É fácil acabar com a criminalidade. Seguinte, ó. Você foi condenado há 15 anos, você vai puxar 15 anos. Acabou, cara. >> Não tem conversa, não tem regressão de pena, >> tem bom comportamento, né? >> Tem bom comportamento é obrigação, entendeu? Agora o cara lêu um livro, ah, ganhou um dia, é, ganhou um dia menos na pena. 15 anos você vai, hoje é, nós Somos em 2025, você for condenada 15 anos, você certeza que você só vai sair em 2040. Certeza. >> Acabou, >> velho. O cara já ia ficar com a poucoadoria. E outra, pega o
vagabundo daqui, o ladrãozão daqui. Bom, bom não, que não existe ladrão bom, manda pro Ceará. Pega o do Ceará e manda pra cá. >> Aí o pessoal já Não, mas e aí como é que vai ficar a família dele? Problema da família dele. Pensava antes de ir para Lá, >> entendeu? Manda para lá e o de lá manda para cá. Já quebra o cara na emenda. Outra coisa, direito não tem direito. Você cometeu um crime, meu irmão, seus direitos foram cassados. Enquanto você tiver preso, seus direitos foram cassados. Não tem visita íntima, você não tem
saidinha. >> É, >> não tem nada íntima. Aí é um tapa na cara, né, mano? >> O cara subindo a parede. >> O pior e o pior é que tem umas mulher que posta os vídeos levando as coisas pros presos. O cara me dá, eu fico indignado. Nunca. Ó, pasmem, pasmem. Tem mulher que ela não conhece nenhum preso e ela vai lá para se relacionar com os presos. >> É. É. >> Vira, vira mulher de preso lá dentro. Quando car mulher de preso lá dentro. Lá dentro. Conhece o cara lá dentro. Você Tá entendendo? >>
Então, quer dizer, [ __ ] como é que você vai, como é que você vai dar credibilidade para um país desse? Não tem como, cara. Não tem como, entendeu? Então aí fica essa o pessoal, ah não, enquanto não acaba, velho. É o seguinte, ó, nós vamos fazer leis duras, ó. Ó, tá aqui, ó. Você foi preso, você vai ter direito dar um colchão, né? Ó, se você danificar esse colchão, já era, você vai ficar sem colchão. Você vai ter que Trabalhar aqui dentro, você comprar um colchão. Hoje em dia os caras queima o colchão, no
outro dia tá lá, ó. A melhor empresa de colchão que tem no país tá lá. Colchão tudo novo. Eu não tenho condições de trocar meu colchão. Eu não tenho direito condições de trocar meu colchão todo ano. O vagabundo troca o colchão dele todo ano. A hora que ele tá de saco cheio, ele queima a [ __ ] do colchão e no outro dia ch o colchão novo para ele. >> Pior que é verdade. >> É, mas ninguém para para ver isso daí. Ô Júnior, ninguém para. É fácil falar mal da PM, igual já vi alguém
falando, ah, PM é o o cara parou, o cara, o cara sabe que vai parar. Mentira, não é isso, cara. A PM não é isso, cara. A PM é o seguinte, parou, respeitou polícia, velho, já era, já era. Você vai ser bem tratado, você vai, pode acontecer uma, uma vez ou outra do policial, de repente saiu, a mulher dele dormiu de calça Jeans, ele foi trabalhar, se no domingo lá, entendeu? Porque a família tá tudo reunido, o cara vai na força do ódio. Mas toda profissão tem isso. Vai num hospital num domingo lá e vai
lá, pega uma enfermeira lá que veio com com um ovo virado para você ver. Você vai, ela vai lá para você no braço. >> O cara vai ficar traumatizado. >> Você entendeu? Então, velho, é assim, não é assim igual o pessoal pinta. O problema é que o pessoal é >> ah, eu sou especialista de segurança. >> Você trabalhou onde? >> É, >> nunca nunca sentou no banco de uma viatura. É, >> e o cara especialista em segurança fez uma USP lá, né? Não, fez uma USP. E, pô, e especialista em segurança sou eu, que eu
tenho 38 anos de polícia. Eu posso dizer, eu sou especialista de polícia >> com propriedade, >> viu? Compr esse especialista de Segurança que ao primeiro tiro não fica nenhum, entendeu? >> Não fica um. >> Fica não. É, >> então, quer dizer, é difícil, cara. >> Mas por que que o pessoal fala tão mal da polícia hoje? >> Por causa disso, cara. Porque o o a popul o brasileiro, ele não quer cumprir leis, cara. Ele quer viver no país, no mundo de bob, você tá entendendo? Não quer cumprir lei. Aí que o polícia faz o Quê?
Ele, ele vai cumprir a lei. Igual o trânsito. O trânsito vai fiscalizar os carros. Aí pega o carro lá com pneu careca, sem lanterna, sem farol, prende o carro do cara. Quem é o filha da? >> É o cara que ficou com o documento atrasado, tudo zoado ou é o polícia? É o polícia. Entendeu? Aí o que que outra coisa, o cara vai fazer uma reintegração de posse. Quem vai tirar o povo de lá? >> Quem vai tirar? >> Polícia. >> Amanda. Amando de quem? Amando do juiz. O juiz bonitão >> não vai lá. lá
e fala assim: "Determino a reintegração de posse". Aí o povo que tá lá não quer sair, quem vai tirar eles de lá? >> Aí aquele menininho pequenininho que tá lá falou assim: "Ah, o Ramen Lentinho é: >> "Ah, o polícia me tirou da minha casa". >> Você tá entendendo? >> E cresce aquela imagem >> e cresce com aquilo ali. É isso. Porque Tudo tudo é a polícia, velho. Tudo é a polícia. >> Alimento. E ele cresce alimentando isso. A polícia não pressa. A polícia me tirou da minha casa. >> Nós fomos depois lá no no
um um Márcio trabalhava com a gente, foi depois no fórum. Chegou lá e esse Márcio, cara, ele é um cara assim meio atrapalhadinho, né, meu? Aí ele foi depor. E quando você vai depor no fórum tem a mesa tipo essa daqui e tem uma uma uma montagem, né? Tipo assim, você fica o você vai depois, você fica aqui, a aqui fica o o promotor, ali fica o advogado de defesa, ali fica e o o Mala fica aqui, né, na ponta. E o Mala meteu um ternão, foi depois foi de terno, né, mano? Todo mundo de
terno lá. O Márcio sentou aí dado momento assim, na hora que você vai a a juíza pergunta, né? Você reconhece o o autor aí? Ele tá aqui >> para você ver se você vai reconhecer, né? Aí o mais você senhora. Reconheço. Então você pode, você pode me apontar ele. O promotor, o promotor eu é você mesmo. Eu nunca esqueço de você, cara. Aí a juíza, não, sen tá enganado. Ele é o promotor de juío. Aí, ah, então eu me enganei. Então é ele aqui, ó. [ __ ] acabou ajudando o ladrão, mano. >> A juíza
não teve, não teve não teve medo de errar, velho. Já mandou um documento, ficou preso isso daí. Esse daqui Eu não me esqueço de você, nunca. É você mesmo. Promotou eu. Pronto. Eu essa foi embada aqui. Eu conheço. >> É mesmo. Eu vi um monte de gente falando sobre essa. Que >> que é essa ocorrência da ambiental? >> Foi do passarinho, cara. Você tá sabendo isso daí, pô? Não, não. >> Daí eu fiquei muito chateado com a com a com a com a polícia ambiental, cara, porque eu tenho maior respeito por todas a todas as
a as polícia, né, cara? E eu Fiquei chateado por um amigo meu, ele gosta muito de de ir pro interior, cara, e ele foi lá no sítio do camarada, tomou uns guerre, né, meu, tomou uns guerre, pá, e aí na hora de ir embora, o cara falou assim, ó, mano, leva essa gaiola aqui, passarinho, vou te dar um passarinho. Aí falou, mano, não gosto de passarinho, cara. Não gosto de bicho nenhum preso não, cara. Eu tô te dando um presente. Isso daqui vai mudar sua vida, cara. Isso daqui vai alegrar sua Casa. Leva para você.
