[Música] e só de axé é apresentado o ouro p 9 ponto com.br marmeleiros e marmelete bem vindos ao nosso espaço de encontro para ouvir opiniões e experiências e ideias diferentes das nossas eu só de vallauri e esse é um a menos o podcast que está mais preocupado em construir pontes do que provar pontos antes de pauta hoje dia 21 de março quando a gente está gravando esse Programa é o dia mundial da visibilidade da síndrome de down vocês não me ler os amados acompanhar o nascimento da loa minha sobrinha amada que tem síndrome de down
e vocês sabem o quanto esse tema me sensibiliza por isso que eu quero compartilhar com vocês um projeto do instituto alana e quem vai contar desta iniciativa é o marcos nisti hoje a gente lançou aqui em boston ou o alan é um símbolo center que tem como objetivo é fomentar o desenvolvimento de Um programa de pesquisas multidisciplinares neurociência biologia genética engenharia da computação e tudo na área da síndrome de down visa também contribuir com pesquisas que num futuro próximo possam ampliar a qualidade de vida ea autonomia das pessoas com a síndrome um dos objetivos também
dessa história toda é estabelecer uma estratégia de pesquisa e inovação bem de longo prazo criando uma rede precisa deles estão Focados em alcançar um progresso real para as pessoas com síndrome de down é um centro virtual o diferencial para transmitir envolvidos e contará com perspectivas inovadoras de horas professores parceiros e mexi e uma ampla gama de inovações para compreender o mecanismo da condição na síndrome e com as terapias podem ser mais vantajosa pra melhorar a qualidade de vida dessas pessoas as investigações são começam sendo Focada em duas áreas a primeira em neurociências e alzheimer que
é um animal freqüente que acontece com uma incidência muito grande nas pessoas com síndrome de down e essa parte é liberada pela doutora eo e saio e ela vem com o protocolo de estimulação cerebral não invasivo que esperamos ter um profundo impacto na questão na convenção e da questão também na prevenção designer com as pessoas que têm acima de down A segunda área lesionada para angélica mon esse problema já celular ea genômica então a mostra também que angélica trata que no dentro do mítico já com bastante avanço e agora passa a acrescentar na parte de
cima dão também nessa pesquisa e se explicar a nossa vontade ea nossa intenção e nossa escolha de do limite pra conduzir esse fundo de pesquisas né porque muita gente pergunta por que você investir uma vez as brasileiras Investiram na cidade é americano e eu mexi no cu apesar de estar aqui nos estados unidos ela conta com pessoas do mundo inteiro hoje no lançamento por bastante interessante porque você via vários o turco falava assim olha o meu sotaque da grécia o sotaque da etiópia no sotaque da espanha só tacada venezuela nós aqui no brasil e vocês
mesmo o norte-americano de origem falando num evento de hoje um meio de um canal das pessoas que falar então é uma Universidade é bastante diversa que toda a gente no mundo inteiro e que essa popularidade dela também traz conhecimento desse mundo inteiro ea gente fez isso pra ver se as pessoas consideravam que não tem né não som e as pessoas consigam brasileiras as pessoas consumiram americanas as pessoas com síndrome de down a gente vai buscar o lugar onde essas pessoas estão de cérebro e de genética estão mais avançados para fazer esse Investimento porque essas pessoas
também têm pressa na tv para poder ver o mundo que consiga oferecer pra elas o lugar onde elas possam um dá pra gente o melhor que elas têm que ser feliz que isso que importa e ainda antes da pauta vamos pro recadinho do bradesco vocês devem lembrar da ação língua que a gente já falou aqui que o bradesco fez pro carnaval através do projeto hashtag conectadas pela música convidando quatro artistas para vivenciar quatro carnavais Do brasil agora é hora de conferir a música que as cantoras dani vieira amanda magalhães gabi da pele preta e silva
do frete compuseram enquanto participavam dos carnavais de salvador são paulo recife e rio de janeiro só o nome da música já diz tudo pra espantar a dor já está disponível até com um videoclipe no canal do bradesco no youtube e também no spotify é o bradesco continua a Incentivar a cultura por todo o país porque o carnaval pode acabar mas a alegria não escutem lá [Música] lupi que se sente o coração nos pede [Música] teta senta que lá vem polêmica 2019 já começou intenso itens desde o primeiro dia a gente é sacudido por sucessivas notícias
preocupantes revoltantes tristes é tanto escândalo tanta polêmica que a gente chega à beira da dis em Civilização por exaustão mas na quarta feira 13 de março foi impossível não ser atingido e não se comover com a notícia de que uma escola estadual em suzano foi convertida em um palco de um massacre covarde onde milhares de crianças presenciaram cenas de terror infinito e dez pessoas perderam a vida além das 11 que ficaram feridas a tragédia só não foi maior graças ao heroísmo de pessoas como hillary barbosa de souza de 15 anos que usou técnicas de Jiu
jitsu para desestabilizar um dos assassinos e abriu o portão que salvou dezenas de alunos e das merendeiras elizete alves dos santos siumara cristina silva de moraes e sandra aparecida ferreira que salvaram dezenas de alunos usando freezer como barricada na cozinha da escola os autores do crime eram jovens e os alunos da escola portava um revólver calibre 38 e carregadores além de uma machadinha e uma arma de origem medieval Que disparar flashes eles planejaram a ação por mais de um ano e assim que a polícia chegou para responder ao ataque se suicidaram as roupas e as
fotos que divulgaram antes do crime mostrava inspiração em columbine o que a investigação depois confirmou segundo os policiais o objetivo dos meninos é ultrapassar o número de mortos do atentado que completará 20 anos agora em abril colombini onde foram mortas 13 Pessoas e 21 ficaram feridas o choque ainda nem tinha sido absorvido a gente ainda estava se questionando sobre o que leva garoto a pegar em armas e se dirigirem à escola para matar quando um novo atentado aconteceu em uma outra localização inusitada acolhedora nova zelândia na sexta-feira dia 15 de março um supremacista branco cuidado
de extrema direita invadiu duas mesquitas em christchurch no horário de culto e matou 50 pessoas e deixou mais de 40 Pessoas feridas o terrorista ou duas armas semi automáticas e duas escopetas no ataque para as quais tinha licença transmitiu ação ao vivo pela internet e foi preso quando fugia da cena do crime um dia depois do ataque a primeira ministra da nova zelândia já sim da arden visitou a cidade de christchurch vestindo um hijab tradicional véu da cultura muçulmana para encontrar com sobreviventes e expressar seu pesar em Seu pronunciamento a líder do país disse muitos
daqueles diretamente afetados por esse ataque a tiros são imigrantes na nova zelândia talvez muitos até refugiados aqui eles escolheram uma nova zelândia como seu lar e seu ar é aqui eles somos nós eles pertencem a esse país a pessoa que cometeu essa violência contra nós não é um discurso no parlamento áden recomendou que os congressistas negassem o terrorista aquilo que ele mais queria A notoriedade vocês nunca me ouvirão mencionando o seu nome ele é um terrorista um criminoso uma extremista mas ele será quando eu falar alguém sem nome e eu imploro a vocês digam o
nome daqueles que se foram em vez do nome daquele que os tirou de nós ele pode ter buscado a notoriedade mas nós na nova zelândia não lhe daremos nada nem mesmo o seu nome o juiz do tribunal determinou que o Rosto do assassino não fosse identificado em fotografias e filmagens na quinta feira a primeira ministra anunciou a proibição imediata da venda de fuzis de assalto e outras armas longas semi automáticas no país em resposta ao ataque a partir do choque provocado por essas notícias reunimos uma bancada multidisciplinar de especialistas para tentar compreender quais são os
fatores que contribuem para esses violentos ataques ea partir dessa Reflexão quais são as estratégias que estão ao nosso alcance para evitar que esse tipo de crime se torne mais comum aqui no brasil vamos começar com vocês se apresentando e ver quem é você na fila do pão olha eu sou muito pouca coisa na fila do pão eu sou advogado especializado em direitos humanos e relações internacionais tem uma trajetória e passando por governos passando pela iniciativa privada e os últimos cinco anos eu Ganhei um lugarzinho na fila do pão que eu sou diretor do instituto sou
da paz que trabalha com de violência segurança pública direitos humanos muito bem amanda veloso bem-vindo à mesa do amigos quem é você na noite obrigado muito obrigado pelo convite bom eu sou psicanalista eu atuo em clínica particular com adolescentes e adultos e também desenvolveu projetos junto com uma amiga colega da Psicanálise em prevenção de suicídio entre o público adolescente e universitário meu trabalho sempre foi muito focado na questão da subjetividade e eu comecei minha atuação profissional minha primeira formação foi como jornalista e depois decidir fazer psicanálise e desde então não parou de fazer perguntas ao
presidente kagame e eu fiquei e gustavo ganso quem é você não viu é brigas eu sou o saboroso eu colaboro no projeto Tor projeto tor é uma organização sem fins lucrativos baseada nos estados unidos criada em 2001 2000 alguma coisinha e nós desenvolvemos um programa que defende a sua privacidade online para qualquer pessoa software livre qualquer um pode baixar e colaborar e além disso também colabora na cripta o redd é um evento público aberto para discutir segurança digital e rack em software livre política e tudo Mais e é um evento que vai acontecer dia 3
e 4 de maio em são paulo simplificando ganso é aquela pessoa que vai impedir que a gente fala e banalidades coisas absolutamente impossíveis quando a gente entrar no assunto de internet o chique as coisas se organizam na internet a gente ele vai tentar nos refrear e colocar alguma sanidade mental nesta mesa eu vou começar com áudio do gabriel zacarias o é que o professor Gabriel zacarias da universidade estadual de campinas autor do livro o espírito do terror the radio espetáculo publicado pela editora e fãs eu acredito que sim há um paralelismo muito forte em que
acontece em suzano irá acontecer na nova zelândia é no meu livro já tratava justamente da questão do terrorismo recente a europa como um fenômeno assim comparado com o fenômeno dos massacres escolares tornados Corriqueiros nos estados unidos desde a década de 90 então da mesma forma acho que agora esse acontecimento na nova zelândia as peças de ataque terrorista pode ser comparado com consensos usando que é uma espécie de macaco escolar todos esses eventos existem uma série de pontos em comum tanto do ponto de vista da forma quanto do seu conteúdo quer dizer a maneira como eles
acontecem ataques violentos bárbaros contra Multidões portanto contra alvos não específicos formas de manifestação uma violência ao técnico é uma doença que tem um fim em si mesmo esse uso da violência se repete em todos eles e também é e se repete em ao menos outros dois pontos se repete é em primeiro lugar o recurso a uma esfera espetacularizada uma esfera hoje mesmo virtual na sua forma o recurso aos dispositivos da imagem como mediadores capazes de dar sentido a Essas ações para aqueles indivíduos é ou seja explicou melhor todos os sujeitos eles têm frequentemente feito uso
de imagens a cada nova zelândia foi o caso mais extremo porque o sujeito conseguiu transmitir ao vivo uma saca mas em todos esses outros eventos mas aqueles que não conseguiram transmitir uma tentativa onde produzir registros o primeiro de produzir registros prévios não é como era o caso do ataque no realengo quando produziu uma série de imagens antes de Fazer o ataque fazer postagens nas redes sociais então existe a produção prévia de uma espécie de uma auto imagem que sujeito fazem de si próprios de maneira esses nada de maneira precisá da galera pele que eles produzem
essa auto imagem pra que essa imagem circule em determinados espaços e comunicação virtual é sobretudo aí nas redes sociais nos fórum seja lá o espaço escolhido por esses indivíduos era já o caso também do Terrorismo na frança na qual muito mais do que laços reais conquistados ano contava para que os indivíduos a freqüência que eles tinham das redes sociais radialistas onde eles também portavam as suas fotos dos seus vídeos antes e e se possível durante os ataques então existe uma busca de reconhecimento desses indivíduos num espaço virtual através da imagem daí a necessidade de produzir
esses registros sobretudo porque bom a gente sabe que na prática Estão fazendo um ato extremamente cool ardi é que eles criam uma ficção eu precisava vai ter o que eles estão fazendo e que eles partilham essa ficção com um grupo de pessoas que eles não conhecem diretamente mas que eles freqüentam através da mediação da ses então esse seria o segundo ponto em comum a qualquer um desses ataques mais recentes são dos quais a gente pode tratar e finalmente a uff com muito presente sobretudo nos ataques mais Recentes sobretudo agora que a gente não tem como
a gente tinha no caso dos ataques terroristas na frança a gente não tem aquele envólucro de justificativa é do fundamentalismo muçulmano a gente percebe que na verdade inclusive no caso do fundamentalismo islâmico o que contava seja pra esse fundamentalismo ou seja com fundamentalismo cristão ou seja para essas ideologias regressiva que estão Sendo veiculados através da internet agora como esta do celibatário voluntários da ebx mal formuladas e socialmente regressivos em todos esses casos fica muito patente a força da misoginia discutir misógino ou calcado em uma reação do sujeito masculino que se vê é de alguma forma
ameaçado se vê perdendo potência perdendo nomeação e tenta reagir e reagir de maneira paga por isso que eu acho que todos esses incidentes Eles têm de certa forma eles são sintomas de um mesmo processo social pela qual está passando está passando por uma crise de uma certa forma de organização da sociedade uma forma de organização certo da sociedade centralizada numa ideia forte de trabalho mulher de trabalho que tinha como função produção de valor e nessa crise dessa forma a organização céu entre 15 sobretudo o sujeito que havia sido fechado o que fazer sentido que Funcionava
