[Música] Olá nós estamos agora pronto para finalizar esse texto do José Carlos Reis analisando o capítulo 4 que é o capítulo sobre a escola zanari e com essa aula nós vamos finalizar não só o livro mas a nossa disciplina né pontuando aí as principais correntes historiográficas analisamos de forma preliminar os seus principais aspectos teóricos e metodológicos nós analisamos o positivismo historicismo o Marxismo né o materialismo histórico e por fim a escola dos Anéis algumas características a gente vai evidenciar nessa aula Ok mas como eu tenho dito nas outras aulas a gente precisa pensar que isso
é um resumo então é muito importante a leitura do texto né e que vocês anotem as dúvidas para que nos canais corretos nós possamos conversar aí e ajudá-los pessoal uma questão interessante é que esse capítulo o autor vai chamar de o programa ou paradigma dos análise aos eventos da história ok ele começa uma discussão observando até que ponto o a transformação da escola da nave é foi uma quebra de paradigmas né uma revolução que seria isso então ele vai fazer uma discussão aí teórica do impacto que se deu essa nova corrente para gente isso é
interessante mas uma coisa que eu acho importante é que ele faz essa discussão justamente para mostrar como a escola dos análise rompe é com vários aspectos do que se tinha da história e ciência da história naquele momento né então você tem ali teorias onde a história ela tem a sua objetividade muito clara então positivismo estoicismo em grande medida e o Marxismo e já esclaus análise você não vê essa essa história objetiva como se via no século 19 porque nós estamos em um outro momento em um outro contexto histórico o contexto histórico Ele sempre vai influenciar
as ideias a maneira de visão do mundo e a maneira de se fazer história por isso no século 20 você não tem como pensar a primeira guerra mundial né os aspectos de fragilidade frente a pensar no futuro diante de uma guerra tão Sangrenta e tão terrível que foi a Primeira Guerra Mundial e ela vai desencadear o mal-estar muito grande né na no mundo onde se acreditava que o futuro seria melhor mas o que a gente visualizavam e tu e eles estavam visualizando era a desgraça da própria guerra né isso tudo gera indagações sobre o que
é verdade certo errado qual a melhor caminho existe um caminho sequencial é uma evolução Estamos indo para algo melhor então isso isso tudo gera um contexto fértil para a criação de novas visões de mundo de uma sociedade que precisa ser pensado repensar frente a crise a própria crise do capitalismo 29 enfim Nesse contexto aí uns 20 do século 20 Você tem o nascimento do que parte da grande historiografia vai analisar como nascimento da escola dos Anéis e ela tem esse nome análise a gente escreve novo francês né E vocês vão entender nada ocorrer da do
texto mas porque ela tá Envolvida com a primeira geração né que surge um nome da revista francesa que que já vai trazer as características do que seria esse movimento esse movimento ele foi dividido em Três Gerações onde você tem historiadores diferentes trazendo aspectos distintos sempre incorrespondência ao seu contexto histórico Então a primeira geração segunda geração e a terceira geração e tendo em vista esses aspectos distintos que estão ligados ao contexto histórico deles você vai pensando e formatando o que seria esse movimento ou solução o esparadigma tudo vai depender muito da análise de quem tá olhando
essa escola que é escola da Mali ok a gente fala análê apesar de escrever na les porque a gente está falando do francês né no francês então a gente não pronuncia esse s a gente vai escola dos Anália Ok e escreve análise mas se você for ver a palavra escrita trazendo o original do francês ok uma dica aí para vocês mas de vez em quando a gente acaba lendo e falando com as análises é muito comum então mas o correto escola da pessoal então voltando lá conceito de paradigma então ele vai falar seria esse paradigma
né paradigma fornece uma base para estabelecimento de uma nova escola de pensamento Então ela ela quebra tanto como que já existia que ela pode ser considerada um paradigma Então são questões que ele vai colocar é uma revolução científica se você como a gente vai começar a observar as principais características você vai ver que eu realmente ela é revolucionar né ela tem sim seus aspectos revolucionários [Música] outra outra questão que eles vão observar é existe uma coerência entre todas as gerações da escola zenari é em todos os momentos ela ela Manteve nesse espírito dos análise houve
continuidade houve permanência Então essas são questões que ele coloca no na introdução do texto e depois ele vai observar no final a gente vai ter respostas acerca disso bem na página 58 do texto o autor vai falar sobre o cerne da questão da análise e ele fala o seguinte retirar a história de Seu isolamento e aproximá-la das outras Ciências Sociais então a influência das outras Ciências Sociais para pensar a história é um dos elementos fundamentais da escola da Então se valoriza as outras ciências sociologia psicologia antropologia a geografia são ciências auxiliares e por isso elas
