ingredientes sofisticados num esquema rápido, despretencioso. Então, esse era meu esquema, um fast food de bons sanduíches. Eu estocava eh descartáveis no meu carro e estoque também na minha casa, o movimento era grande.
Enchia a loja na hora do almoço, mas mais nos outros horários, mais à tarde, à noite, era muito fraco. Eu tive bastante dificuldade nos primeiros anos. É, tive que pegar dinheiro emprestado várias vezes, sem a segurança, a certeza de que eu ia conseguir honrar com aquele pagamento.
Então, por um lado, eu eu tava fazendo o que eu amava, tava gostando demais ali de estar no ramo que eu sempre gostei, mas financeiramente eu tava desestruturado. Eu num momento planejei atuar em outro outro segmento, mas eu tive a percepção, talvez a humildade de poder ouvir, perceber aonde que o rumo do meu negócio iria dar. Quem gosta de histórias de empreendedorismo já deve ter ouvido o termo pivotar.
é um empréstimo da palavra pivot em inglês, que significa mudar de direção ou girar no próprio eixo. E isso faz parte do vocabulário de quem empreende, porque é muito comum que as empresas precisem mudar o rumo dos negócios. Esse foi o caso do Fernando Calachi, o fundador da Pão Italho.
Ele teve que mudar o rumo do negócio depois de entender que o sucesso estava em um outro ramo. Ele veio aqui hoje no Zero ao Topo para contar essa história. Eu sou a Maram Maro, roteirista e apresentadora.
E esse aqui é o do Zero ao Topo, o programa que conta as histórias, os desafios dos homens e mulheres por trás das grandes empresas do Brasil. E esse episódio aqui especialmente tem o apoio da Sales Force. Mas antes da gente contar essa história, eu quero pedir para você que tá nos assistindo para se inscrever no nosso canal, se ainda não for inscrito.
E se tiver ouvindo a gente no seu agregador de podcast favorito, você também pode acompanhar a gente por aí. Agora vamos pra história de hoje. He Einstein, como eu conserto um Tubar 5000?
Com a Einstein Ai, todo mundo pode ser um Einstein. Muito obrigada. Até logo.
Einstein resuma a chamada. Einstein, escreva descrições de produtos para a coleção de primavera. Agora todo mundo pode ser um Einstein com a Seos Force.
Fernando, muito obrigada pela participação, por ter aceitado o convite para vir aqui hoje contar um pouco da sua história. Obrigado você, Mari, é um prazer estar aqui. E é isso aí.
Espero poder compartilhar um pouquinho da minha história e colaborar com as pessoas que estão assistindo e ouvindo. Sem dúvida. E você começou a sua infância, você viveu durante a sua infância num ambiente já de muito empreendedorismo, né?
O seu pai empreendia, tinha uma uma fábrica de calçados de luxo. É isso? Como que foi viver essa infância em meio a essas referências de empreendedorismo?
A minha infância, ela foi uma mistura de um ambiente de negócios, um ambiente empreendedor e um espaço de hospitalidade. uma vez que eu sou eh descendente de família árabe e sempre tive eh uma relação muito hospitaleira com todas as pessoas, sempre convivi eh na minha casa a gente recebe muito bem, meus pais recebem muito bem com de uma forma genuína, eh, convidados com comida farta na mesa. Então, esse foi um lado e o outro lado de crescer com o meu pai sempre empreendendo.
sempre teve empresas e aprendi convivendo com os valores dele de responsabilidade, dedicação, eh, e preocupação com a experiência do consumidor. Engraçado que, por um lado, era a preocupação com a experiência do consumidor, do lado empreendedor, do lado família, do lado cultura ali, uma preocupação genuína com a experiência do convidado, né? Então eu entendo que esses dois pilares ali e da minha infância moldaram bem o que eu sou hoje, foram trazendo, sem dúvida.
E além dessa experiência também, você teve experiências fora do Brasil. Você viajou para alguns lugares antes de começar a empreender. A gente já vai entrar na história do seu empreendimento, mas como que essas histórias te ajudaram a ir construindo quem você é hoje?
Sim, sim. Eh, eu gosto muito de viajar até hoje para buscar aprendizado. eu frequento bastante eh palestras lá fora, feiras, cursos ou muitas vezes eu vou sozinho, a maioria das vezes eu vou sozinho, às vezes para ir correndo, eh, buscar algumas alternativas, ando pelas ruas dos lugares das cidades ali, eh, visitando diversos lugares, eh, relacionados ao meu negócio.
E na minha infância também, eu com 15 anos de idade fui morar um ano no Canadá sozinho. Não tinha nenhuma eh tinha muito pouca experiência com a língua, eh nenhuma relação com os hábitos ali, com os costumes. Então, para mim foi bastante difícil foi fazer o um intercâmbio estudantil, né?