nesta organização social esse sujeito é o sujeito patriarcal é o sujeito da dominação masculina e sujeitá entre ruínas com a sociedade na qual ele fazer sentido na qual ele não funciona mais e ele está lutando para não morrer é bom o gabriel falou de muita coisa né vamos começar falando um pouco sobre como o perfil desses atiradores diferente da interpretação que se deu em corumbá e nem que foi o primeiro caso midiático de tiroteio em massa em escola Nos estados unidos colombo foi tratado como um reflexo de bullying por conta disso vários outros ataques seguiram
essa lógica nos estados unidos houve uma grande conversa sobre bullying sobre a importância de bullying e os ataques não pararam de acontecer hoje muitos anos depois se faz uma complexificação dessa análise que é gente não é todo mundo que está sofrendo Bullying que está reagindo você não vê negro reagindo desse jeito você não vê mulher reagindo desse jeito senão vigor do regime desse jeito será um velho gbt agenda desse jeito que são as comunidades que sofrem bullying com mais freqüência então soube não é capaz de explicar isso e aí que a gente vai para uma
outra vertente é isso que o gabriel está falando de pessoas que têm um ressentimento muito forte eu achei legal eu tinha notado misoginia Homofobia xenofobia mas ele dá outros nomes ele fala de sexo trabalho prestígio social então são homens brancos que sofrem não o bullying mas eles se sentem ressentido porque eles deveriam ser depositário de todos os privilégios sociais ou seja prometeram o sonho pra eles e eles não estão recebendo certo então a vida é difícil pra mulher bom é o que é a gente já sabe que é assim a vida é difícil pra gay
bom é o que esperamos a sociedade nunca Prometeu diferente a vida é difícil pra negro meio que é isso que a sociedade diz que vai te entregar mesmo ninguém prometeu nada melhor do que isso agora eu sou homem branco hétero e tô me ferrando aqui só foi humilhado o tempo inteiro não tenho nada não tem glória não tem fama não têm trabalho de mulher não tem nada então é um ressentimento que vem de alguém que tinha direitos que sente que foram tirados deles certo como é que Você vê isso amanda olha pegando aqui o gancho
de corumbá guiné que foi um marco muito grande depois a gente teve sendo erro virginia tech tantos outros ataques nem concentrados nessa esfera do estudo e entre pares néon um colega atacando o outro tudo mais a gente tende a pensar de uma maneira macro como se fossem agrupamentos com perfis muito parecidos mas até partindo da premissa da psicanálise eu gosto de poder debruçar sobre a singularidade e Eu acho que é esse lamento de singularidade que tem norteado muitas das condutas atualmente então se a gente for pegar hoje a definição de sucesso será que ela comporta
variações ela tá muito calcada na definição com que os grupos poderosos instituiu que quer sucesso pra cada um né não o sucesso ele só é contemplado se você tem um emprego incrível é bem sucedido e aí vai se enquadrando naquelas premissas e eu que a gente vê Muito é o quanto que esse é o pagamento das diferenças porque o que é o bullying é o bullying ele toma como alvo algum detalhe da diferença mas não é burro em se não houver espectadores e o que me parece muito latente em todos esses casos é que não
são casos simplesmente de assassinatos são assassinatos mediads de armas ticos informáticos em que você tenha lhe toda essa reação recente das exacerbadamente violenta e criminosa mas que a uma platéia clube e que eu fico Pensando no quanto isso toca a espetacularização que a gente faz da própria vida em sociedade inclusive espetacularização da noção do sucesso espetáculo espetacularização ou palavra difícil é tudo isso que vai vai nos tocando que vai deixando sujeito me com todas as suas contradições com todas as suas questões mais difíceis e mais latentes reprimidos de maneira que aí no contato com a
diferença se estabelece como um ponto a ser eliminado Então acho que a gente poderia sempre tomar essa questão da singularidade também como norte nerd o que está sendo dito aí o que que essa convivência com as diferenças há qualquer tratamento que a sociedade dá pela convivência com as diferenças me parece com um discurso majoritariamente de não há diferença ou se a vamos examiná lá porque é uma espécie de ruído nessa homogeneidade que a gente acha que tem permita me discordar eu acho que a gente Tem falado muito sobre diversidade e é o falar sobre diversidade
muito e é o promover a diversidade muito que está causando esse movimento das placas tectônicas que rompe em vulcões como esses que a gente está vendo porque é justamente porque o negro que nunca teve na sala ou imigrante que nunca teve na sala agora tá é justamente porque a mulher que sempre teve um cantinho aqui daquele lugar ela não passava agora tá querendo dá aula Agora quero ser presidente de empresa agora está querendo ganhar mais que o homem agora tá querendo que que falta então léo é justamente porque você tem esse encontro de diferentes acontecendo
mais e aparecendo na mídia então agora vai te dejo gay na novela entendeu é exatamente porque a sociedade como um todo que é o que o hara ele mesmo fala está colocando a diversidade como um valor em si que provoca esse desconforto nas pessoas que sentem que existe um Deslocamento da gravidade do centro de poder que é antes tudo era para o homem branco agora não é mais esse desconforto e eu acho que isso a psicanálise é maravilhosa para nos ajudar com ferramenta que assim não adianta dizer de um sentimento certo e errado num cabe
nessa discussão gente mas eles estão errados é o seguinte sentimento existe é como é que a gente lida com isso essa frustração esse ressentimento é esperado Da magnitude da mudança que a gente está promovendo na sociedade é esperado que a gente vai ter homens que sempre foram protagonistas que 100 foram os únicos a falar muito incomodados e é esperado que exista uma parcela da população que se sinta atraída por que não está recebendo o que ela acredita que lhe é de direito mas é como é que a gente lida com isso essa é a questão
como é que a gente vai dar a gente se você acha na sua opinião que a gente Está promovendo o diálogo suficiente a gente está promovendo apoio suficiente a gente está cuidando dessas pessoas eu acho até que a gente tá é concordando nem que eu concordo que é justamente o falar sobre isso que provoca essa reação mas eu falar sobre isso ainda está muito na esfera de tem que haver diversidade alguns grupos nessa recusa simplesmente se acham no direito de fazer o que quiserem e aí eu me pergunto se pra onde fica Todas as questões
extremamente humanas como o ódio quem veja em tratadas e ódio ressentimento todos nós podemos é estar em ordem é nosso não tá externo né mas o quanto que isso é feito diante da existência do outro porque o que me parece tudo isso que tem sido feito na verdade tem que ser reparação histórica que realmente tem que haver uma reparação histórica no espaço de negros no espaço de mulheres no espaço de lgbt Porque são populações que têm sido maltratadas e colocadas em em situações humilhantes já muito tempo mas eu não acredito que seja o fato de
trazê las à tona e sim o quanto que se coloca isso como se fosse subtração daquele que já tinha toda aquela situação não é de salário bom e tudo mais a maneira como as diferenças elas são apresentadas como se um fosse tomar o que é do outro e não como um espaço aqui todos tivessem que justamente é receber E conviver que a própria convivência em sociedade precisa reprimir uma série de questões muito latentes em nós muito próprias de agressividade de desejos é impossível se situações que a gente queira levar adiante mas que a vida em
sociedade por meio da lei estabelece você vai só até esse ponto porque senão você vai acabar invadindo a condição do outro mas me parece que o discurso predominante é faça tudo que precisar ser feito para atingir seu ideal mesmo Que passa por cima dos demais então a gente entra na masculinidade tóxica e depois eu vou passar por isso vou falar um pouco sobre quais são as alternativas que a gente tem para lidar com ódio e agressividade eu só queria falar um pouco de uma unidade tóxica antes porque eu fazer uma coisa bem difícil aqui que
é uma ponte de empatia que é a gente pode dar de barato na discussão e dá direito que essas pessoas tinham motivo para ter muito ódio Essas pessoas tinham motivos para ter muito ressentimento e se a gente fizer isso a gente leva a discussão para o próximo degrau que é o que pessoas com muito ódio e ressentimento fazem então que mulheres que foram muito feridas pela vida e que têm ódio da sociedade pelo que a sociedade subtraiu para as oportunidades que ela não teve pela vida difícil que ela tem ela olha ao redor os outros
não têm o que negros fazem quando eles olham redor e ver em que é injusto E profundamente injusto o que gays fazem diante da injustiça a impressão que eu tenho é que a resposta é sofrer e adoecer pode ser também agir pode ser também criar articulações pode ser tentar como a cris fala muito bem eu vou ganhar do sistema para depois quebrar o sistema então aquele mito do herói que apesar de todas as injustiças consegue ganhar e aí depois vai questionar o sistema então tem uma série de formas mas dificilmente A resposta é a violência
e aí por isso que eu queria que a gente entrasse que significa a masculinidade tóxica e porque isso é um fator essencial para a gente entender o comportamento desses criminosos pegando o gancho do que você falou né do sofrer enquanto que em algumas camadas tem a questão do sofrer eu penso que até a ação pelo ódio seja também uma expressão do sofrimento só que ele faz um laço pelo ódio é extremamente integrativo né a gente Poderia falar que o medo com certeza medo paranóia ódio eles formulam uma espécie de identificação e aí cria-se um grupo
se a gente observar até inimigos estipulados em comum e esse a gente vai pegar o outro âmbito que eu sofrer o 2 e gente pode pensar que os laços formados são diferentes a gente tem visto e muitas rodas de conversa estou sendo feitas muitos trabalhos sendo feitos pra que se possa trazer esse sofrimento à tona algo que eu Acredito muito é que o ódio tem um lugar extremamente bem vindo na clínica eu gostaria que isso fosse trazido para lá sempre porque é a expressão ali ea escuta para que a gente possa entender o que está
na camada por baixo de todo esse ódio porque nunca é uma questão única e às vezes aquilo que se declaram como alvo só tá expressado por um porque na verdade representa simboliza uma série de situações que corroboram com alguma questão atrás e que então vai Ganhando contorno com uma pessoa mas às vezes nem era aquela pessoa né e aí a gente pega a questão então da masculinidade né eu acredito que seja extremamente urgente a gente tem passado por revisões emergenciais e e muito bem feitas que o feminismo tem trazido de questionar é o que é
do masculino que é do feminino enquanto que isso se cruza e quais são os espaços para o que a maria rita kehl falar de mínima diferença né então a gente precisa tentar entender o Que está embutido em masculinidade que ideais são esses é o ideal de bi amém nem que você vai chorar então você tem a promar secar as lágrimas e isso não é ser um homem um homem não vai chorar o homem não vai ser vulnerável ou a masculinidade a gente pode incluir justamente a vulnerabilidade tudo isso que não é comportado e a gente
vê que na verdade uma masculinidade atingida pelo machismo né e por todas essas premissas que fazem uma espécie de fronteira entre O que é ser homem o que não é que vai muito além do não chorar que vai sobre a pressão do sucesso então ou seja se a gente está falando de como você trouxe aqui questões trabalhistas questões de um sucesso quem atingível e o sucesso está ligado diretamente à minha identidade então perceba eu não sou o homem se eu não tenho sucesso e se eu não tenho acesso começa a ficar muito mais grave pra
mim do que todas essas populações que eu falei que Se ela não tem sucesso bom claro que é ruim claro que é profundamente revoltante mas não tem o peso extra de que o sucesso esperado dela ela não pode ser 100 sucesso então o sofrimento é de outra natureza né do em outro lugar de outra maneira é a gente recebeu um e-mail a semana passada de um homem de 37 anos falando o quanto eles se sentiam gosta é um email é enorme onde ele contou sobre os Últimos 16 anos da vida dele fase de terapia relacionamentos
amorosos disfunção sexual e como na verdade ele não consegue e ele não acha que é bom nada apesar de ele ter um emprego apesar de ter uma família e ele vem numa cadência e meio é sempre falando sobre isso eu já pensei em me matar mas eu penso num sofrimento das pessoas que vivem comigo a mas eu não eu não conseguir justificar a existência eu fiquei muito tocado por Esse meio e aí ele fala tem um momento nem quem fala assim eu pensei que eu talvez pudesse ser gay e aí eu fui pra terapia eu
conversei e e descobri que ninguém eu sou e tudo que ele vai me contando ele vai se frustrando é um caminhão de frustração gigantesco e lhe transmitiu a ausência de vitalidade enorme um olhar para a vida muito disse esperançoso e sabe quando você vê uma criança se debatendo se vê que ela vai se machucar é só Vontade de abraçar ela para a contenção a minha vontade era abraçar essa pessoa por contenção porque ela em tudo o que ela falava levava para um espaço de extrema solidão de ausência de conquistas mas o que ele me contava
era diferente do que ele estava sentindo aos olhos dos outros ele é muito bem sucedida ele era uma pessoa como eu acho que a gente tem uma trajetória dada pra essa pessoa de uma super expectativa é de uma vida com grandes acontecimentos e Com grandes reviravoltas na verdade a vida muito mais tedioso do que a gente gostaria de encarar e um medo eu sinto sempre um medo muito grande de não corresponder às expectativas ao que ele mesmo propôs a ser eu a fazer e o final desse meio é ele simplesmente falava isso eu tenho 37
