Você sempre vai encontrar argumentos muito mal feitos. Como a gente pode identificar assim uma pessoa que tá usando uma argumentação de má fé assim, sabe, para tentar manipular alguém. Uma forma curta de de conhecer isso aí é estudar as falácias. Estamos a todo momento aprendendo essências e criando conceitos, fazendo afirmações do nosso dia a dia e raciocinando. O que que é o raciocínio? É a nossa operação da Inteligência de tirar implicações de afirmações que nós conhecemos. a capacidade que você tem de trancado numa sala escura, sem acesso a nenhuma nova informação, descobrir novas verdades a
partir do que você já sabia. Você acha que tem que ter uma certa humildade para aprender lógica? Não necessariamente quando você estuda física, você se torna uma pessoa melhor. Não necessariamente quando estuda matemática, você se torna uma pessoa melhor. Então é é um aspecto Somente de obtenção de conhecimento. Se a gente está na simulação, a gente existe do ponto de vista lógico. Qual que é o meu grande problema com essa teoria da simulação? Não tem como você refutar que nós não estamos com você. Victor Victorelli. Ele é professor de lógica, filosofia e fundador da Academia
de Lógica. Hoje ele vai nos revelar o que é a lógica, como isso vai te deixar na frente de 99% das pessoas e o verdadeiro sentido da vida. Uma outra Habilidade que precisa ser estimulada, você parar para relacionar esses conhecimentos lógicos com coisas particulares e concretas da sua vida. Quanto mais você aprende, mais você aprende mais rápido. Você estuda física, outro dia você estudando economia, outro dia você tá estudando psicologia, começa a pensar sobre as relações dessas matérias. Se você faz isso, quando você tá estudando física, você pode cair numa via ali comemorativa e lembrar
de uma Coisa de economia. A lógica é uma prova mais ou menos que Deus existe. A lógica não existe. Ó, rapidinho aqui, antes de começar, esses dias eu tava olhando as métricas aqui do canal e eu vi que 74.7% das pessoas que assistem aqui os podcasts episódios não estão inscritas. Você não sabe a verdadeira importância da sua inscrição. Os convidados que vêm aqui, eles olham muito pra métrica dos inscritos. Então você estar se Inscrevendo agora vai estar ajudando muito, de verdade, a gente a estar trazendo conteúdos cada vez mais incríveis e interessantes. Então conto com
a sua inscrição, agradeço de coração e vamos ao podcast. Obrigado, Víctor. Muito obrigado por ter vindo, cara. Prazer, cara. Valeu. Hoje quando você chegou, o Papa foi eleito, né? Na hora no mesmo momento. Cara, eu queria começar te perguntando aí. Não tem como fugir dessa pergunta. Eu acho para quem vai cair de para-quedas no podcast, certo? E é leigo no assunto, né? Mas o que exatamente é a lógica, cara, e por que ela realmente é tão importante na nossa vida, tá? Eh, existe alguma coisa que você faz no seu dia que você não pense para
fazer? Muitas coisas, né? Existe muitas coisas? Acredito que sim. Eu digo, quando eu digo pensar, não digo exatamente fazer Uma grande profunda reflexão, mas que de alguma forma a sua inteligência esteja trabalhando enquanto você faz. Existe alguma coisa? Não, nesse sentido não. Não existe tudo. Eh, tudo o que nós fazemos, nós usamos a nossa inteligência para isso na hora também, mas antecipadamente para prever, para encontrar a melhor decisão. E a lógica, ela é a ciência da razão, né? a ciência e arte da razão. Então, a disciplina responsável por estudar e aprimorar a Nossa inteligência. Então,
as pessoas me perguntam, eh, para que que a lógica pode me servir, né? Ela pode me ajudar nisso, naquilo? A princípio, a resposta é sempre sim, né? Ela sempre pode te ajudar em qualquer coisa que você perguntar. Ela não ajuda de forma automática. Você precisa estudar a lógica, precisa fazer um esforço para aplicar nessa área, mas a princípio ela sempre pode ser aplicada. Porque ela, você sempre vai est usando a sua inteligência para essas coisas. Então, a lógica, vamos lá, vamos contextualizar um pouco mais, né? Ela é uma disciplina que foi criada ou descoberta por
Aristóteles, né? Um filósofo grego, um dos mais importantes da história, talvez o mais importante. Ele de fato foi o fundador da lógica. o fundador da lógica. Exatamente. Eh, existem alguns estudos com relação a rudimentos da lógica antes dele, Mas não tem nenhum sistema lógico assim, quer dizer, a lógica como um sistema postulado assim, né? Não apenas como sei lá, tal de mileto lá, criou uma lógica de que, sei lá, tudo é água e etc. Sim. Como um conhecimento ordenado, né? Sim. para algo ser uma ciência precisa ser necessariamente um conhecimento ordenado. Então, antes de Aristóteles
não existia e desde que Aristóteles inventou a lógica, ela sempre foi estudada como uma disciplina Obrigatória, eh, não só para filósofos, cientistas, mas para qualquer ser humano que buscava instrução e educação, né? Claro que durante a Idade antiga, durante a Idade Média, a educação não era universal, né? Nem todo mundo tinha acesso às escolas, essas coisas, mas todos aqueles que eram educados, eles estudavam lógica. Você quer ser médico, você tem que estudar lógica. Você quer ser advogado, você tem que estudar lógica. Você quer ser padre teólogo, tem Que estudar lógica. Entendeu? Então, ela era uma
disciplina obrigatória na formação humana, né? E em dado momento ela deixou de ser estudada na escola, nas escolas, né, no mundo inteiro. Eh, eu não sei exatamente porque isso aconteceu. Eh, é muito difícil encontrar uma resposta, mas o fato é que se a gente observar paraa diferença de educação do homem moderno e do homem medieval, a gente percebe muito claramente os resultados que isso tem Trazido. Então, parte do meu objetivo é resgatar a lógica como uma disciplina eh obrigatória, digamos assim. nas escolas para todo mundo, né? Não só para quem quer ser filósofo. O padeiro
tem que estudar lógica todo mundo, porque de certa forma aprendendo a lógica e os conceitos mais profundos sobre ela, você vai tomar melhores decisões durante sua vida. melhor as decisões. Quanto mais cedo você aprender, mais você vai conseguir Desfrutar, né, desse privilégio. Desse privilégio. Exatamente. Você compreende melhor a sua própria, vamos supor, você é especialista em biologia. Se você estudar lógica, você e você começar a olhar paraa sua, pros seus conhecimentos biológicos, você vai começar a perceber muito mais coisas do que você não percebia antes, entender muito mais profundamente coisas que você não entendia antes.
Então ele é ele tem um efeito até catalisador, digamos assim. Ele realmente afia sua inteligência para algumas coisas, para tudo, na verdade. Você acha que tem que ter uma certa humildade para aprender lógica, cara? Eh, só coloca aqui, por favor, para não câmera, tá? Tá. Humildade. Em que sentido você disso? Porque assim, eu imagino que uma pessoa, a partir do momento que ela aprende a lógica, ela vai se deparar com muitas Verdades que ela ainda não se deparou, né? Sim. Então, vamos supor que uma pessoa é é extremista política, né, de algum lado. E aí
ela estudou lógica, ela viu que aquilo não faz não faz sentido, né? político dela. Exato. Sei lá, ou esse extremismo, né? Sim. Então, ela vai ter que entender e tirar o chapéu e falar assim: "Pô, o que eu fiz até agora não foi muito horroroso." Isso. Exato. Faz sentido, cara. Faz bastante sentido. Porque quando você estuda a lógica, né, agora vamos aplicar especificamente para estudo estudos intelectuais, né? Ciências e filosofia. Quando você estuda a lógica, você ganha outro patamar de rigor intelectual, digamos assim. Então você se torna muito mais crítico, né? Esse é o verdadeiro
pensamento crítico. Você se torna muito mais crítico, muito mais cético. Então, por exemplo, aquilo que era uma uma afirmação óbvia para você, uma verdade Universal e necessária, você começa a se perguntar da onde que veio essa premissa e por que você parte dessa premissa para tirar todas as suas conclusões. Qual é o grau de certeza que você tem e pode ter disso? Ou então qual é o grau de certeza que os seus argumentos que você utiliza para defender as suas ideias realmente tem? Então a lógica ela te dá os instrumentos para você conseguir analisar isso
com muito mais legal. Vamos falar da história da lógica Primeiro e acho que na verdade o que exatamente é a lógica, acho que você já respondeu, né? Sim. Agora, quais são os princípios, né? Fundamentos. Você falou que surgiu em Aristóteles ali, né? Mas o que que ele disse que é a lógica, tá? E por que ele chegou nessa, por que que ele se sentiu meio que na obrigação? Porque que ele procurou saber o que que é isso, tá? Eh, eu vou tentar explicar da forma mais palatável possível, né? Como eu disse, a Gente tá num
num país em que as pessoas não estudam mais lógica. Então, é como tentar explicar matemática para alguém que nunca estudou matemática na vida. você fica falando de de mais e menos e subtração, a pessoa fica, o que que é isso, né? Não faz menor sentido. Então, explicar lógica pra pessoa que nunca estudou é um pouco isso, mas vou tentar ser o mais claro possível. Eh, a as bases da lógica, né, para Aristóteles, toda ciência tem eh certos Axiomas, certos princípios. Então, as bases da lógica são principalmente os três princípios primeiros, né? Então, o conhecido princípio
da identidade, que diz que a ig a Uhum. o princípio de não contradição que diz que o o ser não pode não ser, o ser não pode não pode ser. Então, existem diversas formulações para esses para esse princípio, mas essa é uma delas. E o princípio do terceiro excluso, que diz que entre o ser e o não ser não existe nenhuma outra opção, Nenhuma outra alternativa. Então, essas são os princípios basilares da lógica. Tem alguns outros que os lógicos modernos postulam também e tudo mais, mas esses são os três principais. E se você observar as
características desses princípios, é que eles são muito genéricos, eles são muito assim abrangentes, eles se aplicam a tudo, né? E isso é um pouco da ideia do porque a lógica deve ser estudada antes de qualquer outra disciplina, porque as Coisas que ela ensina você consegue aplicar em tudo, né? Por exemplo, se eu pegar um princípio eh físico, sei lá, eh algum princípio que que fale sobre eh massa, sei lá, não me vem nada à mente nesse momento. Eh, mas um princípio que fale sobre massa só vai se aplicar a seres corpóreos. Não se aplica a
luz porque a luz não tem massa. Não se aplica aos objetos da geometria porque quadrados não tem massa. Entendeu? Então você você percebe claramente que a Física ela tem um escopo limitado, mas a lógica não. A lógica ela tem princípios que valem para todas as disciplinas e todas as ciências, né? Então essas são as bases da lógica são esses princípios. Você consegue dar um exemplo, sei lá, essa caneta aqui, como observar a identidade, né? O primeiro princípio é a identidade, a não contradição, etc. nessa caneta, pra gente tentar entender. Bom, a gente pode formular isso
de diversas formas, mas, por exemplo, eu Posso dizer assim, eh, esta caneta é esta caneta, né? Então, não tem como essa caneta não ser essa caneta, tá? Esse seria o princípio de identidade. Uma coisa tão óbvia é que sem entrar na no que é real, como assim? Sem entrar se essa caneta realmente existe. Quer dizer, essa caneta a gente tá vendo ela, né? Entende? É sim. É, não necessariamente você está asseverando que essa caneta existe realmente na realidade, não, mas ela é igual a ela Mesmo, certo? Tá. Ã, depois princípio de não contradição, por exemplo,
eu posso dizer: "Essa caneta é preta". Essa caneta é preta, logo, essa caneta é não é cinza, não é vermelha, não é rosa, etc. Tá? Eh, princípio de não contradição. E o princípio do terceiro excluso seria eh existem duas alternativas, a caneta ser preta ou ser não preta, né? Porque o rosa, o cinza, o o roxo são todos não pretos, certo? E do terceiro clus ele Vai dizer o seguinte: Não existe outra alternativa a não ser a caneta ser preta ou não preta. Então, se eu digo essa caneta aqui, por exemplo, ela é não é
preta, então necessariamente ela não preta. Então, nica alternativa aqui estou, essa caneta aqui, ela não é não preta, então necessariamente ela é preta. Então, como eu disse, são princípios muito genéricos e até parecem meio óbvios, só que as derivações que a gente faz a partir desses princípios é Que tá a coisa realmente interessante. E um detalhe, né? Por mais que a gente ache uma coisa óbvia, tipo, ah, não, isso é óbvio, quem que discorda disso? Acredite, se quiser. Existem pessoas que discordam, né? Existem refutações modernas ao princípio de não contradição ou tentativas. Então são coisas
óbvias que às vezes, né, como, por exemplo, tentar relativizar isso, tentar relativizar a verdade. Por exemplo, o relativismo é uma posição que vai Questionar precisamente esse esse ponto, certo? Mas aí como que você pode afirmar então no caso que essa caneta é preta por meio dos meus sentidos, certo? Então você acredita que a melhor forma de obter a verdade é pelos nossos sentidos. partir desse pressuposto, não, não a melhor forma, mas os nossos sentidos são a base da do nosso conhecimento, né? No Aristóteles já dizia isso. Todo o conhecimento começa com os Sentidos. Mas assim,
eu acho que a gente pode talvez entrar um pouco mais eh no estudo mais específico da lógica de tal como Aristóteles apresentou, né? Eu dei as bases agora, as bases são uma coisa bem abstrata, mas a gente consegue visualizar coisas mais concretas. Então, Aristóteles, ele dividia, né, principalmente os seus eh discípulos posteriores, a lógica em três partes. Estudo da primeira operação da inteligência, da segunda operação e da Terceira operação. Então, de novo, entenda a lógica como a ciência ou arte da inteligência, do intelecto, da razão, como preferi chamar. E imagina que a sua inteligência, ela
tem três operações fundamentais. Essas três operações fundamentais é a lógica que estuda. Ela vai buscar aprimorar essas operações. Quais são essas operações? A primeira, eh, você pode observar como qualquer ser humano, até Uma criança, faz isso, é a chamada concepção ou simples apreensão. Uhum. A concepção é uma operação pela qual a gente captura a essência de uma coisa, a essência das coisas. Então, a primeira, o que seria a essência necessariamente? A essência é aquilo que torna a coisa o que ela é e distingue ela das coisas que ela não é. Seria basicamente esses essas três
coisas aqui. É, você percebe que tem uma relação muito íntima entre essas coisas, Né? Aham. E aí naturalmente o que que é? Então, depende. Por exemplo, a gente pode falar da essência a nível espécie, então existe uma certa essência específica. Então, por exemplo, existe a essência do cachorro, a essência do ser humano. Então, uma criança, quando ela vê pela primeira vez um cachorro, por exemplo, um cachorro marrom, ela vem em seguida um gato marrom, ela pode se confundir e achar que é a mesma espécie, chamar os dois de Auau, por exemplo. Então, ela ainda ela
ainda está aprimorando a sua capacidade de realizar essa primeira operação da inteligência, né? E em dado momento, não, dado momento ela já consegue distinguir perfeitamente as duas coisas, porque ela capturou efetivamente qualquer essência desses animais. A gente tem pistas para isso, sei lá, por exemplo, o cachorro ladra, talvez isso faça parte da essência do Cachorro, né? Eh, no caso do dos seres humanos, Aristóteles definia de uma forma bem específica. Ele dizia que o ser humano é um animal racional. Então, essa é essência do ser humano. Você não encontra essa essência nemhuma outra coisa. Então, isso
é fundamentalmente essência. Essa habilidade de capturar a essência das coisas, todos os seres humanos têm e nós usamos a todo momento. Uhum. No caso, essa é a segunda concepção, Não, essa é a primeira operação. Essa primeira operação que é a concepção, no caso, que é a concepção. Então você pega, sei lá, nas ciências, quando eles começam a discutir sobre o que é o movimento, o que que é massa, o que que é força, o que que é energia, o que que é vida na biologia, por exemplo, né? É uma discussão que tá muito alta, né?