O intercâmbio estudantil. Ué, eu fiz o equivalente ao ensino médio ali, fugia dos brasileiros para tentar focar no no inglês e aquilo assim me levou muita me deu muita resiliência. Eh, foi foi super difícil para mim, super difícil com aquela idade, com todos aqueles desafios.
Então, sem dúvida, aquilo me fez eh criar resiliência. Aprendi muito eh o respeito com qualquer pessoa que é muito da cultura canadense. Eh, aprendi a ser mais organizado.
Eh, com 18 anos eu fui paraa Espanha, eh, com a única certeza de que eu ia fazer um curso de um mês ali de espanhol. No final, acabei ficando mais 5 meses. Eu fui para Málaga, na Espanha, no sul da Espanha.
Depois resolvi ir paraa Ibiza, eh, arrumar um emprego ali. Trabalhei ali em um bar que virava balada à noite. Então, para mim foi um grande desafio.
Lá eu acho que eu aprendi bastante sobre a criatividade para resolver problemas. Eu tinha que me virar mais uma vez sem ninguém para me ajudar e precisava resolver o problema. de algum jeito.
Arrumei um emprego fora da cidade onde eu tava fazendo o curso e com na área que eu gosto também, né? Esse acho que foi um ponto principal. E acho legal falar também, Mari, eh qualquer experiência que você tenha fora da sua rotina te dá abertura para você ter criatividade.
Eu penso que nada se cria, tudo se combina. Então, essas pinceladas que a gente vai pegando, essas referências que a gente vai pegando fora de costumes diferentes, hábitos diferentes de pessoas diferentes, eh ela vai abastecendo o nosso HD para em algum momento, a gente conseguir ser efetivo ali no uso de uma ideia e poder agregar no nosso negócio. É, sem dúvida.
Mas você teve essa experiência lá fora, chegou um momento que você precisou voltar? para o negócio da família, certo? Como que foi essa entrada no negócio da família?
Eh, lá atrás e o eu fui pr pro Canadá com 15 anos, depois eu voltei, era só um intercâmbio. Daí eu fui pra Espanha já pensando em voltar mesmo, não queria ficar ali mesmo. Só deu uma estendida da viagem.
Eu só dei uma estendida viagem, não era assim, esqueçam de mim, tô ficando por aqui agora. Exatamente. A ideia era pegar experiência ali, eh, trabalhar e ter um um momento diferente ali na minha vida.
Eu já tinha me formado no ensino médio e precisava fazer faculdade e queria fazer faculdade no Brasil mesmo. Então eu voltei, fui para Campus do Jordão, fiz hotelaria em Campus do Jordão. Depois de Campus do Jordão, eu voltei para São Paulo, eh fiz pós-graduação em administração de empresas no IBEMC, que atualmente é o Insper, né?
E dali eu passei a trabalhar com meu pai. Eu não fui pra área de hotelaria. Eu trabalhei com bar, com restaurante antes de fazer a faculdade, durante a faculdade.
fiz estágio, trabalhei por períodos pequenos assim na área de hospitalidade, mas logo como quando eu me formei em hotelaria e comecei a administração de empresas, eu entendi que eu precisava de uma experiência um pouco diferente, mais de gestão, eh, e num ambiente que eu pudesse estar próximo de um ambiente empreendedor. E com o meu pai ali na fábrica de sapatos foi uma experiência muito legal, apesar de est fora da área que eu me formei. No começo eu fui lá justamente porque eu queria empreender.
Então eu escolhi algo o mais próximo possível, com um risco financeiro menor do que sair empreendendo logo depois que você se forma da faculdade. A ideia era ter uma experiência de empreendedorismo ali, aproveitar e aprender tudo que você pudesse sobre como gerir um negócio. Exatamente.
Exatamente. É. No começo, assim, ele não me deu moleza nenhuma.
Ele nem queria que eu entrasse lá para eu poder ter experiências fora. Eu fui persistente ali e entrei na na empresa. Eh, comecei trabalhando no estoque, depois fui paraa produção sem nenhum cargo de liderança.
E aos poucos eu fui eh absorvendo, criando mais responsabilidade, tendo mais responsabilidade ali do cargo. E ao longo do tempo eu fiquei 7 anos ali. Nesses 7 anos eu aprendi um pouco de tudo, um pouco de fluxo de caixa, um pouco de marketing, gestão de pessoas, muito sobre processos, eh, até manutenção predial.
Então, no final, essa é a vida do empreendedor. E o empreendedor, na minha, no meu ponto de vista, ele não precisa ser necessariamente excelente tecnicamente em nada. Ele precisa ser muito bom em contratar bons talentos, cuidar muito bem dessas pessoas e ter uma percepção clara do rumo do seu negócio.