anos e não tenho muita esperança de constituir uma família não acho que eu vou melhorar tão cedo eu não acho que eu tenho é a substância para ter um relacionamento de longo Prazo continua fazendo terapia continuo tomando remédio busca resolver as minhas questões de agressividade com comunicação não violenta eu escuto muito amigos eu acho que não tem capacidade de colocar nada disso em prática é como uma amiga me chamou esse é lágrimas masculinos então é muito sofrimento nef chamar de lágrima masculino é muita sacanagem é muito sofrimento e eu acho que a gente Está tocando
no que compõem a masculinidade docs é como necessidade do sucesso a ligação da conexão com o sentimento tem também uma questão de liderança então o homem ele foi colocado para chefiar a família chefiar a sociedade chefiar a empresa certo ele tem que ter o que quando a gente fala de seja homem tem a ver com um que a agência não tem iniciativa contra a resposta então o homem se perde ele pede a masculinidade dele se ele Está confuso se ele está perdido se ele não tem a missão se ele não sabe pra onde ele não
tem as respostas e gente no cenário que a gente está em que tudo se moveu como é que o homem vai ter uma resposta gente tem um homem que não tá confuso e não está pensando tensão casar nunca vivendo na sociedade hoje está ligado do que está acontecendo e que poderia se beneficiar muito íntimo dessas novas propostas que têm sido trazidas Justamente de fazerem uma mistura do que são essas características femininas a produção de homem mulher é vem sendo debatido na eu acredito todos esses debates são riquíssimos isso que vocês têm trazido fico pensando nessas
situações dos massacres dos tiroteios me faz pensar um pouco na lógica do justiçamento que é completamente oposto à aplicação da justiça is vocês que são da área quando me corrigir porque eu fico pensando o seguinte quando você Começa a perder a confiança credibilidade que uma instância maior que você mais responsável vá fazer uma interferência no que está ocorrendo você faz com as próprias mãos e se sujeita não nem que se sujeita você ignora a lei ignora tudo aquilo que foi pré estabelecido e provoca uma mensagem né eu não deixo de associar tudo isso que acontece
com as questões dos linchamentos linchamentos virtuais um Caso que até hoje assim me parece que a gente precisa se debruça sempre foi um linchamento de fabiano de jesus que foi no guarujá não sei se vocês se lembram circularam algumas imagens supostamente retrato falado de uma mulher que sequestrava crianças no guarujá depois descobrir que essas imagens eram de um site de humor ele tinha uma página que era baseada em denúncias para poder promover a segurança na cidade e após a circulação dessa imagem Muitas pessoas começaram a falar eu a vi ela estava em tal lugar não
eu vi ela saindo então começa a se criar narrativas né muito participativas nessa questão vamos buscar quem é o culpado e que resultou em uma moça que um alguém identificou como é a mulher seqüestrador perguntaram se ela gostava de crianças ela diz que sim e foi assim que começou a barbie então no justiçamento a gente fica pensando assim quem passe punindo né que mensagem é essa de ressentimento Que está se aplicando e que envolve uma total desresponsabilização sobre o próprio ato eu tenho direito a tal coisa eu quero buscar o culpado eu não tenho quem
possa me eu estou pensando então aqui na lógica dos mas atriz né eu passo por essa situação de ressentimento em que ninguém está vendo a minha dor estão tomando questões que deveriam estar cuidando e eu acredito num sofrimento legítimo estão inclusive dos perpetradores só que não é por essa Via não olha jamais por essa via é seria como supor não é que todo mundo que sofresse bullying em recorrer se a uma ação de violência para poder estabelecer uma penalização isso me remete um pouco né ao longo da história de novo desculpa gente a gente vai
citar saber de novo mas o raio fala muito sobre quando uma civilização invadir a outra e que havia umas acre cultural daquela civilização ela primeiro resistir amo muito Depois existe até um uma coisa de pertencimento que passa a acontecer nos dias atuais que a gente tem logicamente não tem mais essas invasões o que eu percebo nesse sentido que a gente está falando disse pensamento é que está acontecendo uma civilização sobrepondo a própria civilização dentro da mesma sociedade então o que eu percebo que é uma resposta de quem está perdendo poder como qualquer outra espécie que
está Entrando em extinção ela faz qualquer coisa para sobreviver então isso é uma rede eu percebo como essa resposta de dentinho lindo eu estou morrendo estou perdendo poder eu preciso reagir só que isso vem por uma outra camada tão em baixo porque ele vai falar mas você acha que esse menino de suzano tinha esse raciocínio claro que não imagina ele nem sabe disso aí a gente vai da instância que é quer ficar atrás muito em dar do que a gente Tem no espírito do tempo da sociedade como que isso reflete para cada um então por
mais que a gente seja parece muito elaborado tudo o que a gente está falando e quando a gente vê na faixa a gente fala imagina essas pessoas não tinham acesso a esse tipo de pensamento tem gente tem cinco porque eles não têm o que separa é o sentimento e o sentimento a gente não domina a percepção a gente não domina a narrativa a gente pode Dominar o debate a exploração do tema mas o sentimento não e esse sentimento está presente em qualquer classe social dessa linha de pessoas que continuam perdendo poder eu queria passar agora
para o ganso porque a gente está falando então de que existe ok um sentimento de ressentimento a gente entende que ele se potencializa por conta da masculinidade tóxica ou seja não é todo mundo que sem ressentimento que respondia sim existe Um perfil específico e esse perfil é o como a cris falou o perfil de quem está perdendo poder tá deixando o espaço de protagonismo só que existe também uma ferramenta nega sim que é assim a internet possibilitou que essas pessoas que por exemplo em suzano estarão isoladas e desprovida de poder e desprovida da noção de
que existia alguma coisa o alcance delas para fazer para se vingar e elas encontraram do mesmo jeito que o Movimento feminista encontrou na internet um jeito de se conectar e de encontrar força um outro do mesmo jeito que o movimento racial encontrou na internet uma forma de conhecimento empoderamento de mobilização social esses entre aspas párias esses homens sofrendo também encontraram na internet uma forma de encontrar comunidade construir comunidade se inspirar se organizar e agir certo bom acho que tem várias coisas sobre Internet a primeira coisa que é polêmica é que não a de bob e
não a da cnet não andar clap na verdade apenas na internet da mesma forma aquelas pessoas falar tem a nuvem não tem a nuvem a nuvem é o computador da amazon não o computador da google é não existe nuvem e também não existe de peb tudo é internet e aí é uma coisa só então a certos momentos que as pessoas vêm com uma narrativa quem já sabe onde quer chegar quando um homem fala nem Todo homem faz tal coisa você sabe onde ele já chega com aquela frase da mesma forma quando alguém falar a diplomatas
total ele sabe que a pessoa quer chegar na criminalização da web e na criminalização do anonimato eu acho que a gente tem que diferencie há a questão sobre os fóruns o anonimato eo torna a primeira coisa que o torna uma ferramenta qualquer um pode usar uma ferramenta anônima Ela tem diversas os usuários né o usuário inesperado é a própria polícia a polícia necessita do anonimato para investigar crimes na internet ela investiga do próprio computador dela não vai saber olha o ip da polícia a nova urbanização ipi e estou salvo então o anonimato ele tem diversos
usos né inclusive para quem aqui visitou esses fóruns e fez do próprio computador sem torta está expondo o seu próprio ip Essa própria identificação por um bando de psicopata e thor é uma ferramenta necessária para defesa de direitos humanos não só no brasil como no mundo todo então ele é uma ferramenta muito necessária e ela foi muito criminalizada na última semana inclusive matérias na imprensa dizendo que seu filho tem tony estava no computador chame psicólogo chame a polícia é por isso que a gente tem você na mesa gols pra este tipo de absurdo não sair
Porque a gente não entende essa é realmente a verdade é que é tão difícil de acompanhar então eu lembro quando eu li sobre web quando estava estudando programa de pedofilia e aí era sobre isso existe uma camada da internet que é a camada o gmail google facebook o site das empresas os sites dos governos e tal que acaba nem todo mundo tá identificado que existe um subterrâneo lá nos profundos que você só acessa usando um protocolo Que a gente não saberia fazer não é no seu browser normal não só que então sim tem toda essa
mística ao redor da equipe web o que chamam de deep web que você fala que não existe o que é bom o tor dentro dele tem um protocolo chamado orion services serviços cebolas é uma forma de trafegar dados de forma anônima então possam disponibilizar serviços anton árabe de e mail qualquer tipo de serviço a de fúria o conceito é muito frágil Qualquer coisa no indexada pelo google é de clube então o facebook de clube o whatsapp de que o hábito de plano então né só que tem um problema esse conceito ele quando as pessoas utilizam
os que querem referir a um determinado fórum determinada coisa existe esses fóruns muito nesses fóruns são públicos são abertos a questão do news service aqui é um serviço utiliza para trafegar dados de forma Anônima então por exemplo existem dengue que quem utilizar o windows services union york times pra o site não censurado em nenhum país do mundo o facebook usando o news service o guardian a polícia italiana para receber denúncias sobre corrupção então olham service é uma tecnologia livre aberta e qualquer um pode utilizar para disponibilizar seu site viela e como toda tecnologia alegre lógica
então por exemplo o tráfego de Conteúdo pornográfico infantil também é usado nessa plataforma aproveitando do anonimato certo certa por exemplo ontem à noite criou um site para o nome luz então se você pode ir lá e digitar o endereço só entrar no site e enviam não serve na verdade qualquer grande questão é de centralizado então tor project tornam tem um controle de falar esse domínio pode esse domínio não pode porque é um projeto visando direitos humanos no mundo todo então um país Falar de direito da mulher é crime em outro país fala do direito de
ele bater é crime nem e isso a gente vê por exemplo a indonésia é crime se transferia homossexual então torna ele avança direitos humanos dando possibilidade para populações marginalizadas a pesquisar sobre o que elas quiserem sem censuradas então a gente tem essa tecnologia que possibilita isso a grande questão aqui um no caso de suzane no caso é da nova Zelândia parte disso daí não chega nem ser usado o ônus service são usado foram abertos públicos na internet entre aspas na clearnet na internet que você digitava pontocom e abram seu navegador acho que esse é o
grande problema que esses fóruns eles são supostamente anônimos mas eles não são anônimos a grande narrativa que o anonimato possibilita a liberdade de expressão total ao ponto de que é você pode inclusive defender a morte de outras Pessoas e matar outras pessoas e e por aí vai é como se fosse o caos da liberdade quando o que na verdade esses fóruns eles são extremamente moderados se você fala que a mulher se você fala que é comunista se você fala que esse que dista você unido esse fórum então não é a liberdade de expressão não é
o animatu né a uma ideologia por trás desses fóruns que enquadra pessoas nesses fóruns e acho Que a gente tem que discutir essa ideologia que está empurrando pessoas a cometerem certas coisas né não é o anonimato não é a tecnologia é uma ideologia nessa época aqui e eu fico pensando nessa então a questão seria muito mais o que leva a se fechar nesses fóruns ea se enquadrar nessas pessoas isso sim poderia ser pauta de discussão e não necessariamente a ferramenta utilizada para a expressão desses idéia Exata ela tem uma ideologia por trás desses fóruns não
é especificamente à cultura channel e tudo mais né e aqui eu tô falando mas que o bonezinho de cientista social e não mais como organizador da copa do rei vou colaborar do projeto tor tem uma cultura de entrar suas anonimato e liberdade expressão mas ela um quadro as pessoas a falarem óssea tem o dia a mulher você tem que eu joguei você tem que pedir ajuda e eu sei que um dia negro é Uma cultura não é propriamente o que você está dizendo é que o que atrai esses meninos quebrados por último não é o
anonimato não é o fato de que ele tem liberdade para eles por finalmente o que ele pensa o que ele sente ele não consegue expor em nenhum outro lugar o que atrai ele é justamente o fato de ele saber que isso exige que tem um lugar onde o pensamento dele sentimento dele vai ser acolhida nessa corrida e você reafirme afirmado e Me parece que é o pertencimento então né é o tse há culto por que você tá falando a cultura do ódio né o ódio pode tomar várias formas como por exemplo a nova zelândia foi
o ódio ao diferente e aqui não tinha esse contorno não tinha um grupo específico que era o target era o ressentimento puro né acho que o da nova zelândia está muito mais conectado com o atentado que aconteceu na noruega alguns anos atrás e acho que tá muito Mais nova zelândia e noruega estão muito mais conectados com o que tem acontecido nos estados unidos né e o que aconteceu em suzano está muito mais conectada com o bayern e com outras atentados a escolas do que propriamente a nova zelândia e nem olha o que a gente está
falando eu só queria voltar um pouquinho porque essa informação que se trata ela dá uma bugado assim o cérebro da gente né a gente sempre polêmica é muito polêmica Porque eu tenho uma placa que te falando venha a cultura do ódio bem aceita que então já não é que eu estava passando por ali e de repente as conversas começaram a ficar estranhas eu vou pra este lugar ciente do que é oferecido a ele dentro né do mesmo jeito que eu posso te dizer então que a luta elas minorias encontrar um lugar e se reunir a
