por muito tempo a minha mãe havia me falado para não ficar até tarde na rua na época de quaresma porém os jovens nunca escutam os mais velhos o meu nome é Roberto e essa história aconteceu em março de 1993 eu trabalhava em uma Metalúrgica desde os meus 17 anos de idade aos 19 anos eu consegui comprar o meu primeiro carro o Maverick V6 de 1974 Branco lindo potente e veloz era o meu xodó combinei com duas amigas e um amigo do trabalho para que no final de semana de uma sexta-feira para viajar para a praia
assim é lugarmos os quartos e voltar só na segunda-feira eu estava muito ansioso para a viagem e também estava muito feliz pois era uma época muito boa da minha vida eu só pensava em duas coisas liberdade para fazer o que eu quisesse e no meu carro no final do turno Cada um foi para sua casa para arrumar as bolsas para o final de semana na praia eu combinei de passar na casa de cada um assim que eu Terminasse de arrumar as minhas coisas passei em um lava jato para dar uma ajeitada no carro antes de
pegar a estrada fiquei encostado no muro do outro lado da rua tomando uma água de coco esperando terminar de lavar o meu carro eu estava tranquilo quando de repente uma cigana bem velha me deu um susto pegou no meu braço bruscamente de uma vez só me pedindo para deixá-la ler a minha mão rapidamente Eu puxei a minha mão e irritado perguntei a ela de onde você veio ela com uma cara de deboche me respondeu que quem não escuta conselho escuta coitado e saiu andando para falar a verdade eu não entendi foi nada não dei ideia
para que aquela estranha me disse eu nunca tinha visto Aquela mulher e nem um canto da cidade então peguei o meu carro eu fui para casa tomar um banho e avisar a minha mãe que eu iria viajar quando tudo estava pronto eu fui falar com a minha mãe que a mesma tentou me surpreender aquelas conversas de mãe dizendo para mim meu filho na noite passada eu tive um pesadelo horrível com você então eu respondi para minha mãe Ah não Mãe para com isso não dando muita ideia para que ela tentava me falar falei para ela
todas as vezes que eu vou sair você vem com esses assuntos e sonho e maus pressentimentos desta vez não vai rolar já combinei com os meus amigos e eu irei para a praia só volto no domingo à tarde Então ela me disse do filho mas todo domingo temos o hábito de irmos para missa juntos você se esqueceu disso então a minha mãe me fez um alerta preste atenção estamos em época de quaresma não é bom ficar longe de casa e lá você vai querer ficar até tarde na rua houve o conselho da sua mãe meu
filho não vá por favor então eu respondi a minha mãe mãe tá bom mãe desiste desta vez não vai rolar não vai rolar mesmo eu vou sou um homem feito mãe já sei me cuidar e no próximo final de semana eu prometo que iremos à missa juntos tá bom eu rezo uns Pai Nosso os Ave Maria mais e tudo ficará resolvido então coloquei umas roupas na bolsa peguei a chave do carro e em seguida deu um beijo e um abraço na minha mãe então ela olhou nos meus olhos e repetiu eu filho não vai eu
falei para minha mãe eu sou teimoso como a senhora e dessa vez eu vou mano beijo te amo e já deixei ela me olhava com uma expressão triste lá no fundo alguma coisa me dizia mesmo para eu não ir porém eu estava muito empolgado para essa viagem a Marcela ela tinha aceitado a viajar com a gente e eu estava gamado nela ela foi a primeira que eu fui buscar em casa em seguida eu passei na casa do Robson que era um amigão de longa data eu conheço desde a época da escola e depois fomos buscar
a Ana Lívia e de lá fomos pegar a estrada paramos em um posto de gasolina para abastecer o carro e comprar alguns salgadinhos lá no posto a Ana Lívia nos informou que já havia reservado as suítes de uma cidade que ela conhecia não Demoramos muito para chegar na cidade pois não era época de alta Temporada e não tinha trânsito conseguimos chegar na pousada às oito da noite era um lugar muito bonito e aconchegante que se chamava Pousada do marujo e quem tomava conta do lugar era Dona Lurdes Uma senhora muito simpática que nos tratou muito