são utilizadas para pensar história Apesar de nós termos já o status de uma de uma ciência e individual né de uma ciência que ganha o status para si mas ela também precisa de outras ciências e essa essa conversa essa essa troca vai fazer com que um dos fundamentos dessa escola da nave seja essa pluralidade de essa troca com outras disciplinas A disciplinaridade Ok enquanto associada a Ciências Sociais são múltiplas apesar de terem comum a objetivação social as alianças com a Ciências Sociais nas Três Gerações todos os momentos foram diferentes mas elas existiram sem que as
associações anteriores anteriores fossem desfeitas da criação de uma nova então a associação foi distinta o uso o distinto mais ele existiu Ok então uma questão é importante para a gente sinalizar que essa essa troca com as multi disciplina usa malha teria feito uma revolução ou né um conhecimento histórico foi tão revolucionário assim Deixa eu botar aqui na minha tela bem uma hipótese seria de que não seria uma revolução mas uma mudança substancial onde você tem aí a Ciências Sociais criando e dando estratégias para a história pensar e também a história né dando estratégias para outras
redes sociais para elas não se esquecerem dos fatores históricos então para sociologia e para antropologia no analisarem a cultura pela cultura mas pensarem a cultura em um contexto histórico e essa evolução cultural ou esse desenvolvimento cultural ao passo em que o tempo se dá Então essas trocas elas foram importantes para ambos os lados né os análise da época aboliu de certa forma a história tradicional que aquela história positivista né que a gente analisou eles passaram a praticar todos procedimentos que a história normal interditava né destruíram suas velhas crenças previsões e preconceitos mudaram até mesmo a
concepção de ciência histórica a história Renovada lançada um novo olhar sobre a pesquisa histórica quando seus instrumentos de objetos da história Então realmente em muitos aspectos ela foi revolucionária porque ela transforma muitas questões se você for analisar a história feita anteriormente a história de análise pensando que você já tem esse conhecimento a história do positivista e solicita marxista a história dos Anália ela vem mesmo trazendo [Música] esse esse peso de transformação é legoff vai observar que na visão dele que houve uma descontinuidade que todas as gerações não foram e exatamente iguais que houve alteração na
própria história né não pensa não as gerações dos Anari mas pensando a própria história né a história do século 19 para história da Olha eu gosto diz assim legal que revela finalmente a hipótese maior que gostaríamos de sustentar os análises pros análise produziram uma descontinuidade é realizaram uma mudança substancial porque apresentaram sobre o signo da Ciências Sociais uma com uma outra concepção do tempo histórico uma outra noção de duração de conhecimento da adoração e quando se discutem paradigmas em história a questão que nos parece entrar é houve alteração no coração da história isso é na
concepção de tempo histórico lembra que a gente trabalhou uma aula só sobre tempo só sobre temporalidade e a gente falou da escolas Anália lembra que eu falei a gente vai voltar a falar bem Então a maneira de analisar o tempo que é um que é o coração da história segundo negócio foi alterado Então você tem uma descontinidade nesse momento nesse aspecto que a maneira de observar o tempo e isso não vai ser claro em todas as gerações isso vai ficar mais Evidente na terceira geração a questão do tempo das durações que aquela que a gente
estudou quando a gente falou do brodel né das Três Gerações essa Isso vai ser muito importante porque isso inaugura um novo uma nova maneira de ver a história não numa linha contínua né mas em uma linha onde você tem ruptura repetições continuidades retornos né Isso é uma grande revolução para o autor os análise realizaram a elaboração de uma nova concepção de tempo histórico por isso criaram uma outra história para o José Carlos Reis Não é só apenas mais uma corrente historiográfica mas é a corrente de bolsonaro porém negócio justamente com o brodel defende a ideia
de espírito [Música] que carregaria um espírito elementos que ainda eram muito similares paradigma sociológico é um conceito que o texto vai trazer teria essas mudanças na maneira de fazer a história também crenças e técnicas e a gente observa que sim houve uma mudança no fazer da história né a história ela os métodos os objetos da história vão ser transformados eles vão vão viver essa multiplicidade também de possibilidades então a interdisciplinaridade ela acaba gerando essa possibilidade também de olhar através de outros objetos lá na página 63 o autor vai falar um pouquinho do que se propõe
