é um processo de hierarquização dos debates de de de de mediação do debate político e o burburinho e permanente não permite o debate democrático nem permite a Organização democrática a notícia é igual ao boato A informação é igual à propaganda
a verdade é igual à mentira e tudo isto é o caldo ideal para a Extrema direita é o Habit natural da Extrema direita Donald trump utiliza e sempre utilizou quando era Presidente utilizava o Twitter não por acaso não utilizava a conta institucional utilizava a sua conta pessoal não era um pormenor o presidente comunicava de uma forma desinstitucionalizar porque ao Desinstitucionalizar a comunicação desinstitucionalización o cargo tornava o seu poder num poder arbitrário e pessoal que não segue as regras escritas das instituições públicas Resumindo assim a política a uma gestão e esta é a questão central que
que irei falar a propósito da comunicação social a uma gestão das da atenção e das audiências a questão do mercado da atenção é a questão fundamental para perceber o papel que a Extrema direita hoje tem na Comunicação social eh quando foi este caso quando quando quando o caso que falei no início eh eh de de bowling Green eh na realidade aquilo serviu para eh eh eh o muslim Ban foi assim que chamado ou seja banir a entrada de muçulmanos serviu para esconder o que naquele momento estava a ser feito por exemplo em relação ao bamac
em relação aos avanços que tinham existido no serviço de saúde eh nos Estados Unidos eh na Realidade grande parte do do dos casos que extrema direita vai com criando eh eh servem de cortina de de fumo para uma agenda e essa também é uma novidade em relação à extrema direita eu não acho que esta extrema direita seja uma repetição da extrema-direita dos anos 30 é uma extrema-direita neoliberal coisa que não acontecia nos anos 30 apesar de estar dos anos 30 está profundamente ligado com as as elites económicas e ter sido fortemente financiada por elas não
Tinha o mesmo tipo de agenda eh na realidade da Extrema direita eu já disse isto várias vezes é o verdadeiro sistema por outros meios eh é quando o sistema sente o sistema se sente em risco eh eh torna-se em geral mais autoritário e mais agressivo e mas ainda assim o mundo antigo ainda existe a Extrema direita não dispensa os intermediários que ainda existe que permitem amplificar uma síntese do burburinho que ele cria e nem tudo é novo e isto é importante perceber Porque eu vejo muitos camaradas meus jornalistas e terem um discurso salista em relação
à imprensa e a imprensa de massas que é aquela que conhecemos hoje que é que o jornalismo moderno eh que tem uma ideia de objetividade que tem ou esse objetivo de objetividade que que se organiza de uma determinada forma que separa a opinião da informação esse jornalismo foi fundado pela Penny press ou seja pela imprensa no início do século X eh Com o telégrafo e com caminhos de Ferro etc chegou chama-se Penny por ser muito barata eh chegou a às classes populares e portanto ganhou uma outra função eh eh em que o sensacionalismo para chegar
esse público mais popular era fortemente presente ou seja o jornalismo moderno nasceu degenerado não houve um tempo em que o jornalismo fazia investigações e não cedia ao Sens nacionalismo esse tempo nunca existiu eh isto e o que havia antes da mercantilização da Notícia eram jornais ou fortemente comerciais no sentido de terem informação eh comercial importante ou de por [ __ ] opinião ou seja ligada a partidos políticos ligado a correntes políticas em que nem sequer havia uma separação da opinião e da informação o jornalismo moderno que falamos nasceu sensacionalista nasceu e eh fortemente mercantilizado eu
diria porque vou falar dele agora que o sucessor do jornalismo original é o Daily mail não é o Guardian Eh h e e e se bem se lembram houve um grande debate sobre as fake News e as redes sociais por causa de sal porte do do do do do do esfaqueamento das crianças e da reação que houve eh no Reino Unido a esse esfaqueamento eh ora não for se as redes sociais tiveram muita importância na construção das fake News não são elas não foram elas que criaram o ambiente político propício a isso e aliás por
exemplo ao que foi a Campanha do brexit por isso eu tenho esta imagem aqui que são um conjunto de primeiras páginas eh e isto correu aí por muito sítio um conjunto de primeiras páginas do do do do do Daily mail que é um vamos lá um correio da uma espécie de Correio da Manhã e eh eh o correr da manhã é também um jornal bastante parecido com o que foi o jornalismo da Penny press eh e se verem se conseguirem ver daí as capas percebem que o ambiente está lá há muito tempo o ambiente contra
A imigração contra os imigrantes contra os estrangeiros não foi criado pelas redes sociais eh muito antes da Extrema direita nascer em Portugal eh aliás eu Lembro uma vez veio uma jornalista francesa a Portugal responder à pergunta Estava a fazer foi ainda antes do nascimento do chega eh respondi à pergunta porque é que não há extrema direita em Portugal e a ideia era por causa do 25 de abril Por causa da memória e quando ela me perguntou eu na Altura disse não é verdade há extrema direita em Portugal não tem ainda partido político e se querem
ver a Extrema direita vejam os programas da manhã e o entretenimento dos programas da manhã está lá a agenda toda da Extrema direita e e portanto o a na comunicação social não ainda no Espaço Nobre da informação mas no espaço do entretenimento da manhã já estava toda a agenda política e eh da Extrema direita eh E se o algoritmo das redes sociais Cria bolhas confirma o algoritmo das redes sociais o que faz é confirmar o que nós achamos não contrariar os nossos impulsos e preconceitos sejam não é só os da Extrema direita os nossos de
todos nós reforçando aliás diria que o as redes sociais não são uma janela para o mundo são um saguão uma janela para o saguão do prédio eh onde nós vemos e um mundo aliás é curioso perceber como a internet mas sobretudo as redes sociais fecharam o nosso mundo não o abriram Limitaram tornaram muito mais pequeno o mundo em que nos movemos e não muito maior eh eh E e essa sensação da bolha faz que é isso que é a polarização eu acho que há uma grande confusão entre polarização e não há um extremar de posições
na política há uma inclinar política para a direita eh eh acho que não darei novidade a ninguém dizendo que a esquerda nunca foi tão moderada como é hoje eh eh portanto que isso é o outro fenómeno O fenómeno da polarização é Outra coisa que não tem a ver com Exposições políticas tem a ver com a incapacidade do debate exatamente que resulta desta bolha ou seja nós muito facilmente eu sinto isso eu próprio muito rapidamente achamos inaceitável incompreensível e até falso qualquer facto que contrarie a nossa posição e isso hoje é muito mais forte do que
foi no passado Exatamente porque nós vivemos enfiados em bolhas através das redes sociais e da internet que não vivíamos Anantes vivíamos os limites eram outros eram geográficos eram sociais eram outros mas não vivíamos enfiados nessa bolha para o mal e para bem tínhamos que lidar com opiniões com opiniões diferentes das nossas eh Nós perdemos a realidade de paciência eh para a diferença eh ora o caminho que a comunicação social tem feito é o mimetizar a lógica das redes sociais nos Estados Unidos essa polarização foi totalmente replicada com eh com o o o Por exemplo quando
