O tempo inteiro as pessoas estão nos medindo, gente. O tempo inteiro seu marido tá medindo você para descobrir o quanto você suporta em volume de voz, o quanto você suporta de vocabulário, o quanto você suporta de ofensa. O tempo inteiro seu chefe tá fazendo a mesma coisa, seu vizinho a mesma coisa.
Seus amigos, a mesma coisa. E todas as vezes que você oferece esse limite, as pessoas têm tendência a irem pro próximo. Eu quero fazer uma reflexão com vocês hoje.
Eu tenho focado muito em falar de relacionamento familiar e hoje eu queria falar um pouco do relacionamento interpessoal, como nós nos relacionamos com pessoas. Eu tenho feito muito isso. Basicamente, biblicamente nós vamos olhar três esferas de relacionamento.
Como você aprende a lidar com pessoas? Esse é o primeiro, é o básico. Este relacionamento é tão importante que é ele que estabelece, por exemplo, o idioma que você vai falar, boa parte de seus hábitos, culturas, porque uma pessoa mal treinada, uma pessoa que não é bem, né, instruída em suas bases, ela vai ter problema com o seu próximo relacionamento.
Qual? o intrapessoal, como essas pessoas vão lidar consigo mesmo, como elas vão lidar com suas emoções, como é que elas vão lidar num ambiente onde outras pessoas têm mais recursos do que ela, tem mais poder do que elas, tem mais influência do que elas. como essa pessoa vai lidar com os limites que futuramente e elas vai ter que entender, por exemplo, depois que se casa, quais são os seus limites conjugais, quais são os seus limites com seus amigos?
O relacionamento interpessoal, ele é, pelo menos para mim, a base de tudo aquilo que o ser humano, que o indivíduo vai viver mais à frente. Na maioria dos problemas que observamos no comportamento de pessoas tem a ver com essa base relacional. Hoje eu quero falar com vocês sobre um dos problemas que eu considero extremamente sério ao longo da nossa caminhada.
A dificuldade que temos de selecionar pessoas, a dificuldade que temos de colocar pessoas em lugares certos em entendermos que selecionar pessoas não tem nada a ver com não amá-las. Mas como é importante nós estabelecermos relacionamentos onde nós selecionamos pessoas pros níveis, para onde essas pessoas vão estar na nossa vida. Quanto mais rápido nós aprendermos a fazer isso, provavelmente mais leve vai ficar a nossa caminhada aqui na terra.
É importante entendermos uma coisa que é inegociável quando o assunto é relacionamento interpessoal. Não se escolhe a quem ama. Segundo a Bíblia, nós devemos amar a todos.
Então, não tem a ver com amor, OK? E amor também não tem a ver com proximidade e distanciamento. Essa é uma grande verdade.
Nem todo mundo que eu amo vive perto de mim. Tantas pessoas que eu diria a você que eu nutro um sentimento mais forte e que eu não tenho contato diário, que estão longe de mim. Então eu preciso que você entenda.
Não dá para escolher quem se ama. Não é isso que eu vou falar aqui com vocês. Amar, eu tenho que amar a todos.
Eu amo quem eu gosto. Eu amo quem eu não gosto. Eu amo quem eu me dou bem.
Eu amo quem eu não me dou bem. Eu amo quem eu conheço. Eu tenho que amar quem eu não conheço.
Quando nós enviamos um missionário, quando nós enviamos recursos, quando nós investimos em ambiente para melhorar a vida de pessoas, isso demonstra o amor que nós temos como igreja por essas pessoas. Pessoas que sequer um dia nós vamos conhecer. Mas o seu recurso, por exemplo, quando você oferta e você dizima, o que você está fazendo?
Você também tá enviando recurso paraa África para que pessoas recebam a palavra de Deus, recebam atenção, respeito, carinho e também donativos. Mas você nunca encontrou com essas pessoas e nem nunca vai encontrar, provavelmente. Mas o que faz você como igreja ou nós como igreja?
Porque o recurso é nosso, o amor que temos por essas pessoas. Só que um grupo de pessoas, ele vai fazer parte de nossa intimidade, ele vai estar perto de nós, ao nosso redor, fará parte do nosso convívio. E para este grupo, nós precisamos ter muita sabedoria como nós vamos tratar e posicionar essas pessoas.
Eu sei que é muito estranho falar isso no ambiente religioso, porque ninguém nunca te ensinou assim, não. Se relacione com todo mundo, conheceu a pessoa, tá na igreja, coloque no seu grupo de amizade, conte seus segredos, leve para sua casa, abra seu coração, porque é seu irmão em Cristo. Não é assim que funciona, não.
