[música] He he. เฮ [música] [música] He [música] he he >> [música] [música] >> เฮ [música] [música] [música] He [música] [música] [música] >> [música] >> Fala rapaziada, estamos ao vivo, hein? Muito feliz de estar aqui com vocês. Mais um final de ano. O ano tá acabando, hoje é dia 16 de dezembro e nós estamos aqui no nosso podcast, Eh, que vai ser um dos últimos do ano, né? Eu convidei esse grande camarada aí que teve com a gente recentemente, porque o papo foi muito bom e eu quis, né, como quem me acompanha, né, eu sempre gosto
de trazer no final no do ano, nos últimos podcasts, aqueles camaradas que deixaram uma marca no ano, né, no nosso canal. E o Coronel Paganoto, apesar dele ter vindo aqui em novembro, início de novembro, eu acho, né? 4 de novembro, ele, cara, o papo foi Tão bom, a história boa e ele se destacou demais. Quinta-feira nós vamos receber o Rubão, que é um camarada que teve com a gente no início do ano também e entregou bastante, entregou muito conteúdo, a audiência curtiu. Então, hoje nós vamos fazer um papo policial, quinta-feira nós vamos fazer um papo
geopolítica. Você já sabe que o que o Falag Globe Podcast tem a grade do News também, que é o Falaglob News. Então, convidados que que também são marcantes Aqui no canal e foram marcantes no nosso ano, estão no news, né, como o Batata, como o Carcará. E assim nós vamos seguindo aí o nosso nosso nossa programação, nosso ano de 2025 vai ficando pro final e que venha 2026. Eh, mais o que, mano Walter, tem algum mais algum recado? Acho que não, né? Se você já chegou aí dando dedo, deixando o teu like, larga o dedo
no like. Ó, essa mãozinha que tá aqui, só 80 likes. Acabamos de começar, né? Iniciamos agora. Então, já chega deixando o seu like e eu vou dar boa noite aqui já para o nosso querido coronel Paganoto. Paganoto, boa noite, irmão. >> Obrigado, meu irmão. >> Muito bom estar de volta. Espero eh atingir a sua expectativa. Tem algumas coisas bem bacanas para contar da minha carreira. Eu já tenho que de antemão te agradecer as participações que eu tenho feito no Glauber News com Batata, com Carcará. O Eric é um cara fantástico, né? >> Um cara muito
top apresentando lá. >> Então toda essa oportunidade que você tem me dado, [ __ ] muito obrigado, cara. >> Estamos junto, irmão. Estamos junto. >> Show de bola. Você e com tua equipe toda, viu? pessoal fantástico. >> Estamos junto, irmão. Pra gente é um prazer quando tu teve com a gente aqui, né? E eu falei contigo no final, falei: "Irmão, tu é bom, cara. Tu tu tu nasceu para essa parada de podcast, porque tu >> tu faz com que a gente entre na tua história, pô". Então, assim, ficar te ouvindo, narrando os fatos e antes
de resultado, qualquer coisa, eu falei isso para você depois do podcast, né? E logo depois te fiz o convite, porque tu tem muito para contribuir pela tua carreira, eh, pela tua capacidade de comunicar. E a gente tem aqui o o F la L News, nós temos o Carcará nordestino, nós temos o O Batata aqui no Rio, tem você em São Paulo. Então a nossa intenção é tá, né, cada vez mais abraçando o Brasil, né, abordando coisas de fora, apesar da gente ficar muito preso a a Rio de Janeiro, né, isso é fato. E seria ótimo
se tivesse um baiano também ali, né, para, pô, representar ali o Nordeste ali na polícia. Mas é isso, irmão. [ __ ] naquele dia, dia 4 de novembro, era uma semana depois da mega operação no complexo da Penha. Tu teve aqui com a gente eh logo após o episódio do comandante da Polícia Militar, Coronel Menezes. Corel Menezes, isso. E nosso papo ficou muito ainda em mega operação, em em fazendo esse paralelo com PCC, com Comando Vermelho, com a forma de atuar, como a rota, né, lida com PCC em São Paulo e fugiu um pouco daquele
padrão que é o padrão do podcast policial que a gente vai ouvir nas histórias, a carreira do convidado. Então eu gostaria aqui hoje primeiro Celebrar a tua participação do dia 4ro. Eu acho que tem um corte seu lá com quase 2 milhões, que é justamente aquele do de ter infiltrado no PCC. E histórias como essa aí, cara, são sensacionais. O canal tem várias dessa, né? Mas recentemente eu acho que a que mais impactou tanto a mim quanto a audiência foi essa que você contribuiu com a gente. A gente já tinha tido uma história de um
camarada que se infiltrou aqui no Rio também numa Favela do Comando Vermelho na época ali dos jogos, né, dos Jogos Olímpicos. Mas cara, é sensacional. Eu quero ouvir a tua carreira, tuas histórias, sobretudo essas aventuras aí infiltrado, né, no PCC. Meu, deixa eu só fazer um um uma parte antes de eu começar a contar sobre a minha carreira. É assim, eh a minha infiltração, ela ocorreu de 2000 a 2002. Eu fiquei 2 anos infiltrado. Então, coisas que eu tenho Contado hoje e não e é óbvio o porque eu esperei 30 anos para contar, né? 2002,
vamos dizer, esperei 23 anos para contar. Se não, se eu tivesse contado logo logo na sequência, eu não estaria aqui para contar, né? Os caras teriam me matado. Então eu esperei tudo isso para dar uma uma maturidade paraa coisa juridicamente se acertar. tinha muita lacuna em tudo isso e muito risco, porque as nossas operações foram muito impactantes em São Paulo e quem não morreu tava atuando. Então eu não podia ficar expondo nem os outros sete policiais que estavam infiltrados junto comigo e nem minha família. >> Sim. >> Então, por que que eu tô te fazendo
esse a parte antes de contar da minha carreira? Porque tem um uns ameba aí falando besteira em internet. Mas cara, essa galera não tava nem viva nessa época. Ou se tava viva era uma Criança. Não entendi a facção. A facção pode ter mudado muito. Eu hoje, hoje eu não sei como a facção tá. Nos últimos 23 anos eu não fiquei infiltrado. Eu não sei o que mudou nessa rotina, entendeu? Eu eu não entro mais em presídio e fico cooptando preso para me ajudar para eu te falar assim, ó, os procedimentos da facção mudaram. Então, quem
tiver falando alguma coisa a respeito das minhas histórias, se for daquela época de 25 anos atrás, eu até posso parar Para ouvir, entender o que que a pessoa tá falando, mas se for gente mais jovem, cara, é outra realidade, entendeu? Nem viveu a minha vida. Mas vamos lá que você vai entender. >> Eu entendo, eu entendo sobretudo a preocupação com a questão jurídica e a questão da segurança, né? Quando você falou, eu não tava nem vivo, não tava vivo por >> os caras iam me matar, velho. Os caram buscar em casa. Não, na verdade eles
já Tem, eles já tinham e articulado para pegar lá naquela época. Eu vou vou chegar nessa parte naitória. Então eu vou eu vou começar agora, mas eu fiz essa parte para dizer para vocês assim, ó. De tudo eu tenho documento. Os sete que estavam comigo estão vivos, nenhum morreu. Uma parte da tropa de São Paulo conhece as histórias. Então eu não seria um babaca ao ponto de vir aqui no Rio de Janeiro ou mesmo lá em São Paulo ou em Qualquer outro lugar ficar contando mentira, cara, porque minha cara vai lá pro inferno, entendeu? Como
é que eu vou andar na rua depois se comprovarem que eu sou um mentiroso? Então eu não não não faria uma patifaria dessa de vir contar a historinha. O que eu vou contar para vocês, eu tenho documento de tudo e foi uma luta gigantesca e eu só decidi contar isso de março para cá por dois motivos. Primeiro que a nossa história ela não foi documentada, não Foi regulamentada, é como se não tivesse existido na PM de São Paulo. E isso eu só posso creditar por ciúmes e inveja. Para você ter uma ideia, hoje tem um
um curso de crime organizado na PM de São Paulo que eu nunca fui convidado nem para falar. Então, eh, da minha parte, eu não tenho essa, eu, eu, eu tô sendo bem sincero, olhando no teu olho, eu não tenho essa necessidade de ser bajulado por isso, Porque foi há 23 anos atrás. A minha carreira foi andando com outros rumos, outras coisas, eu nem pensava mais nisso, entendeu? Eh, mas eu fiz questão porque aqueles outros sete que estão comigo, eu sou coronel, né? Eu tenho uma vida um pouco melhor, eu tenho convites, eu tenho, mas os
outros sete cabos, soldados e sargentos que estavam comigo, esses caras foram massacrados, afastado do que eles mais amavam, que era rota e policiamento tático. Foram Sendo esculachado anos após anos e foram saindo da instituição aposentados como um qualquer que tivesse trabalhado no policiamento comum. E não foram, cara. O que esses sete caras fizeram? foi colocar extremamente em risco a vida e a da vida da família. Então, até por por respeito, admiração e gratidão a esses sete caras, eu perguntei para eles antes, né? Eu falei assim: "Ó, galera, eu vou contar nossas histórias, posso? Os caras,
Chefe, estamos junto até a morte, conta o que o senhor quiser e se der algum revé, nós vamos atrás". Então, por isso eu resolvi contar. Eu não cheguei de louco, acordei e falei assim, ó: "Hoje eu vou contar essas paradas aí, Dani se o set todo mundo pode morrer." Não é assim, tá? Mas vamos lá. >> Mas por que que esses camaradas sofreram todas essas consequências dentro da >> Eu eu vou te contar a minha carreira, você já vai entender aonde foi as Pancada, tá? E aí, ó, eu eu vou vou dar uma pincelada muito
rápida de como foi a minha carreira e aí eu entro no na parte infiltrada e te explico tudo isso. Pode ser. >> Então é assim, cara. Eu me formei em 93 na academia do Barro Branco >> e eu tinha um foco na minha cabeça que eu queria ser rota. Eu tinha quando moleque visto um assalto na casa de uma tia minha que as barcas de rota chegaram, cercaram a casa, os caras tudo De metralhadora para fora de de viaturas, as viaturas chegando a milhão, cercaram, saíram arrastando os ladrões dentro da casa. Quando eu vi aquilo,
eu falei: "Porra, eu quero ser isso na minha vida". Meu pai queria que eu fosse engenheiro ou médico. Eu cometi um um desvio no caminho que eu acabei entrando primeiro na escola de cadetes do exército. Quando eu tava indo pra Mã, eu prestei Barro Branco e pedi para o desligamento na Mã Para vir pro Barro Branco. Tanto que a minha turma eles foram promovidos general o ano 2023. Eu tenho contato com a minha turma de exército até hoje. Já tem bem poucos na na ativa, mas a gente a gente tem contato com alguns. >> Tu
chegou fazer algum ano, né? >> Eu fiz a escola. Não, eu fiz a escola de cadeia do exército em Campinas. Quando eu me apresentei na mã, saiu o resultado do Barro Branco. >> É, eu fiz a SPSex. Quando eu me Apresentei na mã do Barro Branco. Aí eu já pedi o desligamento. Então >> não chegou nem vir pra Resende. >> Não, ainda bem, porque era bem na semana do trote, né? Quando eu ia começar a tomar o ralo, eu falei: "Opa, vou tomar ralo em outro lugar". Mas eu me ferrei tanto, irmão, porque é o
seguinte, ó. Eu tinha passado primeiro pro Barro Branco em 89 e fui fazer o início. Comecei a tomar a a aquela primeira semana de adaptação, Que é um ralo, saiu o resultado da SpaceX, pedi baixa lá da da PM e fui pro exército. Quando eu cheguei no exército, ralo para [ __ ] ralo, ralo. Spessex. E tem e tem um negócio que eu vou ser obrigado a falar nesse podcast aqui. Tem muito carioca, né, no exército. E o carioca quando ele pega o paulista, mano, para dar trote, o bagulho é louco. >> Não acredito nisso.
>> E a gente era pouco paulista. [risadas] Tinha duas coisas que os caras faziam, que eu não esqueço. Até hoje nos grupos de exército. A gente brinca, cara, que eles chamavam a gente falava assim: "Paulista é mongoloide". >> É, >> eles falaram: "Pô, cala a boca, mongoloide. Você é paulista, pô, você é mongoloide". [risadas] Os cariocas zoavam demais com a gente. E haha muito por causa do colégio militar, né? Sim, >> o colégio militar. Você tinha a nota do colégio militar no concurso, então os caras já tinham vantagem. Brasília, eh, Rio, Fortaleza, Rio Grande do
Sul, todo lugar onde tinha colégio militar vinha muito cara aprovado no concurso. São Paulo não tinha colégio militar. Então, o número de paulista na minha turma é uma merreca. >> Agora a carioca, os gaúchos é um monte. Então, puto, trote era embaçado. Quando eu saí do exército, voltei para PM trote De novo. Eu eu tomei trote três vezes. Bom, >> é, mas por isso que teve a carreira que teve, né? Criou a casca. Aí, mano, aí o que que aconteceu? Eu em 93 me formei e como eu queria, eu era cavalaria na academia, eu tinha
vaga garantida no regimento 9 de julho, mas eu abri mão um mês antes da formatura e pedi para ir pro policiamento territorial e fui pro sétimo batalhão. O sétimo batalhão em São Paulo é o que cuida da área centro De São Paulo. Cara, a área centro de São Paulo deveria ser palco de estágio de psiquiatria, né? Uhum. >> Porque todo tipo de maluco e de ser humano tem no centro das grandes capitais, né? >> Isso que a gente te falar. >> É, aqui também não deve ser diferente. Então, >> cara, então lá você tem o
Tribunal de Justiça com as as maiores autoridades ali andando. Toda a OAB, os escritórios De advocacia, tudo no centro. Você tem a fortíssimo questão religiosa no centro, muita presença religiosa. Aí você tem muito noia, muita prostituta, muita droga, ou seja, tudo tudo de desvio e de gente com poder tá ali. Ah, cara, é uma escola de polícia você trabalhar no centro. Muita manifestação, muito show, muito evento, parada gay. Eh, agora a corrida São Silvestre, cara, eu lembro que lá tem um negócio chamado Vale da Angabaú, que é uma praça Gigantesca, os caras faziam shows ali,
a ir irresponsabilidade de político, né? O cara trazia uma Ivete Sangalo, dava 30.000 pessoas sem revista, vinha 30.000 pessoas no das 30.000, 5.000 era ladrão. >> É, >> querendo roubar as outras 25.000. E aí você, como é que você segura uma multidão dessa? Então, cara, é assim, foi uma escola fantástica para mim, mas durou muito pouco, por esse ano e 8 Meses que eu fiquei no comando no centro, eu dei a sorte e aí os aços estavam alinhando para minha carreira ser bem combativa. 55 policiais tinham sido expulsos da rota para baixar a moral da
rota. Eles pegaram os cara mais embaçado que tinham mais ocorrência e deram um pé na bunda pro centro. O centro da cidade, os batalhões do centro, séo, 11, 13, eram utilizados como castigo na PM. Ah, você tá dando novidade num batalhão, vou te transferir Pro centro. Ah, tem uma informação que você tá envolvido com tráfico, vai pro centro. Era uma desgraça, cara. Então, o centro ficou durante um bom tempo aquele estigma de unidade de carrego de policial ruim, sabe? E só que eles pegaram esses 55 caras da rota e mandaram para esses batalhões. Quando isso
chegou no meu batalhão, que era o sétimo, eu tinha acabado de ser apresentado no tático. E aí, cara, eu recebi os mestre dos mestres de polícia, Né, mano? Os caras era antigão de rota, tudo professor. Sabe o telhado que é o velho? O coronel telhada. >> Sim, sim. Meu pai, >> o pai chegou junto com eles no meu batalhão. Eu era o o segundo tenente mais recruta, ele o primeiro tenente na bica para capitão. E só que ele veio com a mesma característica que depois da minha vida aconteceu. Ele não podia chegar perto de viatura.
Restrição total de operacional >> porque e ele veio da rota nessa condição. >> É. É. Eu fiquei nessa condição. Boa parte da minha carreira também depois. Aí ele me chamou e falou assim: "Ô recruta, seguinte, você tá recebendo a minha tropa de rota aí queão nós estamos chegando tudo de castigo. Então aproveita a chance que Deus tá te dando para você aprender a ser polícia. Trampa com meus meninos aí". [ __ ] aquilo para mim, cara. Aí eu peguei Fernando Baiano, Piloto de rota noturna, antigaço, e o vermelho, 20 e poucos anos de rota, antigão,
bom, bom pr [ __ ] também. E eu punha um do centro porque os caras não sabia quase nada da realidade do da do batalhão. Eu pegava um antigo de sétimo e eu cara e eu soltava de vez em quando na viatura, né? Pô, meu sonho é rota, né, mano? Tenho tanto vontade de trabalhar onde vocês trabalhavam. E os caras, os caras meio fechadão, mas ficaram observando o meu proceder. Num Dia com um ano e 8 meses mais ou menos, eu já tinha tido umas trocas de tiro, mas nunca tinha morrido ninguém em troca de
tiro minha. Um dia o vermelho virou para mim e falou assim: "Ô chefe, desce pro Vale Habaú". Aí eu fui com a viatura a hora que eu parei lá embaixo, falei: "Mas que tá pegando, velho? Vai, chefe, vai lá, para lá, para lá". Falei: "Porra, mano, mas que que nós vamos fazer?" Não é novidade, calma, calma. Aí quando eu olho assim, eu vi a rotona Chegando, mano. Eu eu até brinco, eu já brinquei num podcast, tipo assim, que que você gosta? Uma coisa que você tem vontade assim, que você gosta, carro, viagem, o quê? Você
que que você gosta? >> Carro. Gosto de carro. Tipo, que carro você gostar? Se você, tipo, hoje virasse o Musk, o mais ricão do mundo, você queria que carro? >> Ah, não, não gosto para tanto assim não. Não sei nem carro que você queria >> uma. Eu gostaria de ter uma X6 nova, pagu desenho desse carro. Acho muito lindo. >> É uma caminhonete [ __ ] Não sei qual. >> É. Então, tipo, sabe essa caminhonete [ __ ] que você vi vislombrou vindo assim, ó? Você fala: "Caralho, mano, que da hora mano! Minha vontade era
rota. A hora que eu vi a rotona vindo, eu olhei como se fosse essa caminhonete assim. [ __ ] mano. Aí eles foram chegando perto assim, pararam, os caras desceram. Aí um tenente antigão, o PC, desceu, falou para mim assim: "E aí, tudo bem?" Eu eu era tenente também, ainda chamei ele de chefe. Eu falei: "Ô, chefe". Ele falou assim: "Você tem vontade de trabalhar na rota, garoto?" Eu falei assim: "Porra, é meu sonho". Ele falou: "Então você vai receber uma ligação". E aí eu já vi os dois antigão da minha viatura se cumprimentando com
os antigão da viatura dele. Pô, a hora que eu voltei pra viatura, eu falei: "Mano, é Zoeira essa [ __ ] aí vocês estão me dando trote, mano". Os caras não, chefe, nós indicamos o senhor lá. Falei: "Puta que pariu, mano, vou para aquela [ __ ] mesmo." Os cara vai. Passou uma semana mais ou menos, eu recebi a ligação do comandante lá. Aí o o oficial me ligou, falou: "Vem aqui fazer uma entrevista". Eu fui, fiz a entrevista, deu um mês, eu tava transferido. Aí cheguei lá, recruta. Aí eu trabalhei 5 anos comandando viatura
pelotão, né? De rua. Eu trabalhei 3 anos na matutina, um ano na vespertina e um ano na noturna. Eu comandei a rota inteira, a matutina, vespertina e noturna. Depois desses 5 anos, eu já tava meio carrego de ocorrência, tava começando a ter vários problemas, porque, cara, eu eu eu não sou hipócrita não. Eu eu sempre fui um oficial meio meio bocudo, entendeu? Eu eu tenho uma falha na minha formação. Eu não não fui muito submisso, hierarquicamente falando, eu nunca me Insubordinei e desrespeitei superior, mas se me perguntasse eu falava realmente o que eu tava pensando.
Eu não ficava lambendo não. Eh, vou dar um exemplo para para não parecer aqui que eu tô fazendo média. Uma vez afastado a gente foi colocado para fazer patrulhamento a pé no metrô. Só que a gente tinha na norma dos afastados por ocorrência com morte, não podia trabalhar à noite. Porque se eu tô com problema psicológico e eu preciso Diminuir o meu estresse, que esse é o fundamento, né? A história é essa. Na verdade não é essa a história. A história é para fazer diminuir a letalidade, mas a história contadinha, montada é para que nós
temos que cuidar do psicológico e você tem que se acalmar. O cara que tem uma ocorrência letal, >> ele é afastado. >> É morte por intervenção da polícia, o cara é afastado. Aí bota o cara para Caminhar no metrô. >> Não, não é assim, esses esses programas é, esses programas eles vão mudando >> eh governo a governo, entendeu? Então, já teve Praça da Sé, já teve metrô, já teve presídio. Eu fiz quase todas as modalidades, mas é assim, hoje você vai, você faz, vai com o psicólogo. Hoje tem níveis que você pode pegar, por exemplo,
restrição um. Restrição um, você só não pode trabalhar na viatura, você fica numa base. Restrição dois, você trabalha Na na viatura com comando de sargento ou tenente. Você não pode ficar com outro cabo soldado sozinho. Ou você tem uma restrição tal que você não pode nada operacional. Hoje tem níveis. Antigamente não. Antigamente a gente matava, no dia seguinte ia pro psicólogo, fazia os desenhinhos. A gente sempre era reprovado. A gente nunca passava, nunca. >> Ah, porque já era esquema para para servir de exemplos outros. >> Aí você ficava lá 30 dias fazendo ou patrulhamento a
pé no centro ou nas muralhas do na em volta do presídio. Tinha várias várias modalidades e você ficava 30 dias. Quando acabava os 30 dias, você voltava paraa unidade e ficava às vezes mais um, 2, 3 meses no serviço administrativo. Isso era uma desgraça. Por quê? Porque o que nem você, a gente oficial não, a gente problema nosso era mais o a brochada no serviço, que te tirava do Comando e você ficava administrativo. Mas o cabo, o soldado e o sargento, no dia de folga eles trabalhavam fazendo bico. >> Sim. Quando eles matavam alguém, eles
perdiam o bico. Porque como é que o cara porque não, porque você não trabalhava mais dia assim, dia não. Você trabalhava de segunda sexta no horário de expediente. Então, quantas e quantos caras antigão os caras que tinham um serviço muito bom, você percebia que Eles que eles tinham dificuldade de ir com tudo para cima nas ocorrências, porque eles sabiam que se chegasse com a equipe de uns cara meio, eu vocês trabalhava numa, eu vou até contar um fato engraçado, eu quando eu cheguei na rota, eu comecei na vespertina e a vespertina só tinha antigão de
rota bom e eu não conseguia ter troca de tiro com morte. Eu falava: "Mano, caramba, será que eu sou sou ungido, mano? Eu sou tão protegido que eu não vou trocar tiro Nunca. E eu tinha vontade de trocar tiro." Eu falava: "Mano, isso que é o tesão de ser polícia, né? Você pegar, trombar umas ocorrências grave, trocar tiro, ver qual é que é". Eu eu não trombava essas ocorrências. Aí um fiquei >> Mas a tua viatura não trombava ou você os caras resolviam? Então, >> não a minha viatura. Aí um dia um cara chegou para
mim e falou: "Ô chefe, dá uma olhada na sua equipe, mano. Os cara ganha o dobro do salário no banco safra, Mano. Os cara faz segurança nos cara top. Esses caras nunca vão chegar primeiro com o senhor. O senhor vai est sempre a segunda, terceira viatura de rota chegar. Os caras vão chegar quando as primeiras já chegou e já trocou. Os caras na manha dada de pé >> manha na manha. Justamente, justamente para não ter que afastar e perder. >> Aí eu falei sério, os cara é chefe, para o senhor tem que mudar de equipe
aí. pega uns molequ sem bico, sem nada, Porque o senhor vai chegar sempre depois. >> Hum. >> Eu falei: "Puta, mano, quando tô vacilando". Aí eu fui transferido para Matutina, eu trocava tiro todo mês. Os caras era tudo doido do pelotão que eu tava, eu e o coronel Racutal comando choco. Bom, aí eu fiquei na matutina. >> Mas deixa eu, desculpa, irmão, se eu se eu fizer um parêntese aqui, você não perde o raciocínio, não. Tá, cara, isso Você tá falando 20in e tantos anos para trás. A polícia já praticava esse tipo de coisa, né,
cara? de limitar o policial a ter confronto. Não, praticou até até a sumida do do Tarcis. >> Mas sempre foi assim, cara. Sempre foi terrível em São Paulo. >> E assim, eu eu entendi bem. Eu não sei se todo mundo que tá em casa entendeu bem, porque você você só citou, não contou detalhe, porque eu já conversei com outros policiais e é meio que Obrigatório, né? um cara se envolvendo numa ocorrência eletal, aí levam ele para um tratamento e tal. [ __ ] esse é necessário, cara. Qual qual qual é a ideia? Qual o funcionamento?
Porque você falou assim, eles dizem que é para cuidar da da mente do policial, mas na verdade é para desestimular. >> Para desestimular. >> Pô, nunca foi para cuidar, porque como que eu vou cuidar da mente se eu acabo Com a tua estabilidade de vida? >> Eu te gero muito mais problema. >> É, com certeza. Se fosse para mim, se fosse para me desestressar, eu até concordo que até como uma resposta para órgãos de controle, paraa mídia, paraa sociedade, eu acho que tem que ter alguma intervenção, porque a morte não faz bem para ninguém, mesmo
a do ladrão. Não faz bem pro policial. pega qualquer religião tua aí e que você conheça e diz assim, ó, Matar faz bem. Nunca vai ter isso. >> Concordo. >> Então eu eu falo eu falo toda vez, >> eu falo, cara, matar é consequência de uma atividade. >> O questionamento é justamente isso, >> é consequência. É, você não sai com esse foco, você sai com foco de trombar o crime. Aí o que vai acontecer depois que você trombou um cara cometendo um crime em andamento, pode acontecer qualquer coisa, pode você morrer. Eu já fui tocar
Campainha na casa de de mãe e esposa para contar que o marido tava morto em serviço, entendeu? Eu Obrigado, viu? Eu, para você ter uma ideia, o batalhão que eu tava comandando agora no final da minha carreira, na galeria de de heróis tinha 80 mortos, 40 baleados e 40 vítimas de acidente de serviço na rodovia. É extremamente perigoso trabalhar em rodovia em São Paulo, entendeu? Então, a morte não é que a a gente eh precisa tomar muito Cuidado que a grande mídia tem uma tendência de dizer que só morre bandido, né? Nós vimos na operação
aqui, cinco mortos, né? quatro no dia e depois um aquele do 39 DP, lembra? É isso, né? >> Foi, foi uns cinco. >> Então assim, morre policial toda hora também. É claro que muito menor número, graças a Deus, porque se a gente tivesse morrendo no mesmo número que tá morrendo o vagabundo ali, ali, além de tudo, a gente era muito ineficiente, >> não? E sem contar os policiais que são e e são feridos e demora para voltar. E essas contas, elas são contas de policiais mortos só em serviço. Se você pegar policial morto que depois
que se identificou, foi identificado como o policial morre, vítima de qualquer intervenção ou a vítima primária do assalto, aí aí vai lá em cima. >> Sim. >> Só que esses eles não computam, Entendeu? Ó, o sistema de segurança pública só pega o morto, só pega o morto de serviço. Ele não fica, ele não fica mapeando os que morrem no horário de folga. Só que se eu vou intervir num assalto que você tá sofrendo, eu tô agindo como o quê? >> Isso [ __ ] então não tá morrendo polícia. É, é um monte de hipocrisia. Mas
esse sistema, eh, eu, eu até defenderia ele se ele fosse realmente para proteger a saúde mental do Policial. E aí, para proteger a saúde mental do policial, você não poderia mudar o horário dele. Você só tiraria ele do serviço para ele dar aquela acalmada, voltar à estabilidade, não um longo período que é realmente um castigo. Toda vez que eu participei desses programas vinha com requinte de crueldade. Então, eu ia te contar o exemplo que eu ia te dar, o por que eu era bocudo, porque, por exemplo, eu Estava afastado, eu estava afastado fazendo patrulhamento no
metrô e chegou o carnaval. Quando chegou o carnaval, o comandante do policiamento aposentou e foi assumir a chefia da segurança da companhia de metrô lá de São Paulo. Aposentou e foi trabalhar em outra coisa. Ele fez um contato com o Alto Comando e pediu para encher de polícia à noite no metrô, porque no final das dos desfiles, o metrô ia ficar aberto até 2 da manhã, não lembro exatamente horário, Mas ia estender a madrugada. Então ele ele com a força dele fez com que enchesse de polícia no metrô para essa galera. Quem que eles escalaram?
Os dodói que estava sendo tratado na pelos psicólogos. Aí quando eu recebi a escala, eu falei os cara, ó, você vai trabalhar o feriado todo a pé no metrô. Eu falei: "Pera um pouquinho". A norma fala que como eu me envolvi com troca de tiro que morreu gente, que eu tô dodói, que eu preciso ser tratado. Então eu não posso ser tratado à noite. A norma fala que para eu me desestressar eu só posso trabalhar de dia, que a noite faz mal pro meu psicológico. O major virou para mim e falou assim: "Ô, você tá
comendo esterco, você é bobo, você cumpre a ordem que foi feita, aí não importa essa norma. Agora é o carnaval precisa de vocês, vocês vão". E assim para desestressar no carnaval com multidão, com bêbado todos os dias. Isso. Então você percebia que era assim, Aquilo não era para desestressar ninguém, aquilo era para dar um recado pros outros assim, vai troca tira e mata que vocês vão ver. Nós vamos mudar todo o seu sistema de vida para te desmotivar. Pois é, irmão. >> Só que isso, cara, é assim, tem uns cara tão maluco na polícia que
os cara, sabe aquele cachorro que quanto mais apanha, mais amigo do dono é um negócio que você não consegue entender, ele apanha e continua amigo do dono. A gente é assim, Cara. Se apanhar a carreira inteira e continua correndo atrás é um negócio maluco, velho. Maluco. >> E que bom, porque olha só, irmão, que bom. Não por vocês, por nós, né? Você imagina, né? A sociedade ouvindo isso aí, pensando, [ __ ] então tá bom. Se o policial ele é penalizado, castigado, desestimula ele a agir. Ele já ganha pouco. Quando ele age defendendo alguém por,
seja por um patrimônio, seja por uma violência, o que for, ele é Castigado. Impacta nele psicologicamente, impacta na família. Pag, paga o advogado para defender da ocorrência. >> Perfeito, bem lembrado. Paga o advogado, impacta na família. E aí, meu irmão, se esse cara não agir, eu tô ferrado. Porque agora quando alguém roubar meu carro e eu gritar pela polícia, o polícia vai fazer questão de ir atrás, porque se ele for atrás, vai trocar Tiro. O cara tá armado. O cara botou arma na minha cabeça. Ó, e eu vou falar uma coisa, eu vou falar uma
coisa para você. Eu vou te contar um negócio que aconteceu na PM nesse período meu aí, que acho que ninguém ninguém divulgou isso. O que que a PM, né, os governos antes da atual gestão foram governo, governos basicamente PSDB e no final acho que era DEM, né, que era tudo o mesmo esquema, viu? Que era a gestão Dória com Rodrigo Garcia, era tudo o Mesmo esqueminha do PSDB. >> Sim. Eh, eh, eram todos da todos >> mesmo grupo. >> Você olhava assim, ó, mudava o rosto, porque o jeito de falar, o jeito de andar, os
mesmos grupos era era um negócio assim, a gente não via diferença alguma quando mudava. Ah, o outro morreu doente, entrava o outro, a mesma coisa. >> Sim. >> Ah, próxima eleição, mais um do mesmo partido, entrou tudo igual. Eh, a gente Não via mudança nenhuma nos últimos 20 e tantos anos. >> E isso vai explicar os problemas que o São Paulo tem. É, eu eu vou te contar dois fatos muito interessantes para vocês entenderem a relação de governo com polícia como era isso mudou muito nessa atual gestão, viu? Eu não tenho, eu não sou filiado
a partido nenhum e não tenho nenhum tipo, nunca nem cheguei perto do governador Tarciso, nunca falei, n. Então, não tô fazendo propaganda dele aqui, eu tô contando a realidade. A realidade é, para você ter uma ideia, um dia eu tava parado com uma viatura da rota tomando café numa padaria na zona oeste, na Vital Brasil, perto ali do palácio. Tô tomando café. Quando eu olho pro lado, começa a entrar um monte de cara de terno, uns 10 caras de terno na padaria e entra o governador na padaria, mano, para tomar um café. [ __ ]
eu tô fardado com mais um comigo fardado entre o governador. O governador, ao meu entender, é o chefe do da polícia do estado, cara. É o meu número um, entendeu? É o meu comandante supremo. >> Sim. >> Que que eu fiz? Botei o lanche no prato, limpei minha mão e fui rapidinho para ir lá fazer a continência e me apresentar para ele. Cara, quando eu tava fazendo o Ur na padaria, na hora veio um oficial, eh, vou até falar o nome dele, vai o o hoje o aposentado, o acho que é tenente coronel ou major
Ridelu da turma de 89, era o ajudante de ornes dele, cara. Ele veio, ele ele e eu conheci ele porque ele era um oficial do choque antes de ser ajudante de ordens. Ele veio, ele ô irmão, tudo bem? Botou uma mão no meu peito. Falei: "Onde você vai?" Eu falei: "Se eu vou me apresentar pro governador." Palavras dele, mano, Termina rapidinho seu lanche, sai fora. Não vai cumprimentar dele, porque ele não suporta policial fardado. Ele não gosta. A sua presença aqui vai tá mais incomodando do que ajudando. Sai com a viatura daqui. >> Isso, Tarcis.
>> Não, antes, >> tá? Perdão. >> Já, já, já faleceu. >> Perdão, perdão. >> Já faleceu o governo do PSDB. >> Tá bom, >> cara. Aquilo para mim, cara, eu era tenente, tinha 10 anos de serviço. É tipo assim, é um chute no meio do das pernas do tipo assim, meu, você é um cocô, entendeu? Para governo isso aí. E tem e vou te contar uma outra que eu lembrei agora. Eu, eu já major no policiamento rodoviário, governo um antes agora do Tarcis, fui para uma reunião numa agência reguladora Com um pessoal alto nível de
governo. Tava eu, meu comandante, mais um major. Você acredita que um que no meio de uma conversa sobre concessão rodoviária, repasse financeiro, essas coisas, o o na função política virou pro meu coronel e falou assim: "Ó, deixa eu falar uma coisa para você. se é coronel ou é dentro de quartel. Aqui no governo você não passa da cozinha na reunião, na frente de todo mundo. Meu, o meu chefe, o coronel virou e Falou para ele e falou assim: "Pô, se a conversa vai ser nesse nível, então vou embora, porque eu vim aqui ter uma conversa
de alto nível, mas eu não sabia que eu tava nesse nível aqui no governo de não passar da cozinha. Se for assim, então vou embora. Vamos nos respeitar?" O cara falou: "Não, eu só tô te explicando como é que funciona, mas eu vou te respeitar". Então, cara, é assim, eh, relação governo, polícia, não é como A população pensa. Tem muito governo que não valoriza e não prestigia. E a última que eu ia te contar, que é muito louca e interessante, acho que pouca gente sabe, teve um ano que a Polícia Militar encomendou um estudo em
São Paulo para traçar o perfil dos policiais que tinham ocorrência com resultado morte. >> Hum. Qual era o objetivo desse perfil? Chuta. >> Uma coisa boa não é. >> Eles iam mudar a formação, >> bloquear quem tivesse o mesmo perfil no edital de entrada na polícia. >> Isso. >> Então eles iam descrever ali quais traços nos exames psicotécnicos apareciam em comum em todo mundo >> para no exame de entrada bloqueia esse tipo de gente. Que isso? Só que, cara, eles levaram a gente tudo pra escola de sargento. Não, foi cômico, velho. Foi uma semana lá,
>> levaram a gente tudo para lá. Tipo, devia ter meu, sei lá, acho que uns 2.000 policiais, porque o piano mais, eu preciso tomar cuidado quando eu falo isso, porque a sinceridade, quem carrega a Polícia Militar nas costas é a viatura do 01, é a viatura do 190, aquela viatura com dois polícias que atende todas as ocorrências em todos os lugares. Esse é o carro chefe nosso, é o grosso. Dos 84.000 homens da nossa Polícia. Quem são os caras que carregam realmente a segurança nas costas? É aquela viaturinha que atende ocorrência em todos os lugares.
A gente gosta muito de falar de rota, tático, coi, gate, ba, que é os especial que todo mundo acha bonito, né? Porque tem uma uma coisa ali, né? >> Isso. >> Então, a gente gosta de falar deles, mas quem tá atendendo ocorrência no estado todo é a viatura pequena com dois Polícia. Mas é o seguinte, os policiais mais embaçado que eu digo assim para caçar, para ir buscar o vagabundo no ninho, no ninho, correndo o risco de ter gastar com o advogado, de ser afastado, de ir pra cadeia, tudo que você pode imaginar, isso é
um é uma parcela muito pequena. Quando eles juntaram caras que tinham mais de três ocorrências, deu 2.000 caras. Quando deu essa galera, levaram Tudo pra escola de sargento. E nós chegamos lá, tinha uma comitiva de psicólogo com várias várias dinâmicas de grupo e a gente era submetido em grupos, dividido em grupos para fazer esses testes. Só que, cara, quando nós começamos a se juntar, tipo assim, ó, todo mundo era brother e se conhecia. Porque você passa dois anos na rota, aí você vai para um batalhão, você tá no tático. Naquele tático quando você chega, teve
uns caras que foi rota e vai Outro. Então gira esse efetivo que é todo mundo pensando igual e tendo as ocorrências. E tem outra coisa também nos grupos de polícia, quando você, vamos supor, você trabalha comigo hoje, tem uma ocorrência comigo hoje, você é transferido daqui seis meses, você vai lá para Ribeirão Preto, você tem uma ocorrência bonita que você mata uns ladrão lá, a gente acaba sabendo. Então, mano, parecia uma confraternização, todo mundo, todo mundo, a, mano, quanto Tempo. E aí, aí os psicólogos, tipo assim, cara, esses caras todos se conhecem e todo mundo
era amigo, porque eu eu não sei nem te explicar direito, cara, mas realmente existe um traço. Existe esse traço. E qual é o traço? É a vocação, mano. É os cara que dane, se quer, quer atasanar meu horário, quer me transferir, para onde você me mandar, eu vou continuar. Hoje eu vou para cima dos ladrão na comunidade, na rota. Você quer me transferir lá para pra zona norte? Lá Na zona norte eu vou montar uma equipe, eu vou cair para dentro das comunidades lá também. Agora eu vou te transferir paraa Baixada. Lá na Baixada eu
vou aprontar também. Eu eu não entrei na polícia para ficar parado, entendeu? Então isso, cara, vai criando uma rede de tudo os polícia, bicho solto e todo mundo se conhece. E os caras estavam fazendo isso, tentando criar um perfil psicológico >> barrar para barrar, >> para barrar os combativos. Você ver o nível que era o negócio. >> É, tentando não, né, cara? Eles estão conseguindo. >> É, vai cada vez vai diminuindo mais, né? Vai, vai diminuindo, >> vai diminuindo porque porque a partir do momento que você tem um um exame psicológico muito rigoroso da PM,
é sim, mau >> útimo concurso, >> [ __ ] A última vez que eu vi, >> 2300 vagas só passou 1300. >> Pois é, pô. A última vez que eu vi, acho que mais de 80% reprovado, >> cara. É assim, ó. Então assim, ali eles já estão filtrando assim de qualquer jeito para tirar realmente. >> Esse é um problemaço. Ô, Glauber, isso isso vai dar um bo, velho, porque nós estamos com um problema de turnover já de governo anterior, 14.000. Claro, tem cidade no interior de São Paulo que tem uma viatura. Onde eu era secretário
de Segurança, 80.000 moradores tinha uma única viatura da PM. Você tem noção do que é isso? Naquela cidade tinha 250 mulheres cadastradas no programa de proteção da Lei Maria da Penha e uma >> com companheiro, marido agressor, eh, risco, alto risco, uma viatura na cidade. >> Pois é. >> Então agora, agora você abre como >> Não, não. E outra coisa, e aí tu pega Toda uma mídia, toda uma militância dentro das da da política de proteção à mulher. Maravilhoso. Se não for só >> não, se não for só para ganhar voto ou só para ficar
cumprindo uma agenda, né? >> Agora quer proteger a mulher, porque nós queremos proteger a mulher de verdade >> e e aí fica esse tipo de agenda. Como é que tu vai fazer com uma uma viatura? >> Então >> não adianta nada cadastrar a mulher, dar um papel para ela e falar: "Ó, vai lá, Ele não pode chegar perto de você. E se chegar, quem vai impedir o papel?" >> Isso aperta o botão do alarme. Aí o botão fica berrando quem cola lá. Exato. >> E outra eh outra outra outro equívoco da de governo e de
e de sociedade é assim, ó, mano, polícia não vem de Marte, vem da sociedade. Se eu baixo minha régua pra entrada com salário, com a forma como eu vendo essa instituição, quem que vem para procurar? >> Só vem quem tá na tem quem tá na merda. A vida do cara tá uma desgraça. Ele fala: "Pô, vocêou polícia". Não é o cara que tá bem, o cara que tem boa cabeça, o cara que tá estruturado, o cara já entra na polícia todo endividado, todo cagado, com problema familiar, entra, cara, usuário, você tem que tomar um cuidado
do caramba no concurso, entendeu? Mas vamos voltar lá pra minha carreira, senão nós não vamos chegar nas ocorrências aí que eu preciso te contar. Aí, cara, eu do centro, fui pra rota, Fiquei esses 5 anos operando. Foi uma uma fase muito boa para mim que foi de 95 a 2000. Por quê? Porque era o auge dos rouba banco em São Paulo. Então tinha muito roubo, muito roubo, tinha muita ocorrência. A tropa era uma tropa muito boa. Ó, eu vou falar um negócio agora também que não sei se isso vai me gerar problema, mas na minha
época a rota tinha o dobro de policiais que tem hoje. Dobro, pelo menos assim 2/3 do que que hoje tem 2/3 >> só perto da efetivo que tinha na minha época, >> entendeu? Então eu peguei uma rota eh com mais estrutura do que do que tem hoje. Hoje eles têm melhor armamento, melhor fardamento, melhor viartura. Eu trabalhava sem colete, não tinha colete na minha época no início. Então, mas tinha mais efetivo e viatura. >> Mas sem o homem não tem ocorrência, né? E você sabe, você sabe o que é interessante? A rota, ela trabalha muito
Esquema de pelotão, não é viatura sozinha. Porque quando você troca tiro com vagabundo, isso, isso, isso é muito, eu tenho dó, cara. E eu falava essa, por isso que eu era toda hora expulso de escola de formação. Eu fui expulso duas vezes dando aula e eu fui bloqueado. Eu nunca mais pude dar aula operacional. Eu só dava aula de direito. Eu acabei indo fazer minha faculdade de direito e me Especialize me especializei na magistratura em processo penal para poder dar aula de direito, porque a gente dá aula na polícia ganhava hora aula. >> Sim. Porque
a aula operacional eu cheguei a ser retirado de dentro da sala de aula duas vezes, porque eu Qual que é o meu o a minha uma coisa que era muito ruim para mim, cara? O Glauber é assim, ó, mano, eu tenho muita dificuldade de achar que um cara deixa a esposa, dá um Beijo na esposa, deixa os filhos na casa dele, faz a barba, coloca uma farda e fala: "Hoje eu vou lá pegar 30 anos de cadeia". Cara, não é assim, velho. Não é a polícia, os caras que acabam preso por erro operacional é erro
sucessivo. É tipo queda de avião. Sabe esses programas que você assiste? Avião caiu, vem uma sequência de erros. A polícia é a mesma coisa. Eu não tô falando dos polícia bandido, >> claro. >> Tô falando do policial que dá um disparo na hora errada, que que se excede na na hora de levantar trampo e acaba espancando, torturando, fazendo alguma merda. Ou seja, esses desvios de conduta, eles vêm de sequências de erro que poderiam ser minimizadas para não chegar nesse ponto. E aí vem erro, principalmente de supervisão, de comando. E cara, eu eu sempre fui um
cara que a Hora que eu ia dar aula operacional, eu chegava no porque eu dava aula para sargento e para tenente, então eu pra cadete, né? Eu chegava pros caras e falava assim: "Ó, a nossa tropa não quer ninguém bom de tiro, corajoso para tirar. Se eu der uma arma na mão de um moleque na comunidade e falar para ele, atira", ele atira. Atirar é fácil, cara. Qualquer um atira. O problema é você entender quando e qual a consequência daquele tiro. Quando você for um chefe De sargento oficial que sabe exatamente avaliar isso daí, a
tropa começa a te admirar, porque a tropa vai falar assim: "Ó, chama o tenente Glauber lá que ele vai resolver nosso BO aqui rapidinho. Ele vai saber explicar tudo, ele vai eh saber como eu devo inclusive apresentar essa ocorrência. Se os caras falar assim, ó, chama o tenente Glauber. Não, não, não, não, não, mano. Espera, espera que ele vai vir aqui, ele vai arrumar uma [ __ ] zica. É porque você é ruim. Você não tá fazendo seu papel de comandante. O papel de comandante é aquele cara que orienta e a tropa não comete erro.
