Olá na nossa sala de hoje nós vamos dar sequência então ao estudo da serpentes na última aula nós tivemos então a anatomia e fisiologia básica do sistema cardiovascular e do sistema respiratório na aula de hoje nós vamos dar sequência então no estudo da anatomia da fisiologia o sistema reprodutor como que é feita a reprodução desses animais e também o estudo de algumas doenças métodos de contenção e a o tratamento dessas doenças específicas entrando aqui então a respeito da anatomia e da fisiologia como nós vimos anteriormente as serpentes elas possuem bastante mobilidade dos seus crânios né
O que a gente chama de um terno cinético e esse crânio cinético Então nada mais é do que quando as articulações elas não são fakes não são fixas e nem permanentes ou seja essas articulações da região de crânio elas conseguem se desarticular para fazer com que que mais consigam então engolir as suas presas que são muitas das vezes maior do que as suas próprias cabeças E aí essas desarticulações elas acontecem de forma fisiológica aqui por exemplo nós conseguimos ver que na região que seria a síntese mandibular dos outros animais os animais os mamíferos né tem
essa síntese que liga os dois lados da mandíbula já na serpentes não existe essa síntese o canal é simples ela é aberta justamente para permitir com que a boca da serpente a região de mandíbula possa abrir para as laterais e também abrir para cima né para os lados né então em todos os ângulos a serpente vai conseguir fazer essa desarticulação das estruturas articulares da cabeça e aí então ela vai conseguir deglutir essas presas maiores essas articulações elas então elas são desa e elas não possuem as serpentes da articulação tem por mandibular como nos mamíferos que
é observado essa articulação principalmente da síntese que é ligada e articulação tempo mandibular ela é sempre fixa já nas serpentes ela é desarticulada a intermandibla também ela é móvel como eu falei com vocês as duas mandíbulas elas são móveis e não possuem síntese o que dá essa característica de uma abertura completa da boca nessa imagem por exemplo nós conseguimos observar né que a boca da serpente consegue fazer com que tenha toda essa desarticulação justamente para aumentar esse ângulo da mandíbula né esse ângulo esse ângulo da mordedura para que possa então demitir e quando ela faz
isso aos poucos ela vai voltando as articulações para o local e aí ela vai mexendo toda a sua boca para que elas possam voltar todos os ossos para os locais então é muito comum só falar e ver que as cobras bocejam na verdade aquele ato de bocejar de abrir a boca nada mais é para ajustar todas as articulações e fazer com que elas voltem para o local tá então a cobra ela ou seja ela abre a boca para fazer com que as suas articulações voltem para o local correto ainda sobre anatomia nós temos um outro
órgão muito importante da serpentes que é a fosseta Loreal a fosseta Loreal ela vai ficar entre a narina e a região do olho então entre o olho e a narina nós temos essa fosseta Loreal essa fosseta Loreal ela é uma ramificação do nervo trigêmeo e ela confere principalmente a sensibilidade térmica pois a serpentes como nós vimos nas outras aulas elas possuem uma visão muito é muito reduzida e essa visão reduzida a audição reduzida faz com que elas tenham necessidade de utilizar outros meios para se orientar no local e aí elas utilizam Então dessa fosseta Loreal
para fazer e captar todo o Rastro térmico para que elas possam então e de encontro com as suas presas outro órgão muito importante que a serpentes possuem é o órgão Romero nasal ou o órgão de jacobson e esse órgão ele é responsável principalmente para fazer a captura de algumas partículas alguns vestígios que são colocados em suspensão no ar e essas serpentes colocam a língua para fora a língua dela entra em contato com esses vestígios posteriormente a língua dela é retraída para dentro da boca e aí ela leva essas partículas que estavam suspensas no ar para
essa região nesse órgão de esse órgão vomero nasal que fica na região do céu da boca né E aí elas levam essas partículas para o céu da boca e aí elas conseguem então fazer o reconhecimento por meio do sistema nervoso central de que se trata essas partículas né então elas colocam a língua para fora captam por meio do movimento essas partículas volta com a língua para dentro da boca e leva para esse órgão valmeiro nasal que é uma extensão do sistema nervoso central e lá então é feito todo o processamento dessas enzimas né de todos
