Bem-vindo à jornada enfermagem no trabalho na prática. Eu sou a Soraia, enfermeira do trabalho desde 2007 e nessa série de três aulas, eu vou te mostrar o caminho para você atuar com segurança na enfermagem do trabalho, tendo clareza, sem medo de errar, mesmo que você não tenha experiência nessa área. Para quem é a jornada?
Profissionais da enfermagem que têm dúvidas sobre as rotinas da enfermagem do trabalho. Para quem não sabe como fazer a gestão dos exames ocupacionais, para quem sente insegurança nos afastamentos pelo INSS. para quem quer cumprir as NRS, que são as normas regulamentadoras, para quem acha que tá isolado na empresa, porque o time de enfermagem é pequeno, é também para quem deseja ser reconhecido e valorizado e para especialistas, mas que não tem a prática, só conhecem a teoria da enfermagem do trabalho.
Agora, o importante é isso aqui, ó. E para quem não é a jornada, pessoas que se enquadr em qualquer dessas opções, técnicos de segurança do trabalho, bombeiro civil, são outras profissões. Então esse evento não é para vocês, não é para estudante de enfermagem, porque para trabalhar precisa ter um cor ativo.
E não é para profissionais da enfermagem que não desejam trabalhar na enfermagem do trabalho e tá tudo bem. E também não é para curiosos ou pessoas de qualquer outra profissão. Eu quero falar com você que quer trabalhar na enfermagem do trabalho e com segurança.
Atenção, essa aula vai sair do aringo à noite. Aliás, as três aulas da jornada vão sair do aringo à noite. Então, se programem para assistir todas.
E essa aqui é a aula um, onde a gente vai falar de erros ocultos e comuns que os profissionais da enfermagem do trabalho cometem sem perceber. Sabe quando a gente incorpora o cuidador e quer ajudar todo mundo, mas não sabe se aquela atitude pode ter alguma consequência e mesmo assim a gente faz? Ou sabe aquela situação que aparentemente é inofensiva, mas que pode a qualquer momento se virar contra você?
Esses são os erros ocultos. São erros que muitas vezes não são evidentes e se tornam armadilhas. É sobre os erros ocultos e sobre essas armadilhas que nós vamos falar hoje.
Eu vou te mostrar como isso acontece na prática através de situações reais e atuais, como por exemplo, a atualização da NR1. E antes da gente começar o nosso conteúdo, eu quero te parabenizar por você estar comigo aqui nessa jornada. Se você chegou até aqui, é porque algo dentro de você te incomoda ou literalmente te trava quando você pensa na enfermagem do trabalho.
Mas saiba que isso pode acontecer mesmo e você não tá sozinho. Tem muita gente que também se sente assim. O lado bom é que você já tá no caminho certo, já reconheceu que trava e que precisa de ajuda e que tá disposto a aprender com quem já sabe.
E eu também já me senti assim. E eu sei que é possível destravar e ter segurança na enfermagem do trabalho, porque aconteceu não só comigo, mas também com esses colegas de profissão. Hoje eu já me sinto uma pessoa mais firme, né, de firmeza para lidar com a situação e graças ao seu sua mentoria consigo me sentir mais segura.
Não tive na pós, né, na especialização, porém na sua mentoria foi só sucesso, só abriu minha mente. Eu me sinto segura por essa mentoria para tá atuando. Parece que agora eu tô mais no mundo da enfermagem de trabalho, então tá me dando mais o domínio.
O que a mentoria me ajudou muito foi a entender o que eu tô querendo e me trouxe segurança assim. Nossa, o o assunto que ela tá trazendo tem relação com a minha pós-graduação. Ela já tá na área e o que ela tá explicando vai servir para mim.
Eu fiquei mais tranquilo porque eu consegui entender, né, sobre os processos básicos, né, paraa enfermagem do trabalho, algo que eu não tinha compreendido até então. E isso me dá um conforto, uma tranquilidade, né? Foi muito melhor do que toda após.
Eu tô maravilhada, é muita coisa assim. tava com muito medo do NSS assim, meu Deus do céu. Viu só que é possível destravar e rir com Mausilene quando aprendeu as rotinas de INSS?
Isso acontece quando você entende que a enfermagem do trabalho é uma área específica, mas pouco explorada nos cursos de formação. Você já percebeu que nós somos formados para trabalhar em hospitais? Pois é, esse sistema de ensino é assistencial e não é preventivo e por isso cria uma lacuna entre o que você já aprendeu na teoria da enfermagem do trabalho e as rotinas, a prática, o dia a dia das empresas.
Falta um elo de ligação e eu tenho certeza que você sabe que falta alguma coisa. O que falta é justamente esse elo e é exatamente a busca por esse elo que pode te deixar vulnerável a cometer o primeiro erro oculto e que com certeza você tá caindo sem perceber. Você já ouviu falar em CAT, INSS, PCMSO e social?
