[Música] Iniciamos. An, tá OK. Eh, Laíson, boa tarde.
Tudo bem? Boa tarde. Tudo bem?
O nome completo do senhor, qual que é? Laísson do Santos de Araújo. Tá, Laísson, meu nome é Thiago, sou juiz de direito, sou responsável aqui por presidir esse julgamento, tá certo?
Faremos agora seu interrogatório. Eh, o seu atual endereço, qual que é? Rua Marilândia do Sul, 516.
Tá. Qual que é o bairro? Alto Boqueirão.
Aqui em Curitiba, né? Isto. A sua profissão?
Eu sou motobó de noite e trabalho no pão de queijo de atendente. Tá. O senhor tá preso há quanto tempo?
1 ano e 3 meses. Tá. Aí quando em liberdade o senhor tava empregado?
Sim. Tá. Renda mensal aproximada, quanto é que o senhor ganhava em média por mês?
Um salário mínimo. Tá perfeito. Registrado, né?
E fora do motoboy de noite. Tá. Então no no serviço registrado tinha um salário mínimo e depois tinha mais as as taxas que chama isso?
É taxa por entrega. Aham. E no total rendia quanto mais ou menos tudo?
Ah, de motoboy não tem direito assim a total, porque tem dia que você entrega bastante, tem dia que não. As as bases uns às vezes 120, 130, às menos uns R$ 60, R$ 70. Isso por dia?
Isso na dia. Isso é das entregas. Tá perfeito.
Entendi. Chegou a frequentar a escola, Leilson? Sim.
Até que série? Até a quinta. Tá.
O senhor tem que idade hoje? 32. É casado?
Não. Tem filhos? Não.
Tá. Aa, esse processo criminal tem ou já teve outros? Só esse e mais um.
Tá. Por qual crime? Posse de droga.
Tá OK. Eh, eu verifiquei aqui lá o sucessório criminal que o senhor respondeu uma ação penal por crime de resistência e houve uma absolvição por um fato acontecido em 2017. Você recorda isso.
Aham. Tá. Na sequência o senhor respondeu também uma ação penal para homicídio qualificado por um fato que aconteceu em junho de 2019 e no final aqui também consta uma absolvão.
Sim. Esse outro eu fui, eu virei testemunha, né? O primeiro foi do Raul, né?
Que eu fui absolvido. Isso é esse 2019 que era o Creu do Raul, né? Isso é.
Tá perfeito. Vamos em frente. Aí o senhor tem aqui uma ação penal por tráfico de drogas, primeira para criminal de São José dos Pinhais, com data do fato em 2020, agosto de 2020, né?
E na sequência, que eu verifico aqui, houve uma condenação em primeira instância e quero crer que tá em grau recursal. É isso? Tá em recurso, tá?
uma condenação de 5 anos por enquanto em primeiro grau. É isso. Isso.
Aí tem aqui uma ação penal da primeira vara do plenário. Tá em segredo de justiça. Não consigo verificar o que que é.
O senhor sabe dizer? Eu acho que eu o que eu virei testemunha, né, da morte do do Felipe. Tá, eu já consulto aqui, a gente já verifica o que que é.
Aí o senhor tem uma uma lesão grave aqui. Primeira vara descentralizada do Boqueirão com data do fato em 2019. Se recorda lesão grave.
É primeira vara descentralizada do Boqueirão, né? Na verdade, acho que a data aqui corresponde a mesma data em que, deixa eu ver, 5/06/2019. Quer que eu explique isso?
Pode falar. É que foi desmembrado. Desmembrado.
Eles fizeram uma ação para apurar a lesão corporal na vítima que estava junto e homicídio. Então seria em decorrência aqui do mesmo fato pelo qual o senhor foi absolvido pelo homicídio, né? Ah, sim.
Aí em sequência aqui tem a uma anotação que diz respeito justamente esse processo de julgamento no dia de hoje. Uhum. E aí outras anotações aqui que dizem respeito, né, a desdobramentos aí dessa desses processos que já foram citados, né?
Em relação à acusação, o senhor tem conhecimento do do Não entendi. Em relação à acusação aqui do dia de hoje, o senhor tem conhecimento, né? É, que estão me acusando dessa morte, sim.
Tá. conversou com o seu advogado. Sim.
Tá. Então, isso a partir de agora não é obrigado a responder as perguntas que eu fizer. Se quiser pode ficar em silêncio.
Isso não vai prejudicá-lo. Só que por outro lado, o momento que o senhor tem para dar sua versão a respeito do que aconteceu. Isso, isso que consta que for verdade o senhor admitir, confessar, em caso de condenação, essa pena pode ser atenuada.
OK? Diante disso, tem interesse perer as perguntas ou não? Prefere ficar em silêncio?
Pode perguntar, tá? A pergunta que se faz início é bem simples. Diz aqui no dia 8 de outubro de 2021, por volta das 8:30 da noite, 20:30, em via pública na travessa Poliu, em frente número 83, bairro Juvev, aqui em Curitiba, o senhor, juntamente com outras três pessoas que não foram identificadas, teriam aqui matado a vítima Jeferson Santana e segundo diz o Ministério Público, né?
fizeram isso mediante disparos de armas de fogo. Basicamente é uma acusação aqui de homicídio qualificado. As qualificadoras que tem aqui é do emprego de recurso que eh dificultou a defesa da vítima, porque teriam surpreendido ela enquanto chegava ali eh num num veículo.
