[Música] Olá pessoal tudo bem meu nome é Taís Costa Benta Sou psicóloga Clínica Infantil e vim aqui hoje ministrar para vocês o curso de análise do comportamento aplicado ao transtorno do espectro autista Então essa primeira aula para falarmos um pouco mais entendermos melhor o que que é o transtorno do espectro autista ou então conhecido como Tea a primeira parte que eu acho que a gente tem que falar sobre esse assunto é definir o porquê que é um tema de relevância porque que é um tema que a gente tem visto estar sendo mais abordado mais estudado
e mais trabalhado ao longo desses últimos anos primeiro eu acho que é legal a gente ressaltar que o Terra Não surgiu nesses últimos anos nós temos estudos de levantamentos que mostram que o Terra já está presente aí há muitas e muitas décadas o que que mudou o que que mudou foi a forma de diagnosticar de classificação do transtorno do espectro autista como a gente vai ver que ao longo dessa aula mas um ponto principal já perceber que o tea ele não é algo que surgiu nos últimos 10 20 anos estourou e só temos casos notificados
nessa época Apesar de que a gente tem essa percepção de que teve um aumento de casos de que parece algo que está de agora mas não é bem assim bom E por que que a gente tem que falar sobre esse tema estima-se que no Brasil com quase 207 milhões de habitantes haja cerca de 2 milhões de autistas e de acordo com dsm-5 o tea é um transtorno do neuro desenvolvimemento que atinge 1% da população geral Então temos a inúmeras bem elevados quando se fala sobre o transtorno do espectro autista então o teste caracteriza por desvios
qualitativos e na linguagem interação social e cognição nós temos um número elevado de pessoas diagnosticadas com autismo com o transtorno do espectro autista que apresentam né que tem como características esses desvios e dificuldades principalmente na aprendizagem de alguns aspectos específicos mas não é uma característica que a gente vai encontrar igual em todas boas autistas Esse é um ponto que a gente vai ver mais para frente mas que já vale destacar o tea ele não tem cara então nós não vamos pegar e diagnosticar uma pessoa pela sua aparência isso já desmistifica essa ideia que muitas vezes
a gente pode ter as pessoas podem ter de que a criança ela não tem cara de autista Então muitos já podem ter escutado esse tipo de comentário de alguém chegar minha filha é autista meu filho autista e alguém comentar ah mas ela não tem cara de autista então é sempre bom gente reforçar aqui autismo né até não tem cara assim como não tem cura então a ideia desse curso a ideia da intervenção da análise do comportamento no autismo não é de promover uma cura porque não se trata de uma doença se trata de um transtorno
do desenvolvimento e não vai ter uma cura a gente não vai curar autismo não vai não importa se você coloca criança em uma intervenção de 80 horas por semana ela vive de terapia ela não vai ser curada porque o autismo não tem cura então aqui eu trouxe uma linha do tempo que eu vou pincelar brevemente que aponta sobre como que o transtorno do espectro autista apareceu nos estudos nos artigos publicados desde seu início Então esse levantamento foi feito pelo livro que eu utilizo como referência no final do curso tem a capa do livro para quem
quiser ler esse aprofundar mais então vou só dar uma pincelada porque tem muita coisa já que o termo apareceu aí pela primeira vez em 1911 em um estudo sobre o crianças que apresentavam um padrão diferente de comportamento e alguns déficits no desenvolvimento e esse termo autismo foi usado pela primeira vez é em 1944 nós temos o Hans Asperger que publicou ele era um pesquisador Ele publicou sua doutorado também é apontando falando sobre crianças que apresentavam um desvio cognitivo extraordinário e alguns déficits e ele foi conhecido porque a síndrome de Asperger que geralmente a gente associa
muitos ainda hoje associam o autismo de altas habilidades com a síndrome de Asperger apesar de não ser mais utilizado essa denominação mas foi graças a esse pesquisador esse Doutor austríaco lá em 1944 E aí depois disso nós temos um período em que o autismo Porque nessa época o autismo ele o termo era utilizado mas não como um diagnóstico ele era muito mais associado a questões de Psicose então em 1956 ele era considerado uma Psicose e em 1966 pelo grupo avançado de acordo com o grupo para avanço da psiquiatria ele entrava no grupo das psicoses da
