Bom pessoal bom dia a todos e todas como vocês sabem eu estou na coordenação do núcleo de questão Urbana e meio ambiente do curso de serviço social da PUC São Paulo e meu nome é elizabe de Melo rico eh hoje nós tivemos estamos tendo como convidado o professor e colega nosso na bio bondu que já vou já vou identificá-lo quem é o que o seu mini histórico e a nossa colega Maria Lúcia Belenzani que aceitou de uma forma meio Inesperada o nosso convite para fazer uma discussão da parte eh que se refere à dimensão ambiental
e a questão eh Habitacional que como foi pensada no plano diretor de 2014 né Eh eh vou aqui apresentar o nabil o nabil é professor titular do plane de planejamento Urbano na fa USP em São Paulo ele foi superintendente de habitação Popular Vereador e duas vezes relator do plano diretor estratégico em 2002 e 2014 e foi também secretário da cultura na gestão de hadad no governo federal ele foi secretário de ambiente urbano do Ministério do meio ambiente e foi coordenador técnico de consultoria que elaborou o plano nacional de habitação é autor de 13 livros como
pioneiros da Habitação social e o prêmio Jabuti de 2015 e é colunista da Folha de São Paulo e da Rádio USP ainda continua né nabil na USP na rádio USP sim na folha mais menos frequentemente do que Antes menos frequentemente Mas vamos lá e e Maria Lúcia que aceitou o nosso convite meio né e meio de última hora mas agradeço muito Maria Lúcia belenzani que também trabalhou eh no no na elaboração do plano diretor de 2014 que teve uma revisão agora mais recentemente eh a Maria Lúcia é doutorando em planejamento e gestão territorial pela Universidade
Federal do ABC é gestora pública Mp foi gestora pública Municipal trabalhou na elaboração dos planos diretores estratégicos de 2002 e 2014 e integra a rede de agricultores agricultoras periféricas paulistanas agroecológicas e a conselheira do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural sustentável Educadora sócioambiental e consultora bom como vocês sabem a gente tá aqui hoje para fazer uma reflexão sou sobre eh o plano diretor E que foi elaborado em 2014 cujo relator foi eh a relatoria foi do nabio e esse plano diretor que é um vamos dizer assim é é um é um projeto de como a gente
imagina uma cidade de como que essa cidade é pensada nos seus diferentes aspectos Né desde na questão de habitacional na questão de mobilidade urbana na questão eh na na questão de como que h a as questões ambientais são pensadas nesse planejamento Urbano as questões que Envolvem deslocamento as questões que envolve a distribuição do transporte público e e outras questões mais vocês podem imaginar que quando se pensa um um planejamento quando se faz um planejamento Urbano muitos interesses estão em disputa e a gente verificou isso mais concretamente agora na revisão desse plano diretor né Eh Quais
são os interesses que prevaleceram nessa revisão e Eh não vou ficar aqui falando mais sobre isso porque nós temos exatamente a pessoa que fez a elaboração do desse plano em 2014 e e apresentou apresentando várias críticas à forma como esse plano diretor foi revisto Aliás hoje né na Bi tem até um eu você me mandou ontem tem uma discussão sobre a a revisão do do do plano e e se não me engano tem algumas questões a mais que serão discutidas não é isso é é na verdade é um curso que nós Damos na casa da
cidade cada semana vai ter uma um tema que vai ser discutido E hoje vai ser discutido doação dos eixos né que teve ontem uma proposta de um mapa que apareceu aí da pref da câmara mas que se sabe muito se vai ser ou não vai ou não valer então hoje quem tiver interesse será na rua rodesia 398 na Vila Madalena Rua Rodésia 398 acho que às 19 horas é 19 horas tá bom então aprofundar o que não der para aprofundar Hoje Toda segunda e e quinta quando não tem feriado vai ter um tema aí semana
que vem ser habitação na segunda depois vai ser patrimônio Ok nabil fique à vontade e e vamos iniciar aqui a conversa com o a os alunos alunas professora professores do núcleo de questão Urbana e meio ambiente bom então bom dia para todas e todos para tá aqui na PUC de novo acho que esse ano Já é a terceira ou quarta vez que eu venho na PUC a né então Eh É sempre um prazer Vir na pu que é uma referência importante para nós queria eh Agradecer o convite e né da professora e né da e
também cumprimentar aqui a minha amiga Maria Lú beland que trabalhou comigo na né na relatoria do plano diretor Nas questões ambientais Então vai ser muito bom que a gente vai poder complementar ela vai poder avançar em outros pontos além daqueles que eu vou trazer bom o que eu eu vou tem muito slide aqui né muito Muita imagem mas eu quero eh mostrar o sentido da minha fala né e depois nós vamos poder avançar vendo várias questões ao longo dessa dessa nossa palestra aqui né fundamentalmente O que que eu queria passar para vocês nós tivemos ao
longo do século XX um modelo desenvolvimento urbano quando eu falo Urbano eu tô Incluindo aí mobilidade meio ambiente habitação que eu chamo de insustentável né Por que insustentável porque é um modelo de Desenvolvimento urbano que não permite que a gente tenha um futuro para nossa cidade né Nós cometemos e eu vou pegar aqui 100 anos né esses Marcos sempre são importantes né vou pegar 100 anos como uma referência né e vou dizer por logo em seguida eh porque 100 anos então nesses últimos 100 anos Principalmente nos eh 80 anos eh do dos anos 20 do
século passado até o final do século XX até o plano diretor de 2002 né Nós vamos ter uma um conjunto de opções que foram Tomadas na cidade de São Paulo São opções equivocadas do ponto de vista desenvolvimento urbano né nós tivemos uma enorme crescimento demográfico né São Paulo em 1920 tinha 590.000 habitantes certo 590.000 se a gente considerar a região metropolitana hoje nós temos mais de que 20 milhões portanto em 100 anos a cidade multiplicou mais ou menos por 40 Tá então vamos pensar multiplicou por 40 em um século e Eh E isso se fez
com uma série de opções que não são compatíveis com uma cidade dessa dimensão por exemplo a opção pelo automóvel pela mobilidade individual né se todo mundo tiver um automóvel em São Paulo sad de para Tá certo e a opção que foi tomada foi essa sem grande prioridade pro transporte coletivo ao longo do do do século e nesse primeiro século tá tá começando a mudar um pouco isso né e o plano diretor faz parte desse processo de mudança e acho que eh Eu eu não vou ser pessimista aqui tem gente que acha que ess tá sendo
destruída que tá tudo Caino noos pedaços etc eu vou dizer o seguinte nós temos um monte de problemas né mas nós avançamos né na mudança desse modelo de desenvolvimento tanto que o título aqui da minha palestra é avanços e retrocessos nós temos avançado para mudar esse modelo de desenvolvimento urbano mas temos tido retrocessos que são importantes e que evitam que a gente Possa caminhar mais rapidamente nisso então nós temos aí eh um predomínio do planejamento viário ou seja o viário prioridade para automóvel planejamento viário definindo a cidade isso leva por exemplo né uma questão que
tem muito impacto ambiental né que são né você despreza o meio ambiente para dar circulação automóvel o melhor exemplo disso O que que é venidas de fundo de vale ou seja nas áreas que devemos ficar preservadas porque é para onde as águas Se dirigem né Nós vamos ter né abertura de avenidas ou né Por falta de política Habitacional favelas e áreas de hab ação imprópria nós vamos ter também uma grande concentração de investimentos numa certa área da cidade que a gente chama do quadrante Sudoeste que é essa região onde nós estamos né ou seja prioriza
uma região que é a região que atrai o interesse imobiliário e que cria uma desigualdade em relação a demais regiões da cidade né E vamos ter aí uma Né uma proteção desta região né Em contrapartida com pouca preocupação em relação ao conjunto das demais regiões então aqui vocês vem eh tá aqui em vermelho o crescimento do Município de São Paulo eh e em amarelo quer dizer da região metropolitana Na verdade o fato Urbano único nosso é o da região metropolitana né quando a gente vê aqui o crescimento é o da região metropolitana num certo momento
São Paulo começa a não crescer mais porque Vai chegar nos seus limites e vai crescendo então né o abc os Guarulhos Osasco Carapicuíba né Eh eh Franco da Rocha com uma série de problemas porque aí você tem vários municípios Diferentes né e portanto Eles não estão coordenados numa política de desenvolvimento né E também não estão repartindo a receita desse aglomerado urbano igualmente Então os municípios por exemplo que tem muita gente morando e pouco emprego né pouca atividade econômica tem uma receita Baixa então tem pequena capacidade né de atender e a população presentee a população mais
pobre que vai mudar por exemplo vamos pegar aqui o exemplo de Franco da Rocha né uma cidade né com 1 problemas habitacionais população de baixa renda receita muito baixa né porque na verdade não tem atividade econômica Então essa essa fragmentação administrativa né numa unidade urbana que é única né gera problemas gera problemas Absurdos eu vou então voltar Um pouquinho aqui no século no no no século voltar aqui um pouco em 100 anos atrás né Porque será que dá para apagar a luz essa aqui ah por causa da transmissão é ruim para poder ver melhor a
tela né Vocês estão vocês estão enxergando tá tá dando para enxergar bem tá tá dando tá então tá bom eh Então vamos voltar 100 anos atrás por que que 100 anos é importante porque em 100 Anos Atrás a cidade estava numa num dilema qual era o modelo de mobilidade que ela Ia assumir Então essa foto aqui é uma foto do centro de São Paulo aqui da rua São Bento vocês vem aqui um monte de carro tentando entrar na Rua São Bento vocês Alguém conhece aqui a Rua São Bento né roua São Bento tem 5 m
6 m de largura Então vocês vem aqui bonde dois Bondes tentando entrar na Rua São Bento carro caminhão né Por quê Porque no anos 20 é o momento que a cidade né começa a receber né os né os produtos da indústria automobilística americana né E Aí é um momento que né a elite E aí só tem carro a elite da Elite né nem classe média consegue ter carro e a elite tem mesmo assim né o viário da cidade é insuficiente para poder dar conta disso e aí então né Nós vamos entrar numa vamos mergulhar numa
num modelo que é o modelo baseado no automóvel e nos combustíveis fósseis certo que estão diretamente ligadas a essa esses interesses Americanos no né no Brasil né no mundo né na naquele momento e aí A Cidade vai fazer uma opção a opção vai ser ao invés de priorizar o transporte coletivo nós tínhamos Os Bondes né que era um sistema razoavelmente Aliás era um sistema bom embora eh ele precisasse naquele momento passar para uma modernização com enterramento com abertura de primeiros metrôs buenosaires é nessa nessa época que vai criar os seus metrôs certo São Paulo teve
uma proposta de metrô nos anos 20 mas né a câmara Municipal rejeitou a proposta da Light de metrô que também tinha uma Malandragem da Light mas não vem oo caso aqui e né optou Então por aquilo que foi fazer um plano de ampliação do sistema viário das Avenidas Então esse plano aqui é o plano do Prisma que é um plano teórico aqui criando vias radiais vias perimetrais né E essas tudo que vocês estão vendo em pretinho aqui são as obras previstas então o que que acontece com a cidade nesse momento a cidade vai Passar por
uma grande modificação Urbana vai passando ao longo do tempo vocês terem uma ideia essas obras elas só vão finalizar as previstas no plano de avenidas lá no final do século XX ou seja nós vamos ter aí mais ou menos eh 70 anos onde essas obras vão ser implantadas consumindo o orçamento Municipal tá certo priorizando o que a gente chama do quadrante Sudoeste da cidade né que é onde vai se priorizar esses investimentos e fazendo Avenida de Fundo de Vale fazendo uma série de obras que são e eu quero chamar atenção para vocês pelo seguinte eh
os processos urbanos eles são eles têm enorme poder inercial certo ou seja eles a gente não consegue mudar de uma hora para outra uma cidade que já tá constituída ele é um processo Então na verdade esse plano de avenidas ele foi marcando a cidade ao longo de um século a gente só vai perceber né Se a gente fosse sei lá em em 1930 um 10 anos Depois 34 10 anos depois que foi formulado o plano de avenidas provavelmente a gente não ia ha grandes mudanças na cidade certo porque os o planejamento ele é uma atividade
que trabalha com médio e longo prazo no imediato a gente não consegue perceber as mudanças isso é importante paraa gente discutir a hoje como é que nós podemos mudar a cidade hoje como é que ela né então né Então aí a gente tem né alargamento de avenidas né no centro Implantação de avenidas em fundo de vale né muitas Avenidas você vem ali na da esquerda ali né várias Avenidas que a gente conhece hoje aqui do lado n ven Sumaré né aqui né É só a gente v a Desce lá o fundo de Vale da Sumaré
Sumaré a Pacaembu a 9 de Julho a 23 de Maio a najada de Souza venida Tatuapé que hoje é a a na zona leste né a a a a Maluf né Eh salinar Maluf né né Aricanduva Escola Politécnica etc bom E esse modelo que é o modelo radiocentrico então que era o modelo esse modelo teórico eu coloquei aqui né esse modelo aqui é o modelo de centralidade centralizando a cidade no centro do centro saí todos os radiais nós hoje tem uma Radial Leste né ficou com com esse nome ainda mas na verdade todas são radiais
a Consolação a a Rio Branco a 9 de Julho a 23 de Maio só vias radiais sai do centro então o centro passa a ser o foco da cidade nesse Momento e é o momento e é o lugar mais urbanizado e aí então vai ter uma enorme verticalização no centro lá nos anos 40 50 até os anos 60 quando aí esse centro começa a se deslocar e Em contrapartida né Essa é uma foto dos anos 40 da Vila Madalena que alguns de vocês devem conhecer né não tem nada a ver com a Vila Madalena de
