tinha gravado um vídeo com ele falando sobre a aparição de duas onças no mesmo local onde houve o ataque. Bateu lá mesmo lá. Hã?
Você escutou o barulho? O tamanho do raço dessa onça, cara. Gatinho tava brincando aí.
Tava dando uma confusão no cois. Por que você não entrou pro meio para partar? Vamos mandar pro Dão.
Dão aqui. Ô Dão, ó, você vai comer o Jorge. Dão não come não.
Dão. Como não. Aqui a casa dele aqui, ó.
Você já imaginou ser atacado por uma onça pintada no quintal da sua própria casa? Essa é a história real de Jorge Ávalo, um senhor que viveu aí mais de 20 anos em paz no meio do Pantanal, cuidando de um pesqueiro, um homem simples, acostumado com a natureza selvagem, que inclusive já tinha registrado a presença de onças por perto e até brincava com isso, né? Mas o que que era piada acabou virando uma tragédia.
Numa manhã comum, enquanto ele preparava o café, o Jorge foi surpreendido e arrastado mata dentro por uma onça. O que choca ainda mais é que no dia seguinte, durante o resgate do corpo, a onça voltou. Sim, ela voltou e atacou um dos socorristas, obrigando a equipe a se defender a tiros.
Vamos entender os detalhes desse caso, né, que tá sendo um dos assuntos mais comentados na internet desde ontem. Eu sou o Marcelo Milos e depois a vinheta eu te conto. Imagina só você tá vivendo em meio ao Pantanal, num lugar isolado, calmo, rodeado pela natureza, um paraíso mesmo.
E aí, de repente esse paraíso vira palco de uma tragédia digna de filme, né? Pois foi exatamente isso que aconteceu com o Jorge Ávalo, conhecido aí como Jorginho, né? um senhor de 60 anos que morava e trabalhava num pesqueiro na região de Touro Morto, no Mato Grosso do Sul.
O Jorge, ele era conhecido ali por muita gente da área, estava mais de 20 anos cuidando desse pesqueiro, né? Um homem simples que levava uma vida para cata. Os gatinho tava brincando aí, tava dá uma confusão nos dois aqui.
Porque você não entrou pro meio para partar? Vamos mandar pro Dão. Dão aqui.
Ô Dão, ó, você vai comer o Jorge? Dão não come não, Dão. Come não.
Aqui a casa dele aqui, ó. Olha onde ela. Olha.
Parece cavucado de búfalo. Sempre em contato com o mato, com os animais, com o rio, com a natureza. Ele até registrava de vez em quando algumas onças passando ali perto, né?
Sabia que tava dividindo território com esses bichos, mas ele levava tudo no respeito. A [ __ ] dá uma arrancada dessa no você caga tudo, cara. Caga.
Caga. Olha aqui onde ela deu a brecada. Olha aquela de negada.
Essa a outra bateu aí, ó. O louco. Hã?
Bateu lá mesmo. Lá. Hã?
Você escutou o barulho? O tamanho do rastro dessa onça, cara. Não, olha aqui.
Vai tomando. Por que você não saiu, coado? Pegar um cabo de vassour ali.
Não, briga de marido de mulher não se mete. Eita. Dias antes da tragédia, ele gravou um vídeo mostrando as pegadas de onça perto de casa.
Tava com um amigo, ele até chegou a brincar. E a onça vai comer o Jorge? Dão.
Ele responde rindo ali, né? Não vai comer não. Mal sabia ele o que que tava por vir.
Ó, você vai comer o Jorge? Dão não come não, don. Come não.
Aqui a casa dele aqui, ó. Olha onde ela. Olha, parece cavucado de búfalo.
O desaparecimento. Amanhã do dia 21 de abril, bem cedo, né? Por volta das 5:30 da manhã, o Jorge tava ali no deck da casa onde ele morava, preparando um café.
Ninguém sabe ao certo o que que aconteceu, mas tudo indica que foi nessa hora que a onça apareceu. M. Provavelmente ele tentou correr em direção ao rio, talvez para fugir, mas o animal foi mais rápido.