O aborto, por exemplo, tá muito alta não, né? Tipo, mas é um assunto que tá sempre voando por aí. Eh, são, vejam que são Todas discussões em torno de conceitos, né? E quem é responsável por criar esses conceitos? Essa operação da inteligência. Como criar conceitos adequados, conceitos logicamente rigorosos? Não é a própria sociedade que cria esses conceitos relativo à cultura. O que que é a sociedade? a soma de seres humanos individuais. Então, são seres humanos que criam esses conceitos, mas esses conceitos não São puras criações, né? senão você cai numa espécie de nominalismo. A ideia
de que o conceito ele é uma pura criação nossa ou um conceptualismo, depende um pouco de como você enxerga, mas a ideia de que o conceito é uma criação mental nossa que não tem nenhuma relação com a realidade. Não existe uma relação com a realidade. O o homem ele é realmente um animal, ele é realmente sexualismo é o meio termo entre o realismo e o nominalismo, né? E O nominalismo. Sim. Tá. Depois a gente já a gente fala desses termos aí, mas vamos entrar então pra segunda aí operação do Aristóteles, certo? Então, na segunda operação,
eh, nós realizamos um exercício sintético, basicamente. Então, por exemplo, eu inteligro, intelig essência do cachorro, mas eu posso dizer, por exemplo, que o fato do cachorro ser Marrom não faz parte da sua essência, porque nem todo o cachorro é marrom, certo? Então, ser marrom é um acidente do cachorro, é o que a gente chama. Sim. Tá. Eh, e eu posso também inteligir a essência do marrom. O marrom também tem uma essência, ou seja, tem um conjunto de características sem as quais ele deixaria de ser marrom para ele ser outra cor, tá? A segunda operação do
intelecto é a operação pela qual a gente une dois conceitos que nós adquirimos por meio da primeira operação. Então eu pego o conceito de cão e pego o conceito de marrom e digo, por exemplo, este cão é marrom. Eu formo uma proposição, né, uma afirmação, basicamente. Então, mais uma vez, veja como todas as ciências, todas as disciplinas utilizam conceitos e utilizam Proposições. O que que é o axioma de uma uma ciência, sei lá, da geometria? todo é maior do que as partes. É uma proposição, uma afirmação. O que que o que que é todo? É
um conceito. O que que é parte? É um conceito. Então, toda ciência trabalha com conceitos e proposições. Na lógica, a gente estuda as proposições de diversas formas. a gente estuda eh os tipos de proposições. Então, uma proposição, o Todo é maior do que as partes, uma proposição chamada categórica, uma proposição como, por exemplo, se chover o quintal ficará molhado. Isso é uma proporção condicional que as ciências muito utilizam. Uma proporção como ou o céu é azul ou os nossos sentidos estão errados. É uma proposição disjuntiva. O que torna uma proporção disjuntiva verdadeira, o que torna
uma proporção continual verdadeira. Tudo isso é Estudado pela lógica. E o que torna necessariamente? Posso trazer um exemplo por que eu acho bem interessante. Eh, eu sempre falo, né, que não adianta você ser um grande especialista numa área do conhecimento se você não entende de lógica nada assim, porque como a gente tava falando mais cedo em off, eh, a lógica ela nos dá os meios para dominar a nossa ciência. Então, se você não dominar a Lógica, você não dominou a sua ciência. Eu acredito nisso. E existe um caso que é o da de Santa Jun
Dark, né, todos aqui devem conhecer, né, que é uma mártir da Igreja Católica e tudo mais. Eh, em que certa feita quando tava sendo questionada por um bispo, né, um bispo tenta preparar uma uma armadilha assim retórica para ela, querendo provar que ela é uma erege e tudo mais, né, que ela está negando a igreja, ele faz uma uma pegadinha, uma coisa tipo assim, em Alguma hipótese você desobedeceria a igreja, alguma coisa assim nesse sentido, porque, bom, ela é católica, pros católicos você deve obediência à igreja, certo? E ela respondeu o seguinte: "Se a igreja
me ordenasse coisa impossível, eu não obedeceria". Essa foi a resposta dela. Com essa resposta, ela foi acusada de de condenada. Foi tido que ela é, ela Estava dizendo que ela não obedeceria a igreja, que existe uma situação possível em que ela não obedeceria a igreja. Quem estava julgando Santa Jonatark? Eram bispos, teólogos muito capacitados, muito conhecimento em teologia, mas não tinham aparentemente conhecimento de lógica, porque o conhecimento de lógica nos permitiria, lendo essa proposição, entender o real conteúdo dela, o que ela realmente estava dizendo. Então, vou Fazer uma analogia para isso. Sim. Não tem como
você fazer uma coisa que é impossível, né? Pois é. Então, mas você vai chegar lá com a lógica? Eu vou chegar lá com a lógica. Então, por exemplo, uma uma pergunta que eu uma pegadinha que eu faço às vezes com os meus alunos. Se 21 fosse par, então ele seria divisível em duas partes inteiras. Essa proposição é verdadeira ou falsa? Imagine que verdadeira. Por quê? Porque você tá supondo que ele seria par, então você conseguiria dividir por outro número que é par. Sim. Mas você então você tá dizendo que 21 é par? Não, si, né?
Entendeu? Perfeito. Exatamente. Eu acertei. Acertou a resposta. É isso mesmo. Eh, melhor. Você está dizendo, você não tá dizendo, então, que 21 é par. Você tá dizendo que é possível que 21 seja Par. Você não tá dizendo isso. Não existe. Você não tá afirmando que existe essa possibilidade. Você tá dizendo que caso fosse, existiria uma implicação precisa, que é X. Então essa estrutura de uma proposição condicional, ela não assevera nem o que a gente chama de antecedente, que é essa primeira parte antes do então, né? Si x, então y o si x é o antecedente.
Ela não afirma o antecedente isolado. Ela não afirma 21 é par. Ela não afirma a igreja Me ordenou coisa impossível. Ela também não afirma consequente. Não afirma 21 é divisível por dois. não afirma eh eu desobedeço a igreja, eu vou desobedecer a igreja. Ela não afirma a possibilidade um, não afirma a possibilidade de outra. Ela afirma o seguinte: dado um, então se segue outro. Um implica logicamente em outro. É isso que afirma uma proposição condicional. Então, quando os bispos viram essa Resposta de Santa Jonad, eles não fizeram essa leitura lógica complexa. Eles não não perceberam
que ela não estava dizendo que a igreja ordenou algo a ela impossível, tão pouco que é possível que a igreja ordenasse algo impossível, né? Porque para um católico isso não pode acontecer. Os católicos acreditam que a igreja ela só nos ordena coisas que nós podemos fazer, né? Então ela não estava de nenhuma forma se Comprometendo com essa ideia. E aí, por falta de conhecimento e lógico, essa essa proposição dela foi mal interpretada. Uhum. Né? Então, isso é um exemplo perfeito para mim de como a falta de conhecimento de lógica permite você errar um juízo em
outra disciplina, como na teologia, somente porque você não conhece lógica, mesmo que você seja especialista em teologia. Nesse caso aí da condenação dela, você acha que foi puramente pelo Fato deles não terem bases lógicas ou foi maquiavélico? Não, eh, com certeza não dá para reduzir a um erro lógico, né? Eles tinham uma, aparentemente eles tinham uma má intenção, tinha alguma coisa ali, né? Certamente pode até ser que ele percebeu que não é uma heresia, mas ele usou de forma malévola essa fala dela para tentar associar a uma heresia, etc. Pô, cara, é louco. Assim, eu
tava pensando enquanto você estava falando dessa proposição e Tudo, como que um ser humano, velho, 400 anes de Cristo ali, né, 400, 300 e pouco antes de Cristo, Aristóteles conseguiu inventar isso e mais um inventar não, né, sei lá, postular isso e mais um monte de coisa. Isso é bizarro. o cara é precursor da lógica, da química, da biologia. Tem até livros de medicina, de cosmologia, eh filosofia moral e muita coisa. É assim, é bizarro. Metafísica Também. A Platão é um pouco anterior a ele, né, assim, mas ele também trouxe muitas contribuições. Então é uma
coisa assim surpreendente mesmo. Ele foi o mestre do Alexandre Grande, né? É um mentorzinho ali dele. Pô, legal. E a terceira operação então seria qual? A gente falou da concepção, né? Essência das coisas. Isso. A proposição, que no caso é essa que a gente acabou de falar, e a terceira é a segunda, na verdade, é o juízo. Juízo. Ah, tá. Existe uma Diferença entre a operação da inteligência e aquilo que ela produz. Então, a nossa mente, então a proposição é uma consequência do juízo. Exatamente. Quando eu ju quando eu faço um juízo, ou seja, quando
eu julgo, eu faço uma proposição. Entendi. Quando eu concebo, né, um ato de concepção, eu faço um conceito. E com relação à terceira operação, é o que nós chamamos de raciocínio, né? Como como eu disse, estamos a todo momento aprendendo Essências e criando conceitos, fazendo afirmações no nosso dia a dia. Ah, é melhor fazer isso. Será que é melhor fazer isso ou aquilo? Etc. E raciocinando, né? O que que é o raciocínio? É a nossa operação da inteligência de tirar implicações de afirmações que nós conhecemos. Pode repetir, por favor. é uma é a operação da
nossa inteligência de tirar implicações, consequências das coisas que nós Conhecemos. Então eu gosto do do seguinte exemplo. Vamos imaginar que a gente pudesse traduzir todo o seu conhecimento em uma lista de afirmações. Deu para entender? Então vamos supor, você é especialista em em química, em medicina, sei lá. Aí você tem lá proposição, chocolate faz mal, etc. Todas, tudo que você conhece resume numa lista de proposições. Imagina que o raciocínio é A capacidade que você tem de trancado numa sala escura, sem acesso a nenhum livro, sem acesso a nenhum dado sensível, sem acesso a nenhuma nova
informação. Descobrir novas verdades a partir do que você já sabia. Nossa. Então, bom, é isso. Essa, mas isso é possível? É perfeitamente possível. Eh, toda a ciência trabalha com raciocínios, né? Porque de certa Forma o raciocínio não exige dados externos. Por exemplo, para você chegar uma conclusão de alguma coisa, você tem uma história de vida e teve experiências e tudo isso vai meio que se conectar no seu cérebro para você ter essa concepção, né? Sim. Para ter esse raciocínio. Como que você vai ter um raciocínio só com uma base? Então, vamos colocar um eh essa
caneta é real, dois, ela é preta, três, ela é barata. Como que você vai Chegar em um raciocínio só com algumas afirmações? sem dados externos, entende? Vamos supor o seguinte, você tem, você sabe que a caneta é barata, aí você sabe de uma outra coisa também que você aprendeu por experiência. Em geral, coisas baratas tem menos qualidade. Aí você conclui, logo, provavelmente essa caneta tem menos qualidade. Ah, sim. Mas aí você não tá excluindo as experiências passadas, no caso. É, mas é E de fato não estou excluindo. Tudo isso serve como premissas que você utiliza
para chegar em novas conclusões. Então é como você traduzisse todas as suas experiências passadas em proposições, em afirmações, [Música] entendeu? E qual dessas assim você acha que é mais importante da gente pensar assim quando a gente vai tomar uma decisão? Eu acho que eu consegui mostrar bem que todas estão relacionadas, porque O raciocínio, né, que produz o argumento, tá, o silogismo também chamado. Então, concepção, conceito, juízo, proposição, raciocínio, argumento. O argumento ele é feito de proposições e as proposições são feitas de conceitos, então todas estão intimamente relacionadas, todas são muito importantes e indispensáveis, inclusive a
gente usa todas. Agora, a única dessas que é responsável por nós fazermos novas descobertas, Obtermos novos conhecimentos, é o raciocínio. Então, paraa aquisição de novas verdades, ele certamente é o superior. Você parece um cara bem calmo assim, velho, bem consciente das coisas que você faz e fala assim, né? Eh, quais são as perguntas que imagino que devem vir na sua cabeça? você deve pensar, raciocinar sobre isso. Sei lá, eu te chamei pro podcast, quais perguntas você faz na sua Cabeça para saber se você vai ou não tomar aquela decisão? Entende? Logicamente falando. Muito bom. Então,
eh, assim, depende muito do tipo de decisão, tudo mais, mas acho que eu posso tentar trazer um esboço aqui geral, né, da coisa. Sim, eu tento tomar decisões mais racionais quanto possível na minha vida, né? Mas também não sou perfeito, não é assim que funciona. Enfim, eh, existe, existem diversas esferas, Né, diversos domínios da nossa vida. Então, por exemplo, existe o domínio pragmático, existe o domínio moral, existe o domínio espiritual, existe o domínio afetivo. E acho que todas essas coisas se tensionam entre si na hora de você tomar uma decisão. Então, por exemplo, eu posso,
por razões pragmáticas e profissionais querer participar do seu podcast, porque o seu canal é muito grande, muito reconhecido, muito eh renomado. Só que vamos supor Que eu não gosto tanto do seu canal, não gosto tanto de você. Então, por razões afetivas, eu não gostaria de ir, mas por razões pragmáticas e profissionais, eu iria. Ou então por razões espirituais, né? Eu sou um católico, vamos supor que vocêá de outra religião e eu não falo quant pessoas de outra religião, não sei o quê. Então, por raz razões espirituais, eu não iria razões morais. Então, sei lá, eu
considero inadequado dar palco para pessoas como você, por Exemplo. Então, todas essas coisas se tensionam entre si e você faz um uma espécie de balanço geral para encontrar o que você deve fazer. Então, grosso modo, é isso que eu tento fazer, certo? Mas aí você não pensa em questões específicas e sim faz um raciocínio geral assim, cara. Por exemplo, você vai tomar uma decisão muito importante na sua vida. se casar, por exemplo, que você é casado hoje, né? Sim. Você pensa, coloca no Papel para ver se logicamente faz sentido. Por exemplo, eu vou casar com
uma pessoa, eu risco aqui no meio, aí faço do lado esquerdo os pró e, né, de direito os contras, entende? Sei lá, alguma coisa assim mais pragmática ou é mais uma coisa de raciocínio já pelas experiências passadas e etc. Cara, é que assim, eu analiso argumentos, vídeos, podcasts no YouTube, assim, tipo, 8 horas por semana, né? Estudo Muito mais do que isso por semana. Eh, então assim, eu tô a todo momento usando lógica, silogismo, né? Então, para mim isso é muito natural e muito espontâneo. Eu não tô num nível que eu preciso ainda ficar escrevendo
assim para poder tomar decisão na maioria das vezes, né? Então, grande parte das vezes, sim, eu faço uma análise até lógica da situação para tomar uma decisão, mas isso é uma coisa muito espontânea e muito natural, não preciso ficar de papel e caneta, etc., Entendeu? Então, mas para alguém que tá escutando assim, não tem essa concepção igual você tem sobre a lógica, bom, no início do estudo ela vai precisar ter mais cautela, uma coisa que não tá tão absorvida, ela vai precisar escrever, se dedicar mais a isso, mas a tendência é que com o tempo
fique mais natural, ela se torne naturalmente uma pessoa mais rigorosa em sentido mais racional, né, também mais sóbria. E é um fato que ao aprender a lógica, você vai Melhorar muito as decisões que você vai tomar na sua vida. Cara, a resposta fácil sim. A resposta um pouco mais elaborada é o seguinte: a lógica, como eu disse, ela tanto uma ciência quanto uma arte. Então, ela tem um aspecto científico. O que que é o aspecto científico da lógica? É o fato de cada um corpo de conhecimentos, uma coisa a ser estudada, né? Não necessariamente quando
Você estuda física, você se torna uma pessoa melhor. Não necessariamente quando estuda matemática, você se torna uma pessoa melhor. Então é é um aspecto somente de obtenção de conhecimento, mas existe também um aspecto artístico da lógica, um aspecto prático, digamos assim, que é você desenvolver uma certa habilidade de usar os conhecimentos lógicos na sua vida. Você parar para relacionar esses conhecimentos lógicos com coisas particulares e concretas da Sua vida. Isso é uma outra habilidade que precisa ser estimulada. Então não é uma coisa assim receitinha pronta que você lê o livro e começa a aplicar já.