Provavelmente nessa hora você foi lá naquele famoso site de busca atrás de explicações para essas siglas todas e aí você caiu numa armadilha de aprender sozinho, juntando conteúdo solto da internet, de apostilas, livros, vídeos aleatórios para entender o que significa cada um desses itens. Esse é um erro oculto. É olhar isoladamente esses itens que fazem parte do mesmo contexto e que tem relação entre si.
Sinto te dizer que entender o que é cada um desses itens é fácil. O segredo é juntar todos eles e aplicar no atendimento real com o trabalhador aí na sua frente. E como eu sei disso?
Claro que eu caí nessa armadilha e te digo que esse não é o caminho para quem deseja conhecer as rotinas. E não importa o segmento da empresa que você tá trabalhando ou que você deseja trabalhar, vai acontecer em todas elas. Comigo aconteceu quando eu já tava trabalhando em uma multinacional e precisei aprender no campo de batalha.
E era uma batalha interna porque eu vivia em dúvida, vivia tensa, porque eu não sabia se eu tava fazendo a coisa certa ou não. E aí chegou um momento que eu pensei em reagir ou desistir. Eu precisei tomar essa decisão.
Isso foi lá em 2007, quando eu vi esse anúncio no jornal. Faziam 3 anos que eu tinha me firmado e desde que eu peguei o meu querem, eu trabalhava no PSF de Guarulhos. Mas por questões familiares, depois de três anos no posto, eu pedi demissão e mudei de São Paulo pro Amazonas.
Eu já tava há um mês em Manaus quando eu vi um anúncio no jornal. Esse aí da foto que você viu. Na hora eu pensei, por que que uma empresa que produz televisão tá contratando uma enfermeira?
Santa ignorância dessa enfermeira que nem sonhava com a enfermagem do trabalho, não tinha estudado isso na faculdade, mas por não ter nada perder, claro que eu mandei meu currículo. Eu mal conhecia a Manaus. Eu não sabia direito nem como chegar na empresa, mas eu fui, eu fiz a entrevista com outros candidatos e mesmo sem experiência na enfermagem do trabalho, eu fui contratada.
Sabe por quê? Porque eu tinha um cor ativo e era o que a empresa precisava naquele momento para não ser penalizada. Mas eu só entendi essa necessidade no meu primeiro dia de trabalho, que foi numa sexta-feira, porque na segunda a empresa passaria por uma auditoria de qualidade em saúde e segurança do trabalho.
Um dos requisitos legais que eles precisavam cumprir era justamente ter enfermeira, porque eles tinham técnico, mas não tinham enfermeiro. Assim que eu comecei a trabalhar, eu percebi que tinham coisas ali naquele ambiente que simplesmente não faziam o menor sentido para mim. Eu fiquei perdida várias vezes.
Eu pensei em desistir. Para você ter uma ideia, me colocar em um comitê de SGI. O SGI é um sistema de gestão integrado que diz respeito às situações de meio ambiente, qualidade, saúde e segurança do trabalho e responsabilidade social.
Só que eu nem sabia que isso existia e eu já fazia parte desse comitê. Esse comitê tinham funcionários de várias áreas da empresa discutindo procedimentos para auditorias, ferramentas de qualidade, de saúde. E eu pensava, que que eu tô fazendo aqui?
Eu nunca ouvi falar em nada disso. Esse comitê era pra empresa manter uma certificação internacional chamada ISO. Não sei se você já ouviu falar em propagandas de grandes empresas que elas têm ISO.
Então, é um certificado de qualidade. E eu fazia parte desse comitê e pensava, mas na faculdade me ensinaram a dar banho de leito, fazer parto, massagem cardíaca e esse povo aqui falando de auditoria de qualidade, era um terror a cada reunião que eu tinha aqui. Foi uma dessas reuniões me sentindo literalmente perdida que eu decidi reagir.
Então, fui estudar para entender o meu papel naquele comitê e na empresa. Então eu fui atrás de informações com colegas de trabalho, fiz curso, li reli normas, leis, procedimentos e foi nessa hora no campo de batalha com casos reais, afastamento GNS, auditoria da ISO, dúvida da equipe e cobrança da chefia, que eu aprendi a como conectar a teoria com a prática, transformando leis e normas e norteadores pros meus atendimentos e também pras minhas decisões. E assim que eu percebi isso, eu me senti mais segura.
Eu vi uma lógica nas coisas. Eu entendi o contexto do nosso trabalho nas empresas. Isso foi maravilhoso.
Entender isso não trouxe só clareza, mas também uma leveza pros meus atendimentos. Eu passei a ter segurança naquilo que eu tava fazendo porque eu sabia o que fazer e por fazer. Eu aprendi o contexto e não o assunto isoladamente.
Percebe a diferença? Eu vou te dar um exemplo. Se você for simplesmente aferir uma PA só para saber o valor, é uma ação isolada.
Agora, se você afere essa pressão para explicar pro paciente se tá normal ou alterada, muda o contexto. Deixa de ser uma medida isolada para ser um marco que vai determinar a sua conduta, tá normal ou tá alterada. eu oriento o que fazer ou ele tá fazendo tudo certo?