hoje a Vila Madalena era um bairro de loteamento né de lote né de autoconstrução auto empreendimento da casa própria e né uma área que era Periférica uma área na época periférica então a cidade vai na verdade ela vai né criando sucessivos Anéis né de loteamentos periféricos baseados nessa nessa perspectiva nos anos 70 Então nós vamos ter aí né um planejamento eh que eu chamo tecnocrático Centralizado sem participação né quer dizer quando a cidade já tá estourando né quando o prefeito figueiro Ferraz fala São Paulo precisa parar de crescer lá no começo dos anos 70 né
faz lá um plan diretor um Zoneamento mas é um zoneamento também sem processo participativo é tecnocrático né é um é um eh é um um um planejamento naquele momento que não tem instrumentos para combater a especulação imobiliária né que vão ser criados só no começo do século XXI com o estatuto da cidade né então você vai ter muitos terrenos vazios uma expansão horizontal da cidade esse modelo do automóvel combinado com na verdade com o ônibus né com o sistema né de ônibus porque Qual a Diferença do ônibus pro Bond ou pro metrô que o ônibus
ele tem mais capilaridade né Você pode com um ônibus só tendo uma rua lá mesmo que seja precária você põe um ônibus PR você fazer um investimento no metrô né no mesmo no bonde etc tem uma cidade mais concentrada então o modelo que se adotou foi um modelo de uma cidade espalhada que cresce horizontalmente né então foi crescendo horizontalmente nesse período aí dos anos 20 aos anos 70 a cidade Multiplicou várias vezes nós vamos mostrar aqui uma multiplicou de tamanho de horizontalmente E aí então né Nós tínhamos aí um planejamento que só pensou aonde só
pensou nessa área da cidade na área vamos dizer assim nesse quadrante Sudoeste que foi feito um zoneamento né O que que é o zoneamento né a lei de uso e ocupação do solo que que é o que tá em discussão agora Inclusive a revisão dela ela estabelece isso o que que pode se fazer em cada Pedaço da cidade certo então né basicamente o que que fez protegeu os bairros que eram os bairros da Elite onde bom aqui não pode fazer prédio não pode ter comércio não pode ter mais do que uma família por lote portanto
não vai ter habitação Popular não vai ter curtiço Tá certo e estabeleceu áreas também no mesmo quadrante Sudeste para o processo imobiliário o próprio mercado imobiliário estabeleceu aqui por exemplo o Itaim ou aqui de onde foi feita essa Foto aqui no Jardim Paulista ou aqui nas Perdizes vocês vem aqui em volta muitos prédios etc então o mercado mercado imobiliário junto com a prefeitura estabeleceu as áreas que interessava para eles naquele momento verticalizar para poder abrigar a classe média classe média alta né que vai morar exat ente nesta região que é esse quadrante Sudoeste que foi
mais qualificado e o zoneamento é um instrumento que né Ele regula diz quanto pode construir quanto Que altura pode ter os prédios né qual é a o uso que pode ter nesses prédios e vai vai se adotar principalmente a partir de né do zonamento 72 esse modelo imobiliário que é o modelo do edifício isolado da rua né Sem aquilo que a gente chama do Comércio de rua né que é a fachada ativa né porque se a gente vai por exemplo pro centro velho paraa Santa sicília para alguns prédios antigos de antes de dos anos 70
né você tem aquela né o prédio com comércio no térreo Serviço etc aquilo que a gente chama uma uma rua viva né porque as pessoas estão na rua e estão né E vai se adotar então o modelo imobiliário adotado é um modelo que você tem um térreo que não tem nada que é cercado esse aqui até muito bonzinho né porque ele tem um muro ainda um pedacinho de vidro etc muitos muitos com muros totalmente fech fechados né com cercas né então esse modelo imobiliário é um modelo imobiliário que acabou sendo adotado em São Paulo ao
Longo do século a partir dos anos 70 e isso vai estar compatível com isto aqui né ou seja as pessoas saem do seu con da garagem do condomínio todos os condomínios Tinham que ter uma garagem era proibido fazer prédio sem garagem certo até 2014 no plano diretor de 2014 era proibido fazer prédio sem garagem isso encarecia o prédio o o o preço do apartamento e por outro lado criava um modelo que era o modelo da pessoa sair da garagem da casa dela ir pra garagem Da PUC ou ir pra garagem do escritório ou ir pro
garagem do shopping center que é um outro componente desse mesmo modelo Tá certo não ter portanto aquilo que a gente poderia chamar uma mistura de gente de classe não ter as ruas né esse exemplo dessa dessa rua que a gente é típico Rua desertificada espaços públicos desertificados Então esse era o modelo que foi se desenvolvendo e claro né aí já nos anos 70 80 o carro ainda não era popularizado e aliás até hoje Não é 100% popularizado mas mas já não era mais o carro dos anos 20 30 que era só para aquela elitez inha
aí a classe média né a classe média já tem acesso a automóvel principalmente a partir dos anos 60 que você vai ter a indústria automobilística Nacional então né com crédito etc você começa a ter uma Class classe média que tem acesso ao automóvel E aí então esse automóvel sai na rua e fica nessa loucura que vocês estão vendo aqui né o ônibus misturado com os carros Presos então a população de renda que não tem renda para ter carro fica dentro do ônibus preso para segurar o carro né e né investimentos enormes no viário né abertura
de vias expressas de túneis viadutos né o investimento público vai se dirige né exatamente para né aquilo que eu falei o o viário comandando o o investimento E o planejamento da cidade né E ao mesmo tempo o automóvel trazendo uma série de outros impactos gravíssimos por exemplo aqui a gente vê um cemitério De automóveis que os automóveis são propriedade privada e quando eles ficam na São apreendidos ou começam a quebrar etc etc eles não são não são desfeitos eles ficam lá né Então vocês vem aí áreas bem localizadas né né onde onde você tem carro
que tá contaminando o subsolo que são verdadeiras né verdadeiras ã bombas ambientais né E que fazem parte desse modelo Então esse modelo então quando eu falei aqui um esse modelo é um Modelo insustentável né de desenvolvimento urbano e ambiental e né E aí a gente tem várias ah né várias e ah né elementos disso eh habitação quando foi produzida pelo Estado com algum tipo de subsídio era destinado eh conjuntos habitacionais uniformes né Sem eh identidade em relação à população e nas áreas mais periféricas da cidade mas muito insuficientes né enquanto né nas áreas melhor localizad
a gente vê aqui do lado da estação de treem terreno Vazio né a especulação com terreno vazio né Nós chegamos até nos anos 70 80 nós fos por volta de 30% da área urbanizada das cidades totalmente ociosa e a população crescentemente Vivendo em assentamento precário uma vez que aqueles conjuntos habitacionais embora precários ainda eram insuficientes para dar conta da Necessidade Habitacional né Por conta inclusive da incapacidade de renda para poder adquirir Então as favelas vão crescendo muito Principalmente a partir dos anos 70 80 e a cidade vai se expandindo horizontalmente em direção a áreas que
deveriam estar protegidas né áreas de proteção ambiental e essa expansão horizontal é uma expansão que vai gerar mais necessidade de deslocamento porque você vão morar mais longe precisa se deslocar mais né se desloca por ônibus né sem ter uma estrutura Viária adequada pro ônibus bom isso começa a mudar um pouco né nos anos 80 né Já vi que você Tá com né é eu vou correr aqui gente mas depois a gente volta nas né mas eu vou eu acho que se a gente não entender um pouco o processo ficar falando do plano diretor né Eh
fica uma coisa totalmente abstrata Na verdade o que que o plano diretor de 2002 2014 estão baseados no estatuto da cidade que é uma grande alteração que houve na na no pensamento urbanístico no Brasil né Eh eles vão tentar mudar esse modelo é essa a batalha que nós estamos Fazendo mudar esse modelo para um outro modelo que né né tem 1 dificuldades é isso que eu vou tentar mostrar e os planos diretores fazem parte disso então a Constituição de 88 avança pela primeira vez que cria uma sessão de política Urbana no né na na na
constituição para vocês terem uma ideia São Paulo só vai ter um plano diretor que que é um plano diretor o plano diretor é o é diretrizes pro desenvolvimento da cidade só vai ter nos Anos 70 quando já tinha 7 milhões de habitantes só no município de São Paulo que ela vai ter um um um primeiro plano diretor então nós estamos muito vasados no Brasil em termos de planejamento Urbano e a Lei Nacional só vai ser criada então em 2001 né a Constituição de 88 determina que seja garantido a função social da propriedade que é uma
coisa fundamental Ou seja que a a cidade não pode ser dirigida apenas pela ideia da propriedade privada e e da ideia da Rentabilidade sobre a terra privada Tá certo então se introduz um instrumento que é o instrumento para fazer valer social da propriedade B com muitas dificuldades porque a construição ela faz aquela né aquela média certo ou seja ela faz eh ela eh respeito D propriedade mas disz que tem que ser garantida a função social e aí então começa a se criar uma série de instrumentos para por exemplo combater a retenção de móveis ociosos para
cobrar pelo solo criado ou Seja quem ocupa mais intensamente o solo tem que pagar uma né uma contrapartida pro poder público tá E também tornou obrigatório o processo participativo então ou seja né Não podemos mais fazer o planejamento de cima para baixo nós temos que consultar a população embora isso tenha muita dificuldade então o plano diretor de São Paulo né ele foi feito a partir do estatuto da cidade né em 2002 né e depois eu diria até que é um desdobramento dele 2014 e agora teve Uma revisão que de certa forma destoa das das diret
crises que estavam propostas ali mas nós estamos aí batalhando ainda para que na revisão da Lei de desocupação do solo a gente não perca tudo aquilo que né que né que se tinha e e e se corrijam problemas que eu vou mostrar que também tiveram porque nenhum plano é perfeito gente todo plano precisa ter avaliação e revisão certo só que você tem que fazer avaliação e revisão dentro da mesma perspectiva Certo né que eu vou dar aqui vou dizer quais são as diretrizes para essa né se você vai lá começa assim aí vira para cá
e vira para lá vira para lá certo nós vamos né Vamos retroceder em relação né o plano de 2002 e que é reforçado 201 criou um sistema de planejamento um sistema de planejamento que tá constituição estatuto da cidade o plano diretor E aí se isso aqui não funcionar daqui para baixo do plano diretor né ele não vai ele vai ter dificuldade para Acontecer porque plano diretor é uma estratégia não Adão fazer uma estratégia depois pôr em prática aquela estratégia certo então algumas coisas foram feitas outras não né então que qual era a ideia né do
apartir do planor ter planos regionais das subprefeituras Tá certo ou seja cada Subprefeitura pensar aquele território em função das diretrizes que o plano diretor estabeleceu e junto com ela tem uma lei de uso e ocupação a lei de uso e ocupação não pode ser assim o Interesse imobiliário que manda nela né ela um objetivo regionalizado a partir de uma análise do Vitório porque a lei de desocupação do solo diz o que vai acontecer em cada quarteirão certo da cidade então e depois você tem uma série de outros planos e outras ações importantes planos setoriais como
por exemplo plano de habitação plano de mobilidade os planos ambientais que a que a que a a a Lúcia vai falar na sequência né vários planos de Arborização a gente acabou de ver aqui uma né Essa catástrofe aqui que aconteceu semana passada em São Paulo né Isso é por falta de e pôr em prática um plano de arborização Urbana adequado prática né Hã Não é por falta de T é por f de pôr em prática é de pôr em prática o plano de da Mata Atlântica etc plano de habitação plano de mobilidade são planos setoriais
plano de metas que estabelece a relação entre os objetivos do plano de diretor e os Investimentos certo Se eu invisto por exemplo no no em abr túnel abrir viap por viaduto recapear as ruas ao invés de produzir habitação de interesse social ou de enterrar fiação Tá certo eh então o plano de metas ele ele tinha que tá de acordo com plano diretor certo que é o plano de investimentos que uma gestão faz né as leis específicas que regulamentam os instrumentos do plano diretor e planos urbanísticos né mais localizados por exemplo plano de Urbanização das favelas
planos de bairro né Eh planos de operação Urbana que são planos de intervenção urbana em áreas que precisam ser novadas então né É se a gente não coloca isso aqui em prática certo isso aqui vira leit tá morta Então teve coisas que avançaram mais menos outras foram para trás e aí a gente fica nesse avanço e retrocesso Então qual que é a cidade proposta pelo plano diretor Quais são as diretrizes né bom principal objetivo mudar esse modelo do século XX Tá certo mudar e para mudar tem uma série de aspectos que tem que considerar a
as várias dimensões da cidade certo eu não posso fazer por exemplo que o imobiliário comande né o imobiliário é um é um é uma né Faz parte né dessa desse processo né porque precisa ter alguém que Produza as as casas que as pessoas vão morar né São Paulo tem um crescimento ainda populacional significativo né porque inclusive as famílias estão diminuindo e tá se Criando novas famílias menores que precisam ter onde morar tem gente que tá migrando tem gente que tá morando mal então você tem que ter né uma produção Imobiliária mas eu tenho que equilibrar
