Olá sejam todos bem-vindos todas bem-vindas a essa nossa última videoaula do nosso curso de história da filosofia moderna e contemporânea né chegamos ao final do nosso curso e hoje eh nós vamos falar de um filósofo muito importante do nosso tempo eh do século XX que é G Sartre um filósofo francês e o tema da nossa vídeoaula hoje a liberdade e a responsabilidade o material que vocês já receberam ele foi dividido Praticamente em duas partes uma primeira parte eh nós falamos sobre a vida do gemp Sartre né a a partir de um artigo que foi publicado
pelo professor Joaquim Azevedo um Historiador Na verdade eu achei assim muito importante a a a maneira como ele coloca alguns elementos da vida do Sartre e a relação que o Sartre Manteve com os outros filósofos da escola existencialista né e a segunda parte do nosso material dis respeito especificamente à filosofia existencialista e eu escolhi para essa segunda parte comentar com vocês uma obra do Sartre que na verdade ela não nasceu como obra ela nasceu como um discurso radiofônico uma conferência radiofônica né em 1946 eh depois se tornou uma obra escrita né intitulada O existencialismo é
um humanismo né eu escolhi esse texto até disponibilizei para vocês um link nas atividades eh complementares que não são obrigatórias vocês já sabem mas eu disponibilizei o texto do satre né O existencialismo é o humanismo né porque essa obra eh ela é uma obra acessível do ponto de vista da compreensão né não é como o ser e o nada que é um Digamos um tratado a respeito da Liberdade da responsabilidade e também porque permite com que a gente ali nesse texto entenda as bases gerais do que vem a ser o existencialismo então é sobre essa
obra que nós vamos tratar certo no no texto que tem disponível para vocês na Unidade Sete eh eu até elenco outras obras do satre mas no entanto nós vamos nos deter no existencialismo é humanismo tá antes da gente falar da vida do satre a gente precisa entender o que é essa escola existencialista né é uma escola que abriga vários filósofos e inclusive filósofos cristãos porque que quando a gente fala do existencialismo a gente tem que entender o existencialismo ateu e o o existencialismo Cristão né eh e e e eu trouxe para nós O existencialismo ateu
porque é ele que vai nos ajudar a compreender pelo menos ao meu ver eh os desdobramentos do nosso mundo hoje então se a gente se nós enquanto teólogos queremos e filósofos dialogar com o mundo contemporâneo isso a gente fala todo de uma laicização do mundo contemporâneo se a gente fala da das perdas dos valores e e e de tudo mais que acontece hoje eh no nosso mundo e se nós atribuímos isso a uma ausência de Deus e se os outros não atribuem isso a ausência de Deus mas justamente a uma digamos falência do humano nada
mais do que interessante nó nós trazermos um filósofo que não é cristão mas que vai nos colocar do outro lado da ponte ou seja nós vamos conseguir enxergar o outro lado daqueles que defendem essa postura tá então eu quero deixar uma coisa clara Logo no início dessa videoaula que eu estou apresentando o pensamento de Sartre é importante que nós enquanto estudantes não não tenhamos o preconceito em relação aos pensadores em relação às concepções a filosofia ela nos ajuda a pensar que antes de nós levantarmos uma crítica nós precisamos refletir sobre ela então o papel o
meu papel aqui hoje é apresentar para vocês uma imagem de mundo criada pela concepção sartriana certo da da existência é humana né e a partir daí nós então tirarmos as conclusões que são benéficas e aquelas que não correspondem à nossa perspectiva mas que nós precisamos conhecer certo então o existencialismo a escola dita existencialista ela é uma postura filosófica que nasce eh entre as duas grandes guerras a primeira e a segunda guerra mundial e essa essa escola e ela afirma a existência humana ela ela dá uma ênfase à existência finita do homem e considera esse mesmo
homem lançado no mundo né o drama da existência é o grande foco dessa escola existencialista na verdade eu podia falar para vocês que o existencialismo é uma postura que sempre questiona E aí o que que eu devo fazer com a minha vida né quem eu sou nesse mundo né enquanto ser finito eu estou dizendo que essa postura existencialista ela pode também transcender né no caso do existencialismo Cristão né do próprio humanismo Cristão né a gente considera a nossa vida como tendo um fim em Deus e no existencialismo ateu ou Laico vamos falar assim eh a
finitude do homem ela é eh enfatizada E é isso que eu quero enfatizar nessa videoaula para vocês né Então esses primeiros slides que eu estou apresentando fala mais da da vida das obras do satre pra gente ter um conhecimento um pouco geral né Eh o professor Joaquim Azevedo no início já do seu texto eh diz que a figura de sarter é enigmática né porque e ele o que o que fazia com que o satre e fosse reconhecido era a simplicidade dele né ele ele contrastava com a arrogância dos filósofos da sorbone com os grandes daquela