Mas você que estudou sabe que já tem uma noção de cardiologia fica mais fácil de entender. E como que acontece na enfermagem do trabalho? Se você sente que tá fazendo tudo certo, mas continua inseguro, com medo de errar, o problema não é você, é o sistema de ensino aprendizado que não deixa isso claro pra gente.
E por isso eu te digo que falta esse elo de ligação, que falta conectar a teoria com a prática do jeito que eu te falei. Quando você tava estudando, você conheceu alguém que fez faculdade de enfermagem para trabalhar no Google, na Embraer ou qualquer grande empresa? Eu tenho certeza que você não conheceu, mas eu tenho certeza que se você estudou em São Paulo como eu, você conheceu um monte de gente que queria trabalhar no Einstein e no Sírio.
Percebe a diferença? Percebe que tá implícito na nossa formação que nós iremos trabalhar em hospitais e que você não vai trabalhar em outro local? Mas eu era enfermeira da Samsung.
Eu me achava o cachorro esquecido na mudança. Eu me sentia perdida literalmente. A enfermagem do trabalho existe e é uma carreira sólida, mas eu aprendi isso depois que eu já era funcionária de uma multinacional.
Na empresa, aliás, no mundo corporativo, a enfermagem não é assistencial, como é o modelo que ensina pra gente na faculdade. A ação que a gente faz é de prevenção. O papel da enfermagem do trabalho é cuidar da saúde dos trabalhadores para que eles tenham condições seguras e saudáveis de trabalhar.
Viu que entender essa diferença muda tudo? Eu não tava lá para fazer um curativo, eu estava lá para evitar lesão que pede um curativo. E claro que se algum acidente acontecer, é a enfermagem que vai atender, mas a gente trabalha para que esse acidente seja exceção, porque a gente trabalha com prevenção.
Se acontecer, a gente vai atender. É simples assim. Quando eu entendi isso, eu mudei a minha cabeça da enfermagem assistencial para preventiva.
E aí tudo começou a se encaixar. Eu comecei a entender as leis, as normas e até os documentos do SGI. E aos poucos eu fui conectando esses elementos todos com a prática, aplicando isso nos meus atendimentos.
Foi assim que eu percebi que existia algo que se repete nos atendimentos que eu fazia na empresa. Existia uma lógica, a lógica da enfermagem do trabalho, porque todas as demandas que nós temos estão interligadas. Lembra que eu te falei que aquelas siglas todas não estão isoladas?
A gente não aprende a ver o paciente como um ser holístico? Eu fiz isso com a enfermagem do trabalho. Como assim?
Lógica da enfermagem do trabalho, situações terligadas que fazem parte do mesmo contexto? Pois é, entender o que é a enfermagem do trabalho, enxergá-la de uma forma completa, relacionando a teoria das leis com os atendimentos do dia a dia, mudou a minha visão e a minha carreira. Eu me encontrei nessa área e eu tô aqui até hoje.
Até os horários de trabalho nas empresas são diferentes dos hospitais. Eu nunca trabalhei na assistência hospitalar, nunca dei um plantão na vida, sempre trabalhei de segunda a sexta em horário comercial e hoje em dia meu trabalho é híbrido, eu faço trabalho remoto. E eu preciso te confessar uma coisa, eu já trabalhei de sábado, mas calma, era banco de horas para eu folgar depois ou era hora extra mesmo e assim eu ganhei um bom dinheiro.
E essas regras todas são garantidas pela CLT e eu sempre fui CLT. E foi assim, no dia a dia que eu descobri que na enfermagem do trabalho temos uma rotina mais previsível, porque os atendimentos são ambulatoriais e destinado a um grupo específico de trabalhadores. Nesse tempo todo trabalhando na enfermagem do trabalho, em grandes empresas e multinacionais, eu percebi como é difícil encontrar profissionais com conhecimento na enfermagem do trabalho.
Eu já sabia que a gente não aprende enfermagem do trabalho na faculdade. E eu digo faculdade porque eu fiz direto à graduação. Nunca fui técnica, mas eu sei que nos cursos técnicos também assim, só que mesmo sem estudar isso, o mercado precisa de nós.
As vagas estão aí. Dá uma olhada na internet para você ver. Nesse dilema, o problema para mim começou a virar solução.
Porque lembra que eu te falei que somos formados para trabalhar em hospitais? Era isso. Eu aprendi que a primeira coisa que a gente precisa fazer na enfermagem do trabalho é mudar a mentalidade do assistencial pro ambulatorial voltado pra prevenção.
E anota isso porque vai te ajudar demais na sua carreira. Nesse processo de compreensão entre o que estudamos e o que executamos na empresa, pode ser um pouco confuso no início, é normal. Aliás, é uma construção, é uma construção de habilidades e cada situação que a gente vai vivenciando, vai aumentando esse conhecimento.
