Seja muito bem-vindo, seja muito bem-vinda à aula da criança interior, ao módulo da criança interior. Esse assunto ele é interessante, ele é profundo e ele é polêmico que a gente vai est te mostrando de um jeito muito claro. Preciso te mostrar o que é que tá acontecendo aí na tua vida e qual é o motivo das treas, não é?
A criança interior e a nossa relação com os pais. Como sempre, eu com todas as minhas anotações, então você já sabe que eu vou estar olhando para baixo para ler algumas coisas e daí trazer explanação, trazer explicação. Vamos começar então o que é essa bendita dessa criança interior, principalmente o que é essa criança ferida.
Pri, essa visão é da onde? Ela é sistêmica. Essa visão existe na psicanálise?
Sim, ela existe na psicanálise, sim, mas não com a profundidade que ela tem no sistêmica, certo? Começamos por isso. A sua criança interior é a parte emocional sensível de todos nós, que viveu de fato rejeição, abandono, manipulação, exclusão, traição, troca.
Ainda medo, os medos todos, tá? As inseguranças e as dores de pertencer ou não. Sou boa ou não, mereço ou não, pertenço ou não.
Me eu me vejo como alguém desta família. Eu acredito que me vem como alguém desta família. Todas as expectativas, todos os sonhos, as expectativas irreais, as frustrações, as projeções, tudo isso dá um bolo dentro da criança.
Ela registra com intensidade profunda tudo que foi sentido e não foi racionalizado. Por quê? Porque a gente não tinha um emocional constituído, a gente não tinha um emocional ainda.
Eh, a palavra que eu quero usar, eh, a gente não tinha um emocional eh maduro entre a barriga da mãe e os 5 anos de idade. Aonde tá o que nós temos de mais importante para resolver, para viver, para todas as coisas na nossa vida, tá? É aqui nesse lugar que a gente tem o de mais importante para resolver.
Tudo que foi sentido nesses primeiros anos de vida acaba se tornando grandes verdades absolutas, inclusive crenças limitantes. E um outro nome que a gente vai entrar aqui agora para você entender que se chama enggama. São formados todos nesta parte da vida.
Ainda podemos formar em gramas adultos. Prila podemos explica em grama quando a gente tiver aula do inconsciente. Eu vou abrir isso um pouco mais para você, certo?
O que que eu preciso te trazer aqui agora, que é bastante bastante importante. Quando a gente fala de criança interior, toda criança quer se sentir vista, toda criança quer se sentir amada, toda criança quer sentir que ela é importante. E essa é uma necessidade que nós vamos tentar suprir a todos os custos na vida adulta.
Toda criança quer ser aceita. Na vida adulta nós buscamos isso tudo com desespero. Os pensamentos do adulto, como eu já te trouxe, são racionais e lógicos.
Da criança são emocionais e catastróficos. Tudo que a criança pensa é pro pior. Tudo que a criança pensa é denigrindo ela de alguma forma.
A criança, ela fica contra ela mesma, mas ela não fica contra os pais. A criança entende que ela não serve porque ela não foi boa o suficiente e não os pais. A gente precisa entender também que a criança muitas vezes ela vai para papéis que não são dela.
Como assim? uma criança que vê os pais em vias de fato, né, os pais numa situação de de agressão doméstica e que essa mãe fica chorando e essa criança vai abraçar essa mãe chorando. Nesse momento, essa criança se colocou no lugar de pai ou mãe desta mãe.
E talvez ela leve a vida inteira neste mesmo lugar que ela que foi gerado no momento de dor da mãe ali na infância, aonde uma criança não tem que abraçar um adulto. Isso aqui é algo muito importante de dizer. em primeiro lugar, que a criança não deveria nem presenciar, mas a gente não ter equilíbrio nos lares, quanto mais nas relações.
E hoje ainda nós temos muitas mães que usam os filhos e as filhas como melhores amigos. Nesse lugar tô colocando meu filho como amigo e o meu filho lá na frente, na vida adulta, vai me ver como irmão, como irmã e vai querer brigar de mano a mano, de frente a frente comigo. Por quê?
porque ele tá fora do lugar dele. Os filhos nascem filhos no sistema e o filho ele é menor que os pais. Portanto, tomar o lugar do pai, da mãe, eu ter que ser a esposa, o marido da minha mãe, a mulher do meu pai, eu eu ficar contra o meu pai ou a minha mãe, porque não posso amar abertamente ou o meu pai ou a minha mãe, por conta do comportamento e das dinâmicas doentias que acontecem na minha casa.