vemos a Fox News e a CNN cada um vê aquilo que que quer ver e devolvida as suas opiniões para não ter que ouvir as opiniões e dos outros eh em Portugal isso não acontece nas televisões as televisões são bastante homogéneas inclinadas para a direita É verdade todas elas mas todas dentro do campo democrático eh nos jornais já acontece um pouco mais mas já lá fal já falarei disso E H mas ao mimetizar E a lógica das redes sociais elas transformaram-se no cão que é abanado pela cauda e porquê Porque a cauda conhece a lógica
do cão sabe o que é que o cão precisa e eh se vimos por exemplo os temas da estas férias para além doss incêndios da na madeira do SNS do sismo eh e da novela do orçamento de estado se formos ver o que foi posto na agenda pelos partidos políticos vemos a imigração que já havia de antes mas agora num tema em torno de um referendo Que toda a gente sabe que não vai existir portanto que é um não tema não vai haver referendo nenhum eh do da da boxer e e e se era intersexo
se não era intersexo o temas que foram postos pela extrema direita e pela direita conservadora todos eles das pessoas que mestruam e eh se sociedades virem aquilo que é suposto aquilo que é chamado e agenda woke é quase sempre introduzida noato pela extrema direita pela direita conservadora não pelos supostos e Defensores da Cultura woke como reação h o único partido que conseguiu introduzir e temas no debate além do PSD e do PS e o PS pouco foi o chega e as franjas e as suas franjas Ultra conservadoras a comunicação porque a comunicação social sabe que
os temas polarizadores que não são propriamente aqueles que dividem mais a maioria dos casos eu estou convencido que 90% dos portugueses não sabe bem o que é que se está a Debater quando se está a debater as pessoas que mestruam a a ideia de guerra cultural que tem por trás de si uma ideia de incomunicabilidade de incapacidade de conseguir discutir nos termos do outro Ou seja que são ideias que não TM síntese tem uma tem uma antítese mas não tem uma síntese no debate são eh polarizadoras e e e e despertam facilmente a a a
atenção porque a comunicação social tem na realidade um Algoritmo escondido que é exatamente igual ao das redes sociais e porquê Porque o mercado que a comunicação social hoje se bate e essa é a mudança fundamental que existiu é o mercado da atenção eh sempre houve mercantilização das notícias sempre não houve um tempo em que as notícias em que o interesse público se sobrepunha ao interesse do público era uma frase bonita que os jornalistas dizem mas que nunca foi Verdade é mais verdade NS jornais do que noutros E é verdade é mais verdade uma cultura jornalística
do que a outra mas a jornalismo mercantilizado por natureza é mercantilizado precisa de se vender a diferença é que eu eu devo dizer que eu até tenho algumas Soldados do tempo em que o jornalismo dependia do negócio e eu já não já não estou naqueles que se queixam de se querer audiências porque pelo menos eu dependia dos leitores e não de mecenato Ideológico mas a comunicação social que ainda não depende do sená ideológico e ainda Depende de leitores eu não sei se vocês sabem tenho descoberto Muitas pessoas não sabem que os as redações Têm a
maior parte das redações tê monitores ao longo da redação com as notícias que estão a ter mais cliques e para os jornalistas verem e e ou seja para os jornalistas Interiorizem esta ideia do mercado da atenção os jornais deantes vendiam um produto que era o jornal um produto que era o noticiário com a lógica dos Fides das redes sociais do acesso às notícias por via das redes sociais com o Zapping por não sei quantos canais os jornais já não vendem isso vendem produtos isolados ou seja vendem Cada notícia Cada notícia é um produto não é
sequer a capa do jornal que é um produto já não há capa do jornal e no no no online Cada notícia É um produto e e portanto para que as notícias vendam Elas têm que ter tração já usaram já ouviram seguramente esta expressão uma coisa tem tração não ter tração ter tração é tornar-se viral espalhar-se facilmente chegar a mais gente O que significa que o grotesco passa a ser mais importante do que é do que é do que o que é relevante o direto que também não é um pormenor o jornalismo em princípio faz a
mediação da notícia se repararmos o a quantidade De diretos que as televisões têm aquilo são espaços não noticiosos Ou seja o direto em princípio seria uma exceção um momento que sim que claro que eh o 11 de setembro claro que se passou imediatamente para o direto nós neste momento temos diretos de pessoas em frente as escadarias a falar e a dizer aqui não aconteceu nada Mas provavelmente vai acontecer volta voltamos outra vez qu continuar a não acontecer Nada porque o direto É não tem nada a ver com a informação tem a ver com prender as
pessoas prender a atenção para as pessoas ficarem à espera de que aconteça alguma coisa e terem a ilusão de que vivem aquele momento ora o direto é a ausência do jornalismo não há mediação no direto não há tempo para fazer mediação no direto e porquê porque a luta neste momento não é o o que se vende não é a credibilidade do jornal e a credibilidade eu não estou A falar da credibilidade o corr da manhã tinha a sua credibilidade é a sua era era para um público específico Mas ou seja era um produto no seu
conjunto que não deveria desiludir os seus leitores leitores esperavam determinada coisa parte razoável de vocês às vezes qu dizer eu li eu li num jornal e não se lembram em que jornal se se acompanham por por exemplo por via da internet e das redes sociais nem se lembram sequer eh a não ser que sejam assinantes não se Lembram em que jornal é que leram Ora se não se lembram em que jornal é que leram é indiferente para o jornal se aquela notícia destrói ou não destrói a sua credibilidade eh o jornalismo perdeu eh credibilidade eh
eh por razões externas e razões internas as razões externas são uma crise da autoridade intelectual não é por acaso que um dos discursos comuns a toda a Extrema direita é o anti-intelectualismo ou seja eh eh eh Pôr em causa a ideia sequer da autoridade intelectual eh a esquerda tem uma certa dificuldade em lidar com esta palavra autoridade mas ela tem alguma importância eh eh e por razões internas que tem a ver tem a ver exatamente com isto que eu tive tive a defender aqui a ideia do mercado da atenção que destrói Ou seja eu consigo
vender ir Vendendo as notícias mas na realidade há um processo de corrosão da credibilidade não daquele jornal mas do conjunto Da comunicação social Exatamente porque serue a lógica das das redes sociais vendendo o que tem mais tração o que polariza o que escandaliza e o que alimenta aquilo que é a indústria da indignação as pessoas várias vezes por dia vão procurar coisas na internet para se indignar faz parte de uma necessidade fisiológica e e e por isso incluindo L imensas pessoas que odeiam só para continuar a odiá-los eu sei por experiência própria eh Eh e
e e este é o terreno onde por natureza a Extrema direita é protagonista principal tudo isto afavor do ponto de vista eh do confronto político eh podia pedia para passarem as imagens só para dar aqui uns dados o mês antes das legislativas o André Ventura ainda era o terceiro pronto estava mais ou menos normal se passarem para o mês seguinte que é é o mês de março eh o André Ventura já passa a ser o Primeiro é o dia é o é os primeiros 10 dias a primeira metade do mê primeiro terço do mês é
a campanha eleitoral eh um mês antes das europeias podem passar para a seguinte continua a ser o primeiro e em junho é o segundo líder e os outros dois é o Marcelo e o e o e o e o Marz exatamente e portanto é o segundo Líder partidário à frente de de de Pedro Nuno Santos passamos para 2022 uma coisa de mais de conjunto Oi é Também se não puserem as pessoas acreditam em mim acho eu Ah André Ventura é é o segundo à frente do Rui Rio durante todo o ano de 2022 estamos a
