Oi bonitas e bonitos, tudo bom com vocês? Começando mais uma Quinta Misteriosa aqui no canal. .
. E antes de mais nada, já se inscreve, ativa as notificações, me acompanhe nas redes sociais que eu vou deixar aqui na tela para vocês. .
. Está muito calor hoje, está a nível insuportável. .
. Então, o ventilador está aqui bem na minha frente, porque eu fico muito tempo falando e falando. .
. Eu não vou aguentar com três luzes na minha cara, então eu espero muito que vocês entendam e ignorem o barulhinho do ventilador porque não está dando. Sério, está muito calor.
. . E como vocês sabem, sempre que eu escolho um caso gringo para vir aqui contar para vocês, 90% das fontes que eu uso são todas em inglês.
Por exemplo, no caso que eu vou contar para vocês hoje, todas as fontes foram em inglês, sem exceção, todas elas. . .
O que é muito legal, porque assim eu consigo trazer mais informação para vocês, trazer um vídeo mais completo, e ao mesmo tempo eu vou exercitando e melhorando o meu inglês. E justamente por conta disso, vocês pedem o tempo todo para eu dar dicas de como aprender inglês, o que eu faço para melhorar o meu inglês. .
. Então, hoje eu vou apresentar para vocês o Cambly. O Cambly é uma empresa que oferece aulas particulares, então é só você e o seu professor, e os professores são todos nativos da língua inglesa.
. . E na verdade, o Cambly é mais do que uma plataforma de ensino de inglês, ele também é uma ferramenta de intercâmbio cultural.
Porque como eu disse para vocês, os professores são nativos, então você vai ter professores dos Estados Unidos, do Canadá, da Inglaterra, que vivem no mundo inteiro. Então, eles têm culturas diferentes, e eles podem colocar vocês em contato com o mundo todo. E recentemente, eu fui para a França, eu não falo francês, mas eu falo inglês, o que me ajudou muito, porque lá ninguém fala português.
. . E até mesmo os franceses que não falam inglês fluente sabiam o básico, então eu consegui me comunicar com todo mundo, todos os lugares que eu fui eles conseguiam me entender, entender o que eu estava pedindo, o que eu estava falando.
. . Então, realmente gente, saber falar inglês é muito importante.
Então é muito legal, porque você vai ter um professor particular que vai estar ali te dando 100% de atenção, você vai estar exercitando o seu inglês, e também aprendendo várias coisas sobre várias culturas diferentes. Então é incrível, é muita coisa. .
. Ao mesmo tempo é muito descontraído. .
. Então, para vocês poderem ver melhor tudo isso que eu contei, eu vou colocar um pedacinho de uma aula que eu fiz. .
. E durante a aula, a gente estava conversando sobre viagens, as viagens que ele fez, os países que ele conheceu e eu também. .
. E ele começou a me contar um pouquinho sobre o parque do Harry Potter, a gente falou até sobre Harry Potter, é muito legal. .
. Olha aí! E aí, curtiu?
Então, corre para conhecer pessoas novas e treinar o seu inglês com o Cambly. Eu vou deixar para vocês um link aqui embaixo, para vocês terem a primeira aula grátis, para vocês terem a experiência de falar com um professor e verem como é na prática, eu tenho certeza que vocês vão amar, porque é muito legal. .
. É só usar o meu código, o link vai estar aqui na descrição para vocês. .
. E para quem gostar, vocês podem fazer o plano anual, que vocês vão ter 30% de desconto. .
. Muito bacana, né? Então, façam a primeira aula, me contem.
. . E agora, bora começar o caso de hoje.
Já faz um tempo que vocês estão me cobrando e me pedindo casos de serial killer porque realmente já faz um tempo que eu não trago para vocês. . .
E aí, na minha lista, eu estava lá vendo e comecei a pesquisar casos novos e acabei achando um caso que é pouco falado, mas é um caso. . .
Não sei, gente. . .
É muito bizarro, é muito surreal, para serial killer é totalmente fora do que a gente espera de um caso de serial killer. . .
E eu falei: "Mano, eu preciso trazer esse caso para vocês, vocês precisam conhecer. . .
" Eu simplesmente não entendo como as pessoas não estão falando mais sobre esse caso, que até então eu nem conhecia. Que é o caso do Israel Keyes. Ele nasceu no dia 7 de janeiro de 1978, em Richmond, Utah, nos Estados Unidos.
Ele foi criado em uma família mórmon e estudou sempre em casa. Um tempo depois, a família se mudou para a área de Aladdin Road, ao norte de Colville, em Washington. .
. E lá eles se tornaram vizinhos e amigos da família Chevie Kehoe, e ocasionalmente frequentavam uma igreja de identidade cristã. O Keyes rejeitou completamente a religião, e identificava-se como ateu.