bem assim que chegamos aproveitei para pergunta-la se havia algum lugar perto para jantarmos Pois estávamos com muita fome então a Dona Lurdes me disse olha meu jovem fora de temporada você não irá encontrar muita coisa aqui não porém há duas quadras daqui você vai encontrar a pizzaria do velho pescador lá sempre fica aberto pois o dono é daqui da cidade então aceitamos a dica da Dona Lurdes ao sair do hotel eu parti em direção ao meu carro então a Marcela me disse para onde você vai com esse carro a pizzaria só fica duas quadras daqui
Então eu disse ué vamos de carro então ela vem em direção e pegou em minha mão e falou vamos aproveitar um pouco vamos andar a pizzaria é aqui pertinho e aproveitamos para conhecer um pouco da cidade aquela hora me Subiu até um calor foi quando eu olhei para o meu Maverick e pensei é amigo vamos dar um tempo daqui a pouco a gente se vê e partimos a pé para pizzaria O tempo estava muito agradável conversamos sobre muitas coisas rimos muito e andarvamos bem devagar para aproveitar bem o tempo e a Marcela não soltava da
minha mão no caminho reparávamos o quanto aquela cidade era sossegada a maioria das casas do local estavam vazias e com placas de aluga-se as pessoas que moravam na cidade estavam em suas casas com as portas e janelas fechadas ao chegarmos na pizzaria notamos que o local estava vazio e havia um garçom chamado Tom um cara muito simpático e engraçado ele apresentava-se um pouco mais novo do que a gente ele nos deu várias dicas de lugares legais na cidade como cachoeiras e praias e outros lugares legais para visitarmos durante o dia o garçom Tom nos contou
também sobre os causos Sinistros que aconteceu com os moradores da cidade durante a nossa conversa eu percebi que havia um homem que nos observava para atrás de uma árvore olhei para o Robson e sinalizei com o rosto sobre a situação esquisita o Robson correspondeu o meu sinal me informando que estava ciente ficamos em Alerta pois não conhecemos ninguém naquela cidade e estávamos sozinhos foi que perguntei ao garçom Tom Quem é aquele homem que está nos observando o Tom olhou então para o tal estranho que nos observava e falou Esse cara é um largado ninguém aqui
gosta dele esse doidão mora em uma cabana sozinho embrenhado lá no meio da Mata segundo o comentário os mais antigos aqui da cidade ele matou o próprio pai anos atrás quando ainda era mais novo já a mãe está internada há muitos anos em um manicômio antes de terminar a história ele foi interrompido por um coroa alto e forte que tinha saído da cozinha que falou com o Tom Tom chega de histórias por hoje já está ficando tarde você sabe que tem que fazer não é então tão respondeu sim pai eu sei com muita simpatia o
senhor veio até a nós e disse Por mais que eu gosto de ter clientes já está na hora de fechar o meu estabelecimento e se vocês me permitem peça vocês para não ficarem perambulando tarde da noite pela cidade pois ela está se tornando um pouco violenta durante a madrugada as meninas cortar a conversa e perguntaram Onde fica o banheiro o senhor respondeu fica no final do Corredor à esquerda assim que elas foram eu perguntei o que estava acontecendo com a cidade para se tornar tão perigosa na calada da noite Foi então que o senhor me
falou que tem Aparecido com frequência muitos animais mortos e que isso poderia ser algum animal de grande porte como por exemplo alguma onça caçando mais próximo as residências Robson logo ainda o senhor onça por aqui que estranho Foi aí que o senhor falou é garotos são coisas do povo daqui vocês não irão entender agora Ouçam o que eu digo vão para casa não fiquem dando bobeira pela cidade tarde da noite assim que o pai do Tom parou de falar ouvimos os gritos das meninas vindo do banheiro corremos para o local para saber o que tinha
