[Música] Olá estudantes sejam muito bem-vindas sejam muito bem-vindos a mais essa aula de hoje da nossa disciplina gestão em sala de aula hoje nós temos um assunto muito importante e que vem reber verando muito em sala de aula as questões e os desafios da diversidade Qual que é a postura de nós professores e professores em sala de aula diante das discussões sobre diversidade devemos aceitar devemos tolerar devemos trabalhar com ela em sala de aula como discutir a diversidade com nossos estudantes existe diversidade dentro da própria diversidade existe somente um tipo de diversidade como não cair
nas armadilhas do exotismo da diversidade Como trabalhar com a cultura do respeito e com a cultura do Diálogo dentro da diversidade na sala de aula também trataremos eh neste módulo as relações entre diversidade e interseccionalidade Trabalhando um pouco sobre como entender que as diversidades são diferentes e se relacionam entre si então o convite que que nós fazemos agora nessa disciplina para você professor é que olhe é que entenda e compreenda a diversidade na sua pluralidade e não como um fator exótico não como um fator de diferença e de alienação mas que compreenda que a diversidade
em sala de aula é um fator de potencialidade para o ensino quando temos a diversidade em sala de aula como compreendemos a cidade como uma possibilidade como uma um agregado cultural construímos forma de de aprender e com isso é agregamos mais conhecimentos em nossa sala de aula novas possibilidades de relação e novas potências de diálogo Vamos então entender um pouco mais sobre as possíveis formas de lidar com a diversidade em sala de aula pessoal como sempre você sabe que eu gosto muito de fazer eh um diálogo entre as as artes e a o nosso trabalho
aí lembrem né esse diálogo que eu faço entre as artes e o trabalho também é um convite Eu acho que eu entendo que o professor ele deve ser um professor já Vocês já que vocês estão sendo aí eh fazendo uma licenciatura se propondo a estar em sala de aula Se vocês tem que permear também eh relações com a cultura óbvio que quando estamos tratando de Cultura não necessariamente a cultura eh se restringe a museus ou espaço formais de Cultura né outros espaços Produções eh de arte também são incompreensíveis como cultura mas entender dialogar e trazer
e obras de arte sejam elas obras conhecidas sejam ela as obras populares inclusive obras eh da grande massa para dialogar com no trabalho de vocês enquanto docentes é muito interessante por isso nessa disciplina eu dialoguei bastante com obras de arte e hoje para discutirmos essa ideia de diversidade não seria diferente eu trouxe para vocês um quadro eh talvez conhecido de alguns porque ele estampou muitos livros e talvez não de outros que é um quadro da conhecida Tarcila do Amaral é muito potente do nosso Modernismo brasileiro que é o quadro Operários queria que vocês dessem uma
olhada nesse quadro né vesse ele eh pra gente pensar um pouco sobre a ideia de diversidade na escola sempre lembrando e eu gosto sempre de frisar essa ideia que não existe uma verdade numa obra de arte não existe o que o artista quis passar não existe o que quer dizer uma obra de arte cada leitor cada pessoa a partir do seu repertório cultural a partir das tuas vivências a partir do teu lugar no mundo vai olhar para esse quadro vai ter uma relação isotópica ou seja vai ir até o quadro e vai aí ter algumas
relações mas eu vou puxar né vou produzir aí uma relação possível para que possamos pensar aí na questão da diversidade veja só como esse quadro da Tarcila da Amaral ela vai trabalhar com vários rostos e se a gente for pensar nesses vários rostos enfileirados ele lembra muito aos rostos das carteiras de da na nossa escola aquelas carteiras enfileiradas e Perceba como os rostos tratado por Tarcila da Amaral são rostos diversos o que aparentemente é remete muito a ideia da diversidade Lembrando que esse quadro foi eh eh pintado pela Tarcila da Amaral e em meados de
1930 é é no auge de uma industrialização do Brasil e ela está retratando aí o a população dessas fábricas as pessoas n suas mais diversas cores etnias homens mulheres né Eh os gêneros né ou seja ter da amal ela coloca na sua pintura a diversidade né esses rostos na sua diversidade porém se você for perceber essa diversidade ela tá chapada né ela tá eh num plano apenas enfileirada uma atrás da outra sem eh se você envolver o quadro ele não tem uma relação de profundidade outra questão é tarcilo da Amaral Ela traz esse quadro e