Tudo isso faz com que a criança vá para lugares que não são dela e daí ela vai tomar esses lugares todos na vida com todas as pessoas que estão na frente dela. Tem uma outra questão importante aqui pra gente olhar, é que as crianças, as crianças elas são tomadoras. O que é isso, Priscila?
Criança só recebe: "Mãe, tô com fome. Mãe, preciso tomar banho. Mãe, quero comer.
Mãe, quero água. Mãe, quero isso. Mãe, quero aquilo.
Mãe, me dá. Mãe, eu preciso. Mãe, me ajuda.
Mãe, a tarefa, mãe, a panela que eu não consegui lavar. Mãe, não, a as crias são tomadoras. Me dá.
E isso deve acontecer até uma certa altura da vida, porque eles nasceram na posição de filhos e, portanto, recebem dos pais. Mas permanecer na posição de criança é querer receber para o resto da vida. E aí a gente fica tomador pro resto da vida.
O tomador é aquela pessoa que, por exemplo, na vida adulta, ele faz com que todo mundo acredite acredite que está devendo para ele. Um exemplo disso são pessoas que não compram formações e querem o teu conteúdo gratuito, gratuito, gratuito. E na hora de comprar, ai não, não é bem o que eu pensava.
Ai não, não tá na hora. Aqui a gente tem o tomador. Com licença.
Age na vida como criança e como criança só quer receber. Não tá disponível, né, para respeitar o trabalho do outro. Estar adulto é respeitar o trabalho do outro e também ter o direito de dizer quero, não quero.
É, é, é muito simples. Racional e lógico. Adulto, criança, emocional.
Ai, não tá na hora. Ai, não sei se eu gosto. Ai, não sei se eu quero.
Ai, acho que não é tão bom assim. Aí essas coisas na internet eles prometem uma coisa e fazem outra. criança.
Criança que não respeita o trabalho do outro, que é receber de graça. Dentro dessa estrutura do receber de graça, nós, se a gente estiver na criança na vida adulta, nós vamos querer que o outro dê e dê de maneira incondicional e que ele dê para sempre. E nós não vamos exigir pouco, nós vamos exigir muito.
Crianças exigem muito. Você me deu isso, eu quero mais. Você me deu isso, eu quero mais.
Você me deu isso, eu quero mais. E aqui a gente precisa de uma pessoa bastante adulta para colocar limites. Não, até aqui eu vou.
daqui por diante você segue sozinho. Quando quando nós percebemos que essa lei da criança ser criança e não pai, nem mãe, nem marido, nem esposa, nem irmão, nem irmã dos pais é violada. Nós vamos ter uma uma pessoa na vida adulta com uma criança cheia de expectativas.
julgamentos, medos, retraimentos e uma necessidade absurda de compensação vinda de fora, porque ela ainda está cobrando os pais, só que em todas as pessoas que estão em torno dela. E isso torna a convivência com essa pessoa bastante difícil. as expectativas e julgamentos da criança interior mais mais comuns.
Ela quer que o pai e a mãe estejam disponíveis emocionalmente. E querer que os pais estejam disponíveis emocionalmente é querer que os pais deem mais do que eles receberam. Cada um dá o que tem e entrega o que pode.
E normalmente as pessoas entregam tudo. O que significa que muito provavelmente os seus pais receberam menos do que eles entregaram para você e você está entregando mais para os seus filhos, se você tem filhos do que você recebeu. Entretanto, para os filhos nunca é suficiente, porque são crianças, querem mais.
Percebe que o amor venha do jeito que ela acredita que tem que ser e do jeito que ela precisa, não aquilo que a pessoa é capaz de dar. Então ela exige mais de novo, de todas as pessoas, que ela seja vista, protegida, acolhida e valorizada por todas as pessoas, nunca por ela mesma. A criança ela nunca é responsável.
A criança ela nunca se coloca no lugar de sim, eu sou responsável. E aqui eu vou usar esta palavra da qual, inclusive eu não concordo, apenas para que você possa ter uma percepção melhor. Lá na frente vocês vão ter aulas sobre isso e vocês vão entender melhor.
Uma pessoa que não quer se responsabilizar pelos seus atos nunca quer ter culpa. Quem não quer ter culpa, quem não quer ter responsabilidade, não quer assumir a própria vida porque quer ser acolhido, cuidado, sustentado, validado pelo outro. quer viver como criança.
