Olha só, você tava falando para mim de Brasil, Estados Unidos e China. Eu estou com dúvida nisso, tá? Tô falando sério.
Primeiro, você acha que isso realmente pode cair no Enem? Você confirmou isso também? Olha só, não existe possibilidade disso aqui não cair no Enem.
Que isso, mano? Bizarro. Não, isso é fato.
Então, aí assim eu tenho uma ideia superficial da parada. É óbvio, se eu for pensar, tá, Brasil tem uma relação comercial e uma relação diplomática histórica com os Estados Unidos. Estados Unidos.
Ele tem também um histórico de intervenção no Brasil. Tem várias, é, no mundo. No mundo.
Perfeito. Estados Unidos é como se fosse o xerife do mundo. Tem várias, tem várias teorias até sobre se os Estados Unidos ele teve teve intervenção ou não na ditadura, no governo militar, etc.
OK. E eu sei que o Brasil faz muitas coisas em parceria com os Estados Unidos e os Estados Unidos é bom pro Brasil e o Brasil bom paraos Estados Unidos com várias nuances. tem várias parcerias que são eh tem tem uma marca de subordinação do Brasil, enfim, tem várias complexidades.
Eu tenho uma ideia superficial disso e eu sei que a China é um vem sendo cada vez mais um parceiro comercial do Brasil, mas eu sei que esse hoje a China é o maior parceiro comercial do Brasil. A China é o maior parceiro comercial do Brasil. Beleza.
E eu sei que os Estados Unidos, a Rússia que não tá nesse vídeo e a China são as três maiores potências do mundo, em sentido comercial, político, comercial, geopolítico, né? E aí eu sei que os Estados Unidos ele tende a não gostar muito da aproximação entre Brasil e China. O, os tem um governo do tipo do Donald Trump, vê, se eu tiver falando besteira, você me fala, mas o Donald Trump ele parece adotar uma linha muito mais de tentar brecar o desenvolvimento da China, porque ele entende que o desenvolvimento da China pode no futuro, representar a substituição do padrão dólar, etc.
E ele não vê com bons olhos a relação do Brasil com a China. Mas isso aí que eu sei é conversa de bar. Isso aí qualquer pessoa é, não tá errado, mas não tem nada de tão profundo aqui.
Dá para desenrolar umas questões com isso que eu sei, mas eu queria agora que você trouxesse aqui a linha fina. E aí eu pedi para você antes do vídeo o quê? Falei: "Cara, é esse vídeo é é mais complexo, escreve os tópicos.
Tu escreveu agora, tá aqui na minha mão. Eu posso contextualizar antes de Eu ia pedir isso mesmo. Eu posso sentar para escutar atento que nem aluno?
Tá tá tranquilo, pessoal. Vamos lá. A gente escolheu essa imagem de propósito, OK?
Por quê? Coloquemos aqui o Brasil no meio de duas potências. O que você tem aqui, você tem os Estados Unidos, maior potência econômica mundial e a segunda maior potência econômica mundial, que são evidentemente opostas em vários sentidos.
E o Brasil tentando se equilibrar no meio dos dois. Então essa imagem aqui a gente meio que resume a situação. Por quê, né?
O que que você tem? Normalmente o que você tem no mundo em termos de geopolítica é uma grande potência que no caso é os Estados Unidos, mas já foi, por exemplo, a Inglaterra, tá? Império britânico, quando eles eram os dominadores do mar, né?
A marinha britânica brutal. Eles é que eram xerife do mundo, né? Falaram para o tráf o tráfico negreiro agora.
Porque você já teve vários momentos da história em que você tinha grandes grandes potências que dominavam o mundo. A Inglaterra foi uma, mas você já teve, por exemplo, se eu for voltar na história, a Pax Romana, tá? Onde Roma era exercito papel semelhante.
Então assim, isso é normal. E a gente tá vivendo, a gente viveu a transição de poder da Inglaterra pros Estados Unidos, certo? né?
E agora nós nós vivemos um momento de tensão que todo mundo conhece como Guerra Fria, onde a União Soviética exercia um poder de equilíbrio aí com os Estados Unidos, mas houve a superação e todo mundo também sabe disso. Estados Unidos sai vitorioso da Guerra Fria, só que hoje o que você tá vivendo é um novo momento de transição. Isso não sou eu falando, isso são vários analistas políticos, vários analistas econômicos dizendo que a China está eh a passos largos.
Chegando em algum momento onde ela vai suplantar os Estados Unidos. Isso aqui e eu só posso confirmar o vocabulário, eu posso usar a palavra do tipo hegemonia. Os Estados Unidos ele é mais hegemônico e a China ela vem ganhando hegemonia.
ainda é a globalização torna os Estados Unidos muito mais conhecido, muito mais hegemônico. Só que a grande questão é que a China está tirando a vantagem americana com uma velocidade muito maior do que se pensava, tá? Tá, ela tá encurtando o espaço entre eles.
Muito, tá perfeito. E aí a o grande problema é toda vez que você teve ao longo da história a substituição de um grande império de uma grande potência por outra, você teve esse mano de ruptura. Essa ruptura pode ser eh agressiva ou não, ela pode ser problemática ou não, mas ela nunca é tranquila.
Ela não tem como ser, não faz sentido que esteja. Exato. E nesse momento a gente tá vivendo esse momento de ruptura, porque o Brasil tem que se equilibrar no meio de duas potências.