O Keyes era obcecado por armas desde a infância. Quando era adolescente, ele disse que atirou em casas com armas de espingarda, que invadiu casas, iniciou incêndios na floresta. .
. Mais tarde, ele entrou nas cabines dos vizinhos para roubar armas que ele escondia em um esconderijo na casa da sua família. .
. E aí, quando os seus pais descobriram, eles o fizeram pedir desculpa e devolver todas as armas que tinha roubado. .
. E ele fez isso, ele obedeceu os seus pais e devolveu as armas. O Keyes serviu ao Exército americano de 1998 a 2000, em três lugares diferentes: Fort Lewis, Fort Hood e no Egito.
Depois que ele saiu do Exército, ele se mudou para o Alasca. . .
Isso foi em 2007, e lá ele morou com a sua filha e uma namorada no bairro Turnagain, em Anchorage, perto de muitos dos cidadãos mais importantes da cidade, então: advogados, policiais. . .
Enfim, várias pessoas importantes. E lá, ele iniciou um negócio de construção no mesmo ano, que se chamava Keyes Construction, onde ele basicamente trabalhava como "faz tudo", empreiteiro e trabalhador da construção civil. Os vizinhos diziam que ele era bem conhecido em Anchorage, que ele era um vizinho muito bom, um trabalhador muito bom, ninguém tinha nada de ruim para falar sobre ele.
Então, eu não encontrei muita coisa sobre a infância dele, isso foi tudo o que eu achei. Tem mais algumas informações que falam sobre essa questão da igreja e tal. .
. Mas, no geral, é basicamente isso. Então, antes de eu entrar nos crimes que ele cometeu, eu quero falar um pouco sobre o modus operandi dele, justamente porque o método que ele usava era um método completamente diferente, ele não se encaixava no perfil tradicional de um serial killer.
Isso foi o que mais chocou principalmente o FBI, porque o Keyes era diferente. Primeiro, principalmente porque ele não tinha um perfil de vítimas, ele não tinha um perfil como a maioria dos serial killers tem, por exemplo: o Ted Bundy gostava de meninas brancas, de uma faixa etária lá e tinha que ser aquela, de cabelo liso, comprido, repartido no meio. .
. Então, ele tinha esse estereótipo que tinha que ser assim, o Keyes não tinha. Ele não tinha nada, podia ser qualquer pessoa, independente da idade, podia ser homem, mulher, gordo, magro, rico, pobre, idoso, jovem.
. . tipo, não tinha.
Qualquer pessoa poderia ser um alvo para ele. Então, ele bolava todo um plano na sua cabeça, ele era muito inteligente, extremamente meticuloso. .
. Então, basicamente, o que ele fazia era o seguinte: ele sempre escolhia um local, então ele comprava uma passagem de avião e ia para algum lugar do país. .
. Lá ele alugava um carro. E aí, ele começava a dirigir por milhares de quilômetros procurando uma possível vítima.
. . Ele fazia kits, que em inglês ele chamava de kill kits, que em tradução seria kits para matar.
. . Então, ele montava um kit dentro de um balde.
. . Então, dentro desses baldes ele colocava armas, munição, corda, pasta, cola plástica, dinheiro.
. . E também uma substância que ele usava para acelerar a decomposição do corpo humano.
Ele montou vários kits e os enterrou por vários lugares do país. Então, ele não tinha um kit, eram muitos, em muitos lugares. .
. E ninguém sabia, só ele sabia. E ele não escrevia esses lugares, ele não documentava nada escrito, era tudo na sua cabeça, assim ninguém nunca ia conseguir descobrir.
Então, ele montava o kit e enterrava naquele lugar, e os lugares próximos de onde ele enterrou o kit, seria o lugar-alvo onde encontraria a próxima vítima. E justamente, ele sempre pegava um carro e dirigia por milhares de quilômetros, porque assim ninguém ia saber que foi ele, não iam conseguir ligá-lo ao crime. Então, esses kits foram encontrados no Alasca, Nova York, ele admitiu ter outros kits em Washington, Iowa, no Texas, e possivelmente no Arizona também.
Ele procurava as vítimas em áreas remotas como parques, acampamentos, áreas de navegação. . .
E se ele tinha uma vítima que estava na sua mira, e essa pessoa estava em casa, ele procurava uma vítima que na casa tivesse uma garagem, mas não tivesse carro nessa garagem. . .
Que a vítima não tivesse filho e nem cachorro. Ou seja, ele planejava tudo antes, não era uma coisa que ele olhava para uma pessoa e já ia atrás dela, ele planejava tudo meticulosamente. .