ela não coloca corpo nesses nesses sujeitos são somente rostos como se fossem somente números parece que a diversidade que a Tarcila da Amaral vem falar nesse quadro não tem corpo em outras disciplinas que nós trabalhamos nestes módulos nós falamos muito sobre a questão do corpo quem que é esse corpo da diversidade quando falamos de diversidade estamos por exemplo pensando no corpo do sujeito com necessidades especiais Estamos pensando na estrutura da escola para que o o sujeito cadeirante por exemplo possa mobilizar-se não adianta ter um discurso legal sobre diversidade na escola se eu não penso na
arquitetura pro sujeito que é cadeirante não adianta eu falar em diversidade na escola se eu não penso na possibilidade do meu aluno transexual da minha aluna transsexual da minha aluna travesti poder utilizar por exemplo o banheiro da minha escola não dá para utilizar a diversidade somente no discurso a diversidade ela ultrapassa as questões discursiva ela se aloja também nos Espaços físicos ela se aloja também nas organizações né ela começa no discurso ela toma forma e ela se expande ainda voltando no quadro da Tarcila do Amaral ela coloca ao fundo as fábricas que são o lugar
de ocupação desses rostos desses rostos sem Corpos O que podemos fazer uma analogia com a escola Será que a escola tá sendo esse papel de fundo da da nossa diversidade Será que a escola é só um papel de fundo onde essa diversidade se aloca Será que nós temos uma escola realmente on onde a diversidade ocupa onde a diversidade consegue produzir conhecimento consegue se alocar consegue construir espaço consegue construir espaços de resistência então assim eh trazendo o quadro da Tarcila da Amaral para trabalhar a diversidade ela nos faz pensar que muitas vezes nós trazemos o discurso
da diversidade mas é um discurso que apesar de ter rosto diversos ela ainda continua chapada sem corpo sem lugar sem espaço e sem formas de resistência não é esse não é esse lugar da diversidade que essa disciplina te convida a trabalhar a disciplina te convida a criar espaços de lugar de consciência de de diversidade um espaço onde a diversidade pode e deve ocupar espaços de construção de saber onde a diversidade possa estar por exemplo na construção do seu projeto político pedagógico onde a diversidade possa estar presente no seu plano de aula onde a diversidade possa
estar presente nos festejos nas comemorações nos nomes das salas nos nomes das escolas nas lembranças eh nas participações onde a diversidade faça sentido é sobre isso que estamos a trabalhando e lembrando sobre a diversidade a diversidade não pode ser somente um rosto chapado ela tem que fazer sentido pra escola Outro ponto que devemos trabalhar ao discutirmos e pensarmos a a diversidade é a questão da interseccionalidade eh Freire já trabalhava um pouco essa questão da diversidade da unidade eh Quando pensamos em diversidade Quando pensamos em sujeitos da diversidade nós devemos pensar que ela muitas vezes dialoga
eh e convida né muitos sujeitos eh se relacionam eh com determinadas Pontes de opressão Veja por exemplo imagina por ex imagine por exemplo que pessoas eh que possuem uma certa dif eh dificuldade de locomoção de locomoção uma pessoa com uma deficiência de locomoção ela ela tenha uma dificuldade ela seja esse Sujeito da diversidade se ela for um sujeito que possui uma outra relação por exemplo um sujeito transsexual ela vai ter aí ela ela ela permeia em em duas sexalidade ela é um sujeito que vai ter restringido por exemplo seu espaço de locomoção tanto no ambiente
livre que seria o espaço e de locomoção da escola quanto no ambiente privado que seria o banheiro né e muitas vezes a gente pode pensar é em opressões como sujeitos que permeiam eh espaços de opressões em várias Vertentes em várias secções sofrem opressões variadas por exemplo sujeitos a mulher a mulher nós sabemos que historicamente em especial no nosso país que ainda é um país misógino que ainda é um país muito que de Altos índios de feminicídio a mulher se ela for uma mulher né que uma mulher negra el por ser mulher ela já sofre todo
uma uma questão de discriminação se ela for uma mulher negra todo o peso sobre o sujeito eh sobre o peso sobre o sujeito o fato de ser uma mulher negra já carrega um fator muito maior né porque ela já tá em dois níveis de de interseccionalidade daí falamos se ela for uma mulher um sujeito mulher Nega e transexual essas relações ainda são mais efetivas porque outros atravessamentos se colocam sobre o seu corpo então quando Nós pensamos em interseccionalidade é pensar que os sujeitos da diferenças são atravessados por esses vieses políticos então muitas vezes vários fatores