E olha só o que aconteceu comigo. Teve um dia que o médico tava fazendo um exame demissional e me chamou dizendo que o funcionário estava se recusando a assinar o aso e eu pensei: "Que que eu posso fazer? " O médico precisava da minha assinatura como testemunha, porque o funcionário estava apto, só que ele não reconhecia isso.
E eu tremi da base porque eu não sabia o que fazer, mas eu entendi que naquele momento o médico só precisava de uma testemunha e mais nada. E agora você pode anotar essa situação também que eu passei e não precisa nem tremer, tá? é só para assinar, para ser testemunha de que o médico fez o exame, embora o trabalhador não reconhecesse a aptidão dele.
E claro que levou um tempo para eu aprender todas essas rotinas. Eu vivenciei várias situações, algumas engraçadas, outras mais sérias, mas até um dia eu me dei conta que eu já sabia cuidar de casos de NSS, eu sabia abrir o CAT, fazer gestão de exames e percebi o poder que tem de se fazer um bom controle de absenteísmo que gera dados pra gente fazer campanhas de saúde. E foi fazendo tudo isso no dia a dia, deu tudo certo e eu aprendi na raça, na prática mesmo, batendo cabeça, perguntando tudo para todo mundo.
Quem me ajudava eram os colegas do Sesmit, do RH, da produção, do jurídico e até do SGI. E assim eu fui me familiarizando com as rotinas da empresa e da enfermagem do trabalho. E após 3 anos nessa primeira empresa, eu mudei de emprego.
Eu fui para uma outra multinacional lá em Manaus, que estava no momento de expansão. A empresa passou de 800 para mais de 8. 000 funcionários em menos de 2 anos.
E até então eu era a única enfermeira. Na equipe a gente tinha sete pessoas, eu e mais seis técnicos de enfermagem. Eu tava ficando maluca com aquela sensação de enxugar gelo e sabia que eu precisava de mais gente para dar conta de todo o trabalho.
Então eu mostrei pra empresa que a gente precisava de mais enfermeiros porque a empresa tinha crescido demais. E a alta direção aprovou o meu pedido e foram abertas três vagas, mas somente duas foram fechadas por falta de candidatos qualificados. Desses dois, nenhum tinha especialização ou experiência na enfermagem do trabalho, mas eu gostei deles, achei que tinha um potencial e decidi treiná-los ao invés de perder tempo esperando um candidato experiente.
Só que eu nunca esqueci a dificuldade que foi para fechar essas duas vagas. Isso nunca saiu da minha cabeça. Eu treinei essas duas pessoas, eu ensinei a lógica da enfermagem do trabalho e anos depois eu voltei a morar em São Paulo e trabalhando em outras empresas, treinando outros profissionais da enfermagem, eu percebi a dificuldade de encontrar candidatos com conhecimento específico na enfermagem do trabalho.
Eu vi que isso era geral, não era algo que acontecia só em Manaus e assim até hoje. Sabe por quê? Porque as empresas querem profissionais prontos para trabalhar, mas os cursos de formação, seja técnico ou na graduação, nós somos para trabalhar em hospitais.
Então, é por isso que as empresas que têm vagas abertas pedem experiência ou pós-graduação. Aliás, elas buscam candidatos com experiência, porque essa é a forma que os recrutadores têm de trazer do mercado profissionais que saibam o que fazer, que tenham conhecimento da enfermagem do trabalho, porque é um conhecimento muito específico. Entendendo isso, eu percebi que eu já ensinava os meus colegas a como conectar aquilo que a gente aprende na formação enfermagem com as rotinas da enfermagem do trabalho de uma forma prática.
E foi vivendo tudo isso que eu percebi que a formação tradicional não prepara ninguém paraa enfermagem do trabalho. Eu mesma tive que aprender na marra, na prática, com os meus erros, com as dúvidas que quase ninguém sabia responder, sem contar as inúmeras vezes que o médico do trabalho não tava na empresa e eu tinha que tomar alguma decisão administrativa. E você que trabalha na área sabe como é difícil ter que tomar esse tipo de decisão sozinha, mesmo sendo uma decisão administrativa.
E eu me dei conta disso quando eu comecei a ensinar o que eu já sabia, primeiro pros meus colegas e depois pra minha equipe. Eu percebi que tudo fazia sentido, que realmente existia uma lógica na enfermagem do trabalho, um passo a passo, uma estrutura que com ou sem médico as coisas iam acontecer. A gente só não pode aso, tá?
E foi aí que nasceu o meu método de ensino. E por que que eu tô te dizendo isso? para você não precisar passar pelas mesmas dificuldades que eu passei e também porque essa metodologia permite que você entenda com clareza as rotinas da empresa e como cuidar da saúde do trabalhador.
E não se esqueça que o foco sempre vai ser prevenção. Essa metodologia é um elo que conecta a formação teórica com a realidade ou os atendimentos que a gente realiza no dia a dia, na prática da enfermagem do trabalho. Com o tempo eu fui lapidando, melhorando esse método na medida que eu apremorava também a minha compreensão através de situações reais.
