Por que você ama quem não te ama de volta? Esse tema vai mexer com muitas estruturas. E outra coisa que vai mexer com muitas estruturas também é que acabou de sair o meu mais novo livro.
A calma é um caminho sem volta, acabou de sair em pré-venda. Cara, o livro tá lindo, lindo, lindo, lindo. E eu tô muito orgulhoso do que a gente conseguiu fazer.
Primeiro link na descrição, você tem acesso à pré-venda do meu livro novo. Você recebe antes que todo mundo e claro, prestigia o trabalho meu aqui e de todo mundo que tá envolvido. Mas vamos lá.
O tema de hoje é um tema delicado, profundo e eu acho que eu vou conseguir exponencializar bem o seu pensamento sobre esse tema e te libertar de algumas coisas. Fechou? Mas antes de qualquer coisa, se inscreve no canal, ativa o sininho, aquelas coisas que você já sabe.
E vamos pro vídeo de hoje. Primeira coisa que talvez seja importante a gente se questionar é o seguinte: você de fato ama a pessoa ou você ama o potencial dela, a projeção dela, o que você imaginou que ela poderia ser? Porque muitas vezes eu percebo que as pessoas não estão perdendo um amor, elas estão perdendo muitas vezes uma fantasia.
Muitas vezes a gente acha que ama aquela pessoa, que aquela pessoa é muito especial e a gente começa a acreditar que qualquer migalha é muita coisa e a gente começa a criar quase que uma funf, uma história, uma paixão, uma ilusão, uma projeção e se atém muito àilo, se apega muito à aquilo e não a realidade em si. E aí a gente começa a se apaixonar pela idealização, pela possibilidade e não pelo que a pessoa realmente é. Porque muitas vezes nem deu tempo de conhecer.
O amor, ele precisa de certa construção, de certa paciência, de certa realidade, enquanto a paixão, ela é uma imagem, ela é uma criação, ela é uma possibilidade. Então você tem que ter isso muito claro. Se você se apaixona demais, se você ama demais pessoas que não são recíprocas, se questione se você realmente ama essa pessoa.
E, Fred, como eu vou saber isso? Eu sempre digo para vocês que o amor é um conhecimento empírico que a gente vai ter. Todos teremos que construir a nossa noção de amor e viver, experienciar.
Porém, o amor não é tão febril. O amor não é tão a intensidade, a juventude, aquela coisa, ai meu Deus, eu nunca vivi isso. O amor é uma construção, uma paciência, uma realidade, um dia a dia e não uma idealização tão grande.
E aí a gente entra em outro ponto muito importante, porque talvez a gente esteja amando a conquista, o desafio e não a pessoa em si. É importante você ter essa triagem antes de a gente começar a aprofundar nesse assunto. Eh, se você realmente conhece a pessoa, ama a pessoa ou ama a possibilidade, a projeção, o que você imaginou ou também o desafio que aquela pessoa coloca naquela proporção.
Por quê? Porque o amor não correspondido, de certa forma, alimenta o nosso ego, alimenta a nossa vontade de ser desafiado. E a gente começa a disfarçar isso como se fosse um romance.
Por quê? Por que conquistar quem não quer a gente, conquistar alguém que a gente acha bonito, que a gente acha não acessível, conquistar alguém que nos rejeitou, faz a gente se sentir um pouco especial. a gente começa a imaginar como se a gente pudesse ter aquele sentimento de conquistar o outro e assim sentir que a gente é merecedor, que a gente é valorizado, que a gente é mais legal do que a gente imaginava.
Então, toma cuidado para você não criar esses pontos de idealização e colocar isso como se fosse uma fenda de amor, né? O que que eu digo com fenda de amor? A gente cria muitas vezes um vórtex, digamos assim, e fala: "Aqui é amor".
E coloca tudo aqui dentro. Então, qualquer coisa, eu tô sofrendo porque é amor, eu tô sofrendo porque eu amo. Não deu certo porque o amor não dá certo.
E a gente coloca muita culpa num amor que às vezes não é a realidade. E aí a gente entra num dilema importante. Será que você realmente quer ser amado ou você quer conseguir provar que você merece amor, que você pode ser amado?
Entende a diferença? Uma coisa é querer ser amado de verdade, outra coisa é provar que você é merecedor, provar que você é uma pessoa amável, que você consegue, que você merece e você precisa correr atrás dessa conquista. Eu vou ser diferente, eu vou conseguir.