E além disso, a motivação aqui do crime que seria torpe. Isso porque o senhor teria sido denunciado por um crime no homicídio que vitimou a vítima Raul eh Santana, que era filho da vítima isso em 2019. E aí, após ter sido processado, o senhor foi absolvido, né?
Conjuntura então causou revolta à vítima. E aí, a partir disso ele teria então proferido ameaças contra o senhor em rede social. E aí para se vingar dessas ameaças, então o senhor teria matado ela, né?
Basicamente é essa acusação aqui. Esse fato é verdadeiro? É falso.
Hum. Verdadeiro. Como assim?
Eu matei ele. Isso é. Não, não, não.
Tá. O que é que houve aqui nesse episódio, Laísson? Nesse episódio onde que eu tava?
É, em relação à morte aqui do Jeferson, né? Ah, nesse dia eu acho que era uma sexta-feira, eu acordei ruim, daí tomei uns remédios, liguei pra minha patroa falando que eu não ia trabalhar porque eu tava ruim, né? Podia ser, podia ser Covid, alguma coisa.
Daí fiquei em casa o dia inteiro, daí tomei uns remédio, daí de noite uns amigos meu ligou para mim lá no jogo de bola, ver os pi jogar bola lá e eu fui lá. Uhum. Tá.
O senhor morava onde nessa época? No Boqueirão. Tá.
Mas em qual endereço? Nesse mesmo com que fui preso. Tá.
É esse mesmo endereço que o senhor declarou aqui hoje. É isso? Isso.
Tá. Quem é que morava com o senhor nessa época? Eu, minha irmã e minha sobrinha.
Tá. A sua irmã que o senhor refere é a Crislan, né? Que foi ouvida aqui no dia de hoje.
Iso. Sim, senhor. Tá.
Ok. Aí o senhor disse que estava mal porque imaginou que estava com Covid. É isso?
Isso. Eu tava, acordei com febre, meio vomitando, ruim. Daí eu liguei pra minha patroa e falei que não ia trabalhar nem porque daí podia ser.
Daí tomei um remédio, dormi, daí dei uma melhoradinha e fui ver uns amigos meu jogar bola. Tá. Eh, onde que o senhor foi ver esses amigos jogarem bola?
É mais ou menos lá uns uns 2 km ali perto de casa, lá perto do cemitério do Boqueirão lá. Tá. E era o que?
Era uma quadra, um campo de futebol. Que que era? Era uma cancha de de sintético.
Sintético? Tá. O senhor não foi jogar futebol, então foi só acompanhar o jogo.
Tá. E que horário que foi isso? Ah, se eu saí de casa mais ou menos umas 810, 8:15 acho.
Uhum. Tá. E até então quem é que estava em casa com o senhor?
Tava sozinho. Tava sozinho agora de de noite? Sim.
Uhum. Tá. Aí o senhor saiu para ver esse jogo de futebol e retornou em que horário?
Ah, não lembro que horas que bem certinho. Que horas que era. Aham.
Uhum. Tá. Mas o jogo de futebol durou quanto tempo?
É uma é 1 hora, né? 40 minutos, que é o aluguel da cancha. É isso.
É isso. Aham. Tá.
Aí depois que terminou ali o senhor 8, 8:15 de casa, que o senhor disse, certo? Voltei pra casa e aí foi até a cancha que ficava, o senhor disse que 2 km 2 km mais ou menos. Ah, e o jogo era que horas aí?
Era das 9:30, 8:30, alguma coisa assim. 8:30, das 9, das 9:30, 8:30 às 9 9:30, alguma coisa assim, tá? E aí certinho, tá?
Mas aí quando finalizou o jogo, né? 9 9:30, o senhor fez o quê? Ficou lá com seus amigos, voltou para casa, foi para outro lugar?
Acabou o jogo, eu já fui embora, né? Uhum. Peguei minha moto e fui embora.
Tá. Quem que eram os amigos que estavam jogando lá? Quem é que chamou o senhor?
Ah, tinha um monte de de de amigo lá. Uhum. Tá, mas o senhor consegue nominar alguns deles?
Nossa, pior que não vou lembrar o nome de de todos. Tá, mas é alguns que estavam jogando futebol lá. Nossa, era o Fabrício, o Juan.
Uhum. Acho que só os dois, não vou lembrar de tudo, mas era esses dois que me ligou, tá? Mas o Fabrício Riz estava jogando futebol lá.
É isso. Isso. Aham.
Fui lá ver ele jogar bola e eles encontraram com o senhor lá, pelo se avistaram, conversaram. É isso? Não, eu fui de sozinho de moto, cheguei lá, ele já tava lá já.
Tá, mas eles viram que o senhor tava lá, então, acompanhando o jogo. Uhum. Tá.
Tá. OK. Aí o senhor retornou para casa?
Sim, senhor. E aí fez mais alguma coisa ou ficou em casa? Não, fiquei em casa mesmo.
Aham. Tá. E aí dormiu em casa também?
Sim, senhor. OK. Quando é que o senhor tomou conhecimento aqui da morte da vítima do Jeferson?
Como que eu fiquei sabendo? É, ah, fiquei sabendo por televisão. Passou na na TV no outro dia, meio-dia.
Ah, tá. Mas então foi no dia seguinte, é isso? Isso.
No dia seguinte. Uhum. Já o qu daí no programa do almoço ali do É, passou no jornal da da do meio-dia, né?
Aham. Tá. E o senhor conhecia a vítima?
conhecia do bairro. Tá. Que tipo de relacionamento que senhor manha com ela?
