E aí [Aplausos] E aí E aí o olá senhor Barão meu nome é Cris eu vim te contar a história de minha tia nela Eu me coloquei como protagonista para preservar a identidade de minha tia Ok eu poderia trazer fotos das cicatrizes dela mas fiquei sem jeito de pedir o registo a mesma não gosta muito de falar sobre o que aconteceu logo a do pescoço que é tão visível você é logo entender ar Bom vamos lá alguns me consideram cética mas eu digo que não apenas sou uma pessoa difícil de se convencer ou em outras
palavras prefiro crer de pés juntos em algo que vejo presencie o famoso ditado né só acredito vendo porém tudo isso mudou em uma noite eu ri e debochei das histórias que meu pai contou naquela noite e hoje tenho 21 anos e moro com meus pais em uma zona rural um sítio na época do ocorrido eu ainda tinha dezesseis anos apesar de sermos em cinco irmãos a época morávamos apenas meu pai e minha mãe e eu era fim de uma tarde chuvosa com ventos fortes e como sempre Nós já estávamos esperando que a luz pudesse cair
isso sempre acontecia Seja lá qual for o motivo os ventos fortes os galhos batendo na rede elétrika a minha mãe tomava uma xícara de café e eu estava jogando um joguinho no celular mesmo não podendo mexer muito para quem não acabasse a bateria mas era inteligente ficar naquele escuro sem nada para fazer não havia nada além de nossas vozes baixinhas com conversas para usadas e o silêncio junto ao escuro até meu pai ouvir alguma coisa vindo lá de fora Ouviram isso disse ele com o dedo levantado e atento como se Esperasse ouvir algo de novo
eu não ouvi nada aliás estava lá atenta no joguinho mais larguei o celular e passei a ouvir ou pelo menos tentar ouvir o que chamou a atenção de meu pai eu não ouvi nada desse minha mãe isso até meu pai e mostrar a reação de ter ouvido de novo e dessa vez eu ouvi apenas um assoviar de passarinho e o que é estranho já que não há muitos passarinhos a noite ainda mais com aquele tempo eu ouvi um assobio de passarinho falei fazendo pouco caso não não é passarinho disse meu pai e me encarando isso
é a comadre florzinha continuo Deixa disso reclamou minha mãe o pai isso não existe falei com o meu tom arrogante de certeza aqui onde moro a comadre florzinha é Como chamamos a figura folclórica caipora uma lenda que todos os brasileiros conhecem não é mesmo bom este momento com a minha recusa em crer em que acabara de ouvir meu pai me deu um sermão me disse que não devemos duvidar de lendas antigas eu Claro ironicamente mais conserta o respeito argumentei sobre o assunto e debochei novamente é tudo mentira Pai são apenas histórias que contavam por não
ter muito que conversar eu disse rebatendo mais uma vez o relato de meu pai ele me contou de como a comadre fez o pai e o avô dele se perderem na mata em um dia de caça minha mãe por mais que não gosta desses assuntos ficou é do meu pai e disse sempre ter ouvido sobre a tal lenda várias e várias vezes eu lá continuei desmentindo com deboche e um momento falei duvido essa caipora aparecer meu pai virando para minha mãe com a voz Serena e séria disse se alguma coisa acontecer a ela e apontou
para mim Depois não digam que eu não avisei e o Tom do meu pai foi bem sério Admito que até recuei um pouco meus pensamentos sobre Tais mentiras Mas deixei para lá até duas semanas depois quando algo aconteceu justamente por não acreditar muito nessas coisas de assombrações Eu repito A não ser que eu mesma veja eu costumo ficar sozinho em casa várias vezes seja de dia ou noite e o horário que for nessa noite meus pais foram resolver um assunto na casa de um vizinho de sítio eles me chamaram mais eu sempre tento não ir
pois eles irão conversar e eu apenas Ficarei lá sentado esperando não vê na hora de ir embora para casa isso é bem chato depois de muito insistir em eles desistiram e foram sozinhos eu fechei as portas e fiquei no meu celular jogando online o relógio já marcava por volta das 20 eu não estava chovendo nem ventando forte mas sim num piscar todas as luzes se apagaram droga e Camille vendo a lanterna no celular no sítio vizinho deve ter faltado energia também pois somos da mesma fiação então é possível que logo meus pais já estejam de
