O dia a dia de um de um padre padrão, dia padrão, ele recebe as pessoas, ele do padre diocesana, eu não posso te afirmar porque cada um faz sua agenda. Do padre religioso é o dia a dia da comunidade com horário para acordar, horário para almoçar, horário para dormir. Tem horários, né?
Ele vive uma regra eh ordinária, né? Ele tem ali uma vida ordinária, então ele tem que seguir regras. Por isso ele é chamado inclusive de clero regular, porque ele vive sob regras, diferente do clero diocesano.
Então cada padre diocesano se organiza de acordo com a sua paróquia, porque mas há um momento ali de de escutar de tem o atendimento ao povo é obrigatório, seja na confissão, seja na direção espiritual. Então o padre, ele passa a maior parte do tempo na secretaria paroquial dentro da sua sala atendendo a comunidade. Então ele atende na secretaria, ao final do dia preside o sacramento e no final de semana quando a secretaria está fechada, ele preside os sacramentos o dia todo.
Seja no sábado após o pô do sol, seja o domingo o dia inteiro. Sábado ou pôr do sol, porque eu digo que a liturgia dominical começa no sábado com o pôr do sol. Entendi.
Por isso que a missa do domingo muitas vezes é rezado no sábado à noite, que já é domingo. Na igreja o tempo termina como no na escritura. Como escritura nas quando o sol se põe, termina o dia.
Isso. Ao nascer do sol começa o o o outro dia. Então quando termina o dia, você já está celebrando a véspera do domingo.
Entendi. Então sábado à noite já é a véspera. Você já comemora o domingo.
E por que a batina? Para o padre diocesana, a batina é um hábito e ele significa a mortificação para as coisas do mundo. Por isso ele é preto.
É como se eu tivesse vestindo uma mortuária. Ele tem 33 botões que representam a vida de Cristo. Aqui na no colarinho você vai ter uma linhagem em forma de espinhos da coroa de espinhos.
Tem toda uma simbologia. Você terá cinco botões na manga que representam as chagas de Jesus. As cinco chagas.
Você tem a faixa que geralmente nós colocamos que possuem duas dobras que ficam do lado esquerdo, como o coração de Jesus que jorra sangue e água, que são as duas pontas da faixa. Então você está revestido do Cristo. Você morre para o mundo e nasce para uma vida inteiramente do Cristo.
Eu tenho costume de usar o hábito porque eu estudei em convento a vida toda da ordem de Santo Agostinho e só fui para a vida diocesana, da batina depois dos meus votos, depois que eu terminei todos os estudos, quis ser diocesano para ficar próximo da minha família. Eu lembro que uma vez, putz, agora não vou me lembrar quem eh me falou que ela serviria também, assim como o hábito paraas freiras, de eh para a comunidade eh tipo não não tem um aspecto visual eh do corpo mesmo, sabe? Tipo, vou ver a freira sem as sem a você entendeu?
Sem a silhueta do carnal. Como o religioso, ele tem uma vida mais voltada para o convento, para o mosteiro, ele não é visto no dia a dia. Então, quando ele sai do convento ou do mosteiro, necessariamente ele usa uma identificação religiosa.
Então, o hábito ele é uma identificação do sagrado naquela pessoa. Os padres diocesanos, de acordo com o Concílio Vaticano I, não precisam necessariamente usar a batina, mas algo que os distinga na sociedade. Então eles pedem a camisa com o colarinho, né, que é aquela camisa de clerdgman, né, que significa clérigo.
Então, pede-se que a gente use sempre uma identidade. Porém, na América Latina perdeu-se um pouco desse caráter, sobretudo quando o padre já é muito conhecido, né? Ele não precisa mais se identificar.
Você acha que era mais por uma identificação mesmo? É uma identificação e sinal do sagrado entre uma os meninos falam isso, né? Os meninos da produção, o Alex e o Maichael.
Ele fala: "É interessante quando você tá de batina ou de hábito, porque onde a gente entra todo mundo para para olhar. " Então é eh causa estranheza no povo porque perdeu-se muito disso, né? muito raro hoje em dia, que antes era uma coisa muito mais era obrigatório, era obrigatório antes do concílio Vaticano II, na década de 60.
Então, da década de 60 para cá, isso tornou-se opcional, apesar de que o o concílio ele diz que a gente use pelo menos a o clésm para uma identificação. Porém, a cultura local, conferência dos bispos dos países também deixam isso muito à vontade. Então, cada diocese tem o seu critério.
Tem diocese, inclusive, que é proibido de usar porque os bispos não gostam, porque pode parecer conservadorismo, pode parecer é ostentação, pode parecer vaidade. Entendi. E de fato para muitos padres é uma vaidade, que eles acham que porque estão usando a batina vão vão ser mais respeitados, vão ser vistos como santos, né?
Tem um discurso bem demagógico por detrás, muitas vezes, de uma batina, de um clérm, de uma rigidez. Toda rigidez é um esconde uma falta, né? Tudo aquilo que a gente quer promover demais é porque crente esconder é toda rigidez esconde uma falta.
É, é, é verdade. Freud já tinha elaborado isso. Lacan fez isso muito bem.
As escolas psicanalíticas modernas tratam a respeito disso. Estudou, você acaba de assistir a um corte para você acessar o conteúdo na íntegra. O link está nas descrições.
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