partir de otto e se que um fórum para tratar de mulheres na publicidade entrem aqui se vocês Querem mudar essa realidade esse fórum é que esse grupo fechada para tratar de mães no mercado de trabalho então esse grupo aqui é pra tratar de quem odeia essas minorias esse mundo a chutar errado e que é ter liberdade para odiar e inviabilizar a existência desse outro é o que eu acho que é interessante o que você traz assim não é a ferramenta se você não tratar o sentimento você não vai dar conta disso então quando você fala
eu preciso atacar a privacidade na Internet não pode mais haver anonimato está tentando tirar a arma quando na verdade você precisa desenvolver a força da atração dessa ideia que é porque que o discurso de ódio é tão sedutor para jovens porque o discurso de ódio traz respostas que eles não estão encontrando em outros lugares vamos lá e ver como é que a gente desenvolve isso aí olha mas muitas coisas eu estou aqui e estou aqui quietinho vindo porque realmente é são Fatores fundamentais a entender tudo isso é muito mais complexo do que falar são meninos
doentes tem problemas psicológicos mentais tiveram acesso à arma e foram lá e matar um todo na escola né ou a australiano que na nova zelândia ficou cinco anos e armando pra matar 49 pessoas numa mesquita olha o crime de ódio né é o anti islã acho que é muito mais complexo do que isso agora ouvindo tudo isso e trazendo uma perspectiva um pouco mais ampliada Se a gente tem treinado nesse momento de transição na sociedade em que não há um povo bárbaro invadindo o meu país meu território agora os costumes e as tradições vão ser
de acordo com o dominador se não é essa sociedade que olha pra isso com uma invasão como perdendo um posto é um pedaço da nossa sociedade que está encarando dessa maneira é importante a dar esses 11 out de vez em quando pra gente entender como essa Mesma sociedade recepciona essa transição me parece que isso é inegável acho bom para a sociedade enquanto ideal de igualdade ideal de peter uma sociedade mais justa que é o que no fim das contas me parece que o projeto humano neste planeta busca que o homem branco sis calcado em uma
visão de mundo patriarcal meritocrática e empoderado ele quando nasci parece a cena do rei leão né olha simba A tudo que o sol toca vai ser um dia essa visão tá sendo derrotada e que bom que é derrotada e aqui quem está falando é quem está tomando tiro nessa guerra porque é o homem branco x que o olha para tudo isso e fala olha realmente tem que deixar um negro falar porque é ele que sente na pele todo dia às violências dessa sociedade olha é a mulher que foi colocada no lugar subalterno a vida inteira
ou a sua existência toda desde Que a história história e é registrada pelo homem branco se a que agora vai começar a falar e vai colocar uma outra perspectiva agora isso dói e isso dói em quem está ali naquele front se a gente vai encarar tudo isso com uma guerra eu acho que a gente já começa errado porque a gente já começa acreditando que a linguagem da violência a linguagem de um grupo contra outro vai dar solução para um problema complexo que já é violenta a ficar psicanálise tem muito mais Ferramentas para olhar pra isso
mas acho que toda transição é dolorosa toda transição acaba trazendo algumas dores que é difícil você olhar para o caso específico né os dois jovens de suzano entrar porque entraram porque que a fizeram o que fizeram acho que é super importante a sociedade como um todo olhar para esses casos individualmente mas vamos olhar a sociedade quais são as ferramentas que nós temos à disposição para recepcionar Todo esse ódio o óleo vai existir um sentimento humano desde que o homem é homem as reacções a esta transição também vão acontecer mas começa a sociedade absorve tudo isso
e aí com essa lente mais amplificado a gente começa a pensar poxa se a vida inteira se o sonho da sociedade ocidental é calcado no consumo no american way of flies de que o homem é dominador é aquele que provê é aquele que é medido o seu sucesso enquanto Indivíduo a partir do seu sucesso profissional do seu site material da capacidade de encontrar na uma mulher para casar ter filhos o labrador em frente à lareira no brasil a gente tem nem frio prateleira mas a gente né projeto essa imagem e o sujeito não consegue arrumar
uma namorada não é o dono do time de futebol da escola não vai bem nas máquinas lugar tem essa pessoa dentro dessa sociedade Acho que esse é um ponto individual mas como que essa sociedade olha pra ficar e fala vou resgatar também né você faz parte e aí aproveitando a carta é que foi mandada para cá é super sintomático o que fazer com essas pessoas que aparentemente naquele de fusão do dia a dia se olha e fala pô esse cara tá bem esticada emprego esse cara tem família esse cara tem alguma sociabilidade colocada ali e
pra ele está totalmente Excluído na e aí a sociedade cai nessa linha o que chama de linguagem da violência se você pega a estética desses acontecimentos você pega como essas pessoas se armaram se vestiram e como é que eles foram para o front de batalha você começa a perceber uma série de outros elementos que tão incutido na sociedade tanto glorificando esse tipo de sentimento na o coturno vestiu preto colocou uma máscara de caveira que trouxe a primeira Vez que essa reflexão foi do renato lima do fórum brasileiro de segurança pública que chamou a atenção foi
o coxa a gente não tá só colocando a arma disposição para esse tipo de coisa acontecer a gente está empurrando uma cultura de guerra a gente está reforçando uma linguagem de guerra que faz com que esses caras vão dar o troco nesta sociedade ou vão lá conquistar aquilo que lhes é de direito né e aí de novo a gente volta a dialogar Com masculinidade a gente volta com os americanos algumas facções chamo isso de entulho atualmente é você se você tem isso de nascença então eu o homem branco se não consigo namorada sua romã na
escola não jogo bem futebol o meu emprego é mais ou menos pois não consigo comprar meu carro eu preciso tomar isso de assalto que a linguagem da violência está muito dentro de si não discutiram mas essa essa provação de masculinidade de que tudo todos os Indicadores que eu tenho me chamam de fracassado eu acho que essa palavra a sociedade do sucesso traz como efeito colateral esses ataques e aí nesse sentido que eu acho que é o que acrescentou falar que assim a essas pessoas passaram isso não claro que não é de uma abordagem sistêmica é
pensar que se a gente glorifica o sucesso dessa maneira se a gente criou ferramentas em que a gente compartilha os nossos sucessos e esconde as nossas fraquezas Agente necessariamente vai produzir pulsões de revolta e de ódio então falou se eu sou um fracasso em todos os sentidos eu vou conquistar o sucesso de alguma maneira na marra e qual é a marra é usando a linguagem que a gente tem usado e é sob essa perspectiva e não nasça na relação direta que eu acho que entra o nosso questionamento de videogame por exemplo não que jogar videogame
vai levar porque Uma pessoa da mesma maneira como droga da mesma maneira como alvo da mesma maneira como o sexo da mesma maneira que todo o resto das coisas uma pessoa que está equilibrada que têm todas as outras coisas vai fazer uso de sexo drogas álcool o videogame televisão filme qualquer outra coisa e tudo bem vai dar vazão ao ódio que é natural humano está tudo certo quando é que a gente vai ter um desvio disso quando todas as caixinhas Estiverem vazias eu não tenho rede de proteção nenhuma eu não tenho rede de proteção psicológico
então não tenho arcabouço psicológico não construir isso eu não tenho rede de proteção social então nem escola nem a família em nenhum lugar esse jovem encontrou uma rede de proteção para assegurar isso essa revolta vem ea estética que eu tenho a referência que eu tenho é a referência da violência porque isso é um fator que é comum a todos os atentados não é matar Todo mundo é matar todo mundo com 1 sendo que antes ele postou foto com arma sendo que ele tenta ao máximo ter alguma exposição do como ele está fazendo isso e existe
a necessidade de controlar a narrativa para que ele saia da vida eu acho que isso também é um fato que é comum a todos o fato de que todos se suicidou depois então é uma saída da vida gloriosa nessa perspectiva é de que é glorioso quem é forte de novo a gente volta pra Masculinidade o que nos redime no final do dia o que vai no provar o nosso valor o que é sucesso é fazer uma demonstração de força fossem gente mas tem coisa mais covarde do que você assassinar a criança dentro de qualquer sistema
ético que já existe uma humanidade você armado matar alguém desarmado isso é sob os maiores guerreiros isso era é ser o inferno uma desonra entendeu não Importa se vai ralar que você não vai entrar não importa se é é uma hora que você não vai conseguir se você tem uma posição muito desigual não é honroso você matar então olha o tamanho da distorção que o ser humano precisa criar para ele considerar que o circo que ele armou ali ele conseguiu mostrar que ele tem poder acima de todo mundo ele construiu essa narrativa como estudioso da
violência e da segurança Pública a gente ainda no brasil não consegue ter um perfil ou traços comuns de todos os atentados nem todos os massacres em escolas que têm uns oito casos de 2002 para cá mas tem um site muito legal americano que começou com mães que perderam seus filhos para a violência armada nessa história de de arma roubo está sendo chamada johns e eles fizeram um levantamento de todos os massacres e escola e quem chama a atenção para isso foi o outro sociólogo Estudioso da segurança pública túlio khan que fez no artigo fantástico falando
olha no brasil a gente ainda não tem dado estatístico a gente tem um volume para isso nos estados unidos tem e aí a gente começa a identificar um padrão que dentro da criminologia dentro da polícia você começa a delinear um perfil de pessoas que estão aptas a cometer esse tipo de ato não é e aí a gente vê é o homem jovem e branco normalmente uma família de classe média Que teve oportunidade de estudar que tem amplo acesso a armas de fogo no caso estados unidos e som nem culpa não é dos jovens o país
inteiro é assim e aí você começa a identificar quem é esse grupo é exatamente o grupo que está sendo excluído dessa transição dessa sociedade começa a se enxergar em outro lugar e você tendo esse perfil esse diagnóstico dá pra fazer alguma coisa dá pra começar a criar política pública dá pra começar a criar mecanismos dessa rede proteção Que você falava aqui que é tão fundamental se a gente quer se preservar enquanto sociedade acho que tem um ponto importante também que é uma crítica nesses tempos em que todo mundo tem cobrado autocrítica de todo mundo é
importante a gente também fazer uma autocrítica enquanto a sociedade não é quando eu estava lá na faculdade de direitos humanos eu fiquei maravilhado com essa concepção direitos humanos Entre ocidente e oriente né e como o projeto direitos humanos e aí a grande piada neto num fla esse povo que é gosta de direitos humanos é tudo comunista neto socialista tal e direitos humanos talvez tenha sido o projeto da humanidade mais liberal da história o projeto direitos humanos da onu da carta não ele preserva o indivíduo frente ao coletivo ele quer proteger as novas nossos direitos individuais
Ele nos dá garantias contra o massacre potencial nas barras comunista do que se fosse comunista ea ser o contrário é ea seu colega nem se sobrepondo ao indivíduo e aí tem enfim há vários pensadores do mundo árabe chineses enfim que falam justamente o contrário e por uma sociedade coesa e ter menos de estudos como esse no ao longo do tempo você precisa olhar para a coletividade sobre o indivíduo mas meu ponto é será que não está na hora da nossa sociedade Ocidental que até agora e ainda é não a gente ainda não deu esse passo
ainda é patriarcal ainda tem a reafirmação de direitos dominantes do homem sobre a mulher do branco sobre o negro enfim está nessa transição espero que esteja caminhando adiante será que não está na hora de entender que esse beck lech acaba sendo um grande sinal amarelo a gente olhar não por um ponto de retorno que isso precisa ser uma revolução mesmo sem retorno Mas um ponto de como que a gente traz pra esse bar com essas pessoas uma sociedade que valoriza o indivíduo acima de qualquer coisa e reprime esse indivíduo a ponto de lhe tomar atitudes
violentas de matar criança de querer passar uma mensagem o caso do atirador e na nova zelândia ele é tão simbólico a questão de como a uma a uma vontade de se expressar represada que ele escreveu em todas as armas que ele levou uma saca as mensagens que ele queria passar no Manifesto de mais de 40 páginas que escreveu antes então imagem da violência volta nesse ponto nessa estética ousada para passar essa mensagem claramente está sendo da nossa para a sociedade como um todo está deixando mortos estendido sair no chão e dá pra resolver é segurança
pública ainda mais um país com o brasil a gente não sou da paz das organizações parceiras que trabalham com segurança pública todo mundo olha pra gente falar Lá vêm os arautos do apocalipse porque esse povo só sabe falar que morreram tantas pessoas tantas foram roubados estupro é a gente lhe dão um pouco a desgraça da humanidade agora é importante também dizer que tem solução que dá para criar uma estratégia que minimiza esse impacto e do ponto de vista dessa lente mais ampliada é importante dizer que dá pra fazer dá pra trazer o homem branco se
está super reprimido que não consegue Acho que tem capacidade tem capacidade enquanto sociedade enquanto humanidade suficiente pra trazer esse povo para um lugar de menos conflito de extravasar essa violência em outro lugar de trabalhar esse sentimento que não necessariamente vai gerar de tempos em tempos uma saque na escola [Música] então tá então você falou do que a gente faz como sociedade para criar uma rede de proteção por um grupo agora eu queria Que amanda falasse um pouco sobre o que a gente faz para melhorar para os indivíduos no isolamento social que é um dos fatores
predominantes então pra que o ç ã não seja tão atrativo e precisaria ter respostas coletivas e respostas em termos de planejamento público para diminuir o isolamento social eu fiquei bem chocada que agora estava no oeste de cidade em austin e ouvir uma palestra sobre solidão geração da solidão 10 mil seguidores e nenhum amigo e aí falava Que os estudos sobre solidão que o termo técnico é o isolamento social porque isso ajuda a uma um sentimento eu posso me sentir sozinho nessa sala você pode não se sentir tão isolamento social é objetivo e vou ver quantas