volta eu pensei então caminhei pela casa e logo acende algumas velas deixei uma na cozinha e outra levei comigo para sala lá fora meu cachorro começou a rosnar e lá tira repetidamente eu não queria abrir a porta para ver o que era poderia ser alguma coisa tipo um animal sou o outro e algum vizinho sei lá mas ele latinha muito muito mesmo irritada eu peguei o celular e abrir a porta indo em direção a ele briguei com meu cachorro mas ele nem ouviu continuava latim em direção ao mato erguer lanterna a mesma direção mas não
vi nada meu cachorro ficou quieto e começou a querer avançar sobre Seja lá o que for que estivesse vendo for sou tanto até que conseguiu se soltar da corda e correu para o Mato Ei volta aqui eu chamei nem entrou na mata a floresta como queira chamar eu precisava pegar e não é à toa que ele fica amarrado ele era uma raça agressiva com estranhos e se ele viu alguém ali com certeza ele vai atacar que fé mesmo gay indo atrás dele o som dos Galhos Secos que eu precisava eram os únicos barulhos ali comecei
a assoviar e a chamar meu cão pelo nome que Ele atende Lobo vem aqui chamei várias vezes olhando atentamente para todos os lados simples eu estava meio longe da entrada da Mata vamos vir logo seu idiota aquilo eu assobiava e chamava houve outro assovio em minhas costas fazendo todo meu corpo encolher e arrepiar virei para trás imediatamente mas não vi nada é sério mesmo que agora estou ouvindo coisas não deveria ter dado ouvido aquelas histórias idiotas antes mesmo de me recompor e voltar à procura do meu cão algo me atingiu no braço fazendo o meu
celular ser arremessado longe e outro golpe no pescoço e logo Começou a arder em uma reação rápida Eu gritei alto de susto corria até onde o meu celular estava mas mesmo antes de eu pegar fui empurrada violentamente batendo forte as costas e uma raiz de árvore e com todos eu ia até umas lágrimas já tinham começado a rolar Como assim isso é ridículo é óbvio que é alguém tirando o sarro né da minha cara brincadeira estúpida de mau gosto pai não tem graça falei com a voz chorosa e fraca pela dor que sentia nas costas
discurso agora em minha mão começaram a arder também não obtive resposta alguma achando que era alguém eu xinguei alto em palavrão peguei meu celular e iluminei ao redor ninguém apontei a luz em minha mão que a dia como fogo e vi uma grande cumprida mancha vermelha como se tivesse sido acertada com um chicote para cavalos que se dane o cachorro corri para a mesma direção que vim mais a mata a parecia não ter fim ou eu não estava acertando o caminho de casa o que é estranho pois e eu conheço aquilo como a palma de
minha mão corri com a mão sobre o pescoço para evitar que os galhos me acertassem os olhos não não tinha fim eu corri corri até sentir outra pancada nas costas e cair de cara no chão machucando meu nariz eu vou já tava chorando de dor nessa hora Me desculpa foi só o que consegui falar antes de chorar mais e mais por e ao redor E agora nem sinal da minha casa nem do meu cachorro nem do meu celular que novamente caiu para longe só o que restava era rastejar um pouco até que vi um feixe
de luz e a voz da minha mãe Cris me chamava em tom de preocupação eu tô aqui mãe berrei não demorou muito para luz chegar mais perto e minha mãe me ver naquele estado nervosa ela me perguntava o que tinha acontecido o porquê de eu estar machucada porque ele ter deixado a casa com as portas abertas e a TV ligada e eu falei sobre a falta de energia e minha mãe disse estranhando que nem um momento naquela noite tinha faltado luz Ela me achou a ouvir o meu cachorro mas porque eu não os vi chegar
não aguentei e chorei mais meu pai logo chegou e ajudou minha mãe ia me levar para casa apenas alguns passos e já estava na frente da casa não pode ser eu sussurrei baixinho olhei na direção que ficava o cachorro mas ele ainda não estava lá então eu avisei ao meus pais sobre Ele eles me olharam estranho falaram que haviam levado o cachorro para o vizinho ou E se ele queria um cão assim bravo e levar um cachorro no carro quando eles saíram e aliás Esse é o motivo da visita a casa dos vizinhos levar o
cachorro minha espinha gelou então cão era aquele se ele não estava ali meu corpo todo doía meu pai brigou comigo sobre debochar das coisas toda a história tem um fundo de verdade ele disse eu ainda falei que poderia ser alguém Apenas tentando tirar sarro da minha cara e meu pai com uma feição séria me disse e assim como você tirou sarro dela