E a gente tá tentando fazer exatamente isso. Só uma dúvida que bateu, não é nada sobre isso, mas a Inglaterra já foi, né, uma grande potência, né, quase que dona acabei de lembrando, né, Portugal era isso antes e antes era Portugal. Portugal era bravo total, né?
É, o tratado de Tordes Ilhas, era uma divisão entre Espanha e Portugal. É. É.
E Portugal e Espanha, um do ladinho do outro ali, né? E aí depois passa paraa Inglaterra esse domínio, até por causa da revolução industrial da Inglaterra. Dá muita vantagem para gente.
E aí eu só tô, é só é uma pergunta besta, mas isso meio que acontece ali pela depois da Segunda Guerra Mundial, que a Inglaterra perde hegemonia e os Estados Unidos ganha, né? A Inglaterra é bombardeada para com Winston Churchill, né? Quando quando a Segunda Guerra Mundial termina, a Europa tá arrasada, os Estados Unidos não.
Lembra que os Estados Unidos lutou a Segunda Guerra Mundial, combateu, mas ele não foi atacado em seu território, enquanto a Europa inteira foi varrida. Então isso dá ele uma vantagem gigantesca. E o árboro ali não é nada, né?
uma basezinha, eles fazem aquilo ali, não significa nada para eles. Logo quando a seu maior concorrente, que no caso é a Europa, tá afundada e você está muito bem obrigado, você sai na frente. Perfeito.
A outra a outra potência, que no caso era a União Soviética, se manteve relevante por outros motivos. Desculpa, galera. Tava saindo não tô aqui falando e eu esqueço.
Mas é isso, se manteve relevante por outros motivos. Mas de qualquer maneira, eh, os Estados Unidos adquirem esse poder de herda esse papel de preponderância da Inglaterra e hoje a China está tentando tomar esse lugar. E francamente, pelo que eu acredito, é, é, acho que é muito sólido que um dia a China vai tomar esse lugar, né, de potência hegemônica.
A gente nunca pode afirmar isso porque a gente tá fazendo, né, um achismo histórico, mas o que tudo indica, tudo indica isso, né? E a a China, eu já eu já escutei falar que a China é muito resiliente, né? A China já passou por paradas brutais ao longo da sua história, né?
Mas muito brutais. Pedro, se tu parar para pensar, a China é um, a China é um império a milênios. Os Estados Unidos têm centenas de anos, a China tem milhares de anos.
Então, se você para para pensar em termos de cultura, em termos de pô, aprofundamento filosófico, né, a China está lá há muito tempo. Existe uma, teve uma frase que ficou famosa, nunca caiu, né? Ela já teve guerras internas.
É, mas não caiu. Tá lá até hoje, né? Isso já é bizarro.
Eh, o império mongol dominou a China por um tempo. É, não, mas é, não quis dizer essa China que a gente conhece, mas eu quis não pelo nome, mas assim, aquilo que a gente chama de China que tá lá é muito antigo, né? Enquanto que os Estados Unidos, se tu voltar no tempo, realmente não se não se pode dizer, né, que as civilizações que estavam lá na América do Norte, elas já eram os Estados Unidos de alguma forma.
Não é, é muito diferente, mas a China meio que você consegue dizer que já era a China de certa forma, mesmo no império a Índia já era índia, a China já era China, né? Mas é isso, existe uma frase que ficou famosa, eu não lembro quem falou essa frase, se foi o presidente nem se foi algum economista. Foi.
Eu li essa frase e ela faz todo sentido. A China estava aqui antes dos Estados Unidos, a China está aqui com os Estados Unidos e ela estará aqui depois dos Estados Unidos. Pode levar uns séculos, dois, três séculos, talvez.
Então, é, uma vez eu tava discutindo com o amigo meu que é historiador e aí literalmente a gente tava falando sobre Roma e ah, porque a queda do império romano levou séculos. É, e aí eu falei isso para ele, né, como geógrafo e aí ele como historiador virou para mim e falou assim: "Então, Roma não tinha um Donald Trump para acelerar a queda dela ao mesmo tempo". Aham.
Tu acha que o Donald Trump acelera que é dos Estados Unidos? Eu acho. Todo mundo acha.
Eh, o Trump tem o Trump tem feito uma série de É que eu não entendo desse assunto. Eu não estudei isso com profundidade, mas na minha visão não me parece que o Trump é muito mais um cara que me parece que o que o Biden aceleraria muito mais a que dos Estados Unidos por ele ser um presidente que por outro parece um presidente degradado, um presidente sem capacidade de de tomada de decisão agressiva, mas é uma opinião superficial de quem eu nunca estudei nada sobre o tema. Então, por outras razões, talvez ele fizesse isso, mas não porque ele vai fazer uma guerra comercial com o mundo inteiro, que é coisa que o Trump, por exemplo, declarou.
Essa guerra é de fato muito cagada, né? Isso que ele tá fazendo é muito bizarro. Então ele acredita que ele estava fazendo algo de bom com isso.
O problema é que saiu, o Tilo, saiu pela fulatra. Basicamente o que aconteceu quando você taxa o mundo inteiro em 50% e impede o comércio com o seu país, você obriga outros países do mundo a encontrarem alternativas. A Europa, por exemplo, se aproxima do Brasil e vice-versa por causa disso.