O que a criança fala? A culpa não é minha, eu não fiz, foi ele criança. Percebe?
Quando as expectativas da nossa criança interior ferida na vida adulta não são não são atingidas, as frases mais comuns eh e que vem de crenças inconscientes, né? Ninguém me ama. Esse ninguém me ama é ou meu pai não me ama ou minha mãe não me ama.
Meu pai me Todo mundo me abandona. Esse esse Todo mundo me abandona é meu pai me abandonou, minha mãe me abandonou. Aí tem alguma coisa errada comigo, né?
Aqui é eu não sou boa suficiente. Eu não sou perfeita suficiente, eu não sou bonita suficiente. Para quem eu não fui suficiente?
Pro papai ou pra mamãe? Eu preciso ser perfeita para que as pessoas me aceitem. E aqui eu fico buscando algo que é impossível de atingir, porque você nasceu humano, você nasceu humano.
Você nasceu num lugar onde você tem direito de errar até o seu último segundo de vida que Deus perdoa. Então, se nós formos olhar para este lugar, quando eu busco perfeição, para quem que eu tô querendo ser perfeita ou ser perfeita? Para quem eu não fui perfeito e perfeita?
pro papai ou paraa mamãe? Aonde a rigidez da busca da perfeição e a crítica me levam? Percebe criança, né?
Por que criança? Porque ficar crítico, reclamão, intransigente é coisa da criança. Sapatear é tudo do meu jeito.
Coisas de criança. Adultos vão olhar e vão dizer: "Eu posso ir até aqui? Isso é bom.
Até aqui para mim não dá". adultos posicionados com limites claros fica fácil, mas com criança, criança sapateia, ela grita, ela esperneia, ela simplesmente quer. Ela vai ficar criticando, ela vai ficar reclamando.
Ah, é tudo comigo. Ah, para mim ninguém compra o que eu gosto. Ai, aquele comeu sorvete, eu só tive que ganhar uma bola.
Criança emocional e catastrófica. Percebe? Esses julgamentos todos se tornam raízes ocultas de dor, raízes para as quais a gente não olha, encobertas de dor dentro de nós.
E a criança vai criando máscaras de adaptação e padrões para que ela possa se defender. O comportamento desta criança na dor, na vida adulta, é uma necessidade, inicialmente, é uma necessidade de aprovação e de validação contínua contínua, absurda do externo, tá? Adultos que buscam excessivamente ser reconhecidos, elogiados e escolhidos.
Essa criança não foi validada emocionalmente na infância. A consequência disso é dependência emocional. medo e rejeição internas de si mesmo, a dependência do outro, estar aqui me validando para que eu possa me sentir feliz completamente comigo mesmo.
Comigo mesmo. Em segundo lugar, nós vamos ter autossabotagem e culpa. Pessoas que boicotam as suas próprias conquistas ou se sentem culpadas por prosperar.
Bateu lealdade inconsciente. Aqui a gente vai ter aos pais que sofreram ou que fracassaram. Como é que eu vou fazer dinheiro e poder pagar um plano de saúde se meu pai e minha mãe vão no SUS?
Como é que vou poder fazer dinheiro se meus irmãos, meus pais não não podem comer no restaurante que eu posso comer? Como é que eu vou comprar uma roupa cara, um sapato caro para mim fazer uma viagem dessa? Meu pai e minha mãe não podem ir junto.
Aí ou você tenta trazer todo mundo junto, porque se a criança ah, pagar para todo mundo algo que você conquistou ou você se sabota para não ficar diferente, porque as crianças querem pertencer, as crianças querem ser vistas pelo papai e pela mamãe. E se elas ficarem diferentes do papai e da mamãe, ela não pertence mais. bateu.
Aqui tem uma frase oculta interna, né? Se eu for feliz e próspero, tiver o casamento dos meus sonhos e o corpo dos meus sonhos e a vida dos meus sonhos e se eu realizar os meus sonhos, eu traio os meus pais, os meus avós e os meus irmãos. Aqui cabe uma frase incrível, uma pergunta incrível.
Se você tiver tudo que você sonha, se você for feliz como você sonha, com a conta, com a conta bancária que você sonha, com a casa que você sonha, com o carro que você sonha, diferente de quem? Da sua família você fica. E muito provavelmente você vai me responder pri de todos para não ficar diferente de todos, ser aceito e visto, eu continuo aonde eu estou.