Não, você precisa treinar fazer isso. Inclusive, esse é um dos pontos bem relevantes, porque não é de qualquer jeito que você estuda a lógica. A lógica ela é uma arte liberal, né? A lógica é uma disciplina que é que deve ser estudada, não como a física que é Estudada para contemplação inteligente da da natureza. Ela deve ser estudada para transformar sua inteligência substancialmente. Ela deve ser estudada para mudar sua forma de enxergar as coisas. E existe uma forma específica de estudar isso. Não é não é só ler e devorar livros. Existe uma forma que os
pedagogos mediavais usavam para estimular isso aí nos alunos, entendeu? Sim. A lógica, você acha Que ela consegue entender a realidade ou ela é relativa? Porque assim, você acab você mesmo acabou de falar que a lógica pode ser uma arte de certa forma, né? Sim. Então, como que você não entra no relativismo aí da lógica para apoiar o que você quer, entende? Sim. É, arte é outração, não é arte no sentido moderno, tá? sentidor aristotélico. Mas enfim, eh, sim, a lógica ela ela captura certas realidades, certas verdades a respeito Do mundo e não há espaço para
relativismo nesse nesse aspecto. Existem coisas que podem ser relativas, mas existem coisas que não podem ser relativas, como por exemplo os princípios que eu te apresentei. Por que não podem ser relativos? Tem como algo ser uma onda e uma partícula ao mesmo tempo sobre o mesmo aspecto? É impossível que isso aconteça. Tem gente que debatendo esse tema, esse assunto. Isso é uma coisa Impossível que aconteça. Eu digo isso sem entender nada de física quântica. Acho que um físico quântico até diria: "Não, mas nem um físico quântico sério defende que sim." Sim. É a mesma mesma
coisa. Desculpe interromper, mas é a mesma coisa que você tinha dito, né? A física ela estuda basicamente a matéria e tal, né? Sei lá. Agora você não pode pegar a física e tentar estudar a metafísica com a física, né? Exatamente. Não. Eh, e mais do que isso, não tem Como um uma verdade física refutar uma verdade metafísica, porque ela é uma ciência que é subalterna, né? É inferior à metafísica. E inclusive por isso que eu digo, se por algum método experimental, por algum método científico, a física chegar à conclusão de que tem algo, é de
que o princípio de não contratação é falso, por exemplo, de que eu tô tentando relativizar isso, cara, mas tá difícil. Então, cara, não tem como chegar à conclusão de que tem como a onda, a coisa ser onda e partícula ao mesmo tempo. É mais provável que a física tenha se refutado do que tenha refutado a lógica. Sabe por quê? Porque a própria física usa usa a lógica para chegar nessa conclusão. Talvez você pode dizer que a física, quer dizer, que a metafísica não existe, né? E tudo é matéria, sei lá, e a física consegue chegar
assim, né? Então é que aí também tem uma concepção meio equivocada do que é metafísica. Metafísica não é o estudo espiritual, como algumas pessoas pensam. Isso a gente poderia chamar não de metafísica, mas de mais de suprensível. né? A origem histórica do termo metafísica é simplesmente porque era um livro que na ordem da dos livros de Aristóteles era depois do livro de física. Ele que criou também a meta, entre aspas, né? Sim. Ele chamava de Filosofia primeira. Mas o Alexandre de Afrodisias, quando ele organizou a obra de Aristóteles, ele colocou o livro de metafísica depois
da física. Ele deu o nome de metafísica só porque é o livro depois da física. Opa, perdão. Então, eh, a origem histórica do termo é só isso. E as pessoas foram construindo outras coisas, certo? levando então como base que existem algumas verdades lógicas, né? Eh, a lógica pode alcançar a verdade Necessária, necessariamente. Beleza, pode ter algumas verdades, né, lógicas assim, mas sei lá, a verdade absoluta não tem como você alcançar com a lógica, né, necessariamente. Eh, a lógica, a não ser o escopo de verdades, lógicas bem abstratas, como os princípios que eu te trouxe, ela
não trata de outras verdades. as verdades da biologia, da física, etc. A lógica, ela se reduz ao seu escopo. Agora, a lógica, Ela pode ser usada como instrumento para essas outras coisas. Tem como um machado destruir todas as árvores do mundo? Não tem como. Tem que ter um lenhador para usar o machado e fazer isso. Então, tem como a lógica provar a verdade absoluta? A lógica não faz nada. Quem faz é o lógico, é o artista lógico, é o cara que usa a lógica para esse fim. Então, tem como você usar a lógica para isso?
Acredito que sim. A lógica foi criada pelo ser humano ou ela já existe no Universo? Ela foi descoberta pelo ser humano. Não faz menor sentido pensar que ela foi criada pelo ser humano. Todas todos os padrões que nós temos do da lógica, como o princípio de não contradição, como nós vimos, eles são perfeitamente observáveis na natureza. Então não faz sentido você atribuir isso a uma a uma característica do raciocínio humano, não. A natureza funciona dessa forma, mas essa é a nossa concepção, né, Do homo sapiens da natureza. Não se trata de uma concepção, se trata
de uma uma captura da realidade da coisa. Então, mas por exemplo, a gente é limitado aos nossos sentidos, né? Quer dizer, eu não eu não tô vendo aqui raios de, sei lá, outra violeta, essas coisas assim, passando aqui radiação e etc, certo? Sim. Quer dizer, a lógica, ela não necessariamente a lógica, mas as concepções que a gente tem sobre a Realidade não são verdadeiras, né? Porque nosso sentido, de acordo com nossos sentidos, porque nossos sentidos são limitados. A gente tem lentes, certo? Eles são limitados, filtram o que a gente consegue perceber da realidade, né? Tá,
mas o que a gente percebe existe. Isso também é uma discussão, não é? Não, não vejo. Por não vejo como discutir isso. É como a gente conversou mais cedo, muita coisa na filosofia moderna é Uma discussão, mas muita coisa não deveria ser uma discussão. Na hipótese de que estamos numa simulação. Sim. É, esse esse é um ponto bem curioso, inclusive, se a gente está na simulação, a gente existe e o isso daqui é real, a gente existe. A gente existe, com certeza ponto de vista lógico. Do ponto, então, do ponto de vista lógico, sim. Mas
qual que é o meu grande problema com essa teoria da simulação que eu já comentei Outras vezes? É, os inclusive meus colegas católicos ficam bravos comigo quando eu digo isso. Mas é o seguinte, não tem como você refutar que nós não estamos numa simulação. Nós estamos numa simulação, melhor dizendo, não tem como provar que a gente não que a gente não está. É impossível. Porque, vamos supor, você constrói o argumento mais sofisticado do mundo para provar que a Gente não está numa simulação. OK? Mas e se a construção do argumento faz parte da simulação? E
se a sensação que você tem da razoabilidade do argumento é uma sensação implementada por um grande simulador, não tem como refutar essas possibilidades. Na verdade, pouquíssimas coisas tem como a gente provar definitivamente e refutar definitivamente, mas a gente consegue ter um bom grau de certeza e convicção De que não é uma simulação. E mais, a gente consegue ter uma espécie de confiança prática, porque ninguém vive como se fosse uma simulação. Na prática, todo mundo contraria essa tese todo dia. Exato. Quer dizer, o cara que acredita nessa teoria, mesmo assim, ele ele leva uma vida normal,
entre aspas. Normal. Como diz o Ariano Suçuna, né? Todo mundo é cantiano até aparecer uma onça. É exato. Mas aí o cara não tem apego ao que ele realmente acredita, né? ou ele Nem acredita de fato. Eu acho que não tem nem estruturalmente como você ter apego a isso, entendeu? Ah, cara, acho que tem. Esse é um, esse é um fenômeno que o professor Olá de Carvalho chamava de paraláxe cognitiva. Eh, perdoem os os Olavetes se eu não definir da forma mais perfeita, mas resumidamente a ideia é quando a sua própria experiência, a sua própria
vivência contradiz o que você tá falando. Então, estruturalmente, não tem Como você defender a simulação, porque não tem como você viver a simulação, como se fosse uma simulação. Ah, você pode abraçar a falta de sentido da sua vida e se tornar um absurdista, entende? Sei lá. É, você pode assumir que o o você pode assumir que a vida não tem sentido, você tá dentro da simulação, então eu vou aproveitar a vida da melhor forma, com prazeres edonistas e etc. É uma forma, Né? Sim. Mas a ausência de sentido não não não prova a simulação. A
gente pode estar num mundo que não é uma simulação e não tem sentido. Não, eu falo ele viver com a concepção dele, né, de que ele está na simulação, então ele vai viver daquela forma. Entendi. É, mas eu não vejo ainda assim na na prática cotidiana, se ele ver, sei lá, vamos supor, essa pessoa tem uma mãe, se alguém apresentar alguma ameaça à mãe Dele, ele vai viver como se a mãe dele existe. Os sentimentos, o afeto dele vão trair ele. Se ele tiver um filho, ele vai viver como se o filho dele existe. Ele
vai proteger o filho, vai proteger a mãe. Então, na prática, você não consegue se libertar disso. uma coisa estrutural, uma coisa somática mesmo do nosso corpo. Mas vamos falar que ele se apegue à mãe dele ainda, né? Mesmo acreditando que ele está na simulação, só que ele tá jogando o jogo Dentro da simulação. O jogo eu falo o jogo da vida, né? Sim. Então assim, eu adoro esse assunto, cara. Vamos falar que ele se apega à mãe dele, mesmo que que teoricamente para ele a mãe dele não existe. Porém, ele ainda sente, né, esses prazeres
na cabeça dele, no cérebro, etc. Então ele vai buscar salvar a mãe dele, entende? Só pelo jogo. Exato. Cara, me desculpe, mas Existe uma grande diferença entre o que nós, a versão que nós contamos para nós mesmos do que aconteceu e o que realmente se passou ali naquele momento. Ele pode construir toda essa elaboração posteriormente de que, na verdade, eu só estava jogando como jogador um jogo, mas na prática ele estava efetivamente muito preocupado. Então, na prática o que ele viveu contradisse o que ele acredita. Não entendi. Bom, ele viveu como se a vida fosse
uma Verdade, né? Uma simulação. Mas por que ele viveu como se fosse uma verdade? Essa é uma concepção nossa, né? Porque ele teve um ato de crença de que a mãe dele existe. Por quê? Porque ele quis defendê-lo, mas ele não pode defender uma mãe que não existe. Tem como você, tem como você, vamos supor, vamos, a gente, vamos fingir que tem uma pessoa imaginária aqui. Tem como você ativar todos os seus Instintos de proteção uma pessoa imaginária sem acreditar que essa pessoa imaginária existe? Não tem como. Você só protege se você acredita que a
pessoa existe. Pode vir um hipnólogo e fazer você acreditar que existe essa pessoa, mas então você acredita que ela existe. Isso não é uma concepção nossa. de que a gente só defende o que é real. Como assim, cara? Por exemplo, alguém poderia defender que alguma coisa que Não existe, né? Como assim? Que existe, sei lá, só na minha cabeça defender que existe essa coisa. Sim. Então, sei lá, eu falo que tem um um tubarão com pernas do seu lado, aí você fala que não, eu posso defender ele. Você pode defender que existe, mas poder a
gente pode muita coisa. Exato. Da mesma forma que ele defende a mãe dele que não existe, né? Ele pode defender. Pode defender. A gente pode defender o que a gente quiser. Mas então, eu posso defender que a terra é plana. Eu posso defender que o COVID não existiu. Depois você corta essa parte. não dá problema para você. Eu posso defender a princípio qualquer coisa. O que a gente distingue é o nível de fundamentação dessas nossas defesas, o nível de evidência dessas nossas defesas, certo? Mas na concepção dele, Ele pode acreditar que ele tá na simulação
e mesmo assim defender a mãe dele. Não faz sentido. Como eu disse, ele pode dar essa explicação posteriormente, mas da perspectiva lógica, se ele está naquele momento mesmo, por exemplo, ele acredita que existe uma, vamos colocar dessa forma, existe uma parte da mente dele que tá dentro da simulação e uma parte que poderia sair, vamos colocar assim, tudo bem. Mas no momento em que ele Estava ali acontecendo um ato de perigo pra mãe dele, ele estava completamente absorvido nessa mente dentro da simulação. E essa mente dentro da simulação acreditou naquele instante que a mãe dele
existe. Então, nesse instante ele mesmo agiu de forma contrária ao que ele diz acreditar. Não tem como dizer que não é o contrário. São atos contrários. Sim. E você imagina que não acredita que nós estamos numa simulação, né? Não acredito. Eh, infelizmente no nosso mundo, com as nossas condições intelectuais, é muito mais fácil acreditar em coisas do que provar que elas são verdadeiras. Uhum. Então, se não existisse câmera aqui, eh, não teria como a gente provar para todas as pessoas que estão assistindo que tem um uma garrafa na minha Frente. E, no entanto, eu tenho
certeza que existe uma garrafa na minha frente. Então, e essa discrepância entre aquilo que eu posso acreditar e aquilo que eu posso provar é uma coisa que é insuperável. Então, por mais que não dê para refutar a tese da simulação, eu não posso, eu não consigo acreditar na simulação. Não tem como provar logicamente que ela não aconteceu, que ela não existe, mas não tenho melhores motivos para Acreditar que ela existe. Não tenho bons motivos para acreditar que ela existe. Então, por que que eu vou acreditar numa coisa que pra minha vida não vai ser bom?