Uhum. Essa é a minha visão. E foi isso que você foi coletando ali, esses aprendizados que você foi coletando enquanto trabalhava ali junto com o seu pai.
Sim, sim. E o que te levou a sair? Então você ficou lá aprendendo durante 7 anos.
É um tempo razoável. Em algum momento você teve que tomar a decisão de sair? Como foi isso?
Sim. Eh, durante esse período foi um período, como você falou, de aprendizado, mas ele não tava ali vinculado ao meu propósito de vida. Ele não tava vinculado ao que eu amava, ao que eu gostava, que era servir, que era servir bem, que era ver o sorriso no rosto das pessoas, de poder encantar.
com alimentos e bebidas que eu pudesse de alguma forma organizar aquilo, operacionalizar aquilo. Então, no final desses 7 anos, eu já definitivamente não queria mais aquela experiência, mas tinha um compromisso ali, a responsabilidade de ficar até o momento que eu pude ficar. Eh, e eu saí já com a ideia clara de que eu gostaria de empreender na área de alimentos e bebidas.
Eh, no começo eu passei horas e horas debruçado em plano de negócios dentro de um conceito de um sanduíche rápido com ingredientes sofisticados. Então, bons ingredientes, um bom produto com um sistema rápido de serviço, despretencioso, tá? Isso veio através de uma necessidade própria mesmo, porque naquela época não existia oferta eh de um de um serviço, de uma solução assim como a gente criou.
Eh, ou você tinha um fast food ou você tinha um restaurante super complexo, sofisticado, cheio de detalhes ali, com valor alto para você comer. Então, eu entrei com um conceito exatamente no meio do negócio. Foi isso que eu entendo que foi algo eh eh já o primeiro passo do caminho legal do negócio.
Depois eu passei dias e dias rodando eh com carro, com bicicleta nos bairros do Itabibi, da Vila Olímpia, da região da Berrine. E um belo dia eu achei ali uma portinha na rua Joaquim Floriano com uma placa passo ponto. Era uma lojinha de bijuteria.
E eu falei: "É aqui que eu vou ficar, é aqui que eu vou colocar o meu negócio, eh, com esse conceito de uma loja de sanduíches, ingredientes sofisticados num esquema rápido despretencioso. " Então, esse era meu esquema, meu meu meu modelo ali, um fast food de bons sanduíches, tá? Eh, a minha irmã, ela é arquiteta, ela me ajudou muito no projeto, ficou super bonitinha a loja e funcional, 20 m², imagina.
Eh, o meu cunhado é chefe de cozinha, ele me ajudou muito também no cardápio. A minha esposa fazia o brigadeiro na em casa. A minha mãe fazia a carne louca na casa dela.
Eu estocava eh descartáveis no meu carro e estoque também na minha casa. No começo foi bem bem difícil. Eh, o movimento era era grande.
Enchia a loja na hora do almoço, mas mais mas mais nos outros horários, mais à tarde, à noite, era muito fraco. Então, eu tive bastante dificuldade nos primeiros anos. eh tive que pegar dinheiro emprestado várias vezes, sem a segurança, a certeza de que eu ia conseguir honrar com aquele pagamento.
Então, foi bem complicado, porque por um lado eu eu tava fazendo o que eu amava. Eu eu eu tava gostando demais ali de estar no ramo que eu sempre gostei, fazendo que eu tava gostando, mas financeiramente eu tava desestruturado. Então aquela eh aquele balanço ali de emoções, aquela montanha russa de emoções me deixou bastante preocupado no começo, mas as coisas foram devagar melhorando.
Uhum. Só pra gente localizar no tempo, em que ano que você conseguiu abrir o seu negócio? Então, isso foi em 2012, de maio de 2012.
Esse ano a gente faz 13 anos e sabe a data certinha do dia que abriu? Nunca vou esquecer. E aí você abriu e ficou com essa loja por um período, mas o negócio foi evoluindo, certo?
Como que foi a evolução dele nesses primeiros anos antes de você mudar o rumo do negócio ainda, certo? Eh, eu como empreendedor eh sempre estive extremamente presente no negócio. Então, eu tava ali atrás do balcão e com mais três colaboradores no começo, tá?
eh entendendo a demanda, conversando com os meus clientes, ouvindo meus clientes, me colocando no lugar deles e entendendo o que que eu podia melhorar a cada momento. Então, puxa, o sanduíche podia ser assim, poderia ter um outro sabor desse jeito, vocês poderiam servir eh já um combo, por que não servir cerveja, tal, e um cafezinho daí, opa, cafezinho pode ser uma boa. Aí, então, eh, eu tive essa, eh, esse destaque mesmo de poder, eh, sempre ter empatia com quem eu me relacionava.
