[Música] Olá sejam todos muito bem-vindos ao canal I termo a mais um programa da série e o termo entrevista quando nós temos descobertas científicas algumas delas têm uma data uma hora precisa em que elas ocorreram mas quando nós quando nós queremos discutir a criação de todo um ramo da física todo um ramo da química é mais difícil precisar um momento exato em que nasceu esse ramo talvez nem seja possível no programa de hoje nós temos conosco o professor André de Almeida André é professor de engenharia química da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro é
um amigo de longa data ele dá aulas de termodin de fenos de transporte e de uns tempos para cá ele se interessou por estudar a história da termodinâmica principalmente a termodinâmica clássica a termodinâmica macroscópica e é sobre isso que nós vamos conversar no programa de hoje e eu começaria perguntando para você bom onde a gente situa o início da nossa conversa de hoje mente um prazer enorme est aqui nesse canal que você organiza e tá fazendo eh essa essa história toda começou na realidade quando eu comecei dar esse curso na graduação e Curso termodinâmica para
engenharia química e engenharia de elementos não é eu há muitos anos já tenho em mente processo de que ou a constatação ou a ou a ideia de que fundamentalmente para você colocar determinadas questões de vinculação da formação e engenharia com o mundo social que tanto é falado sempre me pareceu que isso teria que se dar no interior dos próprios cursos que não pudesse ser um problema tratado com disciplinas apendices curriculares que muitas vezes foi tentado E aí a questão da história das áreas envolvidas em cada curso particularmente me pareceu sempre um caminho adequado para cuidar
da essa questão de fazer esse vínculo da realidade técnica tecnológica da engenharia com a ciência propriamente e o mundo social comou foi bem A partir dessa perspectiva eu consegui ver na termodinâmica particular um caminho favorável porque eu tinha um pequeno material Inicial permitia constatar já alguns pelo menos as grandes questões que estavam envolvidas nessa história e posteriormente esse mesmo processo foi me levando a novas leituras correr atrás de alguns textos efetivamente originais de gente com clausus o Kelvin enfim e na medida em que essa quantidade de leituras foi foi se acumulando eu fui percebendo que
ela me colocava cada vez mais para trás tendo que encontrar momentos anteriores onde aquelas ideias estavam eh se apresentando consequentemente acabou que esse acúmulo foi gerado foi produziu né gerou essa essa apresentação que no fundo gerou esse convite para vir aqui e fundamentalmente foi resultado de uma conversa informal que eu tive com um amigo nosso Frederico Tavares da escola de química da UFRJ e nessa conversa ele se interessou perguntou se eu não queria falar pessoal do grupo dele lá eu falei é bom e na realidade foi uma enorme oportunidade para botar uma ordem nessas ideias
todas um um po Essa foi a a Gênese desse desse essa conversa que eu tive com ele lá e consequentemente me trouxe até aqui hoje para falar disso com você digamos dá um um roteiro pra gente mais ou menos do do caminho que você vai seguir e esse esse processo inicial de de acúmulo de ver mais ou menos os próprios textos clássicos que os caras escreviam e as citações foi me fazendo entender ou ou pensar atém dinando né macroscópica clássica meados do século XIX como na realidade centrada em duas ideias chave a ideia de conservação
e a ideia de evolução essas duas ideias é que acabam formatando em última análise num sentido mais amplo a os dois princípios da terra ordin bom essas ideias elas não podem a meu juízo não poderiam ter nascido do nada elas foram um processo de amadurecimento das das das questões postas socialmente ao longo de muito tempo e foi um pouco tentar resgatar essa história ou como diria Foucault essa ar olia né da desse saber que acabou conduzindo cientificamente a caracterização dessas duas ideias como hoje em dia a gente trata como leis quase fundamentais da realidade física
a energia com certeza a crescimento da entropia a questões envolvidas sobre a realidade última Mas enfim essas duas ideias então nortearam um pouco a minha busca no passado para olhar o que que e aí você vai verificar que exatamente isso se deu em vários momentos da história que é a questão de você pensar a ideia de permanência a ideia de invariância conduzindo a ideia de conservação a ideia de mudança transformação conduzindo a ideia de evolução E aí no fundo no fundo esse essa primeira tentativa de organização é um roteiro para Resgate dessas ideias ao longo
Sei lá eu já de muitos séculos e André quais eram as questões filosóficas Quais são as questões filosóficas envolvidas nesse processo de evolução do raciocínio Pois é quer dizer eu fiz até essa advertência quando falei disso lá a primeira vez que tinha questões que eu não ia tratar que eram as questões epistemológicas mais Gerais porque eu não não olho para isso a partir do nada é claro que eu eu imagino perspectivas de como o conhecimento é construído como ele se propaga de que modo ele é articulado em algum momento e de fato tem uma discussão
imensa sobre toda essa série de questões eu tenho uma perspectiva minha que até dia eu tava pensando sobre isso assim do nada que muitas das ideias científicas elas T um caráter parecido com a a digestão de ruminantes as coisas vão e voltam até que um momento desse definitivo que o que seja lá dos os né todo a matéria orgânica e mineral que tem naquela na naquele alimento é de fato incorporada definitivamente no organismo e nesse sentido eu tenho uma perspectiva que muita gente que opera nessa área mais epistemológica chamaria de uma perspectiva construtivista de imaginar
