bem meu nome é rui braga eu sou professor do departamento de sociologia da universidade de são paulo aí vim aqui pra apresentar o último lançamento pela editora boitempo o livro a rebeldia do precariado o livro na verdade é uma tentativa de compreender atrizes na globalização capitalista que se inicia em 2008 a partir do olhar dos de baixo ou seja de uma perspectiva subalterno e isso significa que a oea chuva vamos e do livro é basicamente a uma análise de como esses processos de crise econômica crise política crise social de alguma forma um modificam plasmas são
plasmados né pela ação a das classes subalternas influenciado naturalmente mudanças na própria estrutura das classes mas sobretudo como os setores subalternos em especial aqueles grupos aqueles setores que estão inseridos em condições mais precárias de vida e de trabalho e consequentemente sentem de forma mais aguda é o processo da crise como esses setores eles de alguma maneira a elaboram pensão refletem e agem nesse contexto o mais geral de crise da globalização então é uma tentativa na verdade entender a crise da globalização basicamente a partir desse olhar das classes subalternas e dos setores mais precarizados né das
classes subalternas eu diria que o livro além de subir kaká contextualiza teórica científicamente nesse grande tema é a parte em especial de um debate tem o debate sobre os estudos de trabalho global não é tentando relacionar as mudanças o trabalho com a globalização e quando se pensa basicamente nessa relação é muito forte a presença de algumas teses néel algumas indagações uma delas é muito frequente muito usual é de você encontrar nos estudos é sobre o trabalho a partir dos anos 90 e 2000 é essa ideia ou essa indagação a respeito se o processo de globalização
capitalista é favoreceria o bloquearia desfavoreceria por exemplo a agência dos subalternos o desenvolvimento de uma solidariedade internacional né muitos afirmam que a globalização capitalista mas inaugura um período por assim dizer é decorrido ao fundo do poço do ponto de vista da classe trabalhadora o que significaria por exemplo que a classe trabalhadora teria enorme enormemente capacidade de barganha poder de barganha capacidade de negociação haveria por exemplo seu poder estrutural sendo enfraquecido o seu poder associativo sendo enfraquecido e consequentemente tenderia a se deslocar para um plano secundário no na sociedade no interior das sociedades nacionais e muitos
outros não dizem que olha para os efeitos da globalização capitalista são contraditórios e conseqüentemente é possível pensar por intermédio da globalização produtiva por intermédio da unidade é que a globalização financeira acaba promovendo enfim nas diferentes sociedades nacionais aproximando contextos culturas aproximando estruturas sociais enfim é promovendo uma certa convergência na questão das classes populares ano países e coisas do estilo criando grandes empresas corporativas transnacionais em ti que de alguma maneira se enfrentariam é ser enfrentadas há uma espécie de proletariado mundial um proletariado global enfim isso a globalização eventualmente poderia favorecer o advento da solidariedade internacional entre
os trabalhadores ou seja de um internacionalismo operar o que na verdade a pesquisa fez a partir da comparação entre basicamente em portugal áfrica do sul e brasil foi colocar à prova não foi testar essas hipóteses essas teorias né que são teorias como eu disse dos anos 2000 é muito animadas né pelo sucesso por exemplo do fórum social mundial no seu início e um fim ea idéia foi um pouco testar isso à luz da crise da globalização de 2008 em diante então um recorte temporal do livro era a partir de 2008 o que significa por exemplo
que eu tentei entender um pouco essa dinâmica essa mudança da dinâmica do conflito social avisa di por exemplo há a própria posição que os sindicatos nesses diferentes países têm ou tiveram a e ao mesmo tempo a partir da análise da emergência de novas fontes de conflito social particularmente falando é movimentado seja acionada pela emergência nesses diferentes contextos nacionais de um precariado não proletariado precarizado formado pelos setores vamos assim flutuantes da classe trabalhadora uma malga mané de setores que são mais ou menos excluído sair do mercado formal de trabalho é reforçada por assim dizer os setores
médios não é que vão se se projetar isando ao longo desse processo de polarização social e como a agência desse precariado nos permite pensar né a mudança do conflito social nesses países as conclusões são de que não há indícios fortes ou claros de que a globalização e posteriormente a crise da globalização promovam propriamente as formas de solidariedade internacional ao contrário o que nós constatamos é que a mudança do conflito do período vamos ver simples anos 80 90 para os anos 2000 e a partir dos anos 2000 em especial a partir de 2008 com a crise
é é uma uma espécie de interpelação do estado propriamente que contém o conflito nos marcos nacionais então ao invés de uma solidariedade internacional que nós temos a rigor é um fortalecimento do protecionismo nacional e isso é mais ou menos visível nestes diferentes casos que foram estudados né e eu diria enfim finalmente que a proposta do livro é ou seja ao buscar entender essas reconfigurações do mundo do trabalho da classe trabalhadora em escala global ele buscou a proposta buscou na verdade é pensar a classe trabalhadora é não mais como um ente propriamente local regional ou nacional
e analisar suas trajetórias mas pensar as conexões entre as diferentes classes trabalhadoras nacionais com patches né de um contexto global não o contexto da globalização da crise da globalização e a e também como a partir dessa configuração e reconfiguração do capitalismo larga escala então a idéia foi romper um pouco com aquelas barreiras propriamente na zona mas nem pensar é os movimentos da classe trabalhadora a partir desse contexto global o que envolve por exemplo enfim é identificar as convergências nem do ponto de vista do conflito social crescimento do precariado urbano particularmente não exclusivamente mais particularmente a
pensar por exemplo as novas formas de insurgência plebéias que foram se multiplicando em especial nesta semi periferia capitalista mas com um evidente impacto também no centro do capitalismo e o ajuste temporal ou seja apesar desses processos eles de fato se configurar em ritmos muito desiguais eles tendem a se aproximar ea se combinar a num num contexto que é um contexto muito marcado pela multiplicação dessas influências nestas revoltas populares em escala global então a idéia do livro um pouco essa quer dizer para além evidentemente dos três países que nós temos a rigor é uma tentativa de
entender a crise a partir de um olhar dos de baixo e fazer que de fazê lo não seja a caminhar nessa direção significa colocar em primeiro plano a questão da agência né da capacidade de ação de mobilização a dos subalternos particularmente aqueles marcados pela precariedade de vida e do trabalho que neoliberalismo nesses três países ele é o produto a evolução de três revolucionários passivas que efetivamente é foram o produto histórico de uma emergência democrática absorvida pelos mercados