. E aí, depois de cometer o assassinato, ele deixava aquele local imediatamente e ia para o próximo, então normalmente eram locais bem distantes um do outro, assim ninguém nunca ia ligar nenhum crime a ele, porque ele nunca cometia mais de um crime no mesmo local. E além de ele não ter um perfil de vítima, ele nunca fazia as coisas do mesmo jeito, então às vezes ele cometia esses crimes à luz do dia, às vezes era de madrugada, às vezes era na rua, no local de trabalho, na casa da pessoa.
. . Não tinha um método que ele usava toda vez.
Então, isso foi o que mais chocou o FBI, por isso que era tão difícil ligá-lo aos crimes, porque cada vez era de um jeito, cada vez era num local diferente, nunca era uma pessoa igual à última. Então, nessas viagens que ele fazia, ele ia em busca da próxima vítima, às vezes vítimas, porque ele também gostava de casais. .
. Então ele sequestrava o casal, levava para outro lugar, estuprava e depois assassinava. E se pudesse, ele pegava os corpos e levava para outro lugar, para descartar de uma forma com tanta habilidade que ninguém conseguia encontrar e ninguém conseguia achar nem DNA nos corpos.
Então, o jeito que ele fazia é uma coisa absurda, ele era muito inteligente. Nas viagens também, para não ser encontrado, ele sempre deixava o celular desligado e sem bateria. .
. Todos os lugares que ia, ele pagava tudo em dinheiro, nunca no cartão, então nunca tinha nada no nome dele para poder comprovar que ele estava em tal lugar, era sempre no dinheiro. .
. E ele não tinha conexão alguma com as vítimas, eram pessoas aleatórias que ele simplesmente escolhia. Então, sempre tinham muitos quilômetros de distância uma coisa da outra.
Ele ia para um lugar de avião, e de lá ele pegava um carro e ia para outro lugar bem longe. . .
Então, já não tinha como ligá-lo a um crime que aconteceu naquele lugar já que até então ele tinha viajado para outro lugar que era esse em que ele chegou de avião. . .
Ele pegava o corpo e colocava em outro lugar, então era tudo a quilômetros de distância um do outro. Por isso que era tão difícil ligá-lo a qualquer crime Inclusive, ele é considerado um dos serial killers mais diabólicos do século XXI, porque é muito bizarro tentar entender a mente dele, como ele bolava todos esses planos só na mente dele. .
. E para mim, esse caso era completamente desconhecido. Quando a gente fala de serial killer, sempre falam do Ted Bundy ou Jeffrey Dahmer.
. . Mas para mim, esse caso é um dos piores de serial killer, com certeza e vocês vão entendendo durante o vídeo o porquê.
E um fato curioso é que o Keyes admitiu que lia vários livros sobre serial killer. Ele começou a ler esses livros na adolescência e foi quando ele percebeu que não estava sozinho, que tinham outras pessoas como ele. Ele disse que admirava o Ted Bundy e compartilhava várias semelhanças com ele, os dois bebiam muito, eram muito metódicos e inteligentes, e sentiam posse sobre as suas vítimas.
Porém, tem algumas diferenças entre os dois. Os assassinatos do Bundy foram espalhados por todo o país. .
. Principalmente, porque ele morava em muitas áreas diferentes, e não era um esforço intencional dele para evitar que soubessem que ele era um serial killer. Já no caso do Keyes, ele fazia isso justamente para que nada fosse ligado a ele, cada crime em um lugar, nunca no mesmo lugar.
. . O Bundy visava apenas mulheres jovens e atraentes, enquanto o Keyes não tinha nenhum tipo específico de vítima, qualquer pessoa poderia ser uma vítima para ele.
Então, agora que eu já contei o modus operandi dele, e como ele fazia isso, a gente vai entrar na parte dos crimes que ele cometeu. É muito difícil contar esse caso em ordem cronológica, eu sempre faço em ordem cronológica, porque eu acho mais fácil de entender. .
. Porém, é muito difícil, porque ele nunca confessou todos os crimes que ele cometeu. Então, não tem como eu contar para vocês exatamente a ordem de cada um deles.
. . Tem vários crimes que ele pode estar envolvido ou não, e as investigações continuam até hoje.
Então, pode ser que conforme vai passando o tempo, eles vão descobrindo que realmente teve alguns ele estava envolvido, outros não. . .
Além de que tem vários crimes que ele nunca confessou se foi ele ou não. Até hoje, não se sabe exatamente o número de vítimas do Keyes, ele confessou pouquíssimas. .
. Então, é muito difícil de dizer as coisas para vocês com exatidão, e de ordem cronológica da forma que eu gostaria. Mas enfim.
. . As suas primeiras vítimas estavam no estado de Washington e tudo começou no final dos anos 90.