esses aparatos que elas têm desenvolvidos para captar esses mecanos receptores e termos receptores E aí sim elas conseguem entender o que se passa ali naquele local se é um odor de um animal por exemplo né se é um vestígio de alguma presa ou algum Predador que possa estar naquele local elas fazem o reconhecimento tanto por essa força Colonial quanto também por órgão valmeiro nasal a respeito da reprodução então a serpentes Elas têm uma característica muito interessante que é principalmente essa serpentes quando elas fazem a cópula que acontece na maioria das vezes na primavera as fêmeas
elas podem durante a cópula o espermatozoide que foi eliminado pelo macho que tá na cloaca da fêmea esses espermatozoide ele pode ser armazenado durante o período muito longo então não se sabe ainda quanto tempo a fêmea consegue armazenar o espermatozóide e até por quanto tempo ela pode decidir ou não ficar prenha então na serpentes quando elas cruzam né não necessariamente elas já vão entrar no processo de novas filhotes na maioria desses animais a gestação pode acontecer muito tempo depois da cruza pois a é quem vai decidir o momento exato que ela deve ou não entrar
nessa fase de gestação Então os animais que foram recolhidos né do de vida livre e aí eles ficam em cativeiro às vezes um ano e aí ficam em cativeiro e de um dia para o outro eles acabam então parindo um monte de filhote né sem ter curtido o contato durante esses 12 meses com nenhuma outra serpente e aí fato se explica por conta dessa características que as fêmeas possuem de escolher a fase mais adequada para ela para entrar em fase de gestação E aí o exame então para a gente saber quem é o pai desses
filhotes é algo assim que não acontece né Se for um animal que foi criado em cativeiro Ele nasceu em cativeiro E aí um determinado momento nós colocamos essa serpente para cruzar com uma outra aí sim a gente sabe a procedência desses filho mas se foi um animal de vida livre e aí porventura ele veio a ter novos filhotes a gente não vai saber exatamente se foi desses animais de vida livre que é a fêmea teve contato ou se foi desses outros animais de cativeiro que nós colocamos ela para ter contato né então é algo um
pouco inespecífico saber quando foi a cruza e de quem é esses filhotes Além disso quando a serpentes elas cruzam elas podem ter em média de um até 80 filhotes tudo isso vai depender da espécie e também do tamanho dessa serpentes e da fase de reprodução de cada uma dessas serpentes e o tempo que ocorre entre a cópula até o nascimento desses animais é muito variado como nós estudamos né a fisiologia dos répteis eles possuem todo aquele mecanismo de adaptação a temperatura do meio externo e aí todos esses fatores de temperatura do meio externo umidade época
do ano vai fazer com que as fêmeas elas mudem esse tempo né e façam a escolha adequada de quando ela deve entrar no período de gestação e aí fica bastante variado por conta de todas essas variabilidades do meio externo que podem fazer com que elas mudem pessoa fisiologia interna e aí elas têm esse tempo muito diferente outra coisa também é incubação dos ovos que gira em torno de dois meses outro aspecto importante sobre os ovos tanto da serpente contra dos outros répteis é que eles não possuem a estrutura que nós denominamos de chalaza né E
essa estrutura é responsável aqui né Essa estrutura é responsável em fazer com que toda região aonde o embrião vai começar a se desenvolver fique sempre fixa independente do posicionamento do ovo já nos ovos dos répteis eles não possuem essa estrutura e aí como eles não possuem essa estrutura que mantém o embrião ali no local fixo se a gente pegar os ovos da serpente virar ele para o lado contrário a gente pode acabar fazendo com que a câmara de ar que seria formado posteriormente ela seja então coaptada e aí se a gente tampar essa formação aonde