que esse processo de construição é muito mais vinculado processo de desenvolvimento científico é muito mais vinculado a esse processo de construção sucessiva histórica uma coisa que envolve sempre a prática que envolve a a as relações sociais que engendram e portanto históricas por definição Então essa é um pouco a a a perspectiva que que eu tenho de fundo mas que na realidade me faz em última análise é selecionar escolher os temas que são relevantes outra pessoa que talvez fosse atrás dessa mesma história não evidenciaria esses temas provavelmente pensaria em outos muita gente que estuda fala discute
a história da termodinâmica clssica coloca como ponto de referência ou ponto de início da discussão a Revolução Industrial você Compartilha essa visão compartilho completamente uma vez que na realidade o o o qual é a grande questão da ter ela tem esse nome muitas vezes a gente esquece né ela na realidade foi o Kelvin os escoceses que estavam Nesse contexto que dera esse nome de termodinâmica porque a última análise foi o espaço científico construído Para incorporar o calor que tava no mundo desde que o homem homem ou já há muito tempo atrás O fogo tá posto
em várias dimensões da da história da humanidade então o calor tava colocado o problema da Revolução Industrial é que E aí é bom frisar que não só o calor partir das máquinas térmicas e a máquina a vapor essencialmente mas as máquinas hidráulicas também que foram também extremamente decisivas paraa fixação e a construção da ideia de trabalho que junto com o calor são as dimensões básicas das trocas energéticas que acabaram levando ultimamente a No Limite a que se pudesse construir o princípio da Conservação da energia e E essas máquinas adquiriram no contexto da Revolução Industrial que
na realidade é um contexto que tem a ver com um tipo de transformação social muito mais intensa que em última a gente tá falando da questão da da radicação da indústria capitalista ou seja eh a forma de produzir assim como a as quantidades que passaram as forças produtivas foram capazes de colocar disponíveis foram imensas o que causou uma transformação em todos os limos ora diante de uma transformação como essa não é à toa que a gente vai datar eu faço nessa tentativa Inicial mais ou menos esse período de sedimentação da tem uma microscópica entre 1820
1870 e é mais ou menos assim 20 quando as primeiras ideias de calor começam a se ajeitar quando a ideia de trabalho se cristaliza coloca um padrão para pensar por exemplo a questão da Vis viiva que era um processo que vinha e aí o trabalho se torna padrão até para mudar o patamar viiva era sempre a massa vezes a velocidade ao quadrado a energia cinética como a gente vê hoje é 1 meio de mv2 ocorre entretanto que isso só se deu quando as pessoas perceberam que o trabalho já perfeitamente caracterizado com uma relação força e
distância consequentemente integral G fdx que para isso ser compatível com a quantidade e movimento que o os os objetos adquiriam essa quantidade a vis viiva portanto tinha que ser traduzida em termos da metade do que era a vis viiva original então de 20 a 70 é exatamente o auge do período de propagação da revolução soci que era um fenômeno tipicamente inglês no século XVII passa a permear toda a Europa e aí começam outros atores a se envolver nessa busca de entender essa questão não pode ser casual quando você imagina tem um texto de referência para
esse assunto da conação de energia que é um texto submetido a críticas e tal mas é um texto que todo mundo cita que é um texto muito importante um sujeito chamado thas que depois escreveu um livro extremamente influente que chama estrutura das revolução científica mas antes disso no final dos anos 50 el escreve um texto sobre A Conservação da energia como um exemplo de descoberta simultânea ele assim defendia essa tese eu não compartilho tanto mas enfim mas o que eu acho mais interessante no texto dele é exatamente a preocupação em caracterizar quanta gente quase que
sincronicamente estava determinando coisas muito próximas umas das outras muitas vezes sem contato entre eles ora você olha para isso pensar pode ser conhecid o que justificaria tanta gente preocupada com a questão do calor e a questão da relação calor e trabalho se não fosse este contexto que acabou engendrando Todo essa ânsia é interessante observar e é pouco registrado se você for olhar o texto original do carn aquelas reflexões sobre você olha vai ler o texto as qu cinco primeiras páginas ele faz uma congresso produzido pela máquina vapor na Inglaterra ele quer estudar sistematicamente a máquina
vapor porque ele tinha percebido que aquilo era o era o CNE do desenvolvimento econômico da época ora a influência do carn todo mundo conhece se o s gasta cinco seis páginas para falar só sobre a máquina vapor fo sinal de que aquela realidade tava impactando todo mundo certamente e a França vinha acabado de ser derrotada nas guerras napoleônicas e tal então eu acho que a Revolução industral ou esse processo histórico que acabou redundando naquilo que a gente chama de Revolução Industrial foi absolutamente decisivo bom André você deu um Panorama muito bom sobre o contexto histórico
sobre que outros ângulos a gente poderia analisar eh esse assunto esse momento de desenvolvimento na termodinâmica então como eu tinha sugerido eh Há algum tempinho aqui atrás falando sobre a necessidade que eu senti de ir atrás um pouco da Gênese dessas ideias como é que elas foram sendo desenvolvidas historicamente a gente não pode deixar de eh perder de vista que quando esse contexto histórico que a gente acabou de de discutir ele aparece ele não aparece no vazio ele aparece a partir de uma dada realidade que as pessoas Vinham vinham lidando no sua tentativa de estabelecer