Nenhuma. Nenhum? Não.
Tá. Mas era só conhecido do bairro? Tinha amizade?
Tinhaade não tinha amizade. Só de vista assim. [Música] Uhum.
Tá. Tá certo. Eh, onde é que estava a sua irmã, a Crisline, que foi aqui ouvida?
Onde que ela tava? Na hora. Isso.
Ah, não sei. Se ela ficou comigo a tarde inteira em casa, né? Que eu tava ruim.
Ela também tava trabalhando. Uhum. Daí depois escurecendo, ela já saiu.
Já não sei que horas que ela saiu. Tá. Mas então, por ocasião aqui da morte da vítima, ela não tava em companhia do senhor?
Até até umas sete e pouquinho acho que ela tava. Não sei até que horas que ela saiu, mas tava escurecendo já. Uhum.
Tá, entendi. E ela foi para onde, senhor? Sabe dizer?
Não sei dizer. Acho que foi pra casa da amiga dela, não sei. Tá.
E e de lá para cá, daí, ou seja, no momento em que ela saiu de casa, depois o senhor foi ver o jogo de futebol e voltou, quando que o senhor voltou a conversar com ela? Conversei com ela, é, acho que só no outro dia, de manhã cedo, porque eu fui, já cheguei e fui dormir, tomei mais um remédio para ver se melhorava mais um pouco. Ah, tá, entendi.
Não chegou a conversar com ela no mesmo dia, não. Nem pessoalmente, nem por telefone, mensagem, nada. Acho que não.
[Música] Humum. Tá. Eh, o que que o senhor tem a ver aqui com a morte do Raul?
O Raul era era filho da vítima, é isso? Sim. Também me acusaram nesse crime aí, provei, fui inocentado e Uhum.
Não sei por também. Tá. Quem é que matou o Raul?
Não sei nem por qual motivo. O que que aconteceu? Você não sabia não.
Nem me procura saber esse negócio. Não, não tem por para eu saber, né? Tá.
Conheci o Raul também de vista? Tá. Tinha algum tipo de relacionamento com ele?
Não, nada também não. Tá. O que que o Pajé, o Jeferson, fazia da vida?
Ah, o comentário que rola na vila que ele era traficante, né? Agora se ele era, não sei, nunca vi. Tá, entendi.
O senhor mexia com droga também? Não, nesse nesse que eu fui preso com a com a droga, eu tava eu tava morando em São José, daí eu pagava aluguel. Foi bem na época da pandemia.
Daí daí meu serviço que eu trabalho registrado fechou, né? Uhum. Daí eu tava trabalhando numa pizzaria lá de noite lá.
Daí eu conheci um cara lá, ele perguntou para mim se eu não queria guardar uma sacola para ele, que ele me ajudava por semana por com R$ 200. Uhum. Daí eu peguei e guardei sacola e acabei me ferrando.
Tá. Mas essa sacola, o que que era? Ah, eu não sei que tinha neto.
Ele só mandou guardar lá no meu no no apartamento onde que eu morava e ele falou quando ele precisasse ele ele ia me ligar ou ia me procurar na pizzaria para pegar a sacola de novo. Tá. E quem que era essa pessoa?
Ah, eu não lembro o nome dele, senhor, que eu conheci só mesmo na pizzaria lá, porque ele ia direto comprar pizza, entendeu? Daí eu tava ali com a moto esperando para fazer entrega. Tá, mas aí o ele o senhor pegou uma sacola de quem o senhor não conhecia sem saber o conteúdo.
É, eu tava precisando de dinheiro, né, senhor. Tinha que pagar a prestação do do prestação não, a o aluguel, o condomínio. Daí eu tava passando por dificuldade que o meu serviço fechou, né?
Fechou por causa da pandemia e não tava recebendo, tá? Eh, voltando ali em relação à morte do Raul, né? O senhor disse que foi acusado, depois foi julgado e absolvido, certo?
Sim, senhor. Tá. O fato do senhor ter sido acusado, depois absolvido, gerou algum tipo de problema em relação à vítima?
Então, no lá quando eu fiquei preso, 2019, chegou uns rapazes lá onde que eu tava preso falando que o Pajé queria me matar, né? Mas eu não nunca fui procurar saber. Foi o boato que chegou lá para mim quando eu tava preso lá em 2019.
Tá. Mas isso dentro da prisão? Isso dentro da prisão.
Aham. Por outros presos. Por outros presos.
Aham. E ele queria matar o senhor por quê? Porque eu fui acusado na morte do filho dele.
Tá. Mas pela acusação, não porque o senhor efetivamente teria matado. É isso?
Ou ele acreditava que o senhor tinha matado? Por acusação, né? Aham.
Porque acho que ele pensou que eu tinha matado o filho dele. Mas não tenho porquê. Não tenho, não tenho richa com ele, não tenho nada, nunca benção nenhum.
Tá. O senhor eh chegou a conversar com ele? conversar por telefone que seja por mensagem.
Nunca não. Uhum. E fora essa essa conversa que foi trazida aí por terceiros, né, na prisão Uhum.
Teve mais alguma coisa? É, teve aquela ameaça no Facebook, né, que minha mãe me avisou esses negócios. Tá.
E o que que é essa ameaça no Facebook? Eu não não não vi as mensagens. Só minha mãe avisando que ele que tinha falado para ela que ele tinha postado uns negócios no Facebook.
E ele postou o quê? Não sei o que que tava escrito. Tá.
Mas era era em que sentido? Ele postava, falava alguma coisa do senhor? É isso, não é?