vai se formar a câmara de ar Esses animais não vão se desenvolver por conta da destruição dessa Câmara de ar né e é muito importante quando por algum motivo a gente tenha necessidade de pegar os ovos desses animais que a gente marque Aonde que tá a região superior né então a gente faz um X de qual parte deve ficar para cima pois no momento da postura Esses animais eles colocam os ovos em posicionamento adequado E aí posteriormente a postura nós vamos ser a formação dessa câmera de ar se o ovo não tiver sido rotacionado se
nós rotacionarmos o ovo e virar a gente pode levar a morte desses animais né que estão ali dentro dos embriões justamente porque nós não seu desenvolvimento desse animal dentro do ovo por conta desse posicionamento inadequado do que não acontece nas outras aves né nos outros animais né que também fazem a postura de ovos ainda sobre a reprodução quando a fêmea ela está gestante é esperado que ela abandone os ovos logo após a postura ou em alguns casos específicos de algumas espécies pode acontecer da serpente Ela enrolar em torno ali dos ovos para fazer com que
ela tenha um aumento para que esses ovos tenha um aumento da temperatura e ela faz essa elevação da temperatura principalmente pela contração da musculatura ventral Então ela promove diversas contrações da musculatura ventral E essas contrações por questões mecânicas vai fazer com que a temperatura se leve de três até quatro graus celsius e isso vai fazer né Esse aumento da temperatura faz com que os ovos fiquem mais aquecidos principalmente em épocas do ano específicas né épocas mais frias quando esses ovos assim que a gente tem o nascimento desse filhotes nós vamos ser o abandono dessas mães
O que é esperado é que elas fiquem ali até o momento que esses ovos eles as serpentes Conseguiu quebrar esses ovos a partir do momento que eles nascem aí a serpente vai embora a mãe vai embora e aí deixa Esses animais sem nenhum cuidado parental então é esperado que durante o nascimento Eles já possam ser abandonados Então os ovos são deixados lá em alguns casos específicos as fêmeas podem fazer esse mecanismo para aquecer os filhotes e ela vai abandonar eles logo após o nascimento não acontece de ficar fêmea junto com seus filhotes por um longo
período e Aqui nós temos então a imagem ultrassonográfica de um filhote de Serpente no qual nós conseguimos ver a cabeça da serpente aqui nessa região e posteriormente a gente consegue ver o corpo dela enrolado né esse daqui é uma imagem de um animal né que não tinha não estava dentro de um ovo né então é uma gestação sem informação de ovo E aí como nós vimos na nossa aula prática nós temos a uma ferramenta para fazer a sexagem desses animais né que é por meio da avaliação da cloaca no qual nós temos aqui uma ferramenta
que é um que é uma cânula e essa cânula possui uma ponta-romba E aí a gente introduz no sentido caudal então aqui da cabeça da serpente é que a região caudal nós vamos introduzir essa cânula de ponta-romba na cloroca desses animais quando ela passa em média de 8 a 12 escamas sub caudais né então aqui uma duas três quatro e assim por diante quando ela passa 12 escamas no caso desse animal chegou até aqui embaixo nós classificamos como macho justamente porque é todo espaço onde vai ficar armazenado o mpnis já nas fêmeas O que é
esperado é que ao introduzir essa cânula que a gente consiga passar em média de duas a quatro escamas subcaudais dessa região no sentido sempre caudal justamente porque ela não tem esse espaço onde fica armazenado o MPN se é comum de se observar nos machos então é uma forma em que a gente consegue ver qual que é o sexo desses animais né para que a gente se for caso por exemplo de reprodução nós consigamos selecionar Esses animais para colocar eles para reproduzir E aí aqui é um exemplo né de como é o mpnis da serpentes não
são todas as espécies que são todas exatamente assim mas a grande maioria nós vemos essas espículas né E essas espículas elas servem justamente para no momento da cópula ter aquela fixação né e o que também é observado na literatura é que algumas espécies têm uma certa predileção de esses dois npnis então em algumas serpentes é comum delas utilizarem somente o lado direito ou só o esquerdo e esse mecanismo que elas criaram de ter esses dois pênis diferente foi justamente o mecanismo de evolução no qual elas conseguem então copular com uma fêmea com pênis e depois