A China, que já estava próxima ao Brasil, ganha fôlego por causa disso. Então, na verdade, o que o Trump acabou fazendo é literalmente isso, na concepção desse meu amigo falou assim: "A gente tá vendo uma aceleração da queda, entre aspas, dos Estados Unidos, porque o Trump tá tendo uma péssima condução desse momento histórico. " Entendi.
Bacana. Isso dito por um historiador, tá? É, OK.
Mas cara, interessante demais isso, né? Sei lá, os Estados Unidos, então, ã, parece que realmente foi uma decisão errada, né? Tachar todo mundo.
Eu acho que ele não contava com a antifragilidade geral do mundo. Ele achava que o mundo ia ia se curvar pramente não, pelo amor de Deus. Ele conseguiu taxar o Canadá, cara.
Você não taxa o Canadá. O Canadá, seu maior parceiro econômico. Ele não implica com ninguém.
Ele é um país que ninguém quer problema com ele. É a população mais educada da terra. Aí você vai lá e taxa o Canadá.
Aí o que que acontece quando você taxa o Canadá? O povo canadense por sozinho, sem iniciativa do governo nenhuma, boicota tudo que os Estados Unidos pode vender. Nossa, bizarro.
Ninguém compra nada dos Estados Unidos do Canadá. As pessoas botam as suas bandeirinhas canadenses nas suas portas, boicotam qualquer coisa que venha dos Estados Unidos espontaneamente. O Canadá é um trambolho gigante inofensivo, né?
Então, o Canadá, eh, isso também discutido entre vários amigos, é os Estados Unidos que deu certo. É os Estados Unidos com maior nível de vida, com IDH maior, com maior instrução populacional, com um clima melhor, porque neva de frio, então para mim o clima é melhor. Eu só discordo porque eu acho que lá a ideologia walk é muito mais preponderante.
A ideologia walk. Ideologia walk. Então, mas isso aqui é off, né?
Isso aqui é bobeira que eu tô falando. É de ideologia. Eu nem, eu nunca fiz a quem é mais engajado nessa questão.
É, pode até ser. É, você concorda comigo ou não? Só queria saber a tua opinião aí.
Tu acha que Canadá é muito mais walk? Eu nunca iria pro Canadá. Eu nunca deixaria nenhum filho meu ir fazer intercâmbio no Canadá.
Isso porque é, eu acho que lá a ideologia walk é muito mais forte. Mas você botaria teu filho para fazer intercâmbio aonde? Nenhum lugar.
Eu gosto do meu filho perto de mim. Então, [risadas] tudo bem. Beleza.
Legal. Bom, por isso então vamos começar a fazer um panorama. Aquecimento.
Isso aqui a gente só aqueceu. Queria fazer mais uma pergunta deante. O que que aconteceu que que a China conseguiu essa vantagem maior frente aos Estados Unidos?
Por que que ela ela tá encurtando o espaço? Exatamente. Então isso é uma discussão que vai levar meses.
É, tem gente escrevendo doutorado sobre isso. Po, acabei de levar. Posso tentar pontuar um ponto sobre isso?
Eu pareço, eu pareço um às vezes que eu faço a pergunta e tento responder ela. Eu, eu, eu ia ver se você valida. Me parece que um dos motivos já é o fato de que a China ela é uma ponta de lança.
A China ela tem um imperador. Então a China não precisa ficar não tem imperador não. Não, a China que eu quis dizer, a China tem um um presidente que na prática é um imperador.
Foi o que eu quis dizer. Ele não é o o XP, por exemplo, ele na prática tem poder total. Mas eu tô tô falando besteira dele.
Imperador, não é imperador. Eu quis dizer assim, tá? É um regime, é que eu não sei qual a palavra usar, ditatorial, socialismo de mercado.
É, mas eu quero dizer assim, na prática eles não são um regime democrático que troca de presidente, troca de plano de quatro em qu anos. Foi o que eu quis dizer. Justo, tá?
E eu só nesse sentido, tá certo? Imperador é besteira. Não é um, não é um império de fato, é uma terminologia histórica totalmente errada, mas eles não precisam ficar trocando de plano toda hora.
Então, onde eles escolhem ir, eles vão ficar uma dinastia inteira indo para lá e o próximo cara que entrar depois do X de Ping, ele vai continuar fazendo a mesma coisa. Inclusive os chineses acreditam isso ser uma grande vantagem. É uma grande vantagem porque você não para agora no Brasil não.
A gente tava com o Bolsonaro fazendo uma coisa, quando entra o Lula desfaz tudo e se entrar de novo agora outro caso vai fazer um pouquinho do Brasil. Já que você tocou nesse ponto, isso é uma frase que todo geógrafo fala, todo historiador fala e é uma questão que obviamente acho que você vai concordar. O Brasil, teu país e o meu, ele não tem projetos de estado, ele tem projetos de governo.
O que significa que toda vez que um governo troca, como você colocou, todos os projetos anteriores são abandonados. Projetos novos são começados, o caos é instaurado até você organizar. Quando o negócio começa a andar, o governo muda tudo.
Se a gente tivesse um projeto de estado, a gente teria uma outra condição de vida. Nesse sentido, a China tá mais à frente. Bem ou mal, concordando ou não, eles têm um projeto de estado, que dá eles uma vantagem.
Perfeito. Mas você citar outros fatores além desse? Então, eh, como falei, tem gente escrevendo um doutorado sobre esse assunto.
