Olá, pessoal. Eu me chamo Mariana Fraçat, sou especialista em educação física, faço parte da equipe de materiais didáticos da CEDUC. Sou uma mulher branca, tenho os cabelos lisos na altura dos ombros.
Meus cabelos e olhos são castanhos. Eu estou usando uma blusa na cor marsala e um pink na um blazer na cor pink, mas eu não estou sozinha, eu estou com meu colega. >> Oi pessoal, eu sou o Marcelo Ortega, é especialista em educação física, trabalho na equipe de materiais.
Eu sou um homem branco, cabeça raspada, óculos, barba loira, acendida de branco já pela idade e uma camisa vista uma camisa preta. Hoje nós vamos estar trazendo para vocês um pouco do planejamento eh paraas aulas de educação física 2026. Então nós vamos estar abordando a contextualização, um pouquinho do currículo e aí partir para as novidades, que é o que mais importa nesse exato momento.
Para iniciar a nossa discussão da contextualização da educação física escolar, a gente vai fazer uma breve olhada na linha da, vai dar uma breve olhada na linha do tempo e lembrar que a educação física sofreu suas maiores transformações no período onde a LDB foi desenvolvida e nosso componente foi enquadrado na área de linguagens. A partir daí, depois, alguns anos depois, a BNCC nos traz aí a oportunidade de ter um currículo estadual, onde nós desenvolvemos o currículo paulista, onde nós conseguimos acessar a cultura corporal de movimento e desenvolver elas nas aulas dos do nosso componente. E a partir dessa implementação, nós tivemos aí o desenvolvimento do material digital, material esse que vocês desenvolvem e trabalham hoje na escola, >> sobre o qual nós vamos falar hoje, dos anos finais do ensino fundamental.
>> Lembra? Exatamente. Então, o que que a LDB, a BNCC e o currículo paulista mudaram paraa educação física?
Ela deixa a educação física deixa de ser técnica, tecnicista, como a gente chama, eh onde o onde a prioridade é o gesto motor, a performance, a especialização e a e a pouca reflexão cultural, pouca diversidade de esportes e de esportes, de modalidades, de estudos, né? e o enfoque cultural, onde a gente vai buscar aí agora na nossa educação física contemporânea, a gente vai buscar a pluralidade, diversidade, a relativização de desenvolvimento, a visão crítica, reação, reflexão cultural, foco na vivência. Aí a gente vai pensar sobre a cultura corporal de movimento.
>> Quando eu falo disso, a primeira pergunta que eu trago é: "O que ensina a educação física? " né? Eh, gostei da da do da interpretação, OK?
Da ênfase. O que que ensina a educação física, né? A educação física aí vai estudar então essa cultura corporal do movimento, que é ela vai dar o olhar dela, a perspectiva dela sobre os fenômenos culturais provenientes do movimento humano, ou seja, vai estudar o esporte, a dança, a luta, ah, enfim, todos esses fenômenos que a de alguma forma abarcam a cultura corporal de movimento, >> certo?
E aí, quais são as características do currículo de educação física, má? >> Muito bem, o nosso currículo, ele é segmentado por unidades temáticas e objeto de conhecimento. Não podemos esquecer de lembrar também que esses todos carregam muitas habilidades, mas a gente já vai falar um pouquinho sobre habilidades.
Esse ele desenvolve dentro desses objetos conhecimento a partir dessas unidades temáticas que são que possuem características amplamente práticas. Então, já que você disse que o nosso currículo paulista traz unidades temáticas, quais são elas? >> Bom, nós vamos trabalhar nessas unidades temáticas, são partes mais macros do nosso desenvolvimento, do nosso estudo.
Eh, ela a gente trabalha sete principais que são esportes, corpo movimento e saúde, lutas, danças, ginásticas, brincadeiras e jogos e práticas corporais de aventura, >> certo? E aí, então, quer dizer que dentre essas unidades temáticas há um desdobramento de objetos de conhecimento, né? >> E aí fala pra gente um pouquinho desse desdobramento, por favor.
>> Então, é aí que a gente vê os micros, né, os as partes menores dessas fatias de desenvolvimento da desse, desses fenômenos culturais. Ou seja, nos esportes a gente vai trabalhar com esportes de campo, taco, esportes de rede parede, esportes de marca, esportes de invasão, esporte de precisão, técnico combinatório de combate, paralímpicos, né, onde a gente vai abordar lá o futsal, o voleibol, o tênis de mesa, etc, etc. No corpo, movimento e saúde, a gente vai trabalhar exercício físico, atividade física, habilidades motoras, treinamento físico, hábitos alimentares, composição corporal, medicamentos, que muitas vezes a gente fala sobre essa questão do fitness, né?
coisas que estão muito em voga hoje em dia, que é principalmente a questão até da da do suplemento, da suplementação, dos problemas dismor dismórficos, dismórficos, quase que não sai, gente. >> E vamos para as lutas na sequência falando sobre as lutas do Brasil, as lutas do mundo. Então, a gente aborda capoeira, jitos, karatê, muitai, etc.