Olha, se eu conseguir, isso vai me mostrar o quão eu sou legal, o quão eu sou bonito, como eu posso conseguir aquele sentimento. Então, cuida para essa busca a gente não colocar um disfarce de romance numa coisa que, na verdade, é uma coisa mais egóica, é uma busca por preenchimento, é uma busca por validação, é uma idealização. Isso tem que ficar muito claro na tua cabeça.
Por quê? Porque daí a gente começa a ter essa claridade e olhar e falar: "Opa, isso aqui não é amor, isso aqui, na verdade, sou eu tentando preencher meu vazio, sou eu tentando entender como eu poderia e me sentir mais especial ou mais desejado ou mais querido. " Então essa claridade é importante você ter na sua cachola, porque lembra do que eu falei no começo, às vezes você não perdeu um amor, você só perdeu a fantasia que você criou, toda a projeção, toda a continuidade e às vezes a gente se entrega demais a isso por uma carência muito grande.
Presta atenção no que eu vou falar. Muitas vezes a gente é muito intenso porque a gente é muito carente. Como assim, Fred?
Eu sou intenso. O que que tem a ver uma coisa com a outra? Muitas vezes pensa comigo, se eu sou muito intenso com você, se eu coloco todo o meu sentimento para fora, se eu demonstro a minha a minha entrega, é como se que de certa forma eu criasse uma dívida com você, dizendo: "Ó, sou tão intenso, eu te entrego tanto, que agora você tem que me entregar de volta, que agora você tem que fazer como eu imaginei, que agora você tem que me devolver o que, na verdade, eu quero.
Então eu te dou a intensidade para você me dar também e preencher todo o meu vazio que eu tenho aqui dentro. E preenchendo esse vazio, eu me sinto um pouco melhor. E se não acontecer do jeito que eu gostaria, eu vou embora, eu me saboto, porque daí eu não preciso encarar a realidade.
Consegue entender? Além de que também muitas vezes falta amor próprio pra gente. Aí entra naquele dilema de a gente aceitar migalhas como se fosse um grande banquete.
Por quê? Porque qualquer coisa que aquela pessoa que a gente idealizou der pra gente já é demais. essa pessoa é tão legal, ela é tão bonita, ela é tão interessante, ela é tão tudo ai que só de elá responder a minha ligação, a gente começa a criar cenários e hipóteses como se aquilo fosse tudo que a gente merecesse.
Então só de ela responder, mas é tão corrido e a gente vai querer desculpas para sentir que aquilo que a gente merece e isso já ser o suficiente. Isso vai distanciando a gente de um amor mais real. Porque o amor real, eu quero que você lembre disso para sempre, não é sobre ser digno de merecer.
é sobre receber. Amor é mais leve, é mais simples. A gente acha muitas vezes que a gente não é digno de merecer, de receber esse amor.
E aí a gente começa cada vez mais a se distanciar desse amor próprio, buscando como se o amor fosse uma coisa que a gente merecesse. O amor é só a gente estar preparado para receber algo mais simples, mais leve, mais brando, mais fácil, mais conectado. Não tem tanto esse esforço.
Não sei da onde a gente tirou que o amor precisa ser uma coisa intensa como Romeu e Julieta, né? Uma coisa que se ama em uma semana morre, acabou e ai meu Deus, e vi um amor. Mas eles são uma busca por um preenchimento de um vazio muito grande e não necessariamente um amor saudável e maduro.
E dói olhar para esse lugar. Dói olhar para esse lugar porque é mais fácil amar quem não te ama do que aprender a amar a si mesmo. É muito mais fácil.
É muito mais fácil de se defender. É muito mais fácil. Eu amei.
Olha como eu sou uma pessoa que sabe amar, mas eu não tive reciprocidade. É difícil olhar para si mesmo e descobrir que não se ama e aprofundar e tentar lapidar dentro de você esse lugar mais eh saudável, mais amoroso para você poder viver. Além de que o amor não correspondido, de certa forma é confortável, porque como eu falei, a gente acaba tando num lugar de vítima, entre aspas, porque ali naquele lugar de não ter esse amor correspondido, eu fico eh me sentindo que eu sei amar e que os outros não, que o mundo não me devolve, mas eu sou tão verdadeiro, eu sou tão amoroso, eu sou tão carinhoso que a validação muitas vezes vem do quanto eu me dedico por esse amor e não tenho essa respidade.
Além de que é muito fácil e se direcionar a um amor não correspondido, porque daí você não sofre o risco da intimidade real. A intimidade real não é tão florida. A intimidade real não é tão olha como eu sei amar e os outros não.