Falando que queria vingar a morte do filho dele, não sei o que lá. Uhum. Se referindo ao senhor.
Eu acho que sim. E aí a sua mãe viu, identificou que seria ele no caso? É porque lá no bairro que rolava, né?
O comentário que tinha sido eu, né? Uhum. OK.
Eh, em relação à esposa da vítima, o senhor sabe quem é? A Vanessa. É, com esse de vista também.
Tá. Com ela também não mantém nenhum tipo de relacionamento. Não.
Uhum. Tá. O senhor foi eh foi acompanhou aqui, ela foi ouvida, né?
E o senhor acompanhou aqui também, que era o CR que tomou conhecimento da audiência também, que teve antes aqui numa fase antecedente, que ela apontou o senhor como um dos autores. Teria reconhecido o senhor, senor. Sim, senhor.
Né? A que que o senhor atribui isso? Ah, eu não sei.
Acho que deve ser perseguição dela, porque eu fui acusado da morte do filho dela. Não sei porque que tão ela tá querendo me acusar assim. Uhum.
Tá. O senhor tava preso também em 2019, né? Sim, senhor.
E o senhor saiu da saiu da cadeia quando? Eu saí 2020. Tá.
Em que data? Nossa, acho que foi mês três ou mês quatro, alguma coisa assim, tá? Em março ou abril, é por aí, tá?
E esse fato aconteceu aqui em outubro, é isso? Cerca aí de talvez então que o senhor tá dizendo, uns se meses, é isso que eu fiquei na rua. Não, não.
O, o senhor disse que saiu em março, abril 2020. Aham. E esse fato, em verdade, perdão, aconteceu em 2021.
Então, foi mais de ano depois. É isso? É, faz mais verdade.
E quando o senhor saiu e da cadeia, o senhor saiu e em liberdade integral ou não? Não saí certinho. Uhum.
Eu quero dizer, não tinha monitoração eletrônica, tornazeleiro, não. Tá. Isso foi em 2000 2021.
Não, não, perdão. Que o senhor saiu da cadeia pela morte pela morte do Raul. Pela morte do Raul.
Saí tornozeleira. Tornozeleira. Tá.
E foi em que data? Foi isso daí? Mês três ou mês quatro?
Alguma coisa assim de de 2020. Tá. E aí o senhor ficou na rua com tornozeleiro até quando?
Acho que até mês 8. Daí eu fui preso de novo no tráfico. Isso.
Tá. Então, em agosto de 2020, o senhor foi novamente preso e mais uma vez por tráfico foi aquele episódio que o senhor já contou aqui da sacola dos Pinhais. O senhor ficou preso quanto tempo daí?
Então, daí eu fui pro júrio do do Raul também. Daí eu fiquei um ano, né? Fi esperando o júri.
Daí não veja, é que o senhor disse que saiu e o senhor saí 2020. Uhum. Em março.
Ok. Pela absolvção em relação ao Raul. Não, não tinha sido absolvido ainda.
Fui pronunciado da júri. Tá perfeito. Aí no segundo momento, em agosto de 2020, o senhor foi preso pelo tráfico em São José.
Isso. Ficou quanto tempo preso? Fiquei um ano, tá?
Um ano até agosto de 2021. É. Daí esperando no júri também, tá?
E o senhor foi absorvido no júrio em que data? Foi 2021, acho que mês 6, eu acho, alguma coisa assim. Em 2021, junho.
2021. Tá perfeito. E aí, o senhor permaneceu preso por conta do tráfico ou não?
Não, já daí fui absolvido e já fui solto dia 15 de julho. Julho é julho. Julho, tá?
Então, dia 15/07 o senhor foi solto. E aí esse episódio aqui, ou seja, essa morte aqui do Jefferson foi em outubro de 2021, cerca de 3 meses, alguma coisinha ali por aí, cerca de 90 dias depois, né? Um pouquinho mais, na verdade, né?
Acho que sim. Tá OK. E aí, nesse intervalo em que o senhor tava solto ali, eh, aconteve algum incidente ali envolvendo o Jeferson, o Pajé, a morte do filho, o senhor não um desentendimento, uma ameaça?
Não, não, eu nem ficava, meu negócio era só trabalho, eu trabalhava de dia e trabalhava de noite. Essa ameaça ali que o senhor disse no Facebook, que sua mãe comentou, foi quando? Não sei quando que foi certinho, tá?
Mas foi nesse período de três meses entre o senhor sair da cadeia e depois da quando eu saí por aí. Uhum. Foi nesse período, então é, acho que sim.
O senhor não não chegou a responder essa ameaça. Não. Tá.
E o senhor sabe dizer quem é que matou o Pior que também não sei. Uhum. O senhor tem algum apelido?
Não. Tá. Chama o senhor de lá lá ou lá ou la?
Não, não. Meu nome é Laíson. Só Laíson.
E sim. Uhum. E o senhor foi preso quanto tempo depois aqui da morte dele?
Quando que foi a morte dele? Foi, pelo que consta aqui, foi no dia 21 de outubro. Já confirmo pro senhor aqui.
8 de outubro 2021. Isso. 8 de outubro de 2021.
Caí dia 25 de novembro, tá? Um mês e pouco depois, né? Isso.
Fui preso. Aham. Na ocasião, a polícia prendeu seu celular?
Acho que sim. Tinha tinha três celular lá em casa que era acho que meu, da minha irmã e da minha sobrinha, tá? E foram todos aprendidos?
