Ah, tá aí. Então, eh, boa tarde, Leonardo. Me chamo Gisline, né?
Tô fazendo uma pesquisa de mestrado em administração, que o tema é implementação de programas de diversidade na administração pública. Eh, e o objetivo eh desse trabalho é captar percepções de todos os colaboradores que trabalham na Cedai, porque eu tô usando a Cedai como dessa pesquisa, que a Cedai foi o primeiro órgão do estado do Rio de Janeiro a constituir uma comissão de diversidade através de ato normativo. né?
Então, o meu objetivo é captar percepções e eh eh sentimentos. Você fica à vontade para expressar, para falar. A nossa entrevista ela tem mais ou menos de 15 a 20 perguntas.
Vai ser um formato eh semiaberto, então eu vou fazendo as perguntas e você fica livre para responder, tá bom? O primeiro bloco, eu queria que você falasse o seu nome completo, o seu sexo, o seu cargo e há quanto tempo você atua na cidade. >> Bom, meu nome completo é Leonardo Silva Ferreira, tá?
Eh, eu tenho 31 anos de Sedai, 31 anos na empresa. >> Uhum. >> Tá.
Sou eh homem, tá? Casado, pai. Eh, que mais?
Deixa eu ver. né? Estou na empresa há 31 anos.
Eh, >> beleza. Acho que você >> acho que responde tudo, né? >> Respondeu tudo.
Qual é o seu nível de envolvimento com as iniciativas da comissão de diversidade? >> Ah, tá. Só para concluir a pergunta anterior.
Faltou, né? Eu hoje atuo como assistente da diretoria de desenvolvimento das cidades. >> Ótimo.
>> Tá. Ótimo. Perfeito.
>> Agora, eh, eu não sou membro ativo da comissão, né? >> Participei como convidado ano passado. Trabalho em homenagem ao dia da conheciência negra, né?
Novembro. >> Uhum. >> E acho importante o trabalho desenvolvido.
>> Uhum. >> Né? Porque quando você fala em inclusão de minorias, você não está falando apenas do negro.
>> Uhum. você tá falando de todo um contexto da sociedade, de minorias que se sentem perseguidas ou discriminadas. E a empresa, eh, especificamente falando como negro, eu, como eu relatei no começo, a empresa ela nunca me tratou diferenciada por ser negro.
>> Uhum. Pelo contrário, tanto eu quanto muitos colegas aqui negros têm tido oportunidades de exercer cargo de direção, cargo de liderança, né? despontando dentro da estrutura da empresa, mas eh esse é um contexto que tem que ser estendido a todas as minorias, né?
>> Sim. >> Como quando você prega a igualdade, você tem que tratar a todos com igualdade, com isonomia. >> Sim.
Sim. E eu vejo que a empresa através desse trabalho tem buscado alcançar esse objetivo >> que não é fácil >> não, >> né? Nós sabemos que tem os preconceitos de todos nós, né, que fomos adquirindo ao longo do tempo.
>> São vies, né, inconscientes. >> Exatamente. E todos nós precisamos ser trabalhados para que isso, para que esse impacto seja reduzido e mais pessoas tenham direitos reconhecidos e oportunidades alcançadas, né?
Então eu acho muito importante o trabalho desenvolvido, >> tá? na sua percepção, como a diversidade, a equidade e a inclusão são compreendidas e diferenciadas dentro da SEDAI. >> Eh, pensar um pouquinho, >> mas fica à vontade, ó.
Tô aqui. >> É bom. Eh, hoje a sociedade como um todo, né, apregoa esses conceitos.
Uhum. >> Né? A gente vê diversas frentes trabalhando em cima desses conceitos, né?
E a Sedai, como parte integrante da sociedade, ela vem trabalhando para que eh oportunidades surjam para todos. >> A gente já vê dentro da empresa eh oportunidades dadas a minorias, né? seja eh minorias por credo, por cor, por raça, por opção sexual.
>> Uhum. >> Né? Mas esse é um trabalho lento.