se ela encontrar com outra fêmea ela consegue utilizar o outro MPN também né então é um processo de evolução no qual elas conseguem utilizar esses MPN justamente para produzir o maior número de animais possível E aí no momento da reprodução o que que nós conseguimos observar é que essa serpentes Elas começam a enrolar entre si então elas vão se enrolando e aí tem a penetração do pênis pela cloaca da fêmea e aí tem a liberação dos espermatozoides E aí o tempo de gestação pós a cópula como nós vimos a realmente é muito variado que vai
depender de todos aqueles fatores que nós já observamos é Então aqui tem um exemplo de do momento de nascimento né de uma fêmea que faz a postura dos ovos então aqui a gente tem uma falsa Coral fazendo a postura de vários ovos já aqui nós temos um nascimento de Cascavel no qual nós temos uma serpente vivípara e aí as serpentes vivíparas na maioria das vezes fazem não faz a postura de ovos e sim faz o nascimento já da serpentes fora do ovo a respeito dos hábitos nutricionais desses animais né a serpentes possuem hábitos nutricionais muito
variado que vai depender de cada local onde Esses animais se encontram o que é dito é que essa serpentes elas possuem o hábito carnívoro né então são animais carnívoros e eles possuem por mais que seja uma alimentação variada eles vão sempre se alimentar outros animais seja pequenos insetos até outras serpentes lagartos e até mesmo que a gente consegue ver a imagem de uma sucuri comendo um crocodilo então esses animais têm um hábito assim muito variado de alimentação vai depender do local onde ela se encontra e também da oferta de animais ali disponível o ideal é
utilizar nos animais de criação sempre né as serpentes que ficam em criatório a gente utilizar sempre os animais que são de criatório Então a gente vai utilizar rato de laboratório pois esses animais criados em laboratórios eles vão ser livres de pesticida porque se a gente pegar animais de vida livre e dá para essas serpentes que possuem hábito que não são de vida livre nós podemos acabar levando vários agentes etiológicos para dentro desses ambientes para dentro desses criatórios E aí a gente pode acabar causando a doença desses animais né no serpentário e de diversos outros animais
que a podem acabar ficando doente de forma secundária a esse primeiro contato então que se espera é que os animais que são criados para pesquisa né que são de laboratório que sejam alimentados sempre com animais de laboratório evitando assim o contato de pesticida e também de outros agentes etiológicos que são observados em animais de vida livre a respeito das instalações o que se espera é que saibamos quais espécies nós estamos trabalhando quais espécies que vão ficar ali naquele local para que saibamos Quais são as exigências individuais de cada um desses indivíduos E aí as exigências
deles devem ser atendidas nos aspectos se é uma serpente que sobe em árvore ou é uma serpente que tem mais hábito por exemplo de ficar dentro de água ou em Areia né Então dependendo de cada tipo de Hábito que esses animais possuem é importante que nós adaptamos cada vez mais o serpentários para atender a essas exigências específicas e a gente deve se atentar a quantidade de luz a umidade adequada desse sedentários a temperatura a ventilação que deve ser sempre utilizada não uma ventilação forçada em cima do animal mas uma ventilação que permita que a umidade
seja dissipada porque o excesso de umidade o excesso de água na pele desses animais pode predispor a formação de alguns fungos e a proliferação bacteriana dessas desses agentes etiológicos na pele desses animais causando dermatite e nós vamos ver posteriormente que as dermatites causadas tanto por bactéria quanto por fungos são de difícil controle difícil e tratamento e quando feito manejo e adequado o higiene a gente vai ter então um terrário cada vez mais limpo e livre desses agentes etiológicos E aí a gente vai levar em consideração então todos os materiais que serão utilizados lá no serpentário
a necessidade de limpeza que vai de encontro com Qual material é foi esse que Nós escolhemos por exemplo se for uma caixa de acrílico dependendo da fase que esse animal se encontra a limpeza deve ser feito constante agora se for um terrário muito maior no qual a gente tem ali terra a gente tem matéria orgânica nesse local a necessidade de limpeza vai ser mais reduzida né Então dependendo de qual for o material utilizado as caixas que foram utilizadas a gente vai ter a necessidade de uma limpeza mais frequente ou não também a escolha dessas instalações