época né sart era uma pessoa simples era uma pessoa amável uma pessoa eh dada aos outros né Eh geralmente eh assim discutia as questões filosóficas Nosa cafés E aí tem um café em Paris muito importante o café flor onde Sat até hoje existe onde stia se reunia junto com a Simon de Bá e os outros com Cami e os outros existencialistas né E os outros filósofos também né os que eram também de de tendência de esquerda né que a gente vai ver isso aparece na obra do Sat enfim ele eh era uma pessoa assim sociável
né né Eh um fumante inveterado S era assim considerado muito feio baixinho miúdo né Vesgo né mas era uma pessoa sedutora na oratória né quando ele falava ele envolvia as pessoas envolvia porque o satre ele não era só um filósofo né mas ele também produzia literatura ele produzia teatro ele produzia digamos arte né Então as obras do sre as literaturas que a gente fala literaturas filosóficas porque todas trazem o drama da existência né E também as peças teatrais produzidas por satre né Eh davam assim a ou ou representavam um pouco do seu caráter da sua
personalidade certo bom uma linha do tempo apenas para descrever rapidamente os os maiores acontecimentos né da vida e as obras que foram desenvolvidas nessa vida né em 1905 o Sartre nasce em Paris né especificamente no dia 21 de junho e em 1907 ele já Experimenta a morte do pai eh isso tem um impacto na vida do sart né porque ele eh já passa a viver com ausência paterna né e ele acaba indo morar na casa da avó né E só retorna a Paris depois de 4 anos né quando chega a sua Juventude não vamos falar
da infância porque isso senão a gente não acaba essa videoaula né ele em 1924 ele se matricula na escola superior em Paris e começa já o seu envolvimento com a filosofia né até que chega na universidade na sorbone e enfim conhece a o grande amor da sua vida que vai ser Simone de pouvoir né Eh que vai estar presente constantemente na vida do satra até o final né em 1936 ele escreve uma obra intitulada a imaginação e a transcendência do Ego né já dando o caráter da literatura e a ênfase que ele faz na pessoa
no homem né e em 1938 publica a náusea que é uma obra é uma literatura que e fala exatamente da contingência da vida né o fato de que nós não somos seres assim necessários e que o mundo vai continuar mesmo a gente não estando mais presente nele né E sre nessa obra relata a fragilidade da Vida em 43 ele publica o grande tratado filosófico s o nada né onde ele tenta compreender Qual é a posição do homem no mundo né e e e como é que o homem se projeta no mundo como é que o
homem se faz no mundo é um texto eh digamos profundamente filosófico em 45 ele cria junto com o filósofo merl Ponti uma revista muito importante para o pensamento filosófico francês cham ada intitulada Tempos Modernos né onde eh foi possível a vinculação veiculação do pensamento dos filósofos existencialistas e também dos filósofos da esquerda daquela época né e e permitiu com que os ideais anti digamos assim antiguerra antinazismo pudessem ecoar Por meio dessa dessa revista assim de dirigida por satre e merl Ponti né bom as obras que se destacam filosóficas eh perdão literárias eh quatro paredes os
caminhos da Liberdade a Idade da Razão e com a morte da Alma esses livros gente eles estão disponíveis na internet para serem baixados em pdf e de leituras assim muito agradáveis né Eh em 1946 Sra então como eu falei publica o existencialismo é um humanismo que é a obra que nós vamos analisar nessa videoaula em 51 uma pesta de teatro o diabo e o bom Deus né que justamente mantém essa relação entre o bem o mal a vida e a morte o seria o nada né em 52 ele ingressa no Partido Comunista e 4 anos
depois rompe com o Partido Comunista porque ele percebe que o comunismo fere a liberdade individual e E não coloca o vivido dentro do universo da ação que ele tanto valorizou no decorrer de toda a sua vida né e ele escreve uma obra para justificar sua saída do comunismo né que é o fantasma de Stalin né onde ele denuncia eh os abusos que o comunismo comete e e considera como sendo inviável como ponto de partida político da produção da de uma vida justa né a produção de uma sociedade de fato livre né em 1960 ele ele
publica uma outra obra de uma grande envergadura filosófica é a Crítica da Razão dialética né onde ele considera a importância da razão mas não mais do ponto de vista como a tradição moderna concebeu mas uma razão que se compõe e se refaz a cada dia e em 64 ele escreve uma obra que dá ele uma um up no sentido de o colocar no cenário né da literário que é a obra intitulada as palavras e que e que permitiu a Sartre o prêmio Nobel de Literatura no qual ele recusa dizendo que ele não tem digamos assim
eh ele não fazia juz ao prêmio porque as obras dele careciam vamos dizer assim de muita coisa para serem de Fato né obras assim eh de expoente na literatura e Apesar dele ter ganho esse prêmio ele recusa né reconsiderando a humildade da sua produção a gente sabe que não é bem assim né quando a gente Lê as obras do satre mas foi uma atitude muito humanista vamos falar assim a recusa do prêmio nóbel né em 1968 ele eh junto com os estudantes na sorbone ele propõe a reestruturação do modelo eh curricular porque foi esse o