Eu não tenho essa possibilidade de fazer nada disso aqui. Posso te dar o motivo que para mim é muito importante, é o fato da China, como ela um sistema econômico e político de socialismo de mercado, ela aproveita o que há de bom no socialismo, o que há de bom no capitalismo, junta os dois e progride. Isso só é possível porque eles têm esse tipo de governo instaurado onde eles podem fazer isso.
você virasse, por exemplo, em qualquer país, no mundo normal, e falasse: "Olha, vamos aqui criar eh dentro do da cidade uma área de livre comércio, uma zona de econômica especial aqui perto do litoral, mas no interior é diferente. " As pessoas vão dizer: "Ah, isso é impossível, não posso fazer uma coisa dessa na China não. " E aí tem uma questão, tem várias questões envolvidas.
Se eu eu posso dar filosofia à economia, filosofia, por exemplo, todo mundo conhece aquele símbolo do y yang, por exemplo, que não existem opostos, são complementares. Essa filosofia permeia todo o pensamento chinês. Então, para eles, o confronto ele é desnecessário.
Se eu posso entender o diferente, usá-lo, por que que eu vou contra ele? Bizarro, bizarro. E isso aqui é só o background da aula, né?
A gente nem começou. [risadas] Aí eu te pergunto, você, eu ia, você escreveu aqui o seguinte, ó. Você botou no papel aqui, em junho, Estados Unidos da América afirmam que o Brasil se aproxima demais da China.
Em junho, você diz de 2025. Agora, agora, agora, agora, agora. Então, que os Estados Unidos falam pro Brasil assim: "Você tá próximo demais da China".
Brasil rebate reafirmando ter uma política independente e soberana. Depois você botou é injusta. Então é, então, destrincha esse ponto.
Então, o que que acontece aqui, pessoal? Eh, basicamente como o Pedro falou, os Estados Unidos impõem a sua diretriz, ela ele tem um poder político econômico gigantesco e ele percebe, porque isso não é problema para ninguém, não é, não é escondido de ninguém, que o Brasil está se aproximando sim bem e muito bem da China, por exemplo, com os bricks, tá? Não vamos dar uma aula de bricks aqui porque ela é grande, mas basicamente o que acontece é que o Brasil eh se desloca nessa direção, independente de qualquer coisa.
Porque para ele fez muito sentido você ter eh apoio não só da China como de qualquer outro lugar. Só ia botar uma pergunta muito simples. Eu eu sempre esqueço qual é o critério mesmo dos bricks, por que os bricks são os bricks que quem é?
Eu vou dar aula de bricks. Eu disse que não ia dar, mas só fala rapidão. Vamos lá rapidamente.
Os bricks são um grupo de países que t as mesmas potencialidades e as mesmas dificuldades. Em que sentido isso? Potencialidades econômicas, né?
grande população, uma economia eh possível de crescimento rápido. Eh, mas não são desenvolvidos, né? Não são, eles têm problemas semelhantes, problemas sociais, principalmente semelhantes.
O Brasil, o Brasil ele tá longe de ser um país fraco, nada disso. O Brasil é fortíssimo, tem gente para tem dinheiro, é uma, é uma potência brutal, mas ao mesmo tempo não é aquele país, nossa, esse país é desenvolvido. Então essa é a questão.
Nós somos ricos, porém não desenvolvidos. Sim. E aí a Rússia, problemas parecidos.
Sim. Eh, a Índia, problemas parecidos, né? A África do Sul, dadas as devidas proporções, problemas parecidos.
E aí, e a China, mesma coisa, problemas sociais também graves, embora a China seja muito mais rica, problemas sociais parecidos. Todos esses países têm muita população, né? É, a África do Sul tem menos, mas a Índia é a maior mais populoso do mundo.
O Brasil gigantesco também nesse sentido. A Espina segundo país também. Enfim, todos têm.
Tá. A Rússia que tem pouco menos também, mas em geral a população é um ativo, população é um recurso. Ah, tá.
Então o que que unifica os bricks? Qual é o critério? Os bricks eles foram o termo, né, foi criado como uma terminologia acadêmica.
Essa terminologia acadêmica chegou ao entendimento da população e aí os líderes do dos países falam assim: "Por que não transformar um uma ideologia, uma ideia numa coisa prática, se tem um sentido? " Aham. E aí eles definiram que era agora nós somos os brick.
Vamos tentar. Exatamente. Se reuniram e começaram a levantar essa bola.
Ah, vamos criar aqui os bricks tal. E aí começaram a criar um fórum de discussão multilateral. E para você prestar na diferença entre eles é uma coisa importante.
Só para você sentar numa mesa para discutir com países que são opostos de vários níveis. Sim, verdade. É uma coisa importante.
Aí criaram o banco dos bricks, que é literalmente um cofrinho onde todo mundo coloca seu dinheiro e quem precisa pega escapando da dominação estadunidense. Eu fujo do FMI, fujo do Banco Mundial, começou a fazer sentido agora. Então de certa forma isso aí os Estados Unidos não deve gostar muito dos bricks, não.
Ele odei os bricks. Ele odeio os brinques, né? Então assim, a os Estados Unidos ele faz uma advertência, fala que o Brasil está se aproximando demais da China e o Brasil responde dizendo: "Olha, minha política externa é minha, ela é soberana, você que vá pro quinto dos infernos".