falar tempo de exposição na televisão só na televisão e em 2023 é de novo o segundo Líder a à frente Luís Montenegro e e no primeiro semestre 2024 é mais uma vez o segundo à frente de Pedro Nuno Santos ou seja durante estes do anos e meio André Ventura esteve Teve sempre mais tempo de Antena do que o líder da oposição do que o partido do que o líder do partido do maior partido da oposição depois das eleições repararem durante um período eu penso que depois o partido socialista passou a recusar o as televisões começaram
a fazer debates Trip partidos ou seja em que o PS o PSD e uma pessoa do Chega ou seja em que o chega passou a ser equiparado ao partido socialista coisa que nunca aconteceu por exemplo com o bloco de esquerda e com o PCP quando andaram perto dos 10% e os orçamentos dependiam e e do seu voto as televisões estavam na realidade ansiosas que o chega estivesse na primeira fila e não estavam por razões políticas as redações não têm simpatia pelo chega os diretores não têm simpatia pelo Chega Não é por causa de simpatias políticas
que o chega até o espaço que tem não é adesão eu próprio sei que se escrever sobre o andé Ventura tenho muito mais leitores e muito mais reações do que Provavelmente grande parte dos textos que eu escrevei sobre assuntos muito muito mais relevantes eh o o o o crescimento da Extrema direita eh não não resulta da mercantilização da informação como disse a mercantilização tem dois séculos pelo menos mas do modo de mercantilizar a informação que muda Mou Exatamente porque já não se vendem jornais e credibilidade vende-se cada um dos conteúdos e e o mercado da
atenção lida Melhor com o que é simples com o que é sensacional com o que é extraordinário grotesco com o acidente de automóvel aquela imagem nós conhecemos que abrand todos quando há um acidente de automóvel Isso não funciona só com o André Ventura funciona com a chamada agenda woke por exemplo se repararem ocupa um espaço desequilibrado em relação aos àquilo que se chamam os temas tradicionais e as questões laborais por exemplo posso vos dizer que são os meus textos menos lidos São sobre questões laborais eh eh dos temas que as pessoas estão mais habituadas eh
e portanto também um bocadinho mais maçadas funciona melhor com coisas que pareçam às pessoas bizarras estranhas fora aliás da sua muitas vezes as coisas mais distantes quando uma pessoa pensa mas se eu escrever sobre aquilo que interessa a vida das pessoas vou ter mais leitores Não não é verdade não é sobre as coisas que os os os textos com mais leitura não São aqueles que tê que que realmente interessam mais à vida das pessoas as pessoas vão ler coisas estranhas diferentes que não compreendem ou que são bizarras que chamam-lhe a atenção às vezes nem vão
ler vão clicar quê o é aquela conversa que os jornalistas têm muito que é notícia não é quando o cão more do homem é quando o homem mor do cão só há um problema quando isso repete muitas vezes as pessoas começam a ficar convencidas que o que é habitual é os Homens morderem os cães e e e começam a ficar H com uma visão um pouco distorcida eh da realidade eh claro que há interesses políticos e económicos eh os novos e gatekeepers são os senhores de Silicon Valley aliás que estão neste momento a apoiar Donald
trump e não por acaso estamos a acompanhar esta guerra entre a justiça brasileira e o Elan musk que que se julga Acima da Lei e dos tribunais Eh boa parte uma parte dos jornais portugueses não teria Viabilidade sem mnato que é Senado ideológico e político de direita e e mas é mais profundo do que isso a questão é mais profunda do que essa e tem a a ver com um modelo de negócio que é por natureza bom para a Extrema direita eh noato da no mercado da atenção à extrema direita ganha quanto mais se radicalizar
mais vai ganhar quanto mais grotesco parecer mais vai ganhar e e a conclusão nada otimista mas eu não ser muito otimista eh é que com este modelo de Negócio a cauda tem todo o poder sobre o cão eh O problema é que o que eu sinto é que o cão como não tem nenhuma alternativa para este modelo de negócio Quer mesmo ser abanada pela cauda Agradeço ao Daniel agradeço-lhe também não ter esgotado o tempo e assim deixado mais Eh mais alguns minutos para a nossa conversa e estou a aceitar inscrições eu peço às pessoas que
se inscrevem que digam o seu nome quando começarem a Falar Olá boa tarde obrigada obrigada Daniel por a intervenção e falando um bocadinho desta questão de H do desequilíbrio que existe na agenda mediática e nos mídia tradicionais e nesta esta busca também por atenção como é que a esquerda sabendo que logo à partida eh por exemplo nos artigos de opinião dos mídia tradicionais Está Em menor número eh e isso vse basta ir ver quem quem escreve semanalmente para para diferentes eh jornais e mídia Tradicionais como é que a esquerda consegue controlar narrativas ou ou melhor
deter as narrativas e captar essa atenção estando já a partida Em menor número não tocando então nos temas eh que normalmente a direita e a Extrema direita é que que é a agenda woke h e e pronto e tentando falar de temas que se calhar interessam verdadeiramente à vida das pessoas mas que as pessoas não não tem não tem essa h não querem saber disso na verdade e Era isso obrigada bem obrigado três notas para comentares uma em relação ao que disse a Francisca estás a falar da questão do negócio mas por exemplo há pouco
tempo houve uma espécie de limpeza depois das eleições a nível de cronistas etc uma dessas pessoas por exemplo a caro Afonso eu acho que era bastante lida não é portanto se esta questão estás a falar de os prietários jornais serem de factos não conceber o jornal como um produto Mas como um mecanismo que se pode dar lucros noutros Campos que não o jornalismo não é se de facto não tá Para Além do Comércio nesse sentido outra questão é que energia que podemos pô nisso eu gostava de chamar energia Popular embora hoje em dia tinha que
ser energia de consumidores não é temos por exemplo o exemplo de em Liverpool exatamente por ser um jornal tabloid e por ter acusado os adeptos de Liverpool em hsb de terem provocado as mortes o da Sun não entra em Liverpool ao ponto que é uma marca própria ou seja o pessal Liverpool assume-se como o sun não entra aqui e foi uma espécie de batalha popular e onde o s não entra outra questão a ver o que é que achas deste tipo de de metodologias e procedimentos de política pública que foi em França quando começaram a
desequilibrar os painéis nas televisões houve uma espécie de queixa e uma espécie de Rc local obrigou oses a Manterem painéis com simétricos pronto também pensar o que é que achas sobre isso Zé se que dizer e o o mercado da atenção que tu falaste também funciona na nas escolhas que os partidos têm que fazer sobre de que é que falam e a quem é que respondem e como Ou seja a minha perceção é que além da comunicação social também nos nos nossos meios n nossas redes etc Se eu responder ao André Ventura vou ter mais
visualizações do que se falar de Trabalho ou se fizer um vídeo ou um sobre um tema woke vou ter mais visualizações do que se fizer sobre um outro tema e portanto nós também estamos permanentemente a fazer essas escolhas e a questão é como é que nós eh como é que como é que nós podemos fazer essas escolhas basicamente ou seja como é que tu também transpõe para o campo das escolhas políticas e partidárias sobre como é que se lida com a Extrema direita em termos de comunicação o que está a Acontecer e que tu aqui
