A tecnologia é um problema? De jeito nenhum. Na verdade, ela é inescapável pra espécie humana, porque a tecnologia é uma forma de mediação entre as nossas intenções e o mundo material e as suas possibilidades.
Então, nós entramos com a forma, com a eficiência, a criatividade e criamos aparelhos que são aquilo que a gente vai chamar de tecnologia como soluções para alcançar objetivos criados humanamente. Entretanto, nós conhecemos as possibilidades da tecnologia de forma alguma. É disso que eu vou falar hoje, porque nós não temos como saber o que nós somos como espécie tecnologicamente capazes, porque instauramos no mundo um único modelo de tecnologia que resume-se a à conformidade de um único sistema econômico de gestão do mundo.
E isso empobrece demais as nossas possibilidades criativas, reduz a uma única forma tecnológica em que não se vê nela nenhum tipo de redenção possível, mas de subserviência humana aos propósitos dessa tecnologia. É sobre isso que eu vou falar hoje. E essas são algumas elaborações sobre o trabalho de Andrew Finberg.
Inclusive eu tô aqui com as obras dele. Essa daqui, uma das principais entre a razão e a experiência de Andw Fenberg. E eu já contextualizo um pouquinho ele.
E eu tenho outro aqui também que é muito legal que se chama Tecnossistema, uma vida social da razão, que também é um trabalho maravilhoso, muito importante, de Andrew Finberg. Quem é Andrew Fenberg? Ele é um herdeiro da escola de Frankfurt, da teoria crítica, só que ele segue um ramo de pesquisa e desenvolvimento de teorias a respeito da tecnologia, portanto, uma filosofia da tecnologia.
ou como ele prefere colocar teoria crítica da tecnologia. E uma das questões mais importantes sobre Finberg é que ele não é necessariamente negativo com relação a tecnologias. tecnologias como elas aparecem na sociedade, elas não são necessariamente um caminho negativo como antes, já fora tomado por pensadores como Weber, famosamente Max Weber, na ética protestante do espírito do capitalismo, pro finalzinho, eu abordei isso antes, vejo o vídeo que eu falo sobre isso.
Para ele é absolutamente inescapável que com o desenvolvimento gradual de uma sociedade baseada em instrumentação e em raciocínio instrumental, nós estejamos rumando, abraçadas na direção de uma grande ignorância geral, contextual, circunstancial de vida, porque a gente perde atração com as coisas que são estruturantes da vida biológica e que ali estaria a grande complexidade das coisas, reduzindo o ser humano em todas as suas linguagens, linguagens que a gente criou ao longo da história, há uma única forma de linguagem e comunicação, de interação conosco e com o mundo, que é a linguagem técnica, configurando aí uma única linguagem de interação conosco e com o universo, que é o raciocínio instrumental. O raciocínio instrumental é base dos 99% daquilo que a gente faz como o civilização, como população, ah, em um âmbito social. E Weber é o primeiro a diagnosticar esse caminho da racionalidade instrumental como uma racionalidade muito específica.
E aí que mora o problema. E se você gosta desses assuntos, não esquece de seguir. Muita gente assiste, ouve segue.
Então vamos em frente. Na contextualização de Weber para aquele momento, especificamente no momento em que sai essa obra em 1905. Uma obra que marcou a geração, fundou o que a gente chama de sociologia da forma como ela funciona hoje em dia, como uma ciência de análise de complexos processos sociais, talvez até ah não imediatamente disponíveis paraa validação.
São fenômenos muito maiores e que a gente pode ver apenas pedaços desses fenômenos, como a sociedade o é também, como a tecnologia o é. E Weber foi um dos primeiros a investigar dessa forma. E a investigação dele leva em consideração essa proposição nova, inaugural de que estejamos como espécie, criando um grande sistema no interior do qual a gente mora.
E aí a jaula de ferro, que é a metáfora traduzida dessa forma, mas é uma crosta de aço, que eles chamam em alemão, que a gente cria ao redor de nós, que era para ser um manto de santificação das instituições que a gente utiliza, no sentido de oficialização dessas instituições, mas que isso acaba se ocificando. Tanto que nós ficamos presos desse sistema, que sistema que ele fala? Uma grande máquina que gere o mundo através de uma lógica.
eh, econômica, política e técnica. E ele junta tudo numa coisa só. Essa grande máquina econômica, política e técnica é o que a gente chama de sociedade.
E no interior disso nós estamos presos. Curiosamente, ele levanta essa hipótese e diz que essa máquina é movida a petróleo. E nós vemos o que tá acontecendo agora a Estados Unidos, inclusive em guerra direta com Venezuela, com Irã, ameaçou o Canadá.