É, né? Vocês entenderam? E e é isso, né?
Obviamente que o Estados Unidos não gostou dessa resposta, mas o Brasil demonstra nesse sentido uma força maior do que eu esperaria. Pois é, é. Aham.
Uma força geopolítica. É tipo dizer pros Estados Unidos, olha só, minha política é independente, o problema é seu, concordo. É uma coisa inusitada, quase, né?
Inusitada. OK, perfeito. E daí?
Aí você bota assim em julho, aí tu bota assim, em julho, os Estados Unidos taxam o Brasil em 50%, dentre outros motivos, devido às articulações de Eduardo Bolsonaro. Temos um problema. Por que que temos um problema?
Porque estamos num vídeo e eu não sei quem tá assistindo, nem como vai levar esse segunda apresentação. Então eu vou te dar o fato. OK.
fato, temos Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, isso dito por ele mesmo o tempo todo, articulando eh eh sanções, disse isso, sim, sanções contra o Brasil, né? E ele pressionando o Trump, dizendo: "Ah, meu pai foi perseguido. " O motivo seria uma perseguição política injusta contra o pai que principalmente do Supremo, né?
É, exatamente. O Supremo Tribunal Federal estaria fazendo uma perseguição injusta a respeito dos incidentes relacionados ao 8 de janeiro. É o pai dele.
Eu nem fico lendo essas paradas, eu não perco meu tempo muito não. Mas é algum assim, acho que é exatamente, mas eu sei que o Don falou que estava lá com Trump e falou que isso não, ele ele articulou ativamente nesse sentido. E obviamente que isso sozinho não tem força para criar uma taxação tão grande, mas o Trump já tinha, né, no que ele chama de dia da libertação, ele taxa o mundo inteiro em 50% e o Brasil entra no bolo.
Não, no início não 50%, mas depois justamente por causa das articulações também a gente é taxado em 50% e obviamente isso vai impactar o nosso comércio como o mundo inteiro também. Aí essa taxa de 50% significa o quê? Tudo que a gente vende, significa que tudo que a gente vende para eles tem 50% de acréscimo.
Isso torna a nossa economia completamente não competitivo. Dá para dizer assim de modo geral, porque às vezes na prova eles poderiam falar esse texto de modo específico e fazer uma pergunta que a resposta fosse de modo geral. Por exemplo, dá para dizer de modo geral que os Estados Unidos adotou medidas protecionistas, medidas eh alfandegárias, medidas medidas eh desestimulam o comércio global.
Exato. O que é uma grande coisa, porque os Estados Unidos é o defensor máximo da economia livre, né? Tem sido historicamente é o berço do liberalismo.
Dá para dizer isso, né? Exato. Tá.
E no fato e no caso ali não, ele tá indo contra o que ele sempre defendeu. Sim. Aí você fala do, só para tu saber qual o próximo ponto, fala assim, melhora do clima diplomático devido às preparações para COP 30.
É, já falamos um pouco aqui da COP 30 e o que que acontece? Ela já estava na agulha. vai ser agora em novembro, mas desde, se eu não me engano, agosto já tá rolando aí uma articulação paraa preparação do assunto.
Então, eu tenho que conversar, conferência que vai ser discutida sobre metas climáticas, tá? Então assim, já que eu tenho que conversar sobre alguma coisa, isso obriga os países a se aproximarem e a situação fica um pouco melhor nesse sentido. É.
E aí tu bota aqui outubro, foi agora conversa de Lula e galera, não é que vai cair a conversa de outubro, não, é que isso aqui é só você saber onde tá a situação. É, depois eu vou querer te perguntar o que que realmente você poderia esperar que caísse, porque realmente agora tem outubro, conversa do Lulu Trump é tensões. Então, o que que acontece?
Eh, depois disso tudo, Brasil tá literalmente quase rompendo com os Estados Unidos e vice-versa um monte de diss me disse. Finalmente o Lula e o Trump vão ter uma discussão numa conversa de videoconferência. Aham.
E dito pelo próprio Trump, ele diz: "Tive uma ótima impressão do presidente brasileiro. Eh, temos agora, eh, perspectiva de organizar nossa vida e resolver nossos problemas. O Lula diz a mesma coisa e não que tenha tido uma medida prática.
Até final. Isso aí foi 6 de outubro, se não me engano. Foi agora.
Não dá para você. Não resolveu. Mas é muito melhor do que tava antes.
Melhor, entendeu? Vou fingir que eu sou o Trump. Aperta a minha mão.
Hum. [risadas] É tipo isso. Ele meteu essa com o Putin, né?
Com Putin. O Putin é exagente da KGB. Se o Putin quisesse ali ele é faixa preta de alguma arte marcial, não lembro qual.
É de várias, eu acho. Então aí tá. Aí tu fechou esse tópico aqui.
É, a relação, então, a relação com os Estados Unidos é essa. Ela começa o início do ano, eh, neutra, avança ao longo do ano para uma situação de quase ruptura. Tô exagerando, mas é uma situação, né, de discordância completa.
E hoje ela tá mais tranquila, mais aceitável por causa da dos esforços tanto do Lula quanto do próprio Trump. Porque tipo de raciocínio porque a prova não vai cobrar um episódio a aquele dia que o Eduardo Bolsonaro falou não sei quê. Que tipo de raciocínio a prova poderia requerer sobre isso?
na atualidade, a relação, vai, se eu tivesse que apostar, é, ele vai meter alguma coisa sobre blocos econômicos, tarifas alfandegárias, protecionismo, livre comércio, globalização. E ele com certeza vai dar o texto, né? Ele vai explicar o que tá acontecendo no texto.