né o entendimento sobre o mundo sobre as questões daí aparece as questões de natureza mais filosóficas e as questões mais de natureza científica que bota coloca a gente um pouco No Limiar dessa passagem da física do século XVI pro início XIX quando então a termodinâmica se apropia bom desse ponto de vista filosófico e como eu sugeri há pouco também o que me guiou foi essas ideias básicas de invariância permanência conservação transformação mudança e evolução não tem muito jeito da gente pensar na Perspectiva do que seguiu que a gente chama de mundo ocidental e não for
encontrar esse tipo de discussão já lá com os gregos e assim foi eh essa história é uma história longa bastante bastante longa mas tem o início por exemplo numa polêmica filosófica histórica que envolve dois caras dos chamados pré-socráticos que são um sujeito chamado parmenides e um outro sujeito chamado herac que tinha uma percepção de mundo que De algum modo depois foi balizando a a intervenção dos mais importantes ou que chegaram como os mais importantes foram Platão e Aristóteles que tinham a perspectiva de olhar L pro mundo na busca parmes dessa invariância de tentar imaginar o
que que poderia ser algo efetivamente pensado e na cabeça dele ou na forma como ele vi o mundo só poderia ser pensado aquilo que não muda daí as características que ele apresentou por ser como era isso chamado Ou seja a realidade última do mund que existe e a ideia era isso tinha que ser uma entidade absolutamente permanente sem possibilidade de mudança porque se mudasse não seria mais o que era e consequentemente não seria mais nada e outras características homogeneidade perenidade enfim várias outras questões Onde por exemplo a um dos seguidores que passou historicamente Como Um
clássico de estudo que foi o zenão os paradoxos zenão e e e e a questão central que depois vai permear o pensamento de Platão também não é que essa turma não visse que o mundo est que as coisas mudavam no fundo o que eles estavam tentando dizer é o seguinte o que muda é só aparência a gente percebe mudando mas na realidade as coisas O que é é não muda e os paradoxos são um pouco para mostrar que racionalmente você não pode justificar o movimento não pode justificar e esse tipo de transformação de mudança contraposto
a isso mais ou menos em época similar a tinha um outro desses filósofos que era chamado Heráclito que o re atribui ao primeiro né filósofo que introduziu a ideia da dialética de fato mas é era dizer exatamente que a essência do real é se transformar o tempo que de pois bem essas duas ideias de algum modo polarizaram e foram se desdobrar no pensamento de Platão aquela história do mundo das ideias que era o mundo exatamente do fixo do permanente e é por isso que podia ser ser feito é que sempre dizia né não existem quadrados
no mundo tem triângulos isóceles triângulo retângulo enf o Aristóteles se contrapôs a essa perspectiva do Platão adversário ferrinho da da questão das ideias mas no entanto ele acabou se rendendo um pouco a isso num certo sentido e separando a abordagem dele do mundo real em duas perspectivas completamente distintas e aqui eu tô pensando na Perspectiva da física como a gente conhece hoje né escreveu sobre biologia escreveu sobre várias questões sobre lógica mas nessa perspectiva o que ele acabou colocando para resolver esse drama que é pensar a realidade em dois planos completamente diferentes um que De
algum modo envolvia essa ideia de permanência que é o que ele dizia que tinha a ver com a astronomia onde a matemática podia ser utilizada que é o mundo das esferas para Além da Lua as várias esferas até as estrelas fixas que era o fim o Fim do Universo para ele e um outro mundo que era o mundo da variação o mundo da transformação que era o mundo que ele chamou da física do livro que escreveu que era o mundo sublunar e esse era o mundo de permanente movimento onde as coisas acabavam se degradando sofrendo
processos de transformação constante E aí começou a uma perspectiva que aí é muito importante menos para as ideias associadas agora essa questão da conservação ou da transformação mas é a importância que esse pensamento acabou adquirindo ao longo da idade média que vai induzir as primeiras críticas a essa a essas formulações então no mundo da física existiam Então os movimentos de dois tipos distintos os movimentos que chamava de naturais que o mundo era composto de quatro elementos aquela teoria grega clássica incorporada terra água e fogo diversas composições distintas tudo estava dado por esses quatro elementos e
esses elementos em relação ao centro fixo do universo que era a terra o centro da Terra tinha um movimento D como natural pela sua própria essência então tudo que era Terra caía ia para baixo tudo que era fogo ia para cima ocupar o seu lugar natural uma vez estando lá adquiria o estado que ele era próprio do repulso porque estava no seu lugar natural mas no mundo real existem outros movimentos já na época dos gregos tinha guerreava tinha vários movimentos levantava coisa é o que que chamava de movimentos violentos e teoria dele supunha o seguinte
por ser violento ou seja violento porque Contrariar que seria um movimento natural dos corpos esse movimento é que exigia explicação por que queor e a ideia dele era que essa explicação dizia que para se manter o movimento que não era natural o corpo precisava sempre est recebendo um motor e esse foi o ponto de partida pro início de uma série de críticas ao pensamento oteca ao longo da idade média que claramente estava em contradição com coisas reais por exemplo o aristótele falava um projétil que você arremessa uma pedra uma flecha ele dizia o seguinte que
o que mantinha aquele movimento até que ele cessasse e fosse pro lugar natural era um etano motor impelindo aquele objeto e onde é que ele via a origem disso que o ar deslocado como aristófanes não aceitava o Vado o vazio tudo era preenchido e curiosamente depois com decar isso Volta também tudo é privo era esse ar deslocado que voltava para empurrar mas ao mesmo a o objeto mas ao mesmo tempo a experiência dizia e a física deist uma física do senso comum mesmo que que a experiência das pessoas acabam sugerindo né de representação ele também