Percebe? É muito maior. Em terceiro lugar, nós vamos ter dificuldade de se vincular com as pessoas e de confiar nelas.
Adultos que sabotam relacionamentos e não confiam em outros adultos. Aqui a gente tem ferida precoce de abandono, rejeição, traição e ausência afetiva. Pais que estavam presentes, mas não estavam lá.
Pais que não estavam lá, pais que trabalharam demais, crianças que foram criadas pelos irmãos. A gente vai ter muitas situações muito graves aqui. Fora rejeição e abandono propriamente dito.
Sobre traição. As crianças se sentem traídas por pais e mães com muitos parceiros. As crianças se sentem traídas por filhos de outros casamentos.
As crianças se sentem traídas, a criança interior ferida se sente traída por bebida, drogas, traições, do pai paraa mãe e da mãe pro pai. A criança se sente traída por tudo isso, injustiçada. Percebe?
Comportamento é de distanciamento afetivo, controle, tentando comandar tudo, resolver tudo, cronometrar tudo, nada pode escapar, nada pode fugir e frieza emocional, né? Medo de se aproximar das pessoas, medo de fazer amizade, medo de mostrar que você é de verdade, medo de ser apunhalado de novo pelas costas. Sua criança foi lá, ela não tem coragem.
E aí você na vida adulta vai ter esse comportamento. Em quarto lugar, a gente vai ter excesso de responsabilidade ou salvamento. Adultos que cuidam de todos e se sobrecarregam, né?
E aqui eu vou. Minha maravilha tá cansada. O homem-aranha bate super homem.
Estão cansados? Estão cansados? Sobrecarregados.
exaustos. Por quê? Porque aconteceu a inversão de papéis, aonde a criança virou pai e mãe do próprio pai, da própria mãe.
E neste lugar essa pessoa se disponibiliza como pai e mãe de todas as pessoas na vida. Ou nós vamos ter o oposto da criança com raiva ou do pai ou da mãe, pelo comportamento do pai ou da mãe, seja ele de agressor, aonde eu critico, ou daquele que é o quietinho, que é o calado, que suporta tudo. E eu também critico dizendo que ela tem que se levantar, que ele tem que se levantar deste pai que não trabalhava, não trazia dinheiro para casa, que bebia.
Aí a pessoa vai lá na vida ser o pai e a mãe pros outros que ela acredita que não foram para ela. Como ela acha que os pais deveriam ter sido com ela porque ela vai ser com os outros. Percebe?
É é muito profundo. Consequências: exaustão, burnout, doenças psicossomáticas, né? Eh, doenças autoimunes, depressão, ansiedade, sentimentos contínuos de abandono.
Ninguém olha para mim. Por quê? Porque eu tô sempre sozinho, porque eu dou conta de tudo.
Sem falar que aqui a gente entra em muita frustração, mas muita frustração. É frustração aqui nível hard absurdo. Em quinto lugar, a gente vai ter na vida adulta uma pessoa comportamento rebelde, rebeldia crônica ou submissão total.
É o oposto, certo? adultos que não respeitam a autoridade de ninguém, repetindo o conflito dos pais em todas as relações ou que se anulam totalmente, repetindo que um dos pais viveu na infância também. Percebe?
Julgamento dos pais, a causa disso acaba sendo o julgamento dos pais o sentimento de não ter sido amado como merecia, de não ter sido visto como merecia. Quanto mais eu julgo os meus pais, mais eu posso ter ou rebeldia crônica ou submissão total. Então, ou eu vou ser o rebelde ou o agradador compulsivo dentro desse olhar.
No comportamento, eu vou ser uma pessoa resistente a todo tipo de autoridade, que essa autoridade que chega perto de mim, eu vou lá e remeto a autoridade do meu pai ou da minha mãe, que é a pessoa com quem eu tenho treta. E aí eu brigo com essa pessoa, não aceito a autoridade dela, critico, reclamo, aqui vai o não parar emprego nenhum, né? Ter conflito em tudo quanto é lugar.
Eh, autonegação. Eu não sirvo, eu não presto, eu sou torto. Porque aqui eu tô me anulando, aqui eu tô no contraposto, aqui eu tô me anulando.
Aqui eu olho e digo: "Eu não valho nada". É exatamente isso. Eu não sou boa, eu não sou inteligente suficiente.