Ele só vai querer que o aluno consiga juntar em um conceito, juntar em um conceito. Isso. Aí vem um outro bloco que tu colocou aqui, que esse primeiro bloco que eu li, tu tinha botado Brasil e Estados Unidos, agora vem um bloco Brasil e China.
Isso. Porque eu botei para você separar as relações, né? Tá.
China é o maior parceiro comercial. dos Estados Unidos, do do Brasil atualmente, né? Sim.
E aí a relação é boa, aparentemente? Sim. Relação do Brasil com a China, ela é boa.
Só que a gente esbarra numa outra questão. A China, como tá tomando, tentando tomar esse espaço dos Estados Unidos, ela quer que o Brasil se comprometa com ela. Com ela.
E o Brasil, como fez com os Estados Unidos, falou assim: "Não, eu sou autônomo, ele tá fazendo a mesma coisa pra China". Ah, é por isso que eu botei essa imagem dessa forma. O Brasil não está fechadíssimo nem com os Estados Unidos, nem com o China.
Não, de forma alguma. OK. E isso na minha concepção de geógrafo, na minha concepção, Thaago, não sei os outros, eu acho ótimo.
Você não se compromete nem com o cara nem com outro, você desculpa, quebra o pau nos comentários. Subir. É isso aí.
É isso aí. Boa vontade aí. Mas é o seguinte, respeito ao homem, hã, senão eu acho que você manter uma, conseguir ter a coragem de manter uma postura independente frente a duas potências é uma uma coisa que eu não esperava ver como geógrafo.
É verdade. Entendeu? Verdade.
Aí tem aqui maio, visita do Lula à China, 20 acordos e 17 documentos em várias áreas. É isso que acontece. Lula visita vários países, entre eles a China, numa viagem ao Oriente.
E surpreendente, porque isso não é normal, numa visita só você firmar aí dezenas de acordos e, pô, diversos tratados em várias áreas, industrial, de pesquisa e comércio, eh intercâmbio tecnológico, investimento chinês de bilhões e bilhões no Brasil, né? Brasil não investe na China porque a gente, mas o contrário tá acontecendo. Então isso mostra que a China tem interesse real em se aproximar do Brasil nesse sentido.
Já ouviu o contraponto dessa parada aí em off? Não cai na prova não. Só para falar, tem um contraponto que diz assim: "Isso não é bom.
A China fazendo investimentos no Brasil". Na verdade eles estão adquirindo ativos do Brasil, adquirindo usinas, adquirindo estruturas fundamentais para que um dia eles possam exercer um plano de dominação no Brasil daqui a décadas. Mas tem um eh não tá errado.
É, faria sentido estratégico, né? Você comprar ativos de outro país. É.
Ué. Muitos muitos blocos de petróleo, de exploração que a Petrobras vendeu e tal. Petras vendeu, né?
Que o governo brasileiro vendeu, a China adquiriu. É interessante que isso toca no ponto. Tem um ponto que não tem nada a ver com vídeo, mas nada a ver mesmo com o tema.
Mas eu queria, tem problema. Já tô acostumando com você fazendo isso. Tá tranquilo.
Por exemplo, tem um ponto da privatização e da estatização. E tem gente também que vai ou só para um extremo ou pro outro. Eu acho que tu não precisa ir para nenhum.
Tu tem que entender, entender qual é o ponto positivo de cada coisa. Mas vê se tá certo, vê se você sente orgulho do que eu falo agora ou se eu tô falando babozeira. Me parece que a estatização de coisas, ela tem como ponto positivo que ativos estratégicos devem ser propriedade do estado e não de empresas privadas.
tem uma presa privada que ela é dona da da sua água da da sua água da luz. Exatamente. A gente tá a mercer de interesses possivelmente estrangeiros, já que uma empresa privada ela pode ter capital aberto, mas ao mesmo tempo, no caso do Brasil, quando ela é estatizada, embora ela esteja no poder do Brasil, o Brasil é um país corrupto e ela tá suscetiva a esquemas de corrupção mais abrangente do que poderia ter numa empresa privada.
Ótimo pensamento. Agora, a privatização tem como ponto positivo que teoricamente tu se livra de um estado ineficiente e joga na mão de uma empresa e teoricamente uma empresa tem que dar lucro. Teoricamente uma empresa vai jogar com mais eficiência, mas ao mesmo tempo estrategicamente você pode estar afetando a soberania do país, porque agora tá na mão de um grupo privado que não tem compromisso nacional.
Você você já resumiu tudo que eu poderia falar e tá certíssimo raciocínio. E é gente, olha só, a gente já falou isso em outros vídeos, já falou disso em outros momentos. Toda vez que você vai para um extremo ideológico, você cai no equívoco.
Por quê? Porque não existe isso no mundo real. Não existe isso.
A privatização ela é boa dependção é boa dep circunstâncias. Quando vez que você isto é ruim, você tá fechando uma questão numa coisa que não funciona. Vou te dar um exemplo da da privatização que deu certo.