os fundadores né da primeira geração depois a gente vai passar rapidamente nesses aspectos o programa proposto pelos fundadores consistia fundamentalmente no seguinte interdisciplinaridade interdisciplinaria idade ela é bem difícil a mudança dos objetos da pesquisa que passavam as séries estruturas econômicos social e mental mental Olha só palavra que né a gente nem pensava antes da escola zanara a mudança da estrutura da explicação compreensão histórica a mudança no conceito de fontes histórica O que é fonte histórica e sobretudo embasando todas as propostas anteriores a mudança do conceito de tempo histórico que gera agora que consiste fundamentalmente na
superação estrutural do evento não é só a data né esse programa foi praticado de forma crítica e o original pelos três pelas Três Gerações então em todos as Três Gerações você tem essa questão de pensar a partir daí de outras disciplinas de novos conceitos de fonte histórica de objetos da história não é só Econômica ou é só política mas ela também é cultural ela também existe a religião Lá também tem a questão do universo da mente dessa sociedade então são temas diferentes que você vai encontrar agora nesse momento da escola os Anália a interdisciplinaridade histórias
sociais história e ciência social a história Então ela sai daquele âmbito de bastar e ela passa a ter essa troca com outras ciências né como eu disse para vocês no começo até setembro E isso se dá desde a primeira geração onde você tem fortemente a influência da sociologia da geografia da economia pensando na questão demográfica e também da psicologia na primeira geração essa primeira geração a gente pode tratar né do início da revista revista da análise que seria de 1929 né um ano fácil tem que pensar por conta dos acontecimentos desse no mundo e você
tem dois nomes que se ressaltam nesse contexto que é o Lúcia FEB e o Mark Block OK são os grandes fundador chamados fundadores da escolas análise né e representantes então nessa primeira geração o que você tem nos trabalhos desses dois autores deste momento Então você tem essa esse uso dessas outras Ciências Sociais você para de analisar apenas o ato né apenas o fato o evento E você começa a observar a estrutura o contexto algo mais profundo Ok E aí para isso você não está analisando Só os grandes nomes da história os grandes líderes né ou
principalmente pensando fazendo paralelo positivo ou até mesmo mais classes sociais apenas Essa visão de luta entre as classes sociais você vai analisar aquilo que a historiografia vai chamar de estudo de massas então a população o cidadão é São pessoas que começam a ser estudadas também e não só nenhum contexto de outra de quase ou né os grandes nomes aí da história da política né esse personagens Mas qualquer em qualquer contexto você vai observar outros atores sociais e portanto históricos então para o seu febre Max Block existe um objeto um objeto comum entre a História e
Ciências Sociais é Essa sociedade a cultura está essa visão de pensar o homem de forma global de todos os elementos que estão envolvendo ele não só a política não só e conomia né e essa e a possibilidade de você pensar essas outras áreas do homem precisa você precisa romper com aquelas aquela maneira de escrever é a história apenas pensando pelo aspecto político enfim claro gente que não você não deixa de fazer uma história política de uma história Econômica são aspectos fundamentais mas outras questões começam a ser colocadas principalmente questões do universo da cultura e da
mente Então ela nasce assim como uma crítica essa história política positivista né você não tá falando mais de uma civilização ou de um modo de civilização onde nós temos que alcançar que era o ponto final do positivismo de pensar o desenvolvimento né evolução de uma sociedade historicamente analisável Mas você tá no século 20 Onde você está falando de civilizações no plural então é uma história do plural é uma história do plural que não vê mais aquela aquela aquela visão de mundo do positivismo aquela visão do mundo do século 19 ela tá sendo colocada em choque
com a realidade da Grande Guerra acho que não tem como a gente né desconsiderar esse fato histórico e que vale a pena fazer com que as pessoas comecem a repensar né vários aspectos da sociedade que precisam de resposta e que uma história política ou uma história Econômica não vão trazer apenas né ela não é aquilo ela não vai romper com análise Econômica né material de jeito nenhum é uma história Econômica ainda é muito forte tem muitos aspectos tem uma influência grande do Marxismo porque você não rompe com um hábito como uma maneira de pensar do