Isso não é um trabalho eh que é imediatista. Isso não é uma solução imediata. Você não instala os dedos e as coisas acontecem.
Mas a gente tem visto que a empresa tem dado oportunidade, né? a empresa tem feito, tem desenvolvido trabalhos de inclusão, tem dado oportunidades, né? Só que também cabe a todos nós enquanto corpo funcional eh observar também o trabalho que tem sido desenvolvido, né?
Rever os seus próprios conceitos, porque todos nós aprendemos nesse processo. >> Aham. >> Né?
É um processo lento, paulatino, né? e um trabalho que está sendo bem iniciado, mas que precisa de continuidade, né? Não vai ser agora que nós vamos eh formatar uma situação e ela vai eh definir o quadro, não, né?
Eh, o se trabalho, ele tem sido realizado há, se eu não me engano, cerca de 2 anos e ele tem tende a perdurar e crescer com o passar do tempo, né? se militava muito a questão e ainda se milita, né, com muita ênfase, a perseguição ao negro. Mas há quantos anos vem essa luta, né?
>> Muitos anos. >> E as lutas mais recentes, elas estão ingressando gradualmente nesse processo. Então, é um processo lento, está acontecendo, né?
E a Sedai eh está na vanguarda do processo, iniciou isso como uma empresa pública do estado, né? Mas ela está iniciando, né? Ela tá abrindo portas para que outros também façam >> isso.
Assim, >> exatamente. Eh, como você compreende a diversidade e por você considera esse tema tão importante dentro do ambiente organizacional? É importante porque você não pode eh subjugar uma pessoa por uma característica dela, seja de credo, seja de cor, seja de raça, seja de opção sexual, né?
Você pode perder, de repente um profissional qualificadíssimo na sua área por discriminar. Verdade. >> E quando falamos de empresa, né, nós temos que avaliar a capacidade técnica, a capacidade de desenvolvimento dentro do que a empresa necessita, né?
E essa capacidade, ela não está atrelada a sexo, a cor, né? Não está atrelada a opção sexual. você pode perder uma qualificação que para você é muito importante.
Então, nós estamos num meio empresarial, então nós temos que pensar, isso é um negócio, >> sim, >> né? Nós temos um produto e o que precisamos para que esse produto seja bem desenvolvido? Que ferramentas nós temos?
>> Essa ferramenta, ela pode ser homossexual, ela pode ser negra, ela pode ser mulher, não importa. é uma ferramenta que é útil para você, você necessita e você pode utilizar. Então tem que ser essa tem que ser a visão, na minha concepção.
>> Perfeito. Eh, qual iniciativa ou ação específica da comissão de diversidade da Sedai você sentiu que te beneficiou diretamente? treinamento, cota, eh, melhoria de acessibilidade, enfim.
Você sentiu que alguma ação promovida pela pela comissão te beneficiou diretamente? >> Eh, bom, como eu disse no começo, eu nunca senti aqui dentro impacto de discriminação, >> né, com relação à minha pessoa. >> Uhum.
Mas eu acho que esse trabalho me me beneficiou e tem me beneficiado a a partir do momento que ele tem me permitido abrir a minha visão, né? >> Perfeito. >> Poder enxergar melhor o outro.
Então, acho que esse tem sido o papel fundamental dela. >> Perfeito. Houve alguma situação em que você sentiu que o programa eh de diversidade da da Sedai fez a diferença na sua experiência profissional ou no seu sentimento de pertencimento?
Cada trabalho que eles desenvolvem, né, você se sente mais envolvido, né? A própria minha participação que eu fiz na, tive o privilégio de ser convidado para participar no ano passado, para mim foi extremamente importante, né? Você está, eu venho de um núcleo operacional da empresa, trabalhava numa eh gerência operacional num outro município.
>> Legal. >> E hoje é e hoje trabalho na sede, né? E pude participar de um evento na sede da empresa, né?
aí como representante de uma diretoria. Então isso é importante. >> Muito bom.