A gente vai para as danças, danças urbanas de salão, onde a gente também aborda o hip hop, o street dance, as danças de salão, como forró, eh, >> nacionais e internacionais, né? Ah, é verdade. Também tem algumas internacionais.
Eh, nós temos as ginásticas, onde a gente vai trabalhar ginásticas de condicionamento físico e conscientização corporal, onde a gente consegue trabalhar musculação, ginástica de academia, eh, taixuan, que mais? Não sei. >> Yoga.
>> Yoga. Olha só, quantas coisas legais. E brincadeiras e jogos, onde a gente vai trabalhar jogos de tabuleiro, jogos eletrônicos.
Nossa, mas jogos de taboleiro, jogos eletrônicos. Pois é, nós, tanto nos jogos de tabuleiros quanto nos jogos eletrônicos, a gente já fala sobre os atletas virtuais, os jogos de de opa, de captação de moviment. Hoje eu tô bom das palavras, hein?
Captação de movimento, jogos em RA, em RV, né, usando realidade virtual, realidade aumentada. E aí a gente tem as práticas corporais de aventura, que por fim trabalha as as práticas de aventura urbana e de natureza. Essas duas vão trabalhar aquilo que a gente chamava de esportes radicais.
A gente vai trabalhar também esportes que não são tão simples de desenvolver, mas que são adaptáveis paraa situação da escola. De fim, enfim, >> enfim, >> enfim. é um é um componente de cunho prático, onde as habilidades desse que que vão descender dessas dessas unidades temáticas e desses objetos de conhecimento trabalham integralmente de forma com bem bem frequente as os verbos cognitivos de cunho prático, né?
Então a gente vai ver ali muito experimentar, criar, recriar, explicar, utilizar, participar, discutir, descrever, vivenciar, construir, praticar, principalmente experimentar e vivenciar, porque muitas vezes é a primeira vez que o estudante tá vivenciando aquele aquele objeto de conhecimento e aí ele vai ter o experimentar e na sequência vivenciar, certo? E aí, depois de toda essa explicação, né, brilhante aí do nosso currículo cultural, a gente consegue concluir que esse currículo ele oportuniza pra gente um leque mais amplo de possibilidades da educação física, né? Então assim, a gente sai daquela caixinha dos quatro grandes desportos, né?
Vôlei, basquete, futsal, handball. E a gente oportuniza o estudante a vivenciar também a dança, os jogos, as práticas de aventura, as lutas, né? E todo esse esse leque riquíssimo que a educação física nos traz.
>> E é isso que a gente vai fazer agora, falar sobre como é que a gente vai trabalhar isso, >> não. E lembrando que isso forma os sujeitos mais críticos, criativos e conscientes da diversidade, né, das práticas corporais e dos seus significados na nossa sociedade. >> Muito bem.
E aí agora a gente vai mostrar com um pouco mais de detalhe como isso vai ser feito em 2026. >> Fala pra gente, Mário, o que que é um scopo priorizado para 2026. >> Então, olha só, em 2026 a gente vai fazer uma nova organização pedagógica estruturada para valorizar e potencializar as aulas práticas, né?
Foi isso que a gente chamou de escopo priorizado. Então, a cada bimestre vão ser trabalhadas apenas uma ou duas unidades temáticas articuladas em torno de dois a três objetos de conhecimento. Assim, a gente consegue aprofundar um pouco mais, né, esses objetos de conhecimento, essas unidades temáticas.
Antes a gente estava trabalhando com um leque muito mais amplo e talvez faltasse um pouquinho essa questão de aprofundamento e para 2026, né, ouvindo a rede aí, os nossos parceiros, nós então priorizamos o nosso escopo para trazer um aprofundamento aí dos objetos de conhecimento dentro das unidades temáticas. >> Perfeito. >> Com isso, nós vamos ter um novo formato dos materiais, >> né?
E aí esse novo formato, ele vai tá trazendo menos aulas teóricas e mais aulas práticas, mas ele continua então nesse formato de ter ambos os tipos de aula, né, teóricas e práticas. As aulas teóricas, então, vão acontecer duas vezes por bimestre e tem como objetivo contextualizar historicamente, culturalmente e socialmente, né? Então elas vão dar um embasamento teórico e trazer uma referência pros estudantes.
Essas aulas teóricas elas vão estar disponíveis para os estudantes, tá? O material vai estar disponível para eles. Já as aulas práticas vai ser uma, vão ser um materiais exclusivos para os professores.