Porque o dia que o seu policial for pra cadeia ou pro caixão, você tem que se sentir culpado, velho. Você tinha obrigação de orientar ele, você tinha que obrigação de instruir, entendeu? Então, cara, eu sempre fui um cara admirado na na rota, nos lugares que eu trabalhei, porque eu eu tinha Muito mais visão do pós do que do simplesmente troca de tiro, cara. Ô meu, cadê as testemunha? Cadê câmera? Para onde ejeta um estojo? Qual a distância do tiro? Cada um abre o leque, separa os três aí, conta ocorrência. Agora você imagina aqueles dois soldados
recruta, fizeram um ano de escola. Ah, a escola é muito boa. É, cara, você pega o currículo de um curso de formação, ele é completaço. É aula de tudo. Só que a aula é uma coisa, mano. A Hora que você tá na rua e você tromba com o bicho e o negócio daquele estouro, porque a troca de tiro é rápida, né? Quando você vê, tem cara caído, tem uma gente olhando, tem cara fazendo imagem, tá tudo cagado o lugar ali. E aí tem muito cara que vai apresentar ocorrência, um colega não fala com o outro,
mano. Aí você chega, você não tem experiência, você conversa com um, conversa com outro, você fala: "Um tá mentindo". E não é isso. É porque a Visão de um não é a visão do outro. Existia um trabalho de psicologia de liderança lá na PM de um cursinho que a gente fazia. Você contava uma história pro primeiro e ia repassando até o 30º. A a esquece, >> mano. A história era to toda toda errada no triéso. >> É, >> cada um bota o seu salzinho. E a ocorrência é a mesma coisa. Eu quando eu trombo com
o bicho aqui, ó, eu vejo um Negócio. Você sai correndo para lá, você vê outra coisa. >> Concordo. >> Então, o certo é o quê? os dois conversarem e na hora de apresentar para qualquer autoridade já conversaram e tem um um padrão ali do do que aconteceu. Até porque eh isso acaba sendo extremamente necessário, porque a autoridade não entende, né? >> Ela não tava lá. Então assim, o porque parece que o polícia tem que combinar, Não é combinar, é porque se cada um mostrar a tua visão, a autoridade vai interpretar errado como se, ó, a
versão não casa, então prende os dois, >> ó. E e você quer ver, cara, a gente deve ter até hoje, cara, até hoje a gente deve ter instrutor >> que não tem experiência prática. Ele só estuda o direito ali com a visão dele ou de algum cursinho ou de qualquer outro cara que não tem experiência prática e inventa aquelas premissas do tipo assim, Ó, tiro nas costas, não dá legítima defesa, é execução. Meu, o que eu ouvi na minha vida, tiro nas costas é execução. Isso aí é mentira, cara. Eu tenho uma ocorrência no Jardim
São Luís que eu balei um moleque de 14 anos com tiro na nuca. Eu nem eu nem denunciado fui, meu amigo. Você tá correndo, o cara ele ele atira e vira. É tudo dinâmico. Nós temos a morte do tenente Fortes no quinto batalhão lá em São Paulo. O ele correndo atrás do Cara, o cara deu um disparo catou na testa do tenente, matou na hora. Então não é o local do disparo, é a dinâmica dos fatos. que eu tenho, eu tenho uma ocorrência na Vila Isabel, na, no, na, [ __ ] como é o nome
da cidade lá? É perto de pra frente de Guarulhos lá, Santa Isabel, se eu não me engano, que o oficial da corregedoria queria me dar voz de prisão porque o ladrão tava com tiro na mão. Aí sabe o que ele falava Para todo mundo? Não, tiro na mão, o cara tava se protegendo. >> É [ __ ] Ah, >> quer dizer, com a mão ele tá tirando, com a outra ele não pode tomar tiro, velho. Tem uns cara, tem uns cara, mano, que eles se acham técnico de polícia. Ó, tem gente que tem cabelo colorido
e já se acha técnico. Imagina os polícia que são policiais, mas nunca viram nada, não patrulharam, só estuda no caderninho e já se acha técnico também. Esse é pior Ainda, porque ele tem certeza que ele é técnico e não é, mano. Não é. E aí o que que aconteceu? Eu eu comecei a ter algumas ocorrências e e fui transferido pro comando de operações especiais. Fiquei um ano lá no COI. Eu eu fui pro CO. >> Isso aí nós estamos em que ano, irmão? >> Isso nós estamos de 99 para 2000. Quando eu quando eu tava
lá no COI, eu tinha acabado de chegar, tinha alguns Meses que eu tava lá e tinha acontecido aquela ocorrência que eu contei aqui no primeiro episódio do sequestro do dono da faculdade. Lembra? >> Lembra. Da Fiorino. Como é que é? >> Isso. Da Fiorino. >> Sim. Por causa dessa ocorrência da Fiorino, o comandante geral me ligou, falou assim: "Ó, quero falar com você". Aí eu fui lá, quando eu cheguei lá, ele falou o seguinte, ele falou: "Ô, Paganoto, Lembra daquela ocorrência sua lá do do dono da faculdade que sequestrar e você descobriu tudo dentro do
presídio? Você vai fazer isso agora para descobrir as quadrilhas que estão eh sequestr eh resgatando preso e matando PM?" [ __ ] eu falei para ele, comandante, o senhor me perdoa, cara, mas dentro dos presídios, ó, deixa, deixa eu fazer uma parte aqui também. Hoje eu sou amigo do Dr. Rodrigo, que é o diretor da Polícia Penal de São Paulo. A Polícia Penal de Hoje é uma polícia que tá evoluindo, uns cara bom para caramba, viatura efetivo. Os caras tão tão fazendo curso sem parar, tão assumindo um monte de coisa. A polícia penal que existe
hoje não é o mesmo funcionalismo público de 25 anos atrás que cuidava dos presídios. São pessoas eh completamente diferentes em termos de estrutura institucional. E te digo mais, eu levo umas pancadas quando eu falo isso que o pessoal fala que eu generalizo. Não tô Generalizando. O que eu tô dizendo é o seguinte: você não tinha apoio de governo, tinha uma instituição fragilizada, era jogado de qualquer jeito para cuidar do auto crime dentro das cadeias, que as cadeias eram tudo livre. Os caras tinham medo, mano. Entrava celular, entrava droga, entrava tudo. E os caras não queriam
chegar perto de polícia. Porque se alguém do crime visse um um agente penitenciário conversando com um PM ou um policial Civil, os cara matava. Então quando a gente chegava nos presídios, os agentes penitenciários não tratava a gente com, ô, vem aqui, brother, tudo bom, amigão, vamos trocar ideia. Os caras era tudo arredil, mano. Os cara os caras ficava assim, ó, nas minhas costas aqui, ó, no portãozinho, tá a liderança do crime vendo qual que é a minha ideia com os polícia. Era assim, mano. O o os presídios daquela época, por isso que eu tô falando
para você, tem um cara Falando que eu tô mentindo. Os presídios naquela época e até o primeiro portão era dominado pelos agentes. Do portão dois para dentro, a coordenação era dos presos, ficava na cela quem queria, com quem queria. Uma vez eu levei um preso, inclusive ele é parente do Fernandinho Beiramar, eu levei ele pro penitenciário do estado. Eu fui buscá-lo três dias depois que ele foi sumarear, eu fui tirar, ele falou: "Ô, alemão, [ __ ] Deixa eu ficar mais uns dias aqui". Eu falei: "Você é louco, tem que voltar, tem trampo para fazer
lá em Avaré". Ele virou para mim e falou: "Me deixa aqui na Gozolândia, tá bom demais". Eu: "Como assim Gozolândia?" Ele falou: "Irmão, a PE tá Gozolândia". Eu peguei lá, meu, tem um um barato lá pra gente escolher a comida no final de semana. E é o outro que tem as fotos das garotas de programa aqui pra gente escolher com qual que a gente quer ficar na cela. Mano, aquilo para mim, cara, eu falei assim: "Como assim?" Ele falou: "É, tá desse jeito o bagulho lá, deixa eu ficar mais uns dias". Eu falei: "Não, já
tô com a ordem do juiz aí, vamos voltar e tem trampo para fazer". Ele: "Porra, também nada para mim, só para você". Eu falei: "É desse jeito". Então, cara, era assim as cadei os caras cuidava até o portão do portão dois para lá era a liderança que tomava conta. Tanto que quando a gente começou a ficar Infiltrado, eh, tinha um problema sério, porque algumas algumas atividades dentro dos presídios, por exemplo, bola, os caras produzem bola, né? Tem tem algumas fábricas dentro dos presídios, porque eles foram trabalhar para fazer a remissão e tem alguns presos que
são o o gerente daquele processo, vamos dizer assim, o cara é o líder, o preso líder da fábrica de bola. Esse cara, ele trata desse contrato Direto com o diretor da cadeia. Então, alguns presos são presos que mesmo que eles são líder dentro da cadeia, eles têm uma relação um pouco mais próxima com o diretor e alguns deles têm uma relação de confiança ali para manter a cadeia em paz. Então tinha lugar que a gente tinha um puto, a gente ficava com o cu na mão, porque ao mesmo tempo que eu tô fazendo um trabalho
infiltrado, o diretor devia ficar sem dormir, porque vinha a ordem Do secretário para ele apoiar a gente no trabalho, mas eu acho que ele ficava assim, a hora que um cabeça desse se ligar que eu traí a facção, os caras vão me matar, >> os caras vão embora e vai sobrar para mim. Então você imagina um diretor desse ficar nesse negócio assim, ó, eu preciso me submeter ao estado e ao mesmo tempo meu dia a dia é com os líder de de facção aqui. >> Ele sabe que a realidade é ele é diretor Ali, mas
quem tá no comando são os caras. >> É tipo, os caras conhece a família dos funcionários, os cara levanta tudo. Eu trabalhei em alguns algum sequestro de filho de diretor de cadeia, entendeu? Então não é fácil também para quem tá ali dentro. Eu eu jamais trabalharia com um negócio desse. Jamais, porque eu acho eu eu acho mais arriscado você trabalhar dentro de presídio do que você ser polícia na rua, Porque vira a relação simbiótica, né? Eu polícia quando eu trombar com ladrão, não tem conversa. É, vem na boa, vai na bala. Ponto. Você dentro do
presídio é na ideia. Aí ferrou, né, mano? >> E não tem troca de tiro, né? Aí ferrou. Aí é na ideia. >> Tu não vai trocar tio com cara? >> Não vai. É na ideia. Na ideia é complicado porque os caras >> e sem contar que você tá ali todo dia e É muito mais fácil de mapear, né? É fácil levantar, mas é fácil pegar o o teu trajeto, o dia do teu plantão, tu vai chegar até o horário e tu vai sair tal horário, pô. >> E na virada da cadeia? E na virada da
cadeia, então >> se você não conseguir sair na hora certa e você ficar ali dentro a hora que virou, você já imaginou o que era isso? Cara, era >> virava toda hora, né? >> Era era direto. >> Tá em paz agora. Tá em paz, pelo menos em São Paulo tá em paz. Mas virava toda hora quando eu quando eu tava bom. Aí ele me chamou, falou o seguinte, falou: "Ó, ô Paganoto, você vai lá, vai entrar no presídio, vai ficar amigo dos presos e levantar o trampo." Eu falei: "Coronel, mas da onde o senhor tá
tirando isso? Que que ideia foi essa?" Ele falou: "Mas não deu certo lá em Franco da Rocha?" Eu Falei: "Não, lá deu. Eh, Franco da Rocha não, Mariporã. Eh, Mariporã, não é Franco da Rocha mesmo. Eu falei, eu falei lá deu, mas é o seguinte, lá eu tive o apoio de um diretor da cadeia e eu tive também uma dica de um pessoal do judiciário, por isso que deu tudo certo. Agora eu vou numa cadeia que eu não conheço ninguém, vou entrar lá falar: "Ó, sou polícia, vim aqui, quero ficar amigo de uns presos". O
cara vai rir na minha cara. Ele falou: "Não, calma que Nós vamos para outra reunião". Aí ele me levou num prédio que eu nem conhecia, que era assap, Secretaria de Assuntos Penitenciários. Quando eu entrei lá, tava o secretário, era o Dr. Nagach Furucaua e o secretário de segurança. Mano, esses caras eu não, eu via tipo assim, igual o padre fala do papa, né, mano? Ele sabe que existe, mas nem vê. Eu sabia que existia, mas eu não vi. Eu era um réis tenente de operação. Aí, cara, quando eu entrei na sala, o Secretário virou para
ele e falou pro comandante geral, falou assim: "E aí, ele vai topar?" Aí ele falou assim: "Vai, ele vai cumprir a missão". Aí o outro falou assim: "Mas eh como é que como é que faz aí no presídio?" Aí o o SAP falou assim: "Não, isso aí é comigo. Eu vou ligar lá e vou abrir as portas. Então pode pode estruturar e pode iniciar. Vamos começar lá em Avaré". E por que que começou em Avaré? Porque foi o último resgate de Preso com os policiais baleados. Era o resgate do preso. O o maior assaltante de
banco da época era o Pateta. Ele foi preso bem depois. Inclusive eu não consegui pegar esse cara. Quem pegou ele foi o pessoal do Deí lá no Ibirapuera, se eu não me engano, tô tentando lembrar, mas pegaram, acho que pegaram ele no Ibirapuera dando um rolezinho, maior ladrão de banco de São Paulo. Esse aí o que que aconteceu? Eu falei: "Tá bom". Aí eu voltei pro Quartel, cara, eu precisava escolher uns polícia para trabalhar comigo. Aí eu escolhi alguns. Peguei uma viatura descaracterizada. Mano, eu não era nem da inteligência, não tinha curso de inteligência, eu
era um comandante de tropa. Peguei, botei o paisano e fui lá. Fui lá pra Varé, cara, tipo 3 horas de São Paulo. Cheguei lá, toquei a campainha, falei: "Ó, que quero falar com o diretor da cadeia". Aí o cara desceu e é muito legal. Ele ele chama Tomazela. Esse cara nos primeiros podcast que eu fiz esse ano, eu nem sabia. Eu nunca, eu tô sem falar com esse cara há 20 anos. Ele entrou e ele agora não é mais diretor, saiu do sistema, mas ele foi interagindo com o pessoal no chat, contando: "É verdade, foi
assim mesmo, tal, tal". Olha que que maluco que foi. Esse cara desceu, ele falou: "Pois não." Eu falei assim: "Ó, o senhor é o diretor da cadeia". Ele falou: "Sou". Falei: "Então eu tô com Esse com esses quatro que estão comigo aqui. Nós vamos entrar aí dentro, vamos chamar algum preso para fazer amizade, aproximar para ele começar a trabalhar com a gente na rua aqui e colocar a gente infiltrado em quadrilha". Ele pegou e falou assim: "Mano, você você tá doido, cara? Você tá comendo bosta. Que que você tem na cabeça? Você é louco? Você
vai entrar aí em meia hora, a cadeia vai virar virar, os caras vão te matar. Aí não é que é o padrão, capitão. Vai dar merda. >> É, é. Não, mas ele tipo assim, ele me olhou falando assim: "Acho que esse cara deve deve deve ser doente, né? Deve ser, sei lá, meu problema mental". Aí eu falei: "Não, cara, essa missão tá vindo da secretaria". Ele falou: "Mas você é o quê?" Eu falei: "Não, eu trabalho na secretaria". Ele falou: "Para, vocês são polícia, eu tô vendo a cara de vocês. Vocês são polícia". Aí eu,
pô, mas tá escrachado desse jeito? Ele falou: "É, Mano, vocês são tudo polícia". Falei: "É, mas não importa o que a gente é, o que importa é a missão. A missão é essa, eu tenho que entrar e você tem que me ajudar." Ele falou: "Negativo, você não vai, não vai botar o pé na minha cadeia". Eu falei: "Não dá para você ligar pro seu secretário?" [ __ ] a hora que ele ligou pro secretário, mano, eu só ouvi ele assim: "Sim, senhor. Sim, senhor." Ele terminou, ele falou: "Porra, não sei o que que você é
não, Mano. Mas vocês estão com a costa tá quente". Eu a conversa foi mais ou menos assim: "Ou eu te ajudo ou eu me ferro". Aí eu falei: "E agora você vai me ajudar?" Ele falou assim: "Então nós vamos, eu vou te ajudar, só que você não vai entrar na minha cadeia". O presídio de Avaré é RDD, regime diferenciado disciplinar, né? É só as lideranças, só os os pic do crime. Aí ele falou assim: "E lá tem quatro casas, três para diretores, é o diretor de Disciplina, o diretor geral, diretor de não sei o quê
e uma mora o comandante da PM da cidade". Negócio louco. Era o o Morelli que hoje é vereador lá em Amaré. Aí cara eu eu ele falou assim: "Tá vendo aquela casa ali, ó? Eu moro ali com a minha família. Eu hum". Ele falou assim, ó. Vocês vão começar a vir todo dia cedo para minha casa e vocês vão fazer um curso de PCC. Como assim? Ele falou: "Eu vou dar um curso para vocês de PCC. A hora que você tiver sabendo falar, tiver Entendendo como funciona e eu achar que você vai ter a mínima
condição de trocar a ideia e se infiltrar, eu te levo para dentro." Cara, nós ficamos quase 4 meses na casa dele. Então a gente começou a ele vinha com as cachotor, cheio de pipa. A gente catava as pipas ia lendo pipa. Aí depois ele explicava pra gente o xadrez, porque lá como o RDD é fechado, os caras só trocavam ideia nas fita mais embaçada no xadrez. Jogava O gabarito de manhã, xadrez, os caras interceptavam. Aí ele falou: "Ó, é assim aqui o as principais fitas vem no xadrez". Aí ele começou explicar pra gente a relação
com os gravata, com os advogados. Aí ele começou na linguagem, aí ele falou para nós, ele falou assim, ó: "Eu vou criar sete sete personalidades da facção, porque e aí que eu falo que eu não sei se hoje é assim, mas naquela época deu certo, Tanto que tem 40 ocorrências aqui." Ele falou assim, ó: "Você nunca vai ligar, por exemplo, você é o Glauber, eu não vou ligar para pro seu telefone que eu tenho e falar: "Ô, Glauber, tudo bom, irmão? Nós vamos fazer um um uma venda de droga assim, assim, assim. Esse teu telefone
é seu telefone pessoal. >> Sim. >> O telefone do crime dos caras é bodinho, não tá no seu nome. É telefone que você não vai conseguir rastrear. É tudo tudo Bode. E lá você não é o Glauber, lá você é o irmão preto. Eu sou o irmão branco. Ele é o irmão azul, irmão barba, irmão X, irmão não sei o quê. Eles inventam o apelido de irmão, é tipo um nome de guerra para não cair no grampo. Porque se ele falar aqui é o >> o mano Walter, os cara mano Walter, eu conheço algum mano
Walter, mano. Então o Mano Walter o tal do Glauber, pronto. Então ele falou assim, ó, nós vamos Botar sete codinome aí e eu vou colocar padrinho de vocês que é tudo finado. Vou explicar como é o o ritual do batismo e vocês vão decorar o estatuto do PCC, do CRBC e do CDL, que naquela época eram os dois principais rivais. Ele falou: "Ó, então vocês decoram os do rival e decoro o da do PCC e aí vocês vão aprender a trocar ideia". Então, por exemplo, quando eu ligava pros cara, eu não falava: "Ô, bom dia,
tudo bom, ô amig? Ô, sei lá, tudo bom, Rodrigo?" O cara ia Falar: "Ô vacilão, vai roubado, vai se na minha cara". >> Não podia falar mongoloide igual mongoloide. É, se ele fosse carioca, [risadas] ele ia falar o mongoloide paulista. Só no sutar que eu já percebi. Então a gente ligava e falava: "Salve o outro lá, salve. Ô irmão, pai, justiça e liberdade." É isso mesmo. Aqui é irmão branco. Quem fala aí? Ah, o irmão preto. É isso mesmo, irmão. Vamos falar trocar a ideia agora. Eh, tô precisando falar Contigo. Quem passou foi o irmão
tal. Aí o cara, então, rapaz, e o sexto lá? O sexto como é que tá? O sexto era o do o do estatuto. É defender a a como é que é? Os direitos dos irmãos encarcerado. Tamo junto, irmão. Pai, justiça e liberdade pra nação todo, cara. É isso mesmo. Faço das suas palavras minhas. Eu daqui é a mesma forma, rapaz. Estamos junto. Ia, entendeu? Então, a hora que a gente foi pegando as ideias do estatuto, a forma De trocar a ideia que o o diretor falou: "Mano, agora vocês" e o S ficava conversando até brincadeirinha,
coisa, ensaiando. Aí um dia ele falou assim: "Meu, agora acho que dá, vamos entrar >> simulando." >> Aí eu falei: "Então, mas que que como você acha?" Eu não sabia nada, velho. Eu era um moleque. Eu falei assim: "Como é que você acha que eu consigo me infiltrar mesmo em quadrilha?" Ele Falou: "É o seguinte, ó. Eu vou apresentar para você um cara da facção que tem 10 anos de facção. O cara era atuante, só que ele matou um cara lá no presídio de Araraquara ou Araras sem ordem dos do dos torre, os palavra lá.
E aí ele foi decretado. Então os caras foram, entraram para matar ele, deram um pau. Ele tá com fratura de fêmor, fratura no braço e traumatismo craniano. Só que quando ele tava sendo morto na pancada, os agentes resgataram ele e Mandaram ele para cá, porque ele tá envolvido num outro homicídio. Eu eu tô segurando ele no seguro. Se ele cair no convívio, qualquer banho de sol aqui, mesmo no RDD, que é pouquinho no banho de sol, os caras vão matar ele. Esse cara vai contribuir com você. Eu falei: "Mas o que que eu Como assim?"
Ele falou assim: "Olha, eu vou chamar, você fala para ele que você tem alguma coisa para trocar. Que que você tem para trocar?" Eu falei: "Puta, não sei, né, Irmão? Vou perguntar o que ele quer. Que que eu tinha para trocar?" Que aí eu fiz contato na secretaria, fiz contato com o juiz da execução penal, fiz contato com o juiz do Dipo. Os caras falaram assim, ó: "Troca com ele transferência de presídio." É, essa esse é o a moeda de troca, cara. dentro do sistema, transferência de presídio vale ouro, mano. Tem um custo altíssimo financeiro,
inclusive. Aí Eu chamei esse cara, esse cara chamava Fernando Henrique Batista, o Chacal, ele era lá trouido. Aí eu chamei o o Chacau, ele sentou todo quebrado, todo quebrado. Aí eu falei: "Ó, mano, é o seguinte, eu trabalho na Secretaria de Assuntos Penitenciário, era o parlatório, na verdade ali não era nem o parlatório, era uma salinha anexa ao parlatório. Então ficava o diretor da cadeia, eu, mais três agentes. A gente pegava um papel, uma caneta no início. A Inteligência, os inteligentes, muito inteligente da Polícia Militar, me deram um BCP pré-pago. Minha primeira conversa com o
ladrão, o crédito acabou em 1 hora e meia. Aí eu tive que voltar a arrumar uma guerra na inteligência da PM e o comando geral teve que interferir pr os caras me dar um telefone pós-pago com crédito. Mas o que que eu fazia? Chegava pro cara e falava assim: "Ô, Chacal, é o seguinte, vou falar real para você. Nós estamos trabalhando na secretaria, não Importa o que a gente é, não importa. A gente precisa catar os caras que estão resgatando preso e matando polícia de fuzil. Você consegue me fazer chegar numa quadrilha dessa? Ele que
que eu ganho? Eu falei: "Você você quer ir para onde?" Ele falou: "Quero ir para Birigui." Falei: "Mas que você quer fazer em Birigui?" Ele falou: "Minha família é de lá. Eu quero ir para Birigui." Eu falei: "Tá bom, você vai para Birigui. Mas eu Preciso pegar a quadrilha que tá resgatando e matando os caras de fuzil. Naquela época quase não tinha fuzil na praça. Aí ele falou assim: "Mas eu não vou conseguir colocar vocês numa quadrilha dessa assim. Nós vamos caminhar no crime, vou começar a dar umas fitas para vocês sentir firmeza". "Firmou?" Falei:
"Firmou". Ele falou: "Então quer pegar um o contador da facção em Guarulhos?" Eu: "Como assim?" Ele falou: "É o cara que lava dinheiro Da facção, faz contabilidade, ele tem uma rede de lava rápido lá em Guarulhos". Eu falei: "Tá bom, já é um cara bom para nós pegar". Ele falou: "Então é o seguinte, esse cara mexe com, na época era o 12, né, que hoje é o 33. Ele falou assim: "Esse cara mexe com tráfego. Vamos jogar que vocês são minha quadrilha. Eu vou apresentar vocês para ele, como vocês tudo meu parceiro na rua e
que vocês tm uma festa para ir que Vocês vocês estão precisando de pó. Vamos ver se ele traz. Se trouxer vocês grampo nele." Falei: "Por pode marcar?" Foi a primeira cana que nós demos assim, nós marcamos, o cara veio, só que ele veio, cara, ó. Ele veio e a gente tinha um bolo de dólar que o juiz corregedor deixou com a gente. Só que esses dólar, cara, é eh era um bolo enorme assim, ó. E era bom. Mas eu não eu não tinha muito contato com dólar. Eu não sabia que tinha uma Maquininha que conseguia
ver se era falsa ou não. Eu peguei aqueles dólares de uma apreensão e fomos trabalhar com eles. Aí nós fomos numa lanchonete, eu fiquei num posto de gasolina com a metralhadora enrolado no moletom. O policial antigão nosso foi lá, sentou com o cara, o cara veio e falou: "Meu, e aí?" Trouxe os o os tijolos aí de cocaína, tal, pá. O cara falou assim: "Mano, eu nunca fiz negócio com vocês, não conheço vocês, não é desse jeito que Funciona, vou embora". Só que o polícia que tava infiltrado mostrou para ele os dólar e, cara, o
ladrão é ganancioso ao extremo, né? Ele viu aqueles dólar, acho que mexeu com ele, ele foi embora. Aí ainda o esse esse polícia que tava comigo falou: "Chefe, tá vendo?" Eu falei pro senhor, nós não somos para isso, mano. A gente é polícia de viatura. Vamos voltar pra Rotônia e pegar os cara fardado. A gente esses caras olha pra nossa cara, eles eles Descobrem. Falei: "Calma, mano, é a primeira ocorrência nossa, vamos tentar". E tinha um outro que é psicótico de tudo, trabalhava comigo, o sargento Bofo, ele chefe. Não, não vamos desistir não, mano. Vamos
para cima, vamos para cima. Aí eu liguei pro ladrão, falei: "Ô, mano, os cara ratearam aqui, liga pro pro teu contato e fala para ele que conversa de ladrão não dá para ter isso não, mano. Pô, enquanto aendor veio, tá com Dinheiro, tem que fazer um negócio." Ele falou: "Não, deixa comigo aqui." O cara da cadeia ligou, deu a dura. No que ele deu a dura, o cara ligou de volta para nós, falou assim: "Ó, rapaziada, vocês foi mal, tal, eu não conheço vocês num crime, vocês tá ligado qual é que é." É o seguinte,
se vocês vier na minha quebrada, eu faço a fita. Aí a gente, onde é, né? Guarulhos. Ele falou: "Então tá bom". >> Essa essa é uma dúvida da primeira Participação que tu teve com a gente que fica assim, pô, mas como é que o cara infiltra, né? >> Como é que o cara consegue, irmão, se porque tem todos os padrinhos, né? >> É. Então, >> eh, e aí você com com essa linguagem que você vai falando, né? que você foi, foram treinando e foram fazendo meio que um curso ali de PCC. >> Isso, >> mas
fundamental ter alguém que sabe o Que sabe >> que viabilize, né? Alguém que o padrinho que vai falar: "Ó, meu irmão, sabe quem chancelava a gente?" >> Chancelava. Isso que eu queria dizer. >> Sabe quem chancelava a gente? >> Hã? >> O interior da cadeia. Porque é assim, ó. Esse cara que tava colaborando comigo ligava de dentro da cadeia e esse cara de fora tinha contato dentro da cadeia. Então ele ligava dentro da Cadeia para falar com ele, porque naquela época tinha muita eh central telefônica. Você pegou época de central? >> [ __ ] tu
tá me lembrando. Verdade, cara. Tu tu ligava e a pessoa passava. >> Central. Sabe onde tinha tinha naquela época tinha uma central na Câmara na Câmara dos Vereadores. >> Central do PCC. >> Tinha a central, >> tinha, entendeu? Você não ligava direto Também. Você ligava na central, a central passava, chegava num, chegava lá no X, o cara ia levar o telefone. >> Então, essas primeiras canas que a gente deu não foi muito boa, foi umas canas com pouca infiltração. Por quê? Porque esse preso tava no seguro. A hora que nós tiramos, pegamos o preso que
tava no convívio, eu trabalhei com uma meia dúia de preso. [ __ ] preso que tava no convívio aí era top, porque os caras ligava na central, ia lá, ô, tem o Zé Pequeno aí no X, tal, cara, tá aqui. O cara ia lá, ô mano, tem um irmão, irmão da quebrada tal, quer falar com você, ele é isso mesmo, tô aqui. O cara tava dentro da cadeia, mano. >> Não tem mais. Os os caras falavam assim, ó: "Se der se der curva nessa nessa conversa aí, nós mata ele aí dentro". Tanto que a negociação
que eu fiz dos fuzis em Piracicaba, nós tivemos que correr e tirar o preso lá de dentro, porque os outros dois que foram os Chanceladores, os caras decaptaram no dia seguinte. >> Não, não podia dar vacilo. Esse era o grande problema da nossa infiltração. A gente não podia ser preso. E como que eu, eu e você, ó, eu e você estamos carregando 50 kg de cocaína. Estamos junto. A rota vem e aborda. Nós dois vamos pro DP. Eu não vou pra cadeia, só você. O advogado na hora vê, fala: "Cadê o outro ladrão?" >> Tá
errado. >> Os caras avisa mano, o outro era polícia, os caras matam o ladrão dentro da cadeia, entendeu? Dava ruim. Então, como que era combinada toda operação? Reunia com a tropa da rota, falava assim, ó: "Eu e esse aqui estamos na negociação, estamos lá com os ladrão: "Quando vocês chegarem, nós dois vamos sair correndo. Não dá tiro na gente e não corre atrás da gente, corre atrás dos dois". Ah, mas e se um ladrão correr com vocês? Deixa fugir. Nós não podemos ser presos de jeito nenhum. Se eu se eu tiver que ser preso na
operação, não levar pro DP, não era isso. Na operação, eu tenho que na hora ligar pro secretário, ligar pro diretor e falar: "Tira o preço dessa cadeia agora. Nós estamos indo buscar e vamos levar para outro presídio". Porque na hora o advogado ia bater, ia falar: "Ô, isso aqui foi pegadinha, tinha polícia, mata o cara". Agora quando quando dá um um um um um Situação dessa, por mais que tira o cara para outra unidade, os caras com telefone com acesso, vai bater no no grampo lá no no outro cara. Eles eles eram esse controle, cara.
Nós ficamos dois anos com isso, velho. Por isso que eu falo que o negócio, >> eu sou a prova de que o negócio durou 2 anos, mano. Dois anos nós ficamos com isso. Eles não têm essa inteligência de ficar confirmando tudo. >> O o a é, então pode ser que agora tenha E aí os caras fica falando: "Ele tá mentindo." Na época nós duramos do anos para não falar que não teve desacerto, teve dois. Esse que decaptaram os dois que que intermediaram, que foi na no presídio de eh Iaras, teve esse e teve uma que
deu que deu um desacerto, que foi um negócio deuns fuzis que a gente que a gente pegou, que o policial meu vacilou e ao invés dele sentar na frente do carro, ele sentou atrás. Quando o comando de operações Abordou, ele não conseguiu sair do carro. Aí deu ruim, entendeu? Mas essa essa primeira ocorrência, para você ter uma ideia, que foi a do português, que era o lavador de dinheiro do PCC em Guarulhos, aí ele falou: "Se vocês vir para minha quebrada, eu vou". Aí uma parte dos agentav comigo falou, falou assim: "Não, chefe, nós não
vamos para lugar que nós não conhece". E os outros assim, vamos chefe, vamos, fod, vamos, vamos, vamos, vamos. Aí eu ficava, eu Maior moleque, os cara tudo antigão, eu [ __ ] merda, que que eu faço, cara? Aí eu virei pro cara e falei assim: "Eu era irmão alemão na facção." Falei assim: "Ó, ô, ô, rapaz, é o seguinte, eu vou para onde você quiser, mas eu não conheço aí a quebrada, não conheço Guarulhos". Aí o cara, que que você conhece daqui? Eu falei assim, ó: "Meu, conheço a Dutra, tem um posto aí que eu
abasteço às vezes tal de roda viva, por a rota parava lá para comer marmita de Graça." >> Sim, >> eu conhecia. >> Tô lembrando essa parte. >> É. Aí, mano, nós marcamos no Roda Viva, ele ele morava perto, ele sentiu firmeza. Aí eu enfiei o coi tudo na mata e nós somos. Deu tão bom que se a gente tivesse prendido ele naquela hora primeira, ele tava sozinho. Nessa ele foi com um japonês, cara. Um japonês. Se olhava ele parecia um tiozinho mazruela, Velho. [ __ ] de um diabo, ladrão, foragido. E eles ainda trouxeram uma
pistola. Então nós pegamos os tijolos de cocaína, uma pistola, ele que era o contador da facção e um japonês foragido que nós nem tinha conversado, nem sabia. Essa foi a primeira ocorrência do nosso grupo. Nosso, caramba, voltei no outro dia para varé, falei: "Porra, Chacau, você é firme mesmo, mano. Derrubamos os cara". O que ele falava para nós, o Chau até o dia que ele morreu com a gente, Ele falava assim: "Meu, o pau que esses caras me deram, os caras quase me mataram, eu vou, desculpa a palavra". Ele falava assim: "Eu vou [ __
] esses caras até o limite, depois vocês me mandem para para Birigui". Eu falei: "Não, mas eu combinei com você que se você me desse uma cana boa te levava. Quer ir para Birigui? Já tá via. >> Eu tô [ __ ] Eu vou ter que ficar viajando até lá. Ou talvez eu pegue outro preso para contribuir aqui. Mas Você foi homem, foi sujeito homem, deu, contribuiu. Nós já aprendemos um cara bom na facção, agora vai começar a investigação. Eu sou de palavra. Você quer ir para Biriguira? Não, meu, vou ficar aqui mais um pouco
[ __ ] esses cara. Olha que cara louco, mano. Nós ficamos trabalhando com ele lá em Avaré uns se meses até o dia que ele morreu. Porque o que aconteceu com a morte dele que foi uma operação nossa no Jardim Elisa Maria, Tinha uma filha de um de um diretor da cadeia que era acho que Araras ou Araraquara que tava sequestrada. Os caras tinham levado ela pra Baixada. E aí, meu? Veio o secretário me ligou e falou assim: "Ó, dá um tempo na no foco quadrilha que resgata a presa e mata PM. Eu preciso tirar
essa menina do cativeiro. É filha de um diretor. Isso tá abalando o sistema. Trabalha nisso." Eu: "Tá bom". Fui lá conversar. Ah, e tem outra coisa também, você vê as Cagadas, né? Eh, assim, eu ia conversando, eu ia conversando e eu ia anotando num papel. Eu tenho esses papéis. Um dia eu trago pr você ver. Tá no meu escritório. Eu tenho uma mochila lotada de papel lá. Eu ia escrevendo palavras chaves e coisas para eu manter um raciocínio dia a dia, porque a minha tropa, os sete, quatro, trabalhava num dia, no outro dia eram três.
Porque os caras tinha que trabalhar no dia de folga para Ganhar dinheiro. Os caras não trabalhava todo dia. Eu fazia de segunda a sexta. Os caras era de sim, dia já não. Então eu tinha que ir montando um roteirinho do que eu conversei por dois motivos, para passar paraa outra equipe o que foi falado no dia anterior e também para eu não ratear nas ideias, porque você começa uma negociação dessa, não é no dia, às vezes dura um mês e você tem que ir anotando algumas coisas para você não errar, entendeu? E aí eu ia
anotando Aquilo, eu não tinha cautela com a cadeia de produção de prova. E outra, eu ia conversando aquelas coisas toda, eu não gravava. Um dia eu fui conversar com o juiz corregedor, ele falou assim: "Pô, você tá eh fazendo gravação de todas essas conversas, seu não, excelência, ele, viu amigo, >> ó, tá aqui a ordem para para degravação. Isso aí é uma interceptação telefônica. Você precisa depois me fazer degravação e relatório. Eu, meu Deus do céu." Aí o Que que eu fazia? Eu eu colocava um um microfone preso com durex e um gravadorzinho que a
gente pegou na corregedoria. Então eu ia falando e o que o cara respondia, o gravadorzinho ia captando para depois eu essas fitinhas, eu mandava tudo, >> cara. Era desse jeito o negócio, mas bem bem primário mesmo. Eu não tinha quase noção de [ __ ] nenhuma. >> Não tinha isso, né? Só lembrando, não tinha isso aqui, ó. Era aquele BCP, era Aquele BCP que você só via no visor número, >> entendeu? Aí, cara, >> não, cara. E assim, interessante que tudo autorizado, né, cara? É os dois juízes, o da execução, que era um doutor chamado
Otávio, o do Dipo, que era o Dr. Maurício, >> o secretário, Dr. Nagachi, e o de segurança, o procurador, o Petreluzi, que depois eu vou contar o que esse menino fez, mas se bem que acho que ele Deve est até ativo ainda. >> Bom, aí o que que aconteceu? >> Veio essa missão para que a gente eh focasse na menina que tava sequestrada. Aí eu chamei o Chacal e falei para ele assim: "Mano, é o seguinte, começa a jogar no sistema aí, começa a jogar no sistema, eh, que a gente precisa, eh, chegar em quadrilha
que que tá forte, com fuzil estruturada e de preferência para tentar saber alguma coisa da menina que tá sequestrada". E ele começou a aumentar o tom da conversa dele jogando nas ideias, porque como foi liberado para ele um telefone e ele tava no RDD, mano. Cara, ele ele veio o primeiro dia, eu tenho isso também, eu vou trazer para você ver. Ele tirou, cara, ele começava a tirar da cueca uns pedaços de papel que ele ia desenrolando assim, ó. Tinha um monte de número e o e o o e o nome na facção, irmão tal,
irmão tal, irmão tal. Era uma rede de contato que ele tinha ali. Ele Começou pa pa pá. Bom, nós chegamos numa numa história nessa que ele tava tentando descobrir do resgate da menina lá. Ele descobriu que os caras queriam fazer um resgate de um cara. Aí ele jogou, ele falou assim, ó: "Porra, eh, eu tenho a quadrilha aqui fora estruturada para tirar um irmão lá também". Bom, quando a gente pegou toda essa conversa tudo gravadinha, a gente foi levar pro secretário de assuntos Penitenciários. Quando ele ouviu tudo aquilo lá, ele entrou em choque. Ele falou:
"Mano, os caras estão com plano de resgate de preso, tão com plano de mais sequestro de família. Cara, o negócio tá fervilhando embaixo, fervilhando. Que que vocês querem fazer?" Aí eu virei para ele e falei assim: "Ô, excelência, a gente tem um preso que falou que tá na rua e que a gente gostaria de participar dessa fita, desse Desse resgate e os caras abraçaram, os caras querem reunir. O problema é que são três quadrilhas grande e nesse caso vai ter que fazer um negócio que eu não concordo. Eu tenho feito algumas operações onde eu vou
me apresento como ladrão e tô prendendo o cara. Nessa ele teria que ir junto porque ele conhece uns caras e ele falou que ele tá na rua. Agora com eu eu não sei se esse cara a hora que eu tirar ele da cadeia se ele vai fugir. Eu não tenho Como controlar num campo dentro da cadeia. É uma coisa, ele trabalhando comigo no telefone ali, eu vou dar uma transferência, ele solto comigo na rua e se esse cara virar, ó rapaziada, aqui é tudo polícia, nós estamos morto. É. >> Ou se ele falar assim, ó,
começa um tiroteiro e sai correndo, some, como é que eu fico? >> Sim. Aí o secretário de de segurança tava tava eu e um e um sargento que hoje é tenente aposentado, o Eduardo virou e Falou assim: "Ô tenente, você não tem ideologia não?" Eu como falei: "Você não tem ideologia?" Eu falei: "Eu tenho". Aí ele falou assim: "Porque se você tem ideologia, você sabe que só tem êxito quem arrisca". Eu falei, excelência, eu não tô preocupado em arriscar. Eu tô dizendo que pode acontecer. >> A merda que >> se o senhor se o senhor
falar que tá tudo bem e quer correr esse risco, eu topo. >> Aí ele, então é isso que nós vamos fazer. Nós vamos arriscar para um para um resultado melhor. Falei: "Tá bom, saímos de lá. Que que nós volamos?" Cara, é muito engraçado quando eu conto isso. Tem um tem um policial da rota, cara, que é meu brother, já tá aposentado e ele tinha uma chácara numa cidadezinha perto de São Paulo, que a gente normalmente fazia confraternização da rota. Só que eu não tenho chácara, Não tinha nada, cara. Só tinha onde eu moro e eu
precisava de uma chácara. Eu liguei para ele na rota e falei assim: "Ô, brother, tudo bem? Posso fazer uma confraternização lá na sua chácara?" Eu só não falei que eu ia levar lá 20 ladrão armado, né? Eu falei assim: "Posso fazer ele? Ô chefe, o bagulho tá à disposição do senhor da família, meu. Tá lá, pode usar. Eu falei: "Tá bom". Fui no comandante do choque, falei: "E também não perguntou, velho. Não Perguntou. [risadas] >> Fui no comandante do choque, falei: "Ô, chefe, já arrumei a chácara. É o seguinte, nós vamos colocar o comando de
operações tudo na mata em volta da chácara. Nós vamos lá na numa tem uma comunidade bem violenta, estilo sas do Rio, assim, morrão gigante lá em São Paulo, eh, na área do do divisa do com 18º batalhão. Falei assim, ó, nós vamos encontrar esses caras lá na Clara Nunes, Na comunidade. Esses caras vão em comboio, vai ser 15 ladrão armado para chácara num churrasco que nós bandidos estamos oferecendo. Se esses caras chegar lá tudo armado, eu dou um toque no co invade e é daquele jeito. Pega quem tiver que pegar tira em quem ciscar. Beleza?