pessoas eu falei no último mês não dá pra medir que os estudos sobre isolamento social até cinco anos atrás eram idosos porque a família se muda de estado ele pára de trabalhar ele morre enfim ele vai perdendo aos Poucos do círculo social então se me diria objectivamente o quanto desse isolamento impactava em menor expectativa de vida certo há cinco anos e se isso se voltaram para os jovens que estão que mais estão sofrendo isolamento social então o que essa pesquisadora trazia era metadado colocando várias pesquisas pelo mundo em várias épocas mostrando que vamos lá de
volta pro ilval lá a gente é tão insignificante que a gente não Sobrevive sozinho então trajem de taxa chegar até aqui foi extremamente necessário que a gente aprendesse a conviver em um grupo pra isso corroborando com que você já falou que o ódio é normal que a raiva é normal que vários sentimentos anti grupais né que não contribuem para a sociedade são intrínsecos a gente a seleção natural ao longo de centenas de anos milhares de anos foi selecionando os indivíduos que conseguiam permanecer melhor em grupo ou Seja o relacionamento humano criar conexões não é uma
questão de alegria é uma questão de sobrevivência do corpo então ela mostra indicadores de que entre os jovens americanos que ingressam em faculdade 80% já desenvolveu alguma doença crônica 80% dos ingressantes de faculdade e ela faz essa correlação com o índice muito alto de isolamento social o nosso corpo não funciona desse jeito começa a dar defeito porque a gente foi Programado biologicamente para ter relações significativas lei que acontece o que a gente considera que é mais importante para nossa saúde todo mundo preocupado com genético ela mostrou o quadrinho 5% da relevância da sua expectativa de
vida genético a mas então acesso a tratamento 20% tá mas então também é importante hábitos de vida saudável mais 20 por cento somando genética acesso a tratamento e hábitos de vida não fumar fazer exercícios com Meu jeito tudo que a gente conhece não dá 50% porque acesso à conexão relacionamentos saudáveis significativos representa sessenta por cento junto com fatores sociais como poluição não é só trabalho também então o que eu quero dizer se a gente está falando que os jovens estão sofrendo de isolamento social é muito possível a gente fazer esse salto lógico de que a
gente tem jovens quebrados Como é que a gente lida como sociedade com isso porque alguns saem atirando outros estão doentes com que a gente lida a gente pode traçar um panorama bastante doente da sociedade nem olhando ao redor assim tanto em questões de diagnóstico que eu discordo com vários mas assim a gente for pensar no que é efetivado como resolução para os conflitos é chocante nessa o massacre são os suicídios os índices de suicídio estão gigantescos A e aí eu fico pensando nisso que você falou também da questão da violência você falando do quanto que
o que atrai é para uma agregação e do ódio o quanto que às vezes pra se falar desses massacres desses acontecimentos tende-se a isolar o indivíduo da sociedade em que vive como se esse sofrimento dele fosse apartado da sociedade quando na verdade me parece que está completamente costurado e aí o que me chama muito a atenção é o quanto que o discurso começa A colocar no outro essa culpa é só você não devia ter observado e você não percebeu você devia ter feito alguma coisa então claro a gente tem ausência de políticas públicas que deveriam
agir justamente nesse sentimento de empoderamento causado pela violência em toda essa estética extremamente cultuada né de você resolver um conflito pela ação e não pela palavra a gente tem vivido um momento terrível no país em que a 0 diplomacia e uma palavra Completamente esvaziada e que convoca o atual ato de violência resolução do conflito em que você se dá o direito de ofender se dá o direito de destratar e aí eu fico me perguntando também onde que fica a responsabilização de cada um na sociedade se a gente pega essa questão dois homens um isolamento ele
vai resumir convívio e acima de tudo ele vai presume que você entra na relação a intimidade e se a gente for pensar questões da juventude a fronteira entre Intimidade tudo aquilo que é exposto ao público é mínimo no sentido de até não conseguia identificar o que você poderia preservar o que você poderia colocar na fora né e nesse não-reconhecimento nessa não pratica da intimidade a gente pede muita oportunidade de se conhecer e se conhecendo os momentos mais dramáticos da vida né acho que falta muito espaço para que os jovens possam ser escutando quantas Vezes esse
sofrimento juvenil que todos nós portamos nem quantas das marcas agora que a gente carrega com adultos não estão na verdade revisitando questões não resolvidas lá atrás né o sofrimento de ver na adolescência é fase vai passar então fica todo um acumula vi de nativas que vão soterrando algo que está pulsando tá nem aí e que se você não faz um estímulo à busca pela palavra a busca por aquilo que seja aprofundado a um Acolhimento desses sentimentos terríveis porque é fácil falar que os meninos de suzano são extremamente maus que foram nem criados numa situação terrível
é muito fácil demonizar mas a verdade é que os conteúdos que possuem qualquer um poderia possuir a questão a resolução adotada por algumas pessoas diante disso e essa questão da responsabilização me parece muito muito palpável da gente se colocar essa crítica né que é parar de localizar no outro aquilo que a gente Poderia fazer enquanto sociedade então quantas vezes a gente não demanda do outro uma camada de cidadania que está na nossa mão também fazer uma tomada de atitude no coletivo que está na nossa mão e aí eu fico pensando com sintomático é esse ataque
ocorreu numa escola que seria um espaço possa também de segurança é quando os pais não têm com quem deixar as crianças ou contratam alguém para cuidar o deixa na escola e que espaço é esse Hoje que a educação tem no país né não é um espaço extremamente marginalizado não é um espaço eu acho que o que mais me choca é o desprezo com que se trata as questões escolares só você está formando sujeito você está formando sujeito em uma época em que você poderia interferir em como que esse discurso mais macro da sociedade de exaltação
da violência de exposição dos corpos como se fossem objetos né ali você poderia fazer uma intervenção e Mostrar tem limite você não tem que pôr aí você poderia fazer uma série de interdições e aí também pelo trabalho das famílias e também e aí no trabalho das famílias me parece querer sair às relações trabalhistas são cada vez mais complicadas né a gente vive para trabalhar no brasil né qual é o tempo que você vai ter para se educar uma criança então a gente precisa se responsabilizar naquilo que nos rabi Pensando que sendo humanos vamos perder vai
faltar coisa vai ter coisa que não vai sair do jeito como estava planejado e o quanto que a gente pode acolher esses sentimentos tão perturbadores que é super fácil de apontar no outro mas na gente [Música] é falar um pouco do trabalho que vocês têm a escola vamos lá acho que de novo nessa perspectiva de uma lente mais ampliada Para depois voltar para essa solução possível dentro de escola e dentro do que dá pra fazer enquanto sociedade né a gente aproveita que a linguagem da guerra que é aqui é a moeda corrente nessas trocas em
filme de guerra a gente sempre vê aquele cara um herói que vai pegar o amigo que sofreu com estilhaços de bomba coloca nas costas naquela política de não deixamos ninguém para trás é legal isso vê no filme de guerra não é Só que na sociedade dificilmente a gente tem aplicado isso pra aquele que é marginalizado para aquele que está fora das normas para que então a lógica do eliminar o outro e a individualização desse sentimento em que todo mundo é um concorrente todo mundo é um inimigo eu vou prestar fuvest e eu tenho tantos concorrentes
para a minha vaga eu vou trabalhar e aí pra chegar aquele emprego eu preciso eliminar os meus adversários é essa linguagem da eliminação é algo Bastante complicado mas já dentro dessa lógica ti né no meio-leve rainha vamos trabalhar um dado que é eu tô adorando esse esse papel de já eu como advogado e sociólogo dialogando com a psicanálise né é fazer o reconhecimento dessa realidade brasileira é uma realidade também compartilhada com outros países o brasileiro não sabe resolver conflitos de maneira não violenta temos uma dificuldade grande de Resolução de conflitos de maneira civilizada de maneira
educada de maneira a controlar e não foi à toa que escolher essas palavras a ponto de controlar os nossos impulsos não é civilizada no sentido de trazer um grau de aceitabilidade do outro de civilização de que eu preciso do outro pra conseguir viver também para resolver conflitos pelos conflitos vão acontecer não tem como a gente fugir deles e aí o sou da paz e e muitas outras Experiências no mundo do qual nas quais a gente também se baseou o trouxeram próximo da escola uma outra visão sobre violência a sociabilidade indisciplina e aí é uma história
muito bacana porque o sou da paz trabalha com juventude desde que nasceu aliás sou da paz 20 anos e se esse ano então a gente está super feliz e como ongs de direitos humanos e segurança pública sobreviver 20 anos no brasil isso é um feito por si Só mas a gente trouxe um trabalho com juventude que existe desde o começo dos anos 2000 para seis escolas aqui em são paulo na zona norte de são paulo inicialmente nós queríamos criar um ecossistema uma rede de proteção para uma juventude que saía da fundação casa ou seja é
jovem e ele cometeu um ato infracional né o crime para jovens não estatuto da criança e adolescente não chama de crime chama de ato infracional ela foi pega pela polícia ela foi Internada num centro de detenção juvenil no caso de são paulo a fundação casa e ela tá voltando para a sua comunidade infelizmente o bairro na cidade de são paulo que mais encaminha jovens para a fundação casa é o bairro da brasilândia na zona norte de são paulo e aí eu sou da paz tem um trabalho na band há muitos e muitos anos trabalhando com
o juventude a gente resolveu focar nesse território nesses jovens que ninguém queria trabalhar É uma questão séria no brasil todo mundo apostando muito na primeira infância que tem que apostar mesmo mas e quem passou da primeira infância ainda tem algumas questões que em muito tempo depois disso não dá pra gente esperar uma geração inteira pra pegar os benefícios só de quem foi tratado na primeira infância é o a turma do sul a fazer uma turma de teimosos que até o slogan é a paz na prática se a gente não puder dar alguma solução para agora
Dificilmente a gente vai convencer as pessoas de que no médio longo prazo que é quando se realizam as políticas de segurança pública têm efeito a gente vai chegar lá mas qualquer resumindo um pouco dessa história que a gente fez a gente vai trabalhar habilidades sócio-emocionais dentro da comunidade escolar a gente pegou essa seis escolas e começou a trabalhar o que originalmente era uma necessidade de trabalhar com Esses jovens que vinham da fundação casa e precisam se inserir nessa comunidade para que não residissem no crime então já se envolveu com o crime foi preso ficou lá
detido na fundação casa está voltando para sua família vai ter que se matricular em uma escola a escola um tem um potencial enorme para ser um pólo de passa um pólo de resolução de conflitos não violent dentro de comunidades que só enfim com as mazelas da sociedade como Um todo o tráfico de drogas a dominação territorial da violência os abusos domésticos enfim é uma comunidade como qualquer outra e que a escola tem esse potencial então o que a gente fez a gente se aproveitou de uma política pública que né a gente ajudou também criar lá
atrás mas que atingiram ferramenta para esse projeto que é o professor mediador escolar e comunitário gente essa é uma peça fundamental dentro de cada escola Nos colégios de gente rica né na classe média e tudo mais tem o coordenador pedagógico tem aquele professor que você tem mais acesso tem tempo para cuidar de coisas que não são matemática português inglês ciências 7 nas escolas públicas no estado de são paulo atrás foi criado esse professor quer alguém que não era o diretor da escola não era um bedel não é um professor que tinha a responsabilidade de sala
de aula mas ele estava ali disponível pra ser o mediador Dos conflitos entre a comunidade escolar e esses indivíduos porque eu falo comunidade escolar na escola justamente porque aí o bonito deste projeto é o princípio é olhar a escola com o parte da comunidade essa coisa de que houve muita bobagem essa história de sucesso assim vamos armar professor vamos fechar o portão da escola vão colocar um policial militar na porta da escola para só deixar entrar se a Comunidade não tinha apropria das escolas essa escola não tá absorvida por essa comunidade ela claramente não vai
cumprir esse papel e aí olha que legal área que a gente foi falar com os alunos vamos empoderar os alunos fazer greve tal isso é velho sou da paz um treinador de novo legal mas vamos colocar esses alunos para fazer discussões sobre os problemas que eles enfrentam fora dos muros da escola e aí nada até aí nada de Novo também como é que se faz se tem um professor mediador que vai trazer para essa conversa o bedel que talvez seja aquele tiozinho na escola está lhe dando bronca certa mas ele é vizinho desse aluno e
leve ele conhece os problemas que esse aluno tem dentro de casa que o pai está desempregado que a mãe tem problema com drogas ou que o irmão já está no crime certa e ele traz isso para um contexto horizontal de discussão sobre problemas A gente levou o racismo a gente levou a questão do machismo a gente chegou aqui de drogas e escritor integrou esse jovem empoderou ele para que ele não é que ele saísse dessa posição super de baixo para cima e fez com que as pessoas se conversasse tecnologia 0 né a sofisticação tecnológica e