Ele admitiu aos investigadores que matou quatro pessoas no estado de Washington, porém essas alegações são objetos de investigação ativa do FBI até hoje e da polícia local do estado. O Keyes viveu em vários lugares do estado, desde o final dos anos 90, até cerca de 2008. Ele não possuía nenhum antecedente criminal.
. . A única coisa que ele tinha, era no Condado de Truesdale, que fica dentro ou perto de Olympia, onde ele foi citado por dirigir sem uma licença válida, mas nada relacionado a crimes.
. . Então, as autoridades estão analisando casos de assassinatos não solucionados de pessoas desaparecidas para determinar quais casos, se houveram nessas regiões, que podem ou não serem vinculados ao Keyes.
Ele confessou pelo menos um assassinato no estado de Nova York, mas as autoridades não determinaram a identidade, idade ou sexo dessa vítima, nem quando e onde o assassinato pode ter ocorrido, mas consideram que essa sua confissão foi verdadeira. Isso porque o Keyes tinha ligações com o estado de Nova York, ele possuia 10 acres e uma cabana na cidade de Constable. O Keyes também confessou vários assaltos a bancos em Nova York e no Texas.
. . Mais tarde, o FBI conseguiu confirmar que ele roubou a agência do Community Bank, em Tupper Lake, Nova York, em abril de 2009.
Eles constataram que ele ameaçava as pessoas no banco com uma arma, embora não houvessem feridos, então ele só pegava o dinheiro e ia embora. Ele também contou para a polícia que roubou uma casa no Texas, incendiou essa casa e fugiu. O Keyes foi ligado à morte de Bill e Lorraine Currier, que moravam em Essex, Vermont.
. . O casal foi visto pela última vez depois de deixar o trabalho, em junho de 2011.
O Keyes invadiu a casa deles no dia 8 de junho, os amarrou, e antes de dirigir para uma casa abandonada, ele abusou sexualmente da Lorraine, e depois atirou nos dois. Essas vítimas foram uma das únicas que ele confessou e deu o nome, na verdade o FBI já estava conseguindo ligá-lo a esse caso. .
. Então, ele acabou confessando que realmente foi ele, mas os corpos nunca foram encontrados, ele nunca contou o que fez ou onde estão. .
. Mas ele contou que pegou um avião até Chicago, lá ele alugou um carro, como sempre, e dirigiu muitos quilômetros até chegar em Vermont. .
. E lá, ele usou um dos kits que tinha escondido lá, e para vocês verem como ele planejava tudo, ele tinha escondido aquele kit faziam 2 anos. Então, o kit ficou lá escondido, e aí 2 anos depois ele voltou, pegou o kit e assassinou o casal, que já estava planejando há 2 anos.
Então, além desse casal, tem mais uma vítima do Keyes, que são os únicos que ele confessou e deu os nomes, então são três pessoas. . .
E esse que eu vou contar para vocês agora é o mais famoso, é o mais conhecido do caso Keyes. . .
Que foi o sequestro da Samantha Koenig, ela tinha 18 anos e morava em Anchorage, no Alasca, mesmo lugar onde o Keyes também morava com a namorada e com a sua filha. A Samantha trabalhava em um Café chamado Common Grounds, que ficava localizado na Tudor Road. .
. E ele ficava na rua. Então, a pessoa ia até a janelinha, fazia o pedido, ela entregava o pedido, e ela trabalhava sozinha.
. . Tinham quatro câmeras: duas câmeras do lado de fora e duas câmeras do lado de dentro.
Então, na sua confissão, o Keyes disse que escolheu esse Café especificamente pela sua localização e também porque ele era um dos únicos ficava aberto até mais tarde. Como todos os outros, ele também planejou esse crime, mas ele não conhecia a Samantha. Então, esse sequestro aconteceu no dia 1° de fevereiro de 2012.
Depois de um tempo, eles divulgaram as imagens de vigilância das câmeras. Então, já era bem noite, estava chegando próximo ao horário da Samantha fechar o Café, e dá para ver o Keyes se aproximando do Café, então ele chega, faz um pedido. .
. Ele pede um café, a Samantha lhe entrega o café. .
. Ele estava usando uma máscara de esqui, então não dá para ver o seu rosto. .
. No vídeo, dá para ver que ela está trabalhando normalmente, até que a sua fisionomia começa a mudar. .
. Ela ergue as mãos assim, então dá a entender que aquele homem estava assaltando o Café. Então, eu acredito que para ela aquilo parecia um roubo, então ela foi obedecendo e fazendo tudo o que aquele homem estava mandando.
. . O Keyes manda ela desligar as luzes, então ela desliga todas as luzes.
. . Provavelmente, para que as câmeras não consigam pegar o rosto dele, porque aí as luzes estariam apagadas.