E não digo apenas com os clientes, mas também com os colaboradores. Eles também que estão ali na operação sempre podem colaborar demais como que aquilo pode ser melhor. E mais uma vez, voltando ali à aquelas experiências do exterior, eu não parava e nunca parei de olhar o mundo lá fora, né?
o que que tá legal, o que que é um conceito bom, o que que pode ser de alguma forma agregado, complementado ao meu negócio. Então, certamente ele foi evoluindo, a loja eh aumentou o movimento bastante ali nos dois primeiros anos. as pessoas pegavam e iam comer em outros lugares e o boca a boca foi levando.
A loja muitas vezes lotava ali e até porque tinham 20 m², mas a maioria dos dias de semana ela ficava totalmente lotada. Na época o delivery não havia i, era telefone. Então assim, uma operação super eh caótica de telefone tocando, entregador entrando e a gente fazendo delivery.
Muitas vezes eu ia até o cliente ali fazer o delivery se o entregador não não estivesse ali. Então o começo foi de muita muita dedicação, responsabilidade, esforço e principalmente a empatia. Empatia acho que foi crucial pro negócio ir crescendo devagar e os clientes que frequentavam aquela loja começaram a perceber que nós éramos diferentes, principalmente no serviço.
Eh, a comida, quando você vai a um restaurante, eh, ela é obrigatoriamente ela tem que ser boa, né? O mínimo é a comida ser boa. Agora, o que você faz a mais além da comida, né?
qual, o que que você pode agregar ali para realmente eh proporcionar uma experiência legal para quem tá lá. E a gente foi sempre muito focado nisso. É uma preocupação genuína com a experiência do nosso cliente ali.
E você falou uma palavra muito importante agora, a experiência, que foi o que fez vocês mudarem de negócio eventualmente. Você começou a perceber que existia um nicho que fazia mais sentido de estar. como é que foi essa transformação do negócio que vocês passaram?
Perfeito, né? Eh, então a gente, por um lado, o caixa da empresa não estava super saudável, apesar de estar melhorando a cada mês. Eh, a ideia era transformar aquele conceito em uma rede de lojas de sanduíches bons e rápidos, tá?
Mas por outro lado, eu já estava atendendo devagar clientes que me demandavam ali, Fernando, me salva com coffe para pro meu diretor. Fernando, me ajuda com um café da manhã pro meu cliente, Fernando, um working lunch pro meu time de marketing. Então, é legal ressaltar aqui que eu eu nenhum momento planejei atuar em outro outro segmento, em nenhum momento eu sabia que eu ia para lá, mas eu tive a percepção, talvez a humildade de poder ouvir, perceber aonde que o rumo do meu negócio iria dar.
E de lá em diante, entendendo que aquele poderia ser um ótimo mercado para mim, eu comecei a me dedicar de corpo e alma para aquilo dar certo. Então, todos os clientes que começavam a entrar na loja, eu pedia telefone, e-mail, disparava e-mail marketing, divulgando esse novo serviço, rodava eh quase todos os prédios corporativos ali da região divulgando esse serviço também. e eh começou a entrar ali numa inércia de boca a boca, de demanda por esse eh serviço de coffe eventos, catering em geral, tá?
Nessa eu entrei com um novo sócio, nós pegamos uma cozinha fechada para atender apenas encomendas e eu vendi o ponto ali da Joaquim Floriana no Itaim. Então, a partir dali, eu considero que novos tempos vieram, né? Essa pivotada foi muito boa pra gente e dali em diante a gente basicamente cresceu no boca a boca.
é um cliente indicando o outro pelo bom serviço e bom bom produto que a gente sempre ofereceu. Foi basicamente isso. E bom, esse foi um crescimento que aconteceu de forma exponencial depois que vocês depois que você mudou o rumo do negócio, ele passou a crescer muito rapidamente.
E eu queria saber qual que é o tamanho do negócio hoje. O que você pode falar pra gente de faturamento, número de funcionários, número de sanduíches que vocês fazem por dia. Aham.
Então, Mário, eu tenho eh bastante orgulho de dizer aonde a gente tá hoje e possivelmente seguiremos aí crescendo na mesma proporção. Então, nós começamos com três colaboradores e com toda aquela dificuldade de espaço e recursos que eu comentei agora, né? Hoje nós somos em 100 colaboradores, eh, quatro sócios são ex-funcionários.
Eu acho importante citar isso, porque eu vejo aí no mercado muitas pequenas empresas, médias empresas, sem esse tipo de de programa de ação, de colocar eh talentos para dentro do quadro social. Isso pra gente foi crucial e são pessoas que me ajudam demais a fazer o negócio crescer, tá? A gente atende em média 75 eventos por dia, eh, em grandes empresas.