pelo menos o stupin da revolução estudantil de 68 em Paris Os estudantes queriam uma reformulação queriam uma liberdade maior no Campus e Sra se reúne então vocês estão percebendo que Sra é um filósofo engajado eh a gente a gente observa em todos os momentos em que a França se colocou contra o regime nazista no momento em que a França questionou né Eh todo o processo da Guerra satre vai pras ruas né satre se coloca ao lado daqueles que ele considera ser assim os mais tocados pela pela pela guerra e pelos Absurdos cometidos por ela né
E nesse caso em 68 ele então se coloca ao lado dos Estudantes né na Revolução estudantil né em 71 ele publica uma obra eh o idiota da família e em 73 ele Funda um jornal libertário Liber que existe até hoje né E que tem assim um impacto muito grande na vida acadêmica francesa desde a 73 até agora porque permite com que até hoje e os filósofos franceses e possam assim publicar os seus artigos eh quando a universidade não aceita essas publicações ou até considerarem subversivas esse jornal até hoje existe né em 1980 então satre ele
tem um edema pulmonar e ele vem infelizmente a falecer né a sua esposa companheira vamos dizer assim ela narra numa obra muito bonita eh intitulada cerimônia do Adeus produzida pela Simone povoar né Eh Na verdade o livro todo é uma entrevista que a Simone faz com o satre de maneira muito livro livre é um livro muito gostoso de ler muito claro E aí no final conta os últimos momentos da vida do Sartre né e e como é que ele se colocou perante a morte então Eh eu também convido vocês a lerem essa obra cerimônia do
a Deus eh se vocês quiserem entender um pouco melhor a vida desse grande autor do século XX certo bom então isso que eu disse apenas eh pra gente se se situar no universo da vida porque a vida não tá dissociada da obra como aconteceu na videoaula passada acerca da Hana arent aqui também a vida do satre tem uma implicação nas suas obras e as Suas Obras têm uma implicação na sua vida há uma correlação entre vida e obra e por isso que é importante a gente trazer para esse momento né o texto Então o existencialismo
é humanismo né que foi publicado em 1946 ele teve digamos assim eh dois objetivos né primeiro é o de apresentar pro mundo a concepção que o Sartre tinha do do existencialismo que era o existencialismo né Quais as bases nas quais ele se fundamentava para para defender existencialismo né esse é o primeiro vamos falar assim objetivo da obra ao meu ver e o segundo é de defender o existencialismo de duas grandes críticas a primeira vinda dos comunistas que que afirmavam que o existencialismo era uma fuga da realidade com existencialismo era uma filosofia do quietismo é uma
expressão usada né a filosofia daqueles que não querem se engajar no mundo então portanto ficam pensando no drama da existência e ficam ali na metafísica da existência né se esquecendo das condições objetivas das condições práticas né A gente vai ver que o satre vai fazer uma defesa do existencialismo vai considerar que não existencialismo não é uma fuga da realidade tá mas vamos com calma Então essa é primeira coisa a a a digamos assim a o que Sat quer defender em relação à crítica aos comunistas né e segundo aqu elele quer defender o o existencialismo dos
católicos né que naquele momento diz que o existencialismo de s promovia o fim da moral né na verdade produzia um relativismo moral na medida em que ao abandonar Deus e consequentemente as suas leis o homem então não tinha mais nenhum parâmetro de vida era um vale tudo ele podia fazer o que ele quisesse da existência dele então O Sat Vai dizer que não o existencialismo ele não é nós vamos ver daqui a pouco ele não é uma uma filosofia que tem por razão de ser eh tolir moral ou não não respeitar os outros nós vamos
ver isso daí e a defesa que ele faz em relação aos católicos tá então mas pra gente entender primeiro o que que é o existencialismo e até porque o título da obra é o seguinte o existencialismo é um humanismo tá o Sartre ele levantou a hipótese de que as críticas que vinham dos comunistas e dos católicos se centrava em torno de um problema que era o problema do humanismo então ele percebeu que na verdade o pano de fundo das críticas eh se situavam na Perspectiva que tanto Os Comunistas quanto os católicos tinham do existencialismo como
sendo A negação do homem ou sendo como o existencialismo como sendo A negação do humanismo né então vamos resgatar um pouquinho o conceito de humanismo para ver se de fato é isso Será que o existencialismo ele é A negação do humanismo ou será que o existencialismo é a ressignificação do humanismo vamos entender então o que que é humanismo nós já vimos isso aqui humanismo é uma postura vimos quando vimos em decart quando falamos do século X né e a primeira videoaula se eu não tô enganado quando nós falamos sobre a modernidade eu falei sobre humanismo
né mas o humanismo é uma postura filosófica segundo a qual a liberdade a autonomia e a primazia da razão são valorizadas no homem então o humanismo principalmente o humanismo a partir do século X Ele propõe uma nova imagem do homem ou seja uma imagem do homem autônomo um homem capaz de pensar um homem capaz de usar a razão livre do que dos dogmas da tradição de maneira muito especial da tradição Escolástica né ou seja e o humanismo do século 17 é um humanismo que privilegia o homem entendido na sua dimensão essencialmente humana naquilo que o