Enfim, sim, você pode achar que para algumas vidas pode ser bom. O fato é que existe que existe a caverna de Platão, né? A simulação poderia ser uma das hipóteses que é fora da caverna. E aí, por exemplo, a religião vai dizer que, sei lá, puxando O cristianismo, que tá fora aqui é, sei lá, não entendo muito do assunto, você vai me corrigir, mas o céu, o inferno, etc., né? São essas coisas além do mundo, do universo que a gente tá. Tá? Então, da mesma forma que não é possível você acreditar numa simulação que está
fora desse escopo, né? Não, a chance não é tão alta. Nesse mesmo sentido, acreditar na religião Também não é, né? Eh, isso é bem diferente, porque tipo, seria fé. Então você pode colocar as duas coisas como atos puramente de fé, né? Mas existem graus de prova ou nem provas, mas argumentos que sustentam essas coisas. Então, para mim, a tese da simulação é o que eu colocaria com uma tese simplesmente Inverificável, ou seja, não tem como você provar que é verdade, mas também infalciável, não tem como você provar que é falso. Então, uma tese que do
ponto de vista científico moderno é uma tese despreziva. Não tem como você falar sobre isso, não tem nem como provar, nem como refutar. O que que você vai discutir? Não seria a mesma coisa da religião. Então, esse é o ponto, não? Eh, as teses religiosas, por mais que muitas vezes possa ser difícil refutar Ou difícil de provar, elas têm algo na natureza delas que permite a gente pelo menos chegar próximo disso. Então, vou dar um um exemplo fácil assim para você. Não veja, não estou dizendo que isso é uma prova de que o céu existe
ou de que o inferno existe, mas é uma linha de raciocínio que torna razoável que exista, pelo menos. Então, por exemplo, a ideia de que eh pode existir um Deus que que é bondoso e esse Deus bondoso e Justo, ele necessariamente precisa exercer a sua bondade e a sua justiça. e as pessoas boas e as e as pessoas más dadas à justiça divina, elas precisam ser devidamente eh receber os seus devidos resultados pelo pelo que elas viveram durante a vida. Então você teve uma vida justa, você vai ganhar uma recompensa por isso. A gente nem
precisa falar em termos de céu, um céu perfeito, uma vida eternamente perfeita, uma coisa mais Simples, mas uma recompensa. E se você vê uma vida má, você vai ser prejudicado por isso. Então você tem uma estrutura teológica que pelo menos é razoável e tem boas pistas pra gente acreditar que é dessa forma. Por que boas pistas? Quais são? Como essa que eu acabei de trazer, por exemplo, o partindo da premissa do Deus bom, né? Agora, como que a gente prova a bondade de Deus? Eh, existem diferentes maneiras de acreditar nisso, mas eu, por exemplo, Acredito
em Jesus Cristo. Mas é entrar na fé, né? Não na necessariamente na lógica. Primeiro que não são coisas contraditórias e segundo que mais coisas que a gente acredita com base na fé do que a gente pensa. A gente acha que é muito mais eh razoável do que realmente somos. Mas eh eu tenho argumentos para acreditar em Deus, em Jesus. Não são argumentos, provas definitivas de que Jesus é Deus, mas são argumentos que Tornam razoável que Jesus seja Deus. Então, sim, eu uso a lógica para acreditar nisso. Não é por argumentos históricos que Jesus de fato
existiu, etc. Jesus existiu, Jesus fez milagres na frente de multidões, etc. Mas assim, que nem a gente estava falando, você parte do pressuposto de que Deus é Deus existe, ele é bom. você já tá pulando várias, já tá tirando como como uma um preconceito já para você puxar para lógica de Que se Deus existe, ele é do bem, ele recompensaria pessoas boas e não recompensaria pessoas más. Certo? Certo? Você já não pulou muitas etapas aí nesse sentido, nessa nessa afirmação, se desempate. Muitas etapas de raciocínio para chegar nessa conclusão. Sim, de certa forma é uma
síntese do raciocínio, né? Com certeza. A gente precisaria até aí sim de um canal, de um papel e caneta para formalizar bonitinho o logismo, o argumento que nos leva até Essa conclusão, com certeza. Mas em síntese é um bom resumo, não é um mau resumo. Porque a ideia é Deus, ele é onipotente, ou seja, ele pode fazer o que ele quiser, tem todo o poder. E Deus é bom. Por que que Deus tendo todo o poder e sendo bom, ele não faria o bem? Exato. Entendeu? Depois a gente fala isso. Paradoxo de picuro, né? Isso.
E mas assim, para você, a lógica é uma prova mais ou menos que Deus existe? Não, novamente, a lógica é um instrumento. Você pode usar esse instrumento para provar que Deus existe, quanto para usar que não existe. Tanto o ateu quanto o teístão usando a lógica nos seus argumentos. A lógica em si mesmo não prova nem uma coisa nem outra, tá? E no caso, voltando à pergunta lá, eu gosto muito desse assunto, né, cara? Claro. Vamos. Mas assim, por que é Diferente então você acreditar no Deus da religião do que, por exemplo, na simulação? Você
disse isso, né, da questão, ah, se existe um Deus bom, mas aí você já tá partindo pressuposto. Sim. Então, voltando a pergunta, por que é diferente? Tem como não partir de pressupostos? Aí você que vai me dizer. Aristóteles responde isso. Não tem como não partir de pressupostos. Toda a demonstração, todo argumento parte de um de uma Base. E é por isso que a condição de um cético pirronista absoluto é condição de alguém que está paralisado. Se você não quer ter base, você não vai chegar em lugar nenhum mesmo. E aí sinto muito. Então você tem
que assumir bases. Não existe essa de pensamento crítico como pensamento sem bases. Tem que partir de algum lugar. Mas a base precisa ser lógica, né? Precisa ser lógica. Tipo, não posso chegar aqui e falar que essa caneta é um navio voador. Sim, né? Sim. Porque entra na questão da identidade, etc., né? Sim. Então, qual que é a base lógica para dizer que Deus é do bem, por exemplo? Ã, vamos lá. Partindo do pressuposto que ele é onipotente, oniscente, etc. Meu ponto nessa questão era o seguinte: tese da simulação, uma tese infalciável e inverificável, uma tese
que sobre a qual não tem o que se discutir, não dá para falar nada sobre isso. Tese cristã, por exemplo, de que Deus é bom, amoroso, etc. É uma tese que dá para discutir sobre isso do ponto de vista racional. Tem bons argumentos pró e contra. Isso quer dizer que eu estou dizendo que existem uma existe uma prova de que Deus é bom. Não tô dizendo isso. Eu tô dizendo que existem bons argumentos que nos conduzem a à probabilidade disso, embora existam bons argumentos contra também, né? Eu mesmo, eu acredito em Deus e na sua
bondade por Fé, mas é perfeitamente possível que alguém acredite por meio da razão. Eu, se refutarem todos os argumentos cristãos, eu vou continuar acreditando no Deus cristão. Mas não quer dizer que não existam argumentos lógicos para aprovar esse Deus. Então o exemplo é a quarta via de São Tomás de Jaquino, chamada via da perfeição, né? Que em síntese a ideia é você observa que os diferentes entes eles têm graus de perfeição diferentes. E o que é ter graus de participação se não participar de uma perfeição absoluta? Então necessariamente deve existir o perfeito absoluto. E esse
perfeito absoluto nós podemos chamar de Deus. Resumidamente, de forma simplificada, essa é a tese dele. Legal. Entendeu? Então existem argumentos em favor disso. Eu não conheço um argumento razoável em favor da simulação. Tem aquele de que se a gente é uma civilização aí que Atingiu, sei lá, potencial de crescimento tecnológico há pouquíssimo tempo, vamos colocar aí 2500, 3.000 anos, né? Porque antes disso a gente só era nômade e tal, etc. você tem esse papo todo. Se em 3.000 anos a gente conseguiu já fazer isso, a gente já tá conseguindo fazer simulações, né, computacionais e o
nosso nível lá de computação tá aumentando, né, Praticamente dobrando a cada dois anos aí alguma coisa assim. tem a Lady More lá. Eh, a chance da de ter milhares de, sei lá, milhões de simulações daqui alguns algum tempo, sei lá, alguns séculos, é muito grande. Na verdade, é o que os dados dizem, né, que pode acontecer. Ciente disso, olhando o tempo do universo e tudo mais, etc. E o tempo, tirando desse universo que seria a nossa simulação, Né? Mas o universo fora, qual que é a chance de nós não sermos uma simulação se nós mesmos
eh já estamos criando novas simulações, entende? Daqui um tempo. Entendi. Então a ideia é se pouco tempo a gente conseguiu. O universo existia há muito tempo, então por que não outras pessoas não conseguiram também e estão simulando a nossa realidade? Isso é interessante porque esse argumento parte da premissa justamente de nós não estamos numa Simulação. Por quê? que parte da premissa de que não, mas é o que eu falei, não o tempo do nosso universo, né? Mas o tempo do universo fora da caverna, né? Então, mas qual que é o tempo do universo fora da
caverna? A gente não tem acesso, né? Sim, a gente não tem acesso. Você tá usando dados do nosso mundo entre hipoteticamente eh simulado para concluir que estamos numa simulação. Não Faz sentido. É verdade. Só se você assumir que existe esse mesma quantidade de tempo fora da simulação, né? É. Você você tá partindo do pressuposto, né? De um pressuposto que você tirou daquele lugar. Sim. Sim. Cara, mudando de assunto, eh, eu queria saber como a gente pode identificar assim uma pessoa que tá usando uma argumentação de má fé assim, sabe, para tentar manipular alguém ou enfim,
existe Algum passo a passo pra gente identificar isso nas pessoas? Bom, se a gente abrir internet hoje em dia, o que a gente mais vai encontrar é debates ruins. São debates ruins, né? Eh, inclusive aproveito o ensejo aí para convidar todos vocês, você também para assistirem o nosso quadro que nós criamos recentemente, que é o disputácio, que é um quadro que por meio da lógica pragmática a gente quer tentar restabelecer debates de alta qualidade, Debates com rigor lógico. Eu vi que você ia fazer com o Coraça, né, Eduardo Coraça lá. Isso. E com o Gabriel
Eg na Entropia já fizemos já, pô. Que massa. Deve ter sido masso. Foi legal, cara. Aconteceu terça-feira passada, acho. E tá no seu canal. tá no meu canal e eu realmente convido porque não é uma questão só de ser beneficiado. Eu acho que o Brasil precisa de um quadro assim, sabe, de debates rigorosos, eh, que não é essa bagunça, Entendeu, desses podcasts. É, aqui a gente fez um e foi bagunça. Foi bagunça. Então, inclusive depois me dá umas dicas, pô, no final. Tá bom, claro. Inclusive, quando quiser me chamar, se quiser me chamar para mediar
um debate aqui, eu posso mediar sem problemas. Pô, que massa. Mas enfim, eh, então assim, nosso cenário de debates horríveis, de debatedores horríveis, você sempre vai encontrar argumentos muito mal feitos. E esse é o papel da lógica, tá? Na lógica a gente distingue eh paralogismo, palácia e sofismo. Eh, paralogismo e sofisma são falácias. O que que é falácia? é um argumento enganoso, digamos assim, um argumento problemático. Mas qual que é a diferença entre o paralogismo e o sofismo? O paralogismo é um argumento errôneo, logicamente, mas sem a intenção de enganar, sem, ou seja, um erro
Acidental. Errou sem querer, igual o argumento que você trouxe aí da Matrix aí, você errou sem querer, você não quis me enganar. Sofismo é maquiavélico. O sofismo é maquiavélico. Sofismo é intencional, né? Então existem esses dois tipos de argumento. Agora, como identificar se a pessoa é mais intencionada? Cara, intenção é uma coisa que pertence a psicologia, não a lógica. A lógica se preocupa com o seguinte: é falacioso, é um argumento errado. Errado, então destrói esse argumento. Ah, mas foi intencional ou não? Não interessa. O argumento tá tá errado. Tá, mas aí como identificar então? Bom,
eh, isso não é uma coisa que dá para você ensinar em 5 minutos no podcast. é uma coisa que exige estudo da da lógica, né, uma ciência chamada lógica. Então, eh uma forma curta de de conhecer isso aí é estudar as falácias, conhecer as as Falácias. A gente pode falar das principais falácias se você quiser, mas é fazer um estudo das falácias. E a forma mais longa é você estudar realmente a lógica, obter essa formação lógica, que é o que indico universalmente a todos. Uhum. Então é necessário ter essa ter essa base, sem dúvidas, né?
