No último vídeo do canal falei sobre a minha virada de chave. Basicamente o conteúdo foi eu mostrando que eu precisei adquirir conhecimento para sair do interior de uma uma família de classe média baixa, conseguir catapultar minha vida e criar cenários para mudança de hábito. E esses cenários só foram possíveis por conta da aquisição prévia de conhecimento.
Você precisa assistir o vídeo para entender um pouco mais do que eu disse lá. Naquele vídeo, basicamente, eu argumentei que a sua mudança de vida virá por meio de alterações comportamentais, ou seja, você precisa adquirir conhecimento. Esse conhecimento vai ser motivo para você se comportar e conforme você se comporta, você começa a criar contextos que punem e reforçam seus comportamentos, aumentando ou reduzindo a probabilidade desses comportamentos voltarem a acontecer.
Se você vive num ambiente onde as pessoas reforçam seus comportamentos adaptativos, como ler, trabalhar, cuidar da sua família, ganhar dinheiro, você vai aumentar a chance de repetir esses comportamentos de forma e com pouco esforço e isso vai fundamentar a sua mudança e a sua virada de chave. Esse foi basicamente o contexto do vídeo anterior, em resumo, mas você vai precisar. Nossa, olha que lindo isso aqui.
Pera aí. Mas você vai precisar assistir se você quiser entender um pouco mais. Esse vídeo anterior foi um complemento a um vídeo que eu falei sobre dinheiro, que é um vídeo com tamb verde.
É o terceiro vídeo antes desse que você tá assistindo agora. Opa, cheguei numa rua sem saída. E e no vídeo de hoje eu quero falar sobre um outro pilar.
Então veja, a gente falou sobre comportamento e sendo executado e impulsionado via aquisição de conhecimento. E hoje eu quero falar sobre um outro pilar da mudança de de rotina, da virada de chave, que é o pilar cognitivo. Você provavelmente já ouviu falar da terapia cognitivo comportamental.
Ela se chama assim porque um dos pilares de intervenção dessa terapia é via comportamental e um outro pilar é via cognitivo. Por isso que é cognitivo comportamental. Se você não me conhece, tá chegando aqui agora, eu sou o Wesley Delan Nogar, sou psicólogo de formação, tenho mestrado em neurociências, doutorado em neurociências.
Fundei cinco empresas, sendo que uma delas é uma clínica com 120 psicólogos, acho que cinco psiquiatras, cinco nutricionistas, não sei. Hoje já é meu time que toca lá, então teri o que ver com os meus sócios. Mas é mais ou menos isso na última vez que eu vi, uns 4ro meses atrás.
Então, mas meio que eu sei do que eu tô falando. Caso você não me conheça e acha que eu sou só um maluco aqui da internet andando de boina em Roma, não. Eh, provavelmente vai ter um monte de gente aqui que já foram ou são meus alunos nos comentários mostrando como o meu conteúdo já mudou a vida dessas pessoas.
Então, por isso eu tô falando isso, porque eu queria que você prestasse atenção no que eu falei no vídeo anterior, que foi o pilar comportamental, e no que eu vou falar nesse vídeo aqui, que é o pilar cognitivo. Então, pilar comportamental, vocês já entenderam ou assiste o vídeo lá depois. O pilar cognitivo basicamente é o seguinte: durante a sua vida, você vai experimentando situações e essas situações que a gente chama de experiências, vão criando memórias.
Essas memórias, elas são armazenadas no seu cérebro em redes neurais chamadas de engramas. Engramas é o lugar físico que a gente armazena as nossas memórias, que basicamente não é necessariamente uma área do cérebro, mas sim uma rede de neurônios interconectadas. Então, quando você lembra que Brasília é a capital do Brasil, você tá ativando alguns milhares de neurônios que são chamados de que é chamado de esses milhares de neurônios é chamado de engrama.
E é onde fica a memória de que Brasília é a capital do Brasil. As suas memórias de vida ficam armazenadas nos engramas e as memórias de vida são experiências que você tem, os amores que você teve, as decepções que você teve, as os medos que você enfrentou. as as os os sei lá, os traumas que você vivenciou, as derrotas, as vitórias, as experiências memônicas, né, as memórias memônicas, isso é, os livros que você leu e tudo mais que aconteceu na sua vida, vão sendo armazenadas nesses engramas.
Esses engramas vão começando a formar uma percepção de você sobre você mesmo, que a gente chama na psicologia cognitiva, principalmente nessa vertente da tá na chuva aqui e tem um monte de carro passando. Principalmente nessa vertente da terapia cognitiva comportamental, né? Nessa parte mais cognitiva, a gente chama essa percepção que você tem sobre você, sobre os outros e sobre o mundo, sobre o futuro de crenças.
Você provavelmente escuta muito aí sobre crenças, crenças limitantes, né? Se pessoas falam normalmente sobre crenças limitantes e tal, autossabotagem, mas o termo técnico é crenças centrais. Crenças centrais.