caracteriza como ser humano que é a razão né então a razão ela se coloca acima de qualquer coisa é pela razão que as ciências as artes a filosofia as técnicas vão se assim construindo né lembra que a proposta do decart era construir uma ciência certa ind tá vocês lembram disso dessa videoaula e isso a partir do quê da Razão do reconhecimento de que o conhecimento começa com o sujeito a partir do sujeito né o conhecimento Não começa a partir de Deus mas começa a partir do sujeito certo essa nova imagem de homem então como eu
disse se contrapõe aos antigos dogmas que acabavam limitando a razão né ou até subjulgar e dos seus intermediários que seriam aqueles responsáveis por eh interpretar a vontade de Deus e consequentemente traçar assim condutas eh que fossem éticas né condutas que de fato garantissem ao ser humano eh uma um um um melhor um melhor desenvolvimento na vida e na relação com os outros seres humanos né o humanismo ele é a contraposição de uma perspectiva que limitava as ações e a vontade do homem e a subjulgar a vontade de Deus certo bom então a tese central do
humanismo como vocês Podem perceber é de que existe uma natureza humana existe uma essência humana preste bem atenção nisso que garante o homem um grau de dignidade diante dos demais seres que povoam o mundo então diante de uma planta e diante de um cachorro o ser humano ele tem um grau maior de dignidade porque ele tem uma razão a razão é que faz a ração alidade é que faz com que haja uma natureza humana né uma essência humana que dignifique o homem e detalhe gente uma essência humana pronta acabada uma essência humana dada por Deus
certo se nós lermos o decate nós vamos entender perfeitamente isso né a ideia de uma essência humana de uma natureza humana que nos é dada porque nós fomos criados imagem semelhan o fala exatamente isso que nós somos criados em margem e semelhança de Deus né aí Eh vamos dizer assim partilhando da tradição disso daí mas avançando Claro no sentido de que se se Deus ele construiu o universo pelo poder da sua razão o homem também pode avançar com o poder da sua razão enfim a tese Central É a tese de que há uma natureza humana
acabada pronta dada por Deus a questão do Sartre a questão fundamental a crítica fundamental que o sre faz ao humanismo clássico a esse humanismo vamos dizer assim essa retomada de uma nova concepção de homem do século X ela recai exatamente sobre o que eu acabei de falar recai sobre o conceito de natureza humana ou de essência humana para sart não existe uma essência humana que antecede o acontecimento concreto da vida ou seja a famosa frase sartriana que faz a gente entender o seu pensamento é que a existência precede A Essência ou que que ele quer
dizer com isso que primeiro homem existe primeiro homem aparece no mundo ele é um projeto ele vai aos poucos se desvelando e nesse desvelamento ele vai assumindo a sua condição humana ele vai se humanizando o homem não nasce na visão sartriana com uma essência humana pronto acabada mas ele se torna humano na medida em que ele se coloca no mundo e que ele se projeta no mundo então vejam que há uma inversão do conceito de humanismo né Há uma ressignificação do que o Sartre pensa acerca do homem o sre não tá dizendo negando o homem
mas ele tá dizendo que eu tenho primeiro uma vida dada concreta né uma vida que me é tangível e que eu vou fazer dessa vida aquilo que eu quiser fazer dela porque eu não eu não eu não nasço pronto acabado é isso que o Sartre vai dizer para nós contrapondo a ao humanismo eh clássico né Então as implicações dessa perspectiva são três são duas pelo menos né primeiro que o homem não deve a sua existência a Nenhum Deus então não há a ideia de um Deus que crie o homem a sua imagem e semelhança como
pensava dec como pensava toda tradição né E então Portanto o homem não deve a sua vida a ele mas ele simplesmente aparece no mundo e segundo que pelo fato de que não há nenhum Deus o homem é o único responsável pela sua própria vida ele tem total e absoluta responsabilidade por tudo aquilo que aconteceu com a sua vida Isso significa que o que define o homem não é o fato de ter uma racionalidade uma essencialidade mas o que define o homem é o fato do homem ser liberdade n o homem é a liberdade o homem
não tem liberdade presta bem atenção no que eu tô falando o homem não tem a liberdade como um atributo como uma qualidade mas o homem é a liberdade e essa frase emblemática que o Sartre Coloca ela diz tudo para nós o homem está condenado a ser livre e se o homem disser não quero ser livre ele já tá usando a liberdade dele para dizer que ele não quer que ele não quer ser livre não tem como o homem fugir da Liberdade porque que a liberdade ela é a condição da sua própria existência ela é o
que caracteriza a sua própria existência o homem é sempre um projeto o homem sempre se lança ele sempre se coloca Inexoravelmente ele tem que decidir E se ele falar que ele não quer decidir ele já tá usando a liberdade dizer eu não quero decidir de alguma forma forma de uma forma ou de outra o homem está usando a liberdade porque ele é a liberdade é uma cação de Sartre que eu acho pertinente né significa em primeira instância o homem existe encontra a se mesmo surge no mundo e você falar como surge não importa ele surge