investimento em política pública nada é uma roda de conversa mas é uma roda de conversa que consegue trazer esse aluno Que está sujeito de todas as violências pra conversar com alguém que ele confia é o professor legal que você foi confidencial que se tem problema em casa por isso que tirou uma nota ruim de matemática e aí os relatos são incríveis aproveitando do ponto de vista da relação da professora eu tive depoimentos de chorar de professoras que falar olha eu sempre tive problema de indisciplina com esse aluno só que eu fui fazer Eu fiquei sabendo
que ele jogava bola muito bem e eu fui assistir um jogo dele no recreio ea estimular que viu que a professora e foi assistir e ela do final do jogo elogiou o moleque aí é que começou a se comportar melhor na aula de matemática do mesmo jeito né comentou a diretora que foi assim olha eu sou diretora de direito de escola há 15 anos fazia 15 anos que eu nunca tinha mais conversado com o aluno porque eu tô aqui no lugar Da disciplina então quando eu converso com ele é para disciplinar para da advertência para
expulsar para chamar os pais terão oportunidade de sentar de igual para igual mudou a relação dessas pessoas enfim tem projetos que trabalham nessas habilidades sócio emocionais de todos os jeitos aumentar a resiliência das pessoas pra encarar um mundo que usa a linguagem da violência que trabalha essa violência Me parece habilidade básica é igual a ensinar português e matemática a gente está com a base nacional comum mas aí a gente vê isso né de novo as desigualdades dando porrada na gente todos os dias às escolas de elite já trabalham habilidades funcionais é muito bem a gente
trazer isso para as escolas públicas a gente dá acesso que o mundo é duro gente o mundo é difícil e vai dar porrada todo momento se você não tiver capacidade tem o mínimo de residência a Resposta é sim progressiva a resposta também vai ser violentam é esse tipo de projeto sou da paz 30 pessoas numa casinha em pinheiro levando isso para brasilândia poxa o programa de professor mediador escolar e comunitário está no estado de são paulo inteiro que a gente não qualifica essa política pública e leva isso para tantos outros lugares tem jeito de resolver
é eu gosto quando você fala disso porque é Principalmente do que é o coração desse projeto que é conversa é como a gente a gente dentro de tudo que a gente tá criticando aqui enquanto sociedade que a gente foi pra essa sociedade do ter conectado do é legal trabalhar 24 horas por dia porque eu vou chegar no super sucesso nem o nosso sucesso está sempre baseado no que eu tenho então se eu não tenho um grande carro se não tem uma grande casa você não tem um grande problema como eu posso falar que eu Tenho
sucesso e aí cada vez menos a gente tem tempo para conversa bom eu sou de uma família mineira muito grande onde as pessoas sentam para um sai quase sai na hora de jantar porque a mesa um espaço de muita conversa sempre foi né as pessoas tomam café da manhã durante muitas horas tudo é muito tempo né o hino barzinho com os amigos em em belo horizonte na época eu morava lá era tipo 4 horas não tem rotatividade no bairro não sei como É que o o dono faz a gente realmente precisa criar dentro dessa rotina
tão massacrante espaço para conversar porque é na conversa que a gente encontra o que nos une a rede social é uma grande projeção é uma grande projeção do que eu gostaria de ser do que eu gostaria que as pessoas soubessem sobre mim e é nessa projeção que muitas vezes o que me dói o que me fazem feliz fica escondido mas quando a gente senta para conversar e Tenho uma coisa muito poderosa voltar aqui de novo numa coisa que eu sempre falo que é muito importante pra mim quanto valor que são as artes né que é
a contemplação que é o momento que você tire olha para o quadro é o momento que você tira ele olha para uma escultura eu gosto muito do exercício da marina abramovic que é de olhar para outra pessoa a obra é o outro então esse momento de sentar e olhar nos olhos de alguém e Perceber a quantidade de informação que vem nesse momento de contemplação do outro se a gente não resgatar esses momentos de conversa porque eles existiam porque não tinha como não existe né quando não tinha luz o que fazia depois que conhecia as pessoas
conversavam se não tinha tanto a oferta de conteúdo multimídia quanto antigamente dias pessoas conversavam conversar o que tinha para ser feito Daí que vem a fofoca que vem uma série de outras estratos sociais nosso então esse professor mediador o que ele queria na verdade o espaço da conversa é o local da conversa é o compromisso da conversa senta aqui vão conversar então qualquer roda de conversa incluindo a nossa que é esse espaço de conversa semanal das pessoas é o momento da reflexão eu percebo que dói menino que dói no outro a gente não tem como
fugir disso pelo fator social que a gente tem Que jogar búfala gente programado pra isso eu vou pro espaço de isolamento completo quando eu não me socialismo ea gente não pode esquecer que rede social permite a conexão mas que ela também reforça a projeção então o professor mediador na verdade é um projeto que dá pra ele ser replicado em centenas de espaço fora do circuito escolar né o professor mediador é um projeto militar dentro das corporações vamos sentar aqui falar sobre os nossos Problemas de vida na corporação na nossa família no nosso bairro no nosso
prédio a linguagem dentro de um prédio um grupo de what zap discutindo se vai tirar ou não uma lixeira na frente do prédio é de uma violência surreal e você vai encontrar com essa pessoa em algum momento o elevador na saída na entrada em um mega climão né então eu vejo muito isso esse espaço da conversa que esse projeto propõe sendo necessário pra qualquer espaço público Ou de vivência em resgatar essa vivência que você acha disso na terapia na na mesa concordo plenamente acho que a palavra ela dá essa possibilidade é da gente desdobrar o
que é o ódio porque se odeia esse é o time está no outro pq eu me sinto tão sozinho a gente começa a fazer uma rede mesmo de significados e de potencialidades porque todos esses casos são casos de fechamento de desespero né de não há mais saída a saída é a Violência ea palavra da abertura é justamente o oposto basta dois pra cá palavra circule não falando outra ouvindo e ele trocando [Música] arma a professora resolver nunca vai resolver o problema está muito mais ampliado que o professor a uma disputa de narrativas sobre que soluções
dá pra esse lugar com a gente vai trabalhar na causa dos problemas problemas de convivência os problemas de Como a gente está deixando para trás desses jovens ou a gente vai trabalhar na solução do reforço dessa linguagem de violência que é amar professor resolver tudo na bala e no fim das contas a matar todo mundo porque aí o tiroteio ganhou melhor ea gente reforça o discurso da dominação pela violência pela o melhor sobrevivi e aí a gente morre todo mundo no fim das contas ninguém sai ileso dessa história mas falar que a arma não Vai
resolver o problema é diferente de dizer que a arma é a causa do problema você diria que o acesso à arma é um dos fatores cruciais para o esse tipo de crime a gente tem um problema de tempo aí o problema do tempo é o que a gente faz hoje para minimizar ou evitar prevenir esse tipo de situação na sociedade que a gente tem hoje com essas características com essas explosões de violência que geram esse tipo de massacre o que a Gente faz hoje para colher resultados daqui a alguns anos no médio e no longo
prazo hoje nós temos que reconhecer que se o brasileiro tem um problema de resolução de conflitos de maneira não violenta e há uma disponibilidade enorme de armas para que esses conflitos sejam resolvidos na bala nós vamos ter consequências imediatas dessa natureza que nós vivemos hoje então o acesso à arma ea um tipo de Armamento e acho que aí a nova zelândia traz um exemplo lindo né a nossa a minha nova musa a a descoberta da nova zelândia que em dois dias conseguiu convencer o congresso a bani rifles de assalto armas de guerra tinham capacidade de
30 a 40 tiros quem precisa disso desde casa deve ter muito inimigo deve estar muito envolvido nessa lógica de eliminação do outro né é algo fenomenal então pra hoje pragmaticamente a gente precisa Minimamente conseguir ter controle sobre as armas que estão sendo colocadas na sociedade o dado ele não é estático porque a gente teve poucos casos no brasil mas sou da paz fez esse levantamento dos oito casos de armas a crise escola 50 por cento nesses casos as armas saíram do cidadão de bem que levou essa arma pra casa terem se defender e o filho
pegou essa arma levou para a escola cometeu Todas as armas nacionais armas legais que foram vendidas legalmente perdidas por um criminoso ou para alguém que teve acesso ao briefing para a solução do problema pra hoje é controle de armas e não estou falando aqui de proibi de não ter um controle quem pode ter quais são as características e como você dá a manutenção dessa segurança para que essa arma não caiu na mão errada no médio e no longo prazo aí a gente pode tirar a arma desse road Soluções com uma sociedade menos violenta e aí
a arma vai cumprir outro papel vai ser para furar a alvo estande de tiro vai ser algo divertido que a sociedade brasileira está se mantendo com água e infelizmente hoje ela está se matando com arma de fogo são 45 mil pessoas que morreram em 2017 vítimas de um crime que usou a arma de fogo não é pouca coisa então procuro prazo controle de armas uma atenção melhor com as escolas e uma Reflexão e mais uma reflexão uma atividade de políticas públicas para olhar para essas pessoas e não deixar ninguém para trás nessa caminhada no médio
e no longo prazo uma sociedade melhor que não vai recorrer à arma como mensagem com linguagem de violência pra trazer um contraponto a gente convidou benê barbosa que esteve com a gente gravando o programa sobre justamente controle de armas sempre que casos assim ocorrem as Pessoas muitas vezes por medo né por receio é por choque né acabam aceitando soluções simples estas um problema absurdamente complexo né então você começa a ouvir falar ea tem que proibir ou restringir o acesso às armas têm que instalar detectores de metais na porta das escolas têm que colocar segurança armado
tem que é impedir a passagem é controlar a entrada de pessoas nas escolas ou em locais públicos né e via de regra esse tipo de ação né é Absolutamente ineficaz para impedir esse tipo de ocorrência nessa gente for pegar em um histórico desse tipo de ataque na então por exemplo no japão em 2001 um homem com problemas mentais invadiu a escola armado com uma faca nessas no oito crianças e ainda feriu mais 13 né na cidade na ping na china em 2010 há algo bastante parecida também um homem desequilibrado mental invadiu a escola primária e
matou oito crianças e Feriu gravemente outras assim né na inglaterra em um briga em 2010 inglaterra um dos países mais desarmados do mundo é um homem também teve um surto psicótico né e usando armas mesmo naquele país né matou aleatoriamente 12 pessoas e feriu 11 nós tivemos aqui em 2017 aqui no brasil é aquele segurança que invadiu uma creche neco usando álcool né e incendiou e matou-a e queimadas oito crianças de 4 anos ea professora que tentou impedir o Neo seja tudo isso demonstra é que esse tipo de caso são casos quase sempre premeditados ou
seja um planejamento portanto nenhum tipo de lei nenhum tipo de regulamentação seja lá em cima do que pode fazer um efeito pode impedir que isso aconteça na como eu disse é algo absolutamente complexo que merece ser estudado merece ser debatido com a profundidade que precisa ser debatido não adianta sair como já disse não Adianta sair gritando olha tem que proíbe armas não porque isso não acontece só com o uso de armas de fogo a primeira-ministra da finlândia tomou duas atitudes imediatas né a primeira completamente equivocada nec foi a proibição ou a suspensão da venda de
armas semi-automáticas não vai fazer absolutamente nenhum efeito para esse tipo de ocorrência até porque foi uma exceção num país onde tem mais de um Milhão e meio de armas mais de 300 mil pessoas autorizadas a possuir armas é a segunda o meu ver foi a mais acertada que foi não dar notoriedade ao assassino né ao terrorista se excluiu praticamente desapareceu da internet é aquele manifesto que ele havia publicado na e a primeira ministra determinou que nenhum nome dele nem a imagem dele fosse veiculada pela imprensa o que é correto porque porque pessoas que agem assim
com esse são obviamente de surtos psicóticos São pessoas que querem aparecer né querem passar uma mensagem para o mundo portanto se você retira isso dessas pessoas a chance que ele acabe talvez não optando por cometer atrocidades assim e também evita o que né evita os copiadores pé pra mim ficou muito claro que esse caso que em suzano foi uma cópia do que aconteceu em columbine nos estados unidos onde também dois garotos entraram na escola e sair matando os seus colegas aleatoriamente então a esse Efeito cópia estudado inclusive na psicologia e precisa ser evitado então ao
meu ver esse ainda é uma ação imediata vamos assim a curto prazo né é uma boa ação [Música] vamos lá depois dessa polêmica eu queria voltar por um gancho para encerrar que assim bom você falou que as redes não são um problema que não é o anonimato que o problema mas é uma ferramenta muito poderosa para fazer o assédio né Uma das pessoas que mais sofreu assédio e ataques e e ameaças foi a lula a gente vai escutar ela mas antes eu queria saber qual é a sua opinião como você acha que a gente pode
regular ou oferecer respostas à violência desse ataque porque é o tamanho do poder da arma também te dá o tamanho do poder de destruição que ela tem na então se a internet como você falou é uma ferramenta poderosa para direitos humanos ela também uma ferramenta Poderosa quando ela é utilizada em mãos erradas qual é a sua proposta como é que caminhos você vê que estratégias você vê para diminuir o dano quando ela é usada com um propósito os ruins bom a primeira coisa que as pessoas sempre falam é pessoas mas podem utilizar o tor sim
pessoas mas podem utilizar tó podem utilizar armas pode utilizar carros pode utilizar faca pode utilizar tudo nossa sociedade ela tem um Grande problema ela não criou uma tecnologia que impede pessoas mas de utilizá la então a gente pode qualquer tipo de tecnologia pensar pessoas mas vão usar essa tecnologia senti banheiro thor não resolve o problema porque essas pessoas que vão atacá-lo as vão continuar utilizando outras formas de anonimato são pessoas que não tem ética são pessoas que não têm um compromisso com a Ética então elas podem invadir o computador de outra pessoa se passar por