Sim. Tá. Alguns dos celulares era que era o celular que o senhor utilizava.
É isso? Sim, senhor. E que celular que era esse?
Um iPhone. Aham. Fazia quanto tempo que o senhor utilizava esse celular?
Nossa, eu tinha comprado ele pouco tempo, uns dois meses, eu acho. Mas aí foi depois da morte do do Jefferson ou não que o senhor comprou esse celular? Não, acho que foi depois do dia 8 de outubro.
Não, não lembro certinho, mas eu comprei e não fazia muito tempo. Uhum. Tá, tá ótimo.
O senhor foi interrogado da ele de polícia? Não, fui, fui, mas o meu advogado não foi. Deu mant em silêncio.
Tá. Por orientação do seu advogado, então não respondeu as perguntas. É isso.
Daí a Tatiane Guzela mostrou os vídeos lá falando que era eu. Eu falei: "Como que eu não não é eu porque eu não consigo correr, né? Eu tenho uma perna que eu quebrei".
fatura exposta, uso o pino. Eu falei para ela que eu não conseguia correr. Ela falou que era eu e falou que era eu.
Pronto, acabou. Tá. Eh, aí depois teve uma audiência, né?
Sim, senhor. Aí nessa audiência o senhor teve a oportunidade de falar e daí também respondeu as perguntas. É isso?
Sim. Tá. O que o senhor contou nessa audiência conférica que o senhor tá contando aqui hoje ou não?
Tem alguma diferença? Não, acho que não. Uhum.
Tá. O senhor mencionou que sofreu um acidente, né? Sim, senhor.
Aham. Eu tenho uma perna maior que a outra. Tá.
Esse acidente aconteceu quando? Acho que foi em 2016, acho. Ah, tá.
Já tem um tempo, não foi? Então, ali próximo da data, né? Não, mas eu tenho uma perna maior que a outra e uso uma hóstia e três parafusos na perna.
Tá. Mas isso impede o senhor de caminhar? Não.
Sim, ando mancando. Mancando. Tá.
Impede o senhor de eh andar de motocicleta também? Não, que o senhor trabalha com moto, né? Não, de moto não, porque eu não uso as perna, né?
Só para descer, colocar o pezinho. Não. Tá.
Qual que é a limitação que o senhor tem em função disso? Limitação. Como assim?
É limitação. O senhor disse que não consegue correr. É isso.
Tá. Tem mais alguma coisa que o senhor não consiga fazer em função da do acidente? Não, só a perna mesmo, que ficou uma maior que a outra e eu manco, né?
Uhum. Tá, entendi. E sente dor?
Tem tratamento ainda hoje ou não? Dor. Dor sinto, mas para tratamento não.
Mas direto dói. Uhum. Se quiser ver até eu mostro pro senhor aqui, ó.
Hum. Pode mostrar se quiser, não tem problema. Aqui, ó.
Tá. Que seria ali é é parafuso que chama isso? Uma tala.
Tem dois parafusos aqui e um aqui, ó. Ó, minha perna defrutuosa. Tá, entendi.
Quando o senhor soube da morte do Jeferson aqui, qual que foi a sua reação? Pro senhor indiferente ou Hum, para mim não tem por mim tanto faz. Não não tenho nada a ver com ele.
Tá. A, a gente ouviu aqui a sua irmã, né? Por qual razão que ela comemorou que ele tinha sido tinha sido morto?
Ah, por causa dessas ameaças, né, que ele tava fazendo para mim, né? Uhum. Tá.
O senhor tem mais um irmão também? Sim, o Douglas. Tá.
Ele é mais velho ou mais novo? Mais velho. Ele é o mais velho.
Eu sou do meio e minha irmã é mais nova. Tá. O o o qual que é o nome dele completo?
Douglas. Douglas Dois Santos Araújo. Tá.
O Douglas conhecia a vítima aqui? O bairro também que nós mora faz muitos anos, né, que nós mora no bairro, né? Tá.
E ele tinha algum problema também com a vítima? Não. Tá.
Ninguém de nós tinha problema com eles. Uhum. O senhor chegou a conversar com o Douglas esse dia?
Ele me ligou, perguntou onde que eu tava. Uhum. Eu falei que tava vindo do jogo do futebol.
Tá. E ele ligou por qual razão? Para saber que eu tava sabendo o que tinha acontecido.
Uhum. Ele contou pro senhor? Não, senhor falou que que tinha matado para gé.
Mas falei: "Ah, que que eu quero saber isso daí? Não quero. Para mim não.
Tanto faz, tanto fez, né? " Tá. Mas o senhor disse no início que tomou conhecimento da morte no dia seguinte na TV, no meio-dia.
Sim. Mas ele veio comentar para mim, mas eu nem quis saber de Napoli, não. Não quero saber de nada.
Para mim não, não, não faz diferença nenhuma. Uhum. Tá, tá ótimo.
Minha parte que por enquanto eu não tenho mais perguntas. Ministério Público. Obrigado, excelência.
Boa tarde, senor. Boa tarde. O senhor já confirmou que o senhor tinha um iPhone na hora da busca lá e foi aprendido esse nesse celular tinha uma conversa sua com uma pessoa chamada Alcunha MGN.
Quem que é? Quem é MG? É contato é MGN, só as iniciais.
Não tô lembrado, senor. Tá na Só paraos senhores verem, tá no tá no movimento 19. 2 do processo.