falou: "Mano, não quero." Foi no banheiro dar um mijão, pegou o carro, foi embora. A a ambiental parou o carro dele, parou o carro dele, cidadão, tudo bem. E ele com medo do quê? Bafômetro. Mas era ambiental. Ambiental, >> pior. Aí ele pegou e falou assim: "Tudo bem com o senhor", pá? Não, tudo bem, pá. Tava na festa aqui uns amigos aqui, pá, pá, pá, pá. Ah, você tava no sítio tal, tava no sítio tal, até conhecia. Aí Falou assim, o outro, o outro polícia, um era aquele bombom e um mau. >> É. >> Aí
o outro foi, >> mau é o que tá olhando, >> entendeu? O cara tá batendo e essa gaiola aqui. Aí abriu, pô. Aí ele falou: "Mano, o cara falou que ia me dar esse passarinho." Aí aquele negócio do 171, o cara falou que ia me dar esse passarinho, colocou no carro, não vi. Ô mano, jogar, né, meu, jogar areia no Zóio, né mano? Aí o cara pegou e falou assim: "Ô mano, você quer me tirar o o mau ma mau, né? Você quer me tirar, mano?" Aí falou: "Não, meu, pode ficar com o passarinho, faz
o que você quiser que falou: "Posso fazer o que eu quero?" Jogou a gaiola no chão. Ah, estraçalhou a gaiola, cara. Você acredita? Falei. >> Pera aí. Mas matou o passarinho. >> Não, o passarinho tá aqui, ó. Tem outra não, mas essa aqui não é Zoeira não. O o polícia é ligeiro para [ __ ] né, meu? Aí o polícia tá vindo com o carro soldado, soldado vindo com o carro pá e com tatu no carro, cara. Sabe disso daí, cara? Com tatu no carro. Aí parou ambiental, né? Só que era um tenente. >> Aí
oente falou: "E aí, ô, sou polícia, rapaz. O polici tatua aí, mano. Proibido, né, mano? Estatu não, che, esse tatu é meu de estimação. Peguei pequenininho para criar. Falou assim: "Ah, ô polícia, [ __ ] pô. O chefe, chefe é de estimação. Peguei esse tata, meu pequeno. É meu, é de estimação. Mas você tem documento?" Não, chefe. Eu não tenho documento. Mas é de estimação. Como é que você me prova que é de estimação? Falei: "Eu vou soltar ele aqui e ele vai pro mato, né? Eu vou suviar, ele vai voltar". Aí falou: "Beleza, solta
aí". Soltou o tatu, foi pro mato. Aí ele falou assim: "É, suia aí para chamar o tatu". Aí ele o Polícia, que tatu? Qual tatu? >> Tatu. Que tatu? Tá louco. Não se viu o tatu. Che >> fragrante foi embora. >> Rotinha trabalhando eu e ele na viatura. Eu vou eu vou imitar como é que ele falava também. Rotinha falava assim: "Ô, Caros, vamos lá em casa lá, mano, que eu vou esquecer a chave lá, mano. E vou chegar tarde e a mulher, eu briguei com ela, ela não vai abrir lá a porta, né, Mano?
Vamos lá pegar a chave." Eu falei, "Vamos lá, vamos pegar a chave do Rotinha". Chegou lá, ele foi na porta, parei a viatura assim na frente, né, mano? Aí já fui na segurança, né? Aí ele falou assim, eu vou lá cor rapidinho falei: "Beleza". Ele foi lá, a porta era um tipo um sobrado, a porta fechada, né? Aí a mulher dele, ele chamava ela de Zi, né? Aí ele, "Ô Zi, >> hum Z." Aí ela apareceu lá na janela. Falou: "Amor, joga a chave aí". Ele tava Tretado com ela. Ela falou: "Ah, tá bom, pera
aí." Esperando a chave e eu aqui do lado daqui a pouco, cara. Tchau. Um bolde de água, cara, na cabeça. Ele fardado, cara. Chegou até me morou. Eu falei: "Caraca, rotinha". Aí falou assim: "A mancado hein na frente do meu camarada, mano. Vamos embora. Vou querer chave dormir na rua, seu filha da [ __ ] Sei que entramos na viatura, foi embora e todo molhado, nós zoamos para [ __ ] Aí passou uns Dias, uns tempo, ele falou: "Ô, Carlos vamos lá em casa lá". Falou: "Ah, mano, vamos de novo lá. Sua mulher vai jogar
água de novo. Você tá tretado com ela?" Não, tô de boa com ela. Vamos lá. Aí paramos. Ele falou assim: "Aí, deixa a viatura legado aí". Eu não entendi nada, né, meu? Beleza, ele subiu a escada, daqui a pouco desce ele correndo. Vamos embora. Vamos embora. Vamos embora. Então na viatura chegou a mulher dele toda molhada. Seu filha da [ __ ] que nós Vamos aí, ó. E descontei, [ __ ] Ela pensa que ela ia ficar assim. Aí descontei. >> O senhor que entrou 38 anos atrás, qual foi o pior carro que o senhor
pegou de viatura? Pegou muito carro ruim. >> É, eu peguei, cara. O pior de tudo. Fusquinha? Não, peguei um top, irmão. Peguei o Fusca. Era top. Os cara top. O pior é aquele aquele, como é que é? Gurgel. Ah, sério? Gur gurgel foi o a pior viatura que eu peguei na minha Vida. >> Mas por qu >> Gurgel primeiro com o motor fica dentro do carro. Até aí beleza. Você vai falar todo o motor fica dentro. Mas só que não tinha separação, era um não tinha não tinha. Eh, como é que fala? Para tirar o
som lá. Como é que é? Acústica. Não tinha acústica. >> Mas o motor era frente ou atrás? >> Atrás. Ele é motor de de Fusca, se eu não me Engano. Ele é motor de fus de fusca. Ele é todo de fibra. F. O que que acontece? Para você sair dele, tomasse tiro também já >> para sair sair dele já era assim, ó. Porque a você entrava nele e você tipo entrava num buraco. Para você sair, você tinha que levantar a perna para sair, né? A porta ela era pequenininha e ela era de fibra. Então ela
ela tinha um limitador. Só que aquele limitador a gente abria a porta, às vezes a gente Descia para bordar, soltava a porta, o limitador quebrava. Então, às vezes você abria a porta, fazia assim, colava lá no para-choque da frente, no paralama. Não, e sem contar que não impõe respeito, né? Gel, cara. Nós ali sabe, olhava pro pro polícia, fala: "Puta, nós estamos num gurgel". >> Eu não lembro de Gurgel da polícia. >> Teve, teve gurgel, cara. Teve Gugel. Foi o pior. >> Veraniro chegou a pegar. >> Veranê? Eu peguei, cara. Trabalhei muito tempo com a