Então, o nosso serviço, nós atendemos os eventos, os pedidos, eh, até o final da tarde, começo da noite do dia útil anterior. Finalizamos de madrugada e entregamos no dia seguinte, a maior parte logo cedinho. Então, um desafio de logística super grande.
Nós vamos até os clientes, montamos uma mesa bonita e depois no dia seguinte a gente volta para buscar esses utensílios, tá? monta uma mesa bonita como essa que vocês que você montou aqui também. Quem tá ouvindo pelo áudio não vai ver, mas dá para dar uma olhadinha lá no YouTube que você vai conseguir ver como é que tá a mesa linda que o Fernando trouxe aqui.
Tá inclusive muito difícil de continuar essa entrevista sem pensar nas coisas todas maravilhosas que estão aqui com esse cheiro maravilhoso também. Mas mas continua, Fernando, desculpa. Imagina, depois você vai experimentar.
E esse realmente é o modelo de mesa que a gente faz. eh, tanto para seis pessoas, 20 pessoas, eh até para mais de 1000 pessoas. Em média, nossos eventos eh tem basicamente 20 pessoas participando, uma reunião, um treinamento, eh algum tipo de eh de conferência ali dentro da das empresas, tá?
Grande parte do nosso negócio é paraa empresa. Em termos de faturamento, eh, 2024 a gente faturou 20 milhões, 2025 tudo indica que a gente vai chegar aos 30 milhões. E para mim, o faturamento ele representa o quanto a gente eh está representando o mercado e de certa forma até para massagear o ego do empresário, porque o que vale bastante mais para mim do que o faturamento é a margem de lucro, tá?
Então, nós medimos, damos muito valor à margem de lucro e também a experiência dos nossos clientes e dos nossos colaboradores também. Eh, pros clientes, todos os pedidos que a gente faz, a gente eh manda a pesquisa CESAT, depois bimestralmente a gente manda eh pesquisa NPS, eh funcionários, a gente faz pesquisa de engajamento e se preocupa demais com aquela pesquisa também. legal.
A gente tem um programa que coleta todo o tipo de encantamento dos clientes. Então, todo comentário que vem, eh, vocês são demais, vocês são, amo, vocês tava tudo maravilhoso e qualquer tipo de comentário ali que vem pelo WhatsApp, pelo e-mail, pelo próprio iFood, que a gente tem ali uma operação bem destinada a Caterine, pro iFood, nós vamos contabilizando e divulgando pra empresa inteira todos aqueles comentários. Isso é muito, muito positivo pra gente.
Vocês tiveram um aumento no número de clientes, isso também trouxe novas demandas. E pensando nesses clientes novos que entraram público corporativo, existe uma necessidade de lidar com essas pessoas de uma forma muito diferente do que a que você lidava antes com as pessoas que iam na loja, compravam, conversavam com você. Eh, e pensando nesse foco no cliente, que é também um pouco do tema do nosso episódio, de que forma que você gerencia essas demandas dos clientes, esse relacionamento com o cliente, como que você faz essa gestão hoje em dia?
Certo, certo. Bom, eu acho que essa resposta tem duas frentes. A primeira, eh, nós temos um setor de tecnologia e processos ali na empresa.
Então, nós mapeamos todos os processos do setor comercial, nesse caso específico. Eh, depois de mapear, a gente encontrou os gargalos. Para esses gargalos, alguns, a gente eh implementou soluções eh não digitais.
a mudança de um processo, de um procedimento, uma mudança simples ali, eh, e outras mudanças digitais. No caso do comercial, a gente entrou com a Seos Force, que é uma super solução para organizar as nossas carteiras de cliente, uma super solução para pro atendimento também, eh, um bom atendimento dos nossos clientes e também para integrar com outras soluções digitais que a gente tem, por exemplo, o portal de pedidos que a gente tá quase lançando. Então, nesse portal que vai ficar super legal, já está super legal, eh o cliente coloca ali quantos quantos participantes no evento, eh, qual é o tipo de evento, é um coffe?
É um café da manhã, um working lunch, qual que é o nível que você gostaria, A, B ou C. Então, escolhendo esses critérios ali, depois de 5 segundos, o Carolino, que é o nosso mascote, ele faz basicamente uma mágica ali e sugere um orçamento super rápido, totalmente eh modelado aquela demanda, aquela necessidade do cliente. Então, eh, tanto o cliente quanto o analista, ele consegue ter essa experiência fazendo um orçamento basicamente em um minuto.
O, eh, o nosso analista sem essa solução, ele demora em média 40 minutos para fazer o orçamento e o cliente não faz o orçamento sozinho. São os analistas sem essa solução, tá? Então, hoje a gente consegue ter muito mais atenção ao nosso cliente com a tecnologia eh ao nosso favor, a tecnologia ajudando como ferramenta e não substituindo o ser humano, né?