exp queria dar os parabéns ao Daniel Oliveira pelo eixo do mal e por defender sempre as causas do bloco de esquerda Quase sempre eu sabia que ia ser polémico doume obrigo de recordar a não é indic não é oar indicado pelo menos segunda vou para uma não notícia grave manifestação LGBT que fez os seus 25 anos Não deu na TVI Eu liguei para lá e não me souberam responder porquê Portanto depois uma notícia assim meio estranha que para mim é absurda que Taylor swist faz um tomor de terra em Lisboa o mais absurdo é o
ipmar essa reportagem portanto ou Alguém pagou a alguém me explica o que é que aconteceu ali pronto o não percebi o que me deu a reportagem a dizer que sim que houve um tomor terra em Lisboa de 1.7 pronto só obrigado boa tarde eu sou António Manuel h eu estou aposentado de tanto o Trabalho Desde há se anos atrás Paraí desses anos para trás eu era muito consumidor de Notícias sobretudo a rádio e a rádio onde Eu normalmente ouvia era antena um e houve um programa da manhã a Marisa Matias não está por aqui que
eh de segunda a sexta-feira cada um dos partidos falavam 5 minutos às 9:55 que me criava algums chati porque eu entrava às 9 e estava ali mesmo ali em cima C vez sempre na ultra estava estava a Ouvirar pronto sobretudo à quinta-feira e sexta-feira quinta-feira era a Marisa e sexta-feira era do PCP portanto falavam cada cada cada cada partido na altura eram cinco partidos livremente o tema que bem entendiam a seguir eh tínhamos a antena aberta que é os ouvintes que que falam e então Nós já tínhamos os as os que estão na face music
a bodega já há 15 anos e 20 para trás já já aparecia situação dessas o que eu me apercebi é que quando falava a Marisa ou o o do do PCP chegaram a ser dois ou três agora já não me mar é que foi sempre durante durante esses anos todos os os paraquedistas já tinham muita mais contenção do caso que se estava a passar na semana e as coisas andaram assim e depois acabaram com isso acabaram com o lça a falar eu penso que a melhor forma que é uma forma que eu pronto utilizei é
quando um indivíduo nós sabemos que ele que não é Competente que ele que tem muitas dificuldades mas tem muito ódio a mim sempre me disseram deixa o falar que ele vai se espalhar para parte de fora e depois já já já nunca mais se levanta essas coisas das redes sociais é tudo muito bonito mas se os canais de televisões puserem em horário nobre a partir das do Jornal da Noite 10 minutos falar livremente todos os partidos eu quero ver o que é que o o chega vai dizer em 10 minutos por semana ou neste Caso
quantos partidos são tal tal quero ver o que é que ele vai dizer sobre os casos da semana e o que é que vai dizer o pan só os cinos czin os gatinhos e assim sucessivamente agora o que fazem é esconderem propositadamente para dar origem a estas situações portanto Isto é um processo que parece-me que é aqui uma bomba que anda para aqui mas ó pá fala diz lá pessoas chegará o gajo realmente não diz nada não é e as coisas eram eram facilmente desmontado agora este Processo que a comunicação está a fazer uma Daniel
Oliveira é tudo para aquele lado é direita direita e m não ali ontem com o Santos Silva pá pronto quer dizer o partido socialista é um uma porta giratória de Feito Para para tudo isto mas no entanto houve-se falar que não sei que não sei que não deixa o homem falar falava Pronto agora não querem É ISO é isso que estamos a acontecer e os jornalistas vão ficar desempregados pois qualquer dia qualquer dia em vez de ser Emz em vez de haver o suporte para para coisa é um algorit ali a falar para é preciso
o z riros ch pois um algorit está feito vai ficar Olá boa tarde a todos Olá viva muito obrigado Daniel foi muito interessante eu sou João venho de Lisboa duas perguntas Breves primeira pergunta é como alguém já disse numa das outras conferências há uma parte disto de de Não haver notícias verdadeiras nem notícias falsas que funciona como empoderamento das pessoas ou seja eu que não sou jornalista posso veicular uma opinião minha inventar uma notícia e isso de alguma forma h insufla o Meu Ego e portanto há há aparentemente um efeito de de empoderamento Ou seja
eu tenho tanta razão para para fazer notícias como um Jornalista que tem acesso a fontes Verídicas factuais e tal e tal e tal portanto eh a Adesão digamos massiva nas redes sociais a este género de coisas também tem a ver com esta ideia de que as pessoas desta forma conseguem participar mais imediatamente porque tudo é discutível não é como não há verdade e não há mentira então eu posso mandar os bitaites que quiser e é tudo aceito isto era a primeira pergunta portanto como é que nós do lado esquerdo da Batalha vamos empoderar as pessoas
h E a minha segunda minha segunda pergunta tem a ver com isso ou seja eu acho acho que nós esquerda Estamos numa posição muito defensiva ainda em relação h a a jornalismo ideológico ou seja outros países há em que há uma tradição forte como tu sabes e já tens falado sobre isso n outras ocasiões dos jornais assumirem tendências ideológicas e eu acho que isso seria uma coisa Positiva em Portugal até porque punh as claras aquilo que tu disseste que é o facto de Sociologicamente hoje em dia o jornalismo ser feito pela direita e e e
as mensagens até é feito de pessoas de esquerda ele é exato exato mas percebeste percebeste onde é que eu quero chegar sim sim sim hum e portanto eh eh a mentira e a verdade sempre existiram em política Isso não é um facto novo Mas porque é que tu ainda continuas a h a usar a expressão factos em vez de usares a expressão ideologia não é porque talvez Isso nos facilitasse e pudesse abrir espaço para nós termos um jornal de esquerda assumidamente de esquerda Hum porque Há questões que são ideológicas e que não é tanto Talvez
uma questão de verdade ou de mentira não sei não sei se me fiz entender muito obrigado Olá e eu sou Pedro Hum eu tenho uma pergunta que é como é que no dia a dia os jornalistas não esquecendo que são trabalhadores Como é que os jornalistas sentem essa pressão De corresponder então a à atomicidade da da Notícia ser o produto e eh é uma das questões que eu tenho e pegando também no facto de que estamos a falar de trabalhadores na comunicação social eu acho que a esquerda também poderia pensar que são trabalhadores e que
estão desprotegidos muitas das vezes nos meios de comunicação social e de também de se organizarem juntamente com os sindicatos e e de tentar fazer um bocadinho de literacia social e literacia também Laboral dos direitos de trabalho para perceber se de facto não poderá vir de dentro de da da dos grupos de comunicação social a animosidade para mudar um bocadinho o paradigma obrigado então vou tentar juntar aqui várias coisas Agora vou ser um bocadinho menos estruturado peço desculpa mas vou tentar o mínimo h a esquerda não tem eu é é uma expressão e que eu costuma
utilizar sobre a comunicação Social que a comunicação social não é um poder não é um contrapoder é um Palco onde os poderes se confrontam sempre foi isto e a pouco peso que que a esquerda tem na agenda na construção da agenda mediática não tem a ver com a agenda mediática não tem a ver com a comunicação social tem a ver com uma perda deemon da esquerda que vai para lá da comunicação social daemonia cultural ou seja Acho que todos sentem que isto é ler grams pronto que Isto pendeu mudou e e portanto a comunicação social