Veran. Veran era [ __ ] A ver, o a grossura do pneu dela era isso aqui, ó. Era essa grossura. Só que ela não capotava, irmão. Você fazia uma curva assim, ó. Você chegava a ver o parceiro aqui do lado que tava atrás. Você vira aqui do lado aqui, ó, e ela vinha para cá. Você acertava aqui, ela jogava para lá, jogava para cá e você firmava o bagulho, ia embora. Não tinha direção hidráulica, não tinha ar Condicionado, não tinha vidro elétrico. Para mim a PM tinha que ser assim, irmão, de ver hoje em dia
eu andando na rua e vejo um cara com vidro da viatura fechado, irmão. Calor acondicionado, ligado. Eu olho assim e falo: "Puta, não tô acreditando que eu tô vendo isso, cara. Porque, cara, a gente, a gente só fechava o vidro da viatura quando a chuva era torrencial, você fechava o vidro da viatura para deslocamento. Então você se deslocava até um local Abrigado e para parar, porque não existe patrulhamento, uma chuva torrencial, não tem patrulhamento. Hoje em dia eu vejo tá o dois pingo, o cara já não não é assim, né? Hum. Au. Vai se >>
celular. Policial pode ficar usando o celular enquanto tá >> celular. Cara, não existe, não existe norma que o cara não pode, mas só que o cara tem que ter o mancol, né, cara? >> [ __ ] isso daqui isso daqui a gente tira sua atenção para Cal. Eu quando eu vejo algum policial, eu canso de ver o >> você sabe que ele tá com dedo assim, ó. Eu já parei. É, os caras não gosta, né? Eu par falou: "Irmão, não dá um vacilo disso daí não, [ __ ] Vacila não, cara. É sua vida. Assim
como fui eu, >> é sua vida, é sua vida, entendeu? Então, quer dizer, o policial militar, irmão, funciona assim, tem dois na viatura, irmão, vamos revesar, eu vou ficar na segurança, você fica no celular, depois Eu vou pro celular e você fica na segurança. Meia hora para cada um, tá bom, [ __ ] Só que um tem que ficar que a gente chama no que a PQRV. Que que é que quer pv? Atento, irmão. Olho vivo e pé ligeiro. O policial militar, a partir do momento que ele pôs o pé para fora, ele tem que
est atento, irmão, a tudo e a todos. Tinha um um sargento que ele dá que que ele foi meu meu ícone na PM, sargento Emanuel, que hoje é subtenente Emanuel, que manda um abraço, Que ele falava assim, ó: "Binômio, binômio perfeito do patrulhamento é baixa velocidade e atitude expectante". Entendeu? Você andar devagar e atento a tudo, irmão. Sim, >> esse é o binômio perfeito do patrulhamento. E você não vê hoje, hoje em dia você vê o polícia dentro da viatura. >> Ou ele tá no celular ou ele parece que ele tá no carro dele, você
entendeu? Ele tá aqui assim, ó. Às vezes eu paro com a Minha moto, irmão, do lado da viatura assim, ó. E eu fico olhando pro polícia assim, ó. Até hoje a gente perde o o o leão, ele perde a juba, mas não perde o vício. Minha mulher sabe disso. Qualquer lugar que eu chegar, eu não sento de costa pra rua. >> Sim. >> Não sento de costa pra rua. Você nunca vai ver. Você nunca vai me ver de costa pra rua, irmão. Nunca. E outra, qualquer lugar que eu chego, você pode não Perceber, mas se
você falar assim: "Você olhou aqui, eu olhei tudo. Se eu chegar num restaurante já pago aquela. Eu tô entrando no restaurante, eu tô olhando tudo, irmão. Tô olhando se ali vai ter alguma coisa que pode eh dar eh causar algum perigo para mim. Tô olhando tudo tudo. Então, o policial militar tem que ser vai entrar num banco. Entrar num banco, irmão, é um perigo, cara. Porque hoje em dia quase nem tem mais agência física, né, meu? Mas quando eu entrar em Banco, já chegava dar uma olhada. Paisando, né? Pais anos, dá uma olhada, pá, olhava,
olhava tudo, cara. E tem que ser assim, qualquer lugar. Eu vou entrar em qualquer comércio. Você nunca mais viu entrar no comércio? Ah, >> nas antigas um bradescão da vida aqui no Bradesco não tinha porta Bradesco qualquer um entrava. >> Casinha alguma já deu em cima de você? >> Já, [ __ ] >> É mesmo? >> Já, meu. Tem umas coroas, tem umas coroas aí que é [ __ ] né, meu? >> Ainda vi assim, >> não arrumou nada, né? Óbvio. >> Não, não, não. Fomos atender uma desinteligência, né? Briga de marido, e mulher, aqueles
aqueles bagulho, né? E eu vi, eu tava dando uma uma dura lá no na na no casal, né, meu? Pô, gente, tem mais o que fazer, meu. Vocês fica brigando aí, fica chamando viatura, enchendo nosso saco, meu. Aí a pessoa Que precisa mesmo de uma de uma, de uma viatura, tá lá esperando enquanto a viatura tá empenhada aqui, meu. Aí a velinha tava em cima do muro assim, ela ficou assim me olhando, né, meu? Aí ela pegou e chamou meu motorista que era o Murilo. Ai, nossa, tô apaixonado por esse que que ele é. Aí
o Milo falou assim, sargento. Aí falou, nossa, tô apaixonado por ele, como ele é bravo. Aí já ficou aí, aí já ficou levando. Aí o Murilo não Presta, né, meu? Não presta. Ó, e ele tá solteiro, viu? Tá solteiro, tá sem lugar para morar, tá dormindo na companhia. Aí ela falou assim: "Nossa, e eu aqui com essa casona aqui sozinha também?" Ah, não, meu. Passa o telefone dele para mim. Aí eu já me liguei com o Murilo. Falei: "Ô, Murilo, faz favor". >> Ele passou, >> falei: "Ô, seu filha da não fica me jogando na
preta não, meu". Aí, meu, a velinha veio lá, desceu lá do muro, foi Lá, abriu a porta. Ô, sargento, posso falar com o senhor? Falei: "Posso? Olha aqui na minha rua tá demais, sargento. Olha uma um, olha direto aqui. Eh, Mateiro, o senhor não pode vir aqui para dar um jeito assim?" Falei: "Não, a senhora liga o 90, venho com Não, não. Eu tô falando assim pro senhor, vim eh quando o senhor tiver de folga". Falei: "Não, senhor, não, não, não, não, não. Eu só venho aqui só se eu tiver de trabalho, só." E ela:
"Não, mas a gente Pode, a gente pode, enquanto chovedir uma pizza, tomar um vinho. >> Casona. >> Casona, velho. Casona. Tá bonito na vida hoje. >> Boneco, né, mano? >> Aí eu falei: "Não, senhora, ó, eu sou casado". Ah, não. Mas se Mas o seu motorista falou, mas seu motorista falou que você tá solteiro aí, você tá separado. Falei: "Isso é um filha da e ele lá dentro da viatura se rachando De rima." Eu, esse Murilo, ele me aprontava direto, né? Tinha uma padr, >> tinha uma padaria lá, mano. Tinha uma padaria lá, só que