Só os professores terão acessos. Acesso. Aí eu também tô falhando com as palavras.
>> Norm faz parte. A gente tá gravando aqui, né, assim? >> Então, os professores vão ter acesso a esse material das aulas práticas para que eles acompanhem ali roteiros detalhados com sugestões de atividades totalmente adaptáveis pro contexto escolar, tá?
Por que mudou? >> Por quê? Essa é uma grande pergunta.
>> Mudou com a intencionalidade pedagógica da educação física mesmo que traz essa essência prática, né? Notando a necessidade do estudante que muitas vezes em seus lares não tem tanta possibilidade de se movimentar, que muitas vezes as aulas de educação física são o espaço onde o estudante de fato se movimenta, né? Então a gente mudou nessa intencionalidade de trazer mais possibilidades práticas pro estudante.
>> Bem, >> então olha só o que vai mudar no escopo, má? >> O que que vai mudar no escopo? É muita coisa para mudar, pelo que tá >> muita coisa.
uma ou duas unidades temáticas com até dois blocos de objeto de conhecimento que vão estar divididinhos por duas cores, né, para para uma melhor visualização, para uma melhor compreensão. Nós melhoramos também a organização curricular, onde os objetos de conhecimento eles vão ser semelhantes trabalhados do sexto ao nono ano. Como assim?
No sexto ano eu tô trabalhando com dança. Então no sétimo eu vou trabalhar com dança, no oitavo com dança e no nono com dança. No sexto ano eu tô trabalhando com esporte, então vou trabalhar também no sétimo, oitavo e nono e assim por diante.
Porque tava acontecendo de às vezes o professor tá trabalhando com esporte em um, com dança, em outro, com ginástica, em outro. E aí a gente fez isso para tentar melhorar a organização do professor, né? organização de materiais, organização de espaços, o planejamento do professor.
Pode acontecer que algumas vezes não fique tão semelhante assim por uma questão de cumprir com as habilidades que a gente tem no currículo paulista, que às vezes de um ano para outro dá uma divergência, mas a gente procurou aproximar ao máximo, né, essa organização glutinário, mas não nem sempre funciona, né? E a gente priorizou então os objetos de conhecimento e as habilidades, deixou elas mais aglutinadas, >> né, sem perder nada. E também melhoramos aí o se o sequenciamento, né, aula a aula.
Então, por exemplo, o professor tem lá aula um teórica sobre um conteúdo, aí uma o o estudante tem acesso a esse material teórico e depois da aula do a 7 há um material que só o professor tem acesso com todo o desdobramento, né, a acerca desse conteúdo. Quais sugestões que o professor pode estar trabalhando nas aulas práticas na sua quadra de aula? Depois a oito, teórica novamente e da 9 a 14 mais sugestões práticas.
Então, só retomando, são quatro materiais digitais, quatro PPTs, dois com acesso apenas dos estudantes, quer dizer, desculpa, dois com acesso dos estudantes e dos professores. >> Professores >> e dois com acesso apenas dos professores, né? Dois teóricos e dois práticos, contemplando 14 aulas, tá?
Muito bem. >> Ã, o escopo sequência, uma espiadinha, nós temos aí os blocos de cores, só para tá diferenciando, então, o objeto de conhecimento a ser trabalhado, tá? A gente coloca o esporte paralímpico geralmente com um outro esporte.
Então, se eu tô trabalhando esporte de marca atletismo, eu também trabalho o paralímpico do atletismo, né? e assim por diante com todos os nossos outros esportes. As sessões das aulas teóricas não mudaram, continuam as mesmas no material, só o para professores que traz uma outra perspectiva.
O para professores agora, ele traz dicas de atividades que acontecem na aula teórica mesmo, viu, má? >> Perfeito. >> Ele não traz mais dicas de atividades práticas porque isso é naquele outro material que vai só pro professor.
>> Sim. >> Tá. >> Então, uma espiadinha na aula teórica, nada mudou.
E a estrutura das aulas práticas, só retomando, são um slide, né, dois slides, dois materiais com 12 aulas práticas, trazendo o momento inicial, desenvolvimento da atividade, materiais, tempo, né? E aí ele tem uma carinha nova para trazer todo esse desdobramento aí pro professor, auxiliando a organização aí das aulas do professor. Bom, diante disso, a gente conclui então que na educação física escolar, o mais importante não é execução perfeita, mas é o caminho percorrido na experiência e que esse planejamento intencional ele conduz o processo de maneira que as aulas possam fazer sentido e o aprendizado acontecer, né, onde o movimento é ao mesmo tempo meio e mensagem de aprendizagem.
>> Bem, >> muito obrigada. >> Muito obrigado. >> Ótimo trabalho >> e bom planejamento.
>> Ótimo planejamento, pessoal.