dizia que essa própria esse ordem deslocado oferecia uma resistência por isso que era mais fácil atirar coisas no ar do que na água e por aí vai ora isso era um germe de contradição imenso e foi essas contradições que começaram ao longo da idade Méia período mais clássico de ser considerado é mais ou menos século X mas toda vez que você vai olhar uma texto a respeito disso você percebe que já tem uma citação anterior alguém muito antes já tinha sugerido que não devia ser bem assim mas fundamentalmente essa questão que ganhou o corpo a
partir desse período que é a chamada escola de Paris e uma escola de Oxford que Alberton College que começaram a teorias sobre essa questão do movimento violento e a questão referente à queda dos corpos que começou a ser a ser discutido isso inclusive gerou várias polêmicas na história da ciência atualmente porque muita gente usando esse tipo de de ideia tentou Minimizar as contribuições de Galileu isso deu origem a várias polêmicas mas para efeito do nosso tema central aqui elas não são tão relevantes ao passo que essa teoria que tenta justificar movimento a continuidade do movimento
ela tem um germe muito interessante que é a chamada teoria do ímpetos e essa teoria em várias versões distintas mas na Essência o que ela diz o seguinte quando um movimento é impressa um corpo imprime junto ao e é algo que vai sendo perdido na medida em que a ação do movimento natural pela gravidade não a gravitação mas a gravidade que era uma ideia que as pessoas tinham PES coisas mais pesadas menos pesad e pela resistência interposta pelo meio então isso que ele recebeu em alguma medida é gasto para e quando isso se exaure o
o objeto cai vai pro seu lugar natural bom a olhando para isso não dá para não pensar que tem aí uma coisa clara que depois no momento subsequente vai gerar as questões levantadas pelo DC e pelo Liv sobre o que que era conservado o que que não era conservado sobre quantidade de movimento ris viva e coisa do gênero mas essa ideia de que alguma coisa corpo adquire e usa para passar por obstáculos para superar dificuldades e com isso gasta essa coisa consequentemente é uma ideia que me parece extremamente rica porque se Desenrola mais na frente
eu acho ela importante de ser registrada André segando um pouco H pessoas como descart lagn que normalmente a gente não associa com termodinâmica clássica Mas eles tiveram algom papel não então e eh nessa trajetória que a gente estava falando há pouco sobre o í que também não tem uma coisa direta mas que em última análise a perspectiva de olhar para para para essas teorias que esse esse povo foi apresentando tem um pouco de perceber ideias mais assim primitivas Sobre aquelas coisas né então por decar lá em particular tá muito preocupado para saber o que que
na realidade era o que tava preservado num corpo de movimento que podia e induzir a que esse corpo realizasse força e exercesse interações nesse sentido com o resto dos materiais eh que o circundavam Então essa é uma polêmica histórica tem até alguma relevância do ponto de vista da história da ciência a partir disso porque criou-se um pouco essa segmentação entre cartesianos maisano e depois os newtonianos que também se colocaram talvez formando assim a Tríade de tradições num numa mecânica mais vinculada à revolução científica do século século XV mas essa turma DC e l particular ao
contrário de nton que não tinha muito essa questão de conservação né mas DC e estava muito preocupados com isso e não é ansioso chamar atenção de que não à toa exes tinha uma física muito baseada em concepções arraigadas do ponto de vista metafísico o explicitamente defendia que a metafísica tinha que vir primeiro o dec numa certa medida também mas não vinculava tão diretamente a coisa da física como a mim par que era o caso do laas mas essas questões que acabaram em alguma medida trazidas por eles que acabou historicamente se mostrando Virtuosas em alguma medida
a ideia de quantidade de movimento dec depois a gente viu que se traduziu na conservação do momento momento linear que é um também uma lei básica da física agora de novo né esse tipo de de olhar pra história da ciência em busca de precursores das coisas e não de de digamos assim eh qual o tempo tá me fugindo agora mas de dos que vieram antes com ideias que não necessariamente são aquelas exatas que a gente tenta olhar para eles na perspectiva de hoje ajuda a gente perceber coisas quer dizer não é que ele tivesse visto
a lei da conservação do momento num certo sentido ele tinha postulado isso muito com a base na noção que ele tinha de Deus e o papel de Deus no mundo que se Deus criou o mundo e o movimento criou a extensão como ele dizia e o movimento esse movimento tinha que ser conservado porque Deus era uma entidade perfeita assim o lies por outras razões mas o fato é que eles tratavam de ideias de conservação seja Conservação da quantidade de movimento no caso de decair os cartesianos seja na conservação da viviva no caso de lentro eh
o DC morreu antes do lebus começar a produzir então quando o lebus começou a produzir o DC já estava morto então essa contraposição não se deu diretamente entre eles mas se deu entre os seguidores de ambos num certo sentido e nesse primo tempo que é um contexto mais geral aparece uma figura absolutamente decisiva que apesar de não ter trazido questões envolvendo a ideia de conservação propriamente mas teve a a a questão de precisar diversos conceitos físicos que a gente usé hoje de força um de massa apesar de algumas críticas de sugerem que esses conceitos eram