no mundo para sart e só posteriormente o homem se define o homem tal como o existencialista o concebe só não é passível de uma definição porque de início ele não é nada só posteriormente será alguma coisa e será aquilo que ele fizer de si mesmo o homem no início não é nada ele só vai ser alguma coisa na medida em que ele fizer algo acerca de si mesmo e nas mãos do homem segundo o s se encontra o próprio destino do homem então ele termina a citação dizendo assim não existe natureza humana já que não
existe um Deus para concebê-la não há um Deus que cria e que concebe o homem tal como ele é bom e talvez a gente pergunte mas essa liberdade restrita e essa liberdade inexorável e essa liberdade determinante parece até contraditório né como é que pode ser livre ser determinante mas é livre né porque a condição de ser livre é o que define o homem né O homem é livre né Ela é assim aberta solta vale tudo né eu posso fazer tudo que eu quiser né assim tá dentro do meu do meu universo poder agir de qualquer
maneira S diz não de jeito nenhum Sat diz toda a liberdade Ela implica na responsabilidade e não tem como o homem escapar a não ser uma situação que eu vou falar daqui a pouco no final para vocês entenderem então carre diz e quando dizemos que o homem é responsável por si próprio porque ele tem que se definir Então eu tenho que ser alguma coisa se eu falar que eu não quero ser eu já tô assumindo que eu não quero ser então de alguma maneira eu tenho que ser responsável por mim tá então sart diz e
quando dizemos que o homem é responsável por si próprio não queremos dizer que o homem é responsável por sua restrita individualidade então não é só a a as não são só as minhas escolhas aí eu decido por mim ponto final e acabou e o mundo não tem nada a ver com as minhas escolhas a vida é minha eu faço o que eu quero olha lá não sre diz todas as vezes em que o homem tem que se colocar como responsável que é sempre ele é responsável também por todos os homens o que que signif Isso
significa que quando eu escolho fazer alguma coisa qualquer coisa gente pode ser ajudar as pessoas mais necessitadas pode ser me contrapor as formas injustas que degradam o o o ser humano vamos dizer assim não importa gente o que eu decidi fazer né O que vai acontecer é que a minha ação vai criar uma imagem de homem que vai ser vista por todos os outros homens como se fosse um modelo a ser seguido como se fosse um não vou dizer assim um padrão uma coisa assim digamos uma lei não é isso que o sar tá dizendo
mas não tem como e mais ou menos assim não tem como eu decidir sem deixar rastro se eu falar não quero fazer nada isso não é uma escolha só entre quatro paredes né Isso também vai vai ter uma projeção no mundo porque o homem é um projeto no mundo então as minhas escolhas elas nunca são individuais as minha o aluno que diz o seguinte pro pai eu não vou estudar eu não quero estudar a vida é minha eu faço o que eu quero adolescente fala isso né gente quem manda em mim sou eu mesmo eu
sou livre para decidir verdade você é livre para decidir Só que essa decisão Ela traz uma implicação que não é só sua mas é uma implicação para os outros que vem essa atitude é uma implicação pro futuro de uma sociedade que não vai conseguir eh aproveitar das suas capacidades porque você não Se habilitou para isso certo Olha lá quanta coisa tô isso para não estender mais porque tem mais consequências certo então a liberdade ida ela não é entendida no universo da subjetividade né como nós vimos em Hana arent que a liberdade ela se dá no
espaço político lembram dessa vídeoaula da aula passada né Eu sempre gosto de relembrar né E aí acaba aumentando né gente o tempo desculpa mas a questão é a seguinte é que a a a liberdade ela se dá sempre entre os homens e aqui Sartre também diz a mesma coisa eu crio uma imagem que fica é um legado uma imagem que vai ser seguida um modelo não é uma jurisprudência fechada acabada mas eu crio então outras pessoas falam assim olha o Fulano fez isso olha o Fulano fez aquilo olha como é que os outros estão fazendo
gente é só falar da corrupção Ah porque todo mundo rouba agora todo mundo vai roubar eí parece que vira um um vírus né Então as pessoas elas acabam se de fato se e se apegando nesse modelo né e assumindo condutas inadequadas né então eu tenho liberdade de de fazer as coisas certas eu tenho liberdade de fazer coisas mas eu também tenho a responsabilidade de assumir isso né não existe liberdade sem responsabilidade e hoje o que mais tem o que que é a pessoa dizer eu posso fazer o que eu quero e eu não tô nem
aí para o que acontecer né e o Sat chama a atenção para isso né então é como eu falei para vocês isso só é possível porque o ser do homem é o mesmo do seu ser livre né eu não digo que o homem tenha liberdade mas eu digo que o homem é a liberdade o ser do homem qu aduna com o ser da liberdade então sendo o homem sendo o ser do homem o mesmo que o seu ser livre o homem não pode logicamente se manter no no imobilismo então ele não pode se manter T