que é o palco onde os poderes se confrontam é sente e acontece ou seja para além de todas as coisas que eu disse corresponde a essa mudança e de equilíbrios e portanto a pergunta como é que a esquerda consegue controlar a narrativa como a direita controla a narrativa não é só uma pergunta de um milhão de de é uma pergunta para o é para estes dois dias todos que vocês aqui tiveram a discutir Porque é muito para lado a comunicação social porque o controle da narrativa não tem exclusivamente a ver com a comunicação social nem
apenas com a com a com as redes sociais e eu poderia aqui desenvolver sobre Que tipo de Nova radicalidade que a esquerda pode construir e para deixar de ser vista como é hoje do meu ponto de vista como o a situação apesar de não ser a situação é vista como a situação quando Vemos os Miúdos a aproximarem-se da Extrema direita ou da iniciativa liberal percebemos que é uma das posturas é a postura contra a situação e E porque é que a esquerda incluía que não está na situação ficou vista como sendo da situação eu não
tenho se eu tivesse uma resposta quer dizer até posso ter aqui mas teríamos fazer aqui um debate todo muito mais profundo para Além Deste tema específico que estamos a falar mas a questão está aí aí a questão não está na Comunicação social e e o o o deixa-me ver aqui só se não me esqueci do eu acho que com isto responde um bocadinho ao que disse a francisc e o que disse o Zé o O Zé suer não sei se se respondia ou não eh eh Isto ou seja a comunicação social aqui faz parte do
do do conjunto a comunicação social as Universidades porque é que nas universidades hoje eh se sente uma Mudança de de de de tem a ver alesco o próprio funcionamento das Universidades das Fundações e da sua viragem para o mercado que escolhe um determinado tipo de ou seja como diria outro isto está tudo ligado e portanto e não é possível construir uma construir uma narrativa ignorando Toda Toda esmo do confronto hegemónico e que está a ser feito do ponto de vista da comunicação social há um debate mais complicado que eu não Peguei aqui porque não vinha
a debater a comunicação social no geral que tem exatamente a ver quais são as alter a este modelo de negócio a um debate sobre o financiamento público da comunicação social um debate que aqui foi aflorado sobre o jornalismo cidadão e eu tenho muitas dúvidas sobre o jornalismo cidadão e acho que aliás uma das coisas interessantes que as redes sociais e o que está a acontecer trouxe para a esquerda é que parte das suas ilusões Bistas foram totalmente desfeitas e por mostrar exatamente que é intermediação política é da natureza da democracia e que a esquerda democrática
não tem grande futuro sem essa intermediação e política isto não impede de eu achar interessante que os cidadãos que mobilizem em nome de uma comunicação social democrática O que significa financiarem participarem e que a comunicação social tem uma relação democrática com os Cidadãos em que recebe os seus contributos agora a ideia toma lá uma câmara toma lá um um um e estás a fazer jornalismo não não estás e passo para a questão dos Factos a verdade existe para os poucos católicos que aqui existam é como Deus existe nós não conseguimos lá chegar mas sabemos que
ela existe e o que distingue o jornalismo da mera ideologia ou de combate político não é a objetividade do jornalista nem a Neutralidade do jornalista é o método é o cumprir um conjunto de regras que definem o que é o jornalismo ouvir as várias partes cruzar cruzar cruzar Fontes etc que é o que nos permite independentemente da nossa subjetividade tando ela sempre presente aproximarnos na medida do possível da Verdade e dos Factos e perdendo Isto mais uma vez jamos que ao abandonar esta ideia tornarmos mais radicais estamos a oferecer caminho aos que já estão a
Fazer o caminho que é a Extrema direita para quem os factos alternativos existem eh outra coisa é dizer e eu digo que o jornalismo que existe é um jornalismo de classe e se há discriminação que é evidente é essa os temas eu não me esqueço é uma coisa que ficou na cabeça numa televisão durante a pandemia uma coisa sobre os os os meninos que estavam a estudar em casa portanto um problema gravíssimo sobretudo nas classes mais pobres em que is era e a Reportagem eram dois meninos com tablets numa sala com o pai com o
computador a mãe com computador Portanto o pai era pobre a mãe era pobre o empregado era pobre o o jardineiro era pobre e e e isto não tem a ver com não hou alguém que pensaram vamos vamos pôr aqui não é um automatismo é por isso que os assuntos dos colégios quando os colégios se enervam com qualquer coisa isso torna-se rapidamente um assunto mediático Como os impostos são sempre o Tema central de qualquer discussão sobre o orçamento na comunicação social eh e não as prestações sociais por exemplo porque o jornalismo é de classe exatamente pela
razão que eu disse o jornalismo é o palco onde os poderes se confrontam e há uns que têm mais poder do que outros os bairros periféricos de Lisboa e do porto não têm espaço não existem são invisíveis na cidade e são invisíveis na comunicação social a não ser quando há Um crime a não ser quando o poder sente que eles existem e tem que agir perante eles é igual mais uma vez não é uma questão da comunicação social Comunicação Social é o espelho das relações de poder que existem mudar essas relações de poder na comunicação
social É também um um projeto mas não é é isso que é o Projeto ideológico não são os factos e as notícias não é o que não é o trabalho jornalístico mas vez está uma linha até entre as duas não não Há é que não acho mesmo que haja O Observador vou dizer O Observador é Jal muito bem feito muito bem feito E bem feito não estou a dizer do ponto de vista da eficácia política estou a dizer bem feito como como projeto jornalístico as reportagens são os trabalhos são bem feitos é um trabalho esmagadora
maioria como nos outros também há há exceções as esmagador dos trabalhos são sérios do ponto de vista jornalístico O que é que muda são os Temas é o tema a hierarquização do tema é a agenda não é o que está dentro depois das notícias é a agenda é o que é que aqui que é que eu dou mais prioridade e essa é a linha editorial e portanto ela não é ideológica no sentido a linha editorial eu sou a favor do do do que os jornais tenham linha editorial Mas é isso um jornal com uma linha
deitada de esquerda pode ser feito quase exclusivamente por jornalista de direita e vice-versa eu até suspeito que O Observador é maioritariamente feito por jornalistas de esquerda eh eh vagamente de esquerda não estou a dizer que ainda são de esquerda não é e a direita porque o que defende porque o que define o que define é a escolha dos temas e essa é feita pela direção pelos editores é o que é que é primeiro o que é que qual a que é que eu dou mais destaque a que é que eu dou menos destaque Qual é
o ponto de vista porque porque vamos tratar este tema pois a Partir daí o jornalismo se for bem feito há pequenas diferenças evidentemente há pequenos métodos eu o se os sindicatos ou não o se os sindicatos ou se primeiro ok há mas é importante nós não assumirmos não nós travarmos uma certa eh caminhada para o precipício que a esquerda Às vezes tem para o total relativismo que de repente percebe que como não controla a narrativa quem beneficia do relativismo nunca é são são outros Eh sobre os colonistas eu tenho uma tese Não tenho sobre esse
sobre esse processo que aconteceu eh até porque de facto alguns colonistas que foram afastados eu tenho ideia não eu não tenho acesso aos números mas tenho ideia que se não tinham muitos leitores tinham tração Como eu disse há pouco eh a Minha tese é que é que a teoria da Ferradura venceu a ideia dos extremos Tocam aquela conversa e que para não ter pessoas do Chega ou próximas do chega é a minha tese não tenho nenhuma não tenho nenhuma base para factual e não tem muito pouco o chega tem muito pouca presença do ponto de