com a dimensão ambiental social e cultural certo que são fracas frente ao econômico e o imobiliário certo por quê Porque aqui você usa a cidade com fins de rentabilidade de investimento e aqui é são os usos da cidade né paraa população para garantir a nossa Identidade cultural e para nossa proteger o meio ambiente são economicamente frac então ele tem que ser protegidos então o plano diretor trabalha na proteção do ambiental cultural e social criando zonas especiais para essas e aqui tem uma síntese muito genérica depois eu vou detalhar se eu tiver algum tempo aqui né
né V vou apanhar aqui pela né do por causa da minha extensão Mas ó redução das desigualdad socioterritoriais Incluindo associa acesso a mored de arg universalização do saneamento direito à mobilidade valorizar o espaço público mudar o modelo de mobilidade promover uma transição ecológica da cidade para enfrentar a crise climática governança e integração setorial ou seja as várias áreas dialogarem entre si dentro da prefeitura participação e controle social aqui grandes eixos estruturadores né dessa né para E para isso a tem que enfrentar vários problemas enfrentar Conter a né expansão horizontal da cidad que eu já mostrei
porque a cidade precisa ser né ela precisa ser viável né Não adianta eu ficar andando Du 3 horas na cidade para poder ir trabalhar né Isso significa eh isso significa evitar expansão horizontal tipo criar loteamentos né na zonas eh periféricas da cidade ou na o que a gente poderia chamar hoje na zona rural né o o planor vai recriar a zona rural né manter e valorizar a zona rural eu vou deixar Essa parte para pra J PR PR PR Maria a falar né mas faz parte da Estratégia da cidade certo con ter esse crescimento ter
a produção de alimentos mais perto da cidade eh ocupar Imóveis vazios eu não cresço na periferia e eu cresço para dentro em lugares vazios como esse aqui tá bem localizado tem infraestrutura e tá vazio com o estacionamento mais uma vez o automóvel né um estacionamento ali com sem nenhuma construção podia até ter estacionamento como aqui tem aqui é Estacionamento né você tem estação em cima e tem estament embaixo é discutível é um modelo do automóvel mas pelo menos é um aproveitamento mais adequado do solo eh reverter estagnação porque tem muitas áreas da cidade assim certo
Ou seja eu tenho o prédio E aí eu tenho aqui um né Umas lojinhas com fia de cegas né num lugar onde eu poderia ter habitação além do Comércio ter habitação e poder viver eh bom reverte o esvaziamento porque o Que aconteceu no no em São Paulo eh do do anos 80 aos anos 2000 é que toda essa área azul aqui perdeu população certo perdeu população perdeu né Eh milhões de pessoas né nessas regiões e onde teve crescimento teve crescimento na periferia Então veja como é totalmente disfuncional onde eu tenho infraestrutura eu tenho emprego eu
tenho menos gente morando onde eu tenho precariedade eu tenho mais gente morando em 2000 de 2000 a 2010 isso Começou a Mudar a gente já tem uma situação de maior equilíbrio né dentro da cidade eh isso né É em parte consequência do do que se implantou bom eh finalizar 10 minutos eois a vai abr tá bom eu vou eh bom reduzir as desigualdades sociais que vocês conhecem estão na área social vocês sabem muito bem né das desigualdades sociais eh aproximar o emprego da Habitação porque 80% do Emprego tá aqui no cento expandido Tá certo aliás
70% né on tem só 20% da população o que faz com que todo mundo tenha que se deslocar né para essa área né então aqui a gente vê as oportunidades concentradas daquele roxo e a vulnerabilidade espalhada pela pelo conjunto da cidade né Eh muita as áreas subutilizadas que poderiam ser melhor aproveitadas estão dentro da cidade né enquanto isso eu tenho né Eh né onde eu tenho uma enorme quantidade de favelas De loteamentos precários na periferia da cidade né mudar a lógica de mobilidade significa inverter aquilo que foi feito ao longo do século XX dando prioridade
pro transporte coletivo né e e e e ah né porque veja essa a nossa realidade né eu vou depois mostrar eu tenho aqui no mesmo espaço eu tenho 1,4 1,4 passageiros e aqui eu tenho dezenas de passageiros no ônibus no mesmo espaço da cidade então isso significa né Eh bom adaptar a cidade Para mudanças climáticas né que estão cada vez mais frequentes os eventos extremos né O que significa também repensar os fundos de Vale quando não são Avenidas como eu já mostrei estão ocupados com assentamentos precários são as áreas né deixadas de lado pela cidade
né proteger as áreas eh de né prestadoras de serviços ambientais proteger as áreas verdes arborização peridade do solo né aproximar a produção de alimentos do local de consumo Valorizar a ocupação do espaço público então o plano diretor a partir então que que é o plano diretor a partir de uma leitura da cidade que é eu fiz até agora né o histórico e a cidade que nós tínhamos temos ainda em grande parte e a partir daí eu digo que cidade eu quero tá certo a partir da cidade que eu quero eu vou estabelecer uma estratégia os
instrumentos para sair da cidade que eu quero paraa cidade que eu vou querer isso foi feito através de processos Participativos né vários tipos de processos participativos oficinas audiências públicas né uma presença muito grande né dos movimentos sociais né mobilizados para aprovação do plano de direito eh né culminou inclusive com um acampamento na frente da câmara para forçar O né forçar a câmara aprovar né uma mudança estrutural porque não é fácil mudar essa cultura estabelecida na cidade né então isso foi fundamental a participação do movimento social para Que a gente possa então Ter uma estratégia proposta
paraa mudança da cidade eu vou muito rapidamente porque senão vou apanhar aqui né Eh muito rapidamente falar dessa est não vou ler tudo isso aqui aqui tá mas eu vou mostrar então alguma parte dessas estratégias que tão aqui bom veja para eu a estratégia tá baseada basicamente em duas grandes blocos de estratégia uma delas é usar instrumentos urbanísticos certo o que que é instrumento Urbanístico é instrumentos que que regulam a ação do setor privado tá então é o zonamento é o combate a terreno Ocioso Tá certo isso é uma parte né né reg relação urbanística
que eu tô falando é assim que que eu posso construir Quanto eu posso construir que altura tem que ter os prédios quanta área construída etc vou resumir assim rapidamente para falar isso tá e a outra frente né são programas públicos projetos e obras tá certo por quê porque Na verdade eu não vou conseguir mudar a cidade só com regulação eu preciso ter né intervenções faz produzir habitação urbanizar favela fazer corredor de ônibus tá certo implantar parques são ações feitas com orçamento se eu não conseguir fazer isso aqui eu não vou alcançar meus objetivos Então você
percebem que né Nós precisamos dessas várias então do ponto de vista da regulação o que que se propôs se propôs fazer um adensamento junto ao transporte Coletivo de massa tá certo Ou seja eu adeno perto do transporte coletivo né com uma série de né uma área relativamente pequena né do entorno de deles isso na revisão agora eles querem ampliar muito porque o mercado imobiliário quer fazer isso de maneira generalizada A ideia é era uma coisa restrita e que tivesse sujeita a uma série de ã uma série de limitações então apartamentos que não eram muito grandes
pouca garagem calçadas mais largas Fachada ativa que é o comércio de rua fruição no terro queer poder atravessar os prédios né pelo terrio aumentar a permeabilidade e ter mais estímulo paraa produção de habitação interesse social né Eh né a gente vê que alguma coisa aconteceu nesse sentido eu tá mostrei aqui o conjo Nacional o conjuno Nacional é um pouco um exemplo disso né que você tem calçadas largas tem né Galerias no térreo tem diversidade de uso Então as pessoas podem né Essa é uma questão ter Diversidade de usos no próprio Edifício ou no entorno paraas
pessoas poderem ter Comércio e Serviço perto delas não precisar usar o carro então tudo isso aqui tá baseado em usar pouco carro e reverter a cidade para as pessoas então né fachada ativa essa relação entre a Rua e os edifícios o alargamento das Calçadas eh para poder ter então mais espaço público né fruição no térreo né então isso aqui são projetos já feitos dentro da lógica do plano diretor que Permite então uma cidade mais viva uma cidade aonde o público e privado se estabelece eu não vou entrar aqui nos números depois a gente pode discutir
o que que aconteceu nesse período tá tem uma série de dados aqui eu vou deixar para pro debate né para mostrar isso né porque não vai ficar vai demorar muito bom Outra coisa importante que o planor estabeleceu uma série de instrumentos de reforma Urbana certo né como por exemplo ocupação de vazios ociosos sendo Notificados e cobrança da autorga onerosa Tá certo que é que é o fundurb para poder aplicar o dinheiro dos prédios que são construídos na cidade para poder reduzir as desigualdades produzir habitação doir corredor de ônibus né coisas que dependem da execução da
prefeitura né o que nós tivemos aí foi que a prefeitura não fez o que tinha que fazer né no caso do recurso do fundurb e depois quis mudar a lei para desviar sua finalidade então Aqui essa situação terreno vazio no meio da cidade né E então a prefeitura o que que o que que foi feito a partir desse instrumento notificou né Por volta de até 2017 é quase 1.00 Imóveis ociosos foram notificados e foi dado um prazo para eles isso tá na lei um prazo para serem ocupados né são todos esses aqui que vocês estão
vendo aqui todos esses todos esses Imóveis Aqui foram notificados para serem ocupados E aí então né eles Não sendo ocupados eles vão sendo pagando imposto progressivo Ou seja a cada ano paga um IPTU mais caro para forçar dar uso pros Imóveis ociosos né bom Aqui tem um pouco pouco os gráficos sobre isso eu vou deter essa parte aqui eu vou pular Tá certo que vou deixar para PR pra Lúcia falar né vou falar aqui um pouco de habitação então um instrumento para proteger a habitação são as eis né dois basicamente dois tipos asis que são
para urbanização e Regularização de assentamentos precários são as favelas de lojamento irregulares que precisam passar por obras de urbanização e esse aqui são as áreas que foram destinadas paraa produção de habitação de interesse social Agora não adianta eu reservar o terreno para habitação de interesse social né com 60% para gs1 que é para né até três salários mínimos se depois a Prefeitura não não compra as áreas e não faz habitação então não adianta eu ter no plano Diretor e Pior né o que eu vou mostrar para vocês na sequência né que eh bom eu vou
passar isso aqui né mas eh que muitas vezes o setor privado aprova como habitação de interesse social com os estímulos de habitação de interesse social mas não destina para aquela população que precisa certo então a estratégia fica furada então aqui vocês vem uma um exemplo de urbanização de assentamento precário né onde então se retira as famílias da beira do Córrego Se se cria conjuntos habitacionais para abrigar essa população se cria áreas verdes Então esse é um exemplo E aqui as outras áreas que são áreas que são de zeis para serem ocupadas com habitação interesse social
gevas na periferia prédios do centro esse aqui é o 9 de Julho né prédios do centro terrenos vazios do centro que viram habitação de interesse social né e aqui a gente vê então o que vai acontecer nesse período de 2013 para frente o vermelhinho são Empreendimentos de habitação de interesse social e o verde né é o de mercado né como vocês podem ver né Tem uma teve uma produção muito importante muito significativa em termos quantitativos nós podemos depois voltar para isso né e né a gente tem Empreendimentos de habitação de interesse social em áreas bem
localizadas só que muitas vezes esses Empreendimentos não tá sendo destinados para quem precisa e aqui eu tenho uma Série de dados aqui só pra gente ver os números realmente se produziu muita habitação de interesse social mas né Eh ela é área pequena mas ela tá sendo ocupada indevidamente eu vou passar aqui a área dos apartamentos eh é o próximo slide a área dos apartamentos diminuiu Tá certo Ou seja quando diminui significa que tá indo para uma faixa de renda menos elitista né e o mercado o que que ele quer ele quer jogar para partes mais
altas queer atuar na parte Mais elevada então o plano diretor Forçou a produção de de habitação né de custos mais baixos aí vamos falar assim ah mas tá muito caro Bom depende da região Tá muito caro mas aqui no centro de São Paulo é possível comprar um apartamento que é pequeno por r$ 2000 com financiamento que você tem uma prestação de R 120 r$ 200 que é o preço que se paga de um aluguel de um cômodo de curtiço né então depois nós podemos discutir um pouco Mais isso né bom cota de soliedade não vou
me estender aqui para explicar o que eu quero falar aqui só mostrar né houve né uma certa uma certa compactação da cidad né entre antes do plano diretor e depois do plano diretor né quer dizer você tem mais produção em mais próxima do centro portanto a ideia de você que aqui também se vê claramente isso ou seja a cidade as pessoas estão morando relativamente mais perto da cidade não quer dizer que não tem gente morando em Franco da Rocha né ou em it tapevi certo tem muita gente morando longe mas no total isso a tem
à Tem que olhar o todo né a gente olha muito particularidades a gente perde a dimensão do todo né na mobilidade essa ideia que a ideia fundamental né que é priorizar o transporte coletivo a mobilidade ativa né se a gente vê a diferença do uso nós estamos na verdade democratizando o uso da rua né Na hora que a gente prioriza o transporte coletivo aí tem uma série de Estratégias para isso entre as quais a faixa exclusiva quer dizer esse exemplo é claríssimo né como a faixa exclusiva ela prioriza o transporte coletivo enquanto os caras estão