>> Esse envolvimento, esse pertencimento, isso é importante. >> Muito bom. Antes da comissão de diversidade, você sentiu ou já presenciou alguma situação assim de discriminação, algum obstáculo que de certa forma bloqueou a sua interação com os demais colegas ou de outros colegas?
Minha não. >> Uhum. >> Né?
Minha não. Eu sempre tive, eu posso me considerar um privilegiado, né? Sempre tive acesso aos as oportunidades, aos treinamentos.
Eh, claro, quando a empresa necessitou de uma pessoa com a minha capacitação, né? Eu estava pronto para poder também atuar. Então, isso é importante.
>> Uhum. >> Né? O profissional ele tem que tá estar apto também, porque as oportunidades surgem.
>> Sim. e você estando naquele momento, eh, demonstrando capacidade para para o desenvolvimento, a, a porta se abre. Isso é importante, né?
E eu venho de uma geração em que os conceitos de eh os preconceitos, as formas de preconceito não eram, como vou colocar, eh, não eram como como é hoje, né? Hoje, muitos verbetes que nós utilizávamos no passado, hoje nós não utilizamos, por exemplo, não, >> né? E então, dentro da período que eu entrei na empresa, durante o meu desenvolvimento, muitas coisas que hoje são tratadas como preconceituosas ou discriminatórias eram eram conceitos da normalidade.
Então, a gente não se sentia discriminado, né? Era uma outra visão, >> era tudo muito natural, mas era preconceito, né? Sim, sim, sim.
A gente achava com atuava com naturalidade, via com naturalidade, tá? Diferente de hoje. Hoje até a gente mede as palavras, né?
Hoje todo mundo pensa muito antes de falar, né? >> Com certeza. >> Ter cuidado, né?
é dentro daquilo que você aprendeu, daquilo que você viveu, aqueles conceitos que foram sendo condicionados >> dentro da sua mente, né? >> Eh, você hoje pode cometer um ato discriminatório e sem perceber. Então, hoje tudo tem que ser muito pensado, né?
Então, esse cuidado não só eu, acho que todos estão tendo, né, no dia a dia. Hum. Mas lá atrás, no passado, nós tratávamos muitas coisas de como normais.
Como normais? >> Sim. Você sente, você se sente seguro, respeitado e acolhido na Sedai?
Você acha que de alguma forma o programa, o a comissão contribuiu para esse sentimento de pertencimento? >> Sim, sim. Não, eu eu sou um caso excepcional, né?
Eu sempre me me me senti envolvido, né, eh, pertencente a a esta empresa, né, mas eh a gente vê que com a atuação da comissão, sim, eh muitos colegas se sentem mais envolvidos, se sentem mais fortalecidos, né, e isso é importante. Você sente que essas práticas têm impacto no comportamento das pessoas e na forma de como a organização funciona? >> Tem, tem sim, tem sim, né?
Porque como a sociedade vai mudando, os conceitos vão mudando, as pessoas vão se adequando. É um processo de aprendizado. Todos nós estamos aprendendo e estamos nos moldando dentro dele.
Eh, então é importante sim. Você acredita que a comissão de diversidade te ajudou a ter voz e oportunidades reais de participação e decisões na empresa? >> Eu não vou colocar especificamente a mim, mas eu vejo que a comissão sim deu voz a muita gente aqui dentro, né?
E ela tem tido um papel muito importante dentro da empresa. Sim. Qual é a sua percepção sobre a representatividade de pessoas negras, no seu caso, em cargos de liderança ou de gestão na Sedai?
>> Nós temos uma quantidade muito boa. >> É, >> é, nós temos, né, aqui mesmo na nossa diretoria, nós temos o nosso gerente geral, que a estrutura da diretoria, ela é composta pelo diretor, abaixo dele um gerente geral. E aí você tem as assistências, você tem as outras gerências.
Então, falando especificamente aqui do do nosso andar, né, que está diretamente a diretoria, nós temos o nosso gerente geral negro, juntamente comigo tem mais um assistentes, acho que somos três, se eu não me engano, né? Nós temos nas gerências gerentes, chefes de departamento, coordenadores, né? E então dentro da estrutura da Sedai e falando como um todo, né?