Dominar mesmo a a na lógica a gente estuda a estrutura do argumento perfeito ou as estruturas dos argumentos perfeitos. Você precisa Conhecer essas estruturas para conseguir validar se os argumentos são perfeitos ou não. Então não tem como resumir. A busca pela verdade exige esforço, né, cara? Sim, certamente. Não adianta você querer atingir a verdade sem ler muito, né? Sem estudar muito. Sim. Mas assim, falando então dessas falácias aí principais, quais são? Bom, eh, tem até um vídeo no meu canal para sair sobre a falácia do acidente. Essa em Específico, eu acho que é uma falácia
que é muito cometida. e de com pequenas variações assim de diversas formas diferentes. Se relaciona com o que a gente viu lá sobre essência e acidente, né, que nós vimos do cachorro do do marrom. E a ideia é basicamente considerar algo que é acidental como se fosse essencial, ou seja, algo que é contingente como se fosse necessário. Então, Eh, um exemplo bem bobo assim, só para só para entender, eh, Hitler cortava o cabelo e era nazi. Bolsonaro corta o cabelo, logo Bolsonaro é nazi. Então o cortar cabelo é uma coisa absolutamente acidental em ser nazi,
não tem, né, uma relação direta de uma coisa com a outra, né, e até mesmo, sei lá, aplicando a ideia do patriotismo, tá tudo bem, todo nazi é patriota, talvez, mas todo patriota é Nazi, não. Então você pega algo acidental e toma como se fosse essencial. E na academia tem bastante disso também, né, dessa falácia sendo cometida disso, com certeza. Por quê? Adianta você ser um especialista em cientista político e você não entender eh logicamente porque que esse argumento é errado? Não adianta. Acho que esse é o principal razão pela qual esses erros são tão
cometidos. Quer falar de mais uma Falácia? Vamos aí fala umas três assim, cara. Acho que é um bom conhecimento para para entender. Legal. Eh, existe uma falácia muito clássica também, que é falácia da homonímia ou falácia da equivocidade, que consiste em tomar eh palavras com significados diferentes, como se tivessem o mesmo significado, só porque é a mesma palavra. Então, por Exemplo, deixa eu tentar pensar num num bom exemplo. Manga. É, manga, mas eu queria um exemplo, né, tipo mais que as pessoas caem mesmo, sabe? Sim, sim. Então, tipo, por exemplo, me veio que eu lavo
de Carvalho. Quando o Lavo de Carvalho falava de de comunismo, ah, fulano é comunista, não sei o quê. A concepção que ele tem de comunismo é uma coisa, é como um movimento ideológico. E quando, sei lá, o aquele radialista da Jovem Pan, acho Esqueci o nome, Marco Antônio Vila. Eu acho que ele era da Jovem Pan, não sei. Marco Antônio Vida, quando ele fala de comunismo, ele tá falando de um eh de um sistema de ideias. Então, quando Olavo fala que fulano, se Lula é comunista, ele tá falando que Lula está integrado num movimento histórico,
sociológico, etc., que caminha em direção ao comunismo. Quando Marco Antonovila tá chamando, tá dizendo que Lula não é comunista, ele tá falando De um sistema de ideias. Ou seja, é a mesma palavra, mas são coisas diferentes, que uma coisa é você acreditar em todas as teses que estão contidas na ideia do comunismo, outra coisa você estar trabalhando em prol de um comunismo sem saber que você tá trabalhando. Então, eh, quando você faz essa confusão, você cai numa falácia da homonímia. Essa é outra falácia. Bom, tem muitas falácias, sei lá. Eh, podemos falar em falácia da
composição e divisão. Eh, ela pode ser sintetizada pela pelo seguinte exemplo. Então, esta máquina tem peças leves, logo esta máquina é leve. É perfeitamente possível que uma somatória de partes leves forma uma coisa pesada. Então, poderá ser resumida como a falácia de predicar algo do das partes Ao todo de forma lista. Em que exemplo assim, porque isso é meio óbvio, entre aspas, aí pra maioria das pessoas, mas pessoas utilizam essa falácia também para argumentos assim, utilizam com certeza. tentar pensar em um exemplo aqui. Eh, bom, primeiro exemplo a gente vai desenvolvendo, mas primeiro exemplo que
me vem a mente é, por exemplo, em relação a um time, um time de futebol, ele pode ser muito bom, tendo só Jogadores medianos, porque o que consiste na bondade do time não é o que consiste na bondade do jogador. A bondade do time consiste numa certa sintonia do dos jogadores e tudo mais. Então, o time pode ser bom enquanto as as suas partes não são tão boas. Uhum. mesma coisa você pode aplicar a nível sociológico, né, sociedades. Então, eh, uma sociedade, ah, por exemplo, né, eh, muitas pessoas tentam julgar o Cristianismo pela coleção de
maus fiéis que nós temos e, o que é, infelizmente, uma verdade. Então, pastores, padres, pedófilos, etc. Hum. Mas você tá jogando todo pelas partes. É uma predicação, uma passagem lista, né? Se se no cristianismo tiver só um uma pessoa que acresça de verdade, o cristianismo permanece íntegro, que ele não é feito da somatória das suas partes, ele é feito de certas ideias, certos valores. Então essa outra falácia, cara, É muito massa, velho. Muito massa mesmo, assim que você vai estud vai entendendo isso, né? Pô, me deu mais curiosidade para buscar entender isso, velho. Fala, inclusive,
aproveita o gancho aí, fala do seu do seu curso aí pro pessoal. que quer, sei lá, aprender lógica. Você tem um curso, né, onde você ensina isso? Tenho. Eh, o nosso curso de lógica atualmente é o Academia de Lógica. Eh, Academia de Lógica é um curso que tem duas partes, né? Ele tem Uma parte introdutória, uma parte mais completa. Você deixa aberto ou é lançamento? Assim, o, a parte introdutória é aberto. A parte mais completa é lançamento, né? Porque qual que é a minha ideia? Como eu disse, a lógica, ela é uma disciplina que ela
sempre foi estudada na escola. no ensino médio, entre aspas, das pessoas durante a Idade Média. E assim como você, né, que frequenta a escola, você a pessoa que tá assistindo que frequenta a Escola, teve uma formação em matemática, por exemplo, mesmo que não tenha sido boa, teve uma formação em matemática, aprendeu o sistema geral assim da matemática. Eu acredito que você deveria ter tido uma formação lógica também na escola e até mais importante do que muitas coisas que a gente vê na escola e você não teve. Então, um pouco do que eu busco com academia
de lógica é te dar essa formação que você perdeu, você foi privado de ter acesso na escola e você Pode ter agora por meio da nossa formação completa. Então, a academia de lógica, como eu disse, ela tem uma parte que é só introdutória, que é mais barata, tudo mais, para quem quer só experimentar e para quem quer o pacote completo, aí tem que esperar o lançamento, né? Já dou spoiler pro pessoal do do podcast que vai acontecer no dia vai vai acontecer em julho, o próximo lançamento da academia. Mas se você comprar sua a parte
Introdutória, você tem prioridade para entrar na na academia completa. Então esse nosso curso de lógica. Você me manda o link, eu vou deixar na descrição também. Muito obrigado. Pô, você falou da da educação, né, nas escolas. O que que a lógica diria exatamente, Vctor, da educação brasileira? Cara, eu peguei alguns dados assim e é bizarro, né? Parece que apenas um em cada 10 alunos brasileiros aí sabe interpretar bem um Texto, né? De acordo de acordo aí com a INEP SAEB 2021, sei lá. E também parece que o Brasil investe cerca de 3.800 aí por aluno
anualmente, né, no ensino fundamental. Isso é mais do que alguns países como a Colômbia e o Peru, mas tem resultados piores, né? Fonte aí do Banco Mundial. Eh, o que que você vê na lógica, a relação, né, da como a lógica Vê exatamente a educação brasileira, cara? O método que é utilizado, eh, não aprender também a lógica na na educação, né? Quais são os problemas disso, tá? Eh, primeira coisa é que a forma como essas coisas são ensinadas não é interessante. Cara, existem muitos, muitas camadas de problema. Bom, vamos dar um passo anterior. Primeira camada,
eu acho, a estrutura de matérias da grade de aulas não é boa. Faltam disciplinas como Lógica, talvez finanças, faltam alguma coisa de psicologia, acho que é relevante, ainda mais no nosso século. Então, a grade, né, a própria estrutura pedagógica não é boa, no sentido de que você pode ter um professor brilhante, ele tá limitado para uma mais estrutura. Segundo, os professores não são bons. E aí entra os dois pontos. Primeiro, eh, estimular interesse no aluno. Eu acho que isso é uma Deficiência muito grande, né? Eu mesmo, eh, tipo, sempre tirei notas péssimas porque eu nunca
tive interesse na escola. Eu matava aula para estudar em casa ou ficava durante a aula lendo, porque não tinha interesse da forma como era ensinado. Então, interesse é muito importante e ainda que se tivesse despertasse o interesse, a forma como ensinada é ruim, porque os professores não conhecem tão bem as suas áreas. E acho que é principalmente nesse aspecto Que entra a importância da lógica do professor eh adquirir a um domínio por meio da lógica como instrumento da sua própria disciplina e conseguir passar isso pro aluno de uma forma mais ordenada, de uma forma mais
até interessante. Então acho que é um eh tem muitos graus assim de problema, sabe? Uma coisa que eu vejo como uma pessoa que estudou, né? Eh, claro que eu estudei em escola particular, né? Não tem como comparar, Mas assim, eu não mesmo em escola particular, cara, eu não acho interessante o método de ensino, sei lá, parece ser algo maçante, eh, enlatado e que não utiliza as melhores, os melhores métodos de estudo, né? Uma, uma não é uma prática baseada em evidência de como você estuda melhor forma, né? Quer dizer, você vai lá, aí o professor
te ensina, você anota, faz o dever de casa, depois você vai lá, faz a prova e Beleza, você tirou 10, mas daqui um tempo você esqueceu tudo, né? Então assim, não é otimizado para ficar na memória dos alunos, né? É literalmente ali realmente só para, sei lá, passar no vestibularário, etc. uma preparação, métodos de estudo como eh os flash cards, né, por exemplo, seriam muito melhores na minha visão, cara. Como que você vê esse método de estudo assim mais enlatado? Eh, eu acredito que todo método de Estudo, primeiro que eu sou meio pluralista, eu acho
que existem muitos métodos de estudo e devem existir, porque são feitos por professores diferentes com personalidades diferentes e para alunos diferentes com personalidades diferentes. Então, acho que não existe um método perfeito. Eh, mas todo bom método, ele deve ter duas coisas. Primeiro, um bom ensino do da matéria, né? Ou ensinar corretamente, ensinar bem e segundo despertar Interesse, né? Então você pode ter um professor ferrado assim na na universidade você tem muito isso, o cara é pós-doutorado, não sei o quê, mas a aula dele é maçante, é chata, não desperta interesse. E também tem um oposto,
o cara que desperta muito interesse, mas o discurso dele é vazio, é vácuo, né? Não tem, não diz nada de substancial. Qual que era a pergunta anterior mesmo? Perdão. Do sistema de ensino Eh de memorização, etc. Ah, memorização. Tá. É, então assim, eh, eu considero que o interesse é uma coisa fundamental, inclusive pra memorização, né? Eu também tenho um curso de memória, né, o Artes da memória, em que a gente ensina técnicas memônicas que são usadas desde a Idade Média, desde da antiguidade, aliás, eh, justamente por estudantes para reter o conteúdo que estudavam e tudo
mais. E um dos componentes centrais tá dentro nesse Da lógica ou não é outro separado. É, não, a gente tem o curso Arte da Memória separado, mas na versão mais completa da academia contém esse curso também. Eh, e um dos fatores centrais da da boa memorização é precisamente o interesse, é o envolvimento afetivo com aquilo, a motivação, né? A motivação. Exatamente. S. Tomás aqui no elenco quatro princípios que ajudam a memorizar. Primeiro, nossa, São Tomás de Jaquino Tem até obra disso, cara. Tem Santo Tomás de Jaquino, Aristóteles, tem obra sobre tudo que você imaginar. Então,
ordem para você organizar o conhecimento, um uma das coisas, segunda coisa, interesse, envolvimento afetivo, emocional, inclusive é provado neurocientificamente hoje em dia. Eh, os eh associar essas essas coisas que você quer memorizar a certas certos princípios basilares, né, certos certas Coisas bases assim. Então, tipo assim, como se você relacionasse tudo que você estuda a uma coisa específica que partindo dela você consegue chegar em todo o resto, né? E aí ele eles isso faz parte da técnica antiga, mas principalmente usar imagens para memorizar as coisas. Então, usar criar imagens mentais para criar associação para memorizar as
coisas. Aquela técnica do palácio, né? Palácio mental. Palácio mental, onde você vai andando pelo Palácio e, sei lá, você imagina que você anda paraa frente e paraa esquerda e você se encontra com uma fórmula matemática, sei lá. Exatamente, né? É, só que o mais indicado não é você se encontrar com uma fórmula matemática, não. Claro que é abstrato, né? Sim. É você encontrar com uma imagem que você consiga de alguma forma relacionar com a fórmula matemática e tipo fazer uma analogia ali e se lembrar da fórmula, né? Essa é a ideia. E, pô, parece que
Cada vez mais que a gente aprende mais coisas, né? né? Já veio um especialista aqui em memória e tal aprendizado e ele falou que quanto mais você aprende, mais você aprende mais rápido, porque você faz links, né? Então, por exemplo, eu vou lá e estudo xadrez, depois eu vou lá e estudo filosofia, de certa forma, pensando assim, eh, pensando assim, não tem muito link, né? Mas se você for for ver, você vai ter Outras compreensões ali dentro da filosofia com a ajuda que você teve estudando xadrez, né? Perfeitamente. Tem temos uma aula no arte da
memória que chama memória e cosmovisão. Nessa aula eu falo precisamente sobre isso, mas aí é principalmente para estudantes mesmo, né? pessoas que têm essa vocação ao estudo que eu falo sobre você formar uma cosmovisão e usar isso de recurso memônico. Então você estuda física, Outro dia você está economia, outro dia você tá estudando psicologia, começa a pensar sobre as relações dessas matérias, sobre como elas se relacionam, começa a tentar formar um sistema geral que contempla todos os seus conhecimentos em todas as áreas. Se você faz isso, quando você tá estudando física, você pode cair numa
via ali memorativa e lembrar de uma coisa de economia. Porque tá tudo relacionado na sua cabeça, entendeu? Então isso é uma Dica bem importante, pô. Sensacional. E aí, só para finalizar a exposição do Santomá aqui, na quarta dica que ele dá é a repetição, né? Ficar repetindo aquela informação que no flash card tem isso. Nossa, ele caramba, velho. E na época não tinha um estudo sobre isso, né? Tipo assim, foi meio que é, não, isso é observação, uma observação mesmo, sim. E é nítido assim os dados que a gente tem hoje de que isso funciona
muito bem. E detalhe, tá? Essas essas dicas são de Aristóteles, não é verdade? Então, é mais antigo que São Tomás ainda, que são Tomás ele sintetizou as dicas de Aristóteles nesses quatro, mas tá tá em Aristóteles. Isso aí não é possível, cara. Ele tem um livro chamado da memória e da reminiscência. O cara tinha um chat GPT na época. Ele era o chat GPT na época, pô. Então, quais são as quatro aí? Só para recapitular, ordem, né? Associação, eh, interesse, motivação, interesse, né? Eh, usar imagens, vamos resumir assim, e repetição. Você usa esse método assim?