E a gente nos permitindo a ter uma conexão melhor com as pessoas, tá? Então esse orçamento que a gente finaliza no portal, ele cai uma oportunidade já direto no pipeline do analista daquela carteira daquele cliente e ele imediatamente já entra em contato com o cliente. Então isso é fantástico assim para poder ganhar escala com mais qualidade de atendimento, que é sempre a nossa prioridade antes da escala.
Então, e a outra frente que acho muito importante falar aqui, Mari, eh, hoje no comercial a gente tem um time de aproximadamente 17 pessoas e são pessoas que acima dos seus currículos elas compartilham dos nossos valores de hospitalidade, eficiência e transparência. São pessoas que por natureza se colocam no lugar dos outros, que se sentem pertencidas à empresa, se sentem pertencidas ao nosso propósito de fazer da hospitalidade um ciclo virtuoso em nossas vidas. Então elas, uma vez que gostam do que fazem, fazem bem feito e estão ali compartilhando completamente com a nossa cultura, são elas quem cuidam dos nossos clientes.
Não sou eu. Eu e todos os líderes temos o dever, o compromisso de cuidar das pessoas, cuidar do time. Quem cuida da tarefa, quem cuida do resultado, quem cuida do cliente é o time.
e não as lideranças. E é assim que a gente pensa e assim que tá dando certo. É, eu ia perguntar justamente sobre a escala, escalada do negócio, como é uma coisa meio artesanal até, né, alimento, é uma experiência o que você entrega.
É difícil de pensar numa escalada, assim como as startups normalmente escalam usando tecnologia, mas você trouxe aqui um pouco como é possível fazer assim eh uma escalada no negócio usando a tecnologia para auxiliar vocês justamente nesse nesse tempo que você precisa para entregar um orçamento, para o pessoal do comercial receber o pedido e entrar em contato. Então é uma ligação muito mais rápida que acaba acontecendo, certo? Sim, sem dúvida.
Na área do comercial, esse é um exemplo claro de como a gente consegue escalar. Então, com os mesmos 17, possivelmente a gente vai conseguir eh ter uma conversão muito maior de orçamentos, né, e ter uma possibilidade de eh vender muito mais eh por conta da tecnologia. Na área da logística, a gente também tem outras soluções ali, eh, de rastreamento, de painel de pedidos, eh, e ganho de eficiência dia após dia, estoque, produção.
Por isso que um dos valores, ou seja, dos do que a gente valoriza nas pessoas que estão ali dentro é a eficiência. Eh, eu entendo que hospitalidade, que é assim a essência do negócio, hospitalidade não é um setor, tá? Para quem talvez não saiba, hospitalidade é um meio de vida.
Hospitalidade é você demonstrar que se importa pelos outros, é você mostrar que está ao lado, mostrar que eh que quer acolher a pessoa. É sobre como as pessoas se sentem, tá? Então, eh, esse é um dos valores que a gente tem ali.
A gente procura pessoas que têm esse tipo de comportamento. Só que a hospitalidade por si só, ela não faz o negócio crescer. Ela precisa ali de um um meio condutor para esse crescimento.
E ali a gente considera que é a eficiência. eficiência é você puxar para você e fazer melhor e mais rápido do que tava antes. É fazer do dia de hoje melhor que o dia de ontem.
Então esse é o outro comportamento que a gente busca nas pessoas ali dentro. Pessoas que estão sempre procurando um jeitinho melhor, mais rápido, com qualidade igual ou melhor do que estava ontem. Mesmo que seja assim a mudança da posição de um grampeador, mesmo que seja uma planilha super simples de Excel, mesmo que seja comprar uma tesoura e deixar a tesoura do seu lado.
Então isso a gente já considera eficiência. Quando todo mundo pensa dessa forma, a gente vai paraa frente mais rápido. E a transparência é se comunicar de forma clara e verdadeira.
sem a transparência, nada vai paraa frente. Então, a hospitalidade sozinha, eh, eu não entendo que o negócio consegue crescer com a eficiência. a eficiência é um meio condutor de levar a hospitalidade para cada vez mais gente e aquilo se transformar num ciclo virtuoso nas vidas de todo mundo que a gente se relaciona ali.
Eh, a gente tem eh uma um super feedback legal da grande parte dos colaboradores trabalham ali. É assim, eu nunca trabalhei aqui num lugar assim legal assim, puxa vida, aqui todo mundo se respeita e eu vejo que aquilo acaba refletindo inclusive na vida, no dia a dia da família dessa galera. E isso é muito positivo.
As pessoas se sentem pertencidas, gostam do que estão fazendo ali e não fazem por obrigação. O dinheiro acaba sendo não um objetivo, né, mas uma consequência do trabalho legal que ele tá fazendo ali. E por falar nesse trabalho legal todo, Fernando, quais são os planos pro futuro da empresa?
