tem música no quanto mais se dia sem querer os caras soltou uma das músicas que eu pedi para não colocar mais voltar lá atrás havia milhão para vamos linchar o [ __ ] mas ele não é o momento do brasil o que é o momento do brasil que é tomar o 1 agora os inimigos vão levantando há muito não gosto de você foi obrigado a você você ser sincero de você não ser apanhado pelas costas votar sempre dinheiro as tribos se dividido elas sempre existiram depois do governo lula é elas apareceram colocar a bandeira para
cima pra mim você o lula à caraças tem uma cesta uma felicidade muito fundamental que é o lula foi uma espécie que aquele primeiro lula né foi uma espécie de voz de trovão ante cordial na política brasileira você foi a voz de trovão ante cordial na cultura brasileira não é solúvel racionais e o santo também o santos o goleiro racionais o lula não ganhava o santos também não ganhava quando lula ganhou o santos ganhou o metrô chegou no capão e eu gravei meu disco e era o ano que não deveria ter acabado 2002 esse efeito
recalque está cobrando dos pretos efeito dessa classe dominante pula temporariamente tomou o controle do game da mão de próxima espera há 12 anos 16 o próximo vai jogar mas cara a tapa o controle na mão tem 500 anos porque gosto pra caramba e o que a gente está vivendo agora essa força do movimento e identitário tudo isso é um bando de gente que estudou por causa do lula vamos perder o fio da ideia não só do governo lula à raça negra também ela aprendeu a interrupção é uma coisa que era proibido ter ambição você passa
mal calibrada se revelar o cara por começar e esses cara tudo dando risada feliz com pouca coisa não é pouca coisa tá cheio de planos por que você tá cheio de planos quando o cara tira o pão da gente né tira a vontade de viver alice matou preto então de do nosso movimento também tem esse católica conta a cota negão contava um cara inteligente tem direito de não querer um dos motivos de não querer a paz e temos mano tem motivo de que ele não estou precisando pegar essa foto aí tô nem vendo solverde eu
vou pegar essa é isso esse negócio de cor é uma coisa muito mais preocupado do branco do que do preto o negro não é preocupado nosso de cor nós não se une por corpo já se ligou ao preto anunciou não é porque cor e polpa se une a dizer demais eu vejo o negro mais procurando a modernidade o futuro do que coisas ligadas à smo porque a raiz nem pressa no cabelo na foto do vôo na história que ouviu então o que passou passou já o negro está se negando a isso não é está se
negando o mundo está se mudando e as culturas se procurando o conceito lugar de fala é como uma moeda que tem duas faces né na primeira fase ele vai dizer de maneira correta e urgente que a vivência concreta de indivíduos pertencentes a grupos subalternizados é dá acesso a uma dimensão dos conflitos sociais que a abordagem teórica feita por pessoas sem essa vivência concreta não é capaz de alcançar o que já está acontecendo não dá mais pra ninguém discutir seriamente o brasil sem levar em conta as formulações dos vários feminismos do movimento negro das pessoas trans
que estão chegando também cada vez mais né no outro lado da moeda o conceito lugar de fala ele pode ser mobilizado para desqualificar previamente de saída qualquer intervenção no debate público sobre problemas sociais que envolvem grupos organizados intervenções feitas por pessoas que não pertencem esses grupos com a premissa de que essas pessoas que não pertencem esses grupos elas necessariamente reproduziriam os interesses da sua estrutura de origem então eu como um homem branco se eu for falar sobre algum tema relacionado ao feminismo eu necessariamente vou defender os interesses do homem branco vai contra o próprio princípio
do que é a vida moral vida moral do sujeito ela se situa precisamente lá onde ele transcende o seu interesse particular se você acredita que o indivíduo só pode defender os interesses da sua estrutura de origem o que você está fazendo é simplesmente anulando a dimensão da solidariedade na experiência política social tendo dito isso é importante dizer também que há uma a uma certa dimensão irredutível de fato assim na experiência de alguém eu como homem branco eu jamais você é capaz de encarnar a dor de uma pessoa negra eu não conheço aquela experiência tem um
limite a minha fala e é justamente por isso que é preciso que as pessoas que têm esse alcance protagonizem também o debate no limite eu acho que o debate público tem que ser um amplo e irrestrito mas ao mesmo tempo não cair numa esparrela harmônica que pretendo é que todo mundo é igual porque não é essa idéia do branco protestar é vanguarda porque é tem uma tendência de todo mundo achar que só a vítima pode reclamar né veja bem o que aconteceu cá dentro desse contexto uma mulher no banco e ela falou pô meu filho
