Oi pessoal então voltamos né ao nosso ao nosso curso na aula de hoje a gente vai dar continuidade ao passo a passo da avaliação psicológica então no vídeo anterior a gente conversou um pouquinho sobre o momento Inicial né a gente explorou bem as questões de raport as questões eh de do contrato terapêutico que é de suma importância pro funcionamento da nossa avaliação a gente falou da anamnese Então esse momento Inicial ele é fundamental para embasar o que vem a seguir então a partir ali do meu primeiro encontro eu já tô construindo as minhas hipóteses né
que a gente viu que são completamente é dinâmicas então eu posso chegar com uma hipótese administro uma técnica e depois eu vejo que aquela minha hipótese ela não se sustenta construo outra e continua investigando né e para que eu possa né ou não confirmar essas minhas hipóteses eu preciso escolher métodos técnicas e Instrumentos que sejam adequados para responder né para confirmar ou não essa minha hipótes então o vídeo de hoje a gente vai explorar Quais são os critérios que que a gente considera O que que a gente observa para escolher esses instrumentos aí então vamos
lá né tem três aspectos que devem ser considerados independente da técnica tá pessoal bom ah decidi usar entrevista decidir usar observação decidir usar teste esses três aspectos vocês vão ter que considerar sempre Então vamos lá qual é o primeiro característica do paciente a gente já viu aqui que a gente lida com diferentes etapas do desenvolvimento com diferentes pessoas com diferentes tipos de funcionamento então a primeira coisa que a gente tem que observar são as características do paciente nos testes a gente precisa observar para que a gente possa escolher testes que sejam adequados à idade por
exemplo né a gente sabe que crianças por exemplo mesmo a gente às vezes colocando tudo ali como infância num criança de um para 3 anos a gente já tem uma diferença enorme né E já e já é necessário que a gente faça adaptações nas nossas técnicas para administrar com esse público então a gente precisa considerar testes que sejam construídos para essa faixa etária né Assim como para pessoas idosas como para pessoas adultas como para adolescentes Essa é a lição número um e isso a gente precisa considerar pessoal não só nos testes mas também em entrevistas
e observações como a gente viu na aula passada a entrevista na entrevista né a gente precisa adaptar Nossa linguagem então se eu tô falando com uma criança eu preciso adaptar minha linguagem a de uma criança não é percebam infantilizar a minha linguagem não é isso é tornar minha linguagem Clara para a faixa de desenvolvimento dela então é usar é evitar o uso de palavras robustas né usar palavras mais simples palavras de mais fácil entendimento Então esse é um primeiro cuidado que a gente ter além disso a gente pode adaptar a própria entrevista né ao invés
de eu fazer uma entrevista na mnese eu faço uma entrevista lúdica com essa criança e aí eu vou usar de diferentes recursos para que a gente possa ali coletar informações então percebam né as adaptações que eu faço elas vão ser necessárias em diferentes técnicas no caso da observação por exemplo bom às vezes uma criança pequena quando a gente vai observá-la né a gente tem ali diferentes por exemplo ela vai fazer muita pausa Talvez para ir ao banheiro ou ainda né Eh ela vai ter talvez ela não possa ficar em determinados ambientes sozinhas E aí a
gente precisa de do suporte do auxílio do do responsável Então tudo isso a gente vai adaptar ao nosso público Tá e por exemplo algo que eu falei que é super importante que é a questão da infantilização da linguagem né então às vezes a gente tem um paciente ali que é criança ou às vezes a gente tem um paciente adulto enfim doso mas que tem ali uma hipótese né de deficiência intelectual a gente não pode pessoal infantilizar a nossa linguagem tá porque isso pode provocar aí eh já pode eh dificultar o nosso rapor com esse indivíduo