O que que você vislumbra para esse ano? você falou um pouquinho de faturamento, mas pensando também em expansão do negócio, talvez para esse ano, pros próximos anos. É, essa é uma pergunta bem difícil, Mari.
Eh, a gente tem uma preocupação genuína com a experiência do nosso consumidor, entregando produtos de muita qualidade, serviço de muita qualidade. A gente não abre mão disso, então a gente se preocupa muito mais do que nos números em si. Eh, nós temos algumas ideias eh para escalar o negócio, para sair de São Paulo, para sair do Brasil eh com um negócio, mas eu entendo que ainda não é o momento de colocar isso em prática.
Por outro lado, a gente está construindo uma fábrica agora de mais ou menos 700 m². Lá a gente vai concentrar toda a produção dos produtos eh estocáveis, a produção que a gente mesmo faz, de tudo que pode ser estocável e de toda a pré-produção, tá? o galpão atual que a gente tem, mais ou menos 500 m², vai se dedicar apenas à finalização.
Então esse galpão atual vai comprar do da nova fábrica da cozinha central, né, e poder finalizar de madrugada e mandar pro cliente. Assim eu ganho um grande fôlego para poder atender eh essa demanda que hoje é reprimida pra gente. Muitas vezes a gente tem que eh travar a agenda, quase toda semana a gente precisa travar a agenda porque não consegue atender a demanda que hoje nós temos, tá?
Então hoje o foco e é muito nesse próximo estágio aqui que finaliza provavelmente em setembro ou até o final do ano de 2025. Legal. Você falou uma história, você contou aqui uma história de muito sucesso, né, Fernando?
Mas também tem momentos que são sempre difíceis. Eu queria saber qual foi o momento mais difícil nessa trajetória. Bom, o começo do negócio foi super difícil, mas a pandemia foi devastadora.
A pandemia foi muito complicado pra gente. Imagina num mercado de eh eventos corporativos. foi difícil para muitos e muitos setores.
Eh, pra gente foi extremamente difícil e ainda nós mudamos para esse galpão atual, essa fábrica atual, eh, e no final de 2019 investimos muito dinheiro ali. De repente, poucos meses depois, o nosso faturamento vai a zero. Não tínhamos mais nenhuma fonte de receita sem saber que aquilo ia acontecer, né?
Então, hoje eh eu sou muito grato pelo proprietário do imóvel, foi muito complacente com a gente. Sou muito grato com os sócios e a minha família que me deram uma super força, apoio emocional para ter resiliência nessa tempestade ali que a gente passou. Em paralelo, eu não parei de mexer.
Eh, fiz parcerias com algumas marcas para operar na nossa cozinha com delivery. Criamos um delivery de food paraa pessoa física, eh, que era assim um dos melhores cafés da manhã de São Paulo de delivery, até eh, relatado ali por alguns influencers que foram totalmente orgânicos e realmente era muito gostoso. E também levávamos ah kits individuais pra casa do pessoal de empresa que estava fazendo home office, né?
Uma ou outra empresa ali fazia home office eh bem no começo de 2020, né? E nós levávamos esses kits. Eh, investi o pouco dinheiro que eu tinha com comunicação e audiovisual e a gente transformou nosso Instagram que era super fraco.
A gente fez um Instagram super legal. eh já investindo ali na nossa marca até um parênteses por por que tanta ação diante de um problema no meio da tempestade que inclusive quase vendemos o ponto ali porque não sabíamos para onde ir, porque em algum momento a gente teve a serenidade de entender que o mercado inteiro estava assim, meus concorrentes estavam assim na mesma tempestade. Então, vamos ter resiliência, vamos aguentar esse tranco, eh, para ter um marmo, esperar o mar se acalmar.
E no final, foi isso que aconteceu. O mar se acalmou, a nossa marca tava forte, porque a gente investiu em marca e as ondas começaram a chegar. E no final a gente eh hoje, logo depois da pandemia mesmo, começou a vender ainda mais do que vendia antes da pandemia.
No final tudo deu certo. Entre mortes e feridos salvaram-se todos, né? Salvaram-se todos.
É. E Fernando, caminhando aqui já pro nosso finalzinho, eu queria saber se você tem algum livro de cabeceira, alguma coisa, alguma leitura que você indica para quem tá ouvindo. Eu sempre gosto de perguntar porque eu também sou uma leitora.
Gosto de anotar as dicas para ler também. Legal. É, eu também, eu gosto bastante de ler.
Eu eu leio devagar e sempre. Eu nunca paro de ler, mas eu leio devagar. Eh, livros eu tenho alguns de cabeceira, eu diria, eh, meditações do Marco Aurélio, para quem curte estoicismo, eu gosto.