Eu privatizei telefonia e aí eu tenho agora várias empresas de telefonia que disputam entre si, que aí você tem o plano mais baixo, não sei que é uma disputa agressiva, essas isso não havia. Nos anos 80, 90, o Brasil era fechado, o mercado de telefonina brasileiro era fechado e era o inferno. Pergunta aí paraos nossos pais, tipo, caiu a linha telefônica, três semanas para tu voltar a falar oi para alguém.
Se vira, problema é seu. Privatizou, melhorou. Melhorou muito [risadas] de novo.
Melhorou muito. Melhorou muito. Beleza.
Ótimo. Perfeito. Agora existem privações que ou não deram em nada ou pioraram o serviço.
Vou dar um exemplo do nosso eh metrô do Rio de Janeiro. Pô, é uma boa história. Metrô do Janeiro, 750 a passagem.
Serviço não melhorou absolutamente nada. Eh, pelo contrário, continua piorando porque eles investem pouco e e é privatizado. É.
E é fraco. Ah, mas o trem melhorou. Sim, é o que eu disse, em alguns casos vai melhorar, em outros não.
O problema é quando você diz: "Não, sempre é tal". Não é assim que funciona a vida. Não é nem é a vida.
Perfeito. Excelente. E aí agora não sei, tu disse 20 acordos.
Depois tem aqui isenção de visto para brasileiros fortalecidos. Então, então numa numa numa numa atitude diplomática, você normalmente você tinha visto para você entrar na China, você tinha que ter um visto, né? Como tem um visto americano e tal.
Sim. Aí a China disse: "Olha, já que você é meu parceiro, eu vou exentar brasileiros de necessidade de vista para entrar aqui. " Aí tem 400 pessoas ao vivo vendo nossa aula de geografia agrária.
400 pessoas? Pô, gente, legal. Tô muito feliz.
Verdade. Por isso, você tá vendo isso aqui como um vídeo agora, né? Mas a gente soltou uma aula ao vivo de geografia 400 negocio, 8 horas da noite, sem aviso prévio.
Avisei em cima da hora. Top, né? Brutal.
Tô muito contente. Tô muito contente, de verdade. Isso foi um ato diplomático da China.
É porque acontece, estamos nos aproximando deles e eles, uma forma de mostrar boa vontade brasileiros da necessidade de vista no território chinês. Estados Unidos não deve gostar disso. Obviamente que não.
Inclusive o Brasil agora instituiu vistos para americanos. Calma aí. Como é que é agora?
O americano precisa de visto para entrar no Brasil? Precisa, pô. Então as tensões diplomáticas elas continuam presentes.
O que acontece? Existe uma coisa chamada lei da reciprocidade diplomática, né? E aí o que acontece?
Sempre houve visto americano para você entrar lá. você tinha que ir paraa embaixada, você tinha que conseguir, né? Sim.
O E aí o Brasil nunca tinha eh visto a necessidade de retribuir dessa maneira, porque ah, sou uma superpotência, faço o que eu quiser, você não é igual a mim, você tem que aceitar e de boa. Só que com o Trump e com tudo que tem acontecido, o Brasil instituiu a mesma coisa. E aí visto americano, não só americano, canadense, australiano também.
Entendi. Pode afetar o turismo de certa forma, mas também mostra. Eu não tenho dados.
Não tenho dados para te dizer, olha, afetou tanto, melhorou. Eu não tenho, não posso dizer isso porque eu vou acabar caindo num erro, mas a tendência é que se você p de vista, seu turismo diminua. Mas olha, gente, não tenho dados para falar isso com certeza.
A gente tá inferindo aquele a tendência, claro, mas os Estados Unidos eles não se importam com isso. Tem que ter visto para entrar lá de qualquer jeito. Exato.
Para você abraçar o Mickey, tu tem [risadas] porque para eles é mais importante a proteção da fronteira, né, e do território e o controle também. Quem tá entrando aqui, de onde vem, quem é, qual seu nome? Cara, eu já fui paraos Estados Unidos e, pô, o cara olhou pro meu nome, gente, olha só, vou falar meu nome todo aqui.
É Lanis Diabe Bianco, né? Pois é, o Diab, meu nome Diab, meu nome. Meu nome é todo zoneado.
Meu nome Lanes é francês da família da minha mãe, o diab é da famí uma parte da famíl da minha mãe que é sírio e o Bianco é italiano, tá? Do meu pai. E aí quando eu fui paraos Estados Unidos, eu tive que literalmente conseguir o visto.
Eu consegui o visto numa boa. Só que quando eu cheguei lá, o cara olhou na minha cara, o cara tava me entrevistando lá e falou assim: "Seu nome é Diab? " Aí eu disse: "Sim".
E aí o cara falou: "Vem aqui comigo pra salinha do aeroporto, aquela salinha tão legal que todo mundo conhece". Eu ia ficar com medo. Pois é.
Então, mas eu fiquei e aí você não pode usar teu telefone, o celular não pode usar nada. Eu fiquei literalmente retido no aeroporto. Eu não tô exagerando por 3 horas meia sem comunicação com ninguém.
As pessoas achando que o meu avião tinha caído. Que isso, mano? Isso porque eu falo inglês fluentemente e o cara dizendo que eu ia entrar no país dele para ficar sendo imigrante legal e quase que eu fui deportado.
Caramba. Isso porque o meu nome é Diab. Mas você acha que pode ter alguma coisa a ver com tu pareceu o Serg de Tan?