acontecido segundo elas alguém tentou observa-las no banheiro pelo basculante o pai do Tom correu lá para fora para ver quem era eu fui junto com ele e chegando lá para minha surpresa era o tal cara largado ou mesmo que estava nos observando anteriormente e naquele momento ele estava tentando ver as meninas peladas o pai do Tom deu um aviso para ele já te disse eu não quero ver você rondando meu estabelecimento seu maldito sai daqui antes que eu chame a polícia o homem com um sorriso no canto de boca de ser assim eu quero aquelas
duas eu vou ter elas ainda hoje o pai do Tom olhou para ele e com muita raiva falou ainda hoje você terá chumbo e isso você pode ter certeza miserável some daqui agora um sorriso e um olhar estranho botar um homem alargado sai do local andando vagarosamente o pai do Tom nos disse me perdoem por isso me desculpem me desculpe mesmo agora vão voltem para casa o mais rápido possível então agradecemos pelo atendimento e em seguida saímos as meninas estavam muito assustadas e eu e o Robson estávamos tentando ligar os fatos para entender o que
havia acontecido por ali no meio do caminho tive a sensação de que estávamos sendo seguidos e ao olhar para trás vi que aquele maldito estava atrás da gente porém um pouco distante fiquei confuso pois eu notei que os olhos dele e brilhavam igual a Olhos de Gato logo percebi que aquilo ali não era normal assim que chegamos na pousada a Dona Lurdes estava nos esperando com a porta aberta e ela nos disse o Tom me ligou e disse que vocês estavam vindo e me pediu para esperar vocês aqui na porta da pousada então vamos entrem
logo temos que trancar tudo então eu perguntei a Dona Lurdes o que estava acontecendo ela me disse que não saberia me explicar e que talvez veríamos algo hoje à noite assim que ela acabou de fechar a pousada começamos a ouvir gritos de alguém que parecia estar com muita dor e os gritos estavam vindo da rua da pousada e a voz parecia ser O tal cara esquisito que estava me seguindo o Robson com uma cara de espantado me perguntou será que aquele cara não é um lobisomem Eu dei um sorriso e falei para ele deixar de
ser besta os lobisomem não existe assim que eu acabei de falar um braço grande peludo com garras enormes quebrou o vidro e tinha para pegar o braço da Narizinho porém Analisa teve um ótimo reflexo e conseguiu se afastar muito rápido daquela coisa as garotas entrarem Pânico e começar a gritar eu e o Robson tentamos arrumar algo para ser daquela coisa a Dona Lurdes pediu para ficarmos calmos pois as janelas de um grades de ferro e aquela coisa não iria conseguir entrar e a nossa ajuda já estava a caminho tudo parecia Está acontecendo muito rápido então
ouvimos barulhos de tiro e aquela criatura de um grito muito alto e o ivor de dor sou o braço para fora da janela e saiu correndo e logo depois ouvimos a voz do pai do Tom perguntando a Dona Lurdes Lourdes está tudo bem por aí Aqueles garotos que estavam lá na pizzaria Chegaram bem e eles estão aí com você então a Dona Lúcia colocou o rosto para fora da janela e disse Sim eles estão bem graças a Deus estão todos bem foi quando eu coloquei o meu rosto para fora da janela e vi o pai
do Tom que é mais cinco homens todos armados com espingardas na mão então o pai do Tom disse assim não saiam daí todos vocês não saiam até o amanhecer vai ficar tudo bem as garotas choravam muito com muito medo eu vou confessar que até eu estava comigo aquela criatura era o rico então o Robson disse assim pessoal acho melhor irmos embora as garotas logo concordaram a Dona Lurdes com testou na hora e disse vocês não podem ir embora agora pelo amor de Deus está muito perigoso lá fora eu não vou abrir a porta para vocês