o café dele era horrível, cara. Pensa num café horrível. E a gente parava a viatura assim e a gente quando a gente descia a viatura para a viatura, o motorista vai sempre entrar de ré, né? Mas só quando ele para manobra para entrar de ré, o encarregado já desce para fazer a segurança, já dá uma olhada no comércio, né, meu? Ver se Tá tudo bem, porque de repente você pode estar estacionando a viatura ali para tomar um café e a a padaria tá sendo assaltada, entendeu? Então você tem que estar sempre ligeiro. Aí ele pá
vinha já desembarcava, aí ficava de olho tudo. Aí lembrei Tonhão. Tonhão do o nome do do do dono da padaria e já faleceu. Aí Tonhão já pá metia dois cop. Aí eu [ __ ] que pariu, mano. Cara, mas o café era ruim. Ó, sabe aquele café que você toma e dá aquela, sabe aquela ripeada, mano? Tão ruim que é? Aí eu tomava. Aí um dia eu falei para ele, Tonhão, já desci, desembarquei, falei: "Tonhão, hoje eu não vou tomar café não, vou tomar um chá que eu tô, inclusive o café é zou o estômago,
né, meu". Falei eu vou tomar um chá. Aí comecei a tomar chá. Aí um dia, parei a viatura, o Murilo desceu, aí eu fui no banheiro. Quando eu voltei, o Murilo falou assim: "Já coloquei o café do senhor aqui já, sargento." Falei: "Issou filha da p meu." Aí vou Táar aí, ó. Ainda meteu um copão cheio assim, mano. Café baiano fila mulher era gente boa, mano. Mas aprontava comigo direto. Mas também aprontava com ele. Ah, deixa eu contar outra dele, vou vou zoar ele. Uma vez nós fomos, eu não sei se eu já contei essa
daqui, às vezes eu já contei. Uma vez fomos um um ligar o 90 e falar que tinha uns noia caíram para dentro de uma padaria lá, uma padaria que tava em construção, mano. Mas a a o acesso da Padaria era um muro alto do caramba, cara. Você ter ideia, colocamos a viatura assim na na direção da parede, subim subi no capu da viatura, né? Aí deu um impulso, joguei a barriga, joguei a barriga no muro, né? Rodei o pé e fiquei sentado no muro. Mas aí não ia entrar sozinho, tinha que esperar alguém no apoio,
né, meu. Aí o Murilo foi, fez a mesma coisa, só que ele pulou no muro e ele pegou aqui assim, ó. Aí os pezinhos dele ficou assim, raspando no Muro para tentar subir, né? Aí ele ficou assim para mim, ó. Sento, eu não vou aguentar. Aí caiu. E nisso foi ela de madrugada colou uma viatura do tático para apoiar a gente, né, mano? E chegou um moleque, um recrutinha novinho, né, mano? Já meteu o pé no capu da viatura. Bau, pulou. Vamos lá, sargento. Vou lá com o senhor. Aí pulamos lá para dentro, pá, entramos,
não tinha nada. Os caras entraram para pegar uns fios lá, mas foram embora. Aí Voltamos, agradeci o apoio lá do tático, pá, entramos na viatura no Mido com aquela cara de bunda, né, meu? [ __ ] sergento, preciso emagrecer, mano. Emagrecer. Você viu pô muro daquele não consegui pular, mano. O senhor tudo [ __ ] O senhor todo lascado aí. essa coluna, esse quadril zoado pulou lá, mano, e eu não consegui. Aí eu falei: "Cara, é mesmo você tá jeg." Ele falou assim: "Mão, você não vai falar para ninguém Não, né? Eu falei: "Fica tranquilo,
[ __ ] que acontece aqui na viatura morre aqui." Encontrei os cali para todo mundo. Aí quando chega, quando chegar na hora da gente recolher as viaturas, aí os caras começou a tirar um barato dele. Aí ele olhou para mim: "Você é um língua preta do [ __ ] sargento. Pô, vai se falei: "Não, mas você não fica me zoando agora a oportunidade que tiver eu vou te zoar, Mano." Eu tava, ah, a Fox que mijou na viatura. O policial feminin que mijou na viatura. Nós estamos na barca de apoio, Cabo Paulinho, final do Cabo
Paulinho, eu, Cândido Carneiro. Aí passamos na na na águia de aia, vios uma policial feminina no ponto de ônibus sozinha, >> mas fada, >> fardada, fardada. Aí eu falei assim: "Ô, Paulinho, vamos dar um 10 aí. 10 é carona, né? Vamos dar um 10 para essa policial para menin ver para onde ela Vai. Tá sozinha aqui no ponto de ônibus, né, meu. Aí paramos no ponto de ônibus. Aí o Paulinho perguntou para ela: "Você tá indo pr onde?" Aí eu vou ali pra escola ali no Jardim Nordeste. Falei: "Não, entra, entra na viatura ali que
nós vamos dar uma carona para você". Ela entrou no meio da viatura, né? estava em quatro, um policial saiu, ele entrou no meio. Aí entrou no meio e na viatura, na na naqueles tático antigo, tinha um [ __ ] que pariu aqui em cima, né, para Segurar. Aí beleza, estamos indo para levar lá na escola, né, cara? Carro roubado, trombamos com carro roubado. [ __ ] que pariu. >> Aí velho, atrás do carro, pinote, pá. Meu, essa policial feminina era novinha, cara. Acho que ela tinha saído da escola há pouco tempo. Ela grudou naquele [
__ ] que pariu lá em cima. Atás do carro. Meu carro parou na favela, desembarcamos, pá, pegamos os malucos. Não tinha arma, não tinha nada. Pegamos os malucos. Quando nós voltamos pra viatura, ela tava sentada na viatura traumatizada, cara. Se urinou, cara. >> Putz, >> acho que era era novinha, né? Nunca tinha visto acabar de entrar na Já cai logo com esses dois. >> Não. Aí ela, eu peguei, aí o Paul Paulo falou assim para ela: "Ô, fia, o que aconteceu?" Não, nunca vi uma situação dessa. Meu, tremia, coitada. Aí, esse tempo as policiais femininas
eram Separadas da gente, né? Não era junto. Aí entramos em contato com a sargento delas. Aí a sargente chegou, meu. Quando ela era separado, a sargento dela era brava, cara. Ela chegou e falou assim: "Não, aí falou: Paulinho falou: "Ó, de uma carona para policial aí que ela tava no ponto de on, ó lá, como é que ela tá lá na viatura?" Eu a gente falou: "Entra aqui na viatura sai daí, entra aqui agora". Ela entrou lá até chorando, cara. Entrou na viatura. Pode deixar Comigo. Beleza, acabou. Obrigado, né? Pode deixar que eu que eu