Eu preciso de mais um curso, eu preciso de mais um livro, eu ainda não tô pronta, não. Eu tô caminhando mais, mais sempre tem mais, porque na verdade eu estou me autoanulando por medo de errar. Aqui a gente tem uma ferida, uma ferida muito profunda de humilhação na anulação que essa criança viveu com os pais, tá?
Para que eu possa começar a olhar para essa criança, eu preciso me render internamente e parar de exigir dos meus pais o que eles não puderam dar. Eu preciso ter direito de olhar para essa criança. E aqui eu quero te convidar, se você é mulher, olhe pro chão, pro seu lado esquerdo.
Se você é homem, olhe pro chão, pro seu lado direito. E não, você não vai ver nada. Você vai chamar pelo seu nome de como chamavam você na infância.
Eu, no caso, meu nome é Emily Priscila. Então, na minha infância, na casa do meu pai, da minha mãe, ainda me chamam de Emily. Os meus irmãos me chamam de Emily.
E aqui eu vou fazer o exercício para que você possa fazer. Você vai olhar pro chão e vai dizer pra sua criança: Emily, por favor, por favor, eu quero ver você. Por favor, Emily, me deixe ver você.
É assim que você vai repetir o exercício aí pra gente começar a tratar com respeito e amor essa criança que só tá esperando você resgatar ela para que tudo que eu te falei antes possa acontecer de verdade na sua vida. Sem falar no comportamento de que pessoas que estão com a criança interior ferida na vida adulta, elas gastam excessivamente, elas se perdem nas suas contas, ficam endividadas, se tem culpadas depois, porque criança não valoriza o que entra, criança não entende de dinheiro, criança só sabe sair e gastar e criança não sabe olhar pra conta bancária. Percebe?
Percebe? Então, para que a gente possa olhar inicialmente paraa criança, esse pequeno exercício que eu te dei agora e a gente precisa começar a olhar pros nossos pais como eles são, com o que eles têm para nos oferecer, sem exigir mais. Por quê?
Porque agora você cresceu. Porque agora você pode dar para você tudo que faltou. Porque agora quem vai suprir tudo isso é você em você mesmo.
Porque ninguém vai ser melhor pai e mãe paraa sua criança do que você. E porque você tá pronto, você tá pronta para começar a olhar para tudo isso, senão você não estaria aqui. Você também precisa aqui dentro desse olhar acolher toda a sua dor e a dor da sua criança sem julgamentos.
Quando essa criança, quando essa criança vem com toda a dor de abandono, de rejeição, de manipulação, de humilhação, de traição, de exclusão, de troca, de medo, de necessidade de pertencimento, enfim, todas as dores que essa criança carrega, eu preciso acolher essa criança e acolher essa dor sem julgamento e com compaixão. E aqui eu volto. Que terapeuta nós somos se nós não pudermos olhar para nós primeiro com o mesmo amor que nós queremos olhar pro nosso cliente, pro nosso paciente?
Não é? Não é verdade? E aqui eu quero te convidar a fazer um questionamento interno e você pode inclusive deixar uma parte do seu caderno ou ter um caderno separado para isso, né?
A pergunta que eu preciso que você responda é: "O que a sua criança precisou e não recebeu? E que você sente, escreva absolutamente tudo que vier à sua mente? Faltou comida, faltou sapato, faltou roupa, faltou educação, faltou saúde, faltou médico, faltou dentista, faltou pente, faltou escova de dente, faltou perfume, faltou shampoo.
O que faltou? Faltou abraço, faltou carinho, faltou brincadeira, faltou brinquedo, faltou doce. Eu sei, faltou muita coisa, né?
Para alguns menos do que para outros, mas para todos nós faltou. Se não tivesse faltado, você não estaria aqui para cuidar dessa criança que não se sentiu vista. Eu tô muito orgulhosa de você estar aqui e de você ter chego até aqui comigo e de você poder olhar para essa criança pela primeira vez com a dignidade e com o respeito que ela merece, mas principalmente porque hoje você vai admitir tudo que faltou pra gente poder trabalhar isso com mais profundidade com toda essa lista.
vista de tudo que faltou nas suas mãos. Eu quero que você sente, feche os seus olhos, respire bem profundamente. Comando geral de relaxamento.
Relaxa a testa, o maxilar. Tire a língua do céu da boca. Relaxe o ponto entre as sobrancelhas.
Solte os músculos da suas costas. Libere os seus braços. Pés no chão.