saírem foi quando Robson falou se a senhora não abre a porta nós iremos pular a janela pois eu não ficarei aqui de jeito algum Pessoal vamos correr o mais rápido possível até o carro Chegando lá você pisa fundo e vamos meter o pé já de imediato eu concordei com Robson eu estava louco para ir embora dali convencemos a Dona Lurdes a abrir a porta para a gente e agradecemos ela e corremos para o carro a cidade estava um silêncio um silêncio por completo não ouvimos nem barulho dos cachorros latindo dei a partida no carro e
sair cantando pneu na saída da cidade já para pegar a BR demos de cara com o pai do Tom com a espingarda na mão e acompanhado de dois homens foi quando parei o carro do lado dele e ele me disse não era para vocês saírem daqui agora mas já que decidiram se arriscar tomem cuidado não parem para nada e preste muita atenção nas estradas que aquela criatura Correu para lá eu assinei com a cabeça Fechei os vidros e peguei a estrada já não muito longe dali tinha uma curva no tanto fechada que os dois lados
não tinha um guarde Rei do lado que iremos passar tinha muitas árvores e do outro lado de uma grande caída de mais ou menos 12 metros logo que eu reduzi a velocidade do carro na curva eu vi dois olhos vermelhos que nos olhavam por entre as árvores eu pensei comigo mesmo esta criatura não terá chance com a gente aqui no carro eu vou fazer esta curva bem rápido e piso fundo eu quero ver esta criatura me acompanhar foi quando entramos na curva e vimos aquela besta saindo por trás das Árvores em nossa direção esse chocando
na lateral do nosso carro do lado direito a pancada foi tão forte que eu perdi o controle do nosso carro assim capotando e descendo ribanceira abaixo Acho que todos nós desmaiamos pois eu não lembro de ter ouvido o grito de choro ou pedido de socorro só lembra de estar de ponta cabeça preso pelo cinto e de ver aquela criatura com olhos brilhantes ouvindo em nossa direção e em seguida eu ouvi barulho de tiro e foi quando eu desmaiei só acordei no outro dia no hospital com muitas dores e com as minhas pernas enfaixadas pela queimadura
do meu acidente Eu fui o que mais teve lesões já os meus amigos tiveram só algumas escoriações nada grave na verdade estavam bem graças a Deus isso me deixou muito aliviado e feliz ao mesmo tempo apesar do acidente mas não pude conter as minhas lágrimas quando perguntei ao enfermeiro onde estava o meu carro segundo mesmo o meu carro tinha dado perda total aquilo foi o que mais me doeu um pouco mais tarde a minha mãe chegou no hospital e sem dó e sem piedade a minha mãe me deu uma bronca eu te avisei Olha onde
você veio parar as suas teimosias após o almoço eu recebi a visita do Tom e do pai dele e eles me contaram o que tinha acontecido naquela noite o pai do Tom me falou assim é rapaz você gostava mesmo daquele carro não é o carro estava capotado e pegando fogo e estávamos tentando ter tirado fogo pois você estava segurando no volante com as duas mãos e não soltava nem a pau foi um esforço danado mas graças a Deus conseguimos e tudo deu certo mas a maior sorte de vocês foi que os meus outros três camaradas
já estavam ali perto de Tocaia esperando aquela coisa aparecer foi quando ouvir o barulho do acidente e correram para ver o que era e quando chegaram no local do acidente conseguiram privar aquela criatura de bala e graças a Deus demos fina aquilo de uma vez por todas a besta já era um problema antigo daqui da cidade ele sempre conseguia se safar Mas desta vez ele não teve tanta sorte Eu agradeci muito a ele e de certa forma me fez me sentir vingado pelo que tinha acontecido com meu carro eu prometi que voltaria em sua cidade
e que eu voltaria para comer uma pizza em sua pizzaria quando tentei me levantar para cumprimentar os direitos eu não consegui pois as minhas pernas estavam queimadas e doía muito e olhando para o chão eu ouvi a minha mãe dizer coitado do meu filho [Música]