administro agora. Ele levou a menina embora. Meu, ali deve ter dado uma zica pr ela. Mas coitada meu, não foi culpa dela, né, meu? É que eu na barca pilotando a barca eu era meio xarope, né, mano? Aí você imagina atrás de um carro roubado, velho. >> Mas nem mas nem que era ela até eu >> uma vez eu dei uma carona pro meu irmão também. Meu irmão fazia faculdade na Cruzeiro do Sul. Aí eu dei uma carona para ele. Por isso que trabalhava com a gente, o almonde. Ele era meio surdo. Ele tinha um
problema no furou um tímpano dele, ele era meio surdo. E ele falava meio fan assim, né? Aí falou assim: "Não, cola na padaria aí que eu vou tomar um remédio aí". Aí tem uma padaria em frente em frente do cemitério da saudade. Aí nós paramos na padaria, a barca, meu irmão dentro da barca, nós paramos a padaria, nós estava Caminho de casa, aí parei a a a viatura na frente da padaria. Quando nós descemos, descemos pr porque você desce, desce todo mundo, né, meu papa. Aí ode entrou na padaria para pedir um um leite que
ele tomava o remédio com leite. Tomo com leite porque me dá me dá um estômago. Aí foi tomar com leite. Aí dois malucos aí aquelas padarias que tem um corredor assim, ó. E tem aqueles bancos que fixo, né? Dois malucos sentados. Os malucos gelou mano, quando Ele viu a gente. Aí nós já fomos fatiando assim, né, mano? Pá, aí põe a mão no balcão. Põe a mão no balcão, pá. E já escutamos barulho no chão. 38. O cara jogou no chão, >> [ __ ] >> É. Aí já pá, grudamos os cara gema e o
almonde meio surdo, né? Olhando na pra vó, tomando quando ele virou para colocar o cobo ali, nós estava com os caras já algemado. Ele colocou que aconteceu? Falei: "A mo pegamos o cara aqui, o cara tá com a arma, [ __ ] vocês nem me avisaram". Falei: "Como é que a gente i avisar?" Você tava tomando se remédio aí? Não escutou não, cara. Não, você sabe que eu tomei estúdio, pai. Não tomei estudo sem falar nada. Ele era parceiro meu. Eu ia um sábado sim, um sábado não lá que ele fazia uns eventos no clube
de tiro. Falei: "Eu vou embora mais cedo que eu tenho uma situação com a minha esposa à noite". Falou: "Não, Castor, beleza? 18 horas eu peguei minha motinha sem placa, tô indo embora, né? Pá, aí corredor, né, meu, tem uma uma chama uma vinha que chama Caldeira Filho, ela é bem bem e movimentada. Eu p no corredor, passei, vi uma viatura do Baepe, passei no corredor, olhei os polícias, né, meu polícia tudo com cara de mat. Passei, tô paisando, passei uns oito carros paraa frente, um parou, fechou o farol, cheio de moto, encostei aqui no
cantinho, que eu sempre encosto No cantinho, tô aqui esperando o farol abrir, né, meu. Tô no retrovisor aqui olhando pá, e tô vendo dois moleques atravessar a rua. Moleque atravessou a rua olhando as motos, né? Falei: "Ah, tá admirando as motos, né?" Chegou na frente de uma fazer lá com um tiozinho com a roupa de de gari, sacou o 38. "Vai, tira o capacete, me dá a moto, me dá a moto, tira o capacete." Aí eu olhei aqui, coloquei o minha moto no pezinho, desci da moto, saquei minha arma. Aí Pensei, dava para me matar
dois fácil. Falei: "Mas se eu matar esses cara, os cara do da viatura vai escutar os tiros, vai desembarcar, vai ver um cara atirando em dois, que que eles vão fazer? Vai atirar em mim?" Aí eu parei, pensei, aí eu tinha um carro parado, eu fui encostei aqui no carro, eu levantei, da onde eu tava, eu conseguia ver o motorista da bar da viatura. Falei: "Ó, tão roubando aqui no faral, ó, tão roubando aqui". O motorista fez isso. Quando ele fez isso, eu falei: "Me viu". Beleza. Quando eu olhei pros caras, o cara já virou
com a arma na mão. Eu com a minha arma aqui. Só que ele fez, ele montou na moto. Em vez dele vir para cá, que ele vinha na minha na minha a na minha ali a área de tiro, ele fez isso, deu de frente com a viatura. Aí o sargento arrebentou, baleou um, caiu ali, o outro saiu correndo baleado. Aí eu fui lá no no que ficou aqui, o polícia tava lá com ele no chão, falei: "Irmão, sou sou polícia". Aí ele olhou, falou: "Ô, sargento Bel me conheceu, falou: "Eu vou apoiar o outro que
saiu correndo". Aí atravessei correndo, cheguei lá, o outro já tava caído, o outro se agenteu, falou: "Irmão, sou Mike, ô Castro Cola". Aí me conheceram também. Vamos lá do um, ficou baleado lá, foi socorrido, evoluiu a óbito e o outro ficou baleado. Nós estava numa viatura de apoio, o sargento Emanuel que trabalhou com a gente lá, um abraço, Emanuel. Emanuel é gente boa demais. Ele era cabo e eu era soldado, tava dirigindo a barra com uma viatura de apoio dele. E teve uma um zulu lá que capotou um carro e o povão queria fazer parar
a rua lá. Aí as viaturas da área chegou, pediu apoio, nós colamos lá. Chegamos lá, cara, tinha um cara lá tumultuando, mano. Tumando pá e agitando. Vamos quebrar, vamos quebrar. Quando você chega nesses tumultto assim, você vai no cara que tá agitando. Você Grudou o cara que tá agitando, tirou ele, os outros baixa a bola, entendeu? Isso é é uma tática, né? Aí grudamos o esse esse cara, né? Pá, eu já dei petelec na orelha dele, abri a barca e joguei lá dentro, pá, fechei a barca, já era. Ninguém vai. Aí fiquei lá na porta
da barca. aquele lá dentro lá, porque tava brabão quando tava no meio do pessoal lá, né? Depois que nós grudamos aí, jogamos na barca, aí ficou lá de boa. Aí p acabou a manifestação, tirou, Foi todo mundo embora. Aí eu falei: "Ó, vamos levar pro DP". Aí o o pai dele foi lá no Emanuel, falou: "Pô, meu meu filho é gente boa, é trabalhador, ele tava esquentado aí porque já houve vários acidentes aqui, a gente mora aqui há muitos anos e ele tá inclusive prestando pra polícia, né, meu? Prestando pra polícia, vai atrapalhar ele, pá."