. . Ele exigiu uma quantidade em dinheiro, a Samantha foi obedecendo tudo o que ele pedia.
. . Depois ele entra no Café.
. . Ele amarra as mãos da Samantha e pergunta onde está o carro dela, ela disse que não tinha carro.
. . Então, ele tira ela à força da banca de Café e vai levando-a para outro lugar.
Eu vou deixar o link do vídeo para vocês assistirem, esse momento que eu contei das quatro câmeras dá para ver tudo acontecendo, então é muito perturbador, dá um aperto no coração ver aquilo acontecendo e ver que não tinha ninguém perto. . .
Ninguém que pudesse ajudar a Samantha naquele momento. . .
Então, ele começa a andar com ela pela rua, ela tenta fugir, e ele consegue ir atrás dela e pegá-la de volta. . .
E aí, ele fala para ela que está armado e que é para ela cooperar. Então, eles vão até o estacionamento onde está estacionado o carro dele, entram no carro. .
. E lá dentro do carro tem várias coisas: o kit como sempre, ele sempre planejava tudo, então estava tudo pronto dentro do carro. .
. Então, ele prende a Samantha dentro, tira a placa do carro e dirige para outro lugar. Então, ele começa a explicar para a Samantha que aquilo é um sequestro, e ele vai pedir um resgate no nome dela.
. . E que se tudo corresse bem, ele a devolveria à sua família, ilesa e que ela não sairia machucada.
Então, a Samantha acreditou no Keyes, ela começa a conversar com ele, ela tenta convencê-lo de soltá-la. . .
Então, isso já faziam alguns minutos, e aí, em algum momento, ele percebe que ela estava sem celular. E para o seu plano dar certo, ele precisava do celular dela, porque pelo celular ele iria pedir o resgate. Então, ele volta para o Café, deixa-a presa dentro do carro, pega o celular dela no Café, volta para o carro e começa a dirigir de novo para outro lugar.
Então, ele dirige para outra parte da cidade e lá ele envia duas mensagens de texto pelo celular da Samantha. Então, a primeira mensagem foi para o namorado dela e a segunda para o chefe dela, o dono do Café. E nessas mensagens, ele fala como se ela tivesse tido um dia ruim, e que de última hora ela tivesse decidido que sairia da cidade.
. . Manda as mensagens e tira a bateria do celular dela.
Aí, ele pede para a Samanta o seu cartão de débito, e ela disse que tinha só um cartão, e era uma conta conjunta com o seu namorado, e esse cartão estava no carro do seu namorado, na casa deles. . .
Então, o Keyes decide ir atrás do cartão. . .
Primeiro, ele leva a Samantha para um galpão na casa dele, amarra-a, liga o rádio bem alto, para que se ela gritasse ninguém ia ouvir. . .
Deixa ela lá, pega o endereço da casa onde ela morava com o namorado, vai até lá para recuperar o cartão. . .
E quando ele chega na casa, o namorado da Samantha está lá, ele não está entendendo nada, porque ele foi buscá-la no Café no horário que ela deveria estar fechando o Café e ela não estava mais lá. . .
E aí, ele recebeu aquela mensagem de texto, dizendo que ela ia sair da cidade, o que não fazia sentido nenhum. . .
Então, o namorado da Samantha fez várias perguntas, começou a confrontá-lo para tentar entender o que estava acontecendo. . .
E ele só fica falando que precisa pegar o cartão. Então, ele vai até o carro para pegar o cartão. .
. Nisso, o namorado da Samantha corre para dentro da casa de novo, para ligar para a polícia para tentar pedir ajuda, mas quando ele sai, o Keyes já pegou o cartão e já foi embora. Então, com o cartão dela, ele vai até um caixa eletrônico para testar se ela deu a senha certa, depois ele volta para o galpão, lá ele abusa sexualmente dela.
. . Depois a asfixiou até a morte, e aí ele deixa o corpo lá no galpão.
E esse galpão, eu não consegui entender exatamente se ficava próximo à casa dele, se era na casa dele. . .
Eu acredito que era próximo, na verdade. . .
Porque se fosse na casa dele, provavelmente a namorada dele iria encontrar o corpo. Então, eu acredito que era bem bem próximo da casa dele. Então, ele deixa o corpo dela escondido lá, volta para casa e começa a fazer as malas, porque no dia seguinte ele já tinha planejado uma viagem.
E essa viajem, era um cruzeiro para New Orleans, no dia 2. Então, ele faz as malas e vai para o cruzeiro. Ele volta no dia 17, e é nesse dia que ele começa a colocar o seu plano do resgate em prática.