aqui presos no trânsito né ao contrário daquele primeiro né slide que eu mostrei lá com o ônibus preso dentro né dos carros e uma redução enorme do número de unidades habitacionais produzidas sem vaga 58% das unidades produzidas em São Paulo não tem vaga de garagem O que significa uma Um um início de inversão desse problema aqui até praticamente até 2013 não tinha unidade sem vaga tá então uma mudança significativa né nesse processo né as ciclovias na cidade aqui vocês vem o enorme crescimento que teve de 2014 quando foi aprovado o plano diretor para frente a
quantidade de ciclovias na cidade eh aumentou enormemente Infelizmente aqui meio que parou a partir de 2016 certo né então eh eh o número de bicicleta de de de viagem de Bicicletas aumentou muito também ainda em muito baixo mas aumentou quase todas as regiões da cidade com exceção aqui da su do que é lá no fundão da su e na Norte um né todas as outras regiões Teve um aumento do uso das do número de viagem por bicicleta e ocupar as cidades as cidad as ruas o espaço público as cidad sendo ocupada para as pessoas então
ampliação né do tempo de abertura do minhocão para as pessoas né Eh a criação de par Lets ruas abertas né que Foi né um desdobramento do plano diretor inclusive foi uma lei minha ou seja uma vaga de automóvel vira uma área para as pessoas a Paulista aberta e o programa cidades abertas né ruas abertas né destinando as ruas paraas pessoas e isso reflete também toda uma relação entre a cidade e a cultura o uso da da cidade paraa Cultura a proteção de imóveis de interesse cultural né Por Exemplo né não foi criado então um instrumento
que é o zepec apc né que é uma zepec voltada Para proteger espaços de interesse da cidade aqui a gente vê algumas coisas que estão em andamento hoje além do Belas Artes que foi reaberto a proteção do citau que tá sendo discutida Vai Ser aprovada do odo Borogodó né do Estádio do Santa Marina que são alguns projetos em andamento de proteção de lugares importantes pra cidade né E a questão do território de interesse da cultura e da paisagem que eu vou deixar para discutir na né na mais paraa frente né então Gente eh eu vou
encerrar por aqui eh só quero passar esse último slide né então alguns objetivos estão sendo alcançados né redução das áreas das unidades redução do número de garagens compactação da Mancha Urbana produção de habitação de interesse social relativamente bem localizada outros não foram cumpridos por desrespeito a ao a ao plano diretor e fala na legislação comentar principalmente a lei de uso ocupação do Solo e o código de obras que fizeram com que né aquelas regras que falavam em apartamentos menores que tinha uma certa restrição ao tamanho da né das Varandas por exemplo Foram desvirtuadas pela legislação
complementar e não implementação de programas previstos por exemplo habitação né de baixa renda Porque o mercado produz habitação de três para cima de três salário mínimo para cima quatro salário mínimo para cima certo abaixo de três tem que ter Uma intervenção da Prefeitura e do Estado transporte coletivo também não se levou adiante todas as propostas de ampliação dos corredores de ônibus né parou se a notificação de móveis ociosos quando mudou o governo em suma né Tem uma série de problemas de implementação do plano diretor Então é isso gente Obrigado né desculpe aí o [Aplausos] tempo
Ok navil eh a gente sabe que você correu para caramba para para dar uma Ideia de porque a cidade de São Paulo hoje está se tornando né veio se tornando um um conglomerado de de pessoas de de habitações que são que não são não estão eh voltadas à população em especial a população de baixa renda mas que isso isso cresceu era um pouco a partir do planejamento que se fez desde 2002 e em 2014 nós temos aqui uma série de eu sei de de de questões a serem levantadas Mas nós vamos escutar primeiro a a
Maria Lúcia belenzani e que vai tocar na Mais especificamente na dimensão eh ambiental né de como que isso não era pensado absolutamente nos planos diretores como começou a ser pensado eu quero até chamar atenção aqui que nós estamos falando do plano diretor mas que a gente está falando de ocupação do solo de acesso a serviços né Nós estamos falando assim de locais para para de moradias formas de mobilidade e nós estamos falando da população como um todo e a População como um todo nós nós sabemos que nós temos uma um um uma uma enorme né
uma população de baixa renda uma população vulnerabiliza que tem grandes dificuldades exatamente aquilo as formas como essas essa cidade né Teoricamente foi pensada então nós estamos falando disso né então vamos agora Maria Lúcia Maria Lúcia belenzani como participou né do do plano diretor de 2014 não é Isso sim Oi bom dia todos e todas eu eu participei do trabalhei né fui assessora do do Nabi que era Vereador na Câmara e e cuidava da parte Ambiental do plano diretor e mas antes disso eu sou servidora pública aposentada e eu trabalhei também em 2002 mas só que
daí não na Câmara daí no governo né fazendo que nabil falou brevemente dos planos regionais numa área bem e do Extremo Sul da cidade eu só vou esperar lá colocar minha Apresentação enquanto isso acho que a gente pode eh fazer alguns comentários eh primeira coisa que eu acho que Embasa um pouco o que eu vou dizer eh nabil colocou muito bem eu vou falar da da das características ambientais da cidade antes de falar um pouquinho do de como que o plano diretor lida com essas características mas eh quando ele coloca toda a questão eh da
da carência de habitação popular do Espalhamento né do dos dos loteamentos irregulares e favelas e habitações precárias estarem concentradas nas periferias e também eh essas periferias do ponto de vista ambiental também são as áreas mais frágeis nelas que estão os remanescentes de Mata Atlântica então Eh acredito que talvez vocês já tenham eh visto ou acompanhado AD eh alguns embates que acontecem eh entre não habitação zona especial de interesse social ou zona de proteção E aí um Embate como se a habitação fosse a grande vilã né Eh que acaba por por por por destruir nossos remanescentes
de Mata Atlântica então um esforço do plano diretor é destruir essa dicotomia que na verdade é falsa né O que eh Empurra a cidade para cada vez mais longe é aquele planejamento que vinha sendo como você mostrou no começo que concentra eh e alguns usos no centro e espalha o restante e é isso São Paulo vem sendo eh Construída dessa forma Acho que desde tempos memoriais eh e no só no plano diretor de 2002 que houve O macrozoneamento que eu vou mostrar e que eh já e orienta para essa compactação da cidade para acabar com
esse processo de expansão essa imagem né que talvez seja familiar a a vocês essa é uma imagem da região metropolitana de São Paulo e o que chama atenção pra gente o que tá roxo é o que é urbano e o que tá em Verde são as áreas ou de Floresta ou em parte de agricultura então a gente vê que a nossa região metropolitana ela tá cercada eh do que a gente chama de Cinturão Verde da reserva da biosfera do da cidade de São Paulo e a proteção dessas áreas é absolutamente fundamental paraa sobrevivência da cidade
sobretudo né nos nossos tempos a gente sempre falou isso mas agora nós temos visto isso eh sentido na pele né as mudanças climáticas não são o futuro elas são o Agora então Eh aqui nosso município de São Paulo a desigualdade social e ambiental ela anda junta né então aqui nesse mapa a gente vê eh os domicílios com renda familiar acima de 20 salários mínimos então onde eles estão nesse eixo Sudoeste que o nabil falou que é onde estamos né e e aqui os domicílios com renda familiar de até TR salários mínimos então é o contrário
né Aonde estão as pessoas eh que T menor renda eh Estão nas periferias e Aonde estão os remanescentes de Mata Atlântica nas periferias então aver uma correspondência Entre esses mapas então o desafio é reduzir a desigualdade social eh e respeitando as características ambientais pode passar por favor eh então no plano diretor de 2014 a dimensão ambiental ela tem um papel fundamental na estruturação do território isso não nasceu em 2014 já o Plano diretor de 2012 2 ele já trazia um macrozoneamento que eu vou mostrar eh mas aqui ele é um tema transversal a todos os
sistemas a gente tem um capítulo especial no plano diretor sobre eh o meio ambiente mas eh não é não é só lá eh que estão existe uma transversalidade assim a própria ideia da cidade compacta do macto zoneamento ela é eh embasada eh na questão ambiental e o que muda aqui eh em 2014 que é uma mudança mega importante é a Criação da zona rural de uma área da Cidade Eh que que é uma área bem grande vocês vão ver e que se volta eh sim eh e tá destinada a se manter como rural ou seja
ali não podem haver loteamentos urbanos não é que não pode ter loteamento pode mas entendeu de sítio grande e com o objetivo de conservar e aumentar as áreas de produção de alimentos e de conservar as águas né E a cobertura Florestal que mantém as águas Então isso É bem novo né Eh uma cidade do tamanho de São Paulo criar a zona rural e talvez isso seja do ponto de vista ambiental o que mais deu certo eh nesse plano diretor E cria novos parques e aí existem alguns instrumentos aí para eh concretizar né para fazer com
que esse Parque sejam realidade e eles não em parte foram só apenas em parte eh implementados pode passar então Eh antes da gente falar de como é o Macrozoneamento a gente olhar um pouco para São Paulo né Essa é nossa cidade isso aqui esse mapa que chama carta geotécnica né então é um mapa que mostra a geomorfologia né geologia a terra morfologia a forma mas isso aqui basicamente traduzido para português claro né Ele fala aí que tipo de rocha que tem embaixo da cidade né do município e que que implicações isso tem preocupação então onde
é frágil onde não Deve ser ocupado não deveria ser ocupado e esse outro pequenininho aqui é declividade então quer dizer quanto mais vermelho mais acidentado então a gente vê aqui a Cantareira né que é onde a gente tem mais declividade Cantareira Pico do Jaraguá Então aqui estão as várzeas esse amarelinho Claro né E essas ves também são super frágeis né Inclusive a gente tá vendo cada vez mais inundação Então vamos Dizer que se a cidade fosse desenhada em cima do Papel em Branco essas áreas não deveriam ser ocupadas mas o fato é que elas foram
né E aí a gente mas isso não muda né Por mais que a gente Impact o o meio ambiente a gente não conseguiu mudar a geologia né isso segue sendo assim né isso cá embaixo da cidade pode passar por favor aí outra questão importantíssima é a água né Então olha o que a gente tem né de rios e Córregos e aqui a gente tem duas represas as Guarapiranga e a Billings que abastecem um quarto do território da região metropolitana não é de São Paulo Então essas áreas aqui em azul elas são consideradas áreas de proteção
a Mananciais pelo Estado e aqui existem restrições de uso ocupação de solo e que devem ser respeitadas e aqui eu tenho a vegetação pode passar né eu recortei daquele mapão que eu mostrei no começo então a gente vê então se a gente colocar esses três mapas um Em cima do outro a gente vê um padrão né e é esse padrão que gera o macrozoneamento que divide a cidade em duas macrozonas pode passar tá eh a macrozona de proteção e recuperação ambiental e a macrozona deção de expansão Urbana Então o que tá tudo aqui é essa
macrozona de proteção e recuperação ambiental então aqui quando a gente vai fazer o zoneamento que é o que vem Depois do plano diretor o plano diretor ele vai numa escala da cidade inteira e é o zoneamento que desce em detalhe e é o zoneamento agora que tá sendo revisto E aí esse zoneamento ele tem que respeitar as condicionantes macro né este macrozoneamento que tem aí dentro dele quatro macroáreas Isso é para vocês entenderem eh que as condiciones ambientais elas permanecem né na cidade a gente não é porque nós estamos na M cidade na América Latina
Que nós não temos essas restrições e que devem sim ser respeitar e precisam ser respeitadas eu digo restrição no sentido da ocupação né E aí a criação da zona rural ela vem na ideia de que é essa área aqui de fortalecer e as capacidades de produção de alimentos de produção de água de turismo de agenciamento eh dessa área olhando para ela então quer dizer em vez de eu pensar numa restrição penso numa oportunidade pode passar tá E então aí Esse macrozoneamento tá vendo todo aquele pedaço mais frágil esse aqui mas ele se divide em macroáreas
que são pedaços menores aqui nas macroáreas aqui o macrozoneamento é o meio físico como que é água é meio físico e biológico como que é geologia hidrologia vegetação aqui é isso aqui em cima do que temos né então eu tenho macroáreas essas mais vermelhas que são as macroáreas que estão dentro da macrozona de estruturação e as macroáreas que estão Na macro na macrozona de proteção e recuperação uma Du 3 4 né de proteção eh de Uso Sustentável e contenção da ocupação esse verdinho aqui é a zona rural né aqui é de qualificação da ocupação e
aqui esses amarelos de redução da vulnerabilidade e qualificação ambiental Então essas são as áreas mais delicadas do ponto de vista Social e Ambiental aonde ess embate que eu coloquei no começo mas se dá né então como se essas Eh essas áreas precisam ser requalificadas essas áreas concentram a maioria dos dos lamentos precários mas essa requalificação ela tem que ser feita dentro de parâmetros ambientais mais delicados digamos assim do que nessas áreas pode passar por favor então dessas quatro macrozonas macroáreas desculpa essas duas aqui são rurais passa por favor então aqui é o o o mapão
