Aí, ó. >> Salve, pessoal. Boa noite.
Eu queria saber de vocês o porquê de tantas viaturas às vezes paradas em ocorrências como uma batida de moto, uma batida de carro. Eu observo que aqui em São Paulo ficam muitas viaturas, às vezes três, quatro viaturas paradas por conta de algo que é tão simples de se resolver. O porquê disso?
>> Uhum. Aí, aí é mais a minha praia, né? Praia, né, meu?
Não, esculacho. Eu vou dizer que esculachou esculacher, na moral. Seg, deixa eu explicar como é que eu esqueci o nome do cara.
>> Como é o nome dele? >> Oliveira. Escula não, escula.
Não, não vou. Oliveira. É o seguinte, deixa eu te explicar, meu irmão.
Ó, tem um acidente de trânsito aí e a viatura, chega uma viatura para atender ocorrência. Aí, por exemplo, o cara ele foi pro hospital, aí vai ter que ir uma viatura, ir lá no, vi aqui no local pegar dados para ele ir lá no hospital pegar a papeleta que é que o cara deu entrada no hospital para levar pro DP. Aí tem alguma outra viatura que vai ter que pegar os pertence do cara para levar no DP e tem outra viatura que vai ficar preservando o local.
Então ele falou três, quatro viaturas, tá na média. É isso aí mesmo, entendeu? Eh, às vezes também acaso que o rondante vai lá, no caso, eu como sargento tem a viatura, duas viaturas tendendo ocorrência, eu encosto lá para rondar as viaturas, vê como é que tá.
Então, juntou três viaturas, não é que as a eh um acúmulo de viaturas, são funções diferentes. Ali chega um, um tá rondando, o outro vai pegar a papeleta, o outro vai levar o o mochila, alguma coisa, né? Então, quer dizer, junta aquele aquelas viaturas porque é o trâmite da ocorrência mesmo, >> pô.
E a polícia e aqui, cara, não tô aqui para puxar o saco de ninguém, mas a polícia realmente é aqui em, ó, vou te contar uma parada que aconteceu esses dias, cara. Tem um cara que trabalha aqui com a gente que ele teve um AVC, ele tava se preparando para sair de casa para então, inclusive depois a gente vai fazer uma doação para ele lá. >> Ah, é, vocês viram lá na lá na entrada lá.
Então, ele tava, descobrimos que, porque assim, eh, quando ele não apareceu, liga para todo mundo o que que aconteceu, porque o cara se permente nunca faltou, entendeu? Que que tá acontecendo, tal. Aí, eh, a minha esposa foi também eh encontraram ele na casa dele de tarde, o cara tava se preparando para sair, devia ser 6 horas da manhã, sair lá, >> e encontraramse 3 horas da tarde o cara tinha tido um AVC e o maluco é forte, né?
>> Fortnão. Eu lembro dele, pô. Da outra vez que eu vi, ele tava aqui fortão.
>> E aí ele e eh quem foi assim, quem socorreu ele foi a polícia no fim das contas que ligamos, ligaram para todo mundo lá, não sei que o primeiro a chegar foi a polícia, já pegou, já levou. Quando chegou a motoca do SAMU, o cara já tinha ido embora já. Então os caras resolvem, >> cara, eu vou falar para você, ô ô, ô Igor.
Antigamente, cara, não tinha, não era que nem hoje que você liga lá, vê uma viatura do SAMUD bombeiro. Cara, antigamente era só PM, cara. Eu fiz seis parto, cara.
>> [ __ ] >> seis partos eu fiz. >> Eu fiz um lá na frente da rota >> aí, ó. Eu fiz seis partos, cara.
Brinquei com a mãe, falei: "Ó, coloca o nome dele de Tobias. Boa, [risadas] >> por favor. " Eu fiz seis parto, cara.
Inclusive, um parto que eu fiz era de prematuro. Eita. A mulher foi no banheiro, ela foiá, não sei o que ela foi, foi usar, foi urinar e ela sentiu um dor no pé da barriga, ela agachou no banheiro e ficou lá.
Aí o marido desesperado ligou 90. Aí chegamos lá, eu tava na viatura do setor, cheguei e eu sempre fui fuçador, cara. Eu tinha uma uma eu só passava dificuldade uma vez, na outra, no outro serviço eu já aquela dificuldade eu já tinha sanado.
E aí fui lá, falei: "Pega a bolsa lá" e trouxe a bolsa. Tem todo um um assim uns procedimentos, né? Aí eu cheguei no banheiro, falei: "Que que aconteceu?
" Senhor falou: "Não, eu tô grávida. " E eu fui fui eh urinar e eu senti uma dor muito forte do pé da barriga. Aí eu falei assim: "Senhora, consegue sentar?
" Ela sentou e ela esticou as pernas. Quando ela abriu, eu já vi a coroa da criança, né? O crânio da criança.
Falei: "Ó, a senhora vai, vamos, vamos ter que fazer o parte da senhora aqui". >> Aí ela falou: "Ai, meu Deus". Falei, "Não, esquenta a cabeça".