É por causa disso que muita gente vive sofrendo. Então, como Jacó olha aqui e diz, aqui estão minhas prioridades. Minha prioridade para mim, meu relacionamento mais próximo é José e Raquel.
Depois, Leia e seus filhos. Depois os filhos das servas. E olha que eu tô falando de filhos e de concubinas e de duas esposas que ele tinha.
Mas ele é capaz de nos mostrar isso. Então eu queria fazer algumas perguntas, né? Queria que você pensasse sobre isso.
Qual é a sua habilidade para lidar com gente? Para e pense um pouco nisso. Como é seu relacionamento?
Quantos amigos você tem? Qual é a sua capacidade de se relacionar de forma sadia num ambiente de intimidade crescente? Como funciona isso para você?
Você foi treinado para isso? Eu não fui. Eu venho de uma família disfuncional.
Então eu não aprendi a conviver com gente, pelo menos no que diz respeito à família. Eu sou habilidoso para conviver com gente de fora, mas eu tenho dificuldade de conviver com gente de casa. Por quê?
Porque eu não tive isso. Basicamente, todos os meus relacionamentos ou a grande parte desses relacionamentos, eles sempre foram externos. Então hoje fazer uma reunião familiar, comer juntinho, certo?
Criar festas em família é algo extremamente desafiador paraa minha cultura. Essa é uma verdade minha. Por quê?
Porque eu fui treinado nesse ambiente. Hoje eu tenho que lutar para pelo menos criar na minha próxima geração, certo? um indício de que isso é possível, agradável, que deve acontecer, porque se eu repetir o modelo cujo qual eu fui treinado, os meus filhos não vão se encontrar.
Pergunta mé minha esposa, meus filhos, quantas vezes meus irmãos foram na minha casa? Conta-se no dedo. Então eu queria colocar isso para vocês da seguinte forma.
Tem um grupo que nós não temos muito como selecionar, tá bom? Que é mãe, pai, irmãos, primos. Vou tratar assim, não vou botar, né?
Vou vou falar desse jeito. Então, você tem irmãos, você tem seus pais e vocês têm os seus primos, tio. Essa para tua essa turma não dá muito para selecionar.
Com esse tipo de gente você vai ter que ter um nível de tolerância maior. Não são gente fácil de viver, até porque são seus parentes. Então você precisa ter maturidade para entender.
Então se você é casada, principalmente se você é casado, entenda uma coisa, a mãe dele é importantíssima. Se a velha presta ou não presta, é outra história, entendeu? Às vezes é uma múmelo, um troço terrível.
abominável mulher das neves, mas é mãe do seu parceiro, do seu cônjuge, entendeu? Aí esse seu cunhado casou, que o troço só vai piorando. Aí trouxe alguém que também faz parte.
Então, deixa eu falar uma coisa com você. Eu acho isso maior barato, sabe? até porque eu não tive muito.
Então eu acho isso extremamente divertido. Como é legal nós conseguirmos dimensionar primeiro que lugar essa pessoa ou a pessoa que eu vou selecionar vai ocupar na minha vida. Isso é muito importante, tá certo?
É meu irmão, é minha mãe, entendeu? é meu filho. Talvez o cônjuge fique um pouco mais difícil, porque é o nível máximo.
Esse eu vou falar por último, porque é o nível máximo, certo, de introdução que você pode estabelecer uma pessoa na sua vida. É o tal do cônjuge. É o único que, segundo a Bíblia, vira um contigo.
Então, depois para desfazer essa treta é complicado, tá certo? Mas deixa eu eu buscar facilitar o entendimento daquilo que eu quero transmitir. Você vai ter o tempo inteiro que está apto a selecionar pessoas que estão buscando entrar na sua vida.
Algumas vão ocupar cargos importantíssimos. podem chegar para ser seus conselheiros, seus amigos, dividir coisas com você que talvez você não divida nem com parentes muito próximos. Outros chegarão apenas num ambiente de diversão, de lazer, pessoas cujas quas você vai jogar um futebol, você vai à praia, você vai pescar, você vai viajar.
pessoas cujas quais se saírem da sua vida, elas também não farão tanta diferença, porque o cargo que essas pessoas ocupam, ou seja, o lugar que ela ocupa, não são lugares. Você, por exemplo, é um empresário, você precisa contratar pessoas para trabalhar para você. Então, você tem que ter critério para contratar essas pessoas, sim ou não?
Por exemplo, se você trabalha com moda, essas pessoas têm que ser bonita. Você se preocupa com beleza. Por exemplo, dependendo da sua empresa ou do seu ramo, você não quer uma pessoa bonita, você só quer capaz.
Mas tem gente que além de ser capaz, tem que ser bonito. Você quer gente de caráter. Tem uma série de fatores que você busca.