Eu não sei se fadal porque ele canta músicas subversivas. É, não sei, mas disse que eu fal realmente ele, né? Parece um porto.
Parece um pou parece ou não parece? O que que vocês acham? Ou você acha que eu poderia ter problemas para entrar?
Você acha que eu que eu poderia ter problemas para entrar nos Estados Unidos por ter a SAD Salum no nome? Eu acho que você tem um grave problema para entrar. São dois nomes árabes, né?
Já tentou? Não. Então eu sugiro que você tente primeiro, mas acho que você vai ter uma dificuldade de ração.
E quando tu é recusado, geralmente já fica no teu histórico. Tu não, tu não tem chances novas. Não, você pode tentar, mas a chance de você ser recusado é grande.
Que merda. Isso. Porque eu sou oficionário público também.
Enfim, é tudo para eu dar entrar aconteceria. E tu pretendia ficar lá como imigrante legal? Pretendia.
Eu fui, eles conseguiram me encontrar, entendeu? Foi quase que eu consegui trabalhar numa cafeteria da Starbucks, mas não não deu certo. [risadas] Essa rigorosidade dos Estados Unidos com essa questão do dos vistos e passaporte pode ter a ver também com a questão do atentado terrorista das Torres Gêmeas, né?
Não, foi exatamente isso. Exatamente isso. Exatamente.
Não era, não era tão forte a vigilância, não era tão forte a situação antes de 2001. Depois de 2001 eles obviamente, né, arrocharam o processo. Perfeito, né?
Eh, a guerra ao terror tem essa vertente aí, mas aí depois disso continuou. Então é como se você tivesse passado por um trauma e esse trauma nunca se desfez e isso continua até hoje. Agora basicamente acabou a história principal.
Não, eu a questão dos bricks fortalecidos, né? Acest. Pix, eles vão eles vão literalmente buscar mais entrosamento, cada vez mais vão buscar eh um maior apoio econômico e eles têm conseguido.
Ah, isso vai virar um bloco econômico no futuro? A tendência é essa, como eu tava falando aqui no início, eh o fato do Trump ter bloqueado o comércio, impedido uma série de questões pro mundo um todo, fez com que os Bris ganhassem uma sinergia que eles não teriam antes. É do inimigo comum, né?
É do inimigo comum. Quando você tem um inimigo comum, você fica mais unido com É isso. Legal.
É isso. Como que Não sei. Vai falar mais alguma coisa?
Vou só falar da situação do Brasil hoje. É isso que eu ia perguntar. Arremate assim o que que tem que levar pra prova.
Então gente, olha só o que que você tem que entender mais ou menos o que a gente tá falando, que essa figura tá mostrando, o que que o Brasil está tentando fazer e como isso pode ser caído na sua prova, né? O Brasil ele é uma uma potência econômica, sim, né? Uma potência regional com certeza.
Ele é maior parte da América do Sul, de vários níveis, mas ele não tem condições de competir de fato com os Estados Unidos e nem com a China. Então ele tá tentando se equilibrar entre essas duas potências. Ele tá tentando se aproximar da China ao mesmo tempo que mantém independência completa dela, porque não quer virar, não quer trocar uma bota pela outra em cima do pescoço, não quer virar uma colônia chinesa.
É exato. A gente não quer isso. E ao mesmo tempo também não quero brigar com os Estados Unidos de vez porque ele ainda é dos Estados Unidos.
Ah, não éura, pô. Então tem que me manter. Já ouviu falar never bat against America?
Você ouviu falar? É uma frase, né? Nunca poste contra América.
É isso. Então a gente tá tentando se equilibrar entre as duas superpotências. Entre duas potências, porque superpotência é um negócio da Guerra Fria.
A gente tá seando duas potências. E o Brasil por enquanto, tem conseguido fazer isso de uma forma até, no meu entender, até pessoal, de uma forma bem legal. Isso, como eu volto a dizer, não é uma coisa simples de fazer.
Legal. Legal. Mas, mais alguma coisa que seja bom levar pra prova mesmo sobre isso?
Porque eu acho que o principal da prova, eu cara, tenho certeza, na verdade, que o principal da prova não é você necessariamente saber de todos esse episódios que a gente relatou, mas sim você conseguir traduzir eles em conceitos simples. Então, se tem um texto contando o episódio da das da da crise na relação diplomática com os Estados Unidos, embaixo tem outro texto contando da aproximação com a China. vai tá só uma pergunta dizendo assim, eh, os dois textos, né, de acordo com os dois textos, que aspecto da situação geopolítica brasileira é destacado?
E aí a tentativa de equilibrar a resposta, a tentativa de equilibrar tensões diplomáticas, diplomáticas, é tensões econômicas progressivas, manutenção da soberania frente a potências estrangeiras, tipo de coisa, né? Tem que saber fazer a tradução do conceito numa frase simples, né? É muito mais isso.
A prova muitas vezes é um teste, o Enem busca a compreensão do mundo e a compreensão do mundo passa pela saber, saber resumir isso em equilíbrio de tensões diplomáticas já mostra que você tem uma entendimento, é o que ele quer do cidadão. Ele não quer que ó, que que aconteceu dia 30 de junho na relação diplomática? Claro que não prova nada por ninguém.
Entendeu o mundo prova. Bacana. Ficou bom para mim.
Fechou? Eu gostei também. Gostei.
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