Então, basicamente, muito resumo. Peço desculpas aos psicólogos e acadêmicos que estão aqui assistindo. É um vídeo didático, então eu tô abreviando bastante.
Mas crenças centrais, basicamente são formações que você tem, percepções que você tem. Na verdade, nem necessariamente é uma percepção, né? Porque é uma coisa que você muitas vezes não sabe que que sente sobre você mesmo, mas é basicamente uma crença que você tem sobre você, sobre os outros e sobre o mundo.
Algumas crenças centrais são bem comuns quando a gente trata pacientes na clínica e você pode ter essas crenças, na verdade você tem essas crenças mesmo sem ter uma psicopatologia. Lembre-se, essas crenças são produtos das interações que você tem com o mundo e essas interações vão se somando como se fosse um Lego, digamos assim, e a somatória dessas interações dará a sua percepção de você, do mundo e dos outros. uma crença central bem comum nas pessoas que a gente encontra aí em sofrimento psicológico e talvez essa crença seja sua em algum nível, porque ela realmente é bastante comum.
É uma crença que a gente chama de insuficiência ou incapacidade, que basicamente é o quê? A pessoa, conforme ela vai interagindo com o mundo, ó, presta atenção aqui, presta atenção aqui. Eu não consigo instalar os dedos agora porque eu tô com guarda-chuva.
Essa parte é importante. A pessoa, conforme ela vai interagindo com o mundo e criando as suas percepções dela com a realidade, baseada nessas experiências que ela vai armazenando no cérebro, ela começa a ter noções de que é incapaz, de que é insuficiente. Só que essa crença, ela não se manifesta de uma forma, entre aspas, consciente.
A pessoa, ela não ela não verbaliza e não raciocina eu sou incapaz. a pessoa, na verdade, essas crenças, na verdade, elas começam a a ter uma certa ebulição. E o que chega na verbalização da pessoa são tipos de pensamentos amparados nessas crenças.
É como se as crenças fossem as sementes lá no interior do seu cérebro e os pensamentos, os frutos. Se você tem uma crença de incapacidade, portanto, você não vai verbalizar, eu sou incapaz, você vai começar a ter sensações de que as pessoas são melhores que você. Você vai começar a ter sensações de que você não consegue passar naquela prova.
Você vai ter pensamentos de que você eh não consegue executar aqueles planos que você se propôs a executar. E a consequência comportamental disso, lembrando agora um link com o vídeo passado e por isso que é importante você assistir, é que você vai desmotivar, você não vai querer estudar pro concurso, já que você tem esses pensamentos, que a gente chama de pensamentos automáticos, de que você não vai conseguir passar. Então, frente a uma possibilidade de começar um concurso ou trabalho, qualquer coisa, ou mesmo um relacionamento, né, uma amizade, falar em público, uma apresentação, automaticamente o seu cérebro já começa a borbulhar com pensamentos do tipo: "Eu não consigo, eu sou incapaz, isso não vai dar certo.
" E se você pensa dessa forma, consequentemente, lembre-se do vídeo passado, você cria um cenário onde reduz as probabilidades de você executar os comportamentos que você quer executar. É mais ou menos, preste atenção agora, como se a sua, como se você enxergasse o mundo com uma lente e essa lente são as suas crenças. Olha como as ruas são apertadas aqui, ó.
O carro tentando passar. Quer dizer, ele consegue passar, né? Aquele ali é um Uber.
Aqui tem Uber van. É como se você enxergasse o mundo como uma lente. E essa lente são as crenças.
Portanto, quando você vê uma realidade, um evento, como apresentar um trabalho, se você tá vendo o mundo com as lentes e essas lentes são pintadas, digamos assim, manchadas, tingidas por essas crenças que você foi criando conforme você foi experienciando o mundo, você tá vendo o mundo por excelência. Presta atenção aqui, ó, mais uma parte importante. Você tá vendo o mundo por excelência de forma distorcida.
Se você tem uma crença de incapacidade ou de insuficiência, portanto, é como se você estivesse, olha que louco, olhando o mundo com lentes sujas. A realidade atrás das suas lentes, atrás pro lado de lá, né? depois das suas lentes, ela não corresponde, preste atenção, àquilo que você está vendo, porque você tá vendo o mundo via lentes sujas.
Ou seja, quando você tá para fazer uma prova, vai fazer um concurso, vai para fazer a prova, não, né? Mas se você vai e se candidatar a uma prova, por exemplo, de um concurso, dou esse exemplo sempre que é comum, e você tem o pensamento de que não consegue, não necessariamente você não consegue, mas esse pensamento ele é fruto de uma série de interações que você teve com o mundo. E essas interações levaram você a ter essa lente, essa crença que faz você pensar que você não consegue.