outra pessoa pra cá ela então banheiro thor banir o anonimato não resolve o problema de impedir pessoas mas a de acessarem de forma anônima e atacar em outras pessoas de forma anônima pelo contrário tira a nossa chance de jornalistas defensores de direitos humanos ativistas de usar uma ferramenta anônima sempre invade alguém sempre está aqui Alguma coisa tira essa possibilidade de defesa então no que a gente tem que fazer é conseguir ensinar a autodefesa digital para as pessoas a gente iniciou um projeto aqui no brasil chamado autodefesa ponto org que a idéia é ensinar que ferramentas
você defensor de direitos humanos feminista comunidade gay que ferramenta você vai usar para se defender de um governo autoritário de Militância adversária você e por aí vai né então são essas ferramentas que vai te garantir a navegar na internet foram segura imagina que você fosse estava conversando com a amiga ele comentando de uma história em quadrinhos de que mesmo os psicopatas eles faziam congresso para se reunir e e conversar e tudo mais a minha pergunta foi é você iria neste congresso e mostraria cpf você se identificaria você falar em ação Jornalista aqui investigando vocês psicopatas
não você vai ser morto você vai ser perseguido e quando a gente vai e começa a investigar essas formas de investigar adversários políticos de tudo mas a gente está identificando claramente nosso computador ao jogo onde é nosso ip quantas vezes você só aquele site então ferramentas de anonimato elas preservam a nossa identidade preservar nossos direitos nossos próprios direitos Humanos né então acho que é essa grande importância do tor e por isso que ele não deve ser banido porque se for bandido a gente tira essa ferramenta de auto defesa da nossa né a gente vai ficar
no contra pessoas que estão comprando armas e estão dispostos a atacar e de forma violenta adversários políticos então vamos escutar lo agora porque ela usou outro tipo de ferramenta na verdade ela usou ajustes muito bem meu nome é logo No vti eu sou professora de literatura inglesa na universidade federal do ceará e eu sou também autora do blog feminista escreva ou escreva eu monitorei o chandon acham entre 2014 início de 2014 e setembro de 2018 mas isso quando o chão estava na superfície ele não estava nadhim webb não estava no barco web então eu não
tenho nenhuma experiência com um barco é porque eu nem sei entrar lá mas esse foi o chan que me Ligou pra de puebla e pedro ayub em setembro e que está sendo acusado de envolvimento neco os terroristas de uma faca de suzano eles me ameaçaram durante uns oito anos mais ou menos eu tive que fazer uns bells né finalmente foi aberto inquérito né e e eu acho que eu conseguir uma vitória que foi o primeiro a prisão de marcelo em maio do ano passado e depois da condenação dele em dezembro agora há 41 Anos de
prisão então ele foi condenado por uma série de crimes entre eles terrorismo pedofilia racismo incitação ao crime e várias outras coisas então é só consultar no mar uma grande vitória nessa prisão essa condenação mas infelizmente é só um deles é o líder do dólar chan e era o líder mas o resto da quadrilha está solta outra é a vitória que eu considero importante também foi a criação da lei lula né então a deputada Federal eliane linhas do pt do ceará ela entrou com um projeto de lei que foi aprovado em tempo recorde e foi sancionado
pelo presidente temer ano passado em abril que é a lei rounet e à leilã simplesmente atribui à polícia federal a obrigação de investigar crimes contra mulheres na internet então é a primeira vez que a palavra misoginia por exemplo aparece uma lei brasileira e eu acho que isso é Importante a gente ainda precisa saber direito como usar leiloa e isso realmente depende da vontade política da polícia federal a gente precisa de uma ação séria da polícia federal que realmente passa a ver essas pessoas como criminosos que são como terroristas e não apenas como moleques travessos né
que estão fazendo alguma coisa na internet eles são realmente terroristas ameaçam pessoas matam pessoas como a gente vê esses massacres incentivam o Assassinato de novas pessoas e cada mas a que serve como combustível como inspiração para novos massacres então precisa de um combate realmente efetivo dessas pessoas eu também sugiro que os pais falem com os filhos que os pais saibam que os filhos estão fazendo na internet e na verdade não só os menores de idade porque a maior parte dos chaminé das pessoas que estão na nesses fóruns anônimos eles não são menores de idade eles
são Maiores e assim se você é pai ou mãe e você sustenta o seu filho que passa o dia todo na internet não trabalha não estuda não namora não tem amigos só não acho importante saber o que ele está fazendo na internet sinceramente eu acho porque senão o que a gente vê é que é bastante comum os pais não saberem e sustentar em um filho que está ameaçando e que está planejando atentados a escolas faculdades e tudo mais então acho muito Importante isso outra coisa também é responsabilização das empresas que estão na internet como o
facebook né google o twitter instagram atos e tudo mais porque uma coisa é a gripe webb que realmente é muito difícil de monitorar isso a polícia tem que ser o seu lugar agora há outra coisa são é o que está na superfície o que está na superfície não tem fiscalização alguma também né ou têm muito pouca então só depois de muita pressão que a gente conseguiu que por Exemplo ano passado o facebook retirasse remover algumas páginas de ódio da sua plataforma o twitter por exemplo não faz absolutamente nada então uma mudança realmente uma grande mentalidade
então realmente a gente tem que parar com isso [Música] eu tô muito feliz com a qualidade do debate que a gente promover porque logo que aconteceu o massacre eu estava fora que estava fazendo programa sozinha ea gente encostou vamos fazer essa semana é Assim que aconteceu na terça a gente gravava na quinta uma coisa assim né e eles não têm como fazer no calor da hora que a discussão não está qualificada né a gente sempre gosta de esperar por a baixar uma ilusão da pauta quente não é a gente que vai te informar que uma
coisa aconteceu a gente analisa a gente reflete junto de conversa junto e eu estou muito feliz a gente tem esperado uma semana e conseguir reunir uma mesa tão diversa e Conseguir trazer depoimentos tão diferentes que nos ajuda demais camadas e que respostas simples né a gente fala muito aqui no amigos que todo problema complexo tem uma resposta simples e errada então estou muito feliz que a gente conseguiu sair dessa simplificação do problema sem diminuir o tamanho dele é muito importante isso embora a gente tenha falado sobre isolamento o problema social de uma maneira geral meninos
quebrados Isso não quer dizer que a gente não perceba o tamanho do estrago que isso é capaz de fazer ninguém que está tratando de vítima de alguns é o que a gente está se propondo a fazer é refletir enquanto sociedade como que a gente vai tratar deste problema de uma maneira mais ampla do que simplesmente prender o rapaz que sobreviveu por exemplo né então com o que a gente consegue se organizar no curto médio e longo prazo para diminuir Esse tipo de ação para que ela não seja interessante para entrar no fórum que o ganso
colocou que tão claramente não seja interessante o que a gente tem que fazer para que a gente volte a se assustar com a cultura do ódio né que essa linguagem da violência nos assuste e não seja naturalizada que é o que a gente tem feito tanto hoje em que momento a gente está voltando para bar bar e da não civilização e fazendo a coisa mais estranha que se possa Existe dentro da espécie animal matando seu semelhante eu acho que essa é a proposta da conversa aqui e enquanto a sociedade a abraçar essas famílias que perderam
tantos filhos e essa comunidade que agora a comunidade inteira está quebrada inclusive da família dos rapazes que cometeram esse ato eu cheguei a ler o depoimento do tio de um dos rapazes pedindo desculpa pelas pessoas eu não consigo imaginar a dor de uma Família que perde o filho no massacre e nem a dor da família que o filho foi o algoz deste ataque dessa uma dor para todos aqueles que o filho tirou a vida então acho que essa foi a nossa reflexão e vamos então para o farol acesso muito bem o farol aceso o farol
aceso vamos começar com ivan e vai aquecer indica pra gente olha vou indicar dois livros eo chama para virar o jogo na segurança pública da lona sabóia da menina isso segurança pública nem o futebol no Brasil todo mas que entende tudo e fala de tudo esse é um bom livro para começar a organizar os pensamentos sobre segurança pública e índico demais as alturas são incríveis e um outro chamado caderno de memórias coloniais da isabel figueiredo fala da relação de uma filha feminista com o pai em moçambique saindo desse estado de colonização e aí essa coisa
de não se encontrar nesse mundo ao mesmo tempo ter uma memória afetiva um pai que é racista super legal tem tudo a Ver com a conversa desse mundo em transição que a gente teve hoje a indicação de outra fã do mamilo saque a gabi não podia passar sem essa é um filme que está nos cinemas agora um documentário chama pastor cláudio é um filme sobre um ex delegado do dops responsável por incinerar militantes políticos mãos anos 70 como aquilo era glorificado como aquilo era um regime totalitário então é um filme muito bom em que ele
revela o que ele fez como Quer o crime nesse documentário as perguntas são feitas por um psicólogo então o documentário muito muito bom porém apenas exibido em cinco salas no brasil como brasileira glória gosta de preservar a memória que nos incomoda a gente prefere esquecer e e você amanda bom eu gostaria de indicar dois livros um deles é o acerto de contas de uma mãe de xuxa e book foi destaque pelo vírus a chuva é mãe do dylan clube que foi um Dos autores do massacre de columbine e ela teve um percurso bastante doloroso se
um livro conta como ela precisou juntar o que ela conheceu o filho quero muito amável com esse novo filho apresentado aí pela ótica da monstruosidade ela virou a mãe de um monstro então ela da verdade ela se debruçou sobre isso para poder fazer uma análise de prevenção de saúde mental que me parece ser urgente nesses casos o outro se chama desobedecer e é de um Filósofo francês chamado fedayeen rigoroso perdão e da pronúncia que é um livro extremamente interessante ele faz questionamentos de o que mais vamos suportar como sociedade sem fazer nada para mudar ele
vai inventando quanto que ao longo da história a gente padece de diversas situações justamente por obediência e por não questionar o que é passado pela hierarquia ela é só um complemento seu essa mãe de Colombini fez um ted vale muito a pena assistir também quem era meu livro pode e chutasse e você crise eu assisti uma série e já não não foi hoje mas hoje eu lembrei de falar eu assisti uma série da ebi ou o chamado objetos cortantes ele o livro que originou a série que é da julio flynn que é a mesma escritora
de garota exemplar ou seja ela é boa de escrever bom suspense com a série é muito legal óbvio Livro melhor ainda recomenda o livro pequenininho ser-lhe numa sentada e o que parece ser só um thriller de mistério na verdade ele acaba entrando em filosofia psicologia existencialismo trabalho saúde mental são três mulheres começa com essa escritora que é uma jornalista que volta na cidade dela para investigar um crime a cidade natal mora a mãe em uma meia irmã começa a ser tratado luto da irmã mais nova que morreu essas relações Entre essas três mulheres é extremamente
complexa pesada difícil e aí saem diversos temas sobre autoconhecimento necessidade de pertencimento muita vulnerabilidade escondida que vai para um lugar de extrema violência então objetos cortantes livro e série da edp ou índico bastante e você juliana a última sexta feira foi meu aniversário e é um amigo querido lucão me levou de presente o livro homônimo que é do michael ende que é o autor de Histórias sem fim e aí eu falei nossa incrível porque eu quando criança tinha medo de história sem fim tal acho que eu nunca vi esse livro não como falar desse livro
que legal e o primeiro capítulo áfrica em graça olhar segundo a população é parecido com um livro que eu amava na minha adolescência com um livro que me marcou muito e que nunca mais eu encontrei terceiro capítulo foi mas é é assim que pensei um deve ter sido Inspirado no outro que não é possível ser tão parecido e eu vou procurar na internet é o mesmo livro só que ele vai com outro título o que eu li e que talvez você tenha lido chamava manu a menina que sabe ouvir se unir porque o título original
em alemão é momo ou a história estranha dos ladrões do tempo e da criança que trouxe o tempo roubados de volta para as pessoas a tese de mestrado é calibrar bem pequeno tá mas é muito bonito e tem bastante a ver com o Que a gente está falando aqui eu fiquei muito feliz de ter resgatado este livro que me marcou eu 'tô' olhando agora para as crianças à noite e ele fala de uma menina que ela era extraordinária ea única habilidade extraordinária que ela tinha de escutar as pessoas olha o que a gente falou de
conversa o que é cristo falou de como só conversa conecta né então assim o que aconteceu a manu provocou uma transformação muito grande Numa comunidade porque ela estava disponível e por que ela escutava de coração e mente aberta e ela é 100% presente e ela vai provocando várias transformações assim como seu professor mediador apenas por estar disposta a escutar e aí uma coisa estranha quando isso acontecer o homem cinzas começaram a aparecer ea roubar o tempo das pessoas porque eles sobreviviam do tempo que as pessoas davam para eles então as pessoas Trocavam o tempo por
coisas que elas queriam muito a cada hora da vida delas era uma flor e esses homens enrolavam essas flores num charutinho e fumavam mutango gente olha essa metáfora de lino é e aí o que aconteceu ninguém mais tinha tempo e todo mundo era infeliz todo mundo tinha muitas coisas mas não tinha mais conversa não tinha mais conexão e ninguém era feliz ea manu se aliou ao tempo o criador do tempo pra combater esses homens cinzas então assim Faz 20 anos que eu não me levo essa história e ela ainda está comigo e de uma forma