mais ou menos Não dependia do outro mas fundamentalmente mudou a forma e aí enjou todo o desenvolvimento do século XV de uma física fundamentalmente newtoniana que acabou engendrando a primeira enunciação de um princípio de conservação efetiva que era aos isso e produzido pelo Lagrange já no final do século XVI que é a ideia de que bom considerando para essa mecânica como todo tudo sem atrito sem eh eh escapando term dissipações hã dissipações dissipações de vários tipos mas tá inelasticidade nos choques e e e coisas do gên viscosidade a gente conhece bem equação de ol por
fluido e tal e tirando tudo isso o lag acaba formulando um princípio de conservação não só da Vis viiva mas associado também agora a aparecimento de um sistema de partículas que com forças centrais ou seja na linha newtoniana de atração das massas então ele faz um modelo muitas vezes muita gente sugere que é o primeira Anunciação do princípio da Conservação da energia mecânica mas também parece um pouco uma perspectiva de de olhar retrospectivamente para ver coisas que não eram o que de fato estava sendo dito ali hoje a gente olha é A Conservação da energia
mecânica potencial e cinética Mas fundamentalmente estava-se falando de algumas de coisas um um tanto diferentes Então acho que antecipar isso não é uma melhor medida mas de todo modo por exemplo parece ter sido influente na concepção que o helm depois que que é tratado com os primeiros a enunciar de fato A Conservação da energia acaba estendendo Esse princípio do Lagrange Para incorporar os fenômenos que vinham aparecendo com mais rapidez e e mais conexão com os outros que é a questão da eletricidade do magnetismo da luz e do calor que é o a segunda etapa eh
dessa história bom essa mecânica que encerra mais ou menos o século XVII com Moras que depois acaba se estendendo e ganhando uma tentativa de tratar de todas as questões virgules ao mundo físico foi a tentativa do Laplace que tudo era interações de algum jeito entre partículas Monte gis que produziu coisas de do ponto de vista da astronomia da mecânica Celeste muito positivas mas acabaram por exemplo trazendo questões pro mundo que nos diz mais respeito diretamente ao nosso tema que é a questão do tratamento do calor que é uma etapa super importante e que se esclarece
melhor exatamente nesse início do século XIX ela começa a ganhar profundidade no final da segunda metade do século XVI especialmente com um suente chamado Black Joseph black que a gente da química ouve falar em outros contextos e descobriu alguns elementos e tal mas que teve uma participação muito importante nessa história ao mesmo tempo que sem Porque tem uma questão coma teoria do calórico também que muita gente defendia mas não tava totalmente convencido né dessa realidade material e abria brechas em vários moleque em particular não escreveu ele próprio os textos dele são obras editadas por ex-alunos
mas o lavo aer por exemplo tem um texto eu já encontrei em alguns lugares falando que não mas é a melhor que tem não não tratava isso de uma forma tão radical como muitas vezes as pessoas tentam fazer crer mas o fato concreto é que o black esclareceu questões absolutamente importantes primeiro ele viu claramente que a temperatura era uma medida de intensidade que calor era quantidade isso já tinha um aspecto extremamente importante segunda coisa que ele abriu espaço para tirar um problema em relação à teoria do calórico que era a mudança de fase até constante
e ele também contitui a ideia de calor sensível e calor latente o que abriu o espaço para encaixar o calórico também nesse contexto porque na realidade Calam que a ideia Central é que são partículas materiais imponderáveis até onde quiseram medir não conseguiam encontrar nada significativo imponderável que agiam como partículas materiais e o Laplace Estendeu isso porque aí imaginava interações do tipo de repulsão atração e tal mas para mim tem um aspecto extremamente importante no caló que é a ideia de conservação por base dessa questão massa surgiu a ideia de que era uma entidade conservativa E
é claro que os testes Os experimentos feitos com calorino coisa do gên como aquilo tudo era isolado do mundo externo aparentemente né o calórico se conservava porque até os aparatos experimentais eram feitos mais ou menos nessa direção mas essa ideia me pareceu extremamente importante quando a gente vai olhar para um desdobramento E aí aqui a gente começa a se aproximar um pouco mais da história mais mais perto do que a gente entende como term dinâmica que é os os trabalhos do furrier sobre transferência de calor né o fier para além do que ele próprio fez
com as séries aquela coisa toda que a gente sabe mas se a gente olhar bem tirando por exemplo wer com a equação do movimento do século XVI equação da continuidade que no fundo conservação do momento e da o fur é o p cara que faz uma uma lei de conservação aplicada a áreas não mecânicas que do calor e para ele botar aquilo de pé obviamente ele não toma partido sobre qual é a essência última do calor mas o fato é que para construir as suas equações Ele implicitamente trabalha com a conservação que a gente diria
um sistema que era um s sem realização do trabalho no fundo é um balanço de conservação de energia né isso aqui e também a importância do Fer para além do próprio trabalho dele teve o impacto que ele teve sobre o Kelvin tson que depois virou Lord Kelvin que quando teve na França trabalhando eh num laboratório do cara mais importante na época Renault Só que não é o Renault como a gente conhece é reg e e que tem uma contato com esses trabalhor f E especialmente Fer já até conhecia ele foi correr atrás e depois o
do carn Via claper Então teve um um papel importante em várias dimensões e para Além disso também tem o seguinte porque no fundo no fundo o fier acabou fazendo o primeiro mapeamento do efeito dos processos irreversíveis Oca de calor é uma questão Aquele modelo do que a gente usa até hoje PR as equações de condução de calor no fundo Estão dizendo o seguinte há um sentido privilegiado desse fluxo e esse fluxo e essa ideia sempre impactou muito que tanto é que custou a assumir as novas versões ficou muito arraigado porque ele dizia essa relação calor