Nós temos uma quantidade muito grande de pessoas negras nos cargos de direção, né? E todos ocupando o cargo até onde eu vejo pela competência. Isso é muito importante, né?
Esse reconhecimento. >> Fundamental. Sim.
É fundamental. E como foi o seu ingresso na Sedai? Ele foi facilitado por alguma ação afirmativa?
Cota, algum? >> Não, não, não. A época que eu prestei concurso, eu sou concursado.
>> Uhum. >> Época que eu prestei concurso, não existiam essas cotas ainda, né? Fiz o concurso, me qualifiquei, entrei paraa empresa, né?
E depois dentro da estrutura da empresa fui galgando os postos, né, os cargos, eh, pelo reconhecimento do trabalho. Então, eh, >> e como foi sua experiência assim de integração após a sua nomeação? Foi de boa?
>> Sim, foi boa. Foi boa. Eu sempre fui muito respeitado pelos colegas e isso é uma coisa boa, né?
Me dá satisfação em dizer, >> né? Eh, e uma e aí é um conceito que eu trago de casa, né? Meu pai me ensinava muito isso, eh, você trate o outro como você deseja ser tratado.
>> Com certeza. >> Isso é um princípio pro respeito, né? Se você respeita o próximo, ele tende a te respeitar.
>> Com certeza. A comissão de diversidade, você acha que a comissão de diversidade consegue reduzir essa falsa sensação de normalidade, naturalidade em relação às desigualdades na sua área de trabalho? Eh, bom, aqui onde eu atuo, eh, o tratamento é muito equânime.
Ah, e mesmo se considerando as hierarquias, né, o tratamento é muito equânime. Eu vejo aqui como um todo as pessoas se respeitando muito, né? É claro que todo o trabalho da comissão traz um novo conceito, abre uma nova visão e isso é importante.
Isso é importante, né? Nós estamos dentro de uma estrutura administrativa, é onde você tem eh mais oportunidade de desenvolver, de interagir e desenvolver esses novos conceitos, né? A área operacional normalmente ela fica muito focada numa mão de obra mais bruta, né, mais operacional e você não tem muito contato com este tipo de estrutura, tá?
Mas mesmo dentro da da área operacional, hoje nós temos dentro da da estrutura da empresa diversos exemplos e depoimentos de pessoas que foram acolhidas, né? foram já divulgaram diversas vezes aqui na nos informes internos legal >> colegas que são homossexuais e que trabalham na área operacional e que são bem tratados e tem que ser bem tratados. >> Sim, é um direito.
É direito de todos. >> Exato. Exato.
Né? Mulheres que trabalham na área operacional e que são muito respeitadas, desenvolvem os seus cargos, né? Demonstram ali a sua capacidade técnica, que é muito importante.
Então isso é muito legal. Então eu vejo que a empresa ela realmente milita dentro desses desses conceitos. >> Perfeito.
Você já me disse que participou, né, de de rodas de conversa sobre isso. >> Eh, você acha que eh quão eficazes foram essas essa conscientização pros seus colegas, colaboradores, incluindo gestores? Eu acho que, como eu falei, isso é um processo de é um trabalho de aprendizado, é um processo.
>> Uhum. Uhum. Eh, é um processo que está acontecendo, né?
E ele vem mudando o conceito de todos, né? Uns com mais facilidade, outros com menos, né? Dentro da realidade de cada um.
>> Uhum. >> Né? Mas é a empresa, acho que ela vem vivendo essa transformação, >> né?
>> Você sente uma mudança assim? >> Sim, sim, sim. Hoje a gente já não vê mais as pessoas com eh brincadeiras capciosas nos corredores, né?
Eh, você não vê diálogos mais preconceituosos ou carregados de sentimento, né? Isso é uma coisa que a gente já percebe diferente. >> Sim.
>> E como você avalia o apoio da alta liderança da Sedai em relação à comissão? Eu vejo que ela apoia, eh, ela instituiu, né? >> Uhum.