Emanuel chegou lá, falou: "Ó, vamos liberar ele aí porque o pai dele veio trocar ideia comigo, inclusive tá Fazendo, falei: "Ó, você tá fazendo teste pra polícia, não era nem para ele tá fazendo isso daqui, né, mano? Liberou o o Emanuel era comandante da equipe, né? Não, não pode liberar." E abrimos lá, liberou. Falei: "Vai embora, seu, ainda que deu nenhum chute na bunda dele ainda. Vai embora aí, embora". Passado uns tempo, tá eu lá na companhia, no pátio da companhia. Quem chega fardado? O cidadão Santão. O nome de guerra dele é Santo, a Gente
chama de Santão. Chegou o Santão lá, eu falei assim: "Te conheço, hein". Aí fou assim: "Não, não, você não me conhece não." Falei: "Conheço sim. Não, você não me conhece não, meu". Foi conheço. Eu vou lembrar da onde eu te conheço, cara. Aí você apresentou. Lembrei, né, mano? Eu falei assim: "Ah, você foi que nós pegamos lá embaixo lá, t mutuando lá, mano". Ah, meu, [ __ ] eu tava aquele dia, eu tava de cabeça quente. Mas, ô, meu, hoje o cara é, [ __ ] meu amigo demais. Santão, um abraço, meu amigo. Cara, amigo,
>> meu amigo. Aí depois a gente p lá naessa, na companhia, terceira companhia, a gente tinha esse bagulho de morder a bunda, né, meu? Era um tipo um, vamos dizer assim, um, era uma brincadeira que a gente fazia com os caras que chegava. Aí o cara se apresentava na companhia e ela falar com o capitão, né, meu? Aí o capitão capitão Osni na época hoje é eh tá na reserva Já, deve ser coronel, faz tempo que eu não vejo. Gente boa demais. Aí na época era capitãozinho, o capitãozinho falava assim: "É, desce lá que o
pessoal tem uma uma recepção para você lá, né, meu? O próprio capitão já falava. Aí a gente já ficava esperando. Quando o cara vinha, tinha um grandão lá, o Leomar, já grudava o cara, jogava na mesa, a gente já tinha uma madeira, madeira que a gente usava, cada um levava uma madeira na viatura. Manja? Aí aquela madeira a Gente já amaciava a carne, né, meu? Era uma tábua de carne, pá pá. E eu era o mordedor oficial da companhia, né, mano? Aí mordi a bunda do do um dia mordi uma bunda no num num recruta
lá. >> Não, mordi uma bunda no recruta, ele foi embora, né, meu? Pá, se apresentou, foi embora. No outro dia, quem colou na companhia para reclamar? A mãe do moleque, mano. O moleque tava onde? Na HM, deu febre, inflamou, foi pra HM. Chegou lá, ela falou: "Ó, eu cheguei lá Com o meu filho, o médico perguntou se ele era da cavalaria, se tinha sido um cavalo, tinha mordido doido." >> Meu irmão, desculpa, mas eu não concordo com isso, cara. A polícia de São Paulo, ela não tá defasada em tecnologia e material. Os policiais estão andando
com Corolla Cross, carrinho novo, top, robusto, com Hilux, com Trail Blazer, ou seja, viatura >> viatura tá tá bem. Os caras estão andando com fuzil belga, mano, com red Dot. Os cara estão andando com pistola Glock. Um uniforme novo, é um uniforme top, equipamento de rádio, tudo criptografado, excelente viatura com eh telemetria, rastreamento. Nós estamos com equipamento de leitura de placa, que é a muralha paulista, arrebentando de produzir. Ou seja, a polícia, cara, na minha época não tinha colete para todo mundo. A gente trabalha de revólver. Eu fui pegar a pistola já depois de 10
anos trabalhando. Eu não acho que a polícia Tá precisando de investimento nessas coisas. Tem muito mais coisa de tecnologia que eu poderia falar aqui, mas é nem é bom ficar falando dessa parte de tecnologia investigativa, de processamento de informação, coisa. Então, o problema da polícia hoje aqui em São Paulo não é material. Os caras têm bons materiais, boa viatura, bom armamento, equipamento, tem tudo. O nosso problema é valorização do homem, é salário. Salário. >> Hoje em São Paulo, o problema número um, salário, investimento, no resto tem tudo. Até nos quartéis, que antes eram os negócios
nojento, feio de ver, hoje a grande maioria são exceções às unidades da polícia que você tem vergonha de ver. A grande maioria é salubre, vamos dizer assim, é um lugar decente. >> Aí eu trabalhei na na base da força tática, era dentro do Freder ali na Yaiam Melo, que eles cederam um espaço pra gente montar a força tática lá Dentro, que o o esgoto passava em céu aberto. O cara cagava no banheiro e passava na na na a céu aberto ali na sala de preleção, nas motos. Aí uma moto deu pinote naamelo, nós pá atrás
do cara, fomos pegar o cara lá na área do 70 DP, lá no final da Yamelon. Aí grudamos o cara, pá, grudou o cara e o cara tentou fazer força. O Neri foi pegou o dedo do cara. Eu escutei o estralo, cara. Tec. Aí o Ner olhou para mim assustado. Eu falei e o cara a Gemamos o cara quebrou o dedo do cara, mano. O dedo do cara veio parar aqui, ó. Nossa. Aí o Ner falou: "E agora, chefe? Ei agora". Falei: "Não, fica na sua, fica na boa". Aí chegou a viatura quatro rodas, falou:
"Mano, o cara bateu aí com o dedo, aí quebrou o dedo, vamos levar para hospital". Aí levamos o cara pro hospital e o cara ele tava preocupado com a moto. Ô meu, vocês vão prender minha moto, você vão prender minha moto? Aí eu falei assim: "Não, mano, vamos Levar você pro hospital. Se der tudo certo lá, a gente chega no DEP, troca ideia com o delegado. Daí você fala que você bateu o dedo aí, o dedo que não falo, eu falo o que vocês quiserem." O cara tava preocupado com a moto. Chegamos lá no, levamos
o cara pro DP, ineçou o dedo do cara. O dedo do cara ficou joinha, né, mano? dedo do cara pá. Aí chegamos no 70 DP. Aí chegou na época tenente Naila, né, meu? A baixinha lá que eu falei para você que o cara deu Uns cusp no óculos dela. Aí chegou a tenente Naila. Ai Castro, vamos prender a moto dele, vamos fazer. Falei: "Não, não vamos lá fora." Falou: "Por quê?" Falei: Neri quebrou o dedo dele. Você tá de brincadeira? Falei quebrou. Aí nós fizemos um acerto aqui com o delegado, né? Para não ferrar. Quem
não vai ter? Porque meu, não é, não ia dar nada pra gente que foi na hora ali da fazer força. Mas velho, a burocracia, levar o cara fazer exame de de eh exame lá no no Fazer bagulho lá, exame, par de coisa e documento. Aí ela falou: "Ah, tá bom, mas manda ele para pra piscina". Eu falei: "Demorou, mandava pra água". Aí vamos pra água. Falei: "Pisou na bola, ia pra água, né, mano". Aí o Neri vai prô chefe água tem conversa. E eu era caxis com esse negócio de água, né? Batoré que trabalhava comigo,
foi paraa água várias vezes. Um dia contar uma do Batoré, nós estamos chegando no batalhão que quando bate uma viatura, acidente, Um acidente de viatura, aquela viatura, aquela equipe que tá na viatura não pode fazer ocorrência. Então el tem que chamar outra, outra equipe. Aí a viatura do tático foi entrar ali para abastecer. Antigamente ele abastecia ali na na no carrão, foi entrar para abastecer e um carro bateu na viatura. Aí oente falou: "Castro, cola lá para você fazer ocorrência, né?" Aí nós fomos lá fazer ocorrência e ali é entrada de viatura, né? viatura para
abastecer e tem um Batalhão ali, oitavo batalhão. Quando nós chegamos, nós chegamos em três motos, tava eu, o outro que não lembro e o Batoré. Quando nós chegamos, tava saindo uma equipe do oitavo de moto. Então, cruzamos as motos. Oba, beleza, beleza. A moto do oitavo foi embora. Eu olhei o batoré foi embora com os cara. Falei: "Quanto batoré foi?" Aí os car voar se juntou com a equipe dos cara, confundi pessoa que era a gente, né? Aí desci, peguei lá o os dados lá, tô Fazendo a corrente, chegou o Batoré. Falei: "Batolé, onde você