e trabalho ele dizia bom mas a gente pode trans calor num sólido e não tem nenhum efeito de trabalho então para onde foi esse calor né Que não se converteu em trabalho isso foi dificultando com que ele com que ele entrasse no leito que acabou se transformando que a gente hoje entende como uma ter dinâmica microscópica o outro aspecto desse início do século XIX que a gente já conversou aqui rapidamente mas que precisa ser reforçado nesse momento que é a fixação da ideia de trabalho e com e a consequente consequente correção da formulação da vigila
que aliás eu não comentei anteriormente mas por exemplo essa viviva vista com massa multiplicado pela velocidade a quadrado é uma ideia que na realidade só ganhou força mesmo e peso em momento de trabalhos do depois dos trabalhos do porque DC Galileu essa turma ninguém tinha noção de massa direito o l também não tinha lá tanta Mas enfim para efeito dessa questão futura essa Associação da energia da vi viiva com o trabalho agora bem formulado abriu o espaço que Eu mencionei H pouco e é exatamente nesse mesmo contexto Os anos 20 é que essas ideias Se
cristalizam com gente como o pai do carn Lazar que tem um livro clássico do final do século XVI que é super importante para isso mas alguns franceses também o navier aparece Nesse contexto poncel corioli essa turma toda que fixa E aí consequentemente o trabalho vira uma referência que depois vai propiciar aquele os processos né de de conversão de uma coisa na outra b então a gente percebe que a partir dessas diversas contribuições começa a se formar uma uma rede de entendimento de conexão entre calor trabalho energia essas essas ideias convergem amadurecem aí nessa fase no
início do século X ou foi um pouco mais adiante é exatamente por esse período porque o que o século X faz entrar nesse jogo é a descoberta da bateria pelo volta ou a implementação etiva O que tornou acidade algo disponível para ser manuseada né porque o CL já tinha postulado Aquele modelo de atração das das cargas da eletrostática mas com o aparecimento das Baterias e das pilhas permitiu vários experimentos deade e esses experimentos começaram a se desdobrar em várias coisas por exemplo a gente vai ver na Química a importância com o Dave hfri Dave e
o farad os process de eletrólise decomposição a a a a descoberta de novos elementos E aí consequentemente as relações entre química ligação química ou afinidade química Como é o termo parece mais usado na época e a eletricidade se fazia presente a ideia de que esses elementos podiam produzir eletricidade eletricidade podia esses elementos eh o o o o jy por exemplo de tanta importância a gente fala até hoje mas começou os seus os seus instrumento primeiramente tentando substituir a máquina a vapor com motores elétricas a primeira preocupação dele era com motores elétrico E aí ele foi
descobrindo as relações entre electricidade e calor o r ao quadrado por exemplo que ele tinha mapeado é é é fruto desses resultados Eh aí depois vem a questão do eletromagnetismo com o Ed e o Fade que estabelece a relação entre Fernandes elétric magnético consequentemente aparecem diversas coisas efeitos térmicos e eletricidade com Peltier com com um CC e coisas desse gênero o que aparece e aí nesse sentido de novo esse livro do do Kun que eu citei H pouco esse artigo né ele me parece preciso me apontar esse tipo de de clima que tava se criando
que ele retrata por exemplo o aparecimento de texto de divulgação Científica não era texto de cientísta de divulgação Científica pessoas que escreviam livros ou mesmo na imprensa falando de assuntos da física porque a ciência de novo a Revolução Industrial lá né aquilo tava Pero a sociedade como um todo pessoas tinham interesse em entender melhor as coisas e ele vai observar como esses essa série de interconexões entre diversas dimensões do mundo físico começam a ser percebidas todas pelos próprios envolvidos mas também pel aqueles que observavam meio de fora como uma manifestação única da natureza que se
apresentava de diversas formas então começa aí a se a cristalizar mes uma ideia de algo maior transcendente que tinha na natureza que fundamentalmente então Eh seria responsável por esses diversos fenômenos bom ao mesmo tempo começa a aparecer a conexão mais diretamente ligada pelo menos nos livros usuais com a termodinâmica que é a relação calor e trabalho e aí tem uma série de eventos que Eu mencionei várias pessoas fizeram coisas mais ou menos ao mesmo tempo sem saber direito M das outras mas dois personagens se destacam Nesse contexto um jeito é um alemão Maia que é
um médico e o outro é o jauro que na realidade foi um experiment um um experimentalista muito muito cuidadoso e fez medidas demais o o o Maia era tinha uma percepção mais metafísica dessa história toda muito Embora tenha por exemplo feito a equivalência calor trabalho a partir da diferença entre CP e CV só que trabalhando com dados ruins que frágeis Então os resultados dele não eram tão bons mas a essência da ideia tava lá esses dois que eu eu digo que me parecem mais razoáveis de serem sempre mencionados porque fundamentalmente a gente percebe que eles
foram os citados nominalmente pelos que o sucederam entendeu E aí me parece que visto pelo você vai ver no texto Claus ele fala do J e do Maia e e outros da mesma época sempre vão falar desses dois porque teve outros outras manifestações a tem um tem um dinamarquês famoso chamado cod que era feito que era orientado pelo West que intuiu isso estudando atrito intuiu essa essa questão da equivalência mas só foi escrever um texto mesmo já bem depois desse na Dinamarca não acabou não sendo citado mas fundamentalmente isso só reforça a ideia do que