primeira e segunda infância ou seja o autismo ele apareceu mais como um sintoma da Psicose infantil e só online 1976 que ele foi considerado um transtorno do desenvolvimento e aí a partir do dsm3 1987 que a gente encontra critérios de Diagnósticos mais Concretos e observáveis sobre o transtorno do espectro autista apesar de ainda não ter necessariamente essa denominação então a gente vê que ele já surge o estudo sobre autismo ele o termo autismo ele já surge nos estudos bem lá anteriores bem antigos O que foi acontecendo é uma transformação da conceituação do autismo de um
sintoma para um transtorno isolado então aqui já em 1970 70 para frente a gente já tem ele sendo considerado como um transtorno do desenvolvimento que a gente vai ver mais para frente nas definições nós temos dentro dos transtornos nós temos vários além do a bom então não se define apenas pelo autismo continuando a nossa linha do tempo lá em 1994 a OMS e a apa já começam a estudar a relação apontar Mais a relação entre autismo e a deficiência intelectual que na época coloca como deficiência mental mas é o que a gente chama de deficiência
intelectual então a gente já tá saindo dessa ideia do Aspen dia de autismo associado com altas habilidades e a gente traz mais essa relação da deficiência intelectual com o té e temos uma ele englobado mais amplamente não se transtornos abrangentes do desenvolvimento basicamente aqui a gente tá falando da mesma coisa que a gente conhece hoje só que a denominação vai ser atualizando para se tornar mais eficaz mas abrangente para aquele para esse transtorno então nós temos agora o termo transtornos abrange do desenvolvimento em 1990 se consolida a ideia do autismo como uma disfunção orgânica e
não mais um problema dos pais então cai por terra que ela ideia por exemplo da mãe geladeira de que a mãe ser fria e distante com a criança era o que causava o autismo então aqui se aponta que o autismo ele tem que ser visto por um viés biológico e não por um viés do de um problema dos pais então como os pais estivessem causando o autismo na criança e aqui a gente já se aproxima de uma definição que é muito mais comum a nós hoje em dia e destaca assim que mesmo a gente já
tem dois comprovado de que não são os pais que causam autismo pelo menos não ativamente por causa dos comportamentos dele porque a mãe foi fria com a criança porque a mãe não deu amor para criança ainda assim nós temos muitas pessoas que acreditam que elas que podem ter causado o autismo nos seus filhos então muitas mães principalmente mães que se sentem muito aflitas porque acreditam que elas não deram amor suficiente não cuidaram sobre sentir da criança por isso elas causaram Autismo do filho ou da filha então é importante a gente ter bem claro de que
não é isso já foi comprovado lá em 1990 de que não é isso para poder sempre reafirmar para os pais de que não são eles que causam não são os comportamentos deles que causam o autismo em 1993 nós temos os trabalhos refletidos no conceito de transtornos globais do desenvolvimento no CID 10 então no CID 10 do autismo já está incluso dentro da categoria de transtornos globais do desenvolvimento e aí depois nós temos o dsm4 então a gente viu lá atrás do 13º que a gente já tem atualização no DS M4 que tem sugere diagnóstico diferencial
pontuando aí a descrição de três domínios características do transtorno do espectro autista então aqui a gente já tem uma definição que quem estuda Quem olha pesquisa mais sobre esse sobre essa temática já se identifica já semelha mais porque é o que comumente a gente vê sendo divulgado então a necessidade de uma descrição de três domínios características do teia os déficits na interação social déficit na comunicação padrões repetitivos estereotipados de comportamento interesses e atividades Então são esses três domínios aqui tem um aqui tem o segundo e aqui o terceiro que são características para o diagnóstico do
transtorno do espectro autista E aí Vale lembrar que o autismo passou a ser constituir como um conceito heterogêneo que inclui múltiplos sintomas como a variedade de manifestações clínicas e uma ampla Gama de níveis de desenvolvimento e funcionamento então aqui a partir da década de 90 a gente já tem isso mais consolidado de olhar para o transtorno do espectro autista como Algo Mais amplo mais variável do que um diagnóstico único e que existe um padrão único então a gente está começando a se aproximar da ideia que a gente tem hoje de transtorno do espectro autista aqui
tem uma tabela que é só para exemplificar Como que foi a evolução dessa desses critérios diagnóstico então aqui é baseado no dsm4 de 2002 estão dentro do grupo de transtornos globais do desenvolvimento a gente já tem uma atualização em cima então alguns desses transtornos não estão mais especificados dessa forma quando a gente fala de transtorno neurodesenvolvimento mas aqui no dsm4 a gente ainda tinha o transtorno autista um transtorno desintegrativo o transtorno de Ret o aspenger ainda era citado e o transtorno invasivo do desenvolvimento Então vamos analisar mais a fundo qualquer a definição do DS M4