vista de opinião tem de opinião fixa muito pouca presença e e pá não é sempre fácil é sempre fácil tem pouca tem pouca do ponto de vista não estou a falar dos representantes partidários que vão falar à televisão Estou a falar de colonistas fixos que são da área próxima e pá dir O Alberto Gonçalves e mais três ou quatro não são Não não é significativo Quando pensamos no peso Eleitoral do partido e eu a Minha tese é de que para que isso não acontecesse os jornais afunilar e no ali no no centro centro direita é
a minha tese não tenho não tenho a certeza certeza em relação a isso que eu devo dizer eu por exemplo em Relação a a er que medir eu tenho muitas dúvidas sobre isso medir se é mais há mais gente de esquerda ou mais gente de direita a falar para já porque resume a a pluralidade é isso e há mais pluralismo para Além disso e e não vejo como é que ele se mede como digo há uma representação de classe totalmente desequilibrada mas inacreditavelmente desequilibrada nós conseguimos ficar dias a discutir por exemplo medidas Fiscais que afetam
1000 pessoas eh olha eh olha pronto vou falar de uma coisa do bloco que eu até defendi eh o imposto morte água por exemplo foi teve ali eu nem sei quantas pessoas afetou mas foi umas poucas poucas milhares de pessoas eh e ignorar eu estou a falar agora mesmo no espaço de opinião eh e que é por é por por falta pluralismo social na representação que é o maior de todos aliás porque H há logo Uma barreira é escrito é escrito de uma determinada forma com uma determinado tipo de linguagem portanto aí a barreira é
logo enorme mas não não é só essa é étnica eh de género etc portanto e reduzir Regional por exemplo também eh reduzir a questão ao pluralismo da esquerda e da direita é perigoso eh por fim a proletarização dos Jornalistas que é disso que que estava a falar polarização dos Jornalistas acontece de duas formas há um processo De Piza absoluta dos Jornalistas mas há uma velocidade absolutamente assombrosa e que foi especialmente acentuada com o aparecimento do online ela faz de duas maneiras uma provia dos como há uma crise no modelo de negócio os salários são baixíssimos
hoje em dia os jornalistas receberão mais ou menos o mesmo ou um pouco abaixo do salário médio Nacional um trabalho que supostamente é responsabilidade e qualificado e e Primeiro segundo o tempo que é talvez a questão mais importante um Jornalista que fazia de antes uma notícia de dois em dois dias ou de três em três dias hoje faz várias por dia é impossível pensar e ter sentido crítico onde se faz notíci várias notícias por dia portanto há o processo de proletarização é mesmo o processo de proletarização no sentido mais profundo do termo que é o
jornalista perdeu o poder sobre o seu próprio trabalho e portanto os os ecrãs Os monitores com as notícias com mais clique são o resumo do que é uma linha de produção de conteúdos é isto que hoje grande parte dos Jornalistas faz é produz conteúdos e e este processo de proletarização não é preciso haver pressão eu dei o exemplo do monitor tá lá é visível mas não tem que ser o monitor o jornalista sabe que há e mais inp a própria crise do negócio em que está e naturalmente que incorpora e é Normal que incorpore sabe
que aquilo que que está numa numa indústria em crise e que se não tiver leitores e não conseguir seguir a lógica dos le do do e dos leitores aquilo vai fechar não vai ter viabilidade e portanto é assim que a pressão se faz eh como é que isto se quebra há projetos conhecem de certeza projetos como fumaça como 74 que entretanto fechou como e há muito mais mas outros o divergente há Montes proc mas que tem uma Característica são tudo projetos de nicho e que não tratam deard News ou seja não tratam das notícias deáreas
e que fazem as pessoas informar-se todos os dias portanto nós temos um problema agravado aos outros países porque temos um mercado minúsculo o nosso mercado do jornais já era minúsculo e portanto é muito difícil projetos de nicho que não sejam para nicho portanto não tem não não alterem nada disto que nós estamos aqui a falar e há o debate sobre para Quebrar esta este problema do modelo de negócio porque nós vivemos durante dois séculos numa quase com quase milagre que é os anunciantes precisavam especificamente daquele daquele suporte para fazer publicidade e e e aquele modelo
de negócio funcionou durante um tempo durante um tempo é São dois séculos não é mas funcionou durante um tempo e eram precisar de tal forma que apesar de tudo os jornais poderiam ter depender de vários e portanto manter a Sua razoável dentro dos limites em que a independência é possível e tendo em contra tudo o que aqui dissemos e esse modelo de negócio tá escutado não há outro por agora viável e pelo menos em países da dimensão de Portugal e eu sou um defensor da do do do financiamento público à comunicação social é um assunto
polémico eu sei que é polémico entre os jornalistas e eu tenho diul em perceber porque é que Acham que estão mais que a sua liberdade estará mais posta em causa do que quando tem Mecenas a dar dinheiro é um projeto que dá prejuízo não vejo como é que podem ser mais Independentes mas independentemente disso também não acho que isto por si só resolva a questão se eu tivesse a solução aqui provavelmente não tinha tempo para estar aqui a falar com vocês porque estaria a trabalhar nela e e e agora que há um processo de proletarização
dos Jornalistas que que a Tendência é para agravar até porque à medida que profissão se vai degradando degrada-se o seu prestígio degradando-o o seu prestígio há menos pessoas boas a querer ir trabalhar para jornalismo portanto Isto é um processo é uma bola de neve que que eu não sei muito bem como é que vai parar agora eu acho que independentemente da responsabilização dos Jornalistas porque eu acho que nós devemos responsabilizar os jornalistas porque senão estamos a contribuir ainda Mais para essa proletarização ou seja estamos a a demitir os jornalistas a sua própria autoria para bem
para o mal independentemente disso devemos ter consciência porque as pessoas são muito críticas em relação à comunicação social não tendo a menor noção de como é que as salsichas são feitas e se soubessem como é que as salsichas são feitas se calhar tinham um pouco mais de benevolência e acho que disse mais ou menos tudo que queria dizer eles falarem Diariamente hum eles os partidos falarem 10 minutos Ah não acho que isso é acho que isso é o contrário do jornalismo Ah acho que os os partidos na comunicação social falam em entrevistas em em em
Isso é que é a mediação não é para isso tem os seus os seus próprios instrumentos e acho que há um engano aí já agora porque eu tinha aís há um equívoco sobre se deixar se deixamos o chega a falar se deixarmos o chega a falar uma hora eles chent terram não se Deixamos o chega a falar uma hora ao fim de uma hora aquilo parece normal é assim que acontece Sim eu estou vamos a isto vamos fazer as últimas perguntas peço muita ridade Nós só temos 15 minutos H Obrigada pela a exposição foi muito
esclarecedora e sucinta e e mas eu a propósito da da tração e dos e e das coisas virais eu pergunto-me até em que medida que está relacionado por exemplo com a citação da amígdala e que isso não tá a ser um um vício crescente E uma dependência cada vez maior e e em que ponto é que isso não se reproduz porque as crianças começam a a ser educadas neste tipo de menssagens e depois continua simplo a vida fora eh porque esse como aos como aos como aos filmes de terror eh é verdade que o cão