Nessa conversa o senhor fala sobre, vou resumir, os mesmos conversam sobre policiais que estariam dentro da quebrada e também conversaram sobre um tal de rosinha rosa sobre alguma coisa que estaria para chegar. Tá para chegar sexta-feira a caminhada deles. Se pá, ele perguntou quanto que eu vou precisar ali.
O Rosa vende bastante para ele gay, tá ligado? Eu tava preso com um piá dele lá, que pegou um pó teu lá, lembra, né? Lembra lá.
O teu ele pagou, ficou devendo para mim o sem vergonha. O que que é esse pó que você estava conversando que ficou devendo? P o que que era?
Não lembro, senhor. O que era. Não lembra da conversa?
Não. Nessa mesma conversa, no começo dela, é falado sobre a Rotan. Tá na área lá.
Por que que vocês avisavam da rotanária um pro outro? Não sabe também tem. Nesse mesmo celular, o histórico de pesquisa da internet consta uma pesquisa sobre a morte de uma menina chamada Kimberley.
O senhor sabe dizer porque que no seu celular tinha uma pesquisa da na banda B sobre essa morte? Não sei, senhor. Não sabe não?
Logo em seguida também tem uma pesquisa sobre uma morte de um traficante chamado Luís Felipe Cardoso, conhecido como macaco. O senhor sabe quem é essa pessoa? Não conheço.
Ah, não sabe. Quando o senhor foi ouvido perante o juiz, por que que o senhor não contou que o senhor tinha ido no jogo de futebol, como o senhor falou agora, o senhor Porque tinha esquecido, senhor. Ah, tinha esquecido?
Uhum. É muita coisa na cabeça que passa. também tinha esquecido de falar sobre isso.
Não sei, senhor. O senhor tava presente na audiência? Não tava?
Mas ela foi sozinha, eu tava preso, né, na audiência. Aí o senhor não não acompanhou a audiência? Acompanhei.
Coritiva dela. Acompanhei. O senhor não viu ela contando o que aconteceu?
Sim. Então o senhor lembra que ela o que ela falou? Mais ou menos.
Naquele dia você conversou com a sua irmã? Qual dia? Naquele dia na minha m tava o dia inteiro comigo dentro de casa.
Não, por celular? Por celular? Não lembro.
Não lembro ter falado ou não? Não. Certo.
Com o seu irmão Douglas ou você lembra ter conversado? Sim, porque ele me ligou. Quem que é Emerson?
Emerson é? Não sei se é sabe quem é? Quem é?
Deixa eu achar [Música] aqui. Por que que o Por que que o senhor resolveu trocar de celular logo depois a morte do Pajé? No caso, não, logo depois que eu falei, depois da morte do Pajé.
Eu não não falei que eu troquei antes. Eu não sei se foi antes que eu comprei o celular ou depois. Não, porque o relatório fala que só tem que que que que as que as mensagens que tem é só de novembro em diante.
Não, eu não sei se foi antes que eu comprei ou foi depois, mas eu acho que foi antes, mas não tô lembrado bem certinho. Entendi. OK.
Excelência. A minha parte seria Ah, desculpa, desculpa. Tem mais uma pergunta em relação à morte do Felipe.
Deixa eu ver se tô equivocado. Aí você me me explica. Você estava no local do crime, mas não teria nada a ver com os fatos.
Sim. O sen tornele naquela época foi monitorado. Então o senhor tava na cena do crime, mas alegou que não tinha nada a ver com crime.
É isso. Senor. Não, não fui eu.
Isso. Entendi. Eu tava lá, eu passando, ele tava com uma faca na mão, porque eu conheço, eu conheci o Felipe desde desde Piazinho.
Daí ele queria dar umas facadas nas meninas que ele tava brigando com a com a mulher dele. Daí eu fui lá e tipo parei a moto que eu tava passando. Falei assim: "Ô, Felipe, para com isso daí, vai fazer alguma cagada aí.
" Certo. Daí do nada chegou um cara de touca e máscara dando tiro, eu peguei e saí correndo. Eu tiro nele e ele morreu.
Sim, senhor. Certo. Em relação ao Raul, a acusação, dizendo que o senhor fez, que o senhor falou que não fez?
Sim, senhor. Em relação ao Raul, qual era a acusação que o senhor tava num carro enquanto o cara matava? Era isso?
É, foi isso daí que vocês que vocês teriam ido até o local, essa pessoa do coxa desceu do carro, matou. Só sei que foi me acusar. Is daí eu aproveito que Não, não, não, eu sei, não tô dizendo que o senhor foi condenado.
Tô perguntando, a acusação não era, era essa? Sim, era essa. E o senhor acabou absolvido por o senhor sabe, alguma testemunha não foi mais encontrada, a testemunha presencial não compareceu.
Por que que o senhor foi absorvido? O senhor sabe? O senhor já foi absolvido sem indiscutível.
O motivo é, você sabe por que o senhor foi absolvido? Não. Pior que não sei.
Ah, então tá bom. Em relação a essa droga na tua casa, o que que a polícia encontrou na tua casa lá? Encontrou essa sacola com droga.
Quanto que tira de droga lá, o senhor lembra? Que droga que era o senhor? Lembra?
Também não sei. Só sei que o rapaz me deu uma sacola para mim guardar e eu não mexi nada. Pô, mas eles abriram na tua frente ali na hora que era a busca?
Não, abriram na delegacia. Ah, eles nem levaram. Levaram sem saber o que tinha dentro.
É, só levaram. Falaram que era droga e levaram na delegacia. Daí mostraram lá o que tinha.
