Você sabia que em 1932 um grupo de jovens estudantes paulistas enfrentaram o governo federal, em nome da democracia, uma revolta armada, um grito pela liberdade e uma sigla que virou símbolo de resistência, mmdc. Quer saber mais sobre esse assunto? Então prepare-se.
Hoje você vai conhecer mais sobre a história desse movimento que marcou o Brasil. Eu sou o professor Bruno Tulux e o meu objetivo é te ajudar a entender a história. Ao final da década de 1920, o Brasil vivenciava os momentos finais da República Velha.
Em 1930, Getúlio Vargas chegou à presidência do Brasil através de um golpe militar, colocando fim à dominação das oligarquias cafeiras de São Paulo e Minas Gerais. E a promessa desse novo governo era de total renovação em muitos aspectos, mas na prática o que se viu foi um governo centralizador, autoritário, provisório, sem constituição e governado por decretos. Para São Paulo, no entanto, esse era um duplo golpe.
Além de perder o protagonismo político federal, com o fim da política do café com leite, teve que aceitar interventores estaduais nomeados diretamente por Getúlio Vargas. O cenário de descontentamento político com Vargas explodiu pelas ruas de São Paulo e a partir de maio de 1932, a capital paulista virou o palco de comícios inflamados. Em 22 de maio, o ministro varguista Osvaldo Aranha foi enviado para São Paulo para tentar conter essa crise.
Porém, a missão de Osvaldo Aranha fracassou. No dia seguinte, em 23 de maio, em uma manifestação contra o governo, jovens invadiram a sede da Legião Revolucionária, um grupo que apoiava o governo de Vargas e o interventor de São Paulo, João Alberto Lins de Barros. E a resposta do governo veio da pior forma possível.
Os manifestantes foram recebidos à bala e quatro jovens que participavam dos protestos foram mortos. Martins, Miragaia, Drusio e Camargo. E o sangue derramado naquele momento virou símbolo de luta.
Suas iniciais deram origem à sigla mmdc, o embrião da resistência paulista. Em 24 de maio de 1932, o MMDC foi organizado como uma sociedade secreta e teve como lideranças Aureliano Leite, Joaquim de Abreu Sampaio Vital, Paulo Nogueira e Prudente de Moraes Neto. Inicialmente foi chamado de guarda paulista, mas logo recebeu seu nome definitivo, MMDC, em homenagem aos estudantes mortos no dia anterior.
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A Faculdade de Direito do Largo São Francisco virou um verdadeiro centro de resistência. civ se armaram ao lado da força pública que correspondia à Polícia Militar de São Paulo e também de parte do exército. Até mesmo o Partido Republicano Paulista e o Partido Democrático de São Paulo se uniram na Frente Única em fevereiro de 1932, exigindo o fim da ditadura do governo provisório e também uma nova constituição para o Brasil.
Em 9 de julho de 1932, a revolução estourou oficialmente. Tropas comandadas por Euclitzes Figueiredo assumiram o controle da capital paulista. Pedro Manuel de Toledo, até então interventor, foi aclamado governador para opor as ações de Getúlio Vargas.
A guerra havia de fato começado. A revolução constitucionalista de 32 não era apenas uma luta pelo poder, era uma exigência por uma nova constituição para legalizar o governo de Vargas. Mas São Paulo estava praticamente sozinho.
Apesar do apoio inicial de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e do sul de Mato Grosso, nenhum outro estado entrou de fato nessa guerra. Com inferioridade bélica, falta de apoio, escassez de suprimento e lutando contra as forças federais, os paulistas conseguiram resistir por quase 3 meses. Em 2 de outubro de 1932, a luta chegou ao fim e o resultado foi desastroso.
Milhares de mortos e feridos e a vitória de Vargas, que conseguiu se manter no poder, porém não sem consequências. Apesar da derrota militar, a pressão popular funcionou e Vargas definitivamente teve de ceder. Em 1933, uma nova assembleia constituinte foi eleita e em 1934, o Brasil ganhou uma nova Constituição.
O sangue derramado pelos jovens do mmDC definitivamente não foi em vão. A memória dos quatro jovens estudantes paulistas e mais outros 709 combatentes que lutaram nessa revolução descansam no obelisco do Ibirapuera, símbolo máximo da revolução constitucionalista. Martins, Miragaia, Druso e Camargo representam muito mais do que uma revolta.
Representam o espírito de luta, justiça e a voz do povo. Em 9 de julho, o estado de São Paulo relembra a história de bravura daqueles que enfrentaram tudo em busca de um Brasil mais justo. O MMDC é um movimento que representa o anseio pela legalidade e pela justiça no Brasil.
E por isso sua história jamais será esquecida. Eu espero que essa aula tenha te ajudado a entender mais sobre o movimento mmdc. E se você gostou dessa aula, deixe seu like, seu comentário e compartilhe esse vídeo para que outras pessoas também conheçam a verdadeira história do mmdc.
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E para você que assistiu essa aula até aqui, eu vou deixar como recomendação um outro vídeo que eu já gravei explicando sobre o que foi a revolução constitucionalista de 1932. Muito obrigado e um ótimo estudo para você. Eu espero te encontrar em um próximo vídeo aqui do canal.
Valeu e tchau.