E na lista dos países com maior reserva de petróleo do mundo, hierarquicamente estão esses esses países, esses três países nessa ordem, inclusive tem o Emirados Árabes Unidos ali no meio com quem os Estados Unidos têm um acordo político feito por volta da década de 70 de petróleo por proteção. Então esse eles já ganharam. Mas é curioso o fato de que uma previsão feita em 1905 dizendo que esse modelo de orquestração técnica técnicopolítica do mundo, é exatamente o modelo que ainda faz o mundo girar.
Ele disse que essa máquina vai rodar dessa forma até a última gota de petróleo. E é exatamente isso que a gente tá vendo ali no estreito de Omuso. A briga com relação ao tráfego ou acesso ao petróleo, que ainda move a mesma máquina.
Isso para dizer o quê? Eu sou bastante weberiano por raiz do meu pensamento. Evidentemente Finberg também é.
Entretanto, ele traz algumas atualizações do pensamento weberiano que já estão constituídas dessa forma no trabalho de Marcusi. Andrew Finberg foi aluno de Herbert Marcusi, do erros de civilização da escola de Frankfurt. E ele, Marcusi, já tinha estabelecido o conceito do homem unidimensional que eu vou abordar aqui.
E essa unidimensionalidade é a perda das dimensionalidades humanas, incluindo a linguagem e todas as outras formas que nós temos de lida com os mistérios, com as questões das nossas vidas, com todas as possibilidades criativas de organização de uma sociedade. Há um único modelo social. Esse é o eixo central do trabalho de Fenberger.
a redução da tecnologia como expressividade humana a uma tecnologia entre as tecnologias possíveis. Por isso que Finberg, se vocês procuram, eu vou fazer bastante trabalho aqui sobre ele. Inclusive eu utilizo ele pras minhas próprias pesquisas, pros livros que eu estou desenvolvendo.
Então é necessário que eu me mantenha sempre próximo dele. E eu vou trazer pontos aqui que eu acho que e me caiu essa ficha há pouco tempo, que ele não é muito popular no Brasil ainda. Inclusive vou entrevistar pessoas que estão popularizando ele aqui no Brasil.
Isso vai, isso vai ser bastante interessante. E o ponto de Finberg é isso. A tecnologia não pode ser tomada como fatalista no sentido de que houve por muito tempo a pressuposição de que a tecnologia, ela própria fosse a manifestação do mal, ela fosse o sinal da decadência ou da queda.
É exatamente assim que um Heidegger vai tratar a tecnologia como um afundamento da humanidade em uma técnica, em uma forma técnica de lida com as realidades possíveis. E eu já trato sobre isso em outro vídeo, mas o ponto é que essa unidimensionalidade prevista por Marcus e agora estabelecida por Finberg é instrumento suficiente paraa análise do fato de que nós estamos perdendo ou nos desabilitando à medida em que mergulhamos em modelos técnicos específicos que pertencem a um modelo de gestão econômica do mundo. No caso aqui, como Fberg aponta o capitalismo, de todas as formas técnicas que teríamos para lidar com o mundo, nós acabamos ficando com uma só.
Existe uma colonização ideológica, tecnooideológica, espalhada pelo mundo, que faz com que um absurdo como esse, por exemplo, um modelo de pensar muito específico de uma região específica dos Estados Unidos, no Vale do Silício, criado ali por um conjunto de 200 pessoas que realmente estão capitaneando esse processo, se espalhe pro mundo inteiro e que pessoas trabalhadores, profissionais do mundo inteiro ou você como ser humano, apenas lidando com questões às vezes emocionais, às vezes mitológicas de crenças, de religiosidade. Pessoas estão utilizando chat GPT para religiosidade, para análise, psicanálise, autotratamento com essas mesmas tecnologias em redução a lógicas que estão previstas na sua possibilidade e nenhuma outra. O problema nunca foi, portanto, a existência dessas tecnologias, mais a redução, a existência de uma única opção.
E o que estamos perdendo com isso, de fato, esse é talvez o aspecto mais doloroso desse processo, é que nós não sabemos o que nós estamos perdendo enquanto estivemos de alguma forma tão profundamente vinculados a uma única alternativa tecnológica de todas as potencialmente possíveis que a humanidade possa executar. Eu vou abordar em outros vídeos também como as tecnologias que nós temos disponíveis em forma dos aparelhos que nós utilizamos, como elas se tornam postas no mundo, como elas acabam ficando estabilizadas, como Finberg fala, que que é uma hegemonia tecnológica e alguns outros conceitos centrais pro trabalho de Fenberg são excepcionais. Bom, a conversa de hoje foi breve, é sobre isso.
Se você gostou, não esquece de seguir, compartilha com quem achar interessante e até a próxima. A tecnologia é um problema? De jeito nenhum.