Quando você sabe o que fazer e por fazer, passa a ser reconhecido e valorizado não apenas pelas suas ações, mas também pelo seu conhecimento, pela segurança, pela clareza que só tem quem domina aquele conteúdo. E o mais incrível é que esse método funciona em qualquer empresa que trabalha em regime de CLT. Depois que eu estruturei esse método, eu percebi que eu caí naquela armadilha que eu te contei no início da aula, que é o jeito errado estudar os assuntos da enfermagem.
E você também talvez esteja cometendo esse erro sem perceber. E o que é esse jeito errado? É achar que só a especialização vai te dar segurança.
É estudar isoladamente as NRs, as leis. é ler e reler documentos sem conseguir aplicar isso num atendimento real, numa auditoria, num afastamento de NSS, por exemplo, e achar que esses assuntos são individuais porque eles não são. Todos estão interligados, em algum momento eles se encontram.
Outro erro comum é esperar que a empresa vá te ensinar tudo ou que em algum momento a segurança simplesmente vai chegar do nada. Não vai. Eu sei disso por dois motivos.
Primeiro, porque eu já fui essa pessoa, eu te contei que eu me sentia perdida em vários momentos na empresa. E segundo, porque isso acontece todos os dias com profissionais que chegam até mim cheio de dúvidas. Tem gente que fez a especialização, que tem o diploma na mão, mas quando recebe uma demanda real, trava.
Como enfermeira que mandou essa mensagem para mim, Soraia, me pediram para preencher o macate e eu travei. Eu sei o que é, mas nunca me ensinaram como fazer. Percebe a diferença?
E essa história é real e se repete com frequência. Dá uma olhada nisso aqui. Viu como tem muita gente cheia de dúvidas e inseguranças?
Para mim, essas dúvidas todas são todas resultados do sistema de ensino que apresenta só a teoria. Eu mesmo acreditei que a pós-graduação iria me ensinar tudo que eu achava que faltava, mas infelizmente não foi assim. Eu comecei a pós em 2009, só que eu trabalhava na área desde 2007 e justamente por trabalhar na área, que em muitas aulas era a minha experiência e as minhas vivências que ajudava os meus colegas a compreender os temas da aulas.
Fato é que mesmo assim, mesmo capengano, eu terminei a pós e recomendo que você também faça a sua especialização, porque algumas empresas pedem realmente essa formação. Só que eu percebi que eu ganhei um certificado e assim eu decidi que o meu método de ensino seria baseado em situações reais, situações da prática, do dia a dia mesmo. Não abre mão disso.
Sabendo disso, eu quero que você entenda que tendo ou não a especialização, você pode sim ser o enfermeiro ou técnico de enfermagem de uma empresa, desde que você tenha um conhecimento que elas buscam em um profissional. As empresas buscam profissionais que têm uma base técnica que é fundamentada na lei, nas normas, nos documentos que dão a segurança ao profissional e que vai além da realização dos primeiros socorros, entende? E ao contrário do que parece, isso não é um bicho de sete cabeças.
Esse método é o elo que faltava. Ele conecta o que a gente aprende na assistência com o que as empresas esperam de um profissional da enfermagem do trabalho. E ele nasceu no campo de batalha e é por isso que ele funciona na prática.
Eu vou te mostrar como ele funciona. E eu dividi essa metodologia em três pilares. Primeiro, conhecimento técnico baseado na lei, atividades de enfermagem do trabalho na prática mesmo e habilidades e conhecimentos específicos dessa área.
Não adianta você achar que tem 10 anos de experiência num CAPS, numa UTI, e achar que vai arrasar na enfermagem do trabalho. Não vai, porque os conhecimentos aqui são específicos. E essa é a minha metodologia.
Você pode estar se perguntando por que que eu desenvolvi essa metodologia? E eu te explico, porque eu percebi que a conta simplesmente não fecha. Pensa comigo, a gente não aprende enfermagem do trabalho na graduação ou no curso técnico e quando a gente tem o interesse pra área, faz uma especialização e ainda assim se sente inseguro, porque o curso é 100% teórico.
Ao contrário de cursos como UTI, centro cirúrgico, obstetrícia, na enfermagem do trabalho você não vivencia a prática porque o estágio não é obrigatório. Ou seja, estão cobrando de você uma experiência que ninguém te ensina de verdade. Depois que eu entendi o papel da enfermagem do trabalho e vi que as empresas precisam contratar profissionais da enfermagem para cumprir o que tá na lei e nas normas, eu vi que essa é uma necessidade real e que torna esse mercado sólido.
E você também pode fazer parte desse mercado, assim como eu. Por isso que eu me tornei mentora, para preparar colegas da enfermagem, para aprender a prática e tudo que as empresas buscam em um candidato. E é por isso que estamos juntos nesse evento, na jornada enfermagem do trabalho na prática.
