Olá, moçada! Tudo bem? Baita prazer reencontrá-los para mais uma meditação estóica!
Hoje, dia 4 de março, com uma reflexão intitulada "Consciência é liberdade, consciência é liberdade". Mas, antes de passar a ela, eu gostaria de fazer aquelas recomendações de sempre. Na verdade, mais uma solicitação minha que eu faço a vocês carinhosamente: divulgar ao máximo as nossas meditações, apresentar ao pessoal, curtir, comentar.
. . tudo isso é importante para reforçar o projeto da leitura comentada do diário histórico.
E para quem está preocupado com o próximo ano, será que nós vamos ter alguma coisa no próximo ano? Afinal de contas, tem sido legal! Olha, eu não quero dar spoiler, mas eu acho que a gente ainda vai ficar junto por aqui.
Se a natureza não mandar em contrário, nós vamos ficar juntos por aqui um bom tempo ainda, hein? Um bom tempo ainda! Vem coisa por aí e, dando tudo certo, nós teremos vários encontros diários, não só esse ano.
Mas claro, isso aqui foi só para deixar quem sofre de ansiedade treinar o seu estoicismo, né? Isso não faz sentido ficar ansioso com esse excesso de futuro, mas é só para já dar um saborzinho aí do que pode vir. Moçada, consciência é liberdade!
A meditação de Epicteto é: é livre a pessoa que vive como deseja, nem compelida, nem atrapalhada, nem limitada. A pessoa cujas escolhas não são estoradas, cujos desejos se realizam e que não cai naquilo que a repele. Quem deseja viver na mentira, iludido, enganado, indisciplinado, queixando-se, preso a uma rotina.
. . ninguém!
São pessoas inferiores que não vivem como desejam. Portanto, nenhuma pessoa vulgar é livre. Parece estranho, né?
Como a pessoa cujas escolhas não são estoradas. Mas quem é essa pessoa? Bom, a pessoa que conseguiu encontrar nela mesma a sua razão de ser, o seu princípio orientador.
Que conseguiu discernir com clareza aquilo sobre o que tem domínio e aquilo sobre o que não tem domínio. Olha, se eu estou agindo só dentro do universo sobre o qual eu tenho domínio, não há nada que possa me atrapalhar. Por isso que eu brinquei aí numa meditação anterior, quando eu dei bom dia, e muita gente deu risada, que eu falei assim: "Espero que vocês estejam bem, espero que tudo esteja correndo da melhor maneira, e se não tiver, é culpa.
. . é culpa sua!
É culpa de vocês, claro! É culpa nossa se não tá indo bem. É culpa nossa porque ou a gente tá projetando para fora do nosso raio de ação as coisas como deveriam ser, ou porque nós estamos calculando mal aquilo que é realmente importante para nós".
Então, pessoas cujas escolhas não são estoradas, cujos desejos se realizam e que não caem naquilo que repele, estão trabalhando só com aquilo que se aproxima de você mesmo. Acho que uma das coisas mais belas do estoicismo é o fato de ele querer que a gente entre em contato com o melhor da nossa natureza. Fica parecendo, em algum momento, que, sei lá, fala assim: "Puxa, eu tenho que me contrariar para ser estoico".
Não dá essa impressão? De falar assim: "Nossa, é difícil ser estoico porque eu tenho que me frear, porque eu tenho que me agredir, porque eu tenho que me atacar em algumas coisas para eu ser estoico". Ao contrário, nenhum estoico concordaria com essa percepção.
Para o estoico, antes pelo contrário, abordar a realidade estoicamente significa estar em pleno processo de empatia com aquilo que naturalmente nós somos. Numa brincadeira, eu gosto de usar esses desenhos, essas metáforas, né? Uma vida não estóica é uma vida que quer colocar um carro para navegar.
Carros não foram feitos para navegar. Aí, isso é uma vida não estóica. Uma vida estóica é colocar um carro para fazer o que ele tem que fazer: andar sobre a terra, com a sua autonomia, com as suas possibilidades.
Então, pensem em vocês quando me mandam mensagem lá nos comentários, né? "Pô, Denis, é difícil, não é simples, etc. , etc".