ou com relação ao transtorno autista Então ele era diagnosticado numa idade de zero a três anos com habilidades comunicacionais pobres habilidades sociais limitadas perda de habilidades aqui era colocado que não tinha perda de habilidades no transtorno desintegrativo interesses restritos sim epilepsia era como o critério diagnóstico era de frequente curso da vida adulta estável o sexo era mais no sexo masculino do que no feminino e o prognóstico era pobre então é não essas as características apontadas dentro do dsm4 com relação aos transtornos globais do desenvolvimento não se refere ao transtorno autista no dsm5 que já é
de 2013 tem uma mudança nesse nessa definição nesses domínios características do autismo E aí a gente já tem as deficiências sociais e de comunicação então ao invés de três Nós temos dois domínios principais as deficiências sociais e de comunicação e os interesses restritos fixos intensos e comportamentos repetitivos eles estão englobados então em dois domínios principais que vão aí precisar ser cumpridos para ter o critério diagnóstico Então os critérios que eles coloca para chegar no diagnóstico de transtorno do espectro autista e aqui hoje em dia vê que no décimo a gente já utiliza o termo transtorno
do espectro autista ou no caso do autismo Então são três critérios que devem ser preenchidos que devem que a criança a pessoa deve preencher para receber o diagnóstico de transtorno do espectro autista de acordo com dsm-5 então o primeiro déficit clínicamente significativos hipersistente na comunicação social e mais interações sociais manifestadas da seguinte forma então déficit expressivos na comunicação não verbal e verbal utilizada para interação social falta de reciprocidade social e incapacidade para desenvolver e manter um relacionamento de amizade apropriados para o estágio do desenvolvimento então esses critérios são relacionados à interação social que a gente
muitas vezes associa o autismo a esse déficit na interação principalmente com os pares e com os adultos então a falta de interesse a falta de reciprocidade social de desse dessa iniciativa de querer interagir com outras pessoas a dificuldade de se comunicar de ler as pistas verbais e não verbais e nas outras pessoas para entender o que elas querem o que elas estão sentindo que elas estão pensando e a incapacidade para manter esse relacionamento é o que a gente muitas vezes fala que é a falta de interesse em fazer amizades interagir com outras crianças no critério
B nós temos os padrões restritos e repetitivos de comportamento interesses e atividades manifestado pelo menos de duas das maneiras seguintes então comportamentos motores e verbais estereotipados ou comportamentos sensoriais em comuns então a criança que se desregula sensorialmente ou que apresenta comportamentos motores estereotipados a gente geralmente chamada estereotipia então o flappy girar balançar ou então a ecolalia que são os comportamentos verbais estereotipados Então repete a mesma palavra faz o mesmo som fica repetindo um barulho excessiva adesão aderência rotinas e padrões ritualizados de comportamento Então aquela criança que ela tem a rotina dela todos esquematizada e ela
precisa seguir a mesma ordem seguir a mesma rotina sempre porque tem uma dificuldade muito grande que tem alguma mudança Então se precisa acordar um pouco mais tarde se muda a ordem de uma atividade se muda Às vezes o caminho da para ir até a escola do que tá acostumado se pega um pouco mais de trânsito se precisa fazer uma parada não prevista e ela tem uma dificuldade tanto de aderir quanto de aceitar de lidar com essas mudanças interesses restritos fixos e intensos e é que tá repetindo mas é basicamente isso interesses restritos fixos e intensos
Então aquela criança que apresenta o que a gente conhece mais como no Diagnóstico como hiperfoco então o interesse muito grande e restrito em dinossauros ela só conversa sobre dinossauros só quer brincar com dinossauros de uma forma que muitas vezes acaba afetando a interação dela com outras crianças a rotina dela e o dia a dia porque esse hiper foco acaba sendo muito grande então ela tem o interesse restrito fixo intenso por exemplo um tipo de brincadeira um tipo de comida um tipo de atividade com essa dificuldade de aceitar coisas novas ou coisas diferentes daquelas que envolvem