Eh, os sete hábitos das pessoas altamente eficazes do Stephen Covey. Super legal. Eh, comece pelo porquê do Simon Simc, já foi muito indicado aqui também sobre propósito.
E eu também indicaria o Sening the Table do Danny Meer, que é um guru da hospitalidade, que eu tive o privilégio de fazer um curso com ele nos Estados Unidos. Eh, e esse eu também super indico para quem é dessa área. Legal.
E Fernando, a última pergunta agora, que conselho que você gostaria de ter recebido quando você era mais jovem ou que conselho que você daria para pro jovem Fernando? Tá bom. Eh, direcionando a ao aspecto de crescimento profissional para empreender, pode ser, mas direcionando pro que Não, não vale compre Bitcoin, tá bom?
Sim. Pensa numa coisa que você gostaria de saber quando você era mais novo. Tá.
Tá bom. Eh, se eu pudesse voltar no tempo, talvez, ou diria assim, o que eu fui aprendendo durante a minha trajetória é a ter mais paciência, a ter uma maior capacidade de planejamento, não sair fazendo conforme a gente vai achando, de ter um pouco mais de rigor nos detalhes, eh, apesar de eu ainda ser muito fraco com isso. E e eu acho que o que é legal também, que que importantíssimo, se eu pudesse ter tido conhecimento disto antes, seria muito positivo para mim, é o valor da sinergia.
Eh, sinergia é quando 1 + 1 dá 10 e um dá 2. Então, eu me esforço para ser mais rigoroso, mas eu não sou naturalmente rigoroso nos detalhes. Tem pessoas que são muito mais eh rigorosas, aptas a esse tipo de tarefa do que eu naturalmente.
Eu me esforço para ser muitas vezes extrovertido, mas eu não sou naturalmente extrovertido. Tem pessoas que são mais introvertidas que eu. Eu me esforço para ser mais impaciente.
Às vezes tem pessoas que já são impacientes. Então, quando numa relação eh você tem pessoas diferentes que obrigatoriamente compartilham de cooperação e confiança, há de existir cooperação e confiança, você tem ali o resultado da sinergia. estão sendo pessoas diferentes, trabalhando juntas e eh produzindo um resultado muito maior do que se elas estivessem separadas.
Então, a soma delas juntas é muito maior do que se elas tivessem separadas. Então, isso para mim foi fundamental a hora que me deu esse estalo, né, de eu preciso procurar pessoas diferentes na qual haja nessa relação confiança e cooperação, tá? Então isso para mim foi super importante, tá?
E também eh alguns outra algumas outras a eh dicas ali de eh de como eh poder empreender melhor, eh seguir o seu negócio de uma forma mais eh saudável, né? eh diria, eh tenha uma proposta de valor muito clara. Daí já não é no aspecto pessoal, mas eu diria no aspecto de começar a empreender, tá?
Tem uma proposta de valor muito clara, né? Ou seja, por que que o seu cliente compra de você? Por que que ele vai comprar de você?
O que que você faz de melhor que o mercado realmente reconhece? Não adianta você falar: "Eu faço o melhor". picolé de giló do Brasil, se não tem mercado picolé de giló, né?
Então você tem que saber o que você pode oferecer de muito bom que o mercado reconhece. Aquilo chama proposta de valor. Depois dê muito valor à cultura, né?
a os seus valores pessoais eh devem ser eh um reflexo autêntico da cultura do seu negócio. E procure pessoas que compartilham dessa cultura e seja inegociável que elas compartilhem dessa cultura. Eh, por mais que elas sejam tecnicamente muito boas, se não tem cultura, não adianta, não vai dar certo.
Não vai dar certo também diria, se eu tô, não sei se tô falando muito aqui, mas é ótimo também. Eu diria eh caixa, sabe? Boa parte da saúde do seu negócio, ele ele mora no caixa da sua empresa.
Se você tem reserva, você enfrenta períodos ruins, eh, com mais segurança, porque momentos ruins vão aparecer, não tem saída, eles vão acontecer. E se você não tem caixa, vai ser muito mais difícil, tá? Por último, eh, eu também diria que sucesso é fruto de um comprometimento, um compromisso ali de disciplina e consistência e não de motivação constante.
Motivação é um remédio para usar em alguns momentos. O que vale mesmo pro sucesso é você ter disciplina e consistência. É isso que eu que eu diria para vocês.
Tá ótimo. Fernando, muito obrigada pela conversa. Imagina.
Muito obrigado, você foi um grande prazer. Essa história fica por aqui. O do Zaro Topo é uma produção do Infomoney e você pode participar enviando críticas e sugestões para zero@infomaney.
com. br. A captação de áudio e vídeo desse episódio foram feitas pela Camila Moura.
A edição também é da Camila. Eu sou a Maro, roteirista e apresentadora. Até a próxima história.