Na verdade, ela é inescapável pra espécie humana, porque a tecnologia é uma forma de mediação entre as nossas intenções e o mundo material e as suas possibilidades. Então, nós entramos com a forma, com a eficiência, a criatividade e criamos aparelhos que são aquilo que a gente vai chamar de tecnologia como soluções para alcançar objetivos criados humanamente. Entretanto, nós conhecemos as possibilidades da tecnologia de forma alguma.
É disso que eu vou falar hoje, porque nós não temos como saber o que nós somos como espécie tecnologicamente capazes, porque instauramos no mundo um único modelo de tecnologia que resume-se a à conformidade de um único sistema econômico de gestão do mundo. E isso empobrece demais as nossas possibilidades criativas, reduz a uma única forma tecnológica em que não se vê nela nenhum tipo de redenção possível, mas de subserviência humana aos propósitos dessa tecnologia. É sobre isso que eu vou falar hoje.
E essas são algumas elaborações sobre o trabalho de Andrew Finberg. Inclusive eu tô aqui com as obras dele. Essa daqui, uma das principais entre a razão e a experiência de Andw Fenberg.
E eu já contextualizo um pouquinho ele. E eu tenho outro aqui também que é muito legal que se chama Tecnossistema, uma vida social da razão, que também é um trabalho maravilhoso, muito importante, de Andrew Finberg. Quem é Andrew Fenberg?
Ele é um herdeiro da escola de Frankfurt, da teoria crítica, só que ele segue um ramo de pesquisa e desenvolvimento de teorias a respeito da tecnologia, portanto, uma filosofia da tecnologia. ou como ele prefere colocar teoria crítica da tecnologia. E uma das questões mais importantes sobre Finberg é que ele não é necessariamente negativo com relação a tecnologias.
tecnologias como elas aparecem na sociedade, elas não são necessariamente um caminho negativo como antes, já fora tomado por pensadores como Weber, famosamente Max Weber, na ética protestante do espírito do capitalismo, pro finalzinho, eu abordei isso antes, vejo o vídeo que eu falo sobre isso. Para ele é absolutamente inescapável que com o desenvolvimento gradual de uma sociedade baseada em instrumentação e em raciocínio instrumental, nós estejamos rumando, abraçadas na direção de uma grande ignorância geral, contextual, circunstancial de vida, porque a gente perde atração com as coisas que são estruturantes da vida biológica e que ali estaria a grande complexidade das coisas, reduzindo o ser humano em todas as suas linguagens, linguagens que a gente criou ao longo da história, há uma única forma de linguagem e comunicação, de interação conosco e com o mundo, que é a linguagem técnica, configurando aí uma única linguagem de interação conosco e com o universo, que é o raciocínio instrumental. O raciocínio instrumental é base dos 99% daquilo que a gente faz como o civilização, como população, ah, em um âmbito social.
E Weber é o primeiro a diagnosticar esse caminho da racionalidade instrumental como uma racionalidade muito específica. E aí que mora o problema. E se você gosta desses assuntos, não esquece de seguir.
Muita gente assiste, ouve segue. Então vamos em frente. Na contextualização de Weber para aquele momento, especificamente no momento em que sai essa obra em 1905.
Uma obra que marcou a geração, fundou o que a gente chama de sociologia da forma como ela funciona hoje em dia, como uma ciência de análise de complexos processos sociais, talvez até ah não imediatamente disponíveis paraa validação. São fenômenos muito maiores e que a gente pode ver apenas pedaços desses fenômenos, como a sociedade o é também, como a tecnologia o é. E Weber foi um dos primeiros a investigar dessa forma.
E a investigação dele leva em consideração essa proposição nova, inaugural de que estejamos como espécie, criando um grande sistema no interior do qual a gente mora. E aí a jaula de ferro, que é a metáfora traduzida dessa forma, mas é uma crosta de aço, que eles chamam em alemão, que a gente cria ao redor de nós, que era para ser um manto de santificação das instituições que a gente utiliza, no sentido de oficialização dessas instituições, mas que isso acaba se ocificando. Tanto que nós ficamos presos desse sistema, que sistema que ele fala?
Uma grande máquina que gere o mundo através de uma lógica. eh, econômica, política e técnica. E ele junta tudo numa coisa só.
Essa grande máquina econômica, política e técnica é o que a gente chama de sociedade. E no interior disso nós estamos presos. Curiosamente, ele levanta essa hipótese e diz que essa máquina é movida a petróleo.