vai depender do tempo que essa pessoa se dispõe para fazer a limpeza a facilidade e a quantidade dos animais que nós pretendemos colocar ali naquele local vai ser uma serpente ou serão 30 serpentes elas devem ficar separadas ou não e baseado nisso nós vamos criar as instalações específicas para cada um desses animais o substrato que é a base que nós vamos utilizar para forrar o piso ali da Caixa ou do serpentário ela deve sempre proporcionar um conforto do animal e também nós podemos utilizar de diversos tipos de substrato desde papelão maravalha jornal serragem e também
terra vegetal todos eles vão ter os seus pontos positivos e os seus pontos negativos por exemplo jornal pode vir contaminado tanto de Agentes etiológicos quanto de metais pesados a maravalha por exemplo ela pode no momento que a gente jogar uma presa viva né E esse animal fizer ingestão dessa presa ele pode acabar engolindo essa maravalha pode lesionar toda a região da boca dessa serpente e pode causar então tanto gastrite a anterite e também os processos obstrutivos por conta dessa maravalha que vai ficando lá no estômago da serpente e aí o excesso de maravalha vai causar
uma obstrução mecânica né Sem contar todos os outros efeitos inflamatórios que ela pode causar no Animal além desse substrato que é colocado é para forrar a caixa é muito importante que essa serpentes elas tenham ali um local adequado onde elas consigam fazer o seu refúgio pois esses animais se eles ficarem em uma exposição é um local sempre aberto elas podem ter um excesso de stress porque a todo momento alguém tá batendo no vidro tá chamando tá mexendo E aí esse excesso de estresse vai fazer com que esses animais tenha uma imunossupressão e posteriormente possa desenvolver
doenças bacterianas e fúngicas então o que se espera né uma forma de refúgio simples por exemplo é um tijolo louco né a gente pode utilizar também vaso de planta furado né E também troncos de árvore e um canudo de papel que pode também ser utilizado como uma forma de refúgio desses animais que trará mais conforto e redução do estresse mais bem-estar para essa serpentes fazendo com que elas têm uma redução então dessas doenças oportunistas as doenças que são de forma secundária aos fatores de estresse outra coisa também né que tem dois exemplos de serpentários diferentes
que a gente sempre vai buscar imitar o local de origem dessa serpentes Então se são serpentes que possuem hábito de entrar dentro da água ficar na água com a maior frequência a gente deve proporcionar esse local para ela e sempre evitar né no caso de locais de Exposição desses animais o contato direto dos visitantes com serpentários Sempre buscar isolar o máximo possível para evitar qualquer tipo de acidente que possa ocorrer nesses locais aqui a gente tem um outro exemplo né de um serpentário né onde a gente tem uma toca onde ela consegue se esconder e
é importante que esses locais tenham esses pontos de iluminação essas lâmpadas ou as placas e pedras que são para aquecer esse animal principalmente em épocas de frio né então a gente tem essas placas aquecedoras E essas lâmpadas aquecedoras justamente para manter uma temperatura ideal e constante desses animais muito importante a gente ter o controle frequente irregular dessas placas aquecedoras e dessas lâmpadas para a gente evitar com que tenhamos queimadura desses animais outra forma que nós temos de armazenamento né de instalações para guardar Esses animais aqui pensando já em animais para pesquisa animais para extração de
veneno são essas caixas de acrílico no qual nós conseguimos observar o animal e frequentemente o médico veterinário consegue passar e fazer diversos tipos de análise olhar como que tá a pele desses animais o comportamento desses animais para que a gente possa fazer uma medicina preventiva e aqui uma outra forma que é utilizado principalmente para serpentes mais perigosas que nós tenhamos ali naquele recinto que é uma caixa né que a gente vai ter um lacre muito mais adequado pois essas outras caixas lá que ele pode quebrar ou Abrir né por conta da pressão que essa serpentes