Ele: "Caramba, Paganoto, vai ser desse número de cara armado." Eu falei: "É, as confirmação dos ladrão é isso. Já tem 15 cara e os caras vão levar fuzil, metralhadora, tudo." Aí os Cara, mano, que louco. O que que nós fizemos? Nós pegamos todo o efetivo do serviço reservado do choque e fomos espalhando viatura descaracterizada lá da da Avenida Inajar de Souza até Mairiporã era chácara, que é tipo daqui uma hora de viagem. E foi a cada tantos quilômetros ficava uma viatura. Quatro dos meus foram em dois carros. E olha e olha que dó, cara. Apoio
zero, né? Os caras foram com o carro particular, só trocaram a placa de Medo, >> particular >> porque a gente não tinha viatura. Pegaram os carros particular, dois foram em um, dois foram no outro. Eu não tinha carro para ir. O comandando Choque, ele tinha uma Blazer zero descaracterizada que ele usava para não sei o que, vamos dizer assim, eu não sei o quê, mas era o chodóquele homem. Esse coronel era muito decente, então não vou nem queimar ele. É um [ __ ] cara, Bom comando, bom polícia. Mas eu não sei o que ele
fazia com aquele carro. E eu fui chegar nele e falei assim: "Ô, comando, eu tenho uma operação lá na quebrada e eu tô sem carro, só que eu vou ficar só de monitoramento à distância. Posso ficar blazer do senhor?" Ele falou: "A blazer, cara, se você usar, você vai me entregar ela lavada, bonitinha, sem um arranhão." Eu falei: "Não, eu prometo, o senhor vai ver do jeito que vai sair, vai voltar Ele." Então, tá bom, pega lá. Mas, ó, você sabe quanto eu gosto desse carro? Eu falei, eu sei, coronel, fica em paz. E fui
eu e esse antigão vermelho, [risadas] >> uma merdeira aí. >> Eu e esse antigão vermelho ficamos de um lado da avenida em Najar de Souza e a gente olha a paredão o morro assim, ó. E o que era combinado que esses cinco carros lotado de ladrão ia descer, ia encontrar os nossos dois carros com Quatro agentes e iam em comboio até Mairipã, certo? Aí nós estamos olhando assim, ó, cara. Desce um carro, desce do carro dois insetos, manja aqueles insetos que você olha de longe, você fala assim: "Que diabo, que ladrão, mano". Aquele cabelinho amarelo
característico, aquela, aquele jeito de andar daquele cara que fica andando num banho de sol, aquela tatuja caracter olhava do outro lado, eu falava pro antigo lá, falava: "Olha vermelho, que duas picanha, mano". Olha que diabo, mano. Que diabo? que a gente só conhecia por telefone, a gente não sabia o físico. A hora que eu olhei da do outro lado da vida, eu já falei: "Puta, que dois ladrão, mano". Aí eu vi os quatro meu conversando, só que eu não entendi nada. Cadê os outros 13 ladrão com mais quatro carro? Aí o sargento me ligou, falou:
"Irmão, salve, salve. É o seguinte, os irmãos aqui estão a pé, não tem carro". Aí eu, mas quantos caras tá Aí? Ele falou: "Não, tá todo mundo, todo mundo que confirmou tá aí, só que não tem carro para todo mundo." >> Aí eu tava no telefone e falei para eles: "Marca outro churrasco". Aí os caras: "Não, irmão, tá de boa, nós vamos subir e conhecer a quebrada". Eu: "Não, não, não. Marca o churrasco outro dia". Aí os cara tá suave, irmão. Nós vamos subir depois nós liga. Desligaram na minha cara. Eu eu só trabalhava com
louco, velho. Aí [risadas] eu fico Olhando da avenida assim, eu eu de dentro do carro, cara, eles nem viam a gente porque a avenida é larga lá, eu ficava assim, não, mano, não, não. E os cara entraram nos carros e subiu o comboio. Os dois carros com dois com os quatro agente e os dois diabinho no no tempra na frente e foram pra comunidade. Falei: "Meu Deus do céu, cara, o que eu faço com esses polícias, velho? Eu tenho que bater neles, mano. Os caras não Obedecem, os caras são maluco, mano. Só que aí começou
a me dar atenção, né? você ficar preocupado. Quando deu uns 40 minutos, o sargento e me liga e fala assim: "Chefe, invade rua tal, número tal, os caras vão matar nós". Desligou. [risadas] >> Tá bom para você? [risadas] >> Que é a segunda vez, né? Desligou. Eu te juro, mano, eu só não me caguei porque eu não tinha comido. >> É, >> entrei em pânico, mano. Pânico. Você imagina, eu conheço a família, os filhos, esposa, que >> e eu sou o chefe. Cara, eu já comecei a entrar em choque. Naquela época não tinha Waze, era
guia. O vermelho que tava do meu lado já começou: "Chefe, eles vão matar os irmãos, chefe, pelo amor de Deus, vamos invadir o bagulho." Eu invadi aonde, [ __ ] Olha essa [ __ ] desse morro. Invadi aonde? Cadê o guia? Comecei a procurar, vi ela que ele Falou, a rua aí. E aí ele chefe chama apoio, chefe. Eu falei: "Apoio de quem, mano?" A o COI tá lá no em Mariporã. Não tem apoio aqui não, mano. Aqui é o batalhão. Só que qual que era o meu medo? Se eu chamo o batalhão, os quatro
agentes, eles não sabiam que era a polícia. Se a viatura invade, eles iam acabar matando polícia. >> É. >> Então, o que que eu fiz? Isso ficou ficou marcado lá em São Paulo. Eu eu eu Não tô conseguindo achar, mas eu tenho certeza que o COPOM deve ter se guardado o serviço de inteligência. Mas eu entro no rádio do nono batalhão e peço, eu falo o seguinte, aqui é o tenente tal, serviço reservado da rota na área do do nono batalhão. Peço o apoio de as viaturas que tiver disponível para invadir um local onde quatro
agentes estão cercados por 15 marginais armados. O local de KSO de contato é o posto no final da Inajar. Fiquei parado no posto, Cara. Começou a chegar a viatura, veio até combi. Veio viatura, cara. Parecia um mar de viatura assim. Devia ter umas 10, 15 viatura. Eu olhava os prefixos, veio do nono, veio do 18. Aí eu olhei tudo aquilo, mano. Os cara chegava, mano, chegava babando, né? Eu subi no capô da viatura e falei assim: "Eu tava paisando." Falei: "Rapaziada, é o seguinte, eu tô com quatro polícia do choque infiltrado dentro da casa. Os
caras tão armad, tem tatuagem, Não dá para vocês invadir. Eu entro, tiro os agentes, vocês entram na sequência e fogo à vontade, porque tem 15 ladrão armado lá. Quem se entregar, se entregou, quem trocar trocou. E os cara, mano, eu acho que tudo que eu falava ninguém ouvia nada. Os caras assim, ó, esperando para dizer onde é. Mas eu nem joguei porque se eu falo onde é, tava tudo morto. Os quatro a gente tinha morrido. Eu subi no comboio. Então foi essa Blazer do coronel que eu tava com um monte de viatura atrás, a cobrinha.
Ah, subindo no morro. Começou os fogueteiros, pá pá pá. Quando eu cheguei no local que eu tava já no guia, quando eu bati o olho, era uma igreja, cara. A igreja fechadinha com uma porta de ferro dessa grossura assim, ó. E foi parando as viaturas, todo mundo desembarcando. Eu comecei a chutar a porta, mano. Chutava a porta e a porta, mano, nem Fazia. Acho que eu eu dava chute, a porta ria para mim. Eu tava tão nervoso que eu tava com uma HK MP5, eu fui botar HK assim, ó, para dar tiro na fechadura. Isso
é coisa que você vê em filme, porque isso não funciona, mano. Não dá certo. Eu dei o tiro assim com HK. Por que que eu também dei o tiro? Porque um pouquinho antes de eu de eu pensar em dar o tiro na fechadura, eu comecei a escutar os disparos lá dentro. Falei: "Puta, tão matando os agent". Aí eu dei o disparo assim, ó. Quando eu dei o disparo que eu não sei para onde essa munição foi, eu escutei o tec do o cara puxou lá o o a lingueta, né? e abriu. Era um tiozão meu
deuns 80 anos, grandão, meio gordo, falou assim: "Aqui é uma igreja, você não vai entrar, você tem mandado." Mano, eu dei um chute nele, ele já rolou, caiu no chão. E eu fui em conduta de patrulha, fui entrando assim, a hora que eu entrei na sala da casa e eu atrás de mim, tipo assim, um Exército de olho vermelho atrás de mim. Vai chefe, vai chefe, vai chefe. Quando eu entrei na sala assim, ó, tinha uma mulher bem bem obesa e um um cara meio novo. Sabe quando você tem aquela, você olha, você fala: "Mano,
é bicho". Mas ela abraçou ele e falou: "É meu filho, é meu filho". E eu eu tive a sensação, cara. Eu falei assim: "Puta, mano, tem alguma coisa errada". Aí eu falei para ela assim: "Se é seu filho, você vai pro Canto da sala ali. Se se ele sair de perto de você, ele vai tomar". Aí ela foi, ficou num sofá assim abraçada com ele e nós fomos progredindo, só que o tiro tava comendo no andar de cima da igreja. Ah, mano, a hora que nós chegamos lá, vixe Maria, aí era tiroteio da [ __
] velho. Da [ __ ] Nesse tiroteio, o que que aconteceu ali? morreram três na troca de tiro com os agentes. Só que eles ficaram Sustentando fogo nos cômodos, só que eles foram subindo pra laje. Quando chegou na laje, eles começaram a pular nos barracos. E o porcaria do do chau, o preso que tava na minha custódia, autorizado pelo juiz, ele foi pra beira da laje com uma arma na mão e um sargento do 18º batalhão com um cabo chamado Sales, que é um [ __ ] cara decente, morreu vítima de latrocínio. Era um [
__ ] polícia. Ao invés deles seguirem com o comboio junto Comigo, eles deram a volta por trás e eles resolveram entrar por trás. Quando eles ficaram embaixo da laje para tentar subir, o chau veio com a pistola na mão, eles deram pau, pegou nele. Eles mataram o o policial, o bandido que tava o colaborador >> colaborador. >> Tanto que ele Ah, não tô. Eu eu tenho, se um dia você reparar, se eu voltar aqui e tiver com um relógio meu azul, porque eu tenho esse e um azul. O meu Azul tava no braço dele, man.
Ele tava com esse relógio, com uma calça jeans minha, uma camiseta branca e um tênis meu. Porque quando eu tirei ele da cadeira, ele tava amarelão, mano, de calça marrom e camiseta branca. Esse filha da [ __ ] ele chegou no quartel, falou assim: "Ô, alemão, eu não vou me trombar os ladrão e vou com essa cara amarelo de cadeia e com essa roupa. Eu tenho que tá na na estica, estruturado, empresta uns bagulhos teu aí". e ainda Fez a gente passar oxigenado. Ele chegou com os cabelo tudo eh esbranquiçado lá, descolorido. >> Que isso?
Nerv nervou. >> Uma policial do serviço de inteligência, cara. A gente tava na sala da da inteligência, eles sentadão lá passando água oxigenada, entrou um coronel, o Guimarães. Ele entrou, que tá acontecendo aqui? Eu falei: "Não, comando, nós tá descolonindo o cabelo dele que nós vamos uma reunião cheia de Ladrão". Quê? Falei: "É negócio da infiltração nossa, ele não quero nem ouvir, não vou me envolver com isso, não quero saber desse assunto aí, não." Saiu, foi embora. E aí ele ele caiu morto ali. Então quando acabou o tiroteio ali, que que a que que restou
pra gente? Três cara caído, baleado, morto. Um numa escada, um num lugar, outro num lugar e esse o o o preso infiltrado. [ __ ] hora que eu catei o telefone assim, mano. Eu falei, Liguei pro meu chefe e falei: "Capitão, fodeu, deu um desacerto aqui. Eu tô com três cara morto baleado e o preso na minha na minha custódia morreu também ele. Nossa senhora, não sei nem que eu vou passar isso pra frente. Meu Deus! Paganoto do céu, daqui a pouco eu te ligo. Desligou na minha cara e eu já tenso, né, meu? Aí,
cara, aí tava faltando dois agente, meu, do dos quatro. Eu falei: "Meu, caramba, cadê os cara?" Aí lá embaixo tinha uns buracos, Né? E a gente começou a essa tropa foi espalhando e eu tava preocupado, cara. E eu resolvi dar uma volta para ver aqueles buracos que eu não tava achando os agentes. Um um daqueles daqueles que tava no tempra lá de cabelinho descolorido lá amarelo, mano, ele tava embaixo no barraco lá e a e um dos meus agentes tinha dado a volta porque viu ele pulando. E quando nós chegamos lá embaixo, teve outra troca
de tiro com esse moleque lá embaixo, porque Ele tinha se homiziado num dos barracos ali. Então, morreram quatro bandidos, três na casa, um lá embaixo e o o chacal chacal. >> Agora, irmão, duas coisas, né? >> Ah, mas você quer só saber o que aconteceu com o carro do coronel? >> Eu ia chegar nesse ponto >> a comunidade virou. >> Comunidade virou, nós ficamos sitiado dentro da casa, não conseguia socorrer, não conseguia tirar ninguém lá de Dentro. >> A comunidade destruiu a blazer do coronel na nos caibro, ela foi embora de guincho, destruída. Acabaram [risadas]
com com a blazer do coronel. E tem outro e tem mais um detalhe. A hora que eu fui apresentar essa ocorrência no De, >> hã, >> eu levei o moleque que tava abraçado com a mulher como testemunha, porque ela falava que era filho, né, mano? A hora que eu entro com ele no Os tira que tava tudo lá. Aê, Marcelinho, voltou. E aí, capeta caiu. Aí, como que tá acontecendo? Os cara E aí, mano? Tá de volta? Tá de volta. Aí eu fiquei, falei: "Pera aí, não tô entendendo nada". Aí os caras, como é que
vocês conseguiram pegar ele? Aí eu, por favor, quem é ele? Aí falou: "Mano, ele ele é o número um da facção aqui na Brazilândia. Ele é o torre, ele já matou dois polícias de fuzil. Ele é o fulano de tal, é o capeta. Aí eu, esse cara é o Capeta. O cara que eu trocava ideia no telefone que falava para mim como que ele deu tiro de fuzil na cabeça do sargento, no resgate do 45, que eles deram um tiro na cabeça do sargento, quando nós chegamos de viatura os miolo do sargento pingava, era ele.
>> Que isso? >> Eu nem sabia a hora que ele abraçou na mulher lá. Era ele. >> É. E você falou, né? Eu não sei quem é quem. Eu só falo pro telefone, né? >> Esse esse cara até hoje é patrãozaço lá no crime lá em São Paulo. É o bicho esse moleque aí, >> [ __ ] Ele não trombou, não trocou tiro, né? Não, não, eu não, eu só sabia por telefone, eu não sabia quem era. >> Ah, então ele até hoje justamente por isso, porque se protege não troca tiro, né? >> O DVC
dele vai daqui lá na praia, mano. O cara é diabo, diabo, diabo. >> E tá verão o >> Ah, já deve tá, né? Já tem mais 20 anos naquela época. Ele devia ter uns 20 e pouco. Ele deve estar com 50 agora por aí. >> Pois é. Esse cara é tão forte que um lixo de um jornalista que tem lá em São Paulo fez um livro dedicando um capítulozinho para mim, me chamando de assassino, torturador, um monte de coisa. E ele fala que um pobre garoto que tava lá na lá na Clara Nunes, nessa ocorrência
foi torturado e levado. Dá Até o nome do primeiro nome do Marcelinho. Ele não dá o nome inteiro porque se os caras puxa o nome inteiro vem, né? >> Acha, acha a ficha, né? É, é, >> até até essa narrativa eu tive que engolir, porque você como tenente na polícia ninguém te defende, né? Te afasta, te joga num canto porque a a imprensa tá batendo. Essa ocorrência saiu na imprensa uma semana assim, ação desastrada, tenente e trabalha mal e não Sei o que. >> Teve um camarada aqui no chat, cara, que ele perguntou se o
nome da operação, mandou até um super chat se era operação Castelinho. >> Hum. >> Ele falou: "É operação Castelinho." Não, né? Não, a operação cartelinho morreram 12, cara. >> Tá, >> essa aí era um avião pagador e nessa eu não tô. >> Tá bom, beleza. Mas olha só, irmão, é curiosidade. Primeiro a Blaze, você já respondeu, >> destruiu. >> Mas antes disso, por que quando você tava lá no posto, você não deixou a [ __ ] da Blazer no posto e subiu com os com os polícia, pôra? Tu subiu no comboio, mas subiu com a
Blazer, [ __ ] Dá para tu subir, [ __ ] numa viatuga qualquer, deixar a Blazer no Mas ia sabia que os caras ia destruir o carro Do colonel. [risadas] Primeiro ponto. Segundo ponto, cara, é >> essa dinâmica que quando começa a troca de tiro. Eu queria entender melhor isso, entendeu? Porque você fala assim pros polícia. Exato. Mas você fala pro polícia assim, ó, não entra ninguém, porque vocês não vão saber quem são os polícia, eles vão matar os caras. Deixa que eu entro e tiro os caras. Na minha cabeça, quando eu ouvi, eu falava:
"Entra como >> então?" >> E tira como? Então, na verdade, >> só que quando tu chega já táando troca de explica melhor. >> Então, na verdade é assim, isso você o negócio é dinâmico, vai acontecendo. Eu nunca me preparei para aquilo. Eu tava preparado para um churrasco numa chácara, tanto que eu não tinha tropa ali. A coisa vai entrando numa dinâmica que você vai sendo pego de surpresa. Meu medo ali era ter que enterrar um dos Quatro irmãos que eu tinha ali, que eu conhecia filho, família, mulher, tudo. E eu não faço operação para para
trazer polícia morto no caixão. Nunca fiz, esse sempre foi meu maior medo. Então, a hora que eu vi aquele monte de polícia, primeira coisa que eu que eu pensei, o antigão falou: "Chefe, os caras vão cair para dentro, eles não sabem quem é a gente. Os cara vão matar". Eu tinha um sargento meu que era, pô, 20 e poucos anos de rota. O bicho é é um negrão Tatuado do caramba. Ele tem uma cara de de cão, mano. Os polí os polícia i entrar ali e ia falar: "Mano, esse cara não é polícia nem [
__ ] entendeu? Eu depois eu te mostro aqui fora uma foto do sargento bofo para você ver. Não é qualquer polícia que vai entrar e vai saber distinguir, porque numa dinâmica de troca de tiro, mano, você vai ver um cara armado, você vai sentar o dedo. E eu sei os polícias que eu trabalhava ali, se dependendo do tamanho Do problema que estava acontecendo ali na igreja, os caras ia estar de arma na mão, trocando ou no mínimo, tentando enquadrar todo mundo. Aí entra o polícia lá, só vê um cara de arma na mão, ele atira.
Tanto que o policial atirou no chacal. Se o chau tivesse, não tivesse pego em arma, não tivesse ido para a laje, ele tava vivo hoje. Tava vivo. Ele que deu uma de de espertão, entendeu? Mas o que acontece, isso depois o sargento contando, né? Porque eu não Tava nesse momento lá, o eles quando eles chegaram, os caras estavam fazendo uma um mini churrasquinho lá para eles na laje e começaram a trocar ideia de uma p de fita e falar do que eles queriam fazer. começaram a falar que arma que tinha, de cadeia que puxou e
não sei quê. E um deles cismou com um sargento mais alemãozinho e começou a fazer umas perguntas mais do tipo assim: "Mano, você puxou cadeia aonde? Que fita que você já fez? Quem Que você conhece na facção? Quem te batizou? começou a interrogar e o sargento foi debatendo. Só que o outro sargento, porque ali eram era um dois cabos soldados e dois sargento. O outro sargento que era mais arisco, não era tão maloqueiro, tão malandro, esse que se apavorou. Quando ele viu os cara meio meio tipo eh ríspido, trocando ideia com o sargento e dando
uma interrogada meio para mais, ele se apavorou, ele falou assim: "Pô, eu vou Atender o telefone, aí já desço". Ele desceu, foi na rua, na calçada, saiu e me ligou, falou: "Chefe, invade que vão matar nós rua tal". E voltou >> hoje quando a gente se encontra para tomar cerveja, eu tava com um deles lá em Mariporã, que dia que foi? Semana passada, né? com o Eduardo. Ele falou assim, ele fala assim: "Chefe, eu vou morrer dizendo pro senhor que não tinha por o outro sargento ter ligado pro senhor, que no Debate ia acertar tudo.
Ele que se apavorou e quis ligar pro senhor. O problema é que quando ele desceu, me ligou que ele voltou, >> aí ficou, >> tava a discussão e os caras, mano, você foi onde? Qual é que é? Começaram a bater boca. No que começou bater boca, ele sacou. Quando ele sacou, já tinha uma parte de cara armado, os caras começaram a sacar, começaram a bater boca ali, começou o Tiro. Aí todo mundo foi sacando. Quando eu entrei, nesse momento que um sacou, que o outro sacou, eu tava chutando o o o pastor, tava discutindo com
a mulher gorda e começando os tiros lá. Os tiros estava no andar de cima. >> [ __ ] é um filme, mano. Que >> isso aí foi tudo dinâmico, entendeu? Eu entrando, a tropa encurralada atrás de mim no corredor e os caras batendo boca e já começando a tirar um no outro. Irmão, isso é um episódio de uma série. É um filme. Não, >> hora que eu te contar duas fuzis, você não vai botar uma fé. >> Caraca, essa foi em Piracicaba. >> Mas olha só, foram duas ligações. Primeiro, o os caras que falaram: "Não,
não, nós vamos". >> E o segundo que ligou para falar: "Vamos matar a gente". >> É, >> foi o mesmo cara. Não, né? Força na memória aí, porque você fala Assim, ó: "Marca o churrasco pro outro dia." >> É. Não, o o primeiro que eu liguei que quando eles estavam os quatro conversando com o alemãozinho, é esse esse tenente agora, o Eduardo, >> tá? Que foi >> que é o que tava no debate, >> que é o que falou: "Ó, meu irmão, ele não precisava ter ligado, >> suave, tá suave". Esse é o grande problema,
porque o problema é assim, ó. Hoje eu monto um grupo, nós nós vamos começar a trampar você, o mano Walter, o o Marcelino e o >> e o Bruno. >> E o Bruno. Beleza. Os caras são tudo polícia, polícia de rua. A hora que a gente for colocado numa situação de autoestress, de trocar ideia com os ladrão perigoso, cada um talvez vai transparecer algum alguma característica que ele fardado na viatura eu não via. >> Sim. >> Um é um tem um pouco mais de receio, o outro tá com mais coragem, o outro tá tomando chope
ali desenrolado, não tá nem aí. >> Sim. >> Entendeu? E foi o que aconteceu ali. Um >> até porque os caras eram cascudo fardado na viatura. Nessa atividade não era tão cascudo. >> Não, não, nada. Não é, não era nada, não era nada. Os caras não tinham muita experiência. A diferença é que, por Exemplo, o sargento, que eu não vou ficar dando o nome deles que eu combinei de não ficar dando o nome dos outros. O sargento, o Negrão Tatuado, ele era do samba. Ele frequentava inclusive umas escolas de samba que tem uma parte de
vagabundo, caramba. Então ele já tinha, ele era muito mais descolado de lidar com esse tipo de gente, entendeu? De trocar ideia, ver qual é que é. Pá, o Eduardo é meio também gosta de em boteco tomar Uma também. O outro já é mais filho de vó. >> O outro é aqueles caras mais que fica em casa com a namorada, estuda. Ele ele ele apavorou. Ele apavorou, entendeu? Depois porque foi uma pressão do [ __ ] Primeiro que assim, quando quando eu cheguei no que os caras viram o tamanho do bicho que tava com a gente,
já a oke fervilhou. Aí os delegados, os delegados começaram a me Deixa eu usar uma palavra para eu não não me complicar aqui. Começaram a me tratar com um pouco de rispidez. Eh, me ah, lembrei a palavra. Começaram a me hostilizar. Adivinha por qual motivo >> eles me hostilizaram? Mas muito, viu? Não foi pouco não. Eu vou te dizer quando que parou a o a parte hostil. Eles começaram a me hostilizar no primeiro momento que eu falei que eu tava fazendo um trabalho com Interceptação >> no grampo. >> A hora que eles ouviram que tinha
um PM fazendo interceptação telefônica, eles surtaram. Surtaram. Como assim? Quem deu ordem? Você tá abusando. Isso aí é privativo da Polícia Judiciária. Isso aí é investigação. Eu vou meter um abuso de autoridade. Não, vamos ligar com a chefia. Vamos falar com o delegado. Começou, cara. Eu falei: "Puta, daqui a pouco eu tô preso e o Capeta tá saindo aqui". Falei: "Nossa, que be, velho". Aí liguei pro meu chefe. Aí, meu chefe, não, mas você falou que você tá, você tava com interceptação. Eu falei o comando, eles queriam saber como é que nós chegamos numa reunião
com 15 ladrão. Eu tive que contar a história. Os caras agora quer a degravação. Ele [ __ ] que bo. Porque a degravação eles pegavam um policial da inteligência para ficar fazendo essas escutas, porque naquela época era a fita, mano. Você Tinha que ficar ouvindo a fita e escrevendo. Era um era negócio. Uma fita levava uma semana para você fazer. Então não tinha prontinho. E o delegado querendo arrumar a zica, ele queria arrumar uma treta do caramba. Aí o que que o capitão fez? Ligou pro juiz corregedor do dio. >> Isso que eu pensei, [
__ ] E outra coisa, tem um detalhe, hein, ô Paganot, tem um detalhe, né? Lembra que o juiz falou para tu? Tem que assumir o risco, Não foi? >> Quem falou isso para mim foi o secretário. >> Ah, o secretário. >> O secretário. >> Porque aí a que é risco. Toma aí o risco. >> Depois, depois eu vou te contar a história desses secretários. Se eu não me ferrar agora, não me ferro mais. Mas é assim, ó. E a hora que o juiz corregedor, o Dr. Maurício, ligou no Velho, e falou pros caras assim, ó,
esse menino está trabalhando para mim. Eu tô aqui com a ordem da escuta comigo. A degravação vem direto para mim. Pode instaurar o inquérito que vocês vão mandar para mim aqui no Dipo. Aí os cara, mano, >> não, >> mano, esse não tenentes ruela e não que nós pode desculachar aqui não. Ali passaram a me tratar eh do tipo assim, sério, com cara de raiva, mas sem Me expor, entendeu? Sem ficar me trucando, tal, e fizeram a ocorrência. Mas no início ele estava em choque. Se tem uma coisa que que eh o o país tem
medo, o país tem medo é a Polícia Militar fazer interceptação telefônica. O sea, isso acontecer, esse país vira do avesso, entendeu? Então os caras assustaram, tipo assim, como assim, mano? se os caras estão com interceptação, entendeu? >> Mas por que, irmão? Eu não quero mudar o assunto, mas >> ah, mano, é assim, ó. Esse esse brinquedinho aqui, ó, a vida da gente tá aqui. Os ladrão, cara, os ladrão eles caem por causa disso aqui, ó. Isso aqui derruba o crime. É [ __ ] Eu vou contar um negócio para você. Eu vou contar um negócio
para você. Eu acho que eu contei ontem num podcast, Eu comandava um batalhão rodoviário que eu tava que que por questão de de disputa interna, de ego e de comando, começaram a tentar dizer que tinha falha no meu comando ali, porque a gente aprendia pouca droga. Eu era responsável só pelo trecho rodoviário que vai pro porto de Santos, que é o segundo maior porto de exportação de cocaína paraa Europa. >> Sim. >> É o batalhão que menos pega droga. Outros batalhões da rodoviária pegando toneladas. Meu batalhão quase nada. Por quê? >> Ah, por quê? >>
Porque é o seguinte, eu vou te explicar o porquê. Porque o batalhão do interior, o batalhão do interior, o delegado da Polícia Federal, o auditor da Receita Federal, eles moram nas mesmas cidades onde moram os comandantes, onde os filhos estuda Junto, vão na mesma igreja, na pizzaria. Aí a delegacia da Polícia Federal tem 10 agentes, não dá conta de tanta demanda. Só que essa proximidade, o pessoal do interior, os delegados de polícia se relacionam muito melhor com os comandantes de polícia. O pessoal do interior ainda um dá bom dia pro outro, conhece o sobrenome, conhece
os parentes, a a Cultura do interior, ela ainda é muito mais comunitária do que nos grandes centros. Então existe tipo assim uma confiança e um conhecimento entre as pessoas muito mais mais próximo. Eu vou dizer para você assim, ó. Minha família é de uma cidade lá em São Paulo chamada de escalvado. Quando eu viajava para lá e eu ficava com a minha avó que já faleceu, todo mundo que passava na calçada falava: "Tarde, dona Nena". Bom dia, dona Nena. Ela: "Bom dia, seu fulano. Tarde, seu fulano. >> Todo mundo se conhece, entendeu? Então, nesses trechos
do interior aí, o comandante chega para um delegado da Polícia Federal ou para um cara da receita e fala: "Ó, tudo bom, doutor? Vi apresentar aqui. Eu sou o capitão comandante aqui da cidade de Ourinhos, tá aqui na divisa. Eu tenho uma tropa grande aqui. Eu tô à disposição do Senhor. Qualquer cana que eu der aqui de tráfego, eu apresento para o senhor. O senhor que vai fazer a investigação. O senhor vai me usar como um braço armado para prender, que o senhor tem pouca perna. Eu vou divulgar que eu aprendi uma tonelada e faço
a foto do seu lado, se o senhor quiser, e falo que é uma operação conjunta. Cara, direto os cara troca informação e fala assim, ó, vai passar uma carreta Azul Scania final 36. Os caras põe no projeto radar uma carreta Scania final 36 no projeto radar. Nessas rodovias com menor volume, você consegue filtrar e você pega e tem uma tonelada. Vamos pro para outra realidade. Grandes centros. Você vai lá. Ô doutor, tudo bem? Quero ficar amigo do senhor aí. Tudo bem? Tô à disposição do senhor aí. Ah, se eu precisar de alguma coisa, eu falo
com Você. Ele nunca te liga. Ele nunca te passa nada. Você vai lá, você promete fidelidade mais do que com a sua esposa. Ele não te passa nada nunca. Não existe nada que venha de cima para baixo dizendo assim: "Ou vocês começam a trabalhar junto e produzir ou vai ficar ruim para todo mundo". Não tem isso e não tem essa cooperação. E aí, cara, como >> Mas isso isso é proposital, é Intencional? >> Ah, tira suas conclusões. >> Tem é assim para que não pegue mesmo. >> É, tira você essas conclusão que você tá aqui
no Rio. Eu tô lá em São Paulo ainda. >> Ah, entendi. Tá bom. Então, ó, eu que tô no Rio e você que tá no Brasil já >> essa integração é essa integração que o pessoal tanto divulga quando quer as palmas, ela é pontual aqui, ali, quando precisa, tal, no dia a dia da rotina, Não é, velho. Eu fiz um podcast com um colega da Polícia Civil esses dias, eu perguntei se entre as delegacias da especializada dele eles conversam. Falou: "Não, ninguém passa nada para ninguém". >> Pois é, >> não para, cara. Então assim, a
gente vive também de muito muito roteiro inventado aí, por bater palma. E aí eu tô falando essas coisas aqui, depois eu vou ser esculachado lá em São Paulo. Mas É o seguinte, eu não eu não pegava droga, certo? Aí eu cheguei e chamei um tenente que tá lá, tá lá no meu antigo batalhão que eu saí em janeiro agora. Tenente bom, cara, chama Frederico, moleque fuçado, gosta, gosta. Cheguei para ele e falei assim: "Ô, mano, [ __ ] merda, hein, cara? trouxe você pro meu batalhão. Você era lá do batalhão de ações especiais, do tático,
do do no caramba, quatro das comunidade. Agora você vem paraa rodoviária, você não pega Nada. Comecei a provocar. Falei: "Faz o seguinte, meu. Vai lá na Polícia Federal e inferniza os caras até eles te dar alguma fita boa. Aí vai, meu. Informações, né? Inteligência. Vamos pegar informação que a gente não tem nada aqui. Não tem, a gente não tem inquérito, a gente não investiga, a gente não tem informação. Ah, tá bom, chefe. Ele foi lá, cara. Ele começou a ir toda hora, toda hora. Chegou um dia que um um agente federal falou assim: "Porra, mas
você é chato, hein, mano? [ __ ] merda, eu vou ajudar você para você parar de encher meu saco." Faz o seguinte, ó. Domingo agora aborda o mator, o vinho que vai descer a imigrantes no período da manhã. A Imigrantes, cara, passa 40.000 veículos lá a por a cada 2 horas. O tenente, cara, ele ficou parado no túnel das 8 da manhã assim, ó. Touro, touro, touro. A hora que passou a touro vinho, Ele abordou primeiro, perseguiu, bateu, foi uma um zulu do caramba. Abordou. Quanto tinha na Touro? 700 kg de cocaína. >> Que isso?
>> 700 kg de cocaína foram apreendidos porque um agente federal falou assim: "Ah, tá, tô de saco cheio. Vai lá, borda um carro lá na Vou te dar uma corrênciazinha. Vai para você. >> Imagina se >> então eu conto essa história para dizer para você assim. Você imagina se uma uma polícia de 84.000 homens tivesse investigação. A gente só pode investigar crime militar. O resto fica sem informação aí que é melhor. É, a verdade é essa. É quem não pode falar. Verdade é essa. >> Pois é, irmão. 84.000 homens com presença em todo canto, sem
informação. >> Que conhece, né? Tem como trabalhar a Rua? Trabalhar a rua, melhorar ainda a colaboração. Aí os caras montam algum alguns grupinhos. Não, na Secretaria de Segurança tem lá um pessoal que é tem um PM, tem um tira, tem um delegado, tem um oficial e tá trocando. Tem tem algumas algumas, não vou ser Leviano, tem algumas eh iniciativas >> intivas, >> mas cara, são iniciativas pontuais para Fazer uma operação, para levantar o nome aqui, para dar uma respostinha ali. É aquela história assim, ó. A pessoa bebeu a a bebida, ficou cega, morreu dois, morreu
três, opa, a imprensa começou a bater. Vamos dar uma resposta rápida. Prende 30 casas de de eh adulteração de bebida em dois dias. >> Por que que não prendia antes da pessoa? >> Em dois dias, né? Coisa rápida, porque Já tava já tinha ali a informação. >> Porque foi demanda, foi demanda. Essa demanda me interessa. Vamos agora aqui me interessa. Ó, mataram o polícia lá da rota. Operação. Vamos para cima. Vamos arrebentar tudo ali, catar tudo que a gente e mandar um recado. Operação. Tem que bater palma para isso, porque pelo menos o nosso estado
ele é reativo para caramba, que é o que vocês aqui andaram deixando a desejar durante muitos anos. >> E continua >> lá, mano. Lá é assim, deu uma coisa ali, chamou atenção, atentou contra o estado, operação na hora, arrebenta com tudo lá, fica uns dias. Aí vem Defensoria Pública, vem STF querendo que põe câmera em todo mundo, mas a polícia, polícia militar e a polícia civil em São Paulo, ela é super reativa. O o governo não deixa tipo assim: "Ah, fizeram uma [ __ ] merda lá e fica desse jeito." Não responde. O que eu
tô dizendo para você é aquela política de segurança pública Constante. Essa já aí já tem umas falhas. Tem umas falhas. E aí, cara? Vamos voltar pra minha carreira que é >> não. Pois é, mas >> senão você vai entrar numas coisas numas coisas que vai vai me prejudicar. >> Eu vou criar uns inimigos lá em São Paulo que >> não quero isso. Mas assim, eh a sociedade já tem essa essa compreensão eh da importância de você ter o ciclo completo de polícia, né? >> Não, quem assiste a gente acha que já tem, né? Quem assiste
um um papo p um podcast policial entende, né? E aí fica só com esse elemento agora, entendeu? O que que você prefere? 5.000 homens investigando, né? 5.000 homens com potencial de investigar 80.000 homens. Eu sei que a polícia não só tem 5.000 homens. >> É, 14.000 é bombeiro, uns negócios assim, >> tá? Mas se você for colocar, cara, quem Tá nessa nessa quem tá em condições de investigar, são poucos. Outro ponto, por que dentro da própria instituição uma especializada não conversa com a outra? Isso, cara, também fica esse elemento pra sociedade refletir. E o político
que quer apresentar a solução e se ele não falar disso, você já levanta as antenas aí e fala: "Ó, >> ele tá gostando do da condição atual, >> é beleza? >> De baixa eficiência. Então é isso. >> E e tem um problema, sabe qual que é o problema também? Quando a gente pega os números de prisões que as polícias de todos os estados estão fazendo, militar, civil, guarda, é tão estrondoso o número de prisão que todo mundo vende a seguinte a seguinte notícia. As polícias são extremamente eficiente, prendem muito. O problema tá no judiciário que
não mantém preso. Essa é A judiciário fala que a polícia prende mal. Hoje o mote é esse, né? As polícias estão arregaçando de prender, o judiciário não mantém preso e é esse o grande problema. Isso é uma verdade. Isso é uma verdade. As polícias estão prendendo muito. Mas por que que as polícias estão prendendo muito? Porque o crime tá igual ervadaninha, cara. O o crime tá esculachado em todo lugar o tempo todo. Então, por isso que tá tendo muita prisão. Uma coisa, o fato da gente Tá fazendo muita prisão não exclui a baixa eficiência em
termos de processamento de informação e inteligência. Essa é outra questão. Se a gente tá aprendendo muito, imagina se a gente prendesse com muito mais eficiência e processamento de informação aqueles que realmente impactam o mundo criminoso. Porque eu fico aprendendo noia e ladrãozinho é bom também. É bom porque às vezes o Noia mete o latrocínio com Uma faca na mão. Eu eu não eu não desconsidero a prisão do ladrão mais fuleiro. Tem que prender todo mundo, mas no nível muito mais alto que aqueles que fazem a gestão do dinheiro, caramba, e e se infiltram até em
camadas de de governo. Esses aí só processamento de informação, meu. E aí é complicado, né? >> Deixa eu colocar alguns elementos aqui da interação do chat. Mano, Valter, vê qual é o super chat do Rocha Silva aí pra gente ler. Eu já te peço eh aqui eu Vou ler um camarada que acabou de mandar um super chat, vigilantes do Brasil. Meu Deus, colonel, você sabe que tá falando sobre a sobre a to vinho com 700 kg agora? Se o advogado dos malas estiver assistindo, eles anulam este processo. Eh, Glob, pelo amor de Deus, cara, não
puxa certos assuntos. Para de puxar certos assuntos. Nó nos ajude aí. Eh, ele dando esse alerta, né, preocupado, né, com com essa situação, porque Brasil tudo se derruba os processos por conta De de >> Então, eu vou >> fruto da árvore envenenada, né? >> Isso é isso que eu ia falar. Eu ia falar sobre isso agora, ô irmão. Não é um traficante preso ou solto que tá fazendo diferença nesse problemaço, que a a gente precisa soltar umas verdades pra sociedade começar a ter noção de das coisas. Eh, soltar traficante grande. Isso aí tá sendo dia
a dia, não vai mudar nada esse Datouro. E esse datouro aí eu garanto para você que ele já deve estar na rua, porque essa ocorrência tem mais ou menos uns 6 anos, já deve estar solto. Então não se preocupe não. Eu vou falar, eu vou contar uma coisa para você. A questão da teoria da árvore dos frutos envenenados. Hoje a gente tem que tomar muita cautela com os com os policiais para que os policiais não produzam eh a tal da prova ilícita, né? Eh, eu acho que naquele Primeiro episódio nós falamos sobre isso, né? Nós
não falamos sobre a teoria da árvore dos suros envenenados, >> provavelmente. >> Eu não falei sobre uma ocorrência lá de Sorocaba do dos caras. Pior é que o Tarcísio falou sobre essa ocorrência outro dia. Eu não sei se ele assistiu o podcast ou se ele tinha conhecimento do do Astra com o casal dentro que tava com uma Jericó e com uma com um tijolo de droga. >> Contou aqui, cara. >> Eu contei aqui. >> Acho que não. >> Então, olha aqui. >> Inclusive você na rua, [ __ ] com muito mais detalhes agora. Ocorrência que
você já tinha falado >> na primeira vez e a audiência, [ __ ] é reprise, é gravado. Aí fica os caras no chat aqui, né? causando tumulto, >> então vou falar da dos fusis. >> Essa não, essa eu não tô lembrando, Cara, do astro. >> Eu acho que não, >> mano. Valter. >> É, então a história a história é porque você vê, ó, eu tenho quase 40 ocorrências, acabo contando ocorrência que eu já contei. Mas a história é o seguinte, a gente precisa tomar muito cuidado porque eu não lembro se eu falei sobre a diferença
da abordagem administrativa e da abordagem criminal. Eu acho que nós conversamos sobre isso, Porque o policial rodoviário, ele tava fazendo um bloqueio para fiscalizar licenciamento, que é uma abordagem administrativa. A abordagem administrativa, você tem um procedimento operacional, ela tá baseada no poder de polícia, você não pode nem dar geral, a arma tem que ficar no coldre, porque você tá indo ali para uma infração administrativa. procedimento operacional de arma apontada ou na oposição sua ou no Terceiro olho, com busca eh minuciosa, até se for necessária, é a busca daquela do 244 do Código de Processo Penal
que é afundada suspeita. O o policial aborda um Astra na rodovia, um casal, para fiscalizar licenciamento, só que evolui na conversa, os dois ca em contradição tão nervosa, ele vai dar geral no carro, um pacoteira de droga e uma arma calibre restrito vindo do Paraguai, tráfego internacional de arma e droga, >> prisão, os cara ganha medalha, parabéns, Tudo de lindo, sai no jornal, beleza. Três meses depois, audiência na Justiça Federal. Audiência na Justiça Federal, o juiz pergunta qual o motivo do bloqueio? Ah, não. Tava fazendo fiscalização de licenciamento, uma ordem de serviço mandando fisc fiscalizar
licenciamento. Ah, então o senhor abordou para fiscalizar licenciamento? É, abordei para fisc fiscalizar licenciamento. E o senhor achou a droga onde? No porta-mala? É, no porta-mala. Mas o Senhor abriu o porta-mala mesmo fazendo uma abordagem para fiscalizar licenciamento? Sim, senhor. Vou vou perguntar de novo. O senhor eh eh fez a busca no carro em razão de tá fazendo uma operação de licenciamento? Sim, senhor. Ele parou a audiência, liberou o casal por prova ilícita, por abuso de autoridade do policial, porque o policial teria que ter respondido o seguinte: "Não, eu iniciei a abordagem Para licenciamento, mas
a hora que houve a contradição iniciou a fundada suspeita e aí eu mudei a abordagem para do 244 do Código de Processo Penal e aí eu fiz a busca minuciosa porque eles entraram em fundada suspeita. Eu mudei a abordagem ali, só que como o policial não tava preparado para essa eh para essa maldade eh técnica jurídica, ele responder: "Não, eu realmente comecei com licenciamento e depois eu dei a geral no carro. O o juiz pegou aquilo, o advogado Falou: "Puta, que delícia, você abusou de autoridade, você não podia ter feito busca minuciosa numa abordagem administrativa.
