Olá pessoal vamos falar sobre a possibilidade do autismo ser reversível ou não a partir de bons tratamentos [Música] recentemente nós tivemos uma polêmica que envolvendo o Governo do Estado de São Paulo que vetou um projeto de lei 665/220 que previa que o laudo do autismo era valia por tempo indeterminado e o governo vetou esse essa possibilidade dizendo que o laudo teria validade pois o autismo poderia ser reversível pois o autismo poderia passar Então essa criança essa pessoa teria que ser reavaliada para continuar tendo os benefícios direitos e tratamentos muito bem vamos entender de onde vem
Possivelmente essa ideia porque claro que essa ideia foi baseada num conjunto de pessoas do grupo da Secretaria de Saúde Então como é que isso foi chegou à tona alguns anos atrás a comunidade médica começou a usar o termo sair do espectro autista para se referir a crianças que estavam no estado de vulnerabilidade isso foi baseado em artigos estavam em estado de vulnerabilidade recebia um diagnóstico de autismo recebia um tratamento e que depois quando elas eram reavaliadas elas segundo aquele observador segundo aquelas testagens comportamentais que eram feitas não pontuavam mais o suficiente para manterem-se no diagnóstico
de autismo ou seja revertiam Então esse quadro hoje nós sabemos que isso não é possível que na verdade essas crianças e artigos científicos nos mostram também elas recebiam num primeiro momento quando elas não tinham mais nenhum sintoma do autismo Depois de alguns meses na verdade elas tinham recebido de forma errada o primeiro diagnóstico ou é porque elas tinham outros transtornos do desenvolvimento que não autismo os sintomas vocês podem entender em outros vídeos que eu vou deixar aqui embaixo na descrição este vídeo aqui o autismo é um transtorno que vem com a criança desde que ela
nasceu na verdade quando esse cérebro foi formado lá na barriga da mãe já foi formado com conexões que fazem desse circuito cerebrais um pouco diferentes a ponto de depois com a criança participando do ambiente do mundo a gente começa a perceber alguns sintomas alguns comportamentos um pouco diferentes e isso é neurodiversidade a criança ou a pessoa que é autista é autista é neurodiversidade nós temos diversos tipos de características e de características que vem aí a partir de formações neurológicas tudo certo quando a gente tem prejuízos ou atrasos por causa desses sintomas do autismo Isso precisa
ser tratado precisa ser tratado com urgência e nós temos um poder chamado neuroplasticidade que a capacidade do o cérebro de fazer novas conexões novos caminhos é isso que a gente busca com os tratamentos é estimular essa criança a ponto de ajudar no desenvolvimento de uma maneira que seja legal para ela que seja legal para o terapeuta mas que se recupere atrasos o diagnóstico do autismo é feito baseado em observação comportamental não em exames os exames são feitos para se descartar outras condições biológicas outras condições de outros transtornos outros problemas que possam ter ali com organismo
e com o cérebro da criança o autismo não tem ainda o exame é um marcador que mostre os tipos de autismo para grande maioria dos casos de que tem sintomas do espectro autista não temos um exame ainda para mostrar que que nós temos nós temos escalas comportamentais que ajudam no diagnóstico que ajuda os médicos E a equipe multidisciplinar a fecharem um diagnóstico elas não são determinantes elas ajudam ação um instrumento a mais que podem ser usadas junto com a observação junto com a discussão e a história dessa criança na escola história dessa criança na família
a história dessa criança com os pares a história dela em todos os ambientes que ela vive a gente junta com a nossa observação profissional e mais algumas vezes uma escala comportamental que é baseado em pontuações então funciona assim O Observador pontua pergunta para os pais sintomas e vai pontuando então para vocês terem uma ideia Às vezes tem algumas escalas que tem assim um número vou dar um número referência assim hipotético para vocês se a criança pontua 30 pontos ou mais é autismo se a criança pontua menos de 30 pontos essa escala sugere que então não
é transtorno do espectro autista claro que isso é muito complicado porque autismo é dinâmico envolve uma observação dinâmica e não concreta não pontual mas ela ajuda a dar uma referência da um Norte e aí algumas vezes os médicos a comunidade médica começou a usar essas escalas para dizer bom olha só faz dois anos aí que essa criança tá em tratamento e agora pontuando ela não pontua mais 50 pontos como a dois anos atrás agora ela pontua 20 15 pontos então segundo essa escala que ela não está no espectro autista segundo esta escala não segundo toda
a dinâmica que permeia o tratamento que primeiro o ambiente principalmente a neurodiversidade então naquela escala não pontua mais está fora do espectro Mas na vida autismo tá sempre sempre naquela pessoa a pessoa é autista mesmo quando há esse uso de escalas e essa pontuação ainda assim receber poucos pontos não quer dizer que essa criança não tenha nada quer dizer que ela tem algum sintomas ainda assim mas não o suficiente segundo aquela escala para receber o diagnóstico dela e também não significa que mais para frente ela não vai apresentar prejuízos Porque quanto mais velhos maior exigência
da nossa sociedade em todos os quesitos sociais cognitivos comportamentais e aí fica cada vez mais difícil de acompanhar por isso que é importante manter um acompanhamento profissional por isso que é importante o laudo dessa validade que a gente sabe o quanto é difícil conseguir um serviço público um laudo diagnóstico a gente sabe que até conseguiu o laudo até conseguir marcar consulta até conseguir tratamento aí a hora que vai fazer o tratamento laudo venceu aí tem que começar todo ciclo de novo então por isso que é importante a gente manter Porque mesmo que em determinado momento
Essa pontuação abaixo Graças aí há muitos estímulo a força da família da escola da equipe multidisciplinar e principalmente desse pequeno que tá se esforçando para aprender coisas novas mesmo que em determinados momentos ele esteja com poucos sintomas ainda assim ele tem alguns e ainda assim podem aparecer outros com o passar do tempo na adolescência principalmente a gente vê muitos sintomas aparecendo porque às exigências mudam e o repertório é diferente de como ele tem que atuar de como a gente precisa atuar na sociedade atuar na escola então muitas vezes a gente volta a precisar de reabilitação
de estimulação para que essa criança possa aprender ter recursos ampliar repertório para acompanhar novamente Aquela fase Então embora o tratamento não busque que uma criança uma pessoa deixa de ser autista ele busca sim melhorar muito a qualidade de vida e principalmente não deixar essa criança ter prejuízos ou atrasos e mesmo sendo o tratamento baseado em aba estratégias naturalistas que hoje também a literatura científica mostra que tem muitos ou os melhores resultados ainda assim isso tem que ser feito com muita estrutura com muito cuidado com metas com objetivos sabendo onde a gente quer chegar e onde
nós queremos chegar já prevendo repertórios todos esses conjuntos de comportamentos que nós sabemos que vão ser necessários para essa criança desempenhar bem o seu papel aí ser uma criança feliz ser uma criança que consiga se desenvolver no Melhor do potencial que ela pode apresentar inclusive fica um dado importante aqui quando você melhora a pontuação numa tabela e às vezes profissionais usam inclusive gráficos para mostrar a evolução das respostas do paciente em determinadas áreas olha limitação Olha como era antes Olha como melhorou isso não significa que essa criança vai generalizar não significa que essa criança vai
funcionar bem a partir de dados de uma tabela de um gráfico muito bem coloca aqui embaixo então para gente a sua experiência como é que foi com você Você conseguiu o laudo e tudo mais da sua história Um beijo grande até o próximo vídeo tchau tchau [Música]