A intimidade real é descobrir quem a gente é, descobrir que talvez a gente não sabe se amar, que a gente tem dificuldade de muita coisa. A gente muitas vezes cria essa persona, idealiza tanto de nós mesmos como do outro. E o amor é intimidade real, é descobrir nossos medos, nossos defeitos, quem a gente é, quem a gente não é, que a gente se ama, se a gente não se ama.
Isso é dolorido também de ser encarado. E essa romantização do sofrimento é uma característica que a gente glamorizou esses anos todos e e ficou, né? Porque amor de verdade tem que doer.
Amor de verdade tem que ter dedicação, não reciprocidade, distância, intensidade. Mas será, será que precisa ser tão difícil para ser real? Eu sempre falo para vocês, quanto mais se idealiza o amor, mais se distancia do amor verdadeiro.
Talvez o amor seja mais tedioso, mais paciente, mais dia a dia, mais conversado, menos idealizado. E talvez quando a gente entender que é a paciência que frutifica o amor e não a intensidade somente, pode ser um raciocínio interessante pra gente viver um pouco melhor esses amores e aceitar que o amor real não necessariamente precisa machucar, porque senão vira quase que um apego em forma de devoção, né? me faz feliz, olha como me entrego, olha como é intenso.
E às vezes não precisa ser assim, amadurece a tua visão de amor e talvez você não vai amar tantas pessoas que não te amem. Entende a diferença? E talvez isso por fim vai virando uma desculpa.
Uma desculpa para não ter que viver de verdade. Porque enquanto você sofre por quem não te ama, você não precisa viver a realidade. Você não precisa viver e encarar e ser vulnerável e se abrir e deixar alguém descobrir seus efeitos.
suas qualidades, o dia a dia, o tédio, a possibilidade das coisas não ser como você projetou e imaginava. E aí isso vira a desculpa perfeita para não ter que viver algo real, a desculpa perfeita para não ter que encarar às vezes até a própria realidade. Isso às vezes, de certa forma é um pouco triste, porque esses amores impossíveis te protegem, de certa forma dos amores possíveis.
E talvez os amores possíveis não supram toda a tua carência, nem toda a tua intensidade, nem seja como você imaginou. E aí a gente acaba escolhendo quem não escolhe a gente para nunca precisar se entregar de fato. Consegue entender?
E talvez doa um pouco essa reflexão, mas a maturidade tá nessa dor mesmo, nessa nesse autoconhecimento. Você olhar e sair desse lugar, ninguém me ama de volta e falar: "Por que eu tô repetindo esse padrão? O que que eu tô buscando nisso?
Qual é o fim dessa história? Porque amar quem não te ama talvez não seja sobre outra pessoa, talvez seja sobre você e talvez você precise se questionar e amadurecer com isso e tá tudo bem. Não se julga.
Aprende, olha, liberta, ilumina esse tema. E aí, aprendendo a se amar de verdade também, você vai parar de implorar para alguém que não te ama te amar. Você entende como tudo isso pode abrir um pouco a cabeça e olhar de outra forma para uma coisa que é muito mais importante do que só olhar pro mundo e achar que as coisas não são como a gente imagina.
Nem tudo é culpa do amor, nem tudo é culpa do outro, nem tudo nem é culpa tua. Nem usa essa palavra culpa. Aprende, olha, liberta, entende a vida vai ficar muito mais gostosa de ser vivida.
Esse tema foi um tema que te fez refletir bastante, imagino eu. E eu quero que você deixe nos comentários um emoji de um coração verde. Eu sempre peço um emoji no final para quem viu até o final.
Então só quem viu até o final vai saber qual o emoji e aí você deixa um comentário e eu consigo ver que não, essas pessoas viram o vídeo até o final. Isso faz a gente criar uma certa conexão. Fechou?
Não se esqueça também do meu livro novo que saiu na pré-venda, primeiro link na descrição, garante, recebe antes que todo mundo, porque ele tá tão lindo. O livro fala muito sobre esses termos e esses temas, na verdade, ansiedade, autocobrança, né? O nome do livro é a calma, é um caminho sem volta.
Como é que a gente encontra calma e direção no mundo que coloca a gente tão para baixo, faz a gente se comparar tanto, se cobrar tanto numa velocidade que não é proporcional a nossa criatividade, a nossa vontade de ser saudável. E eu acho que esse tema vai te inspirar muito. Primeiro link na descrição, não esquece do coração vejo no comentário para ver que você viu até o final esse vídeo.
Um beijo, a gente se cuida, se vê logo e até o próximo vídeo.