Abuso de autoridade, prova e ilista, derreteu o que vinha depois de prova, soltou o casal primário, sem responder processo nenhum e os policiais foram indiciados". Então, esse é um caso que ficou eh no quinto batalhão rodoviário lá, que escracha o que é a possibilidade da justiça inverter totalmente os Papéis. E eu ainda vi no chat muito doutor respondendo assim quando eu conto isso em em podcast, o juiz tá certo, tá seguindo a lei. O policial que é burro não sabe trabalhar. >> É. É. Então, cara, eu até concordo que juridicamente, tecnicamente, o juiz tá certo,
tudo. Só que eu fui depois, já no meus 35 anos, onde um juiz se percebesse isso ia falar: "Ô, policial, vou perguntar de novo. Não teve nenhum momento lá afundada suspeita ou Aconteceu afundada suspeita?" Aí o policial ia explicar a fundada suspeita. Ou seja, o juiz, se ele percebe alguma falha no policial, na audiência, ele corrige da melhor forma ali. Ele não induz, mas ele corrige. Porque, qual que é a visão do juiz? Eu não vou botar dois traficantes internacional solto na rua. >> Exatamente. >> Precis ver qual que é a intenção dele. >> E
outra coisa, o juiz tá trabalhando para quem? >> Pra sociedade, meu. >> [ __ ] meu, quem paga o salário dele? Mas é aí >> o contrato social que ele tá ali para ser juiz, ele não vai botar um um inocente preso. A sociedade não quer isso, nem tá pagando o salário para isso. Agora também não tá pagando para [ __ ] o polícia tomar uma invertida e o traficante internacional ir pra rua, né? >> Ó, eu até falo uma coisa para você. Talvez eu fosse elogiar esse juiz aqui Se ele tivesse condenado esse casal
e indiciado o polícia. Até eu ia falar, tudo bem, o polícia foi vacilão, não soube trabalhar, que responda a um abuso de autoridade, mas não solta o traficante. >> Não seia justo também, né? >> É, se ele tivesse feito isso, talvez eu ia falar: "Não, ele foi técnico, indiciou polícia, mas manteve a condenação no tráfico e no do casal". Mas não, cara, solta o casal primário, Sem responder nada e e mete no polícia um bo de aí. Não, cara, >> não. Então, é a questão da intenção, né? in toda proatividade foi >> para >> para
para liberar os caras. >> Liberar os caras. Exatamente. Irmão, vou te contar dos fuzis >> pr pra gente ter pelo menos mais uma ocorrência, né? Senão eu vou ter que voltar aqui 40 vezes, né? Não, não, não. Tu vai contar muita ocorrência ainda Aqui, irmão. [risadas] Olha só, vamos só fazer aqui um, um apanhado geral aí, porque da primeira vez no episódio lá no início de novembro, eu lembro com detalhes da situação da igreja, né, que eu lembro com detalhes a situação do chau, >> do chacal >> da igreja, como é que você foi infiltrando.
Essa do eu não lembrava. E aí hoje nós falamos com muito mais detalhe, né? Só Que pelo que você me contou, são 40, né? >> São 40 e nós até agora eu só sei de duas ou três. >> É. >> E eu quero ouvir >> então >> as principais. >> Eu tô eu vou falar para você ocorrências de quando eu tava infiltrado, né? Porque eu tenho bastante ocorrência na rota e depois na rodoviária. Mas eu vou falar da infiltração. >> Vou falar uma outra agora que foi a a negociação dos fuzis em Piracicaba. A gente
a gente como o nosso foco era fú, >> lembrando que tudo isso infiltrado, então contextualiza ou é o que eu vou contar agora é o período que eu tava infiltrado, esses dois anos de 2000 a 2002, >> tá? >> Eh, como um do uma o meu foco principal era fuzil. Por que era fuzil? Porque as Quadrilhas que estavam resgatando presos e matando PMS apareciam com vários fuzis. E fuzis nessa época em São Paulo era raríssimo de você ver, raríssimo. A gente via metralhadora, pistola, revólver, mas fuzil era muito raro. E aí, como tava demorando para
vir pra nossa mão ocorrência com fuzil, eu falei, eu eu reuni com os com meu com a minha galera lá, o set falei assim, ó, vamos fazer o o o contrário, vamos jogar no sistema que nós temos fuzil para Vender. Vamos ver quem vem, porque quem vir pr catar fuzil é porque tá estruturado para comprar fuzil e tá intencionado de fazer fita com fuzil. Então vamos fazer o contrário, vamos jogar no sistema que nós temos fuzil para vender e ver que quadrilha que vem. Aí, cara, num presídio forte aí tinha já um outro preso cooperando
com a gente e esse cara jogou lá, falou assim: "Ó, tem uns irmãos meu aí que estão trazendo os fura, os pontudos para vender." [ __ ] Cara, veio, veio, mas veio rápido. Ligaram pra gente, falaram: "Ó, tem uns irmão aí querendo comprar". Então, esses dois caras chegaram nesse preso dentro da cadeia, falaram: "Ó, a gente tem um pessoal querendo comprar. Ah, tá bom, então vou pôr em contato com meus irmãos na rua." Aí ligou um cara para nós, falou assim: "Ô, irmão, aqui é tal, eu tenho, o que que vocês têm para vender?" Aí
eu falei assim: "Ah, a gente tem 30 fura para vender, Cara. O fuzil, quanto custa um fuzil hoje?" Uns 120 conto >> na pista, no crime? >> Não sei, cara. A última vez que eu vi aqui algo em torno de 60, 80. >> 60. Tá bom. Então vamos pô. Faz vezes 30, 80. >> É, já dá uma grana, >> mano. Que ladrão tem isso assim de pronto. Eu falei assim, tem que ser cara forte, é tráfego, é patrão. >> Isso. E isso nós estamos falando 20 anos Atrás. >> 20 anos atrás. Não é o, não
é o ladrãozinho da boca, tem que ser cara patrão, né? E eu joguei o número 30, foi um número que veio na minha cabeça, porque eu não tinha 30 fuzos. Na verdade, eu tinha um que eu trabalhava com ele. [risadas] >> É, eu joguei essa [ __ ] mano, e os caras abraçaram, entendeu? Aí eu falei: "Meu, não é possível, mano. Será?" E a Conversa, como é que é a conversa? >> Então, será que esse cara qu comprar mesmo? Aí, mano, então o seguinte, nós vamos vamos se conhecer para ver como é que é. Beleza.
Beleza. E os caras marcaram numa cidade no interior chamado Piracicaba. Eu não conhecia quase nada lá. Nós marcamos num posto de gasolina essa conversa. Na frente do posto de gasolina, eu tava tendo uma obra, estavam construindo um Prédio. O atual comandante do choque, o coronel Racort, hoje era o comandante do choque em São Paulo. Ficou ali com o meu com nosso pelotão, né, que eu e ele comandava matutina, ficou com o pelotão, as viaturas tudo escondida dentro do obra e os caras tudo de capacete de pedreiro e e capa de pedreiro, tudo na obra, as
cinco viatura com 20 polícia. Só que nós chegamos nessa obra 4 horas da manhã de noite. Quando deu 9 horas da manhã, eu fui pro Posto, liguei pros caras e falei: "Ó, chegamos em Pirascaba, irmão". Aí os caras foram, tinham dois, dois, inclusive esses dois sargentos da ocorrência da da igreja tavam na na nas bombas com roupa de abastecedor e eu com mais dois ficamos na lojinha, tipo um 7-Eleven assim lá não era 7-Eleven, era um botequinho. O 7-Eleven foi onde foi a troca de tiro, era um boteco assim. E nós ficamos sentado. O Que
que eu fiz, ó, para você entender, mano, que senão você você vai você não vai acreditar. Eu joguei essa [ __ ] e falei que tinha, mas eu não montei na minha cabeça uma estratégia criminosa. E quando os caras falaram que queria comprar, a gente pediu um pouco em pasta pura e o resto em dinheiro. E por que que eu pedia um pouco em pasta pura de cocaína, pasta base? Porque eu falava assim, ó. Se eu prender o cara só com dinheiro para um advogado meter um flagrante forjado aqui, preparado, ele vai ele vai me
arrebentar juridicamente. Então eu primeiro eu preciso consolidar que esse cara é forte no crime, que esse cara é traficante, tanto que ele tá me oferecendo pasta pura e dinheiro. Então nas ideias, na negociação, a gente falava: "Ó, se quiser trazer um pouco, pessoal aqui também gosta, a gente aceita". Bom, a gente tava sentado no posto, mas eu não sabia quem era os caras, não tinha nem noção do tamanho deles. E os caras chegaram em dois nesse primeiro contato. Chegou um branquinho de cavanhaque, cara, esse cara que se ele chegar na sua casa com a sua
filha, você fala: "Pô, que garoto bacana, hein? Esse aqui era um tal de toco. >> Esse toco era sequestrador lá em Piracicaba. Ladrão de banco. Mas você Olhava para moleque, mano, você falava assim: "Esse cara não rouba nem no truco, mano. [ __ ] num cara assim, nunca eu ia falar que aquele cara é ladrão. >> Passa batidão, >> passa batido. Batido. O do lado dele já mais velho de uns 38 anos, 36 anos, assim, a impressão, né? Já um um cara mais pele um pouco mais escura assim, com cara de ruim. E eles chegaram
num scorte ZC vermelho. O Zetec naquela época, cara, era um carro caro, Entendeu? Já era um carro já mais moderno. Pararam no posto, desceram e vieram, sentaram. A gente tava lá, ó, para você ter uma ideia como eu era vacilão, a gente tava com uma porção, acho que de peixe ou de batata, não lembro, com cerveja. E eu achando que o barato para trocar ideia com os ladrão desse era tipo ser descolado, né, meu? Agora que os caras sentaram, eu falei: "Ô irmão, quer tomar uma cervejinha aí?" Esse mais Velho virou para mim e falou
assim: "Eu não vim aqui trocar ideia, fazer amigo, tomar uma. Eu vem aqui fazer negócio, eu não bebo quando eu tô trabalhando." Eu: "Não, be, firmeza. Quer, quer alguma coisa?" Não, não quero nada, eu quero, vamos desenrolar a ideia. >> E isso para ele também já deixa alerta, né? Porque ó, o cara >> Então, mano, os caras ficava assim, ó, olhando no meu olho assim, ó. E eu, cara, os polícias tava comigo, quem Falava era eu. Eu eu eu falo, cara, que muito é foi Deus que me acompanhou nessa caminhada maluca toda, porque ia vindo
coisa na minha cabeça que eu não tava, eu não tinha preparado. Eu fiquei assustado. Primeiro que eu fiquei assustado, que é o seguinte, o tamanho do valor do negócio. Eu falei: "Meu, é ladrão bom, ladrão forte". E o segunda coisa que eu fiquei assustado foi com a postura do cara. E aí quando ele virou para mim, falou: "Mano, você é você é batizado, você é você é ladrão, você qual que é a sua caminhada?" Eu mudei completamente nessa ocorrência. Eu virei para ele, falei assim: "Não, mano, eu não sou do crime, não sou ladrão". Aí
ele, como é que é, rapaz? O parceiro de vocês que tá lá lá fechado falou que vocês são falei: "Não, eu vou explicar direito para não ter nenhum problema. É o seguinte, o meu patrão é Dono de uma transportadora. Olha o que eu inventei na hora. Isso tá nos autos, viu? Tá no processo. É só levantar aí. O pouco de informação que eu tô dando é fácil de levantar. O, eu falei assim, ó, o meu patrão é dono de uma transportadora e meu patrão quebrou. Ele ficou indo pro Paraguai e começou a trazer umas de
mão, revólver e pistola, começou a vender tudo. Aí ele começou a trazer uns fuzis e tá vendendo. A gente não é do crime. O problema é que quem Compra essas paradas é o crime e nós estamos vendendo. Já vendemos a par. Aí ele falou: "Mano, vocês não são do crime". Eu falei: "Não, a gente tem contato, mas também se você não quiser, a gente sai fora aqui, vai embora, você faz sua caminhada aí, não tem problema não." Aí ele virou pro toco e falou assim: "Vai ver a peça". Cara, eu peguei o meu fuzil, eu
tinha um 556 parafal no quartel antes de ir para lá eu peguei Durepox. No brasão da PM, eu passei o Durepox. A hora que secou, eu peguei uma caneta Bic preta e eu ia jogando toda a tinta preta e com algodão eu ia pintando de preto. Pintando de juro, juro pelo meu filho. Quando ficou sequinho aquele duro epox tudo preto, cara, nós pegamos uma bag azul que era de calibre 12, enfiamos o 55 naquela bag e colocamos lá e nós somos com um celtinha vermelho, Só com esse fuzil que era o meu fuzil de trabalhar,
só que tampado brasão. Esse toco chegou para mim e falou assim: "Bora ver a peça". Aí eu fui pro posto, ainda passei pelos dois agentes vestido de de frentista, os caras me olhando assim, ó. Fui abri o porta-mala do Celta, falei: "Ó, tá aí, ó". Aí ele falou: "Posso?" Falei: "Pode." Aí ele abriu a bag assim, ó. Ele ele não tirou da bag, ele pegou, ele falou: "Mano, o bagulho aqui é aqueles de dobrar?" Eu Falei: "É". Ele falou: "Por quê? Nunca vi um bagulho desse aqui". Eu: "Olha o que eu inventei na hora, cara.
Olha o que eu inventei na hora". Eu falei assim: "Não sabe o que que é, mano? Nós estamos comprando um pouco desse aí, daquelas paradas de FARK. E esses caras, como é tudo negócio de selva, aquela região, eles salta de para-queda. E eles usam esses aí para saltar de para-queda. Por isso que é o que dobra. Ele falou assim para mim, ó, mano, para entrar em Banco é o bicho. Eu vou fazer fita de banco com essa, com esse brinquedo aqui, ó. Eu falei: "É isso mesmo, é só comprar. Ele é nosso." Virou, fechou, bateu
a porta, voltou, sentou, virou pro bichão lá, falou assim: "Mano, é filé, pode pegar tudo". Aí o cara, é nosso, os 30. Aí ele falou: "Cadê as peças?" Eu falei: "Você é louco, você acha que eu vou andar com 30 peças dessa no carro? Não é assim não. Tá no sítio do meu patrão. Eu não tinha Patrão, não tinha sítio, não tinha [ __ ] nenhuma. Inventando aí ele. Então é isso mesmo, é nosso. É o seguinte, ó. Nós vamos ligar para vocês, dizer o novo lugar onde vai ser feita a >> a tr >>
o negócio. Eu falei: "Ah, mas vocês não trouxeram?" Ele falou: "Você é louco, rapaz. Não é desse jeito não, mano. Falou para vocês aí, levantaram, foram pro carro e foram embora. E nós ficamos lá. Aí nós saímos e fomos os dois que tava de frentista, o que tava comigo, eu, um que tava lá do outro lado, fomos para um aqueles fran café. Tô ligado. >> Só tinha, só tinha filho de rico no France Café, mulher, criança. Sentou aqueles cinco demô lá, nós olhamos um para [ __ ] do outro, os cara, caraca, chefe, os cara
é o bicho, mano. Eu, mano, eu dei uma tremida ali, mano. Eu senti firmeza no ladrão, hein, mano. O Bagulho é louco, hein? Aí os caras, chefe, se os caras vão pegar os 30 fura, os caras vão vir com pacoteira e dinheirada, mano. Não é qualquer ladrão. Eu falei: "É, também acho, mano." E outra coisa, esse que chegou do lado falou que era da Baixada. E o crime na Baixada lá em São Paulo, ele é violento, mano. O bagulho é louco, entendeu? É tipo assim, ó. Aqui no Rio, qual que é o lugar que vocês
falam: "Meu, ali é foda". >> De crime? É, você fala assim, meu, aquela região embaçada aqui no Rio, >> [ __ ] >> Onde é onde é a pior região aqui do Rio? >> Não, assim de de violento, de lugar ruim e tal, sei lá, Pavuna, talvez. >> Violo. >> Pavuna, Bel Forroso. Tá. Então, tipo assim, >> é, cara, eu poderia te citar aí uns 50 lugares. >> Eu eu hoje eu hoje eu acho comunidade da Baixada Santista mais violenta do que é é lá em São Paulo, eu acho. Entendeu? Os caras são mais apetitoso
para vir para cima de polícia. E aí, cara, ele falou: "Ó, ele ele é da Baixada, ele não é daqui de Pirascaba, eu sou de Pirascaba, ele não, ele é da Baixada. Essa foi outra informação que bateu na minha cabeça. Falei: "Puta merda, mano, o cara é da Baixada, mano. Tá aqui no interior". Aí quando nós sentamos o cinco, os caras falaram: "E aí, chefe? Qual vai ser?" Eu falei: "Então não sei, mano. Os caras estão mudando o lugar e o tenente Racort com a tropa na obra. na obra ainda porque não podia sair, cara.
Pirascaba não tem rota. Se uma viatura anda na rua lá, o crime inteiro fica sabendo. Não tem rota no interior, entendeu? Aí e o RORT me ligando, me ligando e eu, não, pera aí, já falo contigo. Aí desliguei e falei: "E aí os cara? Ah, chefe, de boa." É assim, ó. Se a gente for pro outro lugar é conta e Risco de nós cinco. Rotona não vai vir com a gente e os caras são fortes. Eu falei: "Tá, mas o que que vocês querem fazer?" Os cara não, nós temos que ponderar aqui é o seguinte,
se for para lá é para tudo ou nada, mano. É para ir com sangue nos olhos, porque os cara, os caras são fortes. Não dá para vacilar num bo desse, mano. É tudo ladrão bom. Aí eu falei, quer saber, mano? Viemos até aqui, nós estamos em cinco, vamos encarar essa [ __ ] só nós? Aí os caras, Chefes, é desse jeito, é o que nós estamos querendo saber. O senhor topa isso aí? Eu falei: "Ah, vamos, mano. Estamos aqui, vamos." Aí os cara, então fechou. Todo mundo concorda, todo mundo. Vamos, vamos para cima, vamos para
cima. Quando todo mundo decidiu, eu liguei pro tenente a Corte, falei: "Fala, mano." Ele falou assim: "Que tá acontecendo?" Eu falei: "Não, os caras foram buscar a pacoteira, os caras quer fechar o negócio em outro lugar". Ele falou: "É Óbvio que você não vai, né?" Eu falei: "Não, mano, nós vamos". Ele: "Não, não tem como ir. Eu não consigo sair daqui. >> Já tô aqui." >> É. Eu falei assim: "Não, você fica aí, você espera. Quando eu souber o lugar eu te aviso. Ele: "Não, mano, não vai, não vai. Não faz isso, não vai". Eu
falei: "Fica calma, eu te aviso". Quando eu souber onde é, eu não ia avisar porque eles não podiam ir, né? Aí ele: "Não vai, cara". [ __ ] tô te falando, não Vai. Eu falei: "Fica calmo, cara". Eu fiz com ele o que os caras fizeram comigo lá na na avenida >> na igreja. Aí desliguei, falei: "Puta, mano, ele tá puto que ele que a gente não vai ter retaguarda". Os cara ah, chefe, nós estamos em cinco, vamos embora. >> Ô, Paganoto, só só um um detalhe, irmão. Isso aí você já tava infiltrado há quanto
tempo? Acho que um ano. >> Então aí você já tava mais solto, mais experimentado, né? Confiante. Nessa eu tava com medo. >> Sim, mas é diferente, né? Porque você já tinha essa >> em termos de de isso de desenrolar, eu tava, mas esse dia eu tava com medo, >> até por não ter o apoio, né? Isso aí, sem dúvida, né? Não, cara, eu tava com medo. Eu tava com medo daquele ladrão. >> Sabe aquele ladrão que você olha na cara E você fala assim: "Puta que pariu, velho, ess cara vai me matar". Mano, >> é
interessante falar isso, né? Porque parece, né? >> Aquele ladrão me deu medo. >> Parece que o polícia tá sempre ali confiantão no domínio, né? >> Não, não, não. Você é louco, mano. Eu olhei na cara do cara, eu vi o diabo, mano. >> Ele sério, centrado, fixado. Sabe aquele cara que não tá descontraído? Aquele cara me deu medo. Aí, aí, mano. Aí, >> tanto que a gente demorou o cinco assim para decidir se a gente ia prosseguir ou não, porque eu falei para eles, falei: "Mano, aquele ladrão é bicho, hein, mano? Aquele ladrão é, não
é pé de chinelo não, mano. Vocês têm certeza?" Os caras falou: "Ô, chefe, se for tem que ir por tudo ou nada, porque não é não é o moleque que nós estamos tratando." Aí eles marcaram numa outra rodovia, num posto muito maior que com uma loja enorme da 7-Eleven. Quando eu cheguei lá, tava o o Zetec e um Monza Tubarão. E aí saiu da da loja um negrão, mano, comendo um hot dog desse tamanho assim. O bicho também tinha cara de ruim da [ __ ] Aí assim, aí eu e aí beleza? Beleza pros cara.
Aí eu aí eu virei pro cara, ele ele virou para mim e falou assim, ó: "Esse aí é o meu parceiro que Trouxe da Baixada, tá tudo aí já. Vamos lá pegar as peças. Só que não tinha chácara, não tinha as peças, não tinha o patrão. Tinha nada. É. >> E eu não sabia o que que eles tinham trazido. Eu virei para ele. Isso tipo 11 horas da manhã no posto, entendeu? Posto lotado, todo mundo abastecendo, um monte de gente comendo no CBLEV. E ficou uma rodinha ali, os três diabo e nós quatro. Nós três,
dois aqui com mais um e os Outros dois polícia ficaram na rodovia. Nós estava em três nesse momento. Aí o que que aconteceu? Eu virei e falei assim: "Então, rapaz, eu preciso olhar". Esse cara olhou para mim e falou assim: "Ô, primeira vez que eu vi essa frase, ele falou assim: "Ô, rapaz, eu tenho, eu tenho uma história no crime, eu já tenho uma caminhada longa. Conversa de ladrão não faz curva. Você tá me tirando? Se eu falei que o bagulho Tá aí, tá aí. Aí eu virei para ele e falei assim: "Deixa eu falar
uma coisa para você. O meu patrão que tá na chácara vai me matar se eu fizer qualquer merda. Então se eu morrer na mão de você ou na dele, não vai fazer diferença. Eu não vou levar você lá sem eu ver se você tá com os bagulhos aí. É desse jeito. Se você quiser, ele falou: "Entra no carro aí, mano, no Monza". Aí eu olhei pros meus polícias, os polícias fazia assim Para mim, ó: "Vai não." Aí eu peguei e falei: "Tá bom". Fui, entrei de passageiro no Monza e ele entrou, ele bateu a porta
bravão, saiu meu, tipo cantando pneu com o Monza. Ah, entrou na rodovia, vai >> só vocês dois. >> Só nós dois. Aí ele entrou à direita, entrou à esquerda, foi para uma rua sem saída, parou, mano. Mas brabão, brabo. Falou assim, aí, ó. Ele enfiou a mão assim embaixo do painel. Aqui no câmbio Do Monza tem aquela aquela, sabe aquele negócio de borracha? Já viu o carro? Pô, você você é muito novo. >> Não, não, já vi Monza, mas >> aquela proteção que tem no câmbio assim, tem um negocinho de couro. >> Ah, tá, tá.
Eh, enrugada assim, né? >> Isso. Aquela proteçãozinha que tem no câmbio. Ele enfiou a mão ali, ó. Ele apertou um botão. Apertou um botão aqui. Eu escutei lá atrás assim, ó. Subiu o negócio dos alto-ofalantes. >> Que isso? >> A tampa dos alto-ofalantes fez assim, ó. Abriu. Aí ele falou: "Vê lá". Aí eu entrei no meio dos bancos assim, fui botei a cara. Quando eu botei a cara, vi a pacoteira dos dólar tudo plastificada e os tijolos de cocaína. Aí eu voltei, sentei e falei: "É isso mesmo, bicho." Dei a mão para ele e falei:
"Nós vamos ganhar dinheiro para [ __ ] tudo que eu trouxer eu vou oferecer". Ele falou: "Tudo eu compro". Você não tá Entendendo, rapaz. Nós vamos estourar de ganhar dinheiro. Eu tenho contato, eu tenho conexão para todo lado no crime, eu vou comprar tudo. Falei: "Agora pode ir que nós vamos lá para pegar as peças, cara". Ele deu a ré, virou com tudo e foi. Quando entrou no posto, entrou a milhão, desceu todo felizão. Aí quando desceu, o cara não tinha nada combinado, né? Aí os caras assim, ó. >> E aí? >> E aí? E
aí? Aí eu falei: "Tá tudo aí. >> Mas a hora que eu falei: "Tá tudo aí", o sargento que tava comigo já sacou. No que ele sacou o negrão que tava com o lanche já jogou para sacar. Aí começou todo mundo sacar e começou o tiroteio, começou nessa distância aqui, ó. Nós que nós estamos aqui, ó, só pá pá pá >> 11 horas da manhã no posto. >> 11 horas da manhã, mano. Eu fui de ré assim, ó, mano. Eu me joguei atrás do Celta e esse puto desse toco tava com uma quadrada, veio atirando
também. Só Que ele, como tava todo mundo muito perto, ele veio cambaleando e veio perto de mim. Quando ele veio perto de mim, ele ô alemão, alemão, eu já pá nele que ele tava com a quadrada apontada para mim, ele caiu, ele caiu, a quadrada saiu da mão dele, ele falou: "O que tá acontecendo?" Eu falei: "Se fodeu, ladrão". E os tiros para todo lado, pau, pau. E eu fiquei abaixado ali. O, eu não lembro se foi o bicho ou se foi o Outro. Um deles correu pra rodovia e os dois policiais meu trocaram na
rodovia, mataram ali e o um morreu ali na frente do Sev baleado. Beleza. Quando eu vi que deu uma parada nos tiros, eu já peguei a pistola do toco. Ele tava ali eh, com aqueles aqueles aquela rosnada de quem tá baleado, né? Quem já viu isso sabe o que eu tô falando. Falei: "Puta, esse aqui tá [ __ ] mas esse aqui não vai, tem que socorrer, mas não vai não vai aguentar não". E e saí, aí comecei a ver os agentes sa levantando também. Aí chefe eu falei: "Não, tô bem, tô bem, todo mundo
bem". Só que eu fui pra beira do posto porque falaram para mim, um correu e e teve troca lá com os cara e eu fui chegar perto do posto. Quando eu fui chegar perto do posto, eu comecei a escutar uns tiros pau pau. Falei: "Mano, tá vindo do outro lado". Quando eu olhei Pra esquerda assim na rodovia, tinha um ponto de ônibus. Nesse ponto de ônibus tinha um cara fardado que ele fazia assim, ó, no no ponto, pá, ele se escondia. Aí ele olhava, pau. Aí eu comecei a gritar para, pô, polícia, pô, para. Aí
ele, eu é polícia, meu. Ele é polícia. Eu falei: "É, [ __ ] para de tirar". Ele: "Ah, esse cara era um tenente >> que toda ocorrência de troca de tiro nosso, a gente apresenta na delegacia e Também no plantão judiciário para inquérito policial militar. >> Ele era o oficial de plantão judiciário que tava indo para assumir o serviço. Depois eu fui apresentar a ocorrência. >> Ele tava lá, car. >> Ai, caraca! >> Essa então essa essa ocorrência foi uma merda. Por quê? >> Mas, irmão, pode falar. >> Por que que foi uma merda? Porque
é o seguinte, Primeiro que o os advogados que chegaram no DP, esse cara que que tava lá olhando sério para mim, era o dono de um morro na Baixada Santista. Dono. O morro ficou sete dias de luto com a morte dele. Era patrão. Patrão. É tipo um um É doca aqui o que tavam procurando. >> É o Doca. >> Era tipo um doca lá da Baixada. >> Era tipo um Doca lá da Baixada. A gente peixão, >> a gente nem sabia. Eu não sabia. Por que Que eu descobri depois que era? Porque o Morro na
Baixada ficou em luta uma semana. >> E esses dois que intermediaram essa negociação, que estavam presos, eles degolaram, arrancaram a cabeça dos dois no dia seguinte. Então, morreram os três no posto e morreram dois degolado no presídio. E o preso meu que tava no presídio, nós tivemos que tirar na mesma noite, senão eles teriam matado também, >> tá? Explica para quem não ouviu essa parte. Você trabalhava, você tava infiltrado e tinha o teus informantes. Copava preso, eu copava preso em troca de transferência, de benefício. Esse preso me apresentava na rua como se eu fosse da
quadrilha dele, fazendo qualquer operação criminosa. >> O que te dava ali e o aval, a chancela. >> A chancela de que a negociação era boa. >> Por isso que o cara grandão, o cor lá do tráfego, foi porque ele confiava >> no preso. >> Ele falava: "Mano, o preso tá dentro da cadeia junto com meus parça que tá na cadeia. Se ele der uma fita podre, nós mata ele. >> Isso. >> E a gente, a hora que dava alguma coisa estragada na ocorrência, a gente tinha que resgatar o preso muito rápido, senão os caras matavam.
A gente resgatou o nosso, só que os dois que tinham apresentado ficaram, os cara degolaram, Os caras decaptaram, né? Arrancaram a cabeça. >> Então, porque o preso de vocês tinha conexão com chaga da confiança dele. Você tirou o preso que tava informante. >> E vou falar uma coisa para você. O advogado que chegou nessa ocorrência, depois ele foi advogado de um filho de um jogador famoso lá na Baixada, >> filho de um jogador famoso. O jogador já morreu? >> Já. [risadas] >> Entendi. >> Entendeu? Então >> jogava no jogava no gol, né? >> Então você
imagina o tamanho do BO que tava ali com a gente. >> Sim. Tá beleza. O advogado ela é influente, você quer dizer, >> certo? >> Você vai sustentar minha família, viu? >> [ __ ] tu vai ser preso. Não, [ __ ] [risadas] O o jogador já morreu, pelo que eu entendi, né? Deus bagulho louco, man. >> Agora o o irmão, tudo isso autorizado, formal, >> juiz acompanhando, juiz, tudo isso, >> não tava preso. Os caras tentaram me prender quando acabaram com o grupo. >> Você sabe aquela história nóistal? Eu vou te contar uma coisa
agora que vai vai ser pior de tudo se eu vi. >> Não teve a morte do É, >> teve a morte do chau, certo? >> Certo. >> O charar ele da cadeia, eu precisei apresentar um documento. Nenhum diretor te fala assim, ó: "Leva esse preço para dar um rolê, >> pinta o cabelo dele, né?" >> Vai passear com ele, vai passear com ele aí. >> Pinta o cabelo, faz o que quer. >> O documento tem que ter assinaturas. >> Sim. E o polícia não assina esse tipo de documento. Certo? >> Certo. >> Beleza. Depois de
dois anos fazendo esse tipo de ocorrências, que hoje eu te contei duas, eh mudou chefia, mudou comando. Aquele comandante geral que era quem me que era minha minhas costas, meu suporte, foi exonerado da noite pro dia com requintes de crueldade, tipo, ó, você não é mais nada a partir de amanhã é meu colega que Vai ser. Tá bom. A gestão que entrou acabou com a gente em uma semana, pegou os sete, colocou um, cada um num lugar pior. Eu fui jogado no centro administrativo, eu ficava assinando certidão de férias e licença prêmio e cuidando de
isenção de imposto de renda e de renda de doente. Fiquei 1 ano e 8 meses fazendo isso. Se fosse só assinar certidão, eu não teria ficado chateado, porque foi muito boa a minha passagem nesse centro, porque eu enxerguei como Que é a parte administrativa de uma polícia de 84.000 homens o trampo que dá. Se aqueles caras não for experiente, bom de administração, a gente não recebe salário, os direitos ninguém publica, você não tem direito a nada >> e o polícia não trabalha tranquilo lá na ponta. >> É, aquilo ali é um suporte pra tropa operacional
do caramba. É que a gente é preconceituoso e acha que o administrativo é tudo vagabundo e não é, Cara. Os caras trabalham para [ __ ] É que não é o risco de quem tá na na na no chão de fábrica, mas os caras são de uma importância extrema. Então, foi muito bom para mim a formação como comandante esse 1 ano e 8 meses que eu fiquei de castigo lá. Mas tinha um coronel lá que eu não vou não vou adjetivar ele que ele ficava me esculachando, entendeu? Ele me ele sabia que eu era rota,
que eu tinha umas ocorrências embaçada desse nível que eu acabei de contar para você. Ele Nunca tinha sido polícia de verdade. Então ele ficava me esculachando. Ele me mandava entregar flor para as policiais feminina. Me mandava puxar a cançãozinha de parabéns para você na frente de 200 polícia. Eu não canto parabéns nem na minha casa direito, que eu tenho vergonha. Eu eu sempre fui um cara meio meio doutrinado, entendeu? meio rígido. Ele ficava me esculachando para me desmoralizar esse 1 ano e 8 meses. Por isso que eu aceitei depois virar Rodoviário. Foi o único lugar
que deixaram eu trabalhar, porque pro policiamento eles não me deixavam. Então é assim, eh quando teve essa virada de chave que foi para destruir noete, né? Um foi pra guarda do do restaurante, dois para ambiental. Teve um no ambiental, cara, que é esse sargento que eu falei aí que é maluco de tudo. Ele me ligou um dia, cara, ele falou: "Chefe, chefe, eu vou quebrar no pau esses polícia ambiental aqui, mano. Eu vou Arrebentar eles." Eu falei: "Calma, mano, o que tá acontecendo?" Ele falou: "Chefe, eu sou baloeiro, [ __ ] Eu solto balão desde
pequeno. Quem que me jogou nessa desgraça dessa polícia ambiental? E esses putos desses polícios tá chupando picolé na viatura. Eu vou meter bala, eu vou quebrar eles. Ô, calma, mano. Você não tá mais na rota não. Você tá no policiamento normal. Aí os caras chupa picolé mesmo, velho. Ele não, mano. Os caras não tem doutrina. Eu, Calma aí, mano. Vai se acalmando, velho. Então é assim, eles fizeram para acabar com a gente, mas eu vou chegar no secretário. Um dia eu tô lá, >> mas rapidão, olha só, desculpa, irmão, para eu entender. Você tava na
ocorrência do fuzil que deu a treta no posto. Beleza. >> Isso. Beleza. >> Essa ocorrência deu um barulho do [ __ ] porque foi 11 da manhã. Qualquer h toda semana tinha um barulho, né? Cada hora Uma corrente. >> Tá. Tá. Mas aí não teve nessa não teve. problema para vocês >> não, porque o comandante geral ainda era o que tava me mandando fazer tudo. >> Beleza. >> Eu eu comecei a me ferrar para não falar eh [ __ ] >> quando mudou o comando. >> Tá bom. E aí você tá falando sobre a situação
do chau, do preso e que tinha uma assinatura importante para tirar o Cara. >> É isso que eu ia te explicar agora. O que acontece dois, quando acabou os dois anos que mudou o comando, >> tá? Começou uma enchurrada de pressão da imprensa no meu grupo, >> de coisa para trás, >> de tudo, porque até a última semana eu tava produzindo ocorrência, acabou o grupo, paramos de produzir, entendeu? Aí primeiro assim saiu uma denúncia que eu Tinha pego R 1 milhãoais, 30 fuzis e 30 metralhadoras. Um um preso que era meu colaborador soltou isso aí
e foi ouvido por um cara de corregedoria. >> Uhum. Onde tá guardado esses 30 fuzis, 30 metralhadoras, esse 1 milhão que eu já tô aposentado e o caramba, eu não tenho, não tô com isso até hoje. Mas os caras instauraram inquérito em mim no meu set, eu fiquei 3 anos com tudo meu sendo devaado, cartão de Crédito, telefone, escuta de tudo esses inquéritos. E é muito interessante também, você vai lá na no Tribunal de Justiça Militar, nem eu nem um dos outros sete a gente é indiciado, não tem eh investigado. Não formal, >> não. O
sistema o mesmo que usou para pegar os caras foi usado para pegar vocês. Eles >> ficar eles ficaram três anos investigando a gente depois que acabou o Grupo. >> Até o preso, né? O preso que era >> Não, o preso não. O preso era vítima. Não, não, mas o preso que que ajudava vocês estava ajudando aí. >> É, o preso o preso era o que o delator. >> É, >> que delatou no set. Cara, eu vou falar uma coisa eu vou falar uma coisa para você. Eu tenho uma vida >> bem confortável. Por quê? Primeiro
que Eu sou coronel, dei aula a vida inteira e trabalhei com consultoria de segurança minha vida inteira para uma uma empresa. Eu sempre eu sempre usei minha hora de folga para eu tentar dar um pouco de conforto pra minha família. Eu nunca fiquei em casa coçando saco. Mas os meus sete irmão, os caras são pobre, cara. Eu tenho sargento que trabalhou comigo, cara, que morava praticamente em comunidade. Agora eu pego 1 milhão, 30 fuzis e 30 metralhadora, tudo para mim, não divido com eles. Sabe essas coisas que você fala assim, gente, vamos vamos parar para
pensar, vamos fazer um negócio sério. Ou tem ou tem sete cara tudo rico, ou tem um roubando os outros set, ele vai morrer porque os outros set vão matar. >> Sim. Não é possível que é um grupo tão pequeno de polícia, só tem um esperto aí, o resto é tudo bobo >> e vai perder a lealdade dos outros. >> Ô, um desses um desses cara aí, eh, ele teve um ele e a situação dele financeira é ruim até hoje, cara. Entendeu? Então, essas coisas iam, a gente a gente amargava uma injustiça, cara, um ódio, um
ódio de falar assim, cara, com os ladrão era fácil, né, mano? Mas contra o sistema, [ __ ] que pariu, não, a gente não conseguia e foi tudo esculachado. E aí o que aconteceu? A imprensa começou a Bater demais e saíram umas matérias dizendo que eu tinha tirado aquele preso que morreu sem ordem de ninguém >> para queimar arquivo. >> Não, sem ordem de É. E pior que a matéria fala que eu queria queimar arquivo. E tanto não era para queimar arquivo que eu tava com uma operação em andamento sobre um diretor de presídio envolvendo
com envolvido com os torres da facção no Esquema de ônibus que levava a família de preso ganhando. Ele ia me dar direitinho esse essa denúncia que ele começou a passar pra gente. A gente nunca queria que ele tivesse morrido ali. Esse cara tava dando muita coisa boa pra gente. Mas o interessante da parte de governo é assim, ó. Começou começou a imprensa a me massacrar, me massacrar, me massacrar. Saiu uma matéria dizendo que o chau, que era o que eu tinha tirado da cadeia, tinha Tirado sem ciência de ninguém. Mano, eu chamei o o comando
e falei assim, ó, de te falar uma coisa. Eu tenho um documento, meu pai tá com tudo, meu meus relatórios, tudo. Se eu for preso, meu pai vai na imprensa e vai escrachar tudo. Isso que eu conto para vocês hoje, naquela época era tudo segredo. Então eu falava: "Me sacaneia, eu preso, meu pai vai na imprensa." Aí quem tá ouvindo isso vai pensar assim: "Pô, mas o Cha quebrar é teu pai?" Polícia não, cara. O que tava vendo ali era uma baixaria de de política não criminosa. >> Uhum. >> Quem mataria meu pai seria o
crime. Agora, o que tava acontecendo ali na questão política, a secretaria não queria assumir que me deu ordem para tirar um preso e fazer operação. >> Sim. >> Entendeu? Aí >> porque a pressão sai de tu e vai para ele. >> Aí por que que eu Aí o que que eu dei sorte? Eu dei uma sorte, mano. >> No Estadão, na capa do Estadão, saiu a cópia do ofício assinado pelo homem mandando eu tirar o preso. >> Deu sorte. >> Dei sorte. Eu não sei quem vazou esse documento, mas eu dei sorte. >> Saiu esse
documento. [risadas] >> Entendi. >> Saiu esse documento. >> Hã, >> eu fui sabatinado no Tribunal de Justiça. Eu entrei, cara, tinha uma roda de uns 20 cara. O mais novinho devia ter uns 65 anos. Eu fiquei sentado com a cadeira no meio assim, ó, e os caras me debulharam umas 4 horas. Eles procuraram erro, mas eles procuravam, procurava, procurava. Não conseguiram, porque tudo que eu fazia, eu tinha relatório, eu encaminhava pro juízo, Ministério Público, eu construía as operações com riqueza de detalhe na minha cabeça. Hoje eu esqueço de muita coisa, que já faz mais de
20 anos, mas eu era afiado demais nessa questão. E eu fui sabatinado umas 4 horas. Eu sabe quantas vezes eu eu nomei advogado na minha vida? Juda Peg tua fala poucas. >> Nenhuma. >> Nenhuma. >> Nunca. >> Você mesmo fazer defesa? >> Nunca. Tudo com relatório. E a hora que me perguntar, eu falava: "Foi isso, isso, isso?" Conversei com fulano, fulano, fulano. Essa foi a motivação. Aconteceu dessa forma, meu. Tentaram de todo jeito colocar a gente na cadeia e não conseguiram. E nós todos nós nós Todos desse grupo saímos iles juridicamente, mas em termos de
carreira acabou para todo mundo, né? >> Mas olha só, o Paganoto, vocês vocês foram usado pelo interesse de alguém, beleza? Interesse de estado, interesse da sociedade, interesse político, não sei, né? Interesse outro, né? Para não falar mais. Alguém falou assim: "Pô, vamos pegar a juventude desse camarada aí, desse oficial e vamos infiltrar ele porque ele Já deu um resultado". Isso >> é. E aí vocês cumpriram um objetivo. >> Isso. >> Só que todo mundo que cumpre um objetivo em algum momento tem que ser descartado. Vocês faziam isso com preso. O sistema fiz fez com vocês.