então o indivíduo começa a se sentir subestimado né E aí já não não engaja ou ainda começa eh a duvidar da nossa própria capacidade profissional pelo fato da gente tá tendo esse tipo de comportamento então a gente precisa avaliar tudo isso tá nesse primeiro aspecto Então vamos lá primeiro aspecto características do meu paciente já investiguei já para conseguir descrever esse paciente em termos de características e muitas dessas características pessoal a gente pega lá na annese tá por isso que o processo de avaliação ele precisa ser bem e ele precisa caminhar bem junto então todas as
perguntas que eu faço na annese Elas têm um objetivo Elas têm um porquê inclusive aqui nas características do paciente quando a gente trabalha né com pessoas idosas a gente tem que fazer todo um rastreio de você tem algum problema auditivo algum problema visual algum problema motor porque essas três características vão influenciar na escolha de instrumentos como testes psicológicos por exemplo se o indivíduo ele tem problemas auditivos eu não posso usar por exemplo o teste de memória auditivo verbal porque é um teste que usa só os estímulos são completamente verbais bom então eu vou usar ali
um teste que vai avaliar a memória visual né eu tenho alternativas mas para que eu possa montar esse plano de ação né Essa essa execução do meu processo de avaliação eu tenho que ter muito claro as limitações né em termos de limitações sensoriais físicas do meu paciente e as características dele o segundo aspecto pessoal que eu preciso né Eh avaliar é a questão da demanda Então qual é a minha demanda como a gente conversou lá as hipóteses que a gente constrói elas vão direcionar aí o nosso processo Então nesse sentido a gente tem né a
construção da demanda o delineamento da demanda e o esclarecimento da demanda isso também é uma informação que a gente pega lá na annese Tá mesmo que o paciente muitas vezes já venha com encaminhamento médico ou encaminhamento da escola a gente ainda coleta muitas informações sobre a demanda na entrevista então tendo essa demanda bem delimitada a gente vai procurar instrumentos e estratégias técnicas que sejam adequadas para que a gente possa entender sobre a demanda Tá então vamos supor bom vem uma criança e a gente tá investigando ali a nossa hipótese é que ela possa ter transtorno
eh TDH né déficit de atenção é operatividade bom essa é minha hipótese então se a demanda tá circunscrita nessa hipótese diagnóstica Que tipo de técnicas que tipo de instrumentos Que tipo de de de queixas sinais sintomas eu tenho que observar e que tipo de instrumentos vão me permitir observá-los né então eu vou detalhar é completamente errôneo eu tenho uma uma hipótese né de um transtorno neurocognitivo ou do neurodesenvolvimento e não avaliar os aspectos cognitivos da criança ou da pessoa né da pessoa idosa isso é é uma falha eh horrível né a gente não pode aceitar
isso então a gente precisa delimitar muito bem a nossa demanda para que a gente possa eh ver quais são os caminhos né que são prioritários bom se eu tô falando de um quadro neurocognitivo ou do neurodesenvolvimento é fundamental que eu comece ali avaliando os aspectos cognitivos Então vou avaliar atenção memória funções executivas né nos transtornos neurocognitivos muitas vezes é necessário avaliar a percepção bom agora se eu tô falando de uma hipótese diagnóstica mais relacionada ali ao transtorno do espectro autista eu tenho que avaliar a cognição social ten que avaliar a teoria da mente Então percebam
como a demanda ela vai me dizer o que que eu tenho que avaliar Tá e por isso a gente precisa ter essa demanda muito bem desenhada então aliado a isso né Eh então a gente já viu aqui que eu preciso ter muito claro as características do meu paciente preciso ter muito claro também a demanda né O que que trouxe o que que pergunta a gente precisa responder nesse processo e por fim eu mas não menos importante tá outro aspecto que eu tenho que levar em consideração é a capacidade do avaliador tá então assim a gente