Uso, uso bastante. A partir do momento que você começou a utilizar, você viu bastante diferença. Muita diferença. Muita diferença. Eh, eu acho que para mim o central para mim tem sido essa coisa da memória e cosmovisão, né? dessa relação entre as duas coisas, formar uma cosmovisão, Porque quando você faz isso, você já encarna esses quatro princípios de alguma forma. É tipo assim, se tudo que você pensa tá relacionado com outras coisas, sempre que você pensar, você vai repetir todo aquele circuito lembrado de todas essas coisas, então já cai na repetição. Outro você tá associando, então
tem ordem já também. Então você já realiza necessariamente essas quatro dicas de Aristóteles se Você fizer uma cosmovisão. Tá muito relacionado. Legal. Ô Víor, vamos fazer uma pausa rapidinho? Vamos. Bom, fizemos uma pausa aqui rapidinho, só pegar um café. E Victor, a gente tava falando da bom de memória, educação e tal, né? E como a lógica observa isso. Agora, uma questão que me assombra assim muito durante, principalmente agora os últimos anos que eu venho pensando nisso, sobre o sentido da vida, cara, perante a Lógica, a vida tem sentido. Quer dizer, a gente foi meio que
jogado aqui nesse universo sem conhecimento de nada, né? E segundo uma visão darwiniana assim, a gente é meio que acidente da matéria, né? A vida tem sentido perante a lógica? Então, novamente, eu vou dizer aquilo do que eu te falei, não tem como responder isso aí dizendo assim: "Ah, perante a lógica". Não, isso seria sequestrar a Lógica para defender o meu ponto de vista, as minhas crenças. Então, eu uso a lógica instrumentalmente para para defender filosoficamente muitas coisas e eu acredito que sim, a vida tem sentido. A gente conversou um pouco sobre isso mais cedo.
Eh, eu gosto muito, de novo, da forma aristotélica de defender um sentido da vida em que ele observa a natureza do homem e ele observa que existem certas Inclinações no homem para certas finalidades. E então ele estabelece que o o sentido da vida é precisamente o alcance dessa dessas finalidades. Tem uma visão teleológica, né, sobre isso. Mas isso, vamos supor que seja, partindo pressuposto, que seja esse sentido, não é um sentido muito tipo assim, não sentido muito sem sentido, Tá? Olha, eh, existe uma uma finalidade geral da espécie humana. Como eu comentei antes, eu acredito
que essa finalidade é precisamente eh a excelência ou o mais próximo que a gente consiga chegar disso, a perfeição, a santidade no cristianismo, o mais próximo que conseguimos chegar disso, que é precisamente a a atualização de todas as nossas potências humanas. Então, tudo aquilo que a gente tem de potencial, de crescimento, a gente buscar desenvolver. Agora, isso é um sentido geral. Eu acho que a resposta que mais interessa as pessoas é o sentido da sua vida particular. Então eu acho que toda a vida particular do do indivíduo é pautada nessa ideia de buscar excelência, mas
dentro de um domínio específico que ela tem uma proximidade melhor, uma vocação, um talento. Então eu acredito muito nisso. Eu já falei no canal sobre a ideia de castas, por exemplo. Eu acredito muito na ideia de castas, não exatamente da forma indiana de dividir, mas essa ideia de que existem pessoas que têm apetidões naturais para uma coisa e outras para outra. E a sociedade se divide hierarquicamente mais ou menos segundo essas aptidões. Então eu acredito nisso. Acho que cada um vai buscar excelência no seu domínio de ação que lhe é possível. É aquilo, né? Aquela
parada, a Profissão do profissão dos sonhos é aquela onde os seus talentos naturais e o mercado se cruzam, né? Sei lá, precisamente. E acho que justamente a falta dessa consciência de casta, vamos colocar assim, é uma coisa que contribui para o mercado não cruzar com seus com seus aptidões e interesses pessoais, porque essa premissa igualitária que nós temos no mundo moderno, de que todos somos iguais, de que é é uma premissa que deforma a mente das pessoas nesse Sentido. Então, todo mundo tem um, no fundo aquela crença de que não, eu posso ser o que
eu quiser, aquela coisa meio de um espírito totalmente livre, indeterminado. E as coisas não são bem assim. Na verdade, nem é desejável que sejam assim. Então, se você observar na prática, você tem facilidade para certas coisas e aptidão para certas coisas. E a grande realidade é que você vai ser mais feliz realizando essas coisas do que realizando outros. E isso só vivendo Você você vai perceber. Enquanto você viver com a cabeça em outro lugar, você não vai conseguir perceber isso. Então, eh, ah, sim, perdi um pouco linha de raciocínio. Mas então, eh, eu percebo que
hoje as pessoas estão muito deslocadas, é gente, por exemplo, hoje o conhecimento tá muito de fácil acesso pela internet, então a pessoa estuda um pouquinho, ela já acha que ela é um baita do intelectual, um filósofo. Não, na verdade eu sou um filósofo, eu vou Buscar isso aí. E o que acontece? Ela começa a ocupar a posição de uma pessoa que realmente tem a vocação paraa filosofia, somente porque ela não tem um autoconhecimento suficiente para saber aquilo que ela realmente serve para fazer, aquilo que ela realmente gosta de fazer. Final das contas. Então, quando tem
uma frase do certilhanges que é muito boa, que é o seguinte: eh, quando você não segue a sua vocação, você empobrece o meio. Então, quando você não faz aquilo que você foi moldado para fazer, a sua alma, o seu corpo, você empobrece o meio de duas formas. Primeiro, você não fornece à sociedade eh uma função de que ela precisa e precisa de alguém que é vocacionado para fazer. Vamos supor, ser engenheiro. Você não serve a sociedade fazendo engenharia. Você vai trabalhar como Uber, por exemplo. E por outro lado, você Empobrece a sociedade trabalhando como Uber,
não tendo vocação para esse tipo de trabalho. Então você vai ser aquele Uber chato, malmorado, que não fala com as pessoas. Então, por duas vias você prejudica a sociedade quando você não segue a sua vocação. Então, é interessante encontrar sua vocação. Encontrar sua vocação, que não é tão simples, eu sei. E para quem tá escutando, como encontrar sua vocação, existe nesse meio de tantas Possíveis profissões e possibilidades na vida. Sim, existem algumas formas, algumas pistas que o próprio padre Certilhanges no livro A vocação Intelectual ele dá. Então, uma dessas pistas é facilidade, coisas que você
tem uma certa facilidade. Claro, mesmo um matemático, ele tem problemas matemáticos difíceis, mas uma certa facilidade em comparação. Qual é o nome do padre? Padre Certilianges. Certilianges com C, um S e dois L. Certilios. Eh, ele é de que época, cara? século, acho que século XX mesmo, francês. Então, facilidade e a facilidade ela pressupõe uma outra coisa que é a habilidade. Você não consegue eh perdão, e gosto, tá? Gosto por fazer. E o gosto ele pressupõe a facilidade, que por sua vez pressupõe a habilidade. Então, não tem como você ter gosto por uma coisa que
é absolutamente impossível para você De fazer. a gente se aprasa aquilo que que é bom, aquilo que a gente consegue fazer e não tem como você ter facilidade sem ter habilidade. Então, esses três pilares, eu acho que são boas pistas que você vai ter que perseguir e tentar encontrar. Pô, interessante. Eu perguntei o nome do padre aí porque tem um livro assim, cara, que eu gosto muito chama Maestria, né, do Robert Green, tá até ali na estante. E ele fala que para você atingir a maestria, a maestria o Que que é? você se tornar meio
que o mestre na sua área, né, de atuação. Então, por exemplo, eu atingi a maestria aqui na condução de um episódio. Para isso existem várias práticas, né? E ele disse que para você encontrar alguma área eh onde você pode atingir a maestria, primeiro você tem que encontrar sua vocação, né, que foi o que você disse. E ele citou exatamente essas essas coisas, cara. Eh, como, por exemplo, você Observar algumas coisas que você fazia na sua infância ou algum momento da sua vida e que você poderia fazer por horas e aquilo não te cansava. Imagina como
você, você, por exemplo, estudando lógica, eh, é claro que existe a o cansaço, mas você vai cansar muito menos do que fazer uma coisa que você não gosta, né? E também uma coisa que você é muito muito bom. Então, encontrar essa vocação vai de certa forma te fazer atingir, ser mais Fácil atingir a maestria. Por quê? Porque você vai ter que se dedicar muito tempo, né, até atingir necessariamente a maestria. E se você gosta e cansa menos nesse processo, você vai atingir mais facilmente, né? Pois é. Eu acredito muito nessa ideia de que você deve
buscar trabalhar com o que você gosta nesse sentido, porque da perspectiva de uma higiene da sociedade, isso é muito bom. que cada um faça aquilo porque tem Vocação, né? Que a sociedade como um todo, pelo menos a longo prazo, tende a ser muito mais harmônica dessa forma. Eh, só que da perspectiva pessoal também tem a pessoa que pensa tipo: "Ah, não, eu quero ganhar dinheiro, [ __ ] não quero saber, vou fazer o que for preciso para ganhar dinheiro." Entendo, porque a gente já tá no contexto de uma sociedade desordenada, que não tem uma organização
muito clara do A vocação tá diretamente ligada ao sentido da vida. Com certeza. Com certeza. Por exemplo, eu como cristão acredito que o amor ao próximo é o nosso sentido de vida, né? Faz parte da excelência o amor ao próximo. E qual é a minha forma de amar o próximo? É como um professor, entregando conhecimento, ajudando eles a conhecerem as coisas. Claro, né? também tem a parte da esmola da oração, tem tudo isso também, mas como a minha vocação é esta, esta é o meio ordinário que eu vou utilizar para amar as pessoas, para amar
O próximo. Amar ao próximo tem uma uma frase, né? Amar ao próximo sobre todas as coisas. Tem uma coisa assim, né? Sim. Amar ao próximo como a ti mesmo. Como a ti mesmo. E a Deus acima de Isso daí não é uma falácia. Por quê? [Música] Eh, poucos cristãos colocam isso em prática, né? Jesus, ele veio pelas prostitutas, né? Então, ele desde sempre sabia que Seria assim. Por exemplo, se uma pessoa assassinar a sua mãeando por um extremo assim, né? Você amaria essa pessoa? Eu amaria cristalmente essa pessoa, mas o que que é amar cristalmente?
Acho que existe essa confusão que é uma confusão importante. E aí temos falar da homonima de novo. Você pega os gregos, eles têm interessante uns cinco nomes para amor. É filia, é eros, é ágape. Então que tipo de amor a gente tá falando? A gente não tá falando de amor Afetivo. Amor afetivo você não tem pelo seu inimigo. Você não pensa no seu inimigo e fica se deliciando de afeto. Mas você pode ter um amor cristão. Um amor cristão é o desejo do bem. E aí é pensar até racionalmente, não necessariamente afetivamente, o que que
é o bem para essa pessoa. E Sócrates vai argumentar que o melhor bem que pode acontecer para uma pessoa injusta é a justiça, é o cumprimento da sua pena, que ela se purga, ela se limpa, pelo Menos em parte da sua culpa. Então, se alguém fizesse, foi isso que ele decidiu mesmo assim tomar o veneno lá, mesmo tendo a possibilidade de fugir ou não? Não, não, não, não vi relação com isso. Não, não entendi a relação. Acho que não. Do dever, né, da justiça, sei lá. É, ele nesse caso foi mais por uma questão de
dívida que ele vem em relação à pátria dele, né? Ah, interessante. É, mas é um outro ponto. Mas por que, cara, você acredita Que realmente a vida tem sentido? Tudo não é um absurdo. Quer dizer, a gente não sabe nem se você existe, se eu existo, se o que que tem depois da morte, o que é a realidade, nada disso a gente na verdade sabe, né? Sim. Como que alguma coisa pode fazer sentido? Eh, diante da fraqueza humana, eu acho que você pode ter duas posturas. Uma é assumir essa fraqueza e ficar tipo se lamentando
do fato de você ser fraco. E Outra tentar encontrar algo maior que dá significado a essa sua fraqueza. Eu vejo no cristianismo essa função. Ele dá significado pra nossa fraqueza. A gente é, a gente é pequeno, a gente é finito, mas Deus é infinito e Deus é grande. Então, nós não temos certeza de tudo. Nós temos certeza de poucas coisas, na verdade, mas nós precisamos ter certeza de tudo também. Não existe um aspecto de soberba, de orgulho nisso Aí, de vaidade intelectual. Até é uma busca, uma ânsia, né, por pela por tentar entender as coisas,
né? É Adão e Eva comendo fruto proibido é isso, né? uma vaidade de os caras já tinham, né, na perspectiva teológica cristã, eles tinham um pleno domínio da natureza. Então o cara fazia assim, surgi um uma maçã para ele comer. Ele tinha ele tinha tinha saúde, tinha vigor físico, tinha tudo. Ele tinha plano conhecimento da ciências Naturais, digamos assim, também combinava tudo cientificamente, intelectualmente. Mas isso não faz parte da natureza humana. Veio até um professor de filosofia, doutor de filosofia aqui, Fábio, cara, e ele ele disse na visão dele, né, de que o cristianismo vai
contra a natureza humana pelo por esse fato, né? Quer dizer, você nasce com alguns desejos internos e programados meio que no seu cérebro e o Cristianismo, eu tô fazendo o advogado do diabo aqui, tá? Tá, mas o cristianismo vai contra essas esses instintos, né? Mas ele disse isso defendendo o cristianismo ou atacando? Atacando que vai contra a natureza humana. Então foi uma boa defesa, porque a natureza humana do ponto de vista natural é uma coisa e existe o aspecto sobrenatural da da natureza humana que o ser humano, se você observar assim até meio de mente
Até se você observar todas as mitologias assim da história da humanidade, existe algo, né, na natureza humana de um uma espécie de conflito entre matéria e espírito, né? Isso tá representado em diversas mitologias de formas diferentes. Então, realmente parece que o nosso espírito ele trabalha com certas leis, a lei da completa liberdade, da completa indeterminação. E o nosso corpo trabalha com outras leis, parece lei da Limitação, da matéria, da corrupção, etc. Então, é como se já existisse esse conflito interno, como se o homem estivesse numa mediania entre o espírito e a matéria. Então, eh, é
uma relação conflituosa. Não é tão fácil definir o que que é natureza humana, como as pessoas pensam. Eu digo isso porque, por exemplo, no debate que você mencionou do Eduardo Coraça com Entropia, teve no meu Canal, ele, o Eduardo Coraça, traz a questão da, de cozinhar alimentos, né? Não, porque o natural é você comer cru, é você comer a maçã como ela vem da da árvore, porque se você cozinhar o vegetal já não é natural. Mas por que que coisas artificiais não são naturais? Não é natural pro humano ser racional? Então não é tão simples
determinar assim o que que é natureza humana. Acho que as pessoas simplificam muito isso. Nesse caso, Então você nascer com a ânsia de obter o conhecimento e querer comer o fruto lá proibido, não é? E Deus castigar você por isso. Não, não faz o cristianismo contra a natureza humana. Bom, eh, existe na natureza humana hoje um aspecto de desordem que, na verdade, é devida ao pecado original e não a causa do pecador original. Então, do ponto de vista cristão, a Desordem da da natureza humana vem depois do pecado original, não antes dele. Então, existia possibilidade
do pecado para Adão, mas não existia inclinação para o pecado. E a partir do momento em que ele optou por isso, a gente criou uma inclinação pro pecado. De certa forma, ter a possibilidade já não é uma inclinação. Hum. Não, uma possibilidade é você tem cinco alternativas. Você tem uma distribuição igual percentual de para cada uma delas. Então 20% de chance de cada uma você escolher. Inclinação é 25%. Se não tem a sexta, você tem 0% da sexta. Então você não tem uma inclinação pra sexta. Mas se você tem a possibilidade, você tem uma inclinação
de 20% a escolher qualquer uma dessas, né? É porque a inclinação ela já traz um sentido necessariamente de prioridade. Se não tem prioridade entre elas, não Tem inclinação, tem possibilidade. Se todas são iguais, não é uma inclinação. Puxando pra questão moral, cara, uma questão que eu adoro assim e que o é geralmente atribuído ao Dostoevski, né? Lá no Irmãos Caramza, romance dele lá no no romance, eh, retrata três irmãos, né? E e dois, assim, é, são os que mais debatem sobre questões morais. E aí tem o irmão mais cético, né, que é ateu e tal.