É isso. >> Isso. >> Você tem isso claramente na tua na tua cabeça. >> Então, o que que eu tinha na minha Cabeça e o porquê da minha indignação? Eh, eu eu não tenho isso como algo que me faz mal não, viu, meu? >> Tá. Eu tô, eu tô bem, bem satisfeito em termos de vida. >> Que bom, >> eu, é que eu tô contando essas coisas em podcast, senão não ficaria trocando ideia sobre isso, porque isso aí para mim é passado e minha vida, minha vida progrediu e foi, foram acontecendo outras coisas, isso ficou
para trás. Então eu não fico remoendo isso não. Eu remoí durante um tempo quando era muito perto ali, porque era muita indignação, muita decepção. >> Mas depois depois minha vida já foi tomando outros rumos de todos nós. >> Então não existe falar: "Pô, [ __ ] cara, arrancorou". Não tem isso, não tem isso. Se você me encontrar fora daqui, eu não, eu nem troco nesses assuntos. Eu vivo bem pra caramba com outras coisas na minha cabeça. >> Entendeu? >> Eh, mas qual era o grande problema? O grande problema era assim, ó. Quando a gente foi
chamado, a ideia era assim, ó. Nós vamos usar vocês, vamos colocar vocês numa situação de altíssimo risco e depois a gente compensa vocês colocando em lugar bom na polícia por merecimento. Esse era o a equação na minha cabeça, entendeu? Tipo assim, ó, vou vou fazer umas loucura, vou me arriscar. Mas depois eu tô bem o resto da minha carreira, porque todo mundo vai reconhecer o que nós fizemos. E foi exatamente o contrário. Veio um uma avalanche de inveja, ciúmes e ódio interno. Inclusive eu cansava de encontrar outros comandantes. Os caras falavam assim, ó, na depois
que que a gente começou só a se [ __ ] os caras falavam assim: "Avisei, você não quis. Tava cinco o número um Lá, ó. Vê se ele te ajuda agora". A gente sabia que você ia se [ __ ] mas vários, vários, entendeu? Então o o a grande decepção minha não é nem na falta de apoio judiciário, na falta de apoio do Ministério Público, na falta de apoio da polícia civil. Não, essa galera não tem muito a ver com a minha vida profissional. Nunca tiveram. O que mais dá um ranço quando a gente lembra
é das patifarias que aconteceram interna. Essa você fala [ __ ] >> do 01 que tava bem com vocês. >> Não, esse esse foi exonerado. Da noite pro dia ele virou ninguém. >> Porque o comandante geral da polícia o dia que publica no Diário Oficial, ó, você não é mais, ele vira nada. Ele vira uma lembrança do sabe aquele negócio, o eterno comandante vem pra festinha, >> mas ele tem é uma foto do local. >> É uma foto. É o que eu sou hoje lá no meu antigo batalhão. Uma foto. >> Sim. >> Os caras,
ô chefe, aí, tudo bom? Mas eu não mando nada, mano. Então é assim, ó. Esonerou. Tchau, amigão. Quem sentou na cadeira agora eu, agora eu decido. E aí, mas eu nem coloco na conta desse só não. Ele sabe muito bem quem é, porque depois ainda tive que trabalhar com ele de novo. Mas é assim, a conta não é só dele, não. Tinha um exército de gente tirando a forra. Porque o grande problema da Polícia Militar é a, quando eu falo às vezes de forma de forma Pejorativa, pega mal, meus colegas fica chateado. Mas assim, a
corte, a corte é assim, ó. Você quer ver uma coisa? É assim, para você tratar com alguns coronéis de alto comando é muito difícil, você não tem acesso a isso, só outros coronéis que tem, tal. Então, quando eu ia lá, que esse comandante geral me chamava e fazia reunião comigo, já nesse momento alguns coronéis ficavam putos, falava: "Mas quem é esse tenente recruta aí para Ficar vindo aqui ficar 2 horas na sala com homem?" Entendeu? Quem é esse cara para falar que ele quer um telefone eh sem limite para usar de telefonia? Quem é esse
cara para querer usar uma viatura do serviço secreto sem a plaqueta? Ô, os caras me deram Santana. Tinha a plaqueta aqui, ó, na coluna escrito Polícia Militar do Estado de São Paulo. Como é que eu vou na favela me passar por ladrão com o carro escrito Polícia Militar aqui escondido? Aí você falava pro cara, falava assim: "Chefe, nível mais baixo, né, chefe, esse carro para mim não dá. Primeiro que assim, Santana, quatro portas, só viatura. E outro, ele tem uma plaqueta lá, o cara não não tá contente, usa o teu. Porque eles não queriam que
a gente fizesse esse trampo, porque esse trampo era completamente alienígena pro sistema de inteligência da PM e eles ficavam puto. Eu tava Fazendo um serviço paisano sem ser cursado de inteligência. Sim. Os caras falavam assim, o sistema de inteligência da polícia me falava assim, isso aqui é uma aberração, não quero nem contato com isso aqui e eu trabalhando contra o crime sem >> e aí quando vai dando resultado também o mérito não vai pros caras. >> Pior ainda, né, velho? Aí o cara fica com mais ódio, mais ódio. >> Ah, cara, é uma luta, mano.
É uma luta. >> Ag, escuta, cara. Eu te escutando esse relato aí e principalmente agora, né, com as consequências, a morte desse chacal, >> hum, >> você falou que foi ruim para vocês porque vocês iam derrubar uma outra cana, >> várias. >> Vocês iam dar várias outras canas para vocês foi péssimo, mas será que não foi bom para alguém, não? Essa possibilidade dele ter sido morto, não podia nenhum daqueles policiais ali de repente trabalhando para eliminar ele? Não, >> não, cara. Não. >> Por exemplo, o diretor da cadeia que vocês iam derrubar porque tinha um
esquema lá com a família dos presos. >> Se se fosse >> esse cara não também não queria ele morto ou nem sabia que teria? >> Não, não sabia de nada. Quem ia montando tudo era a gente. E vou falar uma coisa para você, esse cabo que baleou ele, cara, pois depois nós acabamos conhecendo ele, aproximamos. Eu eu queria até ter puxado ele pro grupo, porque eu percebi que esse que esse cara era decente. Ó, só para você ter uma ideia, quando eu fui tirar o meu relógio da mão dele, o polícia virou para mim e
falou assim: "Chefe, pelo amor de Deus, ele é um dos Agent". Eu falei: "Não, ele é o >> o o preso, >> o colaborador". Ele: "Mas ele é polícia?". Falei: "Não, ele é o colaborador, é o preso que tá na minha custódia". Ele: "Ah, então foda-se". Eu falei: "Não é assim não, [ __ ] Eu vou ter que responder isso aí". Ele: "Ah, chefe, quem mandou ele vir com a arma na mão na minha direção?" Eu falei: "Não é isso. Eu não tô nem discutindo a legítima, eu tô discutindo o fato de eu Ter que
falar pro juiz que o cara que tava na minha custódia morreu." Aí ele, ah, isso aí é coisa do senhor. >> Eu fiz o meu, né? Na hora que ele baleou o cara, que ele viu eu desesperado, ele achou que ele tivesse baleado um polícia. >> E no detalhe tu vê a essência do cara, né? >> Não, cara. Era era um [ __ ] cara. Ele era tão [ __ ] tão afoito, que ele deu a volta >> e o sargento que tava com ele, um sargento tão antigão, [ __ ] ele ele ele além
de tudo nem conseguiu segurar o cabo, porque o sargento devia ter falado, ó, não dá volta, vai lá. O cabo é, o bicho era, mano, ele teve muita ocorrência, esse cabo teve muita ocorrência no quinto batalhão, que era uma área que a gente não operava quase, entendeu? Então, não tinha essas ligações, não tinha, >> entendo. >> Foi tudo acontecendo assim, eh, >> é porque a gente vai criando filme na nossa cabeça, né? >> Aí vamos tentar juntar essas pontas aqui. Não tinha, foi falha na ocorrência, entendeu? Não era para ter morrido. Não era. Ali foi
falha na ocorrência. Foi erro, erro dinâmico. Esse cara não era para ter ido na laje, não poderia ter pego uma arma na mão. E a gente falou para ele no dia, falou assim, ó: "Não pegueem arma, porque se Os caras perceber que você tá catando em arma e achar que você vaiar ou fazer merda, você vai tomar". Ele: "Não, não, não vou pegar em arma não. Só vamos para as ideias." E falei: "Então tá bom". pegou. Bom, irmão, eh, e aí, esse foi o desfecho, né, desse período de 2 anos. >> De dois anos. >>
Eh, tu narrou pra gente aí, >> é, duas, >> algumas situações, três, eu acho, né? >> Eh, tem mais alguma outra que você gostaria de nós vamos dizer, >> ó, você quer, você quer ver? Tem tem uma outra que a gente que a gente jogou num outro presídio que é na região de Guarulhos, chama Parada Neto. >> A gente também chegou e fal falou o seguinte, ó, nós vamos pular a muralha, você vai jogar, chegamos nesse preso aí, ó, falamos assim, ó, avisa aí na cadeia Que você vai pular a muralha, que você tem uma
estrutura de uma quadrilha que tá aí fora, que vai te buscar e que você tem um um PMA comprometido com você. Aí ele, mas como assim? Eu falei assim, pode falar e ver se alguma quadrilha vem. Só que você vai falar que você você só vai deixar pular com você mais dois. E esses dois a quadrilha tem que ter fuzil, porque o que tá faltando na tua quadrilha é fuzil. E você, e se alguém perguntar o por que precisa ter fuzil, Você vai dizer o seguinte, que tem que metralhar de fuzil a muralha lá no
alto para ninguém achar que o PM facilitou a fuga. Então, que o acordo que o polícia faz para deixar vocês jogar Teresa e pular é ser fuzilado de fuzil. É esse o motivo que ele não vai reagir, senão ele vai ser preso e expulso. A gente criava essas narrativas e o cara jogou lá num banho lá de de sol, jogou jogou essa parada, duas quadrilhas vieram duas Já era outro outro esquema. Duas quadrilhas da zona sul. Aí, meu, que é essa que deu o erro lá, que eu cheguei a perder a minha aliança. Essa aqui
é a segunda já, não é a primeira que eu me casei não, que nessa discussão eu perdi aliança na mata lá. A outra era um pouquinho maior, caiu na briga com polícia lá. Aí, cara, eh, um dos caras, eram dois caras que iam pular a muralha, certo? Esse antigão aí, o vermelho, Ele botou a roupa, a farda de policial que trabalha em muralha. subiu na muralha. Essa nós tivemos que conversar com o diretor do batalhão de guarda lá da região. Ele subiu na muralha no horário combinado com o nosso colaborador, ele foi de frente para
pro buraco lá das celas e fez assim pros cara e puxou o dia lá. Meu, deu uma semana, os caras ligaram: "Caraca, mano, se o pé tá com nós? O pé tá com nós. Eles Chamavam os PM de muralha de pé de porco porque chega rachando. [ __ ] mano. Os pé tá com nós. Os pé tá com nós. Pé tá com nós. Tô falando, o pé tá velho, vai aposentar, quer um dinheiro, vai facilitar. Ah, não. Nós quer conhecer o pé. Nós só vai entrar na fita se conhecer o pé. Aí nós marcamos num
posto, num restaurante que tem na zona norte que chama pescador e fomos para lá, cara. assim, o primeiro ladrão que chegou e quase deu uma merda Nessa reunião, cara, porque é o seguinte, eu tava numa mesa com uma policial feminina e um e um masculino e eu tava com a HK, aquela mesma metralhadora. Eu tava com a HK enrolada num moletom na na cadeira do meu lado aqui. E os caras chegaram, o policial levou a farda numa mochilinha e tava paisando junto com dois se passando pela da quadrilha do polícia, do colaborador. Eu que era
da quadrilha, eles só conheciam por telefone, mas eles não Sabia quem eu era. Então por isso que eu fiquei na segurança. E aí chegou primeiro que chegou, chegou um negrão num Mustang branco, cara. que eu nem sabia quem era. Era um tal de bactéria, ladrão de banco. Como que eu soube quem era esse cara? Já vou te falar. E depois chegou mais dois cara escoltado com dois caras armado num golf. E esses caras foram tudo e foram conversar na mesa onde tava os meus dois com polícia e estão tudo conversando. Tá conversando, Tá conversando, cara.
Eu vi uma viatura da Polícia Civil parar na rua lateral. E quando eu olho pro lado assim, ó, numa mesa tava um policial civil que fazia academia na frente onde eu morava e me conhecia. Cara, eu já falei: "Puta, se esse filha da [ __ ] vi me cumprimentar, vai dar merda, mano." >> Aí eu dei um toque para ele pro banheiro. Ele foi pro banheiro, eu fui pro Banheiro atrás dele, eu falei: "Ô, irmão, que você tá fazendo aqui?" Ele falou: "Cara, não, eu parei aqui para comer, mas é o seguinte, o negão que
chegou de Mustang aqui é ladrão de banco lá de Osasco, mano. É um tal de bactéria. Eu já acionei uns parceiros meu, nós vamos dar cana, tem uma par de ladrão ali numa mesa." Eu falei: "Ó, irmão, vou falar real para você. Três que tá ali é polícia, é tudo infiltrado. Nós estamos como operação da Secretaria De Segurança. Ele está brincando, mano. Ninguém tem ciência disso. Eu falei: "Não, tô falando a real para você. Se você chamar, vai dar ruim para todo mundo". Aí ele, [ __ ] cara, eu já chamei os caras. Eu falei:
"Ó, mano, dá QTA, cancela isso aí que você vai atrapalhar tudo aqui e depois você é obrigado a a informar para cima, hein, mano. Você vai botar tudo em risco." Aí ele, nossa cara, meu, mas depois nós vamos trocar a Ideia porque eu vou levar pra minha chefia. Eu falei: "Pode, você pode levar pra chefia que você quiser. Eu vou lá na sua delegacia, eu explico, eu falo pra minha chefia entrar em contato. Só não atrapalha aquela aquela conversa que tá tendo ali." Ele: "Não, então deixa eu ligar". Aí saiu, eu fui pra minha mesa,
ele foi pra mesa, os caras conversaram, o antigão mostrou a farda e foi essa a conversa pros ladrão, ó. Tô aposentando, eu vou me jogar na no eu vou me abaixar Na muralha, vocês arrebenta de fuzil que é o tempo de vocês pular, porque se eu não ficar sob fogo, os caras vão achar que eu facilitei, aí eu vou ser preso e expulso. Eu não quero isso. Então vocês faz tudo, deu certo, vocês me paga. Os cara, os caras acreditaram aí os caras, então vamos fazer, vamos fazer. Marcar a data. Marca a data. Primeiro o
cara que chega, mano, o cara chega numa Ford Ranger, ele tira um coach, comando, aquele baby Zero, mano. Eu não tinha uma arma dessa para trabalhar. A hora que eu vi aquilo, eu falei: "Puta que pariu, mano". Enrolado numa esteira de praia. E aí, só que ele veio com uma mulher pilotando e aí os caras viraram para ele e falou assim: "Não é o seguinte, mano, eu vou participar da cena, eu vou fuzilar que mandar". Não falou que tem que fuzilar o bagulho, eu vou fuzilar. Só que é o seguinte, eu vou com vocês. Eu
não vou expor a minha situação com a Minha mulher, ela tá com o carro aqui e tal, eu vou participar. Aí falou: "Então tá bom". Esse cara entrou no carro dos meus dois agentes. Hum. >> E o que era combinado? Ele entra para trás, vocês vão na frente porque a hora que o choque abordar, vocês abrem a porta e correm para só ele ser preso. Beleza? Beleza. O que que os caras fizeram? >> Contrário. >> O cara entrou na no passageiro e o polícia foi pro banco de trás. [ __ ] que bosta, velho. E
depois veio mais dois carros com os ladrão da zona sul. E os caras tinham me tinham me dito que iam levar umas pistolas escondida no negócio do naquela época no carro tinha um negócio de de refrigeração que você abria umas chavinhas assim, você tirava a tampa onde tinha o filtro. Lembra isso aí? daqueles corte, o caramba, as quadradas tava ali e eles me falaram Onde eles iam esconder. >> Cara, quando o COI quando o CO estourou eles no mato assim, ó, eh, catou tudo, mas o meu o meu polícia não conseguiu vazar. Aí quando eu
vi que deu uma merda, eu já acionei um grupo para ir retirar o nosso preso da cadeia, senão ia morrer. E e aí ali eu já meti as caras, né? Já fui para trocar ideia. Aí eu comecei a discutir com o polícia e nessa discussão foi tão acalorada que a minha aliança voou longe e os polícia do COI tudo camuflado de fuzil, cara, no meio do mato, viu nós dois do grupo, tipo, quase saindo na mão, os caras falaram: "Mano, esses caras tão louco, né, mano? O cara é, o cara é tenente, o outro é,
é cabo. Os cara quase sai na mão, um puxando arma pro outro aqui, discutindo os ladrão com a cabeça baixa. Os car falam: "Mos car estão doido, velho. Eles estão começando a sair, sair de giro e os ladrão de cabeça baixa. Ainda uma hora virei fal assim: "Já Achou a [ __ ] da quadrada que tá com esses diabo aí da zona sul?" Os cara não chefe, já revirou o carro, não tem? Eu falei: "Tá, tá dentro do bagulho do arí solta o bagulho do ar que as quadradas tá tudo lá". Aí os caras foram
lá, abriram as quadradas lá. Falei, o ladrão olhou para mim, beleza. Quando nós fomos apresentar a ocorrência no 20 DP, tá apresentando pro delegado, esse ladrão que tava com o fuzil, tava sentado, algemado assim, ele virou para Mim e falou assim: "Ó, alemão, trocar uma ideia aí rapidinho". Falei: "Fala". Ele falou: "Na moral, mano, eu sou ladrão antigo, mano. Eu tenho carro forte na em Salvador. Minhas caminhadas é forte, forte. Eu tenho, mano, de boa, velho. Que chapéu que eu tomei. Não é possível, mano. Vocês são polícia, cara. Eu falei: "Ah, não tem muito que
trocar ideia com você não, ladrão. Segura seu BO aí, entra para dentro. É o que não. O bactéria não veio Na fita. >> Béria. >> Esse cara do fuzil, o bactéria que mandou ele vir. Esse bactéria era patrão. >> Esse do fuzil foi o bactéria que mandou vir representando ele para tirar o parceiro que tava lá, >> tá? >> Entendeu? >> Tá. E esse cara, mano, >> o que tava com a mulher, >> que tava com a mulher, esse cara tinha assalto com morte de carro forte em Salvador e tava em São Paulo escondido, mas
ele tava estruturado que ele tava com fuzil novinho, zero zero aquele aquele coach. E ele falou, ele falou: "Caralho, velho, como que eu como que eu não percebi nada?" Falei: "Ó, mano, tem muito que trocar ideia com você não, Lã. Entra aí dentro, responde seu BO e segue tua vida, que não tem muito que trocar ideia Com você, não." Então, é assim, essa ocorrência, inclusive a tropa do COI no dia seguinte saiu na Rede Globo. Aí os caras foram chamados lá na Secretaria de Segurança e ganharam um monte de elogio, caramba. Não sei se ganharam
medalha, porque era um resgate que ia ser feito, que eles neutralizaram, pegaram cinco ladrão, umas pistolas e um fuzil. Naquela época não tinha fuzil. Sim, >> e todo mundo batendo palma, tal, e a Gente não aparecia, entendeu? Então, nossa, nós tivemos um mais um monte de ocorrência boa, cara. Um monte, um monte. Mas >> e acabou ficando bom para todo pros caras, né, que a imagem deles eram vendidos. >> Você sabe qual que era a melhor parte que eu entendo qual é a maior contribuição nossa? Maior contribuição nossa no período infiltrado não é as prisões
e os tombos, porque isso Acontece toda hora. Ol, vocês acabaram de rebentar 117 aí. Não é isso que muda o status da segurança pública. Morte não resolve nada. São recados. São recados. Os recados é o que tem mais valor, não o tiroteio. Então ali o que que a gente, o que que aconteceu com a gente de 2000 a 2002? O sistema deu uma assustada, falou: "Mano, tem uns cara maluco infiltrado Dando tombo nums torre, ns cara patrão da onde, como é que tá isso tá funcionando?" Esse foi um negócio que deu um choque nos caras
em termos de o próprio sistema penitenciário, os diretor, caramba, os caras falavam assim: "Meu, que [ __ ] é essa, mano? Que presídio que esses caras estão trampando agora? Quem que eles estão cooptando? Porque cara, você imagina, você não tem noção, é [ __ ] né? Quem ainda mais quem tem o rabo sujo. >> Sim. >> E outra contribuição muito forte nossa, foi entender a facção, porque naquela época pode falar o que quiser aí nas minhas costas que eu para mim não cola. Ninguém tava preocupado com PCC, ninguém. PCC para eles era uma facção de
dentro de cadeia que tava lutando paraa melhoria dos presos. É o discurso político deles. >> Sim. >> Os oprimidos. Só que na verdade não era nada disso, mano. Os caras tavam coordenando um monte de ação na rua, tavam impulsionando o crime com apoio dos advogados, tavam cooptando autoridades, tavam aumentando o nível de negócio, tavam dominando as cadeias, o bagulho tava crescendo, mas por que que não havia interesse? E isso que é [ __ ] o que eu vou falar Agora, porque a principal polícia que era investigativa, ela tava focada em quem tava na rua, mano.
Vou focar em quem já tá preso. Então é uma polícia pequena >> e a polícia penal existia iss não existia, não existia polícia penal em São Paulo. Ela é nova, tem 5 anos. >> A a polícia civil com efetivo pequeno, com os inquéritos abarrotado de inquérito, tudo que é delegacia, eles focavam no que tava acontecendo na rua. Eu vou ficar me preocupando com o que tá acontecendo dentro de cadeia. Cadeia Danis. >> E aí nós começamos a montar o organograma, os os fundador, quem manda em quem, em qual cadeia, quem são os torre. E aí,
cara, os caras começaram a falar: "Porra, mano, o bagulho tá meio tá meio estruturado, hein?" O primeiro organograma mesmo bem feito é desse período aí do do comando de choque. >> Então, mas nessa época aí já tinha lá, [ __ ] tinha Geleão, tinha C Misael, Cesinha, Geleão X, >> [ __ ] quem que era os outros? >> Então, e esses caras trombaram em algum momento nessas operações de vocês? do dos líderes, eu nunca falei, dos fundadores, eu nunca falei com nenhum, >> mas no segundo nível eu já catei. Teve um cara que eu eu
tomei uma invertida, eu eu fui muito burro, muito muito ingênuo, porque é o seguinte, esse cara Era um do número dois ali dos caras, entendeu? E tava lá em Avaré. E um dia eu cheguei pro diretor e falei assim: "Porra, eu queria falar com esse cara aí, mano. Esse cara é o é a celebridade aqui de Avaré, né? Ele é o número um aqui em Avaré do de tudo que você tem aqui, o mais top é ele. Te falar com esse cara aí, ele falou: "Mano, você com ele você não vai conseguir nada". Falei: "Ah,
mas deixa eu trocar uma ideia só para eu sentir qual é que é. Eu vou Fazer uma proposta para ele. Vai que esse cara sentou. Quando eu comecei a conversar com ele, meu, ele super sério, ele pegou e falou para mim assim, ele falou assim para mim: "Ô, ô amigo, eu vou falar uma coisa para você. Eu não tenho interesse em nenhum em colaborar com você. Eu não quero nada de benefício de nada. O que eu quero que você entenda que é o seguinte, a nossa organização, Ela não quer confronto, ela não quer problema. Sabe
o que ela quer? Ela quer é dominar espaços. Então, sabe o que nós vamos começar a fazer? Escreve que eu tô te falando, que você vai ver isso na rua. Nós vamos começar a colocar faixas nas comunidades dizendo que quem roubar na comunidade nós vamos matar, que quem esculachar morador tá [ __ ] Nós vamos nas comunidades ocupar o espaço que vocês não estão ocupando. Nós vamos eleger pessoas e colocar pessoas em cargos com poder de decisão. E uma das consequências da nossa estratégia vai ser trazer benefícios para quem tá oprimido no sistema, porque isso
aqui, ó, é pura opressão. Então, nós temos realmente esse essa intenção de diminuir a opressão no sistema. Mas não é só isso. Nós vamos dominar um monte de lugar que tá com um buraco. Não é nesse nível seu aí que é de Combate a crime aí que que eu tô interessado. Meu interesse é outro, é a minha organização ter força. Aí eu, caraca. >> E assim surgiu o PCC que a gente vê hoje. >> É, na verdade assim, ali nessa conversa PCC, né? Sim, mas olha hoje 2025. Então ali foi uma pequena amostra que eu
tive na minha vida. Eu era um recruta, cara. Eu eu era eu perto dele, eu era um inseto em termos de pensamento. Eu tava Pensando em crime, tiroteio, comunidade. Esse cara tava pensando em fazer político, >> isso. Entendeu? Tanto que logo depois dessa conversa que eu tive com ele, teve um advogado que era candidato lá na região desse presídio, que os caras descobriram que ele ia sair candidato e esse cara era faccionado e conseguiram prender ele. Olha que vacilão. Ele tava sendo preparado pela facção para sair candidato e foi pego Andando com carro produto de
ilícito. Rodou na receptação. Cara, é assim, esses nossos dois anos nós vimos muita coisa louca. Você quer ver um negócio que nós vimos que eu vou eu vou contar só uma parte também para não me complicar? É assim, nós vimos uma autoridade policial, >> hum, >> que tinha que tinha acesso a frequências de rádio, Indo levar bonde para um líder de facção dentro do presídio. >> Levar bonde, >> levar o o negócio de comida lá, o bonde não é bonde, né? O o negócio de de comida tem o nome. É, >> entendeu? >> Mas por
quê? >> Eu te pergunto, a mulher dele é advogada da facção. [ __ ] né? Entendeu? >> Ele mesmo foi fazer o trabalho. Não Passa >> não, cara. É assim, ó. Se esse cara é tão tão eh caridoso ao ponto de cuidar do menininho que tá lá preso, que é alto na facção e ele tem acesso às frequências de rádio da polícia, você acha que ele não cedia a frequência? [ __ ] cara. >> Não, então, mas ele não botava intermediário, ele mesmo ia. >> É, não, ali ele ali ele tava fazendo um papel de
de brother mesmo, entendeu? Ali ele foi, ele tava completamente ligado ali, né? >> Então, cara, a negligência do estado, o estado ele não quer, fica com essa necessidade de mostrar força, né? E no e não prejudicar a sensação de segurança. Aí vai negligenciando, negligenciar a facção. Isso tu tá falando em 2002. E os caras já tavam com tudo em curso, com a estrutura toda acontecendo, né? Acho que o estado só vai de fato, né, dar um um um valor maior pro PC em 2006 ou não? Não, o 2006 foi um susto, porque o o 2006
eu acredito que foi um erro da facção. Se você parar para pensar como a organização tá operando hoje, hoje caras com mais cérebro estão chefeando do que os que estavam em 2006. Porque eu acredito que se eles fizerem uma uma um PDCA, vamos rodar o sistema de gestão De qualidade da facção. Foi um erro querer enfrentar enfrentar estrutura de estado. >> Não, isso sem dúvida. >> Então vê se hoje eles estão fazendo isso. >> Inclusive o Marcola cresce por conta disso, né? Então, >> o Marcola de hoje é o Marcola porque ele soube corrigir o
rumo. >> Então, isso. >> E aí, 2006 ele não era o o >> Eu eu acredito que assim, ó, deve ser muito difícil pra alta liderança da facção manter equilíbrio, porque tem níveis mais baixos de caras completamente psicopata. Você tem cara preso lá com altíssimo, altíssima quantidade de cadeia que quando tava na rua matava a mulher grávida. Então esse cara, você transformar ele num empresário Com cabeça de empresário, ainda que seja do produto ilícito, é difícil, porque ele ele cresce no crime com cabeça de de cara perigoso. Então, e a facção, se você for, é
muito feio o que eu vou falar aqui, mas se você for parar para pensar, a facção em São Paulo, ela conseguiu atingir um grau de gestão eh de grandes negócios e pouca pouco atrito. Você não vê grandes confrontos. 2006 é Um exemplo de fora da curva. Ó, vamos enfrentar o estado. Fodeu. Guerra, morte. Morreu tantos polícia, mas morreu cinco vezes mais ladrão. Opa, isso aí não é bom para ninguém. Para, para. Vamos voltar a paz. Vamos voltar a paz. Vamos fazer negócio. E estamos vivendo em paz. É isso. Ou seja, hoje essa facção tá conseguindo
na sua alta liderança manter os negócios andando, pessoas relacionando com o poder e tudo em paz. E quem fez isso? Marcola. >> Será, mano? Que é só >> não. O Marcola, o Marcola depois de 2006, ele deixa a estrutura do PCC, >> mas a manutenção >> nesse nível é, tá na conta dele e do grupo que que vem com ele, entendeu? Porque olha só, >> Marcola ficou em São Paulo até 2019. O estado de São Paulo nunca tirou ele de São Paulo, enquanto o Comando Vermelho, todos os criminosos do Comando Vermelho Ia presídio federal. Marcola
nunca saiu, nunca >> ficava em Bernardes, né? >> Se aí aí aí. Ah, não, mas é porque tinha uma rivalidade com PT, que era o governo federal, com o PSDB. causada, irmão. Eu também não acredito nisso >> porque porque o Temer chegou em 2017. Por que que Marco não foi pro sistema federal? Por quê? Não, eu eu acho >> porque esse acordo de São Paulo provavelmente mantinha o Marcola ali. >> Eu acredito na sua na sua tese >> mudou quando mudou o tabuleiro que aí entra o Moro na justiça e Bolsonaro presidente, aí aquele acordo
era com lá em São Paulo e de alguma forma mudou ali as fitas, né? Aí era o Dóa, o Dora querendo jogar pra torcida também, né? Lembra do Bolsodória? >> O Dória querendo tá muito próximo ali do Bolsonaro, querendo querendo pegar aquele apoio político que era o outro grupo, já não era mais o grupo anterior, o grupo de 2006. Eh, >> o tabuleiro mudou. Eu eu acredito realmente nessas nessas composições. Eu não eu não não eu não posso ser levian e falar aqui que há há negociações diretas e explícitas. Se eu tivesse Infiltrado hoje e
tivesse informação de campo, eu viria e falaria para você. >> É, tu só poderia falar daqui a 20 anos, né? É. Se tu tivesse hoje, tu não aí eu falaria de coisa que eu vivi, né? >> Sim. Hoje eu vou falar, se eu falar para você dinâmica atual, é, é achismo. >> Então, irmão, mas olha só, >> mas que tá em paz, tá? Isso é fato. >> O crime funciona como a empresa, como então pra gente fazer uma analogia, a Empresa do CEO Marcola, >> se tu pegar de 2006, o que que era e o
que que é hoje, tá voando. É tipo, é uma Apple. >> Quanta gente, ele botou dinheiro no bolso? Quanta gente ganhou dinheiro com essa empresa, virando a multinacional. >> Tá na Faria Lima. Faria Lima é pouco, né? tá em vários países, tá na Europa, tá na Ásia, tá tá em tudo qualquer canto. Então assim, O Marcola, ele paga a conta dentro da cadeia, ficou ruim para ele quando ele foi o presidente federal, mas até então, lembra daquela tensão toda lá, pô, em São Paulo, dos resgat lá em São Paulo, >> tudo aquilo. >> Então, mas
você cont >> Mas e quem tá fora, irmão? para quem tá fora. Pô, o Marcola é um anjo, irmão. E [ __ ] só fez bem para eles. >> Botou dinheiro no bolso de muita gente. >> Isso, isso é interessante, né? Quando você pega e você assiste, por exemplo, as séries de dos cartéis, tem várias séries que falam que, por exemplo, quando você tira um Pablo Escobar da vida, começa a guerra embaixo, porque tirou uma liderança que que mantinha estável. Quando você tira um chapo da vida, é o tchapo, vem um cara embaixo psicótico e
começa desestabilizar tudo. Então, e nesse sentido daquilo que você tá falando Agora, é assim, ó. Esse se realmente for só ele, eu não tenho mais essa vivência dentro de cadê, não tenho mais essa vivência na polícia, informação. Uma coisa, o que você fala, eu eu concordo. Essa organização, ela tá completamente estabilizada, sem guerra, sem guerra. E e quem quer que seja que tá conseguindo isso, o cara tá tá com [ __ ] êxito, né? ainda que seja uma organização criminosa. E o problema é, se você não opera muito Forte na inteligência, você com inclusive não
consegue saber os tentáculos dentro de poder. Os tentáculos dentro de poder, que é o problema. Sim, >> porque aí você vai ter daqui a pouco dirigindo casa, assembleia, dirigindo, liderando eh serviço público, alguma coisa, cara completamente comprometido, né? A gente já vê alguns casos de envolvimento, né? em em função chave. Então é um problema do caramba, cara, do Caramba. A gente precisa tomar um cuidado, um cuidado, porque enquanto ainda a gente tiver em governo, em em posições estratégicas, pessoas que no mínimo fingem decência, a gente consegue ser enganado. Mas dependendo do nível que isso tudo
chegar, vai chegar uma hora que vira realmente um narco país. Perde a mão, perde a mão. >> Então, a vontade perde a mão, perde o freio. >> Exatamente. Ontem eu reagi aqui uns Absurdos que o Lula falou, dá para ver que ele perdeu o freio total, pô. Perdeu a mão total, as coisas que fala assim, né? Não sei se acompanhou. Ele falou: "Não, o Silvio Santos me ligou preocupado, falou que não podia falar pro telefone, foi em Brasília me ver, [risadas] falou: "Ô, Lula, eu vou ser preso, [ __ ] Prenderam o dono lá do
Banco Santos porque teve um desvio de 1 bilhão, um rombo de 1 bilhão. O meu banco tem 2 Bilhões. O Lula, o Lula dizendo isso no SBT, [ __ ] no SBT News. >> Eu não vi. >> Na frente do Alexandre de Morais, na frente de todo mundo ali, de todas as autoridades. Eu falei: "Calma, Silvicante, você não vai ser preso não. Vamos ver o que que eu posso fazer, que que a gente pode ajudar." Aí eu liguei pro Meleres, que era o do Banco Central. O Melges foi lá, resolveu e Silvio Santos não foi
preso, irmão. >> Ele falou isso em rede nacional. >> Ele falou, [ __ ] >> tranquilamente, abertamente. [risadas] >> Eu não vejo TV aberta, cara. >> Tranquilamente, mano. >> Ai, que da hora, mano. Esse país merece. Não, esse país merece. >> Isso é é o sinal. Esse é o sinal da perda do freio. Porque é o seguinte, irmão. É o empresário, não chorar, né? é um empresário brasileiro, um bilionário tendo uma conversa fora da agenda, que Não pode ser falada no telefone com o presidente da República. Isso em 2000 e 6, talvez 2008, 2009, não
sei. Isso tem muito tempo, pô. >> Tem. É, é, eu lembro, mas não sei que ano que é. E aí, meu irmão, o cara depois de tudo que ele já viveu, de tudo que ele já organizou, de todos os acordos que ele já fez, ele sente à vontade. Em 2025 tem, sabe como é que é veda, né? [ __ ] tu vê, pô, o cara, o cara quando já tem 80 anos, ele tá Cagando f, >> tá nem aí, né? Tá mais ele, [ __ ] que o SF tá a favor de tudo com ele.
O Alexandre de Moraes tomou a magníca, ele, [ __ ] agradeceu ele porque tirou a magní dele. Então, meu irmão, o cara tá soltando freio. Quer ver um outro detalhe? Hoje de manhã a polícia, a PF prendeu um desembargador aqui no Rio. >> Eu vi >> um desembargador juiz federal, né? Desembargador do TRF2, porque o cara ligado com a situação do TH Joias, >> o Rodrigo Barcelar que é presidente da da Assembleia Legislativa, o deputado que foi preso, foi solto já. >> Ah, já tá solto o deputado >> já, [ __ ] Já >> até
que ficou muito, né, meu? >> Ficou seis dias. >> Os deputados votaram, votaram deixar tudo isso seis dias, hein, mano. >> Pois é, mas tem uma parte mal contada aí, irmão, porque os deputados >> quem ficou mais ele ou o do Banco Master? do banco master também ficou do banco má foi bem pouco. É. [risadas] >> E aí, irmão, o os caras estão tão à vontade, irmão, que é isso, né? Prenderam o desembargador. Aí tu vai ver a história do desembargador. O desembargador já tinha respondido uma porrada de coisa, já tinha sido demitido, né? Mas
foi reconduzido, né? O processo dele, ele voltou a ser juiz e com todo esse histórico dele de venda de sentença, com envolvimento com organização criminosa, com tudo, o cara ainda foi promovido a desembargador, irmão. Porque é o seguinte, irmão, se o cara tá envolvido no esquema e ele é importante para mexer o movimento lá do crime, [ __ ] tu vai botar um cara que tá limpinho, né? Não vai botar um cara todo cagado. Quando os caras colocam um Cara todo cagado que chama atenção, que tem notícia, que tem já saiu na imprensa, um monte
de coisa, é porque o freio tá solto, irmão. Os caras não estão nem aí. [ __ ] irmão. Olha só, mano. Volta é maior vagabundo. Todo mundo sabe, mano Valter vagabundo. Tem problema não, [ __ ] É nosso deputado agora. Vem cá, abraça aqui. Não, não, mano. Walter vai ser, [ __ ] conselheiro do Tribunal de Contas. E [ __ ] É o que o Lula faz, [ __ ] Quem ele indicou Para ministro do SF? Foi o advogado pessoal dele, [ __ ] E [ __ ] E agora vai indicar o Messias lá. E
[ __ ] essa [ __ ] mesmo. E o Silvio Santos. O Silvio Santos me ligou com medo de ser preso e eu falei: "Você não vai ser preso não, fica tranquilo, deixa eu ver o que que eu posso fazer. Deixa comigo. >> E tudo isso assim escancarado. Beleza, vamos sair da política e vamos pro crime que também tá envolvido, né, irmão? Tudo que o Marcola ele ele não é ele, Né? Não é só ele, mas ele é o CEO da empresa que alimentou muita gente, pô. Então, eh, ele tem esse benefício, né? Agora, para
todo mundo que tá ganhando, a conta dele já tá cara. É o que você passou quando você foi usado na infiltração lá no PCC. Você por isso, você deu resultado, né? >> Mas será que eles querem o Marcola solto? Será que ele chega o Marcola em São Paulo? Ele chega o Marcola morrendo Lá, pô. Porque o Marcola é o símbolo de tudo isso. >> Qualquer coisa bota na conta do Marcola. >> Não, eu nem acho que querem ele morrendo. Eu quero ele vivo por mais 100 anos porque ele garante a estabilidade e segura todos os
becar segurar. >> Sim, sim. Perfeito. É isso. Eu quis dizer assim e jogado lá na cadeia. >> Por que, irmão, >> o que esse cara segura de coisa dos outros, né, >> pô irmão. Qualquer merda aí, [ __ ] O Marcola, quem sai no jornal toda vez que tem um escândalo, tem alguma coisa, o Marcola, quem tá na nossa tamb aí, o Marcola >> e os outros que a gente nem sabe, eles estão só lucrando, pô, com a gestão, né, >> dessa empresa altamente lucrativa. Meu irmão, >> me me narra um fato seu aí, cara,
fora dessa situação de infiltrado, eh, e parece que você contou no outro podcast Aí um um corte também que o público gostou muito. Eu não sei se o a tua primeira ocorrência, ocorrência mais sinistra que tu já teve, eh, eu eu não sei situação de de polícia baleado, coisas coisas mais emocionantes aí. Vou te contar eh alguns fatos que foram os fatos que eu que eu cheguei muito perto de morrer e e eu vou te contar uma ocorrência de depuração interna, porque às vezes a Gente vem em podcast, cara, e ficam dá a impressão de
que a gente que a polícia a gente defende com unhas e dentes a polícia até quando tá errada, que a gente só fala que a polícia só faz tudo certo. E e então eu tenho que eu tenho que também mostrar quando tem um erro e que a gente corta na carne. Mas vamos pra parte que eu que eu quase morri. As partes as vezes que eu quase morri foi a primeira assim quando a gente começou o nosso podcast hoje, que eu te falei Assim, não eh eh em relação a medo, né? Num período desse, quando
deu essa quando deu essa ocorrência dos fuzis que degolar e decaptaram os dois lá, logo logo na sequência, eu recebi uma ligação de um de um diretor, cara decente também, que passou na minha vida e falou assim: "Dá uma colada aqui". Aí nós fomos lá no presídio, ele falou assim, ó: "É o seguinte, depois do BO que vocês arrumaram aí, que deu tudo Aquele BO lá, veio aqui uma advogada e o e o ladrão tal, esse já morreu também, era era líder na facção. Esse ladrão aqui, ó, encomendou o teu endereço e desses três outros
caras aqui, ó". Eu falei: "Não, não pode ser". Ele falou: "Ué, a gente tinha feito um negócio lá que a gente tinha captação de som lá, né? E aí a gente confirmou essa advogada, ela levou e ela casada com delegado de polícia >> lá de São Paulo, >> o que facilita para ela também o trabalho, né? Ela levou o meu endereço de mais três policiais que estavam no meu grupo. Nós ficamos 8 meses, 6 meses em alerta máxima, toda hora, é assim, evitando sair sem motivo de casa, trabalho, casa, todo mundo bem armado em casa,
não vacilava. E o coronel Iron, que é meu compadre, na época, ele ele era tenente no COI. E o COI é muito perto da casa da de vários desses policiais aí que a gente desses sete pelo menos uns quatro moravam perto. Então a viatura do COI ia e ficava patrulhando, fazendo ponto de estacionamento na casa da gente, dando um apoio, entendeu? Mas nós ficamos a um bom tempo, nós chegamos a dar uma monitorada na casa da advogada para ver movimento, tal, mas o bichão lá ele encomendou nossos quatro endereços e Ela levou e ela levantou
isso aí em bo. Eu sei como ela levantou. >> Lóco, [ __ ] Muito fácil, né? >> É. É. O maridinho dela ajudou lá >> e não deu nada, cara. Não deu nada. Juridicamente. >> Não dá. Sabe por não dava? Porque a gente não podia abrir. Como é que a gente descobriu a informação, né? Por isso que é [ __ ] assim, ó. O técnico, o jurista >> Uhum. Ele não con o advogado, o Promotor, o juiz, o o estudante de direito, o especialista, ele enxerga um negócio que quando você vai pra prática não é
redondo assim. É complicado, né, cara? Tem coisas que você não consegue transportar pro papel. Se você transportar pro papel, você vai você vai eh vazar uma informação, você vai colocar uma vida de um terceiro em altíssimo risco, você vai pôr a sua Vida em altíssimo risco. Tem certas coisas, meu, que você tem que sentar e falar assim: "Aí compensa? Tem coisa que não". Entendeu? É [ __ ] É [ __ ] Não, agora isso aí também já era esperado, né? Porque os caras iam querer ir atrás de vocês, né? >> Então é, mas e com
essa infiltração, qual foi o papo lá do do grandão do PCC para você? >> Então, >> a gente quer infiltrar tudo, ocupar os Espaços. >> Oar espaço. >> É. É. Então, então assim, o primeiro, um dos momentos, eu já fui ameaçado, eh, eu fui ameaçado essa vez pela facção quando eu tava infiltrado, graças a Deus. Tô protegido aqui por Deus. E e eu e eu entendo muito que não sei se eu falei no primeiro episódio aqui que quando você tá fazendo algo que você não tá sendo eh injusto, desonesto, não tô não tô roubando do
criminoso, não tô zoando a Família dele, não tô sendo pior que ele, eu acho que Deus te protege e o ladrão entende que isso faz parte de uma guerra. O o normalmente polícia ele toma invertida quando ele tá sendo mais ladrão que o ladrão, né? Aí o ladrão não perdoa porque isso é [ __ ] né? Então, eu nunca fui assim, eu nunca, eu nunca tomei nada de de vagabundo nenhum, nunca peguei R$ 1 de bandido, nunca eh Fui injusto com o crime, nunca fui. Então, talvez seja por isso que eu ainda tô vivo. outra
outra vez que eu que eu fui ameaçado uma vez por por policiais numa ocorrência grave também que teve na zona norte. Eh, pessoal, inclusive foi no uma policial feminina foi no serviço da minha esposa mandar um recadinho para ela. Olha que da hora. Essa foi [ __ ] >> Como é que é? >> É. >> Ah, >> cara, é assim, ó. Eu acho que esse eu nem acho que eu nem nunca falei em podcast, cara. Nós tivemos, nós tivemos uma ocorrência muito grave na zona norte. Eu já, eu já era capitão, tipo 10 anos depois
de tudo isso que eu já tinha passado, >> tá? >> Eu tava comandando uma região bem perigosa lá da zona. Eu só comandei Região perigosa. Eu nunca trabalhei em lugar, nunca trabalhei em Copacabana. Sempre na Penha, no na maré. É. >> E aí aí o que acontece, cara? Tava aquela onda de roubo de caixa eletrônico, os caras vin em 15 de fuzil. Tudo caixa eletrônico em São Paulo já tava assim. Isso já 2012, >> tá? >> Pode entrar na internet aí que tem ocorrência. Tem até as fotos, a foto das armas aqui, ó. Quer ver?