é para acelerar a sua carreira na enfermagem do trabalho, mas sem abrir mão da segurança, da previsibilidade e da valorização profissional, porque são importantes. A gente vai treinando um caminho sólido, com clareza nas nossas condutas, com respaldo técnico, porque tá tudo baseado na lei, no que a lei exige e o que o mercado precisa. E agora que você já sabe que é possível conectar a teoria com a prática, eu quero que você pare e pense: será que você também tá seguindo o jeito errado de atuar na enfermagem do trabalho?
mesmo sem perceber e tá caindo nos erros ocultos. Eu vou te mostrar alguns exemplos reais do que muita gente faz achando que tá certo, mas que na prática só gera mais insegurança. Pode deixar dúvida ou até gerar erros que colocam a sua credibilidade em risco.
Quer ver só? Lembra daquela mensagem que eu recebi que mostrava uma colega precisando abrir uma cate, mas que ela travou na hora porque ela nunca tinha feito aquilo? Vamos a esse exemplo.
O jeito errado é achar que você nunca vai precisar abrir uma CAD, porque tem alguém que faz isso lá na empresa e que pode ser um técnico de segurança, um outro colega do setor, não importa. Delegar pro outro sem saber supervisionar é o jeito errado. Acreditar que isso que não é seu hoje, nunca vai ser para sempre te limita.
O CESMIT é um serviço multiprofissional pra empresa. Tanto faz se é você, o técnico de segurança, o engenheiro de segurança que vai abrir a CAT. A empresa quer que ela seja feita com dados corretos e no prazo certo, mas aí você se esconde na possibilidade de deixar que o outro faça e no dia que você menos espera, essa demanda cai no seu colo e dá vontade de sair correndo porque você não sabe o que fazer.
Você sabe o que acate, mas como é que preenche nessa situação? Não abrir a CAT não é o maior problema. Existe um erro oculto aqui.
Não abrir a CAT tem impactos pra empresa. Ela pode ser multada pelo governo. Tem impacto no exsocial.
E o trabalhador que se porventura precisar ir pro INSS, ele vai te pedir a CAT, ele vai cobrar esse documento para ele receber um benefício lá no NSS, um benefício acidentário. Então não é só um documento para ser preenchido, tem penalidades pra empresa e pro trabalhador. E você precisa entender esse contexto.
Então não faça do jeito errado, empurrando ou se sentindo aliviado, porque isso não é seu, porque pode se tornar seu a qualquer momento. Inclusive, já vi abertura de CAT como item obrigatório em vagas de emprego na enfermagem. Então, não se limite a empurrar para ninguém fazer.
Aprenda antes fazer. Outro erro oculto que você pode estar cometendo é achar que a enfermagem é responsável por resolver tudo no ambulatório da empresa. E eu te digo que não é.
Para de querer cuidar de tudo e de todos. A enfermagem tem o cuidado correndo na veia, mas tem limites. No mundo corporativo, temos muitas atividades que passam por várias áreas da empresa e cada uma tem a sua parte no processo.
Então, não seja a pessoa que diz sim para tudo. Quer ver só duas situações que eu tenho certeza que muita gente erra mesmo sem saber que tá errando? A primeira é achar que cumprir NR1 e fazer avaliação de risco psicossocial é papel da enfermagem.
A outra é emitir aso de mudança de risco ocupacional porque o RH pediu. Gente, dizer sim para tudo só vai te sobrecarregar. Então, não queira abraçar o mundo.
Fazer mais atividades não vai te trazer reconhecimento ou te fazer uma pessoa mais legal. Muito pelo contrário. Claro que você não pode receber um pedido de outro setor da empresa e sair negando.
Não é assim. Você precisa conhecer o processo para saber se aquela demanda é da enfermagem, é do médico ou de qualquer outro profissional de fora do ambulatório. Se você conhece NR1, que trata do PGR, que é o programa de gerenciamento de riscos, onde tá escrito que a empresa deve fazer o gerenciamento dos riscos físicos, químicos, biológicos e também dos ergonômicos e que tá dentro dos ergonômicos avaliação de risco psicossocial.
Aí vem alguém da empresa perguntando sobre a atualização da NR1 e você treme porque não sabe nem como começar a fazer isso. E só por achar que quem cuida da saúde mental é o ambulatório, você vai logo assumindo uma demanda que não é sua. É papel da empresa fazer a gestão desses riscos.
Um profissional seguro, ele não cumpre ordens, ele analisa para saber se essa demanda é dele ou direciona pra pessoa correta, caso não seja ele. É simples assim. A avaliação de risco psicossocial é mencionada na NR1, mas ela tá dentro da NR17.
Quem é que cuida de NR17 na empresa que você trabalha? Só de falar isso, quem conhece essa norma já vai perceber que algumas luzinhas vão acendendo e as coisas vão ficando mais claras. Mas e quem não conhece, surta, vai fazer avaliação de risco por aí, sem saber como fazer, como analisar, como implementar?
Não faça isso. Não seja a pessoa que surta porque as situações assim se repetem nas empresas e só mudam de endereço. E sabe o que é pior?