E ele chega pro irmão que é Cristão e fala assim: "Se Deus não existe, tudo é permitido, né? Quer dizer, se Deus não existe, não existem éticas absolutas, regras absolutas. Então, tudo é permitido. Eu posso pegar uma arma aqui e te matar, matar qualquer pessoa sem é permitido, né? Você acha que isso é real? Essa afirmação? Sim, eu já tive algumas discussões sobre isso assim na internet. Eh, inclusive foi construído a partir dessa dessa ideia do Deveski, o Chamado argumento moral, né? A existência de Deus. É um argumento que a gente chama de um silogismo
condicional misto. Então, funciona assim: Se Deus eh não existe, tudo é permitido. Nem tudo é permitido, logo Deus existe. Então, uma estrutura de argumentação com uma proporção condicional no início, uma proporção categórica negativa, segundo a premissa e uma conclusão. Então, o logismo funciona perfeitamente. Aí a questão da Veracidade dessas premissas. Aí não entra na questão também de, por exemplo, todo nazi eh é patrióa, mas nem todo patriota é nazi. Por quê? Não seria a mesma linha de raciocínio que você acabou de falar? Acho que eu entendi o que você quer dizer. É, quer dizer, se
Deus se se Deus não existe, tudo é permitido. E não é tudo permitido, portanto, Deus existe. Quer dizer, seria no mesmo sentido dessa do Nazi, né? Não, você segue perfeitamente. Você tá, talvez você esteja pensando que existe aí uma falácia da ignorância da consequente, a gente chama. Então, o que que é a falácia da ignorância da consequente? Você tem, por exemplo, se fulano tomar veneno, então morrerá. Fulano bebeu veneno, logo fulano morreu. Um argumento válido. Se fulano beber veneno, então morrerá. Fulano não morreu, logo fulano não bebeu veneno. Válido também. Agora, Se fulano é beber
veneno, então morrerá. E você disser, por exemplo, fulano e não bebeu veneno, logo o fulano não morrerá. é falacioso porque não deixa de ser mortal por porque ele não bebeu veneno. Ou se você disser fulano morreu, logo fulano bebeu veneno também falacioso, pode ter morrido por outros motivos. Então existem dois tipos de falácia aí. A falácia da eh afirmação da consequente, que é quando você pega a segunda parte e aí torna ela positiva, Afirma ela: "Fulano morreu". e concluir pela afirmação do antecedente e a negação do antecedente, que é quando você nega a antecedente, a
causa, então fulano não bebeu veneno e conclui pela negação da consequente. Fulano não vai morrer. Essas duas combinações são falaciosas. A gente estuda na matéria deologismos condicionais. Então esse argumento que eu trouxe do Evos, que ele é perfeitamente válido. Ele não cai nenhum dos dois tipos. Ele faz uma negação da consequente e não uma negação do antecedente. Então é se Deus se Deus não existe, tudo é permitido. Nem tudo é permitido. Neguei a consequente. Nem tudo é permitido. Concluo pela negação do antecedente. Logo, Deus existe. Mas será que nem tudo é permitido? Esse é o
ponto. Veracidade das premissas é diferente de diferente de validade da do argumento. Um argumento vardo é aquele Cujas premissas implicam na conclusão. Então, mas o que prova que nem tudo é permitido? Porque é tudo uma construção social, né, cara? Então, mas é que você parte dessa premissa achando que você não tá partindo de premissa nenhuma. Você tá Mas você tá partindo da premissa também de que tudo nem tudo é permitido. Mas pelo menos eu tenho essa consciência. Mas agora eu tô, eu tenho também. Então, mas sim, tudo bem. Mas eh como que se Fundamenta essa
premissa usualmente? Eh, geralmente você vai por abordagens de intuicionismo moral, tá? é uma corrente filosófica, ética, que defende que nós temos intuições morais das coisas e as nossas intuições correspondem a uma moralidade realmente existente. Eu não tenho certeza se eu defendo isso, até porque não conheço tão bem a fundamentação desse sistema, mas é Um sistema filosófico. Ou seja, então a tiazinha tem a dona Maria tem uma intuição de que, sei lá, eh, trair o marido é errado. Então, trair o marido é errado. Existe essa intuição moral na estrutura humana, então isso é errado. E aí,
com uma evidência dessa, você teria o suficiente para concluir que nem tudo é permitido, porque trair o marido não é permitido, entendeu? Tudo é muito complexo, velho. Sim. Na real, para conseguir entender tudo Esse podcast teria que pegar e estudar, né? Pois é. Por isso que talvez não tenha tantas views aí o episódio, né? Não, pô. Vai ter, vai ter com certeza. Deus queira. Pô, vamos fazer a tierlist lá. Vamos lá. Para quem tá escutando aqui, a gente combinou de fazer uma tier list, né, dos acabou não caindo no melhor momento do episódio, né, mas
uma tierlist aí dos políticos mais persuasivos, manipuladores, Etc. E o o Victor ele vai rankear, né, já que especialista em lógica, em debates também. Então vamos lá, João, coloca aí, por favor, cara. Bom, vamos lá. Então, a gente pegou aqui a tierlist, basicamente da aerlist dos mais persuasivos e manipuladores, né? Então, comece. Vamos, vamos fazer isso aí. Vamos lá, então. Michel Temer, cara, a gente tem ali psicopata, né? O mais manipulador de todos. Manipulador medíocre, quer dizer, cara, não é não é tão bom, né? politicamente falando, manipul manipulação, eh, não é persuasivo e péssimo persuasivo,
né? É psicopata no sentido de, pô, o cara tem uma freeza tão grande assim de Exato. Exato. persuadir que o cara consegue mentir assim sem remorço nenhum. Cara, o Michel Temer, eu não lembro tanto do discurso dele, mas eu iria eh, bom, eu vou pensar aqui o ranking de uma forma que englobe Todas as categorias e todos os participantes. Então, dos que estão aí, eu colocaria ele em medocre. Boa. Acho que o Neves, eu eh colocarei medíocre também. Acho que é medíocre. Medíocre. Aí se você não tiver alguma compreensão assim, você fala que a gente
nem coloca. O o meu ocio Neves, ele eu não sei, cara. Tem alguns políticos parecem que eles não conseguem disfarçar aquela inclinaçãozinha ruim, Maldosa que tem de fundo, sabe? Sim. Eu sinto um pouco no isso não é o Neves, tipo aquele fundo meio meio canalha assim, meio corrupto para [ __ ] Você não consegue fingir que não é, sabe? não consegue fingir, no caso, é o o Lula, por exemplo, finge muito bem, que que é uma pessoa extremamente bondosa e santa, mas o Neves, ele não consegue fazer isso tão bem, nessa impressão. Legal. Bom, o
Janones eu eu não sei, honestamente, pode tirar. É, deixa aí, Artur do Val, falei. Eh, vamos lá. O Artur do Val, ele tem uma retórica bastante violenta, assim, bastante intensa, sabe? E passional. Isso tende a ser bom, só que tende a dividir muito também. Então aquele tipo de discurso que é muito bom para ser eleito, por exemplo, né? Porque você não precisa que toda a população goste de vocês, você precisa que 51% goste. Então, eh, ele é Muito bom nisso. Eu eu colocaria ele como manipulador, mas eu acho que ele não tem um domínio tão
perfeito, retórico enquanto outro, quanto outros aí. Monarque do nada ali. É monarque, mas é porque ele é meio que um ativista político, né? Sei lá, tem algumas ideias aí. Cara, Monarque, foi mal, cara, mas eu gosto muito de você, gosto muito das ideias de algumas ideias, né, e alguns valores, mas assim, o Monarque ele é não é bom em comunicação. Mas fica no amarelo ou no último? Eh, cara, dos que estão aí, colocari em péssimo. Hadad, o Hadad é uma coisa parecida com o Neves. Eu acho que até pior aquela coisa de político malvado de
fundo, ele não fica escondido, né? Ele fica muito claro, então colocaria no não é persuasivo, amarelo. O Bolsonaro, o Bolsonaro, assim como o Monarque, ele é uma pessoa, acho que um pouco do Arturo do Val também, mas o Arturo Val tem um pouco mais de malícia do que eles. Eu acho que ele é uma pessoa que tem muita franqueza no seu discurso e eu vejo gente falando assim: "Não, porque na verdade ele é um grande sociopata e ele criou esse personagem do tiozão para manipular a população, cara". Desculpa, eu não não consigo acreditar nessa versão,
não consigo achar ela Razoável. Ele realmente parece um tiozão do zap na na sua visão. Ele realmente acredita no que fala assim? Sim, no geral sim, né? Pode ter alguma coisa outra, mas enfim, no geral assim ele acredita. E só que diferente do monarque, eu acho que ele tem valores de tiozão. Isso se conversa melhor com o brasileiro médio, sabe? Quanto que o Monarque quer defender ideias assim muito mais, né, tipo polêmicas e tal. O Bolsonaro vai bem na linha padrão do Conservadorismo, então eu colocaria ele em manipulador. Tipo assim, aqui considerando um ranking, né,
de não que ele seja um manipulador, eu não não vejo dessa forma, porque como eu disse, é não, claro, é só uma metáfora, né, para uma metórica muito honesta assim, então uma metáfora para Sim, simbolizar que o cara é persuasivo, né? A Dilma é complicado, né, cara? Com certeza. Péssimo. É mesmo? Sim. Opa. Por que exatamente assim? Cara, tem uns vídeos muito bons dela. Tem um tem um vídeo específico muito bom dela explicando. Acho que é um é uma proposição condicional até se depois quiser colocar aí. É tipo ela falando se ah, não lembro exatamente
o raciocínio, mas é muito bom. Tipo, ela ela tem uma forma de pensar completamente confusa, sabe? Isso transparece no discurso. Bom, o Sérgio Moro, ele assim, eu vejo muita gente que apoia ele, principalmente por conta dos feitos dele com relação à corrupção, né? Ele tinha um [ __ ] potencial, assim por esse fato de alavancar muito politicamente, mas realmente o carisma, a retórica é o que impediu isso, né? E também aquela aquela situação que se deu com o Bolsonaro lá, que ele ele falou uma coisa, a gravação provou o contrário depois isso também manchou muito
ele com O público bolsonarista, mas enfim, ele é um cara que ele não tem carisma, ele é um cara que ele não tem o tom de fala é muito unísono, né? O meu também eu sei, mas enfim, ele também tem esse essa essa característica e ele não tem um discurso muito persuasivo, então colocar em péssimo também. Lula pode jogar em psicopata direto assim. Caramba, o Lula ele é ele é muito bom, cara. Ele é muito bom retoricamente. Porque acima de tudo por razões afetivas, né? Tipo, a gente poderia decompor tudo isso em técnicas que ele
usa, mas a ideia geral é essa. Ele consegue envolver as pessoas no seu discurso, né? Na retórica de Aristóteles, ele separa três pilares da retórica, que é etos, Patos e Etos, Patos e Logos. Então, um discurso e que convence persuasivo, ele tem esses três pilares. Etos, o que que é? A credibilidade do orador. Patos, o que Que é? Um discurso comovente, um discurso passional que envolve efetivamente. E logos é um discurso racional. Então, a parte da logos seria a lógica que domina. a parte da do etos e patos seria mais a retórica. Uhum. E o
Lula, ele essa parte do patos, principalmente, ele é muito bom. Ele consegue envolver, ele consegue parecer uma pessoa pobre de passado pobre, enfim. E ali, no caso, na sua visão, é realmente arquitetado ou ele vive isso? Ele é essa pessoa assim como o Bolsonaro? Vive. É, não, perdão, ele é arquitetado, certamente. É um pouco daquilo que a gente conversou sobre prova e evidência, que o Lula é um corrupto, todo mundo sabe. Pode, pode, a gente pode nunca provar isso na história da humanidade. Você pode dizer que ah, a Lava-Jato não provou isso, mas ele é
um corrupto. Você nega isso, você tá se autoenganando, entendeu? Não vejo espaço para negar Isso. Certo? Kim Katagri. Kim Katagri, cara, ele tem um, eu diria que ele é bem semelhante assim ao Artur do Val. Ele é bem, ele é carismático, né? Ele é carismático, exatamente. Principalmente para público mais jovem assim, ele funciona muito bem. Eh, é um discurso menos passional do que o Artur do Val, mas eu acho que envolve a vantagem e a desvantagem. A Desvantagem é menos polêmico, menos, né? Ele é mais certinho, né? É, tipo, também envolve menos quem tá do
lado dele, mas por outro lado repugna menos quem tá contra. Então você vê lá ele em podcast com a Tába Tamaral, por exemplo, né? Então acho que ficaria mais ou menos no mesmo nível do Arturo do Val. Manipulador, então é manipulador Pablo Marçal [Risadas] psicopata. Eu achava que o único que Você ia colocar como psicopata era o Pablo Marçal, cara. É. É. achava que o Lula não tava no nível dele, não é? O Lula ele decaiu um pouco por conta da velice também, né? Fala algumas antes. Ele era tava no auge assim antes. É, ele
era melhor do que agora. Certamente. E Paulo Marçal, por que exatamente ele é muito manipulador? Então, cara, ele tem um autocontrole, um controle emocional assim muito absurdo, num nível até meio preocupante, Porque é aquela coisa, a gente tem que ter autocontrole emocional, tem, mas a gente sempre pressupõe que existe algo de sinceridade nas emoções que a gente tá passando, né? Então, se alguém consegue muito cientificamente inserir certas emoções no discurso e até suscitar certas emoções no público sem tá sentindo necessariamente essas emoções, isso se torna uma coisa um pouco preocupante, né? Uma pessoa que você
não pode, Princípio, confiar muito. Mas eu eu gosto muito de algumas coisas do Paulo Marçal, por exemplo, ele no Roda Viva lá humilhando os jornalistas. Eu acho uma coisa deliciosa assim, maravilhosa, porque ainda que existam, entende muito de retórica, né, cara? Sim. Eh, não entender no sentido teórico, né? Ele domina a coisa na prática mesmo. E por mais que tenha qualquer antipatia, as ideias ou qualquer coisa do Pablo Marçal, os jornalistas são muito Desonestos assim. Então, ver esses jornalistas sendo desmascarados ao vivo foi bem prazeroso. Bem sensacionalistas, né? Exatamente. Então, o psicopata total. Você diria
que ele tá na frente ou não do Lula? Sim, tá na frente. Tá na frente. Acho que tá na frente sim. Ele provavelmente tá no top um desse rank aí. Se bem que tem outro ali. Sim, mas a gente tem que considerar também uma coisa importante, né? É, que É domínio, domínio do discurso. Então, todo o discurso ele é persuasivo para um certo nicho. Pro nicho do pau marçal, ele é muito bom. Agora pro nicho do Lula, ele não é tão bom, ele não consegue competir, talvez, eu acredito com o Lula, no nicho de falar
com pessoas mais simples e tudo mais, né? Porque a grande parada do pau marçal é a teologia da prosperidade, essa coisa de crescer. Então ele até Fala com os pobres, né? Ele traz aquela ideia do empreendedorismo, tal, de você consegue vencer, tal, mas acho que não toma enquanto Lula. Então eu acho que talvez o cara nunca chega a ser presidente, por exemplo, sabe? que Lula chegou. Isso já é uma prova de valor retórico, querendo ou não. Então, cara, acho que não sei quem é melhor. Sou muito Será que ele vai se candidatar mesmo a presidência?