Dessa Ocorrência. Vamos ver se eu consigo abrir aqui. Eu te mostro. Aí, meu. O que acontece? A gente tava monitorando, esses roubos estavam muito próximo da nossa área e tava esquisito para nós porque a gente achava, é, é interessante, cara, porque assim, ó, você tem um tático com os polícia tudo embaçado, tudo tudo polícia que vai para cima para arrebentar, O tático recolhe, os caras vem roubar. Enquanto o tático tiver de serviço, os cara não vem. O tático, os caras tomaram banho, entraram no carro, foi para casa, os caras vem roubar. >> Hum. Tudo conectado,
né? >> Você entendeu? Aí você não é trouxa, né, mano? >> Sim. >> Você começa a mudar os horários do tático. Você você cria uns negocinhos do tipo Assim, ó, recolhe, finge que sai, volta rapidinho, entra e sai de novo. Sabe uns bagulhos assim? Se o se a maçã maçãzinha podre tiver ali dentro, isso isso não funciona. >> Sim. Mas se foi de fora que só observa, por exemplo, eh, num desses processo aí, a gente descobriu que uma viatura passou na frente do quartel do tático lá 4 e pouco da manhã e essa viatura não
era setor dela ali, não era para ela ficar fazendo esse tipo de de trajeto, Entendeu? Porque o nosso tático lá do 18º era longe, então a viatura ia lá para ver se as barcas tava recolhida. Bom, mas a história é o seguinte. Um dia a gente tava [ __ ] vou contar inteiro. Vai, Danes. Vamos ver o que que vai dar isso aí também. Um dia, cara. >> Tem certeza, cara? >> Tenho certeza. >> Tá bom. >> Vou contar sem dar nomes. Um dia, mano, Um dia, eh, nós fizemos uma operação, era um negócio muito
complicado em São Paulo, máquina caçanquel. Bem complicado. E aí, cara, nós fizemos uma operação de máquina caçanic e veio um caderninho. E nesse caderninho tinha o nome de alguns policiais e o valor que estavam recebendo por mês, o arrego, que vocês chamam aqui, né? >> Sim. >> E quando esse caderninho veio pra mão, além de fazer um processo paraa corregedoria, pra inteligência começar a apurar, que que nós decidimos lá? Vamos, vamos dar uma espalha barata aqui, ó, nessa galerinha aqui. Vamos tirar um para cada lugar, lugar ruim, põe base, pá. Beleza. Beleza. E assim eu
fiz, tinha uma meia dúzia, entendeu? Inclusive essa menina. E aí, meu? Um dia eu tô um dia eu tô no quartel. Daqui a pouco eu já te mostro as armas que eu tô achando aqui. Aí, onde eu tô? no quartel, cara. Finalzinho do dia, ela entra na minha sala e ela vira para mim e fala assim: "Capitão, posso conversar com o senhor?" Eu falei: "Pode." Ela falou assim: "Ah, capitão, o senhor sabe que eu gosto muito do senhor porque o meu marido trabalhou com o senhor na rota, tal". Eu falo: "Sei". E a E eu
olhava para ela, ele falava, eu lembrava assim: "Puta, o nome dela tá lá no no livrinho, né? Olha que que filha da". Aí ela falou assim: "Pô, pela consideração que eu tenho com o senhor, eu vim trazer um recado pro senhor. É. Aí eu peguei e falei assim: "Que recado?" Ela pegou e falou assim: "Não, o senhor não fez. Achei o senhor não fez e dessa ocorrência que eu vou contar esse armamento aqui, ó. Quiser mostrar aí, >> pode mostrar, pô. A ponta ali, ó. >> É >> melhor você Isso. Tá aí. Tá, os coletes
que os cara tavam, os fuzis, tal. >> Sim. >> Aí ela chegou para mim e falou assim: "Ô chefe, por que que o senhor fez isso? O senhor tá mexendo em coisa que o senhor não sabe mexer? Os caras estão tudo puto, pô". Aí eu falei para ela assim: "O que que você tá falando, meu?" Ela falou assim: "Pô, o senhor não deu uma mexida aí? O senhor não mudou uns quatro, cinco aí?" Eu falei: "Que você tem a ver com isso, pô? Quem comanda [ __ ] aqui sou eu." O que que você tem
a ver com isso? falou: "Não, mas o senhor sabe o que que o senhor mexeu, né?" Falei: "Não, não sei não. Isso aqui é movimentação normal de escala. A gente mede, mexe a escala todo mês." Ela: "Para, se o senhor não For conversar sério, eu vim aqui porque eu gosto do senhor, tô querendo proteger o senhor." Eu falei: "Ah, é, você tá querendo me proteger do quê? É uma mexida de escala normal." Ela falou: "Não, não é não, senhor. O senhor mexeu no num negócio que o senhor sabe que vai dar ruim pro senhor". Aí
eu, que você tá falando, meu? Agora não tô gostando da conversa. Que que você tá falando? falou: "Não, o senhor não vai me falar, então?" Então Fica assim. O senhor continua mexendo na escala e eu não vim falar nada com o senhor, então eu vou embora. Eu falei: "Não, senta, já que você gosta de mim, vamos falar real. O que que tá pegando?" Ela pegou e falou assim: "Não, é que o senhor mexeu bem nas no ponto chave aí, né, senhor? O senhor teve uma informação aí, cara? Eu tava puto, eu virei para ela, falei:
"Tive mesmo é o seguinte, vocês para com essa [ __ ] que agora nós estamos sabendo, vai começar a Investigação, nós vamos pegar um por um, inclusive você". Eu, se fosse você, ó, pedia para ir para qualquer lugar, sumia daqui, porque agora agora tão com foco, hein? Aí ela, nossa, capitão, eu tô vindo aqui, pô, para ser amiga, caramba. Eu falei assim, ó, não tem amiga, filha, você tá fazendo merda. Já tô te dando um recado, se prepara que vai cair. Aí ela, mas capitão, para que isso? Não é para tudo isso. Eu falei: "Você
acha certo, meu, ficar pegando essa [ __ ] aí todo mês?" Aí ela, mas do que que o senhor tá falando? Aí eu: "Como assim do que que eu tô falando?" Aí ela: "É, não tô entendendo o que que o senhor tá falando". Falei: "Como não tá entendendo, meu? Você tá entendendo sim a operação que teve semana passada lá no no na nas maquininha". Ela falou: "Não, mas não é disso que eu tô falando. Tô falando do caixinha. Aí que caixinha aí do caixa. Aí eu puto, Agora tá parecendo conversa de idiota, mano. Tá parecendo
de [risadas] bêb tinha mais uma que tu nem sabia." >> Aí, aí eu falei: "Meu, que que você tá falando?" >> Aí ela falou assim: "Não, eu tô falando do caixa eletrônico". >> Mano, eu assustei na hora. Eu falei: "Que caixa eletrônico?" Ela falou: "Pôra, não, então vamos parar a conversa por aqui porque eu pensei que o senhor já tinha mais informação porque o senhor Mexeu no Aí eu me toquei, entendeu? >> Pelo visto não tinha >> que aqueles caras que tava no no maquininha tava envolvido com caixa eletrônico e caixa eletrônica é todo mundo
de fuzil. Aí eu assustei. Aí meu essa mina aí o que aconteceu? Isso na hora já alertou. Eu já chamei o serviço de inteligência e nós já corregedoria, Rota, todo mundo falou: "Ó, meu, precisa vir mais pra nossa área que o negócio tá tá tem comprometimento interno aqui. Tem uns caras que que tão dando fita no mínimo, se não tiver diretamente ligado, tá dando alguma, tá vazando alguma coisa aqui. Isso foi processado via cadeia de inteligência e corregedoria, entendeu? E falou: "Você volta a trabalhar." Só que eu já tinha tirado, tava cada um num ponto,
tipo assim, um numa base, outro a pé, tudo [ __ ] >> Aí, meu amigo, >> mas olha só, irmão, mas ela para falar isso para você vai dar ruim para você, capitão. >> Mas ia dar. E ela tava me ameaçando, pô. >> Conta, conta. >> É, ela, ela que foi no ela que foi na empresa da minha mulher depois. >> Continua, por favor. >> Não, isso aí é só o começo, mano. O bagulho fica muito mais louco depois. Daí essa ocorrência aqui, ó. Tá? Um dia. E, cara, eu sou tão, por isso que eu
acho que às vezes eu chutei alguma coisa na encruzilhada, porque é o seguinte, eh, tem 50 capitão, as coisas acontecem tudo no meu dia, cara. aparece num negócio absurdo. Um dia eu tô de supervisor regional porque você puxa, você puxa supervisor regional quatro vezes no mês, três vezes no mês, porque você di, o supervisor regional é o capitão que que é como se fosse o coronel que tá trabalhando fora do Expediente. Ele representa o comandante da área toda. >> Sim. >> Ele que toma todas as providências em nome do coronel no horário que a oficialidade
já não tá mais, só tá no horário noturno, entendeu? é o supervisor regional. Aí eu tinha trabalhado durante o dia e eu tinha obrigação de rondar na madrugada. O vem um relatório que você tem lá cinco, seis pontos que o que o coronel decide que Ele quer que você faça uma ronda. Eu tinha trabalhado durante o dia normal, fiz algumas coisas administrativa, cheguei pro meu motorista e falei: "Ô, Fernandes, vamos dar uma descansadinha, quando for umas 11:30, a gente começa a rondar. Vamos rondar na madruga." e é bairro de comunidade violenta. Ele fim, chefe, vou
dar uma descansada. Eu fui pro meu, pra minha sala, fui pro alojamento, tomei um banho. Quando deu umas 11 horas, eu não dormi. Quando deu umas 11 horas, eu tava sentado no beliche que eu ia levantar para pôr a farda para chamar o Fernandes. Toca meu telefone. Toca meu telefone. O cara virou para mim e falou assim: "Ô chefe, vai ter um roubo de caixa eletrônico hoje na área nossa, na tal companhia". Eu: "Como assim?" Falou: "Chefe, chegou uma informação para mim. que os caras vão em 15 ladrão roubar o mercado Compre Bem. Eu falei:
"É Mentira, mano. É mentira porque o Compre Bem ele faz muro com a delegacia. Ele é quintal da delegacia. Como é que os cara vai roubar o compre bem? É na avenida." Falou: "Chefe, o bagulho é sério". Aí eu falei: "Mano, por isso que é foda". Falei: "Mano, da onde você tem tem essa informação?" Ele falou: "Chefe, a informação é interna, é público interno, bota firmeza que o bagulho é sério." Eu Falei: "Cara, cara, juro para você, eu desliguei esse telefone, eu não tava botando muita fé". Falei: "Não é possível, mano. É muito escracho, muito
escracho. Só que eu nunca fui um cara que, mesmo não acreditando, eu sempre fui reativo. Então, o que que eu fiz? Liguei pro meu tático do 18, os caras tinha acabado de recolher. Olha como é [ __ ] aquilo que eu te falei alguns minutos atrás. Falei: "Puta, não tem Tático na nossa área". Liguei, liguei para um setor importante da polícia e falei assim: "Ó, eu preciso de ajuda." Os caras falaram praticamente assim, se viram. É [ __ ] não poder falar as coisas. Mas os caras falaram: "Se vira aí com o que você tem".
>> Mas tá dando para entender. >> É. Aí eu peguei e falei assim: "Ah, é, Então tá bom". Peguei e liguei pros outros batalhões da zona norte >> procurando se tinha tático. Todos os batalhões da zona norte, que é uma área gigantesca, tinha duas viaturas de tático. Problema de gestão de cara que não vê a importância de você ter tropa de tático 24 horas. Esses caras estavam fazendo operação fecha a bar lá do outro lado. Falei: "Vem para cá". O tenente deles não podia vir porque ele tava acumulando o comando de força. Vieram só dois
sargentos, duas barcas com três homens. Os caras entraram na minha sala, não tava entendendo nada. Eu virei pros car e aí eu chamei o comando força do meu batalhão. Era um garoto recém formado chamado Monte Negro, que hoje é piloto de águia lá. Eles entraram na minha sala 11 horas. Eu falei, rapaziada, é o seguinte, eu tô com uma informação, olha que louco, né? Parece Aqueles memes de internet. Eu falei assim, ó, rapaziada, é o seguinte, tô com uma informação que 15 ladrão armado de fuzil vão roubar o mercado compre. Vocês vão para lá, se
esconde na rua de trás que eu tô vendo se eu consigo mais alguma coisa de apoio. Daqui a pouquinho eu tô colando lá. Vamos ver se eles vêm. Os dois sargentos olharam para mim e falou: "É isso, é sério, chefe?" Eu falei: "É". Os cara, [ __ ] mas desse jeito só nós 15 ladrão de fuzil. Eu Falei: "É o que tem, mano? Já liguei em todos os batalhão, não tem tática, só tem vocês, o tenente e eu. O tenente, mano, seis meses de formado, ele olhava para mim, tipo assim: "Ô, comando, mas quem quem
mais senhor vai chamar?" Eu não é nós. Nós os cara, [ __ ] que Mas nós vamos para lá mesmo? Eu falei: "Vai, mano, vai, vai que eu tô indo". Aí eles foram e o mercado, cara, ele é assim, ele aqui, aqui ele tem uma entrada na avenida e ele tem um paredão que fica Aqui, ó, com um muro. A rua de cima é bem alta e o mercado é embaixo. O DP tá aqui, ó. Aqui na frente tá o PS gigantesco, [ __ ] hospital. Então o que que os caras fizeram? Os caras vieram
e pararam essas três viaturas aqui, ó, atrás do muro, os dois tático e o tenente. Beleza? e ficaram ali parado lá conversando. O o crime ele é tão escrachado no nosso país que o ladrão ele não tem a preocupação nem de dar volta no Quarteirão. >> Ele desce em 15 armad fuzil para roubar um negócio gigantesco sem olhar se tem algum polícia perto. >> E outra do lado da delegacia >> não da delegacia. Cara, foi muito interessante porque depois quando tentaram me ferrar por causa disso aqui, esse foi um do um dos critérios que eu
calei a boca do mon de gente. Mas aí a gente chega lá. Aí o que aconteceu? Esse aspirante tinha um colega da turma Dele que tava estagiando na rota, que hoje até é promotor de justiça. E ele, cara, ligou pro colega dele e falou assim: "Mano, eu tô escondido aqui atrás do muro de um mercado que o capitão falou que vai vir 15 ladrão armado de fuzil roubar". Esse colega dele tava na viatura que quem tava comando era o Meca, o deputado. >> Sim, >> ele estava em Santo André. outra cidade. Só que o Meca
ele é nascido e criado na Polícia no 18º batalhão. Esse que eu tava. Depois ele foi choque, segundo de choque rota, mas ele tem um [ __ ] preço por esse batalhão, porque ele trabalhou lá um tempão. Quando o aspirante virou para ele e falou: "Caramba, comando, lá na área do 18º tem um BO que vai 15 car de fuzil roubar um mercado. O Aspira tá com duas viaturas lá esperando. Os caras saíram da rota lá de Santo André e a milhão vieram para essa área. Até então não tinha acontecido [ __ ] Nenhuma. E
eu ainda tava lá. Tu também nem tava sabendo que eles estavam vindo. >> Não, essa conversa que os dois tiveram, não sabia de [ __ ] nenhuma. >> Aí >> papo defa, né? >> É, eu tô lá colocando a farda, me arrumando, peguei o fuzil, tô descendo, cara. Começa uma gritaria na rede quex tiroteio. E você escutava na rede vra. Falei: "Puta que pariu, compre bem, Compre bem, 15 ladrão armado e vra". Eu, [ __ ] que pariu, os caras chegaram, mano. Já desci correndo. Eu trabalhava com golzinho, mano. Eu caí para dentro daquele gol,
esses gol bolinha. Falei: "Fernandes, eu quero chegar lá em 2 minutos, mano. Foi a milhão. Milhão. O que aconteceu quando eu cheguei? Aí eu vou te contar o que me falaram e daí você vai entender o que eu o que eu vi. Eu quando eu estava descendo, primeiro é O seguinte, os caras entraram em comboio de ladrão, desembarcaram, a maior parte dos ladrão foram para entrar no mercado, beleza? E entraram, uns ficaram na porta e uns ficaram no portão na avenida e um em cada carro. O o a imagem que tem disso no inquérito, você
vê os caras descendo com um maçarico com com os fuzis na mão. Esses dois que ficaram na porta do mercado, enquanto eles estavam fazendo a Segurança, num determinado momento, eles olharam para cima nesse muro aqui. E o que que eles viram? Umas cabeças deuns caras de boina, de tático. Ah, mano, a hora que eles viram que tinha polícia ali, o que que eles fizeram? Começaram a dar rajada de fuzil nos polícia. Os polícia no muro começaram lá para baixo. Esses carros que estavam aqui, os ladrão embarcaram, vazaram. Esse um desses carros aqui, ó, tomou tanto
tiro lá de cima que o cara Já foi tomando uns tiros. Só que quando eles foram tentar sair, o pelotão da rota tava chegando por aqui, ó. Então, o pelotão de da rota já trombou com um aqui, ó, e já desceram sentando o dedo. Um cara que quando você pega na na no Google, aí você vê o mercado, tem um Peugeot parado com um cara morto dentro. Foi nesse primeiro confronto com a rota chegando aqui na avenida. Quando a esses caras que estavam sustentando de fuzil na porta, nos policiais que estavam em Cima, eles correram
para dentro do mercado e fizeram refém. [ __ ] eu cheguei com o gol e entrei junto com o pelotão de rota. Quando eu cheguei, o pelotão de rota já tava em conduta de patrulha indo para entrar. Quando eu fui chegar, os caras aí os caras me viram, falou: "Ô, chefe, que você tá fazendo aqui?" Eu falei: "Porra, eu que passei esse BO aí, mano". Os cara não, o senhor pode entrar, porque rota lá em São Paulo, quando eles Vão para um lugar, lugar fechado, só entra a rota. Se chegar a polícia de outro batalhão,
os cara não, estamos nós aqui. É, é o padrão. Não vai subir ninguém do Tropa de Elite lá do Bot. Mas isso é de >> entrar, >> não entra ninguém. Isso a rota sempre foi assim. Só que eu, mano, eu sou rota, né? E eu comandava esses caras. Então, quando eu cheguei lá, os cara, o senhor pode entrar, vem, chefe. Vem com nós. Que que esses caras fizeram? Esses caras botaram os refém na câmara fria do frigorífico lá do mercado e eles subiram num exanino que tinha. E ali eles começaram a a tirar na gente
a gente progredindo no mercado. >> Que isso? >> Bom, esses caras todos foram baleados. Esse esse mesanino inclusive desabou com a gente em cima. O tenente da rota quebrou o braço. Uma bosta. Mas >> cinco cara baleado. Beleza. >> É. O problema é que eu tinha informação que um dos car, um dos policiais que possivelmente estava envolvido na quadrilha, essa informação tinha vazado. E um dos caras que tava baleado com a gente no mesanino era exatamente ele escrito escarrado, só que ele tomou um tiro de 762 na cara, aí você sabe como fica. E eu
olhava os car os cara, os rotarianos, chefe, é, é o fulano, eu, Mano, não consigo identificar aqui, mano. Não tá dando para ver se é. E a gente tentou ver documento, não sei se é ele. Não sei se é ele. Quando eles foram ser socorrido pro PS do outro lado da rua, alguns policiais locais do meu batalhão vieram e falaram: "Ô, chefe, tá procurando o fulano?" Eu falei: "Tô." Falou: "Ele não tá aí não". Ele foi visto lá embaixo lá dando rolê de moto, tal. Ah, tá bom. Falei: "Tá Bom, beleza". Veio o telhada que
comandava a rota, aquele escarcel, porque o que que os caras fizeram? Os caras deixaram o Peugeot no meio da avenida e aquela é a principal avenida daquela região. Então bloqueou o trânsito de tudo lá. Helicóptero. Você imagina esse quantidade de armamento que você viu. Cinco cara morto. Beleza. Entrevista. Entrevista. O telhada vira e fala assim: "Pagar nootô. Essa Ocorrência começou com você. Você que levantou, você que acionou, pá. Fala aí como é que foi." E eu peguei e contei com muito menos riqueza de detalhe. que a gente recebeu uma informação que a gente veio para
tentar ver se ia confirmar e os caras chegaram. Algum papagaio de pirata que fica no ar condicionado foi no foi no comandante geral que era da gestão daquelas que não suportava letalidade e falou assim: "Ó, ó, Esse é [ __ ] Ele sabia, ele montou uma armadilha para pegar os cara. Toda vez ele tá dá esse tipo de resultado, mano. Cara, começou vir gente para me ferrar no dia já. Primeiro que veio, já veio um comando de uma área especializada. Ele olhou para mim, ele falou assim: "Tinha que ser você, né, que ele tinha me
comandado, né?" Eu falei assim: "Ô chefe, eu vou falar real pro senhor. Eu nem Chamei sua tropa, foi uma conversa dos aspirantes aí. Não fui eu que chamei a sua tropa. Eu ia segurar aqui os meus BO sozinho como sempre, mas vieram e estão envolvido. Agora que que que o senhor quer? O senhor quer que eu peça perdão porque morreu cinco ladrão na troca aqui? Isso eu não vou fazer. >> Pois é, o que eu tava pensando, né? Qual é o problema? >> Aí ele: "Não é que é estranho, né? Todos Os BO você tá
envolvido". Eu falei: "Eu trabalho, né? >> Trabalho. >> Então sabe essas coisas? Aí depois chegou um, chegou um, cara, esse eu vou falar porque também já faleceu, chegou de terno, ele parou na minha frente com uma posição que ele parecia o Tiranossauro Rex". Aí ficou e eu já tava, mano, desde a outro, desde o outro dia, né? O cara chegou 7 horas da manhã, eu tinha Entrado 7 horas da manhã do outro dia, eu tinha virado à noite nesse bo. Eu tava moído, moído. Aí eu fiquei olhando pra cara dele, ele falou: "Você sabe quem
eu sou?" Falei: "Ele não." Ele falou: "Eu sou fulano". Falei: "Já fiz continência, me pompei todo." Falei: "Capitão tal, como ele eu sei quem você é". Aí ele falou assim: "Eu quero só uma confirmação". Eu, pois não. Você tinha essa informação assim, assim, Assim. Eu: "Sim, senhor. Você pediu o apoio assim, assim, assim." Eu falei: "Sim, senhor." "Ah, então tá bom". Pegou, entrou na viatura dele e foi embora. Cara, é assim, eu tomei uma pressão do caraca, do caraca. Acabou tudo isso, volta o trabalho, né? Volta o trabalho, rota vai embora. Tudo, tudo, toda aquela
estrutura gigantesca vai embora. O que que fica lá na quebrada no meio da comunidade? O Capitão com motorista com golzinho. >> É. >> E o tático que 10 horas vai embora, que pode ser um apoio >> e que todo mundo sabe a hora que vai e como é que fica, né? >> Aí tô trampando e os cara, mano, o bagulho ficou complicado aí, hein, meu? Ficou complicado. Cinco cara morto aí, >> tal. O menino que a gente sabe que pode estar envolvido, não pegaram. continua trabalhando com nós aí no batalhão, tá Sendo monitorado, não sei
o quê. Beleza. Bom, aí do nada essa policial que tinha vindo na minha casa resolveu ir lá no serviço da minha mulher, se apresentou, ô, trabalho com seu marido, assim, assim, assim, tipo uma conversinha besta. Quando terminou a conversinha, falou assim: "Fala para ele que eu passei aqui e que eu mandei de novo o recado para ele, que o pessoal tá incomodado de olho nele, ele já vai Entender." [ __ ] irmão. É. Que isso? Quanto tempo depois da ocorrência? Tipo uns dois meses. >> Que isso? >> E tua mulher, irmão? >> Minha mulher não
entendeu nada. Minha mulher não não sabe dessas coisas. Tá tá sabendo agora em podcast. [risadas] Então, cara, que aconteceu? >> Pô, mas uma polícia, a polícia policial feminina, >> ela >> e falar com ela algo que poderia ter falado para você? >> Ela já tinha falado, né? já tinha falado pr você, mesmo sem saber [ __ ] nenhuma, dá para perceber que alguma merda grande, né? >> Essa menina, ela foi expulsa da PM, >> ã, >> né? Nós conseguimos a expulsão dela e o outro rapaz, ele foi vítima de tentativa de assalto e ficou tetraplégico,
entendeu? E aí as coisas acalmaram. >> Mas escuta, sua esposa quando foi te contar, irmão, como é que foi isso? Ela falou: "Nossa, aconteceu um negócio estranho. Uma menina que trabalha com você lá no seu quartel, passou lá porque era loja de perfume, foi comprar lá perfume e tal, aí falou que trabalhava com você, tava uma boazinha, tal. Aí no final ela falou assim, ó: "Fala para ele que o pessoal continua preocupado com ele lá". >> Aí tu >> falei: "Ah, falei: "Ah, já sei quem é, pode deixar". A mulher tipo o chapéu atolado, né?
>> Protegeu a mulher, né, cara? [ __ ] sensacional, irmão. >> É, só que rotona passou a rodar minha área lá, tipo, >> é >> até até os caras entender o recado. O o coronel Telhada me deu um puto apoio nessa época. falou assim: "Irmão, nós vamos nós vamos ficar aqui até os caras Entender." >> Irmão, tem um detalhe que não passou batido por mim e eu preciso trazer isso aqui pro nosso papo. No primeiro momento, quando a mulher, essa, essa policial vai falar com você, ela fala: "Pô, gosto muito, gosto muito do senhor, o
senhor já trabalhou com meu marido?" Então, ela tinha o marido na rota, >> motorista de um oficial. >> E essa conta aí, como é que fez? Os dois Se separaram. Teve um problema sério entre os dois que até hoje eu não sei se é porque ele não concordava ou se houve um desacerto. Eu não sei. Eu sei que hoje eles são separados, mas eu na época informei o batalhão, falei: "Ó, esse menino eu entendo que tem que sair e tem que ser monitorado junto no processo lá, >> junto com a mulher, pô. Lógico. >> É,
>> tá. E aí ela foi expulsa. foi expulso >> e ele não, >> não, não. Mas essas coisas assim, o processo de investigação, de corregedoria, a gente não acompanha, né? >> Não. E quem tava na fita era ela, não era ele ou tava também? Você não sabe. >> Esse é, entendeu? Você faz algumas algum alguns informes e você passa, mas não vem retorno e vai passando o ano. Eu, você quer saber? Depois disso daí, >> hum, >> eu fui transferido essa unidade por causa disso, porque o dia que chegou no ouvido do meu comandante, que
eles tinham visitado minha esposa, ele me chamou. Aí ele falou: "É, é verdade que aconteceu isso? Isso falei: "É". Ele falou assim: "Cara, você não tá preocupado?" Eu falei: "Ô, chefe, preocupado toda hora eu tô na minha vida, mas é faz parte do nosso trampo." Ele falou: "Cara, eu acho melhor você ir Embora". Falei: "Não, pô, go daqui para [ __ ] não vou não." Ele falou: "Não, cara, pensa na sua família, tal, vou vou te transferir". Eu falei: "Porra, comando, eu acabei de voltar, eu tava no fundão da zona sul, no pior lugar, consegui
vir para cá. Se dependendo onde me transferir, é mais castigo do que os caras me ameaçando." >> É, >> ele falou assim: "Não, vamos conversar com o comandante". Aí tem outro fato Engraçado, [ __ ] eu vou expondo umas coisas muito chato aqui, mas é verdade, né? Vamos ver o que vai dar tudo isso. Fomos lá no comando, cara. Chega lá, tava tendo uma um treinamento de festa junina com os policiais lá, dança de quadrilha, sabe? Dança de festa junina, tal. Aí o coronel tava assistindo. >> [ __ ] merda. >> Aí o meu coronel
chamou ele e falou assim, eu precisamos conversar, ele tô Ocupado aí ele falou: "Não, o negócio é sério". Ele: "O que que é?" Falou: "Não, o negócio é sério. Dá pra gente conversar". E ele puxou esse cara. Esse cara veio bravo porque a gente tirou ele lá que ele tava assistindo o que ia ser feito na festa lá. Aí ele falou: "O que que é, meu?" Aí ele falou assim: "Não, [ __ ] sabe aquela ocorrência lá do do compre bem e tal?" "Pô, os caras foram ameaçar a mulher do capitão". Aí, aí ele falou:
"É, é verdade, Paganudo". Falei: "Não, é verdade, chefe, mas tudo tudo bem." "Não, o meu chefe falou: "Não, tudo bem não, meu. Eu tô preocupado. Eu acho que é melhor transferir ele". Aí ele falou assim: "Tá, faz o seguinte, ó, manda ele para tal batalhão que lá o comandante é chato para caraca, cara, e o meu meu brother que tá com ele lá não suporta mais ele. Eu vou colocar o meu brother lá no lugar dele lá no 18, que você é gente boa, você trata ele bem e vou pô ele para lidar com aquele
chato Do caramba. Eu fiquei, [risadas] fiquei olhando, cara, >> que merda, irmão, que fod. >> Eu me deu vontade de falar assim: "Pô, então tô me fod". Mas fiquei quieto, né, cara? Aí acabou a conversa, eu fui no meu chefe, eu falei: "Ô chefe, [ __ ] ele vai me mandar pro pro batalhão tal". Ele falou: "Vai". Eu falei: "Porra, mas lá tá o coronel tal". Ele falou: "Tá". Falei: "Pô, ninguém aguenta esse cara, mas esse cara é chato demais, pô. O Senhor vai me foder". Ele falou assim: "Cara, pensa na sua família, sai do
ambiente lá, depois você volta pro nosso batalhão, mas fica um tempo lá". Aí eu acabei indo lá trabalhar e o cara era chato para [ __ ] [ __ ] [risadas] meu cara era insuportável. >> Mas, mas deixava trabalhar pelo menos >> não deixava nada. Ele me deu voz de prisão por telefone, eu em Miami, cara. Esse cara foi, ó, você imagina. [risadas] É por isso, por isso que tem um povo com o povo que fica 13, mano. Eu, eu ia, eu, eu fui fazer uma viagem com a minha esposa, com meu filho, com ele
>> e a e a esposa dele, que é irmã da minha mulher. >> Só que na hora de comprar a passagem, eh, eu, eu ter, vamos supor, eu teria que voltar dia 10, o avião para voltar só voltava dia 11. Então eu cheguei no comando e falei para ele: "Comando, eu preciso de uma dispensa recompensa. Que Que é dispensa recompensa? Nem existe mais na PM". Mas eu tinha, você pegava ocorrência que você passava muitas horas, os caras te davam uma dispensa, recompensa para você fluir quando você quisesse. Eu mandei um e-mail para ele, expliquei que
eu ia fazer uma viagem com a família, que eu precisava de um dia a mais depois das férias, como dispensa recompensa. E ele falou assim: "Autorizado, ele me mandou o e-mail devolvendo Autorizado. Eu comprei a passagem. e fui viajei com eles. Tô sentado no aeroporto porque o bagulho é 10 horas de voo, né? Tô sentado no aeroporto. Me liga o major garoto, onde você tá? Eu falei assim: "Pô, tô aqui em Miami, tô, vou embarcar, chego amanhã." Ele falou: "Meu, o coronel tá dando pulo aqui falando que você tinha que estar numa reunião aqui hoje".
Falei: "Não, eu tô dispensado." Ele me deu uma dispensa. Ele falou: "Deu [ __ ] nenhuma". Eu Peguei e virei para ele e falei assim: "Pro major". Falei: "Meu, o coronel tá doido, mas de boa, não sendo mal educado, falei: "Coronel tá doido, ele me deu uma dispensa, ele ah beleza." Esse major foi muito do sacaninha, foi no coronel e falou assim: "Ó, o capitão falou que você tá doido, que você deu dispensa aí". >> Não, calma aí, sacan não, né? [ __ ] >> é não. A gente tem que ser bacana no podcast. Tá
>> aí. >> É. Aí o coronel me ligou, >> falou assim: "Ô, capitão, você tá onde?" Aí eu falei: "Eu estou no aeroporto em Miami com a minha família." Ele falou assim, ó, chegando no Brasil, deixa sua família em casa e se apresenta que você tá preso por ausência. Eu, como assim preso por ausência? Você teria que tá se apresentar hoje. Você não está aqui. Amanhã quando você chegar você já vai ter entrada em ausência. Você está preso. Eu falei: "Coronel, o senhor me", ele desligou na minha cara. Mano, você imagina o que é você
viajar 10 horas dentro de um avião com a sua família, cheio de mala, um cansaço da [ __ ] pensando assim: "Vou lá conversar com o cara que vai me dar voz de prisão? [ __ ] cara, eu nem fui para casa. Eu fui com a minha família pro quartel, estacionei no estacionamento, carro tudo cheio de mala, eu barbudo, cansado, 10 horas. >> Outra prisão, outra prisão, então, [ __ ] Barbudo. >> Subi lá, lá, falei: "Dá licença, coronel, ele tava com a cara de diabo." "Pois não, pode entrar". Falei, "Coronel, o senhor me perdoa,
mas o senhor me dispensou. Eu só tenho que voltar amanhã." Ele: "Não dispensei". Falei: "Cornel, o senhor me dispensou? Ele falou: "Você está preso". Eu falei: "Se o senhor me prender, o senhor vai se complicar, porque eu tenho prova que o Senhor me dispensou". Ele falou: "Então prova". Eu falei: "Então, senhor, me dá um minuto". Desci, entrei na intranet da polícia, puxei meu e-mail, mandei o meu e-mail de novo com cópia para ele, voltei na sala dele e falei: "Comando, entra no e-mail do senhor aí". Aí ele, [ __ ] você tá dispensado mesmo. Ah,
amanhã você vem. [ __ ] irmão. Não acredito, [risadas] >> cara. Eu voltei pro carro, eu falei pra Minha mulher, minha mulher xingava, falou: "Meu, você tá viajando faz 10 horas com uma cara de merda, estressado, louco, porra". Eu falei: "Calma, é, as coisas são assim mesmo, fica calma". [risadas] >> É, cara, agora, [ __ ] isso na polícia é [ __ ] né? É. Por isso que às vezes quando os caras fazem algumas reclamações um pouco eles têm, não é tudo, viu? Tem muita baixaria aí, exagero, mas tem algumas coisas que eles Têm razão.
>> E outra coisa, né, irmão, você é oficial, imagina o praça, que que passa >> [ __ ] >> mas são caras, não é a organização inteira, tem muito cara justo, decente, que trata bem, que acolhe, que apoia, é que tem umas maçãzinha podre, que é a carreira dele inteira ele é assim, entendeu? >> Pois é, mas é alimentado. O comandante geral fez o quê? [ __ ] o meu peixe tá Lá, eu vou botar o meu peixe contigo que é gente boa, e pega esse cara aí que tá sendo ameaçado, em vez de dar
um prêmio para ele, >> mas essa por um bom serviço, você pega o cara e resolve o problema. >> Essa é a minha grande crítica que eu faço quando resolver o problema. >> Essa é a minha grande crítica quando eu falo, quando eu tô no meu grupo de amigos comandantes, é assim, ó. Esses caras que são Destemperados, eles são destemperados de tenente a coronel. >> Sim, >> eles não são destemperado quando coronel. Exato. >> O cara entra na polícia, lá na academia você já vê, você fala assim: "Meu, esse cara é exagerado, velho. Esse cara
não tem parcimônia nas decisões dele. Esse cara é injusto." E aí você vê esse cara, ele vai criando um estrago a carreira inteira, que nem recentemente tem um Coleguinha aí que ele foi transferido, o batalhão inteirinho soltou fogos, >> entendeu? E ele vai ser coronel. E aí eu já conversei, eu eu tenho um irmão meu que foi subcomandante da PM. Um dia num restaurante conversando com ele, eu falei assim: "Ô chefe, senhor me perdoa, mas nada vai me fazer entender vocês promoverem A, B, C. É na conta de vocês a maldade desses caras aqui. Vocês
nunca podiam ter feito esse cara. Todo mundo sabia como eles Eram. Ele ele respondeu para mim assim: "Você não entende o que acontece dentro de um comando geral. Não fale de coisa que você não sabe. Eu: "Sim, senhor. Mas não dá, velho. Não dá. Não dá para não dá para concordar com isso, cara. >> Pois é, pessoalmente. Dá, não dá não. Não vai, não vai justificar, entendeu? não vai justificar aquele cara que você sabe que ele vem que ele vem sendo eh inapto pra função de chefia, porque ele não é equilibrado, ele não é justo,
Ele trata, ele trata a tropa mal, ele não pode chegar nesses lugares. E tem uns caras que chegam, velho, tem, pior que tem, pior que tem, não são todos, alguns são, são poucos, mas tem, tem. E da mesma forma, né, enquanto tem esses caras, também tem os outros, que nem você falou aí, é da mulher e dos outros cinco dentro da polícia trabalhando pro crime. O outro cara que metiu o os caixa eletrônicos junto, tirava serviço e mexe E rouba o caixa eletrônico. >> Eu vou falar uma coisa para você, com toda honestidade, desse tempo
todo que nós estamos conversando. A PM de São Paulo, ela corta na carne forte, hein? Nosso presídio é lotado. Expulsão. Então, cara, é um monte. A PM de São Paulo não passa a mão na cabeça de polícia errada lá. É [ __ ] Não tem, não tem corporativismo, não tem. Se tivesse, eu te falava, tô fora. E Danis, >> pô, mas ainda assim >> tem. Não tem. >> Mas é, mas ainda assim até botar o cara fora, né? >> Alguma coisa acontece também. os caras vão crescendo e se alimentando. >> Esse é o problema. O
problema é você ter uma estrutura de depuração. Ela é pequena e v e e você sabe muito melhor que eu, eh, que é assim, você não pode mandar um cara embora de qualquer jeito, que ele volta. Nós temos casos de reintegração, Né? Os caras voltam no em juízo. Então, não faz expulsão de qualquer jeito, porque o cara volta. O sistema de defesa, o sistema judicial, se você fizer um processo mal feito em termos de produção de prova, você perde. Eu vou te contar um caso para você ver que é absurdo. E ó, e ó, eu
vou eu vou falar para você. Em 5 anos que eu fiquei no comando da minha unidade, eu consegui a expulsão de 27 policiais. Tu botou 27 para foga em 5 anos? Só no comando, fora o que eu contribuí antes de ser comandante. E eu deixei lá uns 30 inquérito aberto, entendeu? A grande maioria, >> como é que é tu lidar com esses caras sabendo que o cara é vagabundo e tu não pode botar para fora enquanto o processo tá rolando? Então, na verdade é uma falsidade absurda, porque o cara te faz Continência, sorrir, te trata
como comandante de boa, tal, e você finge também que você fala assim: "Tudo bem, beleza, bom trabalho aí". E você sabe o que tá rolando, porque você quando você tá no comando, essas informações estratégicas estão tudo com você, né? Não fica pública. >> Sim. >> Então que nem teve um cara, esse eu vou contar porque já deu a expulsão dele. >> Só só não esquece o que tu ia falar, tá? É >> porque >> é esse da expulsão, cara, foi muito engraçado porque o que que ele fez? Ele tava tomando dinheiro na fiscalização rodoviária, só
que ele mandava depositar no Pix dele. Olha que loucura. Ele não tinha medo nenhum, mano. Ele falava: "Ó, você tá errado, tá sem licenciamento, deposita tanto no meu Pix". Ele fazia prova contra ele. >> Sim. Só que na segunda, na na uma das vezes que ele foi fazer, ele fez isso com uma parente de um colega da minha turma aposentado, e o cara me ligou, o cara falou: "Pagoto, eu não tô botando uma fé, mas tem um policial teu aí que parou uma parente minha e mandou depositar no piques dele." Eu falei: "Cara, o cara
é louco, mano". Falei: "Pode, pera aí que eu já vou mandar recolher ele e vamos instaurar um inquérito". Estourou o Inquérito, rachou, tinha os piques lá, tudo. E é assim, até isso tudo dar andamento e publicar, leva às vezes meses esse processo. Então, quando instaura, lá na PM funciona assim, em São Paulo, se instaurar um inquérito de algo eh que atenta contra os valores, você é afastado da do operacional na hora, no mesmo dia, entendeu? Então, cara, ele ficava no meu quartel no na portaria lá. E um dia, cara, eu cheguei lá na Portaria porque
o meu motorista, quando eu tava no quartel, ele ficava também na portaria, porque a portaria é uma base de fazer ocorrência, dá acidente, o caramba, os cara sobe na base e faz ocorrência. Então, o meu motorista, para ele não ficar sem fazer nada, ele ficava na base fazendo ocorrência. E eu fui trocar ideia com o meu motorista e ele tava lá e eu jogava bola com a minha tropa uma vez por semana. Por que que eu gostava de jogar bola? Nas quatro Companhias. Cada semana eu ia em uma, porque é no momento da bola que
você ouve algumas coisinhas, entendeu? Um cara chega: "Ô coronel, que bom que o senhor veio. Vamos trocar uma ideia aqui. Tá acontecendo isso, isso. Então o bom de você ir jogar uma bola, primeiro que a tropa acha, ela ela enxerga que você não é um cara boçal, entendeu? Ele fala assim: "Pô, esse esse coronel vem aqui com a gente, pô, joga uma bola, troca ideia, dá a mão, ele interage, >> entendeu? Ele não, ele não se acha o >> o lord da corte de Versalhes." >> Sim. Então o futebol meu era muito mais estratégico do
que futebol >> la >> isso. Então eu ia e esse dia eu fui conversar com o meu motorista, eu falei assim: "Eloi, daqui a pouco nós vamos descer que nós vamos jogar bola lá na primeira cia". Esse polícia que tava com esse boix virou, falou: "Ô chefão, posso bater uma bola Com vocês?" Eu virei para ele e falei assim: "Pode, cara, só que você espera um pouquinho. Assim que publicar sua expulsão, você vai se tornar um civil como qualquer outro". E aí, quando você for civil, você vem fazer uma visita pro quartel que a gente
vai te receber muito bem e talvez eu deixe você jogar bola. Porque enquanto você for um polícia desonesto, bandido, fica ruim de você jogar bola com o coronel. Ele: "Caramba, comando, falar um negócio desse para Mim, pô." Meu advogado falou que eu não vou ser expulso não. Eu falei: "Espera que você vai ver". Meu, deu tipo dois dias publicou a expulsão dele dessa conversa. >> Sim. >> Então, cara, é assim, [risadas] é o cara completamente desconectado com a realidade. O processo dele lá em São Paulo, a gente fala que é batom na cueca. >> Sim.