O corpo dele foi arrastado para dentro da mata, né, silenciosamente. Aência do Jorge só foi percebida algumas horas depois, quando alguns turistas chegaram ao pesqueiro e viram sangue, víceras, pegadas. Ela sentou aqui, ó, ficou escondida aqui, ó.
Ela arrancou aqui, ela pulou por cima da grade aqui e aí pegou ele aí, ó. Era claro que algo tinha dado muito errado ali. A família dele logo foi avisada e o cunhado, conhecido aí como Magrão, foi para poder ajudar nas buscas, o resgate e o novo ataque.
Bom, no dia seguinte, na terça-feira, ontem, né, a equipe de resgate que contava com o Magrão, um irmão de Jorge e um sargento da Polícia Militar Ambiental, começaram então a procurar aí pela região e foi o Magrão que encontrou os restos do cunhado. Ele disse que sentiu que Deus o gui até o lugar certo. Estamos aqui atrás do do porco aí que a onça atacou aí.
Mas o pior ainda estava por vir. Enquanto a equipe recolhia os restos mortais, a onça voltou, né? O mesmo animal.
Ele apareceu de novo e dessa vez atacou um dos socorristas, né? Um voluntário chamado Paulo. Ele tentou se defender, acabou ferido no braço, levou uma mordida feia no punho.
Foi feio o negócio aqui. Atacou, ela pegou, achama o corpo. Não, na hora que voltou aqui para buscar para buscar, tava em cima, ela pegou aqui e aí atacou o colega lá, o colega aí após deixar o na mão o corpo aí.
do seu do seu Jorginho. A onça atacou nós aqui. Positivo.
Procurar o celular. Como não tem jeito de esperar a perícia aqui, vamos ter que levar o restante do corpo que ficou. Saímos em cima da onu do lado do senhor voltei.
Ela vai lá. Atacou nós a onça aí. Mas graças a Deus conseguimos socorrer aí.
A PMA teve que intervir, né? disparou tiros pro alto para conseguir afugentar a onça. O que restou do corpo do Jorge eram só as partes inferiores.
As autoridades recolheram os fragmentos ali e mandaram pro núcleo de medicina legal em Aquidauana para confirmação de por meio do DNA. A princípio, o caso foi tratado como desaparecimento, mas agora segue como morte por ataque de animal silvestre. É um caso raro, mas real, né?
Por mais que a onça pintada ela seja um símbolo ali do pantanal, esteja acostumada a conviver próxima de áreas com presença humana, ataques como esse são extremamente raros, só que quando acontecem chocam. A história do Jorge virou manchete no Brasil inteiro. Levantou a discussão inclusive sobre os limites entre a vida humana e a vida selvagem, né?
Ter fazendas protocolos, como evitar acidentes, é um animal realmente grande, né? é um carnívoro e a gente tem que tomar muito cuidado. Muita gente acha que o animal foi culpado, né, que deveria ser abatido.
Outros defendem que o problema é justamente o avanço das pessoas sobre o habitate desses animais. A verdade é que o Pantanal é o laro da onça, né? E o Jorge sabia disso melhor do que ninguém.
Bateu lá mesmo lá. Hã? Você escutou o barulho?
O tamanho do rastro dessa onça, cara. Não, olha aqui. Por que você não saiu, coado?
Pegar um cabo de vassour. Não, briga de marido de mulher não se mete a morte de Jorge é uma daquelas histórias que parecem ficção. Um homem que viveu tantos anos em paz com a natureza, acabou sendo vítima justamente daquilo que ele mais respeitava.
E o mais assustador, né? O animal voltou como se quisesse, sei lá, garantir que ninguém tiraria dele a sua presa. Um caso assustador, né?
Comenta aqui que que você acha disso tudo, né? Você acha que a onça tem alguma culpa disso ou não, né? O ser humano tá invadindo o espaço ali do do dos animais.
Aí se você tava sabendo desse caso também, que foi bastante comentado, escreve aqui embaixo nos comentários. Até o próximo vídeo. Tchau.