da zona rural essa daqui na zona sul aqui é muita agricultura aqui é Manancial aqui é Mata Atlântica é terra indígena e e e aqui em cima é a c areira o Parque do Jaraguá porque aí são parques né são áreas unidades de conservação que são do estado não são nem do município quão aqui é marcilac e duas subprefeituras três duas subprefeituras Parelheiros e Capela do Socorro aí os distritos de marcilac de Parelheiros e de Grajaú inteiros não né as áreas que já estão ocupadas seja ocupação regular Ou irregular elas foram recortadas e elas estão
fora da zona rural então elas estão naquela macroárea lá de qualificação porque em geral São precários então é esse o desenho Parelheiros aqui marcila é quase todo e assim marcá vocês olhar aquele mapa lá de vegetação né aqui a maior cobertura de vegetal de Mata Atlântica eh do município e aí eh essa isso vem para reforçar eh também eh duas coisas né coibir a expansão Urbana reforçar Essa ideia de contenção da expansão Urbana e valorizar essas áreas pelo que elas são né não pelo não Ah aqui não pode né Não aqui pode aqui pode plantar
que pode viver que pode ter ecoturismo aqui eh existe um instrumento que eu vou mostrar que é o pagamento por serviços ambientais então eu vejo na minha avaliação eh que no macro assim do essa política foi uma política que vem dado certo Acho que foi um grande acerto eh termos criado a zona rural e termos Servido de exemplo para outras cidades também pode passar e Oi Tá bom então bom então vamos pular isso aqui porque vocês sabem que a sustentabilidade ela é eh social Econômica ambiental e que socio ambiental se escreve junto não preciso falar
né aí o capítulo que eu falei lá o plano diretor ele tem uma transversalidade da questão ambiental mas tem um capítulo específico né Aí é nesse capítulo que a gente tem o sistema De áreas protegidas áreas verdes e espaços Livres né e a gente também tem várias eh vários outros instrumentos mas aqui falando desse sistema é interessante que ele protege essas áreas verdes E inclui áreas públicas e particulares não são só os parques que os parques são públicos né não são só os parques que são áreas verdes protegidas então Eh em espaços Liv privada áreas
de preservação permanente O que é que são são as áreas marginais aos rios e Córregos as unidades de conservação de Uso Sustentável que são as áreas de Proteção Ambiental tem duas no extremo sul nessa zona rural capiv mones o bolé colônia e tem uma Estadual duas estaduais também do Carmo e da váza do Tetê né os cemitérios os clubes e as terras indígenas isso é importante porque quando o plano diretor foi feito as duas terras indígenas que nós temos que pega o município que é o Jaraguá e e o e a tern pooran que é
Parelheiros né Tern depor enorme vai até o litoral praticamente é e eh e elas não estavam eh elas são declaradas esse o estatos dela né governo federal declarou como Terra indígena não demarcou ainda declarou porque a demarcação mesmo é quando tira as pessoas de dentro tem todo um um processo que não cabe eu dizer aqui mas assim o mais important durante a declaração Porque a partir daí reconheceu exatamente E aí isso não estava pronto não não era quando era no Plano diretor Foi uma foi em 2015 outra foi em 2016 o plano e é isso
e o os dois plan o o plano deor 2014 então houve uma reivindicação da população indígena para que essas áreas fossem colocadas no plano diretor e elas fossem considerada zona especial de Proteção Ambiental isso foi feito isso foi sucesso isso foi também importante eh até políticamente né Eh o município de São Paulo o município não tem competência para Demarcar Terra indígena mas ele porque quem faz isso é o governo federal Mas ele já reconhece que aquele território é indígena antes que o governo federal faça né pode passar eh aqui eh a gente tem então falei
de várias áreas tanto pública quant privada e com graus diferentes de S né preservação que é não uso né que é parque parque natural eh como Parque da Cantareira por exemplo conservação que são as áreas de Proteção Ambiental os parques urbanos e Recuperação áreas públicas e privadas né Eh no plano diretor eh de 2014 106 parques existentes e 164 propostos né Eh agora na revisão a gente teve uma pequena alteração nesse número eh Porque alguns outros os parques eh foram foram incluidos como propostos e mas assim eu não vou mostrar eh a revisão em detalhe
primeiro porque eu não tenho tempo e segundo porque a parte ambiental não foi revista Então o que foi revisto na parte ambiental foi Só a proposição de novos parques a partir de reivindicações da população agora no zoneamento a gente tem que ver se esses parques vão ser zona especial de Proteção Ambiental porque essa é uma Diretriz né então Eh como quando foi revisto é uma revisão parcial então esses instrumentos ambientais eles não foram revistos eh e nós temos quatro planos eh isso também foi uma inovação que a gente colocou dentro do plano diretor que precisa
ter Um plano Municipal de áreas protegidas e áreas verdes um plano Municipal de áreas prestadoras de serviços ambientais um plano Municipal da Mata Atlante com um plano Municipal de arborização Urbana e um plano Municipal de Desenvolvimento Rural sustentável que é paraa zona Rural e esses planos eles foram construídos né Demorou mas foi então o primeiro deles foi o plano Municipal da Mata Atlântica eh esse eu participei e a gente gostaria que ele fosse um decreto né E que ele Fosse ligado ao zoneamento por exemplo o que tá colocado no plano da Mata Atlântica como remanescente
Mata Atlântica não pode mudar o zoneamento o dizepam para outra coisa a gente não conseguiu colocar isso concretizado dessa forma então o plano na Mata Atlântica eu digo porque isso é bem importante el mas ele é um instrumento de reivindicação então alguns parques que foram propostos eles foram justificados sobre eh o plano Municipal Da Mata Atlântica de prestadores serviços ambientais Eh aí eh serviços ambientais basicamente é aquilo que a natureza nos oferece né E que a gente precisa para viver e é uma visão digamos bastante capitalista né que a matureza só tem váo Lor se
ela tiver dinheiro se ela vem virar dinheiro mas a gente vive numa sociedade capitalista e sim é importante que a gente remunere quem protege né porque essa pessoa tá protegendo desde sempre então Eh isso Aqui se volta à macrozona de Proteção Ambiental e tem um edital Demorou bastante para sair mas saiu e tem um edital vigente Então até o momento foram 14 propriedades contempladas e é tudo na lá em em Parelheiros e marcilac e tá começando Então elas foram com em Plaza agora você tem que fazer um projeto não tem monitoramento Ainda É bem recente
o plano Municipal de áreas protegidas áreas Veres e prç lío que chama sanavel né com esse nome foi também publicado E Aí ele tem alguma categorização de parques ele é é um instrumento de diretriz também tá o plano Municipal de mização Urbana também que nem o nabil falou né mas não é porque a gente não tem plano é porque a gente não tem capacidade operacional para colocar o plano que ficou esse caos né e o desenvolvimento Rural sustentável que eu participei porque eu sou conselheira e aqui a gente tem a gente mudou a chamar agroecologia
Desenvolvimento Rural sustentável porque ele não olha só pra zona rural ele olha também pra agricultura Urbana vamos passar eh então aqui é o mapa do nosso SAP Vel né Eh que tá no plano diretor e então ele entende que as áreas verdes sejam públicas ou particulares elas são elemento estruturador da cidade ele vai incluir também já falei as unidades de conservação estaduais e as terras indígenas isso é importante Os parques propostos são determinados mesmo que ele Não tá criado ele já é o plano diretor já fala que ele tem que zona especial de Proteção Ambiental
isso é importantíssimo porque numa zona especial de Proteção Ambiental você só pode usar 10% do terreno o proprietário então isso já congela vamos dizer assim o uso dessa área e também reduz o valor n do mercado que que acontece pra prefeitura fazer um par que que ela tem que fazer ela tem que desapropriar a área e para desapropriar a área ela tem Que fazer o quê pagar né E quem paga nós né E então Esse instrumento do Fundo Municipal de parques ele foi um instrumento também inovador que viria nesse sentido de arrecadar dinheiro privado para
custear desapropriação de áreas para parques isso não foi concretizado esse fundo não existe que é zepan então a zepan chama zona especial de proteção desculpa gente Às vezes a gente fala no jargão e peço desculpas zona especial de Proteção Ambiental é isso que ela chama então é uma zona que já é considerada de Proteção Ambiental Independente se ela é Parque se ela não é Parque de quem é o dono né Eh e ela só ela tem alguns parâmetros né de de uso que são super restritivos então por exemplo ela só pode ser utilizada 10% do
terreno né a ideia dela é proteger a cobertura vegetal ou proteger áreas relativamente frágeis então todos os parques que são propostos 164 parques vira a ser né Então eles são zepan já no plano diretor zoneamento não muda isso né ou não deveria mudar eh fazendo aqui uma historinha eh no quando no zoneamento anterior que foi em 2016 eh houve mudança na câmara no último dia de oito zã eh uma delas na terra indígena Jaraguá E aí houve uma ridica de de movimentos ambientalistas que foram até o prefeito e entregaram uma justificativa na época a gente
não tinha plano da Mata Atlântica ainda pronto uma Justificativa para ele que ele vetasse a exclusão dessas seis rãs ele excluiu eh ele vetou seis e e oito eh duas perdeu né as duas são no Butantã mas uma delas virou o parque de novo no parque proposto que é a mata Esmeralda né por conta de reivindicação de de de das pessoas da região né Isso é bem importante isso aqui já estava no plano de 2002 e foi rebatido e qualificado mais ainda nas eh no programa de recuperação de fundo de Vales que vai Cuidar do
quê das áreas de preservação permanente que são essas áreas no entorno de rios e Córregos né que no contexto que a gente tá vivendo de novo regime climático isso aqui é fundamental a gente não pode perder 1 centímetro de área de preservação permanente então A ideia é recuperação dessa rede hídrica eh integração de áreas de recuperação ambiental saneamento não quer dizer fazer eh que não é o município que faz mas ele organiza para que seja feito que É o saneamento ali daquela daquela região do Entorno daquele esgoto que corre para esse rio adequação Viária eh
o o Paisagismo dessas áreas Para que sejam implantados parques lineares que são parques que estão na beira dos dos rios e coros para que essas áreas sejam áreas de fluição isso também tem além da função ambiental super séria Tem uma função cultural porque nós fomos acostumados a enterrar nossos rios e Córregos a gente não olha para eles né Como se não existissem e eles existem é existem tem gente que mapeia que faz caminhadas pra gente escutar isso exatamente vamos passar rápido que eu tenho pouco tempo é isso é uma área de preservação permanente tá só
o desenhinho isso aqui é lei federal né e o município rebate nas áreas urbanas Existem algumas mudanças vamos rapidamente e esses instrumentos todos que estão previstos né Eh estudo impacto ambiental Isso já é Vem da lei federal mas o município ele diz aqui o que que precisa que são instrumentos para o licenciamento ambiental desprendimentos que T Impacto estudo e relatório de Vizinhança eh termo de compromisso ambiental esses dois aqui são importantes que que é o termo de compromisso ambiental é quando existe um empreendimento Esse empreendimento tem impacto ambiental por exemplo cortar árvore é preciso cortar
árvore para construir então Eh se aprova E se licencia e se faz um termo de compromisso ambiental que é uma compensação sobre a árvores que foram cortadas então outras árvores queam ser plantadas Parque que vai ser cuidado tudo isso tá a Secretaria do Verde e no meio ambiente já que arbitra E aí quando não faz errado aí é termo de compromisso de ajustamento ambiental isso aqui é quando é faz errado tomou multa porque não licenciou daí é um compromisso de ajustamento significa aqui eu licenciei Direitinho aqui não né e aqui eu tomei uma multa ou
um embargo E aí tenho que estabelecer uma um um ajustamento de Conduta pagamento por serviços ambientais Eu já falei transferência do potencial construtivo é basicamente eh pode passar rapidamente pode passar eh aqui eu já falei também Esse instrumento que tá tendo edital é Aplicável nas zonas especiais de Proteção Ambiental dentro da macrozona de Proteção Ambiental quer dizer não é paraas áreas centrais da cidade as áreas periféricas essas áreas mais frágeis ele prevê recursos do fundo Municipal do meio ambiente isso é legal o plano diretor já carimba que 10% do do dos recursos do Fema tem
que ser usados para isso agora o fundo especial do meio ambiente tem dinheiro eh também por conta das concessões dos parques porque O dinheiro das concessões do Parque não vai pro fundo de Meio Ambiente mas a prefeitura deixa de gastar né então agora o fundo tá mais gordo né então porque deixou de gastar exatamente E aí então tá acontecendo esse edital né gente são pequenas vitórias mas é preciso que a gente reconheça que o esforço da Água Mole edrad dura né vai conseguindo alguma coisa tá eh transferência de potencial construtivo que possibilita eh ao Proprietário
de imóvel na zona especial de Proteção Ambiental eh que ele possa transferir o potencial construtivo então é uma conta lá né aqu ele poderia construir se não fosse só que ele não pode porque é zepan então ele pode vender esse potencial no mercado Isso possibilita trocas isso é instrumento Fantástico para conseguir fazer os parques e proteger as áreas na nessas áreas mais centrais na macrozona eh de estruturação urbana só que ele foi muito Muito pouco implantado aí eu queria perguntar pro Nabi o Nabi Parque Augusto foi foi transferência de potencial construtivo tá então exemplo que