Uhum. Entendi. Quanto tempo antes do fato você pegou essa sacola?
Quanto tempo antes da prisão? Quanto tempo antes a polícia entre a polícia encontrar a droga, você tava com essa posta dessa droga? Quanto tempo você foi?
Ah, fazia acho que uma umas duas semanas só. umas duas semanas e a pessoa não entrou mais em contato para buscar, ia ficar lá. Não, não entendi.
Senhor já confirmou, né? Se eu não eu não quero ser redundante de perguntar de novo. Então, só vou perguntar.
O senhor já falou se a tua mãe mostrou para você as a suposta Não, não mostrou mensagem. É porque no seu depoimento em juízo, ela ela falou para mim. Ah, ela falou falou da mensagem.
Ah, tá, entendi. Entendi. Ela não mostrou.
Ela falou não. Ela minha mãe mora na praia. Entendi.
Entendi. E ela segue a vítima. Ela seguia a vítima.
Não é, você sabe como que é bairro, né? Acontece uma um. Um acontece aqui, outro acontece aqui.
Já tá todo mundo sabendo redor. É comunidade, né? Certo.
Ó, aqui o senhor conhece o Emerson Luiz Pinto? Não. Não.
E a OK. Nem o Fabiano, José. Não, a sua irmã que já contou aqui, o senhor já viu só confirmar.
A a senhora Vanessa é da mesmo bairro de vocês, mora ali próximo. É, mora próximo a vida inteira com vocês. Com nós não, do lado não.
Não, não. No local ali no bairro. Sim.
Ok. Tem mais perguntas? Excelência.
Agradeço. Obrigado. Sim, excelência.
Na época do da morte do Raul, você tinha conhecimento que o esse Pajé tava preso? Acho que sim. Tá.
Mas esse conhecimento você foi por quê? Por comentários. Comentário na de quem?
Comentário na onde que eu tava preso. Acho que falaram para mim que ele tava preso também. Tá.
E após a morte do Pajé, você falou que foi preso, né? do Pajé, desculpe, do Raul. Naquela época você disse que foi você foi preso, né?
Eh, nesse momento que você tava preso, você falou que recebeu ameaça lá dentro. Ameaça lá dentro, né? Queria um É, falando que ele falou que ia me matar, não sei o que lá, essas coisas.
Ah, é. E nessa época você chegou a ser transferido lá da da da Eu tava na lá no CCP, depois fui pro CDP. Mas essa transferência foi por causa dessas ameaças?
Sim, um pouco, sim. Você chegou a relatar lá pros Aham. pro pro pro diretor da cadeia.
Tava com medo, né? Se acontece alguma coisa comigo. Tá.
Você ficou eh houve algum comentário que o Pajé era do PCC? Nunca ouvi falar. Não, não.
Você chegou a ver o vídeo, né, da? Sim. Vi o vídeo na televisão e pela pelo a outro na outra audiência.
Outra audiência. Isso. Tá.
E quando você visualizou esses vídeos aí e você viu o pessoal correndo, chegou a fazer alguma argumentação ali que você não conseguia correr daquele jeito? Argumentei, né? Mostrei minha perna no dia.
Acho que foi pro pro senhor ali, pro senhor juiz, que eu mostrei minha perna, que eu tenho a perna maior que a outra. Comentei. Tá.
Eh, você sabia que o Pajé era traficante, uma pessoa perigosa lá no bairro? Então, no bairro rolava, né? Não sei se ele era, mas que rolava bastante esse comentário.
Rolava. Bom, a primeira ameaça que você ficou sabendo do Pajé foi essa lá na delega, na presídio. Ah, essa foi a primeira ameaça.
Teve algumas outras depois a ventilar, ó, o Pajé vai te pegar, né? Ah, o boato rolava, né? Tá.
E depois que você foi solto e o Pajé também tava solto, que o Pajé foi solto em 2020, você também foi solto em 2020, né? Eh, tava os dois soltos nessa época acho que permaneceram pelos meus cálculos uns se meses ali. Sim.
Solto ou seis a 8 meses. E nessa época aí, eh, você não ficou com medo do Pajé vir atrás por causa dessas anteriores ameaças? Ah, ficava com medo, mas eu trabalhava, não ficava muito na rua, só ficava com medo a hora que vinha paraa casa de moto, né?
Tá. E você chegou a mudar de lugar lá? Sim, às vezes eu ia para São José, pra casa de um amigo meu dormir lá porque isso.
Aham. Porque eu ficava com medo, né? Porque eu moro do lado.
Às vezes vai lá, tá? Eu, minha minha irmã, minha sobrinha, os cara pula lá, quer fazer alguma coisa, eu preferia. Então você meio que fugiu do É, eu ia, ficava um tempo em São José, dormindo lá na casa do meu amigo e ficava às vezes na no bairro que que era mais perto para você não parava muito na sua casa.
Então não. Quando os policiais te prenderam essa situação, eles aprenderam alguma arma com você? Não.
Alguma outra coisa ilícita? Nada. Só os três celulares.
Só os três telefones. Certo. É a pessoa de Fabiano.
Você conhece ou não? Não, a essa mulher do do Pajé, a Vanessa, você diz que conhece ela lá, conhecia lá do do bairro, né? Uhum.
Sabe dizer se ela foi presa alguma vez? Teve conhecimento, foi. Tive, acho que teve um boato lá que ela foi presa por tráfico de droga, acho.