eu tinha dito antes e que que o como salienta né É como muita gente estava preocupada com esse tipo de coisa e aí a questão calor e trabalho se apresenta nessa forma e ao mesmo tempo o texto do Cardon que tinha ficado obscuro durante muito tempo pouco lido pouca vendagem o livro dele mas o clop Peron foi tomou contato com o livro C que faleceu logo depois de ter escrito também então não pode propagar demais as suas próprias ideias o CL escreveu reescreveu o texto do can no certo sentido só que o can tinha uma
perspectiva de abordagem desse problema de né realização do trabalho a partir das máquinas tnicas ele tinha uma perspectiva bem verbal alguns que estudaram mais a obra eu sugerem que ele pretendia mesmo fazer uma obra de ampla eh capacidade de de difusão para as pessoas que trabalhavam mesmo isso não era para um texto para cientistas e tal eh então e essa perspectiva verbal de de sustentar ela às vezes podia atrapalhar algumas algum entendimento mais efetivo Então o a grande contribuição do clol Nesse contexto foi estabelecer os famosos diagrama PV que que traduziram Aquilo em linguagem mais
eh matematizado digamos assim e que permitisse por exemplo você v num ciclo de Canô fazer o cálculo do trabalho realizado a partir daquelas integres mas as ideias centrais são as mesmas ideias centrais que estavam baseadas na teoria do calórico no caso do carn e o caló como entidade conservativa porque filho de sendo de um cara que tinha estudado muito as máquinas hidráulicas tinha uma percepção do calor que ele é explícito em afirmar várias vezes como exatamente uma queda d'água água passa realiza trabalho mas sai a água na sua integridade E aí ele saiu-se com a
ideia de que você precisava de um de um fluxo de calor para poder realizar trabalho alguns leem nisso aí enunciação da segunda lei do tipo você precisa sempre passar calor da fonte quente para fonte fria Mas enfim o Carl é objeto de muita controvérsia com relação a isso eu não considero ainda suficiente maduro para tomar um partido sobre Muitos dizem que ele intuiu a etopia tudo que eu tenho lido até agora Acho meio forçação de barra mas como isso é um debate que relativamente vivo pode ter algum fundamento Mas eu ainda não me sinto totalmente
confortável para tomar um partido eh decisivo nesse aspecto mas digo ele realçou todas as vezes a ideia do calorico cé então o calor que saí da fonte quente é exatamente igual o calor que saí da F segunda coisa tudo que ele mostrou o princípio de carn que acabou gerando a questão da eficiência que foi tão importante no desdobramento futuro para se chegar a temperatura at uma dinâmica do queel depois e ele reelaborou quando percebeu A Conservação né a interconexão entre calor e trabalho é foi toda baseada na ideia da impossibilidade do moto Perpétuo então não
tem nenhuma nenhuma questão de natureza que não não fosse aquela conservação do calórico e e e e a impossibilidade do modo PR bom o Peron segue mas avança no sentido de dessa versão matematizado e é a partir da versão do cleron da obra de Cardon que aí sim começam a aparecer os responsáveis pela formatação da termodinâmica como a gente conhece que é o Kelvin e através do Kelvin o clon Unos caras decisivos nesse processo E aí a tradição do carn se propaga nessa perspectiva mas colocando pro kelv inicialmente o kelv escreve eh que na época
era tonson né Depois di Lord Kelvin e a gente acaba tratando ele assim já desde muito cedo mas ele escreveu um texto um artigo né que é aquele da temperatura termodinâmica ainda pensando o calórico como conservar e em 49 escreveu um artigo explicando mais ou menos a teoria do carn pois bem foram esses trabalhos que chegaram ao Cloud e portanto foram os trabalhos que abriram as frentes de investigação porque antes desses próprios trabalhos houve um outro momento super importante que foi o encontro do kelv no Congresso me lembro agora é um evento científico lá eh
da grã-bretanha onde o jaou se encontra com o Kelvin e mostra para ele os resultados dos trabalhos preliminar ainda não é aquele famoso da do Peso caindo e rodando mas já tinha aquele da expansão de jle já tinha outros sobre essa mediação de motor elétrico e depois produzindo movimento e e fazendo a conexão né do calor gerado em todos esses processos só que o o o o o Kelvin criou uma resistência em aceitar esse essas ideias do jogo exatamente pela razão que eu citei há pouco né Isso ficou até que E aí sim a gente
entra no no espato atod dinâmica o clausus tomou contato com a carn a do J já conhecia e mostrou que não havia contradição de fundo entre a aceitar as grandes ideias do carlou e negar a questão da conservação do calor e ao mesmo tempo assumir que o jud estava correto então para realizar trabalho na trabalho na máquina calor deveria ser consumido isso deu origem a os estamentos que a gente conhece foi clausus um caga sistemático el escreveu uma série de nove nove trabalhos envolvendo cada vez mais detalhes teve uma primeira fase que ele ele eh
como chama diria quis encontrar diretamente os desdobramentos experimentais empíricos daqueles resultados e aplicando Ao que se conhecia né de dados de vapor dados de outros fluidos sistematizou e colocou o que a gente hoje conhece como a essa modelo de gás ideal pvrt e foi fazendo várias contas com relação a isso O que ao mesmo tempo também escreveu um um texto sobre isso em 51 assumindo que o Claus tava correto e tentando tirar outros desdobramentos reformulando o princípio de do do car em termos da impossibilidade de como único resultado de um processo usar todo o para
produzir trabalho e o Claus pelo contrário tinha criado um outro postulado que é calor só se transfere da fonte quente para fonte fria não pode ser universo se for o único e essas coisas foram se desdobrando ao longo do tempo e aí como eu disse o clausio no início tinha essa questão mais mais vinculada Esse aspecto IMP pico mas por exemplo já em 54 ele escreve um texto que prenuncia se ainda não deu o nome e não tinha dado de fato que era a questão da energia interna que eu entendo como um passo decisivo pra