foi?" Não tinha um amigo meu na equipe, foi o [ __ ] O fanho falou que você achou que era nós. Não, falei água não tem conversa. Eu já ligava pro tr e falou chefe hoje vai um para água, hein? Quando falava água, o cara pisava na bola lá no tático estagiário ou até mesmo quem era braçal. Eh, lá na na na na área do 21 tem um posto do do bombeiro que chama Pinda Mohangaba. Então tem uma piscina, né, meu? E às vezes a piscina tava um nojo, mas aí é tin que jogar na
água. Aí ligar, já liguei, fiz um rádio comente, falei: "Chefe, hoje tem, hoje tem piscina, hein? Tem banheira hoje." Aíou, ô, beleza, porque aí é todo mundo e os tático, né, meu? Só que é o seguinte, o o Batoré era braçal, né, meu? O Gilmar, acaba o Gilmar, inclusive eh tá trabalhando em Mairiporã. Um abraço aí, Gilmar Batoré. Aí e assim, ó, por exemplo, se eu sou braçal, eu pisei na bola, eu vou na água. Independente de ser sargento, você pisou na bola, vai pra água, velho. Aí o que acontece? Se o braçal pisou na
bola e tem quatro estagiários, os quatro estagiários vai junto, entendeu? Porque se o braçar vai os estagiário, vai tira. Aí eu falava, eu era gente boa, né meu? Aquelas botas da Rocan é grandona. Falou: "Não, tira a bota, meu, tira a bota aí para não Molhar, senão zica, né, meu". Aí vai lá. Aí o cara tem que falar por que ele tá indo pra água, entendeu? Ó pessoal, estou indo pra água. É tipo castigo, né? Eu tô indo pra água porque eu eu pensei que a equipe do oitavo de moto era minha e eu acompanhei
os cara. Aí os cara, [ __ ] você é um pato, né, meu? Vai, pula na água. Aí os caras pulavam na água e a bota dos caras tava lá fora que eu falava: "Não, não, não vai entrar com a bota". Atí eu pegava e jogava, colocava Uma pedra e jogava bota lá dentro da piscina para ir lá bem lá no fundo lá pr os cara se lascar, né, mano? Sabe, hoje em dia você vê um cara trabalhadorzinho, bonitinho, que nem assim o Oliver assim, né, meu pá, as meninas não quer de hoje em dia,
>> não quer seu. Você vê, eu vejo vários vídeos aí, a menina fala assim: "Qual que é seu homem pr ai eu quero um homem com cara de mal, o cara de maladrão com 244, 244, né, meu? E cheio de tatuagem, >> correntona prata no peito. >> Aí o >> é o moreno tatuado com cara de bandido. >> Cara de bandido. É isso aí. É o estereótipo do cara >> que elas gostam hoje. Você tá entendendo? E aí? >> Aí sabe acontece depois, Júnior? Apronta, né? Toca o terror, aí depois d com 40 anos, 45
anos nas costas, aí quer arrumar um homem trabalhador, né? M aí que é um homem de caráter, um homem Provedor. >> Eu vi esse dia uma mulher falando lá que ela tem cinco filhos, cada um de um pai, tava procurando cri um cara trabalhador para poder que ter uma casa. Pô, cara. Tá de sacanagem. >> Você já parou para abordar casal na rua? A menina tava com cara só porque ele era bandidinho? >> Não vai. Vizinha minha, [ __ ] Vizinha minha lá. Vizinha minha. >> A vizinha >> é a vizinha minha lá. Um dia
eu tava patrulhando lá emindo de moto, né, meu pá? Aí eu ganhei ela, né, mano. Ela com um feinho, né, mano. No jargão popular, no jargão da PM, né, mano. Feinho é o cara que que assim, suspeito, né? Aí eu pá, ganhei, né, mano? E aí ela pegou e eu passei, eu vi que ela tava com ele, né, meu. Aí eu passei, aí ela tipo olhou e me conheceu. Aí tipo ela acalmou ele, falou assim, tipo assim, eu conheço ele, né? Ah, fiz a volta, voltei, abordei, o Cara tava armado. >> Nossa, >> cara tava
armado com 38, pá, no chão, algema, tão algemei ela. Não minto, não algemei ela, que ela era menor. Não algemei. Falei, senta aí no chão, pá. Aí chamei, >> caraca, ela menor, >> menor. Chamei uma quatro rodas, né? Viatura quatro rodas para conduzir. Aí ela, ai, porque meu nome, meu primeiro nome é Nilson, né? Eu tenho dupla Personalidade. O Nilson é o cara família, aquele cara, né? Casado com a dona Cida de boa. O Castro é o [ __ ] louca. Castro é aceleradão, né, meu? Aí ela falou: "Nilon, falei: "Cala a sua boca, você
não fala nada, né? Não te dou o direito de você falar nada. Quem tá aqui é o >> Di que você não me conhece". Beleza. Aí baixou a cabeça, PP, fiz o flagrante. Aí ela foi pra na antiga PP, foi pra delegacia de lá, foi pr os pais. Não foi Buscar não. Não não. Ela foi pra Fundação C porque não conseguiram falar com o pai. Aí o delegado ele falou assim: "Pô, você falei: "Doutor, eu vou, quando eu chegar em casa hoje, eu vou avisar os pais dela, né? Mas pode mandar pra Fundação Casa, manda
pra Febem". Aí mandou para Febem. Quando eu cheguei lá, fui lá em consideração o pai e a mãe, que são trabalhadores honestos e e tementes a Deus, são evangélicos. Fui lá, >> é, cheguei lá, chamei, falei: "Ó, prendi o a sua filha, né, com cara tava armado, ela tá, foi pr pra fundação car, me agradeceram, muito obrigado, pá. Aí, beleza, ela saiu, né, porque é menor, né? Saiu, aí o cara ficou preso um tempo, né? Depois, aí um dia eu tava indo comprar pão, cara, de manhã trombei com ele. Aí ele, pá, me encarou. Ah,
velho, eu de bermuda, né? Bermuda, camiseta, chinelo e armado, porque até para cagar eu vou armado, né? Qualquer Lugar que você me vê, você eu tô armado. Aí eu falei: "Ô, vem aqui, você tá olhando para mim, cara? Você é louco. Não é para você olhar para mim, não, meu. Reconheci e ele me reconheceu também". Falei, "Não é para você olhar para mim, cara. Quando você me vê, você baixa a cabeça, seu vagabundo. A próxima vez que você olhar para mim, eu vou te falei para ele. >> Falei. Aí ele baixou a cabeça. Sim, senhor.
Foi embora, sumiu. Largou na Menina lá, sumiu, velho. Entendeu? Eu, ó, é onde eu moro, cara, eu não arrumo encrenca com ninguém. É a política da boa vizinhança. Mas não pisa no meu calo, porque se pisar no meu calo, velho, aí >> a menina saiu e foi e foi pra casa. >> Foi pra casa, velho. >> Mas tomou jeito ou não? >> Nada. Vixe, [ __ ] até hoje. Aí que é vagabundona porque já tá velha já, né? Tudo zoada, tudo zoada, tudo. >> Caramba, modo desgosto pros pais, né? >> Cria, filha com tanto amor,
né? Não, >> desgosto. E ela e ela, ela era até bonitinha, cara, quando ela hoje tá tranqueirona a velha, né, meu? Mas ela era bonitinha. Mas aí, velho, é o seguinte, é aquele negócio da má influência, cara. A má influência, amizade. Você não pode deixar seu filho se influenciar, cara. Aí, meu, fomos lá, entendeu? Nós chegamos lá, o cara tava tentando uma família lá, entrou com uma Faca pá e nós grudamos o cara. Aí o povão queria linchar o cara, velho. A polícia chegou, não tem como linchar o cara, meu. A gente não vai deixar
linchar. Vai linchar somos nós. Zoeira, mano. A gente não vai deixar o o povo linchar, né? Porque a parte o povo tem que linchar quando antes da polícia chegar. Depois que a polícia chegou e não adianta, porque tem aqueles caras que fica brabão quando a polícia chega. Quando o cara tá lá sozinho antes da Polícia chegar, que podia quebrar o cara no pau, não quebra. Aí a polícia chega, aí o cara fica brabão. Ah, deixa ela aqui pra gente arrebentar. Não pode, [ __ ] Aí colocamos o cara na viatura. Algemamos o cara, colocamos o
cara na viatura. Naquela época era o Voyage ainda, ó, como faz tempo. Aí o cara quebrou a o vidro do lateral do Voyage que amassou tudo a porta. Aí tiramos no cara, o cara partiu para cima, demos um couro no cara. O cara partiu para cima Mesmo algemado. Partiu para cima, demo um couro no cara e o cara era forte para segurar o cara. Aí colocamos numa barca num tático, ele quebrou o vidro do tático, aí tiramos o cara para fora, amarramos o cara com a corda, amarramos os pé e amarramos os braços do cara.