E essas pessoas, é o que eu te digo, são gente que você pode mandar embora a hora que você quiser. A minha pergunta é: você tem tempo para lidar com relacionamentos, certo, que necessitam de muita manutenção? Vai e pense nisso.
Todas as vezes que você lhe se relaciona com pessoas cujas quais você tem que pensar em tudo que fala. Se você passar perto e cumprimentar e ou não cumprimentar, essa pessoa fica aborrecida. Se acontece, qualquer coisinha que acontece, desestabiliza o relacionamento e você então tem que se deslocar para aquele local para fazer uma manutenção.
Eu não sei você, mas eu acho que eu já cheguei numa idade que eu não tô muito aberto para esse tipo de relacionamento que pede de mim uma manutenção tão intensa. Mas essas pessoas elas existem. A minha pergunta é on a que distância elas vão ficar de nós?
Se eu vou entrar num relacionamento, eu preciso saber o quanto ele custa. O relacionamento, por exemplo, conjugal é um relacionamento de nudez, de transparência, que impulsiona o homem a atender uma demanda de amor normalmente exigida por algumas mulheres, hoje não todas mais. para as mulheres, uma linha de submissão que nunca foi estar abaixo, ser em algumas, né, em algum momento algo que desfavorecesse a mulher.
Mas todas as vezes que nós vamos nos relacionar, nós precisamos entender se estamos aptos para essa carga. Eu quero ter amigos, então beleza, se aproxima de mim, você vai descobrir duas coisas. Primeiro, eu tenho virtudes que você não tem.
E segundo, eu tenho defeitos que você não tem. Quer viver um relacionamento de amizade comigo? Beleza, você tem que ter maturidade para entender isso.
E a melhor maneira que nós temos que fazer é desenvolver relacionamentos gradativos, afastarmos dessa intensidade que muitas vezes nos aproxima na mesma velocidade que nos distancia. E é por isso que nós vemos tanta confusão, seja ela familiar, não interessa quem seja, é seu irmão, beleza? É seu irmão, tem seu sangue, tem seu sangue.
É legal, isso é precioso, joia. Mas você precisa entender se esse seu irmão ele tem condições de ser íntimo ou não. Se ele tem condições de frequentar a sua casa numa intensidade maior ou se ele só vai aparecer lá lá uma vez ou outra.
Mas pastor, ele é meu irmão, eu não tenho que conviver com ele. Não tem, não tem. E não se sinta culpado por não conviver, a não ser que haja afinidades para que isso aconteça.
Ah, pastor, eu não concordo. Ai, eu eu tenho que conviver. Então, conviva e pague o preço da convivência.
pelo menos não reclama, não diz que a cunhada é uma traça, que os meninos são bagunceiros, que são uns morços de fome, que chega lá e come tudo, bagunça tudo. Se nós entendermos isso, gente, eu acho que vai ficar mais fácil. Pastor, é sua mãe.
É sua mãe. Eu não tenho convívio com minha mãe. Eu amo minha mãe.
Falo com ela uma ou duas vezes por mês. Tem quase, sei lá, um ano que eu não vou na casa dela e deve ter uns três que ela não vem na minha. Por quê?
Porque eu não fui criado com minha mãe. Eu não tenho afinidade nenhuma com a minha mãe. Eu nunca abri a geladeira da casa da minha mãe.
Eu não sei. Eu não. Até para eu tive que aprender a falar mãe depois de velho.
Amo minha mãe. É lógico que eu amo. Eu envio recursos para ela, certo?
Amo. Oro para que Deus converta o coração dela. Uma pessoa extraordinária, uma educação.
Nunca tive problema nenhum com ela. Mas mamãe lá. O Claudinho aqui, pastor, mas a minha mãe, minha mãe e eu somos uma só.
Beleza. A velha é gente boa. Se tá bem contigo, se tá bem com o seu marido, deixa ela por perto.
Eu não tô falando que você não deve se relacionar. Eu só tô falando que quanto mais rápido você botar as pessoas em seus lugares certinhos, melhor vai ser a sua vida. É só isso.
Se você aprender a fazer isso com todo mundo, por quê? As pessoas só vão te respeitar o quanto você se respeita. Essa é a grande verdade.
O tempo inteiro, eu falo isso, o tempo inteiro as pessoas estão nos medindo, gente. O tempo inteiro seu marido tá medindo você para descobrir o quanto você suporta em volume de voz, o quanto você suporta de vocabulário, o quanto você suporta de ofensa. O tempo inteiro seu chefe tá fazendo a mesma coisa, seu vizinho a mesma coisa, seus amigos, a mesma coisa.
às vezes inconscientemente. E todas as vezes que você oferece esse limite, as pessoas têm tendência a irem pro próximo. Então, quanto mais rápido nós fizermos isso, aprendemos a lidar com gente, quem é essa pessoa?