>> Fala: "Você, você vai ser expulso para não, não luta mais. Para de gastar dinheiro com advogado. O negócio desse você não tem como escapar, entendeu?" Mas os caras não, os caras vão nos advogados, gastam uma fortuna, o advogado promete tudo, é expulso. >> Eu acho, eu lico. >> Entendeu? É que esse eu já sabia que já tinha saído o relatório, >> perde o dinheiro pro advogado. >> É, já tinha saído o relatório da Expulsão. Eu só tava esperando a publicação. E ele besta, chega num comandante, posso jogar bola com o senhor >> aí? Esse
aí você falou. >> Eu falei, falei: "Viu, irmão, não vai dar. Espera você ser expulso. Quando você for civil, talvez você vê, a gente recebe bem, porque agora você é um policial bandido que vai ser expulso. Fica ruim eu jogar com você. Aí ficou com cara de boa, boa. Cara de ué. Eu eu Vou te contar um fato grave e você vê como é como a gente vai para cima e depura. >> Eh é eh eh pode vai ter gente que vai falar: "Pô, esse tipo de exposição da nossa instituição, gente, não pensa assim, cara.
Seria ruim pra nossa instituição se a gente não prendesse e não expulsasse. Desvio tem toda a profissão. Toda profissão. E a gente a gente tem os caras errado. Por isso que tem que ter muito controle no concurso, Na instrução, na supervisão. Não é uma polícia de qualquer jeito. Aí que tá inclusive a força de ser militar hierarquizado com disciplina, porque a gente pega muito mais pesado em cima. Tô lá no meu, na minha casa final de semana. Olha essa história, mano. Você não vai botar uma fé. Me diga o capitão. Comando, o senhor tá no
tá tudo tranquilo aí, tá de boa? Falei: "Tá". Falou: "Chefe, nós estamos com bo grave". Falei: "O que que foi?" Falei: "É o seguinte, a mulher vindo com o carro, com filho pequenininho atrás, foi abordado na base da polícia rodoviária. Ela tava de saia curta, vestido, saia curta. Policial chegou nela, falou para ela assim, ó, puxou lá, sua habilitação tá suspensa. Ela suspensa, falou: "É, tá suspensa. A senhora vai receber uma multa de R$ 3.000, a sua habilitação vai ser caçada e o Carro apreendido." Ela virou pro policial e falou: "Não, eu vim trazer meu
filho no médico, eu tenho comprovante". falou isso não, não justifica, a senhora tá errada, tá com habilitação suspensa, não podia estar dirigindo. Então eu já estou lhe explicando. Eu vou aprender seu veículo, uma multa de R$ 3.000, sua carta vai ser caçada 2 anos sem habilitação. Ela: "Nossa, você vai acabar com a minha vida. Meu marido vai ficar puto. Eu não Podia ter pego o carro, não faz isso". Ele falou assim: "Não, tem uma saída. Senhora, entra comigo ali no base, transa comigo e eu te libero". >> Que isso, irmão? >> Ela virou e falou
assim: "Como é que é? Que isso, irmão? está nos altos. >> Que isso? >> Eu não ia te contar uma história, eu tô te contando altos de um processo. >> É, não, em momento algum é do que você Tá falando. É o absurdo. Não, calma. O absurdo não chegou nem no começo. >> Que isso? >> Aí >> ela pegou e falou assim: "Você não pode falando sério. Eu tô com meu filho aqui, sou casado. Ele falou assim: "O seu filho fica no carro". Ela falou: "Eu vou deixar meu filho trancado no carro para transar com
você no na base". Ele falou: "É, senão eu já tomo as providências. Não quer? Pode falar. Ela muito ligeira. O que que ela fez? Ela virou para ele e falou assim: "Não, deixa eu te falar uma coisa. Eu moro no na praia, tô suja, fedida. Eu desço, tomo um banho, coloco uma roupa melhor, eu venho e faço o que você quer." Ele falou: "Para, você tá me enganando?" "Não, eu faço" aí, "Então me dá, deixa seus documentos comigo". Tomou os documentos dela, falou: "Então você vai que eu tô te esperando". Só que o marido dela
era amigo do capitão. Olha Como Deus é bom. >> [ __ ] >> O capitão me ligou. Aí eu já orientei, falei: "Ó, já coloca >> coloca a câmera no carro." >> Imagina, mano. Imagina o cara. >> Calma, calma que você vai, calma que eu vou chegar na parte boa. >> Ouvi uma história dessa da mulher dele. >> Calma que eu vou chegar na parte boa. Aí falei, ó, câmera no carro. Manda ela levar cédula, anotado os Valores, porque se ele mudar a proposta para dinheiro, já tem a cédula marcada. Coloca o pessoal nosso de
inteligência ao redor para aquele monitoramento, acompanhamento e apoio para ela. Deixa ela chegar, fala para ela não induzir a nada, esperar ele falar, só responde juridicamente para ficar bonito. Beleza. Beleza. Prepararam tudo, cara. Chegaram lá, ele fez exatamente o que eu tinha previsto. Ele não só reforçou o pedido para Transar, quando ela falou que não, [ __ ] que não tava querendo porque ela era casada, tal, ele falou: "E você tem dinheiro?" Aí ela mostrou a bom, foi do jeito que prisão em flagrante nele. Grampo tá preso. Bom, levou pro batalhão. Quando chega no batalhão,
vai fazer o alto de prisão em flagrante. Tá fazendo o alto de prisão em flagrante, entra um tático >> do sexto batalhão do da da Baixada e começa uma gritaria, mano. Aí, que [ __ ] que é isso, mano? Aí vão lá um polícia ensandecido do outro batalhão. Tá acontecendo, irmão? Falou assim: "Não, chefe, eu eu vim aqui para vou dar tiro na cara desse filho da Falei: "Mas que que você tem a ver com isso, velho? Você é o marido dela?" Não. É que é o seguinte, esse cara fez isso com a minha mãe.
Ele tentou fazer isso com a minha mãe. Minha mãe não aceitou. Ele arrebentou, multou, levou o carro, mas ele fez a mesma proposta. E minha Mãe me explicou tudo isso. Eu passei pro serviço de inteligência aqui, o pessoal do inteligência já tava monitorando e hoje eu vim olhar na cara dele porque ele devia fazer isso com um monte de mulher. Eu falei: "Irmão, você não precisa dar tira em ninguém. Daqui ele tá saindo pro presídio. Caiu a casa dele. O polícia tava transtornado, velho. Transtornado. >> Que isso, irmão? >> Esse cara foi condenado E preso.
Tá preso, entendeu? E expulso da PM. Então, por que que eu tô te contando uma história dessa? Num universo de 84.000 homens, nós temos cara com problema de maldade e problema, porque aí já é pior do que bandido, né? Aí já é outro nível. É psicopatia. >> É >> só que qualquer informaçãozinha que vem, a gente vai para cima, não escapa. Não escapa, entendeu? Então eu gosto de Contar essa história, principalmente quando eu dava aula para sargentos e cadetes, porque eu falava o seguinte, ó, a gente tem uma uma tendência na função de chefia de
abraçar todo mundo na brodagem. Tamo junto, irmão. Todo mundo aqui porque tá todo mundo [ __ ] no mesmo barco. E cuidado que nessa tropa pode ter uma maçã muito podre como essa que eu acabei de contar. Então a gente quando tem função de chefia, a gente tem que tá observando tudo com muito detalhe, porque senão você fica completamente vendido com cara que tem poder, arma e o caramba, que pode estar fazendo coisas absurdas, entendeu? E esse é um é um caso que choca a história, né? Mas é um é um caso que eu gosto
de usar para chamar a atenção dos comandantes de de coisa da importância Da gente tá o tempo inteiro observando todo mundo. Essa é a função do comandante e ela é péssima porque você é um corregedor da sua tropa, né? >> Sim, >> mas você tem que ser, senão não não queira a função de chefia. Não, não, eu não eu não gosto de ficar olhando o o que o outro faz, então não não queira ser chefe. Simples assim. Concordo, irmão. Isso tem que ser exposto porque essa história, Essas histórias vão correndo na sociedade, vão correndo. Se
não tem a resposta, se não tem esse resultado, esse final, que que que a sociedade vai entender? >> [ __ ] é um padrão. >> Eles podem tudo. Esse não é o único. >> Meu irmão, que absurdo. Tu imagina a mulher chegando em casa falando pro marido dela: "Olha só, aconteceu isso, isso, isso". E o marido, imagina o tesão que ele sentiu de ver a gente ir lá e Meter esse cara em cana. Esse cara deve falar: "Mano, esses caras são sério, >> caralho." >> Ó, você quer ver um outro que que foi um negócio
problemático na minha vida? Eu, ele, minha esposa, meu filho, a esposa dele, a filhinha, véspera das minhas férias, 15 dias de férias, a gente ia fazer uma viagem de uma semana para Gramado, passagem comprada. Ó como é a vida de de comandante, que os caras às vezes fala Bosta internet e não sabe o que o que é ter um nível de responsabilidade como essa. Saí. Nosso voo era, acho que era 6 horas da manhã, era isso, 6 horas da manhã. Isso, 6 horas da manhã. Eu saí de serviço 6 horas da tarde, fui para casa
para arrumar as malas, chamei o major, falei: "Mano, eu tô indo para Gramado, você vai ficar no comando interino, mas eu tô no QP no celular. Qualquer coisa eu te ajudo à distância e tamo junto. Não vou, não vou Me desligar não. Ah, beleza, chefe. Vai, vai tranquilo, fica sossegado. O major trabalhava comigo, tinha 20 anos na mesma unidade, era um cara super experiente. Falei: "Tá bom". Quando deu, olha só, quando deu 5 horas da tarde, eu já tava, sabe quando você tá ali, ó, [ __ ] preciso ir embora, arrumar minhas coisas que eu
vou embarcar 6 horas da manhã para você embarcar às 6, você tem que estar às 4 no aeroporto, né? Falei: "Caraca, a Mulher já impaciente com as mala pronta". Quando deu 5 hor da tarde, o tenente me ligou e falou assim: "Chefe, tô com uma zica". Falei: "Ai, caramba, que que foi?" falou: "É o seguinte, um amigo meu é dono de uma empresa aqui na Baixada, falou que o caminhão dele que eles pagaram uma grana e mesmo depois de pagar os caras encheram de multa". Eu falei: "Como assim?" Falei: "É, não tô indo lá para
ver o que é." O capitão Pegou e desceu. Inclusive, é o mesmo capitão da história da mulher. >> Sim. >> Aí ele desceu, me ligou, falou: "Che zic, hein? É o seguinte, a primeira viatura abordou, tomou um dinheiro, só que ele foi parado pela segunda viatura. A segunda viatura era os cara honesto encheram ele de multa porque tava com um monte de coisa errada no caminhão, adesivo, balanço Traseiro, pneu careca, um monte de coisa errada. E eu, a segunda viatura encheu de multa. Aí o motorista desceu na empresa, falou: "Pô, tô puto porque nós pagamos
tudo que a primeira viatura mandou, a segunda vai e faz isso, eles não se conversa". Como é que é isso? >> O dono, o dono da empresa ligou pro capitão. >> A imagem é o quê? Que é que é toda a instituição que é uma rede? >> Não é são coisas são malignos individuais. Aí aí cara eu liguei, falei para ele assim, ó, sobe já escolta a viatura pra nossa companhia e manda apresentar o motorista. >> Hum. >> Manda o dono da empresa levar o caminão e o motorista. vou me instaurar inquérito e eu vou
avaliar se é caso de prisão em flagrante. Aí A viatura era uma policial feminina e um recruta com seis meses de formado. Eu já fiquei puto, cara. Por que eu fiquei puto? Porque a gente tem uma noção e aí você começa depois vê que não é bem assim que a mulher ela é mais difícil de se corromper. E eu vi aquela mulher com 20 anos de polícia, falava: "Não é possível que essa corrompeu esse moleque, acabou de entrar, velho. Moleque novo." Ao invés Dela ensinar ele, ela tá desvirtuando ou vice-versa. Eu comecei a ficar puto
e pensando na minha viagem. Aí virei e falei pros oficiais, falei assim: "Ó, vê se tem algum comprovante de depósito." Aí o dono da empresa falou: "Tem aqui, ó. Eu tenho o comprovante que eu depositei na conta. A conta que ele depositou era uma conta no Rio de Janeiro e tinha o nome, o CPF. Aí falou: "Mano, depositou no Rio, cara. O que que é do Rio?" Aí vai ver o recruta era do Rio. Aí eu falei: "Porra, deve ser alguma parente dele. Aí levanta lá, não, não é nada dele, não é nada dele, não
é nada dele. E aí eu falava assim: "Eu preciso fazer algum link, senão não consigo nem prisão em flagrante. Eu tenho só o motorista que fala, mas eu não tenho comprovação de entrega". Cara, o meu oficial de inteligência falou: "Ô chefe, eu tenho aqui plano de chamada. Vamos dar uma olhada no plano de chamada, man. Quando foi olhar o plano de chamada, o nome, CPF, telefone, essa mina do Rio era a namorada dele. >> O que que é plano de chamada? >> Plan de chamada é um envelope que tem nos quartéis que se der algum
BO, você vai chamar todo mundo que tá de folga. >> Hum. Então você tem que deixar contatos ali onde você vai ser achado, porque se der BO eu ligar e não te achar, você fica preso. >> E ele deixou o contato daquela mina onde foi o depósito. >> A hora que veio esse comprovante, eu liguei no Tribunal de Militar, falei com o promotor, falei: "Celência, aconteceu isso, isso, isso? O senhor acha que cabe um uma prisão em flagrante?" Ele falou: "Cara, cabe, vamos fazer a prisão". E a audiência de custódia o juiz define se libera
ou se mantém, porque você só tem aí a o Reconhecimento, a palavra do que pagou, um comprovante que liga eles. Eu não sei se eles podem se deixar solto, ameaçar alguma testemunha, acho que cabe a prisão. Falei: "Então, beleza". Liguei pro capitão, falei: "Ó, ouve todo mundo e pode dar voz de prisão que eu tô a caminho." Cheguei pra minha família, falei: "Ó, vocês embarca para Gramado que eu tô indo pro quartel". Minha mulher o quê? Falei: "É, eu vou lá que eu vou ter que conduzir policial preso, uma policial feminino e um masculino preso
pro presídio por concussão." Ah, não, não é possível. Não tem gente lá para fazer isso. Falei, eu sou o comandante, pô. Tenho que ir. >> Aí, cara, eleita, >> ele com a família foram pro avião, embarcaram, foram para Gramado >> e eu fui pro quartel. Tô me arrumando para ir pro quartel. Me liga a tenente. Ai, pelo amor de Deus, pelo amor de Deus. Eu falei, [ __ ] que que aconteceu? Ai, tragédia. Esse policial novinho tava sendo ouvido e tomou ciência que ia ser preso em flagrante. Ele pediu para ir no banheiro. Ele foi
no banheiro, só que antes ele entrou no alojamento, pegou uma arma que tava no alojamento e explodiu a cabeça. >> Que isso, compad? Aí eu tô indo pro quartel, começo a Ligar, [ __ ] >> pra chefia para dizer que o policial se suicidou durante a oitiva da prisão em flagrante dele. Aí você chega no quartel, tá lá o polícia encostado na parede, com todos os miolos dele na parede, esperando perícia, a tropa do lado de fora te olhando com aquela cara que você precisa tentar decifrar porque fica aquele negócio, né? Tipo assim, aí ó,
ó o resultado. Só que ao meu ver é assim, >> é, ué, >> o cara não resolveu cometer crime, que se matar, problema dele. >> Exato. >> Entendeu? Mas tem policiais ali que querem te culpar do que aconteceu. É aquele clima péssimo, entendeu? >> É, é o tipo do Precisava disso, [ __ ] Precisava. Ué, >> a todas, todo o controle e a consequência foi tudo tocado por ele, Pô. >> Eu tive que conviver ainda um um ano e meio com essa policial no meu quartel, trabalhando na administração, dando bom dia, boa tarde, boa noite,
continência, tudo bem, caramba. Até sair a expulsão dela. Ela foi condenada. Engraçado, os crimes de concussão, normalmente o pessoal dá pena baixa, então dificilmente eles vão pro fechado. Eles cumprem semiaberto, semiaberto, Aberto e expulsão. Sempre dá expulsão. Não escapa um de concussão. Não escapa um. Tem um caso de concussão lá de dó expulso. Essa parte na polícia de honestidade, velho, lá em São Paulo tem caso de expulsão por um um uma garrafa de pinho sol no quartel. Por isso que eu falo para você assim, o pessoal não conhece o tamanho do peso da mão da
Polícia Militar de São Paulo para Depuração interna. É um negócio absurdo. Se você der brecha na PM de São Paulo de para desconfiarem da sua idone, a chance de você ser expulso é enorme. >> Irmão, mas como é que ficou teu comando? Eh, esse dia aí, como é que acabou esse dia, cara? >> Acabou esse dia? Esse dia acabou quase meio dia, porque aí eu comecei a enfrentar um outro problema político, que era o seguinte: isso é um crime militar, policial militar de serviço Dentro de um quartel. Crime militar, competência única e exclusiva da justiça
militar. O comando instaura inquérito, apura e a justiça militar que processa e julga. E tem n decisões de que você tem autoridade judiciária militar para requisitar uma perícia. Aí ligava pro instituto lá de perícia, ó, precisa vir fazer perícia. Eles só se um delegado mandar requisitar. Aí você Não, não, não é crime comum, é crime militar. Eu não vou dar ciência pro delegado. A Autoridade sou eu aqui. Eu quero perícia. Nós não vamos. Se não tiver pedido da delegacia, aí liga pro comando. Ó, a perícia não quer vir. Não, eles têm que ir. Tem decisão
já judicial, tem decisão do do papa, tem decisão do governador que eles têm que ir. Só que como eles vinham daquela daquela cultura de ser subordinado à Polícia Civil e aos delegados, tinha uns caras que era fechado. Aí eu falava: "Amigo, eu vou falando para você, já tem O número do inquérito, tá preservado, policial tá lá, precisa tirar até o carro de cadáver, tudo, só preciso da perícia". Não vou se não for um delegado. Aí liga pro comando, comando não, não é nem para dar ciência para delegado, nada. É, é para mandar aí. Eles não
vêm. Eu fiquei nessa guerra até 11 horas da manhã, até que uma hora eu liguei para um delegado de polícia e falei assim: "O doutor, dá para senhor me ajudar? Dá para fazer uma mensagem aí Pedindo uma perícia?" Ele falou: "Só se você mandar uma viatura, apresentar ocorrência aqui para mim". >> Que isso? >> Aí eu, tá bom. Mandei uma viatura, falei: "Vai lá, passa para ele os dados". Aí ele botou o bolachão vermelhão dele aqui, o terno, foi lá no meu quartel, fez aquela a dança do autoridade e foi embora. Aí agora eu peço
perícia De um crime que ele não tem competência nenhuma. E aí eu consegui embarcar quase 2 horas da tarde do outro dia. >> Do outro dia. >> E cheguei lá, eles caramba, hein? Meu, achei que não vinha. Falei: "Não, perdi só um dia da viagem, mas vamos vamos descansar um pouco, >> cara." E tua esposa, cara? >> A minha esposa, >> a minha esposa já tá acostumada, cara. Eu passei Natal e reveon na polícia >> rodoviária. Cara, cuida bem dela, cara. Ah, anos el >> cuida bem dela. >> É. >> E aí, cara? Aí tu
chega e como é que é? >> Ah, então eu, cara, eu passei Natal e reveillon fora de casa, anos e anos na polícia rodoviária e na rota, né? Eu lembra do boom da virada do milênio? Você lembra quando ia mudar do de 1999 para 2000 que todos os computadores iam Apagar, que eles não iam entender a virada? Tinha essa essa notícia. >> É, eu não tenho tanta memória assim. >> Lembra disso aí, Marcelina? Eu era mais moleque, não? >> A rota ficou toda de sobreaviso no pátio no dia 31 para ver o que que ia
acontecer quando desse 23:59. Então ficou um exército de rotariano dentro do quartel assim, ó. Vamos ver porque o mundo vai acabar, né? Vai pagar tudo. Todos os computadores do planeta Vão parar. Deu 2359, passou para 00, não aconteceu nada. Aí tá funcionando tudo. Tá, tá. >> Vai pra casa. >> Ah, pode ir embora para casa. Ah, mas você perdeu a fé. Você perdeu a festa, você perdeu tudo, >> car. Car, >> não. [risadas] E n e não é só tua esposa, né, cara? Teu filho também, né? Todo mundo. Todo mundo, cara. >> Cansei de ver
fogos na na praia, na Viatura do tático rodoviário. Vixe, puxando o trânsito porque tava tudo parado, tudo cagado. >> É. E é por isso que a sociedade, cara, se sente honrada e e é um privilégio te ouvir, irmão. Então, é muito bom, continue falando, porque esses casos é triste, ruim, que dá vergonha, que envergonha a tropa, envergonha a sociedade. Imagina, né, cara, uma mulher passar pelo que passou, a humilhação, cara, o trauma psicológico Da mulher, [ __ ] do esposo com sensação de impotência não poder fazer nada, porque dá vontade de sendo polícia ou não,
irmão, que vai matar o cara. Lógico, [ __ ] O outro polícia surtou por causa disso. >> O polícia com a mãe dele, [ __ ] e o pai da menina. Então assim, cara, é por de um animal, um verme, tudo que pode eh acontecer. E você falando aí, cara, as histórias vão acontecendo, né, que eu tô tentando Pensar assim, cara, faltou algum ponto que >> não, a gente marca de novo, Gl. Não, eu tô falando >> você não quer mais que eu venha, não quer que eu conte tudo hoje? Não, >> não é isso.
É, é dessa conversa. Porque eu ainda falei para você assim, ó, cara, não esquece o que tu ia falar. >> É. E aí tu vai puxando, tu lembra de uma coisa e fala da outra. Ia falar dessa do do polícia que tentou pegar a mulher lá. Você sabe que eu e o Marcelino nós estamos combinando, a gente tem que vir um dia aqui com um tempo para ir conhecer alguma praia aqui. É a segunda vez que eu venho pro Rio de Janeiro. Eu só conheço seu podcast, man. >> Verdade. Pegar um bronze aí, né, cara?
[risadas] >> É, [ __ ] eu vi vocês lá [ __ ] curtindo a águana lá em São Paulo, né? >> Podcast na lancha. Você quando for lá também não vai correndo igual você fez Aquele dia. >> Eu fui correndo. >> É, é. A próxima vez você vai com dia. >> Fui no mesmo dia e voltei. Tá bom. [ __ ] E vocês vêm aqui, não vão na praia, eu vou lá, não vou para restaurante. Que que tem de bom lá pr eu? >> Não, nós vamos levar você para passear no meu barco. Tem um
barco lá no bacana. Não, que nada. Tem nada de longe lá, >> meu irmão. Muito bom, cara. Muito bom. E Fica cansativo, né? Agora, cara, o problema é que a gente tá longe, né? Por isso que os podcast tá lá em São Paulo, tu vai o tempo todo, né? No snider tu vai direto. >> É, não, ele agora eu tô fazendo news, né? Uma vez por semana aí, mano. Volta, [ __ ] mano. Volta, [ __ ] mano. Volta, [ __ ] [risadas] irmão. [ __ ] eu quero, eu quero ver no dia que eu
começar a comentar futebol, [risadas] no dia que eu começar a fazer Paradas, nada a ver. E essa rapaziada, para onde eles vão, irmão? >> Eu eu não tenho nada de não tenho nada de futebol, hein, mano. Você não vai me chamar não, [risadas] >> [ __ ] irmão. É, é notícia, é o react. E agora é o news também. Que bom, cara. Eu fico feliz. Aí tu tá lá todo todo dia quando >> é não é segunda. De segunda, né? Às 2 horas a gente faz um de duas horinas e pior que tá bom, cara.
>> Sneider News. >> É Snyider News. É Snyider News chama. É >> Sneider News. >> Mas tô fazendo um monte. Acho que essa semana a gente tem um, eu e o Castro vamos lá no Redcast. Tô fazendo >> e e o o Tica, cara, eu falei com os caras ao vivo lá. Tu viu? >> Os car tem os caras não tem interesse em me ouvir não. >> Não. Mas tu viu não. Eu falando. >> [ __ ] não vi, cara. no meio do papo me indicar para aquele seu amigo lá, o [ __ ] que
tem um um que é grandão amigo dele lá que até falaram, pô, o Glauber é amigo dele, mano. >> Inteligência, >> inteligente. É, talvez esse queira, porque o Tica e pior, >> por eu falei com bola. Não, não, que isso vê na minha entrevista lá com bola, eu falei, [ __ ] falei teu nome, ele, [ __ ] o Paganoto é gente boa, >> vamos chamar eles e tal. Aí o carioca é [ __ ] né? que o carioca toda hora atropela a conversa, né? >> Aí o carioca, pô, tem aquele outro lá também, o
paviote >> do canal lá que eu gosto, iconografia da história. Vamos, vamos chamar aí o bolé chama os dois. >> Na semana seguinte o paviote foi, [ __ ] >> É, não, as minhas histórias minha boca Não serve para contar lá não, >> [ __ ] [risadas] Não, tu é muito bom, cara. Cara, ó, mano, Walter, mano, Walter, [ __ ] meu parceiro aqui desde o início, tem alguns convidados, cara, que acaba o podcast e o meu filho e fala assim: "Irmão, foi bom para [ __ ] vai estourar." E e assim o vai estourar
é porque eu já sei que o público vai querer assistir e vai bater milhões de visualizações. O Correia quando veio aqui a primeira vez eu falei isso, o Honório e vários outros, [ __ ] assombroso. Esse fil eu falei para tu naquele dia. E o teu podcast, cara, foi um dos melhores do ano, [ __ ] Tem um mês que tu veio. >> É, >> tem vídeo, tem vídeo teu que vai bater 2 milhões. Não é mais, não é fácil. >> Para mim, pro Sneider, por inteligência limitada, não é fácil tu botar 2 milhões num
vídeo de podcast em um mês. Não, Cara. lá em 2022, 21, 22, 23, era mais fácil, né, no início dos podcast hoje, irmão. Então assim, cara, o Tica, o Tica Ticarquer hoje, mano. Val, >> eu sempre erro, >> muito difícil o nome, mano, para mim. >> Eles, eles, cara, talvez é questão de agenda. Eu vou falar com o pessoal da produção, eu vou mandar mensagem, eu vou mandar mensagem. Eu tô fazendo tanto, você acredita que eu fiz num podcast Palhaço >> os caras fazem aquele trabalho de nos hospitais com gente que tá bem doente e
tal. [ __ ] eu entrei para gravar o o podcast, os caras tudos vestido de palhaço, mano. [ __ ] de uma zoena, os cara, eu tenho feito uns podcast bem bacana, cara, bem bacana. E eu não falo não. Eu tô eu tô indo tentando ajudar todo mundo que eu posso. >> Já que tu não fala não, irmão, então volta aí, sei lá, daqui uns dois meses, Fevereiro. Volto, >> já vamos fazer o calendário aí do ano, então, né, cara? Porque, pô, >> é, >> é, é um ano de da tua vida na polícia é
4 horas de podcast, né? >> Isso resumido. >> Só para você ver, ó. Tem tem que fazer mais uns 10 podcasts. >> Ó que eu tenho aqui anotado algumas coisas assim, ó, que eu vou me preparo. Roubo naanchieta. Ribeirão Preto, a PF, A policial feminina que se mijou no dia do capoeira. Central telef central telefônica de tráfego com 70 kg no Simion, grampo na escuta da PF, carro de cachorro quente em Buritama, o celular do tático rodoviário, um monte de coisa aqui, ó, o roubo em calia, o do Banco da Avenida Brasil, as as armas
do Thor, roubo de carga na cidade de Tiradentes, o advogado Mário Fofoca, viola em cacos, fuzil no largo do Tremembé do COI. Esse eu falei hoje aqui. Fuzil do largo do Tremembé. Fuzis de Piracicaba, eu contei tráfego no Chaplin eu não contei. Churrasco no Clara Nunes, eu contei hoje tráfico no Elba, quando eu tomei em quadro não. Eh, a Kombi. Deixa eu ver que mais aqui, ó. Fuzis de Osasco. >> É mais fácil falar o que tu contou do que o que >> é tudo aqui não. Latrocínio em Osasco, que era um policial civil, não
contei. Sequestro do cara da UNG, eu contei a metralhadora no McDonald's na Mutinga, Não. As armas no Joque, que era polícia envolvido também não. Roubo no Shopping Penha. Quando vieram me roubar, cara, era maió da hora no Shopping Penha. Vieram me assaltar e minha mulher trabalhava, era gerente de uma loja e tinha um dono de uma rede de loja maior metidão, boizão, que ficava dando em cima da minha mulher. E o motorista e o segurança dele era da rota noturna. O cara chegou para mim na rotona, falou: "Ô chefe, meu patrão é talarico. Ele Fica
dando em cima da mulher do senhor lá no shopping. Ela não dá mole para ele não. Ela ela é ela é correta, mas ele tá de olho na mulher do senhor, viu? Eu falei assim: "Ô irmão, fala para ele, cara, que eu sou tenente rota, mano, que eu tenho um proceder diferente. Fala para ele não arrumar pra cabeça dele, não. Tanta mulher solta aí, ele vai querer pegar a mulher do trade da rota, mano." Ele falou: "Não, chefe, pô, eu eu vou dar um toque nele". Falei: "Beleza, Meu. Os caras vieram me roubar na porta
do shopping. Matei os ladrão na porta do shopping. Nunca mais ele deu em cima dela. [risadas] >> Ai, [risadas] [ __ ] foi da hora. Tu foi buscar tua manger no shopping? >> É, mano, eu tô parado. E ó, e e na moral, eu sou bunda mole, velho. Eu sou [ __ ] bunda mole. Eu faço de tudo para eu não arrumar treta, porque eu, ó, tô armado. Eu ando armado 24 horas e se eu puxar eu dou mesmo. Eu atiro. Não, não Tenho dónde atirar não. Então, eu não quero ir pra cadeia. Eu tenho
mulher, filho, eu tenho uma vida boa. Eu sou um cara, um cara decente, trabalhador, honesto. Eu não tenho vontade de ficar na cadeia. Então, para eu para eu puxar minha arma e atirar, vai ser naquele momento que eu sei que eu vou conseguir me defender juridicamente. Beleza? Então, se eu puxar, eu vou atirar, porque eu tenho certeza que eu vou conseguir me defender. E aí, o que Acontece na rua, por exemplo, briga de trânsito, eu não saco arma. Qualquer treta assim, eu não puxo a arma. Eu posso até dar uma discutida assim depois, ah, tá,
tá, vai, falou, tchau, sai fora. Entendeu? Porque eu sou bunda mole, cara. os braços. Eu não sou tipo bombadão, >> não vou ficar [risadas] saindo na mão, vou apanhar. >> Que bom, que bom que é assim, >> é, vou apanhar, não sou trouxa, >> entendeu? Então eu eu não arrumo treta de jeito nenhum. E esse dia e eu sempre fui assim, desde desde mais novo. E esse dia, meu, eu parei o carro e eu eu tinha feito uma coisa que eu fazia raramente, que era levar a minha farda no carro para lavar, porque chega uma
hora que ela fede, né, mano? Você usa três serviços, você tem que levar para lavar. E eu enfiei a a farda da rota embaixo do banco, tinha uma caminhonete. Eu parei o carro e liguei para ela. Falei: "Ó, cheguei, pode sair". Tava na na frente do shopping. Aí, cara, veio dois caras bem vestido descendo assim. E eu tinha e uma caminhonete, aquelas F100, F150, eu não lembro, já faz tempo também. E o cara, eles vieram os dois do meu lado e bateu com tudo assim, ó, com com o cotovelo no retrovisor. Eu olhei, mano, juro,
cara, na hora eu pensei que fosse o cara que tava dando em cima dela, porque eu tinha acabado de falar com o polícia da rota, tipo uma Semana antes. Aí eu falei: "Mano, será que esse aí é o o talarico que tá vindo aqui querer arrumar a treta?" Aí eu olhei e falei: "Mas cara folgado, velho. Só que eles bem vestido. Por isso que eu não pensei em ladrão no primeiro momento. >> Sim, >> mas eu já catei a quadrada e fiquei olhando aqui no arrumei o retrovisor, fiquei olhando, falei: "Que [ __ ] é
essa?" Mano, os caras quando eles Passaram a caçamba, eles deram os dois passos, cada um sacou uma, abrir e veio um de cada lado. Quando ele veio bem pertinho de mim, ele tava com uma embela, blusa, ele levantou, ele falou: "Perdeu, boy". Eu abri a porta e dei pau. Eu eu catou aqui assim, ó, mano. Saiu aqui, ó. Era nove Walter, né? Eu usava uma Walter da rota. Catou aqui, ó. Atravessou ele no meio, saiu aqui embaixo. Ele desmanchou, mano. A hora que ele desmanchou, foi a minha sorte, Porque eu e ele tava de frente
um pro outro. Se ele tivesse apertado o gatilho, ele tinha me baleado. Ele soltou a arma, caiu no chão assim, ó. Desmanchou, eu desci. A hora que eu desci, o outro deu um monte pau, pau, tudo em mim, assim, ó. Só que eu passou pela caçamba e eu e eu abaixei, né? Então, não me acertou nenhum. Aí eu pisei na na do lado da cabeça dele assim, ó. Levantei a minha para dar no cara. A minha munição ficou parada na Janela. >> Aham. >> Aí eu fiquei apertando, não saí assim. Ele começou a correr. >>
Aí, cara, eu tava tava tão adrenado que eu peguei a pistola dele que tava engatilhada, enfiei aqui, já foi um erro, porque se ela dispara é uma merda, né? >> Na adrenalina não dá para conferir [ __ ] nenhuma. Só pegou. >> Eu f no no no jato, né? Enfiei aqui Assim, ó, e deu um golpe na minha. A hora que eu dei o golpe na minha, meu dedo tava no gatilho, eu dei um disparo, pau, eu [ __ ] merda, pegou entre o meu meu pé e a cabeça do ladrão. >> Isso que eu
ia perguntar, te dei outro tirei. >> O ladrão, juro, cara, não acertou nele, mas o ladrão fez assim, ó. Não me mata não falei assim: "Não, foi acidental, cara. Fica na sua". [risadas] Aí eu levantei, cara, eu juro, mano, eu Levantei e comecei pau pau d no outro. Ele virou a esquina. Aí eu fiquei agachado assim, eu falei: "Puta que pariu". Aí ele: "Senhor, me deixa sair fora". Eu falei: "Calma, calma que eu vou ver o que eu vou fazer". Mas eu já vi o melado grosso descer e a gente já viu muito ladrão morrer.
Você sabe que >> ele não vai conseguir nem levantar. Ele tá indo, né, mano? Aí eu fiquei abaixado ali. Aí, cara, saiu um maluco de terno que tava no bar na frente correndo. Maluco não, esse cara foi um anjo para mim, né? Inclusive ele apareceu num podcast falando: "Ô, lembra desse cara que você tá falando aí? Sou eu". O podcast é [ __ ] né, mano? Aí ele pegou e fal, veio correndo assim: "Mata ele, mano, mata ele". Eu: "Não, calma". E começou a dar chute na cara do ladrão. Aí eu para, [ __ ]
para, mano. Aí ele, esses cara mataram meu irmão, mataram meu irmão. Eu falei: "Ele matou seu irmão?" Ele falou: "Não, os caras foram Roubar o carro do irmão meu e mataram ele. Teu ódio, mata ele." Eu falei: "Não, cara, pelo amor de Deus, esse cara já tá baleado, não chuta mais ele". Falei: "Ô, vai lá no meu carro, pega meu celular". Aí ele foi na cabine e catou o meu celular. Eu falei: "Ó, liga o número tal". Ele foi ligando. Eu falei, "Está ligando na rota". Quando atender, você me dá. Aí ele me deu. Aí
eu falei: "Ó, atendente para ganar, ó. Tô aqui na rua tal, troquei tiro com dois caras, tô com Um cara baleado aqui, tem outro armado voltando para me catar. Manda a viatura com uma certa. Desliguei, pum". Aí, cara, quando eu olho assim, o outro voltou, já tava chegando mais perto o o que tinha fluído. Voltou, mano. Voltou. >> Foi a hora que eu levantei, eu comecei pau, pau, pau, deu um monte. Bom, beleza. Ele voltou a correr e virou na esquina. Quando ele virou a esquina, eu já escutei o barulho da zangada vindo. Sargento Bonfim,
que aposentou no Segundo choque. Aí os caras deram aquela fritada. Quando deu aquela fritada eu já levantei, falei: "Bomfim, bom fimho, o outro baleado tá correndo lá". Eu tenho certeza que eu baliei ele. Ele virou esquina lá, os cara tá tudo tá tá pela ordem aí, chefe. Falei: "Pela ordem, corre, cola lá que o outro acabou de virar esquina." Aí ele saindo a milhão. Aí quando eu vejo o tenente Racort vindo a milhão também. Ah, deu aquela fritada, desceu ele. E aí, irmão? E aí, irmão? Eu Falei aqui, mano, pode socorrer que já era, mano.
Pode socorrer, mas já era. Tá ruim, tá descendo melado aí os cara. Bota, bota aí, vamos socorrer, vamos socorrer. Só que enquanto os caras tavam girando a viatura para socorrer, a minha digníssima tinha acabado de sair da loja e tava na calçada. Aqui que ela viu >> o meu carro, um corpo e o sangue atravessando a rua. Ela desmaiou, bum, caiu. >> Cadinha, [risadas] Cara. Cadinha, cara. Tu esposa? Não acredito, mano. >> É, minha mulher me ama, meu. É [ __ ] >> [ __ ] meu irmão. Ama, [risadas] [ __ ] Eu te amo,
irmão. Eu te amo. Ela é outra coisa, meu irmão, que eu não sei dizer. Essa bosta mesmo. >> Que isso? >> Aí, tanto que o meu sogro na época falou assim: "Larga dele, você olha isso, isso é vida, tal". É, mas não largou até casou. [risadas] >> E esse cara, você sabe que esse ladrão é outra coisa interessante, né? Eu tenho recorte desse jornal, dessa ocorrência, tal. Foi bom que pararam de dar em cima da minha mulher no shopping, né? Porque imagina o que foi aquilo na porta do shopping. Mas o que é mais interessante
é o seguinte. Esse quando eu era aspirante, eu fui pro centro, lembra que eu te contei que eu fui pro centro? Lá no centro da cidade tem um restaurante mais assim, ó, famosaço lá, antigo, Cara, de comida italiana, massa. E quando eu era do tático do centro recrutinha, a gente parava com a barca lá para pegar marmita de massa para comer. E a gente tinha um [ __ ] bom relacionamento com os donos, com gerente, com garçom. Esse cara que eu matei era filho do gerente do restaurante que eu conhecia, meu amigo. >> Que isso,
compadre? A vida é [ __ ] né? Esse cara, ele falou para mim o Seguinte, nós nós fomos na casa dele lá na Amador Bueno da Veiga, na zona leste, o pai trabalhava no centro. Quando eu soube que era o pai dele, era o gerente lá, tal, pá, o pai dele falou o seguinte, falou assim, ó, dois carros bom na garagem, casa boa, todo mundo trabalhador e falou: "Esse meu filho começou com maconha, foi pro pó, tava arrancando tudo de casa para trocar por pó, começou a saltar para pagar as dívidas Dele na boca. A
gente sabia que um dia a gente ia receber essa notícia. [ __ ] que merda. >> E o de China, hein, cara? Logo você, hein? >> É. E onde ele foi me roubar? Na Penha. O pai trabalhava no centro, eles moravam ali na Penha e ele foi me roubar na Penha, na rua do shopping. Ele era filho de um cara que eu conhecia. >> Não, tu matou o filho de uma um amigo. >> É. >> Agora, irmão, e no shopping, né? O Chaga nem aí para nada, né? >> É na porta lá de fora, né?