Sabe qual é o erro oculto nisso? É levantar riscos que existem ondem não existe. É propor um gerenciamento que não é plausível.
E se a empresa não cumprir esse gerenciamento, ela pode ser multada pelo governo. Entendeu que o erro oculto não é fazer aquilo que você não sabe? é expor a empresa que lá na frente, se ela for multada, vai querer saber quem que foi que fez aquele gerenciamento, quem que assinou esse documento com dados errados.
Isso com certeza será uma demissão. E você já tinha parado para pensar no contexto da NR1 e nas penalidades que a empresa pode sofrer? Isso é sério demais para você assumir algo que você não foi preparado.
É papel da empresa colocar alguém capacitado, alguém que entenda dessa análise e que possa responder por ela. E detalhe, só pode fazer isso quem conhece. Agora que você já viu o erro oculto na NR1, você vai ver o erro que ainda acontece quando o assunto é mudança de risco ocupacional, porque tem empresa que ainda mantém esse exame em sua rotina do RH, porque antes era mudança de função e com a nova NR7, que nem é tão nova assim, porque ela tá em vigor desde 2022, esse exame se tornou mudança de risco ocupacional.
Se mudou o nome, provavelmente esse processo deveria ter sido revisto pela pessoa da RH, mas por algum motivo continua sendo realizado. Então presta atenção. Se antes era mudança de função e passou a ser mudança de risco ocupacional, será que tá tudo igual e só o nome que tá diferente?
Claro que não. A regra mudou, o texto foi atualizado e você precisa acompanhar essas mudanças e mais do que isso, precisa saber como negar esse tipo de demanda para RH. Sabe qual é o erro oculto nessa situação onde um aso é emitido sem necessidade?
é gastar dinheiro à toa e tempo é dinheiro. O tempo que o médico tá fazendo um aso de mudança de risco, que não é necessário, ele poderia tá fazendo um outro atendimento. E esses exames que são realizados num prestador de serviços, olha só o desperdício de dinheiro.
E não é só com exame, mas também com o tempo do trabalhador que sai da empresa, vai até o prestador para fazer um exame que é desnecessário. Viu como entender o contexto da situação? amplia a sua compreensão.
Então, não é sobre um exame, mas é sobre o seu posicionamento no cumprimento do que tá na norma na NR7. Eu sei que a sua cabeça deve est fervendo com tanta informação que até hoje nunca ninguém tinha te contado, mas eu preciso te mostrar outro erro que acontece e que acaba expondo o profissional da enfermagem uma situação muito constrangedora. Esse erro é não orientar o trabalhador sobre as rotinas do NSS.
Qual que é o prazo, os documentos, o que que o trabalhador tem que fazer quando ele receber o resultado da perícia? E o que é pior, deixar que ele descubra tudo sozinho. Sabe o famoso isso não é comigo?
O trabalhador vai dar um jeito e no final do afastamento ele precisa fazer o exame de retorno ao trabalho, mas como ele não foi bem orientado, ele corre o risco de voltar a trabalhar sem esse exame. E aí o profissional de enfermagem fica numa saia justa porque ele nem sabia que o benefício do NSS desse trabalhador ia acabar. Cadê a humanização?
Cadê a empatia? Gente, esse trabalhador tá doente. Ele tá se afastando do trabalho por uma doença que pede mais de 15 dias de afastamento.
Você já parou para pensar nisso? É uma situação ruim na vida dele e nós da enfermagem podemos fazer a diferença nesse tipo de situação. E qual que é o erro oculto nisso?
é não fazer a gestão dos exames que tá na NR7, porque lá tá descrito que a empresa precisa emitir o aso de retorno ao trabalho após um afastamento superior a 30 dias. E sem esse aso, a empresa pode ser mutada, pode ser notificada pelo e social, sem contar que o trabalhador pode ainda não tá bem para voltar e ao invés de marcar uma perícia de prorrogação, ele começa a trabalhar e o negócio complica. Aquilo que era simples, era só uma prorrogação, muda completamente o contexto só porque ele não teve gestão.
Então, se você tá comigo até agora, é porque você não quer cometer esses erros ocultos, certo? E todos eles têm solução. E é exatamente isso que eu vou te mostrar na aula dois.
Eu vou te mostrar como fazer o atendimento dessas três demandas, mas do jeito certo, com propriedade, conhecimento de causa, com argumentos plausíveis que mostram que você sabe o que você tá dizendo. E mais do que isso, você vai passar a ser visto como um profissional expert que faz a diferença e que é inserido em discussões de casos, em projetos de melhorias, em consultas de mudança. O mundo se abre, mas só para quem sabe qual é o seu papel.
Aliás, falando em papel, uma das perguntas mais pesquisadas no site de busca é: Qual o papel da enfermagem do trabalho? Eu já te mostrei isso nessa aula, mas eu não vou ficar em paz se eu não te contar de onde isso vem. Nós estamos na empresa para aplicar o que tá escrito nas leis e nas normas.