Meu, o cara tava louco, louco, louco, louco. Fali, agora colocamos lá no outro chiqueirinho de outra barca. Falou: "Agora vai". Chegamos no hospital do Emelino, cara. Aí tiramos a a corda do Cara para entrar com o cara. Meu, esse cara partiu para cima do vidro lá da lateral de cabeça, já quebrou o vidro do da porta do hospital. E aquele zulu para catar o cara couro de novo. Aí levamos para para quando chegamos lá, o cara muito louco lá na na sala de emergência quebrando tudo, chutando maca, o [ __ ] O que que o
médico fez? Pegou uma mança leão pá no cara. Quando meteu uma mança leão no cara, o cara entrou convulsão. O cara comeou começou a Entrar em convulsão e o médico pegou o cara, não vamos já levou o cara pr lá para dentro pra sala de choque. E nós ficamos lá fora, falou: "Agora ele vai se acalmar, né? O cara morreu, cara". Mas nós temos certeza que o o couro que ele tomou não era pr chegar a morrer, porque a gente dava um couro no cara, mas a gente não batia na a cabeça do cara nada,
cara. Era do corpo do cara. Aí os médicos, né, meu, ligeirão, não foi Porque ele apanhou, foi porque ele apanhou, foi porque ele jogou a culpa na gente. Aí fomos embora, pai, tinha um cabo lá que tava na na função de sargento, né? Aí esse zulu todo. Aí ele colocou no relatório dele assim, ó. Ocorrência tal eh conduzida ao PS sem novidade. Só isso que ele colocou. O relatório dele foi esse daqui. Ó, o indivíduo conduzido ao PS sem novidade. Novidade. >> No outro dia, cara, >> a gente trabalha, a gente trabalhava das 14 às
22:30. Aí de manhã eu ia na padaria com Pompão e eu comprava o jornal. Comprei notícias populares, né, meu? Na hora que eu abri assim, tava escrito assim, ó. Eh, eh, pessoa com, eh, problema mental é muito a pancadas por PMs. Aí eu falei assim: "Não pode ser nós, né, meu?" Pensei, pensei assim, não pode ser nós, né? Aí comecei a ler e falou assim, aí eh, Jardim Nordeste, eu falei: "Pô, aí Naquele tempo não tinha negócio de telefone, celular, né, para ligar para um, para ligar para outro, né?" Aí beleza, falei: "Puta que zica,
mano, vamos, vamos ver, né?" Aí fui para trabalhar quando eu cheguei, porque nesse tempo a gente trabalhava um dia, dois dias, folgava um dia, né? Trabalhava dois dias e folgava um dia. Aí quando chegamos lá para trabalhar 14 horas já tinha um buzão da corregedoria na companhia lá. Falou assim, ó: "Pode Entrar no buzão ali que vocês vão fazer uma excursão até a corregedoria". Aí f pra corregedoria, cara. Ficamos cumprindo expediente lá, ó. É assim, cumprindo expediente que na na corregedoria é o seguinte, você vai pra corregedoria, né, meu? Você vai lá pra corregedoria. Aí
você fica das, acho que é das 7, das 7 não, é das 9 às 18 lá na corregedoria. Aí os caras te libera para você ir pra casa. Aí no outro dia você tem que estar lá de novo, Das 9 às 18. Só que cinco dos polícia que estava nessa ocorrência foram reconhecidos pelo pessoal. Mas esses que foram reconhecidos foram os que apresentaram a ocorrência. Aí esses cinco aí ficar no X lá na cadeia mesmo, grade, né? Não vou falar o nome dos cara aqui, mas ficaram na grade lá. Aí a gente ficou cumprindo expediente,
a gente dava 18 horas, terminava o expediente, eles liberava a gente, a gente ia pra casa e voltava no outro Dia. Esses cinco ficaram lá. Antigamente a PM podia te prender por até 5 dias, sem falar nada, sem nada, nada. Ó, por que que eu tô aqui preso? Fica, você tem direito de saber que é se senhor e não senhor e fica aí cinco dias. A PM tinha esse direito. Hoje em dia ela não tem mais isso. Ela podia te prender por 5 dias, entendeu, para fazer uma investigação, para qualquer coisa. E aí eles ficaram
presos lá, né? E e a gente ficava no expediente, indo e voltando. Aí conclusão, fomos ser julgado desse desse negócio aí. Aí o o o promotor, velho, ó, você nunca foi nunca o você vai ser julgado, o promotor acaba com a sua vida, cara. Ele olhava para nós assim, ó. Esses marginais fardados, esses caras que são pagos para proteger e fizeram isso. O que aí eu chamei o advogado de defesa, eu falei: "Escuta, eu vou mover uma ação contra esse cidadão aí, porque tá falando em mim que eu sou marginal fardado." [ __ ] Marginal
fardado, eu sou polícia, pô, né? Isso daí aconteceu, foi uma fatalidade. Aí ele falou: "Não, mas ele tá no momento dele, nesse momento aqui ele pode falar o que ele quiser e ninguém pode falar nada". Aí ele pegou e falou assim: "Não, que não sei o que, que eles bateram nele". Aí quando ele falou e o e tinha um um coronel lá, porque lá no no TJM fica um juiz togado, né, meu juiz e fica os oficiais da PM, né? Aí o coronel tava, a gente olhava Pro coronel, parecia que ele tava dormindo, cara. Aí
eu, aí eu peguei cutuquei, o cara e falou assim, ó: "Nós estamos [ __ ] cara, porque ó quem vai julgar a gente tá dormindo." E detalhe, ele tava dormindo na hora do advogado defesa falar que era hora, a nossa hora boa, né, meu? Aí eu falei: "Ó, nós estamos fodidos". Aí começamos a dar risada. Aí o o o promotor falou assim, ó: "Não, eles bateram eles." Aí nós vimos que esse o coronel pegou o Livro, pegou a o processo. Aí ele a gente viu que que ele virava assim, né? Dava para ver que ele
tava olhando as fotos, né? Aí ele fazia assim, ó. Aí ele virava outra foto e fazia assim, ó. Aí ele virava outra foto. Aí eu falei assim, ó: "Mano, já pode se preparar. Avisa a família que nós vamos sair daqui direto pra cadeia". Aí começou a me dar um acesso de riso nessa hora. Aí mano, me deu um acesso de riso, me deu um acesso de riso. Aí eu eu tentava Segurar, prendi o nariz assim, né? Pode rir, cara, mas eu não teve jeito. Aí foi hora que coronel fazia. >> Mas o cara ficou machucado,
pô. O cara quebrou o vidro da viatr com a cabeça, quebrou o o o vidro do hospital com a cabeça, cara. É lógico, cara, i ficar machucado. Aí comecei a conversar com os caras e os cara, mano, fica na sua, [ __ ] Aí eu olhava pro L, não podia olhar para ele e rindo, né, meu? Aí foi a hora que o advogado de defesa foi lá e Falou: "Mor, vocês estão a ponto de ser presos e vocês estão rindo". Tanto que desse dessa ocorrência aí foram cinco condenados. Cinco. Aqueles cinco que ficou lá no
X foram condenados, cara. Foi condenado por lesão corporal. เฮ