>> A direção instituiu esse trabalho >> e tem dado apoio, >> né? Tanto que já perdura aí há dois anos e continua >> e vem atuando cada vez mais. Então, sim, tem o apoio da direção.
>> Você acha que a implementação da comissão é algo contínuo e estrutural ou ela se limita muito nessas datas e eventos isolados? por exemplo, dia da mulher, dia da consciência negra, ou você acha que isso é um trabalho assim contínuo mesmo? >> É contínuo, porque quando você fala em em diversidade, né, a Sedai, especificamente, ela tem a comissão de diversidade.
>> Uhum. >> Que atua nos conceitos diversos, mas ela tem, paralelamente, ela tem eh um trabalho específico de para mulheres, né? eh não só de de não só no trabalho da comissão de diversidade, né?
Eh, ela atua também na área psicológica, ela tem um acolhimento para mães em amamentação, né? Eh, então tem toda uma estrutura que corre por trás que ajuda no desenvolvimento desenvolvimento de todo esse trabalho. >> Uhum.
Uhum. >> Né? Não é só a comissão.
Outras ações acontecem independente das reuniões da comissão, independente dos eventos que a comissão faz. >> Então, acho isso importante. Você acha que essa rotatividade da alta gestão pode atrapalhar o desenvolvimento da comissão?
>> Eu acho que esse trabalho ele já está enraizado na estrutura da empresa. >> Uhum. Tá?
Eh, a Sedai ela adotou os princípios ESG. >> Uhum. >> Né?
E eu acho que isso foi o grande diferencial, porque dentro dos conceitos do ESG, você trabalha toda essa eh modificação de conceito, né? Você trabalha toda uma infraestrutura de aceitação, de compreensão do do seu entorno, do universo em que você está inserido. >> Uhum.
E aí você tem não só a o trabalho de aceitação e da diversidade, você tem também o tratamento ambiental, você tem uma gama de de conceitos novos que você implementa e desenvolve. >> Uhum. >> Né?
Então eu digo que isso não é uma coisa que veio eh como uma moda, não é uma fase, né? é um um trabalho que tá sendo instituído para ficar >> OK, perfeito. Na sua percepção, as iniciativas da comissão de diversidade abrangem todos os grupos minoritários, considerando aspectos como tolerância, intolerância religiosa, diversidade etária?
Que evidências ou experiências você já observou nesse sentido? É, a diversidade etária hoje na Sedai, ela eh, como é que eu vou colocar? Não é um, embora seja uma coisa que precisa ser tratada, né?
A Sedai, ela tem o quadro dela próprio envelhecido. >> Uhum. >> Né?
>> Eu tô percebendo isso nas entrevistas, todo mundo tá falando isso. >> É, é, é. Hoje o que nós temos de de participação de mão de obra mais jovem e que são muito capacitados e muito bem aceitos.
Uhum. >> Né? São terceirizados, são jovens aprendizes, né?
Não são eh são estagiários, não são funcionários espeficado. >> Uhum. >> Eh, e porque o quadro fixo ele se renova por concurso público e é uma coisa que a Sedai não tem feito, né?
Então, eh, eu posso dizer para você que a relação é boa entre os mais jovens e os mais velhos. A gente vê isso, né? Eh, enquanto empresa, né, no meio profissional, a relação é muito boa.
É claro que dentro das cada faixa etária você tem os seus nichos. >> Uhum. >> Mas que atuam diferentemente no pós trabalho, né?
são os grupos que saem pra sua cervejinha, pro seu shopping, pro seu futebol, né? Após o expediente. Aí cada um no seu nicho.
>> Sim. >> Mas na relação eh profissional, nós vemos a interação entre os grupos, né, e todo mundo aprendendo com todo mundo, que isso é uma coisa importante, né, nos dias de hoje a gente tem que tem que entender, né? Eu venho de uma geração analógica que foi se desenvolvendo com surgimento do meio digital.
>> Sim, >> né? A garotada que tá aí já nasceu no meio digital. >> Você teve que aprender.