foi possível mas acho que foi só esse Parque Por enquanto né que foi transferência de potencial construtivo sendo estudados então é um mecanismo que é É um mecanismo de mercado gente é um mecanismo de troca né E que eu acho que ele tem um imenso potencial Né mas ele foi pouco estudado tá tá bom então aqui é um exemplo por exemplo né Essa área aqui não existe mais tá Esso é Royal na Marginal Pinheiros é é e aqui é o Parque da Fonte que é no Butantã Esse é um dos parques que foi criado né
Ele tá em implantação é e não foi com com transferência de potencial construtivo foi com dívida do IPTU que o cara tinha uma dívida enorme né pode passar aí na macrozona de Proteção Ambiental é o Pagamento por serviços ambientais is aqui só por cima que aqui é a vara do Rio bu Guaçu que é o principal formador do Guarapiranga que é cuja água eh abastece 4% não é 25% da região agora pirang bem juntas então aqui eu acho a gente não bebe água do Guarapiranga Mas um pouco mais a su a gente bebe Isso aqui
é uma vár importantíssima isso aqui segura a represa Guarapiranga e são áreas particulares não são públicas tá aí temos o zoneamento né Eh Então não vou falar do zoneamento tá eh tem um mecanismo que chama cota ambiental para quem quiser saber que é para incentivar as construções mais sustentáveis então ele vai lidar com drenagem com proteção ou seja manutenção de área verde manutenção de área permeável e uma série de outros parâmetros Mas isso é do zoneamento e o zoneamento tá sendo revisto agora então não sabemos até que ponto is vai ser mantido igual tá né
Eh são 24 perímetros de acordo com vários com parâmetros né que vão dizer da qualidade ambiental dessas áreas pode passar não vou falar disso né então a gente tem a revisão do plano diretor que foi feita então eu já falei ela tinha um escopo limitado e foi um processo bastante tumultuado no meu entender ficou devendo muito em termos de participação e qualificação e nós perdemos algumas oportunidades de Alguns instrumentos que nem eu falei é uma revisão parcial ela tinha um escopo Então os instrumentos ambientais não foram revistas a zona rural não foi revista mas a
parte dos eixos que o nabil falou ela foi revista e aqui o que que foi feito foi feito ampliado esses eixos A gente não sabe como isso vai ser no zoneamento mas eu digo que se perder uma grandíssima oportunidade porque os eixos eles fazem to por mais controversos polêmicos as pessoas não Gostam de ter prédio onde antes não tinha né mas ele faz todo sentido do ponto de vista da cidade compacta se mantidos aqueles parâmetros iniciais de apartamentos menores voltados a uma renda menor sem garagem ou com uma única garagem mas tem outra coisa que
foi discutida aqui na elaboração do plano diretor que era que os eixos deviam ser diferentes de acordo com as regiões da cidade porque tem lugar que é eixo e que É área alta e tem lugar que é eixo e que é Várzea pré fundo de Vale como que a gente pode permitir que sejam cavados CCO seis andares para baixo nas áreas de Vá então não pode ser igual teria que ser diferente que olhando lá para aquele primeiro slide que eu mostrei que é da carta geotécnica que os eixos fossem considerados diferentes de acordo com a
capacidade do suporte do solo e com outras coisas também paisagem você vai fazer lá uma parede que vai deixar já Você não vai mais ver o Pico do Jaraguá por exemplo né Eu penso que isso né porém nós perdemos essa oportunidade isso não foi feito na revisão do plano de retor então podia ter qualificado acho que podia ter qualificado uma série de coisas não foi qualificado nada só foi mudado então foi bem ruim eu participei era conselheira E Agora Nós temos revisão do plano de do da lei de uso ocupação de solo e é aqui
que mexe no detalhe Então essa revisão aqui Mobiliza mais os ânimos das pessoas porque daí tem a ver com o meu quarteirão a minha casa o meu terreno que eu quero construir prédio né então aqui o debate está acontecendo foi publicado um mapa novo eu não vi ainda foi publicado ontem eh mas enfim eh não dá pra gente entrar mais em detalhes o objetivo era a gente D uma geral da parte ambiental peço desculpa se eu demorei um pouquinho tá eh é mas Eu vou deixar meu e-mail aqui pode passar não po Ah quer saber
gão Urbana Esse é o site da prefeitura tá lá a gente pesquisa tudo isso que eu falei e outras coisas mais né Tem uma cartilha ilustrada tem um material que chama informes urbanos que é legal porque tem publicações são esses dados trabalhados então para quem é da área social tem bastante publicação interessante pode passar muito obrigado deixo aqui meu e-mail com Vocês bem eh Vamos fazer assim a gente tem aqui né Eh agradeço Maria Lúcia pela sua apresentação Agradeço também ao nabil pela apresentação e eu agora nós temos um um um momento que a que
vocês poderão encaminhar questões que sejam eh podem ser eh podem ser obviamente questões eh cada um cada participante ou questões orais ou podem ser até questões por escrito porque foi até um combinado meu com a Meu com a minha sala que poderiam haver questões eh encaminhadas por escrito então a gente tá abrindo aqui a palavra eu acho que eh ou quem levantar ele pode levantar tal ou vem aqui fala no microfone ou fale bastante alto porque a gente tá sendo gravado Opa tem t e desculpe seu nome Brito T vamos Lá olá bom dia Maria
Lúcia e Nail eu tenho uma pergunta tá um pouco mais direcionada acho que pro nabio que é sobre mais um desenvolvimento de cidade assim e eu vejo que São Paulo nesses últimos anos tem um um déf déficit Habitacional muito grande então é curioso porque a gente vê né esse crescente aumento da de construção de novos prédios e novas moradias mas ao mesmo tempo uma um aumento na população de rua muito grande então tá sendo Construído muitos prédios mas ao mesmo tempo muitas pessoas morando na rua e acho que eu gostaria de escutar tanto nabio quanto
a Maria Lúcia também sobre essa questão assim da dessa desigualdade que a gente vê na cidade então muitos prédios abandonados e a mesmo tempo muitas pessoas sem moradia e novas moradias né Eh surgindo mas ao mesmo tempo não é para para esse tipo de população né então eh Não sei Acho que é não sei se deu Para para entender se ficou Claro mas mais ou menos isso obrigado vamos escutar primeiro o Brito quem sabe as questões [Música] são Bom dia gente obrigado pela oportunidade de ter tantos conhecimentos reforçando tudo que nós vemos na cidade em
detalhe com com pessoas que que dominam o tema eh eu fiquei sabendo dessa desse evento hoje no eh no grupo frente São Paulo pela vida da qual eu Faço parte eu sou morador da Vila Mariana eu faço parte da associação Vila Mariana que é uma associação muito combativa das questões da Vila Mariana mas a gente observando que a cidade está como está né essa situação dramática que a gente sente no dia a dia a gente decidiu participar mais ativamente até desse processo de revisão do plano diretor que aconteceu e do que tá acontecendo agora então
nós nos unimos à frente São Paulo pela vida que é um Grupo grande que inclui muitas associações e estamos verdadeiramente na luta porque o que tá acontecendo nesse momento na Câmara é uma coisa dramática assim eh o o poder da grana tá se exercendo e nós estamos vendo como os prédios estão crescendo absurdamente em todo o tecido Urbano sem maior reflexão e por quê entre outras razões o mercado o mercado imobiliário está com muito muito dinheiro internacional até então tá vindo tá comprando Imóveis tá tá tá Assim qualquer eh quarteirão passível de ser construído eles
estão indo estão buscando os os moradores para para fazer oferta de compra então estamos na luta Porque infelizmente os vereadores estão mal comun ados na nossa visão com esse mercado imobiliário e eles estão forçando uma uma uma legislação favorável a eles e não olhando os interesses da população então assim eu gostaria que a mesa eh falasse um pouquinho sobre a importância dos jovens Das pessoas dos Estudantes eh estarem participando estarem atentas a esse processo e estarem participando politicamente por uma cidade melhor e aproveito a a a a o momento aqui e até é um pouco
a razão de eu estar aqui hoje Eu frequentei a PUC nos anos 80 fiz economia aqui aproveitei para matar saudade mas eu tô vindo para convidar vocês jovens a tarem atuando dia 30 agora 30 de novembro nós vai haver uma grande manifestação na frente da câmara Para eh expressar a nossa indignação com o que está sendo feito com a cidade de São Paulo hoje então então assim quem tiver interesse de saber um pouquinho mais até passar o seu WhatsApp para mim para receber o Card o convite dia 30 de novembro às 2 da tarde na
frente da câmara estamos chamando toda a população que está chateada bronquear com o que tá acontecendo na cidade agora e que o plano diretor quis mudar porque é uma é uma é uma questão que vem a a décadas né Essa situação dramática de São Paulo só que precisa reverter Só que nesse momento a câmara tá fazendo o contrário tá pisando o fundo na destruição da cidade tô falando assim em termos Gerais então estão convidados pro dia 30 de novembro e eu queria que vocês dissessem eh o quanto é importante o jovem tá atuando hoje eh
olhando para isso obrigado Alô Oi queria saber explica Esse eu queria saber o que explica esse buom da construção civil da onde esses recursos estão vindo se são recursos bancários de financiamento se são recursos internacionais porque há um a cidade inteira a coisa que você mais Vê quando tá no trânsito é betoneira né Então essa é uma marca desse Boom que tá tendo na construção civil não é então é um pouco a curiosidade de compreender as fontes de financiamento bom Eh vamos aqui tentar Responder vou começar pelo pela questão mais uma tentar fazer uma pergunta
Breve Aqui você já tem três perguntas Então bom dia aos professores eh eu tenho uma uma dúvida referente ao plano diretor eh eu entendo que ele estabelece diretrizes pra cidade eu queria entender um um pouco eh como que é a aplicabilidade disso né o nabil falou em um primeiro momento que a gente tem uma parte que você pode eh usado o orçamento da prefeitura para execução de Algumas obras eh já ligadas às diretrizes do plano diretor mas tem outras coisas que imagino passam por outros mecanismos né um um ponto específico que me veio uma dúvida
específica que me veio a cabeça é sobre a eh fachadas ativas é ativas que fala sim as fachadas ativas isso é uma coisa que Imagino que o o a a Prefeitura não pode obrigar uma uma imobiliária a construir um prédio dessa forma né então uma pergunta é Qual é o mecanismo que a Prefeitura tem quando não é ela exatamente executora de obras para fazer com que as diretrizes do plano diretor sejam aplicadas junto a a partes privadas partes individuais é uma pergunta um pouco Ger generalista aqui geral mas eh que fico um pouco curioso em
relação a isso tá ótimo eh deixa eu falar com esse aqui que eu prefiro poss falar de pé melhor né ver Vocês não vou começar falando pelo pela questão do Brito acho hiper importante eh a questão que ele levantou aqui sobre vários aspectos n vou começar por pela pergunta específica né Nós temos hoje uma participação que eu considero ainda muito pequena na discussão urbanística cidade eh e ela é fundamental né como eu falei para vocês nós viemos ali no século XX com uma tradição do chamado planejamento tecnocrático ele é tecnocrático em termos Quando eu digo
em Termos é assim é claro que tinha um corpo técnico que elaborava sem processo de consulta pro conjunto da população mas obviamente e o setor Empresarial sempre teve uma infuência sobre o poder público nesse planejamento tecnocrático foi muito grande e eu lembro de um dos presidentes do doov ter dito que o zoneamento de 72 72 foi o primeiro zoneamento geral da cidade e e e de certa forma até hoje ele influencia muito o zonamento de São Paulo né e o presidente Sec fala assim não quem fez o zamento 72 fomos nós nós fomos lá e
demarcamos par que tinha um interesse né E era absolutamente essento 72 do meu ponto de vista umento desastroso do ponto de vista eh da cidade porque ele não tinha nenhuma L nenhuma relação por exemplo com o sistema de transporte coletivo né ele pegava na verdade o miolo dos bairros e verticaliza quer dizer hoje a gente reclama muito de verticalização mas né Eu vi bairros inteiros sendo destruídos eh por exemplo o Jardim Paulista aquela área entre a Paulista e a e Estados Unidos foi todinha verticalizada em menos de 5 anos naquela época dos anos 70 depois
do zamento 72 eh por quê Porque é uma área que foi de que eles demarcaram o Itaim tinha im Bibi mesma coisa região da 9 de Julho até a ali a jelina Cub cheque a a Perdizes aqui mesmo né Essa região elas se verticalizar muito e o mercado Imobiliário definiu as áreas que queria e então era um era um planejamento autoritário mas ele é autoritário assim para alguns certo bom o que que nós introduzimos desde os anos 80 eu digo nós porque eu participei nos anos 80 eh ainda era muito jovem né mas eu fui
presidente do sindicato dos Arquitetos nós participamos por exemplo da emenda de Iniciativa popular da reforma Urbana que faz parte fez parte de um momento de mobilização dos movimentos sociais por Participação né na gestão participação nas políticas públicas participação em Empreendimentos eh habitacionais por exemplo a gente vendia autogestão e a participação dos movimentos então né Isso faz parte de um processo que depois vai redundar Ness Constituição de 88 o estatuto da cidade que obriga que planos urbanismos temam participação então mesmo que sej faz de conta a prefeitura é obrigada a fazer audiência pública é obrigada a