E essa parte do caso, para mim é até difícil falar, porque é inacreditável pensar que ele realmente fez isso. Ele voltou no galpão, o corpo ainda estava lá, estava nevando, então o corpo estava congelado. .
. Ele passou maquiagem no rosto da Samantha, ele costurou os olhos dela para parecer que estavam abertos, ele a fez meio que segurar o jornal do dia, então ele colocou o jornal na mão dela e tirou uma foto polaroid. .
. Então, nessa foto parece que ela está viva. .
. E aí, ele escreveu o bilhete de resgate numa máquina de escrever, pedindo $30. 000 para o resgate da Samantha.
Ele levou essa foto com o pedido para um parque e imediatamente manda a mensagem para o namorado da Samantha, que corre até lá, acha a foto e acha o pedido de resgate. Enquanto eu estava pesquisando esse caso, em um dos links tinha essa foto que ele tirou, que é. .
. Não sei gente, é muito esquisito, é até um pouco perturbador, então para quem é muito sensível a essas coisas, não veja! Mas para quem quiser, o link vai estar aqui na descrição.
. . O pai e o namorado da Samantha acreditaram que aquilo realmente era verdade, que ela estava viva e que se eles dessem o resgate, eles conseguiriam ter a Samantha de volta.
. . Porém, nos dias que se seguiram, o Keyes desmembrou o corpo da Samantha e dirigiu para o lago Matanuska, onde ele cortou um buraco no gelo e colocou o corpo dela lá no lago.
O pai da Samantha, James Koenig, conseguiu depositar o dinheiro da recompensa no cartão dela. . .
E esse dinheiro havia sido doado por membros da comunidade, já que a essa altura o sequestro já estava bem conhecido, já estava nos jornais, todo mundo sabia. . .
E a polícia já estava tentando de todos os meios possíveis rastrear o sequestrador. E como agora, o dinheiro já estava no cartão da Samantha, a polícia conseguiu rastrear o cartão, então qualquer movimentação que tivesse no cartão, eles saberiam onde foi e conseguiriam rastrear a pessoa que usou o cartão. Então, nesse momento, começa a caça pelo Keyes.
Então, o Keyes começou a fazer os saques na conta da Samantha, então ele ia para um lugar, sacava $5. 000, ia para outro lugar e sacava mais $5. 000, e assim ele ia.
. . A polícia conseguiu rastrear todos os saques que ele fez enquanto estava se movendo pelo sudoeste americano.
. . Durante esse tempo, a polícia decidiu não divulgar o vídeo de vigilância do sequestro da Samantha, ele só foi divulgado depois.
. . Então, o plano da polícia era conseguir rastrear os saques, e eles estavam conseguindo, porém cada um era em um lugar.
Então, primeiro foi em Anchorage, depois no Arizona, depois no Novo México, depois no Texas. . .
Então, já estava no noticiário que a polícia estava atrás desse homem, e uma pessoa conseguiu perceber que tinha um homem que entrou mascarado, tirou o dinheiro, saiu e entrou num carro branco. Então, essa pessoa alertou à polícia que o carro parecia um Ford Focus branco. E a partir desse momento, a polícia começou a procurar por Ford Focus branco em todo lugar.
Até o policial Bryan Henry, do Texas Highway Patrol, viu um Focus branco e começou a seguir esse carro. Então, ele esperou até que o motorista fizesse qualquer irregularidade de trânsito, qualquer coisa, que ele virasse e não desse sinal, que ele passasse no sinal amarelo. .
. Qualquer coisa para que ele pudesse mandar o carro parar. Eventualmente isso aconteceu, então ele mandou o carro parar, foi até lá, e o motorista era o Israel Keyes.
Então, o policial Bryan Henry, junto com o guarda florestal do Texas, Steven Rayburn, conseguiram ter umas informações naquele momento em que eles pararam o carro. Eles encontraram notas manchadas de tinta de um assalto a banco, a máscara de esqui que ele sempre usava para cobrir o rosto, uma arma, um telefone e o cartão de débito da Samantha, que estava na carteira dele. Naquele momento, ele foi preso.
Posteriormente, o Keyes foi extraditado para o Alasca, onde ele confessou o assassinato da Samantha. . .
E o curioso é que a Samantha morava na mesma cidade dele e ele sempre cometia os crimes em outros lugares, nunca no mesmo lugar. . .
Então, se ele não tivesse decidido sequestrar a Samantha naquele dia, pode ser que a polícia demorasse muito mais para encontrá-lo, ou que talvez nem conseguissem encontrá-lo e ligá-lo a todos os crimes que ele era o culpado, porque cada crime era num lugar diferente. Então, o Keyes foi extraditado e teve acusações de fraude com cartão de crédito. Então, no dia 2 de abril de 2012, os pesquisadores encontraram o corpo da Samantha no lago.