Porque, na verdade, nós estamos nos desacostumando. É difícil se você tem comportamentos viciados, né? Então, para você que é fumante, para você que, como eu, é um apreciador de Coca-Cola Zero e tal, você dizer "não" para esses vícios e entrar em contato com o melhor da sua natureza.
. . você vai dizer: "Nossa, isso me agride, isso me afeta".
E não, não. Isso é uma recuperação de uma condição que a gente não deveria ter perdido para começar. Então, o estoicismo não é uma agressão ao indivíduo; é uma recuperação de uma condição natural de um indivíduo racional que deve ser prudente, sensato, diligente, e assim por diante.
Então, um homem estoico é livre porque ele está de acordo com a sua natureza, enquanto o homem vulgar não é livre porque, imaginando estar pleno da sua natureza, está, na verdade, contrariando-a o tempo inteiro, machucando essa natureza o tempo inteiro. Vamos ao comentário dos nossos autores: é triste de considerar quanto tempo as pessoas gastam no curso de um dia fazendo coisas que elas, aspas, têm de fazer. Não obrigações como o trabalho ou a família, mas aquelas que aceitamos sem necessidade, por vaidade ou ignorância.
Considere as ações que empreendemos para impressionar ou os esforços que fazemos para satisfazer ânsias ou saciar desejos que nem sequer questionamos. . .
Isso é ser vulgar! Isso é agredir a natureza humana. Numa de suas famosas cartas, Sêneca observa a frequência com que pessoas poderosas eram escravas do seu dinheiro, de suas posições, de suas amantes, até dos seus escravos!
Até dos seus escravos! Nenhuma escravidão é mais infame, gracejou ele, do que aquela que é autoimposta. Olha o quanto nós nos colocamos em situações difíceis a troco de quê?
De um reconhecimento pueril, de uma vaidade idiota, de uma coisa que, dali a pouco, não faz. . .
Menor sentido; a gente se perde nas paixões, a gente se nos caprichos. Vemos essa escravidão. Oi, filha, vem cá!
R, vem cá! A Re tá aqui no meu pé, a Re que nunca aparece. Ela é tímida.
Vemos essa escravidão o tempo todo: uma pessoa muito apegada que insiste em limpar a barra de um amigo problemático; um chefe que microgerencia seus empregados e se preocupa com cada centavo; as incontáveis causas, eventos e reuniões dos quais não participamos por estarmos ocupados demais, mas com que nos comprometemos mesmo assim. Faça o inventário das suas obrigações: quantas delas são autoimpostas? Bobagens!
Bobagens! Ar! R, eu vou ter que te pegar.
Vem cá, vem, princesa do papai, coisa gostosa! Deixa eu ver que página que o papai tá. Papai tá na página 100.
Vem cá, fala! Fala! Bom dia!
Desculpa, eu te peguei de mau jeito. Vem cá, fala! Bom dia, pessoal!
Bom dia! Ah, bom dia, pessoal! Caiu livro, caiu tudo.
Oh meu Deus do céu, que coisa gostosa! Ela é meio psicopata, ela tem. .
. ela não é muito estóica, ela é caprichosa, essa gatinha. Faça um inventário das suas obrigações: quantas delas são autoimpostas?
Quantas são mesmo necessárias? Você é tão livre quanto pensa. Então, eu acho que a beleza dessa meditação encontra-se exatamente no fato de a propor estarmos de acordo com o melhor da nossa natureza.
Então, pense em você como algo que tá se ajustando. Daí a importância que o estoicismo vê no autoconhecimento. A gente fez uma meditação agora, nos últimos dois, três dias, aí falando sobre a necessidade de se conhecer.
Se conheça! Entenda os seus limites, as suas possibilidades, e daí explore o melhor disso. Para os estóicos, explorar o melhor disso é exatamente estar de acordo com essa natureza: as paixões, os vícios, as inclinações, os comportamentos vulgares.
. . tudo isso é o que, na verdade, nos tira do nosso melhor existir, da nossa melhor versão, do nosso melhor projeto.
Um dia extraordinário para vocês! Um beijo muito carinhoso. Obrigado por estarem aqui.
Amanhã a gente se encontra. Beijão!