dia para noite isso é um processo né E nesse processo aí você vê sim uma grande mudança mas você ainda tem aspectos ali que estão dentro da formação desses historiadores tá então é na segunda geração isso já na década de 40 você tem aí um dos grandes nomes que é o Fernando brodel ele teve uma uma ligação forte com o Brasil com a USP e influenciou muito historiadores aqui no Brasil você tem uma geração muito forte de intelectuais no Brasil nos anos 40 que estudaram na França também tiveram essa troca e essa análise da história
do Brasil a partir do Olhar da escola zamalho é na minha Ted doutorado análise Celso Furtado e você vê como a leitura dele teve uma influência da escola os análise estudou na França mas também a França estava aqui a USP recebe uma influência grande não só né da segunda mas a terceira geração que é um autor importante também que analisa a história cultural né Tem um livro dele sobre a escola da nave Ele é bem didático e uma altura interessante até uma dica de leitura para vocês então como brasileiros vamos ter uma influência grande da
escola usando ali na nossa maneira de escrever no século XX né então o conceito de civilização de Cultura né etno história essa questão de valorizar a etnia o contexto cultural de cada nação não colocar as coisas só em um como num encontro você controverso o modelo que existe que dá certo na Alemanha vai dar certo no Brasil vai dar certo nos Estados Unidos não cada contexto tem a sua a sua peculiaridade então é esse olhar antropológico né também então você precisa dessas outras ciências até construir isso então a Ciências Sociais elas observam essa civilizações mas
ao longo do tempo Então você tem é muito forte a ideia dessa civilizações não mais umas coisas lá na página 72 autor vai falar assim entre 46 né em 68 os temas econômicos sociais continuou É claro uma presença forte na revista né a revista que seria esse núcleo intelectual da escola Anália onde você tem desenvolvido esses historiadores se unem né ali na França e começam a escrever tendo a mesma tendência né buscando a mesma tendência continua é uma presença forte na revista mas os temas demográficos de civilizações adquirem maior destaque nesse período da segunda geração
um livro importante é um Mediterrâneo acho que você tem na aula de temporalidade de forma prodel que ele trabalha muito a questão da geografia também espacial é o espaço físico com ponto de partida para pensar a dinâmicas histórias histórias que se deram naquele espaço e aí a gente tem já em 68 69 que o autor chama de uma nova reforma ainda aliada a antropologia você vai ampliando os objetos da história que o objeto objeto é o ponto focal que você tá tentando entender Qual que é o contexto que você tá tentando entender você dá um
ponto focal é a partir do que das ideias da cultura da religiosidade qual que eu sou objeto a partir daquela objeto Quais são suas fontes né então é o que a gente chama de novos objetos novas fontes novos métodos porque agora eu posso analisar a religião como elemento histórico como um objeto da história não só da antropologia da sociologia mas é um objeto da história antes ele não era agora ele é então são novos objetos e com isso eu preciso de novas fontes porque se a religião agora para mim é um objeto de estudo da
História Eu preciso estudar a partir das fontes dos indígenas do passado certo quais Fontes então eu tenho que pensar em fonte distintas então ata da igreja um documento oficial Ok mas e as manifestações religiosas né e os rito o Santos é enfim agilidades Então tudo isso pode me ser objeto de pesquisa e por isso pode me fornecer diferentes tipos de fontes e quando eu tenho diferente tipo de fontes eu tenho preciso de métodos distintos que a maneira com que eu vou analisar uma ata é do jeito a maneira com que eu vou analisar um ritual
Como se dá aquele ritual é um outro uma outra tipo de fonte Então tem que ter métodos distintos né eu tenho que ter E então na década de 60 você observa essa pluralidade de objetos da história de fontes históricas e métodos da história Ok E para isso você vai pensar aí tem mais como né apóstolografia e a história social você tá pensando mais essa questão não é só econômico mas é a social é a história do clima a história da arquitetura a história da do espaço feminino espaço masculino e que com o decorrer da década
das décadas isso vai ficar muito mais clara né a história de gênero não uma de 60 mas nas próximas décadas Isso vai ser cristalizar no que a gente chama de gelo a história psicanalítica que é uma história que utiliza as teorias da psicologia da psicanálise para tentar pensar a história e seus contextos também né então são essas grandes marcas aí dessas dessas Três Gerações E essas e uma coisa interessante que nessa terceira geração o autor vai trazer como nomes né O Jackson goff temos também [Música] eu acho que essa é a [Música] pronúncia e outros