No dia 18 de abril, um júri de Anchorage indiciou o Keyes pelo sequestro e assassinato dela. . .
E aí, a polícia foi fazer o interrogatório com ele, ele pediu várias coisas: charuto, bagels, expresso. . .
Até uma barra de chocolate a polícia levou, levaram todas essas coisas para ele para que ele sentisse que estava no controle. . .
E aí, começaram o interrogatório. Ele foi entrevistado várias vezes enquanto aguardava o julgamento na prisão de Anchorage. Ele foi entrevistado por mais de 40 horas pelo detetive da polícia de Anchorage, Jeff Bell, e a agente especial do FBI, Jolene Goeden.
Ele não foi muito aberto com os detalhes, ele não contava tudo da forma que a polícia esperava. . .
Ele começou a confessar alguns dos assassinatos que cometeu nos últimos 11 anos. Ele admitiu ter sequestrado a Samantha na banca do Café, ele contou tudo o que aconteceu, que foi exatamente o que eu contei para vocês. .
. Porém, para dar esses detalhes para a polícia, sobre tudo o que ele fez com a Samantha, ele tinha uma condição que era que todo esse caso ficasse abafado da mídia, ele não queria que o seu nome estivesse nos jornais. .
. Ele queria que todo o caso ficasse longe da imprensa, então a polícia não entendeu nada, porque normalmente, serial killers querem ser conhecidos depois que são pegos, eles querem que as pessoas saibam o que eles fizeram e que lembrem deles para sempre, por tudo o que fizeram de ruim a várias pessoas. .
. Mas não era o caso do Keyes. Então, era mais uma coisa diferente dele, diferente de outros serial killers.
. . E a polícia ficou questionando-o, para tentar entender qual era o motivo de ele querer o anonimato e ele disse que era por conta da sua filha, ele não queria que sua filha descobrisse tudo o que ele fez com a Samantha.
E ele também expressou preocupação com a privacidade e o bem-estar sua da família e dos seus amigos desde o início, desde o momento em que ele foi preso. . .
E desde o início, ele confessou que a Samantha não havia sido a sua primeira vítima. Então, quando ele foi pego a polícia achou que era só ela. .
. Mas aí, eles descobriram que não, que tinham muitas outras vítimas. Já de cara, a polícia percebeu que estavam lidando com um serial killer super metódico.
Então, desde o início, ele não forneceu nenhum nome, ele provavelmente sabia todos os nomes, porque ele gostava de voltar para a sua casa no Alasca e ficar seguindo as notícias dos seus assassinatos na internet, e ficar acompanhando. . .
A primeira vítima que ele confessou foi em 1990, ele disse às autoridades que havia matado pelo menos 7 outras pessoas em todo o país, embora eles acreditem que o número de vítimas mortas por ele seja de 11 pessoas. Porém, o número exato a gente nunca vai saber, nunca vai descobrir. .
. Porque, como eu disse para vocês, ele só revelou o nome de três vítimas, que foi a Samantha e o casal Bill e Lorraine, só os três. Todos os outros, ele nunca quis dizer os nomes.
Quando a polícia começou a reunir todas as atividades do Keyes e colocar tudo numa linha do tempo, eles divulgaram uma lista de 35 viagens que ele fez em todo o país, entre 2004 e 2012, na esperança que as agências policiais locais e públicas conseguissem comparar assaltos a bancos, desaparecimentos e assassinatos não resolvidos ao Keyes no momento em que ele estava naquela área para ver se conseguiam descobrir mais alguma coisa. . .
Mas acabou que isso não levou a nada novo, a nenhum outro nome de uma possível vítima do Keyes. Uma das detetives do caso, a Monique Doll, disse a seguinte frase entre aspas: "O Keyes não sequestrou e matou pessoas porque era louco. Ele não sequestrou e matou pessoas porque sua "divindade" lhe disse ou porque teve uma infância ruim.
Ele fez isso porque conseguiu uma imensa quantidade de prazer com isso, assim como um viciado obtém uma imensa quantidade de prazer usando drogas. De certa forma, ele era um viciado, e estava viciado no sentimento que tinha quando estava fazendo isso. " Durante o interrogatório, a polícia perguntou qual era o motivo do Keyes, por que ele fazia tudo isso, por que ele cometia todos esses crimes.
. . E ele simplesmente respondeu: "Por que não?
" Ele nunca dizia nada mais do que isso. . .
Na sua confissão, ele disse que tudo começou antes mesmo de ele entrar nas Forças Armadas, ele admitiu ter estuprado uma jovem em Oregon, em algum momento entre 1996 e 1998, quando ele teria 18 ou 20 anos de idade. . .