formulação da Conservação da energia né e ele sempre teve muito preocupado com essa coisa dos trabalho interno trabalho partido sem esquecer que como embora todos os textos termod de termodinâmica renunciasse a qualquer perspectiva sobre a estrutura última da matéria a gente vai lembrar que ao mesmo tempo el tava escrevendo trabalho sobre teoria cinética dos G seja estava é um sujeito que percebia a natureza e aí em 54 já gucia se eu não tô enganada nesse texto mesm porque que chama de X onde Na realidade o delx que seria essa função do Estado seria resultado da
das trocas de calor eh em trabalho e segue né E aí segue na linha da da das eficiências que é o resultado básico do carn eficiência máxima só dependia das temperaturas e segue e vai construindo aos poucos também a ideia de entropia começa com equivalente da transformação passa por um por um período onde ele tenta alguma coisa estrutural mais molecular mas recua e e acaba voltando para inopia que recebeu também muitas críticas Só se a gente vai lembrar quantas o bolman foi receber um tempo depois mas é mais ou menos na mesma linha e aí
a gente aí tem o circuito da grande Bretanha especialmente os escoceses né o kelv que eu já citei tinha um irmão dele que não aparece muito nas histórias Ordinárias mas parece um papel extremamente importante é James thon que trocaram e eu eu li um material sobre sobre essa correspondência muito rica as coisas que eles trocavam ou seja pensamento do k foi muito também determinado esse esse irmão do k feito com uma formação mais voltada para engenharia que seria uma engenharia né para questões mais práticas o que por outro lado tinha formação em filosofia matemática e
Talito das grandes percepções e o que permitiu por exemplo ter uma grande sacação dessa ideia da irreversibilidade né de perceber que ali tava porque no fundo o postulado Claus é um pouco isso mas sem d a a dimensão própria né que o clus fo que áv foi perceber esse negócio é a dissipação da energia pro que talvez não chamasse de rabilidade nesse tema mas falava dessa dissipação em todo processo você perde e especulava metafisicamente para enfim essas questões sobre a capacidade do mundo ser Perdida para realizar trabalho uma vez que você não teria mais diferenças
temperatura ele levantou por exemplo esse tipo esse tipo de de questão E aí a gente a gente acaba chegando muito próximo ao final do período que eu que eu parei para analisar né que é esse de 20 1820 a 1870 que eu datei só para ser um número Redondo mas fundamentalmente por quê Porque nos anos 67 68 saem os primeiros livros que cristalizam essa experiência o do Claus que é uma série de artigos coletados que ele escreveu primeiro no numa revista alemã é na realidade prussiana ainda que a Alemanha Só foi cicada em 71 mas
eh ele escreveu el mas logo imediatamente se nos mesmos anos foi traduzida pro inglês publicada do philosophical Magazine e Ele publicou alemão sem ainda o artigo final que a coloca a ideia de entropia em 1867 Então sai edição inglesa que os nove artigos ele para edição alemã ele já tinha feito vários apendices para tornar as coisas mais claras e tal então É um livro que é de 18 67 nesse mesmo ano o Kelvin junto com outro físico lá escocês o tait escreveu livro de filosofia natural onde essas ideias aparecem de uma forma também eh ajustada
a visão deles dessa tradição com nome de termodinâmica e com com essas ideias aparece o nome energia cinética energia potencial que veu ranini antes mas é incorporada enfim mais ou menos cristaliza A nomenclatura cristaliza as percepções sobre o tema e por fim o último livro vai ser citado que é desse período também de um ano depois 1868 que é só do Taí que chama skets of que é um livro assim eu cheguei a baixar a acabei não lendo vi mais ou menos o o prefácio meio de reafirmação do papel dos Ingleses na na naquela naquela
toda aquela Conquista né daquele processo que redundou na term dinâmica talvez muito dado o caráter polemista dado o caráter de se envolver muito nessas polêmicas envolvendo prioridades e coisas e tal e considerando que o livro em inglês do do Claus 67 ele escreve logo na sequência um que é um pequeno livro não tanto as páginas assim mas talvez mais para marcar mas eu confesso que eu não li o li porque acabou baixi de novo e ele ficou ele ficou preso num computador meu que já faleceu e e mas enfim Esses são os os caras que
dão o fechamento né desseo aí o que a gente vai ver depois é tão não me envolvi ainda que é as sequências extremamente produtivas né que foi a contribuição com o bolts e e o gibs depois também para a mecânica estatística e tudo que ela gerou possibilitou mas muitas vezes não é tão tão destacado como acredito deveria que é a própria contribuição do gibs para termodinâmica macroscópica com a questão do equilíbrio e e todas essas grandezas que a gente usa hoje que ele conseguiu visualizar muito bem e e na realidade levou a a construiu as
bases para esse tipo de abordagem que o k ficou famoso por por desenvolver mas que na realidade se se baseou no texto de um outro Car um Húngaro chama que basicamente é uma tentativ simplificar né porque aquele texto é muito mas lá eu não cheguei ainda tô no no o antecedente disso tudo Muitíssimo obrigado por estar conosco no canal I termo aprendi muitíssimo adorei Espero que você espectador do canal e o termo também tenha gostado dessa brilhante entrevista Muito obrigado pela sua audiência e um agradecimento final ao espaço Abu um teatro em Copacabana no Rio
de Janeiro que cedeu o espaço para que nós fizéssemos essa gravação no dia de hoje 14 de Maio de 2024 muito obrigado uma vez mais e até a próxima