tem muitas técnicas tem muitos instrumentos a gente já viu que a avaliação psicológica ela pode ser realizada inclusive sem o manuseio de testes tá então eu posso fazer uma avaliação psicológica sem usar um teste psicológico mas tudo isso vai depender da habilidade que eu enquanto enquanto avaliadora tenho e aqui a gente tem uma perspectiva ética muito forte né enfim durante todo o processo de avaliação a gente precisa caminhar junto com a ética tá a gente não pode esquecer os princípios éticos que norteiam aí a prática do psicólogo como um todo e o processo de avaliação
específica nesse curso na nossa aula sobre ética né a gente falou ali sobre os aspectos éticos envolvidos em cada etapa da avaliação então a gente viu que a gente tem aspectos éticos muito importantes na escolha do instrumento né no manuseio desse instrumento na apuração desse instrumento então a gente precisa considerar a nossa capacidade eh uma das no nosso código de ética fala lá que uma das competências uma das habilidades Enfim uma da dos um dos compromissos que éticos que o psicólogo tem é o a formação contínua né então se eu não tenho eh domínio sobre
o manuseio sobre aplicação sobre correção de determinado instrumento eu não vou manuseá-lo tá eu não vou propô-lo como técnica a ser usada no meu processo de avaliação Porque isso é uma infração ética Além do mais eu tô eh comprometendo todo um processo de avaliação do indivíduo né como a gente já bem conversou lá na aula sobre ética a o nosso processo de Avaliação pessoal ele impacta a vida dessas pessoas que se submetem né Não só das pessoas que se submetem mas dos familiares enfim de uma forma muito grandiosa então a gente precisa fazer esse processo
com maior zelo e maior compromisso técnico científico que a gente possa ter tá então a gente precisa escolher instrumentos que sejam adequados a característica do indivído idade é limitações sensoriais eh a própria demanda então bom tá é um adulto Mas o que que eu tô investigando nesse adulto é um quadro mais emocional relacionado ali Talvez uma depressão ansiedade é um quadro mais de personalidade relacionado talvez a um transtorno de personalidade ou é um quadro mais cognitivo relacionado talvez é um transtorno do neurodesenvolvimento percebam que eu citei para vocês aqui três vertentes e que a depender
do caminho que eu siga aqui o meu planejamento ele vai mudar né o que eu vou priorizar vai mudar então a gente precisa ter isso aí muito bem claro e nesse cenário né nesse sentido eu tenho estratégias que muitas vezes eu não domino então por exemplo bom a gente a gente tem as técnicas projetivas que são técnicas mais rebuscadas né que são técnicas mais complexas em termos de administração e que nem todos os psicólogos conseguem eh manusear conseguem utilizar então eu não posso se eu não tenho domínio se eu não tenho né Essa certificação eu
não posso propor de de de aplicar por exemplo um rochar eu vou est fazendo o indivíduo perder o tempo dele eu vou est perdendo o meu tempo Além disso é mais perigoso ainda se eu sem ter a capacidade técnica me me propor a interpretar aqueles resultados Porque vão ser resultados completamente eh irreais né porque eu não tenho a competência técnica para interpretação mas Dione vamos supor que eu tenho uma demanda que seja fundamental o uso de uma técnica projetiva e que eu não domine o que que eu faço você pode pedir que um colega que
domine a técnica aplique e e corrija para você mas você vai ser o responsável pelo processo de avaliação tá você pode pedir a essa participação especial do seu colega Claro conversando com com paciente com cliente conversando com o colega peça que ele administre ele vai apurar para você Você vai acrescentar aquela informação ali no seu eh laudo no seu processo de avaliação Mas você em hipótese alguma pode administrar técnicas que você não seja capacitado para Tá além do do dos Testes projetivos por exemplo a gente tem instrumentos que são mais complexos complexos como por exemplo
as escalas wesler são escalas são instrumentos que exigem uma preparação do avaliador né você tem que saber ali os critérios de interrupção os critérios de entrada então necessita que o avaliador ele tenha ali uma uma capacitação uma preparação né e isso a gente leva muito em consideração quando a gente tá escolhendo o instrumento eu não vou escolher um instrumento que eu não seja capaz de administrar nesse processo tá Então por quê porque gera desgaste de tempo pro paciente desgaste de tempo para você você não tem né Eh não tem os requisitos de competência para est