se se se se o homem mordeu o cão duas vezes já deixa de ser Deixa de ser estranho mas pode-se inventar que o cão mordeu o jacaré etc etc e assim que se fazem filmes de terror e tem muita Audiência que eu vejo no cinema portanto em que medida é que estamos aqui criar uma geração de gente dependente de excitação da amigo lá por coisas superficiais Olá boa tarde obrigada E eu queria falar sobre uma coisa muito começar por uma coisa muito recente que foi O Ataque aos jornalistas da RTP ontem na na S Jordânia
em genin H E fiz uma eu eu tenho estado aqui portanto não estou a acompanhar as notícias o tempo inteo Fiz ontem tentei encontrar ontem e durante o jantar e depois do jantar e praticamente nada antes de fazer esta intervenção fiz mais uma breve pesquisa aqui no telemóvel pronto para para tentar não dizer nenhum disparate eh E continuo a encontrar praticamente nada em sem C RTP né Sem c na RTP e e na visão a visão publicou há 2 horas um artigo mas no ângulo do do Silêncio do governo e perante a a H perante
o ataque pronto e o diz basicamente que o Paulo Rangel contactou a o corpo diplomático português em em Israel só para garantir que que que estavam todos bem mas não se não fez nenhum tipo de declaração nem reprovação nem enfim eh e eu queria partir daqui para pedir e fazer três questões ou pedir três comentários eh se achares que não é eh repetitivo O primeiro é diretamente ligado com com este tema se eh e e porque se tem falado muito eh mais nas redes sociais sobre na relação de cumplicidade dos mídia com o O genocídio
inclusive é no âmbito do processo do tribunal penal internacional a Francesco albanes também já falou disso em alguns algumas intervenções que fez nas redes sociais eh Frances eh eh sim pronto desculpem eh e enfim que comentários te merece sobre possíveis consequências que possa haver para os meios de comunicação nesta possível acusação de complicidade com o genocídio e depois num âmbito mais geral eh se há uma crise da mediação eh os os Órgãos de comunicação sociais são também são não só mediadores entre o indivíduo e a realidade mas também nas mediadores das relações de poder entre
governantes e governados Em ambos os sentidos queer por serem barómetros muitas vezes queer por veicularem poderem ser veículos de pressão ou outrora possam ter sido H se há crise e e se perde este se também se se também cai este papel H como é continua a ser possível os os governados exercerem mínimos de poder e De intervenção sobre os governantes com o apoio eh dos dos órgãos de comunicação social terminar vou terminar agora eh pegando na frase do do grams e da da questão do pessimismo da ração da razão e do otimismo da vontade o
pessimismo da razão diz-nos que estamos numa espécie de roda damster eh nesta relação de que só vamos sair sei lá quando implodir ou quando eh tivermos um um ataque de fadiga final mas o e o otimismo da vontade como é que apontas possível sair Deste impass se vês opções se há projetos que conheças além destes que já falaste muito específicos portugueses quem é que produção de pensamento sobre que saídas preconiza para que possam surgir da mobilização popular em relação ao próprio papel dos meios de comunicação e da relação do do Povo com os meios de
comunicação Ok obrigado Olá a minha pergunta um bocadinho mais do foro pessoal ou seja eh sendo cronista como é que no dia a dia tendo acesso aos Números não é dos dos cliques como é que também Gere esta não tem não não não dispenso não não mas não digam-me só quando tiverem prestos a despedir-me de resto Então pronto como é que se sente esta se sente esta pressão e na escolha dos temas da das suas crónicas eh no no seu dia a dia qual é a diferença neste preciso entre um comentador e um Jornalista eu
neste preciso momento quando quando vejo um telejornal todas as Notícias guerra em gasa o autoclismo do presidente avariou tenha sempre um comentador atrás parece que eu sou um analfabeto que não percebe o que é que é um um os jornais estão exatamente na mesma forma uma pessoa tem mais páginas de comentários e do comentadores do que de Notícias acaba há um bom exemplo de um telejornal que se vê que é o o Dr rtp2 que não tem comentadores que é é rapidinho aquilo demora 20 minutos que Nós ficamos a saber o que se passa pronto
É isto que eu queria esta a minha pergunta B eu vou começar por um assunto que é muito caro e que não pode parecer que não tem nada a ver com o com com com o que o Camara perguntou querem uma luta realmente revolucionária proibição dos telemóveis nas escolas É talvez a coisa mudança mais radical que pode ser proposta que é nós basicamente estamos a viciar os nossos filhos ponto estamos a Estamos a h uma um processo coletivo de negligência parental e e estamos a preparar uma geração eu outro dia estava a falar com uma
miúda e apercebi-me que ela não via séries porque demora muito tempo cada episódio que ela não via nada que durasse mais do que dois minutos Exatamente porque nós estamos a a pré formatar as crianças para serem todas crianças com défice de atenção e com incapacidade natural não é Por serem burras não é por serem Preparadas não somos nós e estamos a dar é como se estivéssemos todos a dar heroína todos os dias aos filhos pelos acalmarem o c e o facto de poderem estar 5 horas sem um móvel é uma mudança radical porque significa que
o próprio corpo e o Cérebro habitua-se a conseguir estar 5 horas não é com o telemóvel desligado é sem o telemóvel Porque eu vi um li uma notícia já não me Lembro onde Espero que seja verdadeira e eh que fazer fizeram um teste e com fazer um exame com o telemóvel ligado assim com o telemóvel ligado assim com o telemóvel desligado assim com o telemóvel desligado assim ou sem telemóvel e havia diferença de todos porque este objeto tornou-se um uma droga e se nos adultos tornou-se uma droga preocupante nas crianças é uma droga que lhes
deforma o resto da vida e que vamos pagar bem caro até do ponto de Vista político porque ganha quem conseguir transmitir uma mensagem tão simples que consiga ser explicada num minuto e ao contrário do que dizem muitas pessoas uma coisa que não consegue explicar não uma há coisas que não se conseguem mesmo explicar num minuto a complexidade não se consegue explicar num minuto e sobretudo alguém que não consiga ouvir mais do que um minuto qualquer coisa ou seja um dia destes todas as nossas crianças são uma Espécie de Donald trump que não consegue e portanto
para mim essa questão nós estamos a sobre Não é só isso estamos a sobrepor as crianças a a estímulos a excesso de estímulos a falta de outro tipo de estímulos bem depois tudo o resto não não brincarem não não não não bem não não não aprenderem a socializar o que depois é um elemento Central para a democracia porque não há democracia sem corpo sem empatia não há empatia sem portant ou seja nós estamos Estamos a criar pequeninos Monstros eh só para não no chatear pronto e portanto eh Faço este apelo aqui ao bloco de esquerda
e a todos os outros partidos que abracem esta esta causa que Aliás já tem cada vez mais pessoas e escolas escolas a avançar mas que precisam de pressão pressão cidadã eh sou soube a s Jordânia eu eu eu soube disso ontem e e e e não acompanhei Depois não vi noticiários não sei como é que foi e acho inacreditável como é Evidente que se não fosse por outra coisa que fosse pelo menos por corporativismo para aquilo que ele é bom não é pelo menos para defender os jornalistas e não Espero que não tenha a ver