Não faço menor ideia. Nando Moura. Nando Moura é manipulador. Caramba. Sério? Sério, eu acho que ele ele tem um pouco daquela retórica colérica assim do do adapiden, né, que a gente chama em lógica, que é tipo meio você adapidem porque vem de lápide, né, de você decretar como morto. Uma coisa, a gente poder chamar de apelo ao ridículo, né? Então aquela ideia de você fazer parecer que a ideia oposta sua é Tão ridícula e tão idiota que você convence que a sua ideia tá certo. Ele usa muito bem essa estratégia, né? Exatamente. Faz piadas nos
vídeos, né? Cria uma narrativa em volta do ridículo. Parece realmente. E é muito engraçado também, né? Isso ajuda, conecta muito com o pessoal, né? Que é engraçado porque além disso, além do cara ir lá para ver o vídeo em questão, ele vai por causa que é engraçado também, né? Então isso acaba Atingindo mais públicos. Eu faço isso, eu vejo os vídeos lá do Lando do Mor fico dando risada. Ele imitando o Felipe Neto. Nicolas Ferreira. Cara, Nicolas Ferreira para mim, assim, do ponto de vista retórico, ele foi por um caminho que eu não gosto muito,
que é da a da do lacre de direita, sabe? Eu não gosto disso. Não gosto dessa abordagem de ficar tipo mitando e e humilhando as pessoas assim, tipo, acho que tem espaço para isso, né? Como eu disse no caso de um jornalista desonesto que ele tá claramente querendo te ferrar, humilhar uma forma de correção pública útil, né, que ajuda pedagógica. Acho que tem espaço para isso, mas você não pode fazer isso com todo mundo. Tem gente que tá realmente buscando a verdade, entende que realmente é, sei lá, de esquerda e e tá buscando a realidade,
a verdade e só se convenceu de outra coisa. Então isso eu não gosto Dele, mas de novo para aquela abordagem mais polemista funciona. Então eu colocaria manipulador. Não é psicopata não. Acho que ele não chega nesse nível não. Mas talvez seja o melhor dessa lista aí do manipulador nível um ali. Uhum. Eduardo Bolsonaro, cara, não vejo tantas coisas dele, não sei dizer, honestamente. Tá, então joga pro final. Mas ele trabalha muito bem a coisa do Etos, eu acho. Não sei se de forma arquiteturada ou não, mas ele é alguém que cuja imagem passa credibilidade, assim,
de forma geral. Eu pelo menos sinto isso. Então, o pilar do etos, né? Uhum. Mas é só isso que eu tenho a dizer. Ciro Gomes, eh, Ciro Gomes é certamente bem pior que o Lula e Bolsonaro. Certamente ele ele tem uma coisa que ele atrai os inteligentinhos, né? Então, Essa galera mais acadêmica assim, ele consegue puxar esse pessoal, só que na hora de aplicar isso pro povão, não acho que ele faz tão bem, né? É, ele não é tão persuasivo assim. Ele e também tem um pouco daquilo que eu te falei do político malvado que
não consegue parecer bom, sabe? Eh, então colocaria como medíocre na frente do Temer ou não? Na frente do Temer, acho que é o melhor dos três Aí. Caué Moura, cara, sei lá, não sei nem o que ele tá fazendo nessa lista aí. Eh, é que eu coloquei ele por conta do Monarque do Moura, né? Ah, tá, tá. É, mas não sei, tipo assim, é um ativista político, né? Se tá um influencer de política. É exato. Bou. Bou, cara, ele é muito bom. O Bolos é muito bom. Eh, cara, ele é tipo um Lula aprimorado assim,
sabe? Eu acho que ele ainda, muito por conta do passado dele com MST, Essa coisa que no geral assim, o povão, acredito que tende a não ver tão bem, né? tem de associar comunismo, progressismo, tá? Só coisa mais sangrenta, mais violenta, que a galera não vê com bons olhos. Mas se não fosse esse aspecto, ele tinha muito potencial assim de se tornar um novo Lula, sabe? Ele sabe usar um discurso emocional, emotivo, sabe transmitir credibilidade, sabe transmitir compreensibilidade. A ele no Podcast, no Flow podcast, ele parece que, tipo, super compreende as dores do Igor, tal.
Eu acho que ele é um psicopata, cara. E é intencional arquitetado ou ele vive isso? Não, é intencional. Intencional. É muito fácil você perceber quando um político ele é intencional na sua na sua forma manipuladora de agir, quando ele é pego em contradições ou em situações assim adversas, ele não Admite, ele não é franco, né? Ele não coisas que são patentemente falsas, ele não cede, sabe? Então eu percebo isso, isso um pouco nele. Interessante. Então tá aí a lista. Eu achava que você ia colocar o Nicolas em primeiro ali também. Hã? É. Mas me surpreendeu
no Bolos, cara. Não achava que ele era nesse nível aí, não. Gosto bastante dele como argumentador, né? Sim, sim. Deixou bem claro. Já acho ele bem bom. Acho ele bem bom. Você acha Que se você sentasse para, como você é um professor de lógica, né, e estuda muito debates, se você sentasse com conceitos, né, estudados sobre política com esses caras aí, você conseguiria dar um banho neles? Eh, então vamos lá. Da em em debates, né, quem estuda mais a parte de debates e diálogos é lógica pragmática. a gente fala de principalmente de dois tipos de
vitória, digamos Assim. Eh, e aí dois tipos de debate consequentemente. Um é um tipo em que você tenta vencer diante do público ou diante de um terceiro fora do diálogo. Outro é o tipo que você tenta vencer diante da pessoa. O que é vencer diante da pessoa? te convencer ou ter uma argumentação superior, logicamente à sua. Então, nesse nesse sentido, eu tenho certeza que que sim, né, que eu conseguiria vencer, mas e de novo, pressupondo que Eu tenho o mesmo nível de conhecimento e que é o que vai mudar é a habilidade dialética. Aí beleza,
eu acredito que eu venço. Agora eu não tenho o mesmo nível de conhecimento que esses caras, eu não estudo muito política, não é muito meu feitio, então a princípio não. Interessante. Obrigado, João, aí pelo pelo tier list. Cara, agora puxando pro final do episódio. Pô, você é um cara cristão, né? É um cara que gosta de da busca pelo Conhecimento e por tentar entender o absurdo que é a vida, né? O que realmente importa na vida? Os dois mandamentos. amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo. Se é
a única coisa que se chegasse no último dia da minha vida e olhasse para trás e percebesse que eu não vivi bem esses mandamentos, eh, seria talvez o meu único arrependimento assim ou o meu maior arrependimento, pelo menos. O que Mais te motiva acordar todas as manhãs e fazer o que você faz? O que eu faço quando você diz profissionalmente? É sua vida em geral, né? Tudo o que me motiva a viver. É isso, cara. Eh, é esperança. Esperança em muitas coisas. Esperança profissional que eu posso chegar num certo patamar. esperança em termos de das
realidades, das das conquistas que eu quero fazer em termos de família, n conseguir uma casa Legal, essas coisas, mas acima de tudo esperança de que um dia eu posso ser santo. Esse é o meu grande objetivo. E assim também aplicando um pouco mais a minha minha vocação, como nós dissemos, a esperança de que um dia eu eu vou poder ser um grande professor, um grande escritor, talvez um grande filósofo, talvez. Isso me motiva bastante. Qual que é exatamente então o seu ponto fraco, assim, o seu maior medo, cara? Maior medo. Você parece ser bem esclarecido
sobre algumas questões sobre a vida, né? Mas hoje em dia, né? No dia que a gente tá gravando esse podcast, qual que é seu maior medo? Meu maior medo, eu acho que não estar a à altura dos meus ideais, dos meus objetivos. Esse é o meu maior medo. Eu nunca consegui chegar lá. Por que exatamente? Porque é isso que me move, cara. É para Isso que eu vivo, é para conseguir isso. Não vejo a vida como uma breve passagem que a gente tem no mundo para curtir e aproveitar, né? Acho que também tem que fazer
isso, mas não é para isso que a gente tá aqui. Então, o que mais realmente me eu temo é isso. Eu não consegui chegar nesse nesse nível. Ô Victor, para finalizar, eu queria que você desse conselhos para as pessoas que estão escutando a gente, né, Que chegaram até o fim do episódio agora, quais conselhos assim profundos do fundo do seu coração que você daria para essa pessoa falando nessa câmera aqui, por favor, ó, e tempo que precisar, pode levar o tempo que quiser. Cara, eu vou dar conselhos voltado à lógica, porque eu sou muito jovem,
não me vejo na posição de dar conselhos de vida. Tudo bem? Então, o meu conselho seria que você Estudasse lógica, que você buscasse adquirir uma autonomia intelectual. Eu acho que independentemente da sua vocação, você tem vocação para trabalhar, sei lá, como engenheiro, tem vocação para trabalhar como para ser um filósofo, para ser um professor, para ser um artista, para ser um, sei lá, um Uber, que seja. Eu acho que todos nós devemos buscar a nossa autonomia intelectual mínima, certo? a sua capacidade de usar sua inteligência para Digerir os dados do mundo, digerir os conhecimentos que
você obtém e tomar as melhores decisões na sua vida, decisões profissionais, decisões de de qualquer ordem. Então, eu acho que todos nós deveríamos buscar essa formação que vai nos permitir eh chegar muito mais próximo dos nossos objetivos, vai permitir nós termos uma vida muito mais feliz. Então acho que realmente a formação intelectual é a base assim e cultural também é a base fundamental de Uma vida próspera, de uma vida harmônica. E a lógica tá na base dessa formação. Ela não é ela inteira, não é só astrona isso, mas a lógica é uma condição necessária, embora
não é uma condição suficiente. E quanto mais cedo você aprender a lógica, mais cedo você vai ver os benefícios. Mais cedo você vê os benefícios e colhe esses benefícios. Com certeza. Exato, cara. Foi um prazer, viu? Obrigado pelo par Prazer. Muito obrigado pelo convite. Uma honra e quais São suas redes pro pessoal te conhecer? Seu curso também, tá? Eh, meu curso é Academia de Lógica, né? Só pesquisar no Google aí. E Instagram é @v. YouTube é Victorvictorelli. É Twitter é @v_Vctorelli. E é isto. Show de bola. Bom, se você assistiu até aqui, considere se inscrever
aí no canal. Sua inscrição é muito importante realmente pra gente. Olhando as métricas ali do canal, a gente viu que 74% aí das Pessoas que assistem os podcast não estão inscritas e você se inscrever agora vai ajudar muito a gente a trazer cada vez convidados mais incríveis, ter conversas de alto nível, como por exemplo foi essa daqui, né? Então, obrigado a todos por estarem apoiando aí o o podcast recentemente, pelos comentários. Eh, agradeço cada um de vocês e até o próximo episódio.