vão exercer na tampa e acabar fugindo Então as serpentes mais agressivas é indicado por exemplo essas Braúnas né de armazenamento para as serpentes e aí tem uma vedação mais adequada lembrando sempre que deve ser furado né para permitir essa troca de ar e permitir também a mudança de humidade constante e também é bastante utilizado quando a gente tem a necessidade de fazer o Transporte desses animais seja para exames ou seja também para fazer o tratamento ou medicamento desses animais as instalações Como já foi dito é importante a gente manter a umidade em dias mais quentes
utilizar tantos umidificadores de ambiente também os borrifadores de água para manter uma umidade sempre constante desses terrários o termostato deve ser utilizado para manter essa temperatura e a umidade sempre constante E como eu falei a gente manter uma ventilação adequada para evitar o excesso de umidade naquele local a respeito das instalações ainda a gente deve orientar aos processos de limpeza e desinfecção desses locais que devem ser sempre frequentes e a gente pode fazer uso sempre do álcool né álcool 70 e também outros produtos de higienização que tem uma ação antifúngica e também uma ação antibacteriana
e o outro exemplo que pode ser utilizado para fazer essa limpeza e a desinfecção das Caixas né dos terrários é por meio da luz ultravioleta que é utilizado né Assim Que a Gente retira o animal a gente faz esse processo de limpeza e desinfecção dos locais para proporcionar um ambiente sempre limpo e o máximo né buscar sempre a esterilização desse local quanto mais limpo e mais estéreo o terrário estiver menos doença nós vamos ter nos nossos serpentários né então quanto menos bactéria e fungo menos a chance desses animais desenvolverem problemas e doenças na pele a
contenção como nós já vimos na aula prática né Nós podemos fazer a contenção desses animais não peçonhentos utilizando aqui o indicador e o Polegar que nós vamos pegar na lateral da cabeça atrás da cabeça da serpente e o indicador nós podemos segurar em cima na região ali entre os olhos né E aí esses animais maiores a gente sempre deve se atentar quanto maior o animal mais pessoas nós vamos utilizar para fazer essa contenção porque a tendência é que esse animal ele vá se enrolando nessa pessoa e aí vai dificultando cada vez mais essa contenção outra
forma que nós utilizamos para a contenção de serpente é por meio do laço de luz esse laço é como se fosse uma variação do cambão ele é um laço que ele é próprio para serpente pois ele tem todo um equipamento que não permite que enfoque a serpente nem cause lesão nesses animais e a gente vai passar a cabeça da serpente e aí a gente vai puxar essa corda tracionando essa região que pode ser de EVA um Eva mais resistente ou de couro a gente puxa e a gente vai prender a cabeça da serpente e ela
não consegue voltar né a cabeça e a gente mantém sempre longe Principalmente nos animais peçonhentos né que nós temos um exemplo né que a gente tem o laço passando aqui na região posterior a cabeça aí tá fazendo a pressão né tá puxando e mantendo esse animal fixo e aqui a gente consegue o outro manipular abrir a boca dá remédio né via oral e fazer toda o exame e análise ali da região da cavidade oral e aí algo muito importante é que esses laços eles dependendo da estrutura do animal que é muito pesado nós não devemos
de jeito nenhum só segurar pelo laço e manter o corpo da serpente livre é importante que seguramos pelo laço e uma outra pessoa segura o restante do corpo da serpente para não causar nenhuma desarticulação na região cervical aqui tem um outro exemplo de contenção de serpente que é utilizado um cano sempre transparente a serpente entra dentro desse cano e depois que ela já passou uma quantidade suficiente em que ela não consiga mais retornar a cabeça a gente segura né segura tanto a serpente quanto o cano e a gente prende na região que é de maior
perigo desse animal que é a região da cabeça e aí a cabeça dela vai ficar presa dentro desse cano e aí ela não consegue voltar e ficar em um dos das pessoas envolvidas é uma outra forma né que a gente viu também na prática como que faz aqui é uma outra forma que é utilizado de contenção que é uma caixa com tela no qual nós vamos utilizar principalmente para administração de alguns medicamentos intramuscular então a gente prende a serpente nessas caixas a gente consegue introduzir a agulha né por meio dessas telas furadas E aí fazer