uma vida contemplativa logo a crítica que é feita pelos comunistas cai por terra que criticava o Sartre porque achavam que eh A sei lá a filosofia existencialista dele era uma filosofia da fuga da realidade o sz não mas na medida que eu tenho que decidir eu tenho que me mobilizar e as minhas ações vão produzir outras ações no mundo então eu não tô no imobilismo eu não tô no quietismo eu tô na ação a minha vida ela é uma vida engajada da mesma maneira que Sartre diz que quando eu tenho que assumir as minhas escolhas
Isso significa que essas escolhas Elas têm que sempre visar o bem porque elas vão produzir um impacto no mundo então S diz assim quem disse que o existencialismo ele é A negação da moral ele é A negação de uma moral gente presta bem atenção no que eu tô falando é uma negação de uma moral baseada num conceito num princípio ético que tem por finalidade Deus a vida eterna e tudo mais isso sim ele vai dizer que se contrapõe mas ele ele vai dizer pros católicos nessa obra que o existencialismo não é a ausência da moral
que eu tenho que ter responsabilidade sobre os meus atos portanto ten que pensar sobre eles eu não posso agir de maneira inadequada porque eu tenho um legado com o mundo eu tenho uma responsabilidade com o mundo né Se a gente for falar diá eu tenho amor pelo mundo né então eu claro que eu quero bem para mim a não ser que eu esteja com algum problema de ordem digamos assim mental entre aspas eu só quero bem para mim se eu só quero bem para mim eu preciso pensar que esse bem Tem que ser deixado como
condição para os que virão para trás os que virão depois e tudo mais enfim eh não é uma ausência da moralidade né Eh na medida em que eu busco decidir por mim em vista do bem eu também decido pro outro em vista do bem é isso que ele pensa ao defender o existencialismo do da crítica dos católicos certo então Eh um um outro elemento que é muito falado na obra existencialismo é o fato do homem entendido como angústia se o homem é entendido como Liberdade né O homem é a liberdade satra agora vai dizer que
o homem também é entendido como angústia Por que que o homem é entendido como angústia porque se não há Deus nenhum Qual é o legislador da vida o próprio homem é ele que tem que legislar sobre a sua vida então essa imposição inexorável da Liberdade ela produz uma angústia porque eu tenho que dizer que eu sou responsável por mim mesmo eu não tenho mais a quem atribuir o resultado das minhas ações não tem Deus então não tendo Deus na Perspectiva do satre né o homem se angustia constantemente porque eu tenho que olhar para mim e
dizer eu tenho que decidir fui eu que fiz isso a consequência é essa eu que temho que assumir inteiramente né Não existe nada para Alé do homem para Sra tá claro isso gente não há nada para além do homem todos os acontecimentos se dão na Esfera da vida da faticidade seja o acontecimento da vida da Morte seja o acontecimento da Alegria da tristeza é o homem se a morte existe É porque ela é natural na Perspectiva sartriana né E isso angustia o homem né e não não tem como dizer assim por exemplo ai foi Deus
que quis assim é melhor né na Perspectiva do s não há essa fala né Deus sabe o que faz não há essa fala na Perspectiva do Sartre né não há esse conforto que nós trazemos né E que a a a moral Cristã traz ao homem né então o homem é angústia né a condição permanente do homem é a condição de angústia né é a condição de ter que se colocar diante de de si sempre Vocês estão entendendo o que eu tô dizendo essa angústia gente é o fato de que eu tenho que olhar para mim
e eu tenho que dizer olha para você você é responsável por você só e acabou o que você fizer você que vai arcar é esse o o seu destino vamos dizer assim viver né decidir se lançar se projetar e tudo isso acaba produzindo esse esse desconforto vamos dizer o que não acontece na na visão da moral Cristã né então a angústia nasce do fato do homem sentir-se perceber-se como jogado nesse mundo não tem quem se apoiar né não há ninguém a quem o homem possa imputar a culpa nem no Diabo nem em Deus mas em
si mesmo e e o homem é aquilo que ele projetar ser ou seja ninguém pode salvar o homem dele mesmo né ou seja ele é responsável pelas suas escolhas né é exatamente isso que torna os seres humanos inerentemente angustiados né se você casou e teve um bom casamento Essa é a consequência que você vai assumir se casou e não teve um bom casamento é a consequência que você vai ter que assumir né Não existe nada para além de você para S certo não existe nada para além da sua própria vida né Isso não é uma
filosofia do pessimismo como também criticavam Sartre ele fala essa é uma filosofia da realidade né eu me coloco diante de mim e sei que eu só tenho a mim mesmo né Eu não tenho eu não tenho onde me apoiar a não ser em mim mesmo eu vou ser o que eu quiser ser e vou assumir as consequências daquilo que eh eu vi vier a ser né a liberdade é exatamente o satre o sre tem uma frase também muito bonita que eu não coloquei aqui mas que agora tá na minha memória eu tô resgatando o satra