O que que um profissional da terapia cognitivo comportamental faz? Além de atuar pelo braço comportamental, que a gente comentou um pouco no vídeo anterior, posso voltar aqui e falar se vocês tiverem interesse, mas basicamente o profissional limpa suas lentes e ele começa a questionar a veracidade dessas dessas suas crenças, porque essas crenças ela não é que elas elas, como é que eu posso dizer? Não é que elas não existem, não é que elas são fantasia.
Quando eu digo questionar a veracidade dessas crenças, é questionar a correspondência que ela tem com fatos no vida real. Como você vai saber se você que você é incapaz de fazer uma prova se você nunca fez ou se você nunca estudou para a prova? Você pode ter feito sem estudar, mas aí é praticamente aí realmente seria estranho se você passasse.
A questão é, você está criando cenários na sua cabeça com base nas experiências que você teve com o mundo. E às vezes essas experiências podem ser experiências ruins, mas que elas não necessariamente traduzem o que vai acontecer na realidade, embora para você elas possam traduzir. Vou dar um exemplo prático aqui.
Deixa eu trocar de mão meu celular. Calma aí. Vou dar um exemplo prático aqui para vocês.
Imagina uma mulher ou um homem, tanto fácil. Imagina uma mulher ou um homem que na na infância não teve amigos. Aí ela foi para foi para pro ensino médio, pro ensino pro ensino fundamental e pro ensino médio e sofreu bullying.
Sofreu muito bullying, foi rejeitada, não tinha amigos, zoavam dela, sei lá. Aí ela foi pra graduação e ela finalmente arrumou um namorado, uma namorada. E aí na graduação esse namorado, a namorada traiu ela, sei lá, traiu ela, zoou com ela, sabe?
Esculachou. Aí beleza, ela entrou no trabalho e aí no trabalho os amigos do trabalho não chamam ela pro rap hour ou para trocar uma ideia com as pessoas ali para interagir com o grupo. Você entende que essa pessoa, ela foi durante a vida toda, desde a infância, ensino médio, ensino fundamental, ensino é ensino de graduação, ensino fundamental, ensino médio da graduação, até o trabalho, essa pessoa ela foi colecionando experiências de forma, cara brasileiro, né?
já vê um barulho ali, já fica esperto. Ela fica colecionando informações, armazenando essas informações do cérebro de forma que a conclusão natural é que ela é uma pessoa não amada, ela é uma pessoa incapaz de ter um relacionamento, né? Mas não necessariamente ela é incapaz de ter um relacionamento.
Talvez ela sempre tivesse dificuldade de ter relacionamento por conta do ambiente que ela vivia e por conta das suas preferências pessoais. Só que esse padrão de pensamento que foi se cultivando gerou nela uma percepção de que ela é incapaz de ter um relacionamento, uma percepção, uma lente suja. E a partir disso ela se comportou à luz disso e aí realmente entra num ciclo vicioso.
Ela acha que não é capaz de ter um relacionamento, portanto ela não tenta ter um relacionamento. Isso reforça o fato dela achar que é incapaz de ter um relacionamento. E como é que a gente quebra isso?
Basicamente você tem que, não tem como fazer isso aqui nesse vídeo, lógico, né, que é um trabalho muito árduo e é individualizado, mas basicamente você precisa questionar a veracidade dessas desses pensamentos que você tem sobre o mundo, dessas crenças que você nutre e a partir disso começar ir percebendo e reforçando à luz do que a gente comentou no vídeo anterior novos comportamentos e novos contextos. Aí você vai precisar assistir o vídeo anterior, tá? Eh, se você quiser saber mais sobre isso, eu tenho uma aula de, sei lá, uns 50 minutos a aula no reservatório de dopamina, aula intitulada Suas lentes estão sujas.
Eu explico todo o raciocínio da terapia cognitivo comportamental, como identificar esses pensamentos e como você começar a tentar mudar. Isso não é um processo psicoterapêutico, não substitui terapia, o RD não é tratamento, mas essa é uma das aulas mais assistidas, senão a mais assistida do RD, onde eu explico tudo isso que eu tô falando aqui de uma forma muito mais didática, muito mais organizada, porque aqui eu tô andando na rua só, né, e tentando falar com vocês de uma forma mais simples. Mas se você quiser, o link tá aqui na descrição, no QRcode aqui em cima também, pedi pro Mateus deixar aí.
E eu tenho certeza que essa aula já limpou as lentes de muitas pessoas e talvez as suas lentes também possam ser limpas com essa aula. A reflexão de hoje era essa. Tô no meu último dia aqui em Roma, voltando pro Brasil amanhã.
E é isso, espero que vocês tenham gostado. Deixa o like aí que reforço o meu comportamento de voltar aqui gravar vídeo para vocês. Valeu?
Então é isso, ó. Roma chuvosa. E é isso, galera.