administrando Esse instrumento e você pode aí corrigi-lo de forma equivocada fazendo com que os os resultados dessa avaliação sejam envasados porque você não tinha competência para est administrando aquele instrumento Então vamos lá esses três aspectos que eu falei para vocês eles são fundamentais na escolha do instrumento tá vocês não podem deixar de pensar nisso durante o planejamento de de avaliação de vocês e isso Apesar de eu ter aqui né dado uma ênfase maior aos testes isso diz respeito a qualquer outro tipo de técnica que você vai escolher entrevista eh observação bom então às vezes você
quer fazer uma entrevista que seja eh estruturada bom entrevistas estruturadas a gente tem que seguir o protocolo tal qual como está lá né a gente não pode por exemplo por exemplo Ah me Surgiu uma dúvida eu vou perguntar não eu não posso fazer esse tipo de intervenção Então eu preciso estar preparada eu preciso conhecer o material eu preciso saber como como administrá-lo e como apurá-lo tá então vamos lá a gente não pode esquecer durante todo o processo de avaliação né Eu dei um destaque aqui maior nessa aula dos critérios de de escolha dos instrumentos Mas
isso não pode ficar apagado durante todo o processo de avaliação tá ética pessoal a ética anda do lado do psicólogo a gente não pode jamais em hipótese alguma eh ter qualquer tipo de ação que vai ir causar algum tipo de de prejuízo pro paciente por conta de nossa competência tá então você precisa estar muito atento as limitações que você tem as limitações do contexto as limitações do paciente para que a gente possa estar fazendo escolhas mais direcionadas assertivas e precisas Porque nessa etapa aqui pessoal de escolhas de instrumento ela é uma das etapas mais importantes
né do nosso processo por quê Porque aqui eu vou elencar eu vou separar eu vou selecionar os instrumentos que vão me fornecer informações então por exemplo Ah eu quero avaliar memória mas eu tenho ali uma criança e eu não tenho nenhum teste de memória padronizado para essa criança o que que eu faço bom eu tenho eu posso usar técnicas qualitativas para estar fazendo esse tipo de avaliação né eu não vou não vou poder compará-la até então não vou poder fazer um estudo nomotético porque eu não tenho por exemplo tabelas de normatização para crianças como eu
tenho nos testes psicológicos né mas eu ainda posso investigar isso por aspectos qualitativos Então como é que eu vou fazer vou brincar com ela talvez um joguinho da memória vou brincar jogos que que eu consiga ver o funcionamento consiga ver a capacidade min Mônica dela vou fazer pergunta aos pais sobre falhas né mnemônicas que talvez essa criança tenha no dia a dia vou perguntar a própria criança né se ela sente que ela perde muito material da escola por exemplo muitos brinquedos se ela sente que que tem esses déficits né de memória no dia a dia
dela vou conversar talvez com cuidadores dessa criança então percebam a gente tem disponível muitas técnicas tá muitas e a nossa escolha por essas técnicas ela tem que ser embasada né pautada na ética eu preciso ter tanto características do meu indivíduo quanto características da minha demanda quanto olhar né refletir o meu próprio processo a minha própria capacidade eu tenho a capacidade técnica para administrar Esse instrumento se eu tenho eu posso escolhê-lo se eu não tenho O interessante é que ou eu me capacite nessa técnica ou que eu procure outra técnica ou ainda que eu peça a
um colega que seja né que tenha aí esse tipo de competência para administrar tá pessoal então essa foi a aula que a gente falou aí um pouquinho sobre os critérios paraa Escolha dos instrumentos que a gente vai usar nesse processo de avaliação e a gente se vê na próxima aula para falar um pouquinho mais sobre esse passo a passo aí do processo de avaliação psicológica pessoal até já já é proibida qualquer reprodução gravação transcrição ou outro uso deste material sem autorização por escrito a cursos Educacional e profissional