Ele disse aos agentes do FBI que separou uma garota de suas amigas, violou-a, mas não a matou. . .
Disse aos investigadores que planejava matá-la, mas aí decidiu que não faria. Porém, aquele era o começo de uma longa lista de crimes que ele iria cometer, incluindo roubos. .
. Vários deles que as autoridades ainda estão tentando juntar para colocar na linha do tempo da carreira criminal do Keyes. Desde 2004, ele viajou muitas vezes, procurando vítimas por todo o país, montando os kits, escondendo esses kits.
. . Tem inclusive um mapa, onde a polícia colocou todos os lugares onde ele foi, e tem todas as datas certinho, então para quem quiser ver, esse link também vai estar na descrição.
. . Quando lhe foi questionado como ele pagava todas essas viagens que fazia, ele disse que não era com o dinheiro do seu trabalho, que era com o dinheiro que ele roubava dos bancos.
E como eram muitas viagens, provavelmente ele teria que ter feito vários assaltos. Então, as investigações do caso Keyes continuam, eles continuam tentando descobrir todos os assaltos que ele fez. .
. Então, ele foi indiciado no caso e o julgamento estava marcado para começar em março 2013. .
. Porém, no dia 2 de dezembro de 2012, enquanto ele estava preso no complexo correcional de Anchorage, o Keyes tirou a sua própria vida. Sob o seu corpo tinha uma carta, que disseram ser bem assustadora, que ele deixou.
Nessa carta não tinham pistas sobre a identidade das suas vítimas, nem nome, e nem nada. . .
Ele apenas as descrevia como lindas borboletas em cativeiro. Em outro trecho, ele disse: "Seu rosto emoldurado em cachos escuros como retrato. O sol brilhava em reflexos vermelhos.
De que cor, eu me pergunto? E o quão reto ela ficará rebocada com o suor de seu sangue. " Ele nunca deu todos os nomes das suas vítimas ou contou onde ele colocou os corpos.
Como ele cometeu suicídio antes mesmo de ir a julgamento, não tem como descobrir, ele nunca documentou nada por escrito em lugar nenhum, pelo menos não encontraram até hoje. Ele mesmo disse que nunca documentava, que era tudo só na cabeça dele. .
. É muito difícil para a polícia, o caso continua em investigação para tentar descobrir exatamente quem foram essas vítimas, quais os seus nomes, em quais lugares do país, onde está o corpo. .
. O que vai ser muito difícil. Mas enfim.
. . eu espero que eles consigam descobrir mais coisas.
. . Tem um livro sobre o caso, que se chama American Predator, e ele reúne uma pesquisa de 5 anos sobre todo o caso, detalhando todos os crimes dele, os que se sabe pela polícia.
. . O livro foi escrito pela jornalista Maureen Callahan, e eu quero muito ler esse livro, porque muitas das coisas da investigação sobre o Keyes eram totalmente sigilosas, então ela teve que desembolsar dinheiro, teve que fazer vários pedidos judiciais para conseguir colocar a mão nesses arquivos para a sua pesquisa, então com certeza deve ter muito mais informação no livro.
Tem vários links para vocês aqui na descrição. . .
Esse é um caso recente, então é um caso que tem muita coisa. . .
Com certeza, conforme o tempo for passando, pode ser que surjam novas informações sobre o caso. . .
Mas é um caso que mexeu muito com a minha cabeça quando eu achei, porque eu simplesmente não consigo acreditar nesse homem, em todos os planos que ele fazia. . .
Às vezes, por exemplo, o do casal, que foi um dos únicos que ele confessou, ele planejou durante 2 anos. Então é uma coisa absurda pensar todo o planejamento que ele tinha nos crimes que cometia. .
. Com certeza, para mim, na minha opinião é um dos piores casos de serial killer, com certeza. .
. A gente nem imagina o que ele fez com as outras vítimas, já que ele nunca confessou quais eram essas vítimas, os nomes. .
. Então, com certeza, pode ter coisa muito pior nesse caso. .
. Então, me contem, comentem aqui o que vocês acharam. .
. Para mim esse caso é bizarro, surreal. .
. Um caso que realmente fica na cabeça, então eu quero muito saber o que vocês acharam, comentem aqui para mim. .
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. . Me segue nas redes sociais, bora me seguir por lá, vamos bater 300 mil.
. . Quando eu bater 300 mil, eu faço a Semana Misteriosa.
. . E eu vou esperar vocês irem me seguirem lá para eu poder fazer mais uma Semana Misteriosa para vocês, vai ser o nosso trato.
. . Então, vai lá me seguir.
. . Me segue também nas outras redes sociais que vão estar aí na tela para vocês.
. . E é isso, gente!
Eu vejo vocês no próximo vídeo.