que depois né tem acho que entra aqui também é outros nomes importantes para a gente pensar o então o autor falou o seguinte observações Gerais nas diferentes fases da revista tá acho que esse ponto interessante as diversas alianças que a história fez com a Ciências Sociais em cada fase então ela vai fazer essas alianças distintas em cada fase com essas outras Ciências Sociais cada fase que se passa você uma ampliação do campo da história das possibilidades de fontes de métodos e de objetos a influência do presente na pesquisa do passado Então como que a partir
desse momento você vai observando que as transformações da presente daquele Historiador vão influenciando a sua produção os conceitos que se davam para própria história aí você tem um desaparecimento da história política no sentido positivista né uma crítica muito grande a isso e essa tentativa de fazer lá desaparecer claro que a gente sabe que isso não desaparece do dia para noite né você ainda tem uma existência dela e muitos aspectos mas [Música] mas é mas essa essa luta né Essa crítica a essa história política e a tentativa de fazer uma história desengajada menos ideológica no sentido
partidário que era algo muito forte no Marxismo aqui você tem essa tentativa tá aqui você fala de história política fala de história de poder as relações de poder não se dão só na Esfera do estado e mais também em outras histórias de poder e você tem o foco que é um que é um intelectual filósofo psicólogo né Historiador você pode colocar em várias várias caixinhas que ele não gostava de estar mais que influem que tem uma relação muito forte para causar nada porque você vê essa tendência daquele momento ali na França do estudo do conceito
de fazer em ambientes dentro da escola nas relações entre gênero tem um bordier também falando desse desse poder simbólico que às vezes a gente não não observa de forma a relacioná-lo com a questão do Capital material mas que existe um poder ali sobre aqueles indivíduos aquele grupo onde enfim que é simbólico mas que exerce poder então o poder que o professor exerce sobre os alunos é um poder simbólico não é o poder que está intimamente ligada a questões capitais mas aquele contexto lidar um capital simbólico porque vai falar disso então o político a esfera do
político ela continua existindo mas o conceito as noções vão ser ampliadas então a noção de Cultura a noção de civil a noção de poder todas essas noções elas vão ampliando os objetos da história Ok então aquilo que a história não estudava anteriormente começa a estudar é uma história estruturada no sentido de você observa ela em camadas né Você tem o fato histórico mas por trás daquele fato você tem um conjuntura você tem um contexto maior você tem essa estrutura abaixo daquele fato então é uma história estrutural né e isso a gente vê ali na França
é muito forte culturalismo talvez em teorias vocês analisam isso com mais calma mas essa história que não é problematizada ela não é uma história que é simplesmente narrativa dos fatos por quem aconteceu Desde quando você tem isso será que isso não é uma repetição Será que isso não é uma ligação lá com o Brasil colônia então você vê que é uma história muito mais analítica né é que problematiza né as suas questões que não fica só preso no evento e na necessidade de narrar o evento mas de problematizar de resolver as crises né que são
essas questões mais do universo da da sociedade e aí o autor queridos ele vai colocar algumas diferenças aqui a gente não vai ter tempo de entrar em ponto por ponto mas ele vai falar com algumas diferenças entre Lúcia febre e o blog ele vai indicar a figura do prodel como um dos nomes mais importantes e ressaltar né Essa Ideia dele de tentar fazer uma história Global né [Música] criando a principalmente a partir da obra dele o mediterrâneo a partir de questões geográficas Como que você cria séculos e séculos ligadas àquele espaço como a dinâmica daquele
espaço físico vai alterando elementos no contexto daqueles homens né então uma história que depois eles vão observar [Música] Na necessidade de você trazer um quadro global por isso que você precisa analisar e é interessante analisar diferentes aspectos dessa sociedade isso é muito forte na obra dela tá lá na página 81 o autor vai falar o seguinte que o brodel ele concebeu a totalidade de uma civilização como definida pela articulação de seus três níveis de duração a cor da Média longa duração né o fato uma conjuntura ali o contexto mais distanciados séculos tudo vai depender muito
nosso recorte é cuja análise descrição daria o quadro Global dessas civilização porém essa tendência da história global é abandonada através de sua fragmentação observada na terceira geração seu foco é a história problema de tudo e não mais do todo então é uma história problematizada uma história analítica mas já na terceira geração você já vai entrar para uma fase da escola samari Onde você vai colocar a história em um campo da história e áreas da história cultural história política história econômica e dentro da história cultural você tem a história psicólogo história depois eu tenho a história