>> Eu estou aprendendo todos os dias. >> Todos os dias aprendendo com com os que estão aqui, aprendendo com os meus filhos em casa. >> Sim, >> né?
E com eles aqui até aprendo como me relacionar melhor com os meus de casa. >> Verdade, >> né? Então eu vejo que essa interação é boa aqui dentro, >> tá?
Eh, as políticas da comissão de diversidade conseguem refletir as necessidades de pessoas que vivem realidades ao mesmo diferentes realidades ao mesmo tempo, como por exemplo a racial, a mãe de a mãe solo, a pessoa com deficiência. Como isso é percebido por você? Ah, a Sedai agora eh um ela foi criada uma normativa, né?
>> Uhum. >> E a Sedai, ela pessoa, mães, por exemplo, que tem, e aí mães não, pais, né? Pode ser mãe, pode ser pai.
>> Uhum. pessoas que têm em casa um dependente, um filho autista, eh um idoso acamado, a Sedai, ela flexibilizou o horário de trabalho para essa pessoa. >> Muito bom.
>> Claro, tem que ser uma coisa clinicamente comprovada, não pode ser de qualquer maneira, tem que ter regra, né? Mas eh isso é um exemplo do quanto a empresa busca intuir. >> Sim, >> né?
Muito importante. E quais resultados concretos ou mudanças de atitude você já observou na Sedai? Bom, resultados concretos a gente vê, posso colocar na própria disposição das chefias, né?
A gente vê a missigenação nos cargos, né? E a gente observa o bom desenvolvimento dos trabalhos. >> Sim.
Eh, pera aí, deixa eu na sua opinião, o que você sugestão que você daria para aprimorar o programa, a comissão de diversidade, né, >> para aprimorar mais, né? >> Olha, eu como não faço parte da comissão, eu não vivo as dores deles, >> né? Não vivo as dores deles.
Com certeza eles têm algumas lá. Eh, hum, não sei se talvez eles conseguissem atingir mais gente, de repente com utilizando melhores ferramentas digitais que a CEDI disponibiliza. >> Uhum.
Eh, eh, fazendo aí um >> um talquezinho, de repente para desenvolvimento, para anunciação dentro da empresa, mas aproveitar mais os vídeos eh de divulgação da empresa, né, apresentando um pouco mais o trabalho deles e os resultados, porque a gente tem visto resultados. Talvez dessa forma, né? Talvez o aproveitando mais o meio digital que a cidade tem desenvolvido para isso, talvez seja um >> uma coisa que venha favorecer.
>> Ótimo. Eh, Leonardo, você gostaria de acrescentar algo que não foi perguntado, mas que você acha que pode ser eh interessante paraa minha pesquisa, pro meu tema? Bom, se eu fosse dizer alguma coisa, eu diria que nós precisamos eh continuar lutando pela igualdade.
>> Uhum. >> Mas em todos os sentidos, né? E acho que o primeiro sentido, a primeira coisa que tem que mudar é a nossa estrutura educacional.
>> Sim, >> né? Se queremos ter uma sociedade melhor, se queremos ter uma sociedade mais mais respeitosa. >> Uhum.
melhor capacitada. Nós precisamos investir mais na educação. >> Sim, >> para que todos nós possamos ter um uma melhor visão e um maior alcance.
>> Perfeito. É isso, Leonardo. Eu gostaria muito de agradecer a sua contribuição.
Foi assim muito enriquecedor, né, o nosso papo. Foi muito interessante. >> É sempre bom ouvir a voz da experiência, né?
Obrigada. >> Pessoas eh mais experientes que nós. E e é isso.
Se você quiser uma cópia do trabalho, eh, futuramente eu posso quando terminar, né, o mestrado de fornecer uma cópia. Mas é isso, eu gostaria de agradecer muito a sua participação, tá bom? >> Eu que agradeço poder contribuir, tá bom?
>> Obrigada, querida. Uma ótima tarde. >> Ah, eu que agradeço para você também.
Vou te enviar o enviar. Obrigada, querido. Tchau.