aplicação de medicamento esse outra técnica é utilizado por meio do gancho que é bastante eficaz e é utilizado principalmente em animais não peçonhentos E aí esse gancho a gente pode utilizar por exemplo aqui um exemplo de uma jiboia né que a gente suspende ela segura a cabeça e aí a gente consegue segurar a região de cauda do outro lado sem muitos problemas a gente deve se atentar e tomar bastante cuidado no caso da serpentes que são peçonhentas porque esse gancho ela pode acabar Subir pelo Gancho e acabar causando lesões aqui ainda é aquele mesmo exemplo
que eu passei anteriormente utilizando então um cano no quarto serpente é introduzida e depois ela vai seguindo Sempre adiante e quando ela sai lá na frente a gente utiliza o gancho para segurar na região cervical causando a gente vai causar uma pressão né que seja adequada para cada tipo de animal né para não tomar para não causar lesão e não deixar esse animal fugir então é uma pressão intermediária E aí posteriormente a essa contenção com gancho nós vamos passar e fazer segurando na região logo atrás do gancho então a gente mantém um gancho firme e
aí com os dedos na lateral da cabeça sempre na lateral não pode passar o dedo embaixo do queixo da serpente embaixo da mandíbula da serpente e a gente vai segurar nessa lateral E aí a gente consegue manipular essa serpente peçonhenta aqui a gente tem um outro método de contenção com um cambão não é muito utilizado por conta da lesão aqui se a gente observar a cabeça dela faz como se fosse um v na região cervical então a cabeça fica para cá e a cervical para cá isso daqui dependendo da força a gente pode desarticular cervical
e causar bastante trauma nessa região depois que fez essa contenção né que a gente pode utilizar principalmente aquele outro tipo de laço a gente vai segurar aqui no caso de uma serpente não peçonhenta a gente segurar abaixo da mandíbula e também a gente pressiona com polegar ou indicado o indicador na região onde seria a região superior na região ali entre a sobrancelha entre os olhos aqui é um outro tipo que é utilizado né que por meio de um pano é utilizado principalmente em animais não peçonhentos né De jeito nenhum a gente pode utilizar o pano
para serpentes que são peçonhentas porque esses animais se a gente pega em qualquer local inadequado eles podem virar e acabar picando quem tiver manipulando então a gente utiliza principalmente animais não peçonhentos ou quando a gente tem a necessidade por exemplo de pesar Esses animais que a gente coloca serpente lá e consegue pesar evitando assim a fuga desses animais aqui como já foi dito utilizando o gancho né que nós vamos Pressionar para baixo a cabeça dessa serpente aqui uma contenção que é feita quando o animal não é peçonhento então observem que o dedo do de quem
tá fazendo a contenção tá passando abaixo da mandíbula se a gente fizer passar o dedo abaixo da mandíbula de uma serpente peçonhenta pode acontecer isso daqui quando ela consegue perfurar a própria mandíbula com a sua presa Então ela expõe a presa consegue perfurar a mandíbula E aí acertar o dedo da pessoa que tá segurando aqui embaixo então de forma nenhuma nós devemos passar o dedo abaixo da mandíbula dessas serpentes peçonhentas sempre e somente na lateral da cabeça desses animais aqui vários outros exemplos que nós temos para fazer a contenção por meio das caixas de transporte
Aqui nós temos o serpentário com diversas serpentes ali nas caixas de acrílico E aí Essas caixas de transporte elas devem sempre ser com tela e uma superfície que permita que consigamos observar Aonde está a serpente dentro da caixa para que possamos então abrir a caixa e fazer uma contenção adequada desses animais Aqui tem uma outra caixa que é utilizado né Principalmente para a gente fazer os exames radiográficos no qual nós pressionamos esse acrílico em cima desses animais e aí ele se ficam mais Imóveis e a gente consegue fazer os exames radiográficos muito mais facilidade outras