o interesse e não ser nós temos os sintomas devemos para presentes no início da infância Mas podem não se manifestar completamente até que as demandas sociais excedam o limite das suas capacidades então é importante levar em consideração que esses sintomas eles vão estar muitas vezes presentes já lá quando a criança é bem pequenininha e é importante a gente ressaltar que quanto mais precocemente for feito o diagnóstico forem identificados esses padrões de comportamentos e buscar uma avaliação e uma intervenção melhora o prognóstico da criança mas lembrando a gente não está falando aqui nesse prognóstico de cura
e sim de um desenvolvimento mais saudável para essa criança então continuando no transtorno do espectro autista e aqui quando a gente fala de espectro é que apesar de termos esses critérios diagnósticos a gente não deve esperar que todas as Crianças manifestam o autismo da mesma forma o nome espectro já está aqui para indicar que é existe todo um espectro dentro do autismo Então nós não vamos encontrar todas as crianças tendo o mesmo hiperfoco a mesma rigidez de comportamento mesmo uma dificuldade para aquisição da linguagem ou para interação social inclusive nós temos casos de pessoas autistas
que conseguem interagir conseguem estabelecer relações sociais de amizade é um emprego tem um curso do desenvolvimento típico enquanto outras crianças outras pessoas autistas têm grandes dificuldades nesses aspectos então é espectro é um transtorno que ele vai se manifestar de formas diferentes para diferentes pessoas e aí nessa definição que a gente tem hoje de transtorno do espectro autista engloba o que antes a gente chamava de transtorno autístico o Asperger o transtorno desintegrativo da infância transtorno Global invasivo do desenvolvimento e o Hatch que também não entra mais nesse grupo Então hoje o que a gente tem como
transtorno do espectro autismo era o que antes eram delimitada era denominado desses com essas terminologias quando a gente fala hoje de Ah ele tem ácido de não se utiliza mais pelo menos por um critério diagnóstico transtorno de Asperger ou a síndrome de asperge se considera como transtorno do espectro autista E aí Outro ponto que a gente tem que levar em consideração para essa questão de ser um espectro é que nós temos crianças com altas habilidades assim como temos crianças que possuem comorbidades como a deficiência intelectual Então não vamos poder tipificar que todas as crianças autistas
vão ser muito inteligentes assuntos a gente também não pode ficar que todas as crianças autistas vão ter deficiência intelectual E por que que a gente tem essa definição do transtorno do espectro autista englobando o que antes a gente chamava dessa maneira ao invés de continuar como estava para garantir maior segurança e validade para realizar essa diferenciação entre o que é o transtorno do espectro autista o que é o desenvolvimento típico e outros transtornos que estão fora desse espectro então para garantir um diagnóstico mais fidedigno mais adequado para essa pessoa para essa criança e aqui é
quando a gente fala de desenvolvimento típico é o que antes a gente chamava de desenvolvimento normal mas como estamos buscando definições de tecnologias que sejam mais adequadas e mais éticas até para essas pessoas o que os termos que a gente geralmente encontra são desenvolvimento típico ou atípico assim como pessoa neurodivergente ou pessoa ne nessa forma o ter ele passa o serviço como uma condição que afeta indivíduos de todas as raças de culturas Então nós não temos como falar que somente pessoas de uma determinada cultura de uma determinada raça e etnia vai ser autista então nós
temos autistas que são pretos mas temos autistas que são asiáticos nós temos autistas de diferentes etnias apresenta uma ampla Gama de funcionamento Então nós vamos ter desde pessoas autistas que conseguem seguir com o curso da vida adulta de forma funcional Então arruma um emprego entram em relacionamento se casam assim como é o considerado típico e pessoas autistas que vão ter grandes dificuldades para realizar suas atividades de vida diária e vão precisar de auxílio ao longo da vida onde são permanente que pode se manifestar sob diversas formas ao longo dos anos então entra nessa parte de
que não tem cura é uma condição permanente o que pode acontecer ela se manifestar de uma forma diferente dependendo da do contexto de vida em que a pessoa está do que ela precisa enfrentar do que ela precisa aquela precisa se adaptar e também da intervenção que ela tem no se ela precisa de terapia de acompanhamento terapêutico contínuo se ela está fazendo esse acompanhamento você gosta muito eficaz ou não E aí a gente percebe assim percebe uma variação notável Na expressão dos sintomas e com suas características comportamentais alterando-se durante o seu curso do desenvolvimento por causa