E nós vemos o que tá acontecendo agora a Estados Unidos, inclusive em guerra direta com Venezuela, com Irã, ameaçou o Canadá. E na lista dos países com maior reserva de petróleo do mundo, hierarquicamente estão esses esses países, esses três países nessa ordem, inclusive tem o Emirados Árabes Unidos ali no meio com quem os Estados Unidos têm um acordo político feito por volta da década de 70 de petróleo por proteção. Então esse eles já ganharam.
Mas é curioso o fato de que uma previsão feita em 1905 dizendo que esse modelo de orquestração técnica técnicopolítica do mundo, é exatamente o modelo que ainda faz o mundo girar. Ele disse que essa máquina vai rodar dessa forma até a última gota de petróleo. E é exatamente isso que a gente tá vendo ali no estreito de Omuso.
A briga com relação ao tráfego ou acesso ao petróleo, que ainda move a mesma máquina. Isso para dizer o quê? Eu sou bastante weberiano por raiz do meu pensamento.
Evidentemente Finberg também é. Entretanto, ele traz algumas atualizações do pensamento weberiano que já estão constituídas dessa forma no trabalho de Marcusi. Andrew Finberg foi aluno de Herbert Marcusi, do erros de civilização da escola de Frankfurt.
E ele, Marcusi, já tinha estabelecido o conceito do homem unidimensional que eu vou abordar aqui. E essa unidimensionalidade é a perda das dimensionalidades humanas, incluindo a linguagem e todas as outras formas que nós temos de lida com os mistérios, com as questões das nossas vidas, com todas as possibilidades criativas de organização de uma sociedade. Há um único modelo social.
Esse é o eixo central do trabalho de Fenberger. a redução da tecnologia como expressividade humana a uma tecnologia entre as tecnologias possíveis. Por isso que Finberg, se vocês procuram, eu vou fazer bastante trabalho aqui sobre ele.
Inclusive eu utilizo ele pras minhas próprias pesquisas, pros livros que eu estou desenvolvendo. Então é necessário que eu me mantenha sempre próximo dele. E eu vou trazer pontos aqui que eu acho que e me caiu essa ficha há pouco tempo, que ele não é muito popular no Brasil ainda.
Inclusive vou entrevistar pessoas que estão popularizando ele aqui no Brasil. Isso vai, isso vai ser bastante interessante. E o ponto de Finberg é isso.
A tecnologia não pode ser tomada como fatalista no sentido de que houve por muito tempo a pressuposição de que a tecnologia, ela própria fosse a manifestação do mal, ela fosse o sinal da decadência ou da queda. É exatamente assim que um Heidegger vai tratar a tecnologia como um afundamento da humanidade em uma técnica, em uma forma técnica de lida com as realidades possíveis. E eu já trato sobre isso em outro vídeo, mas o ponto é que essa unidimensionalidade prevista por Marcus e agora estabelecida por Finberg é instrumento suficiente paraa análise do fato de que nós estamos perdendo ou nos desabilitando à medida em que mergulhamos em modelos técnicos específicos que pertencem a um modelo de gestão econômica do mundo.
No caso aqui, como Fberg aponta o capitalismo, de todas as formas técnicas que teríamos para lidar com o mundo, nós acabamos ficando com uma só. Existe uma colonização ideológica, tecnooideológica, espalhada pelo mundo, que faz com que um absurdo como esse, por exemplo, um modelo de pensar muito específico de uma região específica dos Estados Unidos, no Vale do Silício, criado ali por um conjunto de 200 pessoas que realmente estão capitaneando esse processo, se espalhe pro mundo inteiro e que pessoas trabalhadores, profissionais do mundo inteiro ou você como ser humano, apenas lidando com questões às vezes emocionais, às vezes mitológicas de crenças, de religiosidade. Pessoas estão utilizando chat GPT para religiosidade, para análise, psicanálise, autotratamento com essas mesmas tecnologias em redução a lógicas que estão previstas na sua possibilidade e nenhuma outra.
O problema nunca foi, portanto, a existência dessas tecnologias, mais a redução, a existência de uma única opção. E o que estamos perdendo com isso, de fato, esse é talvez o aspecto mais doloroso desse processo, é que nós não sabemos o que nós estamos perdendo enquanto estivemos de alguma forma tão profundamente vinculados a uma única alternativa tecnológica de todas as potencialmente possíveis que a humanidade possa executar. Eu vou abordar em outros vídeos também como as tecnologias que nós temos disponíveis em forma dos aparelhos que nós utilizamos, como elas se tornam postas no mundo, como elas acabam ficando estabilizadas, como Finberg fala, que que é uma hegemonia tecnológica e alguns outros conceitos centrais pro trabalho de Fenberg são excepcionais.
Bom, a conversa de hoje foi breve, é sobre isso. Se você gostou, não esquece de seguir, compartilha com quem achar interessante e até a próxima.