Aí eu falei pro pai dela, pro marido dela, pega uns panos, né? Tá? Porque a gente tem que quando vai fazer o parto que a mulher deita ali, aí você tem que colocar o pano ali eh isolando anos dela, porque às vezes a mulher faz e ela defeca e se ela defecar contamina a criança.
Então você isola ali, né, o anos dela e o resto é só cara, você vai amparar, é ombro. Você vai tirar um ombro, vai você vai se levantar o outro, aí vem que nem sabão, sabonete molhado, aí você ampara ali a criança, né? Aí você mede um palmo da barriga da criança aqui.
Aí amarra aqui, mede mais um palmo, amarra aqui, corta no meio, né? Fez o pass. Só que a criança, só que a criança, >> eu não tiro só, eu não tiro só vidas, não.
Eu trago vidas aí. [risadas] Aí beleza, né, meu filho, cortei ali, pá, e a criança não chorava. >> Mas [risadas] e que tu tirou?
>> Afucava. >> Aí a criança não chorava, cara. >> Hum.
>> Aí eu falei: "Puta que pariu". E nesse caso aí eu não, não é quase aí eu falei: "Ó, vai vir outra viatura levar a senhora. " Eu desci correndo, né?
Entramos na viatura e eu fui limpando as as narinas da da menina da da era uma menina, a boca dela com a mão. E nesse caso assim, se ela não chorar, eu fui fazendo massagem no peito dela. Se não chora, você tem que colocar a boca no, a sua boca no nariz na boca e não não puxar, sugar para limpar as vias aéreas.
Você tem que sugar. Só que eu pedindo para Deus que eu não tivesse que fazer aquilo ali, porque eu ia vomitar. Mas beleza, eu ia fazer aí.
Beleza, pai. Fui limpando. Aí a criança chorou.
Falei: "Graças a Deus. Graças, [risadas] graças a Deus". Aí eu pá, o hospital de Hermelino ali, entrei correndo.
Onde é o e o TI? É o Natal, segundo andar. Eu passo aí correndo com a criança no colo.
Cheguei lá, ó, doutora, é pr e era prematura, né? Que a mulher tinha falado que ela tinha 7 meses. Falei: "É prematura, ela já levou lá para dentro, aí já foi, já foi.
Eu vi o trabalho, né? Aí tava continuando. Aí na que eu tava saindo, tava chegando a viatura com a mãe.
Aí minha filha falou: "Tá na UTI neonatal, as médicas estão assistindo, a senhora vai para outra outro lugar lá, né? " Aí ela falou: "É menina ou menina? " Aquele tempo não tinha negócio de que nem hoje que você vê até o 3D >> 3D.
Aí eu falei: "É menina? " Ela falou assim: "Ai, tá bom. Como é que é o nome da sua mãe?
" Falei: "Iolanda". Eu falou: "Posso colocar o nome da minha filha na sua da sua mãe na minha filha? " Falei, "Pode, sem problema.
" Aí ela falou: "Ah, tá bom. Depois eu não fiquei sabendo. Fui lá um dia na casa dela, já tinha mudado, não sei se colocou, mas a criança sobreviveu, né?
Depois eu passei lá outro dia, fui falar com a médica, a médica falou: "Não, >> legal, >> deu tudo certo". Então, quer dizer, antigamente era gente, irmão, para tudo, tudo, tudo. A gente era padre, eh, psicólogo, psiquiatra, era tudo, irmão, tudo.
Então, as pessoas só tinha polícia, cara. Não tinha mais ninguém. >> Continua ainda, viu, mano?
Boa parte ainda. >> Continua, continua ainda. E tem pessoa que não valoriza polícia, E na pergunta às vezes dele do do colega aí, algo que às vezes na na ótica dele é simples, não é tão simples assim, que você falou, existe um trâmite, um procedimento legal para que a ocorrência dê certo, né?
Então às vezes ele vai ver várias viaturas encostadas, mas cada uma tem uma função. >> Tem uma função. É, é respondendo a pergunta.
>> Eu entendo às vezes, talvez a revolta dele de cidadão, né? Ele fala: "Porra, mano, os cara tá roubando do outro lado ali e tem um monte de viatura parada. " Mas ele aí ele também tem que entender o lado do policial que ele não entende o suficiente da dinâmica da ocorrência também para falar que não tá fazendo nada ou que aquela ocorrência não tem aquela importância, né?
>> Entendi. >> Tem que ser >> fechou. >> Na próxima tu para e pergunta: "Ô, meu irmão, tu não vai correr atrás de bandido não?
" >> Fala aí, fala aí, fala isso aí. Eu acho que se parar, dar certo. Você parar do lado da viatura e falar assim: "Ô, meu, vocês vão ficar parado".
>> Você não tem mais o que fazer não. Vai procurar bandido, mano. >> Fala isso aí.
Fala isso aí que é tranquilo. >> Aí é tranquilão. B.
Dá nadaada. Dá >> nada. Já sabe.
Cadê? Tá com a próxima.