Pritou de calçado. Pé no chão. Posso ficar de meia?
Pode pé no chão. Sente os dedinhos dos seus pés no chão. Respira profundamente de olhos fechados, prestando atenção no ar, entrando frio e saindo morninho.
O mais lento, o mais devagar que você conseguir por cinco vezes. Quando você terminar isso, você vai fechar os seus olhos e vai se conectar com a sua criança, de olhos fechados, lá com a sua infância, num momento importante que faltou algo, algo importante para você. E aí você vai fazer um exercício que se chama a carta da criança.
Nesse exercício da carta da criança, você vai de um jeito prático sentar e escrever para você adulto. Então eu escreveria assim: "Oi, Emily, eu tenho tantos anos, tá acontecendo isso e isso e isso. Eu tô me sentindo sozinha, abandonada.
Eu passo por bullying todo dia. Ninguém vai me buscar na escola. Eu só queria que meu pai fosse me buscar na escola e me defendesse daquelas crianças que me machucam todos os dias, das quais eu apanho e sou xingada.
Eu me sinto muito sozinha, eu não tenho amigos. A mamãe faz falta todo dia, ela foi embora e eu fico esperando ela voltar todo dia e ela não chega. Deixa essa criança.
Fala tudo, tudo que tá faltando do jeito dela, do jeito que sair. Depois que essa criança falar tudo, você vai fechar essa carta e você vai guardar essa carta até amanhã. Amanhã você vai sentar, vai fazer o mesmo processo de relaxamento, comando de relaxamento geral, aonde você vai lembrar, solta a testa, solta as maçãs do rosto, a mandíbula, tira a língua do céu da boca, relaxa o ponto entre as sobrancelhas, solta os ombros, pés no chão, respirando cinco vezes.
bem profundo e bem lento, prestando atenção no ar, entrando frio e saindo o moruinho. E você, terminando isso, você vai ler a carta. Depois de ler a carta, você vai escrever uma carta resposta paraa sua criança, como se essa criança fosse a criança mais importante do mundo para você.
A criança que você mais ama, a criança que você mais preza. E nessa carta você vai dizer para essa criança tudo que você vai fazer para resolver isso agora. Então eu escreveria: "Querida Emily, como é que você tá?
" Olha, meu amor, eu preciso te dizer que a partir de hoje tudo isso muda. Eu vou te buscar na escola. Nunca mais ninguém vai te bater.
Eu vou te proteger. Você nunca mais vai se sentir sozinha. Nós vamos brincar juntas.
Eu fico chateada porque eu tô gravando para vocês. Tá passando um carro de som na rua. Não quero que tenha que tenha som na gravação, mas infelizmente eu não tenho como ver da dar tudo.
Eu já tenho o escritório fora de casa separado, já fizemos ouvido separado, mas ainda assim eles passam. Eu não sei se você ouviu, mas eu estou ouvindo e me incomoda. Se você não ouviu, eu sinto muito.
Se você ouviu, eu sinto muito também. De qualquer forma, o que eu preciso trazer aqui para você é que quando você escrever essa carta para essa criança, você vai acolher ela com todo o teu amor e com todo o teu carinho. Talvez você esteja se perguntando por que que a Priscila falou isso aqui no meio da aula?
Por que que a Priscila não voltou e não gravou essa aula novamente? Porque eu não tenho intuito de parecer perfeita para você. Porque eu não tenho o intuito de parecer a professora eh, que nunca erra.
Eu tenho intuito de que você olhe para mim e veja outro ser humano e que isso faça você compreender que estar na posição de mentor, de seu professor ou de ser um um terapeuta reconhecido não me torna alguém que não erra. E que isso aqui também é para poder te dizer que quando a gente erra, é só a gente voltar e dizer: "Perdão, o que eu posso fazer para consertar? " Percebe?
Isso aqui também é para trabalhar a sua criança. Tudo o que eu estou fazendo, por mais que não pareça para você, é totalmente de propósito. Sim, eu poderia gravar num horário que não passa carro, eu poderia gravar num momento que não vai acontecer barulho nenhum.
Depois das 8 horas da noite não acontece barulho nenhum. Mas hoje eu ainda dou aulas durante a semana toda, das 7 às 22. E não é este, na verdade, o motivo.
