O Supremo Tribunal Federal formou maioria na noite desta sexta-feira para caçar e prender por 10 anos a deputada Carla Zambelli pela invasão hacker do sistema do CNJ. Com o último voto no plenário virtual, o ministro Cristiano Zanim seguiu o relator Alexandre de Moraes, se juntando também a Flávio Dino. Os demais ministros da primeira turma, Carmen Lúcia e Luiz Fuxs, terão até a sexta-feira da semana que vem para apresentarem os seus votos.
Mora definiu a pena de Delgate em 8 anos e 3 meses, além de fixar uma indenização de R$ 2 milhões deais a bolsonarista. Na última quarta-feira, dois dias antes do julgamento que ocorre em sessão virtual, o advogado da deputada Daniel Leon Biusk fez apelos exaltados na defesa da parlamentar, isentando Zambelli de ter sido mandante do crime e jogando a toda a culpa fraude no sistema de justiça no hacker. A ação penal foi instaurada após a PF descobrir que os dois invadiram o CNJ e forjaram um mandado de prisão contra Alexandre de Moraes com a própria assinatura de Morais.
A defesa enviou memorial a todos os gabinetes, a vossas excelências, tentando resumir tudo que foi apurado nesta ação penal. ação penal em que a deputada Carla Zambelli foi denunciada por infração o artigo 154, inciso A, do Código Penal e o artigo 299 da mesma norma substantiva, por teria ela sido acusada de ter colaborado de alguma forma com Walter Delgate Filho, que ele sim praticou atos ilícitos, praticou atos criminosos, invadindo o sistema do Conselho eh Nacional de Justiça, emitindo documentos falsos e a partir daí documentos que geraram inclusive apurações indevidas. Em dado momento da defesa, o advogado chega a dizer que Zambelli, em sua atuação como deputada e ativista, nunca se envolveu em qualquer ação ilícita.
No final de março deste ano, no entanto, o STF já formou maioria para condená-la porte ilegal de arma, em caso conhecido quando perseguiu um jornalista no dia das eleições de 2022. É preciso se destacar quem são os personagens desta ação penal. Primeiro se destaca a pessoa da deputada Carla Zambelli.
deputada Carlos Zambelli, que sempre foi veemente, que sempre foi candente, que sempre em seus pronunciamentos, muitas vezes ultrapassou alguns limites, mas que nunca em todo seu histórico de parlamentar, em todo seu histórico de ativista, em toda sua vida pública privada, se envolveu em qualquer tipo de ilicitude. Diga-se mais que os fatos aqui apurados, se observados dentro do contexto, dentro do histórico que estava ao redor das eleições de 2022, trará a comprovação inequívoca, que efetivamente ela não participou nem direta e nem indiretamente de quaisquer os fatos que estão sendo apontados. E do outro lado, o que se tem?
Se tem a pessoa deste coacusado Walter Delgat que foi classificado desde o primeiro momento pela Polícia Federal como um mentiroso com Tomás, como um mitómano. Ao chamar o hacker de Araraquara de mentiroso com Tomás, o advogado, contudo, faz alusão a uma crítica feita pelo próprio Walter Delgate, que ficou famosa quando ele se referiu ao ex-juiz Sérgio Moro durante a CPMI do 8 de janeiro. Quantas vítimas o senhor já provocou de estelionato?
Quantas quantas pessoas foram vítimas do estelionato que o senhor praticou? Relembrando que eu fui vítima de uma perseguição em Alaquara, inclusive equiparada a perseguição que Vossa Excelência fez com o o presidente Lula, integrantes do PT, e ressaltando que eu li as conversas de Vossa Excelência e li a parte privada e posso dizer que o senhor é um criminoso com Tumassa. O senhor é um criminoso com Tumassa.
O senhor é um criminoso com Tumassa. A estratégia de Carla Zambelli, entretanto, ao apostar na troca de acusações com o corréu, caiu em meias verdades. Segundo o advogado, Zambelli nunca teria conversado por aplicativos com o hacker, embora a própria ex-funcionária da deputada tenha confirmado a troca de áudios entre os dois.
Se observado, observados todos os depoimentos prestados por Walter Delgat e a defesa se importou e de forma minuciosa fez um quadro ilustrativo. A cada depoimento era inventada uma nova mentira. A cada depoimento era trazido uma nova versão.
A cada depoimento era trazido um novo agente que era implicado de forma criminosa por Walter Delgat. O que isso traz de reforço é que efetivamente a citação que ele faz à deputada é uma situação criminosa tentando de alguma forma se beneficiar, tentando de alguma forma incriminá-la para obter algum tipo de benefício. E ele tentou de todas as formas obter esses benefícios que foram negados.
foram negados porque o seu passado criminoso não o recomenda e porque em todas as ações penais que ele respondeu ficou mais do que demonstrado que ele mentia e que ele tentou envolver terceiras pessoas absolutamente inocentes nas suas ações criminosas. Sente-se que não existe qualquer conversa de WhatsApp, não existe e-mails, não existe interações em redes sociais alternativas como Telegram entre a deputada e este coacusado. Tanto Zambelli como Delgate respondem pelos crimes de invasão de dispositivo informático e falsidade ideológica.
Mora definiu pena maior a deputada, pois como afirma no relatório, ela atuou como instigadora e mandante dos crimes praticados por Walter Delgat. A tentativa de falsear um mandado de prisão contra Morais, com a assinatura do próprio, se tornou, no ano passado motivo de piada entre os ministros da corte, na sessão em que decidiram tornar a dupla réu pelos crimes. Nos preocupa os usos desses mecanismos, dessas dessas possibilidades de novos crimes que são praticados em detrimento das pessoas.
Mas quando Vossa Excelência descreve que havia entre as notas ou as providências um a possibilidade de Vossa Excelência ter inclusive determinada a própria prisão, eu começo a não me preocupar mais só com a inteligência artificial, mas com a desinteligência natural de alguns que atuam criminosamente, além de tudo, sem qualquer tracinho de inteligência, porque aí Vossa Excelência se autopreender por uma falsificação num órgão que é presidido por um colega de Vossa Excelência. É um salto triplo, carpado criminoso, impressionante. Só para acentuar a minha preocupação com a desinteligência natural ao lado da inteligência artificial.
Esse é prender para explicar porquê, né, que é falsificou o mandado de prisão. Mandado de prisão. Eu mesmo assinando, porque eu nem nem só vai sandir que ele não ia se autopreender mandando alguém fazer isso.
Uma falsificação. Bom, eh, Vossa Excelência, sempre muito educada, disse a desinteligência natural, eu chamaria a burrice mesmo, natural. Eh, e a e e achando, né, que isso não fosse eh não fosse ser descoberto.
Agora, eh, todos, alguns não conhecem, principalmente aqueles que nos ouvem, uma vez eh emitido um mandado de prisão e colocado dentro eh do sistema do CNJ, imediatamente isso vai à Polícia Federal, todos os aeroportos, né? Então, a o o a o crime tipificado aqui descrito pela procuradoria se consumou porque em todos os aeroportos, portos, eh, e toda a Polícia Federal, esses mandados de prisão estavam emitidos e a soltura de alguns criminosos. Eh, também após isso aqui, o sistema de defesa informática do CNJ aí captou e conseguiu e anulá-los.