E nesse conjunto de leis tem a lei 7498 de 86. Lembra da lei do nosso exercício profissional? Pois é, na enfermagem do trabalho a gente também segue essa lei.
E o que fazem os técnicos de enfermagem do trabalho? Eles podem realizar procedimentos como aferir os sinais vitais, realizar pequenos procedimentos sob supervisão da enfermagem. Podem participar de ações de saúde preventiva, investigando acidentes e também fazendo parte de comitê de planos de melhoria.
Eles podem receber atestados e outros documentos, receber os funcionários que comparecem pros exames ocupacionais, podem realizar atividades administrativas, como o controle de estoques, de documentos, de arquivo, de agenda e, claro, realizar primeiros socorros e procedimentos de baixa complexidade. E antes que você me diga que tem empresa que só tem técnico e que não tem enfermeiro, eu te digo que é verdade, que tem mesmo e que elas estão respaldadas pelo NR4, que trata do dimensionamento do CEST. Mas sabe o que que isso quer dizer?
que o técnico precisa saber todas as rotinas para fazer aquilo que lhe cabe e recusar a fazer aquilo que não é da sua responsabilidade. Agora vamos lá, vamos ver o papel do enfermeiro. Os enfermeiros do trabalho podem realizar as mesmas atividades que os técnicos, além de executar atividades de maior complexidade, como, por exemplo, acompanhar um pós-acidente ou uma doença ocupacional, fazendo consultas de enfermagem.
A gente pode planejar, organizar, coordenar, executar e avaliar os serviços da assistência de enfermagem. Prescrever cuidados da assistência de enfermagem, como o controle de pressão arterial, aplicação de medicação injetável, desde que prescrita por um médico, aplicar vacina, fazer curativo. A gente pode realizar atividades de gestão estratégica pros exames ocupacionais, além de supervisionar e liderar a equipe de enfermagem.
Nós também participamos da prevenção de doenças, de controle de infecções, programas de saúde pública. Mas aí você pergunta: "Mas e se eu tiver trabalhando numa empresa privada, o que que eu faço? " Cuidamos de pessoas e pessoas podem ter doenças de notificação compulsória e de interesse de saúde pública.
Uma vez eu tive que fazer um bloqueio vacinal em um setor inteiro porque uma pessoa desse setor teve sarampo. Sarampo em adulto. Exatamente.
Assim que eu soube do diagnóstico dessa funcionária, eu parei o setor inteiro, informei sobre o caso, expliquei qual er quais eram os sinais, os sintomas e avisei que no dia seguinte todos deveriam trazer a carteirinha de vacinas, porque a minha equipe do posto de saúde viria até a empresa para fazer o bloqueio vacinal. Viu só? A enfermagem do trabalho vai além do muro da empresa e que a depender da situação, a gente tem demandas que conectam outras áreas da empresa e de fora da empresa.
Claro que nesse caso foi a vigilância epidemiológica do município que levou as vacinas e que fez o bloqueio vacinal, porque essa é uma ação de saúde pública, mas internamente fui eu que viabilizei tudo. Uau, quanta informação, hein? Eu imagino que a sua cabeça agora realmente tá fervendo e que ela tá a milhão.
Então vamos recapitular tudo que a gente falou nessa aula. A enfermagem é preparada para trabalhar em hospitais e que mesmo assim as empresas buscam profissionais prontos. Dois, falta um elo que conecta a teoria com a prática da enfermagem do trabalho, que traz assim insegurança e que isso é bem comum.
Três, nós vimos que é possível aplicar esse elo e usar as leis e normas para embasar as nossas condutas através de um método que traz a segurança ao profissional que sabe qual é o seu papel na empresa e na enfermagem do trabalho. Então, para você se programar, na próxima aula, eu vou contar o jeito certo em como que você vai atuar nessas três situações que eu mencionei na aula de hoje. Lembra?
Um, achar que cumprir NR1 e fazer avaliação de risco psicossocial é papel da enfermagem. Dois, emitir aso de mudança de risco ocupacional porque o RH pediu. Três, não acolher e orientar o trabalhador que tá sendo encaminhado ao INSS.
Eu vou te ensinar a resolver essas três questões, analisando o que tá na lei, usando os três pilares do meu método, porque é assim que você vai se sentir mais seguro. Então, a gente vai aplicar o conhecimento técnico baseado na lei para resolver essas questões práticas da enfermagem do trabalho e desenvolver habilidades que vão destacar você no mercado de trabalho pelo que você conhece. Só mais um aviso importante antes da gente encerrar.
Eu te convido a entrar pro nosso grupo no WhatsApp, caso você ainda não esteja lá, porque nesse grupo eu compartilho informações importantes sobre essa jornada. Lá eu trago dicas, reflexões do dia a dia sobre a nossa atuação nas empresas, tudo que você precisa para se sentir seguro nas suas condutas e sem medo de errar. Então não fique de fora do grupo e a gente se vê na próxima aula.
Yeah.