formas de fazer a contenção desses animais é por meio da anestesia nós podemos utilizar por meio do isoflorano por meio da máscara de inalação que a gente coloca a máscara na serpente e aí por meio do isoporânea a gente vai conseguir fazer a imobilização desses animais de uma forma mais segura sendo a recuperação desses animais também muito mais seguro e muito mais rápido se nós lembrarmos da fisiologia desses animais do metabolismo deles Depende muito do ambiente e Geralmente os ambientes onde eles ficam tem por exemplo se for para anestesia geralmente tem ar condicionado Sala fechada
e é um local frio e aí quanto mais frio essa serpente estiver menor será a taxa metabólica desses animais e quanto menor a taxa metabólica mais tempo ela vai levar para fazer a metabolização de anestésicos então durante a anestesia desses animais o que se espera é que a temperatura da cloaca fica em torno de 26 a 30 graus para fazer com que a gente tenha uma excreção mais adequada dos anestésicos pois se a gente manter uma temperatura abaixo disso esses animais a metabolização desses anestésicos será muito menor e o tempo em que eles vão ficar
anestesiados será um tempo superior ao necessário aí nós podemos fazer utilização por meio da contenção que a gente faz a contenção manual posteriormente a indução pelas máscaras anestésicas ou se for um animal que não permite fazer a contenção manual a gente pode colocar em uma caixa de acrílico colocar um local com o anestésico né o caninho com anestésico e oxigênio fechar a gente vai induzir esse animal anestesia e depois a gente pode fazer intubação traqueal observando aqui nessa imagem a intubação dessas espécies é uma intubação muito fácil pois a entrada da traqueia é bastante aberta
e fácil passar a sonda E lembrando que a gente deve evitar né a gente não deve utilizar os balões né O cuf que fica presente ali na traqueia e a ventilação manual a gente deve sempre fazer buscando manter uma pressão positiva intermitente e também a gente deve evitar excesso de pressões ali no baraca né evitar pressão dentro da região do baraca pois a pressão no baraca vai fazer com que a gente tem um aumento da pressão dentro da traqueia e dentro dos pulmões e quanto maior a pressão da barata que a gente pressionar maior será
a pressão no pulmão e o pulmão desses animais eles não têm tanta distensão quanto nos mamíferos e aí quanto maior for essa Mas a gente pode se aproximar das rupturas de pulmão e também todos os traumas que podem ser gerados por essa distensão exagerada aqui tem uma outra tabela que são os fármacos que são mais utilizados e as doses também que são utilizadas para a contenção e anestesia de serpentes sendo os mais utilizados então o isoflorano como técnica de indução e também como técnica técnica de manutenção do plano anestésico né E deve ser sempre associado
a ventilação assistida ou seja aquela ventilação que nós vamos provocar nesse animal sendo que quanto menor a taxa metabólica deles menos eles vão fazer esses movimentos respiratórios então por isso que tem a necessidade de fazer essa ventilação assistida que é quando a anestesista provoca essa ventilação outros medicamentos que são bastante utilizados é por exemplo aqui também estilosina que pode ser utilizado de forma intramuscular subcutânea ou venosa sendo a via endovenosa necessário fazer a aplicação lenta pois aplicação rápida pode induzir esse animal muito rápido ele pode ir para um plano muito baixo e aí ele pode
entrar em coma e posteriormente vira óbito por conta dessa administração rápida desses medicamentos e também outro medicamento que é bastante utilizado é a associação da tiretamina e isolazepam é que nós podemos utilizar principalmente pela Via intramuscular né tendo aí um efeito mais prolongado tá e como anti-inflamatórios né Nós temos aí as opções por exemplo do analgésico né por meio da Dipirona que nós podemos também fazer por via intramuscular e posteriormente por via oral e vai depender de cada caso né e da Necessidade específica desses medicamentos no pós-operatório então nós vimos os principais anestésicos e os
principais tipos de atenção que serão utilizados e na nossa próxima aula nós vamos dar sequência então ao exame físico e também a gente vai entrar na parte das doenças bacterianas parasitárias e fúngicas muito obrigado e até a próxima aula