câmara a fazer audiência Pública chamar a população Então isso é uma grande conquista agora o que a gente tem visto né e acho que é um pouco que o Brito colocou a gente tem visto que são é ainda poucos setores que se mobilizam o movimento de habitação se mobiliza mas assim também de uma maneira mais focada em alguns temas e h é difícil as pessoas pensarem na cidade como um todo inclusive os que se mobilizam bir muitas vezes também o as próprias associações muitas vezes estão olhando pro umbigo Delas só não estão olhando pro conjunto
da cidad então a grande desafio que nós temos a gente chama e de Educação urbanística de educação ambiental também porque faz parte n nós temos que ter uma educação para participação né uma educação urbanista as pessoas participarem então eu acho muito importante a gente tá aqui discutindo com vocês eu faço duas três palestras por semana né e tento sempre fazer isso motivar as pessoas mas a gente sabe que Tem 1 1 problemas todo mundo tem 1000 problemas tem 1 dificuldades de participação tem muitas instâncias de participação também e mas essa é uma an que tem
a ver com o futuro da cidade e acho que é muito importante assim né as pessoas se integrarem a essas lutas acho que o mesmo quer dizer mesmo tá olhando pro imbigo é melhor tá lá participando para olhar pro imbigo do que não participar né porque pelo menos é um é um processo E aí também a participação é Um processo educativo né A medida que vai participando vão e vai havendo troca né entre os vários segmentos da sociedade então Eh queria reforçar aqui a questão que ele lev contou que eu acho que é importante e
de alguma maneira a gente faz isso assim tenta fazer isso ao longo do né Eh desses muitos anos que eu tô né né trabalhando com esse tema e acho fundamental quer dizer eu sou formado na Perspectiva da participação né então bom a Questão ver a ordem aqui vou deixar a questão a questão da do dos Fundos pro final né A questão que Você levantou que tem a ver com a questão dele lá do T né você como é que chama Bruno então o Bruno levantou uma coisa importante como é que nós vamos fazer com que
as coisas que a gente estabelece o plan diretor virem realidade e o t perguntou como é que por que que a questão da Habitação a gente não enfrenta ou não conseguiu enfrentar porque que continua ter tanta População em situação de rua bom primeira coisa assim o plano diretor estabelece as diretrizes Na verdade o plan diretor tem eh tem dois capítulos que eu considero muito important Partio um um um capítulo Inicial né que chama livro né é uma é uma parte da das diretrizes Gerais muito do que eu coloquei aqui o que que a gente espera
que a cidade seja certo porque no fundo é isso uma cidade desse tamanho é complexa o que que cidade que nós Queremos o que que nós enfrentar né estrategicamente as grandes diretrizes depois Tem uma parte que trata da questão do uso e ocupação do solo certo uso e ocupação do solo são instrumentos que regulam o uso do solo né ou seja que diz o que que pode ser feita tanto o setor público como privado embora o público muitas vezes tem um bypass né Tem um bypass mas o público e o privado tem que seguir aquelas
regras então o zoneamento é um instrumento ele não é Ele tá baixo do plano diretor embora seja uma lei que possa até mudar o plan diretor porque mas na verdade ele tá baixo então por exemplo se eu digo preciso como a a a Lúcia colocou aqui nós vamos queremos que tenha 168 noos parques da cidade iso é um objetivo tá aí o que que o instrumento faz pega aquela área do Parque de limite isso aqui agora é uma zona especial de Proteção Ambiental zepan né que ela falou E aí na zepan só pode se construir
De área construída 10% da área do terreno Então se o terreno tem por exemplo 1 milhão de m qu certo eu posso construir só 100.000 de área construída então eu vou liberar eu vou de alguma maneira evitar que aquela área seja ocupada eu tô preservando aquela área se eu digo que aquela área é uma né Por exemplo como se estabeleceu o Zeu a zona de estruturação urbana que é o eixo né tá perto do transporte coletivo então ali o plano diretor dizia eu eu quero Adensar dá tem mais gente morando naquele lugar a a ideia
do plano diretor original né Aí tem várias interações inclusive que agora piorou muito com o já vem piorando vem piorando desde 2016 para falar a verdade certo eu eu participei do plan diretor 2014 2016 não participei da da lei de uso e ocupação do S vem piorando porque o plano diretor o que que estabelece A ideia é ter mais gente e menos carro perto do transporte coletivo Essa é a ideia básica então Estabeleceu né uma cota de terreno por unidade Habitacional Ou seja eu quero ter mais gente morando mais apartamentos certo e não apartamentos muito
grandes e no máximo uma garagem por unidade Habitacional Então eu tenho mais gente e menos carro aí foi sendo deturpado isso né então por exemplo 2016 o mercado de inil fez uma pressão sobre a câmara a câmara aprovou o negócio o prefeito acabou eh aceitando que eu acho que foi um erro né do prefeito ainda Fernando Haddad né que foi o seguinte Ah vamos flexibilizar por 3 anos a cota de terreno que permitiu então fazer apartamentos maiores no eixo certo e aumentar o número de garagens aí falar assim não é 3 anos porque o mercado
tá em crise Né tava naquela crise econômica que nós tivemos né 2016 etc o mercado foi lá chorar na Câmara qu chorar não na Câmara outros instrumentos mas foi chorar pro prefeito né eu falei com o prefeito ele falou não mas é que tá na Crise eles em suma aprovou isso aí veio o código de obras que já foi aprovado na época do do Dória que criou um absurdo que foi o seguinte 20% 5% da área do terreno pode ser varanda em cada pavimento em cada pavimento você pode fazer 5% da área do terreno como
varanda nem quando ativesse garanda vmet você vai pega aqueles folhetos o cara põe a sala de jantar na varanda certo eh Então por quê Porque eles na verdade pegaram o Coeficiente que era a quantidade de metros quadrados que podia se faz fazer e acrescentaram porque a varanda não conta naquilo e e quanto mais andares tem mais área construída tem porque é 5% a cada pavimento então se eu tiver um prédio de 40 andares certo eu vou ter praticamente duas vezes a área do terreno em varanda certo que é 5% x 40 dá 200% certo dá
duas vezes a área do terreno né então então foi se deturpando fazendo apartamentos maiores né E aí o Mercado espertamente fez uma coisa que na época isso talvez tenha sido um erro nosso nosso na legislação original falou uma unidade Habitacional uma garagem por unidade Habitacional aí o que que o mercado fez Ah vamos fazer muitas unidades pequenas aí a gente pode fazer muitas garagens só que ao invés de de eu colocar essas garagens uma para cada apartamento eu coloco muitas garagens pros apartamentos grandes que eu vou fazer Então como a a a a proposta era
um Tamanho médio de apartamento e uma garagem para cada apartamento o que que eles fizeram fizeram apartamentos menores com muito mais garagens né E isso né gerou um empreendimento que não é exatamente o que tava pensado no plano diretor Tá bom veja E aí né eles aumentaram a cota aumentaram o número de garagens lá no bom aí o que que o mercado imobiliário que ah vamos fazer a revisão para aí colocar isso que era excepcional colocar dentro da Lei certo Que é o que eles fizeram agora na revisão Eles colocaram a cota que era 20
m qu de terreno prid de Habitacional passou para 30 e pode ser até mais que 30 se pagar mais a autorga onerosa então né deturpou e alargar os eixos né quer dizer fizeram uma diretriz para alargar o eixo tá então isso são instrumentos urbanísticos né regra né de ocupação do solo Ah o torga onerosa gente é uma contrapartida que é paga nos Empreendimentos porque no plan diretor Eu não tive tempo para apresentar isso mas é importante entender porque são avanços importantes da nossa né Nós avançamos bem por conta do estatuto da cidade né o t
o seguinte em São Paulo tudo que se constrói mais do que o coeficiente um coeficiente um é a área do terreno certo então por exemplo eu tenho 1000 m de área de terreno né eu posso construir uma vez a área do terreno sem pagar a torga onerosa se eu construir mais do que uma vez eu pago Uma torga onerosa que vai pro fundo Urb que é o Fundo Municipal de desenvolvimento urbano que vai servir para quê na lei do plan diretor que foi mudada depois pela pela atual gestão 30% tem que ser destinado para habitação
de interesse social subsídio para habitação de interesse social 30% para transporte coletivo e modidade ativa Então qual era a ideia é é capturar uma contrapartida no mercado imobiliário ir para um fundo e esse fundo ser utilizado para atingir Objetivos do plano diretor os quais atender habitação de interesse social para quem não tem capacidade de assumir um financiamento que é população pobre né nem estação de rua que já com uma estação até que a gente pode vou falar depois mas população de menos de três salários mínimos não tem como pagar um um financiamento mesmo que seja
do FGTS bom então né isso São Regras urbanísticas depois né Nós temos uma outra vertente que é fazer projetos Obras e intervenções programas então produzir habitação filel produzir habitação de interesse social para baixa renda certo ela tem que ser uma ação do poder público com orçamento público né e fazer um corredor de ônibus fazer um parque enterrar fiação quer dizer não se que você queira cobrar fiação do do do do do do Consumidor né você precisa ter um fundo público para fazer isso Então veja isso são ações do poder Público eu não vou alcançar o
objetivo a cidade que eu quero se eu não tiver né recursos programas e intervenções então muito disso não foi feito assim como muito da parte de regulação também não foi feita né Por exemplo notificar Imóveis ociosos que tem a ver com a pergunta dele né se notificou como eu mostrei aqui quase 1500 Imóveis lá em 2015 e 2016 chegou 17 o Dória paralisou a notificação dos imóveis ociosos certo então né quando você notifica o imóvel o Imóvel fica obrigado a ser ocupado e se ele não é ocupado el começa a pagar imposto progressivo Então veja
né são várias possibilidades de intervir para cumprir os diretrizes do plano diretor né seja na legislação seja nos programas então exatamente por isso que né o problema da Habitação não é enfrentado o mercado tá produzindo habitação Inter que eles cham deita de interesse social porque aí el benef eu falei tem que pagar onerosa mas é criado também é uma Coisa important tua pergunta você tem além da intervenção direta da regulação você tem incentivos então por exemplo incentivo que tem é que habitação interesse social não paga onerosa para você estimular habitação de interesse social fa adaa
certo ela também D um incentivo pro empreendedor então você não obriga eu acho que no caso de São Paulo deveria obrigar fachada fazer fachada ativa certo porque isso cria uma outra relação Da cidade com mas é o incentivo né Tem muito prédio que tá fazendo certo mas eh Então são incentivos é é uma outra maneira também de fazer então no caso da Habitação interesse social você tem incentivos para fazer então o mercado tá fazendo para ganhar os benefícios inclusive de coeficientes mais altos agora na legislação que se fez uma coisa absurda que é além daquilo
que já tá se construindo muito por conta de tudo aquilo que gravei muito que eu digo Muito tamanho se deu mais incentivo de área construída se for habitação de interesse social então você pode vai poder chegar a coeficientes até de 14 13 14 se eu fizer uma parte de habitação de interesse social uma parte de mercado Então os pros vão ficar enormes Se isso for paraa frente né daqui para V Então são incentivos então o mercado tem incentivos para fazer e tá fazendo só que eu não pude mostrar muitos números aí mas são números muito
altos só que o Mercado Faz uma série de subterfúgios para não destinar isso para habitação de interesse social de Fato né ou destina e e eu acho que aí o eu acho que tá havendo alternativas aquela população que ganha cinco salários mínimos quatro cinco salar m que também precisa de habitação é uma habitação de baixa classe média né né que tem uma renda familiar de R 6 R 7.000 Tá certo para essa para essa população tem se tem se produzido e através do financiamento do Minha Casa Minha Vida né se consegue um um valor razoavelmente
eh baixo de prestação desde que a pessoa consiga pagar a entrada que é 20% né é possível fazer agora para baixíssima renda abaixo de três quatro salários mínimos não tem Alternativa de mercado A não ser que lá no fundão da Periferia então aí precisa ter ação do poder público é o que eu tô falando de programas habitacionais né programas públicos habitacionais né que exige investimento público né E nos Últimos 10 anos Aliás mais do que 10 anos há muito tempo não se faz habitação para essa faixa de renda que não é a população de rua
tá vamos ter claro que a população de rua já é um problema que o Planet criou um programa chamado serviço social da moradia certo porque a população de Rua Primeiro assim quantitativamente não é expressivo se você falar assim ah tenho 40.000 pessoas morando na rua não seria se o problema fosse Habitacional não seria tão difícil Resolver tá certo você abrigar com construir habitação para 40.000 pessoas mas o problema da população de estação de rua não é um problema Habitacional exclusivamente é claro que durante a pandemia houve famílias despejadas que foram paraa Rua certo e essas
famílias porque perderam a renda moravam num curtiço no centro morava numa E aí não tinha alternativa foi pra rua família a gente via criança mulher etc isso deu uma certa diminuída agora tá certo essa E e isso é possível obviamente num programa Mas a questão da população de rua envolve questões de saúde questões de dependência de álcool e droga questões de qualificação profissional de problemas de relação familiar Tem muita muita muita gente que tá na rua porque foi expulso de casa porque era transexual ou porque era ou porque brigou com a família ou por violência