te adoro e tal no epa mas eu tenho um problema com ele tá algumas ideias malucas e tal como ele tem 17 mas qual é o problema dele a ele ele canta rap sabe mas ele está muito revoltado ele bilocas pessoa ele não pode ver qualquer coisa de racismo que ele vai em cima aí ela tinha a pele clara foi pessoal filho é branco eu falei pô é mesmo com sua filha brilhantismo de ter orgulho do seu filho estão um filho branco que luta contra o racismo da vergonha dele reclamou do carro pra mim não
dá o telefone pra ele aí ó elemento foi possível entender a mulher quebrando é que branco pula na frente de um prédio quando vê injustiça está achando que é estranho é você que é estranho eu acho que a sociedade brasileira ela está passando por uma transformação profunda uma passagem da cordialidade ao confronto em meio a um processo que é fundamentalmente injusto a determinados traços que a meu ver são preocupantes e que exigem um debate público mais amplo um desses traços é o que eu chamo de convocações totalizantes de parte do discurso dos movimentos ditos identitários
que se traduzem em premissas do tipo a vítima tem sempre razão deve-se ter sonoridade incondicional tudo isso é muito positivo mas tem um efeito colateral perigoso essas identificações você passa a não aceitar que nada possa furar esses mecanismos de identificação então esse discurso eles começam a se blindar e não aceitar nenhum tipo de senso a condição de vítima estrutural não implica necessariamente que se esteja com razão em qualquer caso particular justiça sempre exige uma tensão uma articulação entre o universal que é o campo do direito o campo das leis e o particular que a análise
do caso concreto a gente possa abrir mão dessas premissas totalizantes eu como um cara filho de preto e branco eu já vivi os dois lados às vezes colocado à força de um lado do outro ao branco fazendo no que foi sua cor som maripá falam muito bem obtendo deixar o cabelo crescer cada vez e ver minha raça mesmo vou te mostrar outras coisas que você quer ver é por cima pra mim o casal daltônico mantas e não tá vendo você não quer ver se cabe diminuir sequer me disse poderá cair até o outro lado quer
dizer poderá o carro carrega um lado está o discurso de ney não vou dizer pra ele é bastante demorado crescer preto no brasil meu lado sempre que ser uma outra coisa né o boato foi marginalizado também um filósofo negro é norte americano publicou um livro importante nos anos 90 chamado reis merss que o cordel west qurna oeste abre o livro falando ao momento em que eu tô aqui escrevendo o hip hop está explodindo nos estados unidos e no mundo e os seus protagonistas estão na sua quase totalidade encarcerados justamente isso que designa o conceito apropriação
cultural ele trata não de pureza cultural ele trata de uma dinâmica de desigualdades povos e culturas subalternizados que tem uma larga contribuição na criação de determinados bens culturais são expropriados da capitalização destes bens tanto do ponto de vista de prestígio quanto de vista próprio quanto ponto de vista propriamente financeiro que é identificado pelo conceito de apropriação cultural conselho apropriação cultural é pertinente como é que você transforma pertinência desse conceito em ações políticas que possam corrigir essa dinâmica de desigualdade e cultural no caso do turbante na minha opinião essa tradução é problemática porque toda a cultura
forte na medida em que os silos as suas produções culturais circulam livremente é assim que as culturas andam a pertinência do conceito de apropriação cultural que embasou o caso ela tem uma certa dificuldade em se traduzir numa estratégia política verossímil e consequente verossímil porque em verossímel pedir às pessoas da sociedade que deixem de usar determinados signos que pertencem a outras culturas que não a sua como é que você interessa essa dinâmica de desigualdade eu acho que tem que tentar ingressar em nível estrutural por exemplo uma uma marca do rio de janeiro que lançou uma coleção
onde tinha turbante e o lançamento da coleção foi só com modelos brancas a erro e se nós é porque a ação cultural ele ele no brasil é o seguinte em um precisa do outro tempo todo o que acontece no branco que se apodera de coisa do meu disco negro pois o pt e na medida do possível a gente só poderão das coisas dele também é bom colocar no piano no samba e nem ficar tocando piano com batucada assim tem coisas que eles estão gostando e vai causar turbante ponto bom tem que ser aquele baratos soluções
quer trocar o turbante por um carro zero-quilômetro sei prefiro calma fica cultura anti loura vai dá horas o turbante se a troca fosse justo assim tava bom mas não é assim né não então não é tudo branco quer tomar a nossa identidade através de um turbante o turbante um símbolo é onde de tudo o que já é tomado de mais o turbante negro então você vai ver gente negra reclamando claro tem que reclamar a camisa do racionais tem pra onde a rave ela não [Música] combatividade muito nosso sonho não pode estar de pé e você
me deu uma segunda vida vou continuar meu coração bater fora de mim me diz amor mesmo não quero falar e explicar para você tocar quando é quase o mesmo tinha não tinha sede completamente certo