de todos esses fatores que a gente acabou de falar então acompanhamento terapêutico qualidade de vida a fase o momento em que a pessoa se encontra na vida aqui demandas ela precisa se adaptar com o que ela precisa lidar Qual o apoio que ela possui E qual é o nível de suporte que ela precisa para lidar com a sua com a sua rotina diferentes apresentações e combinações sintomatológicas Então nós não vamos ter um livrinho de receita de como que é uma pessoa autista em que todo mundo tem que apresentar da mesma forma com a mesma intensidade
com a mesma frequência e frequência em déficits motores tanto nos indivíduos com funcionamento elevado como baixo então encontra-se déficits motores tanto em quem tem um funcionamento elevado Ou seja que consegue ter uma característica de qualidade de vida mais perto da funcional quanto aqueles tem maior dificuldade e com essa definição que a gente tem hoje a gente passa considerar que o tanto os déficits na comunicação e comportamentos sociais são inseparáveis e podem ser avaliados mais acuradamente quando observados como um único conjunto de sintomas com especificidades contextuais e ambientais Então a gente tem que avaliar eles conjunto
atrás das minha linguagem não são exclusivos em meio universois do tea destacam-se que outras crianças neurotípicas ou com outros transtornos fora do espectro podem ter e apresentar atraso na linguagem Apesar de que geralmente é o que as pessoas associam e acabam buscando pela avaliação e intervenção que é o atraso na aquisição da linguagem e os comportamento sensoriais comuns aumentam a especificação daqueles que podem ser codificados dentro desse domínio e vai ser relevante por diagnóstico em crianças mais novas então é quando a gente fala da definição do autismo muitas vezes a gente fala de níveis de
gravidade níveis de suporte Então já passamos por uma definição em que era definir como gravidade leve moderado e grave mas agora a definição que a gente utiliza é mais relacionada a níveis de suporte então a gente não vai falar de a gravidade Ah ele é grave mas assim a gente vai falar relacionado ao nível de suporte então eu vou começar a tabela de baixo para cima no nível 1 indica que requer suporte e aqui é da definição de 2013 depois a gente vai ver na definição atual dos idiomas como que isso é tipo então o
nível 1 que seria considerado o leve requer suporte com relação à comunicação social tem suporte local e déficit forçar ocasiona em prejuízos então ele vai precisar de um suporte para não ter prejuízo na comunicação social ele vai apresentar dificuldades em iniciar relações sociais e claro os exemplos de resposta atípicas e sem sucesso no relacionamento social então a gente já vê aí prejuízos dificuldades para interagir Observe o seu interesse diminuído pelas relações sociais com relação aos comportamentos repetitivos interesses restritos observam-se rituais comportamentos repetitivos que interferem no funcionamento em ovários contextos e ele resiste as tentativas de
interrupção dos rituais e ao redirecionamento de seus interesses fixos ou seja ele engaja em comportamentos repetitivos e tem dificuldade e recusa quando é direcionado para outra atividade ou quando se busca interromper esses rituais no nível 2 já indica que ele quer um nível de suporte grande e aí na comunicação social já tem graves dificuldades na interação na comunicação social tanto verbal quanto não verbal que aparecem sempre em locais limitados então mesmo com suporte a gente observa um déficit grande na comunicação social diferente do nível 1 em que esses déficits aparecem quando não tem o suporte
observam-se respostas reduzidas ou anormais ou contato social com outras pessoas com relação às comportamentos repetitivos preocupação ou interesse fixos frequentes óbviom observador casual e que interfere em vários contextos desconforto e frustração visíveis quando as rotinas são interrompidas o que dificultam o direcionamento dos interesses restritos e no nível 3 que seria o que a gente chamaria de grave que requer um suporte intenso a comunicação social tem um grave déficit na comunicação verbal e não verbal ocasionalmente graves prejuízos no Funcionamento social interação social muito limitadas e mínima resposta social contato com outras pessoas e no comportamento repetitivo
preocupações rituais imutáveis comportamentos que interferem muito com funcionamento em todas as esferas intenso desconforto quando os rituais das rotinas são interrompidas então muitas crianças quando têm as rotinas interrompidas os seus rituais eles acabam se desregulando e tendo aquilo que a gente chama de crise e conforme de acordo com essa simplificação conforme a intensidade dessas rotinas e a dificuldade dessa comunicação social aumenta necessitando de cada vez mais suporte mais auxílio e mesmo com esse auxílio ainda apresentando essa dificuldade vai aumentando o nível Então temos duas mudanças no conceito do transtorno do espectro autista e nabordagem clínica