>> Sim, mas >> mas não >> movimentado e tal. Os car o ladrão para catar carro assim, eles não estão nem aí não, né, mano? E você sabe que eu eu fico pensando, eu eu penso desde sempre dessa ocorrência, eu penso que é o Seguinte, que quando ele deu a cotuvelada, ele queria que eu debatesse com ele. Aí ele ia mostrar que tá armado, mandar eu ir pro meio, ia sentar um de cada lado e não ia chamar atenção de ter que sacar a arma, entendeu? >> Mas eu fiquei quieto, ele deu a cotuvelada e
eu fiquei quieto, fiquei olhando, que [ __ ] é essa, mano? Eu fiquei olhando com até a arma e fiquei olhando. Então o a a minha a minha bunda molice quebrou o esquema deles, né? Porque se eu tivesse ali, ô mano, tá louco, tá fazendo? Ia começar a conversa, ele já ia falar: "Ó, mano, é assalto todo, vai cai, vai pro meio aí, vai pro meio". E não ia sacar. >> É >> como eu fiquei quieto, ele não teve reação, ele bateu, ficou me olhando, eu não falei nada, ele continua andando. Aí falou: "Ah, então
vai, vamos enquadrar o boy" aí e sacaram. >> Quebrou o processo, né? >> Quebrou o processo. Eu acho que foi isso que aconteceu. >> É. Agora também tem a questão que eles têm certeza que ninguém vai est armado, né, irmão? Então, tipo assim, o cara >> tomou, >> se ele tivesse plotado de alguma forma que tu fosse polícia, ele ia num outro carro, pô. >> É. É. Então de repente ele olhou pra tua cara ali e falou: "Porra o bozinho aqui aquele oportunista que sai no rolê na Rua e qualquer carro bom que ele catar
o desmanche vai pagar um valor." Então ele foi, viu um boyzinho parado dentro de um carro, o cara de Zé Ruela, ele falou: "Pi, isso aqui é boy, vamos catar pá, se fodeu que era rotona, mano." [risadas] >> Meu irmão, aí imagina, mano, fechou o shopping, né? É, então >> deu um fusu do [ __ ] no shopping. Não, na verdade assim, eu eu fui buscar minha mulher no último horário, né, que era 11 horas da noite, quando fecha as lojas, Então já tava praticamente fechando. Mas o legal foram o dia seguinte, né, porque todo
mundo comentava no shopping que um cara trocou tiro e matou os caras na porta e aí falava: "É, é o namorado da mina da loja tal lá". Então, [risadas] foi da hora. Ai, os talarico fala: "Né ali é melhor não, né?" >> [risadas] >> Deus Deus te deu a oportunidade para tu resolver o problema da forma light suave, né? >> Agora, irmão, e a esposa desmaiou? Como é que ficou? >> Desmaiou, cara. Aí os polícias foram nela, ajudaram ela, tal. E esse sargento Bonfim que voltou, levou ela para casa, entendeu? Aí que a meu sogro
tal, pô, viatura trazendo, ela contou tudo que tinha acontecido. >> Ah, tu não tinha casado ainda? era namorado. Era namorado. >> [ __ ] cara, isso tem quantos anos? >> Isso foi Deve ter sido tipo 97, 98. É, eu casei em 2000. >> E tu já nas aventuras aí, né, >> mano? Várias, várias. Eu tenho uma, cara. Eu era muito louco, mano. Muito louco. Essa eu preciso contar que é engraçada. [risadas] >> Essa eu nunca contei, >> mano. Pô, você botou o que nessa [ __ ] que é o chá da >> É água não,
eu acho [risadas] que é só Água, né? É água carioca, você vai se soltando, né, irmão? >> Eu vou contar porque já já prescreveu já faz mais de 20 anos. Logo que eu nesse período que eu tava na rota, né, mano, a gente andava tipo assim, vem do bicho, né, porque você ficava o dia inteiro andassaça, eh, catando, apavorando o ladrão, trocando ideia, fuçando, mandando o cara pra cadeia, trocando tiro, mandando o cara Pro inferno. E aquela aquela vida louca, né, cara? Então você ia para casa, você tava tipo assim ou esgotado, que caía e
dormia, ou você tava ainda na adrenalina milhão e preocupado, né? Preocupado. A gente, cara, a gente andava na rota, os caras falavam: "Ó, meu, cuidado com pegadinha, hein, mano". A gente tinha, teve casos em São Paulo de o cara ir chegar lá para matar, entendeu? Então você não ficava, qualquer mulher te ligava ou vem aqui, você vai. A gente Orientava os polícias, falava assim, ó: "Cuidado, mano, cuidado. Às vezes vem o negócio, uma isca, você vai ver, é o crime que tá te puxando." Não vai, não vai. Vai em quem você conhece, vai em quem
tem procedência, quem tá te indicando, não vai em qualquer coisa. Beleza? Então é, é uma fase que você fica muito, você vê bicho. Tanto que quando eu fui balado no pé na troca de tiro que vieram sequestrar a minha vizinha no domingo, tipo assim, eu tava Em casa, tinha acabado de comer uma macarronada, eu tava suando com a macarronada, eu fui pegar meu carro para tirar da garagem, eu vi os ladrão vindo, eu bati o olho, falei: "Puta, é ladrão porque você tá que nem agora". Agora eu tô meio meio zer ruela, eu tô bobão,
entendeu? Não tô tão bicho quanto eu era. Não, não, não, também não é muito trouxa não, mas não sou que nem eu era naquela época, que só de bater o olho eu já ficava falei: "Meu Deus do céu, Entendeu? Hoje eu sou mais mais na mãe, eu tô mais velho. Mas eh minha minha minha mulher, cara, fez uma faculdade de um pessoal mais moderninho, assim, o pessoal mais, vamos dizer assim, é paz e amor. Essa galera >> fez humanas. >> É, essa galera de humanas >> fez faculdade de humanas. Tá bom, entendi. >> Na verdade,
o dela é desenho industrial, Mas as amizades, a faculdade lá, faculdade de boinha lá em São Paulo, é o pessoal f de vó, manja? É o pessoal que toca guitarra, cabeludinho, pá. >> Bom. Aham. >> E minha mulher, como ela trabalhava muito em shopping, ela tinha muito amigo eh homossexual, entendeu? E eu era de quartel rotona, mano. Então eu não tinha muita relação com as amizades dela. Eu era muito fechado e ela sabia como eu era, ela ela Evitava. Então eu não tinha muito contato com os amigos dela. E aí um dia, cara teve uma
festa na casa de um de um irmão de uma amiga dela no interior e ela vamos. Eu falei: "Porra, tô cansado do serviço, mas vamos, vamos, vamos". Eu falei: "Tá bom, então vamos". E ah, nós vamos dar uma carona para um casal de amigo meu. Esse casal a gente é amiga até hoje, mas o casal tipo assim, o cara ma nerd e a menina também, Entendeu? E eles estavam no carro comendo aqueles salgadinho, tipo fandango, sabe? >> Aham. >> E a gente pá na rodovia na Bandeirantes, cara. E eu tô lá no carro, eles conversando,
tudo que é assunto, sonzinho ligado, pai, eu aqui dirigindo, dirigindo. Vem um carro, mano, a milhão com três car cara e na minha traseira assim com tudo e começa quase bater. Eu olhei aquilo, eu já tava uns 110, 120 Por hora. Falei: "Que [ __ ] é essa, mano?" Peguei D7 e joguei pra faixa dois. Os caras passaram me encarando assim com cara feio. Eu olhei, não quis assustar eles. Falei: "Mano, já peguei, botei a arma aqui e continuei". Ah, só que eles foram embora e eu mantive essa velocidade, só que na faixa dois tava
meio de madrugada assim, bem tarde mesmo, e vazia a rodovia. E eu, ah, eu comecei nessa velocidade chegar perto Deles, eles foram diminuindo, foram diminuindo, foram diminuindo. Aí eu passei só aqui na faixa dois e fui lá, fui pra frente. Fui pra frente. Quando chegou mais paraa frente, eles foram ficando bem para trás, eu seta pra esquerda, voltei pra faixa um, 120. De repente, os cara vem com tudo. Os cara vem com tudo e começa quase bater. Falei: "Ah, mano, é, é, os caras tá com arte". Catei o cano assim, ó, meu. Abaixei um Pouco,
joguei, deixei passar. Quando foi passar, eu botei o cano assim, ó. Ele jogou o carro que ele quase bateu na minha frente. A hora que ele foi pro outro lado, eu já catei o revólver e comecei pau, pau, comecei a atirar, mano. Ele foi pro lado assim, ó. Eu passei o revólver pro outro lado e fui assim na cara da minha esposa e na época namorada, né? Falei: "Abaixa o vidro, abaixa o vidro". Ela: "Pelo amor de Deus, não faz isso". Eu: "Vai". Caramba. Só que os caras pegaram, entraram com tudo assim e saíram. Aí
eu, [ __ ] botei o revólver assim, cara. Quando eu olhei no retrovisor, no retrovisor, o casal, os fandangos tava tão caído assim, ó. [risadas] >> Aí eu falei: "Tudo bem?" O pessoal: "Como bem, cara? Pelo amor de Deus, que que você tá fazendo?" Falei: "Não, calma, meu. Os três caras, não sei se estavam querendo me matar, o que que Eles estavam fazendo, estão tentando bater em mim lá atrás, tentando fechar meu carro, que vocês não viram nada. >> Meu Deus do céu. Nossa, eu acho que eu vou morrer, eu vou intar." Eu falei: "Não,
calma aí, fechei o vídeo." Falei: "Calma, vamos pra festa aí continuei, continuei na estrada, foi embora". Aí chegamos lá, né, na festa, [risadas] tava toda voz arada, as meninas tocando violãozinho, pá, todo mundo moderninho e eu, o diabo rotariano que não fala com Ninguém, tudo duro. Adivinha qual foi a conversa da noite inteira, meu? Esse psicótico, esse louco, na agora na estrada deu um monte de tiro no carro, não sei o quê. Aí os caras vinham, viu? É verdade que você atirou no carro? Aí eu falei: "É meu, sou polícia. O cara tá tentando bater
na minha traseira, a estrada toda. Eu dou passagem, o cara tentou me fechar, três caras me olhando feio, eu sentei o pau." Então, mas era uma época, mano, que a gente reagia, que A gente fazia uns negócios desse. Não é que nem agora, né, meu. Hoje em dia você vai fazer um negócio desse, você pensa 100 vezes, cara. Você você tem que ter muita noção do que tá acontecendo, porque senão você vai pra cadeia, entendeu? Então, eh, eram tempos completamente diferente de risco, da gente arisco. Caramba, graças a Deus isso aí não me deu problema
nenhum. E hoje eu posso contar porque já passou mais de 20 anos, mas você vê como minha Mulher já passou uns sustos na vida dela. >> [ __ ] [risadas] pai. Não. E e o casal voltou com vocês ainda da festa? >> Não, não. Eu voltei sozinho com a minha mulher. [risadas] Nenhum engraçado nenhum amigo da minha mulher ninguém, ninguém quis ninguém mais andou comigo até hoje, mano. >> Cara, e o casal, esse casal é amigo até Hoje também. >> O casal é. E nós encontramos com eles >> comedor de fandangos. >> É, os comedor
de fandangos são amigo meu, >> cara. E já, >> mas não pega a carona, né? >> Não pega [risadas] a carona. Exatamente. E já conhe ouviram mais várias outras aventuras, né? Já acostumaram. É, é as coisa da vida, mano. >> Irmão, muito bom, mano. Valter, vamos Liberar o cara, cara. Tem super chat aí? >> Tem sim, tem sim. >> Eh, tu quer ir no banheiro, irmão? >> Não, não. Também, também. Só queria um pouquinho d'água aí, Marcel. >> Cadê? Desenrola a água aí. É, me dá aí. Eu vou pegar para tu. >> Não, >> eu
aproveito. Bom banheiro também, mano. Volta. Super chat. Chegaram aqui, Glauber e Paganoto. Luís Henrique falou o seguinte aqui: "Boa noite, senhores Coronel. Além da mudança da legislação, que que o senhor que que o senhor considera mais importante para combater o crime organizado? Cara, é assim, ó. E realmente essa legislação que ele tá falando deve ser a parte de que de mudança de lei de execuções penais e penas, porque também ficar mudando e levantando muito as penas só de alguns crimes graves não vão gerar grandes resultados, porque hoje os crimes que mais que mais perturbam a
Sociedade são os crimes patrimoniais que acabam evoluindo para latrocínio. Mas eh eu eu falo em alguns podcasts o seguinte, as pessoas não têm grandes medos de morrer, porque morrer, cara, quem que morre vítima de homicídio? É o briguento, é o cara que sai com a mulher de cara briguento ou é o devedor com Tumaz Estelionatário que deve, não paga e ainda desfila de coisa boa? Então, normalmente são essas três tipos de Pessoa que morre vítima de homicídio. Vítima de homicídio, se você não for nenhum dessas três tipos de pessoa, dificilmente alguém vai vir te matar.
Então, as pessoas não têm medo de morrer em homicídio. As pessoas têm medo de morrer vítima de um assalto que evolui para um homicídio, que é o latrocínio. Se a gente não aumenta as penas do roubo, o roubo continua tordoando a sociedade. Então, eh, ficar falando só de aumento De pena, de terrorismo, de morte de agente do estado, de não, não vai surtir o efeito desejado em termos de segurança pública, porque nos crimes patrimoniais a gente precisa mexer. Crime patrimonial que o roubo a pena é de 7 anos e o cara puxa 1 e meio
no fechado, isso aí é um convite pro assalto. Então, precisa mexer nos crimes patrimoniais. Mas vamos dizer que tenha uma mudança nessa lei e realmente as pessoas comecem a tomar condenação em em maior quantidade de Anos e fiquem realmente presa no fechado. Esse seria a principal mudança eh para desinibir a vontade de cometer crime. Aí eu acho que aí precisaria depois disso ou junto com isso uma reforma no sistema policial. Eu continuo achando que o sistema de duas polícias e separadas com pouca integração de inteligência e uma exclusividade de investigação de uma polícia eh em
detrimento da outra. São só três países No mundo que são assim. E não é possível que o resto todo tá certo e nós estamos errado. Então eu acho que o sistema de segurança tem que ser revisto. >> Não é possível que o resto tá errado e nós estamos certo. >> É isso mesmo. O resto todo tá tá errado e só nós que estamos certo. >> É, >> é bem por aí mesmo. Agora >> vou agradecer aqui o Espinelli que teve aqui com a gente e ele mandou aqui: "Boa Noite, coronel". D >> Jair Espinelli. >>
É, tá aqui DJA Espinelli. Eu li só o sobrenome. E boa noite, Coronel. Você você tá em todo lugar. Um abraço, até amanhã. O André Batista também teve aqui com a gente, falou que PSDB e PT são tudo esquerda, é o Pacto das Tesouras. O Fábio Jabá teve aqui com a gente, Glauber, mandou um super chat interessante. Boa noite, guerreiros. Eh, coronel, você acredita que para acabar Com a interferência da política na segurança pública, os cargos de secretário de segurança ou administração penitenciária deveria ser cargo de carreira? ao invés de ser cargo de QI, né,
e não Qi, que ele fala aqui, né, que indica. >> Eu vou falar uma coisa para você, assim, eh, secretaria é cargo político, realmente, eu não acho que é nessa mudança que garantiria autonomia. O que garantiria autonomia é nas chefias. Então, o delegado geral e o comandante geral, esses tinham que ser cargo eletivo dentro das instituições, como no mais ou menos nos moldes do do Ministério Público, com garantias de não ser removido, a não ser com um devido processo. Então, o secretário que é estratégico, é mais ligado ao chefe político, eu não vejo o problema
de ser um cargo político, mas as chefias de polícia para ter autonomia, esse sim não pode ser político, porque aí eu fico Mudando a a direção das instituições, aí é complicado. >> É, o camarada aí é o Jabá, ele é camarada nosso, é policial penal lá do estado. Acho que ele é presidente do sindicato dos policiais penais lá em São Paulo. Eu entendo o ponto dele, entendo o seu também. Eh, mas temos que deixar, a sociedade tem que entender que seja da carreira ou não, quem nomeia o político. >> Então, a única diferença é que
o Glauber policial penal >> vai ser os o comandante ou secretário de administração penitenciária ou comandante geral, mas vai ter alguma ligação, vai fazer parte de um grupo político do mesmo jeito. >> Então, só isso não vai mudar. Eu eu tô com pagando no outro. Eu acho que o que muda é dar uma garantia, né? Teria que pensar bem uma forma de desses comandantes de polícia >> é igual a exager >> terem terem garantias. Aí sim. Agora, o cargo de secretário, ele é um cargo eh naturalmente político. Ele é uma nomeação ali do secretariado. É
a mesma coisa de você falar o seguinte: "Pô, o governador abaixo dele todo mundo tem garantia. Aí, meu amigo, ele não consegue montar time. Então, o secretariado, eu entendo que tem a natureza política. Agora, os chefes de polícia, esses tinham que ter a mesma Garantia que um promotor tem, um juiz tem. Só é retirado com com devido processo, com trânsito em julgado, senão não retira. >> É, eh, as agências de reguladora, o cara tem mandato ali de 2 anos, né? Então o camel vai chegar e vai falar: "Meu irmão, em dois anos eu vou promover
uma mudança aqui". Difícil, hein, irmão? Difícil. Porque aí você vai pra estrutura de batalhão, qualquer coisa, o comandante do batalhão É trocado, né? >> As regionais, eu não sei como é que é dentro da polícia. Aqui é CPA, >> né? O o comando de policiamento de área, sei lá o nome exato. Tu vai pra delegacia, cara. [ __ ] o delegado fica titular uma delegacia se meses, vai embora. Então, cara, essa estrutura de gestão administrativa da polícia tem que mudar, porque com a legislação que tem, com a com o efetivo que tem, a polícia Podia
fazer mais se ajustar só a gestão, porque, meu irmão, tem coisa aí que é contra producente, não funciona. >> Funciona um delegado de polícia h se meses tá aqui, se daqui a seis meses tá na [ __ ] que pariu em outro lugar. Não, não tem continuidade, né? >> Não tem continuidade, irmão. >> Não, nem nos casos de investigação comant de batalhão também. >> No batalhão também você não consegue. A Própria tropa quando quando um comando fica uma um relativo tempo, a tropa eh entende esse cara quer chegar, fica mudando toda hora, ela fica perdida.
E engraçado que tem uns um uns discursos, cara, que são que são interessantes, né? Eh, agora mesmo, né? Tá uma tá um projeto lá em São Paulo que estão metendo pau aí, que é querendo aumentar o número de coronéis. Você viu isso aí? >> Não, >> cara. Futa, projeto inoportuno, a tropa, a tropa bastante estressada com questão salarial e os caras apresentando projeto de aumentar número de coronéis, aí vem falar que é para dar fluidez na carreira. Meu amigo, hoje hoje eu vi uma postagem de uma capitão que ela tava agradecendo que ela foi promovida
a capitão com 10 anos de formado. Eu fiquei 16 de tenente. Se a carreira não tiver rápida agora, tá quando? Então >> é, >> então essa esse esse discurso aí e primeiro que não não tá batendo. A carreira tava travada quando eu tava nativa, agora ela tá rápida. Se com 10 anos a pessoa já é capitão, então a carreira tá andando. O grande problema não é esse. O grande problema é a tropa tá pensando que a cúpula da instituição tá focada em melhoria pra instituição, Aí vem um projeto desse. >> É, >> entendeu? Os caras
são meio desconectados com realidade em algumas coisas, né? Aí ló, eu já criticando aqui, mas >> sempre tem espaço para mais rei. É muito rei. Agora soldado, a tropa, tem pouco, né? >> Isso não é só São Paulo, irmão. É a realidade. >> Ó, você você quer ver uma coisa? >> Não, não tavam tentando aumentar o número de deputados? É, é a mesma ideia, irmão. É, enquanto a população tá assim, ó, precisamos reduzir gasto, precisamos enxugar a máquina, não bate as contas, >> paga mais imposto, >> não aguento mais pagar imposto, os caras vão lá
e aumenta a cargo, >> aumento >> depois não quer ser criticado >> e aumento deles. Exatamente. >> É, entendeu? É [ __ ] É [ __ ] >> Vai lá, mano. Volta. >> Rocha Silva, PR. Coronel, a PM é competência do governo estadual. no seu ponto de vista, como eh que o executivo, o o do do governo federal pode ajudar a combater o crime organizado. Ele fala isso naquele momento que você fala que teve uma uma informação ali do da Polícia Federal, né, para a Polícia Militar. Então, >> questão dos portos. >> Isso, >> cara,
eu vou falar real para você, essa questão de integração de informação, eu vou morrer sem acreditar que isso é que isso é possível. Eu eu ninguém nunca vai conseguir fazer minha cabeça de que um dia alguém vai fazer essas instituições realmente eh serem trocarem mesmo informação e trabalharem eh nesse nível que precisaria ser. Mas uma coisa que eu tô vendo com os novos projetos de lei é assim, pelo menos definir com uma melhor Precisão a distribuição dos recursos voltados pra segurança pública. Então, o Fundo Nacional de Segurança Pública, o que for eh captado com essas
ações do dinheiro proveniente do ilícito. Então, nesse sentido, o governo federal pode ajudar com legislação, fazendo que que com que o dinheiro que vá pro fundo nacional de segurança pública chegue realmente nos estados para investimento. Talvez eu acho, eu, eu entendo que assim, nessa Parte de dinheiro, de recurso, é possível melhorar as coisas, mas na parte prática operacional continua sendo eh decisões individuais e não cultura policial, né? >> É, >> Murilo falou o seguinte: "Paganoto, fala sobre os atentados do PCC. Você estava infil infiltrado na época, >> no?" Não, eu tava infiltrado de 2000 a
2002. 2006 eu já não estava infiltrado mais, mas eu estava lá eh no no serviço Operacional na PM de São Paulo. E e foi o que o pessoal sabe, cara. Os caras se aproveitavam de viatura que tava parado em ponto de estacionamento, policial que tava andando fardado na rua em base, os caras vinham em bonde e sentavam o pau e executava os policiais. Mas logo veio uma resposta bem forte do estado e a quantidade de vagabundo que derreteu depois dos atentados foi enorme e aí a coisa acalmou. Foi mais ou menos isso. >> Perfeito. O
engenheiro Nicolas Bonifácio Falou o seguinte: "E aí, pessoal, sou aqui de Guararema, local onde o Paganoto eh visitou. Sou de outro ramo, mas ouvi suas experiências tem me ajudado bastante. Grande abraço aí para ganar." Pô, eu visitei mesmo, participei de um podcast, uma cidade muito bonita. A rota deu um strike lá há uns anos atrás, uma quadrilha também de acho, não sei se era caixa eletrônica, o que que era, eu sei que a rota arrebentou um monte ali. Guararema ficou na história da rota Também com uma operação que fez uma limpa lá. >> Falando em
operação, Wélder mandou o seguinte aqui, a seguinte mensagem: operação do Chaplin. Chaplin coloca o painel. Só vai ficar pra próxima embora. >> Eu ia lá e ouvi que essa ocorrência rolou. Eh, depois disso fui menos lá. É, >> não, não esquenta, nem precisa, meu irmão. Pode ir no Chap à vontade que inclusive tem um samba da hora lá no Chap, uma casa bem bacana. Pelo menos Tinha na época, não sei se ainda tem. Eh, o Chapre não é um lugar perigoso. O Chapre nós escolhemos para fazer a negociação do tráfico infiltrado, mas a casa não
era perigosa. Inclusive a gente já tinha até ido lá curtir um samba, tomar um negócio lá. É que como conhecia, né? >> E foi o lugar escolhido para fazer a operação, mas o lugar é tranquilo, pode ir. [ __ ] tá lugar bom. Inclusive o estabelecimento cheio de gente bonita Lá. >> Pô, tô curioso para ouvir essa vai ficar pra próxima. É mais uma história pra gente. >> Glário, eu vou agradecer aqui a Jaquelines e o The Walter, de Walter, que se tornaram aqui membro do canal. O André Batista mandou um outro super chat querendo
saber o seguinte: "Comenta sobre a guerra da cúpula Marcola e Tiriça versus Tiriça. O que que você pensa? E o comando vermelho acha que vem Para São Paulo, já que hoje está muito forte?" Então, eu vou falar para você o que eu ouvi eh de posicionamentos do Dr. Gaquia, né, que ele andou falando sobre essa esse desacerto do tirco Marcola e algumas coisas que eu tenho a impressão, porque volto a dizer para vocês, eu não tô no serviço de inteligência, não tô infiltrado. ficar falando de achismo é achismo, não é certeza de nada. Mas eh
o Que a gente tem ouvido lá em São Paulo é mais ou menos perto do que o Glauber falou, que é o seguinte: existe uma liderança que quer a coisa andando na calma, faturando com pouco problema. E existe uns caras um pouquinho mais embaixo que são mais psicopata, que quer enfrentamento, que quer resposta, que quer tribunal do crime. Então, nessa Nessa, vamos dizer assim, nesses choques de de decisão, tem aí também alguns casos do passado aí de problema, de gente que tentou fazer negócio, foi descoberto, sem autorização e foram mortos. GG, o outro lá, >>
né? Ou seja, tem algumas coisas aí que acontecem dentro da cúpula da facção que a gente nem tem toda essa informação, mas que é grupo tendo ideia que o Marcola não concorda, então acaba dando racha e um ou outro toma uma faiscada. Mas eu falo, eu falo para vocês, aquilo que o Glauber começou e depois eu comentei é bem isso, é assim, ó. Nós temos uma liderança hoje que é tipo empresário. Os caras não querem treta, não querem guerra, não querem. Mas embaixo tem uns caras muito, muito embaçado. Tem alguns ladrão que eu sei, que
eu conheço, que tão ainda vivo e estão no sistema, que os caras são Terrorista. Se der liberdade para esse cara ter poder de decisão, volta atentado, volta a virar cadeia. Os caras são [ __ ] Os caras são [ __ ] É cara que dava tiro de fuzil na cara na cara de mulher grávida, entendeu? E aí eu aquela frase que eu tinha falado para você aquela hora, meu, por pior que seja essa frase, a gente tem que tirar chapéu para essa liderança tá conseguindo controlar esse tipo de Gente. Porque se você é dono de
uma empresa de gente boa, aí eu não tô falando do crime, uma empresa normal >> e você tem embaixo de você uns gerentinhos que são tudo assanhado, tudo eh testador da política que vem de cima, você chama, troca ideia e fala: "Ó, mano, qualquer coisa eu vou te demitir". Mas já é complicado. Agora você imagina se a sua empresa tivesse embaixo uns cara do diabo mesmo, mano. Os cara sangue nos olhos. Como é que é essas Ideias? >> É [ __ ] né? Não, você não tá conversando com o empregado que tem várias coisas a
perder. Você tá conversando com os caras que não tem nada a perder, mano. Os cara [ __ ] >> Sim. É, a questão toda que ficou causando aí um certo pânico no Brasil é se eles rachariam a ponto de causar o que aconteceu aqui no Rio. Por exemplo, o TCP vem do racha do Comando Vermelho. Então lá surgiria uma nova facção ou não, né? Isso aí foi muito falado na época. >> Então, mas quando >> e uma nova facção na liderança do Tirista, por exemplo, que é o mais [ __ ] louca, mais psicopata. Aí
já não seria no padrão PCC e sim no padrão Comando Vermelho. Pode falar. >> Então, mas você sabe o que eu acho é assim, ó. Por exemplo, quando você fala aqui no Rio, CV, TCP, a outra é >> ADA, >> ADA, você remete, você remete muito a território. >> Uhum. >> Tipo assim, ó. Eu sou dono da Rocinha, eu sou dono da Penha, eu sou dono da Maré. você, esses caras aqui, eles são donos de território. Lá em São Paulo, eu tenho uma uma leve impressão que o cara ele não é só dono do Território,
ele é dono da rede tal de postos de combustível. O outro ele é dono da rede tal de transporte coletivo. O outro lá é dono, além do território, ele é dono da rede tal de distribuição de medicamento. Ou seja, esses caras entraram em alguns ramos onde eles viraram realmente empresários. >> Formal, no ramo formal. >> Isso. Por que eu tô falando isso para Você? Porque tem um um ladrão, e aí aí é medo mesmo que eu não vou falar nome nada, mas que eu fiz uma viagem pro interior de São Paulo esses dias e um
e um político lá virou para mim e falou assim: "Ah, você lembra do fulano?" Eu: "Hum, da sua época, inclusive. Eu: "Hum, ele é dono da empresa tal". Eu: "Não pode ser, mano. Os cara tem mais de 100 anos de cadeia para puxar". falou: "É, ele é o dono, tem um testa, mas ele é o dono." Todo mundo daqui da região sabe Que ele é o dono e a empresa grande, empresa lícita, entendeu? Então essa é a diferença que eu vejo do Rio. Aqui as lideranças estão liderando territórios conflagrados, territórios de domínio do crime. Lá
em São Paulo, essas esses caras muito líder da facção, eles estão tudo empresário, mano. E aí o cara, o cara já tá com tanto dinheiro em determinados ramos ali de empresa que se ele atrair para ele Polícia Federal, Receita Federal ou Polícia Civil, o tombo dele não é aquele tombo da droga na quebrada. >> Concordo. Concordo perfeitamente. >> É, é outro, é, é outro problema. Entendo. >> É outro problema >> e total sentido. Tanto é que para eles é melhor uma única estrutura que se protege do que descendente, do que racha, quebra, utiliza. Ele não
quer uma nova facção mais fraca, Ele quer a liderança da facção que já existe, pô. Ou melhor, ele não ele não quer aceitar a liderança do Marcola. que na própria fala dele, né, quando ele é ouvido, ele fala: "Não, o Marco não é chefe de ninguém não, pô, que cada um tem os seus negócios, >> hã, >> o seu ramo e é o crime pelo crime." >> Isso. Todo mundo se apoiando e um respeitando o que é do outro. É isso. >> É a culpa do jogo do bicho aqui, irmão. Tu tem teu negócio, eu
tenho o meu. Vamos sentar aqui, vamos conversar. O nosso negócio se conecta, a gente se protege. >> Unidos somos mais fortes. Parece o >> Não vou mexer no teu negócio. Não vai mexer no meu. >> Tu não vai Tu não vai cantar de gala aqui no meu negócio porque aqui a guerra é minha. Eu resolvo do meu jeito. Então é o seguinte. Qual o molde do Tirissa? Psicopata, merdeiro. O Marcola não tem que falar nada na visão dele, né? >> É. E quando Marcola fala o que falou, chamando nele de psicopata, que [ __ ]
é essa? Tu me cagou? É tu? Então, ó, tu quebrou esse contrato aqui dessa organização silenciosa, onde cada um manda no teu quadrado e aí os caras guerrearam. Agora, a força do Marcola também se confirmou, né? Porque quem tá fora, André do Rap, eh, Tava o Fuminho e tal, esses caras todo aí, [ __ ] volta aquela história. O Marcola liderou uma empresa que só cresceu lucrativo. Ele assume toda a bronca da tudo é tudo é na conta dele. Tá ruim. É, então o >> contrato da prefeitura tá ruim ter o Marcola >> sem ele
é muito pior. >> Pois é, irmão. É, esses caras fazem Essas contas. Esses caras, esses caras tão com outro nível de pensamento, diferente do do territorial. Tão com outro nível. O territorial ele é guerrilha, ele é combate, ele é arma na mão. Os cara com bonde, tudo pá. Esses caras é outro. Esses caras é balancete, né? balancete, vamos fazer negócio, vamos ficar bem com os caras de poder, porque você toma você toma um tombo de 117 fuzis e você toma um tombo de droga, isso aí você repõe rapidinho. >> É nada. Agora, se eu pegar
uma empresa sua lá na Faria Lima, que tem, sei lá, 300 milh num banco e eu bloquear tudo isso, ir para cima da tua empresa, onde você lava e começar a cavucar tudo que você tem de patrimônio, aí, mano, aí é outro. >> Tanto é, irmão. Tanto é que um um contrato em uma prefeitura que é a prefeitura de São Paulo, o Ricardo Nunes, várias denúncias em cima dele na época da campanha. 5 bilhões, [ __ ] Um contrato. 5 bilhões. Falei ali, mano. 30 bilhões. O que que é 97 fuzis? [ __ ] na
penha. >> Não, isso aqui, isso aqui é treta de favelado, >> [ __ ] >> Lá é negócio de empresário rico. E, e eu e vou falar uma coisa para você. Eu tava pensando agora que você falou, tem uns quatro postos de gasolina perto da minha casa que estão tudo fechado. Mas fechado Assim de arrancou as bombas. Tudo era tudo aqueles postos com com o valor da gasolina mais baixo depois da operação. E se você andar em São Paulo, é que nenhuma imprensa fez isso, mas se andar em São Paulo e anotar quantos postos hoje
estão fechados depois da operação, >> é um monte, mano. >> É porque é o seguinte, né? Realmente o posto de gasolina tinha um montão. E não é só lá não. Aqui No Rio também tem um monte de lugar que não tem mais posto. Já reparou isso, mano Volta? [ __ ] tinha pô de gasolina em tudo qualquer canto. Pra sociedade sempre fez sentido. Tem carro para [ __ ] né? Agora, se não tá dando para lavar dinheiro, para que que você vai manter aquela estrutura ali, irmão? É, na verdade, agora tá com foco, né, na
operação. O que que o que que deve est Acontecendo? Os cara tipo assim, ó, desativa, mano, desativa que nós vamos ver até onde esses caras vão. Alguém alguém tá com a lupa lá. A hora que essa operação acabar, nós vamos saber até onde eles foram. Aí a gente volta a abrir o que der para abrir. Agora eles estão escondendo tudo, >> não? Ou ou tem ramo seguro e mais lucrativo. >> Sim, sim. A aí vai pra bebida, vai pro remédio, vai pro cigarro, vai para Outras coisas. Mas eu digo assim, esses esses postos serem desativados
da noite podia, tem um posto na esquina da minha rua, ele tinha acabado de ser reformado, tava tudo novinho, agora tá lá só buraco, velho. >> E isso e isso chama atenção, né, para esse lado aí do nosso país, que infelizmente se você for pegar o tanto que movimenta de de ilícito, é um número absurdo. Agora, parceiro, pega o número do que o Crime movimenta no lícito, no formal. Cara, um monte de loja em shopping vai fechar, um monte de comércio em centro comercial vai fechar, posto de gasolina. >> É >> a o o PIB
brasileiro, a economia que gira no Brasil, >> se você for ver o percentual que tá na mão do crime, >> talvez se combater o crime nesse nível vai fazer mal até pra economia. Ah, eu não tenho dúvida disso, cara. E isso faz Com que Não tenho dúvida. E isso faz esse estado de narcostado, pô. Se você for pegar todos os deputados, todos os senadores, todos os prefeitos, secretários, eh, o Brasil, cara, >> vai passar por uma crise aí, tanto institucional quanto econômica, por anos e anos e anos até refazer isso aqui. Pô, >> eu eu
não acredito que um dia chegue nesse nível de combate ao crime. Não chega. O que eu o que eu acredito só é Que talvez eh depois de cansar, de ser tão tão tão explorado, as coisas fiquem um pouquinho mais eh combativas, só mas nesse ponto de de não vou me extinguir que nem a El Salvador lá, essas coisas, Brasil não tem essa essa condição, >> é >> de ir pro extremo do combate ao crime. E até porque esse esse combate do formal é interessante pro estado, pô. Movimenta o dinheiro para eles ali também, né? Um
Contra uma licitação. >> É >> isso aí. É, o Salvador tá rolando também, entendeu? Eu acho assim, cara, todos os países, Estados Unidos, o mais desenvolvido por por menos, a sacanagem vai imperar, não tem jeito. A estrutura do estado, o político, a a alta cúpula do judiciário, o problema é do jeito que tá escancarado, irmão. >> É, >> é níveis aceitáveis, né, que funciona em no Reino Unido, funciona na França, funciona na Rússia, >> rouba mais paz. >> Não, não é nem não é nem só isso, cara. É porque o estado o estado na sua
essência é criminoso, [ __ ] O que que ele faz com a gente? Não é crime não. >> Você fala, você tá falando em relação ao imposto. >> É, pô, tomar na mão dura é o quê? Você não é roubo, não. É o nível aceitável. É O que você falou. Já tá, já tá num nível que não é mais aceitável. >> Eu não digo nem do político que rouba, mas faz, mas é a estrutura do estado, ela já na tua essência, ela tem um caráter criminoso, pô. >> É. >> E sempre vai ser. Eu não
consigo ver, né, o que nós não, o que nós entendemos como sociedade, como país, a gente não consegue ver. Mas, [ __ ] precisa ser igual Brasil. Não dá para ser igual ao Salvador, não. Não dá para ser igual França, igual Rússia, igual esses países que eu tô dizendo, Estados Unidos. >> Tipo assim, né, meu? Eu não sei se eu te contei aqui que eu fui uma vez pra Suíça, cara, e a gente encontrou uma brasileira no trem e minha mulher, ela não pode ver ninguém de outro país que fale português, que ela faz milhares
de perguntas. Ela investiga aquele país em 5 minutos. >> Sim. >> E ela, a mulher tava contando para ela o seguinte, que no fim do ano o que sobra de dinheiro na prefeitura eles devolvem pr pra população. Rateia e devolve. >> Tá vendo, >> cara? Que quando que nós vamos chegar nisso? Mas é nunca, né, cara? Nunca. >> Você entende. Então assim, cara, é isso. >> É nunca. É nunca. >> Tu aqui é [ __ ] porque tu paga o imposto o tempo todo. Rapaz, o governo aqui não Mudou o imposto do dia paraa noite,
pô. Hoje o IOF era tanto, amanhã 3,5% de IOF. OFiu de 0,38 para 3,5. Aí tu foi na Suíça, a conta do cartão de crédito aumentou em mais de 3% do dia paraa noite. Pô, >> você não tem nem como se defender disso, né? Quando você vê o dinheiro já foi, nem sabe. Aqui é um escolacha, irmão. Mano Valter. E aí? >> Tivemos aqui também um o camarada chamado Flash aqui. Ele falou que é o o Paganoto, foi o melhor comandante do primeiro BPRV e ele fala que ele é exooldado, né? Henrique Souza na primeira
companhia do Ô >> Henrique, um abraço, meu irmão. Obrigado, viu, cara? >> Agradecer ele aí pelo super chat aí, tá prestigiando e ele fala que lembra do do caso, né, do capitão Francisco que subiu nessa ocorrência. Ele também fala que se lembra do do caso do recruta, né, que acabou isso >> eh >> dando sim, né, tirando a própria vida. É, >> tivemos aqui o Vor, Vittor Dalposo, ele falou o seguinte: "Boa noite, gostaria de saber, o Pagaruto falou, né, mas ele e talvez não tenha acompanhado, gostaria de saber como o coronel achou eh uma
brecha na lei para trabalhar tanto infiltrado e as operações não serem consideradas aqueles flagrantes preparados e, posteriormente todo o Processo ser arquivado ou os bandidos serem absolvidos." Então, eh, na verdade é assim, o o embasamento legal das nossas investigações eram o seguinte: como haviam inquéritos abertos com mortes de policiais vítimas do dos resgates de preso, esses inquéritos davam poder de investigação da gente para tentar chegar nas quadrilhas. E essa forma de investigação com colaboração dos presos foi com aval acompanhamento do Ministério Público e Do Juízo. Então, quando a gente eh levava a informação de que
havia inquérito policial militar instaurado, que o objetivo era pegar quem estava sequestrando e resgatando presos e matando policiais, e que o juiz corregedor e o Ministério Público acompanhava isso, a gente quebrava no ninho todas as tentativas de acabar com a com o nosso trabalho. Perfeito. É, agradecer também que o Edu Pzl9 Mandou o super chat aqui com com um stickzinho de agradecimento. Obrigado. O e o Flash, o Henrique, né, ele pede para falar sobre o QRU dos fuzis roubados da quinta companhia, né, >> mas aí vai ficar >> fica pra próxima também. Esse é um
[ __ ] bo, mano. >> Cara, outra coisa que >> fuzis que foram roubados no meu quartel, >> eu ia comentar e não comentei, mas você contou aquela ocorrência do batalhão do 18, era isso? >> 18º >> 18º. >> E aí você falou que lá dentro tinha cinco policiais, a história daquela mulher, né? A mulher que que foi te ameaçado foi foi me ameaçar. É >> isso foi no 18º. >> Agora recente o 18º também tava envolvido em outras coisas, né? Porque aqueles polícia que mataram o o Gritbach lá no aeroporto >> não era do
23, >> não era do 18º não. >> O 18º recente são os policiais que foram vítima da explosão no gás. Foi lá no 18º uso do gris 23º batalhão. >> É. Tá, porque eu lembro que na época eu fiquei com essa coisa na cabeça 18 e tal, >> tenente lá, tal. É 23º. O 18º foi onde ocorreu a explosão do gás. Foi [ __ ] Vocês viram o vídeo, né? >> Não, não vi. >> Você não viu o vídeo? >> Não, não viu no >> da menina lá no no vídeo, >> no teu Glauber News
saiu. >> Foi foi no news, né? >> Foi no news. Depois você põe para ele ver aí. Meu negócio é feio, hein? O tenente 33% do corpo queimado. >> Um sargento 28% queimado e o outro 22. >> Demorei para raciocinar. Eu vi sim que a mulher ia ia se matar. >> Ela gasou o local, ela ia se matar. Aí ela ela acendeu a hora que eles entraram. >> Eu vi, eu vi, eu vi, eu vi, eu vi. >> Acho que ela foi, >> é, é o cansaço. >> Tá os três graves ainda. Estão se recuperando
lá. >> Que merda, irmão. Era da tua época os cara? Não, não. Tudo mais novo. Tudo mais novo. Novo. >> Tudo novo. >> Tu vê a vida do polícia, né, mano? >> [ __ ] né? Em um instante quando você vê, você tá >> [ __ ] E passar por tudo que passa, né, meu irmão, não reconhecido pelo estado, não é reconhecido pela sociedade. É uma vida, realmente é um sacerdote. >> [ __ ] É sacerdócio. >> B, e vou me despedir da rapaziada aqui. Boa noite. Deixe teu like aí. agradecer também o Juninho Pimentel,
que é membro do canal há 14 meses e ele fala aqui: "Parabéns, guerreiro, sou fã de vocês." Então, um grande abraço aí, irmão. Tamo junto. E é isso. >> Muito bom, irmão. É isso aí, meu irmão. >> Bo, valeu, minha vinda. >> [ __ ] mais uma, hein, cara. Mais uma. Esse, pô. 5 horas de programa. Mais um. >> Caramba, é tipo o Espírito Santo. Nós somos para lá, ficamos 5 horas lá, né, >> cara? >> É >> culpa tudo tua, mano. Tu é bom para [ __ ] Cara agradável. Bom papo, boas histórias. >>
Peço desculpa aí, irmão, pelo cansaço, até porque nem eu quero mais isso, mano, porque é ruim pra gente também, né? >> Mas é a distância, tem que aproveitar quando vem, né? >> É. E assim, na verdade, cara, eu já fiz muito isso, né? Aproveitar, mas é porque Não tem como acabar, cara, porque você vai indo, vai puxando, né? E vai falando >> e vai lembrando, porque assim, quando dá umas 3 horas e alguma coisa, eu já tô tranquilo para acabar. >> Contei até dos fandango, [ __ ] >> Como que eu vou acabar? Eu vou,
né, meu irmão, o papo bom que a gente nem percebe, cara. Meu irmão, como é que tá a rede social? Tem crescido, coronel Paganoto. Cara, eu tô tendo muita visualização por mês, uma média de 5.200.000 visualizações no mês, mas seguidor, engraçado, não tem muita gente seguindo. Eu tô com 80.000 seguidores. >> Ah, tava com 50 quando aqui? Não, >> então tá indo uma média aí de 10.000 por mês. >> Tá bom demais. >> Mas é que pela quantidade de visualização é muita, né, cara? 5.2.000 visualizações no mês. É muita gente olhando, né? >> É, sei
lá, meu. Acho que tem umas moscas Aí com muito olho me vendo. >> É, [risadas] é, é isso aí. Então, é, é coroneloto. >> Isso. >> Com dois ts, né? >> Isso. >> Então é isso, rapaziada. Você que Vamos nessa, irmão. >> Vamos nessa. >> Tá despedido. >> Já deu tchau aí para todo mundo. >> É isso aí. >> Então, ó, você que táem até agora com a gente, né, com quase 3 da manhã. Amanhã, mano, >> temos 2200 pessoas ainda resistindo aí, curtindo. >> Eh, que você tenha uma boa noite aí, um bom descanso.
Quem não assistiu, volta do início, cara. Acompanha os cortes, né, que certamente terá conteúdo bom. E do mais é isso. Amanhã tem Fala Glob News. Vai estar com a gente amanhã não, né, [ __ ] >> Não, amanhã nós estamos, estamos, >> pô. Que isso? Cara, a máquina, o cara a máquina não vai não. >> Marcelino que manda. >> Ele vai tá amanhã no F Love News. >> Tom, tom, tomamos. [ __ ] meu irmão, o cara tá sofrendo muito, tá trabalhando muito, mano. Que isso? Então, tá bom, amanhã tem fala Glob News com ele,
cara. Paga no Eu vou est descansando, cara. >> É patrão, vai descansar. >> [ __ ] me senti até mal agora, irmão. [risadas] Mas é isso, cara. E quinta-feira eu tô de volta. Vamos fazer dois episódios, tá bom? Surgiu uma agenda aí que eu tinha marcado, eu esqueci. Marcamos outra e eu para honrar o convidado, né, e pedir desculpa, nós vamos fazer dois podcast na quinta. Então, quinta-feira eu estarei aqui em mais dois episódios. E é isso, rapaziada. Vamos nessa. Um beijão, um abraço, fiquem com Deus. Eu sou o Fala Global. Você tá no Fala
Global Podcast. Estamos junto. E fala Global. เฮ [música]