O motivo é que você tenha uma percepção real de uma pessoa real. Quanto mais eu tentar criar uma imagem falsa para você, mais você vai projetar em mim aquilo que você quer ser e mais você vai tentar não errar, porque eu tenho que ser próximo da minha mentora, porque é isso que nós fazemos. Nós projetamos dos nossos professores, dos nossos mentores, o que nós queremos é ser.
Então, eu preciso que você saiba que você pode errar e que a única coisa que você precisa fazer é admitir, porque isso não fere ninguém. Percebe? Uma outra questão muito importante é a gente entender que essa criança tá carregando muitas coisas que não são delas, muitas coisas que não pertencem às nossas crianças.
Dores, lealdades, crenças, conceitos. Depois que você terminar a carta e a sua criança tiver totalmente acolhida, eu preciso que você me diga como foi que você se sentiu fazendo esse exercício. Pri, posso contar para você no Instagram?
Pode, Pri, posso colocar aqui na aula, na descrição da aula? Pode. Quando a gente terminar esse módulo também vai ter uma descrição ali para que você possa me contar como que foi para você, porque é importante pra gente saber.
E também tem as nossas aulas. ao vivo você vai poder me contar. É muito importante que a gente possa voltar pro nosso lugar e neste lugar nós vamos poder ir trabalhando tudo aquilo que nós vivemos.
Eu quero te trazer aqui com muito amor, com muito carinho, uma frase sistêmica para você repetir esta semana e depois dela você vai fazer um mantra importante, certo? para devolver pros seus pais o que não é seu. Querido papai, querida mamãe.
E tem muitas pessoas que vão sentir dor nesse querido papai, querida mamãe. E tá tudo bem no teu tempo. Por amor a você, eu carreguei isso.
Mas agora eu devolvo, Priveu na carta. Todas as dores que você escreveu na carta, mas agora eu devolvo. Vocês são grandes e eu sou pequeno.
Vocês são grandes e eu sou pequena. Eu deixo com vocês. Vocês dão conta.
Talvez você tenha que devolver o casamento dos seus pais. Talvez você tenha que devolver a lealdade à sua mãe ou ao seu pai de não mamar um dos dois. na frente do outro.
Talvez você tenha que devolver a sua mãe pros seus avós ou seu pai paraos seus avós, porque você tá sendo o pai ou a mãe deles ao longo da sua vida. Talvez você tenha que sair do casamento deles e dizer: "Eu deixo o casamento de vocês com vocês". Eu não sei.
Você sabe o que você precisa devolver. Talvez você tenha que devolver a escassez. Talvez você tenha que devolver o casamento quebrado, as relações quebradas.
Talvez você tenha que devolver os medos e talvez você tenha que devolver tudo. E tá tudo bem. Nós carregamos por amor, um amor doente gerado na nossa criança, da qual agora nós vamos cuidar para que esse amor possa ser saudável.
E aqui nós retornamos pro nosso lugar de filhos. E aqui eu repito para mim ao longo dessa semana também, eu sou só filho. Eu sou só filha.
Eu sou só filho. Só filha. E eu aceito o meu lugar, porque a minha força vem dele.
E é isso. É isso. Essas são as frases.
E por mais que você não sinta nada ao falar, ou talvez você sinta muito ao falar, isso é o início do trabalho, de um trabalho lindo que você tá fazendo com você mesmo para depois fazer em outras pessoas. A criança interior, ela vive em todos nós, especialmente nas nossas relações emocionais desproporcionais, tóxicas, venenosas. exigentes.
E quando nós voltamos pro nosso lugar e começamos a olhar para essa criança, nós começamos a desatar todos os emaranhados, todos os nós que nós atamos, as lealdades que nós fizemos aos nossos pais por amor. E aqui a gente consegue começar a curar as nossas expectativas irreais. soltar os nossos julgamentos antigos e integrar todas as nossas partes feridas e dá para nós tudo que faltou lá e assim viver conosco uma relação mais feliz, mais leve, mais livre e mais consciente e portanto com todas as pessoas.
Dentro de tudo isso, eu espero que essa aula tenha te trago uma expansão de consciência gigante. Lembra? A partir de agora é só paraa frente.
Eu desejo desejo que esta aula da criança interior, e nós vamos ter mais duas aulas ainda neste módulo, ela tenha realmente te mostrado aonde é que tá acontecendo as bagunças e porquê na sua vida. Então, daqui a pouco a gente se vê na próxima aula, onde nós vamos falar dos dramas e das esferas de representação dos dramas na nossa vida, tá certo? Deus te abençoe.