terapêuticapção relevantes para a gente levar em consideração agora mudanças conceituais então de doença síndrome então a gente passa dessa ideia de uma doença para ter essa concepção de que é um transtorno que não vai ter uma cura que não precisa de uma cura porque é um transtorno é uma condição e não uma doença como uma gripe que toma um remédio melhor e as mudanças terapêuticas então passa-se do tratamento de anti psicóticos porque lembrando lá que no início era associado a como um sintoma da Psicose a partir da consideração do quadro como uma forma precoce de
Psicose infantil para um tratamento de sintomas alvos a partir da sua conceituação enquanto a síndrome de etiologia múltipla então aqui já se aproxima do que a gente vai ver prevenção da análise do comportamento que é de um tratamento para sintomas alvos para comportamentos alvos então a gente passa de uma concepção de uma doença de um sintoma de Psicose infantil para uma ideia de que é um transtorno do desenvolvimento que precisa de uma intervenção terapêutica um tratamento voltado ao comportamentos aos sintomas alvos E aí vamos então a classificação do autismo no dsm então para a gente
lembrar aqui no dsm4 nós tínhamos transtornos globais do desenvolvimento que incluía o transtorno autista o retil desintegrativo que a gente viu síndrome de hellermente infantil ou Psicose desintegrativa O aspenger que é o que a gente mais conhece e o transtorno invasivo do desenvolvimento quando a gente já atualiza tem atualização para o dsm5 já temos aqui a definição a classificação como transtorno do espectro autismo então deixa de ser incluído como um transtorno Global do desenvolvimento e passa a ter a sua classificação individual E aí Aqui é onde entra a questão da definição de gravidade no dsm5
a gente ainda tinha definição por meio de níveis de gravidade que foram aqueles que a gente viu agora então nível 1 que é o grau leve o nível 2 que é o grau moderado e o nível três que é o grau Severo então muitas pessoas ainda encontram ainda conhece essa separação do autismo e perguntam até ai mas ele é autista leve grave ou moderado então fazendo essa separação do transtorno com base em graus mas quando a gente entra pro si de 11 a gente já vê uma definição a partir do Cid 11 a gente já
coloca uma definição de níveis de suporte então a classificação hoje utilizada é de nível de suporte e não de grau depois a gente vai ver mais à frente é sobre o porquê o porquê que é feita dessa forma mas então o CID 10 já classificava o transtorno do espectro autista como f 84 muitos de nós ainda mais quem já atendeu quem já atuou com autista pegou o diagnóstico no Cid do f84 então entra nos transtornos globais do desenvolvimento que a gente tem um autismo infantil no FC 84 0 que é o mais comum da gente
encontrar porque a gente está falando aqui do atendimento de crianças então quando vendo encaminhamento médico muitas vezes está com diagnóstico de F 84 e aqui ó lembrando-se de 10 ainda tem como o critério diagnóstico o aspenger o transtorno Global do desenvolvimento o transtorno Global não especificado do desenvolvimento O desvio integrativo com a definição acompanhando a definição antiga do dsm o Cid 11 Ele é bem recente ele é de 2022 Então muitos sistemas muitos médicos ainda não utilizam muitas pessoas terapeutas até ainda não utilizam a definição do Cid 11 ainda mais quem atua quem trabalha muitas
vezes com sistema para colocar o diagnóstico tem que fazer todo uma atualização do sistema então ele ainda tá com um critério antigo do f84 mas no Cid 11 a gente tem uma mudança do da classificação do autismo para transtorno do espectro autista E aí ele vai ser classificado como este número sendo que tem algumas diferenças na classificação deixa eu tentar aumentar aqui então nós temos o tea sem transtorno do desenvolvimento intelectual e com comprometimento leve o ausente na linguagem funcional o tea com Transtorno do desenvolvimento intelectual e com comprometimento leve o ausente da linguagem funcional
e assim por diante sempre levando em consideração o diagnóstico de transtorno e se tem algum comprometimento intelectual ou na linguagem funcional Então como a gente viu é um transtorno do espectro autista Então vamos encontrar crianças que possuem o transtorno no espectro autista com uma dificuldade na aquisição da linguagem funcional mas com isso sem comprometimento intelectual assim como vamos encontrar aquela criança com comprometimento intelectual e na linguagem Então esse essa definição está levando isso em consideração para tentar ter um diagnóstico mas diferencial e mais adequado dessas crianças e aí aqui só para deixar mais claro a