assim não só a história mas o que ela me fez sentir o que ela me fez refletir ela faz parte da minha trajetória foi um encontro muito feliz e eu acho que tem tudo a ver com essa conversa no comendo muito vocês lerem um livro pequeno belíssima mente escrito que vai te submergir nesse universo que ele queria e ao mesmo tempo de fazer olhar para a nossa realidade para as Escolhas que a gente normalizou com uma outra lente é isso temos um programa temos um programa chega a gostosa sensação de mais uma - no ar
a gente vai pra falar que discuto o fala que eu te escuto momento faltam então uma falta muito colorido essa semana porque eu estava em och encobrindo a cidade inclusive vão escutar o braquete que ele falou sobre essa feira que é muito estudioso cabeça lá eu encontrei o paulo padovan o luca a fernanda que a diretora Do documentário chega de phil que a gente aliás adora a fernanda bacha rafinha da som livre guilherme filipe voltando chega na quinta na sexta de manhã eu já fazia uma palestra na sede valdan sobre redes sociais sobre como a
gente pode usar isso para se conectar para se mobilizar para se engaja nem sabe como também isso pode ser uma armadilha que sacrifica a nossa privacidade que nos põe demais então como usar Foi uma conversa super legal e que jamais eu poderia imaginar que no momento que eu abro para a pergunta se tornou uma conversa muito reveladora muito profunda sobre depp de gerações e ó pessoal mergulhou fundo a lhe um beijão pra camilla prado da lima e por fabrizio isso foi sexta que por coincidência era meu aniversário e no sábado tinha vhs são divas pop
e eu perguntei pro fé cm diz por favor que não faz gostar da vh sc o filipe cruz do Papel pop domingo chamado wanda e formaggi na você me é convidada vem aqui festejar com a gente e eu fui lá e gente encontrei meu lugar na terra quem me segue no instagram deve ter visto vários posts alucinada amiga do céu se você ainda não descobriu a weg é se vai lá eu entendi que era isso que estou procurando minha vida inteira quando é pra balada que quando estava solteira e ainda frequentava a balada era assim
gente do céu preciso na balada e provar A chatíssima a3100 e dava de novo fogo e ela de novo e nunca era sempre uma decepção porque o que eu estava procurando quando eu queria ter vontade de embalada num lugar que as pessoas soubessem todas as letras das músicas que descessem até o chão que dançassem fazendo coreografia e isso a gente a balada gay que chama entendeu foi maravilhoso foi divertidíssimo e lá encontrei marmeleiros e brian thiago e Júlio lucas e duas marinas que me deram muito parabéns fizeram aniversário ser mais divertido ainda o gustavo gengibre
estava lá tocando também a gente conseguiu encontrar com eles foi super divertido muito obrigada a galera e esta semana estive na mastercard para fazer uma palestra sobre diversidade como estratégia corporativa foi muito muito legal principalmente porque em março quando o grupo de gênero fez o convite para a empresa para conversar sobre Gênero geram muitos homens eu arriscaria dizer que 60% da platéia era feita de homens então falar sobre porque diversidade importa falar sobre quais são os números que mostram o diagnóstico de onde a gente itaipu que a gente tem esses problemas e falar de quais
novas estratégias para mudar esse cenário para homens e para mulheres foi muito legal porque a gente já tem falado aqui a gente não vai mudar o mundo com foz enquanto a porção da População a gente precisa todo mundo engajado no início foi muito legal que a gente terminou a palestra falando sobre como essa jornada essa caminhada de inclusão das mulheres é também uma jornada de libertação dos homens então a gente falou sobre masculinidade tóxica e de quanto os questionamentos que a gente levanta para que a gente possa ter o nosso lugar que é de direito
também libertam os homens para que eles também possam saber quem eles quiserem Foi muito muito bonito foi muito emocionante e aí lá encontrei o áquila harmonize e o felipe um beijão pra vocês queridos vão pra falar que eu discuto eu vou e meio absolutamente espetacular quando a crise terminou de gravar ela estava muito chateada porque ela tinha expectativa pela pré entrevista que ela fez que uma das meninas da mesa ea representar a posição de quem acredita que a pornografia em si é ruim de qualquer forma não não tem negociação Só que no final da conversa
que aconteceu acabou não rolando isso então quando acabou o programa que já sabia putz que droga o programa ficou em contraponto ele não representa a opinião de todo mundo e tal só que é muito sensacional a forma como vocês continuam a conversa e evelyn é o melhor exemplo disso eu vou ler o e-mail dela pra vocês novela yasmin damian algumas questões levantadas chamaram a atenção como Pornografia é feita por mulheres é saudável nesse caso é possível consumir de forma saudável e se pagarmos pelo tipo de pornografia ok qual o limite do prazer e da exploração
só corpo feminino explorado e se fosse masculina acho que pra pensar pornografia hoje nos marcos da tecnologia audiovisual do sistema capitalista antes mesmo de falar do que isso significa politicamente para mulheres é Preciso voltar um pouco e observar o que exatamente essa palavra representa e como que a pornografia surge no mundo a palavra pornografia vem do grego por néné mulher escrava sexual e grafos escrita depois houve uma variação para pornográficos aquele escreve sobre prostitutas a gente no programa falou dessa variação aqui o que chama a atenção para os termos escrava e aquele a palavra serve
para organizar o mundo ea palavra Pornografia foi criada para definir num único conceituação de homens escrevendo sobre mulheres escravas sexuais posto isso também é importante mencionar que a pornografia que antecede muito a indústria que vemos hoje ela se estruturava em outros tipos de narrativa como literatura pintura escultura e poesia isso a gente fala no programa quer dizer se a gente tira pelo menos por um momento a variante financeira a pergunta Que fica é por que homens ao longo da história e pelo mundo sempre escreveram sobre a mulher escrava sexual senão pra ganhar dinheiro porque porque
são narrativas sexuais são sempre masculinas ou a partir de uma perspectiva masculina isso talvez nos indique que a razão da pornografia existe e ser feita seja outra ainda que têm a ver um condicionamento da sexualidade esse não é o foco da conversa mas se questionar sobre o porquê das coisas Existirem é um passo importante para analisar como elas influenciam no hoje agora vamos aos tópicos centrais fotografia feita por mulheres é saudável não a pornografia feita por mulheres ainda veicula o olhar masculino sobre as mulheres a questão não é se uma mulher está sendo estapeado beijada
a questão é porque a gente está fazendo isso porque quem está colocando duas pessoas na frente de uma câmera para transar Da mesma forma que uma novela por exemplo é uma narrativa um filme pornô também é o que essa narrativa busca ou induz historicamente e atualmente quer dizer porque as mulheres estão pensando sua sexualidade perpassados pela pornografia seja ela de qual tipo for tópico 2 é possível consumir de forma saudável eu fazer uma analogia que vai aparecer muito descabida mas em seguida haverá explicação exemplo é possível consumir nazismo de uma forma Saudável explico é falou
hoje carrega um dos principais problemas de uma ideologia liberal e que está em todo lugar o reformismo a gente parou de tentar acabar com que gera desigualdade exploração e tentando reformar instituições que em sua gênese foram criadas para explorar e dominar dá pra criar uma escravidão soft entre aspas não entendemos que a escravidão é ruim e saúde para dominar Povos então porque a gente está tentando nos virar nos 30 para despir a pornografia do que ela realmente é ah mas é que isso é sobre sexualidade prazer coisas que são naturais não não é sexualidade preze
é querer transar com alguém e transar ou se sentir citado e se masturbar pornografia é completamente artificial que desistimos calçados em outras coisas que não há verdadeira sexualidade humana nada na pornografia é Sobre sexo enquanto a gente não compreender isso a gente não vai conseguir perceber tudo que está em jogo enquanto 3 e se a gente pagar pela pornografia considerando que a gente vive num capitalismo e que capitalismo significa exatamente uma sociedade mediada pelo capital pelo que não pagamos hoje em dia a troca monetária sempre gera ilusão de que x coisa tá justa porque a
gente está pagando sendo que isso não é verdade Além disso estúdios fonográficos e meninas não chegam nem a 1% do verdadeiro do seu sexo que inclusive sempre vai envolver prostituição e exploração de mulheres pobres e periféricas quarto ponto mas qual é então enfim o limite do prazer e da exploração ouso dizer que o limite da nossa análise política por que digo isso porque nada surge no vácuo nem os gatilhos de prazer o nosso prazer não é nosso a partir do momento em que Nascemos fomos criados e vivemos numa sociedade em que homens manipulam a realidade
das mulheres o que se chama de patriarcado percebam que a idéia de sexo de prazer já chega pra gente mediada pelo olhar masculino e pelo uso que a classe masculina faz dessa sexualidade eu não tenho como dizer que a minha sexualidade é minha e desprovida de masculinidade não é porque as coisas não são descolados uma teórica que eu gosto adoro quem vai dizer que a exploração ea Violência quando inseridas num contexto sexual deixam de ser lidas assim porque a visão masculina de sexo aumenta a quantidade de comportamentos razoáveis dentro do sexo mesmo que sejam comportamentos
prejudiciais eu tenho insistido nisso porque ingenuidade colocar só o bdsm um rol de violência a violência também tá naquela mulher do soft porn que tá ali em vez de estar sem lá se no médico advogado ou qualquer Outra profissão lembrando que prostituição não é profissão e pornô a fia é necessariamente prostituição que não em que ela precisa viver à base de drogas e remédios pra dissociar a esse é um dado real questão 5 só o corpo feminino estourado e se fosse o masculino o corpo masculino não ser explorado porque a classe feminina não instituiu um
sistema que precisa se veicular Degradação sexual masculina para manter a ordem das coisas ensinar aos homens qual o papel deles filmes pornôs de em homens é verdade existe pornô gay é verdade isso é ruim é sim muito mas isso não a exploração e dominação por que nenhum sistema de opressão funciona a partir do pornô gay o dos homens que estão no pornô mas o patriarcado precisa das mulheres no pornô independente de como e por quem ele seja Feito de maneira geral acredito que esse debate não é sobre moral ou ética porque não é sobre sexo
sobre o tabu que o sexo ainda gere é sobre uma instituição masculina pornografia e sua indústria e para quê ea quem ela serve regularizar uma atividade exploratória não significa nada além de mudar as regras do jogo sem mudar o jogo a indústria pornográfica americana por exemplo é extremamente regularizada e burocratizada O que os espanhóis fizeram mudaram de ramo não foram filmar seus filmes em país de entre as suas terceiro mundo onde não tem feminista e ativista de direitos humanos enchendo o saco da suprema corte regulamentaram resolver o problema da pornografia só trocou de lugar vários
países europeus legalizar a prostituição usando a desculpa de que isso geraria maior segurança e direitos para as mulheres o que aconteceu O tráfico de crianças e mulheres pra esses países aumentou e o lucro dos cafetões a manter junto uma vez li uma matéria sobre um bordel um desses países que numa noite de inauguração fez a seguinte chamada roda quantas mulheres conseguir por 20 dólares ea fila de homens deu voltas no quarteirão um exemplo mais perto de nós peguem o pl gabriela leite que apelidamos carinhosamente de pele dos cafetões e Leio nada ali versa sobre uma
realidade onde mulheres não sejam prostituídas é uma série de regras sobre como resguardar o dono do poder eu vou encerrar minha participação com uma pergunta muito eficaz que sempre fazemos em rodas de conversa sobre pornografia e prostituição porque estamos nos esforçando para melhorar as condições das mulheres na prograd fia e na prostituição ao invés de pensarmos numa só É verdade que mulheres não precisem estar na pornografia e na prostituição excelentes reflexões muito obrigada é muito lindo quando vocês tomam o trabalho de organizar e estruturar o pensamento de colocar passo por passo e expandir o nosso
universo expandir a conversa muito muito obrigada pela generosidade vamos para mais algumas interações que a gente teve sobre isso no instagram arroba marandi não disse eu gostei do Episódio mas gostaria de ter visto algum especialista da área com a visão de que a pornografia é ruim algum militante contrário pornografia eu concordo com a grande maioria das opiniões que as meninas colocar em pauta mas parece que todo mundo ele concordava desde o começo sabe sente falta disso gostei mas acho que podia ter sido melhor a gente também está o a roubar eu barbosa tá muito incrível
esse episódio eu Gostei muito das dicas sobre como sair do mês sempre conheceu por nota nativa vamos falar das impressões no twitter o arroba da lilo obrigado amigos através desse programa consegui perceber o quanto sou viciado e preciso me tratar já o nunes falou adorei uma - essa semana o assunto é muito interessante e o debate foi bem polêmico a roubar line vai falou a esses me quebro e mamilos mora pastor uma hora a atriz pornô onde É para minha cabeça desse jeito ao assinar o feed deveria aparecer a mensagem ministério da saúde adverte este
canal causa sérias perturbações mentais obrigada a galera um beijão pra todos vocês e até semana que vem [Música] [Música] amigos jornalismo de peito aberto uma - é feito por uma equipe maravilhosa na pauta jaqueline costa e muitos Palpiteiros voluntários vídeo e fotos jessica o dono publicação pedro extravasa ea capa o artista incrível maravilhoso e lindo cheiroso josé cabral este podcast foi ditado por caio com rainha [Música]