É. Tem uma denúncia no nos autos ali que eles falam que você também é traficante lá no Alto Boqueirão e a o vínculo aqui que estão trazendo para esse processo é de que é uma disputa de tráfico. Ah, se eu fosse traficante eu não trabalhava registrado e de motoboy de de noite para para sustentar ajudar minha mãe, que minha mãe sofre de pressão alta, diabetes, daí eu trabalho em dois serviços para ajudar ela, né?
Tá. Você já usou droga alguma vez? Quando eu brigava com a minha com a minha namorada, às vezes lá, mas vez quando eu fumava uma macha, mas era raramente, tá?
E Renan Caik, ele foi ouvido aqui em Juízo, você conhece ele? Coisa de vista do bairro também. Ah, é?
Uhum. Eh, no teu celular, no dia que você foi preso, apareceu umas mensagens ali, umas fotos. Até o policial descreve aqui análise da galeria de fotos.
Há dois vídeos de uma reportagem de um programa policial que mostra uma matéria onde um Emerson havia saído da cadeia e estava ameaçando parentes. Emerson inclusive passou áudios a uma parente onde dava entender ser ele um dos atiradores que vitimou o Jefferson Santana. Sim.
Crime investigado nesse inquérito policial. O que que você me diz desse desse vídeo que tava no teu celular? Esse vídeo que apareceu na, acho que foi no canal S ou no canal 4, apareceu esse rapaz mostrando o vídeo dos dos caras matando lá o Pajé e ele falando que assim que se caça, assim que se faz, falando na na televisão e repercutiu isso daí no todos os canais da da do quatro e do sete.
Ele falando que ele ele falando que ele que matou, ó como que nós faz aqui, ó, que nós é caçador, não sei o que lá, não sei o que lá. Sem mais perguntas, excelência, pelo conselho de sentença, alguma pergunta? das Testemunhas defesa.
Eh, uma eu vimos aqui que foi eh indicada pela sua irmã. Uhum. E a outra foi indicada por você ou por sua irmã também?
Acho que foi pela minha irmã também. E você sabe porque ela não teve a preocupação de indicar uma testemunha que estivesse jogando futebol naquele naquele dia? Sim.
Mas é, você sabe como que é esse negócio? Quando você pede ajuda para alguém, não é todos que quer te ajudar, não é todos que se se põe a vir assim. Ela teria pedido e a pessoa se negou.
Não, não foi nem pedido, nada, porque lá no bairro você sabe como que é. O povo não não gosta de de ajudar um outro. Pelos OK.
pelos demais. Em relação Fabiano, que seria a pessoa que a Vanessa, se não me engano, que é o nome dela, estaria na casa. Queria saber se você conhecia ele ou se tinha alguma relação com ele.
Não escutei. Com o Fabiano. Eh, o senhor conhecia ou tinha alguma relação com o Fabiano que a Vanessa citou que tava na casa dele?
Não, não conheço ele. Mais alguém? Não.
Tá bom, então pode encerrar ali, por favor. Eh, jurado, a gente encerra aqui. Voltamos ali.
Então, retomo as questão de julgamento. Agora, pela última vez, convido todos para que fiquem em pé, para que se faça aqui a leitura da sentença. Eh, Laísson dos Santos Araújo, realizamos aqui no dia de hoje o julgamento do senhor em relação à acusação que foi formulada pelo Ministério Público.
Ouvimos aqui testemunhas, o senhor foi interrogado, deu sua versão a respeito do que aconteceu. Em sequência, o promotor de justiça fez a exposição do que entendeu devido aos jurados e da mesma forma também fez o defensor a seu favor. Ao final de tudo isso, o conselho de sentença chegou uma conclusão e essa conclusão está presente na sentença que agora faço leitura.
Leitura é de maneira resumida, ela é um pouco extenso, mas que depois o senhor Laí terá acesso na íntegra, se assim desejar. Dessa forma, então, passo direto ao item dois, fundamentação. Ao responder a série de quesitos, os jurados chegaram à seguinte conclusão: a linha A, reconhecer a existência do fato, a linha B, atribuir a autoria ao réu, a linha C, não absolver um acusado, a linha D, reconhecer a qualificadora da motivação torpe.
E, por fim, a linha E, reconhecer a qualificadora de emprego de recursos que dificultou a defesa da vítima. Item três. Positivo.
Direito disposto em atenção a do Conselho de Sentença. Julga-se procedente a acusação a efeito de condenar acusado Laísson dos Santos Araújo pela prática da conta previsto no artigo 121 parágrafo 2º incisos primeiro e quarto do Código Penal. Ou em outras palavras eh aqui um homicídio qualificado.
Item quatro das met. Eu dispenso a leitura integral de seus fundamentos, passando direto a pena definitiva, hora fixada em 21 anos, 10 meses e 15 dias de reclusão em regime inicial fechado. Mantido aqui o decreto preventivo já vigente, eh, bem como também ordenado o início imediato do cumprimento da pena em vista aqui da soberania que revestem as decisões do Tribunal do Júri.
Eu dispenso a leitura de mais itens. Curitiba, plenário penal do Júri, dia 8 de março de 2023. Pelo Ministério Público, alguma colocação, algum requerimento?
pela defesa, doutor. Não, só apela ação, tá? Para interpor recurso, né?
A gente consta em ata já, sem problema algum. Eh, bem, então agradecendo a presença de todos, Ministério Público, defesa, servidores, escolta policial, serviço terceirizado, em especial jurados, ao que nos acompanha aqui presencialmente também pela internet na ausência das considerações do por encerrada a presente sessão. Eu agradeço.
Obrigado.