com a concorrência e porque nem é muito costume nestes casos agora há uma coisa que é muito interessante Desculpa deixa-me só acresentar está tado muito rápido nesta pesquisa rápida que fiz fui assim alguns dos principais caras da informação de diferentes canais Individualmente também não agora há uma coisa que é que é muito interessante que é eh o a forma como os jornalistas lidam com a Ucrânia e com Gaza e é muito fácil perceber instituiu-se que a Ucrânia se eu lembro por exemplo há o caso extremo Timor eu lembro ter escrito que quando de repente aquil
Timor Começou a correr mal lá internamente ficou toda a gente embaralhada porque eles eram bons eles eram todos bonzinhos então de repente Agora estão estão-se a zangar um com os outros ai Timor ai Timor porquê Porque o jornalismo Começou a cantar ai Timor ai Timor e não fez jornal não fez jornalismo porque era uma causa consensual a Ucrânia é uma causa quase consensual ou próximo de consensual e portanto os jornalistas sentem-se eh Desimpedidos porque nisto os jornalistas são exatamente como qualquer um de nós portanto sentem-se menos obrigados e depois como em Gaza o tema sempre
foi um Tema divisivo do ponto de vista político aí o jornalismo já é neutral eh apesar de tudo eu acho que a cobertura é bastante Melhor Desta vez do que foi noutras também porque o crime é tão é tão pornográfico que é difícil eh é difícil não ser agora é sintomático que mesmo num caso destes o o poder político porque é que não reage exatamente se os outros jornais se as outras televisões não fazem sequer diste assunto para que é que vai reagir ainda Por cima contra um amigo e do coração portanto eh garanto que
se de repente acho mesmo que se de repente toda a comunicação social começasse a falar disto Provavelmente o Paulo Rangel teria que dizer qualquer coisa mesmo que fosse Redonda teria que dizer qualquer coisa eh O Dia a Dia em relação a mim não eu eu por exemplo televisões Chei as audiências sei porque porque me dizem porque eu geralmente não pergunto porque Prefiro não ter essa porque isso depois influencia mesmo influencia mesmo depois uma pessoa de repente mesmo sem saber tá a escolher um tema e não outro Ou pelo menos pôr um em primeiro e outro
segundo é e às vezes tem que se saber porque se de repente ninguém quer ouvir também não faz muito sentido e quer dizer as coisas têm que ser ouvidas não é tê que ser vistas Eh agora mentia se não dissesse eu tento eu eu tenho uma vantagem Como escrevo quatro dias por semana dá para Tudo dá para os temas mais e com mais tração para os temas com menos tração dá para tudo portanto não tenho esse na escrita eu não tenho essa pressão porque escrevo muitas vezes portanto não não se um dia não ten ninguém
ler muito pouca gente e no outro ler muita é um bocadinho tem que acabar por escrever basicamente sobre tudo e um par de Botas portanto não não não há na na televisão a pressão é muito maior na televisão a pressão para as audiências é Muito forte é muito presente paira sobre as cabeças todas porque nós sabemos uma coisa que se o programa não tiver audiências acaba e e portanto tá lá mas eu acho que está como estava nisso as televisões privadas sempre ligaram as audiências A diferença é que agora medem obsessivamente em Grand muitos casos
dia a dia as audiências e algumas vezes com alguns equívocos porque um programa As coisas não existem só cada uma isoladamente Portanto eu acho que às vezes há uma leitura errada mas sinto de uma forma bastante moderada a também porque não procuro saber demasiado por fim o o Peixoto o sobre o sobre o o o os comentadores jornalistas os Então vou acabar eh os comentadores têm neste momento mais audiências é por isso que estão tão presentes não é pronto é uma razão tem mais audiências são mais baratos fazer Uma reportagem sai muito mais caro do
uma reportagem de 15 minutos sai muito não há já não reportagem de 15 minutos na televisão desculpem uma reportagem de 5 minutos sai muito mais cara do que 10 minutos ou meia hora de comentadores a falar portanto isso é a primeira coisa há uma questão económica e de audiências os comentadores têm audiência T tem e como o CL Mas é uma coisa portuguesa do que eu consigo perceber mesmo o peso do do do e eu não devia est A dizer isto porque Acho ótimo porque comentadores tenh meso espaço e agora é uma coisa portuguesa não
na maior parte ou seja eh Há uma o excesso de presença da opinião para mim o mais preocupante nem é isso é a confusão entre o espaço de informação e o espaço de opinião uma coisa é dar um noticiário nós vemos as notícias formamos as nossas opiniões sobre as notícias e depois há um programa documentário com quem nós concordamos ou discordamos podem ser Muito podem ser horas portanto faz quando eu acabo de saber uma notícia e no minuto seguinte tenho um comentador A comentá-la o comentador na realidade confunde-se com o enquadramento informativo da notícia e
não dá espaço de formação da opinião própria e então se é pouco pluralista ou opinião ainda mais e e eu acho que esta confusão e tá tá a tornar-se perigosa ou seja de de um emaranhar como completo On de repente mais e depois chegamos a ao absurdo de Ter como temos com Marcos Mendes um opinador e a dar notícias e é muito giro para perceber Como como é que funcionam as dinâmicas dessas coisas quando o PS estava no governo era o próprio PS que passava informações para o Marcos mentes com um duplo com um duplo
vontade uma ela teria impacto ia seguramente naquele noticiário dois Ah uma espécie de negócio sempre não é doutra informação Não vais depois estar a dizer mal não é portanto e eh acabava por domar o próprio opinador ao passar na informação construindo uma Persona porque Marcos menos desculpem que vos diga não é Marcelo Rebelo de Sousa eu já uma vez disse que ele era o Marcelo Rebelo de Sousa da loja dos chinês sem qualquer da loja de 300 não é da loja de chinas peço da loja dos 300 e e não tem sequer as Car do
do do do Marcelo e é é uma Persona Que foi construída com base no acesso neste negócio permanente eu recebo informação eu dou a informação e eu não compreendo Como é que os jornalistas aceitaram Isto ou seja aceitaram que o num espaço de informação um opinador passasse a ser ele próprio quem dava a informação não tratada por jornalistas não verificada por jornalistas e e isto corresponde aqui é uma tripla confusão não é porque é um um político um político não ativo completamente não Ativo eh que sonha ser presidente da república Nunca será na minha opinião
e mas sonha ser presidente da república eh eh uma confusão entre o entre entre o opinador o político e o papel de de informação e eu acho que esta confusão entre a opinião e entre o espaço da opinião era muito importante tal como o espaço de Publicidade tá completamente separado o espaço da da informação que o espaço da opinião tivesse completamente separado do espaço de informação vai ser Difícil porque a lógica da televisão de companhia ou seja Anes da televisão de companhia eram os canais jornalistas é num televisão de companhia é a televisão por isso
é que os programas de manhã são tão importantes porque fidelizam e depois fica ali o dia todo para para os mais velhos que ficam a ver televisão fica ali depois já fica até à noite ligado ora as notícias chama chama-se televisão de companhia um termo e e os canais de Notícias transformaram-se em televisão de companhia e e e e é muito difícil fazer essa separação porque aquilo está sempre a tentar ficar no topo e portanto se um se ter opinadores mantém a audiência lá em cima é logo a seguir à notícia porque é a maneira
de segurar acho difícil vencer isso agradeço mais uma vez [Música]