compreendem isso né Por exemplo um sujeito gay branco de classe média por exemplo alta ele vai sofrer uma discriminação muito diferente do sujeito negro né do do sujeito gay negro e pobre não estou dizendo que é maior ou menor mas que a experiência de vida a experiência de classe vai fazer com que que as experiências de vivência de de de de relação de opressão sejam outras né E que o acesso aos espaços que o acesso às relações que o acesso à eh possibilidades né o acesso a a a lugares elas vão ser muito mais limitados
para o sujeito por exemplo negro gay de Periferia né Isso é pensar as diferenças a partir das interseccionalidades a partir dos dos atravessamentos que se tem então por exemplo não dá para pensar em diversidade somente nas suas caixinhas é necessário sim que possamos pensar a diversidade nas suas especificações né como por exemplo que o movimento negro eh luta pelas questões do preconceito do racismo como o movimento de mulheres o movimento feminista eh luta e conquistou espaço dentro do do do do do da nossa sociedade como movimento lgbtq a mais conseguiu espaço dentro eh da nossa
sociedade como movimento de pessoas eh eh com necessidades especiais conseguiu espaço dentro na nossa sociedade mas mas é necessário pensar também que a diferença ela que a que a pensar as diferenças na escola que a diversidade na escola elas também se cruzam né Há sujeitos que perpassam que se atravessam eh em outras diferenças e que essas diferenças São potencializadas Nunca nunca esquecendo né que a diferença que as questões da diversidade na escola elas são atravessadas por questões de raça por questão de gênero por questão de credo por questões é que colocam e que dão ou
não dão acesso a esses sujeitos e ambientes de poder né como vocês podem vocês podem perceber pensar a diferença na escola é muito maior do que simplesmente partir do discurso de aceitar ou não aceitar é uma problematização muito maior é compreender que a diferença ela é múltipla ela é diversa que existe diferença dentro da diferença e que nós temos que discutir isso né para que nós não possamos cair numa ideia de exotismo né que a diferença tá lá e que nós temos que aceitá-la que a diferença é ele e que nós somos o o não
diferente né não existe isso né a diferença Ela Tá circulando aí ela é atravessada e que a diferença do outro me constitui e que eu só consigo olhar a diferença do outro a partir do meu lugar Isso é uma proposta que nos é colocada inclusive por um autor muito interessante que vai trabalhar essa ideia da cultura que é o r baba né o hom baba ele vai falar para nós que nós só colocamos a diferença do outro a partir de quando eu me olho e não me encontro como diferente então eu preciso olhar pro outro
entender o outro como diferente para daí eu me olhar e me dizer que eu não sou diferente né então eu constituo o outro como diferente a partir do outro eu me me entendo como um sujeito da não diferença ou seja né o outro me constitui eu tenho que entender que eu estou me constituindo e daí já é uma uma relação bacini eu estou me constituindo a partir da Constituição do outro então é necessário entender isso é necessário entender que limitar difer ar compreender o outro está mais no sujeito que não é o sujeito da diferença
do que necessariamente o sujeito né o o diferenciado pessoal assim a questão da diferença sala de aula é muito complexa né teríamos muita coisa para discutir então o convite que eu faço aqui para vocês é para que vocês pesquisem procurem vejam E se a gente tivesse que fazer uma conclusão sobre a aula de hoje seria o seguinte Existe diferença na diferença e o segundo ponto é que a diferença está mais eh quando no limite que eu dou ao outro do que necessariamente no outro né e em terceiro momento é que a diferença do outro também
me constitui Eu só consigo me constituir a partir do limite do outro a partir da compreensão do outro então assim existe muita discussão com relação à diferença na escola existe muito discussão com relação aos desafios na escola né o material que foi proposto para vocês eh é um material que tem algumas dicas de leitura dicas de documentários muito interessantes de pessoas que estão abordando a questão da da diversidade em sala de aula com com com abordagens muito contemporâneas e muito interessantes então assim que essa aula e que esse material sirva de start para que vocês
possam aí pensar em possibilidade e metodologias para pensar para discutir né e levar essa questão da diferença pra sala de aula de forma ética e responsável OK espero que vocês tenham aí uma uma boa aula boas aulas e bons estudos até [Música] mais