diz exatamente o seguinte eh eu não posso eh ficar mais ou menos assim né eu eu eu eu não posso eu não posso eu não posso mudar aquilo que as pessoas fizeram comigo né mas eu posso mudar aquilo que de fato acontece agora né então o presente é sempre constante né O passado é a Fatalidade né É É a faticidade né então o presente é o hoje é sobre ele que eu tenho o meu domínio é o exercício então da Liberdade né então a pergunta é a seguinte se a condição do homem é de angústia
eu posso escapar dessa condição de angústia Será que tem um jeito de eu como que eu vou dizer não me só que é um jeito vamos dizer assim inautêntico de viver e ele vai dar um nome filosófico para essa tentativa de burlar a própria condição da existência ele vai chamar de má fé o que que é a má fé a má fé na verdade é uma aut mentira a má fé é um autoengano a má fé é uma tentativa que a pessoa tem de burlar as próprias responsabilidades né É é é como quando eu tento
transferir para alguém para além de mim porque eu falei para vocês que não tem como sair do homem o próprio homem mas quando eu tento fazer isso segundo sa gente eu tento atribuir a Deus a natureza ou a sociedade sabe o sistema né tão comum hoje hoje olha o problema é o sistema nunca sou eu mas é o sistema né o sistema político o sistema econômico como se o sistema gente não fosse compostos por Nós seres humanos né como se as ações dos indivíduos que compõem o sistema não fossem ações humanas e perversas então é
como o homem vai lá se reúne decide produzir a guerra e depois diz olha o sistema é isso não por trás do sistema tem seres humanos que decidem livremente e que acabam tomando eh deixando perdão uma imagem um modelo pros outros seguirem gente né então a má fé segundo Sartre é uma tentativa de jogar pro outro aquilo que deveria assumir como sendo eh no meu âmbito particular né a fé é a negação da própria vida é A negação do próprio corpo é A negação da história é A negação daquilo que constitui o homem enquanto existência
concreta e não enquanto Essência humana como nós vimos que não existe tá então a má fé é a autom mentira é mentir para si mesmo é negar esta condição Então como é que a gente faz para não cair na má fé é a pergunta que o s porque também não dá para cair na ma fé né e o s é bem categórico o s diz para não cair na ma fé eu tenho que ter a escolha moral responsável por isso que o Sat Diz pros católicos o humanismo que eu proponho O existencialismo que eu proponho
não é uma ausência da moral é uma ausência da moral tal como vocês a concebem mas o o a minha perspectiva é de uma moral que seja responsável então ele ainda dá um exemplo né assim para facilitar a compreensão do que seja essa moral responsável então ele diz assim um pintor Quando Ele Decide pintar um quadro ele não tem o quadro pronto definido acabado o máximo que ele tem é assim um esboço na cabeça olha talvez vai ser isso vai ser aquilo tal tal tal né são as pretensões que ele tem o quadro mesmo gente
propriamente falando só vai surgir quando ele pintar ou seja o quadro vai surgindo quando o pintor Vai pintando então comparando o quadro a uma moral humana né o Sacre Vai dizer que não existe uma moral a priori como pensava o cant né ao produzir a A Crítica da Razão prática né não existe um modelo imutável no qual eu possa me agarrar Me direcionar né Eh as leis eternas de Deus não eu vou construindo isso na medida em que eu vou vivendo mas essas escolhas elas não são assim ai de qualquer jeito elas são então responsáveis
né O que que cabe ao homem Fazer cabe ao homem dar um sentido pra vida e o sentido ele não nasce ele é construído e o que vale mesmo nessa vida para ele é assumir por completo a condição humana que é a condição do engajamento né então por isso que Sat viveu muito tempo e intensamente a vida porque ele tentando se inventar tentando se fazer tentando se refazer a constantemente né quando eu me coloco na na na relação com o outro eu me invento me refaço reconheço os meus limites né vejo que aqui eu posso
melhorar eu eu compreendo a noção de alteridade Eu compreendo que o outro diferente de mim pode ser também eh pode ter alguma coisa na qual eu possa eh aprender Enfim gente cabe ao homem se inventar assim como o pintor inventa um quadro ele vai produzindo essa sua subjetividade essa sua moralidade na relação com os demais seres humanos né E aí para finalizar porque eu sei que vocês estão cansados eu peço desculpas mas hoje a nossa última videoaula Que pena né Eh o Sartre termina o texto né Vamos falar assim eh defendendo o o o humanismo
porque agora ele já tem propriedade para reafirmar o que o título da obra diz o existencialismo é um humanismo então ele vai dizer em defesa desse humanismo que eu estou aqui né E então ele termina eh a a obra com uma citação que eu achei pertinente por isso eu a trouxe aqui e vocês sabem que eu eu eu prezo muito por por trazer o autor é importante trazer o autor para que a gente entenda o pensamento do autor o que ele tá falando né bom então S diz o existencialismo nada mais é do que um