a e a memória Então você vai criando subcategorias para história ou especializações dentro da história especialidades da história né isso no terceiro foco no terceiro geração você vai colocando a história e dividindo ela para facilitar o entendimento mesmo essa dinâmica dela vai ser uma história migalhas né que depois a gente vai discutir e até né quando isso Foi útil e até como isso se dá essa história de milhares a segunda geração viva um momento de buscar conciliar a história do problema e a história Global uma história mais extensa devido temporalidade a crítica a serem realização
da segunda geração e a volta do evento na terceira geração a terceira geração você tem foco por exemplo mas não aquele evento desprovido de análise crítica na terceira geração como como você vai dividir para analisar a especializações da história isso se dá em outras esferas assim se você tem a medicina e suas diversas especializações né então todas as outras ciências estão se especializando a história também então a o interessante da gente pensar é que a dinâmica de como a gente vai mudando Essa maneira de escrever história ao longo dos séculos e da décadas uma correspondência
ao nosso mundo as necessidades daquele mundo né então você precisa ter uma dinâmica dessa divisão para responder ao mundo que está também super especializado né e isso vai só ampliando mais uma vez possibilidade de fontes a possibilidade de problemas a possibilidade de métodos então para finalizar o autor vai colocar uma questão né a legitimidade intelectual social da história para que serve a história se o conhecimento histórico não pode prever como diria alguns A partir dessa objetividade da história eu tenho uma teoria da história que prevê o que vai acontecer né Se ela não pode como
ela não é mais essa ela não tem mais esse caráter objetivo ela é subjetivo ela não pode prever e evitar a infelicidade qual seria então a utilidade da história porque antes parece que a história é útil para isso né para prever Para Nos preparar vamos conhecer o passado para pensar melhor nosso presente para Nos preparar para o futuro isso não tem mais então segundo Block ainda que a história não tivesse nenhuma outra utilidade deveriam menos para nos divertir eu amo essa frase porque eu amo história e vocês que estão começando esse curso né vocês vão
ver que muitos momentos a história divertida no sentido de quem gosta de descobrir quem é curioso entender as relações do passado e tudo isso né então ainda que ela não tivesse nenhuma serventia ela serve para nos divertir Mas é claro que a gente vai observar como a história ela é importante para a existência do homem para pensar suas crises ela é uma ciência essencial para o presente para lidarmos com o passado e sim para pensarmos dinâmicas possíveis para o futuro eu acho que eu ainda não consigo me desligar dessas dessas esferas né a utilidade da
história então estaria na possibilidade estabelecer um diálogo entre os homens do passado suas situações seus contextos e os homens do presente e seus problemas específicos E aí ele ele finaliza falando dessas porque que da legitimação da história né da importância da história é um momento que a história precisa se legitimar inconsciência mas é uma ciência que não é uma ciência dura no sentido do Objetivo essa paciência fluida uma ciência subjetiva importante né que não garante as verdades a verdade mais que discute as verdades né que traz uma reflexão para um indivíduo e para o seu
presente também tá e na página [Música] ele conclui então não só esse capítulo mais ele vai concluir o livro né o livro dele e eu quero concluir essa série de aulas sobre esses principais correntes historiográficas analisando aqui a conclusão dele sobre a escola dos Anéis A partir dessas reflexões historiadores dos análises representantes da primeira e da terceira geração pensamos poder concluir apesar das divergências entre alguns deles é que a legitimidade intelectual da história é anterior a sua utilidade o homem é um objeto de conhecimento como qualquer outro que exige uma problematização que exige potes conceitos
e documentos reflexão e pesquisa porque o homem existe e faz na duração um conhecimento racional é deixa o objeto e deveria se constituir é a história por outro lado apesar da secundária a utilidade da história ou sua legitimidade social não é inexistente pelo contrário o consideramos o valor ine o historiador é nada mais menos do que um mediador de um diálogo Então vamos começamos falando do que era História e da função e do Ofício do Historiador e vamos terminar falando disso né historiador é nada mais então do que o mediador de um diálogo de um