doméstica ou por alcoolismo Tá certo então tem uma série de problemas por Isso que a ideia do serviço social da moradia serviço social moradia é você ter uma ação que envolve não só moradia mas moradia saúde integração né E aí tem vários programas voltados para isso mas para aquela faixa que tá na indo pra favela que tá indo que mora no cortiço que mora com outra família para essa para essa característica do défice Habitacional e paraa demanda futura também que são vocês que né vão se formar e vão querer ter casa tá certo Precisa ter
produção Habitacional subsidiada pelo poder público e aí a pergunta do dos de onde estão vindo os recursos aí tem várias origens tá eh para finalizar aqui já tá claro eh eh bom aí é o seguinte é você tem primeiro você tem os Fundos que já são os Fundos do sistema financeiro da Habitação Tá certo que é o FGTS e o sbpe o SBP recurso da poupança Tá certo que são as fontes clássicas porque a gente Sempre teve produção de préo não é né Isso não é nenhuma novidade agora o que nós estamos tendo hoje no
mundo é excesso de Capital procurando aonde investir certo é assim né o momento de excesso de recurso querendo alguma coisa então tem Fundos internacionais né e Fundos nacionais certo que estão buscando lugar para aplicar para dar rentabilizar o recurso certo então é é o que tá acontecendo não é só no Brasil isso é um fenômeno mundial e que tem a Ver com a enorme desigualdade de concentração de renda em pouca gente certo tem gente com muito dinheiro e precisando aplicar esse dinheiro né então é isso gente apar em coisa boa né né pois aplicar em
coisa boa Pois é e aí o mercado imobiliário ele é uma um lugar possível de aplicação eh eu só gostaria de falar um pouco sobre a questão da participação que o Brito trouxe porque sobre as perguntas a que o Nabio respondeu eu não tenho muito que acrescentar a única coisa que me é que Eu também como todos nós me revolto com isso né e da tua pergunta da onde veio o dinheiro a gente se pergunta o tempo inteiro né Agora eu sei mais do que eu sabia mas aí a gente vê os prédios sendo anunciados
como ótimo oportunidade para investir né porque é para investir né gente não é para morar né porque claro que é para morar também mas aí Eh boa parte desses apartamentos pequenos eles Ficam na mão das próprias construtoras que não vem endem E aí elas fazem estúdios pequenininhos para fazer bbi ou seja nada nada disso atende né a demanda eh das pessoas menos favorecidas mas e eu andei dando uns cursos pela umapaz que é a universidade livre do meio ambiente e cultura da Paz Que da Secretaria do Verde do meio ambiente sobre participação cidadã em conselhos
e em todo todos os cursos que eu dei eh o Curso não era sobre plano diretor As pessoas só faziam perguntas sobre plano diretor e zoneamento como é que a gente faz para ir na audiência pú como é que a gente faz para fazer como é que a gente faz e assim eh nós eh chegamos à conclusão que nós estamos vivendo um momento meio de ressaca de participação né a gente ficou muito tempo sem participar pandemia e outras questões também e a gente tem que que que reascender essa chama da participação eh Porque acho que
as conquistas que nós temos eu falei algumas Nabi Elas são fruto da participação né E agora tem uma questão também que é difícil que me Ficou bem claro nesse nesses cursos que eram cursos feitos à noite então tinha desde o conselheiros participativos Conselheiros do meio ambiente até pessoas que tinham interesse em participar e não sabiam quais eram os conselhos que existiam e tem zilhões de conselhos né de zilhões de de formas de Participar E aí fala muito sobre as audiências públicas e algumas pessoas se organizaram para ir mas tem que ter uma tradução do conteúdo
então quando eu mostrei aqui no finalzinho as estratégias ilustradas do plano diretor que tá lá no site e que como os instrumentos não mudaram ela segue valendo né em grande parte isso é fundamental ter repertório paraa participação e daí a frente pela vida tem feito isso quer dizer explicar PR as Pessoas a supa de letrin porque é muito difícil pessoas fal Mas por que eu vou participar não tô entendendo nada né e assim vamos ser sincera e honesta às vezes né o a prefeitura não tem interesse Muito que as pessoas entendam né E quando ela
tem interesse ela faz esse tipo de coisa que é uma tradução que é o que eu tento fazer sempre que eu sou chamada é meio que explicar sabe com palavra simples o que que é que que é o torga onerosa não é tem que explicar Caba as pessoas né senão não acontece né as pessoas não vão entender então se a gente participar já é difícil a gente não entende então é muito mais difícil por isso que também quando eh o Nabi traz você traz o exemplo da associação Vila Mariana que é uma associação que entendeu
que sempre foi super combativo mas que entendeu que a questão não é só na Vila Mariana que na cidade inteira Então se uniu às outras associações isso também é importante porque claro que a Participação mesmo que seja para defender aquele pedacinho aquela árvore que tá em frente da minha casa ela também é importante mas é importante que a gente aprenda a olhar para o todo para o coletivo e aí a participação é extremamente pedagógica extremamente didática a gente se transforma na participação a gente começa a entender eh mais amplamente que abriga Às vezes a gente
até muda de ideia né porque às vezes uma Luta que a gente tem aqui aqui no nosso ba se ela colocada no todo ela né pode mudar a gente pode entender outros fatores então eu também fui formada na participação Nossa gestora pública era servidora concursada da Prefeitura e quando eu entrei na prefeitura foi na época da erundina né Então para mim era bem novinha foi super bacana porque a gente discutia a gente ia nas associações de bairro trabalhava com carbonização E desde então eu acredito Que a gente não constrói nada sem participação nada que preste
né então obrigada eu vou querer seu vou vou te dar meu WhatsApp porque eu vou divulgar o material tá bom Por exemplo hoje na incorporação de projetos para a cidade de São Paulo existe um plano ambiental que seja acrescentado no sentido do crescimento da cidade Pensando principalmente no sentido das políticas públicas pra Periferia né na nas uras das cabs por Exemplo que são são espaços que que não são arborizados né e na cidade onde é arborizado é a gente pode ver pelo esses movimentos da última semana que tá super mal cuidado né Então como que
tá nesse sentido assim da Proteção Ambiental dentro da cidade existe alguma algum plano por exemplo um parque no TT alguma coisa do tipo existe um um modelo ideal eh modelo ideal né Eh a gente tem muito na nossa cabeça né É difícil colocar o que a gente considera ideal no plano diretor Mas o que eu podia dizer eu não apresentei a cota ambiental que são parâmetros que os Empreendimentos tê que eh eh obedecer Mas isso é para Empreendimentos grandes a cota ambiental só vale para terreno de mais 500 m e aí outra coisa que eu
entendo que poderíamos ter aproveitado a revisão do plano diretor para qualificar é parâmetros para zonas especiais de Interesse ambiental não é exatamente parâmetros Mas enfim incentiva agricultura Urbana reciclagem de lixo a a arborização sistema porque existem algumas experiências e iniciativas que são interessantes nesse sentido e isso poderia ser eu penso eh colocado na Norma já tem alguma coisa a gente fala um pouco nas vez sobre eh algumas questões ambientais mas eu penso que isso poderia ser aprimorado porque as Experiências populares né Eh são bem interessantes sobre isso então qu perguntou se existe plano ambiental no
existe Primeiro vamos entender uma coisa tá eh eu mostrei aqui uma um esquema onde eu colocava lá constituição estatuto da cidade plano diretor e depois eu colocava uma árvore debaixo dele né então muitas vezes as pessoas falam plano diretor Isso responde um pouquinho a tua questão né como se o Plan diretor pudesse conter tudo dentro dele né ele até tem então você foi gado no planor fala de retrofit fala da necessidade de recuperação dos edifícios obsoletos do centro fala fala da questão ambiental de muitas maneiras muita coisa então Ele fala disso da diretrizes só que
para isso se concretizar ele vai ter que se concretizar em planos específicos em intervenções específicas né E aí eu vou aproveitar tua pergunta para falar de uma coisa que a gente não falou aqui Mas que é importante no caso de São Paulo que é a questão da escala nós estamos falando de uma estô falando só da cidade do Município de São Paulo tô falando nem da região metropolitana ó esse mapa aqui Por acaso tá aqui né isso aqui esse R aqui é área urbanizada de São Paulo né região metropolitana da região metropolitana certo daqui até
aqui são mais ou menos 80 90 Km tá Daqui até aqui são outros 50 tá então isso aqui é uma Coisa enorme com 20 milhões de habitantes o 22 milhões o município de São Paulo tá aqui é mais ou menos 50% desse todo tá um pouquinho mais né hoje é 12 milhões em 22 Tá certo então isso aqui é enorme Então veja para nós repensar o planejamento temos quear em várias escalas certo então por exemplo Mananciais que a né a a a Lúcia falou que é uma questão ambiental ela envolve toda essa região aqui tá
vários municípios ela uma legislação Metropolitana ou até estadual ou até Nacional se gente for pensar de uma outra maneira se eu vou pensar por exemplo a a a Lúcia mostrou aqui o Como é que chama PL agora o plano chama plamp Pavel plamp Pavel que é o plano Áreas Áreas verdes protegidas e Livres certo é o nome que vem né de uma de um sistema que tá no plano diretor que é um sistema de áreas verdes protegidas então isso aí tem um plano de parques dentro desse plano tá Pro de São Paulo agora quando você
fala de uma Cohab né ou quando a gente vai falar de uma Subprefeitura aí nós temos que falar de um plano Regional ou de um plano local então por exemplo eu vou fazer um plano de arborização das cabs por exemplo é um plano de bairro do bairro da Cohab né se eu vou então eu tenho escalas na questão ambiental que vai acabar na rua das pessoas e dis ser assim ó não vou plantar árvore debaixo do fio Certo é um plano de rua que aliás é que vocês querem saber Ó eu vi semana passada semana
passar não duas semanas atrás tá certo H 15 dias atrás foi plantada numa rua lá que eu tava passando mais de 20 árvores debaixo da Fiação que eu vi cara plantar cortaram asfalto prefeitura lá terceirizada a prefeitura a prefeitura não tem mais é tudo terceirizado provavelmente os caras ganham para plantar árvore então quanto mais planta árvore plantar plantaram um Monte de árvore debaixo do Fio falei assim isso aqui é daqui a 10 anos essa arve se crescer se vingar etc ela vai est derrubando o fio se não tirar o fio né tá falando qual que
bom mas de qualquer maneira o quero falar tem escala desde a escala da rua até a escala da região metropolitana para pensar a questão ambiental e a gente fala assim ô plano diretor o plano diretor tá dando as diretrizes tem que temos que melhorar a urbanização Urbana Que tem um papel importante do da questão climática na questão né agora quem vai fazer isso lá na prática que aquele cara terceirizado que decidiu que plantava desse lado da rua e veio do outro e não teve ninguém para chegar lá na na na ponta que deveria ter uma
Subprefeitura etc que como eu tenho que acabar em 3 minutos tem que falar da questão dela né é a mesma coisa quer dizer o plano diretor ele estabelece o seguinte produzir habitação em área Central reabilitar o centro como uma área né que tava meio que abandonada etc er uma coisa importante né aí teve uma lei de retrofit que a prefeitura fez que deu uma série de incentivos para retrofit né Eu acho o seguinte importante ter uma lei de retrofit até porque tem muita especificidade na questão prédio antigo por exemplo não consegue cumprir a legislação algumas
leis que são de prédio novo por porque já são prédios antigos tombados etc Agora eu acho que tem incentivos demais sem contrapartida social certo Quer dizer você poderia ter algum tipo de uma legislação mais flexível pro empreendimento de mercado né para poder viabilizar Hã mas também obrigar os assim é éu destino social parte do não Mas o pior é que é é o seguinte eu acho que se você dar incentivo pro de mercado incentivo de legislação né Por exemplo questões de bombeiro que às vezes é difícil fazer né questão né Por exemplo Que às vezes
você não tem como cumprir aquela legislação já é pro mercado já é suficiente agora colocar dinheiro e a prefeitura tá colocando dinheiro paraa produção de mercado aí ela tinha que colocar dinheiro só para cumprir a função social agora o plano diretor não consegue quer dizer o plano diretor genérico lado né ele vai dizer o seguinte temos que viabilizar retrofit é importante etc agora na prática é a lei que foi proposta pelo executivo aprovado Por essa câmara que é um pouco que o o Brito falou aqui né que tá né preocupado em atender o mercado é
e que não olha o social que acaba prevalecendo E aí infelizmente uma coisa que é positiva que é fazer o retrofit acaba gerando que a gente chama da gentrificação Ou seja você não incorpora a população que mora no centro porque aí Claro faz o retrofit faz empreendimento de mercado valoriza e as pessoas que estão lá não conseguem mais pagar bom obrigado pelo convite Prazer estar aqui com vocês obrigada viu gente e eu não eu Agradeço também a as alunas que já foram deve Tero embora do núcleo de pobreza e desigualdade social viu e também a
professora socorro que nos não é que nos deu e ex-alunos que são aqui presentes Obrigada viu gente obrigada gente