esforço para tirar todas os consequências de uma postura ateia coerente como eu falei para vocês é uma postura teia que ele na verdade acredita que é coerente que não é um ateísmo daquele que diz ah você acredita em Deus você é uma porcaria Não é nada disso satre nunca disse isso ao contrário né satre na cerimônia do a Deus no texto da Simon de Bá ela faz a pergunta né você não acredita em Deus ele fala assim olha eu não eu não a minha intenção diz o Sartre não é provar que Deus não existe jamais
ele fez a prova de que Deus não existe o s o que eu tenho a dizer é que a existência ou não de Deus não nos interessa ela não é importante pra visão que eu tenho de mundo tão entendendo gente então ele tá querendo dizer ela não é ela tem que ser coerente com a com o que eu penso acerca do ser humano mas não que eu vou lá matar os que eu vou fazer guerra contra os cristãos tanto é que o s sai do comunismo quando ele percebe né que há uma postura autoritária S
deixa o comunismo e publica a obra que eu falei para vocês o fantasma de Stalin né Porque de fato isso não pode existir né então satre diz que o existencialismo é um esforço para tirar todas as consequências de uma postura ateia que seja coerente continua é preciso que o homem se encontre e se convença de que nada pode salvá-lo dele próprio nem mesmo uma prova válida da existência de Deus veja então pode existir uma prova válida Olha o que eu tô falando né pode até existir uma prova válida da existência de Deus mas mesmo que
essa prova exista mesmo que de fato ele não pode salvar o homem de si que que ele tá querendo dizer com isso de que ele não pode salvar o homem de escolher sobre si mesmo e de se responsabilizar sobre si mesmo tá vamos desfazendo os preconceitos nesse sentido O existencialismo é um otimismo uma doutrina da ação e só por má fé aí ele critica os cristãos é que os cristãos confundindo o seu próprio desespero com o nosso podem chamar-nos de desesperados então ou seja eh quando há uma inversão quando não há uma compreensão do que
de fato seja a doutrina existencialista né em que põe nas mãos do homem a própria eh digamos assim responsabilidade né então é só assim que os cristãos podem invertendo a ordem nos chamar de desesperados Nós não somos desesperados dizer nós somos realistas né Essa seria uma palavra muito adequada para aquilo Nós nós só vemos o o a humanidade tal como ela é tal como ela se apresenta para nós então gente chegamos ao final dessa nossa videoaula Eu ofereci para vocês e um vídeo da Simone de bouar né também uma autora muito interessante o num outro
momento talvez se a gente tiver disponibilidade a gente pode est falando sobre a Simone sobre as obras da Simone né e eu disponibilizei para vocês um e claro que a a vida da Simone implica na vida do S Então tá lá um videozinho tá quem quiser assistir não é obrigado tá legendado tá em francês mas tá legendado e eu disponibilizei um filme né o café flor que conta a vida do satre a relação que ele tinha com os outros Filó filósofos a relação com a Simone né o a reunião que eles faziam no café a
maneira como satre concebia a produção da filosofia né A Crítica que ele faz a maneira digamos arrogante de se fazer filosofia Tá Enfim gente tá lá tá disponível quem quiser assistir tá disponibilizei alguns artigos também e disponibilizei o texto do sart o o O existencialismo é o humanismo certo eu eu gostaria que vocês aproveitassem o máximo possível né e de todo esse material volto a dizer s sart é um filósofo ateu né mas o que não significa que seja um autor desprezível porque se hoje a gente fala de um mundo individualista se hoje a gente
fala de um mundo e que tem as pretensões adas mais ao T do que ao ser né pensem vocês que o sart também já fazia essa crítica né a partir da perspectiva dele como eu falei para vocês do humanismo todo né mas essa crítica também era posta né e e a valorização do ser humano a luta contra a máquina do terror que foi o nazismo né a luta pela Liberdade então isso são coisas que nós temos que aproveitar do pensamento sartriano e que podem contribuir pra nossa compreensão do mundo assim contemporâneo né Às vezes as
pessoas ficam chocadas a vamos falar de um filósofo ateu é falar de um filósofo ateu o que que o filósofo atu tem para dizer para nós né Por que ter medo né Por que não compreender o pensamento de um autor né E aí a gente vai desfazendo os nossos preconceitos os nossos paradigmas em relação a produção do conhecimento bom gente muito obrigado eu fico profundamente agradecido por tudo que assim eu pude proporcionar vocês peço desculpas eh se em algum momento eh Teve alguma falha né da minha parte e assim desejo a vocês ótimos estudos né
Espero que nós possamos nos ver em outras ocasiões em outros momentos sejam esses momentos presenciais sejam assim os momentos da da interação online né me ponho à disposição de todos eh todos têm meu contato meu e-mail né se ficou alguma dúvida em relação ao texto também então por favor entre em contato eu tento ser o mais claro possível mas a gente sabe que a clareza absoluta não existe né então se tiver alguma dificuldade por favor entre em contato Desejo a todos vocês um ótimo uma ótima semana de estudos e até eh talvez no próximo semestre
Ou talvez no próximo ano um grande abraço a todos e a todas fiquem com Deus