debate entre os homens do passado cuja presença torna-se viva e os homens do presente se sentem menos solitários e desprotegidos este diálogo promovido pelo Historiador oferece aos homens do presente ruim uma interlocução no conforto uma melhor localização de ensino no tempo o sentido específico da diferença da alteridade da identidade aos homens do passado esse diálogo oferece igualmente a esperança de sobreviverem a sua finitude a história dos Anéis também serve como todas as outras escolas históricas serviram a evasão do tempo a administração da intolerável experiência da finitude então elas servem Assim como as outras né nos
seus tempos correntes historiográficas servem como um escape para a gente pensar como se dá o tempo como essa dinâmica Como se dá essas transformações né como o passado foi e como nós chegamos aqui hoje que nos constitui né materialmente politicamente mentalmente intelectualmente enfim é de tantas maneiras e possibilidades de nos vermos do passado para hoje né lembrando sempre que todas as nossas manifestações de tentativas de entender sempre a parte do nosso presente então a história ela tem esse poder de influenciar até mesmo a escrita a sua epistemologia né O que é a história sempre se
dá dentro de um contexto histórico então a gente volta novamente no nosso presente né Por mais que a gente estude passado e analisando essas linhas historiográficas distintas né Eu quero concluir que Nós pensamos justamente isso né Em cada momento da história os homens deram uma definição e um conceito para a história e escrever uma história a partir de quem eles eram naquele momento Então hoje nós escrevemos a história a partir de que nós somos e do que é nossa sociedade hoje então o presente passado e o futuro eles estão interligados mas uma concepção do meu
contexto então não tem como entender o positivismo historicismo escola dos annales sem pensar os contextos dentro dele hoje nós não tivemos tempo de pensar um contexto específico detalhado da escola os Anari porque isso não é o nosso objetivo mas é muito importante sempre importante é observarmos que essas ideias não estão soltas elas surgem de um contexto histórico e é por isso que é tão importante a gente estudar a história entender como se escreveu a história quando você está lendo um livro que é uma historiografia seja ela da idade média idade antiga idade moderna pense Quem
é o autor Qual a escola de que influenciou ele está dentro de uma dessas histórias escolas historiográficas isso vai te dar fundamentação para entender porque que ele está fazendo aquela análise sobre aquele determinado fato Então essa disciplina finalizando né com essa aula ela teve um intuito objetivo de apresentar para vocês de maneira preliminar O que é a história e como esse conceito de história ele foi sendo elaborado ao longo dos anos do séculos né pensar um pouco do Ofício do Historiador e do conceito de tempo histórico e passarmos aí de forma introdutória pelas principais correntes
historiográficas que surgem no século XIX ainda quando a ciência histórica começa a se desenvolver e no século 20 com a escola dos Anália que foi um dos grandes movimentos historiográficos né que influenciam até hoje nossa maneira de escrever a história Lembrando que existem outras e outras correntes historiográficas né que existem coexistem e influenciam né métodos e números né em que vocês vão estudar e ao longo do curso e que outros a gente vai ter nem tempo que observar porque nós temos né um curso aí que tem uma duração mas que as inúmeras possibilidades se escrever
história se dá principalmente hoje como diz o que Fit Jax voltando a primeira aula a história ela me afeta de uma versão só de uma verdade só mas ela é feita diversões de teorias de correntes né de análises distintas em tempos distintos em contextos distintos né por isso que não é uma história só são histórias teorias contextos e a história ela influenciando na própria produção da sua história e o historiador como um homem do seu tempo Ok eu espero que vocês tenham aprendido muito com essa disciplina e espero que vocês leem Todo o material e
que nós possamos nos comunicar aí pelos canais para que as possíveis dúvidas possam ser sanadas e que vocês tenham um ótimo curso vocês vão se apaixonar pela história assim como eu sou apaixonada eu sempre falo para os meus alunos que se eu pudesse fazer outro curso de graduação eu faria história de novo porque a história Sempre Viva né Por mais que você volte nos mesmos temáticas você tem n possibilidade de analisar o mesmo fato histórico então sejam bem-vindos finalizando essa disciplina mais dando a introdução porque ela é uma disciplina introdutória a outras tantas que virão
sucesso para vocês nessa caminhada Conte comigo para o que eu consegui ajudar e um abraço a todos vocês até mais [Música]