Como eu vou lidar com ela? Até onde ela vai? Não interessa quem ela seja.
É importante que você determine paraas pessoas até onde elas podem ir na sua vida, onde elas vão ficar. Elas precisam saber que se elas ultrapassarem esses limites, ela vai ser afastada do seu convívio, não eliminada da sua vida. Não é isso que eu tô falando.
Mas isso tem que acontecer na igreja. Por quê? Porque pessoas que aprendem a lidar com gente, inevitavelmente, o ambiente que essas pessoas chegam é mais suave.
Se nós tivermos na igreja uma igreja apta para lidar com gente, inevitavelmente o número de conflitos que nós vamos ter na igreja é muito menor. Então, o que que eu devo fazer nesse mundo de gente? Selecionar as pessoas.
E aí eu vou descobrir quem é que vai sair para lanchar comigo. E é do lanche pra sua casa e eu pra minha. Talvez no lanche eu descubra que a essa pessoa cabe uma liberdade um pouco maior e ela pode frequentar minha vida.
Se eu vou me relacionar com Deus, eu preciso aprender a lidar com pessoas, a saber que elas são diferentes de mim e que algumas não vão passar de um futebol e de uma pescaria, outras não vão passar de um convívio aqui na igreja. Não interessa, eu sou pastor, certo? E você é ovelha, nós temos um nível de relacionamento, mas a grande Eu eu provavelmente nunca vou frequentar a sua casa, você nunca vai frequentar a minha.
E isso não diz nada a nosso respeito. Diz apenas que existe entre nós um distanciamento por causa de tempo e por causa de de outros fatores. E cabe a mim e a você selecionar essas pessoas.
É por não selecionar que você tem 50 anos de vida e não tem amigo. Amigos são poucos. Que poucos?
Uma ova. Amigos são muitos. Nem para todos os níveis, mas são muitos.
Mas eu aprendi a colocar as pessoas no nível certo. Por favor, você tá na igreja, mas aprenda a lidar com gente. Você quer casar, solteiro?
Aprenda que é o nível máximo que você vai introduzir uma pessoa na sua vida. Selecione bastante. Para quê?
Para que você sofra menos. Muito obrigado a você que permaneceu conosco até aqui. Uma das maiores lições que a vida silenciosamente nos ensina é que não podemos carregar o peso de todas as relações nas costas e ainda caminhar leves.
No início, queremos agradar, queremos ser aceitos, queremos ser o porto seguro de todo o mundo. Mas quanto mais amadurecemos, mais entendemos que há uma diferença gigante entre sermos bons e sermos bobos, entre ter empatia e se permitir ser espelho da dor dos outros. Escolher quem deixamos entrar na nossa vida é um ato de sabedoria.
Nem todo sorriso é verdadeiro, nem toda companhia é cura. Muitas vezes é naquilo que aceitamos calados que mora a maior violência contra nós mesmos. E sabe o que dói mais?
É que quem mais machuca raramente veste a máscara do inimigo. Às vezes é aquele amigo que insiste em debochar das nossas escolhas. Aquela pessoa da família que sempre faz comentários que ferem ou até mesmo aquele relacionamento que nos faz sentir pequenos todos os dias.
Por medo de perder e por ilusões que criamos, acabamos aceitando migalhas. Migalhas de atenção, de afeto, de respeito. Mas alguém que apenas tolera a sua presença e se sente confortável em te desrespeitar, não merece espaço algum na sua vida, porque o valor que você se dá é o valor que o mundo vai te devolver.
E se você vive ensinando as pessoas que faltar com respeito não tem consequência, elas vão continuar passando por cima de você quantas vezes quiserem. Muitas relações são um espelho daquilo que permitimos. Não podemos controlar o que os outros vão fazer, mas precisamos ser corajosos para dizer até aqui quando algo atravessa nossos limites.
Impondo limites não é afastar pessoas, é filtrar as intenções. É dizer: "Sim, eu amo você, mas não amo bastante para me perder nesse processo. " É enxergar que respeito não é um bônus, é o mínimo.
Quem te trata mal, por qual motivo está perto? E quem te trata bem, você reconhece. Troca real é feita de reciprocidade.
Amor de verdade cuida sem sufocar. Amizades boas sabem ser abrigo sem deixar de ser em espelho. Pare de se justificar por tirar da sua vida o que só estava te drenando.
Não se culpe por desapegar de quem só te fez sentir culpa. Parem de romantizar, amar incondicionalmente. Todo amor tem condições básicas para florescer, respeito e cuidado.
E se alguém não sabe ou não quer te entregar o básico, faça um favor para si mesmo. Não aceite nem o espetáculo. M.