gente atualmente utiliza a definição do si de 11 e não mais a definição do Cid 10 e essa definição do Cid 11 é baseado então na não só no diagnóstico do transtorno do espectro autista mas na associação do comprometimento da linguagem ou da deficiência intelectual que a gente viu lá nos slides anteriores que apareceu como deficiência mental e que muitas vezes isso em livros em conteúdos de bibliografias mais antigos porque é um termo que já caiu em desuso mas o termo retardo mental Tava tentando lembrar qualquer o tema mas o termo retardo mental que já
caiu em desloso Porque tem uma conotação pejorativa e hoje eles utiliza o termo deficiência intelectual e aqui eu trago um trecho colocado por tag em 2008 em que para o movimento da neurodiversidade o autismo é apenas uma conexão atípica do cérebro e não transtorno mental que Deva ser curado então a visão que a gente tem que ter do transtorno do espectro autista é essa de que estamos falando de uma neurodiversidade estamos falando de uma forma atípica de funcionamento do cérebro daquela pessoa mas não uma deficiência um transtorno mental que precisa de cura a gente só
precisa se adaptar à sociedade precisa se adaptar a essa criança autista então um outro ponto que eu acho que é bom da gente levar em consideração também é que não devemos esperar que todo movimento de inclusão e mudança e transformação seja feito por parte dessa criança autista nós como sociedade também devemos nos modificar e nos adaptar para conseguir incluir essa criança porque temos muito forte às vezes um movimento de colocar a criança em terapia às vezes já sabendo que não vai ter uma cura mas buscando uma transformação radical em quem é essa criança quase querendo
transformar ela em um boneco que obedece comandos e se comporta adequadamente sendo que nem a gente se comporta sempre de uma forma funcional E adequada nós ficamos bravos nós queremos chorar nós queremos gritar nós queremos nos jogar no chão também então não precisa Mas precisamos ter em mente de que essa criança ela vai ter as qualidades dela e a gente também tem que aprender a se adaptar a ela e não só esperar que essa mudança parta da criança isso promove uma um movimento de inclusão maior e não só espera e não só à espera de
que essa criança que faça todo esse movimento de mudança para se incluir no que é o nosso padrão então é solo foi apenas uma pincelada sobre o transtorno do espectro autista para a gente entender um pouco de como que ele se manifesta com foco aí na questão da comunicação principalmente na comunicação social na interação no repertório social e nos padrões se repetitivos e restritos de comportamento um Panorama histórico só para ter uma noção de que ele está presente autismo está presente na nossa bibliografia desde bastante tempo bom e muitos anos antes então não é algo
que explodiu de 2010 para frente e que a gente está falando hoje temos uma definição uma classificação que está bem mais Ampla e abrangente que Claro pode ainda sofrer algumas modificações conforme a gente for venda nessa cidade as pesquisadores forem vendo necessidade mas temos aí uma definição muito mais Ampla e Abra a gente que leva em consideração que o transtorno do espectro autista como o nome já diz é um espectro Então nós não temos um livrinho de como tem que ser uma criança autista qualquer coisa que diferencia da essa ideia que a gente tem em
mente já não quer não é mais autista então nós temos diferentes manifestações diferentes pessoas que são autistas e porque elas Às vezes tem uma vida mais funcional mais dentro daquele padrão típico ou porque elas conseguem casar ter filhos ou se comunicar não quer dizer que elas são menos autistas porque o autismo ele não é um livreto de como se comportar então a ideia dessa aula É principalmente colocar isso na nossa mente conseguir internalizar pensar dessa forma para que quando a gente for falar da intervenção a essas crianças do que é preciso de como ser estrutura
e o Como se dá intervenção com essas crianças a gente não fique com uma ideia de uma criança fixa que a gente tem que modificar de uma única forma e que vai seguir todos os nossos comandos a gente tem que lembrar que ainda não estamos falando uma criança e mesmo uma criança autista nós temos diferentes crianças autistas então a gente não pode entrar num padrão restrito aí de pensamento sobre o autismo bom essa foi a aula de hoje eu aguardo vocês na próxima obrigada